segunda-feira, 14 de novembro de 2016

CRISE DO RJ E PARQUES: Unidades de conservação sofrem com a falta de verba



Praia das Conchas, em Cabo Frio: um dos fragmentos do Parque Estadual Costa do Sol, área tem uma base improvisada para fiscais e sofre com lotação no verão - Agência O Globo / Custódio Coimbra


Rafael Galdo

Há o risco de os 36 parques estaduais perderem seus guardas

RIO - Um tesouro de 4,62 mil quilômetros quadrados está ameaçado por uma conjuntura que mistura crise econômica e imbróglios judiciais. O horizonte se descortina nebuloso nos 36 parques estaduais que ocupam cerca de 10,5% do território fluminense, como afirmam autoridades e ambientalistas. Além de sofrerem com a derrocada das finanças do Rio, que atrasa os salários de todos os servidores, essas unidades de conservação estão agora sob a sombra de alterações no repasse de verbas e da aproximação do fim do contrato de seus guardas. Enquanto isso, pressões como invasões, desmatamentos e queimadas continuam à espreita das áreas protegidas.

— As mudanças que se avizinham prejudicarão demais o sistema estadual do meio ambiente — afirma o gestor de um parque do interior do Rio.

No momento, apesar das dificuldades, todas as unidades de conservação continuam funcionando, e, segundo seus administradores, ainda não se juntaram à agonia final do estado porque recebem verbas carimbadas (cuja destinação não pode ser alterada) do Fundo da Mata Atlântica do Rio (FMA). É dinheiro proveniente de compensações ambientais pagas por empresas. Desde 2009, esses recursos eram operados pela ONG Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e repassados aos parques. Mas, no fim de outubro, a 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, a pedido do Ministério Público estadual, anulou esse convênio com o Parque Estadual Costa do Sol, na Região dos Lagos, causando efeitos que podem se estender a todas as unidades de conservação.

A alegação da Justiça é que, com dispensa de licitação, o Funbio teria sido favorecido na gestão dos recursos. A decisão obriga ainda que a compensação ambiental do Costa do Sol seja destinada para o Fundo Especial de Controle Ambiental (Fecam), que, no entanto, vem sofrendo com os arrestos nas contas do estado.

— O futuro das unidades de conservação será sombrio se essa medida se concretizar. Significaria o colapso dos nossos parques. Não sou advogado, mas pedi audiências com a Justiça e o Ministério Público para explicar minha angústia — afirma o secretário do estadual do Ambiente, André Correa.

Ex-diretor de biodiversidade e áreas protegidas do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), o ambientalista André Ilha corrobora com a preocupação.

— Seria catastrófico. Qualquer dinheiro que for para o Fecam vai desaparecer, por causa dos arrestos. O estado recorreu e um grupo de ONGs também fez um pedido formal para debater o assunto porque seria uma sentença de morte para os parques — diz André Ilha.

Primeira unidade afetada pela determinação, o Costa do Sol está com suas verbas bloqueadas. Com quase dez mil hectares, divididos em 43 fragmentos em Araruama, Búzios, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Saquarema e São Pedro da Aldeia, ele protege áreas de restinga e Mata Atlântica, praias, lagoas e trechos de serra numa região que sofre fortemente pressões do homem por meio de especulação imobiliária e invasões quase semanais, sobretudo na Restinga da Massambaba, entre Saquarema e Arraial do Cabo, entre o mar e a Lagoa de Araruama.

Na região, alguns funcionários já trabalham com seus próprios carros. A Secretaria do Ambiente paralisou obras para a construção de uma Unidade de Policiamento Ambiental (UPAM) — hoje, uma ocorrência relacionada a áreas verdes da Região dos Lagos é atendida por viaturas baseadas em Niterói. E o plano de manejo do parque está quase parado. Com isso, não se sabe o que fazer com locais como o Verdadeiro Monte Alto, uma antiga invasão, anterior ao parque, que avança sobre as dunas em Arraial do Cabo. Já na Praia das Conchas, em Cabo Frio, o temor é com o verão, quando milhares de pessoas procuram esse pedaço de paraíso no litoral fluminense.

— Se os fiscais do parque e do Inea (Instituto Estadual do Ambiente) já enfrentam transtornos devido à lotação entre dezembro e março, imagine como ficaria a situação sem eles? — questiona Normely Correa, comerciante local.

Na praia, a administração do parque instalou dois contêineres e construiu uma espécie de barracão, que serve de base para os fiscais. Com parcos recursos, o lugar destoa da beleza do entorno.

Concurso nunca realizado

A situação, dizem ambientalistas, pode se agravar se não houver uma solução para a manutenção dos guardas das unidades de conservação do estado. Em 2012, um total de 220 foram contratados temporariamente por meio de um concurso público. Uma nova seleção deveria ser realizada para preencher 400 vagas permanentes. Isso, no entanto, nunca ocorreu. Hoje, cerca de 160 guardas temporários continuam trabalhando. A quantidade não é suficiente para parques que sofrem tantas pressões, como o da Pedra Branca, na Zona Oeste do Rio, o da Serra da Tiririca, entre Niterói e Maricá, e o da Ilha Grande, na Costa Verde. E o quadro pode piorar: os contratos desses funcionários terminam este mês.

O secretário André Correa afirma que manterá os guardas, com prorrogação dos contratos até o os primeiros meses do ano que vem. Com o estado incapacitado de realizar um novo concurso, ele diz que a solução seria uma Organização Social (OS) assumir a gestão desses funcionários. A meta, segundo ele, é que isso aconteça até o primeiro trimestre de 2017.

Mas o remédio pode não ter efeito, diz André Ilha. Para ele, uma OS ambiental significaria mais despesas para o governo fluminense, com dificuldades de pagar seus compromissos.

— Além disso, contratados por OS, os guardas perderiam o poder de polícia administrativa. Não poderiam lavrar autos de infração ou termos de soltura de animais, por exemplo, que são atos privativos de funcionários públicos. Haveria uma precarização do trabalho de fiscalização — alerta o ambientalista.

Fonte: O Globo








domingo, 13 de novembro de 2016

TORBEN GRAEL É ELEITO VICE-PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE VELA

 
 
Torben Grael (à direita), o presidente Kim Andersen (ao centro, de óculos) e o novo board de dirigentes da World Sailing.

Torben Grael na Assembleia Geral da World Sailing.



Um dos maiores nomes do esporte mundial, brasileiro será dirigente da principal entidade da modalidade

Um dos maiores medalhistas olímpicos do esporte brasileiro, Torben Grael foi eleito neste domingo, dia 13, para o cargo de vice-presidente da Federação Internacional de Vela (World Sailing), na Assembleia Geral da entidade, realizada em Barcelona, na Espanha. Num marco emblemático para a vela brasileira, Torben ocupará o posto pelos próximos quatro anos.

“É uma honra para mim ser escolhido para uma função tão importante no meu esporte. Espero poder contribuir da melhor forma para o desenvolvimento da vela. Temos um desafio pela frente, de fortalecer a modalidade e engajar cada vez mais praticantes e fãs. Não apenas no que se refere às classes olímpicas, mas à vela como um todo”, afirmou.

Aos 56 anos, Torben Grael acumula no currículo títulos impressionantes. Já conquistou cinco medalhas olímpicas, sendo duas de ouro (Atlanta-1996 e Atenas-2004, na classe Star), uma de prata (Los Angeles-1984, na Soling) e duas de bronze (Seul-1988 e Sydney-2000, na Star). Em 2015, tornou-se o primeiro brasileiro indicado para o Hall da Fama da World Sailing.

Em Mundiais, Torben é dono de seis títulos. Além disso, na Volvo Ocean Race, a famosa regata de volta ao mundo, levou o Brasil ao terceiro lugar na edição 2005-2006 com o barco Brasil 1. Na competição seguinte, em 2008-2009, foi o comandante do veleiro campeão, o sueco Ericsson 4. Para completar, é Coordenador Técnico da Equipe Brasileira de Vela.

Presente à Assembleia Geral da World Sailing como representante do Brasil, o presidente da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), Marco Aurélio de Sá Ribeiro, exaltou a importância da eleição de Torben Grael.

“Não consigo imaginar um nome melhor para representar o nosso país dentro da Federação Internacional. Como velejador, o Torben conquistou tudo o que poderia, seja em classes olímpicas, não olímpicas e vela oceânica. Com toda a experiência e o conhecimento que ele tem, com certeza vai contribuir muito para o desenvolvimento do nosso esporte”, disse o presidente Marco Aurélio.

A Assembleia Geral, que teve a participação de representantes de 99 países, também elegeu o novo presidente da Federação Internacional de Vela neste dia 13. O dinamarquês Kim Andersen vai comandar a modalidade no ciclo olímpico dos Jogos de Tóquio 2020. Além de Torben Grael, a Federação também terá outros seis vice-presidentes, eleitos neste domingo: Jan Dawson (Nova Zelândia), Gary Jobson (Estados Unidos), Quanhai Li (China), W Scott Perry (Uruguai), Ana Sanchez (Espanha) e Nadine Stegenwalner (Alemanha).

Fonte: CBVela - Release







sexta-feira, 11 de novembro de 2016

QUEDA DE BRAÇO NA FIAÇÃO DE NITERÓI






Aline Balbino

Os emaranhados de fios em postes de Niterói já tiraram o sono de muitos moradores. Tanto que o prefeito Rodrigo Neves sancionou em 2014 a Lei de Diretrizes de Uso das Vias Públicas e Espaço Aéreos, conhecida como Lei dos Fios. Criou normas para a implantação, instalação, manutenção e reparo de equipamentos destinados à prestação de serviços públicos de telefonia, internet, televisão a cabo, fornecimento de gás encanado, energia elétrica, água e esgoto sanitário. Equipes da Secretaria de Conservação (Seconser) já multaram a Ampla algumas vezes devido a má conservação dos postes.

A concessionária, por outro lado, abriu um processo contra a prefeitura, solicitando que as multas aplicadas até então fossem suspensas. Por decisão judicial em caráter de liminar, a Prefeitura foi impossibilitada de impor sanções ou medidas administrativas à Ampla. A Procuradoria do Município recorreu da decisão, portanto é preciso aguardar o julgamento do mérito.

A aplicação de multas não para por aí. Somente por perturbações no fornecimento de energia (explosão de postes, falta de luz, entre outros), a Ampla precisa pagar R$ 1.737.443,36. A concessionária também possui outras multas aplicadas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

“Desde de que a Lei dos Fios entrou em vigor, a Seconser autua as empresas com o objetivo de que elas mantenham as fiações ordenadas. Um dos legados dessa sanção é que as concessionárias propõem projetos para implantação de fiação subterrânea, que estão sendo analisados. Com isso, além de combater as irregularidades, novas propostas estão sendo criadas”, explicou a secretária de Conservação e Serviços Públicos de Niterói, Dayse Monassa.

Moradores reclamam que a fiação é muito antiga e que com o calor ocorrem sobrecargas e há falta de energia. Há duas semanas, quem vive em Niterói e São Gonçalo lida quase diariamente com quedas de luz constantes.

“Ficamos a tarde inteira sem luz depois do estrondo. Fechou tudo, comércio, banco. Para mim foi sobrecarga de energia. Está na cara que esses fios são velhos e embolados. Niterói precisa de um reforço na qualidade da eletricidade”, disse a empresária, Esther Tubenchlak.

Postes mal colocados

A Ampla tem até junho de 2017 para retirar postes colocados em calçadas estreitas da cidade. Na Avenida Marquês do Paraná, no Centro, e na Rua General Castrioto, no Barreto, é fácil flagrar diversos postes situados em calçadas muitos estreitas.

Manhã de consertos

A manhã de quinta-feira (10) foi de consertos no poste que explodiu na tarde de quarta (09) na Rua Moreira César, em Icaraí. Equipes de telefonia, energia elétrica e internet passaram quase o dia inteiro reparando os danos causados pela explosão. A Ampla informou que ainda apura as causas da explosão. A concessionária acredita que o incidente não tenha sido ocasionado por energia elétrica. Moradores da região e de outas áreas de Niterói reclamam do péssimo estado de conservação dos postes. Muitos estão tortos, quebrados e com fios emaranhados. Esse problema é recorrente.

A atendente Viviane Braga contou como foi a explosão. Grávida de quatro meses, ela passou mal depois que ouviu os estouros.

“Foram três explosões muito altas. Me assustei e passei mal. Vimos que começou a pegar fogo no poste e aí saímos da loja. Acontece que os fios são velhos e sem manutenção. Foi um susto muito grande”, disse.

Fonte: A Tribuna







Niterói abre pré-matrícula on-line para a Rede Municipal de Educação na próxima quinta-feira



A Escola Municipal Paulo Freire, localizada no Fonseca, será um dos oito polos de matrícula do município. Foto: Júlio Silva / Arquivo
 
 
11/11/2016- A Prefeitura de Niterói, por meio da Fundação Municipal de Educação (FME), dará início, na próxima semana, à pré-matrícula para os candidatos que pretendem ingressar na Rede Municipal de Educação para o ano letivo de 2017. As inscrições on-line começam já na próxima quinta-feira (17/11), enquanto nos polos de matrículas terão início no dia 24. O processo se encerra no dia 25, com resultados sendo divulgados no dia 16 de dezembro.
 
Pais e responsáveis que tiverem interesse no processo poderão inscrever os candidatos já nesta quinta-feira através do portal www.prematricula2017.educacao.niteroi.rj.gov.br. Os polos de matrículas estão localizados em oito unidades para facilitar o atendimento aos pais e responsáveis, no horário das 9h às 16 horas, exceto feriados e finais de semana. São eles:
 
  • Fundação Municipal de Educação de Niterói – FME - Rua Visconde de Uruguai nº 300 – Centro.
  • Escola Municipal Paulo Freire - Rua Soares Miranda, nº 77 – Fonseca.
  • Escola Municipal Diógenes Ribeiro de Mendonça – Estrada Caetano Monteiro, s/nº - Pendotiba
  • Telecentro Professor Firmino Marsico Filho (Horto do Barreto) – Rua Doutor Luiz Palmier s/nº - Barreto
  • Escola Municipal Padre Leonel Franca - Rua Santos Moreira, nº 58 – Santa Rosa.
  • Escola Municipal Eulália da Silveira Bragança - Estrada Frei Orlando s/nº - Piratininga.
  • Escola Municipal Professor Marcos Waldemar de Freitas Reis - Rua Antônio Luiz Saião s/nº – Itaipu.
 
 
Os pais ou responsáveis devem atender às normas e às datas estabelecidas pelo edital divulgado no último dia 9 de novembro no site da FME (www.educacaoniteroi.com.br) e publicado no Diário Oficial de Niterói, além de apresentar a seguinte documentação para o registro:
 
  • 3 (três) fotos 3×4;
  • Cópia e original da Certidão de Nascimento do aluno;
  • Cópia e original do comprovante de residência de Niterói;
  • Cópia e original da Carteira de Identidade e CPF do responsável pelo aluno;
  • Comprovante de tipo sanguíneo e RH, nos termos da Lei nº 6683/14 (com prazo de entrega até 3 meses após efetivação da matrícula);
  • Cópia e original do comprovante de inscrição no programa Bolsa Família, quando for o caso;
  • Cópia e original da Carteira de Vacinação atualizada, para todos os anos de escolaridade;
  • Número de inscrição no Sistema Único de Saúde (SUS);
  • Cópia e original do CPF do candidato com prazo de entrega até 3 meses após efetivação da matrícula);
  • Cópia e original do Histórico Escolar ou Declaração de Escolaridade;
 
 
O resultado para realização da matrícula será disponibilizado a partir do dia 18 de novembro no site da inscrição (www.prematricula2017.educacao.niteroi.rj.gov.br) ou nos Polos. A efetivação da matrícula deve ser feita pelo responsável no período entre 16 e 20 de dezembro.

Fonte: Prefeitura de Niterói












quinta-feira, 10 de novembro de 2016

PROGRAMA “VEM PASSARINHAR”: Parque Estadual da Ilha Grande realiza caminhada de observação de pássaros



Fotógrafo: Anna Julia Goulart


Os participantes da caminhada supervisionada pela guarda-parque Anna Giulia puderam registrar espécies nativas e raras da Mata Atlântica

Amantes da natureza capturaram, através da lente de suas câmeras e binóculos, espécies endêmicas da Mata Atlântica neste final de semana, dos dias 5 e 6 de novembro, no Parque Estadual da Ilha Grande, administrado pelo INEA na região da Costa Verde. A iniciativa faz parte do programa "Vem Passarinhar", que busca estimular a prática da observação de aves como ferramenta de conservação.

 - Os observadores de aves ajudam os gestores ao trazer informações sobre as espécies avistadas e contribuem para a conscientização sobre a importância da preservação da nossa biodiversidade - afirmou o secretário do Ambiente, André Corrêa.

Os participantes da caminhada supervisionada pela guarda-parque Anna Giulia puderam registrar espécies nativas e raras da Mata Atlântica, como, por exemplo: o Macuco (Tinamus solitarius), espécie quase ameaçada; a Araponga (Procnias nudicollis), espécie vulnerável; e o chauã, espécie em perigo de extinção (Amazona rhodocorytha), dentre muitas outras avistadas durante o passeio.

O programa "Vem Passarinhar" teve início em 2015 nas unidades de conservação estaduais. Apesar do curto período de criação, já apresenta resultados expressivos em favor da conservação e do papel educador que a atividade de observação de aves pode oferecer: em 2015, foram registradas 393 espécies. Desse total, 85 espécies são endêmicas da Mata Atlântica.

No final de semana anterior (dias 28 e 29 de outubro), a equipe de guarda-parques do INEA promoveu oficinas de educação ambiental para crianças de comunidades do entorno do parque estadual, assim como brincadeiras lúdicas que ressaltaram a importância da preservação da fauna e flora nativa, além da doação de mudas. O guarda-parque Pedro Caetano ainda palestrou na sede Parque sobre a fauna e o ambiente da Ilha. Funcionários do Parque da Lagoa do Açu também apoiaram as atividades desenvolvidas que atraíram mais de 200 visitantes para o Parque Estadual da Ilha Grande.

Fonte: SEA








Visita à Ilha da Boa Viagem será suspensa temporariamente para realização de obras de reparo





10/11/2016 - A partir deste final deste final de semana (12/11), a visitação da Ilha da Boa Viagem estará suspensa para realização de pequenas obras de reparo nas rampas e escadas do ponto turístico.

A intervenções serão realizadas pela Secretaria de Obras por medida de segurança e seguirão orientação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do 4º Grupo Escoteiro Gaviões do Mar, que administra a Ilha. A necessidade de reparos foi constatada durante vistoria da Defesa Civil no local.

A Prefeitura também realizará intervenções na casa que abriga a sede dos escoteiros. O imóvel não faz parte do roteiro de visitação, mas integra o conjunto arquitetônico construído na Ilha e também é tombado pelo Patrimônio.

A Emusa avalia no momento o tempo que será necessário para a realização dos reparos.

Mesmo com a Ilha fechada para visitação, a Neltur manterá o posto avançado de atendimento aos turistas que fica na entrada da Boa Viagem, funcionando aos sábados, domingos e feriados, das 9 às 17h.

Fonte: Prefeitura de Niterói










quarta-feira, 9 de novembro de 2016

TRANSPORTE ESCOLAR: Recadastramento de vans escolares de Niterói começa no dia 16





09/11/2016 - Contratar uma van escolar vai ser uma tarefa bem mais tranquila para os pais niteroienses a partir de agora. No próximo dia 16, informa o Diário Oficial de hoje, vai ter início o recadastramento geral das 446 autonomias do serviço de transporte escolar, que poderá ser feito até 16 de dezembro, de segunda a sexta, das 9h às 16 horas, no Caminho Niemeyer.

Segundo o subsecretário municipal de Transportes, Leonardo Nigromonte, o recadastramento trará segurança aos pais na hora de escolher a van de seus filhos, pois normatizará, disciplinará, regularizará e vai ajudar a fiscalizar esse tipo de transporte.

“O recadastramento é importante para que tenhamos o número exato de vans de transporte escolar na cidade e ampliarmos a fiscalização não só dos veículos como também verificarmos se os motoristas estão obedecendo a todas as normas do Contran (Conselho Nacional de Trânsito). Isso inclui verificação da carteira de habilitação e até se passaram por cursos especializados para quem trabalha profissionalmente com direção. É uma garantia para os profissionais legalizados, para os pais e as crianças”, argumenta Nigromonte, acrescentando:

"Vai estar disponibilizado no site da Secretaria Municipal de Urbanismo o link já com os formulários para serem levados preenchidos, com o objetivo de otimizar o atendimento".

Os profissionais autônomos deverão comparecer ao recadastramento pessoalmente ou por procurador, mediante apresentação de procuração com firma reconhecida por autenticidade, munidos dos documentos exigidos (original e cópia).

O não comparecimento ao recadastramento bem como a não apresentação de todos os documentos exigidos no prazo assinalado acarretarão a suspensão temporária da autorização para o serviço de transporte escolar.

DOCUMENTOS EXIGIDOS

Pessoas físicas
  • CRLV (Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo) atualizado;
  • Nota fiscal do veículo zero km
  • IPVA 2016 pago
  • DPVAT 2016 pago
  • Identidade e CPF do autorizatário titular e motoristas auxiliares cadastrados
  • Carteira Nacional de Habilitação - CNH, categoria D, do autorizatário titular ou declaração de que não dirige, com CNH dos motoristas auxiliares cadastrados. (Obs.: Informar que exerce atividade remunerada)
  • Frente e verso do Cartão de Identificação da PMN do autorizatário titular e motoristas auxiliares cadastrados
  • Cartão de Identificação do Contribuinte (SMF) ou Alvará de Licença para Instalação e Funcionamento (SMF) do autorizatário titular e motoristas auxiliares cadastrados
  • Nada consta de infração por CNH/CPF do autorizatário titular e motoristas auxiliares cadastrados
  • Certidão Negativa Criminal do autorizatário titular e motoristas auxiliares cadastrados, autenticadas em cartório e com validade de 90 dias ou Atestado de Antecedentes Criminais retirado na internet pelo site (http://atestadodic.detran.rj.gov.br/);
  • Certificado do Curso Especializado para Condutores de Veículos de Transporte de Escolares do autorizatário titular e motoristas auxiliares cadastrados;
  • Comprovante de residência recente (máximo três meses) do autorizatário titular e motoristas auxiliares cadastrados
  • Certificado de Verificação do Cronotacógrafo (fornecido no IPEM);
  • 2 fotos 3x4 atuais do autorizatário titular e motoristas auxiliares cadastrados;
  • Fotos da dianteira, traseira e laterais do veículo (evidenciando o número do NIT);
  • Declaração de guarda do veículo;
  • Relação dos colégios operantes;
  • Taxa de expediente (em nome do autorizatário)

Pessoas jurídicas
  • Os documentos anteriores;
  • Contrato social;
  • CNPJ;
  • Alvará de Localização;
  • RG, CPF e Certidão Negativa Criminal do sócio-gerente, autenticadas em cartório e com validade de 90 dias ou Atestado de Antecedentes Criminais retirado na internet pelo site (http://atestadodic.detran.rj.gov.br/);
  • 1 foto 3x4 atual do sócio-gerente

No período de 16/11/2016 à 24/11/2016, somente deverão comparecer os autorizatários que possuem NIT e veículos com ano de fabricação a partir de 2006 (inclusive), conforme tabela abaixo:


DIAAUTORIZAÇÃO N° (NIT.E)ATÉ AUTORIZAÇÃO N° (NIT.E)
16/11/201600010064
17/11/201600650128
18/11/201601290192
21/11/201601930256
22/11/201602570320
23/11/201603210384
24/11/201603850446

No período de 25/11/2016 à 16/12/2016, deverão comparecer os autorizatários que possuem NIT cujos veículos tenham ano de fabricação anterior a 2006 e os interessados em regularizar autorizações para prestação do serviço de transporte escolar, conforme tabela abaixo:


DIAAUTORIZAÇÃO Nº (NIT.E)ATÉ AUTORIZAÇÃO Nº (NIT.E)
25/11/201600010064
28/11/201600650128
29/11/201601290192
30/11/201601930256
01/12/201602570320
02/12/201603210384
05/12/201603850446
 

Fonte: Prefeitura de Niterói








Niterói entra na luta para redução de animais atropelados nas estradas







Ações do Dia Nacional de Urubuzar serão promovidas dia 13 de novembro

08/11/2016 - Niterói vai se engajar na luta contra o atropelamento de animais nas estradas. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade firmou uma parceria com o Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), da Universidade Federal de Lavras, e com o curso de Pós-Graduação em Engenharia de Biossistemas da UFF (PGEB), para promover ações no dia 13 deste mês, data escolhida para ser o Dia Nacional de Urubuzar.

Este evento, que está na sua segunda edição nacional, reúne diversas instituições brasileiras, sendo considerada a maior campanha para a preservação da fauna selvagem. O nome de urubuzar vem do urubu, que se alimenta dos animais mortos nas estradas. Seus objetivos são a sensibilização da população e ainda esclarecimentos de como é possível ajudar a reduzir os atropelamentos, por exemplo, através do aplicativo denominado Sistema Urubu Mobile, que torna qualquer um colaborador do CBEE.




A participação de Niterói será feita por meio de uma blitz educativa na Estrada da Serrinha, que liga Itaipu à Itaipuaçu, em Maricá, onde os atropelamentos de fauna selvagem são frequentes. Neste local serão realizadas, pela equipe de voluntários da UFF, do Parque Estadual da Serra da Tiririca e da secretaria, ações junto aos motoristas e aos visitantes da trilha para o Alto Mourão, no horário de 8h às 12h.

Já no Parque da Cidade, serão realizadas diversas atividades voltadas para o público infanto-juvenil, como oficinas de origami, passeios guiados, dinâmicas, jogos e ainda apresentação de vídeos e palestras para o público em geral durante a tarde. As atividades terão início às 9h e vão até às 17h.




O atropelamento de animais representa uma grande ameaça para biodiversidade brasileira. De acordo com dados divulgados pelo Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE), da Universidade Federal de Lavras, mais de 15 animais selvagens morrem atropelados nas estradas brasileiras a cada segundo, totalizando cerca de 475 milhões por ano. Ainda, segundo os dados da instituição, a Região Sudeste é o local onde ocorrem a maior parte desses atropelamentos.

Os alunos do curso de Pós-Graduação em Engenharia de Biossistemas da UFF desenvolvem  seus projetos de pesquisa em ecologia de estradas em Niterói para o levantamento dos dados quantitativos sobre a morte da fauna no município.

Mais informações no site http://www.smarhs.niteroi.rj.gov.br/sistemaurubu.


Fonte: Prefeitura de Niterói








terça-feira, 8 de novembro de 2016

LIXO FLUTUANTE: Projeto "De Olho no Lixo" retira resíduos da Baía de Guanabara



Foto Divulgação.

Foto Luiz Winter.


Ação ambiental reduzirá o lixo flutuante que fica retido em 17 ecobarreiras

Uma importante ação socioambiental contribuirá para reduzir o lixo que chega às 17 ecobarreiras instaladas nos principais rios que deságuam na Baía de Guanabara. A Secretaria do Ambiente lançou ontem, na comunidade Roquete Pinto, em Ramos, o projeto De Olho no Lixo – Baía de Guanabara. Somente este ano, quase cinco mil toneladas de resíduos foram retidas e tiveram destino ambiental adequado. Apenas a ecobarreira do Canal do Cunha, localizada próximo à comunidade, reteve aproximadamente duas mil toneladas de resíduos sólidos flutuantes de agosto de 2015 até hoje.

O projeto irá capacitar jovens, que atuarão como Protetores da Baía de Guanabara. Após a qualificação, o grupo vai elaborar um plano de ações de limpeza e de educação ambiental, a partir de um levantamento sobre os principais problemas ambientais de sua comunidade quanto à destinação do lixo.

Como parte das atividades desse plano de ação, serão realizados mutirões de limpeza, principalmente nos manguezais e ilhotas do Canal do Cunha, um afluente da Baía de Guanabara, onde está instalada uma das 17 ecobarreiras. As demais ficam na foz dos seguintes rios e canais que deságuam na baía: Mangue, Vila dos Pinheiros, Baixa do Sapateiro, Nova Holanda, Rua Darcy Vargas, Vila do Maruí, Ramos, Irajá, Meriti, Iguaçu, Sarapui, Estrela, Imboaçu, Marimbondo, Brandoas e Bomba.

Atividades

O projeto De Olho no Lixo também oferecerá aos participantes e à comunidade em geral atividades complementares de arte e educação ambiental em moda e música, através dos cursos Funk Verde e Ecomoda. As aulas estão previstas para começar em dezembro.

O Funk Verde oferece oficinas de percussão e teoria musical, com o reaproveitamento de materiais retirados do lixo para a confecção de instrumentos musicais. Já o Ecomoda é voltado para a capacitação em produção de acessórios e peças de vestuário, a partir do reaproveitamento de retalhos, tecidos, jeans usados, banners e outros.

Durante o lançamento do projeto De Olho no Lixo, os participantes também participaram da Oficina do Passo, um treinamento que une os movimentos do corpo ao uso de instrumentos.

A ação é uma iniciativa da Secretaria do Ambiente e do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), que tem como parceiros o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Instituto Brasileiro de Administração Municipal (Ibam) e o Programa de Saneamento dos Municípios do Entorno da Baía de Guanabara (Psam).

Iniciativa já funciona na Rocinha

O Projeto De Olho no Lixo já é desenvolvido na comunidade da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Nos últimos seis meses, foram recolhidas 292 toneladas de lixo por 30 agentes socioambientais capacitados pelo projeto.

O curso Funk Verde já capacitou 27 pessoas. Segundo a coordenadora do curso, Regina Café, foram produzidos 40 instrumentos musicais durante as aulas.

O Ecomoda qualificou 43 moradores. O coordenador do curso, Almir França, explicou que esses alunos produziram 418 peças, entre calças, vestidos, blusas, bolsas e acessórios. Essas peças foram inspiradas nos becos, uma característica marcante da comunidade.

O projeto De Olho no Lixo desenvolvido na Rocinha é fruto de cooperação técnica entre a Secretaria do Ambiente, o Inea (Instituto Estadual do Ambiente e o Viva Rio Socioambiental, com apoio da Associação dos Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj).

Fonte: Governo do RJ



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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

LIXO MARINHO: Países reúnem-se na Alemanha para debater o problema



Lindsey Hoshaw.


Países mais ricos do mundo concordam que é necessário estender, de forma global, plano de ação para combate ao lixo marinho.

A preocupação dos países que integram o grupo do G7 com a grave situação do lixo marítimo foi discutida, nos dias 25 e 26 de outubro, em Bremen, na Alemanha, no workshop “Ampliando a ação do G7 no combate ao lixo marinho”, que contou com a participação do Ministério do Meio Ambiente brasileiro. A convite do Ministério Federal do Meio Ambiente, Infraestrutura e Segurança Nuclear alemão (BMUB), o gerente de Gerenciamento Costeiro do MMA, Regis Pinto de Lima, e o analista ambiental Salomar Mafaldo participaram do evento que reuniu três países do grupo do G20: Brasil, África do Sul e Indonésia.

“Durante dois dias, 47 especialistas discutiram uma forma de estender o plano de ação de combate ao lixo no mar, que hoje já está em execução nos países do G7, diante da constatação de que o problema afeta de forma global os oceanos”, afirmou Regis Lima. A presença do lixo que chega nos oceanos vindos do continente, segundo explicou, é um dos principais problemas que afetam a biodiversidade marinha (peixes, aves, tartarugas, golfinhos, baleias), a pesca, o turismo, o lazer/recreação, além da saúde humana.

Regis Lima afirmou que o Brasil participou ativamente dos debates e agora o assunto será levado ao ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, para que o MMA possa liderar esta agenda ambiental, social e econômica.

“Nesse sentido, estamos propondo a realização do 1º Seminário Nacional sobre o Lixo no Mar em 2017, envolvendo os governos federal, estaduais, municiais, pesquisadores, empresários, terceiro setor e a sociedade como um todo com o objetivo de elaborar a estratégia brasileira nesse assunto”, adiantou o gerente.

RESÍDUOS AO MAR

Esta agenda é considerada prioritária pela gerência do MMA, diante da falta de informações sobre o lixo no oceano, já que somente existem pesquisas pontuais ao longo da costa brasileira. “O continente produz cada vez mais resíduos que são lançados no mar, alguns microscópicos, como o plástico, e que acabam entrando na cadeia alimentar de peixes, crustáceos e mamíferos, sendo ingeridos depois também pelas pessoas”, alertou Regis Lima.

Ele reconhece que se trata de uma iniciativa complexa, mas essencial para que o país tenha um retrato da presença do lixo no Oceano Atlântico. “Será fundamental mapear em que locais o lixo está mais concentrado, o tipo de lixo, a contaminação que está causando e como iremos tratar o problema”, disse o gerente do MMA.

Regis Lima lembrou que o ministro do Meio Ambiente, como parlamentar e coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, após uma ampla discussão com a sociedade civil, apresentou em 2013 o projeto de lei 6969, conhecida como Lei do Mar, mas as pressões contrárias estão dificultando a sua aprovação na Câmara dos Deputados.

De acordo com a justificativa do projeto, a zona costeira, hoje abriga inúmeras atividades econômicas com potencial de degradação ambiental e poluição. Entre essas múltiplas atividades, muitas possuem um potencial poluidor significativo, como as atividades portuária, petrolífera e química, a agricultura, a pecuária, a pesca, o turismo e o desenvolvimento urbano. Além dessas, há uma grande variedade de atividades industriais encontradas na zona costeira, incluindo: agroindustrial, alimentos, bebidas, borracha, calçados, editoração, extração mineral, farmacêutica, madeira, materiais elétricos, materiais de transporte, mecânica, metalúrgica, minerais não metálicos, mobiliário, papel, plástico, semicondutores, software, têxtil, vestuário e outras.

A Lei do Mar propõe uma gestão costeira que cumpra seus objetivos, como o da “incorporação da dimensão ambiental nas políticas setoriais voltadas à gestão integrada dos ambientes costeiros e marinhos, compatibilizando-as com o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro – PNGC”.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente




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