sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

OBRAS NA ROTATÓRIA DE CAMBOINHAS AVANÇAM E TÊM ENTREGA PREVISTA PARA JULHO

 



Na manhã desta quinta-feira (19), fiz uma visita de vistoria às obras na rótula de Camboinhas, que estão caminhando a todo vapor. A remodelação do atual acesso ao bairro vai melhorar o fluxo de veículos para quem está entrando pela Avenida Professor Florestan Fernandes e para quem segue em direção à Piratininga, além de contar com a construção de duas estações de ônibus nos mesmos moldes das estações da Transoceânica. O investimento da Prefeitura de Niterói nas intervenções é de R$ 15,8 milhões e a previsão é que a obra seja concluída em julho deste ano.

Essa é mais uma obra de grande importância para o trânsito da Região Oceânica e da cidade toda, já que este local é um dos principais gargalos de fluxo de veículos da cidade. A remodelagem da rotatória faz parte dos projetos do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável de Niterói - PMUS, assim coma a expansão da malha cicloviária da cidade, a nova Alameda, o acesso à Rua Mem de Sá, a revitalização do trecho norte da Avenida Marquês de Paraná e de toda a Avenida Visconde do Rio Branco, no Centro.

Perspectiva de como ficará a rotatória de acesso a Camboinhas e ao Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis.

Como explica o arquiteto e secretário municipal de Urbanismo e Mobilidade, Renato Barandier, esta é uma solução que vai mudar totalmente o acesso à Camboinhas e à Piratininga, mas que tem alguns desafios de engenharia. Serão criadas duas pontes e feito o desmonte de uma rocha para criar as novas vias. Além de organizar melhor o fluxo de veículos, a rotatória também ganhará um "parcão" para os peludos e uma praça. O ponto fará a conexão das ciclovias de Piratininga, da entrada de Camboinhas e de uma das principais entradas para o Parque Orla Piratininga de Piratininga Alfredo Sirkis.

Durante uma transmissão ao vivo que fizemos do local, o secretário Regional Oceânico, Binho Guimarães, lembrou que uma das nossas grandes preocupações foi não começar as intervenções na Av. Almirante Tamandaré no período de alta temporada do verão, quando a Região Oceânica recebe muitos visitantes. Foram feitas diversas reuniões com as associações de moradores locais para explicar melhor a obra e deixar todos a par das intervenções.

A previsão é que a obra seja concluída em julho, mas como detalha o presidente da Emusa, Paulo César Carreira, haverão entregas parciais antes disso. Um dos exemplos são as duas pontes que vão passar pelo canal de Camboatá. A primeira será entregue no final de março. A equipe de obras está executando a fundação das pontes e o desmonte de uma rocha com corte de fio diamantado. Também estão acertando o terreno do parcão e fazendo as marcações dos tentos. A contenção para o local onde ficará o parque já foi finalizada.

Ciclovia da Avenida Florestan Fernandes

Vistoria nas obras de implantação da ciclovia na Avenida Florestan Fernandes, em Camboinhas.

Também estão andando muito bem as obras da ciclovia em Camboinhas, com previsão para serem finalizadas em março. São 1,60km de ciclovia segregada na Avenida Florestan Fernandes, uma das maiores do bairro.

A administração pública é uma corrida sem linha de chegada, por isso a Prefeitura de Niterói trabalha incansavelmente para resolver os desafios que vão surgindo na cidade. Tenho certeza de que, quando pronta, a nova rotatória de Camboinhas será um ponto muito importante da Região Oceânica, com grande melhora do acesso aos bairros locais. Vamos em frente!

Axel Grael
Prefeito de Niterói


quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

Obras de restauração da Casa Norival de Freitas avançam: casarão histórico no Centro de Niterói será sede principal do Aprendiz Musical

 








A Casa Norival de Freitas é uma preciosidade de Niterói. Um espaço histórico no Centro da nossa cidade, que será a sede principal do Programa Aprendiz Musical e que se encontra em fase inicial de restauração, com previsão de obras de um ano e meio e um investimento de R$ 29 milhões.

Em 2019, na gestão do prefeito Rodrigo Neves, a Defesa Civil de Niterói constatou a necessidade de interdição e de escoramento da estrutura da casa Norival de Freitas. Diante disso, foi executado o reforço para impedir o desabamento do prédio, que atualmente está sob a tutela da Secretaria Municipal das Culturas e da Fundação de Artes de Niterói (FAN).

No ano passado, a Emusa licitou a empresa para realizar a obra de recuperação do prédio dentro das especificações técnicas e restauração dos aspectos históricos. E, no final de 2022, as obras tiveram início e estão avançando!

Visitei o espaço e me impressionei com a riqueza histórica. A casa possui características muito interessantes, que remetem ao período do Centro Antigo, quando era repleto de residências semelhantes a essa. Por ser um imóvel tombado, o projeto de restauro foi elaborado pelo Departamento de Preservação do Patrimônio Cultural (DePac) do município e enviado para aprovação do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC).




Para que o direcionamento do trabalho seja realizado da melhor forma possível, as obras contam com muitos especialistas em restauração. O INEPAC seguirá acompanhando as obras com a Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria Municipal de Ações Estratégicas e Economia Criativa, e aprovando cada uma das intervenções a serem feitas.

Por conta da degradação ao longo dos anos, parte dos acabamentos se desprenderam do edifício e caíram no chão. As peças foram recolhidas pela equipe responsável e serão recuperadas. A ideia é reutilizar todos os elementos originais possíveis.

O Programa Aprendiz Musical, ampliado esse ano para atender 7.500 alunos, terá três sedes em diferentes regiões da nossa cidade. A principal será na Casa Norival de Freitas, no Centro, uma na Zona Norte, no Bairro Chic, e outra na Região Oceânica. Uma grande expansão!

Para que a meninada continue com o cronograma de aulas do programa durante as obras nas futuras sedes, a Prefeitura firmou uma parceria com o Conservatório de Música de Niterói, que está sediando o Aprendiz. E essa parceria será aprofundada para garantir que os alunos sejam capacitados pelo centenário conservatório da nossa cidade.

Essa é mais uma obra esperada há muitos anos e que integra o Plano Niterói 450, um conjunto de obras que serão feitas no Centro da nossa cidade. Um dos objetivos é trazer mais gente para morar no bairro. A restauração da Casa Norival de Freitas é também muito importante para o patrimônio cultural de Niterói e gera 90 empregos diretos e 150 indiretos, oferecendo oportunidades e resgatando a história do nosso Centro!

Além da Casa Norival, estamos realizando um conjunto de ações para proteger o patrimônio histórico e cultural da nossa cidade, como é o caso das intervenções que a Prefeitura está fazendo no Cinema Icaraí, na Ilha da Boa Viagem e na Cantareira. A recuperação dessas edificações históricas vai gerar um efeito positivo em todo o entorno e, somada a todas as obras de urbanização, será responsável por uma grande transformação! Vamos em frente!

Axel Grael
Prefeito de Niterói



RESTAURANTE POPULAR DO FONSECA SERÁ ENTREGUE NO SEGUNDO SEMESTRE DE 2023

 






Na última terça-feira (17), fiz uma visita de vistoria às obras do Restaurante Popular da Zona Norte, que a Prefeitura de Niterói está construindo no Fonseca. O novo espaço, na Alameda São Boaventura, será entregue no segundo semestre de 2023 com 200 lugares e capacidade para servir duas mil refeições por dia. Assim como já acontece no Restaurante Cidadão Jorge Amado, no Centro, será um local com comida boa e barata para quem mais precisa.

Durante a vistoria vi de perto o andamento da obra, que já está com toda a etapa hidráulica e elétrica realizada. O telhado foi revisto e as equipes estão trabalhando na construção de um anexo. O restaurante terá dois pavimentos, totalizando 1.200 m². A unidade contará com cozinha industrial e pedagógica, sala de aula, auditório, recepção, salão para refeições e varanda. 

O novo Restaurante Popular da Zona Norte será mais uma opção para que as pessoas de outras regiões não precisem ir até o Centro em busca de boa alimentação a um preço acessível. Vamos ampliar o acesso à comida de qualidade, reafirmando o compromisso da Prefeitura de Niterói com a segurança alimentar do povo. As refeições serão servidas a preços simbólicos: R$ 2 no almoço e R$ 0,50 no café da manhã. O cardápio será variado e preparado por nutricionistas. O investimento da Prefeitura no espaço será de cerca de R$ 5,2 milhões por ano. 

Este será também um lugar de oportunidades. O restaurante vai abrigar a primeira Escola de Formação em Gastronomia Popular do estado, na qual jovens e adultos vão poder obter qualificação profissional para o mercado de trabalho e para o empreendedorismo com diversos cursos na área de gastronomia, padaria e serviços para bares e restaurantes.

O Restaurante Popular da Zona Norte faz parte do eixo Zona Norte do Plano Niterói 450 anos, que inclui também o Centro Cultural da Zona Norte e a revitalização da Alameda São Boaventura. Como acontece desde 2013, a Prefeitura de Niterói segue olhando com muito carinho para essa região da nossa cidade. Vamos em frente por uma cidade com comida na mesa, oportunidades para todos e justiça social. 

SOBRE O RESTAURANTE POPULAR CIDADÃO JORGE AMADO - O primeiro Restaurante Popular da cidade, no Centro de Niterói, foi municipalizado no início do segundo mandato do prefeito Rodrigo Neves, em 2017. Desde então a unidade já serviu 3 milhões de refeições para a população que mais precisa. A unidade funciona de segunda a sexta-feira, de 6h às 9h, para o café da manhã e, de 10h às 15h, para o almoço.

Uma pesquisa realizada com frequentadores, em 2021, revela que 40,2% dos frequentadores estão desempregados. A pesquisa também mostrou que 47,7% são moradores de outros municípios, sendo 31,8% de São Gonçalo, 4,7% da cidade do Rio de Janeiro, 3,7% de Itaboraí e 3,7% também de Maricá. Também apareceram no estudo moradores de Mesquita, São Fidélis, Quissamã e até de São Paulo.



O que são as pastagens degradadas cuja recuperação é considerada como meta por Lula

 

Pastagem degradada em pastoreio convencional no Sul do Espírito Santo. Fonte: Jurandir Melado, EcoDebate.


A matéria abaixo, do site G1, assinada por Paula Salati, desenvolve o tema abordado no discurso de posse do presidente da República Luís Inácio Lula da Silva, quando repetiu o que já havia manifestado durante a sua participação na Conferência da ONU para o Clima - COP27, em Sharm El-Sheik, no Egito, comprometendo-se com a recuperação de pastagens degradadas, como forma do país desenvolver-se e como mais uma contribuição do Brasil para o alcance das metas climáticas planetárias. Lula refere-se às vastas extensões do território brasileiro que passam por processos erosivos graves, que levam ao assoreamento dos rios, à desertificação e o consequente declínio econômico. A restauração destas áreas, hoje economicamente pouco produtivas ou mesmo improdutivas, permitirá gerar empregos, recuperar ecossistemas, mananciais etc. Com a reintrodução dessas áreas à produção sustentável, reduz-se a pressão para expansão predatória da nossa fronteira agrícola. 

Segundo a matéria do G1, "... no Brasil, 63% de toda a área de produção pecuária nacional tem algum nível de degradação (moderada ou severa). Ou seja, são 96 milhões de hectares ameaçados de um total de 152 milhões, segundo a ONG Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora)".

A declaração do presidente Lula está em sintonia com a Década da Restauração de Ecossistemas (2021-2030), instituída pela ONU, que aceitou a proposição do governo de El Salvador, com o apoio dos países do Sistema de Integração Centro-americana (SICA), durante um evento internacional realizado em Foz do Iguaçu. O encontro reuniu representantes de diversos países, em março de 2018, para dar continuidade ao Desafio de Bonn. 

Mudanças

Apesar da transição lenta diante da gravidade dos riscos e desafios climáticos, não há dúvidas que o mundo caminha para um cenário de maior sustentabilidade e, portanto, para um novo paradigma econômico: a chamada economia verde, de baixo carbono e outras perspectivas. Apesar das dificuldades para a economia mundial causadas pela Guerra da Ucrânia, que provocou uma crise de energia na Europa e de alimentos no mundo, observa-se que o tema da sustentabilidade está cada vez mais presente e mais central nas políticas de retomada econômica. É o que se vê no ambicioso pacote econômico lançado pelo presidente americano Joe Biden, chamado de "Build back better", aprovado no Congresso dos EUA em 2021, com um investimento total de 1,750 trilhão de dólares, sendo 555 bilhões de dólares para Investimentos em Energia Limpa e Clima. Será o maior programa público de investimento em sustentabilidade da história. Na Europa e outras regiões do mundo, cresce o anúncio de planos governamentais com investimentos robustos em sustentabilidade e clima.

O Brasil na contramão

Nos últimos quatro anos, o Brasil foi visto e portou-se como vilão ambiental, uma triste herança dos tempos de negacionismo climático bolsonarista. Nosso país isolou-se, afastou investidores parceiros das nossas políticas ambientais, como é o caso do Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES e que já recebeu aportes de R$ 1,754 bilhões, com doações da Noruega e da Grã Bretanha, apoiando 102 projetos. "O Brasil cuida. O mundo apoia. Todos ganham", é o slogan do Fundo Amazônia. Desmobilizar o fundo foi uma das primeiras medidas do governo Bolsonaro e seu famigerado ministro Ricardo Salles.

Como já debatemos aqui no Blog, o Brasil é hoje um dos maiores emissores mundiais de Gases do Efeito Estufa - GEE, produzidos principalmente pelo desmatamento e queimadas na Amazônia e outros biomas, o que representa cerca de 35% das emissões brasileiras. Uma realidade inaceitável! Em 2021, 40% das perdas de florestas primárias no mundo aconteceu no Brasil e continuamos a bater recordes de desmatamento. Em 2022, estima-se um crescimento do desmatamento da Amazônia em 23,6%, tendo sido o maior registrado em 15 anos, alerta o monitoramento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Segundo matéria do G1, "...entre janeiro e dezembro, foram devastados 10.573 km² — o equivalente à derrubada de quase três mil campos de futebol por dia de floresta. (...) No acumulado dos últimos quatro anos (2019-2022), chegou aos 35.193 km² — área que supera o tamanho de dois estados brasileiros: Sergipe (21 mil km²) e Alagoas (27 mil km²)". 

A Amazônia hoje abriga 43% do rebanho bovino do país e, segundo o IBGE, em 2021, o Brasil passou a ter mais bois do que gente. No Cerrado, a situação é semelhante: em 2022, o bioma sofreu um aumento de 20% de aumento de desmatamento, perdendo 8.115 km2 de vegetação nativa. O dado é do Sistema de Alerta de Desmatamento do Cerrado (SAD Cerrado). Na Mata Atlântica, um total de 21.302 hectares de floresta foi desmatado no primeiro semestre de 2022, destruição comparável à área de 117 campos de futebol por dia e correspondente à emissão de mais de 10,2 milhões de toneladas de CO2 equivalentes – medida utilizada para calcular as emissões de gases de efeito estufa (Fundação Mata Atlântica).

A área desmatada nos três primeiros anos da gestão Bolsonaro corresponde a um pouco menos do que a área de todo o estado do Rio de Janeiro e a velocidade média de desmatamentos, que era de 0,16 hectares por dia para cada evento detectado em 2020, acelerou para 0,18 (MapBiomas, in O Globo).

No âmbito da Convenção do Clima, cada país precisa apresentar a sua NDC (contribuição nacionalmente determinada), o documento com suas promessas para controle de emissões e outras medidas climáticas. Na COP26, em Glasgow, Escócia, os brasileiros passaram pela vergonha de ver o Ministério do Meio Ambiente brasileiro, comandado por Joaquim Leite, que sucedeu Ricardo Salles - o pior ministro do Meio Ambiente da história, tentar uma manobra, que ficou conhecida como "pedalada climática", com o objetivo de diminuir a promessa de redução de emissões de CO2 que o país havia assumido seis anos antes. Após muita pressão nacional e internacional, o ministro voltou atrás (O Globo). 

Nova postura do governo brasileiro: fim do negacionismo e promessas de proatividade

A participação do presidente Lula na COP 27 foi muito celebrada devido à mensagem que o Brasil retomaria o seu protagonismo ambiental e cobraria dos demais países os avanços necessários para reverter a ameaça das mudanças climáticas. Independente da necessidade de salvar a nossa capacidade de sobrevivência no planeta, a proteção climática é uma responsabilidade de todos, e o nosso país pode alcançar essas metas obtendo vantagens domésticas e, além disso, beneficiar-se muito no cenário internacional. A recuperação de áreas degradadas pode trazer consigo financiamentos internacionais, gerar muitas oportunidades de trabalho e movimentar a nossa economia. Esta é uma realidade muito diferente de outros países, que para cumprir as metas climáticas, precisarão "cortar na própria carne", mudando a sua política industrial, a sua matriz energética e o rumo da sua economia, demandando elevado investimento e alterando, até de forma radical, o seu status quo.

Em 2017, na COP23, em Bonn, na Alemanha, o Brasil lançou o Plano Nacional de Recuperação de Vegetação Nativa - PLANAVEG, e se comprometeu com um plano ambicioso para recuperar 12 milhões de hectares até 2030, utilizando áreas degradadas com baixa produtividade e, principalmente, em Áreas de Preservação Permanente (APP) e de Reserva Legal (RL), onde estimativas apontam um déficit de cerca de 21 milhões de hectares em vegetação nativa. Em 2021, na COP26 de Glasgow, o governo Bolsonaro, pressionado pelas críticas, voltou a comprometer-se com a restauração, mas não saiu da retórica vazia e não houve qualquer avanço. Com a chegada do governo Lula, o Brasil retoma os compromissos e o controle do desmatamento e a recuperação de áreas degradadas são apresentados como solução para o Brasil. 

Temos muitas possibilidades para cumprir o objetivo: só em potencial de regeneração natural na Amazônia, são 11 milhões de hectares a contabilizar. É só ajudar um pouco (e deixar de atrapalhar) e deixar que a natureza faça o seu serviço! Temos enormes extensões de pastagens degradadas que precisam de recuperação e são aptas à restauração florestal. Segundo a Embrapa, o Brasil tem mais de 100 milhões de hectares de pastagens degradadas, uma área do tamanho dos estados de Minas Gerais e Bahia somados (WRI Brasil). Para recuperar estas áreas são necessários cerca de R$ 70 bilhões. Para comparação, vale destacar que dos R$ 340 bilhões destinados pelo governo Bolsonaro no Plano Safra 2022/2023, apenas R$ 6,19 bilhões, ou seja, apenas 1,7%, são para a restauração (O Globo). Portanto, com um pouco mais de esforço e foco, o Brasil pode ser uma grande solução para o mundo!

Restauração e regeneração natural

Sou engenheiro florestal de formação e durante um bom tempo da minha trajetória profissional trabalhei desenvolvendo projetos de restauração de áreas mineradas. Conheço bem os desafios e limites da recuperação, mas sei também que até mesmo sobre substrato estéril como as cavas de áreas mineradas é possível níveis de reabilitação ou remediação. Obviamente, quanto mais degradada e inóspita é a área, mais lento, difícil, dispendioso e mais limitado é o trabalho de recuperação.

A recuperação de áreas degradadas pode ocorrer com objetivos ecológicos, paisagísticos ou mesmo para permitir novos aproveitamentos produtivos, ou seja, para fins econômicos. Para restaurar "pastagens degradadas", é preciso levar em conta que as áreas quase sempre são privadas e que, portanto, não há como se avançar sem a adesão dos proprietários de terras. Isso pode ser promovido através da legislação (já temos bons instrumentos), incentivos e parcerias. 

Na escala da recuperação que o presidente Lula se refere, é preciso de muito planejamento, pois até mesmo a disponibilidade de mudas na escala necessária para o plantio será um desafio. Há que se pensar em toda uma cadeia de logística, suprimento, além da capacitação de profissionais. Também é preciso evitar (não descartar) o modelo de silvicultura extensiva e baseada na monocultura de espécies como o eucalipto, pinus e outras. Em certas situações, estes cultivos, quando bem planejados com bases sustentáveis, são melhores e mais indicados do que manter a pecuária extensiva e de baixa produtividade.

Na Amazônia e outras regiões, há a possibilidade de se contar com a capacidade de regeneração natural da floresta (espontânea ou facilitada através de técnicas de manejo florestal) que ocorre com mais força nas áreas em que o nível de degradação do solo não é excessiva e onde ainda há florestas por perto, ou seja, de onde poderá chegar o material genético (sementes) para a recolonização dessas áreas. 

Atualmente, o setor florestal representa cerca de 6,2% do PIB industrial brasileiro (1,1% do PIB nacional), gerando cerca de 3,7 milhões de empregos diretos e indiretos (fonte). Segundo dados de 2020, as atividades florestais contribuíram para a geração de mais de 536 mil empregos diretos e 1,5 milhão de postos de trabalho indiretos no Brasil. Ainda mais, considerando os efeitos induzidos, chega-se a quase 2,91 milhões de postos de trabalho (fonte).

As novas políticas públicas precisam promover a percepção que as florestas valem a pena também pelo ponto de vista econômico, combatendo uma má prática no país, que considera o desmatamento como “benfeitoria”, ou seja, uma terra sem florestas vale mais que aquela que mantém a sua cobertura florestal. Isso se faz com políticas fiscais adequadas, com agregação de valor às áreas florestadas, com incentivos às alternativas mais sustentaveis (como o ecoturismo e outros usos econômicos adequados), com investimentos na cadeia produtiva da economia verde e campanhas de mobilização.

Quem toma a iniciativa?

Há muito por se fazer e todos podem/devem participar, mas as políticas públicas são mais eficientes quando definem claramente as atribuições e responsabilidades. A declaração do presidente Lula nos enche de esperança, pois indica que o governo federal exercerá a liderança necessária para que o país, enfim, avance para cumprir o compromisso que o Brasil assumiu na COP 23, em Bonn (12 milhões de hectares até 2030). A meta é ousada e para cumpri-la é preciso unir forças, envolver todas as instâncias governamentais (União, estados e municípios), o setor empresarial, a academia e a sociedade civil. Já temos algumas boas iniciativas neste sentido, como o Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, estabelecido em abril de 2009 e liderado pelas seguintes organizações da sociedade civil: Restaura Brasil (campanha da The Nature Conservancy Brasil), WWF Brasil, WRI Brasil, Save Brasil, Sociedade Brasileira de Restauração Ecológica - SOBRE, com a meta de atingir a recuperação de 15 milhões de hectares até 2050.

Oportunidades para o RJ

Em 2022, o então candidato a governador do RJ, Rodrigo Neves, me pediu para coordenar a elaboração do seu Plano de Governo. No capítulo dedicado ao meio ambiente, propusemos o mesmo caminho que o presidente Lula defende agora para o Brasil. Apresentamos a proposta do que chamamos de um New Deal Verde (Green New Deal) para o estado do Rio de Janeiro. Seriam criadas frentes de trabalho para a recuperação de áreas degradadas e restauração da Mata Atlântica e ecossistemas associados. As prioridades seriam para: 

  • Áreas com maior incidência de mão-de-obra desempregada
  • Áreas sob legislação de proteção e ordenamento
  • Corredores da Mata Atlântica
  • Conectividade entre Corredores da Mata Atlântica e fragmentos
  • Reservas legais usando mecanismos do Código Florestal
  • Unidades de conservação como indutores do desenvolvimento econômico e da sustentabilidade.
  • Áreas com riscos de desertificação: déficit hídrico e perda da fertilidade e produtividade dos solos.
O estado do Rio de Janeiro conta com apenas cerca de 20% do seu território ainda com a Mata Atlântica e seus ecossistemas associados. O processo de devastação das florestas originais causou, segundo estimativas, levou à condição de ameaçada ou já extinta, 187 espécies da fauna. Em sua maioria, os remanescentes florestais encontram-se em relevos montanhosos e são de primordial importância para a proteção das bacias hidrográficas. Mas, muitas áreas de mananciais estão desprotegidas e degradadas, colocando o estado em situação preocupante quanto à segurança hídrica. Portanto, ter os mananciais de abastecimento hídrico como referência de prioridade é uma importante estratégia, principalmente para o estado do Rio de Janeiro, que já sofre com problemas de escassez de água. Neste sentido, o Instituto Estadual do Ambiente - INEA publicou, em 2018, o interessante Atlas dos Mananciais de Abastecimento Público do Estado do Rio de Janeiro, com informações e a hierarquização das áreas a serem protegidas e recuperadas.

Segundo o Atlas, o estado do Rio de Janeiro possui cerca de 200 mananciais, sendo 147 áreas mais propícias para as iniciativas de recuperação. O Atlas identificou cerca de 795 mil hectares com alta e muito alta prioridade para restauração florestal nas áreas desses mananciais. Outro dado relevante é que mais da metade das captações de água (56%) e cerca de 15,3% das áreas de mananciais do estado (cerca de 450 mil hectares) estão localizadas no interior de Unidades de Conservação. Este dado destaca e reforça a importância das áreas protegidas, dos parques, das reservas biológicas, para a preservação de nossas fontes de água.

O Programa Estadual de Pagamento de Serviços Ambientais (PSA), que tem atualmente nove projetos em curso, em 18 municípios, remunera serviços ambientais feitos por proprietários rurais, destinados a conservação de nascentes, recuperação de mata ciliares, restauração florestal, plantio direto, plantio curva de nível, tudo que envolva saneamento do solo e práticas produtivas com ganho ambiental. 

Em 2022, a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade - SEAS firmou um acordo com o BNDES para o investimento de R$ 200 milhões para restauração no RJ. O Rio de Janeiro tem a meta de restaurar 441 mil hectares de Mata Atlântica até 2050, a fim de alcançar cobertura florestal de 40% do território fluminense. A parceria prevê investimentos iniciais de até 470 milhões de reais em projetos de restauração florestal.

Niterói

A participação dos municípios na implementação da política de restauração é importante, principalmente para mobilizar a população local e assumir a responsabilidade pelo desenvolvimento de estratégias para o controle do espraiamento urbano e expansão de áreas rurais sobre os remanescentes florestais. Além disso, as cidades podem assumir uma parte significativa da implementação das ações, seja em parceria com outros atores, ou por iniciativa própria, como tem sido feito por Niterói.

Apresentamos como exemplo de uma boa iniciativa municipal, a experiência do programa Niterói Jovem EcoSocial, que seleciona jovens em situação de risco social, que recebem uma bolsa mensal para trabalhar em ações de reflorestamento e outras atividades ambientais, além de participar de programas profissionalizantes, oferecidos em parceria com o SENAI.

Niterói tem feito a sua parte no esforço mundial de restauração. O trabalho de proteção às florestas e outros ecossistemas na cidade, que tem 56% do seu território protegido por unidades de conservação, foi reconhecido pela FAO, em publicação sobre florestas urbanas (Forests and Sustainable Cities: inspiring stories from around the world). Niterói e Lima foram as únicas cidades da América Latina citadas na publicação. O Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis, é uma das mais emblemáticas e inovadoras iniciativas de implantação de parques urbanos atualmente no país. Também, acabamos de proceder a desapropriação para a implantação do Parque Natural Municipal do Morro do Morcego Dora Hees de Negreiros.

Além da proteção das florestas e paisagens, fazemos um grande esforço de restauração florestal, com trabalhos em várias frentes na cidade. O Projeto de Restauração e Inclusão Social promove o reflorestamento de 203 hectares, incluindo ilhas oceânicas como a Ilha da Menina, em Itaipu. Outras áreas de plantio estão no Morro da Boa Vista (Centro), Morro do Peixe Galo (Jurujuba) e outras áreas.

Em 2020, no início da atual gestão, criamos a primeira secretaria municipal do Clima do país, que vem avançando nas políticas de mitigação, adaptação e resiliência climática.

Niterói segue em frente para tornar-se cada vez mais uma referência de sustentabilidade urbana.

Axel Grael
Prefeito de Niterói


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O que são as pastagens degradadas cuja recuperação é considerada como meta por Lula

No Brasil, situação atinge 63% do pasto, segundo ONG Imaflora. Saiba como é possível reaproveitar.

Por Paula Salati, g1


Pastagem em nível avançado de degradação: com erosão e perda de vegetação. — Foto: Mailda Lyra/Embrapa


O reaproveitamento de pastagens degradadas foi citado pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT), em seu discurso de posse, como uma das metas na área do meio ambiente.

A reutilização dessas terras contribui para o combate ao desmatamento, outro objetivo com o qual ele se comprometeu.

A seguir entenda o que são as pastagens degradas, por que a recuperação evita o desmatamento e como reaproveitá-las.

O que é uma pastagem degradada?

Uma pastagem é considerada degradada quando o solo vai perdendo ou perde totalmente a capacidade de produzir plantas suficientes para alimentar o gado.

Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), há dois tipos de degradação:
  • por excesso de plantas daninhas que passam a competir com as forrageiras (espécies de plantas voltadas para a alimentação animal), dificultando que o gado consiga selecionar a vegetação correta para a sua alimentação;
  • por deterioração do solo – há um aumento na proporção de solo descoberto (sem vegetação), facilitando a erosão e a perda de nutrientes do solo.

Muitos pecuaristas percebem essa degradação quando não conseguem criar a mesma quantidade de animais em um mesmo terreno como antes ou quando o gado perde peso ou para de produzir leite.


À esquerda, pasto degradado por erva daninha; à direita, por deterioração do solo. — Foto: Roberto Reis/Mailda Lyra/Reprodução Embrapa


O que faz um pasto se degradar?
  • excesso de animais em uma mesma área;
  • falta de adubação do solo;
  • plantar uma espécie forrageira em um solo para o qual ela não é adaptada;
  • queimadas;
  • pragas e doenças.

No Brasil, qual é a principal causa da degradação de pastagem?

É a combinação da falta de cuidado com o solo, como a não reposição de nutrientes, e manejo inadequado de animais, como a superlotação do pasto, destaca Leila Harfuch, sócia-gerente da Agroícone.

No Brasil, 63% de toda a área de produção pecuária nacional tem algum nível de degradação (moderada ou severa). Ou seja, são 96 milhões de hectares ameaçados de um total de 152 milhões, segundo a ONG Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora).

O que é reaproveitar uma pastagem degradada?

É usar técnicas agrícolas para devolver nutrientes ao solo, estimulando novamente a brotação das plantas.

O reaproveitamento evita o desmate porque dessa forma o produtor não precisa abrir novas áreas para criar boi ou plantar.

Como recuperar uma pastagem?

Segundo a Embrapa, há três formas de recuperar uma pastagem. Veja a seguir.

- Recuperação direta

É feita em casos menos graves. Consiste no controle de plantas daninhas por meio de uso de herbicidas, por exemplo, e ajuste na fertilidade do solo a partir da adubação.

Em alguns casos, pode ter replantio de forrageiras. Essas técnicas são relativamente mais baratas que as duas a seguir.

- Renovação

É aplicada em pastos mais degradados e consiste na formação de uma nova pastagem.

Além de recuperar a fertilidade do solo, há replantio com mudança ou não da espécie.

Pode ter, em média, um custo 3 vezes maior que o da recuperação direta porque se gasta com o preparo do solo: nivelação do terreno, aplicação de calcário, redução da acidez, adubação, sementes, exemplifica Leila, da Agroícone.

- Recuperação/renovação indireta

Também é voltada para pastos mais degradados. Neste modelo, a criação de gado começa a ser revezada com o plantio agrícola e/ou florestal.

Esse processo pode sair 5 vezes mais caro que a recuperação direta, a depender da região. Isso porque o produtor precisa mecanizar a área, preparar o solo e fazer novas semeaduras.

Contudo, essa tem sido a saída mais frequente entre os produtores por trazer diversificação da renda: em uma época do ano eles ganham com a venda do produto agrícola e, em outra, com a pecuária, ressalta Leila.

A integração da pecuária com a lavoura e floresta renova a pastagem porque as técnicas aplicadas no solo para fazer o plantio devolvem nutrientes à terra.

O efeito de renovação é ainda maior quando árvores são plantadas. Por terem raízes muito profundas, elas conseguem captar nutrientes do fundo da terra e reciclar a água com maior facilidade.

Fonte: G1


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sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

NITERÓI É A MELHOR CIDADE DO ESTADO DO RIO PARA EMPREENDER, DIZ MINISTÉRIO DA ECONOMIA




Os resultados do Índice de Concorrência dos Municípios Brasileiros (ICM), levantamento feito pelo Ministério da Economia que avalia o ambiente de negócios dos municípios brasileiros, trouxeram boas notícias sobre Niterói. Nossa cidade está na liderança do ranking estadual, firmou-se em 3º entre os 1.668 da Região Sudeste, e em 12º lugar no ranking geral. O bom desempenho retrata os esforços feitos pela Prefeitura de Niterói desde 2013, no início da gestão Rodrigo Neves. O trabalho do município, desde então, vem sendo feito com foco em aprimorar a gestão econômica da cidade para oferecer qualidade de vida aos moradores, atraindo negócios.

Niterói foi destaque em nove temas: Empreendendo no Município; Infraestrutura do Município; Construindo no Município; Qualidade da Regulação Urbanística; Liberdade Econômica; Concorrência em Serviços Públicos; Segurança Jurídica, Contratando com o Poder Público e Tributação. E nada disso é por acaso! Nos últimos anos, a Prefeitura de Niterói se empenhou em organizar a gestão fiscal do município, investir na desburocratização dos processos para facilitar a abertura de novos negócios e atrair mais empregos para a cidade, além de promover a transformação digital da administração municipal. Durante a pandemia, o município ofereceu auxílios como o Empresa Cidadã e o Supera Mais para apoiar as empresas e, em 2021, lançou a Moeda Social Arariboia. Essa é uma cidade com políticas públicas bem estruturadas, alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e grande vocação para o empreendedorismo.

No final de dezembro, por exemplo, sancionei a Lei de Desburocratização dos Alvarás para permitir a dispensa de alvará nas atividades de baixo risco e dar concessão automática do Alvará provisório, em 24 horas, para as atividades econômicas de médio risco em Niterói. Não estamos medindo esforços para que o ecossistema do empreendedorismo funcione bem na cidade. É uma prioridade para Niterói promover adequações na legislação local e investimentos para tornar o município cada vez mais próspero e atraente aos investidores privados.

A liderança no ranking estadual de melhor ambiente para negócios é uma vitória que muito nos orgulha, ainda mais nesse ano em que comemoramos os 450 anos da fundação da cidade. Seguimos trabalhando para deixar Niterói cada vez mais atrativa a investimentos, acelerando o crescimento econômico da cidade.

Axel Grael
Prefeito de Niterói




Obras em comunidades seguem como prioridade da Prefeitura de Niterói em 2023


Foto Alex Ramos


A Prefeitura de Niterói vai continuar a priorizar obras e ações de melhorias nas comunidades da cidade em 2023. Além das iniciativas já concluídas e das que estão em andamento, o município vai levar obras de infraestrutura, urbanização, contenção de encostas e acessibilidade para mais 21 comunidades. A previsão é de que, no ano que vem, o investimento nestas áreas chegue a R$ 350 milhões.

O prefeito de Niterói, Axel Grael, participou na noite desta terça-feira (27) de um encontro com lideranças comunitárias de toda a cidade. O prefeito destacou que o município tem hoje a capacidade de formular projetos e de apresentar soluções para as demandas das comunidades.

“Niterói vive um momento especial com uma capacidade de investimento como nunca teve. Nada melhor do que ter esta relação com as lideranças comunitárias para que a gente priorize as ações da melhor forma. Quem mora nas comunidades tem uma percepção muito melhor do que é prioritário. Temos uma relação muito próxima das lideranças comunitárias de Niterói. Manter esse diálogo fluindo de uma forma orgânica e legitimada pelas lideranças é muito importante”, explicou Grael.

O prefeito falou sobre o perfil das obras que estão sendo feitas e que serão ampliadas nas comunidades de Niterói.

“Além das ações pontuais, que são importantes, estamos priorizando obras que sejam de fato transformadoras destas comunidades. Como fizemos no Viradouro, na Igrejinha do Caramujo e em outras localidades. São obras que colocam a qualidade de vida nestes locais em outro patamar. Em 2023, serão 21 obras que vão permitir que a gente faça com que esse momento positivo da cidade de Niterói seja usufruído por todos”, afirmou o prefeito.

As ações que estão em andamento e as obras futuras fazem parte do Plano Niterói 450 Anos, que prevê um investimento total de R$ 1,38 bilhão nas comunidades da cidade até o fim de 2024. As obras que começarão em 2023 vão beneficiar as comunidades Maceió; Bonsucesso; Caniçal; Morro do Estado; Morro do Palácio; Papagaio; Sabão; Vila Ipiranga e Morro do Cavalão, entre outras.

O presidente da Federação das Associações de Moradores de Niterói (Famnit), Manoel Amâncio, ressaltou que as perspectivas para 2023 são positivas.

“A Prefeitura tem o foco de construir a cidade, mas nunca esquecendo das comunidades. Os investimentos na cidade acontecem, mas uma boa parcela é aplicada nas comunidades. São obras de encosta e pavimentação. O município não deixa as comunidades para trás”, disse Manoel Amâncio.

O presidente da Associação dos Moradores da Fazendinha Badu-Sapê, Fabiano Ferreira, destacou a continuidade dos investimentos nas comunidades.

“Esperamos que a Prefeitura continue a fazer o que vem fazendo. São muitos investimentos nas nossas comunidades. É um trabalho que está sendo reconhecido em todos os cantos da cidade”, afirmou Fabiano Ferreira.

Atualmente, existem obras em andamento nas comunidades do Morro Boa Vista; Morro do Zulu: Santo Cristo; Palmeira; Eucalipto e Jacaré, entre outras.

Em 2023, serão entregues 10 mil títulos de Regularização Fundiária em todas as regiões de Niterói. Apenas na Comunidade da Ciclovia, em Piratininga, serão 1.277 títulos.

Fonte: Prefeitura de Niterói




quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

REQUALIFICAÇÃO DE SÃO DOMINGOS E GRAGOATÁ: Castelinho do Gragoatá será a sede do Niterói de Bicicleta

 


O imóvel conhecido como "Castelinho do Gragoatá" foi desapropriado pela Prefeitura, será restaurado e vai sediar o programa Niterói de Bicicleta. A iniciativa faz parte do trabalho de requalificação da região de São Domingos e Gragoatá, de grande valor histórico e cultural na cidade. 

Localizado no bairro do Gragoatá, uma das origens da cidade de Niterói, o Castelinho encontra-se abandonado há muitos anos. A sua degradação, acabou deteriorando também o seu entorno, que inclui a Praça Escritor Adelino Magalhães, que também será restaurada. O projeto está sendo elaborado pela EMUSA e pela equipe técnica do programa Niterói de Bicicleta. Uma vez concluídas as obras, a área receberá feiras, oficinas, palestras e reuniões sobre o tema das bikes e do transporte ativo e sustentável. Lá será o futuro ponto de encontro para as tradicionais pedaladas pela cidade.

Além de se tornar uma referência para os ciclistas de Niterói, a aquisição e a restauração do Castelinho e da praça é parte do esforço da Prefeitura para a requalificação da região de São Domingos e Gragoatá, que inclui a já consumada desapropriação do prédio da Cantareira, a implantação do Parque Esportivo na área da Concha Acústica, a reforma da pista de atletismo da UFF e a requalificação urbana de toda a região do Centro da Cidade, através do projeto que se encontra em fase final de licitação. Dentre essas obras, inclui-se a reforma da Praça Leoni Ramos (Praça da Cantareira). Outras iniciativas serão anunciadas em breve, dentre elas a implantação do Museu do Cinema, onde hoje é o Reserva Cultural. É bom lembrar que um pouco mais à frente, seguindo-se pela orla, a Prefeitura desenvolve um trabalho de restauração da Ilha da Boa Viagem. Chegando a Icaraí, a Prefeitura já anunciou o lançamento do edital para a restauração do Cinema Icaraí. Portanto, são estes alguns dos investimentos estruturantes para a recuperação do patrimônio cultural da cidade já anunciados como parte do Plano Niterói 450 Anos.

Criado em 2013, o Niterói de Bicicleta já implantou mais de 70 km de ciclovias na cidade e vem fazendo da cidade uma referência de política para o transporte ativo e mobilidade sustentável. A adesão da população de Niterói à bicicleta é tão grande que, por exemplo, na Avenida Marquês de Paraná, via que liga Icaraí ao Centro, já são mais de 750 bicicletas por hora no horário de pico, fazendo dela uma das ciclovias mais movimentadas do país. A meta é chegar em 2024 ultrapassando em muito a meta de 100 km de infraestrutura cicloviária.

Axel Grael
Prefeito de Niterói


ASSINATURA DA ORDEM DE INÍCIO DAS OBRAS DE REVITALIZAÇÃO NA ALAMEDA SÃO BOAVENTURA






Assinei, na última quarta-feira (11), a ordem de início das obras de revitalização da Alameda São Boaventura, uma das vias mais movimentadas e importantes de Niterói. A grande avenida passará por intervenções de modernização dos corredores viários, melhoria e ampliação da rede de drenagem, pavimentação das vias, acessibilidade das calçadas e implantação de ciclovia. As obras na Alameda, que integram o Plano Niterói 450, representam um novo ciclo de investimentos na Zona Norte da nossa cidade. Desde o início da gestão Rodrigo Neves, a região vem recebido importantes esforços de investimentos da Prefeitura de Niterói.

A Alameda São Boaventura é uma via de amplo acesso, que faz a ligação de Niterói com o Leste Metropolitano e com boa parte do fluxo que chega até a Ponte Rio-Niterói. Por isso representa um grande esforço de planejamento da Prefeitura. Estabelecemos uma estratégia muito bem estudada para que as intervenções sejam feitas da melhor forma para a população, tomando todas as medidas para que sigam com a maior qualidade e em menor tempo, realizando as obras em etapas, mantendo sempre o diálogo e a transparência.

Com investimento previsto de R$ 136 milhões, a Alameda também receberá iluminação em LED e novo paisagismo. Levaremos para a Zona Norte o mesmo padrão das intervenções já feitas na Nova Avenida Marquês de Paraná, outra via de grande movimentação em Niterói. O modelo das estações, por sua vez, será semelhante ao dos terminais do BHLS da Transoceânica, com a instalação de painéis eletrônicos.

A Nova Alameda São Boaventura é mais uma obra muito aguardada pelos niteroienses, especialmente os moradores da Zona Norte. Fazemos o apelo para que todos aqueles que passam pela região se informem periodicamente sobre as intervenções que vão acontecer em cada trecho. De nossa parte, estamos empenhados em fazer esta grande obra com o mínimo de impacto para quem passa diariamente pela Alameda, dialogando com a população e tomando todas as medidas para que siga com a maior qualidade e em menor tempo. Tenho certeza de que a transformação que essa obra vai trazer vai valer muito a pena.

Região Norte  

Além da Nova Alameda São Boaventura, uma obra estruturante para a Região Norte da cidade, a Prefeitura está investindo na implantação do primeiro Centro Cultural da região em um imóvel que foi desapropriado e passará por reformas, está desenvolvendo as obras de implantação do segundo Restaurante Popular da cidade, que contará também com uma escola de gastronomia. Além disso, estamos desenvolvendo obras de urbanização e de contenção de encostas em várias comunidades e anunciaremos, em breve, novos investimentos, que também fazem parte do Niterói 450 Anos.

A Prefeitura de Niterói segue trabalhando para fazer daqui a cidade que todos sempre sonhamos, mais sustentável e com mais justiça social. Vamos em frente para mais um grande desafio!

Axel Grael
Prefeito de Niterói



OBRAS DA RESTAURAÇÃO DA ILHA DA BOA VIAGEM SERÃO CONCLUÍDAS NO SEGUNDO SEMESTRE DE 2023






Mais uma boa notícia para começar o ano de 2023: as obras da restauração da Ilha da Boa Viagem, uma joia de Niterói, serão entregues no segundo semestre. Na última quarta-feira (11), vistoriei o andamento das intervenções no local. A Prefeitura de Niterói está reformando os acessos e vias internas, além das edificações do chamado "Castelo", a Capela Nossa Senhora da Boa Viagem e o Fortim.

Há pelo menos 10 anos acompanho muito de perto o projeto de recuperação da Ilha da Boa Viagem. Em 2013, recebi do então prefeito Rodrigo Neves a incumbência de promover a recuperação e a abertura à visitação pública da Ilha, um dos mais importantes patrimônios culturais e marcos paisagísticos de Niterói. Após reestruturar a ponte de acesso ao local, reabri-la brevemente à visitação para os Jogos Olímpicos de 2016, em 2022 iniciamos as obras de restauração do patrimônio da Ilha da Boa Viagem. As intervenções foram devidamente autorizados pelo Secretaria do Patrimônio da União - SPU, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - Iphan e pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade - SMARHS.

Concluídas as intervenções, passaremos ao planejamento para reabrir a Ilha da Boa Viagem à visitação para que a população de Niterói, turistas e visitantes possam aproveitar esse que é um dos lugares mais bonitos de Niterói. Da Ilha é possível ver toda a Baía de Guanabara, a nossa cidade e o MAC, que fica aqui ao lado. Com certeza, será mais uma bela atração turística.

A recuperação e preservação da Ilha da Boa Viagem é mais uma obra que integra o Plano Niterói 450 anos, um conjunto de ações que prevê investimentos de R$ 2 bilhões em toda a cidade, entre 2022 e 2024. Como o conjunto arquitetônico local é tombado pelo Iphan, o Município apresentou o projeto de restauração sem descaracterizar o patrimônio histórico. O projeto foi aprovado e a Prefeitura está realizando a obra com recursos próprios, no valor de R$ 5,5 milhões.

SOBRE A ILHA DA BOA VIAGEM - A Ilha da Boa Viagem abriga dois monumentos históricos: a Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem e o Fortim, ambos do século XVIII. Entre a Segunda Guerra Mundial e o fim da década de 1940, também foram construídas mais duas muralhas, sendo uma delas semelhante a um pequeno castelo. A Ilha conecta-se ao continente por meio de uma ponte de concreto. Tombada como patrimônio natural e histórico, Boa Viagem tem edificações construídas no alto de uma escada de 127 degraus, o que torna o local um destino curioso, cheio de vistas deslumbrantes.

Axel Grael
Prefeito de Niterói


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ASSINADO O EDITAL DE LICITAÇÃO PARA OBRAS DE REFORMA E REABERTURA DO CINEMA ICARAÍ




A Prefeitura de Niterói está se preparando para resgatar um espaço importantíssimo da cidade! Nesta terça-feira (10), assinei o edital de licitação para o início da esperada obra de reforma e reabertura do Cinema Icaraí, tão presente na memória afetiva de muitos niteroienses. O cinema está fechado desde 2006, mas graças a uma parceria importantíssima com a Universidade Federal Fluminense (UFF), o espaço está cedido à Prefeitura pelos próximos 40 anos.

O prédio, tombado e com estilo art déco, contará com três salas de cinema de última geração e uma grande sala para concertos, que abrigará a Orquestra Nacional da UFF. Além disso, o local ganhará quatro espaços de gastronomia. Segundo o anteprojeto, já aprovado pelo Inepac, o Cinema terá um aumento de 1.267,00 m2 de área construída.

Concepção

O projeto foi concebido de forma a cumprir todas as orientações dos órgãos de patrimônio e também de forma a permitir que haja a capacidade de geração de receitas, visando viabilizar uma futura parceria público-privada ou reduzir os custos operacionais. Por isso, a previsão de restaurantes e as várias salas de cinema, restaurantes e outros serviços.




Detalhes da obra

A reforma inclui a preservação da fachada e restauro do saguão com todos os seus elementos: bilheteria, bomboniere, piso, teto, portas, escadarias e, ainda, a instalação de escada rolante e elevador, oferecendo acessibilidade plena aos visitantes.

No salão, todos os componentes decorativos serão revitalizados e o palco será ampliado para comportar a Orquestra Sinfônica Nacional da Universidade Federal Fluminense. A plateia terá capacidade para 299 pessoas e será instalada uma plataforma elevada para acesso ao subsolo. O projeto também inclui a revitalização deste subsolo, abaixo do palco, para área técnica e espaço de acervo e guarda de instrumentos.

O primeiro pavimento comportará os camarins, um mezanino para 69 pessoas e um restaurante. Já o segundo receberá toda a infraestrutura para atender a orquestra e também estarão localizadas as áreas administrativas do empreendimento.

As salas de cinema estarão localizadas no terceiro pavimento: uma delas terá capacidade para 150 lugares e outras duas com 65, cada. Além do espaço administrativo do cinema, o andar terá um café/bomboniere.

O quarto pavimento ganhará um bar bistrô e será criado um quinto para a construção de um restaurante com varanda e vista para o mar, sem retirar as características da fachada. Para colaborar com a sustentabilidade, serão instaladas na cobertura placas de módulos fotovoltaicos para a captura de energia solar e todo o prédio também terá sistema de captação de água da chuva para reuso.

O investimento será de cerca de R$55 milhões e o prazo de execução da obra será de 12 meses, a partir da assinatura da Ordem de Início.

Resgate de mais um patrimônio cultural de Niterói

Nossa gestão tem dado grande prioridade à preservação e restauração do patrimônio arquitetônico, histórico e cultural da cidade. É o caso das obras de restauração da Ilha da Boa Viagem e da Casa Norival de Freitas, já em andamento, e as desapropriações já realizadas do prédio da Estação da Cantareira, do "Castelinho do Gragoatá" e outras que estão em planejamento.

O Cinema Icaraí, desativado há 17 anos, faz parte da história de Niterói e sua recuperação é um desafio. Se trata de um projeto que foi sendo construído com a participação da UFF em um grande esforço iniciado na gestão Rodrigo Neves. O edital lançado nesta terça vai selecionar a empresa responsável pela obra e gestão do espaço, com uma concorrência licitatória pelo menor valor de gastos com a reforma.

A ideia é recuperar o cinema e que ele seja um espaço cultural com potencialidade de parcerias com a iniciativa privada, fomentando a economia e a geração de emprego e renda. Isso tudo traz o público e oferece um espaço multiuso.

Com o Novo Cinema Icaraí, mais uma vez nossa cidade se destaca na Cultura brasileira, recuperando um cinema de rua tombado por institutos de patrimônio. Já começar 2023 com um edital desta magnitude sinaliza o fôlego que estamos para realizar grandes projetos em Niterói este ano. Vamos em frente! Viva a cultura, viva o Cinema Icaraí e viva Niterói.

Axel Grael
Prefeito de Niterói