quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Regata 80 anos do Cristo Redentor / Paquetá Sustentável foi um grande sucesso

A Regata 80 Anos do Cristo Redentor/Paquetá Sustentável, promovida no dia 13 de agosto de 2011 pelo Projeto Grael e pelo Rio Yacht Club e patrocinada pela Arquidiocese do Rio de Janeiro, contou com a participação de 59 barcos e levou cerca de 300 velejadores para o Iate Clube de Paquetá.

Num belíssimo dia de sol, com um atípico vento terral (Nordeste), e uma forte maré enchente que ajudou a levar os velejadores para o objetivo: chegar a Paquetá. Alguns (como eu) tiveram dificuldades para chegar a Paquetá, pois no fim da tarde o vento morreu e a maré inverteu-se, obrigando a todos a ter toda a calma e paciência para concluir a regata.

No PIC - Paquetá Iate Clube, os velejadores foram recebidos por uma feijoada oferecida pela Arquidocese do Rio,patrocinadora da Regata 80 Anos do Cristo Redentor. Depois, o programa foi prestigiar a Festa de São Roque, evento tradicional da Ilha de Paquetá.

O evento ajudou a divulgar a iniciativa Paquetá Sustentável, que pretende fazer da Ilha de Paquetá, na Baía de Guanabara, um modelo do que poderá ser um bairro sustentável na cidade do Rio de Janeiro.

Agradecemos a todos os participantes, a todos a equipe do Projeto Grael e do Rio Yacht Club que participaram da organização e da Comissão de Regatas, ao Tonico e toda a equipe da Revista Velejar e Meio Ambiente, à empresa IMS/Sailing, organizadora da Patescaria, à Arquidiocese do Rio por ter incluído a regata na programação de comemorações da estátua do Cristo e ao Lars Grael que foi o idealizador da Regata.

Veja aqui os resultados da Regata Paquetá Sustentável

Veja algumas fotos da Regata, registradas por Christa Grael.

Largada da regata, em frente ao Rio Yacht Club (Sailing), na Enseada de Jurujuba, Niterói.

Flotilha a caminho de Paquetá.

Chegada em Paquetá, sob ventos fracos.

Veleiro Tangará, de Lars Grael, cruza a linha de chegada.

Veleiro São Joaquim (de dois mastros), do Projeto Grael, enfim aproxima-se da linha de chegada, após perder várias posições nos últimos metros.

Grande quantidade de barcos no cais do Paquetá Iate Clube.

Hospitalidade do Paquetá Iate Clube, que recebeu os velejadores de braços abertos.
PATESCARIA

No domingo, dia 14/08/2011, dia dos Pais e dia seguinte da realização da Regata 80 Anos do Cristo/Paquetá Sustentável, foi realizada a Patescaria, evento tradicional que já existe há 30 anos. A flotilha partiu de Paquetá por volta de 13:00h, e chegou na Marina da Glória, após enfrentar condições bem adversas: ventos que oscilaram entre uma brisa fraca e um forte sudoeste.

COPPE/UFRJ desenvolve programa para gerenciamento de resíduos e efluentes nos portos brasileiros

Ponte Rio-Niterói e Porto do Rio de Janeiro. Foto de Axel Grael.

Recursos estão contemplados no PAC2 e fase de diagnóstico começa em agosto

A Secretaria Especial de Portos da Presidência da República (SEP-PR) assinou um termo de cooperação técnica com a Coppe/UFRJ para implantar o programa "Conformidade Gerencial de Resíduos Sólidos e Efluentes dos Portos”, cujo objetivo é dar condições para que os portos brasileiros possam se adequar às exigências ambientais e da vigilância sanitária e agropecuária relacionadas ao gerenciamento dos resíduos e efluentes. O programa já está contemplado nas ações do PAC 2 e tem recursos previstos de R$ 16 milhões para primeira fase do trabalho, que inclui o diagnóstico, e terá duração de 1 ano. O programa deverá estar implementado em três anos.

De acordo com o diretor da SEP, Antonio Maurício Ferreira Netto, esta é uma das poucas ações previstas no PAC que não é uma obra de infra-estrutura, mas uma política de Estado, que pretende incorporar aos portos ações e procedimentos sustentáveis para que possam conviver mais harmonicamente com as cidades e regiões onde estão inseridos.

O diagnóstico terá início a partir deste mês de agosto em 22 portos instalados em 14 estados brasileiros. São eles:
  • Porto de Vila do Conde e Porto de Belém/PA;
  • Porto de Itaqui/MA;
  • Porto de Fortaleza/CE;
  • Porto de Natal/RN;
  • Porto de Cabedelo/PB;
  • Porto de Recife e Porto de Suape/PE;
  • Porto de Maceió/AL;
  • Porto de Salvador, Porto de Aratu e Porto de Ilhéus/BA;
  • Porto de Vitória/ES;
  • Porto do Rio de Janeiro e Porto de Itaguaí/RJ;
  • Porto de São Sebastião e Porto de Santos/SP;
  • Porto de São Francisco do Sul, Porto de Itajaí e Porto de Imbituba/SC;
  • Porto de Paranaguá/PR;
  • Porto de Rio Grande/RS
Execução do Programa – A coordenação do trabalho está a cargo do Programa de Planejamento Energético (PPE) da Coppe/UFRJ, com apoio do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (IVIG), e será executado através de uma rede formada por Universidades Federais, Institutos de Pesquisas e consultorias especializadas. Todos vão trabalhar em total sintonia com as administrações portuárias para atender as particularidades de gerenciamento de cada porto.

Estarão envolvidas nesta etapa inicial as universidades federais do Rio de Janeiro como UFRJ, UFF e Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), além da estruturação de uma rede de pesquisa com as principais universidades federais e estaduais das regiões onde estão localizados os portos, como as instituições de ensino e pesquisa dos estados do Pará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo (USP). A UFF será responsável pela montagem do Banco de Dados e a Universidade Rural pelo estudo da fauna sinantrópica (pombos, ratos, insetos e outros animais).

Uma das principais metas a ser alcançada nesta etapa de diagnóstico é a construção de um modelo de desenvolvimento sustentável para os portos marítimos brasileiros com a melhoria das condições sanitárias, evitando epidemias e sua propagação, o levantamento de novas alternativas e o menor impacto no ambiente. A preocupação com a saúde e o ambiente serão prioridades neste trabalho, já que os portos geram uma infinidade de resíduos que podem atrair insetos e animais, como pombos e ratos, que transmitem muitas doenças.

Resíduos – Os portos são geradores de todo tipo de resíduo que, bem aproveitados, podem se transformar até mesmo em energia. Os passíveis de queima, por exemplo, podem produzir energia com processos tecnológicos diversos de baixo impacto ambiental e boa eficiência energética. “Podemos prever que, num futuro próximo, os portos poderão se transformar em autoprodutores de energia e, em alguns casos, em produtores independentes, podendo inclusive vender o excedente para demandas externas, com recebimento de créditos de carbono. Com isso, espera-se atingir uma maior sustentabilidade econômico-financeira, o que tornará o passivo dos resíduos portuários em ativos para investidores”, explicou o coordenador do programa Marcos Freitas, professor da Coppe/UFRJ.

De tudo um pouco pode ser encontrado no porto: sucatas, entulhos, madeiras, material orgânico, cargas mal acondicionadas, material de escritório, material plástico, pilhas e baterias, lâmpadas, além do acúmulo de grãos e resíduos de cargas nos pátios devido ao acondicionamento e limpeza inadequados durante carga e descarga para transporte ou armazenamento temporário. Há ainda as embarcações que transportam carga ou passageiros que geram outro tipo de resíduo, como os de cozinha, do refeitório, dos serviços de bordo, além dos contaminados com óleo, resultado das operações de manutenção do navio.

Fonte: Release Velaasessoria

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Torben Grael e Marcelo Ferreira desistem da campanha para Londres 2012 por falta de patrocínio

Marcelo Feereira e Torben Grael recebem a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Arquivo O Globo.

Sanny Bertoldo

RIO - Não teve festa, nem mesmo algum tipo de despedida oficial. Maior medalhista olímpico do Brasil, o velejador Torben Grael - dono de dois ouros e dois bronzes na classe Star, e uma prata na Soling - desistiu da disputa por uma vaga nas Olimpíadas de Londres-2012 sem fazer alarde, e encerrou um dos capítulos mais vitorioso do esporte nacional.

"Tínhamos um apoio da Confederação, mas estávamos disputando recursos inclusive com meus filhos (Marco, na classe 49er, e Martine, na 470). Aí, não dá". Torben Grael

A decisão, que começou a tomar forma após a etapa da Holanda da Copa do Mundo de Iatismo, em maio, ocorreu em comum acordo com o parceiro Marcelo Ferreira, com quem foi bicampeão olímpico, em Atlanta-1996 e Atenas-2004, e ficou com a prata nos Jogos de Sydney-2000. Sem patrocínio e com a forte concorrência de Robert Scheidt e Bruno Prada, líderes do ranking mundial de Star, a dupla achou melhor interromper a campanha olímpica - apenas um representante de cada classe se classificará para os Jogos. Em 11 no ranking, Torben e Marcelo conquistaram o terceiro lugar no Mundial do ano passado, disputado no Rio, e, este ano, ficaram em terceiro na etapa da Espanha da Copa do Mundo e em sétimo na Holanda.

- Tínhamos um apoio da Confederação, mas estávamos disputando recursos inclusive com meus filhos (Marco, na classe 49er, e Martine, na 470). Aí, não dá. Uma campanha olímpica de alto nível é cara e não tem como ficarmos tirando do nosso bolso. Se é para fazer, tem que ser direito, com dedicação. No fim, eram tan$adversidades que achamos melhor desistir - explica Torben. - É triste porque, depois de ter contribuído o tanto que contribuímos, não conseguimos mais por falta de incentivo. Mas íamos ter que parar em algum momento. Melhor ser agora.

- Não tinha muito mais o que fazer. Teríamos que estar em condição de igualdade com os outros para poder brigar. Não queremos só velejar, queremos ganhar. E, desse jeito, não dava. O COB comprou um barco para nós, mas só. As passagens, hospedagens, era tudo por nossa conta. Isso foi desanimando - completa Marcelo. - Sinceramente, não faz sentido, por tudo que fizemos, ainda termos que correr atrás de patrocínio. Atleta de alto nível tem que receber esse suporte.

Desde a primeira Regata de Volta ao Mundo com o Brasil 1, em 2005/2006, no qual o barco brasileiro terminou em terceiro, a dupla já não se dedicava 100% à classe Star. Torben, inclusive, abriu mão da campanha olímpica de Pequim-2008 para disputar sua segunda Volta ao Mundo, dessa vez como comandante do barco sueco Ericsson, com o qual foi campeão, em 2008/2009. Um dos mais respeitados velejadores do mundo, ele também é reconhecido por sua atuação na America's Cup, a mais tradicional competição oceânica, da qual foi campeão em 2000 e ficou em segundo em 2007.

Segundo ele, terem ficado um tempo afastados da Star e estarem no fim da carreira olímpica dificultaram a busca por patrocínio. No entanto, afirma, a situação é sintomática.

- Eu fico chateado nem é por nós. Claro, gostaríamos de fazer mais uma campanha olímpica. O problema maior é que, a um pouco menos de cinco anos para as Olimpíadas no Brasil, a gente ouve falar sobre obras de infraestrutura, mas pouca coisa mudou no esporte - alerta Torben. - A palavra legado já ficou banalizada, mas a principal vantagem de se realizar uma Olimpíada aqui seria mudar a prática esportiva no país, mas isso parece muito longe de acontecer.

Aos 51 anos, Torben não tem planos de se afastar do esporte. Embora já não veja mais tempo hábil para disputar uma terceira Volta ao Mundo - a próxima edição começará dia 29 de outubro, na Espanha -, ele não descarta participar da seguinte. Por enquanto, entre seus compromissos está a Mitsubishi Sailing Cup, que reúne veleiros oceânicos de 40 pés (12,3 metros de comprimento), e terá sua terceira etapa no Rio, entre 1 e 4 de setembro.


"A palavra legado já ficou banalizada, mas a principal vantagem de se realizar uma Olimpíada aqui seria mudar a prática esportiva no país, mas isso parece muito longe de acontecer". Torben Grael.

Scheidt é aposta em Londres

Para Marcelo, que começou a velejar por acaso, aos 12 anos, o encerramento da carreira olímpica fecha um ciclo. Hoje, aos 45 anos, ele trocou o desafio do mar pelas turbulências em terra firme, e se tornou sócio de uma importadora de vinhos e de uma construtora. Com seu bom humor característico, garante que não está triste e que segue em frente:

- Tirei um peso das costas e virei a página. A vela faz parte de um passado que me deu muitas alegrias e, antes que se transformasse em um presente de tristezas, eu saí.

Sem os bicampeões olímpicos no caminho e em ótima fase, a dupla Scheidt e Prada se torna uma das grandes apostas para as Olimpíadas de Londres. Dona de uma medalha de prata na Star, em Pequim, os Jogos-2012 podem ser a última chance para a dupla subir ao lugar mais alto do pódio já que, pelo menos por enquanto, a classe está fora das Olimpíadas do Rio-2016.

Fonte: O Globo, 17 de agosto de 2011.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Lars Grael preocupa-se com o saneamento da Baía até a Rio 2016

O saneamento como legado da Copa e Olimpíadas – evento no Rio de Janeiro e depoimento do campeão olímpico Lars Grael
16 de agosto de 2011 por Édison Carlos


Lars Grael
O Instituto Trata Brasil realizou, em junho passado, o Ciclo de debates Trata Brasil – “Solução dos esgotos e melhoria da saúde: uma oportunidade para as cidades-sede da Copa” na cidade do Rio de Janeiro e que discutiu a situação dos esgotos na Região Metropolitana do Rio. O evento contou com a presença de entidades importantes no tema, tais como a CEDAE, Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil, Sinaenco, INEA, Caixa Econômica Federal, BNDES e o campeão olímpico Lars Grael que deu um testemunho de sua preocupação com a situação do saneamento básico no Brasil e especificamente no Rio de Janeiro. O estudo encomendado pelo Trata Brasil à FGV mostrou avanços nos serviços do Estado, o que foi confirmado na apresentação da Nova CEDAE. Um dos depoimentos mais importantes foi o do campeão olímpico Lars Grael, representando o Projeto Grael. Segue, abaixo, um trecho da palestra do nosso campeão e que hoje é Embaixador do Trata Brasil:

“A evolução do saneamento nas cidades-sede da Copa tem sido muito pequena, isto é fato. Os investimentos para a Copa, no entanto, estão acontecendo, nos estádios, aeroportos, na rede hoteleira, etc. Ai eu pergunto, e os avanços no saneamento ? Estes não acompanham o mesmo ritmo das demais obras da infraestrutura da Copa. Pior que isso, se observarmos, a maior parte destas cidades, que em geral tratam pouco os esgotos, está na beira do mar ou na beira de grandes rios. Isso mostra que ainda há neste país uma cultura de que a diluição é a solução para a poluição, o que não é verdade. No caso dos esgotos, este procedimento apenas drena o esgoto e o leva para outras cidades.

No que se refere ao esporte olímpico, no quadro geral de medalhas o Brasil é o 23º., ou seja, somos a 23ª. potência esportiva ao longo da história. E a nossa, rotulada de “elitista”, vela é a campeã de medalhas. O Brasil, por sua vez, é um país de contrastes, pois somos a 8ª. economia do mundo, mas no Índice de Desenvolvimento Humano o país é apenas o de número 75. Boa parte desta discrepância entre economia e IDH está justamente na falta de saneamento básico.

"... somos a 8ª. economia do mundo, mas no Índice de Desenvolvimento Humano o país é apenas o de número 75. Boa parte desta discrepância entre economia e IDH está justamente na falta de saneamento básico". Lars Grael

Aqui no Rio de Janeiro, no que se refere à Baia de Guanabara, há 17 anos falamos sobre o Plano de Despoluição da Baia de Guanabara (PDBG), mas se chegou somente a 30% das obras, ou seja, a chance de concluirmos estas obras nos 5 anos que nos separam das olimpíadas é zero. Precisaríamos implantar um ritmo alucinante de obras, o que não temos visto. É indiscutível que há avanços, inclusive conseguimos notar que a vida marinha melhorou na Baia, que está menos poluída e que há uma melhora na conscientização das pessoas, mas ainda é pouco.

É importante, então, discutir seriamente estes temas e eventos como este, do Trata Brasil, são muito importantes para esta “virada de jogo”.

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Clique aqui para acessar o estudo completo “Desafios do Saneamento em Metrópoles da Copa 2014 – Estudo da Região Metropolitana do Rio de Janeiro

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Fonte: Portal 2014

Acordo para a sustentabilidade urbana une Brasil e EUA e pode beneficiar Gramacho


Vista aérea do Aterro de Gramacho (2007). Foto de Axel Grael.

Os governos do Brasil e dos Estados Unidos firmaram um acordo de cooperação ambiental para promover a sustentabilidade urbana, nesta terça-feira, 16 de agosto. Os países visam trocar experiências e implementar ações conjuntas em áreas como mobilidade, qualidade do ar, gestão de resíduos, aproveitamento de recursos hídricos, geração de energia e reciclagem.

Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o acordo criou grupos de trabalhos para estabelecer uma agenda comum entre as duas nações. O Brasil tem larga experiência em iniciativas sustentáveis, que podem se tornar exemplos para outras nações.

“Já temos uma grande capacidade desenvolvida no Brasil, com soluções próprias. São maneiras inovadoras de se lidar com a erradicação da pobreza, a geração de renda e o meio ambiente limpo. A iniciativa traz soluções e experiências americanas, mas eles também estão interessados nas brasileiras. O desafio é pensar junto com o setor privado e com a sociedade uma nova agenda de sustentabilidade urbana, a partir de problemas críticos já identificados, como a questão do lixo e a qualidade do ar”, destacou a ministra à Agência Brasil.

O acordo é resultado do encontro entre o presidente norte-americano, Barack Obama, e a presidente Dilma Rousseff, em março de 2011, recordou a administradora da Agência de Proteção Ambiental dos EUA, Lisa Jackson.

Na ocasião foram discutidas várias atividades para ampliar os mercados para as empresas das duas nações e promover o financiamento a inovações que demonstrem os benefícios que cidades mais verdes e mais limpas trazem para a economia, o meio ambiente e a saúde.

A administradora ressaltou que, há cerca de dois anos a maior parte da população mundial vive em cidades necessitadas de soluções para garantir o desenvolvimento sustentável. “No ano que vem, teremos a Conferência Rio+20 e nós poderemos desenvolver um mapa de ações e uma espécie de receita sobre sustentabilidade urbana e desenvolvimento econômico, que pode servir de exemplo para comunidades não apenas da América Latina, mas de todo o mundo”, acrescentou.

Plano de Urbanização

Um plano de urbanização e recuperação para o Aterro de Gramacho foi apresentado às autoridades pelo secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, durante a solenidade.

O Aterro é o maior da América Latina, localizado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo o secretário, o local, onde milhares de catadores trabalham em condições insalubres, poderá receber praças, jardins e projetos de defesa dos manguezais.

“Apresentamos esse projeto que pode fazer parte das ações dessa cooperação, já que entre seus objetivos está a promoção da justiça ambiental. Aquela área hoje é totalmente degradada”, destacou Minc.

A previsão é que o Aterro de Jardim Gramacho deixe de operar até o início do ano que vem.

Fonte: Ecodesenvolvimento





sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Combate aos incêndios florestais no RJ não funciona. Constatei isso hoje!!!

No fim da tarde, fogo já se aproximava do histórico Forte de São Luiz, e consumia áreas de florestas. Foto acervo Projeto Grael.

Durante o dia todo, o fogo ardeu na encosta do Forte de São Luiz, sem que Bombeiros ou outras autoridades reagissem ao apelo para que controlassem o fogo.
 
Os incêndios florestais são um dos principais causadores de perda de cobertura florestal em todo o país. A Secretaria Estadual do Ambiente (SEA) e a Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil (SESDEC), preocupadas com esta questão, instituíram o Plano de Prevenção e Controle de Incêndios Florestais no Estado do Rio de Janeiro, visando à redução de danos não só ao ambiente natural como também ao patrimônio público e privado.


O Centro Integrado de Gerenciamento de Incêndios Florestais, composto pelas Secretarias de Estado de Saúde e Defesa Civil e do Ambiente, através do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) e Instituto Estadual do Ambiente (INEA), respectivamente, será o responsável pela coordenação das ações de caráter emergencial para enfrentamento de situações de crise, bem como para as ações preventivas de curto, médio e longo prazo.
Os dois parágrafos acima foram extraídos do site do INEA e anunciam a criação do Plano de Prevenção e Controle de Incêndios Florestais, uma ação integrada das secretarias de Defesa Civil (que tem como subordinado o Corpo de Bombeiros) e do Ambiente (que tem como subordinado o INEA - Instituto Estadual do Ambiente).

A implantação deste sistema é uma antiga aspiração para melhorar a capacidade do Estado agir nas situações de contingência de incêndios florestais, considerando que o fogo é reconhecido como o principal causador de perdas de florestas no RJ.

O Plano de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais instituiu o Índice de Risco de Incêndios Florestais, que informa à população e às autoridades a maior probabilidade de ocorrência de incêndios nas áreas protegidas do estado (parquer e reservas) e deveria acionar uma série de medidas preventivas para evitá-los e, se preciso, combatê-los com prioridade, presteza e eficiência.

Consultando-se o site do INEA na presente data (12/08/2011), obtemos a informação que o IRI para o Parque Estadual da Serra da Tiririca, localizado entre Niterói e Maricá, e quase todos os parques na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, encontram-se classificados em "Risco Médio" para a ocorrência de incêndios. Para os próximos dias (sábado e domingo), o nível de risco em quase todas as unidades de conservação do estado está classificado como "Risco Alto". O próprio sistema oferece uma classificação para toda a Região Metropolitana, classificando-a da mesma forma: "Médio" na data de hoje e "Alto" nos próximos dois dias. O alerta mostra que no domingo, todo o estado do Rio de Janeiro estará no nível mais alto de risco e a representação gráfica para isso é uma assustadora faixa vermelha em todas as regiões do estado.

E na prática? É fogo!!!!

O que verificamos no dia de hoje é que, apesar de todo o planejamento eleborado pelos técnicos das duas secretarias, o sistema ainda não produz qualquer efeito. Na manhã de hoje, diante de um incêndio que avançava rapidamente sobre a encosta do Forte de São Luiz (construção histórica e um bem tombado que é também um cartão postal da cidade de Niterói), começamos um longo e frustrante esforço de acionar o Corpo de Bombeiros, as autoridades ambientais municipais de Niterói e o INEA. Tudo em vão. Apenas no fim da tarde, algumas ligações foram retornadas, após acionarmos a imprensa. Nos perguntavam: "E ai? Como está o fogo?" O fogo estava bem, mas parte das matas já tinham virado cinza (veja as fotos acima).

E o tal Plano...? Não existe!!! Como sempre, ao ligar para os Bombeiros, sempre ouvimos do plantonista a pergunta: "Mas tem casa perto?". Caso responda-se que "não, só uma bela floresta", a atitude do interlocutor - a quem estamos rogando por ação - é minimizar a importância do incêndio. Afinal, é só fogo no mato!!!

Consequência: nada foi feito e o fogo ardeu noite adentro e apagou-se sozinho após algumas horas!!!

Como dizem nossos vizinhos argentinos: "Del dicho al hecho, hay un largo trecho" (Do dito ao feito, há uma longa distância). No caso do tal Plano: "do planejado ao realizado, ainda falta muito".

E nossas florestas...que sobrevivam ao próximo domingo!!!

Axel Grael

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Mais opinião sobre queimadas: "Queimadas: mitos e verdades"

'Regata Cristo Redentor - 80 Anos' acontece neste sábado na Baía de Guanabara


Embarcação "São Joaquim", do Projeto Grael. Foto de Fred Hoffmann.

A regata Cristo Redentor 80 Anos será realizada neste sábado . A competição é aberta a veleiros de Oceano. A largada acontecerá às 12h, na raia montada nas proximidades do Rio Yacht Club - Sailing (Estrada Fróes 418 - São Francisco / Niterói), com percurso até a Ilha de Paquetá. A chegada será no Paquetá Iate Clube (PIC).


A previsão é que mais de 200 velejadores atravessem a Baía de Guanabara, promovendo um verdadeiro desfile náutico. A regata, de aproximadamente, 12 milhas náuticas, deve durar cerca de quatro horas. O velejador Lars Grael vai correr com a família. Ele comandará o barco Marga, um clássico de madeira construído em 1933, na Finlândia.

A premiação será regada a feijoada no PIC, esquentando a noite para a festa de São Roque (padroeiro da Ilha de Paquetá), que acontece ao ar livre.

Organizada pelo Projeto Grael, a Regata Cristo Redentor 80 Anos é uma realização da Arquidiocese do Rio de Janeiro e da GLP Marketing, com apoio do Rio Yacht Club, Clube Naval Charitas e Paquetá Iate Clube.

Fonte: SRZD

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

ANTAQ publica norma sobre retirada de resíduos de embarcações


A ANTAQ publicou, na última sexta-feira (05), no Diário Oficial da União, na seção 1, norma para disciplinar a prestação de serviços de retirada de resíduos de embarcações.

Conforme o texto, aplica-se a norma aos serviços prestados em instalações portuárias de uso público; em terminais portuários de uso privativo (TUP), localizados dentro ou fora da área do porto organizado; e, no que couber, em estações de transbordo de cargas (ETC) e em instalações portuárias públicas de pequeno porte (IP4).

A norma define o serviço de retirada de resíduos de embarcação como o prestado por empresa coletora de resíduos credenciada pela autoridade controladora. Consiste em: transbordo para outro meio de transporte, recebimento em terra por pessoal habilitado e equipamento adequado, seu tratamento em local apropriado quando exigido por legislação pertinente, manutenção da segregação e transporte para o local de destino final apropriado, normalmente localizado fora da instalação portuária.

Já a autoridade controladora, o texto define como a responsável perante a ANTAQ pelo controle e fiscalização da prestação do serviço de coleta de resíduos de embarcação, gestão das informações sobre esse serviço e aplicação da legislação pertinente, sendo: nos portos públicos, a Autoridade Portuária; nos TUPs, nas ETCs e nas IP4, os responsáveis por essas instalações.

De acordo com a norma, o comandante da embarcação, diretamente ou através de seu agente marítimo, é o responsável pela contratação de empresa coletora de resíduos credenciada pela autoridade controladora para a prestação dos serviços de retirada de resíduos de embarcação em instalação portuária.

Fonte: ANTAQ, em Instituto Ideias

Construção civil cria programa de sustentabilidade para o setor





A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) entrega hoje à presidente Dilma Rousseff o Programa Construção Sustentável, que reúne as propostas do setor para o governo e a sociedade brasileira. A proposta do CBIC foi discutida por um conselho composto por ONGs, sindicatos, parlamentares e empresariado. O modelo utilizado é baseado na estratégia do governo britânico para construção sustentável. "A diferença é que na Grã-Bretanha o tema é política pública. Aqui, o máximo que podemos fazer é sugerir medidas para o governo e a sociedade", diz o vice-presidente do CBIC, João Carlos Martins.

O documento a ser entregue à presidente está dividido em sete eixos:
  • mudanças climáticas;
  • desenvolvimento humano;
  • energia;
  • água;
  • materiais e sistemas;
  • resíduos; e meio ambiente,
  • infraestrutura e desenvolvimento urbano.
"O próximo passo é começar um inventário de emissões da cadeia produtiva da construção civil brasileira", esclarece Martins. "Os dados gerais adotados para o setor contabilizam que 20% das emissões ocorrem no decorrer da obra e os outros 80% no pós-obra. Mas, aqui, as maiores emissões ocorrem durante a execução." Segundo ele, no Brasil, o transporte é o grande vilão das emissões no setor. "A matéria-prima está cada vez mais longe dos grandes centros", explica.

Fonte: O Estado de S.Paulo

Redução de Carbono: cientistas afirmam que adesão dos setores marítimo e aviação é indispensável


Mapa das emissões de enxofre por navios. Reparem o litoral norte e nordeste do Brasil. Fonte: gCaptain

Emissões de NOx nas rotas globais de navegação. Fonte: Ship Emissions Assessment
 

Aviation and shipping cannot trade away emissions, scientist warns

, environment correspondent

Carbon trading will not solve the problem of soaring emissions from the aviation and shipping industries, a new analysis shows.

Future carbon cuts must be so severe, that both sectors will have to curtail future growth to tackle global warming, according to research presented at a climate change conference at Exeter University today.

Emissions from international aviation and shipping are growing rapidly, but are excluded from existing plans to cut carbon.

Faced with growing pressure to act, experts are working to link them to carbon trading markets, such as the European emissions trading scheme.

This would allow the aviation and shipping industries to buy carbon credits to cover their increased pollution, with the costs passed on.

But Alice Bows, a climate scientist at the Tyndall Centre for Climate Change Research at Manchester University, said future carbon cuts needed to be so severe that both sectors would have to reduce their own emissions as well.

Bows said: "They can't trade their way out of this problem. At current rates of growth, they will be consuming a significant proportion of the world's carbon budget by 2050. It will be way more than their fair share and an amount that simply can't be traded away because everybody else will have been forced to cut emissions."

Scientists say that unless soaring greenhouse gas emissions are curbed immediately, carbon dioxide levels in the atmosphere are on track to pass 650 parts-per-million (ppm), which could bring an average global temperature rise of 4C.

According to the government's Stern review on the economics of climate change in 2006, this would mean that between 7 million and 300 million more people would be affected by coastal flooding each year, there would be a 30-50% reduction in water availability in southern Africa and the Mediterranean, agricultural yields would decline 15-35% in Africa and 20-50% of animal and plant species would face extinction.

Earlier this year, a leaked UN study seen by the Guardian revealed that the true scale of climate change emissions from shipping was almost three times higher than previously believed.

It calculated that annual emissions from the world's merchant fleet had already reached 1.12bn tonnes of CO₂, or nearly 4.5% of all global emissions of the main greenhouse gas.

The report suggested that shipping emissions would become one of the largest single sources of manmade CO₂ after cars, housing, agriculture and industry. By comparison, the aviation industry, which has been under heavy pressure to clean up, is responsible for about 650m tonnes of CO₂emissions a year, just over half that from shipping.

Fonte do texto: The Guardian
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Leia mais em http://axelgrael.blogspot.com/2011/08/setores-maritimo-e-aereo-dos-mais.html