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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Para pagar as contas, governo quer pôr Palácio de Brocoió à venda



Tombado em 65, palacete não abriga governadores desde Rosinha e Anthony Garotinho - Custódio Coimbra / Agência O Globo


Paraíso, na Baía de Guanabara, poderá ser negociada com a rede hoteleira

RIO - Entre os dois mil imóveis que Francisco Dornelles quer colocar à venda para desafogar os cofres do estado, um chama atenção. Com seis quartos, três salas e cinco banheiros, o Palácio de Brocoió, situado na ilha de mesmo nome, na Baía de Guanabara, é um nobre endereço que entrará no saldão do governo.

A ilha, de uso restrito do estado, foi comprada em 1944 pela prefeitura do então Distrito Federal e, mais tarde, passou para o patrimônio do governo estadual. Já o palácio, construído no terreno de 200 mil metros quadrados na década de 1930, foi iniciativa do então proprietário da área, Octávio Guinle. O projeto é do mesmo arquiteto do Copacabana Palace, o francês Joseph Gire.

Fonte: O Globo









quarta-feira, 22 de abril de 2015

Luto na baía de Guanabara




"SEM LÓBULO"

Pesquisadores do MAQUA lamentam a perda do principal símbolo da luta pela preservação da população de botos cinza na Baía de Guanabara.

A morte de um boto-cinza na Baía de Guanabara deixou todos da equipe do MAQUA/UERJ especialmente tristes. Uma fêmea carinhosamente chamada de "Sem-lóbulo" (BG#13) era monitorada desde 1995, quando ainda era uma filhote.

Hoje, infelizmente, recolhemos a sua carcaça na Ilha do Governador. Ela era um símbolo de esperança dessa população tão ameaçada, com a criação de sucessivos filhotes ao longo dos últimos 20 anos.

A Sem-lóbulo deixa um filhote de pouco mais de um ano e esperamos que ele sobreviva.

Continuaremos com nosso trabalho de monitoramento e ações para conservação da população de botos-cinza da Baía de Guanabara!

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Todos nós que amamos a Baía de Guanabara e queremos vê-la recuperada lamentamos muito a perda e temos que agradecer o trabalho abnegado dos pesquisadores do MAQUA que há tanto tempo dedicam o seu saber e o seu talento para a pesquisa destes simpáticos habitantes da Baía de Guanabara.

Uma Guanabara Viva não surgirá apenas da limpeza das suas águas, mas da recuperação do seu ecossistema. E os botos, que ornam o brasão da cidade do Rio de Janeiro, são as mais simbólicas referências atuais de uma rica fauna que já habitou essas águas, outrora dividindo o espaço com outros mamíferos aquáticos como as baleias.

Que o exemplo de luta pela vida da "Sem Lóbulo" reforce a perseverança de todos os pesquisadores para que continuem o seu valioso trabalho em defesa dos colegas sobreviventes da nossa amiga e que os defensores da Baía motivem-se ainda mais na defesa da causa de uma Baía sustentável e acolhedora para todos os seus habitantes e usuários.

Axel Grael



terça-feira, 6 de janeiro de 2015

VÍDEO: Tornado na Baía de Guanabara é visto na orla de Paquetá




RIO - Moradores da Ilha de Paquetá presenciaram na tarde desta segunda-feira um tornado na Baía de Guanabara, minutos antes do temporal que caiu na cidade. Um vídeo feito por moradores, e publicado no Youtube, mostra o momento que a tromba d'água, como o fenômeno também é conhecido, passa perto de uma das praias da ilha. 

Segundo a meteorologista Bianca Lobo, do Climatempo, a tromba d'água, ou tornado, recebe esse nome por se formar sobre as superfícies de mares e rios. Ainda segundo a meteorologista, o fenômeno é imprevisível, apesar de não ser tão raro quanto parece.

Assista ao vídeo com o registro do tornado aqui.

- Um tornado é causado pela formação de nuvens que surgem quando há alta temperatura, muita umidade e grande instabilidade climática.

Mas os temporais no Rio estão com os dias contados. Nesta quarta-feira o sol volta a brilhar e até domingo não há previsão de uma nova frente fria na cidade. E, segundo o Climatempo, os termômetros facilmente voltarão a marcar 40 graus.

TEMPO VOLTA A FICAR QUENTE NA QUARTA

A chuva desta segunda-feira foi provocada por uma frente fria que passou próximo ao litoral do Rio. Nesta terça-feira, ainda segundo o Climatempo, poderá ocorrer pancadas isoladas de chuva, mas a tendência é que o sol predomina e que o tempo fique firme a partir desta quarta-feira. O fim de semana será de sol e o calor voltará a predominar. Os ventos também vão mudar de direção e passar a soprar de norte trazendo um ar de origem mais quente.

De acordo com o Alerta Rio, os ventos estarão soprando com intensidade moderada, ocasionalmente forte ao longo desta terça-feira. As temperaturas se manterão estáveis, com mínima de 20 graus e máxima de 34 graus.

Fonte: O Globo









domingo, 13 de maio de 2012

Globo Mar - Baía de Guanabara - 10/05/2012 (HD)



Assista à matéria do programa Globo Mar sobre a Baía de Guanabara. No vídeo, os problemas da Baía, Paquetá, a beleza dos manguezais ainda preservados e a participação dos amigos da Canoa Havaiana.

domingo, 25 de março de 2012

Número de navios na Baía de Guanabara cresce 146% em três anos e preocupa ambientalistas

Navio abandonado na Baía de Guanabara. Foto de Urbano Erbiste.

Por Simone Candida (simone.candida@oglobo.com.br) 

RIO - Quem tem o costume de contemplar o mar quando passa pela Ponte Rio-Niterói já deve ter percebido que não é só em terra que o tráfego tem andado engarrafado no Rio de Janeiro. Ultimamente, um grande movimento de navios - principalmente cargueiros, movidos pelo aquecimento do mercado de petróleo e gás no estado - vem mudando o cenário das águas da Baía de Guanabara. De acordo a Companhia Docas do Rio de Janeiro, somente nos últimos três anos houve um aumento de 146% na quantidade de embarcações que chegam ao Porto carioca. E a estimativa da autoridade portuária é que este ano o fluxo seja ainda maior: dez mil embarcações, em sua maioria navios que transportam contêineres, devem aportar por aqui. Esse "congestionamento" na Baía - que pode ser visto não só da Ponte, como de praias do Rio e de Niterói - preocupa pescadores e ambientalistas, que temem um aumento do número de acidentes.


O maior fluxo de navios estaria tendo reflexos até no trânsito de barcas e catamarãs que transportam passageiros. Segundo a Barcas S/A, devido ao tráfego intenso no mar, entre outubro de 2011 e janeiro deste ano, foi registrada uma média de 5,5 atrasos por mês nas quatro linhas que opera. De acordo com a superintendência da Companhia Docas, as boas condições do Porto (que após uma dragagem ganhou mais três metros de profundidade), a localização estratégica (perto de aeroportos), os atrativos da Cidade Maravilhosa e o aquecimento da economia são os principais motivos da "invasão" de embarcações.

Porto pode abrigar até 60 navios

Em 2009, o Porto do Rio recebeu 1.568 navios. Em 2010, o número cresceu para 2.374. E, em 2011, foram 3.861 atracações, segundo estatísticas da Companhia Docas.

- Não existe apenas um fator, mas um conjunto de motivos para essa explosão de navios. Sem dúvida, o Porto do Rio tem muitas vantagens, como a presença de estaleiros na região, a abundância de mão de obra e a proximidade com os dois aeroportos. Para as empresas, é vantajoso enviar o barco para cá e fazer a troca de tripulação, porque tanto o Santos Dumont quanto o Galeão ficam muito perto. E, se uma embarcação precisa de reparo, há grande oferta de estaleiros - explica o superintendente do Porto do Rio, Adácio Carvalho. - Sem contar que muitos tripulantes preferem o Rio pela beleza da cidade.

Na manhã do dia 7 deste mês, havia 68 navios ancorados na Baía de Guanabara. De acordo com o site da Companhia Docas, de sexta-feira passada até 4 de abril, estão programadas 37 chegadas de navios ao Porto do Rio - do total, só três são embarcações de passageiros. Apenas em janeiro passado, 405 grandes embarcações aportaram na cidade. Já pelos números da Capitania dos Por$, este ano já foram concedidas 945 autorizações para a entrada de navios na Baía de Guanabara.

Mas por que tantas embarcações? Segundo a Companhia Docas, a explicação é que nem todas aportam no chamado "cais de pedra".

- Em média, o Porto do Rio tem capacidade para receber 60 navios. Mas as pessoas acham que o Porto se resume ao cais de pedra. Nossa operação acontece também nas áreas de fundeio, onde as grandes embarcações ficam ancoradas - explica o superintendente do Porto. - A maioria dos navios (45%) é de apoio a plataformas (supply boats), 28% de porta-contêineres, 14% de petroleiros, 5% de passageiros, 3% de cargueiros e os restantes 5% distribuídos por tanqueiros, graneleiros e porta-automóveis (roll-on roll-off).

As embarcações de grande porte costumam ancorar numa das 15 áreas de fundeio da Baía de Guanabara sob responsabilidade do Porto. E há ainda as que ficam do lado de fora da Baía, aguardando instruções de suas empresas ou autorização da Capitania dos Portos para entrar.

Esse trânsito intenso de navios vem preocupando pescadores e ambientalistas, entre eles o velejador e consultor ambiental Axel Grael, que dirige o Instituto Rumo Náutico.

- Está havendo uma mudança rápida no padrão de uso da Baía de Guanabara. Até então, as águas eram usadas para pesca, transporte, atividades portuárias, esportes e lazer, algo que vinha acontecendo desde que a cidade se organizou como cidade. Mas, nos últimos cinco anos, estamos observando uma transição do uso para uma demanda de logística offshore - diz Grael, que foi presidente da Feema (órgão estadual sucedido pelo Instituto Estadual do Ambiente).

A presença dos navios também gera conflitos. O espaço para regatas, por exemplo, ficou mais restrito. Na regata "Paquetá sustentável", ano passado, alguns participantes tiveram de driblar navios, segundo os organizadores. Há atritos ainda com os pescadores, porque o aumento da quantidade de estaleiros e de instalações portuárias limita a área para pesca.

- Os grandes barcos chegam e, com eles, vêm vários pequenos estaleiros e oficinas. O movimento é grande. Muitos colocam tubulações e fios no fundo da Baía. Com isso, estamos ainda mais excluídos. A toda hora há pescadores perdendo rede e material - diz Gilberto Alves, presidente da Federação de Pescadores do Rio.

O aumento do vaivém de navios, garante a Capitania dos Portos, ainda não causou um crescimento do nú$de acidentes. De acordo com o órgão, "não há registro de nenhum abalroamento entre navios mercantes de carga e barcos de pesca ou traineiras no último ano" na região.

Biólogos que pesquisam a população de cerca de 70 botos da Baía de Guanabara já relataram ao Instituto Rumo Náutico que está cada vez mais difícil trabalhar naquelas águas.

- Esses biólogos usam em suas pesquisas a bioacústica, que consiste em pôr um microfone na água para ouvir os sons dos golfinhos. Cada vez que um navio liga um duto, o barulho é enorme e atrapalha o estudo. Interfere na pesquisa, pode estar estressando os animais e até interferindo no ciclo biológico deles - diz Axel, acrescentando que a presença de tantos barcos aumenta o risco de acidentes ambientais.

O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, admite que o tráfego de navios preocupa. Ele acha que a solução seria a criação de um órgão gestor da Baía de Guanabara.

- Na Baía de Ilha Grande, já vamos criar um centro integrado de monitoramento da região. Nossa prioridade é fazer o mesmo aqui, no segundo semestre deste ano. A solução seria a criação desse órgão, que unisse Capitania dos Portos, governo do estado e Companhia Docas.

Cemitérios de barcos são outro problema

Um antigo fantasma ambiental ainda assombra a Baía de Guanabara: os cemitérios de barcos espalhados por vários pontos. São pequenas, médias e grandes embarcações, algumas de madeira, a maioria de estrutura metálica, que foram abandonadas pelos proprietários, principalmente no entorno da Ilha da Conceição, perto da Ponte Rio-Niterói. Segundo o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, há pelo menos 400 barcos, entre navios, traineiras e pequenos pesqueiros, abandonados na Baía. Em novembro de 2011, uma vistoria identificou 36 barcos e carcaças só nas proximidades da Ilha da Conceição.

De acordo com o relatório da inspeção, a maioria dos barcos está em péssimo estado de conservação.

- Há muitos barcos submersos, tombados, largados sobre píeres de concreto, muitos deles sem identificação. Embora não seja atribuição nossa, já que isso tem a ver com o Ibama e a Capitania dos Portos, a secretaria resolveu agir - disse Minc.

Uma das propostas, segundo a Secretaria do Ambiente, é fazer um convênio com alguma siderúrgica, que poderia reciclar o metal dos barcos. A empresa assumiria os custos da retirada das embarcações. De acordo com Minc, já há negociações com a Gerdau Cosigua. Além disso, a Capitania dos Portos está ajudando a identificar os donos dos barcos.
 
Fonte: O Globo

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

BID aprova US$ 452 milhões para programa saneamento da Baía de Guanabara



Recursos ajudarão Governo do Estado do Rio de Janeiro a avançar com o Pacto pelo Saneamento, cujo objetivo é ampliar serviços de coleta para 80% da população do estado até 2018

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aprovou empréstimo de US$ 452 milhões para a melhoria da coleta de esgotos nos municípios afluentes da Baía de Guanabara, um dos maiores símbolos da beleza natural do Rio de Janeiro.

Com os recursos, o Governo do Estado do Rio de Janeiro avançará com o Programa de Saneamento Ambiental dos Municípios do Entorno da Baía de Guanabara (PSAM), uma região que abriga uma população de mais de 10 milhões de pessoas. O programa integra o Pacto pelo Saneamento, aprovado por meio de decreto em abril deste ano, com o qual o governo pretende ampliar os serviços de saneamento básico para 80% da população do estado até 2018.

“O objetivo é aumentar o nível de coleta e tratamento de esgotos, reduzindo a carga orgânica de origem doméstica vertida nos corpos hídricos e, em conseqüência, contribuir para a recuperação da qualidade das águas da Baía de Guanabara, de acordo com Yvon Mellinger, líder de projeto do BID.
Estima-se que o financiamento do BID contribuirá para que mais de 359 mil domicílios ganhe acesso à rede de esgotos, beneficiando diretamente 1, 68 milhão de pessoas.

Na Baía de Guanabara, além da realização de obras para instalação de receptores e sistemas de tratamento de esgotos, as ações também envolvem investimentos nas instituições estaduais para melhoria da qualidade dos serviços prestados, alem da promoção de políticas públicas sustentáveis de saneamento nos diversos municípios envolvidos. A recuperação ambiental da Baía de Guanabara é também um dos compromissos assumidos pelo Governo do Estado por ocasião da escolha da cidade do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

Mellinger destaca ainda o fato de que o programa de saneamento tenha metas traçadas pelo governo estadual, mas seja implementado com o apoio dos diversos municípios banhados pelas águas da baía.
O empréstimo tem prazo de 25 anos e período de carência de cinco anos, com taxa de juros baseada na Libor. O período para desembolsos também é de cinco anos. O PSAM receberá ainda US$ 188 milhões do Governo do Estado do Rio de Janeiro, totalizando um investimento de US$ 640 milhões.

Saiba mais sobre o projeto aprovado.

Fonte: BID

domingo, 13 de novembro de 2011

Paquetá Sustentável: iniciam-se as obras para o novo sistema de saneamento da ilha

Diante do baobá (conhecida como Maria Gorda), uma das árvores-símbolo de Paquetá, autoridades reunidas ouvem José Luiz Alquéres, liderança do Movimento Paquetá Sustentável, apresentar os objetivos do grupo e a importância do momento. Foto Axel Grael.

Wagner Victer (presidente da CEDAE), Carlos Minc (Secretário do Ambiente-RJ), Márcio Fortes (presidente da Autoridade Pública Olímpica) e José Luiz Alquéres (Paquetá Sustentável). Reafirmação do compromisso pela revitalização da Ilha de Paquetá. Foto Axel Grael. 

Inauguração simbólica das obras de implantação da nova rede de esgotos de Paquetá. O esgoto será bombeado e tratado na ETE de São Gonçalo. Foto de Axel Grael.

Minc e Victer ensaiam o passo: meio ambiente e saneamento unidos por Paquetá. Foto de Axel Grael.

Descontração de Victer e Minc no embarque da charrete. Foto Axel Grael.


As fotos acima registram um momento histórico na iniciativa de revitalização da Ilha de Paquetá, objetivo do Movimento Paquetá Sustentável, que pretende fazer da bela e histórica ilha o modelo de um bairro sustentável na cidade do Rio de Janeiro.

O evento ocorreu na data marcante, 11/11/11, e reuniu membros da comunidade, autoridades de estaduais e municipais e os membros do Movimento Paquetá Sustentável, do qual faz parte o Projeto Grael, representados por Axel e Lars Grael.

No pronunciamento de Márcio Fortes, da Autoridade Pública Olímpica, organização responsável pela coordenação de todas as ações governamentais para a Rio 2016, foi reiterado o reconhecimento da recuperação de Paquetá como uma das prioridades no contexto de uma Baía de Guanabara limpa para os Jogos Olímpicos.

Carlos Minc, secretário da Secretaria Estadual do Ambiente (SEA) apresentou os esforços e investimentos empreendidos por sua pasta na recuperação da Baía de Guanabara. Garantiu que até o final de 2012 os lixões estarão eliminados da Bacia da Baía de Guanabara, o que inclui a prevenção de que o chorume produzido chegue à Baía.

Wagner Victer, presidente da CEDAE, reafirmou que os projetos de despoluição da Baía de Guanabara estão em andamento e que as metas estabelecidas pela Candidatura Olímpica do Rio de Janeiro (o Rio prometeu a redução de 80% da poluição) estarão atendidas bem antes do prazo estabelecido.

Que assim seja...!!!

Axel Grael

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Paquetá Sustentável: ilha terá um novo sistema de tratamento de esgoto



A Nova CEDAE e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente vão transformar Paquetá no primeiro bairro sustentável do Rio de Janeiro

Carlos Minc, Secretário Estadual de Meio Ambiente, Wagner Victer, presidente da Nova CEDAE, Marcio Fortes, Autoridade Olímpica, Luis Edmundo, Secretário Estadual de Ciência e Tecnologia, entre outras autoridades, estarão nesta sexta-feira, dia 11, às 11hs., lançando a pedra fundamental das obras do novo sistema de coleta e recalque de esgoto de Paquetá.

A obra, que custará R$ 25 milhões, faz parte do elenco de proposições do Movimento Paquetá Sustentável, uma iniciativa que nasceu da comunidade e de um grupo de amigos de Paquetá, liderados por José Luiz Alquéres (da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável). No início de 2011, com o objetivo de identificar e propor soluções para os problemas da ilha de Paquetá. As primeiras melhorias se voltaram ao sistema de esgoto, coleta seletiva de lixo, recuperação do patrimônio histórico, remoção das casas em áreas de risco, entre outros.

O Movimento com essa obra da CEDAE começa a colher seus primeiros frutos, aos quais se acrescem a instalação de painéis solares na escola e no hospital pela Light. O presidente da Nova CEDAE, Wagner Victer, um grande incentivador do processo,  dará início às obras de esgotamento sanitário. Victer é um entusiasta do projeto e da ilha, bem como Carlos Minc. O Secretário de Tecnologia, Luis Edmundo, ressalta também que com isso a cidade se prepara para melhor receber as delegações olímpicas em 2016, além de deixar um grande e permanente legado para os 4500 habitantes da ilha e para os seus 20 mil turistas de fim de semana.

O empreendimento consistirá na construção de um sistema de bombeamento (Elevatória) com capacidade de até 100 litros por segundo; 9.560 metros de linha de recalque subaquática entre a Ilha de Paquetá e a Estação de Tratamento de Esgotos São Gonçalo, com tubos polietileno de alta densidade PEAD, com diâmetro 355 mm; substituição e assentamento de 4.800 metros de rede coletora e a execução 480 ligações prediais; substituição  de 870 metros de coletores tronco (galerias CA 380x250mm) por tubos de concreto armado DN 500 mm; melhoria  operacional nas quatro elevatórias existentes com substituição de  2.600 metros de recalque DN 200 mm.

Estas obras promoverão a recuperação completa de todo o sistema de esgotamento da Ilha de Paquetá. Cerca de 100 litros por segundo de esgotos sanitários deixarão de ser lançados na Baía de Guanabara.

Este empreendimento será realizado através de uma parceria entre o Governo do Estado, na gestão de Sérgio Cabral, da CEDAE e do Governo Federal através da CAIXA Econômica Federal, no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). É mais uma medida  que se alinha com as melhorias do saneamento no entorno do complexo petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ).


Mais informações
Ester Lima
Básica Comunicação
9161-1184

domingo, 18 de setembro de 2011

"Vento a favore"... que chegue também por aqui...

Peço licença ao amigo José Luiz Alqueres para publicar uma mensagem encaminhada por e-mail para os integrantes do movimento Paquetá Sustentável.
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"Festa democratica. Vento a favore. L'Ambiente per un futuro desiderabile..."

A foto acima foi encaminhada da Italia por ele aos integrantes do movimento Paquetá Sustentável, com a mensagem:

O ambiente para um futuro desejável

Festa democrática

Lembrei de vocês
Parece Paquetá?


Por incrível que pareça era um cartaz na entrada de San Gimigniano- Toscana

Mundo pequeno este nosso
Nao importa o continente
Nao importa a riqueza
Nao importa a idade
O que vale é a mobilização cidadã

E os bons ventos

José Luiz Alqueres

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Regata 80 anos do Cristo Redentor / Paquetá Sustentável foi um grande sucesso

A Regata 80 Anos do Cristo Redentor/Paquetá Sustentável, promovida no dia 13 de agosto de 2011 pelo Projeto Grael e pelo Rio Yacht Club e patrocinada pela Arquidiocese do Rio de Janeiro, contou com a participação de 59 barcos e levou cerca de 300 velejadores para o Iate Clube de Paquetá.

Num belíssimo dia de sol, com um atípico vento terral (Nordeste), e uma forte maré enchente que ajudou a levar os velejadores para o objetivo: chegar a Paquetá. Alguns (como eu) tiveram dificuldades para chegar a Paquetá, pois no fim da tarde o vento morreu e a maré inverteu-se, obrigando a todos a ter toda a calma e paciência para concluir a regata.

No PIC - Paquetá Iate Clube, os velejadores foram recebidos por uma feijoada oferecida pela Arquidocese do Rio,patrocinadora da Regata 80 Anos do Cristo Redentor. Depois, o programa foi prestigiar a Festa de São Roque, evento tradicional da Ilha de Paquetá.

O evento ajudou a divulgar a iniciativa Paquetá Sustentável, que pretende fazer da Ilha de Paquetá, na Baía de Guanabara, um modelo do que poderá ser um bairro sustentável na cidade do Rio de Janeiro.

Agradecemos a todos os participantes, a todos a equipe do Projeto Grael e do Rio Yacht Club que participaram da organização e da Comissão de Regatas, ao Tonico e toda a equipe da Revista Velejar e Meio Ambiente, à empresa IMS/Sailing, organizadora da Patescaria, à Arquidiocese do Rio por ter incluído a regata na programação de comemorações da estátua do Cristo e ao Lars Grael que foi o idealizador da Regata.

Veja aqui os resultados da Regata Paquetá Sustentável

Veja algumas fotos da Regata, registradas por Christa Grael.

Largada da regata, em frente ao Rio Yacht Club (Sailing), na Enseada de Jurujuba, Niterói.

Flotilha a caminho de Paquetá.

Chegada em Paquetá, sob ventos fracos.

Veleiro Tangará, de Lars Grael, cruza a linha de chegada.

Veleiro São Joaquim (de dois mastros), do Projeto Grael, enfim aproxima-se da linha de chegada, após perder várias posições nos últimos metros.

Grande quantidade de barcos no cais do Paquetá Iate Clube.

Hospitalidade do Paquetá Iate Clube, que recebeu os velejadores de braços abertos.
PATESCARIA

No domingo, dia 14/08/2011, dia dos Pais e dia seguinte da realização da Regata 80 Anos do Cristo/Paquetá Sustentável, foi realizada a Patescaria, evento tradicional que já existe há 30 anos. A flotilha partiu de Paquetá por volta de 13:00h, e chegou na Marina da Glória, após enfrentar condições bem adversas: ventos que oscilaram entre uma brisa fraca e um forte sudoeste.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

'Regata Cristo Redentor - 80 Anos' acontece neste sábado na Baía de Guanabara


Embarcação "São Joaquim", do Projeto Grael. Foto de Fred Hoffmann.

A regata Cristo Redentor 80 Anos será realizada neste sábado . A competição é aberta a veleiros de Oceano. A largada acontecerá às 12h, na raia montada nas proximidades do Rio Yacht Club - Sailing (Estrada Fróes 418 - São Francisco / Niterói), com percurso até a Ilha de Paquetá. A chegada será no Paquetá Iate Clube (PIC).


A previsão é que mais de 200 velejadores atravessem a Baía de Guanabara, promovendo um verdadeiro desfile náutico. A regata, de aproximadamente, 12 milhas náuticas, deve durar cerca de quatro horas. O velejador Lars Grael vai correr com a família. Ele comandará o barco Marga, um clássico de madeira construído em 1933, na Finlândia.

A premiação será regada a feijoada no PIC, esquentando a noite para a festa de São Roque (padroeiro da Ilha de Paquetá), que acontece ao ar livre.

Organizada pelo Projeto Grael, a Regata Cristo Redentor 80 Anos é uma realização da Arquidiocese do Rio de Janeiro e da GLP Marketing, com apoio do Rio Yacht Club, Clube Naval Charitas e Paquetá Iate Clube.

Fonte: SRZD

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Regata 80 anos do Cristo Redentor: velejadores prestigiam Paquetá Sustentável

Logo da Regata 80 Anos do Cristo Redentor, com arte de Hans Donner.

Regata até a Ilha de Paquetá marca os 80 anos do Cristo Redentor

Evento festivo do dia 13 está aberto a todos os tipos de embarcação
Mariane Thamsten
Da Velassessoria

A Arquidiocese do Rio de Janeiro e a GLP Marketing realizarão a Regata Cristo Redentor 80 Anos, mais um evento em comemoração aos 80 anos do monumento, dia 13 de agosto (sábado), aberto à participação de barcos de todos os tipos e tamanhos, saindo de Niterói em direção à Ilha de Paquetá. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até duas horas de antecedência à largada. A Regata Cristo Redentor 80 Anos está aliada à iniciativa Paquetá Sustentável, que pretende transformar a ilha/bairro em modelo de gestão para todo o Rio de Janeiro.

Organizada pelo Projeto Grael, a largada da regata acontecerá nas proximidades do Rio “Sailing” Yacht Club, em São Francisco, Niterói. O percurso até a Ilha de Paquetá será de aproximadamente 12 milhas náuticas. A data será de lua cheia, com maré enchente, levando os barcos para a Ilha de Paquetá. A previsão é que os barcos comecem a cruzar a linha de chegada - nas proximidades do Paquetá Iate Clube (PIC) – por volta das 16h.

A premiação será regada a feijoada, às 18h, seguida por um jantar dançante no PIC. A cerimônia de entrega dos prêmios esquentará a noite para a tradicional festa de São Roque (padroeiro da Ilha de Paquetá), que acontece ao ar livre.

Os participantes da Regata Cristo Redentor 80 Anos estão convidados a competir na 30ª Patescaria – Luar de Paquetá, competição festiva que largará da ilha, na manhã de domingo, rumo à Marina da Glória.

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Regata Cristo Redentor
- 80 anos –
Paquetá Sustentável
13 de agosto de 2011 (Sábado)


Classes Oceano

PROMOÇÃO: Instituto Rumo Náutico (comemoração dos 13 anos do PROJETO GRAEL)

ORGANIZAÇÃO:

Rio Yacht Club (Sailing) – 1914/2014
Paquetá Iate Clube – XXX Patescaria Luar de Paquetá
Projeto Paquetá Sustentável

APOIO:

FEVERJ
Clube Naval Charitas
Associação Brasileira de Veleiros de Oceano - ABVO
Associação Brasileira de Veleiros Clássicos - ABVClass
Revista Velejar
BRA/RGS

INSTRUÇÕES DE REGATA

01 – REGRAS:

01.1 A regata será governada pelas regras, tais como enumeradas nas definições das Regras de Regata a Vela ISAF 2009/2012 e por estas Instruções de Regatas.

02 – AVISO AOS COMPETIDORES:

Avisos aos competidores serão afixados no Quadro Oficial de Avisos do evento, localizado no salão principal do Rio Yacht Club. Eventuais mudanças no AR e (ou) neste IR, poderão ser comunicadas por e-mail e até pela Comissão de Regatas no momento de partida.

03 – SINALIZAÇÃO EM TERRA:

03.1 Sinalização em terra será içada no mastro principal da sede do RYC.

03.2 Quando o galhardete RECON é içado em terra, o seu significado descrito na sinalização de regata RECON é modificado de “1 minuto” para “não antes de 30 minutos”.

04 – PROGRAMA DE REGATAS:

04.1 Data de regata: 13/08/2011 (Sábado)
04.2 O horário programado para o sinal de atenção da regata será às 12:00h.
04.3 A largada será dada ao largo do Rio Yacht Club.
04.4 No dia 14, todos os participantes são convidados para participar da XXX Patescaria Luar de Paquetá (ver programação específica).

05 – CLASSES e CATEGORIAS:

05.1 - Todas as largadas serão juntas (REVOADA)
05.2 - Classe Bico de Proa.

Bico de proa 01 – Acima 39 pés.
Bico de proa 02 – De 32 a 38,9 pés.
Bico de proa 03 – De 27 a 31,9 pés.
Bico de proa 04 – De 24 a 26,9 pés.
Bico de proa 05 – Até 23,9 pés.

05.3 Classe ORC (ORC International e ORC Club juntos). Classificação Geral.
05.4 Classe BRA/RGS. Classificação Geral.
05.5 Classe Clássicos (critério da ABVClass). Classificação Geral.
05.6 Nas classes ORC e BRA/RGS, só serão considerados os iates com certificados válidos, conforme as planilhas dos representantes das respectivas entidades.

06 – ÁREAS DE REGATAS E PERCURSO:

A área da regata será a Baía de Guanabara, com percurso livre da Enseada de Jurujuba - Niterói até a Ilha de Paquetá.– Rio de Janeiro, exceto:

06.1 Todo o arquipélago de Jurubaíbas, incluindo a Pedra de Sardinha deverão ser deixados por Boreste – BE.
06.2 A Ilha de Itapacis, assim como a bóia encarnada de sinalização da Laje Rachada deverão ser deixados por Boreste – BE.

07 – PARTIDA:

07.1 A linha de partida será entre o mastro desfraldando uma bandeira de cor alaranjada no barco da CR e a marca de partida na outra extremidade.
07.2 Todas as classes e categorias, terão largadas simultâneas.
07.3 Um barco que partir depois de decorridos 20 (vinte) minutos do seu sinal de partida será considerado como não tendo partido - DNS.
07.4 O barco da CR poderá manter sua posição no alinhamento de partida usando motor.

08 – CHEGADA:

08.1 A linha de chegada será entre o mastro desfraldando uma bandeira de cor alaranjada no barco da CR e a marca de chegada na outra extremidade, nas proximidades da ilha dos Lobos. É proibida a passagem entre a Ilha dos Lobos e a Ilha de Paquetá.
08.2 O barco da CR poderá manter sua posição no alinhamento de chegada usando motor.

09 – CÁLCULO DE TEMPO:

O cálculo de tempo das classes ORC e BRA/RGS será feito pelo sistema TMF calculado pelos representantes da ABVO e da BRA/RGS respectivamente.

10 – LIMITES DE TEMPO:

Os barcos que não chegarem até as 18h, do dia da regata serão considerados DNF.

11– MEDIDAS DE SEGURANÇA:

Um barco que se retira da regata deve notificar a Comissão de Regata, tão logo seja possível.

Os comandantes devem ter conhecimento dos perigos a navegação do percurso proposto bem como dos locais de fundeio e atracação após a regata. Após o por do sol, o uso de luzes de navegação é obrigatório, assim como demais normas do RIPEAM.

12 – COMUNICAÇÃO POR RÁDIO

A CR usará o canal 77 e/ou 69, para comunicação de desistência da regata e comunicação com os competidores

13 – PREMIAÇÃO:

13.1 Serão premiados os 03 (três) primeiros colocados de cada categoria.
13.2 A Cerimônia de Premiação será no dia 13 de agosto de 2011 (sábado), na Sede do Paquetá Iate Clube às 18h.

14 – ISENÇÃO DE RESPONSABILIDADE:

Os competidores participam da regata a seu próprio risco. A decisão de competir é responsabilidade de cada comandante e tripulante. Considere a regra 4, Decisão de Competir. A Autoridade Organizadora não aceitará qualquer responsabilidade por danos materiais, físicos ou morte, relacionados diretamente com a série de regatas, seus antecedentes, durante ou depois de completada.

14.1 O critério de fundeio, atracação e desembarque em Paquetá, é de responsabilidade e decisão do clube anfitrião da chegada, o Paquetá Iate Clube.
14.2 É proibido que cada iate ou velejador jogue lixo no mar ou na Ilha de Paquetá (fora de local adequado). Pede-se que cada iate conserve e leve de volta seu lixo produzido na programação.

15 – FICHA DE INSCRIÇÃO clique aqui.

A apresentação da ficha de inscrição deverá ser no Rio Yacht Club por email ryc@oi.com.br, por fax 2160.5811 ou na Comissão de Regatas, antes do aviso de atenção. É obrigatória e responsabilidade do comandante de cada iate. Um iate não poderá participar em mais de uma classe.

Maiores informações Projeto Grael 2710-3409  
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Saiba mais em:
Paquetá Sustentável: cresce a participação
Regata Paquetá Sustentável

terça-feira, 26 de julho de 2011

Paquetá Sustentável: cresce a participação e avança a formulação de propostas



A iniciativa Paquetá Sustentável, que reúne um grupo de moradores e amigos da Ilha de Paquetá, tradicional bairro do Rio de Janeiro localizado no coração da Baía de Guanabara, está ganhando força e consistência. Partindo de uma proposta inicial do líder empresarial José Luiz Alquéres, ex-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro, a iniciativa avança para ações efetivas de mobilização, que levarão às mudanças desejadas.

Várias reuniões para a articulação de ideias e propostas já aconteceram entre atores sociais da própria ilha e colaboradores de fora tem alimentado um grupo de discussão que repercute estes resultados.

Regata Cristo Redentor 80 Anos, dia 13 de agosto

Dos debates iniciais, surgiu a proposta de Lars Grael da realização da Regata Cristo Redentor 80 Anos/Paquetá Sustentável (veja também Aviso de Regata), que mobilizará velejadores no dia 13 de agosto. A regata sairá do Rio Yacht Club (Sailing), em Niterói, e chegará a Paquetá, onde os participantes confraternizarão no Paquetá Iate Clube, poderão participar da tradicional Festa de São Roque e são convidados a aderir à Patescaria, evento promovido pelo Paquetá Iate Clube há 30 anos, no qual os barcos retornarão à Marina da Glória, no dia 14 de agosto.

Paquetá Sustentável: "toró de ideias" (brain storm)

Muitas pessoas têm se manifestado trazendo sugestões, planos, críticas e preocupações que ajudam a formatar as ações e prioridades do PAQUETÁ SUSTENTÁVEL. Como exemplo da qualidade das contribuições, publicamos, a seguir, mensagem encaminhada pelo consultor ambiental João Carlos Nascimento Alcantara, M.Sc:

Prezados,


Eu cheguei à Paquetá aos três anos de idade (1959). Filho de um ex-Piloto da Aviação Comercial e de uma Comissária de Bordo. Meu pai foi proprietário do Hotel/Pensão “Meu Cantinho”, ainda hoje funcionando na Rua Doutor Lacerda nº 63, com nova direção. Morei por aqui com meus pais até o final da minha infância e princípio da adolescência, tendo feito todo o chamado ensino primário na Escola Joaquim Manoel de Macedo. Em Paquetá aprendi a ler e a escrever o nosso idioma além de dar os primeiros passos para conhecer a língua inglesa no extinto Instituto Petersen, na Praia dos Tamoios (Casa Rosa). Orgulho-me de ter passado os primeiros anos da minha vida em um verdadeiro paraíso.

A vida estudantil e posteriormente a profissional, me afastou por mais de vinte e cinco anos consecutivos do convívio da ilha, embora minha família sempre mantivesse a propriedade do imóvel, onde, atualmente, após uma primeira aposentadoria, resido permanentemente com mulher e filhos desde o ano de 2004. Tudo o mais de minha propriedade, ficou para trás, no continente.

Recentemente, ao tomar conhecimento da existência do movimento “Paquetá Sustentável” e de suas propostas para o desenvolvimento/recuperação da ilha, confesso que me empolguei. Não só por suas propostas, as quais tomei conhecimento pela leitura de alguns e-mails trocados pelo grupo que me foram repassados pelo Francisco, como também pelo nível das pessoas que integram o movimento.

Por mais de dez anos venho trabalhando como pesquisador e consultor na área ambiental tendo no meu portfólio de serviços prestados, inúmeras consultorias a organismos internacionais, escritórios de representação no Brasil e no exterior, como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a FAO, a UNESCO e à UNFCCC (United Nations Framework Convention on Climate Change). Na verdade, com exceção do UNFCCC, consultorias e pesquisas prestadas no país ao Ministério do Meio Ambiente, IBAMA, Serviço Florestal Brasileiro, IPHAN, ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), Ministério da Educação, Ministério da Ciência e Tecnologia, e ao Centro de Pesquisas em Energia Elétrica (CEPEL), da Eletrobrás, trabalhos e pesquisas pagos por estes organismos.

Atualmente sou Consultor do Ministério da Ciência e Tecnologia em Projetos no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL – Protocolo de Quioto, 1997), e doutorando do Programa de Engenharia Ambiental da Escola Politécnica da UFRJ, além de recentemente ter sido admitido como pesquisador do IVIG/COPPE da mesma Universidade, na área de Mudanças Climáticas (créditos de carbono).

Após esta “breve” apresentação (desculpem-me!), quero passar para vocês o que penso sobre a situação atual do nosso paraíso (ex?), e o que acho possível tentarmos fazer para recuperar, e por que não, trazer novidades facilitadas pela tecnologia, para realmente tornarmos “Paquetá Sustentável”.

A decadência de Paquetá teve início na década de 1970, e três são as principais razões, no meu modo de ver, para esta decadência sob o ponto de vista ambiental: (i) o aumento da poluição das águas da Baía da Guanabara; (ii) o aterro da Praia da Moreninha, realizado na gestão do ex-prefeito Marcus Tamoio; e (iii) a ocupação irregular das encostas na Ilha.

O aumento da poluição das águas da Baía da Guanabara nos últimos anos (embora recentemente reduzido), tornou por anos a balneabilidade das praias de Paquetá proibitivas para um banho de mar saudável, afastando um dos maiores atrativos que a ilha por anos carregou como apelo turístico, desvalorizando imóveis centenários aqui existentes, que acabaram abandonados por seus proprietários, alguns permanentemente fechados, sem manutenção, há décadas, e outros, invadidos, se transformando em verdadeiras “casa de cômodos”. Não fosse o regime de marés e a posição geográfica estratégica da ilha dentro da baía, teríamos em toda a volta de Paquetá verdadeiras praias de “Ramos”. Detalhe: Segundo se pode verificar nos arquivos do IPHAN, onde prestei serviços, todas as praias de Paquetá são tombadas formalmente, como patrimônios naturais nacionais.

O aterro da Praia da Moreninha, embora realizado com a melhor das intenções (prover a ilha com um espaço para melhor aproveitamento daquela praia por moradores e turistas), foi feito em uma época em que se falar em licenciamento ambiental era uma utopia. Resultado: além do material empregado no aterro não ser o recomendado (tabatinga, uma variante da argila, que quando pisada faz uma espécie de sucção nos pés dos banhistas, o que, dependendo da profundidade, pode provocar o afogamento do banhista, funcionando como areia movediça), alterou o canal natural que existia entre Paquetá e Brocoió, canal este que trazia na maré baixa a fauna ictícia e a flora marinha dos manguezais de Guapimirim, além de reter ao redor da ilha parte da poluição flutuante que era “varrida” em direção à entrada da barra, pela maré vazante.

A ocupação das encostas da ilha é outro fato alarmante, sob o ponto de vista estético e ambiental. Ocupadas inicialmente por trabalhadores da construção civil trazidos à Paquetá pela então maior loja de material de construção da ilha, trazidos do interior nordestino, pessoalmente, nos chamados “paus de arara” (saídos de Paquetá), sem qualquer direito trabalhista, estes trabalhadores, ao término das obras, recebiam como indenização, material de construção e conselhos para ocuparem os morros da ilha. E assim o fizeram. No governo Brizola, muitos ganharam a posse dos lotes invadidos. E o que se vê hoje: favelização, encostas se decompondo em face do desmatamento de uma vegetação de Mata Atlântica já secundária, e casas condenadas pela Defesa Civil, que permanecem ocupadas por inúmeras famílias, sob a complacência de um “Administrador Regional” questionado por muitos, nomeado por indicação política de um vereador que usa Paquetá como parte do seu curral eleitoral.

Muitas das construções existentes nas encostas de Paquetá, hoje, já são de propriedade de alguns poucos, moradores no “chão” da ilha, estando alugadas para famílias humildes ou recém-chegadas à Paquetá, que sobrevivem de pequenos “bicos” ou da venda de bebidas, doces e salgados no comércio informal pelas ruas e praias. Levantamento que fiz, informalmente, deu-me condições de estimar que em nossa ilha atualmente cerca de trinta por cento dos imóveis construídos não existam formalmente para a Prefeitura (RGI e IPTU), e que muitos têm fornecimento de água, energia e recentemente, até de TV por satélite, compartilhados, por meio dos chamados “gatos”.

Inúmeras construções ou reformas de vulto, nos últimos anos, foram realizadas em Paquetá sem licenciamento da Prefeitura, com alguns imóveis centenários sendo transformados em dez, vinte unidades, de sala e quarto, para aluguel. A maioria destas obras (e talvez todas), sem licença da Prefeitura, capitaneadas por conhecido “novo rico” de Paquetá (recentemente homenageado por Jorge Fernando, Diretor da Globo e proprietário na ilha, em recente Programa do Faustão), comerciante, dono do mercado em sociedade com o irmão, que possui atualmente cerca de 38 imóveis somente em Paquetá, como seu filho comenta para amigos e de peito aberto (todos em nome do seu sogro, viúvo, que por sua vez é pai de filha única).

Porque comento isto? Alguma rusga direta com o cidadão? Inveja? Antipatia? Não, absolutamente. A questão é meramente ambiental!

Sobrecarga no fornecimento de energia elétrica e de água para Paquetá, além da constante descaracterização do ambiente histórico de uma ilha tombada, com ocupação irregular de parte das calçadas com jardins suspensos, de gosto duvidoso, além de inúmeras ligações clandestinas de esgotos (que desembocam nas praias) na precária rede de águas pluviais existente.

No meu modo de ver, Paquetá para ser sustentável, na acepção da palavra, necessita ser quase que independente do continente. Em primeiro lugar, dentro da estrutura administrativa do município, teria de deixar de ser uma mera Região Administrativa e ser transformada em uma Sub-Prefeitura.

Independentemente desta transformação em Sub-Prefeitura, sem sermos utópicos, já que existe tecnologia suficiente, podemos ser independentes do continente tanto no abastecimento de água, no de energia elétrica, no de pescado para consumo e comercialização com enormes lucros, e até em parte na área de complementação da alimentação.

Mas como? Vamos lá.

Abastecimento de água – A histórica pluviosidade registrada no Município do Rio de Janeiro ao longo dos anos, e particularmente, em Paquetá, nos permite conduzir um projeto viável de aproveitamento da água de chuva que cai regularmente em Paquetá que, após o devido tratamento, ficaria tão potável ou ainda até de melhor qualidade do que a água fornecida atualmente pela CEDAE aos ilhéus, a custo muito mais barato. Existem diversos terrenos do Estado e do Município, alguns inclusive da própria CEDAE, em Paquetá, que poderiam abrigar o Projeto. Pergunto: Vocês conhecem alguma coisa mais sustentável do que isto?

Energia Elétrica – Projetos de energia solar de média escala (caso de Paquetá) são conhecidos no mundo inteiro. Da mesma forma que no caso da água, o Município e o Estado têm terrenos em Paquetá que poderiam abrigar o projeto. Tenho experiência na matéria por ter feito pesquisas por três anos no Centro de Pesquisas em Energia Elétrica da Eletrobrás, na Ilha do Fundão, onde estudei a viabilidade de um projeto deste tipo no município de Barra, na Bahia. Um investimento deste tipo se paga em cinco anos, com um TIR (Taxa Interna de Retorno) de 10% a.a. Seriam aproveitadas todas as fiações, postes, transformadores, etc., da Light, ou se quisermos uma aparência ainda melhor, passar esta mesma fiação para subterrânea, em toda a ilha.

Hortas Comunitárias – Não preciso me estender no assunto, já que é objeto de diversas divagações e há bastante tempo pelo grupo, e acabaria com o atual monopólio praticado pelo tal comerciante comentado acima, que aqui vende hortifrutigranjeiros a preços absurdos para a população.

Coleta Seletiva de Lixo – Outro assunto já discutido por muitos por aqui na ilha, e que nunca foi colocado em prática. De minha parte posso afirmar que a pior das situações para o desenvolvimento do projeto é a falta de dados (a dificuldade de obtê-los), seja das Barcas S/A, do comercio local, da própria COMLURB, e até do UISMAV (hospital local). Daria empregos para a comunidade com geração renda para inúmeras famílias, além de enquadrar perfeitamente Paquetá na Agenda 21 da ONU, e na Política Nacional de Resíduos Sólidos, recentemente aprovada pelo Congresso Nacional. Nosso ambiente fechado (ilha) facilitaria o manejo do nosso próprio lixo, dando verdadeira sustentabilidade ao projeto.

Criação de Robalo em cativeiro – Já existe tecnologia para criação com sucesso desta espécie nobre de peixe em cativeiro no Brasil e esta tecnologia eu conheci recentemente. Estimo que no caso de Paquetá, este projeto, quando em operação, criaria cerca de 40 empregos diretos e cerca de 20 indiretos para a população mais carente da ilha.

Nem tudo por aqui é desastre, ganância ou coisa que o valha, existindo excelentes iniciativas como as que vêm desenvolvendo a Casa de Artes, embora suas atividades, do pouco que conheço, não sejam a minha “praia” especificamente.

Não vou mais me estender, e peço sinceras desculpas pela extensão do texto.

No entanto, gostaria que o mesmo tivesse a devida divulgação aos interessados por uma Paquetá realmente Sustentável, encontrando-me à disposição de todos vocês.

Forte abraço a todos.

João Carlos Nascimento Alcantara, M.Sc.
Environmental Engineering Programme
Federal University of Rio de Janeiro.
Additional e-mail: jcnalcantara@poli.ufrj.br

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Mais informações:

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Projeto Grael participa da iniciativa Paquetá Sustentável
Regata Cristo Redentor 80 Anos/Paquetá Sustentável - Aviso de Regata

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Regata PAQUETÁ SUSTENTÁVEL fará parte das comemorações dos 80 anos do Cristo Redentor


REGATA PAQUETÁ SUSTENTÁVEL


- CRISTO REDENTOR: 80 ANOS -


Aviso de Regata


DATA: 13 de Agosto de 2011

LOCAL: Largada no Rio Yacht Club – Estrada Leopoldo Fróes 418 – Enseada de São Francisco – Niterói/RJ.

PROMOÇÃO:
Projeto Grael - Comemoração dos 13 anos da organização
Rio Yacht Club - Projeto Centenário do RYC (1914-2014)
Paquetá Iate Clube - 30 anos da Patescaria de Paquetá

APOIO:
CRISTO REDENTOR: 80 ANOS
PROJETO PAQUETÁ SUSTENTÁVEL
Revista VELEJAR E MEIO AMBIENTE
FEVERJ -FEDERAÇÃO DE VELA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE VELEIROS CLÁSSICOS – EVENTO OFICIAL DA ABVCLASS.

CLASSES CONVIDADAS:
Vela Oceânica nas classes – ORC Geral (cálculo por TMF); BRA/RGS Geral; Veleiros Clássicos; Cruzeirão Bico de Proa; Velamar 22’; J 24’; MV 25’; Fast 230; Veleiros 23’.

PERCURSO:
Largada em frente ao Rio Yacht Club (Niterói) às 12:00 e chegada nas proximidades do Paquetá Iate Clube na Ilha de Paquetá – Rio de Janeiro. Informações complementares nas Instruções de Regata – I.R..

PROGRAMAÇÃO:
Inscrições – No RYC; Projeto Grael e Revista Velejar até às 12:00 do dia 13/08/2011
Largada – Tiro de atenção às 12:00 do dia 13/08/2011
Premiação – No PIC às 19:00 do dia 13/08/2011 no evento Luar de Paquetá.

ATENÇÃO: no dia 14/08/2011 – 30ª Patescaria de Paquetá – PIC até a Marina da Glória.
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MAIS DO QUE UMA REGATA: A UNIÃO DE PESSOAS E DE ESFORÇOS EM TORNO DE PAQUETÁ E DA BAÍA DE GUANABARA.

SAIBA TUDO O QUE ESTÁ ASSOCIADO À INICIATIVA DA REGATA:

A REGATA:

A Regata Paquetá Sustentável, que acontecerá no dia 13 de agosto de 2011, tem por objetivo reunir velejadores em uma atividade diferente das demais atividades do calendário anual, convidando-os a confraternizar na bucólica Ilha de Paquetá, usufruindo a infraestrutura e a hospitalidade do Paquetá Iate Clube, que está programando uma grande recepção para todos os participantes.

Mais detalhes sobre a regata serão divulgados nos próximos informes e na Instrução de Regatas que ainda será divulgada.

PAQUETÁ SUSTENTÁVEL

Trata-se de uma união de esforços de moradores e frequentadores da Ilha de Paquetá, empresários, militantes de organizações sociais e ambientalistas, velejadores, professores universitários e profissionais de órgãos públicos, dedicados a fazer da ilha um exemplo de sustentabilidade que possa influenciar outros bairros do Rio de Janeiro.

CRISTO REDENTOR: 80 ANOS

A estátua do Cristo Redentor, no alto do Corcovado, completa 80 anos. Reconhecido como uma das maravilhas do mundo, o monumento é uma das mais conhecidas marcas e um dos mais visitados pontos turísticos da cidade do Rio de Janeiro. Para comemorar o aniversário do Cristo Redentor, uma longa agenda de eventos ecumênicos estão sendo organizados pela Arquidiocese do Rio de Janeiro, pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e por empresas patrocinadoras.

A convite dos organizadores das comemorações do Cristo Redentor, a Regata Paquetá Sustentável fará parte da programação oficial, podendo receber apoio de seus patrocinadores.

PATESCARIA - REGATA LUAR E PAQUETÁ
A Patescaria náutica já é um evento tradicional, sendo realizado há 30 anos. Neste ano, acontecerá no domingo, dia 14 de agosto, no dia seguinte da Regata Paquetá Sustentável. A regata inicia-se nas proximidades do Paquetá Iate Clube e chega na Marina da Glória, onde a revista Velejar e Meio Ambiente oferece uma grande confraternização e quando é feita a entrega dos prêmios.

PROJETO GRAEL: 13 ANOS

O Projeto Grael realiza uma regata anual para comemorar o aniversário da sua fundação, em 1998, por iniciativa de Torben Grael, Lars Grael e Marcelo Ferreira e outros velejadores. A competição, que faz parte do calendário oficial de regatas da Federação de Vela do Estado do Rio de Janeiro (FEVERJ), é organizada pelos alunos e pela equipe de velejadores e profissionais do Projeto Grael.

O Projeto Grael é um programa esportivo, educativo, social e ambiental desenvolvido pelo Instituto Rumo Náutico, com sede em Niterói-RJ. Dedicado a estudantes da rede pública de educação, o Projeto Grael ofecere cerca de 800 vagas/ano para cursos de iniciação a esportes náuticos, programas profissionalizantes, além de ações diretas de defesa da Baía de Guanabara.

RIO YACHT CLUB- PROJETO DO CENTENÁRIO (1914-2014)

O Rio Yacht Club, conhecido como Sailing, é um dos mais antigos e tradicionais clubes náuticos do país. Apesar de pequeno, reúne velejadores com dezenas de campeonatos mundiais, sete medalhas olímpicas e títulos como da Volvo Ocean Race (regata de volta ao mundo). Dentre estes velejadores medalhistas olímpicos destacam-se Torben e Lars Grael, Marcelo Ferreira, Clínio de Freitas e Isabel Swan. Também são destaques do Sailing, os tricampeões mundiais da Classe Snipe, Axel e Erik Schmidt.

PAQUETÁ IATE CLUBE

O Paquetá Iate Clube, que tem origens na década de 1950, é um velho conhecido de muitos velejadores da Baía de Guanabara. O clube está envolvido em várias das dimensões da Regata Paquetá Sustentável. Além de alguns de seus associados estarem entre os líderes da iniciativa Paquetá Sustentável, o clube será o anfitrião dos participantes da Regata Paquetá Sustentável e é o promotor da Patescaria.

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MAIS INFORMAÇÕES NO PROJETO GRAEL
Telefone: (21) 2711-9875
E-mail: secretaria@projetograel.org.br
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