domingo, 26 de agosto de 2018

TRANSOCEÂNICA: Audiência pública discutirá compra de ônibus elétricos



COMENTÁRIO: 

A Prefeitura de Niterói inova mais uma vez e investe em soluções sustentáveis para a cidade ao lançar o edital para a aquisição de 40 ônibus elétricos para operar na TransOceânica.

A opção pela tecnologia é para reduzir custos operacionais, reduzir as emissões atmosféricas do transporte (maior fonte de poluição do ar em Niterói) e para evitar veículos a Diesel no Túnel Charitas-Cafubá, cujas galerias contam com ciclovias em seu interior. Assim, evita-se a poluição e garante-se uma qualidade do ar mais adequada para os ciclistas que utilizam o túnel.

Axel Grael
Secretário Executivo
Prefeitura de Niterói



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Audiência pública discutirá compra de ônibus elétricos





No total, serão 40 veículos adquiridos até o ano que vem

Será realizada na próxima segunda (27), às 11h, no auditório da Fundação Municipal de Educação, uma audiência pública para discutir a compra dos ônibus elétricos que serão utilizados no corredor BHS (Bus with High Level of Service) da TransOceânica. De acordo com o edital, serão comprados 40 ônibus, sendo 20 até dezembro e 20 no ano que vem.

Os ônibus elétricos são mais econômicos, além de não poluentes. De acordo com a Prefeitura de Niterói, a implantação deles na cidade faz parte de um compromisso para reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa.

“A atual gestão tornou público seu comprometimento com as questões climáticas em 2017, ao assinar o Pacto Global dos Prefeitos pelo Clima e Energia. Faz parte desse comprometimento, a redução de emissão de gases causadores do efeito estufa e em Niterói boa parte desse poluente vêm da área de transporte. Por isso, investir em ônibus elétricos é investir não só na modernização do transporte coletivo da cidade, mas contribuir para o meio ambiente e para a maior qualidade de vida da população”, enfatiza a secretária de Planejamento, Modernização da Gestão e Orçamento, Giovanna Victer.

O secretário municipal de Urbanismo e Mobilidade, Renato Barandier, acredita que o sistema também será uma referência em modernidade:

“O sistema será um dos mais modernos da América do Sul, com estações inteligentes e ônibus elétricos. Com esse modelo, a TransOceânica irá reduzir em até 60% as emissões de gases de efeito estufa na Região e reduzirá o tempo de deslocamento da população”, contou.

Outra vantagem desse tipo de transporte é a redução dos custos, já que exigem menos reparo e manutenção, além de haver a substituição do combustível. A medida também não vai pesar no bolso do trabalhador: o valor da passagem não sofrerá alteração.

A TransOceânica contará com 13 estações do BHS que estarão localizadas nos seguintes pontos: Engenho do Mato (já está pronta); próximo ao Rio João Mendes; rótula da Avenida Central; em frente ao Mercado Maravista; próximo à Rua São Marcio; próximo à subestação da Enel; próximo à Avenida Santo Antônio; próximo ao shopping Multicenter; perto do Hospital da Amil; na altura do DPO do Cafubá; na rótula Cafubá (Fazendinha); próximo à AABB; Charitas (já está pronta).

As estações seguirão os modelos das estações do VLT implantado no Rio de Janeiro, mas com o piso na altura do passeio público. Todas terão bicicletário com 10 vagas, câmeras de segurança, sistema de sonorização, que permitirá a comunicação do centro de controle com os passageiros, além de painéis que irão informar o tempo de chegada de cada ônibus na estação, e de uma grande tela na qual os usuários poderão acompanhar a localização dos coletivos no mapa.

O edital para a aquisição dos ônibus já está disponível para consulta pública no link http://www.ppp.niteroi.rj.gov.br/consulta.html


Fonte: O Fluminense




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Transoceânica: Prefeitura abre edital para compra de 40 ônibus elétricos





sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Campo de S. Bento terá consulta pública sobre obras de melhoria




Com área de 36 mil metros quadrados, o jardim público segue como um dos grandes redutos dos niteroienses e também de turistas de todo o Brasil e do exterior. Lucas Benevides


Revitalização faz parte das comemorações de 110 anos do parque. População também poderá opinar sobre eventos

Os moradores de Niterói vão poder participar, a partir da semana que vem, de uma consulta pública sobre as melhorias que serão realizadas no Parque Prefeito Ferraz, conhecido como Campo de São Bento, em Icaraí. Através da plataforma Colab.re, a população vai poder opinar sobre as intervenções no principal parque público da cidade. O ano em que o espaço verde comemora 110 anos será marcado também por uma revitalização, já em andamento, e por uma parceria entre a Prefeitura de Niterói e a Bélgica para um grande evento no dia 21 de setembro.

O prefeito Rodrigo Neves destaca que o Campo de São Bento é um dos mais importantes espaços de convivência do município e é cenário de histórias de milhares de moradores. Daí a importância de ouvir os niteroienses sobre algumas decisões a serem tomadas no local.

“A partir da semana que vem, poderemos saber se as pessoas querem, por exemplo, que seja implantado o ParCão, um espaço exclusivo para quem quiser trazer seus bichinhos para passear. Também será possível opinar sobre o tipo de evento que o niteroiense quer ver no campo. Nosso objetivo é melhorar esse espaço tão importante e privilegiado, no coração da cidade, onde o niteroiense se encontra”, detalha.

O dia 21 de setembro, Dia da Árvore, também será de celebrações no Campo de São Bento. Com área de 36 mil metros quadrados, o grande jardim público urbano da cidade chega aos 110 anos com uma grande programação. A data será marcada pelo anúncio do Cambuí como árvore símbolo de Niterói e o lançamento de um selo oficial comemorativo com os Correios.

“Essa é uma joia de Niterói, uma área verde justamente na área mais densa da cidade. O Campo de São Bento foi projetado por um pesquisador belga chamado Arséne Puttemans. Teremos, por isso, a participação do cônsul da Bélgica, o lançamento de um selo comemorativo, atividades culturais, além de plantio de mudas. Queremos comemorar esse espaço tão importante da cidade”, adianta.

Modernização – Para a nova iluminação do parque, as luminárias altas serão de LED amarelo, e as baixas, de LED branco. Ao todo, 144 pontos de luz serão trocados. A secretária municipal de Conservação e Serviços Públicos (Seconser), Dayse Monassa, explica que os sanitários também passarão por mudanças.

“Vamos fazer os banheiros familiares, uma antiga reivindicação dos frequentadores do Campo de São Bento. Muitos pais vêm com as filhas, mães com os filhos, e tinham dificuldade para levar as crianças ao banheiro. Vamos proporcionar mais conforto para os frequentadores”, informa a secretária.

Um estudo de melhoria da filtragem dos três lagos, que somam dois milhões de litros de água, também será elaborado. Atualmente, a limpeza é realizada com a retirada e reposição da água, com reaproveitamento dos sedimentos para adubo.

Fonte: O Fluminense











quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Transoceânica: Prefeitura abre edital para compra de 40 ônibus elétricos






Anderson Carvalho

Os moradores da Região Oceânica estão mais próximos de se locomoverem até a Zona Sul com mais rapidez e economia. A Prefeitura de Niterói divulgou ontem consulta pública ao edital de pregão eletrônico, referente à compra de 40 ônibus elétricos do tipo BHS à bateria zero quilômetro, de 2018 e 2019, portas dos dois lados e piso baixo. Os veículos vão circular no corredor expresso da Transoceânica, do Engenho do Mato, na Região Oceânica, a Charitas, na Zona Sul, passando pelo Túnel Charitas-Cafubá.

Os veículos serão equipados com ar condicionado. Após a assinatura do contrato, o prazo para a entrega dos ônibus será de até 90 dias corridos. O preço total estimado pela prefeitura é de R$51.960.000. Os veículos serão depois doados ao consórcio que atua na Região Oceânica. Para a compra dos ônibus será usado o dinheiro proveniente dos royalties do pré-sal. Será quase metade do total da frota que circulará na Transoceânica. A prefeitura comprará os veículos para que o consórcio Transoceânico mantenha o valor da tarifa cobrada nas linhas municipais de ônibus convencionais, que é de R$ 3,90. Os 60 veículos elétricos restantes serão comprados pelo consórcio.

O edital e seus anexos podem ser retirados na Secretaria de Planejamento, Modernização da Gestão e Controle, na Rua da Conceição, 67, no Centro, das 9 às 17 horas. Podem ser ainda obtidos através do site http://www.ppp.niteroi.rj.gov.br/. As sugestões dos interessados podem ser enviadas para o endereço ou ao e-mail faleconoscoppp@seplag.niteroi.rj.gov.br, até o dia 28.

Não será permitida a participação na licitação de mais de uma empresa sob o controle de um mesmo grupo de pessoas, físicas ou jurídicas.

Os ônibus vão pegar e desembarcar passageiros nas 11 estações que serão construídas ao longo da Transoceânica. A prefeitura prometeu que até novembro elas ficarão prontas. No momento, somente a do Engenho do Mato e a de Charitas estão concluídas. Quando o corredor expresso foi planejado, no início do primeiro mandato do Governo Rodrigo Neves, a intenção inicial era que os veículos fossem do tipo BRT, como os do Rio de Janeiro. Porém, pelo espaço das pistas, escolheu-se o modelo BHS, menor.

Fonte: A Tribuna










HackNit: Niterói promove a primeira maratona tecnológica





HackNit: primeira maratona tecnológica de Niterói já tem participantes definidos

20/08/2018 – Os 120 participantes do HackNit, a primeira maratona tecnológica de Niterói, já foram selecionados pela Secretaria de Planejamento, Modernização da Gestão e Controle (Seplag). A maratona será realizada de sexta (24) a domingo (26), na Casa do Conhecimento, no Caminho Niemeyer, Centro de Niterói. A lista completa dos contemplados está disponível na página do evento no Facebook (www.facebook.com/maratonahacknit). Todos os sorteados receberão um e-mail confirmando a participação no evento.

Durante 36 horas, os participantes terão a missão de encontrar soluções de tecnologia para os gargalos da segurança pública, meio ambiente, conservação, saúde, educação e mobilidade urbana a partir de desafios lançados por gestores da área.





Os projetos mais viáveis e mais próximos das metas de políticas públicas previstas pela gestão municipal serão premiados. O primeiro colocado receberá R$ 20 mil, o segundo, R$ 10 mil e o terceiro, R$ 5 mil. As propostas serão avaliadas por um corpo de jurados formado por especialistas na área de tecnologia, inovação e empreendedorismo.

Os participantes estão divididos em quatro categorias: entusiastas (15), empreendedores (15), designers (25) e programadores (65). A prefeitura irá disponibilizar informações e bancos de dados do município aos participantes. Contudo, cabe ressaltar que as informações originais foram alteradas para preservar a identidade dos profissionais envolvidos. Os participantes também contarão com toda a estrutura necessária, desde alimentação até espaço para descanso e banho, para desenvolver seus programas e aplicativos.

Um total de 259 pessoas se inscreveram para participar do primeiro Hackthon de Niterói e destes 120 foram selecionados para fazer parte do grupo de hackers do bem. Se houver desistência entre os sorteados, outros inscritos poderão ser convocados. A abertura da HackNit será às 18h. Contudo, o espaço estará aberto a partir das 16h30 para credenciamento dos participantes.









Fórum de Transformação Digital nas Cidades

Quem ficou de fora do sorteio ainda tem uma chance de viver o clima da primeira Hackthon de Niterói e de aprender um pouco mais sobre a aplicação da tecnologia na gestão das cidades.

No sábado, segundo dia da maratona, será realizado, a partir das 14h, no auditório do Caminho Niemeyer, o fórum Transformação Digital nas cidades. Aberto ao público e com entrada franca, o fórum contará com dois painéis de debate. O primeiro acontece das 14h às 16h e tem como tema Cidadania e Informação.

Os palestrantes serão a fundadora da ONG Mini Fazenda Urbana e CEO da JVE Consultoria, Maria Mazzarello; a diretora de Inovação da ASSEPRO-RJ, responsável pelo Fórum Internacional Hacking.Rio, Cláudia Wilson; o coordenador da Frente de Cidades dos Estudos de IoT do BNDES e economista do Departamento de TIC do BNDES, Eduardo Kaplan Barbosa e o Digital Lead Program da Engie Digital, Vincent Vandenberge. A secretária Giovanna Victer será a mediadora do painel.

“Durante os três dias de HacKNit queremos respirar inovação e ampliar ao máximo o debate sobre smartcities, modernização da gestão pública, a importância da tecnologia para a qualidade dos serviços públicos. Enfim, essa discussão paralela durante a HackNit fortalece as nossas metas de construir a Niterói que queremos a partir de uma gestão participativa que contemple tanto o interesse dos gestores quanto da população”, destaca Giovanna.

O segundo painel será sobre Tecnologia e Soluções, que acontece das 16h às 18h, e será mediado pelo secretário Executivo de Niterói, Axel Grael. Entre os palestrantes estão o pesquisador do Centro de Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade da UFF, André Luís Azevedo Guedes, o diretor-presidente do Centro de Tecnologias Smart e doutorando da UFF, Robson Hilário da Silva e o CEO da THINC, empresa especializada em IoT, Paulo Lerner.


Fonte: Prefeitura de Niterói













PMUS: Participe da consulta pública com as suas sugestões





Vamos construir juntos a mobilidade que queremos para Niterói?

O Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS) apontará as diretrizes para o desenvolvimento do setor nos próximos dez anos na nossa cidade. A consulta segue até 31 de agosto e você pode colaborar com a construção de uma cidade cada vez melhor e mais sustentável. Ah! Você conhece pessoas que trabalham ou estudam em Niterói mas moram em outra cidade? Eles também participam do sistema de mobilidade da cidade e também podem contribuir! 

A criação do PMUS se dá de forma participativa, com atuação de diferentes atores sociais (usuários, poder público, setor privado e sociedade civil organizada).

Será elaborado a partir de uma visão clara do papel exercido pelo sistema de mobilidade urbana na construção e desenvolvimento da cidade, de acordo com o Plano Diretor. Identificando os pontos de interface com a ordenação do uso do solo e com a qualidade ambiental. O PMUS tem como princípios fundamentais a integração dos sistemas de mobilidade urbana priorizando o transporte público coletivo e incentivo aos modos ativos (a pé e bicicleta).Clique aqui e deixe a sua sugestão:https://goo.gl/bcFj8h

Saiba mais sobre o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável: http://pmusniteroi.com.br/

Fonte: Prefeitura de Niterói











Prefeitura fecha convênio com o Disque Denúncia



Rodrigo Neves sancionou uma lei municipal que autoriza a parceria do município com o Disque Denúncia. Fotos: Bruno Eduardo Alves



Moradores podem fazer denúncias anônimas através do telefone 2253-1177

O prefeito Rodrigo Neves assinou no início da tarde desta quarta-feira (22) um convênio com o Disque Denúncia para que a instituição receba denúncias anônimas sobre ações criminosas de todos os tipos praticadas da cidade, através do telefone 2253-1177 e dos aplicativos da instituição. O acordo é mais uma ação do pacote de medidas do Pacto Niterói Contra a Violência. O prefeito também sancionou a lei municipal que autoriza a parceria do município com o Disque Denúncia.

Para o prefeito Rodrigo Neves, o convênio com o Disque Denúncia é muito importante porque possibilita a participação do cidadão no esforço para melhorar a segurança na cidade.

“Com essa parceria, Niterói passa a ser a primeira cidade da Região Metropolitana do Rio a ter uma estação de trabalho específica dentro da estrutura do Disque Denúncia e isso se soma ao conjunto de esforços que estamos fazendo para promover uma melhor e mais eficiente segurança pública em Niterói, que é o nosso grande desafio”, disse o prefeito.

O Disque Denúncia é uma central de atendimento especializada em atender a população que vivencia ou presencia ações criminosas, mantendo o seu anonimato.

“Os relatos recebidos através das ligações anônimas são repassados às autoridades competentes com rapidez e eficácia. Teremos um núcleo dentro da nossa estrutura para monitorar exclusivamente as denúncias vindas de Niterói e repassá-las as autoridades na cidade”, disse o presidente do Disque Denúncia, Zeca Borges, durante a assinatura do convênio.

O comandante do 12º Batalhão da Polícia Militar, coronel Márcio Guimarães, disse as denúncias que chegarem através do Disque Denúncia serão importantes para o planejamento das ações do batalhão.

“Muitas vezes não temos as informações com a riqueza de detalhes que o Disque Denúncia nos dá. E nós estamos nos preparando para readaptar nosso setor de inteligência e assim dar o retorno desejado a sociedade sobre essas informações que estão por vir”, disse o coronel Guimarães.

A lei sancionada pelo prefeito que autoriza o convênio com o Disque Denúncia determina também que todos os ônibus, estabelecimentos comerciais, prédios públicos e condomínios da cidade tenham em local visível cartazes com o telefone do Disque Denúncia.

Pacto Contra a Violência - O Pacto Niterói Contra a Violência, é um Plano Municipal de Segurança Pública que prevê investimento de R$ 304 milhões nos próximos dois anos em 18 projetos nos eixos de prevenção, policiamento e Justiça, convivência e engajamento dos cidadãos e ação territorial integrada das forças de segurança com órgãos municipais com o objetivo de reduzir os índices de criminalidade na cidade.

Disque Denúncia - Há 22 anos o Disque-Denúncia tem sido um canal de exercício da cidadania e de integração entre a população e as autoridades de segurança pública, produzindo grandes campanhas de mobilização social para ajudar a solucionar problemas que afligem pessoas, comunidades, bairros e cidades.

O Disque-Denúncia opera em uma estreita parceria com a Secretaria de Estado de Segurança do Rio de Janeiro, recebendo as denúncias, segmentando-as por tipo de ocorrência, difundindo-as para as autoridades responsáveis, cobrando e divulgando seus resultados através da Imprensa. Desde sua criação, em 1995, o Dique Denúncia cadastrou mais de 2,3 milhões de denúncias.

Fonte: O Fluminense












terça-feira, 21 de agosto de 2018

MapBiomas: Em três décadas, Brasil perde 71 milhões de hectares de florestas



Imagem mostra o uso da terra no Brasil em 1985 e 2017 - MapBiomas


Plataforma MapBiomas detalha o uso da terra no país entre 1985 e 2017

RIO — O Brasil perdeu 71 milhões de hectares, o equivalente a área dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Espírito Santo somados, entre 1985 e 2017, período que viu a área destinada à agricultura triplicar e a de pecuária crescer 43%. Essas são algumas das informações disponibilizadas ao público pelo projeto MapBiomas, apresentado nesta sexta-feira em Brasília. A ferramenta, inédita no mundo, permite a investigação da ocupação territorial de qualquer parte do Brasil, ano a ano, com resolução de 30 metros.

— É o mapa mais detalhados sobre a ocupação da terra já feito para um país — comemorou o coordenador-geral do projeto, Tasso Azevedo, da ONG Observatório do Clima. — Não é só um mapa, são 33, um para cada ano entre 1985 e 2017. Essa plataforma permite pegar qualquer parte do país, selecionar estados ou municípios, e acompanhar o histórico até os dias atuais.

Com o MapBiomas é possível saber, por exemplo, que a cidade com menor cobertura vegetal do país é São Caetano do Sul, em São Paulo, e a com mais florestas é Altamira, no Pará. Nos últimos 33 anos, a Amazônia foi o bioma que mais perdeu áreas de florestas, mas, proporcionalmente, o Cerrado foi o mais devastado, com 18% de perdas líquidas. O Pampa perdeu 15%, a Caatinga, 8% e o Pantanal, 7%. Na contramão, a Mata Atlântica perdeu 5 milhões de hectares, mas, nos últimos dez anos, a regeneração superou o desmate.

Azevedo explica que o MapBiomas foi construído a partir de imagens tornadas públicas recentemente do programa americano de satélites Landsat. Nesses arquivos estavam preciosidades com imagens em alta resolução de todo o território brasileiro a partir de 1985. E a análise só foi possível com a aplicação de tecnologias modernas de análise de imagens, aprendizado de máquina e processamento em nuvem.

As imagens usadas pelo projeto são séries históricas produzidas pelos satélites Landsat, dos EUA. Para cada área de 30m por 30m do Brasil, o projeto atribui uma classificação de uso da terra (floresta, campo, pastagem, plantação, água, cidade etc.). Para cobrir o país inteiro, é preciso analisar mais de 9 bilhões de pixels, montados a partir de milhares de imagens de satélite para a série histórica.

— Cada área de 30 metros por 30 metros representa um pixel. Cada mapa completo do Brasil tem 9 bilhões de pixels — contou Azevedo. — Nós montamos um consórcio com 34 organizações e fechamos uma parceria com o Google Earth Engines, que roda o Google Maps, o Google Earth e o Waze. Nós criamos um algoritmo que aprendeu a classificar cada um dos pixels (em floresta, campo, pastagem, plantação, água, cidade, etc.) e processamos os dados na nuvem.

O resultado é impressionante, com possibilidades de uso incalculáveis. Seja por curiosidade, para fins científicos ou de planejamento estratégico, o MapBiomas é uma excelente fonte primária de informações. Além de mensurar as perdas florestais, a ferramenta informa as transições: no que as áreas de matas se transformaram. Entre 1985 e 2017, por exemplo, 74,5 milhões de hectares de florestas foram transformados em pastos ou campos para a produção agropecuária.

A Fiocruz, por exemplo, está usando as informações para cruzar dados de mortalidade de primatas com as mudanças no uso da terra, para tentar identificar locais prováveis para o aparecimento de surtos de febre amarela. No Pantanal, um projeto que investiga a contaminação de onças por mercúrio descobriu que as regiões onde os animais vivem tiveram garimpos instalados. A análise da cobertura florestal das bacias hidrográficas sugere que o desmatamento seja uma das explicações para a crise hídrica em São Paulo, Brasília e Belo Horizonte.

O projeto prevê a atualização do MapBiomas, mas a tecnologia deve ser ampliada para um sistema de monitoramento, atualizada mensalmente, para identificar de forma ágil as alterações no ambiente, com resolução de 3 metros.

Fonte: O Globo








Defesa Civil forma voluntários Multiplicadores








No sábado (18), foi formada mais uma turma com 16 voluntários para o Núcleo de Defesa Civil Multiplicadores. 

Essa turma de voluntários tem a característica de receber moradores de diversas regiões do município para compor o grupo, diferente do Nudec Comunidade, que é feito dentro das mesmas. 

Os multiplicadores recebem o treinamento básico sobre Noções de Defesa Civil, Primeiros Socorros, Noções básicas obre Riscos Geológicos, dentre outros assuntos.

A turma que se formou no sábado, já eram voluntários da Defesa Civil, do grupo Nudec Queimadas e fizeram uma formação extensiva para também compor o quadro de voluntários multiplicadores.

Fonte: Defesa Civil de Niterói












Prefeitos se reúnem com a cúpula da segurança do Estado



O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, apresentou propostas para diminuir os índices da criminalidade em toda a região. Foto: Luciana Carneiro / Prefeitura de Niterói


No encontro, foram avaliados os resultados das ações na região e sugeridas atividades para os próximos meses

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, reuniu-se na tarde desta terça-feira (21) com a cúpula da segurança do estado no Centro do Rio. No encontro, que contou com a participação do prefeito de Itaboraí, Sadinoel Souza, e representantes das prefeituras de São Gonçalo e Maricá, municípios que integram o Consórcio Intermunicipal do Leste Fluminense (Conleste), foram avaliados os resultados das ações de segurança que vêm sendo implementadas na região e sugeridas ações complementares para os próximos meses.

Na reunião, o prefeito de Niterói apresentou propostas para as autoridades da Segurança Pública, como a intensificação do trabalho junto ao Ministério Público, à Justiça e à Divisão de Homicídios nos esforços para a elucidação de crimes; cercamento eletrônico com portais de áreas de grande incidência criminal; cobrar maior participação da Polícia Rodoviária Federal nas ações de combate à violência; intensificar o combate ao roubo de cargas; aumentar os efetivos policiais na região.

“A Segurança Pública, atualmente, é o principal problema do Leste Fluminense. A Prefeitura de Niterói vai investir R$ 304 milhões no Pacto Niterói contra a Violência nos próximos dois anos – o maior investimento que uma cidade está realizando em Segurança Pública atualmente. Mas para essa experiência dar certo é necessário que haja investimentos nas cidades vizinhas, como Maricá e São Gonçalo”, explica Rodrigo Neves, que também é presidente do Conleste.

Ele lembrou que o Pacto, lançado há 15 dias, é fruto de seis meses de estudo, diagnóstico, planejamento, levando em conta experiências internacionais que deram certo no que diz respeito a prevenção à violência, como em Nova Iorque, Chicago, Medellín e Bogotá. O trabalho de planejamento foi feito a partir de mais de 90 encontros com a sociedade civil e com os órgãos de Segurança Pública, como a Polícia Militar, Civil, Federal e Rodoviária, além da realização de uma pesquisa de vitimização realizada com a população na cidade.

“Esse diálogo dos prefeitos com a chefia das polícias é muito salutar. Temos um estado inteiro para olhar e só quem reside e tem a responsabilidade de governar consegue enxergar algumas possibilidades e nuances. A Região Metropolitana é prioridade para as duas polícias. As propostas que foram apresentadas dialogam com iniciativas que já temos. Só com a troca de experiências, com o diálogo e com parcerias vamos conseguir, efetivamente, melhores resultados”, afirma o subsecretário de Assuntos Estratégicos da Secretaria de Estado de Segurança do Rio, Roberto Alzir.

Para o comandante do Estado Maior da PM, Coronel Henrique Pires, a reunião foi positiva. “É importante fomentar a discussão sobre Segurança Pública, apresentar propostas, trabalhar em conjunto, especialmente com a integração dos municípios”, destaca.

O coronel Samir Vaz Lima, responsável pelo 4º Comando de Policiamento de Área (CPA) de Niterói, concorda: “Hoje em dia não se faz Segurança Pública sem essa visão holística. Não é apenas o braço armado do Estado que vai resolver o problema, é preciso integração entre o estado, os municípios e a sociedade civil organizada para que possamos trazer medidas que efetivamente vão atender a população”.

O titular do Departamento Geral de Polícia do Interior (DGPI), Alexandre Ziehe, ressalta o trabalho realizado pela Polícia Civil.

“É importante essa colocação do prefeito Rodrigo Neves para otimizar os recursos e debater sobre os índices de violência. A Polícia Civil vem fazendo o seu trabalho, com critérios objetivos, para manutenção e mudança das delegacias. Essa discussão conjunta é muito válida e vamos participar”, pontua.

Para Sadinoel Souza, o projeto de cercamento eletrônico da Região Leste Fluminense é estratégico para o Estado.

“Se conseguirmos implantar esse projeto de cercamento eletrônico em todos os municípios do Leste Fluminense, outras cidades do estado vão querer aderir ao projeto, contribuindo para a melhora nos índices de Segurança de todo o Rio”, finaliza o prefeito de Itaboraí e vice-presidente do Conleste. 


Fonte: O Fluminense











Conservar a Amazônia é questão ambiental, social e econômica



Pesquisadores defendem base científica capaz de subsidiar políticas públicas que atendam questões relacionadas à sociedade, biodiversidade, meio ambiente e economia da região (foto: Bergadder / Pixabay)


Maria Fernanda Ziegler, de Manaus | Agência FAPESP – A Amazônia é única. É a maior extensão de floresta tropical e o único lugar onde a própria floresta controla seu clima interno, impactando o mundo todo. Com sua biodiversidade ímpar, a Amazônia possibilita a manutenção de serviços ecossistêmicos e limpa a atmosfera do planeta. Porém, para que haja um desenvolvimento social sustentável na região, é necessária uma forte base científica capaz de subsidiar políticas públicas que atendam questões relacionadas à população, biodiversidade, meio ambiente e economia.

É o que destacaram participantes no workshop “As dimensões científicas, sociais e econômicas do desenvolvimento da Amazônia”, realizado no dia 16 de agosto de 2018, em Manaus, pela FAPESP em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e com o Brazil Institute do Wilson Center, em Washington.

“É preciso ver a Amazônia a partir de vários aspectos diferentes. Ela não é um jardim botânico, pois não tem um funcionamento ou um impacto linear, e é chave para as mudanças climáticas globais”, disse Paulo Artaxo, professor no Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP) e membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais.

O funcionamento biológico da Floresta Amazônica regula o clima sobre a região. “A floresta controla o balanço de energia, o fluxo de calor latente e sensível, o vapor d’água e os núcleos de condensação de nuvem que vão intensificar o ciclo hidrológico. E isso só é possível se houver uma extensão muito grande de floresta. Quando ela é fragmentada, deixa de ter essa propriedade”, disse Artaxo, organizador do workshop, à Agência FAPESP.

Um exemplo do impacto da floresta está na sua capacidade de armazenar carbono da atmosfera, questão fundamental para as mudanças climáticas.

“Mas a capacidade da Floresta Amazônica em armazenar carbono e, de certa forma, limpar a atmosfera, está diminuindo. Há três décadas, era relativamente mais intensa que hoje. O problema é se a floresta passar a emitir mais dióxido de carbono que absorver, o que agravaria as mudanças climáticas. O que acontece com a Amazônia interfere no mundo inteiro”, disse Luiz Antonio Martinelli, professor do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP.

De acordo com Martinelli, a hipótese principal para a diminuição de estocagem de carbono tem relação com os eventos extremos, como a seca, que estão mais frequentes e intensos. Isso ocasiona a mortalidade das árvores e a consequente perda em estocar carbono.

“Talvez já estejamos vendo o efeito das mudanças climáticas na Amazônia. E um interfere no outro, ou seja, o evento extremo degrada mais a floresta, degradando a floresta ela emite mais CO2 e aumenta a intensidade e frequência dos eventos extremos”, disse Martinelli.

Serviços ecossistêmicos

Fora o evidente impacto ambiental das mudanças climáticas, há ainda consequências sociais e econômicas.

“Secas como as que tivemos em 2005 e 2010 provocaram um impacto social enorme. Municípios ficaram completamente isolados, sem água e alimentos, pois os rios são o transporte na região. Já as cheias extremas deslocam populações da beira de Manaus, por exemplo”, disse Artaxo.

Modelos climáticos têm previsto aumento significativo dos eventos extremos nas próximas décadas.

“O Brasil precisa ter um plano de adaptação para a Amazônia. O aumento da temperatura na região foi da ordem de 1,6 °C, enquanto a média no Brasil foi de 1,3 °C e a mundial de 1,1°C [desde o fim do século 19]. Então, a Amazônia, por estar em uma região tropical, por receber muita radiação solar, é uma região sensível ao aumento da temperatura e à redução da precipitação. Dá para imaginar o impacto socioeconômico de um dia de verão em Manaus com temperatura média aumentada em até 5 ºC. É o que pode acontecer no futuro”, disse Artaxo.

Um ponto a ser investigado é o dos diversos serviços ecossistêmicos da floresta, como o processamento de vapor d’água e a absorção de uma quantidade enorme de CO2 da atmosfera.

“O valor dos serviços ecossistêmicos que a Floresta Amazônica realiza equivale a US$ 14 trilhões. Atualmente, o preço da tonelada de CO2 no mercado internacional está em torno de US$ 100, e a Amazônia absorve uma quantidade gigantesca desse gás. Isso vale muito”, disse Artaxo.

Mas existe uma lista maior de serviços ecossistêmicos, como, por exemplo, o vapor d’água – essencial para a agricultura. Durante as apresentações no workshop, foi destacada a dependência da agricultura de todo o sul do Brasil e dos estados de Mato Grosso e Goiás pelo vapor d’ água processado pela Amazônia.

“Essa floresta é valorizada, é valorizável. Mas o seu modo de exploração atual, baseado em grandes projetos agropecuários, não beneficia necessariamente a população da região”, disse Artaxo.

Outro ponto destacado foi o crescimento nos últimos cinco anos do índice de desmatamento, que vinha decaindo consideravelmente nos últimos 30 anos.

“Não ter essa floresta em um cenário futuro de aquecimento significa não ter um ativo econômico que terá muita importância para prevenir grandes prejuízos no futuro. Fora isso, se o Brasil quer ter uma meta além dos 7% da produção mundial [do agronegócio], é bom valorizar a conservação. Pois sem esse sistema gigante de irrigação, não será possível atingir essa meta. É uma questão econômica”, disse Paulo Moutinho, pesquisador sênior do Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (Ipam).






Mau exemplo

A importância de conservar a biodiversidade também foi debatida no workshop. Para Maria Teresa Piedade, pesquisadora do Inpa, é preciso criar um desenvolvimento sustentável que seja compatível com a biodiversidade e não o contrário. “A biodiversidade está aqui muito antes da nossa vinda e da região se tornar a última fronteira de acesso a bens e produtos”, disse.

Piedade orienta estudos de impacto na hidrelétrica de Balbina, obra da década de 1980 no município de Presidente Figueiredo (AM) e que tem desdobramentos até hoje.

“A hidrelétrica de Balbina tem sido apontada há tempos como um péssimo exemplo de sustentabilidade. Ela deslocou populações tradicionais indígenas, gerou massiva mortalidade de peixes e vários outros problemas. Fora isso, tem baixa eficiência”, disse à Agência FAPESP.

“Houve um achatamento da variação de secas e cheias do rio. Estamos verificando a ocorrência de mortalidade em massa de árvores das porções mais baixas e a entrada de espécies de terra firme nas porções mais altas, anteriormente colonizadas por árvores das áreas úmidas. Isso altera a biodiversidade local, a composição florística e o banco de sementes para peixes que utilizam os rios da região para se alimentar”, disse Piedade.

O workshop “As dimensões científicas, sociais e econômicas do desenvolvimento da Amazônia” terá continuação no dia 24 de setembro, no Wilson Center, nos Estados Unidos.

No evento, a intenção também será debater que o entendimento físico, químico e biológico da Amazônia auxilia na compreensão de suas fragilidades e resiliências, e que é preciso olhar para as dimensões sociais e econômicas da região de maneira integrada.

Mais informações: www.fapesp.br/eventos/amazon-workshop.


Fonte: Agência FAPESP