domingo, 6 de novembro de 2016

ENTREVISTA DO PREFEITO REELEITO RODRIGO NEVES (PV): ‘Segurança é minha prioridade’



O prefeito reeleito de Niterói, Rodrigo Neves (PV), em entrevista exclusiva no Grupo Fluminense Multimídia. Foto: Marcelo Feitosa


Giovanni Mourão

Prefeito reeleito de Niterói fala sobre resultado das urnas, suas realizações e expectativas para segundo mandato

A segurança pública será a prioridade da próxima gestão do prefeito reeleito de Niterói, Rodrigo Neves (PV). Em entrevista exclusiva, durante visita ao Grupo Fluminense Multimídia na última semana, o único prefeito da Região Metropolitana do Rio que conseguiu se reeleger falou sobre suas realizações no primeiro mandato, as obras que serão entregues ainda este mês e em dezembro e seus novos projetos para o município, abordando temas como educação, segurança, mobilidade, desenvolvimento econômico e saúde. Rodrigo Neves foi recebido pela superintendente do Grupo Fluminense, Cátia Gomes, e pelo jornalista Alexandre Torres.

Inicialmente, Rodrigo Neves fez uma análise do panorama eleitoral no Estado do Rio e no município de Niterói, onde venceu a eleição em todas regiões e classes sociais.

“O resultado das urnas me deixou muito orgulhoso, com um sentimento de gratidão à população de Niterói: a única cidade com mais de 200 mil habitantes de todo o Estado do Rio que optou pela continuidade. Eu acho que isso é reflexo do reconhecimento e da confiança no trabalho realizado pela nossa gestão nesses 3 anos e meio, que foi um trabalho de reconstrução da cidade e da autoestima do niteroiense. Isso vem de uma boa gestão fiscal e da realização dos compromissos que assumimos antes do primeiro mandato’’, disse.

Reeleito pela coligação “Para seguir em frente”, Rodrigo também frisou que investiu em todas as áreas da cidade, com foco nas regiões que, historicamente, receberam menos recursos em infraestrutura e políticas sociais.

“O resultado reflete nossa visão mais holística e integrada da cidade, que transformou Niterói em referência. Ao longo desses dias após a eleição, recebi ligações e visitas de prefeitos de várias regiões do Estado. Eles se interessaram em conhecer a experiência de Niterói nos últimos anos e as medidas que adotamos em 2013 para modernização da administração, a estruturação do plano estratégico e o ajuste fiscal feito no primeiro ano de mandato”.


Meta é que todas as ruas da Região Oceânica sejam pavimentadas até 2018. Foto: Divulgação/Prefeitura de Niterói


Ajuste fiscal preventivo e maior policiamento

Atualmente, Niterói é uma das pouquíssimas cidades do Estado do Rio que estão com todas as contas em dia e que continuam realizando investimentos. Como ocorre em todo cenário nacional, Rodrigo falou da necessidade de se fazer um ajuste fiscal no primeiro semestre de 2017, adequando as despesas ao contexto macroeconômico e de crise fiscal do Governo do Estado e do Governo Federal, que acaba se refletindo nos municípios.

Apesar da necessidade do ajuste de caráter preventivo, o prefeito destacou que agenda para o ano que vem será muito positiva devido às várias intervenções que já estão praticamente prontas na cidade.
‘‘Mesmo com o ajuste fiscal que está em estudos para ser implantado no início do segundo mandato, estamos com várias entregas para este mês de aniversário da cidade, como a inauguração da 21ª escola da nossa gestão, o centro cirúrgico do Getulinho, a Cidade da Ordem Pública e a Academia de Formação da Guarda Municipal. Neste momento, mais 15 ruas estão sendo pavimentadas na Região Oceânica, que vão contar com drenagem e galerias’’.

Rodrigo também reiterou que, até o final do ano, o Túnel Charitas-Cafubá já estará disponível para livre trânsito da população, além da conclusão da pavimentação do bairro da Fazendinha e da Avenida Professora Romanda Gonçalves em janeiro, e o início da pavimentação do bairro Santo Antônio. Junto ao túnel, a garagem subterrânea de Charitas também ficará pronta em dezembro, com 220 vagas.

Segurança – Rodrigo Neves destacou que a prioridade para o seu segundo mandato será a segurança pública. Ele declarou que vai inaugurar, já nas próximas semanas, a Academia de Formação da Guarda e a Cidade da Ordem Pública.

‘‘Hoje, sem dúvida alguma, o grande problema das cidades da Região Metropolitana, incluindo Niterói, é a segurança pública. Apesar de ser uma atribuição constitucional do Governo do Estado, o cidadão precisa que as forças públicas somem esforços para prover, com mais eficácia, essa segurança. Queremos que a Guarda Municipal de nossa cidade se transforme na melhor do país’’.

Rodrigo Neves anunciou também o coronel Paulo Henrique de Moraes como o novo secretário executivo do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), um grupo que vem se reunindo desde o início do atual governo e conta com a participação de todas as forças policiais. O oficial vai contribuir na identificação e mapeamento da mancha criminal, trazendo mais força para o GGIM, de acordo com o prefeito.

Como já afirmado no dia de sua reeleição, reiterou que possui o objetivo de ter um batalhão exclusivo para Niterói, além de investir R$10 milhões nas polícias Civil e Militar que atuam na cidade. Segundo o prefeito, será assinado um convênio para a disponibilização desses recursos, e detalhes sobre a aplicação desse investimento serão divulgados a partir desta semana.

‘‘Vamos aplicar recursos no valor de R$10 milhões nas polícias Civil e Militar que atuam em Niterói. Estamos desenvolvendo um convênio para a transferência desses recursos que será assinado neste mês. Também expressamos nosso objetivo de termos um batalhão exclusivo para nossa cidade para dar mais tranquilidade à população niteroiense. Nossa cidade tem índices criminais menores que os do Rio, São Gonçalo e municípios da Baixada Fluminense, mas mesmo assim são inaceitáveis. A prioridade absoluta da nossa gestão será a segurança pública”, declarou o prefeito.

Em seu primeiro mandato, Rodrigo criou o Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), com monitoramento por câmeras de toda a cidade; construiu cinco unidades das Companhias Destacadas da PM, a Delegacia de Homicídios (DH) e aumentou em duas vezes o efetivo da Guarda Municipal.

Compromissos firmados para a nova gestão

"Vamos criar PPPs para viabilizar o Centro de Convenções, melhorias na iluminação pública, gestão do Parque da Cidade (e Parnit) e para os cemitérios".



Mobilidade

Segundo o prefeito, o ajuste fiscal não compromete as entregas já mencionadas ainda para este ano e outras para 2017, como a grandiosa obra de 9,3 quilômetros da TransOceânica - que vai ligar o Engenho do Mato a Charitas. A principal melhoria que a obra vai trazer para a cidade será no trajeto entre a Região Oceânica e a Zona Sul, reduzindo o tempo e a extensão pela metade e sem cobrança de pedágio. Hoje, os 18 quilômetros que separam as duas regiões são percorridos em uma hora. Rodrigo também promete que, até 2018, concluirá a drenagem e pavimentação de todas as ruas da Região Oceânica.

“A TransOceânica será entregue no segundo semestre do ano que vem, melhorando a mobilidade urbana da cidade e agregando valor aos imóveis daquela região. Só o bairro do Cafubá já aumentou em pelo menos 40% o valor dos imóveis. A via terá um corredor com 13 estações de ônibus BHS e uma ciclovia. O impacto dessa obra vai trazer modernidade e qualidade urbana à Região Oceânica, criando um espaço mais amigável ao pedestre e ao ciclista’’, destacou.

Saúde

Em relação à Saúde, como já prometido em sua campanha, Rodrigo disse que já em 2017 será implantada a nova Maternidade Alzira Reis, em Jurujuba. A unidade terá uma estrutura muito mais moderna, e possuirá uma UTI infantil. O prefeito afirma que objetivo é transformá-la na melhor maternidade pública municipal de todo o Estado do Rio de Janeiro.

‘‘Até 2018, chegaremos a 100% do programa Saúde da Família. Hoje, estamos em 85%. Será a melhor cobertura do programa na Região Metropolitana. Todo público-alvo, a população mais vulnerável, será atendida pela atenção básica da saúde’’.

Saneamento Básico

No âmbito do Saneamento Básico, o prefeito afirmou que, em parceria com a Águas de Niterói, irá construir a Estação de Tratamento de Esgoto do Sapê e do Badu.

‘‘Até 2018 queremos chegar a 100% das regiões cobertas com coleta e tratamento de esgoto, atualmente estamos em 90%. Niterói será a primeira cidade do país com mais de 500 mil habitantes a chegar nesse patamar. Vemos claramente a disparidade de nossa cidade em relação aos municípios vizinhos nesse quesito. No Rio de Janeiro, o tratamento de esgoto chega a 40%. Em São Gonçalo apenas 5% e em Itaboraí 10%’’.

Educação

A Educação foi uma das áreas mais beneficiadas na primeira gestão de Rodrigo Neves. Ele afirmou que irá manter esta prioridade. Em 2017, será inaugurada mais uma Unidade Municipal de Educação Infantil (Umei), no Preventório, que será a maior creche municipal de Niterói.

O prefeito também reiterou a promessa de implantar o horário integral no ensino fundamental gradualmente, pois acredita que ‘‘a educação é a melhor ferramenta de prevenção à violência, de redução da desigualdade social e criação de oportunidades’’.

‘‘Niterói foi a cidade que mais ampliou investimentos em educação em todo o Brasil. Vamos aprimorar a experiência de horário integral que iniciei nesta primeira gestão. Iremos expandir o sistema já no início do próximo ano letivo, na Região Norte e nas áreas com menor IDH e maior vulnerabilidade infantojuvenil da cidade”. explicou.

A ideia é iniciar o novo horário em uma escola no Caramujo, duas no Fonseca e uma na Engenhoca, atendendo mais de 1.500 crianças no total. O contra-turno dessas crianças e adolescentes terá reforço escolar, artes marciais, esporte e língua estrangeira. O objetivo é que as crianças tenham cinco refeições por dia e fiquem o dia inteiro na escola.

Emprego e renda

No contexto de crise econômica do País, Rodrigo Neves também falou sobre desenvolvimento econômico e geração de emprego e renda.

‘‘Nós aumentamos a receita corrente líquida do município, entre 2013 a 2016, em mais que o dobro do período anterior. Nenhuma cidade brasileira conseguiu esse feito. No ranking da Firjan, saímos da 43ª posição em gestão fiscal em 2013 para a segunda posição em 2015. Vamos ampliar as parcerias público-privadas (PPPs) e fortalecer as vocações econômicas locais, como fizemos com os polos gastronômicos”, afirmou, citando a área de reparos navais como importante segmento.

‘‘Vamos criar PPPs para viabilizar o Centro de Convenções, melhorias na iluminação pública, gestão do Parque da Cidade e para os cemitérios. A ideia é que essas parcerias possam assegurar investimentos na cidade. Assim, o setor privado alavanca investimentos, melhora a infraestrutura e a qualidade de vida da cidade, gera empregos e renda, sem sacrificar os recursos municipais”.

Fonte: O Fluminense









NITERÓI DE BICICLETA: Bicicletário da Praça Arariboia entra na fase final



Espaço localizado na Praça Arariboia terá capacidade para 424 vagas, sendo 136 horizontais e 288 verticais. Foto: Evelen Gouvêa


Raiana Collier

Com previsão de entrega para 26 de novembro, a instalação já começa a tomar forma, com a estrutura metálica

Falta menos de um mês para a conclusão das obras de construção do bicicletário da Praça Arariboia, no Centro de Niterói. Com previsão de entrega para 26 de novembro, a instalação já começa a tomar forma, com a estrutura metálica do bicicletário sendo concluída. De acordo com a assessoria da Prefeitura, também estão sendo preparadas as tubulações para as instalações elétrica, hidráulica e de drenagem.

As instalações restantes, além de fechamentos e acabamento ainda estão pendentes. Ainda segundo a assessoria do poder municipal, após a conclusão da obra terá início o processo de cadastro dos usuários interessados no sistema de operação do bicicletário. Esse passo é necessário “para viabilizar o modelo de operação desenvolvido junto a especialistas e representantes da sociedade civil”.

O projeto do bicicletário foi desenvolvido pelo Programa Niterói de Bicicleta, coordenado pela Vice-Prefeitura, e o espaço terá capacidade para 424 vagas – 136 horizontais e 288 verticais -, à disposição dos ciclistas 24 horas por dia. Ocupando uma área total de 478 metros quadrados aproximadamente. O investimento será de R$ 852.598,79.

Fonte: O Fluminense








sexta-feira, 4 de novembro de 2016

VOTE EM MARTINE GRAEL E KAHENA KUNZE como melhores velejadoras do mundo em 2016



Martine e Kahena. Crédito: Jesus Renedo e Pedro Martinez/Sailing Energy


ABERTA AO PÚBLICO A VOTAÇÃO PARA ELEGER OS MELHORES VELEJADORES DE 2016

Martine Grael e Kahena Kunze são candidatas na categoria feminina. Fãs da vela podem participar até a próxima segunda-feira, dia 7

Os fãs da vela têm, a partir desta sexta-feira, dia 4, a oportunidade de participar da eleição de Melhor Velejador de 2016. A votação foi aberta no site da Federação Internacional de Vela (World Sailing), por meio do seguinte endereço: http://www.sailing.org/2016-world-sailor-of-the-year-voting.php. O link estará no ar até a próxima segunda-feira, dia 7, às 10h (horário de Brasília), quando a participação do público será encerrada. Campeãs olímpicas na classe 49erFX nos Jogos Rio 2016, as brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze concorrem na categoria feminina.

O anúncio dos vencedores está marcado para terça-feira, dia 8, em Barcelona, na Espanha, sede da Conferência Anual da World Sailing, numa cerimônia que será comandada pelo Rei Constantino II, da Grécia, presidente de honra da Federação Internacional. Além do voto popular, os ganhadores serão decididos pelos votos dos integrantes da Federação. Esta será a primeira vez que o público vai poder participar da escolha.


Martine e Kahena. Crédito: Jesus Renedo e Pedro Martinez/Sailing Energy.


Martine e Kahena foram indicadas pela segunda vez ao Prêmio de Melhores Velejadoras do Ano. Em 2014, quando se sagraram campeãs mundiais, elas venceram a disputa.

“É uma honra entrar para a lista das melhores velejadoras do ano depois de um final de Jogos Olímpicos tão emocionante. Ficamos muito gratas pela nomeação”, afirmou Martine.

Os candidatos ao prêmio de Melhor Velejador de 2016 são:

Feminino:

Martine Grael e Kahena Kunze (BRA), campeãs olímpicas na classe 49erFX;
Marit Bouwmeester (HOL), campeã olímpica na classe Laser Radial;
Cecilia Carranza Saroli (ARG), campeã olímpica na classe Nacra 17;
Hannah Mills e Saskia Clark (GBR), campeãs olímpicas na classe 470 feminina;
Charline Picon (FRA), campeã olímpica na classe RS:X feminina.

Masculino:

Peter Burling e Blair Tuke (NZL), campeões olímpicos na classe 49er;
Sime Fantela e Igor Marenic (CRO), campeões olímpicos na classe 470 masculina;
Santiago Lange (ARG), campeão olímpico na classe Nacra 17;
Giles Scott (GBR), campeão olímpico na classe Finn;
Damien Seguin (FRA), campeão paralímpico na classe 2.4mR.

O prêmio de Melhor Velejador do Ano é o principal título de reconhecimento da vela mundial. Criado em 1994 pela Federação Internacional, ele já foi conquistado quatro vezes por velejadores brasileiros. Além de Martine e Kahena em 2014, já ganharam o troféu Torben Grael, em 2009, e Robert Scheidt, em 2001 e 2004.

Fonte: CBVela (Release)






quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Desafio de Luta Olímpica incentiva modalidade em Niterói

 
 



Padro Conforte

Acadêmicos da UFF, Uerj, da Celso Lisboa, da Estácio de Sá e do Colégio da Polícia Militar, e os alunos das escolas municipais Altivo César, Onorino de Carvalho, Anísio Teixeira, Paulo de Almeida Campos, André Trows, Júlia Cortines, Vera Lúcia Machado; dos Colégios Estaduais: Aurelino Leal, São Domingos Sávio, José Bonifácio, Macedo Soares e Raul Vidal; do Iepic; e do Ciep 450, Emiliano Di Cavalcanti participaram dos Jogos Escolares de Niterói (JEN) e da primeira edição do Desafio Universitário de Luta Olímpica, que foi realizado no dia 29 de outubro, no MAC, em Niterói.

No resultado principal da disputa por equipes a grande campeã foi a do Colégio Municipal Altivo César. Já o Colégio Estadual Aurelino Leal (Ceal) ficou com o vice-campeonato, e com a terceira colocação está a Escola Municipal Paulo de Almeida, que também garantiu o pódio. No Estilo Livre o primeiro lugar fico com Iago Fernandes, do CPMERJ. No resultado do Desafio Universitário feminino a campeã foi Dailane Gomes, da Unisuan, seguida pela atleta Fabiana Chaves, da Estácio de Sá.

O professor e incentivador da Luta Olímpica em Niterói, Bira Fernandes, ressaltou que apesar das dificuldades e dos poucos locais para se treinar o esporte foi oficializado no calendário do JEN. “O desafio é interessante para os atletas conhecerem melhor o esporte, além de formar novos campeões como foi o caso do atleta Joílson Júnior, que é destaque na seleção e conquistou o ouro na Copa Brasil Internacional de Luta Olímpica”, disse Fernandes.

Fonte: A Tribuna








MORRO DA PENHA: equipamento de proteção em fase final de instalação

 
 
A expectativa dos moradores é que, após a intervenção, o número de acidentes graves diminua na região. Foto: Evelen Gouvêa


Raiana Collier

Colocação dos equipamentos de contenção no Morro da Penha, na Ponta D’Areia, está quase pronto

A instalação de equipamento de contenção na Ladeira Dona Maria das Dores, no Morro da Penha, Ponta D’Areia, região central de Niterói, entrou, essa semana, em sua fase final. Na segunda-feira da semana passada, teve início a obra de colocação de guard-rails - equipamentos de proteção que suportam choques de veículos em alta velocidade - no local. A expectativa dos moradores é de que, após a intervenção, o número de acidentes graves diminua.

A professora Clarivânia Soares, de 41 anos, trabalha há cerca de um ano na escola municipal da comunidade. Ela pede mais atenção dos condutores.

“Desde que cheguei, já aconteceram três acidentes graves, um deles com morte. Acho que o guard-rail vai ajudar a amenizar os impactos, mas ainda falta uma consciência dos motoristas de que não pode descer de forma imprudente. É preciso que eles saibam que é perigoso”, pontuou.

O técnico de logística Rogério Gabrech, de 52 anos, também comentou que acha positiva a intervenção, mas pede mais atenção para outras necessidades da via.

“Acredito que vai ajudar na contenção, em caso de acidentes. Mas o morador que sobe ou desce pelo acostamento ainda está em perigo, porque foi feito um projeto de estrada sem calçada para o pedestre transitar”, disse.

A Secretaria Municipal de Obras informou que” já fez melhorias em acessos na comunidade e está instalando um guard-rail no local. Sobre a falta de calçadas, informou que vai verificar a situação”.

Fonte: O Fluminense









terça-feira, 1 de novembro de 2016

SEGURANÇA EM NITERÓI: Prefeitura anuncia investimento de R$ 10 milhões para a segurança pública



 


Comandante-geral da PM afirmou que cidade vai receber nos próximos dias ações das tropas especiais da corporação, como o Bope

01/11/2016 - Em reunião com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Wolney Dias, na tarde desta terça-feira (01/11), o prefeito de Niterói anunciou um investimento de R$ 10 milhões nas polícias Civil e Militar que atuam na cidade.

Segundo o prefeito, será assinado um convênio para a disponibilização desses recursos, e detalhes sobre a aplicação desse investimento serão divulgados a partir da semana que vem.

O coronel Wolney Dias informou que, nos próximos dias, a cidade vai receber ações pontuais nos pontos mais críticos, que contarão com a participação de tropas especiais da corporação, como o Bope (Batalhão de Operações Especiais), Batalhão de Choque e Grupamento de Motociclistas.

O prefeito anunciou o coronel Paulo Henrique de Moraes como o novo secretário executivo do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM).

O chefe do Executivo municipal reiterou o pedido para que o 12º BPM seja exclusivo para o policiamento de Niterói. A solicitação, segundo o comandante-geral da PM, será passada ao Estado-Maior da corporação e também à Secretaria Estadual de Segurança Pública.

"A Prefeitura vai aplicar recursos nas polícias Civil e Militar que atuam em Niterói. Estamos desenvolvendo um convênio para a transferência desses recursos e que será assinado em novembro. Também expressamos nosso objetivo de termos um batalhão exclusivo para Niterói. Nós vamos ter várias ações da PM com forças especiais e acredito que, a partir destas decisões, vamos avançar e devolver a tranquilidade à população de Niterói. Nossa cidade tem índices criminais menores que o Rio, São Gonçalo e municípios da Baixada Fluminense, mesmo assim eles são alarmantes e inaceitáveis. Reitero a prioridade absoluta da questão da segurança, no sentido de cobrar, mas também de cooperar com as forças policiais", declarou o prefeito.

O coronel Wolney Dias afirmou que as propostas do prefeito foram muito bem acolhidas pela corporação e serão analisadas. Ele tranquilizou a população de Niterói e disse que, com as ações a serem desenvolvidas na cidade, os índices criminais vão ser reduzidos.

"O prefeito tem a preocupação com uma questão muito importante para a sociedade que é a segurança pública. Eles nos acenou com propostas, que foram muito bem acolhidas. Sua ajuda é de grande valia. Vamos desenvolver algumas ações pontuais com vista a diminuir os índices criminais que contarão com a participação das tropas especiais. Estaremos nos locais onde a mancha criminal se encontra mais acentuada. A população de Niterói deverá se sentir mais tranquila e segura sabendo que o prefeito e as forças públicas estão com toda a atenção voltada para o bem-estar dos cidadãos, ela pode esperar por resultados satisfatórios", disse.

O prefeito anunciou também o coronel Paulo Henrique de Moraes como o novo secretário executivo do Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), um grupo que vem se reunindo desde o início do atual governo e conta com a participação de todas as forças policiais. O oficial vai contribuir na identificação e mapeamento da mancha criminal, trazendo mais força para o GGIM, de acordo com o prefeito.

Fonte: Prefeitura de Niterói






POLUIÇÃO DO AR: Habitat III: OMS lança campanha contra poluição atmosférica



Imagem mostra a péssima qualidade do ar em Pequim, em dezembro de 2015 - Mark Schiefelbein / AP


Ação visa reduzir pela metade as mortes provocadas pela contaminação do ar até 2030

RIO — Estimativas apontam que a poluição atmosférica provoca a morte de 6,5 milhões de pessoas por ano, o que representa uma em cada nove mortes no mundo. Por isso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou nesta quarta-feira, durante a terceira Conferência das Nações Unidas sobre Moradia e Desenvolvimento Urbano Sustentável, Habitat III, uma campanha mundial para o enfrentamento desse problema.

Batizada como BreatheLife (respire a vida), a campanha tem um objetivo audacioso. Por meio do apoio a políticas de combate à poluição, a OMS visa reduzir pela metade as mortes provocadas pela contaminação atmosférica até 2030.

— Cerca de 6,5 milhões de pessoas morrem por ano pelos efeitos da contaminação do ar — disse Carlos Dora, coordenador da OMS, à agência AFP. — Temos que limpar o ar e promover a boa saúde.

Os dados mostram, por exemplo, que o ar no Rio de Janeiro possui 16 microgramas de partículas PM 2,5 por metro cúbico, concentração 60% maior que a considerada segura pela OMS.


O site da campanha possui informações estatísticas sobre 3 mil cidades no mundo, com informações sobre a qualidade do ar e os principais problemas de saúde acarretados sobre a poluição. Os dados mostram, por exemplo, que o ar no Rio de Janeiro possui 16 microgramas de partículas PM 2,5 por metro cúbico, concentração 60% maior que a considerada segura pela OMS.

E o problema é agravado nas cidades. De acordo com as estatísticas, 80% dos centros urbanos possuem concentração de poluentes acima do nível considerado seguro.

Além da campanha, a OMS apoia o uso de fontes limpas de energia, assim como alternativas para o transporte e a habitação. A modernização dos sistemas de mobilidade urbana são apontados como ponto chave na redução da poluição, assim como a melhoria dos combustíveis e a restrição da queima de lixo e madeira.

Segundo Dora, um projeto em Londres comprovou que a substituição do carvão nos sistemas de calefação das casas reduz a mortalidade muito rapidamente.

— O tema da contaminação e a a saúde estão muito associados — disse o coordenador da OMS.

Fonte: O Globo



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POLUIÇÃO DO AR: Unicef diz que 300 milhões de crianças no mundo respiram ar tóxico



Poluição na capital indiana Nova Déli, uma das cidades mais poluídas do mundo - Manish Swarup / AP


Poluição contribui para a morte de 600 mil menores de idade anualmente

RIO — A contaminação do ar é um dos fatores que contribuem para o desenvolvimento de doenças respiratórias e a elevação dos índices de mortalidade infantil, alertou o Unicef em relatório divulgado nesta segunda-feira. Uma em cada sete crianças no mundo vive em regiões onde a poluição é ao menos seis vezes maior que os níveis considerados seguros. São 300 milhões de crianças expostas a poluentes que podem provocar sérios danos físicos, incluindo problemas no desenvolvimento do cérebro.

— A contaminação ambiental é o principal fator que contribui para a morte anual de cerca de 600 mil crianças com menos de 5 anos, e ameaça a vida e o futuro de milhões mais a cada dia — disse Anthony Lake, diretor executivo do Unicef. — Os contaminantes não apenas provocam danos no desenvolvimento pulmonar, como podem cruzar a barreira de sangue do cérebro e causar danos cerebrais permanentes. Nenhuma sociedade pode ignorar a contaminação do ar.

O relatório foi divulgado uma semana antes do início da próxima Convenção das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, que será realizada entre os dias 7 e 18 de novembro no Marrocos. A agência, que promove os direitos e o bem-estar das crianças, está pedindo por ações urgentes dos líderes mundiais para a redução da contaminação do ar em seus países.

Com base em imagens de satélite, o Unicef confirmou que aproximadamente 2 bilhões de crianças vivem em áreas onde a contaminação ambiental supera as recomendações mínimas de qualidade do ar estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde. A situação é mais preocupante na Ásia, onde vivem 620 milhões de crianças respirando ar poluído, seguida pelo continente africano, com 520 milhões, e a região da Ásia e Pacífico, com 450 milhões.

A poluição é provocada pelas emissões do sistema de transporte na queima de combustíveis fósseis, mas também por agentes internos, como o uso de carvão ou lenha para cozinhar e aquecimento. Juntas, a contaminação externa e interna estão diretamente relacionadas com a pneumonia e outras doenças respiratórias, que respondem por uma em cada dez mortes de crianças com menos de 5 anos.

Segundo o fundo das Nações Unidas, as crianças são mais suscetíveis à poluição do ar que os adultos, já que seus pulmões, cérebro e sistema imunológico ainda estão se desenvolvendo. As crianças também respiram mais rápido que os adultos, aspirando mais ar em relação à massa corporal.

— Nós protegemos nossas crianças quando protegemos a qualidade do nosso ar — disse Lake.

Fonte: O Globo



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DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA: Crimes ambientais crescem 46% neste ano, no AM



Autuações Ipaam tem trabalhado no combate a crimes ambientais no Estado. Foto: Cinthia Guimarães/Divulgação Ipaam.

Entre janeiro e setembro de 2016, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) registrou 199 irregularidades, 46% a mais que todo o ano de 2015.  Multas neste ano já superam os R$ 6 milhões

Infrações ambientais rederam mais de R$ 6 milhões em multas, este ano, segundo dados do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). Ao todo, foram registradas, pelo órgão, 199 irregularidades como desmatamento ilegal e detenção de animais silvestres sem licença, 46% a mais do que em todo ano passado, quando 136 autos de infração foram lavrados.

Em todo ano passado, foram registrados 136 infrações ambientais que renderam R$ 13 milhões aos cofres públicos, conforme o Ipaam.

Os quelônios representam a maioria das apreensões de animais silvestres no Estado, segundo informou o gerente de Fiscalização do Ipaam, Rodrigo Tacioli Serafini. De cada dez ações de recuperação de animais nativos, realizadas pelo Ipaam, cerca de seis são tartarugas e jabutis. De acordo com o gerente, foram lavrados até o final do mês de setembro deste ano, 204 termos de apreensão e depósito; desses, 35 tinham como referência os animais silvestres.

Segundo Serafini, grande parte das infrações registradas pelo instituto são sobre o desmatamento e a realização de atividades sem a licença do órgão ambiental competente.

Entre os produtos florestais encontrados, o gerente destaca a apreensão das madeiras serradas comercializadas por madeireiras, as madeiras ‘brancas’ que são usadas na construção civil e as lenhas para uso em olarias.

Denúncias

As denúncias de crimes ambientais cresceram 19%, nos primeiros nove meses deste ano. No ano de 2015, até o mês de setembro, foram feitas 526 denúncias ao Ipaam; neste ano, no mesmo período, foram 624 denúncias, em média uma denúncia a cada 12 horas.

Até o mês de setembro, 2016 já havia registrado 91% de todas as denúncias do ano anterior. Em todo ano de 2015, foram feitas 682 denúncias, contra 624 de janeiro a setembro deste ano.

No último dia 13, uma fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF-AM) na rodovia federal BR 319, que liga Manaus a Porto Velho, apreendeu um jabuti, seis tartarugas e 78 ovos de quelônios que estavam dentro de um veículo preto, modelo VW Saveiro. Segundo a PRF, a fiscalização foi motivada por uma denúncia anônima.

Os animais e ovos, conforme a PRF, foram encaminhados para o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e um boletim de ocorrência policial foi realizado. Conforme o órgão, o documento foi encaminhado para a Polícia Civil e para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para tomada de providências.

As denúncias podem ser realizadas de segunda a sexta-feira no horário de 8h às 17h, na sede do Ipaam, na Avenida Mário Ypiranga, 3280, no bairro Parque 10 de Novembro ou nos telefones 2123 – 6715 e 2123 – 6729.

Por: Gisele Rodrigues
Fonte original: D24am
Fonte: Portal Amazônia





Pesquisa faz levantamento inédito dos cipós das florestas tropicais

 
 
Base de dados atualizados da tribo Bignonieae, formada em grande parte por cipós, traz informações genéticas, taxonômicas, morfológicas, geográficas e evolutivas (Foto: Dolichandra unguis-cati/Lúcia Garcez Lohmann)



Noêmia Lopes | Agência FAPESP - A chamada tribo Bignonieae, formada em grande parte por cipós e um componente importante das florestas tropicais, conta agora com um privilégio raro na biodiversidade brasileira: um levantamento completo e atualizado de seus 21 gêneros e 393 espécies, contendo dados sobre morfologia, taxonomia, distribuição geográfica e genética, além de informações sobre a história evolutiva e biogeográfica do grupo.

Esse é o resultado do projeto "Sistemática da tribo Bignonieae (Bignoniaceae)", apoiado pela FAPESP e coordenado por Lúcia Garcez Lohmann, do Instituto de Biociências (IB) da Universidade de São Paulo (USP).

“Temos cerca de 250 famílias de plantas no Brasil e para bem poucas delas chegou-se a esse grau de detalhamento, o qual é fundamental para o entendimento dos processos que levaram à formação da nossa flora como um todo, bem como para o estabelecimento de áreas prioritárias para a conservação, planos de manejo e uso sustentável da biodiversidade”, disse Lohmann à Agência FAPESP.

Ao longo dos últimos 24 anos, a pesquisadora vem aprimorando a classificação das bignoniáceas, família cujas flores têm um característico formato de trompete e que tem na tribo Bignonieae seu maior grupo. A tribo, por sua vez, inclui a linhagem mais diversa de cipós – também conhecidos por lianas – das florestas tropicais.

“Trata-se de um grupo muito importante. O que diferencia as florestas do velho mundo das florestas da região neotropical é justamente a presença das lianas. Como as espécies da tribo Bignonieae representam a linhagem mais diversa e abundante de cipós da região neotropical, o entendimento de sua história evolutiva nos traz importantes informações sobre a origem e a diversificação das florestas neotropicais como um todo. Além disso, as espécies da tribo são muito utilizadas por comunidades indígenas por conta de suas propriedades medicinais, apresentando bom potencial farmacológico”, afirmou Lohmann.

O primeiro passo, seja na direção de conhecer melhor o passado de certos ecossistemas ou de buscar novos compostos químicos para a produção de fármacos, era saber exatamente quantas espécies de cipós desse clado existem, onde cada uma se encontra, como evoluíram e quais são seus parentes mais próximos – levantamento que configurou o objetivo central do estudo.

Com a nova organização, foram descritas cerca de 10 novas espécies, propostas 190 novas combinações nomenclaturais e quase 100 novos lectótipos (espécimes sobre os quais se baseia a redescrição de uma espécie) e resolvidos inúmeros problemas taxonômicos. Com esse grau de conhecimento, a tribo Bignonieae passou a servir como um dos modelos utilizados no Projeto Temático "Estruturação e evolução da biota amazônica e seu ambiente: uma abordagem integrativa", também realizado sob a coordenação de Lohmann.

O temático – uma colaboração dos programas BIOTA-FAPESP (Programa FAPESP de Pesquisas em Caracterização, Conservação, Restauração e Uso Sustentável da Biodiversidade) e Dimensions of Biodiversity, da National Science Foundation, dos Estados Unidos – investiga a origem da biodiversidade da Amazônia, onde as lianas chegaram há cerca de 40 milhões de anos, 10 milhões de anos após surgirem na região leste do Brasil, onde hoje está a Mata Atlântica.

Segundo Lohmann, linhagens do grupo seguiram migrando e diversificando-se e, em torno de 30 milhões de anos atrás, chegaram a áreas secas do Cerrado. Alguns milhões de anos depois, ocorreram a evolução do hábito arbustivo, a perda de gavinhas – uma modificação dos folíolos de plantas trepadeiras que lhes dá apoio para a escalada – e a evolução de sementes com contornos arredondados, que lhes permite viajar por grandes áreas abertas como frisbees. Com o passar do tempo, espécies de Bignonieae continuaram a expandir sua extensão pelas Américas, até atingir o México e o sul dos Estados Unidos.

Outro ganho proporcionado pela pesquisa foi a possibilidade de entender, em cada caso, o que veio primeiro: a ocupação de novos ambientes ou a transformação de características morfológicas. “Com a filogenia [história genealógica de uma espécie ou de um grupo biológico], conseguimos determinar quando certa característica mudou. Nos casos em que características evoluíram antes da ocupação de uma nova área, temos o que chamamos de surgimento de uma inovação-chave, ou seja, a evolução de uma característica que viabilizou a ocupação de um novo ambiente e a diversificação do grupo. Quando a alteração ocorreu depois da ocupação de um novo ambiente, temos adaptações propriamente ditas”, disse Lohmann.

Das coletas ao laboratório

Ao longo do projeto, Lohmann e seus orientandos rodaram o Brasil fazendo coletas em campo e visitando herbários. Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Piauí e Rio de Janeiro, além do próprio Estado de São Paulo, foram alguns dos destinos da equipe.

“Escolhemos algumas localidades nas quais as lianas haviam sido pouco coletadas. Em outras, já sabíamos da ocorrência de cipós, mas a coleta de mais exemplares permitiu um aumento no número de registros e acesso a material fresco para extração de DNA, trabalhos com anatomia e fitoquímica”, contou Lohmann.

Um legado da visita a esses herbários foi a identificação de muitos materiais que não estavam classificados anteriormente. Outra boa herança foi a interação entre alunos de graduação e pós-graduação locais com aqueles que estavam trabalhando com Lohmann. “Ao longo deste projeto, jovens pesquisadores de diferentes estados me procuraram querendo estudar em mais detalhes a flora de suas regiões. Agora, tenho orientandos e parcerias com alunos e professores de diversos estados brasileiros. O apoio é mutuo com os alunos de São Paulo, que sempre foram muito bem recebidos em todas as instituições visitadas”, disse.

Também houve visitas a países como Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Estados Unidos, França, Inglaterra, Suécia e Rússia, onde se encontram coleções clássicas e grande quantidade de material-tipo necessário às revisões taxonômicas.

A análise de todo o material se deu em um momento de transição. No início do projeto, em 2012, fazia-se sequenciamento genético pelo método Sanger, com a utilização de apenas alguns marcadores moleculares. A proposta original era, portanto, sequenciar três marcadores para múltiplos indivíduos de todas as espécies da tribo Bignonieae. “Mas no meio do projeto”, contou Lohmann, “surgiu a chance de usarmos Next Generation Sequencing e, com isso, sequenciar genomas inteiros, o que nos permitiu reconstruir o parentesco entre gêneros e espécies com maior grau de certeza.”

Para dar conta da abrangência da investigação, houve a participação de um grande número de bolsistas, da iniciação científica ao pós-doutorado: Alexandre Rizzo Zuntini, Alison Nazareno, Annelise Frazão Nunes, Beatriz Machado Gomes, Eric Yasuo Kataoka, Fabiana Firetti Leggieri, Jéssica Nayara Carvalho Francisco, Luiz Henrique Fonseca, Maila Beyer, Maria Claudia Medeiros, Maria Fernanda Calió, Miriam Kaehler (doutorado e pós-doutorado) e Verônica Thode.

“Como usamos a mesma metodologia e conduzimos as investigações de forma padronizada, estamos agora consolidando uma grande base de dados com fotos, informações sobre morfologia, distribuição geográfica e genética das espécies. Também estamos estudando uma boa forma de disponibilizar os dados e as imagens em uma página na internet”, disse Lohmann.

Outro desdobramento previsto é entender como o grupo deve reagir a mudanças climáticas. Nesse sentido, a pesquisadora está orientando o doutorado de Juan Pablo Narváez Gómez, da Colômbia. De acordo com Lohmann, “o objetivo é encontrar as áreas com maior diversidade e endemismo de espécies da tribo Bignonieae, modelar a distribuição das espécies utilizando cenários atuais e futuros e, com base nisso, propor estratégias de conservação”.

Artigos publicados

Até o momento, a pesquisa “Sistemática da tribo Bignonieae (Bignoniaceae)” resultou na publicação de 18 artigos científicos, listados a seguir, além de outros cinco submetidos para publicação:

Iamonico, D., E. Banfi, G. Galasso, L.G. Lohmann, J.A. Lombardi & N.M.G. Ardenghi. 2015. Typification of the Linnaean name Bignonia peruviana (Vitaceae). Phytotaxa 236(3): 283-286. http://biotaxa.org/Phytotaxa/article/view/phytotaxa.236.3.10

Fonseca, L.H.M.F. & L.G. Lohmann. 2015. Biogeography and evolution of Dolichandra (Bignonieae, Bignoniaceae). Botanical Journal of the Linnean Society 179: 403-420. http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/boj.12338/abstract

Nazareno, A.G., M. Carlsen & L.G. Lohmann. 2015. Complete chloroplast genome of Tanaecium tetraganolobum: The first Bignoniaceae plastome. PLOS One 10(6): e0129930. http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371%2Fjournal.pone.0129930

Zuntini, A.R., C.M. Taylor & L.G. Lohmann. 2015. Problematic specimens turn out to be two undescribed species of Bignonia (Bignoniaceae). Phytokeys 56: 7-18. http://phytokeys.pensoft.net/articles.php?id=5423

Zuntini, A.R., C.M. Taylor & L.G. Lohmann. 2015. Deciphering the Neotropical Bignonia binata species complex (Bignoniaceae). Phytotaxa 219(1): 69-77. http://biotaxa.org/Phytotaxa/article/view/phytotaxa.219.1.5

Firetti-Leggieri, F. D. Demarco & L.G. Lohmann. 2015. A new species of Anemopaegma (Bignonieae, Bignoniaceae) from the Atlantic Forest of Brasil. Phytotaxa 219(2): 174-182. http://biotaxa.org/Phytotaxa/article/view/phytotaxa.219.2.7

Fonseca, L.H.M.F., S.M. Cabral, M.F. Agra & L.G. Lohmann. 2015. Taxonomic updates in Dolichandra (Bignonieae, Bignoniaceae). Phytokeys 46: 35-43. http://phytokeys.pensoft.net/articles.php?id=4671

Medeiros, M.C.M.P., A. Guisan & L.G. Lohmann. 2015. Climate niche conservatism does not explain restricted distribution patterns in Tynanthus (Bignonieae, Bignoniaceae). Bot. J. Linn. Soc. 179: 95-109. http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/boj.12300/abstract

Medeiros, M.C.P. & L.G. Lohmann. Taxonomic revision of Tynanthus (Bignonieae, Bignoniaceae). Phytotaxa 216(1): 1-60. http://biotaxa.org/Phytotaxa/article/view/phytotaxa.216.1.1

Medeiros, M.C.P. & L.G. Lohmann. 2015. Phylogeny and biogeography of Tynanthus Miers (Bignonieae, Bignoniaceae). Molecular Phylogenetics and Evolution 85: 32-40. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25659336

Medeiros, M.C.P. & L.G. Lohmann. 2014. Two new species of Tynanthus Miers (Bignonieae, Bignoniaceae) from Brazil. Phytokeys 42: 77-85. http://phytokeys.pensoft.net/articles.php?id=4192

Lohmann, L.G & C.M. Taylor. 2014. A new generic classification of Tribe Bignonieae (Bignoniaceae). Annals of the Missouri Botanical Garden 99(3): 348-489. http://www.bioone.org/doi/abs/10.3417/2003187

Zuntini, A.R., C.M. Taylor & L.G. Lohmann. 2014. Proposal to conserve the name Bignonia magnifica (Bignoniaceae) with a conserved type. Taxon 63(6): 1376-1377. http://www.ingentaconnect.com/contentone/iapt/tax/2014/00000063/00000006/art00025

Zuntini, A.R. & L.G. Lohmann. 2014. Synopsis of Martinella Baill. (Bignonieae, Bignoniacee), with the description of a new species from the Atlantic Forest of Brazil. Phytokeys 37: 15-24. http://phytokeys.pensoft.net/articles.php?id=1526

Firetti-Leggieri, F., L.G. Lohmann, J. Semir, D. Demarco & M.M. Castro. 2014. Using leaf anatomy to solve taxonomic problems within the Anemopaegma arvense species complex (Bignonieae, Bignoniaceae). Nordic Journal of Botany 32: 620-631. http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1756-1051.2013.00275.x/pdf

Zuntini, A.R., L.H.M. Fonseca & L.G. Lohmann. 2013. Primers for phylogeny reconstruction in Bignonieae (Bignoniaceae) using herbarium samples. Applications in Plant Sciences 1(9): 1300018. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25202586

Lohmann, L.G., C. Bell, M.F. Calió, and R.C. Winkworth. 2013. Pattern and timing of biogeographical history in the neotropical Tribe Bignonieae (Bignoniaceae). Botanical Journal of the Linnean Society 171: 154-170. http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/j.1095-8339.2012.01311.x/abstract

Kaehler, M., F. Michelangeli & L.G. Lohmann. 2012. Phylogeny of Lundia based on ndhF and PepC sequences. Taxon 61(2): 368-380. http://www.ingentaconnect.com/content/iapt/tax/2012/00000061/00000002/art00008


Fonte: Agência FAPESP