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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

LANÇAREI A MINHA PRÉ-CANDIDATURA A DEPUTADO FEDERAL NA SEGUNDA FEIRA, 02 DE FEVEREIRO


Prezados amigos, companheiros trabalhistas, ambientalistas, colegas de trajetória, eleitores do RJ e leitores do Blog do Axel Grael.

Na segunda-feira, dia 02/02, às 18:30, faremos o anúncio oficial da minha pré-candidatura a deputado federal em atividade na sede do PDT de Niterói, com as presenças do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e do prefeito Rodrigo Neves, além de outras lideranças importantes.

Minha candidatura busca apresentar uma opção de representação política alinhada aos princípios inafastáveis da: 

  • Democracia, 
  • Justiça social, 
  • Soberania e interesses nacionais
  • Paz e cultura da paz
  • Responsabilidade planetária, do avanço no caminho para a sustentabilidade e resiliência climática
Para a instrumentalização destes grandes princípios, defendemos a primeira versão de uma lista preliminar de ações para o mandato de deputado federal: 

RIO DE JANEIRO

Atuar para viabilizar as seguintes necessidades do RJ:
  • LINHA TRÊS DO METRO: obter recursos federais para a Linha 3 do Metro, ligando a Estação da Carioca (Rio), Niterói, São Gonçalo e Itaboraí.
  • HIDROVIÁRIO: apoiar o planejamento da implantação de novas linhas de transporte hidroviário.
  • SEGURANÇA: modernizar tecnologicamente as polícias do RJ, apoiar a estruturação das Guardas Municipais, estabelecer protocolos de planejamento e execução de operações policiais, reduzindo a letalidade da ação da polícia
  • RMRJ: fortalecer a Gestão Metropolitana no Rio de Janeiro, dando mais eficácia e transparência ao Instituto Rio Metrópole, despartidarizando a sua atuação
  • CLIMA: avançar na política climática estadual, muito defasada com relação a outros estados.
  • TRANSIÇÃO ENERGÉTICA: preparar a economia do Rio de Janeiro para o futuro de baixo carbono que se aproxima.
  • MERCADO DE TRABALHO: numa economia em transição, o Rio de Janeiro precisa preparar a força de trabalho para os novos cenários que se aproximam
  • REGULAÇÃO: repensar a regulação dos serviços públicos concedidos e promover um modelo eficiente e viável para os municípios.
  • ÁGUA: proteger mananciais, avaliar e garantir a segurança hídrica do RJ
BRASIL

- Meio Ambiente e Clima

As maiores prioridades são enfrentar as forças que promovem os retrocessos na legislação ambiental, recompor a política ambiental do país e garantir a continuidade dos avanços recentes na políticas climática, após anos de ação negacionista. De forma mais específica, faremos: 
  • BIOMAS: a defesa da Amazônia, da Mata Atlântica e dos demais biomas brasileiros.
    • avançar na implementação dos Sistemas de Pagamento por Serviços Ambientais
  • RESTAURAÇÃO: cumprir as metas do Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa - PLANAVEG., do Ministério do Meio Ambiente - MMA
  • REVERTER RETROCESSOS: a reconstrução da legislação ambiental brasileira
  • EMERGÊNCIA CLIMÁTICA: avançar na consolidação da política climática, dando meios ao cumprimento da Contribuição Nacionalmente Determinada - NDC brasileira, do Plano Clima. Também priorizaremos a criação e regulamentação da legislação ambiental para estabelecer referências para as políticas de adaptação e mitigação climática, além de fortalecimento do federalismo climático.
    • Promover o desenvolvimento de Planos de Ação Climática em todas as cidades do país com população acima de 100 mil habitantes até 2030
    • Fortalecer os planos nacionais de contingência climática
    • Regulamentar a adaptação das cidades costeiras à elevação do nível do mar.
  • DEFESA CIVIL: Fortalecimento das defesas civis em todos os níveis, estimulando a cooperação entre estados e municípios em situação de emergência climática
  • CONTROLE DA POLUIÇÃO: avanços para padrões de emissões atmosféricas e efluentes baseados em padrões de carga poluente e não apenas em diluição: a métrica da maioria dos nossos padrões são em mg/l, ou semelhantes, portanto critério de diluição. 
    • Avançar no princípio poluidor pagador.
  • AGROTÓXICOS: avançar na legislação de agrotóxicos
  • RESÍDUOS SÓLIDOS (LIXO): avançar na Política Nacional de Resíduos Sólidos, com ênfase para a reciclagem, e atenção para o lixo marinho. Controlar a política de produção de embalagens e outros produtos plásticos
  • RESÍDUOS PERIGOSOS: buscar uma referência legal mais rígida e eficaz para a destinação de resíduos perigosos e contaminação de solos
  • ÁGUA: avançar na legislação sobre escassez hídrica
- Cidades Sustentáveis
  • FINANCIAMENTO: fortalecer as medidas do Novo PAC e outros canais de financiamento da transição das cidades brasileiras para a sustentabilidade.
  • TRANSPORTE SUSTENTÁVEL: o transporte é a principal fonte de emissões de poluentes atmosféricos e a transição. 
    • Fortalecer o transporte coletivo em detrimento do individual, 
    • Promover a descarbonização da frota de veículos, principalmente no transporte público
    • Apoiar a implantação de transporte público de alta eficiência, como metro, BRT, VLT e outros modais.
  • BICICLETA: apoiar e promover as opções de transporte ativo, como a bicicleta e a caminhabilidade das cidades
  • VERDE URBANO: promover a proteção efetiva pela criação de unidades de conservação das áreas de florestas e outros ecossistemas naturais nas áreas urbanas e seus entornos, promovendo a integração destas áreas de forma sustentável ao cotidiano da população.
  • SOLUÇÕES BASEADAS NA NATUREZA: adoção de SBN a exemplo do que foi adotado pela cidade de Niterói no Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis - POP.
  • REFORMA URBANA SUSTENTÁVEL: promover o planejamento da adaptação urbana às emergências climáticas, seguindo o exemplos como: 
    • Paris: das ações de enfrentamento das ondas de calor e redução do trânsito de veículos nas regiões centrais
    • Copenhague: implantação de sistemas de drenagem sustentável para o controle de inundações
    • Londres: soluções para o fortalecimento do transporte coletivo, controle do trânsito em áreas críticas de engarrafamento
- Transição energética
  • METAS: estabelecer metas legais de transição para uma economia de baixo carbono e garantias de cumprimento
  • ENERGIAS LIMPAS: fortalecer o parque energético eólico, solar, de bioenergia e outras fontes 

- Cidadania
  • PARTICIPAÇÃO: a regulamentação dos instrumentos de cidadania e participação popular: audiências públicas e acesso à informação
  • MOEDA SOCIAL: regulamentar a criação e operação de moedas sociais locais de forma a estimular a adoção dessa política de transferência de renda, utilizando a experiência da Niterói, com a Moeda Social Arariboia
  • ONGs: Fortalecimento das iniciativas da sociedade civil
    • Criação de um sistema de incentivo fiscal para iniciativas ambientais
  • POUPANÇA ESCOLA: promover a experiência de Niterói em outras cidades
- LEGISLAÇÃO TRABALHISTA

Estamos atentos aos vários projetos de lei de interesse da agenda trabalhista que estão em tramitação no Congresso e, desde já, podemos afirmar que:
  • Somos a favor do fim da escala 6x1

Estas sempre foram as minhas causas ao longo de uma longa trajetória de atuação cidadã, de militância ambientalista, social, política e na política partidária. Estas causas também foram o foco principal da minha dedicação profissional, como engenheiro florestal, como servidor público de carreira e empreendedor social. Me sinto privilegiado de poder conciliar convicção, ideologia, militância e profissão.

Trajetória

Ao longo desta trajetória há uma longa caminhada: comecei a estudar engenharia florestal em 1977 (pouca gente conhecia essa profissão), fui militante ambientalista (fundei o Movimento de Resistência Ecológica - MORE, em 1980 - pouca gente falava de meio ambiente na época), fui consultor ambiental (trabalhei em todos os biomas do país, inclusive na Terra Indígena Nhamundá-Mapuera), fui empresário (dono da Grael Ambiental) e fui empreendedor social (presidente do Instituto Rumo Náutico - Projeto Grael - organização fundada com meus irmãos Torben e Lars Grael).  

Na carreira pública, levo um privilégio que carrego com orgulho no meu currículo: ter trabalhado com Leonel Brizola e Darcy Ribeiro, no Segundo Governo Brizola, como presidente do Instituto Estadual de Florestas - IEF-RJ (1991-1994). Na ocasião, criamos o Parque Estadual da Serra da Tiririca - PESET (entre Niterói e Maricá), a Reserva Ecológica da Juatinga (Parati), a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. Com Darcy Ribeiro, desenvolvi o Projeto Floresta da Pedra Branca, com a implantação de infraestrutura e recuperação ambiental do Parque Estadual da Pedra Branca. Também naquele período, ao lado de Brizola, participei da Rio-92 (momento histórico da luta pela sustentabilidade) e demos início ao Programa de Despoluição da Baía de Guanabara - PDBG.

Depois, fui presidente da FEEMA (1999-2000 e 2007-2008), antigo órgão ambiental do estado, hoje substituído pelo INEA, e fui subsecretário de Meio Ambiente do RJ (2000-2001). Como engenheiro florestal concursado da Prefeitura do Rio, dentre outras responsabilidades destacadas, fui o coordenador geral do Programa de Recuperação Ambiental da Macrobacia de Jacarepaguá. 

Em 2013, fui eleito vice-prefeito de Niterói com Rodrigo Neves como prefeito. Em 2021, fui eleito prefeito, no primeiro turno, com 62% dos votos dos niteroienses. Nesse ciclo de gestão na cidade (2013 até o presente), reduzimos os índices de violência de Niterói a índices históricos, tornamos Niterói uma referência nacional e internacional de sustentabilidade e resiliência urbana. Como exemplo, temos o programa Niterói de Bicicleta, que implantou mais de 80 km de ciclovias e produziu as três ciclovias mais movimentadas do país. 

Como prefeito (2021-2024), criei a primeira secretaria municipal do clima do Brasil e Niterói tornou-se uma referência nacional. Inaugurei o Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis (POP), criei o Parque do Morro do Morcego, Parque Águas Escondidas, Parque do Baldeador (primeiro da Zona Norte) e o novo Parque Natural Municipal de Pendotiba. Na retomada da economia no período pós-COVID, criei a Moeda Social Arariboia (maior programa do país), criamos o maior programa de regularização fundiária, com a meta de 10.000 lotes regularizados a serem entregues. Fizemos o maior investimento em infraestrutura da história de Niterói, que incluiu o maior investimento em contenção de encostas e drenagem, em infraestrutura nas comunidades e na proteção do patrimônio histórico e cultural, com a entrega da restauração do Mercado Municipal, da reforma de toda a infraestrutura, a abertura à visitação da Ilha da Boa Viagem, a entrega do Solar Nôtre Reve (Casa de Norival de Freitas) e o inicio das obras do Cinema Icaraí, da Estação Cantareira e do Centro Cultural Cauby Peixoto. Também iniciamos a reforma urbana do Centro de Niterói, que inclui a Arena Poliesportiva, que deixamos com as obras avançadas. 

Para atender as necessidades da juventude, desenvolvemos iniciativas emblemáticas, como o Projeto Aprendiz, que elevamos de 2.000 participantes a mais de 10 mil, dando ao programa uma infraestrutura e projeção que não existia antes. Na área esportiva, que atende principalmente a juventude, criamos o programa Niterói Esporte nas Comunidades - NEC, que junto com o Parque Esportivo e Social do Caramujo - PESC, o Parque Esportivo do Viradouro, o parque esportivo da Concha Acústica e o Complexo de Atletismo Aida dos Santos - que reformamos em parceria com a UFF, oferecemos mais de 10 mil vagas para programas esportivos na cidade. O programa Niterói Joga em Rede, leva a prática esportiva à rede escolar da cidade.

Com o Niterói Jovem Ecosocial, programa inovador que já beneficiou mais de 2 mil jovens, combinamos atividades práticas de sustentabilidade, com formação profissionalizante e inclusão no mercado de trabalho.

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O parlamento brasileiro, já teve nomes de grande destaque do ambientalismo brasileiro, como Alfredo Sirkis, Fernando Gabeira, Marina Silva, Fábio Feldman e no passado mais longínquo, nomes como José Bonifácio de Andrada e Silva, Augusto de Lima e tantos outros. Mas, embora expressivos em qualidade, sempre foram poucos, mas ajudaram a construir uma legislação ambiental sólida e avançada. Em alguns aspectos, dentre as melhores do mundo. 

Nas últimas legislaturas, vimos o crescimento assustador de uma visão retrograda e irresponsável que desmontou a legislação ambiental brasileira. É preciso fazer esse debate no Congresso e recompor os danos causados à sustentabilidade do país. 

Vemos o Brasil também precisando avançar na legislação e políticas públicas de transição energética, resiliência climática, justiça climática, controle de agrotóxico, proteção aos biomas, à biodiversidade e ao nosso patrimônio genético, fortalecimento das nossas áreas protegidas e a máxima prioridade à politica de respeito à nossa diversidade cultural, com ênfase aos povos indígenas, quilombolas, caiçaras e outros igualmente importantes.

Como deputado federal, queremos defender a educação pública em todos os níveis - inclusive a universidade pública,  gratuita, com financiamento adequado e socialmente inclusiva, a organização da sociedade civil, a participação social nas politicas públicas e o esporte, assim como a cultura, como meio de motivação e inclusão social.

Também defenderemos no Congresso o princípio do federalismo, fortalecendo cada vez mais o protagonismo das cidades nas politicas publicas nacionais, com ênfase para as políticas sociais, ambientais e climáticas. 

Diferente da conotação equivocada que havia há alguns anos, hoje, compreende-se que o tema da sustentabilidade não é apartada do cotidiano do cidadão, muito menos é antagonista ao desenvolvimento social e econômico. Falar em sustentabilidade é falar em segurança alimentar, em disponibilidade hídrica, em qualidade de vida, em geração de empregos, em conforto térmico e, portanto, em enfrentamento às mudanças climáticas, que afeta a todos, mas principalmente aos mais desfavorecidos de infraestrutura e de atenção governamental.

É para defender estas causas que nos colocamos como pré-candidato a deputado federal, visando fortalecer o PDT e oferecendo a nossa experiência e energia para a defesa do povo do estado do Rio de Janeiro e do Brasil no Congresso Nacional a partir de janeiro de 2027.

Axel Grael


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quinta-feira, 20 de novembro de 2025

VAMOS DEBATER OS RESULTADOS DA COP30 E OS PRÓXIMOS PASSOS?

 


A convite do magnífico reitor da Universidade Federal Fluminense - UFF, professor doutor Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, farei uma conferência sobre "COP30: Resultados e Próximos Passos no Enfrentamento da Emergência Climática". 

Será no auditório do NAB/UFF, dia 28/11, às 14:00.

TRAJETÓRIA PESSOAL

Movimento ambientalista e terceiro setor: Militância ambientalista iniciada em 1980, com a criação do Movimento de Resistência Ecológica - MORE, organização pioneira do ambientalismo de Niterói e do RJ. Dentre as principais conquistas e atuações destacam-se a campanha contra a poluição da Baía de Guanabara, a luta pelo saneamento de Niterói, a criação do Parque Estadual da Serra da Tiririca - PESET e a recuperação das lagoas de Piratininga e Itaipu. 

Carreira: Engenheiro florestal formado pela UFRRJ (1977-1983), com 42 anos de carreira, tendo atuado na Mata Atlântica, Amazônia, Cerrado e Caatinga. Trabalhei com projetos de restauração de áreas mineradas e outros projetos ambientais. É servidor público de carreira da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima - SMAC, da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. 

Dentre as principais funções públicas exercidas, destacam-se:
  • Presidente do Instituto Estadual de Floresta - IEF/RJ (1991-1994)
  • Duas vezes presidente da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente - FEEMA (1999-2000 e 2007-2008)
  • Subsecretário da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável-SEMADS (2008-2009)
  • Vice-prefeito de Niterói (2013-2016) e 
  • PREFEITO DE NITERÓI (2021-2024).
Niterói: Como prefeito de Niterói, criou a primeira secretaria municipal para o Clima no país e fomos pioneiros nas políticas de mitigação e adaptação climática local no país. Em 10 anos, Niterói investiu mais de R$ 1,5 bilhão em adaptação climática, com obras de contenção de encostas (R$ 1 bilhão) e drenagem (R$ 500 milhões). Implantou o Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis (POP) que conta com o maior investimento no país em drenagem sustentável e Soluções Baseadas na Natureza - SBN. Em 2024, Niterói desenvolveu o seu Plano Municipal de Adaptação, Mitigação e Resiliência Climática (Plano de Ação Climática), com 30 metas em três eixos: (1) Desenvolvimento Urbano Sustentável; (2) Resiliência e Qualidade de Vida e (3) Engajamento e Inovação. Comprometeu-se ainda com metas de redução de emissões líquidas de CO2e da seguinte forma: 34% até 2030; 40% até 2040 e 100% até 2050. Por todos estes motivos, a cidade é considerada uma referência de sustentabilidade urbana e de política climática local.

Liderança: Exerceu a vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos - FNP, onde atuou na temática climática, presidindo também a Comissão Permanente da FNP de Cidades Atingidas por Desastres Climáticos.

Clima: Acompanha a agenda do clima desde antes da RIO-92 e já estive presencialmente em seis COPs, sendo: 
  • COP04, Buenos Aires, Argentina, 1998; 
  • COP26, Glasgow, Escócia, 2021; 
  • COP27, Sharm el Sheyk, Egito, 2022; 
  • COP28, Dubai, EAU, 2023; 
  • COP29, Baku, Azerbaijão, 2024 e 
  • COP30, Belém, Brasil, 2025.
Integra o Comitê Executivo Global do ICLEI - Governos Locais pela Sustentabilidade, uma organização que reúne mais de 2.500 cidades no mundo e tem sede em Bonn, na Alemanha. É o responsável pelo portfólio de Mudanças Climáticas da organização. 

Estudos acadêmicos UFF: Desenvolve atualmente um doutorado no Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo - PPGAU/UFF, com pesquisa em Cidades e Clima.

COP30

Participei de eventos preparatórios para a COP30, como a 62ª Sessão dos Órgãos Subsidiários da UNFCCC (SB62), realizada em junho de 2025, em Bonn, Alemanha. O evento ajudou a avançar nas negociações dos temas que estão em discussão na COP30.

Estivemos, em Belém, na primeira semana da COP30, onde apresentamos a experiência de Niterói e debatemos os principais temas do encontro e continuamos acompanhando de perto os desdobramentos da Conferência.

EVENTO 

No evento na UFF, vamos debater os resultados da COP30 e os próximos passos que virão ao longo da presidência brasileira, que se prolongará até a realização da COP31.

Vamos conversar sobre a conjuntura politica global e suas consequências para a agenda do clima, as conquistas e legados da COP30, o protagonismo das cidades e a implementação das ações de mitigação e adaptação climática. 

Nos vemos lá.

Axel Grael



sábado, 30 de agosto de 2025

NITERÓI SE DESPEDE DE MÁRCIA SILVEIRA

Niterói se despediu hoje da socióloga Márcia Saad Silveira, uma grande personagem da cidade. Era uma pessoa doce, afável, de presença marcante, apesar da atitude mais discreta. Certamente fará muita falta.

Em 1980, fundei o Movimento de Resistência Ecológica - MORE, uma organização ambientalista pioneira no RJ, de uma época que os termos "sustentabilidade" e "ambientalista" ainda não eram sequer utilizados. Naquela época, ainda éramos chamados de ecologistas e o termo sustentabilidade só surgiu anos depois, na preparação para a Rio-92. 

Eu presidi o MORE por muitos anos e contei com a Márcia como diretora em boa parte desse tempo. 

Filha de Roberto Silveira, ex-governador do antigo estado do RJ e irmã do ex-prefeito Jorge Roberto Silveira (eleito anos depois), dentre nós Márcia era a mais experiente em política, portanto nos ajudava como estrategista e grande conselheira. Muitas das nossas reuniões aconteciam na casa da Beth, prima da Márcia, ou mesmo tendo como anfitriã a saudosa dona Ismélia Silveira, mãe da Márcia.

Lutamos contra a poluição da Baía de Guanabara, pelo saneamento de Niterói, contra a poluição das "fábricas de sardinha" de Jurujuba, da Ilha da Conceição e do Barreto. Também defendemos a recuperação das lagoas de Piratininga e Itaipu e pela criação do Parque Estadual da Serra da Tiririca - PESET.

Que a presença da Márcia continue a nos inspirar e a motivar para as boas causas.

Nossos sentimentos ao seu querido esposo Alberto Vianna, à família Saad Silveira e a todos os seus amigos.

Márcia presente!

Axel e Christa Grael 


domingo, 10 de agosto de 2025

Entrevista para o jornalista Leo Rivera (O Dia): "Niterói trabalha na vanguarda da proteção ambiental no Brasil"

 

Niterói trabalha na vanguarda da proteção ambiental no Brasil

Ambientalista e ex-prefeito Axel Grael, atual conselheiro estratégico para temas ambientais da Prefeitura de Niterói, fala sobre a evolução da cidade no setor, a COP 30 e acordos internacionais

Axel Grael: temas sensíveis relacionados ao clima e ao meio ambiente em geral estarão na COP 30, em Belém. Divulgação

Niterói - Um dos nomes nacionais e internacionais mais fortes e históricos do ambientalismo, Axel Grael teve a sorte de ser vice-prefeito e prefeito da cidade que escolheu para viver. Tanta experiência o levou a ocupar, atualmente, a posição de conselheiro estratégico para temas ambientais da Prefeitura de Niterói, na terceira gestão do Prefeito Rodrigo Neves. Um momento bom e desafiador, com a aproximação da data de realização da conferência mundial COP 30 no Brasil, em Belém. Em entrevista exclusiva ao O DIA Niterói, Axel Grael falou sobre os avanços do município no clima e nas ações estratégicas para o setor.

Grael realizou, em sua gestão, a implementação do projeto NitBike, responsável por instalar pontos de bicicleta na cidade para acesso gratuito durante uma hora com aplicativo proprietário do município; criou a SECLIMA (primeira secretaria do clima de um município no Brasil) sem aumento de encargos; e ainda concluiu a primeira etapa do Projeto Parque Orla, na Região Oceânica da cidade. Com realizações comprovadas e décadas de experiências e atualizações no tema, Axel Grael estará na conferência mundial COP 30 e, através de sua participação, mostrará que Niterói é uma cidade brasileira que trabalha na vanguarda do clima e da proteção ambiental.

O QUE É A COP 30? - A menos de cem dias da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP 30), que será realizada entre os dias 10 e 21 de novembro em Belém, muita gente ainda não sabe o que isso significa e sua devida importância. A COP se refere ao termo em inglês Conferece of Parties, ou Conferência das Partes. É um evento anual que reúne representantes de diversos países, além de cientistas, sociedade civil e empresas privadas. É uma caminhada coletiva e plural, quando governos de várias partes do mundo poderão dialogar sobre os caminhos da Amazônia. Desta vez, dentro da própria Amazônia.

“Por um lado há uma grande expectativa em torno da COP 30, porque o mundo se reúne anualmente para tentar reduzir os níveis de risco das mudanças climáticas inevitáveis. Chefes de Estados, diplomatas, cientistas se reúnem, mas avançamos muito pouco. Em Paris, há dez anos, os países apresentaram suas NDCs - que são os documentos que mostram o compromisso do país com a questão climática. Os países tomam compromissos para mitigação dos efeitos, mas nenhum país cumpriu. A pauta principal é a renovação das NDCs, e a COP 30 em um momento político complicado. O Trump sabota a agenda do clima, faz o que pode para sabotar o tema. Temos a guerra na Europa, na África, conflitos na Ásia, um momento delicado em relação à paz. Uma das exigências de Trump para a Europa é investimento em armas, então os recursos estão indo para a indústria armamentista”, disse Axel. “Apesar de Trump ter vindo com mais ataques nesta segunda gestão, o mundo já aprendeu a lidar com ele. Ele retirou os Estados Unidos do Acordo de Paris, mas aí o Governador da Califórnia - vale lembrar que a Califórnia, se fosse um país, seria a quarta economia do mundo - se reuniu com outras cidades e estados americanos e resolveu bancar”, explicou Axel.

O QUE SE BUSCA NESSES ENCONTROS -- caminhada que se iniciou no Brasil, com a Eco 92, no Aterro do Flamengo, em 1992 -- é encontrar soluções e definir metas para enfrentar a crise climática global. No Brasil, devido aos preços locais das hospedagens, o governo federal contratou navios para servir como hotéis flutuantes durante a COP 30. Serão mais 6 mil leitos para receber os visitantes esperados em um evento fundamental para estimular os países desenvolvidos a financiar ações climáticas nos países menos desenvolvidos. As COPs são o principal espaço de negociação e decisão sobre o clima no mundo, com a participação de quase 200 países. Ao longo desses 30 anos, foram firmados acordos importantes como o Protocolo de Kyoto e o Acordo de Paris. As COPs também pressionaram a criação de instrumentos concretos como o Fundo Verde para o Clima. Segundo disse à imprensa recentemente o presidente Lula, está será a maior COP com participação da sociedade civil entre as já realizadas.

DE ECOLOGISTA A AMBIENTALISTA -- O ambientalismo é um movimento social e filosófico que busca a proteção e a preservação do meio ambiente. Ele engloba diversas correntes de pensamento e ações que visam promover a sustentabilidade e a harmonia entre a sociedade e a natureza. No início da jornada de defesa ao meio ambiente no país, era chamado de ecologista aquela pessoa que navegasse nas águas do setor. Na década de 1970, Axel iniciou suas atividades como ambientalista ao criar o Movimento de Resistência Ecológica (MORE), organização pioneira que liderou iniciativas em defesa da Baía de Guanabara e realizou a campanha que resultou na criação do Parque Estadual da Serra da Tiririca. Axel Schmidt Grael é, então, alguém que sempre militou pela causa.

Engenheiro florestal, ambientalista, velejador e político brasileiro, filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), foi prefeito de Niterói entre 2021 e 2024. Anteriormente atuou como vice-prefeito, secretário municipal Executivo e de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão na mesma cidade. Hoje em dia é conselheiro estratégico para temas ambientais da Prefeitura de Niterói.

Axel possui raízes em Niterói desde a chegada do avô, Preben Tage Axel Schmidt, em 1924, oriundo da Dinamarca. Sobrinho dos velejadores Erik Oluf Preben Schmidt e Axel Frederik Preben Schmidt, filho de Ingrid Schmidt e do coronel Dickson Melges Grael, irmão dos medalhistas Olímpicos Torben Grael e Lars Grael, casado com Christa Vogel Grael e tio da também medalhista Martine Grael e de Marco Grael.

O EXEMPLO DE PARIS - Axel Grael prevê avanços no setor, apesar das dificuldades destas três últimas décadas. "Existem casos recentes que são emblemáticos da tendência de transformação das ruas em espaços verdes, dedicados às pessoas e de prioridade para o lazer. É o caso de Paris, que desde 2020, já fechou mais de trezentas ruas para o automóvel, abrindo espaço para pedestres, ciclistas e áreas verdes. A prefeita Anne Hidalgo defende a ideia de uma cidade bioclimática, com plantas emergindo do teto dos prédios e nas praças públicas. Numa segunda etapa, realizou-se uma consulta pública que decidiu ir além e fechar 500 ruas ao trânsito de automóveis, transformá-las em áreas verdes arborizadas e permeáveis, como parte do Plano Climático 2024-2030. Paris substituirá 60 mil vagas de estacionamento por espaços verdes, para pedestres e ciclovias, e também anunciou a implantação de 300 hectares de florestas urbanas até 2030, sendo que 10% já estará implantado até 2026. A ideia geral é que a requalificação do espaço público aconteça numa proporção de 2/3 de áreas de calçadas e pavimentadas para 1/3 de áreas plantadas. Cada rua terá um orçamento médio de 500 mil euros", disse Grael. "É este conceito que estimula criar oportunidades para o lazer nos espaços públicos para que a população se aproprie da sua cidade. Em Niterói perseguimos esse objetivo e construímos espaços e áreas verdes, como é o caso do Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis - POP".

AÇÃO CLIMÁTICA A PARTIR DOS ESTADOS NACIONAIS - No último dia 23 de julho, a Corte Internacional de Justiça - CIJ, mais alto e importante tribunal da ONU, com sede em Haia, na Holanda, apresentou um Parecer Consultivo intitulado Obligations of States in Respect of Climate Change. O acionamento da Corte foi determinado pela Assembleia Geral da ONU, em 2023. A iniciativa foi provocada por uma campanha de Vanuatu, um país insular no Oceano Pacífico, ameaçado de desaparecer pela elevação do nível do mar, assim como diversas outras ilhas em situação similar. A consulta da Assembleia Geral da ONU à CIJ continha duas perguntas principais: Quais são as obrigações dos Estados, segundo o direito internacional, para proteger o clima das emissões de gases de efeito estufa? Quais são as consequências legais para os países que, ao poluir, prejudicam o sistema climático global?

"O documento histórico, reconheceu a ameaça urgente e existencial representada pelas mudanças climáticas e estabeleceu que os acordos internacionais sobre mudanças climáticas são obrigações vinculativas. Portanto, a decisão obriga juridicamente os estados nacionais signatários dos tratados e convenções e suas deliberações a cumprir os seus compromissos. A CIJ cita como exemplos de acordos internacionais que estabelecem essas obrigações os seguintes: Acordo de Paris, Protocolo de Quioto, Convenção do Mar, Protocolo de Montreal e Convenção da Biodiversidade", explicou Grael, em seu Blog https://axelgrael.blogspot.com/

"Não são poucos os desafios da COP30, considerando a conjuntura política global muito desfavorável. A sabotagem do governo negacionista de Trump, as guerras que provocam o crescimento dos gastos com armamentos, a posição hesitante das nações em cumprir o principal objetivo da COP30 (atualização das NDCs). Apenas 25 países apresentaram as novas NDCs até agora! Temos acompanhado o grande esforço da presidência da COP30, que conta com o presidente designado embaixador André Corrêa do Lago e a diretora-executiva Ana Toni, em cobrar uma maior ambição dos países em Belém, pautando o tema da Implementação como o grande mote da Conferência. Sem dúvida, a decisão da Corte Internacional de Justiça, às vésperas da COP30, ajuda a pressionar os chefes de estado, delegados e negociadores a sair do imobilismo que nos encontramos há três décadas e ajuda a contrapor as atuais dificuldades conjunturais. Temos uma grande chance de fortalecer o multilateralismo, tão atacado ultimamente", concluiu Axel Grael, que esteve recentemente na Alemanha.

PL DA DEVASTAÇÃO - Axel também falou sobre as informações a respeito da PL da Devastação, que retira direitos ambientais já conquistados. "Na madrugada da quinta-feira, 17 de julho, ironicamente o Dia Internacional da Proteção Florestal, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei (PL) 2159/2021, que institui a Lei Geral do Licenciamento Ambiental, ignorando os alertas e manifestações contrárias de ambientalistas, cientistas, especialistas, artistas, empresários, igrejas, lideranças e várias entidades da sociedade civil. Por seus graves defeitos e retrocessos, o projeto passou a ser denunciado como o PL da Devastação", comentou ele.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o projeto, com 63 vetos na última sexta-feira.

Fonte: O Dia

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O meu agradecimento ao jornalista Leonardo Rivera, niteroiense, especializado em cultura e música e um grande apoiador das causas ambientais. Nos conhecemos desde a época do Movimento de Resistência Ecológica - MORE, uma organização pioneira do movimento ambientalista em Niterói e no RJ. O MORE foi fundado por mim, em 1980, época que o termo "ambientalista" ainda era pouco usado (éramos chamados de ecologistas) e o termo "sustentabilidade" (com o significado atual) ainda não existia: surgiu com a publicação pela ONU, em 1987, de "Nosso Futuro Comum", que ficou conhecido como "Relatório Brundtland", pois foi coordenado pela ex-primeira ministra da Noruega, Gro Brundtland. No texto de Rivera, 45 anos passaram rápido e se mistura com as preocupações dos dias atuais. Em poucas palavras, o jornalista conseguiu expressar aqui essa trajetória. 

Sou sempre muito grato também pelo texto que ele publicou na sua coluna: Coluna Leonardo Rivera: "Um agradecimento ao ser humano Axel Grael"

Obrigado, Leo.



sexta-feira, 9 de maio de 2025

VISITA AO PARQUE ORLA DE PIRATININGA ALFREDO SIRKIS

Um dos projetos que eu mais me orgulho de ter realizado é o Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis - POP: um sonho de muitos anos, desde o início da década de 1980, na época do Movimento de Resistência Ecológica - MORE, quando eu organizava manifestações pela despoluição do sistema lagunar de Piratininga e Itaipu e defendíamos a recuperação daquele grande patrimônio natural e paisagístico de Niterói. 

Em 2013, já como vice-prefeito de Niterói, fizemos um convênio com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente/INEA, responsável legal pelas lagoas e lagunas do estado, e propusemos a cogestão das lagoas no município, ou seja, a Prefeitura ajudaria na gestão das lagoas de Piratininga e Itaipu. Desde então, começamos - finalmente - uma história de cuidados com as lagoas. Já são mais de R$ 250 milhões investidos pela Prefeitura na proteção, recuperação e requalificação do entorno das lagoas.

Hoje, temos o POP implantado e as obras pioneiras de Renaturalização do Rio Jacaré concluídas (ambas entregues em 2024). Atualmente, estão em andamento as seguintes obras:

  • de recuperação do canal de Itaipu - iniciada em 2024.
  • de restauração do Túnel do Tibau, que teve a complexa solução, o projeto desenvolvidos na minha gestão, assim como o lançamento da licitação. 

Acompanho o dia-a-dia do POP, conversando com a secretária da SECONSER, Dayse Monassa e o biólogo Alexandre Moraes da Silva e, sempre que posso, dou uma passadinha lá. Hoje, de manhã cedo, foi dia de visita. Passei pelo POP e dei uma olhada nos serviços de conservação e os avanços de infraestrutura. Vi, mais uma vez, o trabalho de implantação do Pomar Urbano, a manutenção dos jardins filtrantes e o efluente dos vertedores, que levam a água já limpa para a Lagoa de Piratininga.

Parte do pomar do POP

Serviços de manutenção.

Imagem geral do POP, próximo à Fazendinha do Cafubá.

Aproveitei para conversar com moradores.

Encontrei com a professora Michelle Hama Yoga, que dá aulas de Yoga no Centro Ecocultural Sueli Pontes todas as sextas-feiras. O Centro Ecocultural Sueli Pontes é uma das grandes referências do POP e lá vc pode saber tudo sobre o funcionamento das Soluções Baseadas na Natureza do POP, o ecossistema da Lagoa de Piratininga e da Região Oceânica.

POP

O POP começou a ser planejado em 2017, quando demos início à idealização do Programa Região Oceânica Sustentável - PRO Sustentável. Em 2018, contratamos o Projeto Executivo e a sua implantação. O resultado foi apresentado de 2019, quando anunciamos o lançamento do edital para as obras de implantação do POP. As obras começaram efetivamente no final de 2020 e tive o orgulho de inaugurá-lo como prefeito em 2024, fechando, portanto, um ciclo de 7 anos desde o início da sua concepção.

Com a inauguração do POP, entregamos também o Centro EcoCultural Sueli Pontes, também chamado de Eco-POP, que além de ser a sede do parque, oferece uma exposição permanente sobre o ecossistema da Região Oceânica e do Sistema Lagunar, além de uma programação cultural e de educação ambiental. O POP possui 680 mil metros quadrados, conta com 8 píeres e 17 praças, incluindo jardins filtrantes que tratam as águas pluviais sem o uso de produtos químicos. As praças criadas em função do POP ganharam nomes em homenagem a lideranças comunitárias e ambientalistas e, dentre elas, merece destaque à Ilha do Tibau, onde são oferecidos uma infraestrutura esportiva e social, com programas de iniciação esportiva conduzidos pelo projeto Núcleo Avançado de Sustentabilidade, Cultura e Esporte - NASCE

O POP, não apenas protege o meio ambiente e trata as águas das drenagens urbanas e dos rios, mas também promove a recuperação de uma área degradada, oferecendo novos espaços para cultura e esporte. Além disso, promove a justiça ambiental, sendo um local acessível para pessoas de diferentes origens sociais e transformando uma região antes inóspita em um ambiente de convivência e inclusão.

Só com o contrato de manutenção do parque, são 102 empregos diretos. O POP cada vez mais, se inclui no cotidiano dos niteroienses e participa da economia, também com oportunidades de lazer, recreação e geração de renda. Areas antes abandonadas e excluídas do convívio do niteroienses, já estão à disposição da população. Bairros limítrofes, antes de costas para a Lagoa de Piratininga, hoje descobrem o tesouro que têm na sua vizinhança. 

Soluções Baseadas na Natureza - SbN

Diante das mudanças climáticas e o aumento da frequência de episódios causados pelas chuvas e secas, há uma crescente preocupação com a resiliência das cidades e com a necessidade de protege-las. Uma das recomendações é a adoção de técnicas conhecidas como Soluções Baseadas na Natureza - SbN e Niterói é uma referência. Temos o maior investimento no Brasil e na América Latina em SbN, principalmente nos Jardins Filtrantes do POP e no projeto de Renaturalização do Rio Jacaré, a primeira iniciativa do tipo realizada num rio urbano.

POP e a bicicleta

Também está disponível para a população uma ciclovia de 10 km no contorno do POP e que fará parte futuramente da Ciclovia TransLagunar, que ligará o Túnel Charitas-Cafubá às praias de Itaipu e Itacoatiara. A TransLagunar existirá a partir da futura implantação da Ciclovia-Parque da Lagoa de Itaipu.


A ciclovia do POP já tem mostrado um movimento significativo, mostrando o grande potencial da futura TransLagunar. Segundo dados indicados acima, do sistema ContaBike, do programa Niterói de Bicicleta, que tem um contador de bicicletas na ciclovia do POP, nos dando uma perspectiva do número médio de usuários: a média diária é de 402 ciclistas, 3.043/semana e 13.234/mês, mostrando que uma área da cidade que era esquecida e degradada, hoje está cada vez mais dentro do cotidiano da população.

Dimensão social do POP

Para se ter uma dimensão social do POP recomendamos a leitura de Regularização Fundiária da Comunidade da Ciclovia / Barreira e também Requalificação urbana e Ambiental da Comunidade da Ciclovia/BarreiraMobilização Social Educação Ambiental e Sanitária.

Também está disponível para a população uma ciclovia de 10 km no contorno do POP e que fará parte futuramente da Ciclovia TransLagunar, que ligará o Túnel Charitas-Cafubá às praias de Itaipu e Itacoatiara. A TransLagunar existirá a partir da futura implantação da Ciclovia-Parque da Lagoa de Itaipu.

Prêmios

Com investimentos de mais de R$ 100 milhões da Prefeitura de Niterói o parque já faturou diversos prêmios. Em setembro do ano passado, levou o Prêmio Firjan de Sustentabilidade 2023 na categoria Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos. Em junho de 2023, foi escolhido pelo “Prêmio Cidades Sustentáveis: acelerando a implementação da Agenda 2030” como o melhor projeto ambiental do país. Em maio, foi vencedor na categoria “Desenvolvimento Urbano Sustentável e Mobilidade” do LATAM Smart City Awards 2023, entregue no México.

Prefeito de Niterói (2021-2024)




segunda-feira, 28 de abril de 2025

NITERÓI DE BICICLETA: Uma comparação entre as ciclovias de Niterói e de outras cidades

Pedalando na Ciclovia da Avenida Marquês do Paraná - a mais movimenta do Brasil. à esquerda, o totem de contagens de ciclistas, que permite que o usuário veja a marcação da sua passagem. 

No último fim-de-semana, o programa Cidades e Soluções, da GloboNews, e uma excelente matéria no G1, mostraram que Niterói é hoje uma referência nacional em politicas públicas para a bicicleta. Também confirmaram que temos a ciclovia mais movimentada do Brasil: a Marquês do Paraná

O destaque nos motivou a comparar o que alcançamos em Niterói com a realidade de outras cidades. Fiz um levantamento da extensão da malha cicloviárias de algumas cidades no mundo e fiz a comparação com o programa Niterói de Bicicleta, criado em 2013, ou seja, há 12 anos. Numa história de implantação de uma política cicloviária não tão antiga como de outras cidades, Niterói já conta com uma razoável extensão de ciclovias.

Veja, a seguir, alguns números interessantes:

Copenhague: A ponte exclusiva para a bicicleta é chamada de Cykelslangen (traduzindo: cobra da bicicleta)
 
1- Copenhague (Dinamarca)
População: 638.790 habitantes
Malha cicloviária: 397 km
Proporção: 6,21 km/10.000 habitantes
OBS: Alguns dados sobre o uso da bicicleta em Copenhague:
- 45% de todos os deslocamentos para o trabalho e estudo são feitos de bike.
- 34% utilizam bikes nas horas de lazer.
- A população possui 744.500 bicicletas: cinco vezes mais do que o número de carros.
- Metade dos alunos vão para a escola de bike. Uma boa parte vai a pé.
- Distância média percorrida diariamente: 9 km
- Praticamente, todas as ruas principais de Copenhague têm ciclovias segregadas dos dois lados da via.
- O uso da bicicleta reduz as mortes prematuras em 28%
- O retorno econômico do uso de bikes é da ordem de 6,3 milhões de Euros/dia e cerca de 2,3 bilhões de Euros/ano.
- O benefício socioeconômico do uso de bikes por km é de 7,11 DKK (coroa dinamarquesa) no deslocamento por bicicleta e 4,08 DKKno caso do uso de bike elétrica.
- 66% dos dinamarqueses possuem uma bicicleta.
2- Amsterdam (Holanda)
População: 918.100 habitantes
Malha cicloviária: 515 km
Proporção: 5,61 km/10.000 habitantes

3- Distrito Federal
População: 2.817.381 habitantes
Malha cicloviária: 711,4 km
Proporção: 2,52 km/10.000 habitantes

OBS: Os dados acima reproduzem algumas peculiaridades locais. Incluem calçadas compartilhadas (57 km), infraestrutura em parques (72,5 km) e Zona 30 km (3 km). Fonte: Secreteria de Transporte e Mobilidade - SEMOB. O Plano Piloto de Brasília possui 138,08 km de ciclovias. Fonte: também SEMOB. A primeira ciclovia de Brasília foi implantada em 2006.

4- Florianópolis (Santa Catarina, Brasil)
População: 537.211 habitantes
Malha cicloviária: 142,32 km
Proporção: 2,65 km/10.000 habitantes

5- Fortaleza (Ceará)
População: 2.428.678 habitantes
Malha cicloviária: 497,8 km
Proporção: 2,05 km/10.000 habitantes.

6- Boston (EUA)
População: 653.833 habitantes
Malha cicloviária: 123,11 km
Proporção: 1,88 km/10.000 habitantes
OBS: As ciclovias de Boston são consideradas dentre as mais bem planejadas dos EUA. Saiba mais aqui.
7- Niterói (Rio de Janeiro)
População: 481.749 habitantes
Malha cicloviária: 86 km
Proporção: 1,78 km/10.000 habitantes
OBS: Niterói possui as duas ciclovias mais movimentadas do Brasil: avenidas Marquês do Paraná e Roberto Silveira.
8- Barcelona (Catalunha, Espanha)
População: 1.686.208 habitantes
Malha cicloviária: 264 km
Proporção: 1,57 km/10.000 habitantes
OBS: O site oficial de Barcelona considera que existem 2.000 km de ruas com limites de velocidade de 50 km que, de acordo com a legislação, também consideram cicláveis ("itinerários ciclistas").
9- Salvador (Bahia)
População: 2.417.678 habitantes
Malha cicloviária: 308,58 km
Proporção: 1,3 km/10.000

10- Nova York (EUA)
População: 8.478.072 habitantes
Malha cicloviária: 1.046 km (é a maior dos EUA)
Proporção: 1,2 km/10.000 habitantes 
OBS: É considerada a maior malha cicloviária dos EUA.
11- Belém (PA)
População: 1.303.403 habitantes
Malha cicloviária: 150,58 km
Proporção: 1,16 km/10.000 habitantes

12- Toronto (Canada)
População: 2.832.718 habitantes 
Malha cicloviária: 270,9 km
Proporção: 0,96 km/10.000 habitantes 

13- Recife (PE)
População: 1.488.920 habitantes
Malha cicloviária: 128,75 km
Proporção: 0,86 km/10.000 habitantes

14- Curitiba (Paraná)
População: 1.773.718 habitantes 
Malha cicloviária: 146,4 km
Proporção: 0,8 km/10.000 habitantes 

15- Bogotá (Colômbia)
População: 7.937.898 habitantes
Malha cicloviária: 630 km
Proporção: 0,79 km/10.000 habitantes

16- Porto Alegre (RS)
População: 1.332.845 habitantes
Malha cicloviária: 87,65 km
Proporção: 0,66 km/10.000 habitantes

17- São Paulo (SP)
População: 11.451.899 habitantes
Malha cicloviária: 710,9 km
Proporção: 0,62 km/10.000 habitantes

18- Belo Horizonte (MG)
População: 2.315.560 habitantes
Malha cicloviária: 114,85 km
Proporção: 0,50 km/10.000 habitantes

19- Rio de Janeiro (RJ)
População: 6.729.894 habitantes
Malha cicloviária: 316 km
Proporção: 0,47 km/10.000 habitantes

20- Buenos Aires (Argentina)
População: 15.369.919 habitantes
Malha cicloviária: 304,7 km
Proporção: 0,20 km/10.000 habitantes

SOBRE OS NÚMEROS ACIMA

Ao analisar os números apresentados, é importante considerar as peculiaridades de cada cidade, os processos históricos que permitiram que a cultura da bicicleta se fortalecesse a ponto de permitir desenvolver a infraestrutura cicloviária. Algumas cidades têm experiências de mais de um século. É o caso de Copenhague, a cidade campeã da bicicleta, que começou a implantar a sua primeira ciclovia em 1892! Hoje, conta com viadutos só para as bicicletas e se destaca com os números que apresentamos acima. Segundo o texto "Como os dinamarqueses desenvolveram sua cultura do ciclismo", de Constanza Martínez Gaete, publicado no site ArchDaily, "...em 1900 foi realizada a contagem do número de carruagens e ciclistas: o resultado foi esmagador, 18 carruagens contra 9.000 ciclistas percorriam as ruas da cidade diariamente. Esses números serviram de respaldo para que, dois anos depois, fosse construída uma ciclovia de 3 metros de largura".

Já em Amsterdam e outras cidades holandesas, o impulso para implantar as ciclovias veio a partir da década de 1970, com a mobilização da sociedade civil que exigiu mais proteção para os ciclistas e as ciclovias começaram a ser implantadas, inicialmente em atos de desobediência civil, com a própria população demarcando o espaço para as bicicletas nas ruas.

A prefeitura deu início ao programa Niterói de Bicicleta em 2013, atendendo uma reivindicação que vinha do movimento ambientalista desde a década de 1980, quando o Movimento de Resistência Ecológica, organização ambientalista de Niterói, reivindicava ciclovias. Levou muito tempo até que a voz dos ambientalistas encontrasse eco na administração municipal, o que só aconteceu em 2013. 

Inicialmente, houve resistências de setores da sociedade contra a Ciclovia da Praia de Piratininga. Com muito diálogo, superamos o ceticismo e a inauguração da ciclovia reuniu mais de 1.000 ciclistas. Hoje, a Ciclovia da Praia de Piratininga é um sucesso.

REAÇÕES INICIAIS CONTRÁRIAS E O SUCESSO DAS CICLOVIAS 

No início, houve resistência. Adversários da bicicleta chegaram a fazer manifestações contra as ciclovias. Diziam que o relevo montanhoso de Niterói seria um obstáculo, assim como o clima quente e que não haveria espaço nas ruas para a bicicleta. Niterói tem uma pequena extensão territorial e mais de 50% do seu território é composto por áreas verdes. As áreas urbanizadas têm uma grande densidade demográfica. A falta de espaço era uma das grandes críticas contra as ciclovias de Niterói, mas soubemos superar essa resistência. 

Mas, tínhamos a convicção que Niterói era vocacionada para a bicicleta e o sucesso da malha cicloviária de Niterói junto à população comprovou que estávamos no caminho certo. Na Ciclovia da Marquês do Paraná, a mais movimentada do Brasil, registramos 1.676.090 passagens de ciclistas em um ano (28/04/2024 a 28/04/2025) e um recorde de 6.810 passagens no dia 18 de março de 2025. 

A contagem é feita por 11 sensores com a tecnologia Contabike, estrategicamente posicionados, que integram um único sistema que contabiliza os dados coletados em tempo integral e abastecem um banco de dados para a apoiar a execução de políticas públicas voltadas à mobilidade na cidade. Você pode acessar os dados do ContaBike aqui.

O programa hoje está consolidado. Em fevereiro de 2021 criei a Coordenadoria do Niterói de Bicicleta, dando a necessária institucionalidade para o programa. Em 2024, os ciclistas conquistaram a tão esperada sede do Niterói de Bicicleta, que passou a funcionar no imóvel conhecido como Castelinho do Gragoatá. Inauguramos em 2024, o NitBike, o sistema de bicicletas compartilhadas que conquistou a cidade. O sistema conta com 50 estações (46 para adultos e quatro para crianças) e cerca de 600 bicicletas. Hoje esse sistema é um dos mais movimentados no Brasil. Cada bike faz 14 viagens todos os dias. Em abril de 2025, Bicicletário Arariboia, localizado ao lado da estação das Barcas, no Centro, foi ampliando em 90% o número de vagas disponíveis para os ciclistas. O espaço é totalmente gratuito e passará de 446 para 850 vagas de bicicletas.

Bora pedalar pessoal!

Axel Grael
Prefeito de Niterói (2021-2024)


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LEIA TAMBÉM:

Como os dinamarqueses desenvolveram sua cultura do ciclismo

sábado, 4 de janeiro de 2025

PRAÇAS DO POP HOMENAGEIAM PERSONALIDADES RELACIONADAS À LAGOA DE PIRATININGA E À CRIAÇÃO DO PARQUE

 

Praças do Parque Orla de Piratininga Alfredo Siris recebem nomes em homenagem a pessoas relevantes 

No dia 21 de dezembro de 2024, publiquei o Decreto 15.664/2024 para "Nominar as praças que compõem o conjunto arquitetônico, paisagístico, e urbanístico do espaço denominado Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis". Estas praças foram criadas ou requalificadas no processo de urbanização e estruturação de equipamentos públicos por ocasião da implantação do parque, que protege o entorno da Lagoa de Piratininga.  

Ao todo, seis praças receberam nomes que homenageiam personalidades que contribuíram para a criação do Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis (POP), uma das iniciativas do Programa Região Oceânica Sustentável (PRO Sustentável), para a proteção da Lagoa de Piratininga ou tiveram importância para as comunidades do entorno do parque.

Saiba, a seguir, quais são as seis praças e os respectivos homenageados:

Recanto Boechat.

Ao centro, a Sra. D. Mercedes Boechat, mãe de Carlos Boechat.

Engenheiro Carlos Boechat próximo a um dos acessos ao POP.

1- Praça Recanto Boechat

Carlos Alberto Boechat (1950 - 2020) 

Engenheiro e ex-secretário regional da Região Oceânica. Servidor público, valoroso profissional empenhado na administração cidade tendo contribuído no desenvolvimento, planejamento, execução e finalização das obras e projetos da Região Oceânica de Niterói. Foi fundamental no processo de planejamento, estruturação e diálogos com a sociedade para a implantação do Parque Orle de Piratininga Alfredo Sirkis. Como engenheiro dos quadros da Prefeitura de Niterói, participou de muitas obras de infraestrutura da cidade. Grande liderança política e comunitária, com personalidade marcante, seu grande sonho era ser eleito vereador de Niterói, o que aconteceu nas eleições municipais de 2020. Infelizmente, Boechat faleceu de COVID-19, aos 70 anos, no dia 12 de dezembro de 2020, dias antes de tomar posse. Em reverência à sua imagem, a Justiça Eleitoral o diplomou como vereador post-mortem. A Praça Recanto Boechat foi inaugurada no dia 17 de junho de 2023


Angelino Conceição, importante liderança nas comunidades Ciclovia e Barreira.

Angelino Conceição.

2- Praça Angelino Conceição (Osiris)

Angelino Conceição (1986 – 2020) 

Produtor cultural, liderança comunitária na Comunidade da Ciclovia, diretor do projeto "A juventude Viva", desenvolveu diversos serviços sociais para crianças, jovens e idosos da Comunidade da Ciclovia/Barreira. Angelino foi importante interlocutor entre a equipe da Prefeitura, principalmente os técnicos do Programa Região Oceânica Sustentável (PRO Sustentável) e as comunidades, nos diálogos e esclarecimentos sobre o POP, os benefícios do parque.


Paulo Sérgio Manhães Peixoto

3- Praça Paulo Peixoto (Arrozal) 

Paulo Sérgio Manhães Peixoto (1950 - 2020) 

Servidor público, fundou o Grupo Espírita Paz e Renovação (GEPAR) e Creche Meimei, ambos nos limites do POP. Dedicou a vida para caridade, transformação social através do acolhimento e educação, atuando intensamente na Comunidade da Ciclovia/Barreira. Foi liderança muito atuante no movimento ecumênico de Niterói.


Lejeune Henriques Pacheco de Oliveira.

4- Praça Lejeune de Oliveira (Centro de Esporte e Lazer do Camboatá) 

Lejeune Henriques Pacheco de Oliveira (1915 - 1982) 

Médico, pesquisador em Parasitologia e Limnologia, professor, conferencista e escritor, tendo publicado vários trabalhos resultantes de excursões cientificas pelo Estado do Rio de Janeiro, especialmente nas baias de Ilha Grande, Sepetiba e Guanabara. Publicou interessantes estudos sobre as lagoas/lagunas do estado do Rio de Janeiro, inclusive sobre Piratininga e Itaipu. Saiba mais sobre Lejeune de Oliveira.


Patrícia Bello (Tia Paty). Foto cedida por familiares.

5- Praça da Tia Paty 

Patrícia Bello (1971 - 2021) 

Professora, dedicou sua vida ao bem-estar das crianças e aos cuidados com a comunidade, onde instalou brinquedos infantis para o lazer dos pequenos, sendo este espaço conhecido como Praça da Tia Paty.


6- Praça Omar Serrano (Cotovelo) 

Omar Serrano ( - 2010) 

Líder comunitário, ambientalista, que recebeu o título de cidadão niteroiense em 1990 por sua atuação na preservação do patrimônio socioambiental do município de Niterói. Atuou na Federação das Associações de Moradores de Niterói - FAMNIT, no Movimento de Resistência Ecológica - MORE e Movimento Cidadania Ecológica - MCE, tendo participado ativamente de mobilizações pela Baía de Guanabara, pela criação do Parque Estadual da Serra da Tiririca - PESET, pela proteção do Sistema Lagunar de Piratininga e Itaipu e debates no Legislativo Municipal por ocasião da aprovação da Lei Orgânica de Niterói, do Plano Diretor de Niterói (1992) e outras leis.

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Além das praças, o POP também homenageia outras duas personalidades importantes para a causa ambientalista e de proteção ao patrimônio ambiental do Brasil e de Niterói:


Alfredo Hélio Sirkis

Sirkis e Al Gore em evento internacional sobre mudanças climáticas.

Alfredo Sirkis (1950 - 2020)

O Parque Orla de Piratininga (POP) recebeu o nome de Alfredo Sirkis em homenagem à importância e ao trabalho deste para a causa ambiental e das mudanças climáticas. Ambientalista, político, jornalista e escritor, Sirkis foi um dos pioneiros na luta pela preservação do meio ambiente no Brasil, e um dos fundadores do Partido Verde. Sirkis foi um dos pioneiros na luta pela preservação do meio ambiente no Brasil, e um dos fundadores do Partido Verde, em janeiro de 1986. Em 1991, assumiu a presidência nacional do partido.

Como o primeiro secretário de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, em 1996, foi o responsável pelo reflorestamento de 660 hectares (mais de 6 milhões de m2 de área desmatada), em 47 comunidades da capital fluminense. Por sua orientação, foram construídos 80 quilômetros de ciclovias no Rio de Janeiro. Entre outubro de 2016 e maio de 2019, foi o coordenador Executivo do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima (FBMC), até o colegiado ser extinto pelo presidente Jair Bolsonaro. Fundou e foi diretor executivo do Centro Brasil no Clima, que hoje tem a liderança do seu filho, Guilherme.

Autor de nove livros, ganhou o Prêmio Jabuti de 1981, por "Os Carbonários" (1980). A minha última oportunidade de estar com ele foi por de forma on-line, poucos dias antes do seu falecimento, por ocasião do lançamento do seu último livro, intitulado "Descarbonário" (2020), uma obra importante onde conta histórias interessante e com muito humor da sua própria trajetória, mas também debate o papel e como o Brasil pode se beneficiar de um mundo em descarbonização. Outro livro valioso é "Pólis ou Babel: Megalópolis: reflexão e ação em grandes cidades" (2012), onde debate a importância e a responsabilidades na crise climática global.


Centro EcoCultural Sueli Pontes, sede do Parque Orla de Piratininga.

Sueli Pontes (  - 2020)

Sueli Pontes era ambientalista e arquiteta. Moradora do Jardim Imbuí (Tibau) foi uma ativa defensora da proteção e recuperação da Lagoa de Piratininga. Seu nome foi escolhido para homenagem no Centro EcoCultural Sueli Pontes, sede do Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis (POP), oferecendo um programa de educação ambiental focado no próprio POP e seus equipamentos, como os jardins filtrantes, contando com uma exposição permanente sobre os ecossistemas da Lagoa de Piratininga e da Bacia Hidrográfica da Região Oceânica de Niterói. O Centro EcoCultural (chamado pela população de  EcoPOP) também é o primeiro equipamento cultural público da Região Oceânica.

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Um outro equipamento público do POP disponível para o uso da população é a Ilha do Tibau, onde a Prefeitura desenvolve o Núcleo Avançado de Sustentabilidade, Cultura e Esporte - NASCE. O POP também oferece trilhas e passeios como o da Rua Estrela, que se estende até às margens da Lagoa de Piratininga, a trilha do Pontal e como é limítrofe ao Parque Natural Municipal de Niterói - PARNIT, Setor Morro da Viração, há ainda a oportunidade de muitas atrações de ecoturismo a ser explorada pelos visitantes.

Axel Grael
Prefeito de Niterói
(2021-2024)
 

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Alfredo Sirkis: a despedida de um campeão da sustentabilidade 




quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

DISCURSO NA TRANSMISSÃO DE CARGO PARA RODRIGO NEVES E ISABEL SWAN





Hoje, com muita emoção e sentimento de dever cumprido, transmiti o cargo de prefeito a Rodrigo Neves e dei as boas-vindas à querida Isabel Swan, que assume a vice-prefeitura.

A cerimônia ocorreu no Teatro Municipal. Seguindo o cerimonial do novo governo, fiz o discurso de Transmissão de Cargo e, junto com Christa, me despedi do público presente, composto pela equipe que compôs o meu governo, da nova equipe e convidados para a cerimônia. Acompanhados até a porta pelo novo prefeito Rodrigo Neves, deixamos a cerimônia que teve continuidade com a posse da nova equipe.

Encerrei o ciclo que considero o mais importante da minha trajetória de vida, de militância ambiental, social e profissional. Foram 12 anos dedicados a transformar a cidade de Niterói na direção daquilo que sempre sonhamos: uma cidade com qualidade de vida, inclusiva, com justiça social, de oportunidades para todos e uma referência de sustentabilidade urbana, de resiliência climática, de zelo pela sua cultura e seu patrimônio histórico.

Para isso, dedicamos todos os nossos esforços nos últimos 12 anos, principalmente no período que tive a honra de ser o prefeito da cidade, entre 2021 e 2024.

O prefeito não é o dono da cidade nem manda sozinho, enfrenta muitas dificuldades e avança de acordo com a mediação de forças que faz com a sociedade. Mas, tem muitas ferramentas nas mãos para promover a transformação. Assim, chegamos a este momento podendo olhar para o legado que deixamos e ter a sensação que a cidade agora tem muito da nossa cara. Muito do que sempre sonhamos.

Sonhos alcançados...! Foi a ênfase do discurso que fizemos e que reproduzimos para registro aqui.

O nosso agradecimento a todos que estiveram conosco nessa caminhada e ajudaram a construi-las.

A nossa eterna gratidão!

Viva Niterói!!!!!

Axel Grael
Prefeito de Niterói
(2021-2024)


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Senhoras e senhores,

Neste momento em que encerro o mais encantador desafio da minha vida pública, SER PREFEITO DE NITERÓI, olho para trás e me permito sentir orgulho dos passos que me trouxeram até aqui.

Minha luta pelo desenvolvimento com respeito ao meio ambiente e justiça social teve início ainda nos anos 70, quando comecei a estudar engenharia florestal. Em 1980, fundei o Movimento de Resistência Ecológica – MORE, organização histórica do movimento ambientalista. Nosso foco inicial era combater a poluição da Baía de Guanabara. Na época, pouco se falava de meio ambiente, sobre mudanças climáticas ou mesmo em sustentabilidade, termo que só se tornou mais conhecido 20 anos depois. Sequer era usual o termo “ambientalista”. Éramos chamados de “ecologistas”.

Há 26 anos, tive a satisfação de ver o Projeto Grael se tornar realidade. Hoje, mais de 20 mil crianças e jovens estudantes da rede pública de educação já foram beneficiados por este programa que tive oportunidade de implantar com meus irmãos, Torben e Lars Grael. O Projeto Grael me aproximou ainda mais da Educação e das outras causas sociais.

Foram décadas de trabalho e dedicação, seja como militante, voluntário, como servidor público concursado, ou em diferentes cargos públicos, como presidente da FEEMA, do IEF, ou como subsecretário de Meio Ambiente do estado do RJ. Sempre estive na defesa dos preceitos legais, dos conceitos éticos e valores morais para a construção de uma sociedade cada vez mais sustentável, livre, justa e igualitária.

Apesar de tão longa caminhada, os últimos 12 anos foram os mais produtivos em termos de realizações e conquistas. De 2013 a 2020, estive ao lado do prefeito Rodrigo Neves em seus dois primeiros mandatos.

Com o apoio do PDT, do prefeito Rodrigo Neves, do nosso grupo político, dos demais partidos que compuseram a nossa aliança e de muitas pessoas que acreditaram em nosso projeto, fui eleito prefeito de Niterói com 62,5% dos votos, no primeiro turno, tendo ao meu lado o vice-prefeito Paulo Bagueira. Servi como prefeito à cidade que eu amo de 2021 a 2024 com muito empenho, dedicação e vontade de dar continuidade à construção da Niterói que sempre idealizamos.

Assim, muitos sonhos antigos foram conquistados:
  • Como disse, comecei a minha militância ambientalista na década de 1970, defendendo a Baía de Guanabara. Portanto, como cidadão, como profissional e como ambientalista lutei contra a poluição e a favor do saneamento. Como vice-prefeito e depois como prefeito, ajudei Niterói a se aproximar da universalização da coleta e tratamento do esgoto e se tornar uma das melhores cidades do país no assunto. Destaco aqui os resultados do programa Ligado na Rede: só na comunidade da Boa Esperança e na Bacia do Rio Jacaré, fizemos 550 ligações à rede coletora de esgoto, beneficiando 2 mil pessoas e evitando que 7,1 milhões de litros de esgoto sem tratamento chegassem à Lagoa de Piratininga. Com o programa, a comunidade do Boa Esperança passa a ser a primeira 100% saneada em Niterói.
  • Como engenheiro florestal e ambientalista lutei pela criação do Parque Estadual da Serra da Tiririca e pela criação de mais parques em Niterói. Hoje temos mais de 56% do território da cidade protegido e temos o Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis, o mais inovador e premiado parque natural municipal do país. Como prefeito, criei ainda o Parque do Morro do Morcego Dora Negreiros, o Parque das Águas Escondidas, da Floresta do Baldeador, de Pendotiba e o Monumento Natural do Morro da Pedreira, em Icaraí. Fomos reconhecidos pela FAO como referência mundial em florestas urbanas. Só nas ruas da cidade, temos uma arborização com 55 mil árvores catalogadas no SIGEO, através do projeto Arboribus.
  • Outra grande prioridade dos tempos de ambientalista era a recuperação do Sistema Lagunar de Piratininga e Itaipu: uma agenda que esperamos mais de 40 anos para conseguir tirar do papel. Idealizei e como prefeito inaugurei o POP Sirkis, com os seus jardins filtrantes – que é o maior investimento nas Américas em Soluções Baseadas na Natureza - SBN. Os jardins filtrantes evitam que a lagoa de Piratininga continue a se degradar, retendo sedimentos, nutrientes e outros poluentes. Como parte dos cuidados com a Lagoa de Piratininga, fizemos a renaturalização do Rio Jacaré, a primeira iniciativa de recuperação de um rio urbano no Brasil. Iniciamos também a obra de estabilização do Canal de Itaipu, desenvolvemos o projeto e licitamos a obra de recuperação do Túnel do Tibau e implantamos o Centro Ecocultural Sueli Pontes, o primeiro equipamento cultural público da Região Oceânica e um grande e belo espaço dedicado à educação ambiental e à compreensão dos ecossistemas da Bacia das lagoas de Piratininga e Itaipu.
  • Na década de 1980, lutei também por ciclovias em Niterói, organizando “bicicleatas” pela cidade. Era como pregar no deserto. Diziam que ninguém ia andar de bicicleta em Niterói. Mas, como vice-prefeito e prefeito implantamos o programa Niterói de Bicicleta e chegamos a 86 km de ciclovias. Somos referência no país, temos a ciclovia mais movimentada do Brasil, implantamos as já famosas “roxinhas”, que segundo o site da NitBike já proporcionou mais de 530.000 viagens, prevenindo a emissão de 214,65 t de CO2. Temos ainda a maior proporção de mulheres e idosos pedalando no país.
  • Como ambientalista e profissional de meio ambiente, acompanho desde a Rio-92 os debates sobre a evolução da emergência climática. Somos a primeira cidade a se preparar para enfrentar os desafios das mudanças climáticas! Como prefeito, criei a primeira Secretaria Municipal do Clima e Niterói se tornou uma referência nacional e internacional sobre políticas climáticas locais. Desenvolvemos o Plano de Mitigação, Adaptação e Resiliência Climática, estabelecendo as metas de redução das emissões líquidas de CO2e em 34% até 2030, 40% até 2040 e 100% até 2050. Uma referência de compromisso climático local. No aspecto da resiliência climática, lembro que quando assumimos em 2013, ainda éramos conhecidos como a cidade da tragédia do Morro do Bumba. De lá para cá, fizemos o maior investimento em resiliência no país, com 1 bilhão de reais investidos em contenção de encostas nos últimos 12 anos. Só na atual gestão, foram investidos 700 milhões em obras de contenção de encostas. Estamos muito perto de resolver os principais problemas de drenagem de Niterói. Na Região Oceânica já realizamos quase 100% das iniciativas planejadas e estamos executando agora a maior de todas estas obras, que é a drenagem do Barreto/Engenhoca. Os investimentos em drenagem e pavimentação na atual gestão alcançaram mais de 367 milhões de reais. Deixamos para a nova gestão o estudo já contratado e que está em andamento para a solução da última das grandes pendências da cidade: a drenagem do Rio Icaraí, que afeta a Avenida Roberto Silveira.
  • Como gestor público me aproximei, na época da FEEMA, das políticas de emergências e riscos ambientais. Como vice-prefeito e prefeito uma boa parte da minha atenção esteve em construir a melhor Defesa Civil do país. Hoje, temos uma equipe de competência reconhecida e bem treinada, um radar meteorológico (o mais moderno do país), uma rede de pluviômetros, uma rede de monitoramento hidrológico, além de estações meteorológica e rede de monitoramento da qualidade do ar.
  • Pertencendo a uma família de atletas, tendo a clara convicção da importância do esporte em todas as suas dimensões – inclusão social, educação, saúde e economia - viabilizei a implantação do Parque Esportivo e Social do Caramujo, do Parque Esportivo de Niterói, na Concha Acústica – que em breve ganhará a Arena Poliesportiva -, a reforma do Complexo de Atletismo Aída dos Santos, em parceria com a UFF, além do Parque Esportivo do Viradouro e os equipamentos esportivos nas comunidades. Implantamos o Niterói Esporte na Comunidade - NEC, que atende quase 2.000 alunos e inauguramos recentemente o Educação Joga em Rede, proporcionando mais um espaço esportivo de qualidade para a cidade. No POP implantamos o NASCE, na Ilha do TIBAU, para tambem oferecer oportunidades de esportes, recreacao e cultura.
  • Com a experiência do Projeto Grael, sempre quis avançar mais na união do meio ambiente, formação profissionalizante e inclusão social num mesmo projeto: concebemos então o Niterói Jovem Ecosocial, uma das mais belas e inovadoras iniciativas em desenvolvimento pela Prefeitura e que já beneficiou 1.500 jovens das comunidades de Niterói.
  • Como militante do PDT, inspirado na experiência de ter trabalhado com Brizola e Darcy Ribeiro, no segundo governo Brizola, implantei projetos sociais como a Moeda Social Arariboia – que hoje já beneficia 45 mil famílias e já injetou R$ 500 milhões na economia. O somatório das políticas sociais atingiu 868 milhões no atual governo. Também iniciamos o maior programa de obras de infraestrutura em comunidades de Niterói, beneficiando 15 comunidades e investindo cerca de R$ 150 milhões. Iniciamos o que talvez seja o maior programa de regularização fundiária em curso no país, que entregará 10.000 títulos. Na educação, o grande tema dos trabalhistas, entregamos 31 escolas em 12 anos, fizemos concurso para professores, climatizamos todas as escolas e avançamos muito.
  • Sempre tive um olhar especial para a cultura, para as artes e para o patrimônio histórico da cidade. Praticamos na atual gestão o maior investimento da história na proteção patrimonial, com a entrega da Ilha da Boa Viagem, do Mercado Municipal, da Casa Norival de Freitas, do Castelinho do Gragoatá e demos início à restauração do Cinema Icaraí, além de desapropriar e iniciar as obras de restauro da Cantareira e do Casarão da Alameda. Estes investimentos somaram 63 milhões de reais. Com os editais de fomento apoiamos as artes e a cultura na cidade e com o Projeto Aprendiz Musical, saímos de 2.400 alunos em 2021 para 10.000 alunos aprendendo a tocar um instrumento musical em Niterói.
  • Preocupado com a questão ambiental, da qualidade de vida e das características urbanas de cidade, sempre participei ativamente dos processos de planejamento urbano de Niterói. Após a aprovação do novo Plano Diretor de Niterói, em 2019, fizemos um amplo debate sobre a Lei Urbanística de Niterói, que foi finalmente aprovada no início de 2024. A nova lei traz muito do nosso sonho de ver a cidade desenvolver-se nas próximas duas décadas sob conceitos de sustentabilidade, resiliência e das melhores soluções urbanísticas. A Lei Urbanística garante definitivamente a proteção dos parques e das áreas ambientalmente mais sensíveis.

Poderia ficar muitas horas aqui falando - com orgulho - sobre os muitos sonhos alcançados. Os desafios são enormes e, sem sonhos e ideologia a nos impulsionar não há como superar todas as dificuldades. A vida pública, quando levada a sério, é de muito trabalho, dedicação e perseverança e precisamos dessa motivação. O amor por Niterói não nos deixa esmorecer.

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“FELICIDADE É VIVER AQUI!” diz o slogan da nossa última campanha publicitária. Ajudar a construir a felicidade dos niteroienses através de políticas públicas e serviços eficientes também faz parte dos sonhos de qualquer gestor que ama a cidade e o seu povo. Na primeira reunião de secretariado, estabelecemos um prazo para que cada dirigente apresentasse a avaliação dos serviços prestados pela sua pasta. Isso desdobrou num Portal de Serviços ao Cidadão, que possibilitou atendimentos mais rápidos e eficientes.

Nunca se ouviu tanto o cidadão como nesses últimos 12 anos. Foram audiências públicas, consultas pelo COLAB, diálogos com lideranças sociais, pesquisas de opinião e muita conversa pelas ruas. Priorizamos aquilo que o cidadão demandou.

Na segurança pública, liderados pelo prefeito Rodrigo Neves e com o Niterói Presente e investimentos estratégicos como o CISP e o Pacto Niterói Contra a Violência, reduzimos os indicadores de violência e criminalidade para índices históricos. De longe, os melhores da Região Metropolitana. Interferências político-eleitoreiras tentaram atrapalhar, mas não deixamos que acontecesse e mantivemos a nossa cidade protegida.

Na Saúde, enfrentamos a COVID-19 e coube à atual administração enfrentar alguns dos momentos mais difíceis da pandemia, superando uma conjuntura política criminosamente negacionista, mas sem deixar de proteger a população. Coube-nos a responsabilidade de proceder a vacinação e desenvolver as políticas de retomada econômica, com destaque para o Plano Niterói 450 Anos.

Desapropriamos, em 2022, o Hospital Oceânico, que recebeu o nome de Dr. Gilson Cantarino, em homenagem ao grande médico e gestor público niteroiense. Modernizamos a gestão do Hospitais Carlos Tortelli e Mário Monteiro, reformamos e entregamos novas unidades de saúde. A Maternidade Alzira Reis está com as suas obras civis prontas restando apenas a instalação de equipamentos e poderá ser inaugurada em poucas semanas. Mas, igualmente importante foi o concurso público para o ingresso de mais de 1.000 profissionais de saúde, resolvendo o problema histórico da precariedade das relações de trabalho que era baseado há muitos anos em contratações por RPA. Com isso, temos um novo serviço de atenção básica, com um Médico de Família renovado e mais eficiente.

Uma das principais demandas da sociedade sempre foi o trânsito e a mobilidade. Aprovamos recentemente o subsídio para as passagens de ônibus, de forma a fortalecer e a incentivar o uso do transporte coletivo. Buscamos soluções estruturantes para a mobilidade e para o trânsito. Foi o caso dos recursos garantidos para a primeira fase da implantação do VLT de Niterói e a aquisição dos ônibus elétricos, já licitados. Fizemos obras importantes para resolver problemas pontuais, como a Praça Stuessel Amora (conhecida como a Rotatória de Camboinhas) e a Praça José Bedran, em Icaraí. Ambas resolveram gargalos do trânsito de Niterói. Também cabe repetir aqui a aposta de Niterói no transporte ativo por bicicletas, que já nos referimos aqui.

O Centro da cidade recebe obras que transformarão a sua realidade. O Novo Centro (entre a Visconde do Rio Branco e o Caminho Niemeyer), o Projeto Orla, a Nova Praça Arariboia, a Casa Norival, o Mercado Municipal e ganhará a Cantareira, além da já licitada recuperação da Avenida Amaral Peixoto. O Parque Esportivo do Centro, na Concha Acústica, e a pista de atletismo Aída dos Santos, na UFF, marcam a nova vocação do Centro de Niterói.

Outras iniciativas de grande impacto na economia da cidade é a dragagem do Canal de São Lourenço, que é um investimento de 150 milhões de reais da Prefeitura e a Parceria Público Privada que estruturamos para o funcionamento do Porto Pesqueiro de Niterói. As atividades fortalecerão os setores da construção naval, a logística offshore e a atividade portuária e o Porto Pesqueiro tem potencial para fazer com que atividade da pesca seja uma das mais fortes na economia de Niterói.

Enfim, foram 4,3 bilhões de reais investidos na infraestrutura de Niterói, no que eu chamo da Década de Ouro do Investimento Público em Niterói. Deste total, 2,6 bilhões de reais foram investidos só na gestão que se encerra. Quase 1 bilhão só em 2024, em mais de 500 frentes de obras em toda a cidade.

Nada disso teria sido possível sem o trabalho incansável dos profissionais da Prefeitura de Niterói. Quero aqui registrar meu especial agradecimento a cada um que se dedica a esta cidade, que faz com que a cada dia ela fique ainda mais bonita, bem cuidada, pujante e encantadora.

Também quero agradecer a parceiros fundamentais, como a Universidade Federal Fluminense, este patrimônio de Niterói, a Organizações Não-Governamentais, a Federação das Associações de Moradores, Câmara de Dirigentes Lojistas e demais organizações representativas, que tanto contribuem com a Prefeitura de Niterói.

Não posso deixar de dedicar especial agradecimento ao meu vice-prefeito, Paulo Bagueira, aos deputados e lideranças políticas niteroienses. Agradeço ao Poder Judiciário e à Câmara de Vereadores de Niterói pelo relacionamento cooperativo, alicerçado em valores republicanos, que pudemos manter nos últimos quatro anos.

Meu muito obrigado também a cada cidadão niteroiense pela confiança, apoio e até pelas cobranças, tão essenciais para o avanço de nossa sociedade. Como costumo dizer, se não fosse a busca pelo melhor, nós – seres humanos - ainda estaríamos vivendo nas cavernas... Por isso, o que desejo é que esta cidade continue sendo crítica, democrática e consciente.

Quero pedir licença a todos para fazer um agradecimento especial à minha esposa, sempre a meu lado como fonte de energia e inspiração. Christa, te amo.

Gente, ser prefeito de Niterói é bom demais! É um sonho administrar a cidade que a gente ama! No entanto, não é uma tarefa fácil. É uma corrida sem linha de chegada. A cidade não fica pronta nunca. Quanto mais a gente faz, mais é preciso fazer. Surgem novos desafios, novas realidades, novas expectativas que precisam ser atendidas.

Deixo hoje o cargo de prefeito de Niterói com a certeza do dever cumprido. Deixo para meu sucessor, meu amigo e irmão Rodrigo Neves, uma cidade ainda mais conectada às demandas dos niteroienses e pronta para enfrentar os novos desafios.

Mas, não vou parar por aqui. Niterói, o Estado do Rio e o Brasil podem ter certeza de que continuarei minha trajetória de luta por meus ideais democráticos, de sustentabilidade e igualdade social. Continuarei trabalhando para preparar nossa cidade, o País e o mundo para a nova realidade que já chegou.

Rodrigo, como costumamos brincar, você me entregou a cidade com o sarrafo lá no alto. Com muito trabalho, conseguimos colocá-lo mais acima. Estou deixando um superavit financeiro projetado de 2.9 bilhões de reais, 240% maior do que eu recebi. Só o valor acumulado pelo Fundo Previdenciário, Fundo Financeiro, Fundo de Oscilação de Riscos e Fundo da NiteróiPrev chega a 1,985 bilhão de reais. O crescimento patrimonial de 2012 a e 2024 chegou a 150 mil vezes. O FER superou a marca de 1,2 bilhões de reais.

Agora, tenho convicção de que, com toda sua experiência, espírito público, competência, obstinação e amor por nossa gente, implantará mais um ciclo de investimentos que fará de Niterói o melhor lugar do Brasil pra se viver e ser feliz!

Bons ventos a você, Rodrigo, a toda sua equipe e a Niterói!

Viva Niterói!

Discurso proferido por Axel Grael, no Teatro Municipal de Niterói, no evento de transmissão de cargo para o prefeito Rodrigo Neves e Isabel Swan, no dia 01 de janeiro de 2025.