domingo, 3 de setembro de 2017

Projeto de Lei no Senado quer proibir veículos movidos a gasolina ou diesel até 2040



Inspeção veicular para detectar nível de emissão de poluentes.


Se o Projeto de Lei do Senado 304/2017 for aprovado, não será mais permitido vender no Brasil nenhum veículo novo movido a gasolina ou diesel a partir de 2030 e, a partir de 2040, ficará proibida a circulação de qualquer automóvel desse tipo.

De autoria do senador Ciro Nogueira (PP-PI), o PLS 304/2017 aguarda a designação de relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Ele também será examinado pela Comissão de Meio Ambiente (CMA), à qual caberá a decisão terminativa (ou seja, a decisão da comissão será definitiva no Senado).

O projeto veda, a partir de 2030, a comercialização, e, a partir de 2040, a circulação de veículos novos que utilizem motor a combustão, a não ser que utilizem exclusivamente biocombustíveis como etanol. Ficará permitida também a venda de veículos movidos a eletricidade.

São abertas, no entanto, algumas exceções à regra. Pelo projeto, automóveis de coleção, veículos oficiais e diplomáticos, ou carros de visitantes estrangeiros (mas não de residentes) poderão continuar circulando no país, ainda que usem combustíveis fósseis.

Outros países estão tomando decisões semelhantes. O Reino Unido e a França querem proibir a venda de veículos movidos a combustíveis fósseis a partir de 2040; a Índia, a partir de 2030 e a Noruega, já em 2025. Há, inclusive, montadoras que já anunciaram planos para fabricar exclusivamente veículos elétricos a partir de 2019.

O autor do projeto aponta as iniciativas desses países e lembra que veículos em geral, no mundo todo, são responsáveis por um sexto das emissões de dióxido de carbono na atmosfera, gás proveniente da queima de combustíveis fósseis e importante agente causador do efeito estufa, que leva ao aquecimento global. Banir esse tipo de veículo, afirma o senador, será muito vantajoso para o Brasil, que já faz uso intenso de biocombustíveis.

Qual a sua opinião sobre o projeto? Vote: http://bit.ly/PLS304-2017

Todas as propostas que tramitam no Senado estão abertas a consulta pública por meio do portal e-Cidadania. Confira: http://www12.senado.leg.br/ecidadania.

Comente na página do Senado no Facebook.

Fonte: Senado Federal




--------------------------------------------------------------------


LEIA TAMBÉM:

Descarbonizar as cidades

Alemanha se prepara para um futuro sem carros a combustão
ONU: América Latina e Caribe precisam ‘descarbonizar’ economia e combater poluição para cumprir metas da ONU
Novo relatório do IPCC afirma que combustíveis fósseis precisarão ser 'extintos' até 2100
‘O petróleo não é passaporte para o futuro’, diz o engenheiro florestal Tasso Azevedo
POLUIÇÃO DOS AUTOMÓVEIS: Barcelona cria 'superilhas' para tirar carros das ruas e reduzir poluição
Com a liderança da Noruega, carros elétricos ganham forte impulso na Europa
Em 30 anos não teremos mais carros tradicionais com motores a combustão


Poluição veicular

Diesel já soma 53% das emissões de CO2 no Brasil
Grande São Paulo precisa controlar emissão dos veículos a diesel
JORNAL NACIONAL: Usar etanol em vez de gasolina reduz emissão de nanopartículas, diz estudo
MOBILIDADE: Carros transportam 30% dos passageiros, mas respondem por 73% das emissões em SP
Aumento de emissões de gases de efeito estufa no estado do Rio
Washington Novaes: "Automóveis, poluição, doenças. Como mudar?"
Relação entre cidades e mudanças climáticas é abordada em relatório
Desmatamento da Amazônia emite mais do que o dobro de CO2 dos carros
Poluição do ar na América Latina
POLUIÇÃO DO AR: Secretaria Estadual do Ambiente lança 2º Inventário de Emissões Veiculares
Cidades buscam novas políticas para combater trânsito caótico e reduzir gases-estufa


Outras postagens

Secretaria de Meio Ambiente de Niterói intensifica fiscalização sobre poluição sonora
Como deve ser a escalada mundial para cumprir as metas do Acordo de Paris
Mudanças climáticas já são a segunda maior preocupação das pessoas no mundo: só perde para o terrorismo
Quanto custa a poluição do ar?
A cidade de Niterói está de olho na qualidade do ar






Prefeitos do Conleste debatem melhorias para a região






Encontro em Saquarema reuniu representantes de 15 cidades e contou com a participação de secretário da Casa Civil e do subsecretário de Segurança Pública

Os prefeitos da região que integra o Consócio Intermunicipal de Desenvolvimento do Leste Fluminense (Conleste) se reuniram no final da tarde desta sexta-feira (1°), em Saquarema, para debater soluções conjuntas e parcerias envolvendo as cidades em busca de desenvolvimento sustentável e para reivindicar, junto ao estado, apoio para todos os municípios. Na reunião também foram debatidos temas como crise econômica e segurança no estado e nas cidades.

Presidente do consórcio, o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, abriu a reunião e falou sobre as dificuldades enfrentadas desde que a crise econômico-financeira se instalou no país e que atingiu, com mais força, o estado do Rio de Janeiro. Para Neves, o gestor precisa, cada vez mais, buscar o equilíbrio das finanças com racionalização de gastos, investimentos em modernização da gestão, renegociação de contratos e enxugamento da máquina administrativa para fazer frente às dificuldades que se apresentam no atual cenário.

“Vivemos num ambiente de crise grave, com inúmeros problemas relacionados a pagamento de salários de servidores, pagamento de fornecedores, desemprego, enfim, uma situação muito difícil em todo o país. Esses problemas são ainda mais visíveis no estado do Rio de Janeiro. Precisamos enfrentar essa situação adversa investindo na melhoria da gestão e dos gastos, investindo em planejamento, mas também trocando experiências entre nós daquilo que vem dando certo em cada cidade. Com essa união e esse trabalho em conjunto, vamos superar a crise”, disse Neves.





O prefeito de Niterói ressaltou ainda que a retomada dos investimentos na região poderá significar o marco da recuperação econômica do estado:

“A agenda que estamos propondo, com planejamento integrado entre as cidades até 2033, aproveitando cada potencialidade, nós seremos, com certeza, fundamentais para essa retomada do crescimento estadual”, afirmou Rodrigo Neves.

O encontro teve também a participação de dois secretários estaduais a convite do presidente do Conleste: o secretário estadual de Desenvolvimento e da Casa Civil estadual, Christino Áureo, e Roberto Alzir, subsecretário de Assuntos Estratégicos da Secretaria de Segurança.

Áureo fez uma apresentação do cenário econômico-financeiro e fiscal do estado e explicou o funcionamento do plano de recuperação do governo estadual que deve ser analisado na próxima terça-feira em Brasília:

“Entendo que a iniciativa do Consórcio é um avanço enorme e com o conteúdo que se apresenta aqui, é algo extremamente produtivo. Em relação à situação do estado, estamos confiantes de que nosso plano de recuperação será aprovado na próxima terça-feira. Esperamos contar com o apoio da bancada estadual como um todo, independentemente de posicionamentos políticos. O Rio precisa de todos unidos. Nossa proposta é séria e muito responsável”, analisou Áureo.

Em seguida, Roberto Alzir apresentou um panorama da segurança no estado, com ênfase na Região Metropolitana, em especial São Gonçalo, e ressaltou a importância da participação dos municípios no enfrentamento e na prevenção à violência.

“A segurança não é um problema único e exclusivo do estado e nem de polícia apenas. É preciso investir em diversas áreas e uma das mais importantes é a educação, iluminação pública, lazer e cultura. A educação evita o ingresso de jovens na criminalidade. Prevenir é melhor e mais barato do que reprimir. De acordo um estudo da Organização das Nações Unidas (ONU), cada dólar gasto em prevenção significa uma economia de 8 a 10 dólares de investimento em repressão, como contratação de mais policiais e construção de presídios.”

Os prefeitos debateram investimentos da Autopista Fluminense para a melhoria da mobilidade em toda a região.

O encontro de prefeitos foi encerrado com a apresentação de mais uma etapa do Planejamento Estratégico do Conleste, feito pela Secretária de Planejamento Modernização da Gestão de Niterói, Giovanna Victer e pelo representante da Consultoria Macroplan, Glaucio Neves, contratada para desenvolver o projeto.

Para os próximos meses, consultores farão um diagnóstico das potencialidades, necessidades, oportunidades e deficiências de cada prefeitura para, posteriormente, buscar um plano de ações conjuntas que beneficiem a todos. Um dos pontos, inclusive, já foi indicado: a união das cidades para aquisição de produtos como medicamentos. Em bloco, afirmam os especialistas, os municípios conseguirão preços mais baixos e grande economia.

O próximo encontro de prefeitos do Conleste será realizado no próximo mês.

Fonte: O Fluminense



---------------------------------------------------------------------


SAIBA MAIS SOBRE O CONLESTE:


LEIA TAMBÉM:









CRISE E O LIXO: Sete mil toneladas de lixo têm destino irregular no estado do Rio



Meninos da Cidade de Deus caminham sobre barreira na Unidade de Tratamento de Rio do Arroio Pavuna: contenção impede que avalanche de resíduos chegue a lagoas da Barra. Jovens catam bolas em meio ao lixo - Agência O Globo / Alexandre Cassiano.


por

Essa é a quantidade diária de detritos que vão para lixões e aterros controlados; áreas cresceram no estado

RIO - As margens da Baía de Guanabara — tomadas pela sujeira que fica visível na maré baixa, ou o voo de urubus sobre a populosa Belford Roxo ou a pequena Varre-Sai são sintomáticos. Todos os dias, o Estado do Rio dá destino inadequado a 6.785 toneladas de detritos que acabam em lixões e aterros controlados. Outras 204 toneladas sequer são coletadas e vão parar em encostas, rios, terrenos baldios e beiras de estrada. O resultado desse cenário degradante aparece nas estatísticas mais recentes. Pela primeira vez nesta década, as cidades fluminenses reduziram a quantidade de lixo que recebe tratamento adequado em aterros sanitários. Resumindo: se já não era ideal, a situação do descarte de restos e detritos de atividades de toda a natureza — de domésticas a industriais — piorou. Uma má notícia para o meio ambiente e a saúde pública do estado.

O quadro preocupante é traçado no Panorama de Resíduos Sólidos 2016, pesquisa nacional da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), lançada na quinta-feira. O estudo com dados sobre o Rio, que foram obtidos com exclusividade pelo GLOBO, revela que o estado, no primeiro trimestre deste ano, tinha 29 lixões, quando, há dois anos, este número era 17.

CRISE POR TRÁS DAS ESTATÍSTICAS

Segundo a pesquisa, em 2016, o Rio destinou 14.688 toneladas diárias de resíduos sólidos urbanos para aterros sanitários, o que equivale a 68,4% das 21.474 toneladas coletadas por dia. Em 2015, foram 68,6% ou 15.021 toneladas/dia. O dado do ano passado representa um retrocesso em relação à situação de 2014, quando foi registrado o mesmo índice, 68,4% (14.719 toneladas/dia).

— Os avanços vinham ocorrendo, embora a passos lentos. Agora, observamos uma curva contrária. E nosso grande receio é que isso se transforme numa tendência. O assunto resíduo sólido não é visto como prioritário na nossa sociedade. Diante da crise atual, foi uma das primeiras políticas sacrificadas pelas administrações públicas municipais. As prefeituras diminuíram os recursos para o setor, cortaram empregos, deixaram de pagar aterros sanitários e não hesitaram em reabrir os lixões. Mas percebemos que a população também não cobra uma reversão desse quadro — afirma Carlos Silva Filho, presidente da Abrelpe.




O percentual ainda está acima da média nacional de 58,4%, que equivale a 114.189 toneladas/dia. Mas, desde a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, em 2010, foi a primeira interrupção nos avanços que o Rio tinha conseguido fazer, com muita dificuldade, na destinação correta de seu lixo.

Só nos lixões a céu aberto, o Rio deixou 2.147 toneladas de resíduos sólidos urbanos, a cada dia, no ano passado. Outras 4.638 toneladas foram despejadas nos aterros controlados, em que há algum cuidado ambiental, mas igualmente considerados inadequados. Basta lembrar que o antigo Aterro de Gramacho tinha essa classificação. Foi nesses dois tipos de vazadouros — lixões e aterros controlados — em que pararam 31,6% dos resíduos sólidos coletados diariamente no estado em 2016. Restos que contaminaram, de ponta a ponta, o território fluminense, seja em municípios com vocações turísticas, como Angra dos Reis, em potências econômicas do interior, como Resende, ou em regiões extremamente populosas, como em áreas irregulares de Duque de Caxias.

Somada ao resíduo urbano não coletado — outra mazela grave que ainda precisa ser enfrentada —, a quantidade equivale a quase sete mil toneladas de lixo por dia, cerca de 80% do volume médio de lixo domiciliar e público que a Comlurb recolhe num período de 24 horas na cidade do Rio, que tem mais de seis milhões de habitantes.

Só na Região Metropolitana, estima-se que haja mais de 100 vazadouros clandestinos. No mês passado, no Noroeste Fluminense, prefeitos de cidades como Itaocara, Santo Antônio de Pádua e Aperibé se reuniram com o governador Luiz Fernando Pezão em busca de solução para os lixões da região e para o alto custo que representa para os municípios destinar o lixo para aterros, quase todos a muitas léguas de distância.

A capital não está livre do problema. Cenas dos estragos dessa omissão podem ser observadas, por exemplo, no Rio Pavuna, no limite com o município de São João de Meriti, na Baixada, onde garças disputam espaço com sofás, cadeiras, caixotes de feira e incontáveis sacolas de lixo. Ou o descalabro do entorno da Unidade de Tratamento de Rio (UTR) do Arroio Fundo, próxima à Cidade de Deus, na Zona Oeste. Lá, as barreiras da instalação “seguram” uma avalanche de sujeira que seguiria para as lagoas da Barra e de Jacarepaguá. Tanta sujeira que virou lugar de garimpo para crianças que moram ali perto.

— Chamamos este lugar de “Pega Bola”. A gente vem buscar as bolas que caem no rio quando brincamos na Cidade de Deus. Fica tudo misturado ao lixo — diz um dos meninos.

O presidente da Abrelpe considera que o Rio tem uma das situações mais graves do país, embora a estagnação se repita nacionalmente. O Brasil, como um todo, também reduziu o percentual de lixo destinado adequadamente — de 58,7% em 2015 para 58,4% em 2016. Tendência que se reproduziu na Região Sudeste, onde a queda foi de 73% para 72,7%. No que diz respeito ao total de resíduos enviado para lixões, apenas o Centro-Oeste conseguiu uma discreta melhoria, reduzindo a mazela de 21,7% para 21,6%. E nem a redução no lixo gerado diariamente pode ser comemorada. No Brasil, caiu de 218.814 toneladas para 214.405. E, no Rio, de 22.213 para 21.678 toneladas. Além de ter sido pequena, os motivos não foram possíveis avanços. Na verdade, estão mais ligados ao revés na economia.

— Observamos que essa queda está diretamente relacionada à diminuição do poder aquisitivo da população e à redução do consumo. Seria positiva se existissem outras ações em paralelo. Mas não há. Sobre a coleta seletiva e a reciclagem, por exemplo, há muito discurso e pouca prática. Estamos há muitos anos estagnados nesta questão — afirma Carlos Silva Filho.

INOVAÇÃO COMO SAÍDA

Pesquisador da Coppe/UFRJ, o especialista em gestão de resíduos sólidos Luciano Basto concorda com essa análise. Ele chama atenção para o volume diário que o Estado do Rio deixou de destinar para os aterros sanitários entre 2015 e 2016: foram 333 toneladas. Em média, seriam 9.990 toneladas a menos, por mês. Mas ele destaca outra questão: o Rio e o Brasil ainda tiram pouco proveito do potencial econômico das atividades de reciclagem. Basto lembra que, em 1987, a Comlurb aproveitava o combustível produzido a partir do lixo para abastecer sua frota de Kombis e um de seus caminhões. Na mesma época, a Cedae usava gás captado do esgoto para manter em circulação os ônibus da Companhia de Transportes Coletivos do Estado (CTC). Todas essas iniciativas, diz ele, foram abandonadas com o tempo:

— Trinta anos atrás, vivíamos algo como um “de volta para o futuro”. Éramos avançados na questão. Hoje, estamos atrasados em relação ao restante do mundo. Berlim transforma lixo orgânico em biometano. Os ônibus de Estocolmo usam biogás provenientes do esgoto. Aqui, há poucas iniciativas. Precisamos criar condições para que o lixo seja lucrativo.


Fonte: O Globo



--------------------------------------------------------------


LEIA TAMBÉM:

NITERÓI É A SEGUNDA CIDADE NO RANKING DA LIMPEZA PÚBLICA NO BRASIL
Coleta seletiva de embalagens custa menos de 1 centavo para cada produto
RECICLAGEM: No Rio, apenas 1,9% do lixo é reciclado
GESTÃO DE RESÍDUOS EM NITERÓI: Novo CTR funcionará no Morro do Céu
CONSCIÊNCIA E CIDADE MAIS LIMPA: menos lixo nas ruas de Niterói
EDUCAÇÃO AMBIENTAL: Ação ‘Eu Curto Praia Limpa’ recolhe 720 litros de resíduos
NITERÓI RECICLA 5% DO SEU LIXO. A média da Região Metropolitana do RJ é de cerca de 1%








Deutsche Welle: Por que a Amazônia é vital para o mundo?





Floresta leva umidade para toda a América do Sul, influencia regime de chuvas na região, contribui para estabilizar o clima global e ainda tem a maior biodiversidade do planeta

A decisão do governo brasileiro neste mês de extinguir a Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), abrindo uma área na Amazônia do tamanho do território da Dinamarca para exploração mineral, recebeu críticas acirradas não só de ambientalistas, mas também repercutiu fortemente na mídia internacional antes de ser suspensa pela Justiça Federal.

A CNN, por exemplo, criticou a medida e lembrou que o desmatamento e a mineração estão destruindo a floresta num ritmo impressionante. Mas, afinal, por que a preservação da Floresta Amazônica interessa tanto ao mundo? O fato é que a Amazônia influencia o equilíbrio ambiental de todo o planeta e tem papel fundamental na economia do Brasil. Entenda por quê.

Regime de chuvas

A área da Floresta Amazônica, ao contrário de ser improdutiva, produz imensas quantidades de água para o restante do país. Os chamados "rios voadores", formados por massas de ar carregadas de vapor de água gerados pela evapotranspiração na Amazônia, levam umidade da Bacia Amazônica para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil.

Esses rios voadores também influenciam chuvas na Bolívia, no Paraguai, na Argentina, no Uruguai e até no extremo sul do Chile. A umidade vinda da Amazônia e os rios da região alimentam regiões que geram 70% do PIB da América do Sul.

Segundo estudos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, uma árvore com copa de 10 metros de diâmetro pode bombear para a atmosfera mais de 300 litros de água em forma de vapor por dia – mais que o dobro da água usada diariamente por um brasileiro. Uma árvore maior, com copa de 20 metros de diâmetro, pode evapotranspirar mais de 1.000 litros por dia, bombeando água e levando chuva para irrigar lavouras, encher rios e as represas que alimentam hidrelétricas no resto do país.

Assim, preservar a Amazônia é essencial para o agronegócio – o mesmo que devasta a floresta –, para a produção de alimentos e para gerar energia no Brasil.

O desmatamento prejudica a evapotranspiração e, por consequência, a rota desses rios, podendo afetar assim o regime de chuvas no restante do país e diversas atividades econômicas. Como resultado do desmatamento, até 65% da Amazônia corre o risco de se transformar em savana ao longo dos próximos 50 anos.

Além disso, o Rio Amazonas é responsável por quase um quinto das águas doces levadas aos oceanos no mundo.

Mudanças climáticas

A Amazônia e as florestas tropicais, que armazenam de 90 bilhões a 140 bilhões de toneladas métricas de carbono, ajudam a estabilizar o clima em todo o mundo. Só a Floresta Amazônica representa 10% de toda a biomassa do planeta.

Já as florestas que foram degradadas ou desmatadas são as maiores fontes de emissões de gases do efeito estufa depois da queima de combustíveis fósseis. Isso porque as florestas saudáveis têm uma imensa capacidade de reter e armazenar carbono, mas o desmatamento para o uso agrícola ou extração de madeira libera gases do efeito estufa para a atmosfera e desestabiliza o clima.

Vale lembrar que 2016 foi o terceiro ano consecutivo a ser considerado o mais quente da história. O Acordo de Paris, cujo objetivo é manter o aquecimento da temperatura média do planeta abaixo de 2°C, passa necessariamente pela preservação de florestas.

Dados da ONU de 2015 mostram o Brasil como um dos dez países que mais emitem gases do efeito estufa no mundo, com 2,48% das emissões. Para cumprir suas metas de redução de emissões dentro do acordo internacional, o Brasil se comprometeu a alcançar, na Amazônia brasileira, o desmatamento ilegal zero até 2030 e a compensação das emissões de gases de efeito de estufa provenientes da supressão legal da vegetação até 2030.

Equilíbrio ambiental

Como a maior floresta tropical do mundo, a Amazônia possui a maior biodiversidade, com uma em cada dez espécies conhecidas. Também há uma grande quantidade de espécies desconhecidas por cientistas, principalmente nas áreas mais remotas. Assegurar a biodiversidade é importante porque ela garante maior sustentabilidade natural para todas as formas de vida, e ecossistemas saudáveis e diversos podem se recuperar melhor de desastres, como queimadas.

Preservar a biodiversidade amazônica, portanto, quer dizer contribuir para estabilizar outros ecossistemas na região. O recife dos corais da Amazônia, por exemplo, um corredor de biodiversidade entre a foz do Amazonas e o Caribe, é um refúgio para corais ameaçados pelo aquecimento global por estar em uma região mais profunda.

Segundo o biólogo Carlos Eduardo Leite Ferreira, da Universidade Federal Fluminense, esse recife poderá ajudar a repovoar áreas degradadas dos oceanos no futuro, mas petroleiras Total e BP têm planos de explorar petróleo perto da região dos corais da Amazônia, ameaçando assim esse ecossistema.

A biodiversidade também tem sua função na agricultura: áreas agrícolas com florestas preservadas em seu entorno têm maior riqueza de polinizadores, dos quais depende a produção de alimentos, como café, milho e soja.




Produtos da florestaAs espécies da Amazônia também são importantes pelo seu uso para produzir medicamentos, alimentos e outros produtos. Mais de 10 mil espécies de plantas da área possuem princípios ativos para uso medicinal, cosmético e controle biológico de pragas.

Neste ano, uma pesquisa da Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo, mostrou que a planta unha-de-gato, da região Amazônica, além de ser utilizada para tratar artrite e osteoartrose, reduz a fadiga e melhora a qualidade de vida de pacientes em estágio avançado de câncer.

Produtos da floresta são comercializados em todo o Brasil, como açaí, guaraná, frutas tropicais, palmito, fitoterápicos, fitocosméticos, couro vegetal, artesanato de capim dourado e artesanato indígena. Produtos não-madeireiros também têm grande valor de exportação: castanha do Brasil, jarina (o marfim vegetal), rutila e jaborandi (princípios ativos), pau-rosa (essência de perfume), resinas e óleos.


Fonte: Deutsche Welle












sábado, 2 de setembro de 2017

É PRATA! MARTINE GRAEL E KAHENA KUNZE SOBEM NO PÓDIO DO MUNDIAL



COMENTÁRIO DE COMEMORAÇÃO DO TIO-CORUJA

Hoje, após o excelente resultado de Martine e Kahena, o papai-coruja Torben Grael comemorou muito e fez os seguintes comentários:

Martine já fez 12 Mundiais até hoje em 4 classes diferentes: O pior resultado foi oitavo... No 49erFX já soma um primeiro e 3 segundos, além do Ouro Olímpico. E a Kahena e muito raçuda, pois ontem viraram após a chegada na última regata e ela ficou com o pé preso no barco e teve uma torção. Correu cinco regatas hoje com o pé enfaixado.

O próximo desafio de Martine Grael será a Regata de Volta ao Mundo - Volvo Ocean Race, que começa em outubro. Ela estará na tripulação do barco holandês Akzo Nobel.

Continuaremos torcendo e confiantes na nossa Martine.

Bons ventos!!!

Axel Grael




--------------------------------------------------------



É PRATA! MARTINE GRAEL E KAHENA KUNZE SOBEM NO PÓDIO DO MUNDIAL


Pódio do Campeonato Mundial de 49erFX, com tripulações dinamarquesa (campeã mundial) e da Nova Zelândia (medalha de bronze). Créditos: Maria Muiña.

Martine Grael e Kahena Kunze. Créditos: Maria Muiña.


Campeãs olímpicas coroam ano brilhante com segundo lugar na classe 49er FX. Kahena estará em Recife nesta segunda-feira, dia 4, para a Copa da Juventude

Martine Grael e Kahena Kunze mais uma vez estão entre as melhores do mundo. O Campeonato Mundial das classes 49er FX e 49er terminou neste sábado (2), na cidade do Porto, em Portugal, com as brasileiras de novo no pódio. As atuais campeãs olímpicas desta vez ficaram com a medalha de prata, com 39 pontos perdidos, atrás somente das dinamarquesas Jena Mai Hansen e Katja Salskov-Iversen (30 p.p.) e à frente das neozelandesas Alexandra Maloney e Molly Meech (49 p.p.).

As três duplas mantiveram seu domínio na classe, já que formaram o pódio também nos Jogos Rio 2016, com as brasileiras no topo. A competição chegou ao fim com uma programação cheia no último dia. Só na 49er FX, foram disputadas cinco regatas: duas pela fase de classificação e três na série da medalha. Martine e Kahena mostraram regularidade, ficando sempre no top 5. No fim, só não superaram as velejadoras da Dinamarca, medalhistas olímpicas de bronze, recompensadas por um desempenho quase perfeito numa semana ora sem ventos, ora com rajadas muito fortes.

A prata no Mundial coroa um ano brilhante para Martine Grael e Kahena Kunze. A dupla brasileira conquistou de forma inapelável a Copa do Mundo da World Sailing (Federação Internacional de Vela), com três ouros nas três etapas disputadas: Miami, nos Estados Unidos; Hyères, na França; e Santander, na Espanha. E agora encerra a campanha repetindo o vice-campeonato mundial que teve em 2015. As duas já foram campeãs mundiais de 49er FX em 2014.

A partir de agora, Martine volta seu foco momentaneamente para a disputa da Regata de Volta ao Mundo, mas sem deixar de lado a campanha olímpica. Kahena estará presente nesta segunda-feira (4) em Recife, para participar, a partir de 11h, de uma clínica da classe 29er na Copa da Juventude, na subsede Maria Farinha do Cabanga Iate Clube.

MUNDIAL DE 49er

Na classe 49er, o Brasil teve três tripulações em ação no último dia. Carlos Robles e Marco Grael correram as quatro regatas de sábado na flotilha ouro e terminaram na 20ª colocação na classificação geral, com 83 pontos perdidos. Na flotilha prata também foram disputadas quatro regatas, com Dante Bianchi e Thomas Lowbeer fechando a competição em 36º lugar (94 p.p.), e Robert Scheidt e Gabriel Borges ficando na 40ª posição (102 p.p.). O título do Mundial de 49er ficou com a dupla britânica Dylan Fletcher-Scott e Stuart Bithell, com 19 pontos perdidos.

Mais informações e fotos: http://49er.org/event/2017-world-championship/

Classificação geral

49er FX

1 – Jena Mai Hansen e Katja Salskov-Iversen (DIN), 30 pontos perdidos
2 – Martine Grael e Kahena Kunze (BRA), 39 p.p.
3 – Alexandra Maloney e Molly Meech (NZL), 49 p.p.

49er

1 - Dylan Fletcher-Scott e Stuart Bithell (GBR), com 19 pontos perdidos
2 – James Peters e Fynn Sterritt (GBR), 23 p.p.
3 – Benjamin Bildstein e David Hussl (AUT), 28 p.p.

20 – Carlos Robles e Marco Grael (BRA), 83 p.p.
36 – Dante Bianchi e Thomas Lowbeer (BRA), 94 p.p.
40 – Robert Scheidt e Gabriel Borges (BRA), 102 p.p.

Resultados completos: http://bit.ly/ResultadosMundial49er

SOBRE A CBVELA

A Confederação Brasileira de Vela (CBVela) é a representante oficial da vela esportiva do país nos âmbitos nacional e internacional. É filiada à Federação Internacional de Vela (World Sailing) e ao Comitê Olímpico do Brasil (COB). Tem o Bradesco como patrocinador oficial, o Grupo Energisa como parceiro oficial e patrocinador oficial da Vela Jovem. A vela é a modalidade com o maior número de medalhas de ouro olímpicas na história do esporte do Brasil: sete. Ao todo, os velejadores brasileiros já conquistaram 18 medalhas em Jogos Olímpicos.

Tiago Campante
+55 21 3723-8177 | +55 21 991 037 425
tiago.campante@mediaguide.com.br

Fonte: Release da CBVela











Agência da ONU ressalta conexão entre mudanças climáticas e padrões de consumo



Não é possível desassociar as mudanças climáticas do crescimento demográfico, dos padrões de consumo das populações e dos processos de industrialização e de produção, afirmou o representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, Jaime Nadal, durante conferência em Brasília (DF).

Segundo Nadal, o tema necessita de mais debate e pesquisa, já que são visíveis os impactos dos padrões de consumo das populações e do crescimento demográfico sobre a disponibilidade de recursos, os modelos de produção e as mudanças climáticas.



Não é possível desassociar as mudanças climáticas do crescimento demográfico, os padrões de consumo das populações e os processos de industrialização e de produção para atender a essas demandas, de acordo com o UNFPA. Foto: EBC


Não é possível desassociar as mudanças climáticas do crescimento demográfico, dos padrões de consumo das populações e dos processos de industrialização e de produção, afirmou o representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, Jaime Nadal, durante a conferência “Diálogo Mercosul-União Europeia sobre mudanças climáticas, segurança energética e alimentar”, realizado na quarta-feira (16) em Brasília (DF).

Segundo Nadal, o tema necessita de mais debate e pesquisa, já que são visíveis os impactos dos padrões de consumo das populações e do crescimento demográfico sobre a disponibilidade de recursos, os modelos de produção e as mudanças climáticas. “Quando se compara o aumento das emissões dos gases do efeito estufa e o crescimento demográfico, percebe-se um paralelismo. Eles crescem juntos aos longo dos anos”, explicou.

Mas, de acordo com o representante do UNFPA no Brasil, o aumento da população não pode ser visto como a única ameaça ao meio ambiente. “As evidências confirmam, cada vez mais, que a questão central para o meio ambiente não é o simples crescimento populacional. A dinâmica populacional impacta e é impactada pelo meio ambiente”, afirmou. “Ao mesmo tempo, percebe-se que tem crescido a capacidade tecnológica para a manutenção do bem-estar da população, a capacidade do ser humano de inovar nos recursos necessários para a sobrevivência”, completou.

Planejamento e cooperação

Assim como as mudanças climáticas ligam o alerta quanto à sustentabilidade dos modos de produção e consumo, essa preocupação apresenta potencial para o trabalho conjunto entre países. “Se nada for feito para mitigar o aumento da emissão dos gases do efeito estufa, o futuro será comprometido. Mas é possível, com planejamento, reduzir as calamidades e aumentar a resiliência”, ressaltou o coordenador-residente do Sistema Nações Unidas no Brasil, Niky Fabiancic.

“Os esforços da ONU ao longo dos últimos anos têm sido intensos e com resultado notáveis, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e o Acordo de Paris. Agora, cabe aos Estados e à sociedade cumprir os acordos comuns. E isso depende fundamentalmente de encontrarmos formas de cooperar entre os países”, completou o Embaixador da União Europeia no Brasil, João Gomes Cravinho.

A conferência “Diálogo Mercosul-União Europeia sobre mudanças climáticas, segurança energética e alimentar” foi realizada nos dias 15 e 16 na Casa da ONU, em Brasília. O evento foi organizado pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), Amends e Konrad Adenauer Stiftung e apoiado pela ONU Meio Ambiente e pela União Europeia.

Fonte: ONU no Brasil









Portais de segurança monitoram entrada de veículos em Niterói





Oito equipamentos ajudam a identificar veículos roubados. Até o fim de setembro, o número vai subir para dez

A Prefeitura de Niterói concluiu a instalação de oito portais de segurança, que irão auxiliar o Governo do Estado no combate à criminalidade. Os equipamentos instalados nas vias de acesso à cidade estão alinhados ao sistema da Polícia Civil e serão monitorados por guardas-municipais no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), que acionará a Polícia Militar sempre que for detectada a passagem de veículos roubados. Apesar da segurança pública ser de responsabilidade do Governo o Estado, a prefeitura está disponibilizando essa nova ferramenta tecnológica para uso da polícia. O prefeito Rodrigo Neves, o comandante do 12º Batalhão da Polícia Militar, coronel Márcio Rocha, titulares de delegacias da polícia civil em Niterói e integrantes da Secretaria municipal de Ordem Pública estiveram no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), nesta sexta-feira (1º), para acompanhar o início do funcionamento dos equipamentos.

Os portais estão nas entradas de Niterói, nos limites com municípios vizinhos, e possuem um sistema inteligente de identificação de placas. Uma fibra ótica liga o Cisp à Cidade da Polícia Civil, no Rio de Janeiro. Com isso, será possível cruzar em tempo real as informações do cadastro da Delegacia de Roubos e Furtos e de Veículos Roubados, da Polícia Civil, com esse novo sistema de monitoramento. Dessa forma, todos os veículos roubados que entrarem ou saírem de Niterói serão imediatamente identificados pelo Cisp e a polícia será acionada para abordar o veículo e prender os suspeitos, se for o caso.


Um dos equipamentos está instalado na Rua General Castrioto, no Barreto, Zona Norte de Niterói. Foto: Lucas Benevides.



Três portais foram instalados nos acessos à Ponte Rio-Niterói (próximos ao pedágio). Os demais ficam na Alameda São Boaventura, no Fonseca; nas ruas General Castrioto e Luiz Palmier, no Barreto; Estrada Caetano Monteiro, em Pendotiba; e na Estrada Gilberto de Carvalho, em Itaipu. Até o final de setembro serão instalados mais dois portais, um na RJ-104, junto à entrada do Caramujo, e outro na Estrada Everton Xavier, na Região Oceânica, elevando para dez o número de portais instalados pelo Executivo.

O prefeito Rodrigo Neves adiantou ainda que a prefeitura está investindo em outras ferramentas para ajudar no trabalho da polícia.

“Estamos também desenvolvendo com empresas de tecnologia um novo aplicativo de identificação facial para ser implantado nas câmeras de monitoramento a partir do início do ano que vem. Essa medida vai permitir o cruzamento dessas informações com o cadastro de procurados pela Justiça. Essa nova funcionalidade estará nas câmeras de monitoramento em locais de grande circulação de Niterói, como os terminais de ônibus”, explicou Rodrigo Neves.


Fonte: O Fluminense










sexta-feira, 1 de setembro de 2017

NITERÓI MAIS VERDE: Parque das Águas será entregue dia 14



COMENTÁRIO DE AXEL GRAEL:

Hoje, vistoriamos as obras do Parque das Águas Eduardo Travassos. Está ficando lindo e já estamos com quase tudo pronto para a inauguração no dia 14 de setembro.

O Parque das Águas, localizado no Centro da cidade, está recebendo investimentos de R$ 7,8 milhões do Projeto de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social de Niterói, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID.

Em breve, será mais uma atração para a cidade, oferecendo contemplação, lazer, recreação, cultura, educação, qualidade ambiental e amenização do clima do seu entorno. O parque dinamizará o turismo e valorizará o Centro de Niterói.

Veja como está ficando:













A partir do dia 14 de setembro, o Parque estará entregue à população, esperando a sua visita.

Axel Grael
Secretário Executivo
Prefeitura de Niterói



------------------------------------------------------------------


Parque das Águas será entregue dia 14


O parque é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) e abriga uma das áreas verdes da cidade. Foto: Leonardo Simplício / Prefeitura de Niterói.



Visitantes terão área de convivência, além de espaço multiuso para eventos em área de 32 mil m² no Morro da Detenção

Niterói ganha mais uma área de lazer no próximo dia 14. Depois do Skatepark de São Francisco e da revitalização do Horto do Fonseca, o centro da cidade terá o Parque das Águas. Para acessar a área de 32 mil metros quadrados no Morro da Detenção, a Prefeitura de Niterói construiu um elevador para a população, com atenção para cadeirantes e portadores de necessidades especiais.

Na chegada ao Parque das Águas, os visitantes encontram uma área de convivência, praça com brinquedo para crianças, além de dois espaços multiuso para eventos, que também serão disponibilizados para treinamentos da Defesa Civil e voluntários dos Núcleos de Defesa Civil nas Comunidades (Nudecs).

A área ocupada pelo parque é tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) e abriga uma das últimas áreas verdes numa das regiões mais densas da cidade. No local foi construído, no século XIX, um sistema para o abastecimento de água para a cidade e que, ainda hoje, distribui água para alguns bairros.

De acordo com o prefeito Rodrigo Neves, o projeto executado no Parque das Águas integra o conjunto de ações com foco na sustentabilidade ambiental, desenvolvido nos últimos anos.

“Essa é uma área do centro da cidade sem uso público, causado pela dificuldade de acesso. No entanto, esse projeto, com um programa de educação ambiental, cultura e lazer, tem o objetivo de incentivar a preservação dos recursos hídricos e naturais para as atuais e futuras gerações”, enfatiza.

Rodrigo Neves diz, ainda, que muitos niteroienses não conhecem o local. “Tenho certeza que, assim como o Skatepark de São Francisco, o Horto de Itaipu e o novo Horto do Fonseca, esse novo parque, mais acessível e com estrutura adequada para receber visitantes, será um novo espaço de encontro e convivência para as famílias”, afirma.

A Prefeitura de Niterói incluiu o parque para os investimentos do Projeto de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social de Niterói (Produis), com recursos financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O investimento foi de R$ 7,8 milhões.

Fonte: O Fluminense








Rede de ONGs reúne-se em Brasília para debater esporte e desenvolvimento humano



Representantes de Organizações não governamentais (ONGs) reuniram-se esta semana (30 e 31) em Brasília (DF) para celebrar os dez anos da Rede Esporte pela Mudança Social (REMS) e debater iniciativas que promovam o esporte como ferramenta de desenvolvimento humano.

Criada simultaneamente no Brasil e na África do Sul em 2007, a rede foi fundada por um grupo de organizações da sociedade civil com apoio da fabricante de artigos esportivos Nike e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).



Representante-residente do PNUD Brasil participa da abertura do vigésimo encontro da REMS. Foto: PNUD Brasil/Gabriela Borelli


Representantes de Organizações não governamentais (ONGs) reuniram-se esta semana (30 e 31) em Brasília (DF) para celebrar os dez anos da Rede Esporte pela Mudança Social (REMS) e debater iniciativas que promovam o esporte como ferramenta de desenvolvimento humano.

Criada simultaneamente no Brasil e na África do Sul em 2007, a rede foi fundada por um grupo de organizações da sociedade civil com apoio da fabricante de artigos esportivos Nike e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

A iniciativa inspirou a criação de redes semelhantes no Reino Unido e na Argentina. A REMS facilita a visibilidade do trabalho das organizações, demonstrando o impacto social e o poder transformador do esporte para a promoção da saúde, do desenvolvimento humano, da ética e da cidadania.

“A rede é muito importante para organizações que trabalham com esporte educacional no Brasil. É a unica instituição que opera a nível nacional dividindo experiências e ajudando a implementar políticas públicas”, disse a secretária-executiva adjunta do Projeto Grael, Joanna Dutra, que compõe a REMS desde seu início, em 2007. O Projeto Grael é uma ONG que oferece educação através de práticas esportivas como a vela.

Joanna e outros representantes das 89 organizações que formam a REMS reuniram-se na Casa da ONU, em Brasília, para o vigésimo encontro da rede e para celebrar os dez anos de sua existência.

“A rede demonstra o impacto social e o poder transformador do esporte, que inspira pessoas, instituições e governos para promoção de saúde, desenvolvimento humano, ética e cidadania”, disse o representante-residente do PNUD no Brasil, Niky Fabiancic. Durante a abertura do encontro, ele cumprimentou a rede pelas atividades promovidas nos últimos dez anos e por outros grandes eventos de comemoração realizados em agosto.

Na quinta-feira (30), os participantes aproveitaram o momento para compartilhar impressões sobre as atividades de celebração. Houve ainda atividades internas de capacitação e alinhamento dos membros envolvidos. Na quinta-feira (31), a programação envolveu o fórum “O Esporte que Queremos para o Brasil”, direcionado à comunidade acadêmica, a membros do governo e a estudantes convidados pela rede.

O objetivo da atividade final foi refletir sobre como as pesquisas produzidas no Brasil podem ajudar na elaboração de políticas públicas. Para nortear as discussões, serão apresentadas as pesquisas Diesporte 2016, Perfil dos Estados e dos Municípios Brasileiros – Esporte 2016 e Ipsos 2013, estudos relevantes do setor e que devem contribuir para a tomada de decisões.

Esporte é tema de Relatório de Desenvolvimento Humano

O PNUD lançou este ano o Relatório de Desenvolvimento Humano (RDH) Nacional, que teve como temática os esportes e as atividades físicas para o desenvolvimento.

Esta foi a primeira vez que um relatório do tipo teve tal abordagem. O Brasil, que sediou megaeventos esportivos nos últimos anos, como os Jogos Olímpicos, a Copa do Mundo e os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, traz grandes aportes para a elaboração do documento.

A oficial de projetos do PNUD e ponto focal para o diálogo com a REMS, Juliana Soares, aponta que, do ponto de vista da rede, o relatório é de extrema importância para o desenvolvimento de projetos. “O documento traz consensos para a área esportiva e educacional. A expectativa é que o PNUD aponte o caminho para que organizações como essas que formam a REMS consigam buscar seus direitos”, explicou.

A REMS

Ao longo da sua história, a REMS realizou quatro semanas internacionais do esporte para o desenvolvimento social, todas com forte apoio do PNUD. A coordenadora da Rede, Ana Luíza Carrança, destaca a importância dessa parceria. “Sempre houve um olhar cuidadoso com o esporte. O RDH é uma prova do trabalho pelo esporte como fator de desenvolvimento humano”.

Fonte: ONU no Brasil












Obra de urbanização e infraestrutura na comunidade São José, no Fonseca, começa em setembro





COMENTÁRIO DE AXEL GRAEL:

O Projeto de Urbanização da Comunidade de São José, na Região do Fonseca, em Niterói, é uma das principais intervenções do Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social de Niterói – PRODUIS, desenvolvido pela Prefeitura de Niterói, com o financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID.

O projeto tem por finalidade dar um tratamento urbano, aperfeiçoando a infraestrutura de várias comunidades localizadas ao longo das São José e Jerônimo Afonso, além da Rua Jardim Alvorada, Candido Miguel da Costa e Travessa do Marinheiro.

Trata-se de uma das regiões que mais sofreu com as chuvas de 2010. As ruas São José e Jerônimo Afonso ligam, justamente, o Morro do Bumba e o Caramujo.

Com investimentos de R$ 44.968,154,66 em contenções de encostas, pavimentação, saneamento, além da construção de uma quadra poliesportiva, praça com academia da terceira idade e brinquedos para crianças, além de um anfiteatro, será uma das maiores intervenções de urbanização já realizadas na cidade de Niterói, atendendo a uma das regiões historicamente mais necessitadas de atenção da Prefeitura.

Vamos em frente.

Axel Grael
Secretário Executivo e responsável pela UGP PRODUIS/BID
Prefeitura de Niterói



--------------------------------------------------------------------


Obra de urbanização e infraestrutura na comunidade São José, no Fonseca, começa em setembro


Comunidade São José, entre os bairros Caramujo e Viçoso Jardim, em Niterói, será a próxima beneficiada com obras de urbanização e infraestrutura
Foto: Divulgação



Reunião do Prefeito Rodrigo Neves com representantes da comunidade.


Apresentação dos detalhes do projeto para os representantes da comunidade.


01/09/2017 – A comunidade São José, entre os bairros Caramujo e Viçoso Jardim, será a próxima beneficiada com obras de urbanização e infraestrutura, que terão início em setembro. A área de intervenção é de 32,4 hectares e envolve cerca de 1.500 famílias. A Prefeitura de Niterói investirá R$ 44.968,154,66 em contenções de encostas, pavimentação, saneamento, além da construção de uma quadra poliesportiva, praça com academia da terceira idade e brinquedos para crianças, além de um anfiteatro. A previsão é de que o trabalho seja concluído em 18 meses.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, lembra que esta é uma obra esperada há décadas e que, com este projeto, a região será revitalizada, proporcionando muito mais qualidade de vida para os moradores.

“Está sendo fundamental a integração da secretaria executiva e de obras para a execução deste projeto. Tenho muito orgulho de estar tirando do papel obras importantes como esta, que vão mudar a realidade dos moradores. Além disso, aproximadamente 100 empregos serão gerados nesta obra”, diz.

O secretário executivo de governo, Axel Grael, explica que a obra será realizada em 10 subáreas divididas em vias da comunidade, como o trevo das ruas São José e Jerônimo Afonso, além da Rua Jardim Alvorada, Candido Miguel da Costa e Travessa do Marinheiro.

“Fizemos um amplo estudo sobre a região. Serão realizadas obras de drenagem, pavimentação, contenção, além de paisagismo e urbanização. A comunidade vai ganhar uma praça com academia da terceira idade e quadra poliesportiva”, afirma, enfatizando que as obras na comunidade fazem parte do Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social de Niterói (Produis), que é financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Para Felipe Ramos Pacheco, presidente da Associação de Moradores, a obra será um marco para a comunidade. “Teremos a história da São José antes e depois da obra. Sou nascido e criado aqui, conheço de perto todas as dificuldades que enfrentamos diariamente. Ter mais mobilidade, calçadas, iluminação, além de uma praça, vai mudar a realidade dos moradores”, conta.

Moradora da comunidade há 28 anos, Tereza Jardim de Lima, que também integra a associação de moradores, enfatiza que vem acompanhando o estudo para o projeto desde o início e não esconde a alegria ao imaginar como vai ficar a São José depois da obra. “Essas intervenções são fundamentais para essa região. Ficamos muito tempo esquecidos e, agora, tudo vai mudar. Estou muito feliz”, diz.

Contenção – Nestes quatro anos e meio, a atual administração da Prefeitura já realizou mais de 50 obras de contenção, onde foram investidos mais de R$ 40 milhões. Entre elas, pontos na Grota do Surucucu, em São Francisco, Morro do Holofote, no Fonseca, Morro do Palácio, no Ingá, Rua Engenheiro Guilherme Greenhalgh, em Icaraí, Rua Fagundes Varela, entre Ingá e Icaraí, além da obra na Rua Martins Torres, em Santa Rosa, concluída no início de março, onde uma pedra de 25 toneladas rolou em 2015 provocando a interdição de um prédio residencial e forçando moradores a deixarem suas casas.

Em março, foi assinada a ordem de início de três obras de contenção de encostas. O investimento é de R$ 11 milhões para intervenções nas Ruas Moacir Padilha e Araújo Pimenta, no Morro do Estado; na Rua 22 de Novembro e na Lopes Cunha, no Fonseca; e na Travessa Beltrão, no Beltrão. Para este ano, está acertada, ainda, a obra de contenção de encosta na Rua São Paulo, na Ponta da Areia, que tem valor de R$ 1,4 milhão.

Já as obras de contenção de encostas na Rua Bombeiro Américo, no Caramujo, e no Morro do Bonfim, Fonseca, ambas na Zona Norte, entraram na reta final e serão concluídas no segundo semestre. O investimento é de R$ 13,8 milhões.

Investimentos – A Prefeitura de Niterói já investiu mais de 100 milhões em obras de drenagem e pavimentação. Na Região Oceânica, por exemplo, foram drenados e pavimentados o Cafubá, a Fazendinha e o Bairro Peixoto, e parte de Piratininga, Camboinhas, Maravista e Maralegre. São mais de 150 ruas com obras executadas.

Atualmente, estão em andamento as obras da Avenida Professora Romanda Gonçalves e a maior obra de macrodrenagem da Região Oceânica, que irá solucionar problemas de alagamentos que existem há décadas na Estrada Francisco da Cruz Nunes em áreas como o Trevo de Piratininga, e na região perto do motel Status. Este projeto também vai beneficiar o loteamento Santo Antônio. Já estão em fase de contratação os projetos executivos do Maravista, Engenho do Mato, Serra Grande, Maralegre e Santo Antônio.


Fonte: Prefeitura de Niterói e O Fluminense