sexta-feira, 5 de abril de 2013

Prefeitura de Niterói declara guerra à bagunça das fiações nos postes da cidade


Opinião:

Guerra à bagunça nos postes

A arborização de Niterói não é a ideal, por se constituir em grande parte de espécies inadequadas, mas é a arborização que nós temos e temos que trata-la como um valioso patrimônio que a cidade. Perde-la significaria uma grande dano ambiental e um sério prejuízo à qualidade de vida.

O que ocorre é que a arborização que temos sempre foi muito mal cuidada e, com frequência, é vítima de podas criminosas que mutilam a sua copa.

E os maiores responsáveis por essa agressão são as empresas responsáveis pela implantação de redes nos postes da cidade. Dentre estas estão a empresa concessionária responsável pela distribuição de energia e muitas outras que oferecem serviços de telefonia, internet, TV a cabo, etc.

A falta de autoridade da Prefeitura sobre esses operadores permitiu que produzissem uma verdadeira baderna no espaço aéreo da cidade, como vemos na foto abaixo. Além de redes ativas, essas empresas abandonam, sem qualquer cerimônia, fiações inativas que não prestam nenhum serviço para os consumidores destes serviços.

Para que a bagunça dos fios prevaleça, há anos sofrem as árvores, que são podadas impiedosamente deixando na cidade árvores que são verdadeiras esculturas ao mal gosto e ao desrespeito ao patrimônio ambiental público.

É contra essa desordem que o prefeito Rodrigo Neves declarou guerra. As empresas têm um prazo de 15 dias para apresentar um plano de limpeza e ordenamento do espaço aéreo. Além disso, terão que debater com a Prefeitura a regulamentação da Lei Municipal 2426/2006 (publicada em janeiro de 2007) que estabelece o ordenamento das redes.

Também, as empresas terão um prazo para que providenciem o enterramento das redes em galerias subterrâneas. A prioridade será para os espaços turísticos e para os locais que receberão investimentos de infraestrutura, como ao longo da TransOceânica, e outras obras viárias e de reformas urbana.

Outras ações que serão implementadas pela administração municipal em defesa da arborização da cidade:

Uma delas é o controle da infestação de erva-de-passarinho, que é um vegetal parasita que infesta a copa das árvores.

A segunda prioridade é melhorar a prática das próprias equipes da Prefeitura que executam podas na cidade, principalmente para livrar a iluminação pública dos galhos que impedem a sua eficiência. Estamos tratando dessa questão com a secretária Dayse Monassa, da SECONSER.

Axel Grael

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A situação do cabeamento aéreo em Niterói é a expressão da desordem e da falta de autoridade que imperavam na cidade. 

Expansão e implantação de rede área são suspensas em Niterói

Prefeito também determina que toda a fiação inativa seja removida pelas concessionárias prestadoras de serviços. Implantação de sistema subterrâneo é estudada

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, anunciou na última quinta-feira a suspensão da expansão e implantação das redes aéreas de todas as concessionárias de serviços públicos de telefonia, internet e televisão a cabo que se utilizem de postes na cidade pelos próximos 15 dias. Em reunião com representantes das grandes empresas que atuam na cidade, o prefeito determinou, ainda, que toda a fiação inativa seja removida.

"... Rodrigo Neves, anunciou na última quinta-feira a suspensão da expansão e implantação das redes aéreas de todas as concessionárias de serviços públicos de telefonia, internet e televisão a cabo que se utilizem de postes na cidade pelos próximos 15 dias".

Durante o período de suspensão, uma comissão formada por representantes da prefeitura e das empresas vai elaborar um plano de remoção das redes desativadas de telefonia que estão penduradas nos postes da cidade. Além disso, o grupo ficará responsável por apresentar propostas de regulamentação de uma lei, a 2426/2010, determinando a instalação subterrânea de novas redes desses serviços.

De acordo com o prefeito, a medida tem como principal objetivo melhorar a prestação dos serviços, reduzir a poluição visual, além de minimizar problemas com podas de árvores no município.

“Esses emaranhados de fios pendurados deixam a cidade feia, prejudicam a urbanização e o crescimento de árvores e oferecem risco aos cidadãos. Nossa meta é fazer com que toda a fiação seja subterrânea, como ocorre nas cidades mais desenvolvidas do mundo. Por isso determinei essa suspensão de novas instalações até que tenhamos um fluxo definido de ações. Do jeito que está, não pode, nem vai ficar”, disse.

O grupo de trabalho vai ser coordenado pelo vice-prefeito Axel Grael e as secretárias de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa, e de Mobilidade e Urbanismo, Verena Andreatta.


O grupo de trabalho vai ser coordenado pelo vice-prefeito Axel Grael e as secretárias de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa, e de Mobilidade e Urbanismo, Verena Andreatta. Na próxima semana, uma nova reunião está marcada para discutir o assunto. Ao fim do prazo dado pelo prefeito deverão ser apresentadas pelo grupo de trabalho as propostas do plano de remoção da fiação aérea inativa, regulamentação da lei e apresentação de um fluxo de aprovação de novos projetos para o setor.

O prefeito deixou claro no encontro que a manutenção de redes não está proibida. “Não podemos suspender este tipo de atividade (manutenção de rede), pois o cidadão seria prejudicado e nossa medida tem exatamente o objetivo de melhorar a urbanidade da cidade, acabar com a poluição visual e a insegurança da população.

O vice-prefeito Axel Grael disse que o excesso de fios também afeta o meio ambiente e o clima: “Como são muitos fios, o plantio e crescimento de árvores ficam prejudicados. Dessa forma, acaba-se reduzindo o sombreamento de grandes trechos que amenizariam o clima, sobretudo em dias muito quentes”, comentou.

“Como são muitos fios, o plantio e crescimento de árvores ficam prejudicados. Dessa forma, acaba-se reduzindo o sombreamento de grandes trechos que amenizariam o clima, sobretudo em dias muito quentes”. Axel Grael

Rodrigo Neves frisou que a medida tem etapas fundamentais: "Primeiro é preciso retirar o que está desativado, e em curto prazo. Em seguida, decidir como serão os próximos passos e como regulamentar a lei. Para isso constituímos esse grupo de trabalho".

Os representantes das empresas que participaram da reunião concordaram com as argumentações do prefeito e prometeram empenho total na remoção de fios e elaboração de propostas para implantação de novas redes subterrâneas. Eles afirmaram que além de melhorar o serviço, a medida aumenta a segurança. No encontro foi sugerida, inclusive, a união de todas as concessionárias na execução desses serviços de forma integrada e coordenada pela prefeitura.

Fonte: O Fluminense

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Leia mais sobre o assunto no Blog do Axel Grael:
Quanto vale uma árvore?
Calor, frescor e os ventos
Ilhas de calor na capital paulista causam chuvas mais fortes do que no resto do estado

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Programa Ponto a Ponto funcionará plenamente a partir do dia 8 de abril




Serviço contará com 16 veículos e irá transportar 195 usuários para tratamento médico

O programa Ponto a Ponto, projeto da Prefeitura de Niterói que transporta deficientes físicos e doentes crônicos para tratamento médico, voltará a funcionar plenamente a partir da próxima segunda-feira, dia 8 de abril. Dezesseis veículos serão responsáveis pelo serviço, que atenderá 195 usuários.

Ao assumir a administração, em janeiro, o governo do prefeito Rodrigo Neves encontrou o serviço paralisado por falta de pagamento desde abril de 2012. O programa voltou a funcionar inicialmente com oito veículos para atender os doentes renais crônicos, que não podem ficar sem tratamento diário sob pena de correrem risco de morte. A nova prefeitura trabalhou arduamente para renegociar o contrato e, desta forma, retomar o projeto com toda eficiência e qualidade que almeja.

O Ponto a Ponto já conta com 11 veículos em circulação. Esta semana, os motoristas dos cinco carros restantes estão participando de curso de capacitação para atuarem a partir da próxima segunda-feira.

Em reunião realizada nesta terça-feira (2.4), a secretária Executiva da prefeitura, Maria Célia Vasconcellos, o presidente da Emusa, Guilherme Ribeiro, e a vereadora Tânia Rodrigues, acertaram os últimos detalhes para a retomada integral do serviço.

O Ponto a Ponto é gerido pela Coordenadoria de Acessibilidade da prefeitura, que está mobilizando as secretarias afins para que o trabalho passe a ter um perfil intersetorial e possa ser ampliado futuramente.

Fonte: Prefeitura Municipal de Niterói

Prefeito Rodrigo Neves lança programa "Morar Melhor", que vai construir 5 mil moradias em Niterói até 2016

 


Reafirmando o compromisso do seu governo de virar a página triste da tragédia das chuvas de 2010, o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, lançou nesta quinta-feira (4/4) o programa "Morar Melhor" que será responsável pela construção de 5 mil novas unidades habitacionais no município até 2016.

Segundo Rodrigo Neves, o "Morar Melhor" é mais uma parceria firmada entre a Prefeitura de Niterói e o governo federal. Terão prioridade para morar nas novas unidades, famílias vítimas das chuvas em 2010 e que recebem aluguel social, além das pessoas que vivem em áreas de risco na cidade. Os investimentos serão de R$ 370 milhões, sendo R$ 350 milhões do governo federal e R$ 20 milhões da administração municipal.
 
"O Morar Melhor é integrado ao programa Minha Casa, Minha Vida do governo federal. É uma prioridade do meu governo e da cidade. O Morar Melhor é a Prefeitura assumindo um compromisso de parceria com o governo federal. Um compromisso de integração, sinergia, organização de fluxos e de investimentos porque a Prefeitura vai colocar recursos do Fundo de Habitação e Regularização Fundiária para melhorar a infra-estrutura destes empreendimentos. Com o Morar Melhor, Niterói sai  de uma postura ausente, passiva da sua Prefeitura, para uma atitude pró-ativa", disse o prefeito.
 
O lançamento do programa "Morar Melhor" foi feito na presença do superintendente regional do Centro Leste Fluminense da Caixa Econômica Federal,  José Domingos Correa Martins, que assinou com o  prefeito o protocolo de intenções para a construção do primeiro dos empreendimentos do programa no bairro do Caramujo, na zona norte. Serão três prédios (dois com 232 unidades e o outro com 156).
 
Segundo o secretário municipal de Habitação e Regularização Fundiária, Marcos Linhares, a meta para este ano é começar a construir 2.000 unidades e entregá-las no ano que vem. De acordo com Linhares, bairros de todas as regiões de planejamento da cidade (Leste, Pendotiba, Oceânica, Norte e Praias da Baía) vão receber empreendimentos do "Morar Melhor". Entre as localidades beneficiadas, além do Caramujo, estão o Fonseca, Bairro de Fátima e Engenho do Mato.
 
O prefeito afirmou que foi arquivado um projeto da administração passada que previa a construção de cinco mil unidades habitacionais no Sapê, na região de Pendotiba. Segundo ele, esse projeto contraria a política urbana e habitacional e que o objetivo é construir pequenos condomínios em diversas regiões da cidade.

No programa "Morar Melhor" estão previstos também cursos de capacitação profissional para as famílias beneficiadas e também a construção de moradias exclusivas para idosos e deficientes físicos.
 
 
 

Linhares enumerou alguns problemas na cidade que justificam a importância do programa "Morar Melhor". Segundo ele, o município tem hoje cerca de 3.000 famílias recebendo o aluguel social,  possui um terreno com topografia desfavorável, tem muitas famílias de baixa renda sem acesso à moradias, além de uma enorme ocupação de áreas de risco e ambientais.
 
O prefeito Rodrigo Neves afirmou que o lançamento do "Morar Melhor" se integra a medidas adotadas pela Prefeitura para enfrentar os fenômenos climáticos, como por exemplo, o Plano de Chuvas de Verão em janeiro. Ele citou como ações importantes deste plano a instalação da primeira estação meteorológica do município no Parque das Águas, no centro, a parceria com o Centro de Operações da Prefeitura do Rio que fez com que Niterói passasse a ter uma base no local para monitorar o clima em tempo real, a implantação dos Nudecs (Núcleos de Defesa Civil) nas comunidades e a futura instalação de 29 sirenes em áreas de risco do município.

Rodrigo Neves falou ainda sobre a inclusão de Niterói no PAC das encostas que vai garantir o aporte de R$ 25 milhões do governo federal, dinheiro que será investido em obras de contenção de encostas no morro do Bonfim, no Fonseca,  além do Caramujo e do Holofote. Citou também o início das obras de contenção também na rua do Machado, no Caramujo, e da licitação para o início das intervenções do morro do Palácio, no Ingá.

O superintendente da Caixa, José Domingos Correa Martins, elogiou a iniciativa do prefeito Rodrigo Neves de lançar o "Morar Melhor".

"Esse programa é mais que um número, é mais que tirar as pessoas de condições de vida desumanas e sim de plantar a semente para o futuro. Tenho certeza do sucesso deste programa", afirmou.

O vice-prefeito Axel Grael, disse esperar que, com as parcerias da Prefeitura com a Caixa, o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e o governo federal, Niterói consiga reverter a estatística de ter 2,2% das moradias, ou seja mais de 10 mil moradias na cidade, que não possuem sequer banheiro.
 
 
 
 

Ballet de Niterói volta sob nova direção e espetáculo programado

 
Foto de Debora Nunes, O Fluminense.

Comemorando 21 anos, companhia volta a funcionar depois de uma crise em 2011, quando chegou ser fechada. Espetáculo Corda Friccionada está em fase final de ensaios

Autoridades da cultura da cidade se reuniram informalmente na tarde da última terça-feira, dia 2 de abril, no Teatro municipal de Niterói para comemorar os 21 anos da Companhia de Ballet de Niterói, completados em 1º de abril, que, depois de uma crise em 2011, quando chegou ser fechada, volta a funcionar com os ensaios para o espetáculo Corda Friccionada.

A turbulência enfrentada pela companhia perdurou por quase um ano, quando o então prefeito Jorge Roberto Silveira a extinguiu, após uma manifestação dos bailarinos por melhores condições de trabalho e salários, justificando que o grupo perdeu, com o tempo, seu caráter social, pois, de acordo com ele, foi criado com o principal objetivo de dar aulas a crianças carentes.

Para o diretor artístico da Cia de Ballet de Niterói, Pedro Pires, nomeado no fim do ano passado, isso não passou de um erro de interpretação, porque uma companhia oficial de dança não é criada para os profissionais darem aulas, ela é criada para fazer espetáculos.

“Se não você abre uma escola e não uma companhia. Eles não são professores, são bailarinos profissionais. É natural que o bailarino, quando para de dançar, dê aulas, mas isso é um segundo caminho. A função da companhia é trazer entretenimento e cultura, não a formação de outros bailarinos e sim de plateia. Mas eu também acho que, no futuro, poderemos, sim, fazer alguma coisa desse tipo, até porque somos uma companhia sênior (com bailarinos de 25 a 50 anos) e eles podem e devem ser aproveitados naquilo que conhecem profundamente. Muito melhor isso: serem usados no que eles sabem e fizeram a vida inteira, do que serem aproveitados num cargo administrativo, engessado”, explicou o diretor.

“A companhia passou por momentos muito difíceis e nós temos o compromisso de apoiá-los, fazer com que se desenvolva cada vez mais, tenha condições de manter o padrão de qualidade que sempre mostrou e que tenham uma ‘casa’ própria para ensaiar. Reiteramos esse compromisso para fazer também com que a população se identifique com essa expressão da cultura da cidade”. Axel Grael

Pedro Pires, juntamente com o grupo, presenteou o novo governo, sendo representado pelo vice-prefeito Axel Grael, com um porta-retrato com uma foto feita durante a última apresentação da Cia de Ballet de Niterói, no fim do ano passado, no MAC. Axel, representando o prefeito, reiterou o apoio do governo ao grupo.

“A companhia passou por momentos muito difíceis e nós temos o compromisso de apoiá-los, fazer com que se desenvolva cada vez mais, tenha condições de manter o padrão de qualidade que sempre mostrou e que tenham uma ‘casa’ própria para ensaiar. Reiteramos esse compromisso para fazer também com que a população se identifique com essa expressão da cultura da cidade”, afirmou o vice-prefeito.

Perguntado sobre a justificativa do antigo prefeito sobre acabar com a companhia, o secretário municipal de Cultura, Arthur Maia, disse que não é a companhia que resolve desenvolver as atividades, são o gestores do município.

“Acho importantíssimo a gente ter um corpo de ballet como esse. Quanto ao fato dela não ter a sua função social, a companhia é do município, depende dos gestores do município convocá-la para isso. Meu avô dizia que o diabo não gosta da água porque não sabe nadar. Então, eu acho que é uma fala equívoca, não talvez para a época, porque é aquilo, se você não gosta da coisa, como você vai tratar com carinho. Ao invés de acabar com os movimentos culturais devemos incentivá-los. Temos que replantar, não somente em cima do palco, mas também na cabeça das pessoas, a arte quanto desenvolvimento social”, revela o secretário.

Nova fase, nova sede, novas estreias

Um dos compromissos firmados, ainda durante a campanha eleitoral, pelo prefeito Rodrigo Neves, foi a conquista de uma sede para a Cia de Ballet de Niterói poder ensaiar, com uma sala de fisioterapia, uma para a administração, entre outras necessidades de trabalho. De acordo com o superintendente cultural Victor De Wolf, a sede definitiva será o Cinema Icaraí, mas, devido às obras no local, a sede provisória poderá ser o antigo Abrigo dos Bondes.

“Nós tivemos (nesta quarta-feira) uma reunião não conclusiva com um empresário da cidade, para convencê-lo de que essa nova casa pode ser do seu entendimento e que, assim, a companhia vai poder ter uma sede descente, de qualidade e bem adequada às necessidades. A sede definitiva vai ser no Cinema Icaraí, como já foi acordado entre o prefeito e o reitor da UFF. Lá vai ser a sede definitiva da companhia, mas como ainda está em processo de obra, licitação e tudo mais, o antigo Abrigo dos Bondes poderá ser uma sede temporária, porém com qualidade definitiva”, salientou o superintendente.

Para montar a coreografia da peça Corda Friccionada, o coreógrafo brasileiro radicado na Alemanha, Clébio Oliveira inspirou-se nas letras das músicas de Luiz Gonzaga, que contam a história do povo nordestino, como ele, mas não do litoral, e sim do interior, lembrando, principalmente, de questões reflexivas e políticas, como a seca, a migração e a miséria. São cerca de 15 bailarinos em cena, que irão se revezar entre os 22 da companhia.

“Achei que poderia ser interessante a gente fazer, não uma homenagem a Luiz Gonzaga, mas nos inspirarmos nas poesias e nas propostas que ele deixou nas letras que compôs durante a vida, de forma reflexiva, considerando também o centenário dele no ano passado”, sintetizou Clébio.

O espetáculo estará em cartaz no Teatro Municipal de Niterói, de 17 a 26 de maio. A diretora geral do teatro, Marilda Ormy, falou sobre a sua alegria de ter a companhia presente na programação 2013 e vivendo uma nova fase.

“Nos meses de abril e maio, eles estão trabalhando no Salão Nobre, algo que é histórico. Era lá que D. Pedro recebia seus convidados. Ter aqui a companhia com o espetáculo Corda Friccionada é maravilhoso. O que a gente tem que fazer é convidar todo mundo para ter o privilégio e a emoção de assisti-los. É uma honra a estreia ser nesse teatro”, argumenta Marilda.


     Fonte: O Fluminense

 

terça-feira, 2 de abril de 2013

Conheça cinco possíveis maneiras de melhorar o trânsito no Brasil


Os cariocas gastam quase uma hora e meia no percurso casa-trabalho / Foto: Rafael ArBr.

O total de veículos nas ruas do Brasil mais que dobrou nos últimos dez anos, atingindo o total de 64,8 milhões apenas em dezembro de 2010, segundo levantamento do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). E não para por aí, a Agência Internacional de Energia apontou que em 2035 haverá cerca de 1,7 bilhão de carros nas ruas.

O Rio de Janeiro, por exemplo, as pessoas gastam, em média, quase uma hora e meia no percurso casa-trabalho, sendo que 5% da população chega a perder mais de duas horas no trânsito. O EcoD mostrou que, entre os cariocas, o ônibus foi citado como principal meio de locomoção, com cerca de 47% de usuários, já 19% dos entrevistados na pesquisa vão a pé para o trabalho, 10% usam van, 3% o metrô, e 1% se locomove de trem.
Conheça possíveis maneiras para melhorar o trânsito do Brasil:
  • Compartilhamento de carros


O EcoD já mostrou que o chamado car sharing (compartilhamento de carros, em português) pode ser uma boa solução para pessoas que utilizam carros por curtos períodos de tempo. O modelo de aluguel de carros permite que o motorista utilize o automóvel e deixe-o em um lugar estratégico para que o próximo locatário possa dirigir.
Segundo um estudo da Universidade de San José, na Califórnia, feito com empresas do ramo nos Estados Unidos, um único automóvel pode ser usado por até 13 pessoas durante o dia.
A americana ZipCars, por exemplo, que detém quase metade do mercado mundial, cobra US$ 8,00 por hora de uso, em qualquer dia da semana, por exemplo. No Brasil, o valor varia entre cerca de R$13,00 e R$ 47,00.
  • Pedágio Urbano

Pedágio urbano em Estolcomo / Foto: Milton Jung

Cobrar pedágio nas áreas centrais da cidade mostrou ser uma solução de sucesso em Londres e em Cingapura. Os recursos arrecadados no pedágio são investidos no transporte público.
Bogotá foi o país pioneiro da América Latina a aderir ao modelo, em 2012. Segundo o prefeito da cidade, Gustavo Petro, a cobrança não é pela posse do carro e sim por utilizá-lo em áreas de riscos.
Além de ser uma ferramenta para combater o congestionamento, o pedágio urbano também auxilia as cidades a economizarem bilhões de dólares em perda de produtividade econômica, custos com saúde pública e ainda ajuda a melhorar a qualidade ambiental da região.
  • Corredores e faixas exclusivas para o transporte público

Corredores expressos para coletivos também são usados em Santiago, no Chile / Foto: Consulta tus Recorridos de Transantiago

Curitiba e Bogotá já utilizam esta solução, e cada vez mais cidades aderem ao modelo. Reservar uma faixa exclusiva para o transporte público é uma maneira de garantir agilidade no percurso, segundo especialistas. Na cidade brasileira, este sistema é utilizado desde 1974.

Um dos projetos para a Copa do Mundo de 2014 são corredores expressos, como previsto no Rio de Janeiro, que pretende beneficiar cerca de 1,5 milhão de passageiros diariamente. São: T5 (28 km de faixa exclusiva para ônibus ligando a Barra à Penha) e os BRTs (ônibus de trânsito rápido) na Avenida Brasil, Barra-Deodoro e Barra-Zona Sul.
  • Ciclovias e ciclofaixas



A bicicleta tem sido um meio de transporte muito utilizado atualmente nas cidades brasileiras. Mas, o perigo de pedalar entre os carros pode fazer com que algumas pessoas temam usar a bike como o principal meio de transporte.
A prefeitura de São Paulo, cidade conhecida por seus extensos engarrafamentos, pretende implantar 400 km de vias exclusivas para as bicicletas até 2016, o projeto é intitulado Sou + SP de Bicicleta.
Recentemente, ciclistas da capital paulista se reuniram para cobrar medidas de segurança no trânsito. A iniciativa foi motivada pelo acidente com o jovem de 21 anos, o limpador de vidros David Santos, que teve o braço decepado ao ser atingido por um carro em alta velocidade enquanto pedalava na ciclofaixa da Avenida Paulista.
  • Carros para mais passageiros e pistas de incentivo para caronas

Carona diminui emissões de CO2 / Foto: Daniel MS

Dados apresentados no EcoD apontam que se todas as pessoas que vão de carro ao trabalho pegassem uma carona uma vez por semana, o trânsito das cidades diminuiria 12%. Isso representa toneladas de CO2 que deixariam de ser emitidos e quilômetros de engarrafamento a menos.
Por isso, outra opção para diminuir o número de carros nas ruas é incentivar a carona. Nos Estados Unidos, por exemplo, foram implantadas pistas exclusivas para automóveis com mais de dois ou três passageiros, nas vias urbanas. A iniciativa é uma tentativa de motivar os motoristas a oferecerem caronas.
A carona solidária também pode ser uma boa opção. O modelo funciona tanto em empresas e escolas quanto para pessoas do mesmo bairro. O sistema é simples: basta encontrar alguém que tenha um itinerário parecido e combinar para que um dê carona ao outro.
Pode funcionar em revezamento (cada dia é utilizado o carro de uma pessoa) ou os “caroneiros” podem contribuir com uma quantia referente ao combustível, por exemplo. Não há limite de distância, pode ser uma carona para a próxima esquina ou até outra cidade. Saiba mais!
(texto originalmente publicado em EcoD)

Geração Y é menos dependente de carro, expõe pesquisa





Jovens estão cada vez menos propensos a utilizar carro próprio como meio de transporte

Dados de uma pesquisa divulgada no início de 2013 pela empresa norte-americana de compartilhamento de carros Zipcar revelam que o perfil das novas gerações quando se trata de uso e preferência pelo carro como meio de transporte é bastante diferente das anteriores.

A pesquisa online teve a participação de 1.015 pessoas, das quais 980 eram motoristas habilitados e 303 faziam parte da geração conhecida como “Y” ou “Millennials”, como são chamados os jovens de 18 a 34 anos. De acordo com o material, 44% dos jovens da geração Y tem optado conscientemente por dirigir menos, preferindo outras alternativas de locomoção, como caminhada, bicicleta, transporte público, sistemas de carona ou uso compartilhado de carro.

Quando o assunto era a preocupação ambiental como motivo para a escolha de meios alternativos ao carro, a taxa se manteve alta, em 43%. O alto custo relacionado à posse de um automóvel também foi bastante lembrado pela maioria dos integrantes do grupo. Chama a atenção a predisposição dos jovens, em torno de 57%, em deixar de usar o carro caso houvesse outras opções de transporte disponíveis em suas proximidades.

Um dos dados mais interessantes obtidos pelo levantamento é que, quando perguntados sobre qual tecnologia causaria maior prejuízo pessoal se não pudesse ser utilizada, o carro apareceu depois de itens como celular e computador, e ficou na frente apenas da televisão. O resultado obtido impressiona ainda mais quando comparado ao de outras faixas etárias: as pessoas acima de 34 anos ainda priorizam o carro mais do que qualquer dos outros três itens do questionário, principalmente as que têm mais de 54 anos. Ou seja, há uma diferença expressiva entre o comportamento dos mais velhos e o dos jovens de hoje quanto ao uso e apreço pelo automóvel.

Considerando opções variadas de transporte, como transporte público, bicicletas, carona solidária e aluguel de carros, versus o uso de carro próprio, a pesquisa também concluiu que aplicativos tecnológicos integrados a meios de transporte alternativos tendem a facilitar o uso e preferência pelos mesmos, contribuindo também para a diminuição da frequência com que esses jovens costumam dirigir.

Um olhar sobre o carro compartilhado

Deixar o carro pessoal em segundo plano é um hábito que tende a ganhar cada vez mais espaço na sociedade contemporânea, principalmente nas grandes cidades, onde as condições de mobilidade precisam caminhar para soluções mais inteligentes e sustentáveis. O que não significa que o uso do automóvel não tenha mais espaço, ou não possa ser repensado para atender a esses objetivos. Como, por exemplo, por meio de seu uso compartilhado, conforme apontou a pesquisa realizada pela Zipcar.

A mobilidade deve sempre considerar o meio de transporte utilizado e o tipo de uso que se faz dele, pois há opções mais adequadas para cada contexto e para as condições de transporte existentes nas diferentes localidades. Isso pode ser feito de muitas maneiras. Um exemplo interessante que reforça essa tendência, por exemplo, são as empresas que facilitam que os donos aluguem os próprios carros em São Francisco, nos Estados Unidos, promovendo o consumo colaborativo e compartilhado e dando um melhor uso para um bem que já possuem.

Fonte: Akatu

Universidades e fundações se unem para capacitar negócios sociais



O campo de negócios socias tem crescido nos últimos anos, com grandes organizações voltadas cada vez mais a investir em empreendimentos que possam produzir não só os resultados sociais, como a preservação ambiental e desenvolvimento econômico, mas também retorno financeiro. As estimativas são de que essa classe de investidores represente um mercado global de mais de U$ 500 bilhões nos próximos dez anos.

Para se ter uma idéia do crescimento, a Fundação Kellogg, uma das maiores fundações do mundo, comprometeu U$ 7 bilhões para investir diretamente em empresas com o perfil de negócios sociais, em que em suas missões tivessem envolvimento com criar condições que melhorem a vida de crianças vulneráveis, famílias e comunidades. O retorno do investimento já foi de 4,2% nos últimos dois anos – a meta é alcançar de 4 a 6%. A Fundação acaba de anunciar juntamente com a Escola de Negócios “Saїd Business School” da Universidade de Oxford o programa Oxford Impact Investing, que visa ajudar os investidores sociais e profissionais a pensarem estratégias e adquirir as habilidades necessárias para projetar transações inovadoras que possam maximizar a mudança social, com um esforço para avançar no campo dos negócios sociais.

A primeira edição do programa, que será realizada em abril, irá proporcionar aos investidores sociais, financiadores, profissionais financeiros e consultores de todo o mundo uma compreensão mais profunda de capital de risco, instrumentos financeiros, métodos de avaliação de crédito, como medir o impacto social e o retorno do investimento e como comunicar sobre o investimento. O programa irá ajudar os participantes a refinar sua estratégia de negócios sociais e equipá-los com as habilidades práticas para realizar projetos inovadores ma promoção da mudança social.

No Brasil, com a ideia de unir a academia e a expertise das fundações e organizações que atuam no campo social, a Fundação Getúlio Vargas possui um programa de Extensão Universitária, chamada de Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da Fundação Getúlio Vargas (ITCP-FGV).

A proposta é assessorar negócios inclusivos como estratégia de combate a pobreza a partir de uma nova forma de organizar a economia. O programa está ligado a readequação das tecnologias de gestão de negócios, economia e direito desenvolvidas na FGV para construir, junto às comunidades parceiras, tecnologias sociais que representem soluções efetivas para o combate a pobreza e democratização da economia. Fundada no segundo semestre de 2001 a ITCP-FGV já incubou mais de 60 Negócios Inclusivos, capacitou mais de 70 Entidades de apoio e Fomento à Economia Solidária e assessorou cerca 10 programas públicos de geração de trabalho e renda.

Para manter essa gama de atividades, um conjunto de parcerias, tanto no setor privado como público foi estabelecida, sendo as principais: FINEP, Instituto HSBC Solidariedade, Fundação Alphaville, Fundação, Stickel e a própria FGV.

Para a Superintendente executiva de sustentabilidade do Instituto HSBC Solidariedade, Claudia Malschitzky, a parceria entre o Instituto e ITCP/FGV fundamental para avançar no desenvolvimento de Tecnologias Sociais para construir soluções de qualificação do investimento social. “Pudemos fomentar o tema “Negócios Inclusivos” e dialogar com outros investidores o caminho possível de romper com a dependência exclusiva com as políticas de assistência social.”, relata Claudia.

Já para Conselheira da Fundação Alphaville, Mônica Picavêa, a expertise em gestão de grupos produtivos que o ITCP possui é o grande diferencial. “Nós investimos na Incubadora pois procuramos sempre disponibilizar para as comunidades as melhores opções para que eles se desenvolvam.”

Atualmente o ITCP-FGV também oferece consultorias para Bancos Comunitários e gestores públicos interessados em montar Incubadoras locais e Centros Públicos de Economia Solidária.

Outro exemplo de capacitação é a Usina de Ideias. Organizada pela Artemisia, organização referência em negócios sociais no Brasil, a Usina de Ideias desenvolve e articula pessoas para construir ou fazer parte de negócios com impacto social, por meio do conhecimento teórico, troca de experiências com atuais empreendedores neste campo e cocriação e teste de ideias de negócio social com uma comunidade de baixa renda. "Dentro da formação, além de aprender sobre as principais teorias deste novo setor, eles criam de fato um negócio social do zero podendo vivenciar os dilemas práticos que se colocam nas decisões de cada passo desse processo e os aspectos comportamentais exigidos a quem se propõe a criar uma empresa viável economicamente e que gera alto impacto social.", garante o diretor de desenvolvimento institucional da Artemisia, Renato Kiyama.


Fonte: GIFE
 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Vice-prefeito de Niterói, Axel Grael, participa da abertura do evento "Empresa Bacana"


Com o primeiro alvará de Microempreendedor Individual concedido. Da esquerda para a direita: vice-prefeito Axel Grael, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico de Niterói Fabiano Gonçalves, gerente do SEBRAE Américo Neto e secretária estadual de Trabalho e Renda Claise Maria. 

Evento feito em parceria entre a Prefeitura e o Sebrae tem como objetivo estimular trabalhadores autônomos a se enquadrarem na Lei do Microempreendedor Individual (MEI).

O vice-prefeito de Niterói, Axel Grael, participou na manhã desta segunda-feira (1/4), da abertura do "Empresa Bacana", evento realizado pela Prefeitura de Niterói através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico em parceria com o Sebrae-RJ, que tem como objetivo estimular trabalhadores autônomos a se enquadrarem na Lei do Microempreendedor Individual (MEI).

Representando o prefeito Rodrigo Neves, Axel Grael destacou a importância do “Empresa Bacana” para o município.

"Fiquei impressionado com a estrutura montada para atender os trabalhadores. Sabemos das dificuldades para se legalizar e esta é uma grande iniciativa para desburocratizar a legalização. É um grande ganho para a cidade que envolve esforços de todas as secretarias municipais numa grande parceria, que é a fórmula para uma gestão de sucesso”, afirmou Axel.
No estande montado ao lado do Terminal Rodoviário João Goulart, no Centro, estão disponibilizados todos os serviços necessários para que os trabalhadores já saiam de lá com o alvará provisório de seu negócio devidamente legalizado junto ao Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).

Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Fabiano Gonçalves, a iniciativa – inédita no município – tem tudo para colocar Niterói na vanguarda do empreendedorismo. “Este evento vai entrar para a história de Niterói. Como empresário, acompanhei diversas experiências deste tipo serem bem sucedidas em outras cidades e sentia muita falta deste incentivo em nosso município. Graças à visão desta gestão e da fundamental parceria com o Sebrae e com outras secretarias conseguimos viabilizar o “Empresa Bacana”. Mais do que a legalização, estaremos oferecendo aqui a oportunidade para que as pessoas mudem de vida”, ressaltou.

A secretária estadual de Trabalho e Renda, Claise Maria, primeira mulher a ocupar a pasta na história do Estado do Rio, exaltou a realização do evento e o bom relacionamento entre os governos estadual e municipal.

“Trata-se de um belo exemplo de uma parceria que deu certo e tenho certeza que vamos realiza-la em outras cidades. Niterói está de parabéns por esta iniciativa, que dá oportunidade para que as pessoas conquistem sua dignidade. A Secretaria de Trabalho e renda está à disposição para colaborar com estes cidadãos”, disse Claise Maria, acrescentando que a pasta oferece microcrédito aos pequenos empresários.

O gerente do Sebrae-RJ, Américo Neto, afirmou que o “Empresa Bacana” tem tudo para superar todas as expectativas durante sua realização, até o próximo dia 6.

“Niterói estava precisando de uma ação como essa. É um orgulho para o Sebrae essa parceria com a Prefeitura de Niterói. Tenho certeza que este será o primeiro de muitos eventos que realizaremos na cidade. Vamos transformar Niterói em um símbolo de empreendedorismo. A meta inicial é de que sejam realizados cerca de 500 atendimentos, mas tenho certeza de que conseguiremos dobrar este número até o sábado graças ao esforço de todos que estão envolvidos no projeto”, destacou Américo.

Alguns pré-requisitos são necessários para quem deseja se tornar um microempreendedor individual: faturar até R$ 60 mil por mês, não participar de outra empresa, como sócio ou titular, trabalhar sozinho ou ter no máximo um empregado e não possuir filial.

A legalização será feita gratuitamente. O futuro empresário pagará uma guia mensal,que reunirá os tributos federais, estaduais e municipais no valor de R$ 39,90 (R$ 33,90 para a Previdência Social; R$ 5 para o município - ISS - Imposto Sobre Serviços, quando a atividade for de serviço; e R$ 1 para o estado – ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, se tiver produtos comercializados).

O pagamento será realizado por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (Dasn), que pode ser emitido por qualquer pessoa, em qualquer computador ligado à internet, no Portal do Empreendedor (www.portaldoempreendedor.com.br). Também no Portal do Empreendedor é possível encontrar todas as categorias profissionais que podem se enquadrar na Lei do MEI.

Além dos serviços oferecidos, também vão acontecer palestras e cursos diariamente durante o “Empresa Bacana”, nos horários abaixo:

Dia 1/4/2013 – “Inovação e Competitividade” (16h); “Curso SEI Empreendedor” (18h)

Dia 2/4/2013 – “Como resolver conflitos e melhorar a comunicação na empresa” (11h); “A importância de ter uma boa marca” (16h); “Educação Financeira empresarial e Microcrédito” (18h).

Dia 3/4/2013 – “Como evitar problemas trabalhistas na sua empresa” (11h); “Como reduzir sua conta de luz” (16h); “Curso SEI planejar” (18h).

Dia 4/4/2013 – “Como contratar temporários” (11h); “Como tratar seu lixo e ainda reduzir custos” (16h); “Educação financeira empresarial e Microcrédito” (18h).

Dia 5/4/2013 – “Como elaborar um contrato social” (11h); “Boas práticas na manipulação de alimentos” (16h); “Curso SEI controlar meu dinheiro!” (18h).

Dia 6/4/2013 – “Empreendedor de sucesso” (11h).

Outras informações podem ser obtidas através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, através do telefone 2719-8339 ou pelo email smde@niteroi.rj.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo. .

Serviço “Empresa Bacana”

Data: 1º a 6 de Abril

Horário: 10h às 17 horas (segunda a sexta) e 10h às 15h (sábado).

Local: Tenda montada ao lado do Terminal Rodoviário João Goulart
 

Fonte: Prefeitura Municipal de Niterói

Quatro cidades da Baixada Fluminense estão entre as maiores do país sem tratamento de esgoto



Belford Roxo, na Baixada Fluminense, tem a segunda maior média do país de internação por diarreia, com 367,1 por 100 mil habitantes, atrás de Ananindeua, no Pará.

A falta de saneamento básico é uma das principais causas das doenças diarreicas no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o problema afeta principalmente a população de baixa renda e causa 88% das mortes por diarreia no mundo. Desse total, 84% são crianças. As diarreias são a segunda maior causa de morte de menores de 5 anos. Por ano, 1,5 milhão de crianças morrem por doenças diarreicas, frequentes nas estações chuvosas e em países quentes, já que inundações e secas aumentam o risco de cólera, giardíase, febre tifoide e infecção por Escherechia coli e Shiguella. No Brasil, elas representam 80% das doenças relacionadas ao saneamento inadequado.

Dados do Ministério da Saúde mostram que doenças do aparelho digestivo são a sexta causa de morte no país, enquanto as doenças infecciosas e parasitárias ficam em sétimo lugar. O sistema Datasus revela que o número de óbitos por doença diarreica aguda em menores de 5 anos de idade em 2010 foi 36 na região metropolitana do Rio de Janeiro e 46 no estado do Rio, chegando a 1.005 no Brasil, o que representa 2,1% do total de óbitos no país.

Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o número caiu 51% de 2003 a 2008. Apesar da melhora, a taxa de mortalidade por mil nascidos vivos em menores de 5 anos no Brasil era 18,6 em 2010, ante 32 no ano 2000. Uma das metas do Programa Brasil Carinhoso, de proteção à primeira infância, é reduzir as mortes por diarreia em 28% nessa faixa etária.

O estudo Esgotamento Sanitário Inadequado e Impactos na Saúde da População foi produzido pelo Instituto Trata Brasil , uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip). O documento, que reuniu dados dos 100 municípios mais populosos do Brasil de 2008 a 2011, mostra que a cidade com maior número de internações por diarreia por 100 mil habitantes é Ananindeua, no Pará, com índice de 1.210,9, seguido por Belford Roxo, na Baixada Fluminense, onde foram internadas, em média, 367,1 pessoas para cada 100 mil habitantes por ano.

Entre os 30 municípios com maior número de internações estão Nova Iguaçu (165,2) e São João de Meriti (138,4), também na baixada, além de São Gonçalo (114,5), na região metropolitana, e Campos dos Goytacazes (115,2), no norte fluminense. Duque de Caxias, na baixada, aparece na posição 37, com média de 58,6. O município do Rio de Janeiro está bem colocado, em quinto lugar, com média de 15 internações por doenças diarreicas por ano a cada 100 mil habitantes.

Em 2011, das 396 mil pessoas internadas por diarreia no Brasil, 14% moravam nos 100 maiores municípios analisados. Somente nas dez cidades com as maiores taxas foram 20 mil internações, o que corresponde a 35% do total da amostra analisada. O levantamento revela também que 53% das internações por diarreia foram de crianças, que são mais vulneráveis à falta de saneamento.

Em 60 das 100 cidades analisadas, o baixo índice de saneamento básico levou à alta taxa de internação. Nas 20 melhores cidades em taxa de internação, em média 78% da população era atendidos com coleta de esgoto. Nas dez cidades com maior índice de internação, menos de 30% da população tinham coleta de esgoto.

Fonte: Agência Brasil/EcoAgência
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Saiba mais sobre o ranking do saneamento publicado pelo Instituto Trata Brasil

Niterói: R$ 370 milhões para Habitação e R$ 25 milhões para Contenção de Encostas

FAZER DE NITERÓI UMA CIDADE RESILIENTE!!!

A matéria de hoje em O Globo Niterói (vide abaixo) aborda a vulnerabilidade urbana às ameaças climáticas e a gravidade do problema da ocupação de áreas de risco geotécnico em Niterói.

Desde o início da gestão do prefeito Rodrigo Neves, dentre outras missões, assumi o desafio de me responsabilizar pela Defesa Civil de Niterói e implantar uma gestão capaz de ajudar a cidade a superar o trauma do acidente do Bumba, que afetou também outras partes da cidade. As providências já tomadas foram:

CHUVAS DE VERÃO: O primeiro desafio foi apresentar logo nos primeiros dias do ano o Plano Chuvas de Verão,  para permitir que o governo estivesse preparado para as emergências climáticas. O Plano foi a base da atuação da Prefeitura nos vários momentos de chuvas intensas que enfrentamos nos primeiro trimestre.

PLANO DE CONTINGÊNCIA: O passo seguinte, que está ora em curso, é providenciar o avanço do planejamento para o Plano de Contingência da Defesa Civil de Niterói, que apresentará o detalhamento sobre as responsabilidades de cada órgão municipal, prestadores de serviços e outras organizações que atuam na cidade. O Plano de Contingência estará focado inicialmente nas emergências climáticas e, posteriormente, será ampliado para contingências florestais (incêndios em encostas) e ambientais (vazamento de óleo e produtos perigosos).

TECNOLOGIA: Outra providência foi dotar a Defesa Civil de Niterói de meios tecnológicos mais atualizados, principalmente para nortear as suas ações preventivas e o enfrentamento de situações de crise. Assim, foi providenciado, inicialmente, a integração de Niterói ao Centro de Operações do Rio de Janeiro / CORio, onde já temos uma representação que propicia um monitoramento meteorológico mais confiável, contando com a ajuda dos radares meteorológico da Prefeitura do Rio.

MONITORAMENTO CLIMÁTICO: Outra medida, foi o início da implantação de um rede de Estações Meteorológicas. A primeira já foi implantada no Parque das Águas, no Centro da Cidade. Uma segunda estação já adquirida, será implantada na Região de Pendotiba.

A matéria de O Globo Niterói publica os números que apresentamos à reportagem: Niterói possui 8.904 pessoas morando em áreas de risco. Surpreende, portanto, que apesar disso, na gestão passada, a Prefeitura deixou de apresentar projetos para o PAC do Risco, através do qual poderia ter captado recursos para investir em obras de segurança nas encostas. Consiguimos reverter a situação. Ainda na fase de transição passamos a negociar a inclusão de Niterói no programa federal e conseguimos garantir os primeiros recursos. Já asseguramos R$ 25 milhões para obras emergenciais em locais de maior emergência.

Também adiantamos na matéria, o anúncio que ocorrerá na próxima terça-feira, quando será lançado o Programa Morar Melhor, que prevê investimentos de R$ 370 milhões para a construção de 5.454 moradias até 2016, permitindo que praticamente se resolva o deficit de moradias na cidade.

Agora, a Prefeitura de Niterói inicia a sua atuação diretamente nas comunidades. No Morro do Cavalão, iniciamos o esforço de implantação das NUDEC's, os Núcleos de Defesa Civil, compostos por voluntários moradores na comunidade, que são multiplicadores das orientações da Defesa Civil, agentes de prevenção de riscos e recebem treinamento especial para ajudar os seus vizinhos em situação de emergência.

Além das encostas, as áreas de baixada também são vulneráveis às chuvas. O problema nestas áreas são as enchentes. Para preveni-las, a Prefeitura trabalha em um sistema preventivo de manutenção de microdrenagens (limpeza de bueiros, etc) e de macrodrenagem, para garantir o escoamento das águas.

Há muito ainda por fazer. Estamos apenas começando, mas os avanços alcançados nesses primeiros meses de gestão nos aproximam do nosso objetivo que é ver Niterói superar o trauma e alcançar o estágio de Cidade Resiliente. É o nosso objetivo!

Axel Grael

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Lixo em encosta do Morro do Holofote. Foto Hudson Pontes, O Globo Niterói.

Niterói tem 8.904 pessoas vivendo em área de risco

São 2.226 casas em 29 locais vulneráveis a desabamentos. Prefeitura anuncia pacote de obras de contenção

Luiz Gustavo Schmitt e Gabriel Cariello

Um mês após as chuvas de abril de 2010 terem atingido Niterói, a cearense Noêmia de Souza, de 38 anos, desembarcou na cidade com os três filhos e o marido. À procura de trabalho e com pouco dinheiro, o casal conseguiu alugar um puxadinho num prédio que abriga 11 apartamentos pendurados na encosta do Morro do Estado, onde, há três anos, morreram três pessoas num deslizamento de terra. O endereço da família, Rua Moacir Padilha 328, consta num cadastro de 2.226 casas que estão em 29 áreas suscetíveis a desabamento. A situação de Noêmia retrata uma estatística de que os niteroienses não podem se orgulhar: o município tem 8.904 pessoas vivendo em área de risco, conforme mostra esta terceira reportagem do GLOBO-Niterói sobre os três anos da tragédia do Morro do Bumba.

No estado, a cidade é a terceira no infeliz ranking de pessoas que moram em áreas de risco e só perde para Petrópolis, com 18 mil, e Nova Friburgo, com outras 12.991. Os números são do Departamento de Recursos Minerais (DRM), que mapeou as encostas de 67 municípios fluminenses e aponta a situação crítica de Niterói, em relatório elaborado em dezembro. Num dos trechos do documento, que se refere também a Angra dos Reis e Teresópolis, está sublinhado que há “possibilidade muito alta de ocorrência de escorregamentos com danos”:

— Agora que identificamos o problema, o importante é que o município faça os investimentos em prevenção — disse o presidente do DRM, Flavio Erthal.

Autor do plano municipal de redução de risco que alertava para a situação do Morro do Bumba — apresentado pela Universidade Federal Fluminense à prefeitura de Niterói, em 2007 —, o professor do Departamento de Engenharia Civil, Elson Antonio do Nascimento, diz que em três anos “pouca coisa mudou”.

— O que foi feito, desde então, foram obras emergenciais. Mas o plano elaborado pela UFF previa ações preventivas de estabilização de encostas que não foram feitas. Os locais continuam precisando de contenção e drenagem com urgência, sobretudo nas zonas Norte e Sul e no Centro — explicou.

Pedra atinge playground em Santa Rosa

O alerta do professor veio um dia após uma chuva forte provocar o deslocamento de uma pedra no Morro do Zulu, em Santa Rosa, que derrubou um muro, na última quarta-feira, e atingiu o playground de um prédio de classe média, na Rua Mário Viana 399.

— Por sorte, o incidente aconteceu por volta de 8h, e não tinha nenhuma criança brincando no parquinho. Se fosse à tarde, poderia ter matado uma criança — afirmou o morador do condomínio Mario Luiz Trevisan.

Ele acrescentou ainda que, da janela de seu apartamento, vê uma rocha do tamanho de um carro, na beira do precipício.

"...Axel Grael, que explicou que os morros do Holofote, Bonfim, Bombeiros e Caramujo serão contemplados com um pacote de 17 intervenções, que somam R$ 25 milhões em recursos do Programa de Aceleração do Crescimento".

Segundo a prefeitura, o Morro do Zulu é uma das 29 áreas de extremo risco da cidade. As outras são: Beltrão, Bonfim; Cachoeira; Coronel Leôncio; Cova da Onça (dois pontos); Morro do Estado; Morro do Céu (dois pontos); Morro da Penha; Morro do 340; Alarico de Souza; Santa Bárbara (dois pontos); Tenente Jardim; Santo Inácio; Comunidade da Biquinha; Grota do Surucucu; Travessa Iara; Viradouro; Morro do Palácio; Igrejinha/Ponte Velha; Comunidade da Rua 20; José Leomil; Ladeira do Quebra; os morro do Arroz e da Chácara; e o Bairro de Fátima.

A prefeitura de Niterói anunciou que fará obras de contenção em outras quatro regiões de risco mapeadas pela Defesa Civil. A informação foi passada ao GLOBO-Niterói pelo vice-prefeito, Axel Grael, que explicou que os morros do Holofote, Bonfim, Bombeiros e Caramujo serão contemplados com um pacote de 17 intervenções, que somam R$ 25 milhões em recursos do Programa de Aceleração do Crescimento.

— São obras de contenção e drenagem em encostas — explicou Grael, antecipando ainda que estão previstas, para o início de abril, a conclusão de intervenções do PAC que previam a contenção de taludes na Grota do Surucucu e em outras comunidades.

"Grael adiantou ainda que, na próxima terça-feira, será lançado o programa Morar Melhor, que prevê investimentos de R$ 370 milhões para a construção de 5.454 moradias até 2016".

O vice-prefeito prometeu ainda para esta semana a licitação das obras de estabilização do Morro do Palácio — onde morreu Julia Gonçalves, de 13 anos, após um deslizamento, em janeiro. Ele disse também que foi retomado o projeto Núcleos de Defesa Civil Comunitária (Nudecs), iniciado na gestão do ex-prefeito Jorge Roberto Silveira. A ideia é ensinar procedimentos de emergência aos moradores de casas em áreas com potencial de desmoronamento:

— Na semana passada, terminamos o primeiro treinamento de 20 voluntários no Morro do Cavalão — afirmou o vice-prefeito, que pretende acrescentar aos Nudecs a instalação de sirenes de alerta em favelas, já a partir do segundo semestre.

Grael adiantou ainda que, na próxima terça-feira, será lançado o programa Morar Melhor, que prevê investimentos de R$ 370 milhões para a construção de 5.454 moradias até 2016.

Fonte: O Globo Niterói