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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

NITERÓI RECEBERÁ VELASHOW COM O APOIO DO PROJETO GRAEL



Palestrantes e produtos da modalidade impulsionam VelaShow 2020

Feira voltada ao mundo da vela será em Niterói (RJ) entre os dias 3 e 5 de abril de 2020.

A organização do VelaShow 2020 abriu o segundo lote de inscrições do evento, que será realizado entre os dias 3 e 5 de abril, no Clube Naval Charitas, localizado na Enseada de Jurujuba, em Niterói (RJ).

Autor: Flávio Perez





A venda dos ingressos é feito exclusivamente pelo site www.velashow.com. O VelaShow é uma plataforma de comunicação e negócios exclusivamente voltada para a vela no Brasil, incluindo exposições e workshops.

Na exposição estão confirmados estaleiros, empresas de tintas industriais e marítimas, âncoras, dessalinizadores de água, fabricante de produtos náuticos à base de EVA, escolas de vela, produtos de comunicação via satélite, empresas de charter, pisos e tapetes náuticos e etc.

“Os resultados das inscrições já são muito positivos. Pois o número de pessoas empolgadas com o evento cresceu consideravelmente e pelo fato de acontecer no Rio de Janeiro, trouxe uma facilidade muito grande para receber visitantes de todo o país”, comentou Edilberto Almeida, organizador do evento.

Diversos palestrantes também estão confirmados, como Aleixo Belov, Beto Pandiani, Beto Toledo, Família Grilo, Marcelo Bonilla, Tio Spinelli, entre outros. Para assistir as palestras, basta adquirir o ingresso no site do evento.

“O primeiro lote já foi todo vendido e estamos trabalhando com o segundo lote de ingressos. Estamos trabalhando bastante para que esse evento tenha muitas atividades. O crescimento do nível das palestras certamente tem contribuído muito para a antecipação das inscrições”, disse Edilberto Almeida.

Os palestrantes foram escolhidos pelos organizadores por abordarem todo o segmento de vela no País, incluindo competições, travessias entre oceanos e vida a bordo.

Uma das novidades desse ano é a participação do Projeto Grael como apoiador do evento. O VelaShow terá também regatas nas classes RGS, ORC, IRC e Bico de Proa abrindo o calendário, depois uma competição para os monotipos Laser e Dingue, sem contar a categoria de introdução à vela, o Optimist.

A Regata Velashow também está confirmada na edição 2020 e as informações sobre as classes convidadas e os detalhes do percurso serão informados em breve. O certo é que as provas serão disputadas na Baía de Guanabara, um dos locais mais tradicionais de regatas no País.

“O Vela Show acontecendo no Rio consagra essa cidade como um destino que pode sediar eventos de vela, com potencial para se tornar um local internacional. Estamos satisfeitos com o resultado e aguardando com ansiedade a chegada da feira”, finalizou.

A feira deve receber mais de 50 representantes de marcas relacionadas ao mundo náutico, como estaleiros, veleria, empresas de charter, embarcações expostas e outros.

Sobre o VelaShow

Será a segunda edição da feira, que teve sua estreia em 2019 no Centreventos de Itajaí (SC), no mês de abril. A feira reuniu mais de 40 expositores, e ainda fez três regatas e uma expedição nos três dias do feriado de Páscoa.

O evento deu mais destaque no cenário náutico à cidade, sede de três edições da Volvo Ocean Race (hoje Ocean Race) e duas da Transat Jacques Vabre.

Para saber mais sobre o evento, acesse o site: www.velashow.com.


Fonte: Diarinho







terça-feira, 24 de julho de 2018

TÓQUIO 2020 - Niteroienses na busca pela vaga olímpica



Em defesa do título mundial, Kahena e Martine disseram que estão com ‘sangue nos olhos’ para conseguir o pódio. Niterói também será representado por Marco Grael. Foto: Jesus Renedo/ Sailing Energy


Vinicius Rodrigues

Velejadoras voltam à classe 49er FX, no mundial da Dinamarca

Depois de um ano afastadas das competições pela classe 49er FX, as velejadoras de Niterói Martine Grael e Kahena Kunze estão de volta à modalidade que rendeu o ouro olímpico no Brasil. As atletas competirão entre os dias 30 de julho e 2 de agosto no Mundial de Classes Olímpicas, na Dinamarca, competição mais importante do calendário 2018 e que poderá render uma vaga nas Olimpíadas de Tóquio, em 2020.

Por teleconferência com a imprensa, as atletas falaram sobre o tempo fora da 49er FX. Martine, por exemplo, integrou a equipe brasileira do Team Akzo Nobel, sendo a primeira mulher a vencer uma regata da Volvo Ocean Race. Por outro lado, Kahena focou nos estudos e no tratamento de micro-lesões para voltar mais forte neste ano.

“Foi um período em que pude cuidar melhor de mim. Tratei alguns problemas de lesão, além de ter tirado um tempo maior para estudar, algo que eu não estava conseguindo fazer. Agora voltei para academia para me preparar melhor para esse desafio. A gente estava em um ritmo muito acelerado de competições, então foi bom para desacelerar, deixar a cabeça trabalhar melhor”, disse Kahena.

Já Martine falou sobre a experiência de poder competir em meio a atletas masculino, algo que não havia acontecido. Para ela, foi um período para trabalhar em uma equipe maior, o que gerou aprendizado, já que nunca havia participado de alguma modalidade ou regata similar: “Foi uma experiência única”, disse.

A respeito do mundial, que acontece a cada quatro anos, acontecerá no Centro Internacional de Vela de Aarhus, na Dinamarca. As primeiras regatas serão no dia 2 de agosto, na Baía de Aarhus. A competição reúne as dez classes do programa dos Jogos de Tóquio 2020: RS:X masculina, RS:X feminina, Laser, Laser Radial, Finn, 470 masculina, 470 feminina, 49er, 49er FX e Nacra 17. Além disso, haverá disputa também no kiteboard (feminino e masculino), como demonstração.

Disputado de quatro em quatro anos, o Mundial de Classes Olímpicas é o principal evento do calendário da World Sailing (Federação Internacional de Vela). A primeira edição foi realizada em 2003, em Cádiz, na Espanha.

Para Martine e Kahena, que vão defender o título conquistado em Santander, em 2014, poucas coisas mudaram na competição desde aquele mundial. No entanto, durante esses quatro anos, muitos atletas voltaram a competir, além do surgimento de novos talentos: “Nós sabemos que vai ser um desafio muito grande, mas estamos com sangue nos olhos. Estamos querendo vencer demais”, disse Martine.

Kahena foi pela mesma linha de raciocínio e, para a atleta, a busca pela classificação para as olimpíadas virá justamente nesta primeira oportunidade: “Competimos aqui em 2013, mas estava frio. É vento que vem de diversas formas, então estamos vendo a estratégia. Caso não consigamos classificação agora, avaliaremos as outras competições que poderão nos dar essa vaga, mas esperamos nos classificar agora. A gente sabe que vai ser difícil. Temos as neozelandesas e holandesas como adversárias fortíssimas. As primeiras porque não pararam de competir e as segundas porque competem perto de casa, então vai ser bom”, analisou.

Para Tóquio, as atletas ainda não sabem se levarão o barco que disputaram as olimpíadas no Brasil ou se terão um novo, de qualquer forma, o planejamento está sendo feito.

“Depois desse mundial nós testaremos a raia em Tóquio e faremos uns treinos por lá”, disse Martine.


Fonte: O Fluminense














segunda-feira, 25 de junho de 2018

Martine Grael conclui a última etapa da Volvo Ocean Race em segundo lugar e fica em 4° lugar geral



Team AkzoNobel, barco de Martine Grael, próximo a cruzar a linha de chegada em Haia, Holanda, acompanhado por centenas de embarcações celebrando a conclusão da Volvo Ocean Race. 

Martine sentada na borda do Team AkzoNobel nas longas noites em competição.

Disputa acirrada até o final. Team AkzoNobel lidera, à frente do Team Brunel e dos espanhóis do Mapfre.

Team AkzoNobel mantém a liderança.

Bela foto do Mapfre velejando a todo pano.

Torben e Andrea avistam lá no horizonte os três barcos disputando a posição em direção à chegada.

Papai e mamãe corujas orgulhosos de mais um grande feito de Martine.




Imagens do helicóptero da chegada dos barcos em Haia.



Imagens impressionantes da regata Volvo Ocean Race










quinta-feira, 31 de maio de 2018

Entrevista: Martine Grael comemora recorde e o segundo lugar na etapa da Volvo Ocean Race








Assista ao vídeo com a entrevista.


O Team AkzoNobel, barco da velejadora niteroiense Martine Grael na regata de volta ao mundo Volvo Ocean Race, terminou a 9 etapa (Newport - Cardiff) em segundo lugar e com um recorde de singradura: 602,51 milhas em 24 horas.

O recorde anterior era de Torben Grael, pai de Martine. Bem humorada e feliz, a velejadora comemorou que o recorde tenha "ficado em família" e brincou com o pai, fazendo um desafio para que Torben tente recuperar o recorde na próxima edição da regata Volvo Ocean Race.

Axel Grael








quinta-feira, 24 de maio de 2018

Barco da brasileira Martine Grael bate recorde e assume ponta na Volvo Ocean Race





João Prata, Estadão Conteúdo

Holandeses do Team Brunel conseguiram igualar a marca de 2015 do Abu Dabu Ocean Racing, que navegou 991 quilômetros em 24 horas


O barco holandês AkzoNobel, que tem a brasileira Martine Grael na tripulação, quebrou nesta quinta-feira o recorde de milhas percorridas em um intervalo de 24 horas na história da Volvo Ocean Race. A marca foi alcançada após uma sequência de recordes.

O dia histórico da regata de volta ao mundo começou com os holandeses do Team Brunel conseguindo igualar a marca de 2015 do Abu Dabu Ocean Racing, que navegou 550,8 milhas náuticas em 24 horas (cerca de 991 quilômetros).


Martine Grael Foto: Amalia Infante/Volvo Ocean Race

No entanto, logo em seguida, o AkzoNobel quebrou a marca com 566,02 milhas náuticas. As equipes passaram então a se revezar com os melhores tempos da história. O Team Brunel chegou a 576,34. E aí o AkzoNobel baixou por mais duas vezes o recorde, fechando provisoriamente o dia com 585 milhas náuticas percorridas no intervalo de 24 horas.

Com essas marcas, o veleiro de Martine Grael ocupa provisoriamente a liderança da nona etapa da competição, seguido de perto pelo Brunel. O barco dinamarquês/norte-americano do Vestas 11th Hour Racing ocupa o terceiro lugar, com os chineses do Dongfeng Race em quarto.

Nas três últimas colocações estão os veleiros que optaram inicialmente por navegar mais ao norte. Mas por conta da forte corrente de vento ao sul eles trocaram a estratégia e agora estão na mesma rota dos quatro primeiros colocados.

O barco da Onu, o Turn The Tide On Plastic, é o quinto, com os espanhóis da Mapfre, os atuais líderes do campeonato, em sexto. Os chineses do Sun Kung Kai/Scallywag estão em último e são os que navegam mais ao sul.

A velocidade alcançada acontece em condições extremas, em baixa temperatura, com chuva e fortes ondas. Em um período como esse os velejadores esquecem a escala de descansar a cada quatro horas. A maioria sobe para convés e fica preso por uma corda para evitar a queda em alto mar. Na parte de baixo do veleiro fica apenas o navegador orientando eventuais mudanças de rota.





FILHA PERSEGUE MARCA DO PAI

A Volvo Ocean Race navega desde a temporada 2014/2015 com barcos de 65 pés. Quando a competição era disputada com veleiros de 70 pés, o Ericsson 4, que tinha como capitão Torben Grael, pai de Martine, alcançou a melhor marca da história. O recorde veio na edição 2008/09 e é de apenas 11,4 milhas a mais do que o AkzoNobel.

Na atual temporada, os sete barcos estão na disputa da nona etapa, que saiu de Newport, nos Estados Unidos, em direção a Cardiff, no País de Gales, em um trajeto de 3,3 mil milhas náuticas. É a antepenúltima perna da competição e tem previsão de chegada para a próxima terça-feira.

Fonte: Estadão



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Team AkzoNobel sets new VO65 24-hour speed record


Image © Konrad Frost/Volvo Ocean Race


Team AkzoNobel has set a new outright 24-hour distance record for the Volvo Ocean 65 class.

Sailing in stormy conditions at speeds touching 30 knots (55 kilometers per hour) on the fifth day of Leg 9 of the Volvo Ocean Race across the Atlantic from Newport to Cardiff, the team AkzoNobel sailors clocked up a new benchmark distance of 567.03 nm (1,050 km) in a 24-hour period.

The team’s record setting performance has also carried them into the overall leg lead having overtaken Team Brunel (NED) with fewer than 1,500 nautical miles (2,778 km) left to race to Cardiff.

“We have just been ripping,” said helmsman and sail trimmer Justin Ferris (NZL). “We’ve knocked out a nice little record here. How long it holds, who knows? A nice feeling. Cheers to that!”







That might not be the end of the story: both team AkzoNobel and Team Brunel are charging at full pace and while the AkzoNobel crew currently has the upper hand we will need to wait a few hours more to see which team holds emerges with the 24-hour distance record when the conditions begin to moderate.

“We are not going to stop there - we are going to keep on pushing, keep on breaking this record,” said bowman Brad Farrand (NZL) “It’s around 560. We are going for 600!”





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terça-feira, 15 de maio de 2018

CNN apresenta matéria sobre a participação de Martine Grael na Volvo Ocean Race






Thanks to CNN Sport for this great interview with team AkzoNobel helmsman and sail trimmer Martine Grael (BRA) about her experience competing in the Volvo Ocean Race for the first time.

A CNN Sport apresentou uma matéria com Martine Grael, velejadora medalhista de ouro na Rio 2016, a primeira brasileira a disputar a regata Volvo Ocean Race, a bordo do barco holandês Team AkzoNobel.











sábado, 28 de abril de 2018

Você sabe o que é "PIRAJÁ"? Veja como as Pirajás estão influindo na regata Volvo Ocean Race



Como acontece todo dia, o site da regata Volvo Ocean Race publica um vídeo (Daily Live) com entrevistas diretas dos barcos, entrevistando velejadores, abordando alguma curiosidade ou dando alguma explicação sobre aspectos técnicos da regata.

O Daily Live de hoje está especialmente interessante.

Os barcos estão bem próximos à costa do nordeste brasileiro, mais ou menos ao largo do Recife. O comentarista Conrad Colman, diretamente do Quartel General da regata em Alicante, Espanha, faz uma ótima abordagem de um fenômeno típico dos mares do litoral brasileiro, que é chamado em linguagem náutica de "Pirajá".

Pirajá é o vento de chuva que vem sob as nuvens Cummulus nimbus que percorrem o nosso litoral. São velhas conhecidas nos nossos homens do mar.

Os velejadores da Volvo Ocean Race passaram por Pirajás em outros mares, mas estão experimentando agora na costa brasileira os seus efeitos mais intensos na regata, uma vez que estão sendo decisivas nas intensas trocas de posição. Que o diga a tripulação do Dong Feng, que perdeu várias posições.

No Daily Live de hoje, Conrad Colman, com a ajuda de ventiladores, demonstra no escritório de forma criativa e didática a física por trás das nuvens de Pirajá e como os velejadores podem se beneficiar delas ou se meter em encrenca.

Tudo isso aconteceu nas últimas horas na Volvo Ocean Race. Não deixe de assistir ao vídeo.


Daily Live – Saturday 28 April | Volvo Ocean Race












segunda-feira, 23 de abril de 2018

Volvo Ocean Race deixa Itajaí com destino a Newport





Mari Peccicacco


A oitava etapa da Volvo Ocean Race teve início na tarde deste domingo (22) em Itajaí (SC). Os sete barcos da regata de Volta ao Mundo sobem o Oceano Atlântico com destino a Newport (Estados Unidos) para um percurso de 5.700 milhas náuticas ou 10 mil quilômetros.

”Será muito complicada a etapa. A costa brasileira tem às vezes ventos muito fracos e ventos terral e gradiente passando pelos Doldrums – que é área de convergência tropical – com vento muito fraco. Promete bastante disputa e acho que vai ser bem difícil com noites mal dormidas. Então, depois disso vamos ver como vai estar a disputa”, explicou Martine Grael.

”Depois da última perna com várias quebras, dificuldades e uma carga emocional muito grande, agora vai voltar um pouco mais para o normal com o foco na disputa, pois a última perna era mais focada na sobrevivência”.

A prova terá mudanças de regime de vento e oferecerá opções às equipes. A disputa pela costa brasileira com vento contra, as correntes, a Linha do Equador, as calmarias dos Doldrums e as correntes do Golfo dos EUA estarão na telas dos navegadores. Será a última vez que os barcos apontam para o norte literalmente, já que as próximas pernas são para a Europa.

Antes de seguir rumo a Newport, os barcos fizeram um percurso entre bóias em Itajaí. Alguns nomes do esporte brasileiro fizeram a tradição do leg jumper e pularam do barco. Uma delas foi a parceira de Martine Grael no ouro olímpico da 49erFx, Kahena Kunze. ”Uma emoção muito grande ser a leg jumper. É muito legal ver o que a Martine faz a bordo de um barco de oceano, ela está indo muito bem. Queria ter continuado”, revelou Kahena Kunze.

No Dongfeng, quem fez o salto foi o paralímpico Flávio Reitz, representante brasileiro nos Jogos de Londres 2012 e Rio 2016. ”A vela é um esporte fascinante e pode ser disputada por pessoas com deficiência. Fiquei feliz por representar a cidade que moro a bordo do Dongfeng RaceTeam”.

Campeonato equilibrado

O disputa pelo título do campeonato está bastante equilibrada, com dois barcos praticamente empatados: Dongfeng Race Team com 46 pontos e MAPFRE com 45. A tabela segue com Team Brunel, com 36 pontos, e AkzoNobel, com 33.

”Tem muita regata pelo caminho, muitos pontos a disputar. Mas vamos em busca do sonho de ser campeão da Volvo Ocean Race”, explicou Charles Caudrelier, do Dongfeng Race Team.

Mas os espanhóis do MAPFRE tiveram a melhor largada e abriram vantagem pequena neste domingo. Depois de perder a liderança, o time vermelho quer voltar ao posto que sustentava desde a segunda etapa.

Com problemas na etapa anterior, o Vestas 11th Hour Racing conseguiu colocar o mastro a tempo de largar e está em modo regata. O SHK | Scallywag também largou mesmo com apenas 48 horas de preparação. A equipe homenageou seu tripulante John Fisher, que se perdeu no mar e não foi encontrado, em todas as ações em Itajaí.

Fonte: Notícias Náuticas












Largada da Volvo Ocean Race conta com 5 mil pessoas e torcida por Martine Grael



Barcos iniciam etapa da Volvo Ocean Race, que sai de Itajaí (SC) e vai até Newport, nos Estados Unidos. Foto: Maria Muina / Mapfre


João Prata, enviado especial a Itajaí, Estadão Conteúdo
22 Abril 2018 | 15h14


Brasileira campeã olímpica se diz feliz com recepção do público


Cerca de cinco mil pessoas compareceram ao porto de Itajaí neste domingo para acompanhar a largada da oitava etapa da Volvo Ocean Race. As embarcações deixaram o litoral de Santa Catarina rumo a Newport, nos Estados Unidos, em uma disputa que deve durar entre 17 e 18 dias - o percurso total dessa etapa é de 5.700 milhas náuticas (cerca de 10,5 mil quilômetros).

A brasileira e campeã olímpica Martine Grael, do barco holandês da Akzonobel, foi o centro das atenções no evento que marcou o retorno dos sete veleiros à disputa. Mas a equipe chinesa do Sun Hung Kai/Scallywag foi quem teve a saída mais comemorada pelos demais velejadores.

Isso porque eles precisaram correr contra o tempo para largar neste domingo. O veleiro chinês chegou somente na última quinta-feira, duas semanas depois das demais equipes, por conta da morte do tripulante John Fisher durante a sétima etapa.

Outra tripulação que também não finalizou a última perna da competição foi o Vestas 11th Hour Racing, de dupla nacionalidade - dinamarquesa/norte-americana. Eles tiveram o mastro quebrado, mas conseguiram consertar tudo e largaram rumos aos Estados Unidos.

O evento que marcou a saída das embarcações contou com a presença do prefeito de Newport, Henry Winthrop, e do prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni. Todos os velejadores desfilaram pela vila montada no porto e um representante de cada equipe falou rapidamente para o público antes de os barcos partirem. Martine Grael comentou sobre o período de descanso em seu País.

"Passei uns dias em casa após quase um ano fora. Foi bom dar uma 'resetada' para começar essa perna com energia. Tive bastantes compromissos aqui em Itajaí e estou muito feliz com a recepção do público", comentou.

Em Itajaí, ela contou com a presença e a torcida do pai Torben Grael, campeão da edição 2008/2009 da Volvo, da mãe Andrea e da companheira de ouro olímpico, Kahena Kunze. Kahena foi a convidada do barco Akzonobel para ser a "leg jumper". É tradição na saída de cada etapa um convidado ir junto com a embarcação e saltar no mar logo após a largada.

Ao deixar o porto, os veleiros foram até um ponto do mar e permaneceram por quase uma hora a fazer os últimos preparativos. Um barco de apoio então autorizou a saída. Os veleiros fizeram inicialmente um percurso de uma boia a outra em formato de "oito", como na In-Port Race, a regata interna que aconteceu na última sexta-feira. Depois de três voltas completadas, com vento entre 10 e 12 nós (cerca de 20 quilômetros por hora), os "leg jumpers" saltaram para o mar e nadaram até a lancha de apoio. E os veleiros partiram para Newport.

Assim como na In-Port Race, o barco espanhol da Mapfre venceu o percurso, que não conta pontos. Desta vez, o time do capitão e campeão olímpico Xabi Fernández não deu chance aos adversários e liderou o tempo todo com folga. Em segundo lugar ficaram os chineses do Dongfeng. A barco de Martine Grael saiu em quinto lugar rumo a Newport.

Na classificação geral, o Akzonobel ocupa a quarta colocação. O barco chinês Dongfeng assumiu a liderança após a última etapa e está um ponto à frente do barco espanhol da Mapfre. O terceiro lugar é do barco holandês Brunel, que venceu a mais recente perna da competição com pontuação dobrada. O quinto lugar pertence aos chineses do Sun Hung Kai/Scallywag, seguido pelo Vestas, com o barco da ONU, o Turn The Tide on Plastic, em último lugar.

Além de Newport, haverá mais três etapas até o término da temporada 2017/2018 da Volvo Ocean Race, competição que acontece a cada três anos. Dos Estados Unidos, os veleiros cruzam o Atlântico rumo a Cardiff, no País de Gales. Depois seguem para Estrasburgo, na França, e terminam em Hague, na Holanda, em 24 de junho.


Fonte: Estadão












LIXO OCEÂNICO: Barco da ONU analisa poluição dos oceanos enquanto disputa a Volvo Ocean Race



Equipe Clean Seas realiza trabalho à parte da disputa da Volvo Ocean Race. Foto: Reprodução/Twitter/TurnTidePlastic


Nomeada 'Clean Seas', equipe tenta não deixar competição em segundo plano enquanto recolhe água do mar

João Prata, enviado especial a Itajaí, O Estado de S.Paulo
21 Abril 2018 | 13h34



Entre os sete barcos da Volvo Ocean Race há um que deixa o seu desempenho na competição em segundo plano. Não que seus velejadores estejam na disputa a passeio, a vitória também é um objetivo a ser alcançado. No entanto, por trás da participação na regata de volta ao mundo, há uma causa maior: a de combater a poluição dos mares.

O veleiro é patrocinado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e chama-se Clean Seas - Turn The Tide On Plastic (na tradução livre, algo como Limpeza dos Mares - Vire a Maré contra o plástico). Pelas regras, a embarcação segue todos os padrões das demais no que se refere a tamanho, peso, velas... Porém, existe uma pequena diferença.

Há um dispositivo a bordo que recolhe amostras de água durante todo o percurso. Essa água é analisada com o objetivo de saber a quantidade de microplástico na água. O veleiro da ONU está preocupado em ver a poluição que já não conseguimos observar a olho nu.

"O que vemos é uma parte pequena da poluição que realmente existe. O plástico já está tão inserido na água que está dentro de nossa cadeia alimentar. Nesta competição encontramos uma forma de estudarmos isso e passarmos a mensagem de parar de utilizar plástico", informou o velejador português da embarcação Bernardo Freitas, em entrevista à reportagem do Estado.

De acordo com ele, os peixes confundem o microplástico com plâncton e acabam comendo o mesmo. "Ao recolher peixes no mar, cada vez mais se encontram essas amostras nas barrigas deles", prosseguiu.

As amostras retiradas das águas de Itajaí, no litoral de Santa Catarina, foram para análise e os resultados ainda não saíram. Mas Bernardo informou que, ao longo das sete etapas disputadas, os números são alarmantes.

Desde 1964, a produção de plástico aumentou 20 vezes, chegando a 322 milhões de toneladas em 2015, segundo números da ONU. Se essa crescente se mantiver, a expectativa é que em 2050 haja mais plástico do que peixe no mar. Uma das formas de acabar com isso é fazer alertas.

A estrutura da Volvo Ocean Race montada em Itajaí e nos portos por onde passa ao redor do mundo demonstra preocupação com esse problema. Não há produtos com embalagens plásticas e também não há copos plásticos disponíveis. Todos são aconselhados a usar o próprio copo para consumir água, por exemplo.

A cada parada, os organizadores também escolhem uma praia para recolher o lixo na areia. Em Itajaí, a ação aconteceu na Brava e contou com a participação de voluntários da cidade. Todo o lixo recolhido foi para análise e será reciclado. Os óculos escuros dos tripulantes, por exemplo, são feitos com restos de rede de pesca. Há também produção de meias e chaveiros com o que foi recolhido dos mares.

Outro veleiro que também carrega a bandeira da sustentabilidade é o Vestas 11th Hour Racing. A embarcação é dinamarquesa e norte-americana. A empresa que patrocina a equipe e dá nome ao barco é de soluções de energia sustentável. Em entrevista ao Estado, o capitão norte-americano Charlie Enright falou sobre a preocupação com a sustentabilidade.

"Tentamos consumir de maneira consciente. Evitamos ao máximo produzir lixo, utilizar plástico e materiais que agridam ao meio ambiente. Acredito que levantar essa bandeira é fundamental para alertar a população por onde passamos de que é necessário mudar nossos hábitos", ressaltou.

Neste domingo, às 14 horas, haverá a largada da oitava etapa da Volvo Ocean Race. Os sete veleiros que estão na disputa deixarão Itajaí rumo a Newport, nos Estados Unidos.

Fonte: Estadão












Com os pais na torcida, Martine Grael se despede de Itajaí rumo a Newport






João Prata, O Estado de S.Paulo
22 Abril 2018 | 07h00


Velejadora brasileira embarca junto com a equipe holandesa do Akzonobel neste domingo as 14 horas


A brasileira campeã olímpica Martine Grael conseguiu matar a saudade de seu país, da família e dos amigos (e tirar o dente do siso) nas últimas duas semanas e neste domingo embarca junto com a equipe holandesa do Akzonobel rumo a Newport, nos Estados Unidos, na oitava etapa da Volvo Ocean Race, a regata de volta ao mundo.

A largada está marcada para as 14 horas e deve receber um grande número de torcedores no porto de Itajaí. Desde que o acampamento da Volvo foi montado na região, a cidade parou para acompanhar a chegada dos veleiros e posteriormente passou a frequentar as imediações do grande evento que é a Volvo Ocean Race.

A organização do evento ergueu grande acampamento. Cada equipe tinha um contêiner para expor seus produtos, pois são patrocinados por empresas. Também tiveram espaço para contar suas histórias e fazer campanhas, como o caso do barco da ONU que compete de olho na preservação dos oceanos.

Em meio às equipes, uma grande tenda foi erguida para receber os principais restaurantes da região e também barracas de bebidas além da exposições de carros e outros produtos da Volvo. Tudo era grandioso e chamou a atenção da população local e dos arredores. Na quinta-feira, quando teve o show do cantor Armandinho, as portas do Centro de Convenções da região precisou ser fechada pois recebeu lotação máxima: cerca de 48 mil pessoas circularam pela festa.

Os velejadores passeavam entre os curiosos. Posavam para fotos e iam e vinham em direção ao mar para acertar os últimos preparativos em seus veleiros. No sábado, houve a In-Port Race, a regata interna que acontece a cada parada da competição. Ela não vale pontos na classificação geral, mas serve como critério de desempate. O barco espanhol da Mapfre venceu, com o Akzonobel na segunda colocação.

A parada em Itajaí também foi de extremo impacto emocional para os velejadores, especialmente quando o barco chinês da Sun Hung Kai/Scallywag chegou ao porto, dias após os demais. O atraso aconteceu por conta de um acidente durante a sétima etapa, que causou a morte do velejador John Fisher. O veleiro chegou sob aplausos de todos que estavam em terra. Houve ainda uma força-tarefa para que a equipe conseguisse arrumar o barco a tempo para a largada deste domingo.

CONSELHO DE PAI

Martine Grael, a protagonista da competição nesses dias de Brasil, foi atenciosa com todos e contou nos últimos dias com a presença dos pais Torben e Andrea. Torben conhece muito bem a competição, participou de duas edições e ergueu o troféu de campeão em 2008/2009 como capitão do Ericson 4. Tranquilo como convém a um navegador, ele falou sobre a sensação de ver a filha participando de uma das competições mais duras do iatismo.

“Quando está de fora você não pode fazer muito. Fica torcendo para que tudo dê certo. É uma experiência muito enriquecedora para ela”, disse. “A gente fica apreensivo em alguns momentos, sabe que acidentes podem acontecer. Mas acredita que vai tudo certo”, prosseguiu.

Sobre a oitava etapa, ele avisou que deve ser muito mais tranquila do que a última, que veio de Auckland, na Nova Zelândia, até Itajaí e contou com pontuação dobrada devido ao grau de dificuldade. “As condições serão mais mansas do que a última. Não tem o frio, as ondas e o ventão da última, mas é longa. A temperatura é quente, a água é quente também em quase todo o percurso. É uma perna moderada”, analisou.

A mãe Andrea, que também é velejadora, segue o pensamento parecido com o do marido na linha de um Milton Nascimento do nada a temer senão o correr da luta e nada a fazer senão esquecer o medo. “Estou muito orgulhosa. Como sou velejadora, entendo o que ela está passando. Estou muito orgulhosa de ver ela fazer essa velejada que eu gostaria de ter feito. Velejo praticamente junto com ela quando estamos em Niteroi. Acompanho todas as informações, as novidades, as condições do tempo. Estou bem feliz com esse momento dela”, disse a mãe.

O barco Akzonobel, da Martine, está na quarta colocação da classificação geral, mas está em uma crescente na competição. O veleiro vem de três pódios consecutivos. “A equipe se uniu bastante e isso tem sido o mais importante. Coincidência ou não, passamos a ter melhores resultados depois que isso aconteceu. Espero que continue assim”, finalizou Martine.


Fonte: Estadão









sexta-feira, 20 de abril de 2018

MAPFRE vence regata em Itajaí e equipe de Martine Grael fica em segundo



Itajai stopover.In-port Race. 20 April. Pedro Martinez/Volvo Ocean Race




Barco espanhol domina In-Port Race de Itajaí e se anima para a largada rumo aos Estados Unidos. Team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, termina a prova em segundo lugar. Agora barcos se prepararam para a oitava etapa, que sai neste domingo (22)

O barco espanhol MAPFRE conseguiu, nesta sexta-feira (20), em Itajaí (SC), mais uma vitória na série de regatas In-Port Race, campeonato paralelo de provas que valem para o desempate na Volvo Ocean Race.

A equipe vermelha, que subiu ao pódio em todas as etapas, não deu chances aos outros cinco adversários e cruzou em primeiro lugar. A vantagem para o team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, foi de 43 segundos. Em terceiro lugar ficou o Dongfeng Race Team, que teve o brasileiro Márcio Santos, campeão da Copa de 1994 como convidado a bordo.

"Foi uma boa regata para nós hoje, desde o início, mas a chave para a vitória foi poder passar a AkzoNobel no primeiro vento de popa", disse o campeão olímpico Xabi Fernández. ''A partir daí ampliamos a vantagem''.

O resultado mantém os espanhóis em primeiro lugar no campeonato paralelo das In-Ports Races com 44 pontos. O Dongfeng Race Team tem 39 e o AkzoNobel tem 36. O MAPFRE ganhou outras duas provas nessa temporada: Alicante (Espanha) e Ghangzou (China).

''Ser o líder da série é sempre bom. Sabemos o como é apertada a classificação geral, onde estamos apenas um ponto atrás do Dongfeng, por isso isso pode ser importante no final de tudo'', contou Xabi Fernández.

Itajai stopover.In-port Race. 20 April. Pedro Martinez/Volvo Ocean Race


A equipe do AkzoNobel, da Martine Grael, ficou em segundo lugar em Itajaí. A campeã olímpica foi muito festejada pelos fãs brasileiros, que lotaram a Vila da Regata. Mais de 300 mil pessoas já passaram pelo local desde 5 de abril. ''Estou super feliz em competir no Brasil ao lado da minha torcida. Na In-Port conseguimos uma largada boa e uma disputa acirrada com a MAPFRE''.

A bordo do Dongfeng Race Team estava o tetracampeão Marcio Santos, que foi o convidado do barco chinês na regata. ''Foi uma experiência incrível. O barco anda muito rápido e a adrenalina a bordo é enorme''.

O Team Brunel teve problemas na perna de popa (vento a favor). A vela usada para impulsionar mais o barco no vento forte enrolou e a equipe holandesa caiu para último.

A In-Port teve seis pernas de aproximadamente 2 milhas cada e o MAPFRE fez a prova em 54min56. O percurso utilizado foi de barla-sota, ou seja, vai contra e volta a favor do vento. Segundo a organização, os ventos variaram de 10 a 12 nós.


Itajai stopover.In-port Race. 20 April. Ainhoa Sanchez/Volvo Ocean Race.

Agora o próximo compromisso das equipes é a largada para Newport, Rhode Island, marcada para domingo (22), às 14h. Os sete barcos devem correr a prova de 5.600 milhas náuticas.


Itajai stopover.In-port Race. 20 April. Pedro Martinez/Volvo Ocean Race.


Classificação da In-Port de Itajaí

1. MAPFRE - 7 pontos
2. AkzoNobel - 6 pontos
3. Dongfeng Race Team - 5 pontos
4. Turn the Tide on Plastic - 4 pontos
5. Team Brunel - 3 pontos
6. Vestas 11th Hour Racing - 2 pontos
7. TSHK / Scallywag - não participou

Classificação das regatas In-Port da Volvo Ocean Race

1. MAPFRE - 44 pontos
2. Dongfeng Race Team - 39 pontos
3. AkzoNobel - 33 pontos
4. Team Brunel - 29 pontos
5. Vestas 11th Hour Racing - 18 pontos
6. Turn the Tide on Plastic - 15 pontos
7. Sun Hung Kai / Scallywag - 15 pontos


Fonte: Volvo Ocean Race (Release)









quinta-feira, 19 de abril de 2018

Martine Grael responde perguntas das crianças na Vila da Regata





Depois de passar alguns dias com a família no Rio, a velejadora Martine Grael, 26, do Team AkzoNobel, primeira mulher brasileira a competir na Volvo Ocean, reservou a tarde de terça-feira para conversar com os alunos que fazem visitas guiadas à Vila. Todos queriam tirar fotos e levar o autógrafo da velejadora e campeã olímpica.

“Receber as crianças é, especialmente, o meu maior prazer. Se tem alguma coisa que eu gosto de fazer é tentar inspirá-las um pouquinho”, relatou Grael sobre a experiência.

“Os brasileiros estão tendo um carinho muito bacana com nossa equipe aqui em Itajaí. A Vila está muito animada, cheia de coisas para fazer. Foi uma das melhores paradas que fizemos até agora. Eu estou super feliz de ter voltado para Itajaí, depois de um tempinho em casa”, contou Martine.

A volta a Itajaí foi também o primeiro dia de teste dos barcos e Martine prevê muito trabalho até a In-Port Race na sexta-feira (20) e a largada da oitava etapa no domingo (22). “Estamos fazendo as preparações para a saída na perna. Ainda tem muita coisa a ser feita, mas está tudo dentro da programação”. De Itajaí, os competidores partem para Newport nos Estados Unidos.

AkzoNobel é a quarta colocada na classificação geral e ainda tem chance de levantar o troféu mais desejado do mundo da vela. Com 33 pontos, o barco de bandeira holandesa tem a sua frente Dongfeng Race Team (46 pontos), Mapfre (45) e Team Brunel (36).


Fonte: Página 3









quarta-feira, 18 de abril de 2018

MARTINE GRAEL dá entrevista para revista britânica e fala dos seus planos para depois da Volvo Ocean Race






Volvo Ocean Race – Rookie perspective 2: Martine Grael

By Yachts Yachting

In the second of our five-part mini series, Rob Kothe gets the rookies perspective from Volvo Ocean Race first timers…
Read rookies part 1 – Peter Burling

Martine Grael, 27 is sailing aboard AkzoNobel in the 2017-18 Volvo Ocean Race as both a driver and a sail trimmer. The Brazilian 49er FX Olympic Gold medallist is a Volvo Ocean Race rookie, but her father Torben Grael, Brazil’s most successful Olympic sailor, with five medals, has taken part in the race three times and won the 2008-09 edition as skipper of Ericsson 4.

Martine Grael and Kahena Kunze won the 420 World Youth Championships in 2009, then switched to the 49er FX in 2012. They won the 2014 World Championship and that year they were crowned Rolex World Sailors of the Year, before winning in Rio.

Grael takes up the story “I have always been interested in doing the VOR and watched the SCA team being put together, but my goal was the 2016 Olympic Games, so I stayed focused on that. But when the rule changed, increasing mixed crew options for the 2017 race I started looking out for a crew position.

“I worked very hard in the gym to gain strength. For the 49erFX I was close to ideal weight, so I just had to be super-agile and fit. But for the Volvo core strength is the issue, for grinding and moving sails around for example.

“The race so far has been better than I imagined in some ways and worse in some other ways. I had heard lots of stories many from my father, I knew a lot of that would happen but it’s always harder to experience them yourself.

“I enjoyed some very good sailing this last leg and some hard times being at the back of the fleet for sure but the best experience was winning the leg coming into Auckland. It was very stressful but there is nothing better than winning. The worst moment was probably arriving last into Melbourne after the breakdown in Leg 3.

“I guess I am very passionate about things and sailing and sure this race is a lot of professional in some ways. I guess this race just gets the worst out of you and you just can’t hold it back. I think sometimes it gets the better of you. You discover a lot about yourself and how to live with other people. It’s put new perspective in life and now I see things with different eyes.

“I’ve learnt so much as a sailor. There are so many good people on board and a lot of experience and I’m just trying to learn as much as possible. As a newbie there is a lot to learn and there is a long way to go for me in sailing and I am not sure what is coming up next but for sure this helps me as a sailor and I feel like more of a complete sailor now.

“I’ve learnt a lot more about responsibilities and personal organisation, very important in running your own Olympic campaign.

“After this race ends, I will be straight back into 49er FX sailing for at least two years until the Tokyo campaign so pretty much full on after the race.

“I will take my caravan / trailer all the way to Denmark and start 49er FX training with Kahena for the Aarhus Worlds, (after winning in Rio we were second in the 2017 Worlds). After that there is a test event in Tokyo and after that hopefully some rest and then the Olympic cycle starts again.”


Fonte: Yachts and Yachting











segunda-feira, 16 de abril de 2018

Martine Grael contará experiência pessoal durante workshop ambiental da Volvo Ocean Race




Martine Grael na chegada do barco Team AkzoNobel a Itajaí, após enfrentar a mais dura das etapas da regata de volta ao mundo, a Volvo Ocean Race.


Evento será na próxima quarta-feira, 18, no auditório do Centreventos

O Seminário técnico-científico “O futuro dos Oceanos: combate ao lixo no mar” contará com a presença da velejadora Marine Grael, na próxima quarta-feira (18), no Auditório do Centreventos. Além da atleta que participa da regata de volta ao mundo, profissionais convidados, inclusive da Organização das Nações Unidades (ONU), participarão do evento. As inscrições gratuitas seguem abertas exclusivamente por e-mail.

“É surpreendente você ver muito lixo em locais totalmente isolados e distantes da costa. Mas outro fator que me chamou a atenção foi a ausência total de vida marinha nesta perna inteira, entre Auckland e Itajaí. Eu esperava ver baleias, peixe-lua, e infelizmente não foi o que ocorreu”, relata a medalhista olímpica. Esta e outras observações ela levará ao workshop.

No seminário será assinado um protocolo de intenções do município com a campanha global “Clean Seas”, em português: “Mares limpos”. Proposta pela ONU Meio Ambiente, alerta sobre a poluição dos oceanos, atividades poluidoras e orienta para o destino correto dos lixos.

Para participar, basta se inscrever gratuitamente no eventos.famai@itajai.sc.gov.br ou (47) 3348-8031 com Rafaela. O seminário será 13h30 às 19h.

Convidados

O tema desta edição da Volvo Ocean Race é o cuidado com os oceanos. Para se discutir o assunto com estudantes, profissionais e a comunidade em geral, Município de Itajaí, por meio da Fundação do Meio Ambiente de Itajaí (Famai), UFSC e com apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), organizou o seminário técnico e científico.

O evento contará com nomes como o Procurador-Chefe do Ministério Público Federal em Santa Catarina (MPF/SC), Darlan Airton Dias, a representante da ONU Meio Ambiente, Fernanda Daltro, o professor doutor da Universidade de Aveiro (Portugal), Armando da Costa Duarte, o Coordenador de Gerenciamento Costeiro do Ministério do Meio Ambiente, Régis Pinto Lima, entre outros.


Fonte: Click Camboriu




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sexta-feira, 6 de abril de 2018

LIXO MARINHO: Em Itajaí, ONU pede fim da poluição plástica durante maior regata à vela do mundo



Veleiro representa a campanha #MaresLimpos na regata e realiza ações de limpeza dos oceanos. Foto: ONU Meio Ambiente

Em abril, chega ao Brasil a maior regata à vela do mundo. A competição aportará em Itajaí, Santa Catarina, com o apoio da ONU Meio Ambiente, que entra na disputa para pedir o fim da poluição dos mares pelo lixo plástico. A agência das Nações Unidas e a Volvo Ocean Race promoverão na cidade um encontro de especialistas e atividades de conscientização. Um veleiro representará a campanha #MaresLimpos das Nações Unidas.

Em abril, chega ao Brasil a maior regata à vela do mundo. A competição aportará em Itajaí, Santa Catarina, com o apoio da ONU Meio Ambiente, que entra na disputa para pedir o fim da poluição dos mares pelo lixo plástico. A agência das Nações Unidas e a Volvo Ocean Race promoverão na cidade um encontro de especialistas e atividades de conscientização.

No dia 18, acontece o seminário técnico O futuro dos oceanos: Combate ao lixo no mar, com a participação do procurador-chefe do Ministério Público Federal em Santa Catarina, Darlan Airton Dias, da gerente de campanhas da ONU Meio Ambiente, Fernanda Daltro, da defensora da campanha #MaresLimpos das Nações Unidas e idealizadora do projeto Menos 1 Lixo, Fernanda Cortez, e do professor da Universidade de Aveiro, Armando da Costa Duarte, entre outros especialistas.

O evento é organizado pela Fundação do Meio Ambiente de Itajaí (FAMAI), pela Prefeitura de Itajaí e pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com o apoio da ONU Meio Ambiente.

O organismo internacional também divulgará na cidade catarinense orientações aos visitantes, para que assumam compromissos de redução do consumo de plástico. Ações também terão como público-alvo os donos e usuários de barcos de lazer e turismo, que receberão informações sobre o descarte correto do lixo em alto mar.

Um veleiro da ONU

No mar, o veleiro Team Clean Seas será uma das sete embarcações disputando a regata. A equipe do barco, composta por mais de dez tripulantes, embarcou no torneio com a missão de recolher o lixo plástico marinho encontrado durante o percurso de 45 mil milhas náuticas. A Volvo Ocean Race passará por quatro oceanos, cinco continentes e 12 cidades.

“A poluição plástica é um problema global que precisa de solução global. A passagem da Volvo Ocean Race pelo Brasil, com foco na campanha Mares Limpos, é uma oportunidade de chamar a atenção de diversos setores da sociedade para o tema e, quem sabe, ver a comunidade e as empresas locais se engajando e assumindo compromissos por um planeta sem lixo em nossos rios e oceanos. Por exemplo, promovendo ações voltadas para educação e mudanças de comportamentos tanto da sociedade civil como de todos os setores envolvidos na produção do plástico e na gestão de resíduos”, afirma Denise Hamú, Representante da ONU Meio Ambiente no Brasil.

Tecnologias sustentáveis

A Volvo Ocean Race também apresentará o Veleiro ECO, primeiro do Brasil desenvolvido para expedições e pesquisas oceanográficas. O modelo foi produzido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e conta com tecnologia de ponta. A embarcação permite a coleta e análise de dados com custo reduzido para estudos sobre mudanças climáticas e diversidade marinha.

O barco estará aberto para visitação a partir de 15 de abril e detalhes também serão apresentados em um estande especial dentro do Itajaí Stopover. “Após a Volvo, faremos a primeira grande expedição oceanográfica do Veleiro ECO, rumo à Ilha da Trindade, Arquipélago de Martin Vaz e Arquipélago de São Pedro e São Paulo, para análise das comunidades planctônicas”, explica a gerente de operações do projeto Veleiro ECO, Andréa Green Koettker.

Outra ação em prol do meio ambiente promovida na Volvo Ocean Race será o oferecimento de copos reutilizáveis. Esses copos são considerados 25 vezes mais ecológicos que os descartáveis. Durante o evento, será possível adquiri-los por cinco reais, valor que será deixado no guichê de retirada como um caução. Após o uso, a pessoa pode devolver o utensílio e pegar o dinheiro de volta ou, se preferir, levar para a casa.

“O maior impacto está na produção, onde os recursos naturais necessários são praticamente os mesmos para copos descartáveis e reutilizáveis. A grande diferença é que os descartáveis são usados uma única vez. Já os reutilizáveis, centena de vezes”, explica Manuela Angelim, representante da Meu Copo Eco. Ela conta que até o processo de serigrafia possui tinta que não libera gases tóxicos.

Fonte: Nações Unidas no Brasil








segunda-feira, 2 de abril de 2018

Vencedor da etapa brasileira da Volvo Ocean Race vai ser conhecido nesta terça




Tripulação do Team AkzoNobel comemora a passagem pelo Cabo Horn e se aproxima agora de Itajaí, Santa Catarina, na terceira posição. 


Mariana Peccicacco

Os vencedores de sétima etapa da Volvo Ocean Race 2017-18 serão definidos nesta terça-feira (3) em chegada emocionante na cidade de Itajaí (SC), destino final da perna de 7.600 milhas náuticas de regata. A previsão – pode variar de acordo com o vento – é de termino nas primeiras horas da manhã.

Dois barcos brigam pela vitória e pela chance de levar pontuação dobrada pra casa. Team Brunel e Dongfeng Race Team protagonizam uma disputa equilibrada desde a subida pelo Atlântico Sul.

As milhas finais prometem muita adrenalina, principalmente pela previsão de ventos fracos na aproximação à costa catarinense.

Na tarde desta segunda-feira (2), a diferença entre holandeses e chineses era de apenas 4 milhas náuticas. Brunel e Dongfeng navegam na altura de Pelotas (RS) ainda com ventos de média intensidade.

”A boa notícia é que estamos ganhando milhas até a chegada rapidamente”, disse o holandês Bouwe Bekking, comandante do Team Brunel.




”Nas últimas horas andamos a 24 nós, mas o Dongfeng está na nossa cola. Não existe mais vantagem e teremos uma batalha até a chegada”.

Com as temperatura aumentando – as equipes ficaram semanas sofrendo com o frio dos mares do sul – o clima fica melhor a bordo. ”A temperatura da água subiu de 9 para 20 graus e do ar de 3 para 18 graus em menos de 48 horas. Saímos da pressão e agora podemos relaxar, mas temos que tentar passar o Brunel”, disse Charles Caudrelier, do Dongfeng.

”Todas as equipes tiveram seus problemas e agora todos querem apenas chegar”.

Já o team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, conserva a terceira colocação, só que mais de 230 milhas náuticas atrás dos dois primeiros. O barco está na linha de Buenos Aires, Argentina, e deve chegar até o início da quarta-feira (4).

”Essa etapa foi uma das mais difíceis. Passamos por momentos difícieis e de muita pressão para não dar nada errado. Foi uma etapa incrível, bonita, mas ao mesmo tempo triste”, disse a brasileira Martine Grael.

”Estou sentindo falta de um arroz e feijão, de um churrasco também”.

Em quarto lugar está o Turn the Tide on Plastic, seguido de perto pelo MAPFRE. As duas equipes devem cruzar a linha de chegada apenas no dia 6 de abril.