quarta-feira, 13 de julho de 2011

PROJETO GRAEL: formatura e matrículas para o próximo semestre



Projeto Grael forma alunos do 1º semestre e abre inscrições para dez cursos gratuitos na área náutica.

Matrículas começam dia 18 de julho para dez oficinas

A formatura dos cerca de 300 alunos do primeiro semestre dos cursos oferecidos pelo Projeto Grael, em Niterói, será tomada por uma festa caipira na próxima sexta-feira (15), às 14h, na sede do Instituto (Rua Carlos Ermelindo Marins 494 – Jurujuba). Antes da entrega dos certificados, os jovens se esbaldarão em brincadeiras como dança das cadeiras, pescaria, casamento na roça, além das variadas comidas típicas das festas do meio de ano.

Somente neste primeiro semestre, cerca de 15 jovens das diferentes oficinas profissionalizantes, entre capotaria e mecânica, por exemplo, foram inseridos no mercado de trabalho.

As inscrições para o segundo semestre de 2011 serão abertas na segunda-feira (18) para os dez cursos gratuitos. As vagas são limitadas. As aulas começarão dia 8 de agosto, juntamente com o calendário escolar.

As sete oficinas profissionalizantes e os cursos de Optimist e Dingue, além da natação de segurança para navegação, são destinados a crianças a partir de nove anos e jovens de até 24 anos que estejam cursando ou tenham concluído o ensino médio em escola pública. Desde que foi implantado, há 13 anos, o Projeto Grael já formou mais de 10 mil jovens da rede pública de ensino.

Para fazer a matrícula são necessários os seguintes documentos: atestado de matrícula ou de conclusão do Ensino Médio em escola pública; cópia da identidade ou da certidão de nascimento (para menores de 18 anos); cópia da carteira de identidade do responsável (para menores de 18 anos); cópia da carteira de identidade e do CPF (para maiores de 18 anos).

As matrículas deverão ser feitas de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na sede do Projeto Grael, na Avenida Carlos Ermelindo Marins, 494 – Jurujuba, Niterói/RJ. Mais informações: (21) 2711-9875 ou secretaria@projetograel.org.br .

Confira os cursos oferecidos pelo Projeto Grael:

Desenvolvimento Esportivo – é aqui que os jovens aprendem a velejar pela primeira vez. Os cursos oferecidos neste programa são: natação para a vela, Optimist Básico I e II, Optimist Avançado I e II; Dingue Básico I e II e Dingue Avançado I e II

Iniciação Profissionalizante: Marcenaria Náutica, Mecânica para motor a diesel, Mecânica para motor de popa, Fibra de vidro, Eletroeletrônica, Refrigeração e Capotaria.

Saiba mais sobre o Projeto Grael

O Projeto Grael foi criado há 13 anos, por uma iniciativa dos irmãos e velejadores Torben, Axel e Lars Grael e Marcelo Ferreira. Atualmente, Axel Grael, ex-presidente da Feema e também velejador, é o presidente do Instituto. Desde a sua fundação, o Projeto Grael, também conhecido como Instituto Rumo Náutico, vem desenvolvendo uma metodologia própria de esporte e educação, que serviu como base para outros programas semelhantes, como o Navega São Paulo, do Governo do Estado de São Paulo e o Projeto Navegar, iniciativa federal desenvolvida em diversas cidades brasileiras. Além disso, as cidades de Vitória (ES) e Maricá (RJ) já acolheram núcleos do Projeto Grael.

A iniciativa já conquistou reconhecimento internacional com prêmios e chancelas recebidas de instituições, como a Federação Internacional de Vela (Isaf), a Unesco, dentre outras. Mais de 10 mil jovens que passaram pelo Projeto Grael desenvolveram, além da prática da vela e de conhecimento profissionalizante para o mercado náutico, o conceito de cidadania.

Velassessoria - relações com a imprensa
Mariane Thamsten - Jornalista
(21) 8227-6713

Conselho de Turismo da CNC repercute palestra sobre Turismo Náutico


Conselho da CNC comanda palestra sobre turismo náutico

Axel Schmidt Grael, presidente do Instituto Rumo Náutico/Projeto Grael, e Ricardo da Fonseca Poppe de Figueiredo, chefe do Serviço de Vigilância e Controle Aduaneiro da Alfândega do Porto do Rio de Janeiro (Sevig), foram os palestrantes sobre o tema Operações do Turismo Náutico – Tendências e Perspectivas realizada pelo Conselho de Turismo da CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, no Rio de Janeiro.

Ex-dirigente de órgãos públicos, como a Fundação Estadual de Engenharia do Meio-ambiente (Feema), Grael afirmou que o Brasil se encontra diante de uma enorme oportunidade para avançar no segmento náutico, em razão das extensões de águas oceânicas e interiores, que perdem para pouquíssimos países do mundo, aliadas a um clima muito favorável à navegação de Norte a Sul, em todas as estações do ano..

Ricardo da Fonseca Poppe de Figueiredo, por sua vez, abriu sua palestra com a informação de que o Serviço de Vigilância e Controle Aduaneiro da Alfândega do Porto do Rio de Janeiro dispõe de normas específicas, voltadas a eventos internacionais realizados no País e que valem para embarcações em qualquer nível. O conteúdo completo das palestras está disponível AQUI.
 
Fonte: CNC - Confederação Nacional do Comércio
 
Síntese da palestra sobre Turismo Náutico no Brasil

Regata PAQUETÁ SUSTENTÁVEL fará parte das comemorações dos 80 anos do Cristo Redentor


REGATA PAQUETÁ SUSTENTÁVEL


- CRISTO REDENTOR: 80 ANOS -


Aviso de Regata


DATA: 13 de Agosto de 2011

LOCAL: Largada no Rio Yacht Club – Estrada Leopoldo Fróes 418 – Enseada de São Francisco – Niterói/RJ.

PROMOÇÃO:
Projeto Grael - Comemoração dos 13 anos da organização
Rio Yacht Club - Projeto Centenário do RYC (1914-2014)
Paquetá Iate Clube - 30 anos da Patescaria de Paquetá

APOIO:
CRISTO REDENTOR: 80 ANOS
PROJETO PAQUETÁ SUSTENTÁVEL
Revista VELEJAR E MEIO AMBIENTE
FEVERJ -FEDERAÇÃO DE VELA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE VELEIROS CLÁSSICOS – EVENTO OFICIAL DA ABVCLASS.

CLASSES CONVIDADAS:
Vela Oceânica nas classes – ORC Geral (cálculo por TMF); BRA/RGS Geral; Veleiros Clássicos; Cruzeirão Bico de Proa; Velamar 22’; J 24’; MV 25’; Fast 230; Veleiros 23’.

PERCURSO:
Largada em frente ao Rio Yacht Club (Niterói) às 12:00 e chegada nas proximidades do Paquetá Iate Clube na Ilha de Paquetá – Rio de Janeiro. Informações complementares nas Instruções de Regata – I.R..

PROGRAMAÇÃO:
Inscrições – No RYC; Projeto Grael e Revista Velejar até às 12:00 do dia 13/08/2011
Largada – Tiro de atenção às 12:00 do dia 13/08/2011
Premiação – No PIC às 19:00 do dia 13/08/2011 no evento Luar de Paquetá.

ATENÇÃO: no dia 14/08/2011 – 30ª Patescaria de Paquetá – PIC até a Marina da Glória.
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MAIS DO QUE UMA REGATA: A UNIÃO DE PESSOAS E DE ESFORÇOS EM TORNO DE PAQUETÁ E DA BAÍA DE GUANABARA.

SAIBA TUDO O QUE ESTÁ ASSOCIADO À INICIATIVA DA REGATA:

A REGATA:

A Regata Paquetá Sustentável, que acontecerá no dia 13 de agosto de 2011, tem por objetivo reunir velejadores em uma atividade diferente das demais atividades do calendário anual, convidando-os a confraternizar na bucólica Ilha de Paquetá, usufruindo a infraestrutura e a hospitalidade do Paquetá Iate Clube, que está programando uma grande recepção para todos os participantes.

Mais detalhes sobre a regata serão divulgados nos próximos informes e na Instrução de Regatas que ainda será divulgada.

PAQUETÁ SUSTENTÁVEL

Trata-se de uma união de esforços de moradores e frequentadores da Ilha de Paquetá, empresários, militantes de organizações sociais e ambientalistas, velejadores, professores universitários e profissionais de órgãos públicos, dedicados a fazer da ilha um exemplo de sustentabilidade que possa influenciar outros bairros do Rio de Janeiro.

CRISTO REDENTOR: 80 ANOS

A estátua do Cristo Redentor, no alto do Corcovado, completa 80 anos. Reconhecido como uma das maravilhas do mundo, o monumento é uma das mais conhecidas marcas e um dos mais visitados pontos turísticos da cidade do Rio de Janeiro. Para comemorar o aniversário do Cristo Redentor, uma longa agenda de eventos ecumênicos estão sendo organizados pela Arquidiocese do Rio de Janeiro, pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e por empresas patrocinadoras.

A convite dos organizadores das comemorações do Cristo Redentor, a Regata Paquetá Sustentável fará parte da programação oficial, podendo receber apoio de seus patrocinadores.

PATESCARIA - REGATA LUAR E PAQUETÁ
A Patescaria náutica já é um evento tradicional, sendo realizado há 30 anos. Neste ano, acontecerá no domingo, dia 14 de agosto, no dia seguinte da Regata Paquetá Sustentável. A regata inicia-se nas proximidades do Paquetá Iate Clube e chega na Marina da Glória, onde a revista Velejar e Meio Ambiente oferece uma grande confraternização e quando é feita a entrega dos prêmios.

PROJETO GRAEL: 13 ANOS

O Projeto Grael realiza uma regata anual para comemorar o aniversário da sua fundação, em 1998, por iniciativa de Torben Grael, Lars Grael e Marcelo Ferreira e outros velejadores. A competição, que faz parte do calendário oficial de regatas da Federação de Vela do Estado do Rio de Janeiro (FEVERJ), é organizada pelos alunos e pela equipe de velejadores e profissionais do Projeto Grael.

O Projeto Grael é um programa esportivo, educativo, social e ambiental desenvolvido pelo Instituto Rumo Náutico, com sede em Niterói-RJ. Dedicado a estudantes da rede pública de educação, o Projeto Grael ofecere cerca de 800 vagas/ano para cursos de iniciação a esportes náuticos, programas profissionalizantes, além de ações diretas de defesa da Baía de Guanabara.

RIO YACHT CLUB- PROJETO DO CENTENÁRIO (1914-2014)

O Rio Yacht Club, conhecido como Sailing, é um dos mais antigos e tradicionais clubes náuticos do país. Apesar de pequeno, reúne velejadores com dezenas de campeonatos mundiais, sete medalhas olímpicas e títulos como da Volvo Ocean Race (regata de volta ao mundo). Dentre estes velejadores medalhistas olímpicos destacam-se Torben e Lars Grael, Marcelo Ferreira, Clínio de Freitas e Isabel Swan. Também são destaques do Sailing, os tricampeões mundiais da Classe Snipe, Axel e Erik Schmidt.

PAQUETÁ IATE CLUBE

O Paquetá Iate Clube, que tem origens na década de 1950, é um velho conhecido de muitos velejadores da Baía de Guanabara. O clube está envolvido em várias das dimensões da Regata Paquetá Sustentável. Além de alguns de seus associados estarem entre os líderes da iniciativa Paquetá Sustentável, o clube será o anfitrião dos participantes da Regata Paquetá Sustentável e é o promotor da Patescaria.

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MAIS INFORMAÇÕES NO PROJETO GRAEL
Telefone: (21) 2711-9875
E-mail: secretaria@projetograel.org.br
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terça-feira, 12 de julho de 2011

"ONDE VAMOS PARAR...?": críticas de Torben Grael aos duvidosos rumos da vela

REVISTA SEAHORSE PUBLICA AS CRÍTICAS DO VELEJADOR TORBEN GRAEL AS MUDANÇAS RECENTES NAS REGRAS DA VELA

Torben Grael: maior medalhista olímpico brasileiro e velejador com maior número de medalhas olímpicas da história da vela mundial.


DISCUSSION: Dock Talk:

TORBEN GRAEL - WHERE ARE WE GOING?
 
Brazilian Torben Grael has the highest number of Olympic medals in his country, and holds the highest number of medals in the history of Olympic sailing. A lot has changed in the sport since Torben won the silver medal in the Soling class at the 1984 Games, and he is not certain about much of it. Here are his remarks, republished from the July 2011 edition of Seahorse magazine:

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As an Olympic sailing veteran I ask myself this question very often. Since I started my Olympic career so much has changed in our sport; some changes were great as the introduction of female classes but some others were nonsense:

Rules

It took me 25 years to learn them (at least the ones we used most); then some clever people decided we should have more simple ones. The idea was great but the reality is not, as simple rules left many holes that were slowly amended and now we are back to the same complicated set of rules with one difference: they are different and I won’t even bother to learn them again as they keep changing anyway.

Starting sequence

We use to have something simple that worked pretty well: 10 minutes, 5 minutes, 1 minute and start. If there was a subsequent start the RC could opt to go straight to the 5 minute. Then some clever people decided that we should go straight to the 5 minute. As a result you have only 1 minute after the attention is given and many times people don’t manage even to make it to the line. So now either boats stay very close to the RC or the committee has to improvise with ways to advise you that they will soon start a sequence!

Finally why bother trying to start without the black flag? It is such a waste of time, especially these days when we spend more time hanging around than racing.

Coach boats

In the past we had an equal field with each team on its boat. And that was it. We had to sail to and from the course and it was the same for everyone. Then some clever people decided it was ok to allow coaches and coach boats. The result is now we have more RIBs out there than boats.

And now some teams are investing fortunes into America’s Cup first-shift technology. Is this what we want? More costs, more people travelling, more costs, more housing, more costs... and what for? Didn’t we sail back safely, even in a windy place like Pusan, a light place like Barcelona or a distant place like Savannah?

Courses

We used to have fair, long races with a good balance between the start and the rest of the race. We used to reach. How boring are these endless windward/leeward races no matter how much it is blowing. Once you spent 3 hours on the water and raced at for at least 2 hours. These days you spend up to 8 hours on the water and consider yourself lucky if you race for the same 2 hours.

Medal Race

There were 7 races. It wasn’t easy to win before the end but it was possible. Then we went for 10 short races. The more you have, the more likely it is someone will win in advance.

Then some clever people decided that winning in advance is bad for the sport and came up with the brilliant idea of the medal race. A short sh!tty race that counts double. It is good for media they said. What I see is that people still win in advance (Robert Scheidt in Miami and Hyeres; Iain Percy in Palma; Ben Ainslie in Hyeres and so on). On the final day I see nothing but coach boats out there. But then when you arrive ashore there’s nobody left in the marina. Everyone else has packed and left already.

Classes

Classes should be decided now for the 2020 Olympics, not for 2016. We need stability and changes should be well thought out. There should be merit and a technical reason for a class to be at the Games. They should represent the reality of our sport. Laser and Finn are exactly the same kind of boat. 470 man and 49er are not that different either.

Stop the politics! How did you ever take away the multihull when the whole world seems to be going that way? Stop the nonsense before it is too late. While there is something left.

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Seahorse magazine is available in several formats for consumption. If you would like to take advantage of a special Scuttlebutt promo rate, here are the information links:

Print - http://tinyurl.com/6db3tjg
Digital book - http://tinyurl.com/66tyouy

Fonte: Sailing Scuttlebutt

Leia outra entrevista de Torben Grael sobre as mudanças na vela.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

América Latina é a segunda região que mais investe em energias renováveis



A América Latina foi em 2010 a segunda região do mundo que mais investiu no setor das energias renováveis, com aumento de 39% com relação ao ano anterior, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas divulgado nesta quinta-feira (7).

O setor das energias renováveis recebeu em 2010 no mundo todo investimentos no valor de US$ 211 bilhões, 32% a mais que em 2009 e 540 % acima do valor de 2004.

O relatório do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) assinala que o aumento do número de fazendas eólicas da China e de pequenas plantas solares nos edifícios europeus foram os principais responsáveis pelo aumento significativo dos investimentos em 2010.

Contudo, o documento também aponta que, pela primeira vez, as economias em desenvolvimento superaram às dos países desenvolvidos em termos de “novos investimentos financeiros”, ou seja, o gasto em projetos de energias renováveis de grande escala e o fornecimento de capital a companhias deste setor.

No capítulo “Novos Investimentos Financeiros”, os países em desenvolvimento destinaram US$ 72 bilhões, US$ 2 bilhões a mais que os países desenvolvidos.

Entre as nações em desenvolvimento, a China foi a que mais investiu em energias renováveis em 2010, com US$ 48,9 bilhões, 28% a mais que em 2009.

A América Latina foi a segunda região do mundo, já que aplicou US$ 13,1 bilhões, um aumento de 39% comparado ao ano anterior.

O Oriente Médio e a África empregaram US$ 5 bilhões, um aumento de 104%, a Índia US$ 3,8 bilhões – 25% de aumento, e os países em desenvolvimento da Ásia (excluindo China e Índia), US$ 4 bilhões – 4% a mais que 2009.

O diretor-executivo do PNUMA e o subsecretário-geral da ONU, Achim Steiner, comunicou em nota oficial que “o crescimento sustentável deste segmento central da economia verde não é uma casualidade”.

“A combinação de objetivos estabelecidos pelos governos, políticas de apoio e fundos de estímulo estão sustentando o crescimento do setor de renováveis e aproximando a transformação que tanto é necessária no nosso sistema de energia global”, acrescentou Achim.

AMÉRICA LATINA

Na América Latina, o Brasil, o México, o Chile e a Argentina foram os líderes em investimentos de energias renováveis.

O Brasil foi o principal investidor da região, já que empregou US$ 7 bilhões. Porém, paradoxalmente o número foi 5% inferior ao de 2009.

O relatório assinala que a queda de 2010 – que apontou uma baixa contínua em 2009 de 44% – foi consequência da “consolidação do setor de biocombustíveis brasileiro que está em grande medida fragmentado”.

“Não foi por falta de interesse, simplesmente ficou concentrado em fusões e aquisições que não são contabilizadas como novos fundos para esse setor”, acrescentou o relatório.

E a consolidação do mercado brasileiro vai continuar nos próximos anos porque ainda tem 220 empresas no mercado de etanol, embora apenas 10 tenham capacidade para gerar mais de 10 milhões de toneladas do combustível.

No México, os investimentos aumentaram 348% em 2010, até chegar a US$ 2,32 bilhões, principalmente em energia eólica, mas também em geotérmica, devido à decisão das autoridades mexicanas de aumentar a capacidade das energias renováveis do atual 3,3% ao 7,5% para 2012.

O grande filão desta política é a energia eólica porque os planos do governo mexicano assinalam que 4,3% da energia total do país terão que ser originadas em fazendas de vento. Em 2010, o México financiou 988 megawatts de potência de energia eólica.

No Chile, onde o objetivo é providenciar para que 10% da energia seja renovável até 2025, os investimentos totalizaram US$ 960 milhões, um aumento de 21% comparado a 2009.

Da mesma forma, a Argentina estabeleceu para 2016 que 8% do setor energético proceda de fontes renováveis o que significou em 2010 a multiplicação por sete até chegar a US$ 740 milhões.

Já no Peru, o governo fixou que 5% será proveniente de energias renováveis até 2013. No ano passado, os investimentos chegaram a US$ 480 milhões – mais que o dobro em 2009 – destinados principalmente a pequenas centrais hidroelétricas e a plantas de etanol e biomassa.

Na China, o aumento expressivo dos investimentos esteve dirigido pelo crescimento das fazendas eólicas, que abocanharam 78% da soma durante o ano e acrescentaram 17 GWh de potência ao país.

No final de 2010, a capacidade total das fazendas eólicas chinesas era de 42,5 GWh, a maior do mundo e dez vezes mais que a Dinamarca.

Reportagem da Agência EFE, no Folha.com.

domingo, 10 de julho de 2011

Projeto Grael conclui com sucesso o I Workshop de Energia Solar

Jorge Monteiro, instrutor do curso de Elétrica e Eletrônica, do Programa Profissionalizante do Projeto Grael, ensina sobre as instalações de Placas Fotovoltáicas.
 
Jorge Monteiro utiliza o barco "Peixe Galo", embarcação movida a energia solar do Projeto Grael, para exemplificar o uso da tecnologia solar.

Ao longo da semana (de 6 a 9 de julho), o Projeto Grael organizou o I Workshop sobre Energia Solar e Mudanças Climáticas.

A atividade reuniu profissionais do setor, alunos do Projeto Grael e outros interessados.

No sábado, dia 9 de julho, houve o encerramento do evento, com uma aula prática sobre instalações elétricas. Para exemplificar como instalar equipamentos solares, o instrutor de Elétrica e Eletrônica do programa profissionalizante do Projeto Grael, Jorge Monteiro, utilizou o barco solar "Peixe Galo", do Projeto Grael.

"Peixe Galo", barco solar do Projeto Grael.

Lars Grael inspira ambiente no Casa Cor Paraná


Deck Náutico Lars Grael da Casa Cor PR 2011

Acessibilidade é foco do Deck Náutico Lars Grael, projetado pela arquiteta Francielle Henrique Lucena. Com 305 m² divididos em casa, área externa e deck, o ambiente da Casa Cor Paraná foi construído para homenagear o velejador brasileiro e medalhista olímpico Lars Grael. O espaço é dominado por soluções que facilitam a vida do usuário e a homenagem a Grael está presente em cada detalhe, desde frases, instrumentos, paisagens e até objetos, como o tapete que simboliza a medalha de bronze, seu maior título olímpico.

A tecnologia empregada na construção da casa é a Steel Frame, que substitui processos e materiais convencionais, por processos e materiais industrializados. O concreto da estrutura foi substituído pelo aço galvanizado, e os fechamentos de alvenaria por chapas prontas para receber o acabamento.

Internamente, as paredes e forro são de dry wall, telha cerâmica, piso antiderrapante e esquadrias em PVC. Externamente, a estrutura metálica recebeu acabamentos em vidro. O deck é em madeira autoclavada. Destaque para as esculturas de faróis, o barco a vela e a cortina de água, em miniaturas, executadas pelo escultor Arley Lopes.
Fotos: Divulgação

Fonte: Decoração EstiloRS

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Nova espécie de mamífero é descoberta nas retingas do Rio de Janeiro

Cerradomys goytaca, habitante fluminense que só agora a ciência descobriu.

Brasília (24/06/2011) - Cerradomys goytaca ou ratinho-goytacá. Estes são os nomes científico e popular dados pelos pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) a uma nova espécie de mamífero descoberta no Parque Nacional Restinga de Jurubatiba, unidade de conservação fluminense gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O nome se deve ao fato de a espécie estar restrita à região litorânea do norte fluminense, antigamente habitada pelos índios Goytacazes. Estudos morfológicos e genéticos conduzidos pelos pesquisadores William Correa Tavares, Leila Maria Pessôa e Pablo Rodrigues Gonçalves, da UFRJ, logo mostraram que as espécies mais aparentadas ao ratinho-goitacá estão no cerrado (por isso, “Cerradomys” = rato do Cerrado).

Com a descoberta dessa espécie, novos estudos estão sendo desenvolvidos para entender sua origem evolutiva, ecologia, comportamento e como as transformações regionais causadas pelo homem poderão afetar as populações do animal.

A descoberta contrariou as expectativas de que toda a fauna das restingas teria fortes conexões com a fauna da Mata Atlântica. Apesar das distinções de temperatura, salinidade e umidade entre restingas e florestas atlânticas, as pesquisas científicas realizadas até então mostravam que as espécies de mamíferos das restingas eram as mesmas encontradas nas florestas atlânticas adjacentes.

Mas tal hipótese, de que a restinga seria apenas um subconjunto da biota da Mata Atlântica, caiu por terra com a descoberta dessa nova espécie de roedor exclusiva das restingas de Jurubatiba. Os pesquisadores descreveram recentemente a espécie, e derrubaram a tese até então corroborada, em um artigo publicado no fascículo de junho da revista internacional Journal of Mammalogy.

O ratinho-goitacá habita preferencialmente as moitas de Clusia, a árvore mais comum na parte mais aberta da restinga, ao contrário de outros mamíferos de pequeno porte que preferem as matas mais úmidas.

Durante o dia ele permanece em seu ninho em meio às bromélias ou mesmo nos galhos da Clusia. Já à noite ele sai para realizar suas atividades, dentre elas, um delicioso banquete com coquinhos do guriri ou juruba, famosa palmeirinha que deu nome ao Parque. O ratinho-goitacá é um dos principais consumidores e dispersores.

Segundo o chefe do parque, Carlos Alexandre Fortuna, a consolidação do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba e o progressivo fortalecimento da UFRJ em Macaé têm contribuído para um avanço científico sem precedentes no conhecimento sobre a biodiversidade preservada nas restingas da região. “Alguns avanços são representados pelo crescente reconhecimento das restingas como berçários de novas espécies na Mata Atlântica, especialmente de pequenos mamíferos, reforçando a necessidade de preservá-las”, frisou Fortuna.

Ascom/ICMBio
(61) 3341-9280

Fonte: ICMBio

terça-feira, 5 de julho de 2011

Em 30 anos não teremos mais carros tradicionais com motores a combustão



En 2030 los vehículos de combustión tradicional habrán desaparecido

El secretario de Comercio adjunto del Gobierno de Estados Unidos, el español Juan Verde, ha afirmado que la totalidad de los vehículos de combustión tradicional habrá desaparecido en 2030, a pesar de que en la actualidad ocupan el 99,9% de la cuota de mercado.

Verde, que hizo estas declaraciones en el Foro TIC y Sostenibilidad, celebrado en Sevilla, explicó que su previsión es que en 2040 los únicos vehículos que circularán por las carreteras de todo el mundo serán los impulsados con pila de combustible (hidrógeno).

"El coche híbrido de enchufe, que en 2030 ocupará una cuota de mercado del 22%, desaparecerá en 2040; el coche híbrido convencional, que llegará a una presencia del 40% en 2020, desaparecerá en 2035, y el coche con célula de combustible ocupará el 100% del mercado en 2040", añadió.

Asimismo, el secretario de Comercio adjunto de la Administración Obama resaltó que la innovación "reduce los precios" y explicó que la creatividad, la innovación y el espíritu emprendedor serán el motor del modelo económico del futuro.

El responsable adjunto de la cartera de Comercio en Estados Unidos resaltó la importancia de las energías limpias en el sector del automóvil, debido a que el barril de petróleo "no bajará a medio plazo de los 50 dólares".

Además, ante la incidencia del cambio climático y del aumento de la población mundial, apoyó una modificación del modelo de la producción de energía. Así, recordó que la inversión mundial en energías limpias ha pasado de 52.000 millones de dólares (35.862 millones de euros al cambio actual) en 2004 a 243.000 millones de dólares (167.586 millones de euros) en 2010.

Fonte: ECOticias

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COMENTÁRIO DE AXEL GRAEL:

A previsão de que em poucas décadas o perfil do transporte será completamente diferente é uma opinião convergente de diversos especialistas. Portanto, já podemos começar a nos despedir dos nossos automóveis, pelo menos como estes são hoje.

O abandono da dependência das fontes fósseis de energia é uma necessidade devido aos problemas climáticos e uma obrigação impulsionada pelas forças de mercado. O preço do petróleo experimentou uma escalada recentemente e dificilmente terá uma queda, uma vez que é um recurso finito que o petróleo torna-se um insumo energético mais escasso a cada dia.

Com a mudança dos motores dos veículos, virá a mudança da logística e por fim a mudança do cotidano e do planejamento das cidades. O colapso do modelo atual, baseado no transporte individual, é evidente e novo transporte terá que ser voltado para o coletivo. Não há mais espaço nas cidades para veículos individuais. Os engarrafamentos nossos de cada dia nas cidades de médio a grande porte são uma prova de que o modelo atual não se sustenta.

Uma forte tendência atual é a tecnologia de carros elétricos. Mas, abastecer a todos os automóveis com energia elétrica não é factível, já que atender às crescentes demandas atuais já é um desafio enorme. Portanto, com o fim dos veículos a combustão, a solução para o transporte deverá ser ainda um passo mais a frente dos veículos elétricos. Talvez sejam os veículos solares, a hidrogênio ou outras soluções tecnológicas de maior eficiência energética e viabilidade logística. Muito provavelmente a solução será a combinação de várias opções, adaptadas às condições climáticas e logísticas locais.

Também, as cidades e a vida de todos nós terão que ser adaptadas a apenas os deslocamentos necessários. Teremos que reinventar o turismo, o lazer, a jornada de trabalho...

Ou, quem sabe, todos nós andaremos mais de bicicletas e barcos a vela? Não seria nada mal.

Pesquisadores colombianos pretendem capturar energia dos temporais

La Universidad Nacional de Colombia investiga la producción de energía a partir de nubes de tormenta

En la UN se avanza en un proyecto para atrapar energía a partir de nubes de tormenta, la cual se almacena en supercondensadores para ofrecer carga a equipos pequeños como celulares, baterías y cámaras. Hasta 15 microamperios de corriente se capturan en un día de tormenta promedio en Bogotá, por cada electrodo instalado a campo abierto. Así lo asegura David Fernando Ariza González, ingeniero electrónico y estudiante de la Maestría en Ingeniería Eléctrica de la UN, quien avanza en este proyecto dirigido por el docente Francisco José Román Campos.

Energia dos raios podem abastecer as demandas humanas.


Fuentes de energía

Actualmente, en Colombia y muchos países del mundo se avanza en el desarrollo de tecnologías para el aprovechamiento de las fuentes de energía no convencionales. “Estos desarrollos han llevado a la mejora de la calidad de vida de la sociedad, a la implementación de nuevas técnicas de suministros de energía que no impliquen un mal gasto de recursos naturales, a la disminución de factores contaminantes y a la creación de sistemas eléctricos más eficientes con bajos consumos de potencia, entre otros”, manifestó Ariza González.

Las nubes de tormenta tienen la propiedad de almacenar grandes cantidades de carga, la cual genera campos eléctricos ambientales importantes que pueden considerarse constantes, ya que se encuentran a kilómetros de la superficie terrestre y sus dimensiones son también en el orden de kilómetros. Cuando un elemento metálico con forma puntiaguda es sometido a este campo eléctrico, tiene la propiedad de amplificar el campo eléctrico que lo rodea.

“Hoy por hoy los electrodos tipo corona son utilizados para amplificar el campo eléctrico ambiental, debido a sus finas agujas con radios de curvaturas muy pequeñas capaces de amplificar millones de veces el campo eléctrico ambiental”, explicó el ingeniero, que integra el Grupo de Investigación en Compatibilidad Electromagnética de la Universidad Nacional de Colombia (EMC-UNC), dirigido por el profesor Román.

Cuando estas puntas amplifican el campo eléctrico y su magnitud, se inician una seria de descargas eléctricas entre el gas ionizado y la punta del electrodo, “este fenómeno es conocido como el efecto corona y gracias a él es posible generar una corriente a través del electrodo tipo cactus, y si esta se hace circular a través de elementos almacenadores de energía, es posible cargarlos y así obtener energía de las nubes”, manifestó.

La propuesta permitirá avanzar en el estudio de estas fuentes de energía y la caracterización de sus principios físicos. El ingeniero busca convertirla en una fuente alternativa para alimentar cargas con bajos consumos de energía y complementarla con sistemas tradicionales pero con aplicaciones de bajo consumo, tales como fuentes de iluminación o comunicaciones en sectores del país donde no hay redes eléctricas. “Actualmente no se tiene referencia de un sistema captador de energía como este en Colombia”, puntualiza Ariza.

Fonte: ECOticias