quarta-feira, 15 de julho de 2020

Entrevista de Axel Grael ao jornalista Sidney Rezende, do Jornal O Dia


O jornal O Dia vem realizando uma série de entrevistas com os pré-candidatos a prefeito. Começou pela cidade do Rio de Janeiro e, logo depois, foi a vez dos pré-candidatos de Niterói, cujo ciclo de entrevistas coube a mim encerrar, no dia 10 de julho.

Falamos sobre as nossas ideias para Niterói e da importância da gestão do prefeito Rodrigo Neves, que é reconhecida como um sucesso, como comprovam os prêmios recebidos e as matérias que dão destaque à cidade, tanto no Brasil como no exterior. Nos últimos sete anos e meio, apesar das turbulências causadas pela crise econômica, por sucessivas crises políticas, e mais recentemente pela crise sanitária causada pela COVID-19, Niterói avançou com uma potente carteira de investimentos em infraestrutura, políticas sociais e ambientais, com uma gestão fiscal responsável e medidas de modernização da administração municipal.

Falamos sobre este balanço das realizações e sobre as nossas ideias para a continuidade da gestão, para seguir inovando e para liderar a cidade para a retomada do seu desenvolvimento no período Pós-COVID-19.

Temos uma longa caminhada pela frente, mas estamos muito motivados para fazer o debate sobre os melhores caminhos para que Niterói continue seguindo em frente.

Axel Grael


-------------------------------------------------------------------



Grael elogiou a atual gestão de Niterói e prometeu mais avanços - Reprodução / Facebook



Axel Grael (PDT) promete, se eleito prefeito, continuar e ampliar legado de Rodrigo Neves

Prefeitável citou obras em escolas, hospitais, ruas e comunidades em oito anos do governo atual, o qual integrou até junho

Por O Dia

Niterói - Em entrevista ao jornal O DIA, fechando a série de lives com os prefeitáveis de Niterói, o pré-candidato à Prefeitura pelo PDT Axel Grael respondeu às perguntas dos apresentadores e dos internautas relacionando os feitos do atual prefeito, Rodrigo Neves, cujo governo compôs de 2013 até junho deste ano, na promessa de dar continuidade à linha desta gestão municipal. O papo, comandado pelo colunista político Sidney Rezende e pelo repórter niteroiense Venê Casagrande, pode ser acessado pelo facebook.com/odiajornal/videos/929529414178356/ ou youtube.com/watch?v=vfE-1WTnvG8, páginas do jornal O DIA na internet.

O engenheiro ambiental de 61 anos, nascido em São Paulo e servidor concursado da Prefeitura do Rio, citou as escolas públicas inauguradas e reformadas por Rodrigo, o reequipamento de postos de saúde (incluindo mais Médicos de Família) e hospitais como Getulinho e Mário Monteiro, a construção do túnel Charitas-Cafubá e a finalização do mergulhão do Centro, a expansão das ciclofaixas, a urbanização de comunidades diversas com drenagem e criação de áreas de lazer, a contenção de encostas, o replantio de mudas em área urbana, o alargamento de avenidas como a Marquês do Paraná, os programas em segurança pública Niterói Presente e Proeis (fruto de parceria entre os governos municipal e estadual), a drenagem e pavimentação de bairros da região oceânica, o reaparelhamento cultural e outras ações. Ele também ressaltou o trabalho de mitigação dos efeitos da pandemia de coronavírus na cidade, incluindo o isolamento social e os auxílios emergenciais.

"Rodrigo Neves tirou do papel projetos esperados há décadas. Houve ainda um esforço na modernização da gestão. Este governo foi muito empreendedor, conseguiu ótimos resultados, mas ainda há muito o que fazer em infraestrutura e ações sociais", disse Grael, que negou o inchaço da máquina administrativa com o aumento de secretarias e cargos comissionados, conforme afirmado pelos demais pré-candidatos entrevistados por O DIA. "Temos o mesmo número de cargos que já existiam antes deste governo assumir, e ainda reduzimos de 23 para 15 as administrações regionais", garantiu.

Sobre as últimas notícias de atos violentos cometidos por guardas municipais, o prefeitável se limitou a dizer que "o vídeo divulgado há alguns dias foi um fato lamentável e isolado, e não é esse o treinamento recebido pela Guarda Municipal, que teve seu quadro duplicado e vem desempenhando um papel importante na redução dos índices de criminalidade registrados do ano passado para cá, fruto da integração das forças de segurança".

Axel iniciou suas atividades como ambientalista na década de 1970 com a criação do Movimento de Resistência Ecológica (More) e liderou iniciativas em defesa da Baía de Guanabara e em prol da criação do Parque Estadual da Serra da Tiririca. Foi presidente do Instituto Estadual de Florestas (1991) e da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente em duas gestões (1999-2000 e 2007-2008), além de subsecretário estadual de Meio Ambiente. De 2013 a junho de 2020, atuou na atual gestão municipal como vice-prefeito, secretário da Executiva e de Planejamento, Orçamento e Gestão.

Nasceu em São Paulo devido às mudanças constantes de lar por conta da carreira militar do pai, mas possui raízes em Niterói desde a chegada do avô, Preben Schmidt, em 1924, oriundo da Dinamarca. Casado com Christa Vogel Grael, é filho de Ingrid Schmidt e do coronel Dickson Melges Grael e irmão dos medalhistas olímpicos Torben Grael e Lars Grael. Com eles, criou em 1998 o Projeto Grael, que inicia crianças e adolescentes da rede pública de ensino no esporte por meio da vela.

Fonte: O Dia


-----------------------------------------------------





Niterói: vocação para o avanço

Axel Grael foi entrevistado em live de O Dia.

Por Sidney Rezende

Pré-candidato à Prefeitura de Niterói, Axel Grael parte para a disputa apoiado por 13 partidos políticos. De todos os postulantes que se apresentaram ao eleitorado até o momento, somente três deles não votaram em Bolsonaro em 2018. Perguntado se o niteroiense seria majoritariamente conservador, Axel discorda.

"Niterói tem uma tradição trabalhista. Foram várias gestões eleitas pelo PDT e foram, inclusive, muito importantes em fazer essa priorização que se deu com relação às comunidades da cidade. Niterói tem áreas ainda que precisam de muitos investimentos, mas compara essas áreas em Niterói com áreas de outras cidades da Baixada e que são uma precariedade muito maior. Niterói é uma cidade progressista, que tem um vínculo muito forte com as tendências mundiais. A gente vê o que está acontecendo muito afora, inclusive nesse momento de retomada depois da covid. O [presidente Emmanuel] Macron, na França, anunciou um projeto de retomada baseada na economia verde. Você olha a [chanceler] Angela Merkel, na Alemanha, que lançou um programa todo focado na questão climática. Acabou de ser lançada essa semana, na Inglaterra, um programa também de retomada da economia todo baseado nas questões da sustentabilidade. Niterói é uma cidade cosmopolita. Um grande número de pessoas de Niterói viaja para o exterior, tem conexões com o exterior e acompanham tudo isso. Então, Niterói tem uma vocação para o avanço e não para o atraso". 

Fonte: O Dia


-------------------------------------------------------------


COMO ASSISTIR À ENTREVISTA?


Assista à íntegra da entrevista no YouTube (acima)

Assista à íntegra da entrevista no Facebook aqui: Entrevista para jornal O Dia






terça-feira, 14 de julho de 2020

Prefeitura conclui requalificação da ciclovia da Avenida Amaral Peixoto





10/07/2020 - A Prefeitura de Niterói concluiu nesta sexta-feira (10) a requalificação da ciclovia da Avenida Ernani do Amaral Peixoto, no Centro. Todo o traçado, da Avenida Visconde do Rio Branco até a Avenida Marquês do Paraná, foi revisado e recebeu nova sinalização horizontal e vertical e novos balizadores para melhorar a segurança dos ciclistas e pedestres. Também nesta sexta-feira a Prefeitura inicia a requalificação da ciclovia da Rua São Lourenço. 

A ciclovia da Amaral Peixoto ganhou maior importância com a inauguração da ciclovia da Avenida Marquês do Paraná, facilitando o acesso ao Centro dos ciclistas que saem da Zona Sul e da Região das Praias Oceânicas. Ela é usada diariamente também por moradores da Zona Norte, que chegam a ela através da ciclovia da Rua São Lourenço. 

Os segregadores da ciclovia foram recuperados e foram implantados pictogramas de alerta voltados para ciclistas e pedestres. Os cruzamentos da Avenida Amaral Peixoto sofreram alterações com a inserção de áreas de espera para os ciclistas e, assim, evitar o excesso de velocidade dos veículos na conversão, aumentando a segurança. Em avenidas de alto tráfego, como a Amaral Peixoto, os segregadores são exigidos por norma para segurança de ciclistas. 

São Lourenço – O mesmo trabalho de requalificação feito na ciclovia da Avenida Amaral Peixoto será realizado a partir desta sexta-feira na ciclovia da Rua São Lourenço, que tem aproximadamente 1 quilômetro de extensão e vai da Avenida Jansen de Melo até o Ponto Cem Réis. 

Mobilidade – A atual gestão da Prefeitura criou, em 2013, o programa Niterói de Bicicleta. A iniciativa foi pensada como uma resposta aos desafios relacionados à mobilidade, ao meio ambiente e, de uma maneira mais ampla, à qualidade do espaço urbano de Niterói. Seu objetivo principal é estimular a cultura cicloviária na cidade, por meio da implantação de infraestrutura e de ações educacionais. A cidade conta atualmente com 45 quilômetros de infraestrutura cicloviária. 

Bicicletário – A ciclovia da Avenida Amaral Peixoto é o principal acesso dos ciclistas ao bicicletário da Praça Araribóia. Inaugurado no dia 27 de março de 2017, o bicicletário funciona de segunda-feira a sábado, das 6h às 22h, e tem 446 vagas. Os usuários não pagam nada para estacionar as bikes.









Niterói aprova o novo Plano Municipal de Saneamento Básico





Após um longo trabalho de estudos, planejamento, projetos e consultas públicas, a Prefeitura de Niterói acaba de publicar o Decreto 13.669/2020 aprovando o Plano Municipal de Saneamento Básico. O plano abrange o abastecimento de água, a coleta e tratamento de esgoto sanitário, gestão de resíduos sólidos (lixo) e drenagem. O plano é o resultado de uma iniciativa conjunta da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos - SECONSER e da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG.

O principal produto do plano é um levantamento detalhado da situação atual de cada um dos temas abrangidos, estabelece diretrizes para o futuro e indica prioridades para os futuros investimentos, com metas de curto, médio e longo prazo.

Os resultados dos estudos encontram-se publicados no site da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos - SECONSER e está disponível para consulta ou download.

Veja, a seguir, o texto do decreto assinado pelo prefeito Rodrigo Neves.


DECRETO Nº 13.669/2020

Aprova e institui o Plano Municipal de Saneamento Básico destinado à execução dos serviços de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo das águas pluviais, limpeza e fiscalização preventiva das respectivas redes urbanas do município de Niterói e dá outras providências.

O Prefeito Municipal de Niterói, Estado do Rio de Janeiro, no uso de suas atribuições legais, conferidas pelo artigo 66 inciso VI da Lei Orgânica do Município de Niterói e; CONSIDERANDO o que dispõe a Lei Federal nº 11.445/2007, que estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico e determina ao titular dos serviços a formulação de política pública para o saneamento básico;

CONSIDERANDO que, a teor do disposto no artigo 11, inciso I, da Lei Federal nº 11.445/2007, a existência de Plano de Saneamento Básico é condição de validade dos contratos que tenham por objeto a prestação de serviços públicos de saneamento básico, DECRETA:

Art. 1º Fica aprovado e instituído o Plano Municipal de Saneamento Básico de Niterói, referente aos serviços abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo das águas pluviais, limpeza e fiscalização preventiva das respectivas redes urbanas, anexo ao presente Decreto, que, a partir do diagnóstico da atual situação dos serviços públicos, estabelece diretrizes, objetivos, metas e as ações a serem adotadas pelo Município para a melhoria da eficiência na prestação dos serviços e para a sua universalização.

Art. 2º O Plano Municipal de Saneamento Básico, instituído neste Decreto, será revisto periodicamente a cada quatro anos, sempre anteriormente à elaboração do Plano Plurianual.

Art. 3º A proposta de revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico deverá ser elaborada em articulação com as prestadoras dos serviços e estar em compatibilidade com as diretrizes, metas e objetivos e com o estabelecido na Lei Federal nº 11.445/2007.

Art. 4º Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação.

PREFEITURA MUNICIPAL DE NITERÓI, EM 09 DE JULHO DE 2020.

RODRIGO NEVES - PREFEITO

Publicado em 10 de julho de 2020

Vale observar que, conforme expresso no Art. 2° do Decreto, o plano deverá ser revisto a cada quatro anos. A próxima etapa, após a formalização da aprovação do Plano Municipal de Saneamento Básico através do Decreto, é o encaminhamento de mensagem à Câmara de Vereadores para a sua transformação em lei municipal.

Avanços em saneamento

Considerando que a cidade de Niterói já conta com 100% de abastecimento de água, aproxima-se da universalização da oferta de rede de coleta de esgoto e tratamento e é considerada a segunda melhor cidade do país em gestão de resíduos sólidos urbanos, sem detrimento do plano de investimentos nas outras áreas, a principal atenção da cidade deverá se voltar nos próximos anos para a área de drenagem.

Muito já tem sido feito com relação à drenagem na atual gestão, que vem implantando obras de drenagem, pavimentação e urbanização de bairros na Região Oceânica e outras partes da cidade, como é o caso das intervenções em Piratininga (Avenida Almirante Tamandaré), Avenida Romanda Gonçalves e nos bairros do Cafubá, Bairro Peixoto, Boavista, Santo Antônio, Maravista, Serra Grande e outras localidades, como o Engenho do Mato cujas obras estão próximas de ter início.

Também cabe destaque o trabalho pioneiro e inovador que a Prefeitura vem fazendo para a implantação do Parque Orla de Piratininga (POP), cujas obras começarão nos próximos dias e a Renaturalização do Rio Jacaré. O Parque Orla de Piratininga contará com soluções de drenagem baseadas na natureza, como os jardins filtrantes e bacias de sedimentação, que ajudarão a despoluir a Lagoa de Piratininga. Mesmo antes de implantado, o projeto do POP já foi premiado tanto no Brasil como no exterior. 

Portanto, mesmo sendo uma referência na Região Metropolitana do Rio de Janeiro e no país em saneamento, Niterói planeja o seu futuro contando cada vez mais com uma infraestrutura e uma gestão voltadas para a sustentabilidade, para a saúde e qualidade de vida da população.

Axel Grael


--------------------------------------------


LEIA TAMBÉM:

PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BÁSICO DE NITERÓI
PLANO DE SANEAMENTO: Niterói renova as suas ambições para a sustentabilidade, estabelecendo prioridades e metas
BALNEABILIDADE: Niterói tem quatro entre as dez praias mais limpas da Região Metropolitana ENSEADA LIMPA: Inaugurada obra de modernização da Estação de Tratamento de Esgoto de Jurujuba
PRODUIS: Obras de macrodrenagem avançam na comunidade São José, no Fonseca
Entrevista sobre o trabalho da Prefeitura de Niterói para a recuperação das lagoas da Região Oceânica de Niterói  


---------------------------------------------------


Assista à matéria do RJTV2 sobre o saneamento em Niterói

Reportagem destaca que Niterói tem o melhor sistema de saneamento básico do estado, com quase 100% do esgoto doméstico tratado. Além disso, a média de idade ao morrer em Niterói é de 70 anos, maior do que os outros índices apresentados na matéria.

https://globoplay.globo.com/v/8695160/programa/


---------------------------------------------------


Publicado decreto que aprova Plano Municipal de Saneamento Básico

Foi publicado no Diário Oficial do município o Decreto 13669/2020 aprovando o plano municipal de saneamento básico.

O próximo passo agora é encaminhar o Projeto de Lei para a Câmara dos Vereadores para que ele possa ser discutido.

O PMSB tem o objetivo de estabelecer metas de curto, médio e longo prazos, visando as melhorias no atendimento dos serviços de saneamento básico e, principalmente, garantir a universalização do acesso de toda a população aos serviços que são essenciais à adequada qualidade de vida e saúde pública.

Com quatro frentes de atuação – abastecimento de água, coleta de esgoto, gestão de resíduos sólidos e drenagem – o plano dará ênfase, sobretudo, às considerações sobre drenagem dos rios, valões e lagoas da cidade.

A ideia é, neste primeiro momento, cadastrar toda a área do primeiro distrito – Centro, Zona Sul e Zona Norte da cidade.

.A secretária municipal de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa, enfatiza que Niterói já conta com políticas bem estabelecidas de distribuição de água, tratamento de esgoto e coleta de lixo.“Temos 100% da cidade com abastecimento de água potável. Estamos próximos de atingir a universalização do esgotamento sanitário e somos a primeira cidade no Estado e a segunda melhor cidade do país em gestão de resíduos sólidos, e agora estamos com maior foco na drenagem urbana", analisa a secretária.

O PMSB traz o resultado do diagnóstico realizado pela empresa Ampla Assessoria e Planejamento, que mapeou a cidade com o objetivo de estabelecer os critérios e investimentos que deverão ser aplicados no município, para a implantação, já em 2020. Para isso, a equipe técnica da empresa realizou visitas técnicas em todas as unidades operacionais dos sistemas de saneamento básico.

Dayse Monassa explica, ainda, que as visitas técnicas tiveram como objetivo conhecer as instalações e o modo de operação dos sistemas no Município, visando subsidiar um diagnóstico técnico da situação atual dos serviços e do nível de atendimento à população.“E, também, verificar as necessidades, visando à universalização e a melhoria na prestação dos serviços de saneamento, além de garantir que a cidade esteja apta a atender aos demais princípios estabelecidos na Política Federal de Saneamento Básico, uma vez que o plano é uma imposição da Lei Federal n° 11.445/07, que estabelece que o município, como titular dos serviços de saneamento básico, deve elaborar o seu planejamento”, acrescenta Dayse.

A cidade conquistou, por dois anos seguidos, expressivos resultados no ranking da Universalização do Saneamento da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), que colocou Niterói como o único município do Estado, de grande porte, rumo à universalização do saneamento. A cidade obteve pontuação máxima em quatro dos cinco quesitos avaliados. Na edição de 2018, Niterói também apareceu em primeiro lugar no Estado.

O ranking Abes é um instrumento de avaliação do setor no Brasil. A ferramenta apresenta o percentual da população das cidades brasileiras com acesso aos serviços de abastecimento de água, coleta de esgoto e de resíduos sólidos, além de aferir o quanto de esgoto recebe tratamento e se os resíduos sólidos recebem destinação adequada. Assim, permite identificar o quão próximo os municípios estão da universalização do saneamento.Em 2019, o ranking reuniu 1.868 municípios, representando 68% da população do país e mais de 33% dos municípios brasileiros que forneceram ao Sistema Nacional de Informações de Saneamento as informações para o cálculo de cada um dos cinco indicadores utilizados no estudo. As 27 capitais brasileiras estão presentes no levantamento.

Fonte: Seconser





segunda-feira, 13 de julho de 2020

Alfredo Sirkis: a despedida de um campeão da sustentabilidade




O movimento ambientalista, a sustentabilidade urbana, a luta contra as mudanças climáticas e a política brasileira perderam um de seus maiores nomes e um lutador aguerrido, Alfredo Sirkis, falecido tragicamente num acidente de automóvel na última sexta-feira, dia 10 de julho. 

Meu último encontro com ele foi há poucos dias, infelizmente de forma remota, quando Sirkis lançou o seu livro "Descarbonarios" numa live que reuniu seus amigos, admiradores e companheiros de caminhada, que eram muitos. No meio da minha correria diária, entrei na reunião, deixei uma mensagem e saí. Ele viu que passei rapidamente, pediu que a nossa amiga, a ambientalista Alba Simon, me ligasse para voltar. Me saudou como o "próximo prefeito de Niterói", disse que viria fazer a nossa campanha e que queria ajudar a fazer de Niterói uma referencia em políticas climáticas. Também se referiu ao prefeito Rodrigo Neves e fez uma defesa enfática com relação à injustiça cometida contra ele em 2018. Era um apaixonado pela cidade do Rio e também por Niterói. Ele sempre acompanhava nossos passos por aqui e me ligava para comentar.

Sirkis tinha personalidade forte, era uma figura firme e imponente. Brizola o chamava de "general prussiano"! Tinha aquele jeito durão e aparência enérgica, mas ao falar de seus projetos e sonhos, mostrava-se um aguerrido perseguidor dos seus ideais. Muito culto, falava vários idiomas e se correspondia com personalidades mundiais da primeira linha. Eu sempre admirei a sua capacidade de leitura e interpretação do cenário político e a sua estreita conexão com o que havia de vanguarda nas políticas para a sustentabilidade no mundo.

Ajudou a fundar três partidos: foi um dos signatários da Carta de Lisboa, de 1979, que deu origem ao Partido Democrático Trabalhista - PDT, foi um dos fundadores de Partido Verde (1986) e da Rede Sustentabilidade (2013). 




Sirkis e a minha carreira na gestão pública

Foi ele que, como presidente do PV, me indicou para o meu primeiro cargo público: presidente do Instituto Estadual de Florestas - IEF-RJ, no segundo governo Brizola. Era 1990/1991, eu tinha por volta de 32 anos, já militava como ambientalista em Niterói desde 1980, e fui pinçado por ele do movimento ambientalista para esse importante desafio. Naquela ocasião eu era um dos líderes do Movimento Cidadania Ecológica - MCE, e tínhamos como principal bandeira a criação do Parque Estadual da Serra da Tiririca, para o qual produzimos os estudos técnicos para embasar a sua criação, redigimos a minuta de projeto de lei e fazíamos a mobilização para pressionar para a sua efetivação.

Agitávamos muito, tínhamos uma grande capacidade de mobilização e chegamos a ter uma grande repercussão na imprensa. Certa ocasião, num domingo, fomos foto de destaque da primeira página do Jornal do Brasil, caminhando pela trilha do Alto Mourão e reivindicando o parque. Dias depois, Sirkis me telefonou, perguntou se eu aceitaria presidir o IEF, justamente o órgão que teria a atribuição de implantar e gerir o nosso parque, além de todas as demais do estado. Apesar da total falta de experiência, aceitei o convite e aguardei a resposta dos entendimentos dele com o governador eleito, Leonel Brizola. 

Eu trabalhava com consultoria ambiental, como responsável pela área ambiental do escritório do Rio de Janeiro da Jaakko Pöyry Engenharia, uma empresa de origem finlandesa e que era na ocasião uma das maiores do país. Quando eu voltava de uma visita a uma indústria no Sul do estado, Sirkis me ligou e disse, preciso que você me acompanhe em uma solenidade. Segui da estrada direto para o local, uma recepção de engravatados e eu me sentindo um mulambo. Lá, encontrei o jornalista Roberto D'Ávila, que já havia sido anunciado como o futuro secretário estadual de Meio Ambiente e este me apresentou aos presentes como o novo presidente do IEF-RJ.

Com Sirkis na cidade do Rio de Janeiro

Depois dos quatro anos no IEF-RJ, já encantado com a administração pública, fui ajudar o Sirkis a implantar a Secretaria de Meio Ambiente da Cidade (Prefeitura do Rio). Na época, ele estava no meio de uma grande polêmica, divergindo publicamente do prefeito Cesar Maia e com o então secretário de Urbanismo, Luiz Paulo Conde, sobre a supressão de umas árvores e a destruição de um bosque de umas árvores ameaçadas de extinção, as tabebuias, na Barra. Para reforçar a sua posição, fui nomeado por ele diretor executivo da Fundação Parques e Jardins do Rio, com a missão de implantar uma política para a arborização pública da cidade.

Na época, eu também o ajudei a iniciar a implantação da malha cicloviária do Rio, uma iniciativa pioneira no país. Juntamente com a arquiteta Estela Neves, eu atuava na estruturação de um programa de educação cicloviária, com a finalidade de superar os muitos conflitos que surgiram com a chegada das ciclovias do Rio.

Ironicamente, Alfredo que era um amante da bicicleta e crítico do automóvel, nos deixou num acidente de carro e batendo num poste com energia solar. Certamente, isso há de nos ensinar algo, assim que formos capazes de compreender tristes momentos como este. 

Sirkis fará muita falta, mas certamente o céu está mais verde e emanando ventos de sustentabilidade para nós. Ele deixou a sua marca por aqui e continuará sempre nos inspirando. 

Axel Grael



------------------------------------------------


Ex-deputado federal Alfredo Sirkis morre em acidente de carro

O ex-deputado federal Alfredo Sirkis, de 69 anos, morreu num acidente de carro nesta sexta-feira, dia 10, no Arco Metropolitano. Segundo informações O veículo, um Volkswagen Polo, cinza, saiu da pista, bateu num poste e capotou.

O acidente ocorreu por volta das 14h20 no km74, na altura de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no pista sentido Caxias-Dutra.

Alfredo Hélio Syrkis nasceu no dia 8 de dezembro de 1950 no Rio de Janeiro. Era jornalista, escritor e roteirista de TV e cinema, gestor ambiental e urbanístico e ex-parlamentar. Atualmente, era diretor executivo do think tank Centro Brasil no Clima (CBC). Entre outubro de 2016 e maio de 2019 foi o coordenador executivo do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima (FBMC), tendo organizado a campanha Ratifica Já! que propiciou a ratificação, pelo Brasil, em tempo recorde, do Acordo de Paris; do processo para a elaboração da Proposta Inicial para Implementação da NDC brasileira e da avaliação Brasil Carbono Neutro 2060. Quando deputado federal (2011-2015) presidiu a Comissão Mista de Mudança do Clima do Congresso Nacional (CMMC) e foi um dos vice-presidentes da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. Decidiu não se candidatar à reeleição, em 2014.

Foi vereador em quatro mandatos, secretário municipal de urbanismo e presidente do Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos (IPP), entre 2001 e 2006 e secretário municipal de meio ambiente, entre 1993 e 1996, na cidade do Rio de Janeiro. Membro da delegação brasileira às conferências do Clima de Montreal, Bali, Copenhagen, Durban, Varsóvia, Lima, Paris, Marrakech e Bonn. Integrou as comissões executivas do ICLEI (International Council for Local Environmental Initiatives) e do Metrópolis. Foi um dos fundadores do Partido Verde brasileiro e um dos expoentes da ideologia verde no Brasil.

Autor de nove livros, dos quais o mais conhecido é Os Carbonários (1980), Prêmio Jabuti de 1981, ele iniciou seu trabalho como jornalista, em Paris, em 1973, no recém fundado jornal Liberation, dirigido por Jean Paul Sartre, foi seu correspondente freelancer em Santiago (1973, durante o golpe de estado) e Buenos Aires (1974). Em Portugal colaborou com os semanários Expresso e Gazeta da Semana e os diários República, Diário Popular, Diário de Lisboa, foi redator do Jornal Novo, editor internacional de Página Um e redator chefe da edição em português de Cadernos do Terceiro Mundo. Nessa época também colaborou com Le Monde Diplomatique. Nesse período utilizava o pseudônimo “Marcelo Dias”.

Nos anos 70 passou oito anos e meio no exílio na França, Chile, Argentina e Portugal. Foi líder estudantil secundarista, em 1967 e 1968. Entre 1969 e 1971 participou da resistência armada contra a ditadura militar brasileira (1964–1985) (os Anos de Chumbo), participando de operações armadas, inclusive dois sequestros de diplomatas que levaram à libertação de presos políticos.

Na imprensa brasileira trabalhou como repórter das revistas Veja (1982) e Istoé (1983) e colaborou com os semanários Pasquim, Playboy, Jornal de Domingo e Shalom. Elaborou diversos roteiros para a série Teletema da TV Globo (1986-7) como Maria Testemunha, Estrela do Mar, O russo desaparecido e a Mulata Esmeralda, O grande prêmio e A árvore mágica.

Foi colaborador dos jornais O Globo, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Valor Econômico e Correio Brasiliense.

POLÍTICA

Ao voltar do exílio, dedicou-se à carreira de escritor. Lançou, em 1980, o livro de memórias Os carbonários, que se tornou um best-seller. e ganhou o Prêmio Jabuti de 1981. No ano seguinte, lançou mais um livro de memórias, desta vez abordando seus dois primeiros anos no exílio: Roleta chilena. Em 1983, lançou Corredor polonês, romance baseado na trajetória de seus pais poloneses. Em 1985, fez uma incursão no gênero da ficção científica com Silicone XXI, onde descreve uma Rio de Janeiro futurista.

Abandonando a ideologia marxista de seus tempos de guerrilheiro, Sirkis não entrou para os tradicionais partidos de esquerda e tornou-se um dos expoentes da ideologia verde no Brasil. Em 1986, foi um dos fundadores do Partido Verde brasileiro, seu primeiro secretário-geral e presidente nacional entre 1991 e 1999.

Elegeu-se vereador do município do Rio de Janeiro em 1988, sendo o mais votado, com 43 000 votos.

Em 1989, obteve a aprovação do tombamento do Bosque da Freguesia, em Jacarepaguá e a Lei de Sinalização Ecológica.

Em 1990, obteve a aprovação para a criação da Área de Proteção Ambiental da Prainha, impedindo a construção de doze edifícios no local. Elaborou o capítulo de meio ambiente da Lei Orgânica do Município do Rio de Janeiro.

Em 1991, liderou a luta em defesa da Lagoa de Marapendi, ameaçada por um projetos imobiliários; elaborou o capítulo de meio ambiente do Plano Diretor Decenal e obteve o compromisso do prefeito Marcello Alencar para a construção das ciclovias da orla marítima.

Em 1992, obteve a aprovação da Lei de Incentivos Fiscais para projetos eco-culturais (desde então, chamada Lei Sirkis), que viabilizou o Fórum Global 92 durante a Conferência das Nações Unidas Sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento; criou a Área de Proteção Ambiental das Brisas, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro e presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito de atividades irregulares de segurança. Foi reeleito vereador, embora tenha se afastado para ser o primeiro secretário municipal de meio ambiente do Rio de Janeiro de 1993 a abril de 1996.

Em 1993, foi convidado pelo prefeito César Maia para criar a secretaria de meio ambiente da cidade, assumindo o cargo de secretário extraordinário. A lei de criação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente encontrou forte resistência na Câmara de Vereadores, sendo rejeitada duas vezes antes de ser aprovada em 1994.

Em 1994, desenvolveu mutirões de reflorestamento, iniciou o projeto das Ciclovias Cariocas e criou o Conselho das Águas da Baixada de Jacarepaguá.

Em 1995, começou a construção das ciclovias; realizou obras de recuperação da rede da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas; iniciou o saneamento do Recreio dos Bandeirantes; implantou o Parque do Bosque da Freguesia e o Parque Marcelo de Ipanema; iniciou a dragagem da Lagoa do Camorim e ampliou o mutirão de reflorestamento em 47 favelas.

Deixou o cargo de secretário municipal em abril de 1996 com uma aprovação de 87%, segundo pesquisa do IBOPE. Lançou a coletânea Verde Carioca. Concorreu novamente à Câmara de Vereadores. Perdeu as eleições por insuficiência de votos da coligação, mas obteve uma votação pessoal maior do que a grande maioria dos vereadores eleitos e ficou como primeiro-suplente do Partido Verde.

Em 1997, assumiu a secretaria executiva da Fundação Ondazul e seu processo de reorganização. Elaborou o projeto do Parque Ecoturístico do Cânion do São Francisco, na Bahia.

Foi candidato à presidência da república pelo Partido Verde em 1998, com o objetivo de divulgar as propostas do partido.

Ao deixar a presidência nacional do partido em 1999, assumiu a vice-presidência executiva da Fundação Ondazul. Tendo sido votado o primeiro-suplente de vereador do Rio de Janeiro pelo Partido Verde nas eleições municipais de 1996, Alfredo Sirkis conseguiu assumir o mandato em 1999. Cuidou da aprovação das áreas de proteção ambiental da Capoeira Grande e do Morro do Silvério, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. Lançou Ecologia urbana e poder local, um ensaio sobre gestão ecológica.

Em 2000, conseguiu a criação dos projetos Reciclagem e Cultura e Manguezais da Baía da Guanabara.

Em 2000, foi candidato a prefeito do Rio de Janeiro. Não conseguiu ser eleito, mas sua votação expressiva fez com que o prefeito eleito César Maia o escolhesse para ser secretário municipal de urbanismo e presidente do Instituto Pereira Passos.[13]

Em 2001, lançou o Programa de Revitalização da Área Portuária e os concursos para o novo Circo Voador e o novo Centro de Convenções; apresentou o Congresso da unificação IULA-FMCU no RioCentro e foi eleito secretário do Metrópolis para América do Sul e Caribe.

Em 2002, iniciou a elaboração de treze projetos para a área portuária; obteve a aquisição do Pátio da Estação Marítima para a construção da Vila Olímpica da Gamboa e da Cidade do Samba; iniciou a elaboração do projeto de ciclovia Bangu-Campo Grande e das novas ciclo-faixas da Zona Sul; negociou as Áreas de Proteção ao Ambiente Cultural do Jardim Botânico, Botafogo e a ampliação da Área de Proteção Ambiental da Lagoa.

Em 2003, criou, na Secretaria Municipal de Urbanismo, a Gerência de Operações Especiais e a Coordenadoria de Regularização Urbanística que dinamizaram, em 61 favelas, o trabalho dos Postos de Orientação Urbanística e Social e coordenou a operação Recreio em Ordem que derrubou quatro prédios erguidos sem licença.

Em 2004, concluiu com sucesso as negociações para a desapropriação do Cassino da Urca para abrigar o Museu do Rio, com um projeto de restauração do prédio original e lançou a rede Autonomia Carioca, que defende a desfusão e a recuperação, pela cidade do Rio de Janeiro, de sua condição de estado brasileiro. Apoiou a reeleição de César Maia em 2004 e continuou como secretário municipal no exercício de governo seguinte.

Em 2005, reassumiu a presidência do Partido Verde no estado do Rio de Janeiro.

Em 2006, por divergências políticas com o prefeito César Maia, exonerou-se do cargo de secretário municipal de urbanismo e passou para a oposição. Concorreu ao Senado Federal do Brasil pelo Partido Verde, obtendo o terceiro lugar, com 500 000 votos, correspondentes a sete por cento dos votos no estado.

Em 2007, coordenou nacionalmente a campanha Brasil no Clima.

Em 2008, candidatou-se novamente a vereador da cidade do Rio de Janeiro, sendo eleito como o quarto mais votado.

Nas eleições de 2010, coordenou a pré-candidatura de Marina Silva à presidência da república e foi eleito deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro com 73.185 votos (0,91% dos votos válidos), o 26º mais votado.

Em 2011, lançou o livro O efeito Marina, sobre a campanha presidencial de Marina no ano anterior. Entrou em conflito com o grupo dominante do PV que provocou a saída de Marina Silva do partido ao negar-se a promover um processo democrático de convenção. Sirkis permaneceu no partido em situação de isolamento.

Em 2012, participa da mobilização de resistência na Câmara e nas ruas contra o enfraquecimento do Código Florestal brasileiro e organiza como evento paralelo à Conferência Rio + 20 o Rio/Clima – The Rio Climate Challenge com a participação de lideranças ambientais e climáticas de 14 países.

Em 2013, foi um dos articuladores da Rede Sustentabilidade, porém quando o TSE negou o registro do partido Sirkis acompanha Marina Silva e filia-se ao PSB

Em 2014, assume a presidência da Comissão Mista de Mudanças Climáticas do Congresso Nacional. Ao se aproximar o processo eleitoral, em protesto pela coligação do PSB com o PT, no Rio de Janeiro, abre mão de sua candidatura à reeleição para deputado federal e afirma: “depois de ter feito oposição, ainda que moderada, ao governo durante quatro anos, no Congresso, não posso agora aparecer como candidato em uma coligação com o PT”. Também se afasta discretamente da Rede Sustentabilidade.

Em 2015, volta ao terceiro setor, dedica-se a cursos de formação de gestores de governança local e a criação do “think tank” Centro Brasil no Clima (CBC). No momento não exerce atividade político partidária.

Em 2016 assume o encargo não-remunerado de secretário executivo do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas que é presidido pelos presidentes da República e constituído de Ministros outros membros do poder público e representantes da sociedade civil no setor acadêmico, empresarial e terceiro setor.

Fonte: A Tribuna