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sexta-feira, 20 de julho de 2018

NITERÓI INCLUSIVA: Praia Sem Barreira com atividades extras







Projeto facilita acesso ao banho de mar para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida

A Coordenadoria Municipal de Acessibilidade de Niterói promove neste sábado uma série de atividades na praia de Icaraí, incluindo o projeto Praia Sem Barreiras, que facilita o acesso ao banho de mar a pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. O projeto funciona aos sábados, domingos e feriados, das 8 às 17h. Mas neste sábado no local haverá atividades extras como aula de canoa havaiana, boxe, zumba e treino funcional.

A estrutura, montada em frente à Reitoria da UFF, na altura da Praça Getúlio Vargas, possui uma rampa e uma esteira, instaladas na areia, para que as pessoas com deficiência e com mobilidade reduzida tenham acesso ao mar, viabilizando o lazer na companhia de seus familiares e amigos. O espaço conta com cadeira anfíbia e monitores auxiliam os cidadãos com a utilização da cadeira e também no trajeto até a praia. Sendo uma boa oportunidade para pessoas terem o primeiro contato com o mar.

Simone Capella, diretora geral da Coordenadoria de Acessibilidade, lembra que a esteira que leva ao mar pode ser usada também por deficientes visuais. “As pessoas acham que o Praia Sem Barreiras é apenas para cadeirantes. Mas a esteira que usamos tem piso tátil e facilitar o acesso de qualquer pessoa deficiente visual ou com mobilidade reduzida”, diz Simone.


Fonte: O Fluminense











quarta-feira, 16 de maio de 2018

Participe da Oficina Prática de Conversação em Libras do IFRJ






A oficina é gratuita e objetiva propiciar ao aluno contato prático com o vocabulário básico da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS).

Ela ocorrerá todas as sextas-feiras, das 9h30 às 11h, no Caminho Niemeyer, a partir do dia 18 de maio de 2018. Para participar é preciso ter conhecimento básico da LIBRAS e apresentar original e cópia dos seguintes documentos: RG, CPF, comprovante de residência e comprovante de escolaridade. Vamos nessa?!

Para mais informações entre em contato com o IFRJ: (21) 3293-6089








terça-feira, 27 de março de 2018

Niterói terá Telecentro de Inclusão Sociodigital



Telecentro será inaugurado na Pestalozzi Niterói. Foto: Divulgação


Laboratório é voltado para pessoas com deficiência intelectual. Inauguração acontecerá na sede da Pestalozzi

A Prefeitura de Niterói fará a entrega nesta quarta-feira (28), às 10 horas, do primeiro telecentro de inclusão sociodigital voltado para pessoas com deficiência intelectual na sede da Pestalozzi de Niterói. O Telecentro que já atende a cerca de 150 crianças e jovens da escola especializada da instituição, funcionará também, de segunda a sexta-feira de 9h às 17 horas, para funcionários da Pestalozzi, pais de alunos e moradores do bairro do Badu, onde a ong está localizada.

“É um grande desafio a criação desse telecentro voltado especialmente para pessoas com deficiência intelectual. Estamos aprendendo junto com a Pestalozzi e o objetivo é replicar a experiência em outros pontos da cidade”, acredita Adriana Neves, diretora da Secretaria de Ciência e Tecnologia do município e responsável pelo programa.

O Telecentro funciona no laboratório de informática que a instituição abriga desde 2001 quando foi iniciado pelo Ministério da Educação um programa de inclusão digital no país. “O que estamos fazendo e abrindo essa nossa unidade, com o apoio da Prefeitura para uma nova experiência com nossos alunos e ampliando isso para a comunidade”, explica o professor José Raymundo Martins Romeo, atual presidente da Pestalozzi de Niterói, lembrando que os 12 computadores foram doados pela Dataprev, empresa federal, à Pestalozzi.

Secretário de Ciência e Tecnologia do município, o médico José Seba comemora a parceria e afirma que o principal legado da tecnologia é oferecer bem-estar e qualidade de vida às pessoas. “É esse o objetivo principal do projeto que estamos desenvolvendo na Pestalozzi”, conclui.

Fonte: O Fluminense









quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

VENTOS DE CIDADANIA: Lars Grael fala sobre vinte anos de PROJETO GRAEL



“O pessimista reclama do vento, o otimista espera ele mudar e o realista ajusta as velas.”

A frase é de Lars Grael, iatista brasileiro que dispensa apresentações, mas sobre quem fazemos questão de falar bastante…

Integrante de uma tradicional família do iatismo brasileiro (que inclui o irmão Torben Grael), Lars participou de 4 Olimpíadas, levando 2 medalhas de bronze. Foi campeão brasileiro 10 vezes, campeão sul-americano 5 vezes e 1 vez campeão mundial (em 2015). Em 1998, em Vitória, Lars foi atropelado por uma lancha, que invadiu a área de uma regata, e teve a perna direita amputada. Afastado do mar, ele entrou para a política, dedicado a continuar sua missão de incentivar o esporte. Esteve à frente da Secretaria Nacional de Esportes durante o governo Fernando Henrique Cardoso e exerceu o cargo de Secretário Estadual da Juventude, Esporte e Lazer no governo de Geraldo Alckmin, em São Paulo.

Mas a paixão pelo mar falou mais alto do que as dificuldades físicas e Lars voltou a velejar na classe Star. Deu show: virou um expoente mais uma vez, levando o título mundial. Foi depois do acidente, em 1998, que Lars fundou junto ao irmão Torben o Instituto Rumo Náutico/Projeto Grael, uma revolucionária escola pública de vela, em Niterói, Rio de Janeiro. O esporte que, até então, era visto como “de elite” passava a ser ensinado a jovens alunos da rede pública. 20 anos depois, o projeto vai de vento em popa e merece muito mais do que nosso parabéns. Merece nossa participação.


Lars Grael foto: Facebook


Tivemos o prazer de entrevistar Lars Grael, para falar sobre consciência social e ambiental, cidadania, espírito de equipe e muito mais. Começamos a conversar sobre a situação no Rio de Janeiro, que precisa tanto de um exemplo de superação como a do iatista.

MUDA TUDO: O Rio de Janeiro está vivendo um momento de pessimismo, falta de perspectivas diante de tantos problemas que estamos enfrentando. Lembramos da sua frase (citada no começo do texto) e começamos nosso bate-papo te perguntando:

Lars, o que está faltando para que as pessoas ajustem as velas da nossa cidade?

LARS GRAEL: Eu acho que começa com cidadania. O Rio de Janeiro passou por um processo de esvaziamento e perda de relevância nacional na questão geopolítica e econômica do país desde quando perdeu o status de capital federal. E, depois, por um processo político e administrativo. Nós temos como regra simples: cada cidadão lamenta o destino e critica a má qualidade dos políticos sem considerar que eles foram escolhidos por nós mesmos. Mas muitas vezes a classe política é o reflexo da sociedade. Eu acho que o Rio se tornou uma caricatura da falência da nação brasileira e não há como a gente ficar permanentemente reclamando do destino sem nós sermos os protagonistas desse destino. O cidadão fluminense, para falarmos no sentido amplo do estado, tem que passar por uma mudança muito grande. A começar pela qualidade do voto. Precisamos eleger representantes que nós julgamos ser eticamente capazes de representar a nossa sociedade e não se servirem da sociedade. Todos nós temos uma responsabilidade muito grande quando decidimos quem serão nossos representantes.

A gente tem como regra criticar o político que comete um deslize ético, que participa de um esquema de corrupção. Mas este mesmo cara que critica isso avança o sinal fechado, ultrapassa pelo acostamento e por aí vai.

MT: Você disse que começa por aí. E o que mais?

LG: A gente tem como regra criticar o político que comete um deslize ético, que participa de um esquema de corrupção. Mas este mesmo cara que critica isso avança o sinal fechado, ultrapassa pelo acostamento e por aí vai. Ele não dá o exemplo. Então eu acho tem que haver uma mudança comportamental da sociedade. Já que os políticos não são capazes de fazer esta transformação, que ela venha da sociedade. E para isso precisa existir uma nova consciência do papel de cada um de nós para tentar construir um Rio de Janeiro melhor.



Foto: Facebook do Projeto Grael

MT: Você tenta fazer isso com o Projeto Grael, em Jurujuba, Niterói. Dar exemplo, criar novas consciências … Como o poder público e a sociedade civil podem fazer parte ajudar nesse trabalho?

LG: Eu acho que cada um tem que dar a sua dose de contribuição. Nós damos a nossa. Começamos o Projeto Grael com a Prefeitura de Niterói, em 1998. Depois nos tornamos uma ONG independente e depois uma organização social, que é o Instituto Rumo Náutico. Agora em 2018 nós celebraremos 20 anos. 20 anos em que aprendemos com erros e acertos a forma de sermos sustentáveis. Pelo projeto já passaram cerca de 14.000 jovens. Isso é, ao mesmo tempo, um sentimento de dever cumprido e uma responsabilidade enorme de, a cada ano, mantermos o projeto, melhorando a qualidade e de fazermos a captação de recursos, que são cada vez mais escassos, num mercado onde o patrocínio está muito restringido. Nem todo mundo precisa ter uma ONG, mas precisaria encontrar uma forma de contribuir. Precisamos passar a pensar um pouco mais nos outros. Talvez seja por aí o início desta virada.


foto: Facebook do Projeto Grael


MT: O grande desafio hoje do projeto é captação?

LG: Sim, porque as leis de incentivo dependem de percentuais de arrecadação, no nosso caso de imposto de renda. A maior parte do recurso captado por nós é recurso incentivado e a menor parte de recurso doado, o chamado recurso a fundo perdido. Com a crise econômica do país, as empresas estão faturando menos e pagam menos impostos. Então o que elas têm a doar, em termos de incentivos fiscais, é menor. Com isso, os projetos mais robustos ainda conseguem apoio, mas os menores não. Então você tem que estar sempre tentando comunicar o seu projeto para ter credibilidade. No nosso caso temos uma série de premiações, entre elas o reconhecimento do Criança Esperança, que nos ajudou muito a captar recursos.

MT: E como é a contribuição de pessoas físicas?

LG: Os recursos vêm basicamente de empresas. Mas a Lei de Incentivo ao Esporte (Lei 11.438/06) estabelece benefícios fiscais também para pessoas físicas que estimulem o desenvolvimento do esporte por meio de patrocínio e doação. Permite a dedução de ate 6% do imposto de renda devido pela pessoa física. Muitas pessoas não contribuíam por desconhecimento disso. Mas, com o passar do tempo, estamos vendo que aumentaram as doações de pessoas físicas, que hoje já representam uma fração relevante da nossa captação de recursos.


Alunos do Projeto Grael foto: Facebook do projeto


MT: Além das aulas de vela, quais são as outras atividades do projeto?

LG: Nos primeiros anos o projeto nada mais era do que uma escolinha de vela com objetivo de formar velejadores, que chegariam às competições. Mas a gente mudou. Passou a ser uma escola de cidadania. A probabilidade de criar campeões de vela é muito pequena, em relação ao potencial de criar cidadãos, trabalhadores. A perspectiva era muito maior de formar jovens profissionais para o mercado náutico, que é um mercado carente de mão-de-obra capacitada. Então nós avançamos muito na parte de ensino técnico profissionalizante, oferecendo a esses jovens aulas de elétrica de embarcação, carpintaria e marcenaria naval, reparos em fibra de vidro, reparos de velas e confecção de capas e toldos, manutenção de motores, preparação de marinheiros de convés, … Esses jovens saem do projeto com a chancela de terem passado pelas nossas oficinas e acabam tendo uma grande aceitação no mercado dos clubes, da frota pesqueira, dos estaleiros, das marinas. Nós temos alunos que hoje são comandantes da barca de Niterói, oficiais da Marinha e por aí vai. Isso é motivo de orgulho.

MT: Muito orgulho. E em relação a reinserção de jovens na sociedade?

LG: Nós temos um acordo de cooperação com o juizado tanto de menores quanto de apenados, que prestam serviço para a comunidade e nunca tivemos problemas com eles. Para eles é uma perspectiva profissional e eles sabem ver isso como uma oportunidade.


Meninas consertam barco no Projeto Gael. Foto: Facebook


MT: Como você vê o projeto daqui a 10 anos?

LG: Nós temos hoje o objetivo de criar o que chamamos de Rede Náutica Educativa, que tem como pilar o uso de esportes náuticos como ferramenta de inclusão social para estudantes da rede pública de ensino. O Projeto Gael foi o primeiro, mas não é o único. Na minha passagem pelo governo, tanto federal, quanto de SP, realizamos projetos como o Navegar e o Navega São Paulo, com núcleos de vela, remo e canoagem, que ainda funcionam parcialmente. E muitas outras iniciativas foram aparecendo. Nós hoje mantemos contato com várias ONGs em atividade no Brasil. Nosso objetivo é criar a Rede Náutica Educativa, mantendo a independência de cada núcleo, mas onde, com a troca de experiências e a capacitação desses profissionais, a gente possa ampliar este trabalho.

MUDA TUDO: Você falou em política. Política faz parte de seus planos?

LARS GRAEL: Não. Eu não tenho nenhuma ambição político partidária eleitoral.

MT: Agora vamos falar de acessibilidade. Quase 20 anos depois do seu acidente, você acha que a acessibilidade no Brasil melhorou?

LG: Melhorou. Nós temos, por exemplo, o estatuto da pessoa com deficiência, que é provavelmente um dos códigos mais avançados no mundo no que diz respeito ao direito das pessoas com deficiência. Mas é um país que faculta o cumprimento ou não das leis. As leis existem e são muito boas. Garantem cotas para que pessoas com deficiência tenham acesso ao ensino superior, ao mercado de trabalho … Mas entre a lei existir e o cumprimento delas há um abismo muito grande.

MT: E acessibilidade em termos físicos, arquitetônicos?

LG: Igual. Os próprios logradouros públicos não cumprem as leis. O próprio prédio do Ministério do Trabalho não tem acessibilidade. Essa é uma questão que precisa de conscientização e os governos deveriam dar exemplo, garantindo acessibilidade em toda repartição pública. Hoje não é aceitável que um cadeirante vá votar na sua zona eleitoral e encontre uma escada, uma barreira arquitetônica. Tem que ter essa conscientização de que a acessibilidade precisa ser algo universal. Houve avanço, mas ainda há muito para avançar.


Lars Grael e seu proeiro, Samuel Gonçalves, atleta formado pelo Projeto Grael e que, junto com Lars, conquistou o campeonato mundial da Classe Star e muitos outros títulos.



MT: E Lars, para terminar, nossa pergunta clássica: Para você, o que muda tudo?

LG: Eu acho que é o cidadão viver consciente, não apenas da sua própria vida, da sua segurança, saúde e bem-estar, mas que zele pelo próximo, por fazer a diferença para o outro. Se todos nós tivéssemos a consciência de ajudar o próximo, o nosso conceito de cidadão seria outro. O individualismo que hoje norteia o brasileiro– até como senso de autoproteção – prejudica. Nós temos que ter uma consciência maior do coletivo, da família, do bairro, da cidade e da nação. Eu acho que cada um tem que dar a sua dose de contribuição.

COMO COLABORAR COM O PROJETO GRAEL

Existem diversas formas de você colaborar: como voluntário, doador de recursos, comprando produtos … Se você tem interesse em ajudar, acesse a página e veja como você pode ajudar a formar campeões no mar … e na sociedade!

http://www.projetograel.org.br


Fonte: Muda Tudo














domingo, 24 de dezembro de 2017

VELAS NA TELA: Daniel Oliveira será Lars Grael no cinema





Sonia Racy
23 Dezembro 2017 | 00h50

Daniel de Oliveira será Lars Grael nos cinemas. A história do velejador começa a ser rodada em 2018 com direção de Marcos Guttaman – fruto de uma parceira entre a Pandora Filmes e a Fraiha Produções.

Nas telas, Daniel terá a companhia de Leandra Leal e Rodrigo Lombardi, nos papeis de Renata Grael e Torben Grael respectivamente.




Fonte: Blog Direto da Fonte, Sonia Racy, O Estado de São Paulo









sexta-feira, 10 de novembro de 2017

RISCO À SAÚDE: Jovens estão perdendo audição por causa de fones de ouvido




A cada dia, mais jovens estão apresentando perda de audição causada pelo uso irregular de fones de ouvido
Foto: Divulgação


Alerta é do Conselho Federal de Fonoaudiologia, que orienta os pais e responsáveis a monitorar o volume

A cada dia, mais jovens estão apresentando perda de audição causada pelo uso irregular de fones de ouvido. O alerta é feito pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa). “Os adolescentes usam esse equipamento de som com volume muito alto. A gente vem notando que a audição deles não é tão normal como antigamente, já tem mais perda. E se continuar a usar esse som alto, eles terão uma perda irreversível, não volta mais ao normal”, disse a presidente do CFFa, Thelma Costa.

Segundo ela, as perdas auditivas por causa de ruído estão aumentando entre a população, tanto por ruído industrial, quanto por equipamentos de som. Ela cita como exemplo o caso dos músicos, lembrando que existem protetores auditivos que selecionam o som. "Então, eles conseguem seguir com a profissão e estão se prevenindo, o que não acontece com os adolescentes.

A presidente do CFFa orienta os pais e responsáveis a monitorar o volume dos fones de ouvido. “Se você estiver a 1 metro da pessoa e ouvir o que ela está escutando, ela provavelmente terá uma perda de audição. A 1 metro de distância, você não deve ouvir o que a pessoa está escutando no fone de ouvido”, reforçou Thelma, que é especialista em audiologia.

A orientação é baixar o volume. Segundo ela, já houve uma proposta de projeto de lei no Congresso Nacional para que esses equipamentos tenham controle máximo de volume, mas ele não foi aprovado. Além disso, a fonoaudióloga explicou que as escolas precisam pensar melhor na estrutura das salas de aulas, para que sejam construídas em locais mais silenciosos ou com melhor acústica.

Prevenção e tratamento – Hoje (10), no Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, o CFFa alerta que existem várias situação que podem causar problemas de audição e muitos delas são preveníveis. Thelma explica que as causas para a perda de audição dependem da fase da vida. Os bebês, por exemplo, podem nascer com deficiência auditiva por problemas na gestação, quando a mãe é usuária de drogas, teve sífilis ou rubéola durante a gravidez, ou problemas no parto. “Por isso é importante fazer o teste da orelhinha na maternidade, para saber se nasceu surdo ou não e intervir, se necessário”, disse.

No caso das crianças, as otites devem ser tratadas com cuidado e a vacinação deve estar em dia. Doenças como meningite e caxumba podem causar perda de audição, por exemplo, e há vacinas disponíveis na rede pública. No caso dos adolescentes, além do uso irregular dos equipamentos de som, eles podem ter as mesmas patologias das crianças.

Há causas que não são preveníveis, como algumas doenças em adultos, otosclerose e AVC por exemplo, e em casos de AVC, além das perdas progressivas causadas pela idade. “Mas há muitas que se consegue prevenir, principalmente por exposição ao ruído”, enfatizou Thelma.

Segundo a presidente do CFFa, a tecnologia de aparelhos auditivos melhorou muito ao longo do tempo, inclusive sendo implantada dentro do ouvido. Entretanto, mais importante que a amplitude do som é a qualidade desses equipamentos. “Antigamente, se colocava o aparelho e ele aumentava o som. O paciente escutava, mas continuava sem compreender. Hoje é como se aumentasse o volume com um som estereofônico muito melhor. O paciente ouve e tem uma qualidade sonora muito boa”, disse.

Thelma explicou ainda que, antigamente, só usava aparelho quem apresentava uma perda moderada de audição. Hoje, qualquer pessoa com perda leva, dependendo da necessidade, é um paciente em potencial para o uso de aparelho de amplificação. “Mas o uso do aparelho não previne a progressão da perda de audição. A prevenção, no caso de exposição a ruído, é parar de se expor, então aquela perda estaciona, mas não melhora”, ressaltou.

Tema do Enem – A fonoaudióloga comentou também o tema da redação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano - “Desafios para a Formação Educacional de Surdos no Brasil”. Segundo ela, muitas pessoas argumentaram que o aluno do ensino médio não tem conhecimento para discorrer sobre o tema, mas para Thelma, o assunto da inclusão deveria ser debatido por todos, inclusive porque o deficiente auditivo faz parte da comunidade escolar, assim como qualquer pessoa com deficiência.

“Já os desafios são vários, porque existe a questão da formação do professor. O aluno, seja surdo ou com qualquer deficiência, é colocado na sala de aula, mas não é incluído, muitas vezes porque o professor não tem formação para incluir. É muito mais fácil incluir pessoas com deficiência física, mas com relação ao surdo, é preciso ter um intérprete e uma maneira diferente de dar aula. É um desafio, sim, e muitos professores terão que saber lidar com a educação do surdo”, disse.

As questões da inclusão e do preconceito devem ser debatidas não só nas escolas, mas em toda a sociedade, pois pessoas com perdas profundas de audição precisam ser compreendidas em todos os lugares. “Muitas vezes, o surdo, que é quem tem perda profunda, se depara com situações onde não consegue compreender e ser compreendido”, explicou Thelma.

O preconceito existe ainda na própria pessoa com deficiência auditiva. “A primeira pergunta que ela faz é se o aparelho vai aparecer. Como se, desaparecendo o aparelho, desaparece o problema. Isso é preconceito da própria pessoa. E a gente pergunta: 'Mas você usa óculos? Qual é a dificuldade e a diferença?'”, acrescentou a especialista.

(Fonte original: Agência Brasil)

Fonte: O Fluminense
















segunda-feira, 7 de agosto de 2017

"VIVER DE VENTO": Vida de Lars Grael vai virar filme



Márcio Alves | Agência O Globo.


A vida de Lars Grael, ganhador de duas medalhas olímpicas, será adaptada para o cinema. A produtora Fraiha comprou os direitos da autobiografia "A saga de um campeão" e projeta um orçamento de superprodução: R$ 12,5 milhões.

"Viver de vento" terá como ponto de partida o acidente que decepou a perna de Lars, em 1998, quando se preparava para a sua quinta Olimpíada. O filme atravessa, então, momentos da infância do atleta até os dias de hoje.

O diretor Marcos Guttmann e a roteirista Melanie Dimantas já se reuniram algumas vezes com a família Grael para falar do projeto. O elenco ainda ainda não foi definido.


Fonte: Blog do Lauro Jardim, O Globo




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quinta-feira, 27 de julho de 2017

Obras do Parque das Águas, no Centro de Niterói, estão na reta final







Fotos Leonardo Simplício/Prefeitura de Niterói


Ontem, estive mais uma vez vistoriando as obras do Parque Municipal das Águas Eduardo Travassos. Está ficando lindo! Na reta final das obras, o nosso foco está na gestão da futura área e os cuidados para receber os futuros visitantes da melhor forma possível e ser capaz de passar ao público a mensagem que queremos: "como a água influenciou a história de Niterói".

Localizado no centro de Niterói, o Parque Municipal Eduardo Travassos, conhecido como Parque das Águas, está para ser entregue nas próximas semanas.

Esse será um parque bastante acessível para idosos e para pessoas com deficiência física e visual. Com a revitalização e facilitação do acesso, o Parque das Águas vai recuperar um espaço importante no Centro e servirá para educação ambiental e lazer.

Ele vai contar com um elevador, área de lazer e ginástica, piso tátil, palco, bar e até um jardim sensorial, com plantas de diferentes texturas.

As obras de infraestrutura do Parque das Águas é parte dos investimentos que estão sendo realizados pela Prefeitura de Niterói no âmbito do Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social de Niterói - PRODUIS, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID.

Veja as fotos da visita:





Fotos Renata Desmarrais/ Prefeitura de Niterói


Aguarde o anúncio da inauguração e venha conhecer a nova atração histórica, ambiental e cultural de Niterói.

Axel Grael



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sábado, 1 de julho de 2017

PARQUES EM NITERÓI: As obras do Parque das Águas estão avançando!



Visita ao local com técnicos UGP-BID, da Secretaria de Meio Ambiente, da EMUSA e da Secretaria Executiva.

Vistoriando as obras do Elevador de acesso ao parque.


Implantação da nova infraestrutura, com trilhas acessíveis e outras atrações.

Trabalhadores especializados utilizam técnicas de rapel para implantar equipamentos de contenção de encostas.

Vista do Parque das Águas para o Centro de Niterói. À direita, a Praça Jornalista Betty Orsini, que foi revitalizada como parte das intervenções. À esquerda, obras de implantação do elevador de acesso ao Parque das Águas. 


Elevador de acesso ao Parque das Águas. Através dele, visitantes poderão acessar o Parque das Águas desde a Praça Jornalista Betty Orsini.


Vistoriando as obras com a equipe da Prefeitura.


O Centro de Niterói vai ganhar uma área verde inclusiva e aprazível.

O Parque das Águas será um lugar de fácil acesso que contará com toda a infraestrutura necessária para receber pessoas portadoras de deficiência física e visual. Ele terá um elevador, piso tátil e até um jardim sensorial, com plantas de diferentes texturas. Além disso, o parque vai ter um caráter educativo sobre a importância da água, mostrando como ela influenciou a historia de Niterói.

Sua flora bastante rica possui espécies frutíferas, pau-brasil e outras espécies da mata atlântica.

Um palco e um bar também estão previstos para que o espaço seja um ambiente rico em cultura e atrativo para um happy-hour ímpar.

Além dos investimentos para a melhoria do Parque das Águas, o contrato prevê também obras no entorno do Parque, como a revitalização da praça no local de acesso, já inaugurada e que passou a se chamar Praça Jornalista Betty Orsini. Também serão feitas obras num prédio municipal próximo à praça, que abrigará o Centro de Visitantes do Parque das Águas, que terá como finalidade divulgar os atrativos e a programação de eventos, de forma a fomentar a visitação.

Também serão feitas obras de urbanização na Rua Coronel Gomes Machado.


Saiba mais sobre o Parque das Águas Eduardo Travassos.

PRAÇA JORNALISTA BETY ORSINI É INAUGURADA NO CENTRO DE NITERÓI
Parque das Águas perto da conclusão
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PARQUE DAS ÁGUAS EDUARDO TRAVASSOS - visita ao local com técnicos que estão elaborando projeto de revitalização e reabertura à visitação







sexta-feira, 17 de março de 2017

"Vale a pena viver", diz Lars Grael para goleiro Follmann




O goleiro Jakson Follmann foi um dos sobreviventes da queda do avião da Chapecoense na Colômbia e hoje está se adaptando à prótese na perna direita, esta parcialmente amputada por causa de ferimentos do acidente
Foto: Reprodução/Instagram


Silvio Barsetti
Correspondente do Rio de Janeiro (RJ)

Velejador relata como foi seu processo de retorno ao esporte após ter amputada parte de sua perna, como o que ocorreu com goleiro da Chape

Em setembro de 1998, o iatista Lars Grael participava de uma regata em Vitória, no Espírito Santos, quando uma lancha invadiu a área de competição e o atingiu. Desde então, teve de aprender a conviver com a perda de uma perna. Quase 20 anos depois do acidente, ele sustenta que o apoio recebido de outras pessoas que sofreram traumas semelhantes foi fundamental para o “recomeço”. Por isso, num gesto de solidariedade, Lars projeta um encontro com o goleiro da Chapecoense, Jakson Follmann.

O jogador sobreviveu à queda do avião da Chape, em 29 de novembro, na Colômbia, e teve uma perna amputada. Tão logo houve o regresso ao Brasil de Follmann e de seus dois colegas de time, Neto e Alan Ruschel, a Chapecoense entrou em contato com Lars Grael e pediu que ele gravasse um vídeo para falar do seu exemplo de superação.

A ideia era exibi-lo para o trio e, além disso, servir como motivacional para a equipe Sub-20, que disputaria a Copa São Paulo de Futebol Júnior e se preparava para viajar.

Duas vezes medalhista olímpico (1988, em Seul, e 1996, em Atlanta), Lars Grael não hesitou em atender ao clube. Mais do que isso, ele passou a acompanhar, à distância, as etapas de recuperação de Follmann. Nesta entrevista ao Terra , o iatista conta os segredos da ‘volta por cima’ e alerta o goleiro, ao mesmo tempo que o encoraja. “Tempos difíceis virão. Não desanime. Você é jovem, tem toda uma vida pela frente. Vale a pena viver.”


Lars Grael, duas vezes medalhista olímpico, foi um dos condutores da tocha olímpica na Rio 2016
Foto: Reprodução/Instagram


Quase 20 anos depois do acidente, quem é o Lars Grael de hoje?

LG – Um pessoa dinâmica, com as alegrias e os percalços que todos têm. Vivendo de cabeça erguida e trabalhando (ele se dedica ao Projeto Grael, uma ONG com atividades sócio-educativas relacionadas à prática da vela). Claro que a vida mudou desde 1998. Mas não mudou para pior. O que existe, nesses casos, é uma readaptação à nova realidade, com novos desafios na vida pessoal e profissional.

Você abriu mão de usar uma prótese. Por quê?

LG – No período do acidente, em 1998, eu tive incompatibilidade com as ferramentas disponíveis e acabei desistindo delas. Preferi andar de muletas e me acostumei. Mais recentemente, com o avanço da medicina nessa área de amputação, chegaram ao mercado próteses mais modernas. Então, desde o ano passado, passei a utilizar uma. No meu dia a dia, eu intercalo momentos com a prótese e outros com as muletas.

O goleiro Follmann tem dado os primeiros passos com a ajuda dessa ‘perna mecânica’. Você tem acompanhado?

LG – Sim, à distância, pois não o conheço pessoalmente. Noto nele uma força de vontade muito grande e isso vai ajudá-lo muito. Ele tem que se manter firme porque tempos difíceis virão.

Como assim?

LG – Em casos como o do goleiro Follmann, há três etapas claras. A primeira é a da euforia por ter sobrevivido a uma tragédia, a um acidente gravíssimo. A segunda diz respeito à comoção geral e à atenção recebida da mídia, da família. A pessoa se sente valorizada com isso e, sem querer, o mundo ao seu redor já o trata como vencedor, como quem já deu sua demonstração de superação. Isso não é bem assim, leva tempo. Então, vem a terceira etapa, quando as coisas começam a se acomodar e a ficha cai. É a fase das incertezas, dos receios; muito difícil. Nesse momento é que se faz presente, com muito mais intensidade, a companhia de pessoas que já passaram pelo mesmo problema e que vão detalhar tudo que tem que ser feito para a vida continuar com dinamismo, otimismo e alegria.

Você vivenciou essas etapas?

LG – Sim, é uma regra. No meu caso, foi fundamental o apoio de quatro pessoas. O médico Marco Guedes, que fez nove das minhas dez cirurgias, e é referência da ortopedia do Brasil. Ele tinha um pé amputado. Outro foi um rapaz que era modelo, Ranimiro Lotufo, que num voo de parapente no Espírito Santo ficou preso na rede elétrica e perdeu uma perna por queimadura. Também sou muito grato ao Alcino Neto, vítima de um acidente de trem, no qual teve uma perna arrancada. E ainda assim voltou a fazer o que mais gostava – surfar. Não há como esquecer ainda a história de vida da enfermeira Cláudia Perini, responsável pela troca dos meus curativos no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Ela usava uma prótese para substituir uma perna, perdida na luta contra um câncer no fêmur. Mas convivia bem com isso e levava uma vida como outras tantas pessoas, sempre alegre com suas atividades, e com o apoio que recebia dos filhos e do marido. Sem o apoio dessas quatro pessoas, não sei o que poderia acontecer.

Essa percepção, a partir da sua experiência, e acrescida do vídeo que você gravou a pedido da Chapecoense, lhe deixa com a vontade de ter um encontro com Follmann?

LG – Tenho sim, claro. Mas com muito cuidado, sem holofotes, pra não soar algo oportunista da minha parte. Todos nós ficamos comovidos com a tragédia do voo e nos alegramos com a recuperação dos sobreviventes. Esse rapaz, o Follmann, ele contagia pela forma como lida até agora com tudo o que aconteceu. Mas, como eu disse, vai ter o momento em que será fundamental para ele ter ao lado exemplos de quem passou pelo problema e está aí, na luta, olhando para a frente, se reinventando. Se ele sentir que precisa, estarei à disposição, a qualquer hora.

Você voltou a competir numa classe (Star) que permitia movimentos mesmo após a amputação. No caso do Follmann, que relação você acha que ele poderia ter com o esporte a partir de agora?

LG – Ele é jovem, se tiver paixão pelo esporte pode perfeitamente ser competitivo em atividades paralímpicas, até mesmo mudar do futebol para outra modalidade. Vai depender da vontade dele. Uma coisa ele tem que guardar sempre com ele: ‘vale a pena viver’. Se tiver dúvida disso, procure pessoas na mesma situação. Vai se surpreender, e se fortalecer muito.

Fonte: Terra











segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Projeto que garante acesso de cadeirantes ao mar chega a Piratininga



O cadeirante André Luiz Corrêa curte a praia de Icaraí com auxilio da cadeira de rodas anfíbia- Renan Almeida


por

Praia Sem Barreiras completou um ano em dezembro em Icaraí

NITERÓI - Em meio a tendas de stand up paddle, crossfit, vôlei e outras atividades, uma barraca laranja no canto direito da Praia de Icaraí se confunde com as outras, mas oferece uma oportunidade ímpar: banho de mar para portadores de necessidades especiais. É o projeto Praia Sem Barreiras, que completou um ano em dezembro, e agora se prepara para ancorar também na Praia de Piratininga.

Graças a uma estrutura eficiente e a uma equipe atenciosa, o projeto consegue acabar com a via-crúcis que cadeirantes e outras pessoas deficientes enfrentavam a caminho do mar. À disposição estão uma rampa junto ao calçadão, uma passarela de borracha sobre a areia, até as tendas, e duas cadeiras anfíbias que boiam na água e andam na areia.

A prefeitura promete ampliar o projeto levando-o à Praia de Piratininga, onde a estrutura será montada no canto próximo à Prainha. A data de estreia na Região Oceânica, contudo, ainda não foi informada.

Essa verdadeira mão na roda que passa despercebida pela maioria dos banhistas atrai gente de longe até a Praia de Icaraí. É o caso do policial militar reformado André Luiz Corrêa, de 42 anos, morador de Rio Bonito. Ele viu no projeto uma oportunidade de desfrutar o mar no último domingo. Há dez anos ele perdeu o movimento das pernas depois de ter sido baleado num confronto em São Gonçalo.

— Sem isso, não há como chegar à areia e ao mar. É uma iniciativa muito importante. Toda melhoria na acessibilidade ajuda muito — diz Corrêa.

Ele comemora a independência que o projeto garante:

— Parei o carro um pouco mais longe e vim sozinho até a areia, o que é ótimo. No caminho que fiz, porém, há uma rampa muito íngreme, que é um obstáculo para alguém com menos força no braço. Muita gente não percebe, mas essas pequenas coisas fazem muita diferença.

A fisioterapeuta Rita de Cássia Guarino coordena a equipe de quatro monitores responsáveis por facilitar o lazer dos interessados. Segundo ela, cerca de 20 pessoas por mês são atendidas pelo projeto, entre idosos com mobilidade reduzida e pessoas com necessidades especiais:

— Alguns vêm sempre, a maioria da terceira idade. Mas é curioso que muita gente ainda não sabe do projeto. Outro dia, uma família veio perguntar o preço. Quando souberam que era de graça, ficaram surpresos.

O Praia Sem Barreiras funciona aos sábados, domingos e feriados, das 9h às 17h, na Praia de Icaraí, na tenda laranja montada no canto da Pedra da Itapuca.

Fonte: O Globo Niterói




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Ação tem como objetivo realizar passeios em uma cadeira de rodas especialmente projetada para promover a acessibilidade em trilhas. Foto: Colaboração / Lislane Rottas

Iniciativa é realizada pelo Clube Niteroiense de Montanhismo. Foto: Colaboração / Lislane Rottas


Lislane Rottas

Objetivo da ação é realizar passeios com pessoas que possuem mobilidade reduzida em trilhas

Aconteceu na manhã deste domingo (12) na trilha dos Platôs no Parque da Cidade, em Niterói, mais uma edição do projeto “Montanha para Todos”. A iniciativa é realizada pelo Clube Niteroiense de Montanhismo (CNM), e tem como objetivo realizar passeios que ocorrem por meio de uma cadeira de rodas, que foi especialmente projetada para a promover a acessibilidade de pessoas com mobilidade reduzida às trilhas. Neste domingo, o grupo levou o pequeno Lucas, de 7 anos, paciente da Pestalozzi para curtir esse belo passeio.

De acordo com a diretora social do CNM, Patrícia Gregory, a cadeira foi comprada através da rifa de uma bicicleta que foi doada por uma instituição de ensino particular de Niterói.

“Tivemos o conhecimento da existência da cadeira e o projeto que ela envolve. Sendo assim, nos mobilizamos para realização dessa rifa, que teve a venda revertida para a compra dessa cadeira adaptada, baitizada de Juliette 006. A pessoa que ganhou tinha comprado 50 números, já no intuito de ajudar. Sensibilizado com a causa, o ganhador não quis o prêmio e vamos fazer nova rifa para adquirir outra cadeira. Desse jeito, vamos dar mais oportunidades a várias pessoas que não podem ter esse contato com a natureza. Assumimos esse compromisso e vamos abrir um espaço no site da nossa instituição para que as pessoas se candidatem. A ideia é fazer uma fila de espera para a relização dos passeios. Ver esse sorriso dessas pessoas é o que basta para a nossa motivação”, afirmou.

Patrícia ainda contou que a ideia da cadeira adpatada, que se chama Juliette, é de um casal de montanhistas que já tinham subido várias montanhas pelo Brasil.

“É uma linda história de amor que cerca a criação dessa cadeira. A esposa teve uma doença que a deixou com problemas de mobilidade. O marido, que é engenheiro, prometeu que eles iam refazer todas as trilhas novamente, só que agora de um jeito diferente. Através de parcerias ele conseguiu desenvolver a cadeira adaptada e agora querem expandir pelo Brasil e pelo mundo. A esposa Juliana, acabou colocando o nome das cadeiras de Juliette. Alguns Parques Nacionais já têm essa cadeira, porém o CNM queria trabalhar isso de uma maneira mais livre sem precisar contar com as burocracias de órgão público”, explicou.

A avó do pequeno Lucas disse que ele amou a experiência.

“Foi muito bom ele ter participado. Fico agradecida em ver o sorriso no rosto do meu neto. Tivemos um domingo maravilhoso. Que bom que existem pessoas que ainda estão dispostas em fazer o bem sem esperar nada em troca”, disse.

O projeto “Montanha para todos”, estreou em Niterói no último final de semana. Duas pessoas com pouca mobilidade estiveram presentes para desbravar a trilha do Morro das Andorinhas, no Parque Estadual da Serra da Tiririca (Peset), administrado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

Fonte: O Fluminense




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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Parque Estadual da Serra da Tiririca recebe o Projeto de inclusão Montanha Para Todos







Cerca de 40 pessoas participaram no sábado (04/02) do projeto de inclusão Montanha Para Todos, realizado pelo Clube Niteroiense de Montanhismo (CNM) no Parque Estadual da Serra da Tiririca, que é administrado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). O objetivo da ação consiste na inclusão de pessoas com mobilidade reduzida na prática do montanhismo.

Na sexta-feira (03/02), o parque, localizado na cidade de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, foi convidado pelo Clube Niteroiense de Montanhismo para participar de uma palestra na Associação Atlética Banco do Brasil, em São Francisco, com os fundadores do projeto. Essa palestra teve a finalidade de difundir que é possível viver com limitações e quebra de inúmeros limites através de pessoas com dificuldades de mobilização.

Já no sábado (04/02) foi dia de colocar em prática todos os ensinamentos da palestra. Por meio de uma cadeira de rodas especialmente projetada para a promover a acessibilidade das pessoas com mobilidade reduzida às trilhas, o projeto levou Valentina, de 18 anos, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC) aos 7 anos, para desbravar a trilha do Morro das Andorinhas, no Parque Estadual da Serra da Tiririca.

“Essa iniciativa é importante pois o parque amplia a visitação para as pessoas que necessitam de certa acessibilidade, proporcionando o prazer de terem contato com o meio ambiente e superarem limites”, disse o chefe da unidade de conservação, Jhonatan Ferrarez.

Com 3.493 hectares, o Parque Estadual da Serra da Tiririca abrange partes dos municípios de Niterói e Maricá. É composto por uma área marinha e outra terrestre.

Fonte: INEA







sexta-feira, 14 de outubro de 2016

NITERÓI MAIS VERDE: Obra do Parque das Águas, em Niterói, segue avançando



Utilizando-se de técnica de rapel, trabalhador especializado prepara a área para obras de contenção de encosta.


Raiana Collier

Previsão é que trabalhos, que tiveram início em setembro, sejam entregues em nove meses

Pouco mais de um mês depois de seu início, as obras de revitalização e implantação de equipamentos para acessibilidade universal do Parque Municipal Eduardo Travassos, conhecido como Parque das Águas, que fica no Centro de Niterói, seguem avançando. Quem passa pelo local já repara nos tapumes e pode até ver alguns operários em ação. Ao longo da semana, funcionários usavam rapel para realizar intervenção na encosta. Na última segunda-feira, o vice-prefeito Axel Grael foi ao local para fazer visita de vistoria para acompanhar o andamento da intervenção.

De acordo com a Prefeitura, “a obra atualmente está sendo realizada em três frentes: a rua de acesso formal, o elevador e as praças. Nesse momento está sendo feita a terraplanagem da via, marcações para as fundações do elevador e execução da Praça dos Sindicatos, com a remoção dos elementos existentes e preparação da nova pavimentação”. A previsão é que esta etapa seja concluída no final da próxima semana.

Os funcionários de rapel, vistos por quem passa pelo local, realizaram as primeiras perfurações para a estrutura de proteção do talude Norte do Parque das Águas. Segundo a assessoria do poder municipal, “essa face do projeto é um grande bloco em pedra e a melhor opção de intervenção é o acesso por cordas”.

A previsão é que a obra, que teve início em setembro e tem investimento na realização de R$ 7,8 milhões, seja entregue em nove meses.

Melhorias – O pacote de intervenções no Parque das Águas inclui a construção de um elevador de acesso para a população, com atenção para cadeirantes e portadores de necessidades especiais; criação de um espaço de lazer e de convívio e reforma de um auditório, que funcionará como centro de treinamento dos Núcleos de Defesa Civil nas Comunidades (Nudecs), além de ter outras funções.

Na reforma estão previstos também a recuperação da área verde, restauração dos jardins, caminhos, trilhas e melhoria da drenagem; além do planejamento do programa de educação ambiental, que terá como tema a água. Uma casa localizada na praça em frente ao Parque vai ser transformada no Centro de Visitantes do Parque das Águas.

Fonte: O Fluminense



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Componentes:

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