quarta-feira, 16 de novembro de 2016

PARQUES DE NITERÓI: Desafios para unidades de conservação no contexto metropolitano



Axel Grael ressaltou a necessidade de aliar conservação ao desenvolvimento da cidade. Foto: Alex Vieira / Prefeitura de Niterói.


Encontro realizado na cidade abre espaço para troca de experiências sobre ambiente, fiscalização, soluções e gestão

 
O vice-prefeito de Niterói, Axel Grael, participou, na manhã desta quarta-feira (16), da abertura do 1º Encontro sobre Unidades de Conservação de Niterói, promovido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade. O evento, que termina nesta quinta-feira (17), tem como objetivo o fortalecimento da gestão pública por meio de trocas de experiências entre os diversos atores envolvidos no gerenciamento de unidades de conservação, abrindo espaço para os pesquisadores apresentarem os trabalhos realizados em Niterói, abordando temas relacionados ao assunto.

Os temas abordados são: Biologia da Conservação; Unidades de Conservação Municipais; Fiscalização Ambiental: desafios e avanços; Unidades de Conservação Urbanas e Zona de Amortecimento; Instrumentos de Gestão de Unidades de Conservação (Plano de manejo e Geoprocessamento); Uso Público, Planejamento e Parcerias Público-Privadas em Unidades de Conservação; Unidades de Conservação Estaduais do Rio de Janeiro e Panorama das Unidades de Conservação de Niterói.

O secretário de Meio Ambiente, Eurico Toledo, deu as boas-vindas aos participantes. Em seguida, Axel Grael destacou que Niterói está implementando um programa ambicioso de unidades de conservação.

“Hoje, com o Parque Estadual da Serra da Tiririca e as unidades de conservação municipais, Niterói está com aproximadamente 50% de seu território protegido por instrumentos legais. Não conheço outro município num contexto urbano e metropolitano que tenha alcançado essa marca”, disse.

O vice-prefeito ressaltou que falta ao Brasil a visão de unidade de conservação como indutora do desenvolvimento.

”Aqui em Niterói todo o nosso esforço é para que as unidades de conservação se insiram na vida das pessoas e nas políticas públicas, na geração de emprego e renda. O ideal é que haja uma visão empreendedora da unidade de conservação”, afirmou Grael, acrescentando que é muito importante que cada área tenha uma gestão bem definida.

“Em Niterói nós definimos o tipo de gestão, a delimitação dessas áreas e buscamos os recursos para que possamos fazer os investimentos necessários na implantação do programa Região Oceânica Sustentável (Pro-Sustentável), que vai suprir a maior parte dessas áreas protegidas. Também já desenvolvemos um plano de manejo para o Parnit (Parque Natural Municipal de Niterói), que inclui o Morro da Viração, o entorno da Lagoa de Piratininga, a Praia do Sossego, entre outras. Fizemos o concurso público para a Secretaria de Meio Ambiente para a formação de equipe para fazer a gestão e garantir a proteção dessas áreas. É importante destacar que o plano já prevê os investimentos em trilhas, em infraestrutura, em vigilância e controle. Com isso, nós podemos efetivamente implantar essas unidades de conservação”.

Pela manhã foram realizadas três palestras no auditório do Instituto de Geociências da UFF. Um dos destaques foi a apresentação sobre unidades de conservação municipais, com a experiência do Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis, ministrada pelo coordenador técnico do parque, Raimundo Lopes. A gestão da unidade serrana é considerada modelo.

Amanda Jevaux, subsecretária de Meio Ambiente de Niterói, falará sobre o grande desafio que é implantar uma unidade de conservação municipal. Por isso o encontro será de grande importância para que os técnicos do município conheçam as melhores técnicas e metodologias que podem ser aplicadas no Plano de Manejo do Parque Natural Municipal de Niterói (Parnit).

“A gestão de uma unidade de conservação urbana é um grande desafio. Como trabalhar com fragmentos florestais sem esquecer que estamos no meio de uma cidade? Como a gente faz para atrair, receber turistas e ao mesmo tempo preservar? Nosso plano de manejo foi o pontapé inicial para ter esse melhor conhecimento sobre as unidades. Niterói tem muitas áreas protegidas. Teremos uma mesa importante, com todos os gestores de unidades de conservação municipais e estadual. A ideia é agregar o maior número de pessoas que tratam desse grande desafio que é a implementação e gestão, principalmente das unidades municipais, já que os recursos são todos do município”, explica Amanda.

Fonte: O Fluminense






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