quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Europa cobrará 1 bilhão de euros/ano de companhias aéreas por emissões de carbono

Europe looks likely to rule that airlines based outside the continent should pay for carbon emissions. Photograph: Kent Wien/Getty Images/Flickr RF


EU set to charge international airlines for carbon emissions


The EU looks likely to impose a system of carbon trading on all passenger flights taking off or landing in member states

Europe's most senior court is expected to rule on Wednesday that airlines based outside the continent should have to pay for their carbon emissions on flights to or from EU member states, in a crucial test of climate change regulation.


At stake are millions of tonnes in carbon dioxide emissions from aeroplanes, as airlines at present have little or no incentive to cut their greenhouse gases.

The signs are that the EU will be cleared to impose a system of carbon trading on all passenger flights taking off or landing in member states. In a preliminary ruling in October, the court backed the EU's plans. But whatever the 13 judges in Luxembourg decide on Wednesday, it is unlikely to be the end of the story as the long-running legal battle will open up on new fronts.

Already legislators in the US are attempting to make it illegal for their airlines to comply with EU rules on carbon, and it is understood that China is issuing similar guidance, in a serious escalation of hostilities.

The hard-fought battle pits the US and Chinese governments as well as numerous international airlines against EU legislators, who have insisted that airlines must pay for their share of the potential damage from climate change. The US and Chinese governments have threatened a trade war over the issue, and airlines have protested that if the EU rules are allowed to go ahead, they will be landed with billions of dollars of new costs in the next few years.

But the amount is likely to be small, according to analysts. Research carried out this year by the analyst company Thomson Reuters Point Carbon put the probable total cost to all airlines at about €1.1bn next year, but that was based on a carbon price of €12 per tonne – whereas prices have plunged to just over half of that in recent weeks. As a result, the true cost is likely to be much lower.

"The battle has been extraordinarily fierce, given the real implications of emissions trading, which are not really that big," said Andreas Arvanitakis, associate director of Point Carbon. "It's a minute incremental cost compared to the costs of jet fuel. This is certainly not a game-changer for aviation."

Airlines will also be treated equally on each route, in order to make competition between them fair.

On 6 October, an advocate general – a senior legal adviser appointed by the Court of Justice of the European Union – issued a formal recommendation to the court supporting the legality of the EU law. The 13-judge grand chamber has been deliberating the case since the advocate general's opinion was released.

Arvanitakis warned that if the judges ruled against the EU, it would be a "serious blow to political support" for the EU's emissions trading system. "If this entire sector is taken out, it would open the window for doubters within the EU to ask where this is going," he said.

Under the EU's proposals, all airlines operating flights taking off or landing in member states would be subjected to its emissions trading scheme – the system introduced in 2005 by which carbon-intensive industries are issued with permits to produce carbon dioxide. Cleaner companies can trade these permits with laggards, giving them an increasing incentive to cut carbon.

The US, China and numerous airlines argue that the system is in effect a tax on aviation, which would be banned by longstanding international agreement. However, the EU counters that the system is not a tax but represents fair regulation in order to tackle climate change. Airlines based within the EU will already be subject to the carbon trading rules from next year.

As a result of the system, passenger ticket prices are likely be pushed up, though some airlines may choose to absorb some of the costs.

Carbon prices within the European Union have fallen sharply as the euro crisis has taken hold, and are now close to their record lows.

Airlines also argue that the International Civil Aviation Organisation (ICAO) is preparing its own system of carbon trading, which could be operating from 2013. However, EU officials are doubtful that this would come up to the same standards as its scheme and could be open to manipulation by the airlines. Campaigners said the move to have ICAO bring in a scheme was merely a delaying tactic, and pointed out that ICAO has been talking about such a scheme for more than five years, without any concrete result as yet, with no guarantee of a future outcome.

Bill Hemmings, programme manager at Brussels-based campaigning group Transport and Environment, said: "Let's allow the judges to decide whether it is legal or not [for the EU to draw aviation within emissions trading], but it is certainly not unfair. All airlines are being treated equally when they come into and leave Europe and that is fair."

He said studies of the cumulative effect of civil aviation since its inception showed it was responsible for about 4.9% of carbon and equivalents in the atmosphere. As that amount is growing, while emissions must be cut to avoid dangerous global warming, aviation would be an increasing part of the problem, he said.

The EU is also looking at ways to regulate the carbon output of international shipping. Proposals to curb greenhouse gas emissions from aviation and shipping have been under discussion since the negotiations leading up to the Kyoto protocol in 1997, and in recent years have focused on a levy on shipping. But that proposal was knocked back yet again at this month's UN climate negotiations in Durban, South Africa.

Emissions from international aviation and maritime transport are excluded from the Kyoto protocol and the 2009 Copenhagen accord, and there is no guarantee they will be included in any new international climate agreement to come into force from 2020. If aviation is included in the EU emissions trading scheme, it will be the first time carbon emissions from the sector have been regulated.
 
Fonte: The Guardian

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Os ruralistas estão se superando. Atingirão a perfeição quando nos tornarmos um país sem árvores

Fumaça das queimadas encobre o Congresso Nacional. Foto Antônio Cruz/ABr.


Comissão aprova dispensa de licenciamento ambiental em áreas já degradadas

A condição é que o imóvel rural cumpra as exigências legais quanto às Áreas de Preservação Permanente (APP) e de Reserva Legal, e que o empreendimento não se localize em unidades de conservação de uso sustentável.

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara aprovou, na última semana, o Projeto de Lei 2163/11, do deputado Irajá Abreu (DEM-TO), que dispensa do licenciamento ambiental as atividades agrícolas, pecuárias e florestais já implantadas em áreas consideradas consolidadas, degradadas, abandonadas, subutilizadas ou utilizadas de forma inadequada.

A condição é que o imóvel rural cumpra as exigências legais quanto às Áreas de Preservação Permanente (APP) e de Reserva Legal, e que o empreendimento não se localize em unidades de conservação de uso sustentável.

Licença única - O projeto, que altera a Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/81), também institui a licença ambiental única, em substituição às licenças prévias, de instalação e de operação, para atividades agrícolas, pecuárias e/ou florestais implementadas em área superior a dez mil hectares ou inferior, quando não se verificarem as situações em que se prevê a dispensa do licenciamento ambiental.

Por fim, o projeto outorga ao órgão ambiental, estadual ou do Distrito Federal, a faculdade de exigir estudos de impacto ambiental (EIA) para o licenciamento de empreendimentos em área entre um e dez mil hectares, exceto para aqueles casos em que são dispensados do licenciamento.

Alto custo - O relator, deputado Abelardo Lupion (DEM-PR), apresentou parecer favorável ao projeto. Ele argumentou que o produtor rural não consegue mais suportar o alto custo financeiro e o longo tempo para a conclusão de todo o processo de licenciamento. "Devemos, assim, dispensar sua exigência para as atividades desenvolvidas há anos ou mesmo décadas, notadamente quando o produtor se encontra regular em relação ao Cadastro Ambiental Rural", disse o relator.

Lupion apoiou ainda a criação da licença ambiental única, "para dar celeridade ao processo de licenciamento, que certamente reduzirá o dispêndio de tempo e os custos do processo". Ele também está de acordo com a dispensa de exigência do estudo de impacto ambiental (EIA) para as referidas atividades em áreas rurais consolidadas de até dez mil hectares.

Tramitação - Sujeito à análise conclusiva, o projeto segue para as comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Agência Câmara, em Jornal da Ciência/SBPC.



Trata Brasil entrevista sua Embaixadora, a ginasta campeã Daiane dos Santos, que fala sobre a importância do saneamento básico na preservação das águas

Ginasta Daiane dos Santos.
Na semana passada, dia 11 de dezembro, aconteceu em Betim (MG) o encerramento oficial do calendário da Ginástica Olímpica no Brasil, evento tradicionalmente conhecido como “Ginástica de Gala”. Promovido pela Confederação Brasileira de Ginástica, o evento reuniu mais de 4.000 pessoas e 200 atletas coreografados em um lindo espetáculo que teve como tema “Despoluição dos mares”, aproveitando que 2012 será o Ano Internacional da Água. A apresentação abordou a água como fonte de vida, a necessidade da preservação, além de condenar a falta de saneamento básico, a pesca indiscriminada e os depósitos irregulares de lixo.

A ginasta Daiane dos Santos, que também é Embaixadora do Instituto Trata Brasil, participou da apresentação e concedeu entrevista por telefone ao Instituto falando sobre a importância da preservação de nossas águas e da necessidade de expandir rapidamente o saneamento básico. Acompanhem:

ITB – Qual foi o maior desafio para contextualizar esse tema da poluição das águas nas modalidades da ginástica?

Daiane – Nossa maior preocupação foi em fazer uma apresentação capaz de despertar a atenção das pessoas para esse problema. A poluição dos nossos rios é cada vez maior e o homem se preocupa cada vez mais consigo mesmo.

ITB – Qual o sentimento de usar sua arte em prol de uma causa como a despoluição das águas?

Daiane - Foi uma sensação incrível. Nós queríamos chamar a atenção do público de uma maneira diferente. Mostramos através da ginástica que todos somos responsáveis por nossas matas e águas e que apenas nós podemos fazer algo que mude esse cenário de poluição.

ITB – Na apresentação vocês retrataram a poluição dos rios, em sua opinião o que a sociedade pode fazer para mudar essa realidade?

Daiane – Cada vez mais precisamos falar sobre esse tema, principalmente para mobilizar grandes empresas que têm papel fundamental na manutenção dos recursos ambientais. Todos devem lutar para preservar ao máximo porque se não fizermos nada agora, amanhã pode não haver mais nada a ser feito.

ITB – Você observa algum contraste da falta de saneamento básico entre as regiões e países que você tem viajado?

Daiane – Eu cheguei a conhecer alguns lugares sem nenhum saneamento. Muitas vezes não preciso ir muito longe para presenciar cenas como essa. Em algumas comunidades as famílias vivem sem rede de esgoto, algumas acabam bebendo água da chuva, é até triste de falar. Cada vez mais observamos o Brasil evoluindo em diversas áreas, mas quando olhamos para a questão do saneamento, principalmente em cidades com menos recursos, esse serviço é inexistente.

ITB – As crianças são as maiores prejudicadas com a falta de saneamento, você acredita que além de comprometer a saúde, a falta desse serviço acaba impedindo que venham a se tornarem futuros atletas?

Daiane – A falta de saneamento compromete a saúde de todos, não apenas no desenvolvimento de novos atletas, mas na qualidade de vida de todas as pessoas. O saneamento básico deve ser obrigatório e não visto como um capricho, o próprio nome já diz que se trata de um serviço básico, então todos devem ter tratamento de esgoto, abastecimento de água, coleta de lixo, isso é o básico para sobrevier. Precisamos lutar por isso para garantir uma vida mais saudável e com mais qualidade.

Fonte: Instituto Trata Brasil
 
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O Projeto Grael é parceiro do Instituto Trata Brasil. Assim como a ginasta Daiane dos Santos, Lars Grael também é um dos embaixadores da organização que faz um importante trabalho de conscientização e lobby em favor do saneamento no Brasil.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Washington Post: Código Florestal ameaça a liderança brasileira na agenda climática


Brazil’s forest policy could undermine its climate goals


In RIO DE JANEIRO, Brazil — Brazil, caretaker of the world’s largest rain forest, is about to enact broad new regulations that opponents say could loosen restrictions on Amazon deforestation and increase the country’s greenhouse gas emissions.


The move comes after two years of often roiling debates and dozens of hearings across the country over how to update a 1965 law that was designed to control slash-and-burn agriculture. Backers say the proposed Forest Code bill, which is expected to be signed into law early next year, would protect the Amazon while easing the regulatory burden on small farmers.
 
Brazil, a leader on climate change and host of next June’s U.N. Earth Summit in Rio de Janeiro, is charting a climate strategy shaped by domestic politics and economic concerns that sometimes appears at odds with its international environmental rhetoric. Such domestic pressures — clear also in increasingly influential developing countries such as China and India — have created uncertainty over how the world will curb its carbon output by the end of the decade, even as negotiators gear up to forge a new global warming pact by 2015.


“It sends a mixed message because Brazil has positioned itself as a country that’s committed itself to saving the forest cover to the benefit of the world,” said Christian Poirier, Brazil program director for Amazon Watch. “The new forest code flouts all that.”

Proponents say it is an improvement over the 1965 law, which requires landholders in the Amazon to have a forest cover over 80 percent of their land. That law has been strengthened over time, and its critics say its myriad rules are hard to understand and routinely ignored.

“The current forest code is not working at all,” said Marcos Jank, head of the sugar cane trade group UNICA. “It has not been respected. It’s extremely confusing because the forest code has changed many times in our history.”

Under a Brazilian Senate proposal approved earlier this month, farmers would still have to set aside the same amount of their land for forest. But various loopholes, environmentalists warn, would permit farmers in some states to reduce the amount of land covered by trees. Farmers also would be able to reforest as much as 50 percent of illegally denuded areas with exotic species, rather than native trees, and the overhaul would require farmers to restore only about half of the 212,000 square miles — an area the size of France — they would have been required to restore under the current law.



The code also would do away with restrictions on the clearing of trees from riverbanks and hillsides, by measuring buffer regions based on river flows during the dry season rather than the rainy season, while shielding farmers in the Amazon with up to 1,087 acres of land from fines and other legal penalties for having deforested before July 2008.

Supporters of the bill say it would make it easier for farmers to comply while creating a series of incentives that, in time, would curb deforestation.

“You will take that farmer and bring him into the law,” said Andre Nassar, director of the Institute for International Trade Negotiations, a Sao Paulo-based group that is sponsored by the agricultural industry. “And then that farmer probably will not continue to carry out that illegal deforestation.”
 
Fonte: The Washington Post

Rio terá primeira "Bolsa verde" do País

Será o primeiro mercado de carbono do País, mas o leque de commodities negociadas será mais amplo: terá efluentes industriais, reposição florestal e até lixo.

O Rio de Janeiro terá a primeira "Bolsa verde" do Brasil. O projeto inédito pretende desenvolver um mercado de ativos ambientais para promover a economia verde fluminense. Será o primeiro mercado de carbono do País, mas o leque de commodities negociadas será mais amplo: terá efluentes industriais, reposição florestal e até lixo. A previsão é que comece a operar em abril de 2012, às vésperas da Rio+20, a conferência sobre desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).

O primeiro passo nessa direção é o acordo de cooperação que será firmado amanhã entre a Secretaria de Estado do Ambiente, a Fazenda municipal e uma associação civil sem fins lucrativos, a BVRio. "A Bolsa é um ambiente de negociação, onde quem precisa de determinados ativos compra de quem tem", explica Suzana Kahn, subsecretária de Economia Verde da Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Rio. Entre esses ativos, o carbono é o mais importante.

O mercado mais forte de créditos de carbono no mundo é o europeu. Movimentou mais de € 100 bilhões em 2010. A base é o estabelecimento de um teto de emissões de gases-estufa (conhecido em inglês por "cap") e a comercialização de licenças para emitir ("trade"). Algumas vezes tais licenças são doadas pelos governos às empresas; outras são vendidas.

A empresa que emite mais do que seu teto tem débito e compra créditos da outra, que emitiu menos - sistema de compensação e comércio conhecido por "cap & trade". "Queremos estimular a melhor eficiência e incentivar quem consegue reduzir emissões a custo menor", diz Suzana. No futuro, a Bolsa deverá abranger também energia renovável e biomassa.

O mesmo raciocínio se aplica aos efluentes industriais na Baía da Guanabara ou para créditos de logística reversa e reciclagem. No último caso, a lei determina que os produtos ou suas embalagens voltem às indústrias depois do consumo. A lógica aqui é permitir que empresas ou cooperativas que realizarem atividades de logística reversa vendam seus créditos a quem precise. "O crédito atesta que alguém reciclou uma tonelada de aço", ilustra Pedro Moura Costa, presidente-executivo da BVRio.

"Uma empresa precisa reciclar aço, mas pode comprar os créditos de alguém que fez o trabalho para ela", explica Moura Costa. "Você delega o que tem que fazer a empresas especializadas, que podem realizar o trabalho a um custo menor do que você faria e de um modo melhor."

A BVRio é uma associação civil sem fins lucrativos, que quer desenvolver os tais ativos ambientais. Os associados da BVRio são representantes de empresas, tanto de indústrias como de outros setores (inclusive bancos) ONGs e cientistas ou pessoas envolvidas com finanças ambientais. Terá câmaras temáticas para discutir como esse espaço de negociação "pode nos ajudar a migrar para a economia verde", diz Suzana.

Outro setor de transação na Bolsa verde será voltado aos proprietários rurais que tiverem uma área de florestas maior do que a exigida por lei (a chamada reserva legal). Eles poderão vender seus certificados para outros proprietários, que precisarem recuperar áreas. É um esquema similar aos créditos de reposição de retirada de vegetação. Nesse tópico, quem usa madeira retirada de florestas nativas tem obrigação de repor o que tirou. Empresas que fizerem plantio de modo voluntário poderão vender créditos às que têm a obrigação de repor a mata.

"O governo tem que criar a demanda para cada uma dessas commodities", explica Moura Costa. "Estamos trabalhando para que o Estado tenha metas de redução", diz Suzana, referindo-se aos gases-estufa. Ela adianta que há contatos com siderúrgicas, empresas de petróleo e gás, cimento, para identificar o custo de cortar emissões. "Ao mesmo tempo, queremos criar um mecanismo de mercado para que possam cumprir suas metas", explica a subsecretária. "De um lado estaremos apertando, mas de outro, criando condições para que a economia verde deslanche."

Se o objetivo imediato da Bolsa fluminense é estimular a economia verde no Estado, a iniciativa pode ter estímulos indiretos. Um deles, por exemplo, é atrair para o Rio um setor de prestação de serviços ambientais que, em Londres, já representa 9.000 empresas, em prega 160 mil pessoas e tem faturamento anual de 23 bilhões de libras esterlinas, diz Moura Costa.

Ele foi o fundador de uma das maiores empresas do mercado de carbono do mundo, a Ecosecurities, adquirida em 2009 pelo J.P.Morgan. "Quero agora fazer algo semelhante no Brasil", diz. Engenheiro agrônomo com especialização florestal, Moura Costa acredita que a Bolsa verde pode aumentar a qualidade das metas ambientais que já existem, "que serão implementadas de modo melhor e por um custo menor".

"É muito difícil estimar o volume de operação dessa Bolsa", registra Eduarda La Rocque, secretária municipal da Fazenda do Rio. As conversas entre o governo estadual e o municipal se iniciaram há três meses, conta ela. "Queremos trazer o mercado financeiro mais para perto da economia verde", diz ela. "Essa iniciativa carrega junto todo um entorno de serviços, que envolve advogados, corretoras e uma Bolsa de valores."

Há muitos anos, o mercado de ações do Rio foi transferido para São Paulo. "Vamos ter que conseguir uma Bolsa parceira no projeto, que pode ser a de São Paulo, desde que toda a 'inteligência' da Bolsa verde esteja aqui", diz Eduarda "Bolsa hoje é virtual. Em tese, as transações podem ser feitas independentemente de onde se esteja."

Há várias iniciativas similares à do Rio em estudo no Brasil. O governo federal há anos estuda o desenvolvimento de um mercado nacional de créditos de carbono. "Isso não é simples. Estamos, agora, estudando todas as regras", antecipa Suzana. Segundo ela, a recente conferência internacional sobre mudança climática da ONU em Durban, na África do Sul, foi positiva (mesmo que os avanços tenham sido tênues) nesse sentido.

"Durban apontou com clareza que há uma tendência irreversível para a economia de baixo carbono", diz. "Isso cria, no mercado, uma expectativa positiva. Ninguém vai querer investir em uma tecnologia que será obsoleta em 10 ou 15 anos."

Fonte: Valor Econômico

Associação de Maricultores de Jurujuba recebe intervenção do Governo do Estado

Também foi assinado um termo de cooperação técnica entre Fiperj e Iterj

Com a presença dos secretários de Estado de Desenvolvimento Regional, Felipe Peixoto, e de Habitação, Rafael Picciani, foi entregue hoje (15/12) à Associação de Maricultores de Jurujuba cessão de uso de posse da terra onde funciona a organização, qua também abriga a melhor estrutura de beneficiamento de mexilhão do estado. Um terreno que pertencia ao estado e que, através do trabalho do Iterj (Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro), agora passa a pertencer aos maricultores locais, para o desenvolvimento de suas atividades, que contam com a assistência técnica da Fiperj (Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro).

“Nós temos o orgulho de dizer que este é um espaço que funciona e que a partir de hoje vai poder se desenvolver ainda mais. Essa cessão de uso vai dar uma tranquilidade jurídica para a Associação que agora, estando regular, vai poder participar de projetos de captação de recursos”, disse o secretário de Desenvolvimento Regional Felipe Peixoto, que ressaltou a parceria estabelecida com a Petrobras para a construção de um Píer no local que agora vai poder ser dada prosseguimento.

“É com muita felicidade que estou participando deste momento em que efetivamos a regularização deste local tão importante. Nossa ideia é fazer o mesmo em outras comunidades pesqueiras, para que mais famílias vivam da sua atividade, mas com qualidade e possibilidade comercial para vender seus produtos”, disse o secretário de Habitação Rafael Picciani.

Na ocasião também foi assinado um Termo de Cooperação Técnica entre a Fiperj e o Iterj, que prevê ações voltadas para os Assentados da Reforma Agrária e os Pescadores Artesanais e suas famílias, residentes em áreas sob processo de Regularização Fundiária. A ideia é que o Iterj possa promover a regulamentação desses locais e a Fiperj trabalhe dando assistência técnica, elaboração de projetos técnicos, capacitação a pescadores e aquicultores, apoio ao licenciamento ambiental, entre outras ações, para os que ali desenvolvem seus trabalhos.

“Queremos realizar essas ações em todas as comunidades pesqueiras do estado, para que todas possam trabalhar com acesso às políticas públicas. A nossa Fundação contribui nesse processo e ajuda no fomento da atividade”, disse Marco Botelho, presidente da Fiperj.

Também estiveram presentes a solenidade a presidente do Iterj, Elisabeth Mayumi, o subsecretário de Pesca de Niterói, Atílio Guglielmo e o presidente da Associação dos Maricultores de Jurujuba, Misael Lima, entre outros.
 
Fonte: felipepeixoto.com.br
 
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Comentário: 
 
A iniciativa do governo estadual é louvável. Jurujuba é uma comunidade tradicionalmente ligada à pesca e, portanto, mantém uma íntima relação com o mar.
 
Desde que estabeleceu-se no bairro, o Projeto Grael sempre se preocupou em inserir-se na comunidade que possui tanta sinergia com as suas atividades e de onde chega o maior número de alunos nos nossos cursos. Sempre tivemos interesse e admiração pela história e pela vocação do local e nos preocupamos com a preservação da sua cultura marinheira, que aos poucos vem se perdendo, sem que seja passada das gerações antigas para as mais novas.
 
Uma das maneiras mais eficientes para se evitar este processo continue acontecendo é fortalecer os laços coletivos na comunidade e dar condições para que os ofícos tradicionais sejam valorizados, para que continuem sendo atrativos às novas gerações.
 
Legalizar e estruturar os meios de produção é a chave para isso. Portanto, ao fortalecer institucionalmente a Associação de Maricultores, o governo consolida uma importante ferramenta para que a comunidade avance na melhoria da sua qualidade de vida e preserve a sua identidade.
 
Seria importante se a Secretaria de Desenvolvimento Regional, liderada pelo secretário Felipe Peixoto, e a FIPERJ, o órgão estadual de fomento à pesca, que tem à frente Marco Botelho, com o apoio da Capitania dos Portos, pudessem avançar também no ordenamento territorial dos espaços utilizados para a maricultura. Há um evidente descontrole sobre a expansão da atividade e avanços das bóias de mexilhões sobre o espelho d'água, gerando dificuldades para outros usos da enseada, como os programas mantidos pelo Projeto Grael, que também atua em benefício da comunidade.
 
Também é necessário implantar urgentemente uma sinalização adequada para evitar os riscos à navegação, que afeta não só os praticantes de esportes náuticos, mas os próprios pescadores.
 
Axel Grael

Martine Grael e Isabel Swan garantem a vaga na 470 para o Brasil em Londres-2012

Martine e Isabel, felizes, comemoram a vitória na sétima regata do Campeonato Mundial da ISAF. Foto Alex McKinnon.

Martine e Isabel cambam boia de sotavento. Foto de Alex McKinnon.

Martine e Isabel lideram a flotilha. Foto de Christophe Favreau.

Martine e Isabel. Foto Divulgação.

Martine Grael e Isabel Swan terminaram o Campeonato Mundial de Vela da ISAF (ISAF Sailing World Championships), realizado em Perth, Austrália, em oitavo lugar, garantindo a presença do Brasil na Classe 470 Feminina nos Jogos Olímpicos de Londres.

Martine é filha de Torben e Andrea Grael, e irmã de Marco Grael, também da Equipe Brasileira Olímpica de Vela e Isabel Swan foi medalha de bronze em Pequim, na mesma classe 470.

As velejadoras do Rio Yacht Club, de Niterói-RJ, tiveram um início de campeonato mais difícil devido à dificuldade nas largadas. Ao longo da competição foram se acertando e tiveram uma brilhante recuperação: venceram uma das regatas, além de tirar um segundo e um terceiro lugar (veja resultados). Com estes resultados, mostraram que estão bastante competitivas mesmo diante dos maiores nomes da classe na atualidade.

Quanto à participação no Mundial da ISAF, as velejadoras declararam à ZDL/CBVM:

"Estar entre as top10 do mundo é muito bom. Hoje, no 470, os 12 primeiros times estão muito parecidos e a briga para a olímpiada do ano que vem vai ser boa. Nós viemos aqui para classificar o Brasil, antes de tudo, e tentar sair na frente na seletiva nacional. Ficar em oitavo foi uma boa surpresa. Ainda mais se pensarmos que só nós e o Star chegamos às regatas finais. ", explica Isabel Swan, a pioneira medalhista de bronze (Pequim 2008) na classe, ao lado de Fernanda Oliveira.


"Neste domingo nós acabamos largando escapado e isso, claro, atrapalhou. Foi uma regata de recuperação. Mas estou feliz com o resultado, principalmente porque sei que temos ainda alguns pontos em que precisamos melhorar. Isso é bom, porque muitas de nossas competidoras já estão no auge e nós já estamos andando perto delas. Isso nos dá mais ânimo para treinar", pondera Martine Grael, filha do multicampeão Torben Grael.

Os resultados da dupla de velejadoras niteroiense, que disputaram a Medal Race no domingo, 18 de dezembro, coroaram a participação brasileira, considerada a melhor da história nos Mundiais da ISAF. O Brasil conquistou sete vagas para Londres, com destaque para Robert Scheidt e Bruno Prada que foram perfeitos e conquistaram o título de bi-campeões mundiais na Classe Star.

Mas, a luta para estar em Londres ainda não terminou. Mesmo conquistando as vagas para o país, os velejadores ainda terão que disputar as Eliminatórias Olímpicas que serão realizadas no Brasil, embora já possam contar com 1 ponto. A Eliminatória valerá mais um ponto. Caso terminem empatados com outra tripulação, haverá o desempate em campeonatos de alto nível no exterior.

Para as classes que não consequiram garantir a vaga para o Brasil em Perth, ainda restam algumas chances. É o caso de Marco Grael, irmão de Martine, que velejou em Perth como proeiro de André Fonseca (o Bochecha), na Classe 49er. Faltou sorte para Marco e André, que tiveram avarias - quebraram o leme - e outras dificuldades ao longo da competição. Mas, ainda há luz no fim do túnel.

Como dissemos, o processo de formação da equipe olímpica brasileira de vela ainda não se concluiu. Nenhum velejador está garantido, apenas a vaga do Brasil para algumas classes. Outras ainda terão que correr atrás. Mas, está se delineando uma equipe forte e competitiva e que poderá manter a boa tradição de resultados olímpicos da vela, esporte que conquistou o maior número de medalhas para o Brasil.

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Veja postagem aqui no Blog do Axel Grael sobre os compromissos ambientais e educacionais do Mundial de Perth. Aqui.

Depoimento do aluno Artur Pimenta ao Portal Ahê emociona equipe do Projeto Grael


A descoberta e a paixão pela vela estimuladas pelo Projeto Grael

Campeão juvenil, que sonha com olimpíadas, vai assistir ídolos da vela em regata que homenageia família Grael.

Concentração e foco são duas das principais características de um atleta, geralmente aprendidas ao longo do tempo, após vivenciar (nos músculos) a sua rotina. Mas a lição não demorou a ser aprendida por Arthur Pimenta, de 12 anos, um dos muitos jovens que fazem parte do Projeto Grael (de iniciação à vela) que funciona em Niterói, no estado do Rio de Janeiro. Ele dedica parte do seu dia para aprender (o máximo que puder) com a finalidade de chegar ao posto de velejador.


Alunos preparando o barco. Foto de Mariza Formagginni.

- Com humildade e paciência você consegue. Quando eu comecei, achava o curso chato porque precisava assistir às aulas teóricas, mas depois me apaixonei e fiquei viciado, dependente - , brinca o atual campeão estadual juvenil, de sorriso fácil e objetivos bem definidos para a pouca idade que tem.

Artur é um exemplo para os outros colegas do projeto que, desde sua fundação, em 1996 (antes dos Jogos Olímpicos de Atlanta), atendeu mais de 10 mil crianças da rede pública de ensino educando esses jovens com o uso da vela. Esses alunos não aprendem apenas a velejar, mas a construir barcos, motores, habilidades que não servem apenas para a indústria náutica. Enquanto ainda não tem idade para frequentar os cursos (abertos para alunos a partir dos 16 anos), ele foca no maior de seus objetivos: velejar nas Olimpíadas.

- Ainda tem muita coisa pela frente, mas é o que eu quero -, conta o jovem que faz questão de compartilhar a admiração pela família Grael e pelo ídolo Torben. - Ele é um excelente velejador e está sempre por aqui, conversando com a gente. Isso ajuda muito a ter mais conhecimento sobre o que a gente está fazendo aqui.
 
Regata tradicional reúne os ídolos de Artur

Daqui a pouco, às 11h, será dada a largada da XII Regata Preben Schmidt em homenagem ao avô dos velejadores Axel, Torben e Lars Grael. O evento faz parte do calendário da Federação de Vela e acontece na Baía de Guanabara, partindo do Rio Yacht Club (Sailing), em Niterói.


Projeto Grael. Foto de Mariza Formagginni.

A regata Preben Schmidt é a mais tradicional competição de barcos clássicos do Brasil e os destaques da prova são os veleiros antigos, como o Aileen, que completará 100 anos em 2012. O barco, da classe Seis Metros, pertenceu a Preben e hoje está sob o comando do neto Torben Grael, ídolo de Artur.
 
Foi neste barco que três gerações da família Schmidt Grael aprenderam a velejar.

Este ano, a regata promove uma campanha estimulando a doação de velas, cabos e ferragens não mais utilizadas nas embarcações para o Projeto Grael. Os produtos serão reutilizados para a confecção de bolsas, chapéus e demais acessórios.

Essa pegada sustentável está diretamente ligada ao projeto que abraça a comunidade, oferecendo cerca de 10 cursos profissionalizantes e conscientização de meio ambiente.

- Esse contato que temos com o mar e com a natureza passa para a gente uma visão muito boa de meio ambiente, de que cada um deve fazer a sua parte. Aqui, aprendemos a não jogar lixo no chão e reciclamos tudo - explica, completando que a vela é fundamental e imensurável em sua vida.

- O tamanho? Ah, é tão forte que eu nem sei dizer qual o tamanho da vela em minha vida. Ele não tem tamanho porque a cada dia cresce mais.
 
Fonte: Portal Ahê

Cientistas se preparam para monitorar oceano Atlântico

A fim de monitorar mudanças de padrões de circulação do Atlântico Sul – que afetam o clima global –, projeto temático aprovado no âmbito da cooperação FAPESP-Facepe-ANR irá fundear instrumentos científicos em uma linha que vai da América do Sul à África


Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – Os padrões de circulação das águas do oceano Atlântico Sul podem estar sofrendo transformações que têm potencial para interferir no clima global. A fim de entender esse fenômeno, um grupo internacional de cientistas instalará uma série de instrumentos de monitoramento ao longo de uma linha que se estende da América do Sul à África.

Essa tarefa, que integrará o projeto internacional Circulação do Atlântico Sul Meridional (Samoc, na sigla em inglês), terá uma importante participação brasileira: toda a parte ocidental da instrumentação será instalada e operada pelos pesquisadores de um projeto temático financiado pela FAPESP e coordenado pelo professor Edmo Campos, do Instituto Oceanográfico (IO) da Universidade de São Paulo (USP).

O projeto temático foi aprovado no início de dezembro no âmbito do acordo de cooperação FAPESP-Facepe-ANR, que prevê chamadas conjuntas de propostas de pesquisa envolvendo a FAPESP, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Pernambuco (Facepe) e a Agência Nacional de Pesquisas da França (ANR, na sigla em francês).

Além da coordenação de Campos, do lado brasileiro, o projeto é coordenado do lado francês pela professora Sabrina Speich, do Instituto Universitário Europeu do Mar, da Universidade da Bretanha Ocidental (França).

Segundo Campos, o objetivo do projeto Samoc é monitorar a circulação das águas do Atântico Sul, já que existem indicações de que seus parâmetros estão sofrendo modificações.

“Esses parâmetros de circulação são, em última instância, o mecanismo que controla o clima do planeta. O objetivo desse grupo internacional é monitorar o Atlântico Sul para entender como ele está se comportando no presente e, eventualmente, como se comportará no futuro com as mudanças que estão sendo identificadas”, disse Campos à Agência FAPESP.

Diversas áreas do oceano Atlântico já estão sendo monitoradas pelo projeto Samoc e por diferentes instituições como a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla em inglês), dos Estados Unidos, e outras do Brasil e da Europa. Segundo ele, essas iniciativas ainda são bastante tênues, mas tendem a se tornar, no futuro, um sistema de monitoramento oceânico permanente.

“Até agora o Brasil tinha participado desse conjunto de iniciativas apenas como coadjuvante. Mas, com o projeto que iniciamos agora, poderemos dar uma contribuição significativa à formação do sistema de monitoramento”, declarou.

Quando se observam as características físicas da circulação oceânica, segundo Campos, percebe-se que as atividades mais intensas ocorrem próximas aos continentes. Por isso é importante distribuir os instrumentos ao longo da linha que vai de um continente até o outro.

“O padrão de circulação do oceano Atlântico funciona como um mecanismo que distribui calor em vários locais do planeta. Se houver alteração nesse padrão, teremos resposta no clima. E esse padrão também responde às alterações na atmosfera”, explicou.

Segundo Campos, a instrumentação, que inclui sensores de temperatura e salinidade, será fundeada – isto é, presa no fundo do mar – desde a América do Sul até a África do Sul, ao longo de uma linha que passa a 34,5 graus de latitude sul. A equipe brasileira cuidará de toda a parte oeste da rede de monitoramento. A equipe francesa ocupará a parte leste e os norte-americanos da NOAA e da Fundação Nacional de Ciência (NSF, na sigla em inglês) cuidarão da parte central.

“A FAPESP está financiando alguns instrumentos cuja função é medir o transporte – isto é, a velocidade integrada das águas em uma determinada seção. O objetivo é avaliar quanto fluido está sendo transportado e quanto desse transporte de fluido carrega calor consigo. Queremos saber basicamente quanto calor está sendo transportado através dessa linha, em direção ao norte”, explicou.

Hoje, segundo Campos, sabe-se que o clima global é fortemente influenciado pela quantidade de calor que o Atlântico Sul transporta para o Atlântico Norte. “Por isso temos que medir a velocidade, a temperatura, a salinidade e uma série de parâmetros que nos permitirão entender como está sendo alterada a dinâmica da circulação”, afirmou.

Missão para o Alpha Crucis

O fundeamento dos equipamentos na parte brasileira do projeto será feito até o fim de 2012, segundo Campos, pelo navio oceanográfico Alpha Crucis, adquirido com recursos da FAPESP e gerenciado pela USP. Os instrumentos, segundo ele, ficarão fundeados a profundidades que vão de 200 metros a 6 mil metros.

“Os equipamentos não fazem transmissão em tempo real, por isso o navio precisará ir até eles algumas vezes para recuperar dados utilizando um sonar, além de realizar manutenções. Os equipamentos possuem modems acústicos e os dados são coletados quando o navio passa por cima deles. A cada dois anos, em média, será preciso recolher os instrumentos para trocar as baterias e refazer o fundeio”, disse Campos.

Segundo Campos, o projeto Samoc será provavelmente uma das primeiras utilizações do Alpha Crucis em grande escala. Sem o navio, a operação ficaria limitada, pois seria preciso utilizar navios da Marinha, que têm uma série de restrições e tornam a realização da pesquisa muito difícil.

“O Brasil tem uma tradição de pesquisa costeira, por falta de recursos, mas com o navio à disposição vamos finalmente produzir oceanografia do mais alto nível internacional”, disse.
 
Fonte: Agência FAPESP

FISH PARADE: renda de evento realizado em Niterói se reverterá para o PROJETO GRAEL

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Conta social: Niterói está pra peixe

Rio - A mostra ‘Niterói está pra Peixe’, em cartaz até o próximo dia 20, expõe peixes de cerâmica customizados por artistas e designers no 1° Festival de Gastronomia do 
Mar  no Mercado de Peixe São Pedro, que aconteceu dia 3, na Ponta D’Areia, em Niterói. As peças estão expostas em diferentes pontos da cidade, uma versão ‘Fish Parade’ da ‘CowParede’, que tomou ruas do Rio de Janeiro. Depois disso, serão vendidas em leilão beneficente, com a renda revertida ao Projeto Grael — Instituto Rumo Náutico, organização não governamental fundada há 11 anos (*) e voltada à educação profissional em vela. A proposta do instituto é facilitar a inclusão de jovens de baixa renda no esporte náutico, modalidade, até pouco tempo, elitizada.

Fonte: O Dia Online

(*) Oservação: o Projeto Grael foi criado em 1998, portanto há 13 anos.