quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Serviço Florestal Brasileiro lança boletins com dados sobre florestas



Parque Nacional de Brasília. Nelson Yoneda/ Acervo ICMBio




Informações sobre os biomas brasileiros estão reunidas em três publicações temáticas lançadas pelo Serviço Florestal Brasileiro.

DA COMUNICAÇÃO SFB

O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) lançou, nessa quinta-feira (29/12), boletins com os dados mais recentes sobre as florestas brasileiras. As publicações dividem-se em três temas: recursos florestais, produção florestal e ensino e pesquisa florestal.

“Os boletins são uma compilação de dados e informações disponíveis no Sistema Nacional de Informações Florestais (SNIF), com links para que o usuário acesse painéis interativos. A publicação terá periodicidade anual”, afirma a gerente Executiva de Informações Florestais do SFB, Claudia Rosa.

Desenvolvido pelo SFB, o SNIF é uma plataforma que reúne informações sobre os temas relacionados às florestas e ao setor florestal do país. Para isso, além das informações produzidas pelo órgão, disponibiliza dados produzidos por instituições brasileiras e estrangeiras, tanto públicas quanto privadas.

O objetivo é facilitar a obtenção e uso destas informações de forma organizada e atualizada por toda a sociedade, inclusive para a formulação e execução de políticas de uso sustentável, conservação e recuperação dos recursos florestais.

Acesse os boletins:

Recursos Florestais
Produção Florestal
Ensino e Pesquisa Florestal

Fonte: Ministério do Meio Ambiente











Pesquisa ajuda a preservar aves no sertão

 
 
Galo-da-campina: espécie comum na região.




Na Estação Ecológica do Seridó (RN), pesquisadores catalogam 202 espécies de aves. Trabalho está disponível em mídia digital.

DA REDAÇÃO*

A Estação Ecológica do Seridó é uma unidade de conservação de proteção integral da Caatinga localizada no Rio Grande do Norte. Ocupa 0,02% do estado, que tem 82% do seu território no polígono das secas. Nesse cenário, em boa parte inóspito, há 202 espécies de pássaros nativos e duas exóticas, revelando a riqueza do bioma, um dos menos preservados do país. Nele, apenas 1% de seus quase 850 mil km2 são áreas de proteção integral.

Com o apoio do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), do Conselho Nacional do de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e estudantes do ensino médio da rede pública local, professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte acabam de lançar uma publicação que investiga todo esse patrimônio natural. A ideia é conhecer para preservar.

De acordo com o analista ambiental George Stephenson, da estação ecológica, o envolvimento na elaboração e divulgação do guia junto às comunidades do entorno da unidade alerta a população para compreender a necessidade de proteger seu patrimônio natural. Na região é comum o captura e a criação em cativeiro de fauna silvestre. Para ele, “a população ficará mais atenta e sensível às consequências desses crimes contra o meio ambiente e ajudará os órgãos ambientais a inibir essas práticas”, avalia.

Em sua segunda edição, o guia pretende despertar o interesse pelas aves da região do Seridó e demonstrar a importância da Estação Ecológica para a manutenção da biodiversidade local. Para os pesquisadores Guilherme Toledo Lima, João Damasceno e Mauro Pichorim se as pessoas compreenderem um pouco mais a importâncias das aves que as cercam, certamente contribuirão para a conservação delas, pois entenderão o papel que elas desempenham”.

O livro está disponível em mídia digital, de forma gratuita, e pode ser acessado aqui.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente







BIBLIOTECA PÚBLICA DE NITERÓI: De braços abertos para o povo




Os visitantes podem usufruir de todos os serviços no local, que conta com cerca de 40 mil itens em seu acervo. Foto: Lucas Benevides



Carolina Ribeiro

Biblioteca Pública de Niterói, no Centro, é uma opção de espaço para estudo, entretenimento e encontros

Além de ser um lugar de constante estudo e leitura, uma biblioteca também pode ser um espaço cultural de entretenimento e troca de informações. A Biblioteca Parque de Niterói reúne livros, artes plásticas, cinema, música, contação de histórias, palestras, cursos e workshops. Inaugurado em 1935, o seu prédio é considerado um dos marcos da arquitetura da região e passou por um processo de restauração em 2011, quando entrou para o conceito de Biblioteca Parque, que incorpora educação e cultura no apoio ao desenvolvimento de trajetórias de vida.

Desde dezembro de 2015, o prefeito Rodrigo Neves assumiu o custeio e a manutenção do espaço, tendo renovado, no último dia 26, esse acordo de cooperação para manter a unidade aberta por mais esse ano. Nessas primeiras semanas de 2017, o horário de funcionamento da biblioteca será das 11h às 17h, de terça a sábado, mas já está prevista a ampliação do horário ainda neste mês.

Contando com cerca de 40 mil itens em seu acervo, entre livros, revistas e jornais, os visitantes podem usufruir de todos os serviços no local e também em casa, ao pegar livros emprestados. Para isso, é imprescindível fazer a carteirinha da biblioteca. Para obtê-la, é necessário um documento com foto e comprovante de residência. A carteirinha fica pronta na hora.

A Sala História Fluminense contém obras especiais sobre o Estado do Rio de Janeiro e as cidades ao redor, datadas do século XIX e XX. Os livros históricos são clássicos muito usados por pesquisadores para embasar os novos estudos sobre a cidade. Assim, criou-se, também, um acervo atualizado sobre a história fluminense com livros novos. De acordo com Enio Madureira, auxiliar de acervo da biblioteca, os itens são sempre atualizados.

“Ano passado fizemos uma compra grande. Entre os clássicos encontrados por aqui estão ‘O Corcunda de Notre Dame’ e todos os de Jorge Amado. Focamos muito no que os leitores procuram, como livros escritos por mulheres, novos autores, literatura africana de língua portuguesa, sagas e trilogias. Livros de representatividade também estão em foco, além dos para estudo: atlas, dicionários, enciclopédias, e os técnicos de política, ciências sociais, medicina, geografia, matemática, entre outros”, lista Enio.

O local possui um convênio com o programa de pós-graduação em História da Universidade Federal Fluminense (UFF). Na Sala Multiuso, mestrandos, doutorandos ou pós-doutorandos ministram cursos gratuitos. No tema, predomina-se as aulas de História, entretanto cursos de fotografia, arte afro-brasileira, ditadura, história do futebol e da música já foram apresentados. As outras ações incluem rodas de leitura, atividades na Biblioteca Infantil, de iniciação à leitura, incentivo e apresentação às letras e ensaios como o do Teatro Novo – um grupo de teatro que trabalha com deficiência intelectual, que escolheu o espaço como uma forma de acolher, inserir e divulgar conhecimento. De acordo com Claudia Thurler Ricci, diretora da Biblioteca Pública desde 2014, apesar do espaço ser em Niterói, o local também atende Maricá, São Gonçalo e Itaboraí.

“Através do nosso programa de visita escolar, oferecemos visitas guiadas e históricas, além das atividades na Biblioteca Infantil. A partir do livro, as crianças trabalham a história contada”, acrescenta Claudia. No local, há, ainda, a DVDteca para assistir filmes; a Sala Cultural, dedicada principalmente à literatura; o Café Paris – área central de convívio, onde se encontra jornais, revistas e periódicos – ; e a parte do atendimento, para pegar ou devolver livros.


Espaço pode ser usado para o lazer. Foto: Lucas Benevides


Atualmente, cerca de 600 pessoas visitam a biblioteca diariamente e o objetivo é aumentar esse número, que já vem crescendo ao longo dos anos. Claudia observa que além de ser bonito, o local é confortável e a equipe, muito atenciosa e receptiva. Entre suas observações está o salto de qualidade na programação cultural.

“As apresentações da Orquestra Aprendiz são ótimas, em uma delas, eles tocaram a abertura de ‘Game Of Thrones’ e foi muito emocionante. Tivemos o primeiro Seminário de Histórias em Quadrinhos, que trouxe pessoas de São Paulo, Minas Gerais e do Rio falando sobre o movimento. Nosso aniversário de 80 anos também foi marcante. Além de seminário de moda, lançamentos de livros e exposições. Aqui é um local de cultura”, observa.

Apesar de momentos muito marcantes, Claudia revela que os pequenos acontecimentos do dia a dia são muito importantes para ela. Apenas na última terça-feira, dia de reabertura após o recesso de fim de ano, dois estudantes de arqueologia da UFRJ procuraram a biblioteca justamente pelo setor de História Fluminense.

“Uma mãe também trouxe a filha que nunca tinha ido em uma biblioteca e quando já estava na hora de ir embora, ela não queria ir. É muito bacana fazer um evento, mas esses pequenos acontecimentos também são muito importantes”, enfatiza.

Uma ideia sobre biblioteca é que o local é um espaço de silêncio absoluto, em que até a respiração pode atrapalhar. A Biblioteca Parque de Niterói não é assim. Seu primeiro andar é mais fluido e mais permissível. O encontro entre amigos, trabalhos em grupo e a comunicação são bem-vindos por ali. Já no segundo andar, a maior parte do público visitante, são pessoas que estão buscando estudar e precisam de maior concentração. Para Claudia, o próprio conceito da Biblioteca Parque pressupõe que seja um lugar de socialização.

Para esse ano, a programação da biblioteca deverá seguir a linha do ano passado, com os cursos da UFF, exposições e outros eventos. O objetivo é aproveitar o que deu certo e melhorar outras atividades. Uma das ideias é voltar a usar o lado de fora, a Praça da República. Ano passado, houve duas edições do Ocupa República que movimentaram a praça, que é o centro cívico da cidade. No evento, barraquinhas de comida, shows, palestras sobre a história fluminense, massoterapia, contação de histórias e mais. Com relação ao espaço infantil, a intenção é reforçar as atividades de clubes de leitura e dinamizá-las. Para ficar por dentro de toda a programação, a página do Facebook do espaço é o melhor canal.

A Biblioteca Parque de Niterói fica na Praça da República, s/nº, no Centro. Aberta de terça a domingo, das 11h às 17h em janeiro. Fanpage: /bibliotecaniteroi. Telefone: 3601-2034.


Fonte: O Fluminense









quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Golfinhos dão show nas águas cristalinas da Praia de Itaipu



Golfinhos passeavam nas águas da Praia de Itaipu na manhã desta quarta-feira (04). Foto do leitor Paulo Oberlander


Brigida Brito


Animais fizeram a alegria dos frequentadores

Neste verão a Praia de Itaipu, na Região Oceânica de Niterói, tem sido palco de um espetáculo da natureza. Se diariamente as garças e tartarugas vêm compondo o cenário, na manhã desta quarta-feira (04) foi a vez de um cardume de golfinhos oceânicos completarem a atração, fazendo a alegria de surfistas, banhistas e frequentadores que estavam no local.

De acordo com a especialista Liliane Lodi, pesquisadora associada do Instituto Mar Adentro e do Projeto Baleias & Golhinhos do Rio de janeiro, os animais são da espécie Sotalia Guianensis (boto cinza) e Tursiops truncatus (golfinho flíper).

Segundo o professor de Stand Up Paulo Oberlander, de 43 anos, que registrou os animais, três vezes ao mês os golfinhos aparecem.

“Umas duas ou três vezes no mês, costumo ver vários golfinhos na orla da praia de Itaipu. Acredito que por ter muitos peixes no local, eles passam para se alimentar”, comentou Oberlander, que ministra aulas de SUP nas praias de Itacoatiara e Itaipu.
Fonte: O Fluminense



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ITAIPU: harmonia com a natureza









terça-feira, 3 de janeiro de 2017

TRANSOCEÂNICA - Cinco novos trechos receberão obra





Anúncio foi feito pelo Prefeito de Niterói, Rodrigo Neves

Após a primeira reunião de trabalho do ano relacionada às obras da TransOceânica, o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, anunciou para esta quarta-feira (04) o início de mais cinco frentes de obras em trechos diferentes: 1, 3, 4, 7 e 8. Além de manter o cronograma de inaugurar o Túnel Charitas-Cafubá no primeiro trimestre do ano, o chefe do Executivo reiterou que no final de 2017 entregará todo o corredor viário. Uma das novidades da reunião foi o anúncio do início da construção de uma ponte de 300 metros no trecho 8, com o objetivo de dar suporte e mais fluidez ao trânsito.

“Apesar da crise geral que nós estamos observando, com as prefeituras e o governo do estado sequer pagando salários em dia, o cronograma das obras do túnel e da Transoceânica seguem em dia. Vamos avançar para mudar o paradigma da mobilidade urbana e da qualidade de vida dos moradores da Região Oceânica e de toda a cidade”, garante o prefeito de Niterói.

Neves convocou a reunião com todas as secretarias e órgãos públicos envolvidos no empreendimento, além da empreiteira responsável pela obra, para definir as diretrizes, reafirmar o cronograma e discutir os transtornos que a obra poderá causar nesta fase e de que forma esses impactos podem ser minimizados junto à população. Durante o encontro, o prefeito reiterou que os recursos da obra já estão consignados e todo o planejamento está sendo cumprido.

Trechos que receberão as novas intervenções

O trecho 8 (da Rótula da Avenida Central até o Corpo de Bombeiros) receberá uma ponte de 300 metros sobre o Rio da Vala, que será concluída em dois meses, finalizando as obras naquele local.

No trecho 3 (da saída do túnel até a rótula do Cafubá); no trecho 4 (da rótula do Cafubá até a rótula do DPO); e no trecho 7 (que vai da Avenida Central até o Mercado Diamante em Itaipu).

A previsão é que as intervenções no trecho 3 sejam concluídas em dois meses. No trecho 4, o trabalho será feito em etapas, com conclusão prevista de 55 dias. Já no trecho 7, o prazo de conclusão é de seis meses.

No lado de Charitas, a nova frente de obras continua no trecho 1 (da Maternidade Alzira Reis até o início do túnel), concentrado em frente à estação de barcas;

Prefeito orienta equipe a manter o foco nas questões ambientais

Segundo o secretário Executivo, Axel Grael, a TransOceânica é um projeto de sustentabilidade urbana baseado no transporte coletivo que tem na sua concepção a redução de 20% no número de deslocamentos em transportes individuais e, consequentemente, a redução de emissão de carbono. Grael destaca ainda que o empreendimento prevê uma série de cuidados com o meio ambiente durante a execução da obra e após a conclusão, sendo todos voltados para uma cidade mais sustentável.

O secretário Executivo informou que prefeitura está estudando todas as áreas do Parnit (Parque Natural Municipal de Niterói - Unidade de Conservação de Proteção Integral) que foram impactadas com a obra e redefinindo quais os locais que receberão 45 mil metros² de replantio de mudas de Mata Atlântica como forma de compensação ambiental.

“Todos os cuidados estão sendo tomados. Além da parte de arqueologia, atualmente está sendo feito o monitoramento da qualidade do ar e da água nos rios mais significativos da Região Oceânica, Jacaré, Vala, João Mendes e Colibri. O Projeto ainda prevê uma série de programas ambientais, teremos o Programa Região Oceânica Sustentável (PRO-Sustentável), além dos 57 km de ciclovias. É realmente o caminho de uma Niterói mais sustentável”, conclui Axel Grael.

Fonte: O Fluminense









Niterói contará com mais sirenes para a chuvas deste verão

 
 



Pedro Conforte

Mais duas localidades em Niterói receberão sirenes para alertar a população sobre as chuvas fortes: Cavalão e Jurujuba. Por conta das altas temperaturas e da umidade mais alta, os temporais e pancadas de chuvas são marca registrada do verão. Para evitar problemas e possíveis tragédias, Niterói já possui 27 locais monitorados e atendidos pelo sistema de alerta e alarme. Em 2017, os equipamentos serão instalados no Cavalão e Jurujuba, segundo a prefeitura.





Atualmente, o governo municipal é quem mantém funcionando as sirenes, desde que o Governo do Estado informou que não possuía dinheiro para manter o serviço ativo. Porém, a instalação dos novos equipamentos será feito pelo Estado e o dinheiro já está nos cofres do Palácio Guanabara.

Segundo a Defesa Civil Estadual, os governos federal e estadual assinaram, em novembro do ano passado, um termo de compromisso que resultou em um repasse de R$ 9,3 milhões. A verba será utilizada na contratação de empresa para manutenção do sistema de alerta e alarme por sirenes. Além disso o montante será usado para contratar equipes para fortalecer o trabalho de prevenção desastres naturais nas áreas de maior vulnerabilidade no Estado. Apesar de afirmar que processo licitatório está em fase de análise de orçamentos, a Defesa Civil não informou a data para instalação dos novos equipamentos.

Segundo a Defesa Civil do Estado, em 2015, 81% dos desastres naturais do Estado foram provocados por chuvas fortes, que ocorrem principalmente no verão. Em Niterói, o sistema conta também com 26 pluviômetros automáticos e 12 semiautomáticos, que possibilitam o monitoramento em tempo real do volume de chuva que incide em cada região. Com isso, as tomadas de ações de avaliação de risco e de eventuais evacuações de área são mais rápidas.

Voluntários

Além dos equipamentos, em Niterói existem 40 núcleos de defesa civil, grupos de voluntários capacitados pela Defesa Civil que atuam nas comunidades onde há risco de deslizamentos. Além disso, as comunidades contam com sinalização de rotas de fuga e de pontos de apoio. Para cada comunidade onde há sirene, as rotas de fuga seguras foram sinalizadas, as quais conduzem os moradores para os pontos de apoio (locais seguros para que os cidadãos permaneçam até que cesse a condição de risco). São utilizadas como pontos de apoio escolas, igrejas, associações de moradores e agremiações.

Em caso de emergência, a prefeitura de acordo com o plano de contingência aciona todas as partes envolvidas para dar assistência necessária e imediata aos afetados.

Fonte: A Tribuna 









ITAIPU: harmonia com a natureza



Reduto de pescadores e de amantes da natureza está inserido na Reserva Extrativista Marinha de Itaipu, que compreende a área adjacente às praias de Itacoatiara, Itaipu, Camboinhas e Piratininga, além da Lagoa de Itaipu. Evelen Gouvêa


Raiana Collier

Tradicional reduto de pescadores artesanais da Região Oceânica ainda consegue preservar suas belezas

A Praia de Itaipu, na Região Oceânica de Niterói, é o local onde o ser humano e a natureza parecem ainda viver em consonância. Das tartarugas que ocasionalmente visitam o mar às garças que aguardam as vísceras diariamente jogadas pelos pescadores, o local se configura como uma espécie de paraíso para turistas, moradores e pescadores. A praia ainda está inserida na Reserva Extrativista Marinha de Itaipu, que compreende a área marinha adjacente às praias de Itacoatiara, Itaipu, Camboinhas e Piratininga e a Lagoa de Itaipu.

Maria Esther Machado, de 54 anos, é bióloga e dona de uma agência de turismo. Ela mora no Rio Grande do Sul, mas veio passar as festas de fim de ano em Niterói, e aproveitou alguns dias na praia de Itaipu.

“Aqui nós temos gaivotas, que nas outras praias quase não existem. Tem o pessoal limpando o peixe e dando comida para as gaivotas, o que reduz o lixo no lugar. Itaipu é uma praia muito limpa, as pessoas se preocupam com o meio ambiente em geral”, comentou.

Dentro dos limites da Reserva só é permitida a pesca amadora e a artesanal, sendo proibida a pesca industrial, a pesca predatória e o descarte de água de lastro ou óleo. Ao longo da vida, o pescador Eric Diniz, de 32 anos, fez da praia de Itaipu não só o local de onde tira seu sustento, mas também a sua casa.

“Quando a gente desce, de manhã, as garças já estão aguardando a gente. Elas nem pescam mais, ficam só esperando a gente jogar peixe. As tartarugas também já esperam nós jogarmos as vísceras no mar”, relatou.

Mas apesar do cenário que aparenta equilíbrio, nem tudo são flores na Praia de Itaipu. Membro diretoria da Associação Livre de Pescadores e Amigos da Praia de Itaipu (Alapapi) o pescador Marcos Santana denuncia a presença de barcos para pesca de atividade industrial, prejudicando os pescadores artesanais.

“Um dos nossos maiores problemas são as embarcações de cerco, que são grandes barcos, com redes enormes que cercam a enseada e levam todo o pescado porque tem um equipamento muito bom, chamado sonar, que pega mil metros ao redor da embarcação, e deixam a gente sem nada”.

Planos para a região - Tanto o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) quanto a Prefeitura de Niterói dizem ter planos para a região em 2017. A Prefeitura de Niterói informou que a área será incorporada no novo Plano Diretor da cidade, “reforçando ainda mais a intenção de preservar a área”. Anunciou, ainda, que começa esta semana, na área de estacionamento, a instalação de contêineres para depósito de detritos. O órgão apontou que “está em constante diálogo com os pescadores e moradores para estabelecer políticas públicas que possam beneficiar as pessoas e o meio ambiente, como, por exemplo, o ordenamento da região”.

Para esse ano, está nos planos do poder municipal “concretizar o plano de saneamento ambiental junto à comunidade, que inclui o tratamento do esgoto, distribuição de água, drenagem e gestão de resíduos sólidos na região; a manutenção do ordenamento da praia, através de ações integradas da Neltur, da NitTrans e da Seop; a continuidade de projetos de restaurações ecológicas, realizadas pela Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade”.

O Programa Região Oceânica Sustentável (PRO-Sustentável), que recebeu financiamento com o CAF - Banco de Desenvolvimento da América Latina, no valor de R$ 350 milhões, realizará obras de infraestrutura, drenagem, pavimentação e mobilidade na Região Oceânica, além de desenvolvimento sustentável e recuperação ambiental.

A assessoria do Inea informou que, em 2017, pretende finalizar o Acordo de Gestão da Reserva Extrativista Marinha de Itaipu (Resex Itaipu). O documento está em fase de elaboração entre o Inea e os pescadores que fazem parte do Conselho Deliberativo da reserva e tem o objetivo de estabelecer as regras de uso da unidade de conservação. O órgão avisou, ainda, que “uma das ações prioritárias do Inea na Resex será continuidade das atividades de fiscalizações em parceria com policiais da Unidade de Policiamento Ambiental (UPAm) do Parque Estadual da Serra da Tiririca. A finalidade é reprimir a pesca industrial, que é proibida na região”. O órgão, contudo, não informou quantas notificações foram emitidas por atividades irregulares na orla da Praia de Itaipu em 2016 e com que frequência realiza ações de fiscalização na Reserva Extrativista Marinha de Itaipu.

Fonte: O Fluminense







ILUMINAÇÃO PÚBLICA EM NITERÓI: Programa Mais Iluminação continuará em 2017



Programa já trocou cerca de 33 mil pontos de iluminação na cidade. Foto: Divulgação


De acordo com a Prefeitura de Niterói, já foram trocados cerca de 33 mil pontos de iluminação na cidade

Atendendo a demandas recebidas pelo Disque-Luz, pelo aplicativo Colab ou pela Ouvidoria, a Prefeitura de Niterói, através da Subsecretaria de Iluminação Pública, vinculada à Seconser, trocou um pouco mais de 33 mil pontos de iluminação na cidade. Só nos bairros de Piratininga e Itaipu, foram 7.137 substituições. A melhoria de iluminação faz parte do programa Mais Iluminação, e prevê trocas em até 72 horas úteis após efetuada a solicitação. O programa terá continuidade em 2017 .

Segundo a Seconser, as ações relacionadas à troca de lâmpadas têm como principal atribuição a manutenção da iluminação pública de Niterói, incluindo praças, jardins, escolas municipais, entre outros. Bairros como Centro , Charitas , Icaraí dentre outros, também estão recebendo as melhorias.

“Quando o prefeito assumiu o governo em 2013, a cidade contava com quase oito mil pontos de luz apagados, de um total de 45 mil em todo o município. A média aceitável para uma cidade como Niterói é de apenas 2% de pontos apagados e nós estávamos no patamar de 15%. No nosso plano de 100 dias, conseguimos cumprir a meta estabelecida, que era a de repor oito mil pontos. Em oito meses de governo, chegamos a 20 mil pontos conservados e mantidos”, explicou a secretária de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa, que também falou sobre o funcionamento do programa.

“Nosso objetivo com esse programa de melhoria do sistema de iluminação é reduzir o tempo das solicitações feitas pela população e qualificar o nível de eficiência energética em áreas de lazer, esportivas, vias primárias, secundárias e coletoras. Iluminação é um direito de todos, garante mais segurança, mais cidadania, mais turismo, mais comércio, mais, cultura, esporte e lazer, que, unidos, elevam o Índice de Desenvolvimento Humano de nossa cidade”, destacou Monassa.

A prefeitura divulgou ainda os canais para que a população encaminhe as reclamação:

Disque-Luz (0800 282-2622),
Ouvidoria Municipal (3523-8404),

os correios eletrônicos:

disqueluz@niteroi.rj.gov.br,
ouvidoria@seconser.niteroi.rj.gov.br

e também pelo:

Twitter (@seconser),
Facebook (Seconser Niterói) e
Instagram (seconser_niteroi),
além do Colab.


Fonte: O Fluminense








BIODIVERSIDADE EM NITERÓI: Jacaré é resgatado em rua de Itaipu





02/01/2017 - Agentes da Coordenadoria de Meio Ambiente (CMA) da Guarda Civil Municipal de Niterói foram acionados pelo Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) na noite deste domingo (01/01), para resgatar um jacaré-de-papo-amarelo em Itaipu, Região Oceânica de Niterói. 

Segundo os moradores que acionaram o serviço de urgência, o animal estava no meio da Rua Evaldo Gonçalves, que fica próxima a uma área de mata. Após a chegada da Coordenadoria de Meio Ambiente, o animal foi devidamente amarrado para que não oferecesse risco aos agentes.

O réptil, que não apresenta ferimentos, foi reintegrado, na tarde desta segunda-feira (02), na Área de Proteção Ambiental de Guapimirim.

Fonte: Prefeitura de Niterói









segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

NITERÓI DE BICICLETA: Pesquisa registra aumento de 67% no número de ciclistas em Icaraí



Ciclovia na Avenida Amaral Peixoto, no Centro de Niterói. Divulgação/Alexandre Vieira


Fluxo revela uso de bikes como meios de transporte para o trabalho

NITERÓI - O programa Niterói de Bicicleta estima que o número de ciclistas cresceu até 67% em ciclovias da cidade. Levantamento realizado nos dias 6 e 7 deste mês revelou ainda que a maior parte das bicicletas é utilizada como meio de transporte para o trabalho.

— Fica óbvio esse perfil. Os dados apontam que, pela manhã, o pico no número de ciclistas é em direção às barcas, e, no final do dia, ocorre o contrário: o fluxo aumenta no sentido oposto. Isso foi observado tanto no Centro como em Icaraí — comenta Isabela Ledo, coordenadora do programa.

O deslocamento tem as mesmas características do observada entre os automóveis nos horários de rush, o que corrobora a conclusão de que as bicicletas assumiram papel de meio de transporte de ida e volta ao trabalho. Para realizar a pesquisa, o Niterói de Bicicleta, com apoio do coletivo Mobilidade Niterói, utilizou um contador automático cedido pela associação carioca Transporte Ativo. Capaz de medir a quantidade e a direção de cada bicicleta, o aparelho foi colocado nas duas principais ciclovias da cidade, na Avenida Amaral Peixoto e na Avenida Roberto Silveira.

O relatório mostra que 1.743 ciclistas circularam pela principal via de Icaraí entre 7h e 19h, do dia 7, numa média de 145,25 bicicletas por hora — um aumento de 67% em relação à medição realizada no mesmo período do ano passado, quando o movimento foi de 86,58 bikes por hora.

Pela Amaral Peixoto passaram 1.556 bicicletas entre 7h e 19h, o que representa uma frequência de 129,6 pessoas por hora, 47% a mais do que o anotado na medição do ano passado, quando a média foi de 87 ciclistas por hora.

A implantação, em março, da ciclofaixa na Rua Miguel Couto, que conecta Santa Rosa a Icaraí, é apontada pelo Niterói de Bicicleta como um dos fatores que incentivaram o uso do transporte em duas rodas por ali. Isabela Ledo acredita que a tendência de aumento deve prevalecer no próximo ano.

—A futura inauguração do bicicletário das Barcas deve contribuir bastante para o aumento do número de bicicletas em circulação. Vai facilitar muito a vida de estudantes da UFF e de trabalhadores que vêm do Rio — diz Isabela.

As medições mensais do grupo de cicloativistas Mobilidade Niterói também registram o aumento do uso de ciclofaixas por toda a cidade. Para Sérgio Franco, consultor do grupo, o problema é que os investimentos na infraestrutura cicloviária não acompanham esse crescimento.

— Temos muito o que andar ainda. O crescimento do número de ciclistas aumentou muito, varia de 30% a 80%, dependendo da via. E a verdade é que a malha cicloviária não está acompanhando nossas necessidades. Falta manutenção, sinalização e fiscalização para coibir abusos e dar mais segurança — alerta Franco.

Segundo a prefeitura, a cidade tem hoje, aproximadamente, 35 quilômetros de infraestrutura cicloviária. A fiscalização é feita diariamente por agentes da NitTrans, que circulam pelas ciclofaixas orientando motoristas, ciclistas e pedestres. A prefeitura também destaca as ações de conscientização realizadas pelo núcleo de educação para o trânsito da NitTrans, que promove atividades educativas e lúdicas em escolas municipais, além das campanhas publicitárias do Niterói de Bicicleta.

Fonte: O Globo Niterói