segunda-feira, 14 de novembro de 2016

EDUCAÇÃO ATÉ EMBAIXO D'ÁGUA: grupo da UERJ propõe trilha subaquática em Niterói



Ao participar do “Circuito das Águas” que está sendo implantado, os participantes podem observar o impacto da ação humana na natureza. Ideia é que até o final do ano a trilha esteja liberada aos visitantes. Foto: Douglas Macedo


Giovanni Mourão

Grupo de estudos da Uerj cria a primeira trilha subaquática de Niterói, para conscientizar sobre preservação

Com o objetivo de promover a educação ambiental, o Grupo de Estudos Interdisciplinares do Ambiente (Geia) da Faculdade de Formação de Professores (FFP) da Uerj de São Gonçalo implantou o “Circuito das Águas”, uma trilha interpretativa terrestre e subaquática em Itaipu, na Região Oceânica, com 2,28 km. O percurso engloba parte do Parque Estadual da Serra da Tiririca (PESET) e da Reserva Extrativista Marinha de Itaipu, além da Colônia de Pescadores de Itaipu (Z-8). Trata-se de uma trilha que busca apresentar uma interpretação ambiental dos ecossistemas locais, mostrando a biodiversidade da região para sensibilizar a população a respeito da necessidade da mudança de hábitos que atinjam negativamente a natureza. Localizada na área costeira e marinha de Itaipu, a trilha é composta por seis pontos de paradas, onde os ecossistemas da região são apresentados.

A caminhada educativa começa no manguezal, seguindo para a laguna e depois para uma remanescente de restinga. A quarta parada é sobre o sambaqui/dunas, a quinta é a colônia de pescadores e a resex (reserva extrativista) Marinha de Itaipu. Já a sexta e última parada é no final da Praia de Itaipu, próxima ao Morro das Andorinhas. Neste ponto também acontece a parte subaquática da trilha, em que os participantes mergulham. Ao lado da bióloga do Grupo de Estudos Interdisciplinares do Ambiente, Vivian Modolo, e da geóloga colaboradora, Luciana Tupinambá, a pesquisadora do Geia, Camila Meireles, falou sobre como a ação começou e explicou os objetivos da criação da trilha. “Esta é a primeira e única trilha interpretativa subaquática de Niterói e uma das poucas existentes no Brasil. A ideia surgiu em meados de 2015, pois queríamos ampliar a proposta do Geia, que já desenvolvia trilhas interpretativas no Parque Estadual da Serra da Tiririca. Queremos mostrar o impacto do homem no ambiente, abordando o lixo marinho, a ocupação imobiliária na região da Laguna de Itaipu, o assoreamento, a abertura do canal entre as praias de Itaipu e Camboinhas e outras questões que impactaram o ambiente”.

Uma das biólogas do grupo, Mariana Barcellos, falou sobre as parcerias firmadas para a implantação da trilha e as ações realizadas através delas. “Temos como parceiro o Museu de Arqueologia de Itaipu. Todos os anos o museu e uma escola aqui do bairro fazem, em parceria, atividades de educação ambiental com turmas do quinto ano, explicando a importância da interpretação do meio ambiente”, contou.

Camila Meireles falou também sobre as etapas para a trilha ser definitivamente aberta ao público. “Estamos na fase de implantação da trilha e a partir disso, vamos apresentá-la como um produto para uma empresa de ecoturismo que já está interessada no projeto, ou até para a própria universidade, que pode oferecer o serviço gratuitamente para escolas e pessoas que tenham o interesse de visitar as unidades de conservação. Esperamos que até dezembro ou janeiro a trilha já esteja liberada para visitantes”.

O Geia foi criado em 2006 pelo professor da FFP- UERJ, Douglas de Souza Pimentel, com o intuito de desenvolver estudos interdisciplinares sobre unidades de conservação, biodiversidade e educação ambiental.

Fonte: O Fluminense










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