terça-feira, 5 de julho de 2011

Mancha de óleo poluiu a Baía de Guanabara no fim de semana




As fotos acima, de Guilherme Born, mostram jovens velejadores que participaram de um treino na Baía de Guanabara, retornando ao ICRJ com as marcas do óleo que poluiu a Baía de Guanabara no casco de seus barcos.

A POLUIÇÃO DA BAÍA É UMA AMEAÇA PARA O ECOSSISTEMA, PARA A SAÚDE E PARA A AGENDA ESPORTIVA DO RIO DE JANEIRO

No último fim de semana (2-3 de julho de 2011), mais uma extensa mancha de óleo surgiu na Baía de Guanabara, exatamente na raia que abrigará em poucos dias as provas de vela dos V Jogos Mundiais Militares e futuramente os Jogos Olímpicos de 2016.

O INEA - Instituto Estadual do Ambiente foi acionado, inspecionou a Baía e realizou sobrevoo de helicóptero para tentar identificar a origem do óleo.

Mais uma vez, parece tratar-se daquilo que os técnicos chamam de "mancha-órfã": o autor não é identificado e ninguém assume a paternidade. Neste caso, a punição do responsável pelo crime ambiental é praticamente impossível.

O problema é recorrente na Baía de Guanabara e a medida que cresce a atividade petroleira e a logística offshore nas suas águas e no seu entorno, os riscos aumentam.

Buscar a solução

Está na hora de se agregar tecnologia para que se avance na eficiência da ação, bem como no controle e punição a estes crimes. Quando fui presidente da FEEMA (primeira gestão: 1999-2000), tentamos implantar um sistema obrigatório de coleta de amostras do óleo e análise em laboratório para identificar a responsabilidade pela poluição causada pelas chamadas "lavagens de porão" dos navios. Através de análises laboratoriais é possível identificar o "DNA do óleo" e descobrir a sua origem, ou seja de onde veio. Com isso, seria possível identificar e provar de qual navio saiu, desde que se tenha sempre uma amostra a disposição do laboratório.

Na época, a iniciativa não foi adiante, dentre os motivos, por falta de apoio da Marinha. Está na hora de se retornar o debate em torno destas técnicas. Caso contrário, continuaremos a ver a Baía de Guanabara sendo maculada pelas "manchas-órfãs" e a punição pela poluição sendo aplicada apenas nos casos em que haja flagrante.

Como forma de aumentar a prevenção e o controle de situações como a deste final de semana, a SEA e o INEA precisam resgatar a importância e avançar na eficácia do Plano de Emergência da Baía de Guanabara, iniciativa do INEA e das empresas que atuam no setor do óleo na Baía de Guanabara. É também necessário verificar o cumprimento dos PEI's - os Planos de Emergência Individuais, que cada empresa que apresenta risco na sua atividade tem a obrigação legal de manter. Também é uma prioridade a modernização dos equipamentos e dos procedimentos ambientais nas instalações militares existentes na Baía de Guanabara e que são da responsabilidade da Marinha do Brasil. Os navios da Marinha tem sido causadores de algumas das manchas de óleo encontradas na Baía de Guanabara.

Outra iniciativa, que já deu melhor resultado no passado, foi a tolerância zero com as manchas de óleo. Impulsionados pelo vazamento de óleo da REDUC, em 2000, fizemos uma intensa vigilância e fiscalização intensiva em todos os terminais, portos, bases navais, estaleiros e navios e dávamos publicidade a cada mancha de óleo que encontrávamos. Os resultados podem ser vistos nos jornais da época.

Conseguimos reduzir muito o problema. Hoje, mesmo com os Jogos Olímpicos e toda a dimensão que o problema ganhou, infelizmente, a prioridade destas ações diminuiu muito. A mancha impune está ai para mostrar o prejuízo deste abandono.

Axel Grael

---------------------------------
LARS GRAEL LAMENTA E PREOCUPA-SE COM OS JOGOS DE 2016

Dirigindo-se aos participantes do Movimento Paquetá Sustentável, o velejador Lars Grael fez os seguintes comentários sobre a situação da Baía de Guanabara:

Amigos do Paquetá Sustentável,

O que diferencia Paquetá de um bairro qualquer, é sobretudo, o fato de ser uma Ilha cercada pelo mar. Vejam as fotos do Paulo, ao mostrar a beleza, o fotógrafo, assim como o turista, vai priorizar a praia e mar, e, com as montanhas de pano de fundo.

Tratar da sustentabilidade de Paquetá, passa obrigatoriamente pelas águas poluídas e não balneáveis e que ainda emporcalham as praias.

Vejam a matéria e fotos abaixo de vazamento ocorrido neste domingo aqui nas proximidades da Enseada de Botafogo (OBS: Lars refere-se às fotos acima e à matéria publicada no site do O Globo). É uma irresponsabilidade sem controle. Imaginem isto durante as regatas das Olimpíadas?

Sei que tratar do urbanismo e cidadania de Paquetá é um sonho de todos nós. Difícil é torná-la sustentável com as águas que a circundam, do jeito que está. Tudo bem, resolver Paquetá passa por este grupo, resolver a Baía de Guanabara, excede nossa capacidade.

O que eu quero dizer, é que a sociedade fluminense, classe intelectual e governo continuam a menosprezar a agenda da Baía de Guanabara. O Plano de Despoluição da Baía de Guanabara – PDBG existe há cerca de 17 anos. Dados desencontrados afirmam que cerca de 30% das obras teriam sido concluídas. Faltam 5 anos para os Jogos Olímpicos!!!

Só um ritmo frenético de obras, permitiria a Baía de Guanabara estar em estado aceitável em 2016. O pior é que as autoridades das 3 esferas de governo + COB fingem ignorar esta realidade.

Outro dia, visitou o Rio, o maior velejador do mundo, o neozelandês Russel Coutts para analisar fazer uma etapa da America’s Cup na cidade maravilhosa. Ele disse: “... é a baía mais bonita que vi no planeta, mas imunda. Como deixaram chegar a este ponto? Vocês não tem vergonha?”.

Na agenda prioritária, cabe gastar absurdo de 1 Bilhão no Maracanã e cifras fabulosas em intervenções urbanas. Quanto em saneamento? Menos de 5% das obras de saneamento do PAC foram concluídas.

Um desabafo de quem olha o Rio pela ótica do mar. Olho Paquetá pela ótica da Baía de Guanabara!

Na letra crítica e ácida dos Paralamas do Sucesso: “Alagados, Strange Town, Favela da Maré, a esperança não vem do mar, vem das antenas de TV, arte de viver da fé, só não se sabe da fé em que...”

Não é um voto de descrença em nosso projeto. Longe disto! Apenas uma reflexão quanto ao cenário das frentes de batalha que teremos que travar.

Bons Ventos,

Lars Grael


----------------------------------
DORA NEGREIROS, AMBIENTALISTA E PRESIDENTE DO IBG, CLAMA POR AÇÃO

Alertada pela mancha de óleo por Lars Grael, a ambientalista Dora Negreiros, presidente do Instituto Baía de Guanabara-IBG, escreveu-nos a seguinte mensagem:

Não dá mesmo para aceitar mais situações como esta!

A Baía de Guanabara continua sendo maltratada. Não só pelas autoridades que, neste caso, depois de muito trabalho para descobrir a origem do óleo, vão conseguir no máximo que os responsáveis pelo derramamento paguem uma multa.

Mas a Baía não ganha com a multa. Já perdeu com a mancha na água e na sua imagem. E não podemos deixar que ela perca mais nada!

Nós também não estamos conseguindo nos organizar para mudar este estado de coisas.

A nossa Baía de Guanabara é o ralo para onde escoam as águas das chuvas depois de lavarem o chão de 16 municípios. Somos cerca de 10 milhões de pessoas, dezenas de grandes empresas, muitos empresários e cidadãos conscientes vivendo nesta área. Se quisermos e soubermos nos entender, temos muito poder! Não podemos deixar que a Baía continue uma lixeira e um escoadouro de esgotos sem tratamento.

Ela precisa da ajuda de todos. E os marqueteiros são essenciais. Lembram-se de quando estávamos ameaçados pelo apagão? Atendendo à campanhas na mídia, todos colaboramos. Incentivados, trocamos lâmpadas nas nossas casas e a indústria fez o seu papel, produzindo equipamentos mais econômicos. Conseguimos economizar energia.

A Baía de Guanabara não pode esperar mais. Além de preciosa para nós, é a imagem mais utilizada do Brasil no exterior. Uma imagem manchada.

Queremos que seja limpa para a integridade dela e para nós. Se conseguirmos isto através das exigências do Comitê Olímpico Internacional, que seja. Vamos utilizar este argumento. Mas, vamos!

Ela continua viva, ainda dá tempo.

Dora Negreiros

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Pesquisa aponta os 'sete pecados capitais' de um CEO

Para coordenadora da pesquisa, CEOs não reconhecem próprios pontos fracos

Uma pesquisa do jornal britânico Financial Times publicou uma lista com o chamou de "sete pecados capitai" para um CEO (diretor executivo) de uma empresa. A lista foi compilada com base nas respostas a um questionário entregue a 60 CEOs durante um ano e meio, cuja principal pergunta era: “Quais são seus três pontos mais fracos?”.

Lucy Kellaway, que coordenou a enquete, diz que 58 dos 60 alto executivos admitiram ter momentos de fraqueza, mas que estes eram vistos como algo positivo.

Os "sete pecados capitais" para um CEO, na visão dos próprios, são:

1. Controle exagerado;
2. Vaidade;
3. Hesitação;
4. Não sabe ouvir;
5. Ser agressivo;
6. Medo de conflito;
7. Não ser sociável.

Kellaway ressalta que os resultados mostram que não há diferença entre executivos homens, mulheres, europeus ou americanos.

Medo de errar

Kellaway diz que muitos dos CEOs não reconhecem em si mesmo vários pontos fracos. “E eu suspeito que o problema é pior: eles não sabem quais são suas falhas”, disse ela.

Segundo a pesquisadora, apenas dois dos 60 alto executivos que responderam à enquete admitiram cometer erros graves.

“Essa negação dos próprios erros é uma pena. Nós gostamos mais das pessoas quando elas falam abertamente de seus defeitos. Isso faz delas mais humanas”, diz.

Fonte: BBC, 4 de julho de 2011.

domingo, 3 de julho de 2011

Itamar e Paulo Renato: Lars Grael lamenta as perdas

Itamar Franco, mais que um presidente, um brasileiro digno.

2/7/2011 21:13:28

Com profundo pesar pela passagem do Presidente, Governador e Senador Itamar Franco, faço uma análise pela minha ótica simplória.

Político ético e habilidoso, Itamar deixa marca indelével na redemocratização do Brasil.

Sua trajetória nem sempre foi compreendida por todos. Meu amigo (companheiro da minha mãe Ingrid), o jornalista Evandro Paranaguá era admirador e fervoroso defensor do último Presidente das Minas Gerais.

Itamar assumiu a Presidência numa das mais graves crises institucionais da República. Recuperou a dignidade do governo e do serviço público, e pôs fim ainda, ao fantasma da inflação, ao implantar com seu Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, o Plano Real que gerou a estabilidade e prosperidade econômica ao nosso país.

Em 2001 já como Governador de MG, Itamar tinha uma frágil relação com o Governo Federal. Neste momento, o então Ministério do Esporte e Turismo do ministro mineiro Carlos Melles, lançou no Palácio da Liberdade o Programa Esporte na Escola. Eu era o Secretário Nacional de Esportes e mentor do programa, mas apenas um coadjuvante numa cerimônia com o ex-Presidente, senadores e deputados.

Cheguei tarde em Belo Horizonte oriundo de um vôo atrasado de Brasília. Para minha surpresa o cerimonial avisou que o Governador Itamar não começaria a cerimônia sem minha presença. Levantou-se para me abraçar e disse num abraço afetivo: "...não começaria a cerimônia sem sua presença. Por minha admiração por você e pela minha amizade pelo Coronel Dickson" (meu pai).

Itamar quase caía no esquecimento quando Aécio Neves emprestou seu prestígio político em MG para trazer como dobrada de candidatura, o Presidente Itamar Franco de volta ao Senado Federal.

Já em sua doença desde maio, hipotequei minha solidariedade ao digno Senador do PPS. Dona Ruth Hargreaves respondeu-me quanto a felicidade dele de ler minhas palavras e disse que ele precisaria do meu depoimento e exemplo na sua recuperação.

Hoje após o seu aniversário de 81 anos e 17 anos do Plano Real, Itamar Franco faleceu deixando um exemplo de dignidade, espírito patriótico e coerência democrática.

O Presidente mais bem sucedido, quando o Brasil mais precisou.

Mirem no seu exemplo.

Lars Grael

--------------------------------------------------------

Paulo Renato, um grande brasileiro.

26/6/2011 21:54:22

Somam-se a todas as manifestações feitas em homenagem ao Ex-Ministro e meu amigo Paulo Renato, a minha homenagem pela ótica do esporte.

Minha primeira competição de relevância nacional, foram os JEB´s (Jogos Estudantis Brasileiros). Esportes como Vela e Hipismo, já participaram dos JEB´s, acreditam?

Na edição de 1974 em Campinas, representamos a equipe do Distrito Federal na Vela na classe Pinguim. Torben como timoneiro do Mario Ramos, e eu, como proeiro do meu outro irmão Axel.

Pois bem, o Brasil ficou 8 anos sem promover uma competição estudantil nacional, fato que trouxe grande prejuizo a educação e ao esporte brasileiro.

No dia 31 de dezembro de 2000, numa cerimônia dos 500 anos do Brasil na Escola Naval, o então Ministro da Educação Paulo Renato, veio ao meu encontro e disse que era momento deste resgate histórico e a necessidade de voltar com os JEB´s sob um novo formato. Nesta conversa, participou ainda o então Ministro do Esporte e Turismo Rafael Grecca e o Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman. Nascia então as Olimpíadas Colegiais, rebatizada na era Lula de Olimpíadas Escolares.

Paulo Renato trouxe o debate para dentro do MEC e envolveu além do seu ministério e do Esporte, as secretarias estaduais de educação (CONSEDE), e as municipais (UNDIME).

Dentro destas premissas, o Ministro Carlos Melles, concebeu comigo e nossa equipe, o Programa Esporte na Escola que fundido ao Programa Esporte Solidário, gerou o atual Programa Segundo Tempo.

A este grande brasileiro Paulo Renato, o Esporte deve esta homenagem e reconhecimento.

Lars Grael

(Lars Grael foi Diretor do INDESP do Ministério do Esporte e Turismo de 1999 a 2000 e Secretário Nacional dos Esportes de 2001 a 2002).

Fonte: Site do Lars Grael

Lars Grael é voluntário para conversar com estudantes de Realengo

Na Terça-Feira dia 28/06, o velejador Lars Grael proferiu palestra no Colégio Nicarágua, no bairro do Realengo, a convite da Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura do Rio. Lars foi voluntário no programa Ginásio Experimental, desde o episódio da chacina do Colégio Tasso da Silveira, vizinho de bairro do Colégio Nicarágua. Cerca de 500 alunos assistiram atentamente à palestra sobre motivação e valores do esporte.

(site do Lars Grael)

Veja mais informações abaixo postadas na Web.
-------------------------------
A arquiteta Heloísa Mesquita registrou em seu Blog "Arquitetanças da Heloisa", a presença de Lars Grael no Ginásio Experimental Carioca Nicarágua, em Realengo.

Reproduzimos o texto e as fotos disponiblizadas por Heloisa Mesquita:









Lars Grael foi conversar com os alunos do Ginásio Experimental Carioca Nicarágua em Realengo. A quadra estava cheia, com alunos atentos a tudo que o nosso velejador maior nos falou. Muitos autógrafos distribuídos por ele e muito carinho recebido dos alunos. Valeu! (Heloísa Mesquita)
Fontes:
Site do Lars Grael
Arquitetanças da Heloisa

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Instituto HSBC apoia projetos com foco em educação

Seguem até 8 de julho as inscrições para a “Seleção do Cartão Instituto HSBC Solidariedade 2011”, que apoia projetos sociais em todas as regiões do Brasil. Este ano, serão investidos R$ 4,2 milhões em 60 projetos com foco em educação que tenham o objetivo de reduzir a vulnerabilidade de crianças e adolescentes aliada ao sucesso escolar.

As instituições escolhidas receberão R$70 mil, por até dois anos, sendo R$ 45 mil no primeiro ano e R$ 25 mil no segundo. Podem participar da seleção projetos de organizações não governamentais, como fundações, institutos e associações sem fins lucrativos, legalmente constituídos no país.

A ficha de inscrição e o regulamento estão disponíveis no site do HSBC. Todos os projetos apoiados são apadrinhados por colaboradores voluntários das empresas do Grupo HSBC, incluindo agências e departamentos. Durante os dois anos após a formalização da parceria, os padrinhos e madrinhas se tornam o elo entre as instituições sociais apoiadas e o Instituto HSBC Solidariedade, sendo corresponsáveis pelo acompanhamento das atividades.

Os valores destinados a essa seleção foram obtidos por meio do Cartão Instituto HSBC Solidariedade, como resultado das doações mensais de clientes portadores do cartão e da contribuição do HSBC, que doa parte da receita obtida com o uso do cartão (50% da taxa interchange). O cartão pode ser solicitado por correntistas ou não do HSBC.

(Fontes: GIFE e site do HSBC, 29 de maio e 30 de junho de 2011)

Indústria náutica da Nova Zelândia multiplica-se por 12 em um ano.

Recreational boat sales help boost New Zealand exports

Exports in the boats category for May rose to NZ$108m compared to NZ$9m a year ago.

Statistics New Zealand said recreational boat sales helped boost the total value of exported products by NZ$429m to NZ$4.6bn for May. Exports in the boats, ships and floating structures category rose to NZ$108m for May, compared to NZ$9m a year ago. The government agency said the gain was mainly due to an increase in pleasure boat exports.

The trend in the value of exports has increased 30 per cent since its most recent low point in September 2009, according to a statement. The trend in import values has mainly increased (up 22 per cent) since the most recent low point, also in September 2009, but is still 8.6 per cent below its overall peak in September 2008.

In May 2011, the country's trade surplus was NZ$605 million, or 13 per cent of the value of exports.

Fonte: IBI

Impacto econômico das marinas na Australia

Marina Olímpica utilizada nos Jogos de Sidnei, 2000.

Research highlights the significance of marinas as economic hubs within their communities


The Marina Industry Association of Australia (MIAA) has released research conducted by the Recreational Marine Research Centre (RMRC) at Michigan State University.

Based on 2008/09 data the estimated total direct economic value of Australian marinas — as measured by total revenue generated — was $1.16bn or $3.6m per marina.

The estimated direct permanent and casual employment generated by marinas was estimated to be approximately 6,400 — or 17 persons per marina.

MIAA president Andrew Chapman says: “The report provides the evidence to back up the case for marinas being recognised by government as significant infrastructure that deliver measurable economic and employment benefits within local communities.”

Fonte: IBI

Rio tem portal de licenciamento ambiental voltado para empresas

O Sistema FIRJAN lançou um do novo portal de Licenciamento Ambiental e de Controle de Qualidade do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Este é o resultado de um convênio de reestruturação de todo o processo que envolveu o Sistema FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e o Inea. Para o presidente do Sistema FIRJAN, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, o portal trará economia de tempo e recursos concretos e objetivos.

“Será significativa para o empresário, que chegará ao órgão ambiental com toda a documentação necessária. Da mesma forma, os órgãos licenciadores receberão a documentação completa, de uma só vez, sem pendências”, disse.

O secretário de estado do Ambiente, Carlos Minc, agradeceu ao Sistema FIRJAN e à Fundação Getúlio Vargas (FGV) pela parceria, e adiantou que através do portal, a SEA ganhará mais tempo para limpar os rios da Baixada, fazer mais tratamentos e aterros para acabar com os lixões. Já a presidente do Inea, Marilene Ramos, acrescentou que entregar este portal dará transparênciaao processo. “O empresário verá que licenciamento não é um bicho de sete cabeças”, completou.

O processo começou a ser articulado pelo Sistema FIRJAN em 2006, com a assinatura de um protocolo de intenções para financiar a reformulação de processos e a estruturação do Centro de Informações do Meio Ambiente, com investimentos no valor de R$ 27 milhões. Num primeiro momento, foi feito um levantamento para identificar as necessidades de infraestrutura e equipamentos. O segundo passo foi reunir os recursos para o trabalho entre os associados do Centro Industrial do Rio de Janeiro (Cirj). As empresas fluminenses se cotizaram para financiar as obras de reforma das instalações físicas, a informatização dos serviços e a compra de frota de veículos. Na terceira fase aconteceram as obras físicas e a implantação de tecnologia.

Em 2010, o Sistema FIRJAN assinou contrato com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), com foco na capacitação de liderança, gestão e informatização do Inea. A Fundação desenvolveu também todo o sistema do novo portal.

O Portal do Licenciamento Ambiental será um espaço único na Internet, onde todas as informações sobre o tema estarão concentradas para facilitar o empresário a identificar o tipo de licença necessária para seu empreendimento com informações sobre onde solicitar, documentos necessários e até o preço a ser pago. Este serviço garantirá aos empresários mais rapidez e eficácia na realização dos processos.

A iniciativa é uma das ações previstas no Mapa do Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro. Neste documento, elaborado em 2006 pelo Sistema FIRJAN, com mais de mil empresários e especialistas, a desburocratização do serviço de licenciamento foi apontada como uma das metas necessárias para garantir o desenvolvimento do estado até 2015.

Participaram do evento,a gerente de Qualidade da Água do Inea, Fátima Soares; o promotor de Justiça e coordenadorde Meio Ambiente do Ministério Público do Rio de Janeiro, Murilo Bustamante; o diretor da FGV Projetos, Ricardo Simonsen; e o consultorda FGV, Coriceu Bachmann.

Acesse: PORTAL DO LICENCIAMENTO

Fonte: TN Sustentável

Ministra Izabela Teixeira debate no Senado os pontos polêmicos do Código Florestal

Debate sobre florestas no Brasil: meandros

Ministra lista pontos preocupantes do novo Código Florestal
Local: Brasília - DF
Fonte: Agência Senado
Link: http://www.senado.gov.br/

Iara Guimarães Altafin
Ricardo Koiti Koshimizu

Durante debate promovido nesta quarta-feira (30) pelas comissões de Meio Ambiente (CMA) e de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, apresentou preocupações do governo sobre o projeto (PLC 30/2011) de reforma do Código Florestal. Veja a seguir os principais aspectos discutidos com os senadores.

Insegurança jurídica

A ministra disse que o projeto deixa "zonas cinzentas" sobre diversos aspectos, a começar pelo Artigo 8º, que não define critérios para supressão de vegetação em Área de Preservação Permanente (APP). Em resposta a questionamentos dos senadores Blairo Maggi (PR-MT) e Ana Amélia Lemos (PP-RS), ela afirmou que o texto é genérico quando estabelece regras para a regularização de áreas desmatadas, o que pode dar margem a processos na Justiça.

Inconsistências no projeto foram também apontadas pelo senador Pedro Taques (PDT-MT). Para ele, se for aprovado como está, o texto irá motivar a abertura de várias ações judiciais. Ele citou, como exemplo, a forma genérica do conceito de "área consolidada" usada no texto.

A ministra concordou que o projeto deixa "nuvens de incertezas" e citou parte do texto que prevê a compensação de reserva legal independentemente da data em que houve a supressão da vegetação, o que, segundo afirmou, pode induzir a novos desmatamentos.

Ao dizer que a legislação sobre crimes ambientais "não pegou", o senador Jorge Viana (PT-AC) disse esperar que o novo Código seja uma lei "que pegue" e que leve tranqüilidade ao país.

- Temos uma insegurança jurídica tanto para quem trabalha na criação e na produção quanto para quem defende a aplicação da lei [ambiental] - frisou.

Ao responder questionamentos sobre a dimensão das áreas de proteção ao longo dos rios, apresentados por diversos senadores, ela foi categórica:

- Quanto menor o rio, maior a vulnerabilidade. Isso vale inclusive para as nascentes - disse, ao afirmar que as dimensões mínimas de mata ciliar em vigor seguem recomendações científicas e que o Código deve ser claro e objetivo ao definir APPs.

Regularização de áreas desmatadas e anistias

Em entrevista a jornalistas logo antes do debate, a ministra foi enfática ao afirmar que o novo Código Florestal "não deve colocar no mesmo cesto aqueles que cumpriram a lei e aqueles que não cumpriram".

Para Izabella Teixeira, aqueles que seguiram a lei devem contar com segurança jurídica para continuar suas atividades. Já para os que descumpriram a legislação ambiental, o novo Código deve prever condições para regularização de suas áreas.

Em entrevista a jornalistas logo antes do debate, a ministra foi enfática ao afirmar que o novo Código Florestal "não deve colocar no mesmo cesto aqueles que cumpriram a lei e aqueles que não cumpriram".

Para Izabella Teixeira, aqueles que seguiram a lei devem contar com segurança jurídica para continuar suas atividades. Já para os que descumpriram a legislação ambiental, o novo Código deve prever condições para regularização de suas áreas.

O uso de instrumentos econômicos para incentivar a manutenção de florestas ou até mesmo a recomposição de áreas desmatadas deveria ser melhor explorado no texto do novo código, na opinião da ministra do Meio Ambiente. Com posição semelhante, o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) ponderou que as áreas protegidas podem ser transformadas em ganho para os proprietários rurais, a partir do uso de instrumentos econômicos.

Para o senador, o pagamento por serviços ambientais podem ser usados para estimular a recuperação APPs e áreas de reserva legal. A preocupação em apoiar aqueles que querem reflorestar também foi manifestada pelos senadores Blairo Maggi (PR-MT) e Waldemir Moka (PMDB-MS). Ao comentar o assunto, a ministra disse acreditar que os senadores poderão explorar as potencialidades dos mecanismos econômicos ao fazer as modificações no projeto.

Entre as possibilidades de instrumentos a serem utilizados foram citados o mecanismo REDD + (Redução de Emissões causadas por Desmatamento e Degradação Florestal) e as experiências de pagamento por serviços ambientais nos estados.

Agricultura familiar e quatro módulos fiscais

O artigo do projeto que libera de recomposição as propriedades de até quatro módulos fiscais foi criticado por Eduardo Braga, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Anibal Diniz (PT-AC). Os dois primeiros citaram recente estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), que estima a área de vegetação nativa que deixaria de ser recuperada caso seja mantida a isenção.

A ministra inclui a questão da agricultura familiar entre os pontos que preocupam o governo e que deve ser discutida pelos senadores, com vistas a aperfeiçoar o projeto. Eduardo Braga ressaltou que não são as atividades das propriedades familiares na Amazônia que causam estragos aos rios, mas sim grandes áreas degradadas e abandonadas, que geram "desbarrancamento, desmoronamentos e assoreamento dos rios".

Para Anibal Diniz, a isenção prevista no projeto votado na Câmara "está na contramão dos compromissos que o Brasil assumiu no COP 15" (conferência mundial sobre mudanças climáticas realizada no final de 2009 em Copenhague).

Já o senador Blairo Maggi reiterou sua posição favorável à retirada da obrigação de recompor áreas desmatadas em propriedades com até quatro módulos fiscais.

Divisão de competências

Outro aspecto que mobilizou o debate diz respeito à divisão de competências na regulamentação das questões ambientais. Para o senador Luiz Henrique (PMDB-SC), que é um dos relatores do projeto do novo Código Florestal, deve haver a descentralização das competências sobre o assunto. Segundo ele, a União deve seguir a Constituição e se ater a normas gerais.

Para a ministra, o controle sobre a supressão de vegetação deve ser visto como medida estratégica. Ela considerou como uma questão sensível delegar poder aos municípios para autorizar a supressão de vegetação em área protegida, e disse que a medida poderá se traduzir em perdas para o país.

Izabella Teixeira defendeu a manutenção de diálogo com estados sobre questões específicas em relação às áreas protegidas. Conforme observou, o Código Florestal é uma norma geral, tendo em conta que "os ecossistemas não respeitam as limites geopolíticos".

Ela argumenta que o governo federal deve prever uma regra geral e trabalhar nos estados as especificidades, de forma a evitar disputas entre governos estaduais sobre qual é mais ou menos restritivo.

O Senado, disse, deve prever no projeto critérios e parâmetros objetivos, deixando as exceções para serem tratadas em outros instrumentos, como zoneamentos agroecológicos, evitando conflitos entre estados e entre os estados e a União.

APP em área urbana

Ao comentar preocupação manifestada pelo senador Casildo Maldaner (PMDB-SC), Izabella Teixeira disse considerar que a manutenção de APP em área urbana é um assunto de utilidade pública. Para ela, a questão não está tratada de forma adequada no projeto. Conforme informou, durante debate na Câmara não houve consenso sobre a forma de tratar o tema, se em item específico no novo código ou se em outra lei.

A ministra informou sobre resultado de estudo realização por sua pasta, mostrando a relação entre a retirada de vegetação em APP e os desastres ocorridos pelas fortes chuvas ocorridas no início do ano no Rio de Janeiro. Conforme observou, a manutenção de área de preservação permanente nas cidades é fator essencial para evitar degradação do solo e reduzir riscos de catástrofes climáticas.

Alunos do Projeto Grael participam da Copa Revelação da Vela em São Paulo

Velejadores do Projeto Grael e do Projeto Vela Social, de Porto Alegre, treinam juntos na Represa de Guarapiranga.

I COPA REVELAÇÃO DE VELA CIDADE DE SÃO PAULO

A Copa Revelação é uma competição realizada na Represa de Guarapiranga, em São Paulo, e disputada na Classe Open Bic. A competição reúne velejadores da categoria, que é dedicada jovens principiantes na vela.

O evento convidou velejadores de projetos sociais e o Projeto Grael selecionou um grupo de 8 participantes do seu programa "Estrelas do Mar", que reúne seus atletas com mais vocação para a competição, mas que atendem a outros critérios estabelecidos, conforme exposto abaixo.

Vale lembrar que para muitos destes participantes do Projeto Grael a viagem para São paulo é a primeira de uma carreira que pode estar se iniciando. Ao embarcar nesta quinta feira (30 de junho), a ansiedade da garotada era enorme pois era a primeira viagem de avião.

Registramos aqui o nosso agradecimento aos organizadores por terem proporcionado esta oportunidade aos nossos velejadores.

Sorte galera.

A Copa Revelação é uma realização da Tempo Wind Clube, com o apoio da Prefeitura de São Paulo, CBVM, Open Bic, Clube Escola e Infláveis Zefir.

Equipe Estrelas do Mar - Objetivos e critérios.

A Equipe Estrelas do Mar são “talentos” dos cursos da vela na classe Optimist e Dingue do Projeto Grael que têm a oportunidade de participarem de competições, amistosas, oficiais, estaduais e algumas nacionais.

Os alunos selecionados são avaliados não só pelas suas potencialidades esportivas, mas também pelas suas atitudes na sua escola, com seus instrutores e colegas do Projeto Grael. A intenção não é formar apenas atletas, mas cidadãos.

Para participarem da equipe, precisam ter um histórico positivo no Projeto Grael, com mínimo de 02 anos de curso. Todos, estudantes da Rede Pública de Ensino de 9 a 24 anos de idade. Suas atividades são:

• Treinamento semanal 2 vezes por semana com três horas de duração, de técnicas e táticas de vela.
• Participação em regatas locais, oficiais e amistosas aos finais de semana.
• Acompanhamento do aproveitamento Escolar.
• Acompanhamento do comportamento (coletividade, participação, assiduidade...) durante as atividades e em casa.

Equipe de velejadores selecionados para este evento:

Team leader: Márcia Fernandes Dias, funcionária do Projeto há 13 anos (desde o início).

1. Ronald Ricardo Gomes dos Santos (15 anos)

Aluno do Projeto desde 2005, participante da equipe estrelas do mar há 02 anos velejador da classe Optimist e Dingue, com participação em algumas regatas e campeonatos estaduais e regionais.
Morador de Charitas e estudante da Escola Estadual Maria Pereira das Neves.

2. William de Lima Melhem Haquim (14 anos)

Aluno do Projeto desde 2007, participante da equipe estrelas do mar há 01 ano velejador da classe Optimist, com participação em algumas regatas e campeonatos estaduais.
Morador de Santa Bárbara e estudante da Escola Municipal Antônio Coutinho de Azevedo.

3. Wallace Martins Alcantara (14 anos)

Aluno do Projeto desde 2008, participante da equipe estrelas do mar há 01 ano velejador da classe Optimist, com participação em algumas regatas e campeonatos estaduais.
Morador de Charitas e estudante do CIEP 449.

4. Demóstenes João de Queirós Neto (12 anos)

Aluno do Projeto desde 2010, participante da equipe estrelas do mar há 01 ano velejador da classe Optimist e Dingue, com participação em algumas regatas e campeonatos estaduais.
Morador de Charitas e estudante da Escola Estadual Maria Pereira das Neves.

5. Gabriella Souza Couto dos Santos (17 anos)

Aluna do Projeto desde 2006, participante da equipe estrelas do mar há 02 anos velejadora da classe Optimist e Dingue, com participação em algumas regatas, campeonatos brasileiros, estaduais e regionais.
Moradora de Fonseca e estudante do Colégio Estadual Manuel de Abreu.

6. Filipe Santos Falcão (16 anos)

Aluno do Projeto desde 2007, participante da equipe estrelas do mar há 02 anos velejador da classe Optimist e Dingue, com participação em algumas regatas campeonatos estaduais e regionais.
Morador de Santa Bárbara e estudante da Escola Fundamental Professor Attila Moledo.

7. Alexandro da Silva Júnior (11 anos)

Aluno do Projeto desde 2007, participante da equipe estrelas do mar há 06 meses velejador da classe Optimist, com participação em algumas regatas.
Morador de Charitas e estudante do Colégio Estadual Fernando Magalhães.

8. Helena da Conceição Cândido (16 anos)

Aluna do Projeto desde 2009, participante da equipe estrelas do mar há 06 meses velejadora da classe Optimist e Dingue, com participação em algumas regatas e campeonatos estaduais.
Moradora de Jurujuba e estudante do Colégio Estadual Fernando Magalhães.

Saiba mais sobre a I Copa Revelação.