quinta-feira, 27 de março de 2014

Banco Mundial lança guia sobre dados climáticos e riscos de desastres




Por Redação TN / Jéssica Lipinski, Instituto CarbonoBrasil

Com o número cada vez maior de eventos climáticos extremos, os países mais pobres e emergentes enfrentam um risco crescente de enfrentar desastres que podem causar milhares de mortes e bilhões em prejuízos. Segundo relatório do Banco Mundial (BM), a melhor forma de prevenção desse problema está nas próprias comunidades: capacitando-as para a coleta de dados sobre riscos de catástrofes, é possível reduzir a lacuna de informação climática entre a população e o governo, permitindo que as mudanças climáticas sejam combatidas.
 
O Open Data for Resilience Initiative (OpenDRI) Field Guide (algo como Guia de Campo para Dados Abertos para Iniciativas de Resiliência) visa melhorar a adaptação de países em desenvolvimento e a catástrofes naturais e às mudanças climáticas, evitando ao máximo os efeitos prejudiciais desses eventos. O documento tem como objetivo apontar as formas de compartilhamento de dados e a colaboração entre diversos agentes da sociedade, como agências governamentais, o setor privado, a academia e a sociedade civil, no combate a esses fenômenos e suas consequências.
 
“Perdas econômicas de desastres naturais aumentaram de US$ 50 bilhões a cada ano nos anos 1980 para pouco menos de US$ 200 bilhões a cada ano na última década; cerca de três quartos dessas perdas são resultado de extremos climáticos”, observou Rachel Kyte, vice-presidente do Banco Mundial. “O guia de campo permitirá que muitos de nossos parceiros melhorem a transparência, acessibilidade e colaboração em seus esforços para criar uma resiliência climática e de desastres”, continuou ela.
 
Além de apresentar estratégias que permitem uma redução de riscos mais eficiente frente às mudanças climáticas, o guia também promove uma série de esforços humanitários e de resiliência climática, apontando exemplos de sucesso em diversas partes do mundo.
 
“Tradicionalmente, há uma divisão entre dados de desenvolvimento e dados humanitários. O guia de campo nos ajudará a tratar esses recursos como uma coisa só, e permitir uma integração melhor dos bancos de dados existentes para nossos projetos”, comentou Sarah Telford, gerente de projeto do Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA) e colaboradora do OpenDRI.
 
Um dos casos apresentados é o GeoNode, uma ferramenta de código aberto para a gestão e visualização de dados espaciais. A ferramenta, já em uso em mais de 20 países, pode ser facilmente modificada e integrada em plataformas existentes, dando às comunidades um grande controle sobre informações de mapeamento. A GeoNode foi usada intensamente depois que o Tufão Haiyan passou pelas Filipinas, desalojando cerca de 11 milhões de pessoas e matando mais de seis mil.
 
Outro exemplo é uma ferramenta semelhante, a InaSAFE, desenvolvida em uma parceria da Austrália com a Indonésia, que permite que projetos comunitários de mapeamento sejam combinados com dados de risco, criando avaliações rápidas de impacto de desastres. Em Jacarta, capital indonésia, 500 membros da comunidade já foram treinados para coletar dados de hospitais, escolas, construções privadas e infraestrutura para aplicar à ferramenta.
 
Segundo o relatório, são ferramentas abertas como essas que estão incentivando tanto governos quanto comunidades a criarem estratégias para a mitigação dos efeitos cada vez mais fortes de tempestades, enchentes, secas e outras catástrofes naturais, e o guia é uma forma de disseminar isso.
 
“Ao fomentar um espírito de inovação e colaboração, o Guia de Campo OpenDRI permitirá que comunidades continuem a desenvolver ferramentas direcionadas de código aberto para a redução de risco de desastres, prometendo um caminho mais limpo em direção a um aumento de resiliência em algumas das comunidades mais vulneráveis do mundo”, conclui a publicação.

Para mais informações.




Obra da Companhia Destacada do Morro do Estado está pronta e será inaugurada nesta sexta feira




A Prefeitura de Niterói concluiu esta semana obras da nova base da Companhia Destacada da PM do centro que está sendo construída no morro do Estado. A unidade, que já foi entregue à Polícia Militar, será inaugurada na sexta-feira, 28 de março.

O prédio da companhia destacada tem agora dois andares, dois alojamentos, recepção, salas para o comandante e de reunião, cozinha, refeitórios, banheiros, internet, toldo, tratamento paisagístico e nova acessibilidade, além de ser totalmente climatizada.

A secretária-executiva da prefeitura de Niterói, Maria Célia Vasconcellos, explica que a prefeitura está reforçando as políticas públicas para oferecer perspectivas diferenciadas para a segurança pública. No último fim de semana, ainda antes da inauguração, a prefeitura realizou uma ação social na comunidade, com tendas oferecendo serviços como medição de glicemia e pressão arterial, palestras sobre doenças sexualmente transmissíveis e eventos culturais e esportivos.

"A Companhia Destacada é uma forma de atuação que envolve muito mais do que a segurança. Ela envolve cidadania, porque são ações integradas dos serviços públicos, de responsabilidade da prefeitura, dos serviços da sociedade civil e de outras instituições como Sesc, Sebrae, entre outras, voltados para que os moradores desta comunidade avancem no processo de adquirir mais do que segurança, e sim direitos, paz e acesso igualitário aos serviços".

Outro ponto importante a destacar, de acordo com a secretária, é que a companhia parte de um outro princípio.

"A ideia é que ela seja um ponto de apoio não só para a comunidade, mas com o seu entorno. É um pouco um contraponto de um serviço voltado exclusivo para uma área. Atenderá a todo o centro de Niterói, buscando de uma maneira mais organizada criar um mecanismo que vá permitir a derrubada das paredes da "cidade partida", porque o Morro do Estado tem que estar inserido no centro da cidade."

Para Maria Célia, a iniciativa será ajustada de acordo com necessidades específicas: "É uma proposta que vai amadurecer de forma cuidadosa e atendendo a características do local. Temos a expectativa de que é um contraponto muito importante para essa questão que aflige a todos nós nos nossos direitos mais fundamentais, como o direito de ir e vir. Estamos trazendo para Niterói um trabalho que apresenta uma lógica diferenciada e que pode oferecer uma experiência bem-sucedida para o nosso estado e até para outras cidades do porte de Niterói no país".

O comandante do 12º BPM (Niterói), tenente-coronel Gílson Chagas, destacou a parceria com a Prefeitura de Niterói.

"A Prefeitura é uma grande parceira da Polícia Militar. A integração entre a Prefeitura, Polícia Militar e comunidade facilita muito a área de segurança." afirmou.

A Companhia Destacada do centro tem 130 policiais. Além do morro do Estado, a Companhia Destacada da PM no centro ganhará outra base, a ser instalada no Morro do Palácio, no Ingá.

Fonte: Prefeitura de Niterói


segunda-feira, 24 de março de 2014

Brasil eleva a 80% o acesso das adolescentes das Américas à vacina contra o HPV. Niterói adere à campanha




Após adesão do Brasil, 80% das adolescentes das Américas terão acesso à vacina contra o HPV

Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) elogiou iniciativa brasileira, que terá um grande impacto “na saúde das meninas de hoje e das mulheres do futuro”. No país ocorrem 15 mil casos novos por ano.

Com sua introdução no Brasil, pouco mais de 80% das adolescentes das Américas terão acesso à vacina contra o HPV, que protege contra dois tipos do vírus papilomavírus humano – causador de 70% dos casos de câncer de colo do útero, segunda causa de morte por câncer entre as mulheres da América Latina e do Caribe.

“A medida terá um grande impacto na saúde das meninas de hoje e das mulheres do futuro, prevenindo a infecção pelo HPV e reduzindo a mortalidade pelo câncer do colo do útero”, disse o diretor adjunto da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), Jon Andrus. “Toda a evidência disponível confirma que a vacina é segura e efetiva”, acrescentou.

Em sua última reunião, no dia 12 de março, o Comitê Consultivo Mundial sobre Segurança das Vacinas (cuja sigla em inglês é GACVS), responsável por prestar assessoramento independente, fidedigno e científico à OMS, assegurou novamente sua confiança no perfil de segurança das vacinas contra o HPV.

Ouça a matéria da Rádio ONU em português sobre o tema clicando aqui

Já o Grupo de Especialistas em Assessoramento Estratégico sobre Imunização (SAGE) da OMS recomendou a vacina para países nos quais a prevenção do câncer do colo do útero seja uma prioridade de saúde pública, e nos quais sua administração seja custo-efetiva e sustentável. Estas posições são endossadas pelo Grupo Técnico Assessor em Doenças Preveníveis por Vacinação da OPAS.

Desde o lançamento da vacina contra o HPV, em 2006, mais de 170 milhões de doses foram aplicadas no mundo. Diversos estudos, que monitoraram durante anos centenas de milhares de pessoas vacinadas na Austrália, Europa e América do Norte, excluíram a ocorrência de eventos adversos graves ou permanentes.

O impacto na redução do HPV também foi alentador. Nos Estados Unidos, foram reduzidas à metade as infecções pelos tipos do HPV sobre os quais atua a vacina. Dados da Austrália e Dinamarca também demonstram redução de lesões pré-cancerosas no colo do útero entre as pessoas vacinadas.

Nas Américas vinte países, que representam em conjunto pouco mais de 80% das adolescentes da região – entre eles Argentina, Canadá, Colômbia, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e, agora, o Brasil – aplicam a vacina contra o HPV por meio de seus programas públicos de imunização.

Prevenção contra 70% dos casos de câncer do colo do útero

A vacina disponível atualmente previne contra dois tipos de papilomavírus humano (o 16 e o 18) que, juntos, causam 70% dos casos de câncer do colo do útero. O vírus é transmitido por contato sexual e causa lesões que podem evoluir para tumores no colo do útero. Para que a vacinação seja eficaz, deve ser aplicada antes do início da vida sexual.

Segundo estimativas da OPAS/OMS, 68.818 mulheres desenvolveram câncer do colo do útero em 2012 na região e 28.565 morreram como consequência. No Brasil ocorrem 15 mil casos novos por ano e, em consequência, 4.800 mulheres perdem a vida, estima o Instituto Nacional do Câncer do Brasil (INCA).

O Brasil planeja vacinar 5,2 milhões de adolescentes do sexo feminino de 11 a 13 anos este ano, o que equivale a pouco mais de 20% do total. Em 2015 o país administrará a vacina em meninas de 9 a 11 anos e, a partir de 2016, desde os 9 anos. A vacinação será realizada em escolas públicas e privadas, bem como nas 36 mil salas de vacinação da rede pública de saúde.

Atingir altas coberturas de vacinação será importante para que a vacina alcance o seu máximo potencial de proteção. De acordo com as recomendações do governo brasileiro, as meninas vacinadas também deverão realizar, a partir dos 25 anos, exames ginecológicas para prevenir o câncer de colo do útero.

A Organização Pan-Americana da Saúde apoia a decisão brasileira de propiciar gratuitamente a vacina às adolescentes, num marco integrado para a prevenção e o controle do câncer de colo do útero.

“A introdução universal da vacina contra o HPV demonstra o compromisso das autoridades e dos profissionais da saúde do Brasil”, destacou Cuauhtémoc Ruiz, responsável pelo Programa Ampliado de Imunização da OPAS/OMS.

Principais dados sobre as vacinas contra o HPV

• 70% dos casos de câncer do colo do útero no mundo todo são causados por dois tipos do HPV (16 e 18).
• Há duas vacinas contra o HPV aprovadas pela OMS e registradas na maioria dos países.
• Ambas as vacinas previnem mais de 95% das infecções cervicais causadas pelos tipos 16 e 18 do HPV, e podem dar alguma proteção cruzada contra outros tipos oncogênicos do HPV menos comuns que causam câncer de colo do útero.
• Ambas as vacinas previnem a infecção, e portanto são mais eficazes se forem administradas antes da exposição ao HPV.
• As vacinas não combatem infecção com HPV preexistentes, nem a enfermidade diretamente associada ao HPV.
• O grupo alvo recomendado pela OMS para a vacinação é o das meninas de 9 a 13 anos de idade que ainda não sejam sexualmente ativas.
• A segurança destas vacinas está sendo monitorada atentamente, em estudos científicos que envolvem milhares de pessoas em vários países, e os resultados continuam a confirmar seu perfil de segurança.
• Pessoas infectadas pelo HIV podem vacinar-se.
• Quase todos os casos do câncer de colo do útero são causados por uma infecção persistente pelo HPV.
• A maioria das pessoas são infectadas pelo HPV pouco depois de iniciar a atividade sexual e a maioria destas infecções resolvem-se espontaneamente. Mas se a infecção persistir e não for detectada e tratada a tempo, poderá levar a um câncer do colo do útero.
• A vacinação contra o HPV não substitui os testes para detecção do câncer de colo do útero, como o Papanicolau, o exame de HPV e a inspeção visual com ácido acético.

A OPAS, estabelecida em 1902, é a mais antiga organização mundial de saúde pública internacional. Trabalha com todos os países do continente para melhorar a saúde e a qualidade de vida das pessoas da região. Atua como o Escritório Regional para as Américas da OMS e também é o organismo especializado em saúde do sistema americano.

Fonte: ONU no Brasil

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NITERÓI ADERE À INICIATIVA:

Vacinação contra o HPV em Niterói começa na próxima segunda-feira (10)

O Ministério da Saúde (MS) disponibilizará no Calendário Nacional de Vacinação, a partir deste ano, a vacina quadrivalente contra o Papiloma Vírus Humano (HPV). A vacina será introduzida de forma gradual, contemplando inicialmente, em 2014, as meninas com idade de 11 a 13 anos. O esquema de vacinação prevê a aplicação de três doses, com o intervalo de seis meses entre a primeira e a segunda dose e 50 meses entre a primeira e a terceira dose.

Para atender à população alvo de Niterói, que soma 9.528 meninas, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) vai mobilizar três equipes volantes que aplicarão a primeira dose nas escolas participantes do Programa Saúde na Escola (PSE), começando pelas escolas públicas, mediante apresentação de autorização escrita dos responsáveis. A vacina também estará disponível a partir desta segunda-feira (10/03), das 8h às 17h, em todas as unidades básicas de saúde, policlínicas (regionais e comunitárias) e módulos do Médico de Família. Para receber a dose, a criança terá que levar à unidade o Cartão de Vacinação e um documento para comprovação da idade.

De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina é segura, sendo esperadas reações leves como dor e vermelhidão no local da aplicação e febre. No entanto, é contraindicada em caso de alergia grave à leveduras, ou quando já ocorreu reação alérgica grave após a administração de dose anterior. Também não deve ser dada durante a gravidez.

As meninas que já iniciaram a vacinação em clínicas particulares e que estão na faixa etária alvo da campanha poderão concluir o esquema na rede pública, bastando levar o comprovante da vacinação anterior.

O HPV
Os tipos de vírus HPV mais comuns (6,11,16 e 18) são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero e até 90% das lesões anogenitais. Outros tipos de câncer que podem estar associados ao HPV são de vagina, de vulva, de pênis, de ânus e de orofaringe.

A principal forma de transmissão do HPV é por via sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Embora tenha baixa frequência, pode ocorrer a infecção por sexo oral.

A vacina que será utilizada na rede pública previne infecções pelos tipos virais mais comuns e tem maior evidência de proteção e indicação para pessoas que nunca tiveram contato com o vírus.

Cabe lembrar que vacinação é uma ferramenta de prevenção primária e não substitui o rastreamento do câncer do colo do útero realizado nas consultas médicas. Da mesma forma, a vacina não confere proteção contra outras doenças sexualmente transmissíveis e, por isso, a importância do uso do preservativo em todas as relações sexuais.

Escolas públicas

A seguir, a relação das escolas municipais de Niterói que serão visitadas pelas equipes volantes de vacinação:


EM Altivo César, Barreto.

EM Francisco Portugal Neves, Piratininga.

EM Honorina de Carvalho, Pendotiba.

EM João Brazil, Morro do Castro, Fonseca.

EM José de Anchieta, Caramujo.

EM Levi Carneiro, Sapê.

EM Maestro Villa-Lobos, Ilha da Conceição.

EM Paulo Freire, Fonseca.

EM Rachid da Glória, Santa Bárbara.
 

 Fonte: Prefeitura de Niterói


ONG SELECIONA JOVENS PARA RECEBER TRATAMENTO ODONTOLÓGICO GRATUITO


Turma do Bem e Oral-B promovem a maior triagem do mundo no Brasil, em 10 países da América Latina e em Portugal

Amanhã, dia 25, jovens de baixa renda terão a chance de serem selecionados para receber tratamento odontológico gratuito na segunda megatriagem que a ONG Turma do Bem e a Oral-B realizam, simultaneamente, em 270 municípios do Brasil, em 10 países da América Latina e em Portugal.

A expectativa é que 50 mil estudantes de 11 a 17 anos passem pela triagem nesse dia. A seleção será feita por um índice de prioridade, que beneficia os adolescentes mais pobres, os com problemas bucais mais graves e os mais velhos, que estão mais próximos do primeiro emprego.

O processo de triagem é bem simples e rápido: o dentista faz um exame visual não invasivo da condição odontológica de cada jovem e preenche uma ficha com dados sobre a saúde bucal e a condição socioeconômica da família.

Curativo, preventivo e educativo, o tratamento completo dos selecionados será realizado gratuitamente no consultório particular do dentista voluntário da Turma do Bem, e inclui, se necessário, ortodontia, prótese e implante, até que o jovem complete 18 anos de idade.

Em Niterói, evento será aberto à população, das 14h às 18h, na quadra da Viradouro (av. do Contorno, 16, Praça do Barreto).

Os interessados devem trazer documentação do jovem e comprovante escolar. Somente alunos de escolas públicas e que têm entre 11 e 17 anos podem participar.

Em dez anos, mais de 420 mil jovens passaram pelas triagens da Turma do Bem, e 42 mil foram encaminhadas a dentistas voluntários.

Sobre o Dentista do Bem

Dentista do Bem é o principal projeto da ONG Turma do Bem. É a maior rede de voluntariado especializado do mundo. São mais de 15 mil dentistas espalhados por 1.300 municípios dos 26 Estados brasileiros e do Distrito Federal, que atendem jovens de baixa renda, proporcionando-lhes tratamento odontológico gratuito até completarem 18 anos de idade. O projeto também está presente em Portugal e em dez países da América Latina: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, México, Panamá, Paraguai, Peru e Venezuela.

Mais informações em http://www.tdb.org.br e tel. (11) 5084-7276.

Informações para a imprensa:

Jhonatas Mendonça; jhonatas@tdb.org.br; 11 5084-7276.
Fonte: Patrícia Trudes da Veiga
(11) 9 8405-9653
skype: patricia.trudes
www.qsocial.com.br

quarta-feira, 19 de março de 2014

TransOceânica: Prefeitura apresenta Estudo de Impacto Ambiental ao Inea


COMENTÁRIO:

A elaboração do EIA/RIMA e a coordenação de todo o trabalho de licenciamento ambiental da TransOceânica foi responsabilidade da Vice-Prefeitura, que contratou os serviços, acompanhou os trabalhos e liderou as audiências públicas.

O estudo foi o maior e mais completo Estudo de Impacto Ambiental já realizado na cidade e o produto final foi um documento de 1.200 páginas, com informações abrangendo todo o município e a Região Metropolitana.

Axel Grael


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A Prefeitura de Niterói dá esta semana mais um passo importante para a implantação da TransOceânica, uma das principais obras de mobilidade urbana da cidade, que vai ligar a Região Oceânica ao bairro de Charitas.

Nesta quarta-feira (19.3), o município apresenta ao Inea (Instituto Estadual do Ambiente) o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da obra. O documento, de cerca de 1.200 páginas, propõe medidas que minimizem os impactos à população e ao meio ambiente enquanto a obra estiver sendo realizada e também aponta os impactos positivos que projeto tará em sua fase de operação. 

De posse do estudo, o Inea irá convocar uma audiência pública para que a população possa participar, tirar dúvidas e sugerir novas medidas que o estudo não contemple. De acordo com a secretária municipal de Urbanismo e Mobilidade Urbana, Verena Andreatta, a participação popular terá um peso importante no processo.

Após esta etapa, é concedida uma licença prévia que, segundo a secretária Verena Andreatta, será de fundamental importância para o início da obra, que deverá começar no segundo semestre deste ano.

O EIA indica locais onde haverá necessidade de alargamento de vias para a implantação do BHLS. O estudo aponta que deverão ser usados cerca de 27 mil caminhões para a retirada de pedra resultante da perfuração do túnel e sugere como destino do material uma pedreira fora da cidade de Niterói para depósito e posterior reutilização em outras obras da cidade.

A secretária Verena destaca ainda no estudo o impacto positivo depois que as obras forem concluídas. Com o funcionamento do BHLS TransOceânica aproximadamente 9 mil toneladas de CO por ano.

Segundo o secretário de Meio Ambiente, Daniel Marques, isso representa melhorias substancial na qualidade de vida, sobretudo no que diz respeito à prevenção de doenças respiratórias.

A secretária de Urbanismo e Mobilidade afirma que o estudo está bem consistente.

"O estudo foi feito por pessoas que conhecem bem o território da cidade, bem como os seus problemas. A obra da TransOceânica é uma obra necessária, que vai trazer melhorias nas condições de vida da população das regiões litorâneas da cidade. Cerca de 90 mil pessoas serão beneficiadas. Haverá impacto durante a obra, como ocorre em qualquer intervenção dessa magnitude, mas após sua inauguração, os benefícios serão maiores".

A TransOceânica terá um total de 9,3 quilômetros de extensão com faixas exclusivas para ônibus, um túnel que vai ligar os bairros do Cafubá e Charitas de 1,3 quilômetro, além de ciclovias e 13 estações.

Os ônibus funcionarão no sistema BHLS (Bus of High Level of Service). Equipados com ar-condicionado, os coletivos terão portas de ambos os lados. Os passageiros serão recolhidos nos próprios bairros onde moram e os ônibus serão autorizados a entrar na faixa exclusiva do BHLS.

No projeto da Transoceânica, está prevista também a integração da via com a estação hidroviária de Charitas, que será reforçada com a aquisição de novas barcas vindas da China, e será transformada em um terminal intermodal.

"Um bom planejamento do trânsito será crucial para minimizar o impacto de bloqueios e supressão de vias", disse.

O estudo informa ainda que o entorno do quartel do Corpo de Bombeiros no Engenho do Mato deverá ser afetado em razão da construção de uma praça e a medida para minimizar esse impacto será redirecionar a entrada e saída de viaturas.

O EIA inclui outros dados importantes como a caracterização do empreendimento, do território onde ele será construído, a legislação pertinente e o tipo de zoneamento das áreas afetadas.

Fonte: Prefeitura de Niterói






terça-feira, 18 de março de 2014

Seu Bichinho é o guardião do Morro das Andorinhas há 72 anos


Ele é o cara. No quintal de casa: seu Bichinho come uma couve-flor inteira e, nas trilhas, ganha de qualquer um Márcio Alves

Américo de Souza vive desde os 8 anos numa comunidade localizada no meio da Serra da Tiririca, em Niterói


Natasha Mazzacaro

NITERÓI — É provável que seu Bichinho nunca tenha ouvido falar em Jean-Jacques Rousseau, o filósofo francês que bolou a teoria do Bom Selvagem e defendia que o meio urbano corrompe o homem, enquanto a natureza o redime. Mesmo assim, graças a uma sabedoria instintiva — meio nata, meio aprendida —, ele optou por não viver em meio a fios, buzinas e prédios mais altos do que sua lógica poderia explicar. Em vez disso, seu Bichinho vive há 72 anos num casebre escondido no meio da mata, onde acorda todo dia com o canto assanhado dos sabiás que, faceiros, aparecem para roubar as frutas de seu quintal.

Américo Fernandes de Souza, como foi agraciado por sua mãe há exatas oito décadas, é o integrante mais antigo da comunidade tradicional do Morro das Andorinhas. Sua história começa assim: nos idos de 1870, um pescador chamado Leonel Siqueira da Silva estava no meio de uma de suas andanças por Itaipu quando decidiu fincar moradia no alto da montanha, a fim de explorar novos pontos de pesca na região. Teve filhos, que tiveram netos. Um deles, que se dividia entre os peixes e a profissão de barbeiro, foi um dia para Itaipuaçu para cortar os cabelos de uma dona de casa viúva: apaixonou-se e acabou voltando com ela e seus filhos para viver nas Andorinhas. Seu Bichinho tinha, na época, 8 anos de idade.

Isolado no meio da mata, Seu Bichinho se lembra bem daquele tempo. Sua avó postiça era índia e, como a região era desconhecida pela população da cidade, andava com os seios nus, executando os afazeres da casa. Metade dos filhos pescava e a outra parte lavrava a terra. Por lá, plantava-se de tudo, de modo que só era necessário comprar sal, fósforo e querosene. De vez em quando, acompanhava os tropeiros que levavam banana “para Niterói”, que é como ele se refere ao Centro da cidade, mesmo estando o Morro das Andorinhas no mesmo município.

— Tive uma infância de muito trabalho e só estudei até a 2ª série (atual 3º ano fundamental). Até a data de hoje, não sei fazer pipa nem andar de bicicleta. Minha única brincadeira era um piãozinho, que a gente fazia com a raiz da jaqueira. Todo amarelinho, uma beleza — diz ele, sempre sorridente.
No Morro das Andorinhas, Seu Bichinho também formou sua família. Conheceu dona Ida, que era filha de pescadores, e com ela teve oito herdeiros.

— Quem teve as crianças foi Dona Encrenca. Eu só criei — conta, às gargalhadas. — Naquele tempo não tinha luz elétrica nem muita coisa para fazer.

Seu Bichinho se dividiu a vida toda entre a pesca e o plantio e, quando as coisas começavam a apertar, arranjava um biscate como ajudante de pedreiro. Apesar de ter trabalhado muito a vida toda, seu maior ofício mesmo foi o de guardião do Morro das Andorinhas. Antes mesmo de a área ser integrada ao Parque Estadual da Serra da Tiririca, em 1992, ele já tomava conta do seu “quintal”. É ele quem ajuda a manter limpas as trilhas que dão acesso aos mirantes de Itaipu e Itacoatiara. Quando aparece algum foco de incêndio, Seu Bichinho é o primeiro a chegar. Às vezes, ensinando até uma coisa ou outra aos mais experientes:

— Um dia caiu um balão aqui, e o fogo começou a se espalhar. Corri para lá e comecei a separar o mato com a foice. E os bombeiros só tentando abafar o fogo, que chegou no ponto onde eu estava e parou. Aí, o capitão ficou todo espantado, né?

Lição, por sinal, é o que não falta. Toda semana, sobem e descem um sem-número de turistas, rumo ao mirante de Itacoatiara. Com corpo esguio, postura ereta e os músculos ainda rígidos, ele, não raro, passa todo mundo em disparada. A troça geralmente é garantia de risadas entre os visitantes. Um dos seus filhos acrescenta que ele vai até a Praia de Itaipu em 15 minutos, enquanto uma pessoa com preparo físico regular faz o mesmo percurso em, no mínimo, meia hora. Talvez por isso, ele tenha apenas uma dorzinha nas costas. “A cabeça vai muito bem”, obrigado!

Tirando um probleminha ou outro — na maioria das vezes relacionado à água, que só chega quando chove e enche a caixa de reserva —, a vida de Seu Bichinho é boa. Sua casa fica próxima às outras 13 que compõem a comunidade (todas as 39 pessoas que moram lá pertencem à mesma família, a única permitida pelo Parque da Tiririca), acorda às 3h para varrer o terreiro, comemora quando Dona Ida faz couve-flor (“como uma inteira sozinho”) e passa o dia cuidando de uma plantação, que mantém fora da área de preservação. Às 18h, nem experimente procurá-lo: Seu Bichinho é minhoca da terra e dorme com as galinhas. Nos sonhos, ele se imagina visitando o Pão de Açúcar, lugar que nunca conheceu.

— Sabe quantos anos tem essa árvore que eu plantei? Durmo de janela aberta, e a bicharada anda no meu quintal como se fosse cachorro. Só saio daqui depois de morto — diz ele, mais inteligente do que qualquer filósofo graduado.

Fonte: O Globo Niterói







domingo, 16 de março de 2014

Alameda São Boaventura pode ganhar ciclovia em toda sua extensão


Ideias foram apresentadas durante reunião realizada na manhã deste sábado, na sede do Instituto Baía de Guanabara (IBG), no Horto do Fonseca. Foto: Fotos: Julio Silva

Marcelo Almeida

Uma das propostas é que percurso passe sobre canal e pelas baias dos ônibus, o que exigirá obras para adequar espaço. Após conclusão, plano será enviado para avaliação da Emusa

O Programa Niterói de Bicicleta planeja implantar uma ciclovia por toda a extensão da Alameda São Boaventura, no Fonseca, bairro da zona norte de Niterói. A iniciativa foi apresentada neste sábado durante o Sexto Encontro do Plano Cicloviário Participativo de Niterói, realizado durante a manhã no Instituto Baía de Guanabara (IBG), no Horto do Fonseca. O coordenador do programa, Argus Caruso, disse que já existe uma proposta para que seja criada a ciclovia, mas o projeto ainda está em fase de estudos.

Depois de concluído, o plano será enviado para a Empresa Municipal de Moradia Urbanização e Saneamento (Emusa), que vai avaliar de que forma a ciclovia será implantada, para que a obra se torne mais viável.

“É difícil afirmar hoje como vai ser o percurso, pois ainda está sendo estudado, mas a ideia é que a faixa destinada às bicicletas fique sobre o canal. Para isso, é preciso abrir espaço também nas baias dos ônibus, que vai demandar toda uma reestruturação daquela configuração que existe hoje”, afirmou Caruso.

Ainda foram apresentadas na reunião, outras possíveis vias da Zona Norte que podem receber tanto ciclovias (com barreiras físicas entre o espaço dos carros e das bicicletas) como ciclofaixas (apenas com o espaço delimitado na pintura no chão). Argus Caruso argumentou que a ciclofaixa é mais democrática e força o motorista a aprender a respeitar o espaço do ciclista, mas em contrapartida é mais perigosa. Por isso, em alguns pontos onde o fluxo de veículos é mais intenso, o uso de barreiras e segregações se faz necessário.

“O programa não é apenas para incentivar o uso da bicicleta como meio de lazer, mas também de transporte. Temos planos de instalar bicicletários para que a população possa deixar suas bicicletas em local seguro. Estamos em diálogo com a CCR para viabilizar um local na Estação nas Barcas, no Centro, e ainda em outros pontos”, informou.

No final da reunião, os participantes puderam apontar em um mapa os locais em que acham importante a instalação de espaços exclusivos aos ciclistas, para que desta forma se possa traçar a real necessidade dos ciclistas da região. Através dessa sugestão dada pelos próprios ciclistas, a Prefeitura pretende planejar as ações que serão realizadas na região.

Fonte: O Fluminense

sábado, 8 de março de 2014

Após restauração, prédio dos Correios no Centro de Niterói será inaugurado no dia 21




A exposição de fotos “Aqui mesmo – Niterói vista pelas lentes de Pedro Vazques” poderá ser vista no dia 24. Foto: Léo Fonseca

Patrícia Vivas

Fechado há oito anos, o edifício dos Correios, no Centro de Niterói, reabre no dia 21. O prédio vai abrigar agência e espaço cultural, que funcionará no térreo e no segundo andar

O prédio dos Correios de Niterói, histórico edifício localizado na Avenida Visconde do Rio Branco, no Centro, está em fase final de restauração, e será inaugurado no próximo dia 21. Além da principal agência de correspondências da cidade, e da sede da Região Comercial da empresa que atende Niterói, São Gonçalo e Região dos Lagos, o local vai contar também com um Espaço Cultural.

O espaço ocupará duas salas no pavimento térreo e o segundo andar do prédio. Cada andar tem 1,2 mil metros quadrados. Inicialmente, será apresentada no térreo uma exposição de fotografias intitulada “Aqui mesmo - Niterói vista pelas lentes de Pedro Vazques”. A exposição poderá ser visitada a partir do dia 24, das 9h às 17h, gratuitamente.

Além disso, mais três salas de exposição funcionarão no segundo andar, e uma sala multicultural, que poderá contemplar os segmentos de cinema, música e humanidades. Esses ambientes serão adaptados para receber futuros eventos.

Os Correios são uma das principais empresas patrocinadoras da cultura no país. Essa ação acontece por meio de patrocínios e da gestão cultural em unidades próprias, como será no prédio histórico de Niterói. Com essa iniciativa, a cidade ganha mais uma opção nessa área, com acesso livre a qualquer interessado. É também uma forma de posicionamento da empresa junto ao mercado, para ampliar sua visibilidade e reforçar o seu conceito junto à sociedade.

O edifício – Fechado há 8 anos, o prédio histórico dos Correios é um dos principais patrimônios arquitetônicos de Niterói. Orçadas em R$ 15,3 milhões, as obras de reforma e restauração foram iniciadas em dezembro de 2011 e mantêm as características originais do prédio. Além disso, há a recuperação de todas as fachadas e esquadrias e haverá também iluminação monumental e climatização do espaço. A obra integra o projeto de requalificação da frente marítima da cidade e reforça a parceria entre a Prefeitura e o Governo Federal.

Fonte: O Fluminense




Projeto Grael: últimas vagas para cursos na área náutica


As inscrições devem ser realizadas na sede do projeto em Jurujuba. Foto: Divulgação / Mariza Formaggini

Oficinas são destinadas a estudantes (ou ex-estudantes) da rede pública entre 9 e 29 anos de idade

Crianças e jovens de 9 a 29 anos ainda podem se inscrever até o início da próxima semana nos cursos do Projeto Grael, em Niterói. Interessados podem optar entre aulas de vela, natação e oficinas.

A matrícula deverá ser realizada na sede do projeto (Avenida Carlos Ermelindo Marins, 494 - Jurujuba), entre segunda e sexta-feira, das 8h às 17h. Os documentos necessários são: atestado médico, documento que comprove a matrícula ou certidão de conclusão do Ensino Médio em escola pública, cópia da identidade ou da certidão de nascimento, cópia da carteira de identidade do responsável (para menores de 18 anos) e cópia da carteira de identidade e do CPF (para maiores de 18 anos). Informações podem ser adquiridas pelo e-mail secretaria@projetograel.org.br

Presidente do Instituto, o medalhista olímpico Torben Grael considera que a oportunidade vem num momento propício para o esporte no País. “Além de aprender a velejar, os jovens terão um cenário propício para se inserirem no mercado náutico, principalmente, por conta da demanda, dos Jogos Olímpicos. Vamos receber várias delegações de vela aqui em Niterói e este é um bom momento para se capacitar”, disse.

Fonte: O Fluminense

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Saiba mais sobre o Projeto Grael em:
www.projetograel.org.br

Postagens sobre o Projeto Grael no Blog do Axel Grael


quinta-feira, 6 de março de 2014

Natascha Boddener, velejadora de Niterói, conquista vaga para a Olimpíada da Juventude na China




Velejadora de Niterói é a terceira entre as mulheres no Sul-Americano da Classe Byte e garante última vaga feminina para os Jogos Olímpicos da Juventude, em Nanquim
 
São Paulo (SP) - A niteroiense Natascha Boddener está classificada para representar o Brasil na Olimpíada da Juventude, em agosto, na China. A vaga foi obtida apenas na última regata na Represa de Guarapiranga. A velejadora de 15 anos precisava, nesta quinta-feira (6), manter-se entre as três primeiras na categoria feminina para ingressar na delegação do Comitê Olímpico Brasileiro que competirá em Nanquim.

Na última das 12 provas organizadas pelo Yacht Club de Santo Amaro, desde o sábado de Carnaval, Natascha fez o que se chama de 'lição de casa'. Foi conservadora e procurou ficar em posição intermediária na flotilha de 22 barcos para evitar riscos. Chegou em sexto e terminou o campeonato com 85 pontos perdidos, oito a menos do que a compatriota Helena de Marchi, vencedora da regata final desta quinta-feira. Dolores Fraschini, do Uruguai, e Jarian Brandes, do Peru, ficaram em primeiro e segundo lugares, com 41 e 48 pontos respectivamente, na categoria feminina.

"Foi bom para mim porque o vento foi mais fraco, condição semelhante a dos meus treinos em Niterói. Eu estava nervosa antes da decisão. Minha única experiência internacional havia sido no Sul-Americano de Optimist, no ano passado, em Porto Alegre, mas na hora de velejar consegui me controlar", revelou Natascha, que cruzou a linha de chegada às lágrimas, emocionada com a conquista da vaga brasileira para competir na China.

A evolução de Natascha passa pelas orientações do pai, Walter Boddener, ex-técnico dos bicampeões olímpicos Robert Scheidt e Torben Grael. "É um privilégio ter meu pai como treinador. De vez em quando enche um pouco porque ele dá umas bronquinhas, mas eu não ligo muito", considerou a velejadora.

Classe ainda busca espaço no País- Orgulhoso, o pai de Natascha acompanhou as regatas de perto a bordo de um bote inflável e sugeriu que se dedique mais atenção à classe no País. "O Byte é um barco adequado para 15 ou 16 anos. É uma ótima classe para a formação do atleta. Só falta as entidades náuticas organizarem mais campeonatos", alegou Valtinho.

Apesar de a classe ser pouco praticada no País, o nível técnico das provas surpreendeu a Organização. Gerente do YCSA e velejador, Marcos Biekarck elogiou o desempenho dos adolescentes. "Para uma classe que quase não possui flotilha no Brasil e na América, o nível das regatas foi muito elevado. O Pedrinho (Pedro Corrêa - campeão geral) mostrou que está bem a frente. Hoje posso dizer que seria um 'Top Five' na Europa".

Antes de correr de Byte em Nanquim, em agosto, Pedro, que já havia assegurado o título sul-americano na véspera da última regata, pretende disputar o Mundial da classe, em abril na Itália, com os apoios do Audi YCSA Sailing Team e da CBVela. Foram dez primeiros lugares em 12 provas, justificando a avaliação de Bieckark. O associado do YCSA, mora e treina em São Sebastião, onde é integrante do Projeto Ventos e Velas da prefeitura municipal.

Considerando-se os dois descartes, Pedro desenvolveu uma campanha perfeita, com dez pontos perdidos. As outras duas vagas masculinas para os Jogos Olímpicos da Juventude ficaram com Chile e Peru, pelas atuações de Clemente Lacamara e Angello Farias, respectivamente, com 36 e 58 pontos perdidos. O Sul-Americano de Byte CII teve a promoção do YCSA e da FEVESP (Federação de Vela do Estado de São Paulo) com as chancelas da ISAF (Federação Internacional de Vela) e da CBVela.

A regata final foi disputada com vento fraco, entre cinco e seis nós (menos de 10 km/h), na direção noroeste. "Além de fraco, o vento estava muito rondado. Foi difícil posicionar a boia de contra-vento para darmos a largada. Essa condição exigiu muita perícia dos velejadores, mas a festa que fizeram na água ao final do campeonato, mostra que todos estão felizes", comentou o presidente da Comissão de Regatas, Claudio Buckup.

Fonte: ZDL