quinta-feira, 9 de outubro de 2014

ONU aponta Brasil como país com maior número de cidades resilientes no mundo


Com 282 municípios participantes, o Brasil é hoje o país com maior representação na campanha “Cidades Resilientes”, da Organização das Nações Unidas (ONU). São consideradas resilientes as cidades que têm capacidade de resistir, absorver e se recuperar de forma eficiente dos efeitos de desastres e, de maneira organizada, assim como prevenir a perda de vidas e bens.




A iniciativa foi lançada em 2011 pelo Ministério da Integração Nacional em parceria com o escritório da ONU para Redução de Riscos de Desastres. O Brasil ficou na frente da Áustria (com 280), Líbano (254), Itália (130), Índia (130), Filipinas (113), Coreia do Sul (109), Ilhas Canárias (80), Sérvia (50) e Sri Lanka (47).

A finalidade da campanha é aumentar o grau de consciência e compromisso em torno das práticas de desenvolvimento sustentável, como forma de diminuir as vulnerabilidades e propiciar o bem estar e segurança dos cidadãos. Entre as cidades brasileiras, estão capitais como Recife (PE), Belo Horizonte (MG) e Manaus (AM), e pequenas cidades, como Talismã (TO) e Barra Velha (SC).

Segundo o promotor da campanha no Brasil, Sidnei Furtado, o papel do ministério é sensibilizar e apoiar os estados e municípios a aderirem a esse movimento. “A construção de uma cidade resiliente envolve dez providências a serem implementadas por prefeitos e gestores públicos locais. Cinco delas têm como origem as prioridades estabelecidas em 2005 pelo Marco de Ação de Hyogo, quando 168 países, incluindo o Brasil, se comprometeram a adotar medidas para reduzir o risco de desastres até 2015″, explica Furtado.

As cidades estão executando etapas solicitadas pela ONU. Entre elas, criar programas educativos e de capacitação em escolas e comunidades locais, cumprir normas sobre construção e princípios para planejamento e uso do solo, investir em implantação e manutenção de infraestrutura que evitem inundações, e estabelecer mecanismos de organização e coordenação de ações com base na participação de comunidades e sociedade civil organizada.

Fonte original: Ministério da Integração.
Fonte: Blog do Planalto



Investimento de R$ 127 milhões triplicará área de proteção ambiental no litoral brasileiro





Mais de R$ 127 milhões serão investidos em ações voltadas para ecossistemas da costa. O Ministério do Meio Ambiente (MMA), o Banco Mundial (Bird) e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) assinaram, na sexta-feira (26/09), contrato que viabilizará o projeto Áreas Marinhas Protegidas, medida que aumentará para 17,5 milhões de hectares a área oceânica de proteção ambiental no Brasil, atualmente delimitada em 5,5 milhões.

Além dos recursos de origem nacional, outros US$ 18,2 milhões (R$ 40 milhões) virão do Fundo Ambiental Global (GEF, na sigla em inglês). As ações previstas no projeto levarão benefícios a 43 milhões de pessoas e alcançarão 514 mil km² da costa do Brasil.

O objetivo do projeto é proteger a capacidade dos ecossistemas costeiros de produzir alimentos e manter boa qualidade da água, além de aumentar condições de resistência e recuperação da degradação. A previsão é que a iniciativa desencadeie amplos benefícios sociais e econômicos, incrementando oportunidades para comunidades locais tradicionais que dependem, diretamente, das atividades de pesca para sua subsistência.

Para a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a zona costeira é, atualmente, uma das regiões ambientalmente mais ameaçadas no Brasil. “A criação de unidades de conservação é fundamental para proteger a biodiversidade dos oceanos e manter as atividades de pesca que, atualmente, representam cerca de 800 mil empregos no país”, declarou.

De acordo com a diretora do Bird para o Brasil, Deborah Wetzel, o banco já é um parceiro do Brasil na implantação de unidades de conservação na Amazônia, com resultados muito bem sucedidos. Disse acreditar no sucesso de mais esta parceria: “Não temos dúvidas de que este novo projeto vai seguir o mesmo caminho, não só preservar este ambiente rico, mas também proporcionar novas oportunidades de desenvolvimento para as comunidades locais que dependem dele”, assegurou. Considerou ainda que “esse é um exemplo para várias outras iniciativas futuras”.

Mais vida

A zona costeira brasileira abriga imensa variedade de ambientes e animais selvagens. Existem, em toda a extensão da costa, os mais longos trechos contínuos de manguezais do mundo, submetido a intensa pressão humana e econômica. Atualmente, apenas 1,57% do litoral do Brasil é abrangido pelo programa Áreas de Proteção de Rede Marinha e Costeira (MCPA).

Entre os principais objetivos do projeto Áreas Marinhas Protegidas estão a criação e consolidação de pelo menos 120 mil quilômetros quadrados de novas áreas de proteção da biodiversidade, incluindo 9.300 quilômetros quadrados de áreas de proteção da biodiversidade melhorados. Serão ampliadas as áreas sob proteção do MCPA promovendo sustentabilidade financeira no longo prazo por meio do desenvolvimento de mecanismos de financiamento.

Fonte: Blog do Planalto


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Até quando o Brasil ficará de costas para o mar?



As Unidades de Conservação ajudam a manter limpa cerca de 30% da água consumida no Brasil. Foto:
© WWF-Brasil / Adriano Gambarini

A região costeira e marinha brasileira é formada por um imenso patrimônio natural. O país tem nada menos do que 8.600 km de costa, a maior da América Latina. Vivem no litoral cerca de 42 milhões de pessoas, ou 25% da população brasileira, concentradas principalmente em 13 das 27 capitais situadas à beira-mar. É também no mar que estão aplicados investimentos bilionários para a produção de petróleo nas camadas pré-sal. No entanto, entre tantos números, um em especial se destaca – e, infelizmente, não por sua grandiosidade: temos apenas 1,57% de áreas marinhas brasileiras protegidas na forma de Unidades de Conservação.

Pela importância do oceano para a saúde, a segurança, a alimentação e o lazer da população brasileira, é inaceitável que governos continuem a ignorar a necessidade de um planejamento estratégico e uma agenda positiva que protejam e favoreçam as zonas costeira e marinha. Com o objetivo de estimular esse debate, a Fundação SOS Mata Atlântica dedicou um capítulo exclusivo ao tema no documento Desenvolvimento para Sempre, que apresenta 14 metas aos candidatos às eleições de 2014.

São quatro os pontos que compõem o eixo Mar, sendo o primeiro deles o que pede o compromisso dos candidatos com a aprovação, até 2015, do Projeto de Lei nº 6.969/2013, que institui a Política Nacional para a Conservação e Uso Sustentável do Bioma Marinho (PNCMar).

Esse projeto, que chamamos de Lei do Mar, é resultado de um processo democrático que contou com a participação de cientistas, parlamentares, profissionais e especialistas no tema. Busca, especialmente, o aprimoramento da governança costeira e marinha no Brasil, garantindo assim a proteção dos recursos naturais para essa e para as futuras gerações. Apresentado no Congresso Nacional no final de 2013, o projeto de lei segue pelos trâmites regulares e comissão temática até a aprovação e sanção presidencial.

Outro tópico da carta trata da proteção das áreas marinhas. A proposta é que o país tenha, até 2018, 5% desse território protegido, o que representa metade da meta de elevar essa cifra a 10% até 2020, com a qual o Brasil se comprometeu na Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica. Para completar, o documento pede que 100% das unidades de conservação marinhas tenham planos de manejo aprovados até 2018.

Atualmente, a criação de áreas marinhas protegidas está estagnada no Brasil, seja no Governo federal, estadual e municipais, na contramão do que acontece em outros países, como Austrália, Bahamas, Ilhas Cook, Palau e Estados Unidos. Por aqui, as últimas iniciativas do Poder Executivo para a concepção dessas unidades ocorreram há cinco anos, quando foram criadas as Reservas Extrativistas da Prainha do Canto Verde (CE) e do Cassurubá (BA). A falta de prioridade é tamanha que tem sido pouco abordada nas propostas dos candidatos à presidência.

Para completar as reivindicações, o documento propõe que os candidatos se comprometam a dobrar, até 2018, municípios com cobertura de saneamento básico na zona litorânea, passando de 30% para 60%, e a implementar o Plano Nacional de Contingência para grandes vazamentos de petróleo, aumentando assim a fiscalização do Estado sobre essa exploração.

Ao cumprirem essas metas, os futuros governantes terão dado um passo importante para suprir a ausência de políticas adequadas à conservação e gestão sustentável do nosso território marinho. Para nós, seria a garantia da proteção do nosso patrimônio costeiro e marinho, que tem papel fundamental no desenvolvimento do país.

* Marcia Hirota é diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica.

** Publicado originalmente no Blog do Planeta e retirado do site SOS Mata Atlântica.

Fonte: Envolverde


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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

LEI ANTICORRUPÇÃO EMPRESARIAL - Empresas discutem acordo setorial entre patrocinadores esportivos




Uma das conclusões do encontro: as empresas não devem esperar que a Lei Anticorrupção seja regulamentada para criar mecanismos de compliance.

A Lei Anticorrupção Empresarial, em vigor desde janeiro deste ano, vai alterar as relações entre o poder público e a iniciativa privada, mas também pode mudar a situação do esporte no Brasil. Essa foi a principal mensagem dos advogados do escritório Mattos Filho durante um café da manhã na última sexta-feira (3/10).

Estiveram presentes representantes dos setores de marketing, jurídico e de compliance de mais de uma dezena de empresas, algumas das principais patrocinadoras do esporte brasileiro. Essas empresas e profissionais fazem parte de um grupo que está construindo um acordo setorial para prevenção da corrupção e promoção da transparência na gestão esportiva. Esse acordo é uma iniciativa da Atletas pelo Brasil (Torben e Lars Grael fazem parte), do Lide Esporte e do Instituto Ethos, com o apoio do Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados

Marcos Joaquim Alves, sócio do escritório, fez uma análise de como a mudança na chamada Lei Pelé vai afetar a administração dos clubes e federações esportivas no Brasil. A nova legislação estabelece algumas obrigações, como o limite de mandatos dos dirigentes esportivos e exigências de transparência na prestação de contas. Caso as entidades não cumpram tais exigências, elas não poderão usufruir dos benefícios da isenção fiscal, não receberão recursos da União e das empresas públicas federais e poderão ter problemas com os recursos privados decorrentes do aproveitamento da Lei de Incentivo ao Esporte.

Logo em seguida, foi a vez de Renato Portella, também do Mattos Filho, apresentar o estudo que o escritório fez sobre a Lei Anticorrupção Empresarial, que prevê sanções para a empresa, caso ela esteja envolvida em atos de corrupção. Embora seja voltada para as pessoas jurídicas, a Lei Anticorrupção não isenta as pessoas físicas de responsabilidade pela prática de tais atos, puníveis inclusive na esfera criminal.

Uma das novidades da nova legislação é a chamada “responsabilidade objetiva”. Portella explica que as empresas poderão sofrer processos em casos de atos de corrupção praticados em seu benefício ou interesse mesmo que a direção não tenha conhecimento ou não tenha autorizado eventuais atos ilícitos cometidos por seus empregados ou fornecedores.

Segundo Portella, diferentemente até do que acontece na legislação de alguns países, a lei brasileira cita explicitamente a questão do patrocínio à prática de atos ilícitos, o que aumenta os riscos para as empresas que patrocinam atividades esportivas. O advogado lembra O advogado lembra que o patrocínio é uma forma muito utilizada de transferência de recursos das empresas para terceiros e que, na ausência de práticas de transparência e compliance, o risco de que esses recursos possam ser desviados e utilizados para atividades proibidas é maior.

A Lei Anticorrupção institui punições administrativas, como multas que podem chegar a até 20% do faturamento bruto do ano anterior, e civis, que incluem, entre outras sanções, a proibição de receber recursos públicos e até a dissolução compulsória da empresa.

Tomar uma ação imediata

A Lei Anticorrupção Empresarial aguarda ainda uma regulamentação pelo Poder Executivo federal, na qual poderão ser definidos, por exemplo, os atenuantes nas multas e regras para acordos de leniência. O texto da lei já indica que, caso a empresa possua um programa de compliance, a punição pode ser reduzida.

Para Portella, muitas empresas estão esperando a divulgação dessa regulamentação para criar ou reformular seus departamentos de compliance. O advogado, no entanto, defende que as empresas devem se adiantar e já reforçar suas áreas de prevenção à corrupção. “É interessante olhar a experiência internacional para saber o que fazer, e tomar uma ação imediatamente”, disse.

Portella listou alguns dos critérios que costumam ser utilizados para determinar a eficácia de um programa de compliance, de acordo com a prática internacional:
  • Engajamento dos altos cargos da administração da empresa;
  • Treinamento contínuo;
  • Políticas escritas, registros contábeis, controle interno e auditoria;
  • Monitoramento, incentivo à denúncia e diligência prévia (due diligence);
  • Nomeação de responsáveis pela supervisão;
  • Aplicação do programa a parceiros de negócios;
  • Apoio e incentivo ao programa de compliance;
  • Canal de comunicação para orientação e denúncia;
  • Investigação e punição das violações;
  • Avaliação de riscos e revisão periódicas;
  • Melhorias continuas.
Oportunidade para as empresas

Na opinião de Caio Magri, diretor-executivo do Instituto Ethos, esses dois marcos legais, a Lei Anticorrupção Empresarial e as mudanças na Lei Pelé, não devem ser encarados apenas como problema pelas empresas: “Até agora, estamos discutindo como as empresas podem mitigar riscos, mas eu gostaria de chamar a atenção para as oportunidades que são abertas”. Para Magri, as empresas são convidadas a “alterar significativamente, para o bem, a maneira como o público se relaciona com o privado e também para mudar a condição dos clubes e confederações”.

Daniela Castro, diretora executiva da Atletas pelo Brasil, concorda que essa é uma chance que as empresas têm de melhorar o esporte e a relação público-privada. “Fomos procurados por muitas empresas que queriam contribuir com essa mudança no período em que estávamos buscando a aprovação da lei do esporte”, conta.

Por Pedro Malavolta, do Instituto Ethos
8/10/2014

Fonte: Instituto Ethos



Brasileiro campeão da Volvo Ocean Race quer ver a filha na regata


Torben Grael com Martine Grael (esquerda) e Kahena Kunze. Foto de Fred Hoffmann.


Alicante, Espanha, 8 de outubro de 2014

Torben Grael tem um currículo invejável. Cinco medalhas olímpicas, sendo duas de ouro, pódios em mundiais e um título da Volvo Ocean Race. Sem contar outros tantos. Um dos maiores nomes da vela mundial, o velejador brasileiro esteve em Alicante, na Espanha, para apoiar o Team SCA, equipe 100% feminina que disputará a Volta ao Mundo.

Orgulho do sucesso que a filha Martine Grael faz na classe olímpica 49erFX, o pai Torben Grael acredita que a velejadora poderá um dia ser comandante na Volvo Ocean Race. Convite não faltou. "O pessoal da Suécia botou pressão. A Martine foi até procurada pela equipe SCA para fazer um teste, mas ela está envolvida na campanha olímpica de 49erFX com a Kahena Kunze. Uma coisa poderia atrapalhar a outra. Certamente ela tem qualidade para ser até comandante de um barco, mas em outro momento".

Brasil 1 na Baía de Guanabara, cercado por torcedores e imprensa. Divulgação.

ABN AMRO 1. Divulgação.


Martine Grael e Kahena Kunze são líderes do ranking mundial da classe 49erFX e foram indicadas ao prêmio de melhores do ano na modalidade. No mês passado, em Santander, a dupla conquistou o título mundial da categoria, primeiro da história do País entre as mulheres. "As duas formam um time fortíssimo. A temporada delas é excelente. Quem sabe depois da Olimpíada ela dispute uma edição da Volta ao Mundo", disse o brasileiro Torben Grael, que foi campeão em 2008-09 comandando o Ericsson 4. O barco era de bandeira sueca, mesmo país do Team SCA. "Eu disputei a Volvo Ocean Race de 2008-09 por causa da Martine. Ela adora regatas desse tipo"

Hoje, Torben Grael está como coordenador técnico da equipe brasileira de vela visando a Rio-2016.

Sobre o Brasil na regata

O Brasil tem um representante na regata. André 'Bochecha' Fonseca está no time espanhol do MAPFRE. Ele e Torben Grael estiveram juntos a bordo do Brasil 1, na edição 2005-06. "Para disputar uma Volvo Ocean Race é preciso experiência. O Bochecha, por exemplo, participou de outras duas regatas"

Sobre Itajaí, cidade-sede da América Latina na Volvo Ocean Race, Torben Grael comentou: "A Volvo Ocean Race quase sempre vai para o Brasil. Rio de Janeiro (RJ), São Sebastião (SP) e agora Itajaí (SC) já sediaram etapas. A cidade catarinense fez muito bem o seu papel. A regata dá destaque ao nosso esporte, pois desenvolve a modalidade no País".

Saudade

Logo na entrada da Vila da Regata, em Alicante, está o barco Brasil 1. Os visitantes podem entrar no modelo de 70 pés e tirar fotos. Certamente chama atenção de todos. O Brasil 1 foi medalha de bronze na edição 2005-06 sobe o comando de Torben Grael. "Ele abanou o rabo pra mim", brincou Torben Grael.

Fonte: Divulgação VOR


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Torben Grael reencontra o Brasil 1: "Eu passei e ele abanou o rabo para mim".



Estudo Mostra o Potencial de Ganhos Econômicos do Saneamento Básico à Sociedade e Municípios do Entorno da Baía de Guanabara




Estudo abrange 15 municípios e identifica que além de reduzir problemas a universalização do saneamento traria riqueza à região

Rio de Janeiro (RJ), 08 de outubro de 2014 – Mesmo com os esforços do Governo do Estado do Rio de Janeiro e municípios da região nos últimos anos, a Baía de Guanabara, um dos principais pontos turísticos do Brasil e tida como a baía mais linda do mundo, ainda sofre com o despejo de esgoto in natura das cidades ao seu redor. Esse quadro compromete não somente a qualidade das águas, mas também reduz outros ganhos que poderiam advir da universalização da coleta e do tratamento dos esgotos em toda a região. Mas o que é um grande problema também pode ser visto como uma grande oportunidade.

As oportunidades ficam evidentes nesse novo estudo do Instituto Trata Brasil, com apoio da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (ABRAMPA), “Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento à Sociedade dos Municípios da Baía de Guanabara”. Os resultados mostram que a sociedade e os municípios do entorno da Baía de Guanabara podem ter ganhos econômicos elevados com a universalização do saneamento básico, garantindo, por exemplo, um acréscimo na economia local de R$ 460 milhões por ano ou ainda 13,8 bilhões em trinta anos.

Contextualização

A Baía de Guanabara é circundada por alguns dos municípios mais populosos e ricos do estado do Rio de Janeiro. É a segunda do país em extensão com aproximadamente 380 km2 de superfície e 131 km de perímetro, formada por cerca de 2 bilhões de m3 de água.

De acordo com os dados do Sistema Nacional de Informações para Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades, em 2012 mais de 16% das moradias dos municípios da região ainda não tinham água tratada e 42% não tinham coleta de esgoto. O número de domicílios ligados à rede de esgoto alcançou 2,223 milhões, sugerindo que, entre 1970 e 2012, 1,650 milhão de moradias receberam a coleta de esgoto, contudo ainda havia 1,612 milhão de habitações sem acesso, o que mostra que a solução é um desafio que demandará grandes investimentos.

Tendo como referência os valores históricos de custo do investimento por acesso conforme expostos no banco de dados do SNIS, estima-se que a universalização do saneamento na região da Baía de Guanabara custaria em torno de R$ 27,7 bilhões, ou seja, um volume de recursos equivalente a 9,3% da soma do PIB (Produto Interno Bruto) dos municípios da Baía de Guanabara. Quase 60% desses recursos seria destinado ao saneamento dos municípios do Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo e outra terça parte aos quatro maiores municípios da Baixada Fluminense – Duque de Caxias, Belford Roxo, Nova Iguaçu e São João do Miriti.

De acordo com o presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, mais do que mostrar o problema, o objetivo é alertar a sociedade de que haveria ganhos significativos na economia local com a universalização do saneamento. “Sabemos do esforço do Governo do Estado e prefeituras, então o estudo é mais um estímulo a conseguirem aprimorar e expandir os serviços de água e esgoto. Saneamento traz redução de gastos em saúde, melhora a qualidade de vida e o meio ambiente, a educação e o turismo. É uma riqueza que precisamos perseguir, independentemente de quem governa, pois deve ser uma questão de Estado”.

Ao Dr. Sávio Bittencourt, presidente da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (ABRAMPA), é imprescindível incluir o saneamento básico nas discussões ambientais pelas riquezas geradas e pelas melhorias que traz à sociedade brasileira. 'A importância desta iniciativa é demonstrar que a proteção ambiental não é sempre um entrave à economia. Pelo contrário, há um generoso campo de negócios e oportunidades sociais na preservação do meio ambiente: a efetivação do direito universal ao saneamento é um dos exemplos mais contundentes de que o investimento em qualidade ambiental pode gerar benefícios para a cidadania, gerar empregos e impostos, bem como possibilitar o crescimento econômico.'

Boas iniciativas

Há boas iniciativas em andamento para a tão desejada despoluição da Baía de Guanabara num horizonte de duas décadas, como o Pacto pelo Saneamento, instituído pelo Decreto Estadual 42.930 de 2011, que estabeleceu as diretrizes da política de saneamento no Estado do Rio de Janeiro, o Programa de Saneamento Ambiental dos Municípios do Entorno da Baía de Guanabara, a construção do cinturão de captação dos esgotos no entorno da Marina da Glória e os investimentos de R$ 1,1 bilhão anunciados pelo Governo do Estado e CEDAE para expansão dos serviços nas cidades da Baixada Fluminense.

Resultados do estudo: principais ganhos

- Turismo e mercado imobiliário: o estudo mostrou que haveria uma valorização das atividades econômicas que dependem de condições ambientais adequadas, como é o caso do turismo. No Brasil, considerando todas as atividades ligadas ao turismo, o saneamento traria R$ 7,2 bilhões por ano em salários e um crescimento de PIB de mais de R$ 12 bilhões / ano ao país. Na região da Baía de Guanabara, a universalização traria ganhos diretos no turismo de R$ 51 milhões por ano, o que equivale a um aumento de riqueza de quase R$ 1,53 bilhão a longo prazo.

Outro setor que se beneficiaria do acesso geral à água tratada e esgotos seria o imobiliário. O valor médio dos imóveis numa área sem coleta de esgoto, que era de R$ 84 mil em 2013, cresceria progressivamente à medida que aumentasse o percentual da população com esgoto coletado, podendo atingir R$ 96,4 mil quando todos os domicílios tivessem acesso à rede. A valorização dos imóveis poderia chegar a R$ 4,1 bilhões na região como um todo.

- Saúde: no ano de 2013 foram notificadas 2.745 internações por infecções gastrintestinais nos municípios do entorno da Baía de Guanabara (DATASUS), principalmente nas cidades de Duque de Caxias, Belford Roxo, Nova Iguaçu e São João do Miriti. Desse total, 1.340 foram classificados pelos médicos como “diarreia e gastrenterite origem infecciosa presumível”; cerca de 90% das internações envolveu crianças e jovens até 14 anos. O acesso de todos ao saneamento básico reduziria os gastos por internação em R$ 150 mil por ano, resultando numa economia de mais de R$ 1,5 bilhão a longo prazo.

- Aumento na renda do trabalhador: o estudo identificou que, em 2012, a falta de saneamento nos municípios do entorno da Baía de Guanabara causou a perda de 36,8 mil dias de trabalho, num valor global de R$ 66,6 milhões em horas pagas, mas não trabalhadas. A universalização do saneamento possibilitaria uma redução de 13,6% com redução de custo de R$ 9 milhões por ano nas cidades envolvidas. O saneamento traria também um incremento médio de R$ 74,86 na renda mensal do trabalhador da região, ou seja, mais R$ 4,7 bilhões na economia local.

- Educação: o saneamento reduziria o atraso escolar e a falta das crianças na escola proporcionando melhor formação aos adultos. Estima-se que a universalização do saneamento traria um incremento de R$ 3,3 bilhões na folha de rendimentos dos futuros trabalhadores.
Balanço final

O balanço para a região da Baía de Guanabara, contabilizando investimentos necessários à universalização e os ganhos econômicos trazidos pelo acesso de todos aos serviços, é positivo. Em valores correntes, os investimentos para a universalização somariam R$ 27,7 bilhões e os benefícios alcançariam R$ 60,2 bilhões em trinta anos. Em valores presentes, ou seja, considerando os efeitos financeiros, o valor dos benefícios seria de R$ 31,3 bilhões (R$ 1 bilhão ao ano) e os investimentos para a universalização seriam de R$ 17,5 bilhões. O balanço entre ganho e custo financeiro seria, portanto, de R$ 13,8 bilhões (R$ 460 milhões por ano). Em pouco mais de dez anos os retornos já superariam os custos da universalização.

Conclusão: Apesar dos avanços, a melhoria da Baía de Guanabara demandará tempo. É fundamental continuar com os projetos de despoluição e principalmente estabelecer uma Governança que atenda aos grandes desafios e ao interesse de toda a sociedade local. Está mostrado que os benefícios superarão os custos com ganhos para toda a sociedade local.

Acesse aqui o ESTUDO COMPLETO
Acesse aqui o RESUMO COM OS PRINCIPAIS RESULTADOS


Fonte: Instituto Trata Brasil



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  • Projeto Águas Limpas
  • Projeto Baía de Guanabara (monitoramento de correntes)
  • ECOmAGENTE


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    PROJETO GRAEL DÁ OPORTUNIDADES A NOVOS TALENTOS
    Semana de intensa atividade no Projeto Grael: além das velejadas, palestras e exposição
    EXPOSIÇÃO NO PROJETO GRAEL: "O BRASIL NA ANTÁRTICA E AMAZÔNIA AZUL"

    PROJETO GRAEL NA MÍDIA (TV e VÍDEO)
    Lars Grael fala sobre a poluição da Baía de Guanabara no Jornal Nacional
    Projeto Grael foi objeto de matéria no Bom Dia Brasil, da Globo
    Vídeo: entrevista sobre o Projeto Grael (2010)
    Projeto Grael no Programa Estrelas: assista ao vídeo gravado no Projeto Grael com Angelica e o ator Bruno Garcia
    Vídeo da UFF sobre o Projeto Grael
    Vídeo - Projeto Grael ajuda a COPPE a estudar a Baia de Guanabara

    Um pouco da história do Projeto Grael: Os primeiros passos da construção de um sonho: o Projeto Grael



    Ocean Experts Call for Greater Local Government Role in Fight Against Marine Waste




    Fresh Strategies to tackle Pollution, Plastics and Climate Impacts to be Included in New Plan to Manage the World's Seas.

    Athens, 1 October 2014 - Leading scientists and policymakers meeting in Athens this week acknowledged that marine litter remained a "tremendous challenge" in almost all regions of the world, with significant socio-economic consequences and clear impacts on marine ecosystems. 

    The three-day 16th Global Meeting of the Regional Seas Conventions and Action Plans was held amid growing concern worldwide about the threat that widespread plastic waste poses to marine life, with conservative estimates of overall financial damage of plastic to marine ecosystems standing at US$13 billion each year.

    Participating experts recommended a three-tier approach to marine litter, saying that the problem needed to be tackled - not just at the regional and national levels - but at the municipal level, because in most cases it is municipalities that have responsibility for solid-waste management. 

    "If we are serious about reducing the amount of solid waste being dumped in oceans, or flowing through waterways into oceans and marine ecosystems, then we need to work at all levels, including with municipalities which deal with solid waste management at grassroots level," said Julian Reyna, Secretary-General of the Permanent Commission on the South Pacific, Ecuador.

    On the issue of microplastics - tiny pieces of plastic less than one millimetre in size that pollute the world's waterways and seas - policymakers and experts agreed that more work needed to be done so that their physical and biological impact could be fully understood. 

    The global gathering marked the 40th anniversary of the Regional Seas Programme, hosted by the United Nations Environment Programme (UNEP), and provided a unique opportunity to set in motion the integration of regional seas and oceans governance into the new Sustainable Development Goals (SDGs). The Regional Seas Programme is the world's only legal framework to address the protection of the marine environment at the regional level, and is critical to reversing the rapidly accelerating degradation of the oceans.

    "We are pleased to see that a Sustainable Development Goal on oceans has been proposed, and we believe that it is an important step towards setting clear indicators to measure progress in addressing the key drivers of change in oceans," said Victor Escobar, Chairman of the OSPAR Commission, Spain. "The Regional Seas Conventions and Action Plans are ready to provide technical and scientific support for the sustainable management of oceans."

    "By playing our role, we hope to improve the lives and livelihoods of the people who depend on marine ecosystems for their food and incomes, and so contribute to poverty alleviation in some of the world's poorest communities," said Angelina Madete, Deputy Permanent Secretary at the Vice President's Office, Tanzania.

    The experts also began work on mapping out a way forward for oceans governance over the next decade. The "visioning roadmap" covers these priority areas: extraction (living and non-living resources), pollution, governance, impacts of a changing climate, and ocean acidification.

    "Making change related to ocean governance or management, especially where the issues are transboundary, takes many years," said Jacqueline Alder, Coordinator of UNEP's Freshwater and Marine Ecosystem Branch. "Having the roadmap will keep all of us here, and those that follow us, focused on the outcomes we need to achieve in the coming decades." 

    "It is important to have a unified approach so that regional successes can translate to global success and contribute to achieving the SDGs."

    For more information, contact:

    Moira O'Brien-Malone, Division of Technology, Industry and Economics , UNEP, tel +33 1 4437 7612 or moira.obrien-malone@unep.org

    Waiganjo Njoroge, News & Media, UNEP, waiganjo.njoroge@unep.org, tel +254 723857270

    Fonte: UNEP


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    Acidificação dos oceanos cresce 26% nos últimos 200 anos, diz relatório


    Corais na Papua Nova Guiné (Foto: Katharina Fabricius/Australian Institute of  Marine Science)


    Estudo destaca a gravidade e impacto do fenômeno nos próximos anos. Apenas redução das emissões de CO2 detém o problema, diz pesquisa.

    O pH dos oceanos aumentou 26% em média nos últimos 200 anos, ao absorver mais de um quarto das emissões de CO2 geradas pela atividade humana, adverte um relatório publicado nesta quarta-feira (8), em Seul.

    Pesquisadores ligados à Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB) analisaram centenas de estudos existentes sobre este fenômeno para redigir o documento que apresentaram em Pyeongchang (Coreia) por ocasião da 12ª reunião da convenção das Nações Unidas sobre a proteção da biodiversidade.

    O relatório destaca a gravidade do fenômeno, que apresenta uma rapidez sem precedentes e um impacto muito variado, que seguirá aumentando nas próximas décadas. "É inevitável que entre 50 e 100 anos as emissões antropogênicas de dióxido de carbono elevem a acidez dos oceanos a níveis que terão um impacto enorme, quase sempre negativo, sobre os organismos marinhos e os ecossistemas, assim como sobre os bens e serviços que proporcionam", destacam os cientistas.

    A acidez dos oceanos varia naturalmente ao longo do dia, das estações, do local e da região, mas também em função da profundidade da água. "Os ecossistemas das costas sofrem uma maior variabilidade do que os que estão em alto mar", destacam os pesquisadores.

    Alguns trabalhos revelam que a fertilização de certas espécies é muito sensível à acidificação dos oceanos, enquanto outras são mais tolerantes.

    Os corais, moluscos e equinodermos (estrelas do mar, oriços e pepinos do mar, por exemplo) estão particularmente afetados por esta mudança, que reduz seu ritmo de crescimento e sua taxa de sobrevivência, mas algumas algas e microalgas podem se beneficiar, do mesmo modo que alguns tipos de fitoplânctons.

    O relatório destaca o impacto sócio-econômico já visível em algumas regiões do mundo: na aquicultura do noroeste dos Estados Unidos e na criação de ostras.

    Os riscos para as barreiras de coral nas zonas tropicais também são uma "enorme preocupação, já que envolvem a subsistência de 100 milhões de pessoas, que dependem destes habitats".

    Segundo os pesquisadores, "apenas a redução das emissões de CO2 permitirá deter o problema".


    Fonte: O Globo


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    Acidificação do oceano diminui instinto de sobrevivência dos peixes

    Modificação nos oceanos é consequência das mudanças climáticas. Estudo analisou comportamento de peixes na Papua Nova Guiné.

    A acidificação do oceano, uma das consequências das mudanças climáticas, diminui o instinto de sobrevivência dos peixes e os expõe aos seus predadores, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira (14) na revista "Nature Climate Change".

    A investigação analisou o comportamento dos peixes nos recifes de corais em frente à costa de Papua Nova Guiné, uma zona onde o oceano é naturalmente ácido, e descobriu que seu comportamento é mais arriscado.

    "Normalmente, os peixes evitam o cheiro de um predador, é totalmente lógico. Mas neste caso se sentem atraídos por seu cheiro. É incrível", explicou à AFP um dos autores da pesquisa, o professor Philip Munday da universidade australiana James Cook.

    O nível de acidificação na zona do estudo, "um laboratório natural" perfeito, segundo Munday, é comparável ao que os oceanos de todo o planeta terão ao fim deste século se não forem tomadas medidas contra as mudanças climáticas.

    Cerca de 30% do dióxido de carbono emitido à atmosfera pela atividade humana termina sendo absorvido pelos oceanos, o que faz com que eles se tornem mais ácidos.

    Segundo Munday, os peixes da região estudada não conseguiram se adaptar à acidez, apesar de terem vivido sempre nestas condições.

    "Afastam-se muito dos refúgios e são mais ativos. É um comportamento mais arriscado, que os expõe a ataques dos predadores", afirma o cientista.

    "Isto demonstra que um peixe não sabe se adaptar quando está exposto permanentemente a altos níveis de dióxido de carbono. Também não sabemos se a adaptação será possível nas próximas décadas", caso a acidificação do oceano continue aumentando, afirma.

    O estudo foi realizado conjuntamente pelo Coral Centre of Excellence da Universidade James Cook, pelo Australian Institute of Marine Science, pelo Georgia Institute of Technology e pela National Geographic Society.


    Fonte: O Globo




    terça-feira, 7 de outubro de 2014

    Torben Grael reencontra o Brasil 1: "Eu passei e ele abanou o rabo para mim".


    Barco Brasil 1, orgulho da vela brasileira. O barco construído no Brasil e velejado por uma tripulação com maioria de velejadores brasileiros, terminou em terceiro lugar na edição 2005-2006 da Volvo Ocean Race.
     
    Torben Grael, na época que comandou o barco brasileiro Brasil 1.
     
    Tripulação do Brasil 1.
     
    Os barcos da edição 2005-2006 sendo posicionados na Marina de Alicante, Espanha.
     
     
    Volvo Ocean Race ressuscita barco Brasil 1, único do País na história da Volta ao Mundo
     
    
    Os espanhóis colocaram o primeiro e único barco brasileiro na Volvo Ocean Race num pedestal. O histórico Brasil 1 de Torben Grael, terceiro colocado na regata de 2005-06, virou peça de museu e pode ser visitado na Vila da Regata de Alicante, cidade da largada da Volta ao Mundo. Depois de sofrer avarias e quase ter perda total, a organização do evento resolveu remodelar a embarcação. A saudade do Brasil 1 e o desejo de repetir uma campanha verde e amarela um dia são compartilhadas pelos velejadores. "Eu passei e ele abanou o rabo pra mim", brincou Torben Grael.
     
    "O barco ficou conhecido na época por ter uma tripulação quase toda nacional e ter sido construído no País. Muita gente torceu pelo nosso time. Agora é bom ver que o Brasil 1 está disponível para o público".
     
    Torben Grael acredita que os brasileiros envolvidos com o barco nacional tiveram as portas abertas na vela oceânica e principalmente na Volvo Ocean Race. "Espaço tem. O mais complicado é obter a primeira experiência nesse tipo e regata e os brasileiros tiveram. As equipes internacionais são formadas geralmente por indicação ou levando em conta a experiência do velejador".

    Além de Torben Grael, que na edição de 2008-09 foi campeão da Volvo Ocean Race, outros velejadores se destacaram. André 'Bochecha' Fonseca, por exemplo, está na disputa atual a bordo do MAPFRE. Joca Signorini correu as últimas três edições e hoje é treinador do Team SCA, equipe 100% feminina.

    "Sem o Brasil 1 não estria aqui. Pude correr a Volta ao Mundo e outros eventos de alto nível por causa dele", disse Joca Signorini. "O barco me traz só boas lembranças e memórias especiais. Na parada de Itajaí, em abril, vamos nos reencontrar e comemorar os 10 anos dessa campanha".

    Para André 'Bochecha' Fonseca, está na hora de ter mais um barco brasileiro. "Fico feliz por representar o Brasil mais uma vez, mas sei que para disputar uma Volvo Ocean Race é preciso ter uma experiência passada. Por isso, temos tudo para ter um barco na regata e voltar com força".

    O espanhol Roberto 'Chuny' Bermúdez integra atualmente o Abu Dhabi. Entre os estrangeiros, o maior salto foi do norueguês Knut Frostad, que hoje é CEO da Volvo Ocean Race.

    O Brasil 1 foi vendido ao Telefónica em 2006 após a 9ª edição. Segundo o próprio Torben Grael, os espanhóis deram 'um mole' após um vendaval e o barco sofreu avarias. A embarcação ficou no porto espanhol até a revitalização da Volvo Ocean Race.

    Sobre o Brasil 1
    Edição: 2005-06
    Comandante: Torben Grael (BRA)
    Classificação final: 3º lugar
    Modelo: Volvo Open 70
    Projeto naval: Farr Yacht Design
    Tamanho: 21,5 m
    Peso total: 14 toneladas
    Local de construção: Indaiatuba (SP)
    Ano: 2005

    Fonte: Newsletter da Volvo Ocean Race



    Sinal de fumaça


    Queimada no Parque Florestal Jamanxin, no Pará, próximo a BR-163. (© Greenpeace/Rodrigo Baleia).


    As queimadas na Amazônia aumentaram este ano e a fumaça já chega até o sul do País, que também sofre com a falta de água

    No Norte do País, o período de julho a outubro é marcado pelo aumento da temperatura e diminuição das chuvas, o que caracteriza o chamado “verão amazônico”. É neste período também que, infelizmente, o número de queimadas aumenta na região, seja para a renovação de pastagens ou para a abertura de novas áreas, queimando floresta em pé ou já parcialmente derrubada.

    “Essas queimadas, além de destruírem a floresta, liberam grandes quantidades de gases do efeito estufa, contribuindo assim para o aumento da temperatura global, o que vai contra os compromissos assumidos internacionalmente pelo Brasil para redução de emissões”, afirma Rômulo Batista, da campanha da Amazônia do Greenpeace.

    Depois de o governo federal confirmar o aumento de 29% no desmatamento da Amazônia no ano passado e o DETER divulgado no início do mês apontar uma tendência de novo aumento esse ano, as queimadas parecem seguir a mesma linha de crescimento, com expansão para diferentes regiões da Amazônia.

    Ao compararmos os números de janeiro a agosto deste ano, com o mesmo período de 2013, houve um aumento de 36% em média nos focos de queimadas nos estados da Amazônia Legal. Assim como na projeção do desmatamento, o Pará lidera no número de incêndios, com 109% de aumento. Além do aumento no número de queimadas e incendios outro fato que chama a atenção é que, no estado do Pará, a maior parte dos focos se concentra ao longo da BR 163. A região, segundo dados do INPE, também apresentou grandes áreas de desmatamento, no entorno do Parque Indígena do Xingu.

    Focos de incêndio no dia 13/09 ao longo da BR 163. (© Greenpeace).

    As consequências das queimadas no entorno do Parque Indígena do Xingu, não afetam somente a região, mas também a região sul do País, já que a fumaça produzida a partir das queimadas na região acaba levada pelas correntes de ar. “Assim como as chuvas produzidas na Amazônia irrigam todo o Brasil, os mesmos ventos levam a fumaça das queimadas para o sul do País, que já sofre este ano com uma forte estiagem e falta de chuvas”, explica Rômulo.


    As consequências do desmatamento e queimadas na Amazônia não afetam apenas o ecossistema local e as pessoal que habitam a região, mas todo o Brasil. Para combater esses problemas mais de um milhão de brasileiros, de todos os estados, já apoiaram o projeto de lei popular pelo desmatamento zero. O mundo precisa da Amazônia viva.


    Fonte original: Greenpeace

    Fonte: Portal Amazônia


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