NÃO PODEREMOS ADMITIR RETROCESSOS DEMOCRÁTICOS, SOCIAIS, AMBIENTAIS E CLIMÁTICOS. É PRECISO DERROTAR A EXTREMA DIREITA
Não há dúvidas sobre o risco que estamos correndo: poderemos voltar a sofrer as consequências de um governo negacionista e predatório, que causará graves retrocessos civilizatórios.
Leia a matéria do G1 abaixo, onde o candidato da extrema direita afaga os grileiros e desmatadores da Amazônia.
Acesse aqui para assistir ao vídeo.
Assim como o seu pai, o candidato Bolsonaro nunca escondeu as suas convicções ecocidas e, consequentemente, genocidas. Mais uma vez, declarou de forma explícita as suas intenções de "passar a boiada" e estimular o avanço da destruição da Amazônia. Os municípios amazônicos do chamado "Arco do Desmatamento" - região de maior ocorrência de desmatamento e queimadas - vem elegendo sistematicamente candidatos bolsonaristas com suas plataformas antiambientais. Hoje, temos um contingente de políticos na região a favor da grilagem, contra as populações indígenas e contra as políticas de conservação de florestas e da biodiversidade.
Em entrevista recente, ao ser perguntado sobre as mudanças climáticas, Flávio disse que era apenas um problema cíclico e que "resolveria o problema com investimentos em saneamento". Comprovou a sua atitude negacionista e que não entende nada de mudanças climáticas e nem de saneamento. Caso eleito, Bolsonaro formará uma aliança devastadora com seus correligionários, avançando na política de desmonte da legislação ambiental.
Além disso, o Brasil recuará novamente nos seus compromissos climáticos assumidos diante do Acordo de Paris, duramente reconstruídos na atual gestão, refazendo o que a gestão bolsonarista desmontou.
Há poucos dias, soubemos - aliviados e com orgulho - que o Brasil atingiu o recorde de redução de desmatamento na Amazônia e no Cerrado. No entanto, a notícia vem quando estamos enfrentando as consequências do super El Niño e vemos equipes do governo federal enfrentando a ação orquestrada dos inimigos da Amazônia, que aproveitam criminosamente do momento atual para provocar incêndios intencionais, incentivados pela expectativa de impunidade que viria com a eleição da extrema direita.
O Brasil é um dos países mais vulneráveis às mudanças climáticas e as consequências estão acontecendo agora com desastres climáticos em todas as regiões do país. Estamos enfrentando, de forma recorrente, chuvas extremas e secas severas em todas as regiões do país.
Caso tenhamos mais um Bolsonaro na presidência, assim como já vimos acontecer antes, o Brasil recuará na política climática e abandonaremos o papel de liderança no cenário climático global, conquistada com grande esforço. Esse protagonismo foi consolidado com a recente realização da COP30, em Belém, quando assumimos a presidência global sobre o tema, que exercemos até a realização da COP31 que acontecerá nas próximas semanas. Sabemos que as maiores vítimas desse recuo será a população mais vulnerável nas cidades, mas também a produtividade do agro, cujos segmentos mais retrógrados estão entre os principais apoiadores dos desvarios do extremismo bolsonarista.
O único caminho para literalmente evitar a "terra arrasada" será o voto em Lula (13), no segundo turno das eleições que acontecerá no dia 25 de outubro. Sem Lula na presidência, o Brasil descerá a ladeira sem freios, com graves consequências para as atuais e futuras gerações.
Reflita sobre isso e vamos trabalhar para evitar o pior!
Axel GraelEngenheiro florestal e ambientalista
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| Flávio Bolsonaro (PL) participa de motocarreata com Daniel Santos em Marabá, no Pará. — Foto: Dione Freires/TV Liberal |
Por Taymã Carneiro, g1 Pará — Belém
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, disse nesta segunda-feira (19) que pretende realizar um programa de regularização fundiária no Pará e eliminar o que classificou como "entraves ambientais por razões ideológicas", assegurando que os produtores rurais teriam autonomia sobre propriedades.
"Eu vou fazer a maior regularização fundiária que o Pará já viu. A sua terra vai ser sua no papel. Vamos respeitar a propriedade privada. Você vai poder plantar, criar gado, vai fazer o que quiser na sua terra e o que você explorar da terra é seu. Esses entraves que existem ambientais por causa de razões ideológicas a gente vai acabar", afirmou.
O candidato não explicou detalhes das medidas, caso eleito, mas sugeriu flexibilização de regras ambientais e fundiárias no estado que tem forte presença de terras indígenas, unidades de conservação, áreas federais e marcadas por conflitos fundiários.
Flávio Bolsonaro participou de uma motocarreata com apoiadores na cidade de Marabá, no sudeste paraense, incluindo o governador eleito em 1º turno Dr Daniel (Podemos) e o prefeito da cidade Toni Cunha (PL).
O candidato desembarcou no aeroporto da cidade por volta de 10h20 e seguiu em cortejo pelas ruas do município.
O ato político em Marabá reuniu apoiadores por ruas da cidade e em uma ponte, onde candidato discursou sobre as demandas locais de trabalho e infraestrutura.
O candidato também discursou sobre segurança pública e o combate à criminalidade, defendendo o aumento do tempo de prisão para roubos e a aplicação de castração química.
"Eu vou devolver a soberania sobre o seu celular. Eu vou devolver a sua soberania sobre a sua bolsa, sobre a sua moto, sobre o seu carro, sobre a sua propriedade. Eu vou resgatar cada metro, eu vou resgatar cada rua, cada bairro, cada cidade, cada território que esses vagabundos tomaram do povo brasileiro e vou devolver pro povo brasileiro", disse.
O embarque para deixar a cidade ocorreu por volta de 12h40. A próxima agenda do candidato foi prevista para 20h, em Manaus (AM).
Fonte: G1


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