quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Projeto Grael lança campanha de doação de velas usadas para produzir acessórios de moda

Você agora já tem um bom destino para aquelas velas velhas, que você nunca mais vai usar e que ocupam espaço no seu armário.
Doe para o Projeto Grael. O velho se renovará e ajudará muita gente.



VELAS: As duas imagens acima são de um ensaio fotográfico realizado no Projeto Grael pela fotógrafa Mariza Formaginni

Parte da verba dos produtos vendidos será revertida para o Projeto Grael.

Sempre em busca de se tornar cada vez mais sustentável, o Projeto Grael firmou uma parceria com a renomada estilista Layana Thomaz para dar início à produção de acessórios, como bolsas, mochilas, chapéus, cinto etc – com velas sem uso. Parte do dinheiro adquirido com a venda desses produtos será revertida para o Projeto Grael.

Para doação de velas, cabos, ferragens e tudo o mais que iria para o lixo, basta enviar um e-mail para secretaria@projetograel.org.br ou ligar para (21) 2711-9875.

Saiba mais sobre o Projeto Grael
Saiba mais sobre a estilista Layana Thomaz

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Divulgando evento na Associação Comercial do Rio de Janeiro

Bolívia também está tomada pela fumaça das queimadas

A NASA divulgou uma imagem de satélite captada no dia 2 de setembro de 2011, mostrando a impressionante quantidade de queimadas que, assim como está ocorrendo no Brasil, está consumindo as suas ricas florestas tropicais.

Fumaça das queimadas cobre quase todo o território préandino da Bolívia. Imagem Aqua - Modis. Nasa.

Fonte: NASA

domingo, 11 de setembro de 2011

Incêndios Florestais: Europa exige cigarros com baixo potencial de ignição.

Estatísticas mostram que cigarros acesos são umas das principais causas do início do incêndios florestais ao longo de estradas e nas cidades.

No momento que o Brasil está tomado por queimadas por toda a parte, apesar de parecer apenas um paliativo, a notícia é interessante pois mostra que há alternativas tecnológicas para diminuir o risco da ignição acidental (?) causada pelo cigarro. Segundo estatísticas, os cigarros indevidamente descartados acesos são um dos maiores causadores de incêndios florestais, principalmente próximo a rodovias e áreas urbanas.

A exemplo do que já acontece nos EUA e Canadá, a Comunidade Européia começou a exigir que a indústria do tabaco fabrique cigarros que se apaguem rapidamente antes de causar incêndios florestais. A diferença está no papel utilizado para fazer o cigarro.

O texto abaixo refere-se à implementação das medidas na Espanha:

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Las tabaqueras empiezan a vender cigarrillos 'autoextinguibles' para adaptarse a una norma europea

Las grandes tabaqueras han comenzado a comercializar en España cigarrillos de "reducida propensión a la ignición" --es decir, que si no se fuman activamente se 'autoextinguen' antes de consumirse por completo--, a fin de adaptarse a una normativa europea que pretende que, en el caso de una mala utilización durante el consumo, haya un menor riesgo de ocasionar un incendio accidental.
Enviado por: ECOticias.com / Red / Agencias, 09/09/2011, 16:44 h
 
Se trata de utilizar un papel con unas 'bandas rugosas de desaceleración' que ralentizan la combustión del cigarrillo, de manera que llega a apagarse si se deja en un cenicero o en otro lugar y no se inhala con la cadencia normal, informaron a Europa Press en fuentes de la industria.

La Comisión Europea pretende que todos los cigarrillos que se comercialicen en la Unión Europea a partir del próximo 17 de noviembre sean de reducida propensión a la ignición. Esta normativa se ha inspirado en normas similares ya vigentes en países como Estados Unidos y Canadá.

Philip Morris, fabricante de marcas como Marlboro o L&M, comenzó a comercializar estos cigarrillos en junio a fin de adaptar "de forma gradual" toda su cartera de marcas a la nueva normativa.

Por su parte, Altadis también empezó a fabricar antes del verano con el nuevo papel, de manera que están llegando al mercado los cigarrillos de reducida propensión a la ignición de las marcas Fortunas y Nobel, a las que seguirá el resto de forma progresiva.

Igualmente, Japan Tobacco International (JTI) tiene ya adaptadas sus marcas para garantizar que están presentes en todos los canales cuando entre en vigor la norma, en tanto que British American Tobacco (BAT) tiene el plan en marcha para que octubre sea un "mes de transición" y en noviembre tenga todo su surtido sujeto a la normativa.

SIN DIFERENCIA EN EL SABOR.

En cualquier caso, las tabaqueras subrayan que la diferencia con los cigarrillos actuales "es imperceptible", dado que no se producen cambios ni en la mezcla de tabaco, ni en la presentación del producto.

Además, advierten de que esta modificación "nunca debe sustituir la responsabilidad de que los fumadores apaguen sus cigarrillos". "Estos productos no son 'a prueba de incendio', por lo que deben ser manipulados y desechados con la misma diligencia y precaución que los demás", apuntaron.

ECOticias.com

O Planalto arde em chamas e expõe incapacidade do governo para combater as queimadas

Uma cena assustadora em Brasília

Estive em Brasília na semana passada (dia 8 de setembro) e vi uma das cenas mais lamentáveis. A forte seca em Brasília facilitou a propagação de vários incêndios (dezenas de focos) nas proximidades de Brasília. O fogo estava por toda a parte e consumiu gramados, áreas de cerrado e unidades de conservação como a Estação Ecológica do Jardim Botânico e a Floresta Nacional de Brasília.

No entorno do aeroporto da capital, densas cortinas de fumaça se via para todos os lados e chegaram a anunciar que os pousos e decolagens poderiam ser interrompidos. O ar ficou difícil de se respirar. Funcionários das companhias aéreas chegaram a trabalhar com máscaras.

A cena era assustadora. Parecia que toda a cidade ardia e se perdia na fumaça. Os Bombeiros anunciaram que tinham cerca de 300 homens mobilizados. Voei de volta para o Rio de Janeiro no fim da tarde e ao decolar pude ter uma noção melhor da dimensão do problema. O fogo se alastrava em extensas frentes de fogo que chegavam a mais de um quilômetro. Vi alguns veículos do aeroporto e dos Bombeiros que pareciam observar e avaliar a proporção do fogo, mas não foi possível ver as equipes de combate atuando.

O pior é que pude ver pela janela do avião que não era só Brasília que ardia em chamas, mas o interior de Minas Gerais também. Muitos focos de incêndio e grandes queimadas.

O Brasil não está preparado para prevenir e controlar queimadas

O que é triste constatar é a nossa total incapacidade de reagir a estas contingências. Para nós, fogo no mato ainda não é um fato para se alarmar. É só fogo no mato!!! Sequer estamos equipados e preparados para agir. Li pela imprensa no dia seguinte que somente no dia seguinte um avião Hércules C-130 da FAB foi improvisado para lançar água sobre as chamas.

O governo brasileiro tem anunciado nos foruns climáticos internacionais que adotou metas voluntárias para o combate ao desmatamento e de emissões de carbono. E os estudos do próprio governo mostram que as queimadas são a principal fonte de emissões de carbono no Brasil. E elas estão por todos os lados.

Mas, o que a cena que eu presenciei chama a atenção é que se não somos capazes de combater incêndios dentro de Brasília, como vamos combatê-los na Amazônia e no resto do país?

Axel Grael


Explanada dos Ministérios, com o Congresso Nacional ao fundo, encoberto pela fumaça. Setembro de 2011. Foto de Antônio Cruz, Agência Brasil.

Prédios dos ministérios e o Congresso Nacional somem na fumaça das queimadas no entorno de Brasília. Setembro e 2011. Foto de Antônio Cruz, Agência Brasil.   

A riqueza da vegetação do Cerrado se perde para as chamas. Set 2011. Foto de Fábio Rodrigues Pozzebom. Agência Brasil.

As longas frentes de fogo na APA Gama Cabeça de Veado. Set 2011. Foto de Marcelo Casal. Agência Brasil. 

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Outras postagens sobre o problema das queimadas:
- Queimadas: mitos e verdades
- Combate a incêndios florestais no RJ não funciona
- Animais silvestres fogem para a cidade por causa das queimadas em MT
- O carvão e a banana: o Efeito Estufa explicado por cientista da NASA
- Ranking dos países responsáveis pelo Efeito Estufa
- Cientistas estudam as consequências da estiagem de 2010 na Amazônia
- Diretor do IBAMA: "Queimadas vão fazer do Brasil um inferno".
- Queimadas: governo decreta emergência ambiental em 14 estados e no DF
- Verdes ou mimetismo eleitoral?

Líderes mundiais comprometem-se a promover o plantio de 150 milhões de hectares de florestas

Manguezal próximo a Soure, Ilha de Marajó. Foto de Axel Grael.

Compromiso para restaurar 150 millones de hectáreas de bosques degradados

Permitirá incrementar las reservas de carbono, lo que resultará en ecosistemas resilientes y saludables
 
Lunes, 5 de Septiembre de 2011

DESARROLLOINTELIGENTE.ORG, Comunicados

Líderes mundiales se comprometieron, durante la conferencia ministerial celebrada en Bonn, a restaurar 150 millones de hectáreas de bosques y tierras degradadas en todo el mundo para el año 2020. Un nuevo análisis de la UICN estima que la restauración de 150 millones de hectáreas podría generar beneficios por USD 85 mil millones por año a las economías nacionales y globales.

En la Ronda Ministerial de Desafíos de Bonn, un grupo selecto de ministros y presidentes ejecutivos de organizaciones internacionales y no gubernamentales y empresas discuten la forma apoyar la conservación de biodiversidad y la lucha contra el cambio climático, a través de actividades concretas de restauración.

“La restauración de los bosques degradados permitirá incrementar las reservas de carbono, lo que resultará en ecosistemas resilientes y saludables que proveerán bienes y servicios múltiples para las necesidades de la gente e incrementarán la biodiversidad”, afirma Ashok Khosla, Presidente de la UICN y Coordinador del Global Partnership on Forest and Landscape Restoration.

Este compromiso se presenta cuando un análisis reciente muestra que más de dos mil millones de hectáreas de paisajes deforestados y degradados del mundo equivalente a la mitad del tamaño de Asia - ofrecen oportunidades para la restauración. Esta nueva estimación global es casi el doble del área previamente considerada gracias a las mejoras en la precisión de la cartografía aplicada a las zonas donde el clima y los suelos permiten la restauración forestal.

"El compromiso de restaurar 150 millones de hectáreas, es una respuesta contundente y realista a la evaluación global, reconociendo que las circunstancias nacionales varían enormemente", señala Stewart Maginnis, Director Global de la UICN de Medio Ambiente y Desarrollo. "Lo que se necesita con urgencia es una evaluación país por país, de cómo este compromiso se puede lograr en línea con el desarrollo económico nacional y las prioridades de conservación, algo que ya hemos empezado a hacer en Ghana y México."

El objetivo de restaurar 150 millones de hectáreas se relaciona directamente con los compromisos internacionales existentes sobre cambio climático y biodiversidad. Esto contribuirá a la meta del convenio sobre biodiversidad que llama a la restauración del 15% de los ecosistemas degradados para el año 2020, y la del convenio mundial sobre cambio climático sobre REDD-Plus, que pide a los países disminuir, detener y revertir la pérdida y la degradación de los bosques.

Con la estimación preliminar de los beneficios de la restauración de 150 millones de hectáreas, la restauración del paisaje forestal puede ser vista como una alternativa costo-efectiva para combatir el cambio climático, contribuir el desarrollo rural y los medios de vida y como generar empleos.

"... éste podría ser el comienzo de la mayor iniciativa de restauración que el mundo haya visto..."

A principios de este año, la UICN expresó su apoyo al anuncio de Ruanda de restaurar paisajes degradados del país, frontera a frontera, con la predicción de que éste podría ser el comienzo de la mayor iniciativa de restauración que el mundo haya visto. Compromisos similares que se espera sean anunciados en el evento de Bonn, co-presidido por la UICN y el gobierno alemán, dan muestra de una iniciativa global sin precedentes que claramente está tomando impulso.

Fonte: Desarrollo Inteligente

Projeto Grael e PCSF organizam regata da Classe Optimist

Barcos preparados para aula de Optimist no Projeto Grael. Foto de Mariza Formagginni.


COPA FLOTILHA BAGUAL/PROJETO GRAEL

CLASSE OPTIMIST – PRAIA CLUBE SÃO FRANCISCO


25 de setembro de 2011
Organização: Praia Clube São Francisco e Projeto Grael


AVISO DE REGATA


1.Regras A regata será regida pelas regras, tais como enumeradas nas definições das Regras de Regatas a Vela da ISAF 2009/2012.

2. Elegibilidade e Inscrição:

2.1 São elegíveis os competidores que estiverem de acordo com o Apêndice K das Regras de Regata da ISAF 2009/2012, regularizados com a FEVERJ e a IODA na data da regata.

2.2 A inscrição é obrigatória, devendo constar a categoria e as demais informações de praxe (nome do barco e tripulação, numeral e clube filiado). Os barcos e competidores elegíveis deverão se inscrever na Secretaria Náutica do PCSF até às 12:30 horas do dia 25 de Setembro de 2011, pessoalmente ou enviando-o via e-mail (nautica@pcsf.org.br) / fax 2711-6295 r. 253.

3. Programa

3.1 Encerramento das inscrições será as 12:30 hr;

3.2 Serão disputadas duas regatas para as categorias Veterano e Estreante, sem descarte valendo para o resultado final a soma das duas regatas.

3.3 O horário programado para o sinal de atenção da primeira regata será as 13:00 hr.

4. Instruções de Regata Estarão à disposição dos velejadores na Secretaria Náutica do PCSF no momento da confirmação da inscrição.

5. Local

5.1 A sede do evento será o Praia Clube São Francisco em Niterói, RJ;

5.2 A regata será disputada no saco de São Francisco e enseada de Jurujuba.

6.Percursos O percurso será informado nas Instruções de Regata.

7 Prêmios:

7.1 As categorias premiadas serão informadas nas Instruções de Regata

7.2 A premiação será no domingo, 25 de Setembro de 2011, após a regata, na área náutica do PCSF.

9. Isenções de Responsabilidade Os competidores participam da regata a seu próprio risco. Considere a regra 4, decisão de competir. A autoridade organizadora não aceitará qualquer responsabilidade por danos materiais, físicos ou morte relacionados diretamente com a regata, durante ou depois de completado o evento.

sábado, 10 de setembro de 2011

Lars Grael faz severas críticas aos dirigentes esportivos brasileiros

Leia, a seguir, entrevista concedida por Lars Grael ao jornalista Cosme Rímoli do site R7. Lars critica a estrutura esportiva do país, os seus dirigentes e a prioridade para obras faraônicas, em detrimento de uma política esportiva de base, de inclusão social, de promoção da educação e que ajude a construir o futuro do país.



Lars Grael. “Os tiranos das Federações e Confederações fazem o esporte do nosso país ser tão atrasado. O Brasil está perdendo uma oportunidade única com a Copa e Olimpíada…”


Lars Grael. Velejador, medalhista olímpico. Decacampeão brasileiro. Nome respeitado no mundo todo...

Com certeza conseguiria mais títulos se não tivesse se envolvido em um acidente absurdo. Exatamente há 13 anos, no dia 6 de setembro de 1998, ele perdeu a perna direita. Estava competindo quando seu barco foi atropelado por uma lancha em Camburi, Espírito Santo. O empresário Carlos Guilherme de Abreu Lima dirigia a lancha que invadiu a área de competição. Investigações apontaram que ele estava alcoolizado e em alta velocidade. Depois do terrível acidente, veio a depressão... E a superação... Voltou a competir...

Com personalidade forte e com formação acadêmica, foi chamado para trabalhar no governo. O convite veio do próprio presidente FHC. Foi secretário nacional de Esportes.

Depois ex-secretário estadual de Juventude, Esporte e Lazer de São Paulo.

Caso raro de um esportista com importantes cargos públicos. Alguém muito sério que conheceu os dois lados que poderiam se completar. Mas percebeu que não há interesse por parte dos políticos.

Aceitou falar de forma exclusiva ao blog. Mostrou sua preocupação com a Copa do Mundo de 2014. Com a Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro... E principalmente com o legado... Com o que restará para o País depois das duas competições mais importantes do planeta...

Lars, o que chama a sua atenção em relação à Copa no Brasil?

Perdemos o nosso grande trunfo: o tempo para organizar a competição. As autoridades sabiam que a Copa aconteceria aqui há muitos anos (desde 2007). E nada foi feito. O atraso é incompreensível. Os gastos são absurdos. Sinto nos políticos que comandam o esporte no Brasil em relação à Copa uma velha característica... Estranhamente, todos estão preocupados com as obras... Construir enormes e caríssimos estádios... Não há a menor preocupação com o esporte em si. Com o esporte como educação. Com o legado. A Copa do Mundo só significa obras, gastos absurdos com estádios. Não há política esportiva no País. Eu fico abismado, triste e decepcionado. Estamos perdendo uma enorme oportunidade com a Copa do Mundo. Poderíamos desenvolver de verdade o esporte nas escolas. Fazer com que as crianças tenham acesso de verdade a todo tipo de esporte. Para a saúde, educação, integração social. Acabar com a embromação das aulas semanais de Educação Física nas escolas. Aproveitar a euforia que a Copa provoca nas pessoas. Mas só que não há esse interesse. Todos só se preocupam com obras, estádios de R$ 1 bilhão. Gastar dinheiro público. Eu não vou negar a minha decepção como as coisas estão caminhando.

Você sabe dos elefantes brancos que serão criados? Arenas em Manaus, Cuiabá, Natal e Brasília que não terão uso depois da Copa?

Vou além disso. Não terão uso no futebol e nem em outra atividade esportiva. Muito se fala sobre o uso dessas arenas e outros estádios por outros esportes. É sempre assim no Brasil. As pessoas falam, prometem e no fim não cumprem. Um bom exemplo é o Engenhão. Ele foi construído não só para o uso do futebol. Mas de várias outras modalidades esportivas. Só que elas não podem mais ser executadas no estádio para não estragar o gramado. Infelizmente não se pode acreditar no que é planejado no esporte brasileiro. Tudo é improvisado, conduzido de uma forma amadora. E absurda. O governo não criou anos atrás a CPMF, um imposto para cuidar da Saúde? E o dinheiro foi para todo lugar, menos na Saúde... Agora não quer criar outro imposto com a mesma desculpa? As coisas são assim, por aqui, infelizmente... No esporte pior ainda...

Por que esportistas não administram o esporte no País? No resto do mundo isso é muito comum?

Vou dar um exemplo claro... Apoiei o projeto do deputado federal Deley. A proposta previa o incentivo fiscal ao esporte. (Parte do imposto de renda das pessoas físicas e jurídicas serviria para a implementação de projetos esportivos.) A idéia foi bem aceita pela sociedade. A intenção era incentivar todo tipo de esporte no País. Principalmente o lado educacional, a saúde das pessoas. Mas a Bancada da Bola (deputados apoiados e até mantidos por dirigentes esportivos) em Brasília o derrubou. Impediu que virasse lei. A preocupação foi com a independência das instituições esportivas... Por isso acabou barrado para não ferir interesses.

Como você vê as federações esportivas no Brasil?

São instituições atrasadas comandadas por tiranos há 20, 30, 40 anos... Esse atraso se deve a essas pessoas... Pessoas que agem como que sem elas, os esportes não sobreviveriam... Elas são responsáveis pelo atraso esportivo do nosso País. Estão tão amarradas ao poder de uma maneira absurda. E pior que o trabalho é ruim, esses tiranos são incompetentes. A única exceção é o trabalho feito no vôlei, que dá resultado. Mas também não acho certo a falta de renovação no comando. As federações no Brasil são capitanias hereditárias. E a raiz de o esporte por aqui estar tão atrasado.

Como é na sua Confederação, a de vela?

A situação é caótica. Por as receitas terem ficado atreladas ao bingo. Ela é inadimplente, com dívidas absurdas. Um exemplo de incompetência plena. Eu gostaria muito de colaborar, mas não há como. Não enquanto essa situação caótica não se resolver...

Mas não há projeto sério... Só uma estranha preocupação com as obras...

Como você vê o projeto para a Olimpíada de 2016?

Infelizmente seguindo o mesmo caminho da Copa. Tudo atrasado. As pessoas poderosas parecem não se importar. O trabalho já deveria estar acontecendo. Vou dar o exemplo claro que tem a ver com o meu esporte. As competições de vela vão acontecer na bahia da Guanabara. Outra vez as pessoas estão preocupadas com obras e não pensam em saneamento básico... A Baía da Guanabara está completamente poluída... É uma situação vergonhosa. As autoridades juraram que iriam torná-la limpa... Em 17 anos conseguiram limpar 30% dela... Apenas 30%... Agora temos cinco anos para limpar 70%... Eu não sei se dará tempo... Aliás, tenho quase certeza que não dará... A opção será maquiá-la... Eu sinto uma profunda vergonha com essa irresponsabilidade dos políticos com o esporte... Procuro fazer a minha parte... Ser uma gota no oceano... Dar palestras, falar, apontar os erros... Mas como velejador que sou, sinto uma enorme tristreza... Estamos jogando fora a chance de mudar a política de esporte no Brasil... Não dá para acreditar em legado da Copa do Mundo ou da Olimpíada... O Brasil está perdendo uma oportunidade única com a disputa das duas competições seguidas... Poderíamos também nos tornar a principal potência da Paraolimpíada... Mas não há projeto sério... Só uma estranha preocupação com as obras... Lamento muito a chance que estamos desperdiçando...

Fonte: Blog do Cosme Rímoli, R7.

Alunos do Projeto Grael velejam nos barcos da Clipper

Barcos da Clipper em regata. Divulgação.

Mais de 450 participantes se revezam nas tripulações dos barcos da Clipper. Divulgação. 

A Clipper Round the World é uma das várias regatas que dão a volta ao mundo. Mas esta competição tem características especiais:
  • Os barcos de 68 pés impressionam. Estão longe de apresentar o conforto de um barco de cruzeiro, embora estejam também longe dos barcos high tech como os da Volvo Ocean Race. São um pouco menores, mais seguros, com mastros mais baixos e menos área vélica. Assim, tornam-se mais lentos, mas por outro lado bem mais "sociais" e menos radicais que os de outras competições que circundam o planeta.
  • Os tripulantes não são velejadores profissionais famosos, mas amadores que pagam para estar a bordo.
  • Os barcos ostentam patrocínios mais singelos, ao contrário dos grandes apoios corporativos de outras competições. Em vez disso, representam cidades, regiões ou países. Impulsionados pelo marketing turístico, as cidades batizam os barcos e estampam as suas marcas, como: Edimburgh Inspiring Capital, New York, Wellcome to Yorkshire, Gold Coast Australia, Geraldton Western Australia, Singapore, De Lage Landen (Holanda), Qingdao (cidade chinesa que recebeu as provas de vela dos Jogos Olímpicos de Pequim) e Derry-Londonderry. A Finlândia participa com o Visit Finland.
  • A regata percorre 40.000 milhas, conta com o envolvimento de 450 participantes, com paradas em 15 cidades, dentre elas o Rio de Janeiro.
Sir Robin Knox-Johnston


Sir Robin Knox-Johnston é o grande símbolo e mentor da Clipper Round the World Race. Sir Robin, como todos o chamam, é um dos mais conhecidos nomes da vela mundial. Há mais de 40 anos (1968-1969), o oficial da marinha mercante britânica completou a primeira volta ao mundo em solitário e sem paradas. Tornou-se famoso, reconhecido e respeitado. Recebeu o título de Velejador do Ano da ISAF em 1994, foi condecorado com o título de Cavaleiro pela rainha da Inglaterra em 1995 e em 2006/2007 completou a sua segunda volta ao mundo solitário, desta vez conquistando o quarto lugar na regata Velux5Oceans, feito obtido já com a idade de 68 anos. Em 2007, passou a fazer parte do seleto grupo dos seis velejadores que integram o Hall of Fame da ISAF. Além de Sir Robin, dentre outras incontestáveis celebridades, figuram ali o multimedalhista olímpico dinamarquês Paul Elvström (4 medalhas de ouro), a quem a família Grael sempre rendeu muito respeito e admiração.

Sempre simpático e destilando o melhor humor britânico, sempre faz questão de mencionar a ocasião em que visitou o tradicional Rio Yacht Club, em Niterói, para onde foi convidado por Torben e Lars Grael.

Alunos do Projeto Grael velejam com Sir Robin

No último feriado de 7 de setembro, Sir Robin fez questão de estar presente no passeio e treino que a Clipper ofereceu para um grupo de velejadores do Projeto Grael. Os alunos do Projeto Grael se dividiram em dois barcos, o Golden Coast e o New York.

Veja as fotos abaixo:


Aluno do Projeto Grael no comando do Golden Coast, sob a orientação de Sir Robin (em pé, de camisa escura). Foto de Axel Grael.

Retornando para a Baía de Guanabara após a velejada. Foto de Axel Grael.

Alunos e equipe do Projeto Grael comemoram a oportunidade de velajar nos barcos da Clipper. Foto de Fred Hoffmann.

O Projeto Grael agradece a oportunidade oferecida por Sir Robin, agradece a hospitalidade e a aula oferecida pelos comandantes e tripulantes dos dois barcos e a ajuda dos voluntários que aceitaram o convite do Projeto Grael para estar a bordo. Foram eles Gunther Eckhart e Samuel e Jonathas Gonçalves, ambos ex-alunos do Projeto Grael. Também colaboraram os seguintes membros da equipe de profissionais do Projeto Grael: Vinicius Palermo, Carlos Eduardo Talavera e Tuanny de Souza. Contamos ainda com a participação, como convidado, de Diego de Barros Franco e Souza Mello, da Revista Velejar e Meio Ambiente.

Agradecemos também ao Clube Naval Charitas pelo suporte logístico.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Interfaces entre a saúde pública e a saúde dos oceanos

A interface da saúde pública com a saúde dos oceanos: produção de doenças, impactos socioeconômicos e relações benéficas


MOURA, Jailson Fulgencio de et al. A interface da saúde pública com a saúde dos oceanos: produção de doenças, impactos socioeconômicos e relações benéficas . Ciênc. saúde coletiva [online]. 2011, vol.16, n.8, pp. 3469-3480. ISSN 1413-8123.


Acesse o artigo aqui.
 
Resumo
 
Nas últimas décadas, as atividades humanas têm causado forte impacto sobre o ambiente marinho, provocando alterações no seu processo ecológico. A relação entre a saúde dos oceanos, as atividades antropogênicas e a saúde pública já é consenso, entretanto, seus mecanismos ainda estão sob os olhares da ciência. Essas relações incluem o foco sobre as mudanças climáticas, florações de algas tóxicas, contaminação microbiológica e química nas águas marinhas e bioinvasão de espécies exóticas. Além disso, existe a relação dos valores benéficos que os oceanos proporcionam à saúde e bem-estar da humanidade, tais como produtos naturais relevantes para a alimentação humana, o desenvolvimento da biomedicina, ou simplesmente, a satisfação humana derivada da recreação, esportes e outras interações dos seres humanos com os oceanos. A importância de se conhecer a relação entre saúde pública e a saúde dos oceanos dá-se, principalmente, devido ao crescente número de pessoas vivendo em zonas costeiras, nas regiões tropicais e subtropicais, tendo como pano de fundo as atividades antropogênicas produtoras de risco para a saúde do ambiente marinho, aumento da vulnerabilidade do homem, da biodiversidade e da iniquidade socioambiental.

Palavras-chave Contaminação química e microbiana, Mudanças climáticas, Desastres naturais, Produtos naturais, Bioinvasão, Floração de algas tóxicas.

Fonte: Rematlântico