quinta-feira, 6 de março de 2014

Lars Grael e Samuel Gonçalves lideram a Bacardi Cup, em Miami




Três regatas já foram realizadas em Miami na disputa da Bacardi Cup na classe Star e os brasileiros Lars Grael e Samuel Gonçalves lideram a competição. A dupla tem cinco pontos a menos que os americanos Mark Reynolds e Magnus Liljedahl, segundos colocados. Torben Grael e Guilherme Almeida aparecem em terceiro, dois pontos atrás. Nesta quarta-feira o vento estava fraco e bastante rondado e os brasileiros mostraram que não estão de brincadeira. Alan Adler e Ubiratan Matos aparecem na sétima colocação; Fabio Bruggioni e Marcelo Sansone em 16º; Admar Gonzaga e André Serfa em 18º, Marcelo Bellotti e Arthur Lopes em 19º, Luiz Reis e Alexandre Freitas em 21º, Dino Pascolato e Maguila em 33º e Frederico Viegas e Renato Moura em 34º. No total, 55 duplas disputam a competição.

Fonte: Coluna do Murillo



"Tomara que chova", artigo de Dora Negreiros


Dora Negreiros, ambientalista, presidente do Instituto Baía de Guanabara.


Se não chover logo, vai faltar água! Chuva pra valer, não aquela recente chuvinha de nada que mal deu para molhar o chão. Precisamos da chuva mansa e duradoura, de encher o rio, não a de provocar deslizamentos. Passei o carnaval olhando esperançosa para o céu e cantando o sucesso de Emilinha Borba: Tomara que chova, três dias sem parar.

“A minha grande mágoa é lá em casa não ter água /Eu preciso me lavar/ De promessa eu ando cheio/Quando eu conto a minha vida, ninguém quer acreditar / Trabalho não me cansa, o que cansa é pensar/ Que lá em casa não tem água, nem pra cozinhar...”

A marchinha, de 1951, traduzia o enorme tormento dos cariocas que só foi resolvido quatro anos depois com água vinda de longe, do rio Paraíba do Sul. Espertamente usaram as obras de desvio do rio feitas pela Light, lá em Barra do Piraí, para gerar energia, aproveitando, para beber, a água que depois seguia pelo leito do Rio Guandu. Até hoje é assim. A estação de tratamento do Guandu, em Itaguaí, limpa a água que vai abastecer os municípios do Rio de Janeiro e da Baixada. No início, só os bairros nobres tinham água em casa. As áreas faveladas só tiveram direito a ela há menos de vinte anos, com dinheiro do PDBG – Programa de Despoluição da Baía de Guanabara. Até então cabia a marchinha interpretada pela rival da Emilinha Borba, a cantora Marlene.

“Lata d’água na cabeça lá vai Maria, sobe o morro não se cansa, pela mão leva a criança...”

Do lado de cá da Guanabara, a água que bebemos vem do Rio Macacu, lá da serra por onde passa a estrada para Nova Friburgo. Já na Baixada, um canal artificial, o de Imunana, retira parte de sua água que depois é bombeada por 16 km até a estação de tratamento do Laranjal, em São Gonçalo. De lá, é distribuída para os moradores de Niterói, São Gonçalo e Ilha de Paquetá.

Hoje somos cerca de dois milhões de pessoas dependendo do mesmo Rio Macacu, que neste atípico e seco verão, está diminuindo dia a dia. Não tem chovido nem aqui, nem nas encostas bem florestadas da Mata Atlântica onde ele tem suas nascentes.

Interessante é que até há poucos dias, o Macacu não dava sinais, na Baixada, da falta de chuva na serra, o que poderia ser explicado pelo “efeito esponja” que a floresta exerce. Ela retém a água que recebe nos tempos de chuva e a devolve lentamente para os rios, nas épocas de seca.

Agora, dia a dia, a vazão do Rio Macacu tem diminuído, dando sinais de que a floresta também está secando, o que causa apreensão às empresas responsáveis pelo fornecimento de água para as cidades. E estamos no final do verão que deveria ser a época de chuvas intensas, as que enchem reservatórios. Ainda este mês começa o outono e logo depois entraremos no inverno, que é a época das secas.

Valha-nos São Pedro! Se não nos atender logo, nossas torneiras vão secar.

Dora Negreiros, Presidente do Instituto Baía de Guanabara / RJ


Fonte: O Fluminense

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Finalmente voltou a chover em Niterói.


Hoje pela manhã, chegou finalmente a tão esperada chuva. Ainda uma chuva moderada, incapaz de repor a água perdida do solo e realimentar os aquíferos, mas já suficiente para reanimar a vegetação que sobreviveu à longa estiagem. Mas, gramados que hoje estão secos e queimados voltarão a ficar verdes, o capim nas encostas ficará menos vulnerável ao fogo e algumas árvores mais resistentes voltarão a exibir folhagem revigorada.

Apesar da previsão que o verão 2013-2014 seria muito chuvoso, a cidade não via chuvas há meses. O fenômeno é verificado em quase toda a Região Sudeste do país, mas Niterói sofreu mais que os municípios vizinhos.

A consequência da seca foi uma elevada incidência de incêndios que consumiram a vegetação de encostas da cidade, destruindo cerca de 20 hectares de área florestada e uma superfície muito maior de encostas som florestas, mas coberta pelo capim-colonião.

A volta das chuvas alegrou os niteroienses, mas também outros moradores que estavam sentindo a sua falta. Logo que a chuva começou, no meio da manhã, um grupo de gaivotas chegou ao Caminho Niemeyer, no Centro da Cidade, e deliciou-se bebendo a água que começava a se acumular em poças sobre o piso.

Veja abaixo:

Foto de Axel Grael.

Foto de Axel Grael.

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Carnaval de Niterói 2014 - Alegria e tranquilidade no Carnaval da Paz



A alegria e a tranquilidade foram os grandes destaques do carnaval de 2014 em Niterói. Nos quatro dias de folia, a cidade contou com programação oficial em 18 bairros e teve, em suas ruas, o desfile de mais de 60 blocos, além dos desfiles das escolas de samba na Rua da Conceição. A estimativa da prefeitura é que, pelo menos, 300 mil pessoas tenham participado do carnaval em Niterói este ano.

Para o presidente da Niterói Turismo e Lazer (Neltur), Paulo Freitas, o feriado prolongado de Momo revelou que a retomada do carnaval niteroiense está no caminho certo: “Este ano, o carnaval foi melhor que no ano passado. Tivemos mais estrutura, mais organização. E no próximo ano será ainda melhor e isso é exatamente o que o prefeito orientou: um carnaval melhor a cada ano,” diz Freitas.




O presidente da Neltur ressalta que desde a abertura oficial do evento, não houve qualquer ocorrência grave na cidade. “O planejamento funcionou muito bem, com a integração entre todas as secretarias municipais. Os postos de saúde, em maior número este ano, realizaram um excelente serviço, a Guarda Municipal e a Secretaria de Ordem Pública atuaram em conjunto com Corpo de Bombeiros e Polícia Militar, enfim, tudo saiu melhor do que prevíamos. Agora é começar a pensar no próximo ano”, comenta Paulo Freitas.

Na segunda-feira de carnaval, o prefeito percorreu as ruas da cidade para ver como funcionavam as estruturas montadas pelo município e se mostrou bastante satisfeito. Para ele, a festividade transcorreu com muita alegria e num clima de completa paz.

Durante o feriadão, a Seop atuou com 120 homens que trabalharam em conjunto com a Polícia Militar. Os agentes municipais fizeram um trabalho de orientação aos foliões, evitando a ocorrência de delitos. Já a Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) havia recolhido, de sábado até o início da tarde de ontem (quarta-feira), cerca de 260 toneladas de lixo jogado apenas nas ruas. A coleta domiciliar continuou normalmente no carnaval.

Fonte: Prefeitura de Niterói

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quarta-feira, 5 de março de 2014

PESQUISA: BRASILEIROS AJUDAM MAIS PESSOAS PEDINTES DE RUA E IGREJAS QUE ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL


Pesquisa IDIS/Ipsos Public Affairs: Retrato da Doação no Brasil

Estudo revela novos aspectos do comportamento do brasileiro em relação à doação:
 
a) Brasileiros não se sentem estimulados para doação e voluntariado;
b) Brasileiros doam mais para pedintes de rua e igrejas do que para organizações da sociedade civil.
c) 84% da população desconhece que pode fazer doações utilizando parte do Imposto de Renda.
d) Crianças e idosos são grupos populacionais que mais sensibilizam a população para doações em dinheiro.
 
São Paulo, fevereiro de 2014 – O IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e a Ipsos Public Affairs divulgam os resultados da pesquisa Retrato da Doação no Brasil, em um estudo que traça o perfil do brasileiro em relação às doações e causas sociais.

O levantamento realizado em três etapas e que ouviu mil pessoas em cada fase, em 70 cidades do Brasil, sendo nove regiões metropolitanas, concluiu que o hábito de doar, seja tempo ou recursos, não faz parte da cultura do brasileiro. Um exemplo disso é que 73% não se sentem estimulados pelo seu círculo de convivência (família, comunidade, escola e trabalho) a realizar doações ou trabalho voluntário. “A Copa do Mundo Fifa, que se aproxima, bem como os Jogos Olímpicos, em 2016, são eventos que poderão contribuir para incentivar o voluntariado no País e o governo pode aproveitar este momento para fomentar a cultura de doação junto à sociedade”, analisa Paula Jancso Fabiani, diretora executiva do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social.

Em relação à doação em dinheiro, poucos brasileiros tiram a mão do bolso, mas quando o fazem destinam as doações para pedintes (30%), para igrejas (30%) e, em terceiro lugar, para organizações da sociedade civil (14%). “O aumento da renda média da população não parece estar refletida no percentual da população que doa. Um dos motivos que pode explicar essa tendência é a percepção do brasileiro de que o governo está preenchendo essa lacuna, com políticas de transferência de renda, como o Bolsa Família”, pondera Paula Jancso Fabiani, diretora executiva do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social.

1 – Brasileiros ajudam mais pessoas pedintes de rua e igrejas que organizações da sociedade civil:
Ipsos 2014 Grafico 1

2 - Os brasileiros da região Nordeste são os mais sensíveis a doar para pedintes, enquanto os da região Norte e Centro-Oeste doam mais para organizações da sociedade civil e igrejas quando comparados com os das outras regiões.
Ipsos 2014 Grafico 2

3 - Do total de doações, as classes C, D e E doaram mais para pedintes de rua e para igreja em comparação as classes A e B, que doam em proporção maior para organizações:
Ipsos 2014 Grafico 3

4 - Em relação às causas que inspiram os brasileiros a doar, crianças estão em primeiro lugar (33%), seguidas de idosos (18%), saúde (17%) e educação (7%).

5 - Outro ponto que merece atenção é o motivo para poucos brasileiros doarem. Do total de entrevistados, 58% informaram que não têm dinheiro, enquanto 18% afirmaram que não doaram porque ninguém solicitou e 12% porque não confiam nas organizações. A pesquisa também descobriu que 85% dos entrevistados não recebeu nenhum pedido de doação provenientes de organizações nos últimos 12 meses.

“Números indicam que também falta a ‘cultura de pedir’ por parte de quem precisa dos recursos. Esse resultado reforça a percepção de que há muito espaço para o crescimento das doações, a partir de um trabalho de captação estruturado e persistente”, define Paula Jancso Fabiani, diretora executiva do IDIS.

6 – Brasileiros não doam por falta de recursos e por não receberem pedido de doação:
Ipsos 2014 Grafico 4

Em relação aos mecanismos de doações dedutíveis do Imposto de Renda, o desconhecimento dos brasileiros é grande: 84% disseram não conhecê-los. Esse percentual é significativo e indica o potencial de crescimento para doações realizadas via incentivos fiscais. “Atualmente a dedução praticamente só pode ser realizada quando a doação é para projetos via leis de incentivos ou Fumcad – Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. O ideal é que haja a ampliação do incentivo fiscal para dar liberdade para o doador beneficiar diretamente as organizações da sociedade civil”, explica Paula Jancso Fabiani, diretora executiva do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social. 

Ipsos 2014 Grafico 5

Metodologia da pesquisa Public Affairs - A pesquisa Ipsos Public Affairs foi realizada em três etapas: julho, outubro e dezembro de 2013, a partir de entrevistas quantitativas com mil pessoas em cada rodada. A primeira etapa foi probabilística para a seleção dos municípios: 70 municípios do Brasil, sendo nove regiões metropolitanas. Na segunda etapa foram selecionados aleatoriamente setores censitários para compor a amostra e as entrevistas foram realizadas nos domicílios a partir de cotas das variáveis  sexo, idade, ocupação, nível sócio econômico e nível de escolaridade. A margem de erro da pesquisa Ipsos Public Affairs é de 3 pontos porcentuais, com coeficiente de confiança de 95%.

** Percentuais baseados nos entrevistados que utilizaram pelo menos um canal de comunicação para entrar em contato com alguma empresa nos últimos 12 meses.

Informações à imprensa – G4 Solutions
Tamer Comunicação Empresarial
Geyse Alencar – geyse@tamer.com.br
(11) 3031-2388// 9-9940-0128

Fonte: IDIS

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terça-feira, 4 de março de 2014

FORTE ESTIAGEM QUE ASSOLA A REGIÃO ESTÁ MUITO MAIS SEVERA EM NITERÓI


Desde o início de janeiro de 2014, o estado do Rio de Janeiro enfrenta uma estiagem sem precedentes para esta época do ano: estamos no período das chuvas. A matéria abaixo, do jornal O Globo, mostra que o problema é uma grave preocupação na capital, mas também em toda a Região Metropolitana.

Conforme os dados que apresentamos a seguir, infelizmente, a falta de chuvas tem sido ainda mais dramática em Niterói. Em um mês, um dos pluviômetros na cidade registrou uma precipitação de apenas 2,4mm. Em outro, 12,4mm. Conforme dados do INMET (divulgados pelo Climatempo) a média de precipitação em Niterói nos últimos 30 anos para o mês de fevereiro é de 128mm.

Como consequência desta grave seca, Niterói tem enfrentado uma sequência de queimadas em encostas que têm dizimado alguns remanescentes de florestas e ecossistemas naturais. Além de destruir áreas naturais, os incêndios ameaçam residências e prejudicam o cotidiano da cidade, como temos registrado aqui no Blog.

Veja o registro que fiz dos impactos dos incêndios nas encostas de Niterói em Danos causados pelo fogo nas encostas de Niterói (sobrevoo de 10/02/2014)

A destruição de florestas aumentam as chances de deslizamentos de encostas, assoreamento dos rios e inundações.

Os dados apresentados, a seguir, demonstram a gravidade da situação em Niterói:


Compare as chuvas registradas em Niterói e São Gonçalo, com as precipitações registradas para outras partes do RJ. Mesmo nas demais regiões, as chuvas registradas foram bem abaixo da média das chuvas registradas nos últimos 30 anos, como pode ser verificado nos próximos gráficos. Informação acima foi compilada por Axel Grael com base nos dados do site do INEA: www.inea.rj.gov.br

O gráfico acima mostra as médias de temperature máxima e mínima e precipitação (chuvas) registradas nos últimos 30 anos para a cidade de Niterói. Informação disponível no site do Climatempo.

Veja que a média dos últimos 30 anos para chuvas em fevereiro foi de 128mm e para janeiro, 179mm. Como pode ser visto, o registro de chuvas em Niterói nos últimos 30 dias (na estação do Batalhão de Polícia Rodoviária: 12.4mm; e no Rio Engenhoca: 2.4mm), foi estatisticamente muito abaixo do esperado para o período, justamente o período de chuvas.  

A falta de chuva, agravado pelo forte calor e a perigosa prática de promover queimadas em vegetação, queimar lixo e até soltar balões (todas estas práticas são consideradas crime ambiental pela legislação em vigor), causaram fortes danos às áreas de florestas de Niterói e sua região.

Veja nas fotos, abaixo:

Encosta do Morro do Cavalão, em São Francisco, Niterói. O local, que já tinha rocha exposta desde que sofreu queimada há cerca de 20 anos, vinha se regenerando lentamente. O fogo consumiu novamente a vegetação que se recuperava. No combate às chamas, como último recurso, helicópteros do Governo do Estado (Bombeiros, PM e INEA), acionados pela Prefeitura de Niterói, acabaram por lançar água salgada da Baía de Guanabara para apagar os focos de incêndio que já estavam sem controle. As consequências poderão ser uma recuperação ainda mais lenta. Foto de Axel Grael.

No alto da encosta, mata queimada e, logo abaixo, vegetação sobre ambiente rupestre mostra stress hídrico pela falta de chuvas. Foto de Axel Grael.

No Parque Estadual da Serra da Tiririca, vegetação sobre solo raso, sobre rocha e sem capacidade de armazenar água, mostra folhagem ressecada, com aspecto amarelado. Foto Axel Grael.

DANOS

Os incêndios dos últimos dias afetaram áreas cobertas por florestas, mas também encostas com a predominância do capim-colonião, espécie exótica, introduzida no Brasil e que é muito vulnerável ao fogo. No capim-colonião, o fogo se alastra rapidamente e acaba afetando pequenos fragmentos de vegetação natural e, com frequência, ameaça moradias, benfeitorias e equipamentos públicos.

Conforme estimativas do relatório preparado pelo Cel. Fábio Meirelles, comandante do Comando de Bombeiro de Área - CBA IX (Charitas), os incêndios em vegetação ocorridos entre 10 e 16 de fevereiro de 2014 demandaram 32 horas de helicóptero e, somando-se à mobilização que se fez necessária de recursos humanos e materiais para combate aos incêndios, geraram despesas estimadas em R$ 77.905,75.

As chamas consumiram cerca de 10 hectares de vegetação. Ao custo estimado de cerca de R$ 10 mil/hectare (valor de referência utilizado pelo INEA), o custo de recuperação de toda a área destruída seria por volta de R$ 100 mil.

Como engenheiro florestal, posso afirmar com o valor por hectare previsto pelo relatório do Cel Fábio é ainda subestimado, considerando-se as características das áreas afetadas. Como pode ser verificado nas fotos, a área destruída pelo fogo é de elevada declividade, de alta fragilidade edáfica (solos rasos, pobres, sujeitos à erosão e de alto risco geotécnico) e de difícil acesso para as equipes de reflorestamento. Portanto, podemos considerar que o custo de recuperação das áreas degradadas pelo fogo pode se considerar como sendo bem mais do que o dobro do valor estimado no relatório.

As fotos das encostas de São Francisco (Morro do Cavalão), vide acima, comprovam a grande dificuldade da regeneração natural naquelas condições. A vegetação atingida pelo fogo dos últimos dias recuperava-se de outro incêndio que atingiu a área há cerca de 20 anos.

PREVENÇÃO

Desde o início do Governo Rodrigo Neves, assumimos a responsabilidade de coordenar as ações de Defesa Civil na cidade. Niterói contava com uma estrutura precária de Defesa Civil e nunca teve um Plano de Prevenção a Queimadas e Incêndios em Vegetação.

Motivados por todos os prognósticos meteorológicos para este verão - que previam muitas chuvas - demos prioridade ao longo de todo o ano passado (2013) a preparar a Defesa Civil de Niterói para ações preventivas e para a gestão de situações de emergências climáticas relacionadas à chuva: deslizamentos de encostas e inundações. O trabalho cuminou com a preparação do Protocolo de Mobilização do Sistema Municipal de Proteção e Defesa Civil, que contou com a participação de todos os órgãos da Prefeitura e concessionárias e foi aprovado em janeiro de 2014.

A Defesa Civil de Niterói empreendeu um grande esforço e mudou de uma realidade em grande precariedade de meios logísticos e tecnológicos para um cenário completamente diferente e muito melhor. Foram implantados: a primeira estação meteorológica da cidade, uma rede de pluviômetros, ums rede de sirenes de alerta, foram implantados 13 NUDEC's, desenvolvidos treinamentos, etc. Niterói hoje é uma das cidades mais preparadas para enfrentar emergências causadas pela chuva.

Ocorre que estamos vivendo um verão atípico e nos deparamos com a situação oposta: uma forte onda de calor e uma estiagem que já dura mais de 20 dias. O estado do Rio de Janeiro está sofrendo com um número recorde de queimadas. Estas condições climáticas aumentaram muito a vulnerabilidade aos incêndios em área de vegetação (queimadas), principalmente nas áreas de encostas. A situação atual ainda é de extrema gravidade, conforme estamos alertando há algumas semanas.
Assim como preparamos a cidade para as chuvas, vamos prepara-la para as próximas estiagens e estruturar o Plano de Prevenção e Contingências para Incêndios em Vegetação. No nosso planejamento, esta plano estaria pronto em maio, momento em que esperávamos pela estiagem.

Em virtude do momento atual, decidimos adiantar o plano e já estamos avançando no planejamento, em parceria com o Corpo de Bombeiros, com a Defesa Civil Estadual e com o INEA.

O importante é que se perceba que as ações de Defesa Civil, sejam elas para situações de excesso de chuva, falta dela, ou outras calamidades públicas, precisam de uma ação prioritariamente na prevenção, além da preparação da capacidade de resposta para as situações de crise.

Mas, a prevenção não é possível apenas com a ação governamental. É preciso que seja uma prioridade de toda a sociedade e que a mobilização aconteça com a participação de todos. Por isso a nossa prioridade nos NUDEC's.

Há muito ainda pela frente e não vamos descansar enquanto não construirmos uma capacidade de reação contra as ameaças climáticas como a cidade de Niterói e sua população merece ter. Que Niterói seja, enfim, uma cidade resiliente, mais segura, mais sustentável, mais socialmente justa e mais feliz.

Axel Grael


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Rio termina primeiro bimestre com 75% de chuvas abaixo do esperado

Capital fluminense foi a que registrou menor pluviosidade em fevereiro


Jovens jogam altinho na Praia de Ipanema; Rio foi a capital brasileira com menor registro de chuvas em fevereiro Pedro Kirilos

RIO - Dias atrás, a previsão do tempo era um pule de dez: o carnaval seria sob chuva. Amanhã, Momo aproxima-se do fim de seu reinado sem molhar a coroa. As poucas precipitações da última semana foram localizadas, não impediram a folia nem cessaram o calor de maçarico que, desde o início do ano, faz questão de acompanhar o carioca. A estação ainda não chegou ao fim, mas este verão caminha para o posto de mais seco da História da capital fluminense.

No primeiro bimestre, a pluviosidade observada no Rio foi 75% abaixo do esperado. Em fevereiro, o Rio foi a capital brasileira com menor índice de chuvas. A estiagem é obra de uma massa de ar seco, que ficou estacionada no Atlântico Sul, próximo ao litoral da Região Sudeste. 

Quase um mês de seca

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), fevereiro registrou apenas 15mm de chuva - o normal é 130mm. No dia 17, após quase um mês de estiagem, uma frente fria vinda do Sul do continente conseguiu romper a massa de ar seco que bloqueava as precipitações. As chuvas, porém, logo se afastaram da cidade.

- Primeiro vimos um bloqueio atmosférico completamente atípico, porque ele impediu a pluviosidade durante muito tempo, justamente na estação mais chuvosa do ano - lembra Aline Tochio, meteorologista do Climatempo. - Em meados em fevereiro, uma frente fria finalmente conseguiu chegar ao Sudeste.

As precipitações, no entanto, duraram menos de uma semana. No dia 20 de fevereiro, logo após a passagem da frente fria, uma nova massa de ar seco estacionou sobre o litoral carioca. 

A cidade deve receber chuvas novamente no domingo, mas está claro que o Rio chegará ao fim do verão com o registro de pluviosidade muito abaixo da média histórica. A última vez em que isso ocorreu foi em 2011 - naquele ano, no entanto, as precipitações de janeiro e fevereiro, somadas, foram de 90mm. Desta vez, este índice foi de 73mm.

- A expectativa é de que as precipitações aumentem a partir da segunda quinzena do mês - anuncia Pedro Costa, meteorologista do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTec/Inpe). - Ainda assim, devemos chegar ao fim de março novamente com o índice de pluviosidade abaixo da média.

De acordo com o CPTec, a estiagem esperada para março não será tão radical quanto a vista nos dois primeiros meses do ano. Mas o resto do mês não compensará a chuva prevista - e que não veio - durante o início do verão.

- No fim do mês passado vimos uma série de ventos vindos do oceano e um maior transporte da umidade da Amazônia para o Sul do país - lembra Costa. - São fenômenos que favoreceram a entrada de chuvas, mas que agora já se desconfiguraram. Esperamos que eles se formem novamente. Por enquanto, nesta semana teremos apenas chuvas isoladas, provocadas pelo aquecimento e pela umidade de cada região.

Na Serra Fluminense, a situação é oposta. Uma chuva volumosa atingiu ontem diversas localidades, principalmente o município de Petrópolis.

O outono fará justiça à fama de estação da seca. O Inmet calcula que, entre março e maio, existe a probabilidade de que o índice de chuvas no Rio seja até 40% abaixo do normal. A estiagem vai se estender a toda a faixa litorânea do Centro-Sul, até o estado de Santa Catarina. As temperaturas registradas, por sua vez, permanecerão dentro da média histórica.

O mês de janeiro terminou como um dos mais hostis da História da cidade. Foi o segundo mais seco dos últimos 13 anos e o quarto mais quente desde o início das medições, em 1917. O Rio chegou a ter seis estações meteorológicas entre as dez que indicaram as maiores sensações térmicas do mundo.

Aquecimento das águas

Durante a maior parte do primeiro bimestre, enquanto durou o bloqueio atmosférico sobre o Centro-Sul do país, a temperatura da superfície do mar chegou a 32 graus Celsius - dez a mais do que o normal.

O aquecimento das águas do Atlântico Sul ainda está sendo estudado pelos climatologistas. Suas marcas, no entanto, foram vistas até no espaço entre o fim de janeiro e o início do mês passado. Uma imagem capturada pelo satélite Aqua, da Nasa, flagrou 800 quilômetros de uma mancha escura no oceano, em frente aos estados de Rio, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. A mancha era o resultado da decomposição de algas mortas pela temperatura elevada, e depois ingeridas por outros micro-organismos.

Mesmo a chegada de ventos que proporcionaram a ressurgência — a subida de águas frias das profundezas para a superfície do mar — refrescou apenas a orla carioca. As ilhas de calor barraram a entrada da brisa às regiões mais distantes das praias. Em meados de fevereiro, a diferença da temperatura entre o Forte de Copacabana e o bairro de Santa Cruz superou a marca de 12 graus Celsius.

Fonte: O Globo


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segunda-feira, 3 de março de 2014

Europeus mobilizam-se e criam aplicativo para o monitoramento do lixo flutuante


Engaging European citizens in tackling beach litter 

Marine litter is recognised as a growing pressure on coastal and marine environments. It has cross border impacts on wildlife and habitats as well as on human activities and health. It is a societal problem that needs our engagement.

Marine litter is accumulating in our seas and coasts mainly due to current unsustainable consumption patterns and behaviour. It is an increasing threat to the marine environment, to human health and our well-being. European Union Member States are addressing this problem through the Marine Strategy Framework Directive (MSFD). As marine litter is a societal issue, engaging citizens to better understand, prevent and reduce it, is crucial.




At present, there are insufficient data to properly assess the problem of marine litter. Citizens can play a major role in enriching the data and information needed to support marine litter management and prevention. By being actively engaged in data collection activities, citizens and communities may become aware of environmental issues prevailing in their local areas. This awareness is key to help support changes towards sustainable practices and behaviour.

Reflecting on the need to fill data gaps as well as the aims of involving citizens in environmental issues such as marine litter, the European Environment Agency (EEA) has developed the Marine LitterWatch (MLW). This approach combines citizen engagement and modern technology to help tackle the problem of marine litter.
 

Marine LitterWatch: collecting beach litter data



MLW aims to help fill data gaps on marine litter found on beaches relevant for the MSFD, while involving citizens in its collection and monitoring. In addition, it allows the collection of other types of data from initiatives such as clean-ups. MLW builds on the MSFD monitoring guidelines developed by the Technical Group on Marine Litter, a group of experts established to support the MSFD implementation. MLW depends on three key elements: organised citizen groups (the 'communities'), a mobile application and a database. Surveys on items found on the beach can then be created through MLW. In time, the public data collected by MLW should allow for a better understanding of marine litter distribution and composition, and hopefully support its management.

Empowering citizen communities

MLW aims to enable national and local communities already involved in marine litter tasks, such as NGOs and civil society initiatives, to participate in a European attempt to address marine litter issues. MLW also aims to inspire new communities to emerge. The aim is to empower citizen networks throughout Europe with MLW and help improve the evidence base needed to reach the MSFD main objective of 'Good Environmental Status' of Europe´s seas by 2020.

More information on how to use MLW can be found here.


Marine LitterWatch approach




MLW has been developed by the EEA in collaboration with the Marine Conservation Society, the Institute for Water of the Republic of Slovenia, the North Sea Foundation and the PERSEUS FP7 research project.

MLW is currently available for Android devices. It can be downloaded from the Google Play Store. MLW for iPhone and iPad will be made available in the App Store from April 2014. MLW is free of charge.

For more information, please contact marinelitterwatch@eea.europa.eu

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New mobile phone app will help track marine litter

People will soon be able to report the litter they find on the beach, thanks to a new mobile phone app developed by the European Environment Agency (EEA).




Huge amounts of plastic and other debris are increasingly found in the sea, harming marine wildlife and potentially threatening human health. However, the composition, movement and origins of rubbish ending up in our seas and on beaches are still not widely understood.

To help understand this issue, the EEA is launching Marine Litter Watch, which uses modern technology to help tackle the problem of marine litter. Organised groups and members of the public can use the app to upload data on the litter they find on their beach. This data will be used to better understand the problem, and will hopefully help support a policy response as formulated in the European Marine Strategic Framework Directive. The app is currently available for Android devices and will soon be published for iPhone and iPad.


Fonte: European Environmental Agency

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Hospital Getulinho já realizou 100 mil atendimentos desde a reabertura, em janeiro de 2013




O Hospital Municipal Getúlio Vargas Filho, o Getulinho, no Fonseca, já realizou cerca de 100 mil atendimentos desde que foi reaberto, em janeiro do ano passado, entre emergência, ambulatórios e internação.

Na manhã deste sábado (1/3), o prefeito da cidade e o secretário municipal de Saúde, Chico D´Angelo, a unidade. O prefeito conversou com as mães, crianças e funcionários, além de vistoriar também a emergência, os ambulatórios e o setor de enfermaria. Ele destacou o trabalho que vem sendo realizado no hospital infantil.

"Melhorou de maneira substantiva e visível o atendimento à população. Os depoimentos das mães e crianças aumentam a minha convicção de que a reabertura da emergência pediátrica do Getulinho foi uma medida muito importante e necessária", afirmou.




O chefe do Executivo municipal afirmou que, ainda neste primeiro semestre, se iniciará a obra da nova emergência que já tem recursos assegurados pelo governo federal. Segundo ele, o objetivo é tornar o Getulinho uma referência no Estado do Rio de Janeiro.

O secretário Chico D´Angelo afirmou que o retorno de aprovação das pessoas atendidas no hospital é gratificante e comprova o acerto na reabertura da unidade.

"Essa visita comprovou que as propostas e as iniciativas de reabrir a emergência, qualificar o atendimento e a internação e aumentar o atendimento ambulatorial estão ocorrendo. Temos um número expressivo de atendimentos e o retorno de aprovação das pessoas. Isso é gratificante", declarou ele.

Fonte: Prefeitura de Niterói


Bruno Souza: nova etapa profissional com o foco no esporte do município de Niterói


O novo secretário de Esporte, Bruno Souza, será empossado no dia 11 de março. Foto: Arquivo/ Márcio Oliveira


Daniel Alves

Experiente no âmbito esportivo com duas medalhas de ouro em Pan-americnos, o ex-atleta de handebol Bruno Souza terá a missão de comandar o desporto da cidade

Maior jogador da história do handebol nacional, eleito pela Federação Internacional de Handebol, como o terceiro melhor jogador do mundo em 2003, Bruno Souza, que por mais de duas décadas jogou como armador, terá a missão de guiar o desporto niteroiense na Secretaria de Esporte.

Aos 36 anos, Bruno, o novo secretário de Esporte de Niterói que ao longo da carreira conquistou duas medalhas de ouro em Jogos Pan-Americanos (Santo Domingo 2003 e Rio 2007), além de uma honraria prateada na mesma competição em Winnipeg, 99, se mostra tranquilo pelo novo desafio, sabe que terá dificuldades, mas espera superar os problemas com dedicação.

“Por ser um desafio, já caracteriza dificuldades no caminho. Mas se não fossem boas as intenções não teria aceitado a proposta”, comentou o novo secretário.

Como suas primeiras atribuições, o eterno camisa 8, que será empossado no dia 11 de março, pretende primeiro fazer uma avaliação.

“Primeiro avaliar a atual situação da secretaria, depois tentar resgatar a cultura esportiva de nossa cidade, assim como o fomento do esporte educacional”, disse o ex-jogador que completou ressaltando a importância de bons projetos no município.

“Entender o momento de cada um desses esportes e suas pretensões. O que precisamos mesmo é de bons projetos”.

Ex-jogador de handebol, Bruno garante que será o secretário de todos os esportes. Foto: Divulgação


Quando questionado sobre um possível sonho dentro da secretaria, Bruno Souza, lembrou como pequenos atos podem ter reflexos gigantescos na sociedade.

“O simples fato de poder ter a chance de mudar algo na política pública esportiva já é um sonho”, destacou.

JEN –  Apresentado ao handebol aos 12 anos de idade na quadra do Centro Educacional de Niterói, Bruno Souza, jogou por alguns anos os Jogos Escolares de Niterói, que, segundo ele, foi o ambiente onde firmou suas verdadeiras amizades. Pela importância, o novo secretário pretende montar uma equipe para cuidar exclusivamente dos Jogos Escolares de Niterói.

“Essa sim é a competição mais importante de todas, eu acredito muito no esporte educacional, ali que se tem o primeiro contato com esporte e competição, dali surgirão amizades que você leva pela vida toda. Na minha época chegamos a ter 4 categorias divididas por idades. Hoje são somente duas.

Estamos montando um grupo que cuidará exclusivamente dessa competição", afirmou. Ainda sobre a disputa entre escolas, Bruno Souza comenta que Niterói possui material humano para revelar talentos. A grande questão, segundo ele, é fortalecer mecanismos para desenvolver esses atletas.

“A magia dos Jogos Escolares esta aí. No último ciclo olímpico, a Sarah Menezes foi campeã de judô nos Jogos Escolares Brasileiro, e um ano depois representava o Brasil e se tornava campeã olímpica em Londres. Sempre surgirão talentos. A preocupação é o que fazer com tanto talento? O contato com a competição faz o atleta evoluir e isso deve ocorrer o mais breve possível. Seja através de amistosos ou festivais esportivos”, avaliou.


Bruno Souza, agora secretário de Esporte de Niterói, tem um novo desafio. Foto: arquivo


Handebol – Apesar da íntima relação com o handebol, Bruno Souza lembra que será o secretário de todos os esportes, sem privilegiar uns em detrimento de outros.

“Há dois anos trabalho na organização dos Jogos Olímpicos para os 29 esportes. A nossa cidade sempre teve essa tradição muito antes da minha presença nas seleções. Hoje o ciclo continua e ainda temos dois atletas da cidade na seleção masculina. O fato de conhecer tanto a modalidade ajuda na análise de bons projetos, mas não os privilegiam”, ressaltou.

Ginásio – Na gestão anterior da secretaria, a construção de um ginásio poliesportivo dentro dos domínos da Cidade Sorriso, foi comentado. Sobre o assunto, Bruno afirma que só terá conhecimento do andamento do processo quando assumir, mas vislumbra um resultado positivo.

“O processo está em andamento no Ministério dos Esportes. Assim que assumir, tomarei maior conhecimento desta situação. Mas acredito que em breve teremos boas surpresas”, comentou.

Ainda sobre espaços para treinamentos, Bruno falou sobre o CT de handebol que está sendo construído no bairro do Colubandê, em São Gonçalo e que também servirá para a prática de outras modalidades esportivas.

“Durante anos, São Gonçalo foi a capital do handebol feminino no País, e por sermos cidades vizinhas, todo e qualquer benefício acaba sendo compartilhado e ajuda muito para o crescimento da modalidade”, finalizou.

Com uma trajetória de sucesso dentro das quadras e uma bagagem nacional e internacional em eventos esportivos, Bruno Souza terá de certo muito trabalho, mas possui as credenciais necessárias para trilhar um caminho brilhante à frente da secretaria.

Fonte: O Fluminense

 

sábado, 1 de março de 2014

PREFEITURA ASSINA CONTRATO DE R$ 65 MILHÕES COM O BID PARA INVESTIR NA INFRAESTRUTURA DE NITERÓI


ASSINATURA DO CONTRATO COM O BID. A representante do BID no Brasil Daniela Carrera-Marquis assinou o contrato com o prefeito de Niterói Rodrigo Neves, o vice-prefeito Axel Grael (responsável pelo EGP-Nit, o Escritório de Gestão de Projetos de Niterói, que conduziu as negociações com o BID) e o ex-prefeito Godofredo Pinto. O ex-prefeito foi convidado pelo prefeito Rodrigo Neves para estar presente pois a negociação com o banco foi iniciado na sua gestão.


BID libera R$ 65 milhões em recursos para obras em Niterói

Prefeito da cidade assina documento autorizando financiamento com a instituição na manhã desta sexta-feira, em Brasília

A Prefeitura de Niterói assinou na manhã desta sexta feira (28/2), em Brasília, o documento que garante a liberação de aproximadamente R$ 65 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para ações de mobilidade urbana e infraestrutura em comunidades afetadas pelas chuvas em 2010, em Niterói.

A assinatura do convênio, que contou com a participação do prefeito e do vice-prefeito da cidade, Axel Grael, e a representante do BID no Brasil, Daniela Carrera Marquis, foi a última etapa a ser cumprida para a liberação do financiamento previsto desde 2006 na gestão do então prefeito Godofredo Pinto e que havia sido paralisada nos últimos quatro anos.

O prefeito falou sobre a importância dos recursos a serem liberados e qual a destinação que lhes será dada: implantação de projetos de melhoria urbana, como mobilidade e obras de contenção de encostas.

"Vamos investir em obras de melhoria em comunidades afetadas pelas chuvas de 2010, especialmente em contenção de encostas e melhoria no sistema de tráfego na cidade, com a implantação do Centro Operacional de Trânsito, dez Centros de Controle de Tráfego por área (CTAs), modernização do sistema semafórico, monitoramento de cruzamentos e acessos da cidade por meio de câmeras", disse.

O prefeito estima que, após a conclusão da modernização do sistema de tráfego, o fluxo de trânsito na cidade deve melhorar em 30%.

"O sistema será totalmente informatizado e automático, permitindo alterações imediatas de acordo com a situação do trânsito. Teremos sinais com no-break para evitar panes, também faremos intervenções importantes nas comunidades afetadas pelas chuvas", disse

O chefe do Executivo municipal lembrou que o financiamento junto ao BID havia sido proposto em 2006, ainda na gestão do prefeito Godofredo Pinto, que também participou da assinatura do financiamento no escritório do BID nesta sexta-feira. A proposta, no entanto, acabou não sendo concluída em 2008 e ficou paralisada pelos quatro anos seguintes devido à situação da Prefeitura que estava inscrita no Cadastro Único de Convênios (CAUC).

"Participei de entendimentos com a direção do BID em financiamentos e projetos do Estado. Esse bom diálogo com técnicos e a direção da instituição facilitou o nosso entendimento já à frente da Perfeitura com a sede do banco em Washington", explicou

O prefeito de Niterói ressaltou que a liberação dos recursos internacionais mostra o resgate da credibilidade da nova gestão da Prefeitura.

"Esses recursos, diante da grave crise financeira herdada, serão fundamentais para a execução dos nossos projetos. Conseguir esse financiamento é uma resgate da credibilidade e mostra a responsabildiade fiscal da nova gestão", disse.

Ele também elogiou a atuação do seu vice-prefeito, Axel Grael, coordenador do Escritório Geral de Projetos (EGP) do município.

"É preciso destacar de modo especial a atuação do Axel Grael na coordenação do EGP-Niterói para detalhamento das propostas e aprovação dos projetos", ressaltou.

Axel Grael, por sua vez, lembrou que os próximos passos serão fundamentais para o sucesso da iniciativa.

"Essa assinatura é o reconhecimento de uma equipe unida e que buscou recuperar esse projeto em beneficio da cidade. Agora, o próximo passo é investir de forma adequada e executar todo esse projeto da forma mais eficiente possivel"

O ex-prefeito Godofredo Pinto se disse emocionado ao participar do encontro que garantiu a liberação do financiamento.

"Estou realmente emocionado de ver que uma iniciativa que infelizmente fora abandonada acaba de ser resgatada pelo prefeito Rodrigo Neves, que vem atuando de forma dinâmica à frente de nossa cidade", afirmou.

Fonte: Prefeitura de Niterói

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Conheça o escopo do projeto a ser desenvolvido com recursos do BID.


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