terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Dia de integração e compartilhamento com vereadores da Câmara Municipal de Niterói


Nesta terça-feira, dia 23 de fevereiro, acompanhado pelo vice-prefeito Paulo Bagueira, tive dois eventos importantes com os vereadores da cidade de Niterói.


Reunião com a Base Parlamentar do Governo na Câmara.


De manhã, recebi os vereadores da Base Parlamentar do Governo na Câmara Municipal, ocasião que apresentamos projetos, os desafios da gestão e as principais medidas gerenciais para garantir o equilíbrio fiscal da Prefeitura.

Nosso objetivo é manter uma rotina de encontros com os vereadores da nossa Base Parlamentar para compartilhar informações e colher propostas, críticas e sugestões sobre as políticas públicas para o desenvolvimento econômico, social da cidade de Niterói, para promovê-la como referência de sustentabilidade urbana e justiça social.


Pronunciamento na Câmara Municipal de Niterói na cerimônia de Abertura do Ano Legislativo.

Plenário da Câmara Municipal de Niterói

Prefeito Axel Grael com o vice-prefeito de Niterói, Paulo Bagueira

Abertura da cerimônia de Abertura do Ano Legislativo, com o presidente da Câmara, vereador Cal, com o vice-prefeito Paulo Bagueira e o vereador Binho Guimarães.

Posando com o vice-prefeito e os vereadores de Niterói.


No segundo evento, na tarde de hoje, participei a convite da Câmara Municipal de Niterói da Cerimônia de Abertura do Ano Legislativo, evento tradicional do calendário político oficial da cidade. Da mesma forma, apresentei aos vereadores e aos demais presentes os planos e ações como prefeito de Niterói para cumprir os compromissos assumidos durante a campanha eleitoral e os esforços para superar os grandes desafios atuais, principalmente a superação da pandemia da COVID-19, a retomada da economia e a continuidade dos investimentos que têm resultado na melhoria da infraestrutura e da qualidade de vida em Niterói.

"Precisamos honrar a confiança dos niteroienses e cumprir nosso papel na defesa dos instrumentos constitucionais, conceitos éticos e valores morais imprescindíveis para o desenvolvimento de uma sociedade cada vez mais livre, justa e igualitária".
"Tenho certeza de que Niterói continuará avançando contando com a parceria entre o Executivo e o Legislativo, cada um com sua função institucional, mas ambos trabalhando em torno de um projeto de cidade claro, que já mostra resultados e tem a aprovação dos niteroienses".
"A agenda climática já está recebendo a atenção que merece da administração municipal, considerando a sua complexidade e a escala da sua abordagem, que é iminentemente planetária, embora se desdobre em ações locais. A recente criação da Secretaria Municipal do Clima foi um passo fundamental para que Niterói se destaque no novo cenário, se proteja e influencie os novos tempos".
"Se sairmos desta pandemia da mesma forma como entramos, teremos perdido uma oportunidade histórica".
"Com a união de toda a sociedade e a republicana relação entre os poderes, Niterói vai seguir à frente, cada vez mais orgulhosa, igualitária, inovadora, próspera, integrada, solidária, sustentável, inclusiva, participativa e transparente".

Leia, a seguir, a íntegra do conteúdo do meu pronunciamento no Plenário da Câmara Municipal de Niterói.


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DISCURSO DE ABERTURA DO ANO LEGISLATIVO

Câmara Municipal de Niterói
23 de fevereiro de 2021



Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal, Milton Cal,
Exmo. Sr. Paulo Bagueira, vice-prefeito de Niterói,
Exmos. Srs. Vereadores e Sras. Vereadoras,
Demais autoridades aqui presentes,


Senhoras e senhores,

Faço questão de iniciar este pronunciamento ratificando que sempre nutri profundo respeito por esta Casa e demais instituições que alicerçam a democracia brasileira. É com enorme satisfação e com as melhores expectativas que participo da abertura deste ano legislativo, que se anuncia repleto de desafios diante da conjuntura política, econômica e sanitária instalada em nosso País.

É inegável que vivemos um momento delicado, talvez um dos mais decisivos da República. Precisamos honrar a confiança dos niteroienses e cumprir nosso papel na defesa dos instrumentos constitucionais, conceitos éticos e valores morais imprescindíveis para o desenvolvimento de uma sociedade cada vez mais livre, justa e igualitária.

Durante todo meu mandato, senhores vereadores e senhoras vereadoras, tenham certeza de que as portas da Prefeitura de Niterói estarão abertas a todos que tenham sugestões com foco no benefício de nossa cidade. Minha trajetória sempre foi pautada pelo diálogo. No entanto, se faz necessário aqui ressaltar que não me intimidarei diante de ameaças e injúrias, práticas criminosas que não passam de demonstrações de desequilíbrio emocional daqueles que não têm argumentos para defender suas ideias.

Aqui não há espaço para retrocesso. Nossa cidade tem vocação para o avanço. Mais do que nunca é preciso unir forças para que possamos suplantar os obstáculos colocados, sobretudo, pela pandemia do novo Coronavírus. A diminuição da atividade econômica, a queda da arrecadação e o aumento do desemprego são apenas alguns dos indicadores de que este ano será especialmente desafiador. De acordo com o Banco Mundial, até o fim de 2021, a pandemia pode levar mais 150 milhões de pessoas à pobreza extrema em todo o mundo.

Muito diferentes devido a suas características demográficas, geográficas e históricas, os mais de 5 mil municípios brasileiros terão em comum a missão de detectar suas potencialidades, definir políticas públicas e buscar recursos com objetivo de minimizar os efeitos da pandemia. A luta será por impedir que a Covid19, além de provocar tantas perdas e angústias, acentue as desigualdades sociais.

Em Niterói, a expectativa é de que a retomada tenha contornos menos traumáticos. Nos últimos anos, durante a gestão do prefeito Rodrigo Neves, o município apostou no planejamento estratégico e gestão fiscal responsável para garantir a racionalização dos gastos, transparência e assertividade dos investimentos.

No coração de uma complexa Região Metropolitana, Niterói tem oportunidades e desafios a serem suplantados. No entanto, não restam dúvidas de que todas as iniciativas para manter os cofres públicos, além das obras estruturantes em diferentes setores, dão hoje a Niterói condições de sair à frente.

Entre as iniciativas implementadas está o Fundo de Equalização da Receita, aprovado por esta Casa. A chamada “poupança dos royalties” foi fundamental na luta de Niterói contra a Covid 19. Trata-se de um claro exemplo da importância do entendimento republicano entre os poderes. Foram justamente os recursos do FER que viabilizaram a ampliação da retaguarda de saúde e redução dos impactos da economia, fazendo de Niterói referência na atuação durante a pandemia.

Precisamos manter esta produtiva e respeitosa relação entre o Executivo e o Legislativo. Nos próximos dias, vamos apresentar o Pacto Fiscal, com medidas administrativas que serão implementadas através de decretos e uma gama de mensagens que enviarei a esta Casa para a apreciação dos senhores e das senhoras parlamentares. Mais uma vez, será de extrema importância o foco no desenvolvimento de nossa cidade para a elaboração de leis que aumentarão a capacidade de gestão, controle e eficiência da administração pública municipal.

As medidas já surtem resultados e deixam a cidade em vantagem competitiva em relação a outros municípios fluminenses, inclusive, na atração de investimentos privados. Segundo dados da RAIS/CAGED do Ministério da Economia, de agosto a dezembro, o número de contratações com carteira assinada superou o de demissões.

Apesar de emblemático, o combate à pandemia não foi o único destaque no passado recente de nossa cidade. Nos últimos oito anos, apesar do conturbado contexto nacional e estadual, Niterói viveu um momento histórico de desenvolvimento e de avanços sociais, urbanísticos e sustentáveis, reconhecidos no país e no exterior.

A TransOceânica, com o Túnel Charitas-Cafubá, foi marcante, mas não foi a única a encurtar distâncias. A construção de 26 escolas deixou os niteroienses mais próximos de oportunidades, enquanto a reabertura do Getulinho e a expansão do Programa Médico de Família permitiram que milhares de pessoas tivessem acesso à atenção básica de Saúde. Mais de 100 obras de contenção de encostas e urbanização de comunidades deram segurança e dignidade a milhares de famílias niteroienses.

Foram muitas as conquistas em todas as áreas da administração municipal, incluindo a Segurança Pública, atribuição constitucional do Governo do Estado. Poderia destacar aqui muitos outros casos de sucesso nas políticas públicas nas áreas de Cultura, Esporte, Meio Ambiente, Gestão Fiscal, Transparência...

Nós temos um projeto de cidade, que a população reconheceu de forma incontestável nas urnas, me escolhendo para dar continuidade ao trabalho do prefeito Rodrigo Neves. Durante o processo eleitoral, reunimos sugestões que embasarão o plano "Niterói na Próxima Década". Trata-se de uma atualização do "Plano Estratégico Niterói Que Queremos", lançado em 2013. O documento, em sintonia com valores democráticos e de cidadania, foi elaborado com ampla participação popular, norteou as ações da administração municipal nos últimos anos e servirá como base para os próximos anos.

Não mediremos esforços para manter obras e políticas públicas estruturantes, garantindo a geração de empregos e melhoria na qualidade de vida dos cidadãos. Mais do que nunca, precisamos ter um olhar voltado à população em vulnerabilidade social. A defesa da saúde e da economia devem ser prioridades.

No entanto, o cenário adverso também deve ser encarado como oportunidade para avanços históricos, sobretudo, no que diz respeito à sustentabilidade e combate a desigualdades. Neste cenário, a cultura e o esporte, por exemplo, aparecem como importantes instrumentos de inclusão e promoção da cidadania.

Manteremos a gestão da cidade com um olhar integrador, mas com prioridade para os que mais precisam; com transparência; participação, legalidade, integridade e correção; com planejamento e com base na ciência, na boa técnica e nas melhores práticas.

Neste momento, é fundamental unir esforços em torno da retomada da economia. Entre as ações previstas pela Prefeitura de Niterói está o desenvolvimento de um ecossistema de inovação, em parceria com a Universidade Federal Fluminense. Desenvolveremos o Polo Logístico do Mar e a Dragagem do Canal de São Lourenço, além do Novo Mercado Municipal, Nova Orla e apoio ao Turismo.

Também colocaremos em prática um programa de melhorias habitacionais, com medidas para a geração de emprego e renda nas comunidades, além das obras que levarão mais segurança e dignidade para os niteroienses em maior situação de vulnerabilidade social.

A Zona Norte será foco de um novo ciclo de investimentos, que inclui a implantação da Nova Alameda e do Terminal de Integração do Caramujo. Toda a Região Oceânica será alcançada pelas obras de drenagem e infraestrutura que já beneficiaram mais de 200 ruas. A despoluição do nosso sistema lagunar já começou a sair do papel, com a implantação do Parque Orla Piratininga, projeto premiado que vai solucionar um problema histórico.

Vamos impulsionar a revitalização do Centro, com o incentivo à ocupação habitacional, cujo Projeto de Lei já se encontra nesta Câmara para a apreciação dos parlamentares; com a nova Praça Arariboia, Amaral Peixoto e Rio Branco, além da implantação do Parque Esportivo na Concha Acústica.

Prioridade para os niteroienses, a Segurança Pública se manterá como prioridade para a Prefeitura de Niterói. Levaremos o Niterói Presente para todas as regiões da cidade e ampliaremos ações do Pacto Niterói contra a Violência, que inclui iniciativas de inclusão e prevenção. Fortaleceremos programas como o Niterói Jovem EcoSocial e o Aprendiz – Música na Escola.

Promoveremos a modernização do sistema de saúde, com a implantação do prontuário eletrônico. Vamos expandir o programa Remédio em Casa e alcançar 100% do público alvo do Médico de Família. Alcançaremos a universalização do saneamento básico, imprescindível não apenas para as questões relacionadas ao Meio Ambiente, mas para a saúde e dignidade dos niteroienses.

Na educação, nos comprometemos a ampliar o horário integral. No entanto, neste momento, nossas prioridades são combater a evasão escolar e garantir a retomada das aulas presenciais com segurança para alunos, professores e demais profissionais envolvidos. Estamos investindo na infraestrutura das escolas, permitindo o acesso a ferramentas tecnológicas que hoje se fazem importantes para o ensino. O cenário é um convite a uma ampla reflexão acerca de modelos pedagógicos mais atraentes para nossas crianças, que precisam ser conquistadas pelo conhecimento e incentivadas a explorar suas potencialidades.

A agenda climática já está recebendo a atenção que merece da administração municipal, considerando a sua complexidade e a escala da sua abordagem, que é iminentemente planetária, embora se desdobre em ações locais. A recente criação da Secretaria Municipal do Clima foi um passo fundamental para que Niterói se destaque no novo cenário, se proteja e influencie os novos tempos.

Importante lembrar também que os relatórios do Painel Intergovernamental para a Mudança de Clima - IPCC, criado pela Organização Meteorológica Mundial (da ONU), e outras fontes internacionais, sempre alertam que uma das maiores preocupações com os problemas climáticos devem estar no fato que ela afeta a todos, mas principalmente a população mais pobre, normalmente mais vulnerável, devido à precariedade da infraestrutura e dos serviços na maioria das cidades. Portanto, trata-se também de uma agenda social e de justiça ambiental.

Fortaleceremos Niterói como referência de Cidade Inteligente, com promoção da conectividade em áreas de vulnerabilidade social e uma gama de projetos que coloquem, cada vez mais, o poder público municipal como um agente facilitador para os cidadãos.

Ações intersetoriais farão com que Niterói seja, mais do que nunca, reconhecida como uma Cidade Eficiente, onde os serviços públicos são marcados pela excelência, os gastos públicos são controlados e os investimentos são planejados e assertivos. Já estamos elaborando uma Carta de Serviços, que se traduzirá em importante ferramenta para definirmos prioridades, traçarmos estratégias e implantarmos ações no sentido de otimizar, modernizar e agilizar o que hoje oferecemos aos niteroienses.

Também é preciso ressaltar o potencial de nossa cidade. Niterói tem o 7° melhor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do País, belezas naturais exuberantes, economia pujante, importante patrimônio histórico e arquitetônico, além de uma população extremamente agregadora, com expressivos índices de escolaridade.

A cidade sedia importantes centros universitários, incluindo a Universidade Federal Fluminense (UFF), que deverão cumprir papel fundamental neste processo de retomada econômica e combate a desigualdades. É um capital humano de valor inestimável a ser utilizado em benefício da nossa cidade, sobretudo neste momento em que a inovação e uso de novas tecnologias se tornam imprescindíveis para o desenvolvimento e a inclusão social.

Em todo o mundo, lideranças procuram gerenciar essa transição, mitigar os danos e potencializar transformações positivas, principalmente no que diz respeito ao meio ambiente. Está longe de ser uma tarefa fácil, mas é possível superar esta que é a maior crise da nossa geração.

Se sairmos desta pandemia da mesma forma como entramos, teremos perdido uma oportunidade histórica.

Não vamos perder tudo que conquistamos. Desejo que a Câmara de Vereadores de Niterói tenha um ano marcado por conquistas. Estamos prontos para mais um ciclo de desenvolvimento, com inovação, sustentabilidade e justiça social. Com a união de toda a sociedade e a republicana relação entre os poderes, Niterói vai seguir à frente, cada vez mais orgulhosa, igualitária, inovadora, próspera, integrada, solidária, sustentável, inclusiva, participativa e transparente.

Tenho certeza de que Niterói continuará avançando contando com a parceria entre o Executivo e o Legislativo, cada um com sua função institucional, mas ambos trabalhando em torno de um projeto de cidade claro, que já mostra resultados e tem a aprovação dos niteroienses.

Bom trabalho aos senhores e senhoras parlamentares. Que tenhamos uma jornada produtiva e promissora rumo à “Niterói que Queremos”!

Axel Grael




quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

NITERÓI NA VANGUARDA CLIMÁTICA: cidade ganha uma Secretaria Municipal do Clima

 


Na última sexta feira, dia 12 de fevereiro, publiquei o Decreto 13.904/2021, que vai por mim assinado, criando a Secretaria Municipal do Clima. A medida está em consonância com a tradição de vanguarda, inovação e de compromisso de Niterói com a sustentabilidade, que se consolida na cidade desde a década de 1970. A nova secretaria vai cuidar das políticas de prevenção, adaptação e mitigação de danos com relação às mudanças climáticas

A medida foi saudada por membros da academia, ambientalistas, gestores públicos de Niterói e de outras cidades, além de diversos outros segmentos da sociedade. A iniciativa recebeu críticas de onde era esperado: segmentos ligados à linha negacionista das mudanças climáticas e relacionadas à extrema direita do espectro político nacional. Alguns desses "porta-vozes do atraso" chegaram a se manifestar nas redes sociais, entendendo que a medida estava relacionada à "previsão do tempo", o que demostra a estreita capacidade que têm de entender o significado e a relevância do tema das mudanças climáticas para o futuro da nossa cidade e de toda a Humanidade.

Deixando de lado esse aspecto que poderia ser até caricato, se não fosse tão constrangedor vê-lo defendido pelo atual governo brasileiro na cena da diplomacia mundial, vamos debater aqui a relevância de uma cidade como Niterói assumir a sua responsabilidade e a liderança num tema tão vital e estratégico.

A agenda climática merece uma administração própria considerando a sua complexidade e a escala da sua abordagem que é iminentemente planetária, embora se desdobre em ações locais. O tema poderia estar na área ambiental do governo? Sim, poderia, assim como poderia estar em várias outras áreas, como Defesa Civil, Ciência e Tecnologia etc. Mas, uma gestão com o compromisso que temos com a sustentabilidade precisa colocar a questão climática em destaque e em igualdade de diálogo com os demais temas. 

Importante lembrar também que os relatórios do Painel Intergovernamental para a Mudança de Clima - IPCC, criado pela Organização Meteorológica Mundial (da ONU), e outras fontes internacionais, sempre alertam que uma das maiores preocupações com os problemas climáticos devem estar no fato que ela afeta a todos, mas principalmente a população mais pobre, normalmente mais vulnerável, devido à precariedade da infraestrutura e dos serviços na maioria das cidades. Portanto, trata-se também de uma agenda social e de justiça ambiental. As mudanças climáticas colocam em risco a própria produção de alimentos e o Brasil é um dos casos mais elucidativos deste risco: o desmatamento da Amazônia afeta o regime de chuvas do Centro Oeste, do Sudeste e do Sul do país, justamente as áreas de maior produção agropecuária. Portanto, o clima é também um tema econômico e de sobrevivência da nossa espécie. Segundo divulgação científica da Agência FAPESP, "85% da produção agropecuária nacional – localizada nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul – depende da água proveniente das chuvas, que tem, aproximadamente, 40% de sua origem na evapotranspiração da Amazônia".

Para liderar a Política Municipal do Clima, nomeei o geógrafo, professor e ambientalista Luciano Paez, do Partido Verde. A nova secretaria terá a função de estruturar e fazer avançar a agenda climática municipal, atuando de forma transversal com as demais áreas do governo, como Defesa Civil e Geotecnia; Obras/EMUSA; Meio Ambiente; Urbanismo e Mobilidade Urbana; NitTrans; Educação; Saúde; Ciência e Tecnologia; Participação Social; Conservação e Serviços Públicos; Desenvolvimento Econômico e outras. Também se articulará com a sociedade civil, academia, empresas, demais instâncias governamentais e organizações afins no Brasil e no exterior.

Compromisso e pioneirismo de Niterói

Niterói tem tradição e pioneirismo na agenda ambiental desde a década de 1970, quando começou a se destacar no cenário ambientalista nacional e regional. Fomos palco do primeiro Relatório de Impacto Ambiental (projeto da Veplan em Camboinhas e a abertura do canal de Itaipu), primeira Ação Civil Pública (em defesa da Serra da Tiririca), que resultou na criação anos depois do Parque Estadual da Serra da Tiririca. A partir da década de 1980, a cidade passou a ter um movimento ambientalista muito atuante e propositivo, onde se destacaram o Movimento de Resistência Ecológica - MORE e o Movimento Cidadania Ecológica.

Este protagonismo ambiental assegurou à cidade um destaque em sustentabilidade urbana, posição que se consolidou principalmente a partir de 2013, com o início da gestão do prefeito Rodrigo Neves. Por iniciativa da Prefeitura, a cidade passou a contar com mais da metade do seu território protegido por unidades de conservação, fato quase inédito para uma cidade num contexto metropolitano. E, diferente da tradição do país, Niterói não se contenta em apenas criar parques, mas trata de implanta-los, como é o caso do Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis, uma iniciativa inovadora e que contribuirá para a despoluição e a recuperação do Sistema Lagunar de Piratininga e Itaipu.  

Em 2013, Niterói implantou o programa Niterói de Bicicleta, chegando a mais de 45 km de ciclovias, levando o número de ciclistas a quintuplicar entre 2015 e 2020. Na agenda do saneamento, estamos entre as melhores cidades do país, nos aproximando da universalização da coleta e tratamento do esgoto. Ao avançar em saneamento, a cidade assume a liderança no processo de despoluição da Baía de Guanabara, através do programa Enseada Limpa, que já produziu avanços incontestáveis da balneabilidade da Enseada de Jurujuba.

Na agenda do clima, não poderia ser diferente. Criamos o Grupo Executivo de Sustentabilidade e Mudanças Climáticas de Niterói - GECLIMA através do Decreto N°. 12.433/2016. Aderimos ao ICLEI, fomos a primeira cidade do RJ a criar o Relatório Voluntário Local e produzimos o primeiro Inventário de Emissões de Gases do Efeito Estufa. 

Em 2019, participamos em Dortmund, Alemanha, do Connective Cities Dialogue Event: Climate Proofing Urban Development, evento promovido pela organização Connective Cities e pelo governo alemão, através do Federal Ministry for Economic Cooperation and Development - BMZ. O evento tem o apoio do GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit), também do governo alemão, além da Associação Alemã de Municípios (Deutscher Städtetag) e da instituição Engagement Global / Service Agency Communities in One World

Posteriormente, ainda em parceria com as organizações alemãs, realizamos em novembro de 2019, em Niterói, o Workshop "Resiliência climática e desenvolvimento urbano", com a participação de representantes do Brasil, Alemanha, México, Argentina, Colômbia e Equador. Na ocasião, foi possível apresentar a experiência de Niterói nas agendas ambiental, urbana e climática.

No momento, o GECLIMA prepara-se para produzir o Plano Municipal Adaptação e Mitigação à Mudança do Clima em Niterói.

Clima e as cidades: energia e transporte

Um relatório da ONU publicado recentemente anunciou que 54% da população mundial vive em espaços urbanos, onde também concentram-se uma enorme parte da indústria e da economia mundial. O relatório observa que, em 1990, havia dez "megacidades" com 10 milhões de habitantes ou mais, somando pouco menos de 7% da população urbana global naquele período. Em 2014, há 28 megacidades que abrigam 453 milhões de pessoas, ou 12% do contingente humano residente em cidades. A população urbana mundial cresceu rapidamente de 746 milhões em 1950 para 3,9 bilhões em 2014. A Ásia, sozinha, hospeda 53% desse quinhão, seguida pela Europa (14%) e pela América Latina (13%). As cidades do planeta deverão somar 6 bilhões de habitantes em 2045 (NSC).

O estado do Rio de Janeiro é um dos mais urbanizados e o mais metropolizado do país. Segundo dados do Censo demográfico de 2010 (IBGE), 96,71% da população do estado vive nas cidades. A Região Metropolitana do Rio de Janeiro é uma das maiores do mundo e o estado do Rio de Janeiro apresenta uma grande concentração populacional, a maior do país, com 74,2% da população do estado vivendo na metrópole.

Segundo um relatório do Banco Mundial intitulado "CITIES AND CLIMATE CHANGE: Responding to an Urgent Agenda", o grande desafio de contenção dos gases de efeito estufa está no controle das mudanças do uso do solo (desmatamento, que é o grande vilão no Brasil, embora tão evitável) e nas emissões urbanas, onde a energia, a indústria e o transporte têm uma grande responsabilidade. 

E as grandes cidades geram uma parte significativa das emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE) de muitos países, como pode ser visto no gráfico abaixo:


Proporção das emissões das grandes cidades com relação às emissões dos seus respectivos países. Banco Mundial


Nos próximos gráficos, é possível verificar o desafio de otimizar os modais, para alcançar uma maior eficiência de mobilidade e também a eficiência climática, com a redução dos Gases de Efeito Estufa - GEE. Verifique que na Região Metropolitana do Rio de Janeiro o desafio é ainda maior.

Emissões per capita referentes aos modais e diferentes veículos. Banco Mundial.


Na comparação da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, é possível verificar a distribuição espacial da densidade populacional, que obriga a população a longas jornadas de deslocamentos para o centro da cidade. Banco Mundial

Segundo o estudo do Banco Mundial, as emissões de GEE da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, em Milhões de Toneladas de CO2 equivalente (dados de 1998, ano do último inventário realizado no RJ), eram os seguintes os números:
  • Energia (transporte, menos aviação): 5,78
  • Aviação: 0,86
  • Total energia (dois indicadores acima: 6,64
  • Indústria: 0,24
  • Resíduos: 4,96
  • Agricultura, floresta e mudanças no uso do solo (registra queima de vegetação: 0,27 (Observe que é mais do que as emissões da indústria)
  • TOTAL: 12,11

Importância da questão climática para Niterói

Não são poucos os episódios climáticos que marcaram os últimos anos, que ocorrem de forma recorrente, mas que conforme as projeções, poderão acontecer de forma cada vez mais frequente. É o que podemos citar das chuvas do episódio do Bumba, em janeiro de 2010, quando uma chuva de 323 mm/24 horas causou 168 óbitos em Niterói. Um ano depois, em janeiro de 2011, o desastre climático foi na Região Serrana, quando registrou-se cerca de 400 mm/24 horas, com 918 óbitos registrados nos municípios de Petrópolis, Nova Friburgo e Teresópolis.

Em 2014, ocorreu em Niterói o oposto, uma estiagem prolongada nos meses de janeiro a março, quando verificou-se uma grande incidência de incêndios em vegetação. Segundo um estudo contratado pela Prefeitura de Niterói à empresa Novaterra, foram identificados no período, por análise de imagens de satélite, 747 focos de incêndio em vegetação. 602 áreas contínuas queimadas, totalizando 609 hectares, ou seja, 4,7% do território municipal.

Diante da vulnerabilidade da cidade, a Defesa Civil de Niterói era muito precária, situação esta que persistia em 2013, quando a Prefeitura passou a investir na estruturação da sua capacidade de resposta a acidentes climáticos e, principalmente, na preparação de um Plano de Contingência, para ações preventivas. Foram criados e são mantidos 114 Núcleos Comunitários de Defesa Civil - NUDEC´s, que reúnem cerca de 2.000 voluntários capacitados para atuar na prevenção, atuação em situações de emergências de chuvas e de incêndios em vegetação. Hoje, a cidade conta com uma Defesa Civil que é considerada uma das melhores do país.

Segundo os dados da Caixa Econômica Federal - CEF (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL. Demanda habitacional no Brasil. Caixa Econômica Federal – Brasília: caixa, 2011. 170 p.), Niterói possuía naquele levantamento 14,35% dos domicílios em "aglomerados subnormais" em áreas de declividade acentuada. O município do Rio de Janeiro registrava 19,89%. Nem todas estes domicílios estão em situação de risco, como comprovou o Mapeamento de Risco Geotécnico de Niterói, que identificou 258 pontos de maior preocupação, definindo as soluções técnicas para o controle do risco e hierarquizando as ações. 

Desde 2013, a Prefeitura de Niterói investiu cerca de R$ 400 milhões em obras de contenção e drenagem de encostas (cerca de R$ 50 milhões/ano), o que provavelmente é o maior investimento em resiliência de uma cidade brasileira na atualidade. Além disso, foram implantadas uma rede de sirenes e pluviômetros, além de um Centro de Monitoramento e Operações - CMO, que monitora permanentemente, de forma preventiva, as condições meteorológicas e lidera as situações de enfrentamento das situações de crise.

Clima no planejamento urbano de Niterói

Em 2017, publiquei aqui no Blog uma postagem sobre: Parques e clima no planejamento urbano de Niterói, abordando os avanços destas agendas, com ênfase na prioridade que foi dada a estes temas na revisão do Plano Diretor de Niterói. Nele foram incluídos:

- SISTEMA DE ÁREAS PROTEGIDAS, ÁREAS VERDES E ESPAÇOS LIVRES (Art. 162). O capítulo inova pois não privilegia apenas as unidades de conservação tradicionais e áreas legalmente já protegidas, mas inclui também:
  • Áreas de Especial Interesse Pesqueiro (AEIP);
  • espaços livres e áreas verdes de logradouros públicos, incluindo praças, vias, vielas, ciclovias, escadarias;
  • espaços livres e áreas verdes de instituições públicas e serviços públicos de educação, saúde, cultura, lazer, abastecimento, saneamento, transporte, comunicação e segurança;
  • cemitérios públicos;
  • espaços livres e áreas verdes originárias de parcelamento do solo.
  • áreas privadas: a) clubes de campo; b) clubes esportivos sociais; c) cemitérios particulares; d) sítios, chácaras e propriedades agrícolas.

- SISTEMA DE ADAPTAÇÃO ÀS MUDANÇAS DO CLIMA (Art. 126), que institui o Plano Municipal de Resiliência Frente às Mudanças do Clima. Ao incluir uma Subseção com diretrizes e instrumentos sobre o "Clima Local", o Plano Diretor de Niterói institui a gestão do clima e de fenômenos como as "Ilhas de Calor". Veja, abaixo:




Após a criação do programa Niterói Mais Verde (Decreto 11.744/2014), Niterói superou a marca de 50% do seu território protegido por unidade de conservação e possui uma das melhores proporções de áreas verdes per capita no mundo, como pode ser verificado aqui.

GECLIMA

Através do Decreto N°. 12.433/2016, o prefeito Rodrigo Neves instituiu o Grupo Executivo de Sustentabilidade e Mudanças Climáticas de Niterói - GECLIMA. De acordo com o Decreto (Art. 1°) "o objetivo de executar estudos, propor ações, conscientizar e mobilizar a sociedade e o governo do Município de Niterói para discussão dos problemas decorrentes das mudanças do clima e promoção do desenvolvimento sustentável, contribuindo para o crescimento econômico, a preservação ambiental e o envolvimento social".

Também define que (Art. 1°, Parágrafo Único) que "Entre as atribuições do Grupo Executivo de Sustentabilidade e Mudanças Climáticas de Niterói está a de reunir propostas que promovam a mitigação das emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE) e incentivem práticas de desenvolvimento sustentável".

Um dos primeiros trabalhos do GECLIMA foi produzir o Inventário de Emissões de Niterói, chegando de forma resumida à seguinte composição majoritárias das fontes de emissão na cidade:



Como pode ser visto acima, assim como nas outras cidades já citadas aqui, o transporte é o maior desafio para o controle das emissões em Niterói, portanto uma das prioridades da Secretaria Municipal do Clima será cooperar com a agenda da mobilidade sustentável em Niterói.

Mobilidade

Nos últimos oito anos, o tema da mobilidade passou ater uma maior centralidade nas políticas públicas municipais, saindo do campo dos planos para as ações específicas. Foi quando Niterói passou a projetar e implantar a TransOceânica - solução inovadora de mobilidade na Região Oceânica, desenvolveu o programa Niterói de Bicicleta e, em parceria com a Agência Francesa de Desenvolvimento - AFD, passou a desenvolver estudos para o VLT de Niterói.

Todas estas ações e diretrizes para o futuro da mobilidade na cidade, passou a fazer parte do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável - PMUS.

Fonte SMU

Fonte SMU


O mapa abaixo indica um dos grandes desafios da mobilidade em Niterói que é a concentração da oferta de empregos no Centro e Zona Sul da cidade, agravado com o grande contingente de pessoas que se desloca diariamente para o Rio de Janeiro para o exercício de suas atividades profissionais. Isso causa um movimento pendular que prejudica a gestão do trânsito na cidade. Há que se considerar também que a cidade também recebe grande demanda de circulação de pessoas e veículos oriundos de outras cidades da Região Metropolitana. Vele lembrar que o eixo de transporte entre Niterói, São Gonçalo e Itaboraí é o segundo maior do país.

Esta realidade tem se modificado rapidamente com o advento do teletrabalho (home office), que tende a alterar muito estas centralidades, concentrando menos as atividades laborais e demandando menos o transporte.


Fonte SMU


Transição e retomada da economia

O debate em torno das medidas globais para reverter as mudanças climáticas vem ocorrendo desde a Conferência Rio 92, mas os avanços têm sido frustrantes. No entanto, vários movimentos surgiram, como a busca pela transição energética, seja no transporte com os veículos elétricos, seja na diversificação da matriz energética, privilegiando tecnologias limpas como a fotovoltaica, eólica, etc. O debate em torno de uma nova economia, mais sustentável e capaz de encontrar nas novas tecnologias, na mitigação e recuperação ambiental oportunidades para novos negócios e geração de empregos foi ganhando espaço além dos círculos climáticos e ambientais stricto sensu, mas até mesmo em fóruns como Davos e outros espaços de debates dominados até então pela lógica das grandes corporações e da economia convencional. 

O mundo passou a debater com muito mais ênfase e seriedade o tema da Economia Verde, a resiliência, adaptação e a mitigação dos impactos das mudanças climáticas nas cidades, a descarbonização da matriz energética, um novo urbanismo baseado numa lógica de uma mobilidade mais sustentável e o crescimento do conceito da "infraestrutura azul e verde" (parques e florestas urbanas, áreas úmidas, rios e drenagens) nas cidades, que nada mais é do que Niterói já vem realizando, com o investimento em suas áreas verdes e na drenagem sustentável, como o que estamos realizando no o Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis. Eram estas as grandes tendências que vinham ganhando força nos debates internacionais.

Nas cidades europeias e nos fóruns diplomáticos mundiais o que vimos foram jovens marchando e exigindo uma postura mais responsável com o clima e a sustentabilidade do planeta. Este movimento inspirado na necessidade de ações urgentes pelo o clima influenciou muito as políticas nacionais e internacional.

O que se apresentava como uma tendência era a saída para a crise econômica que assolou o mundo, mas também de forma intensa a Europa, com políticas públicas que associavam a economia e a sustentabilidade. A Alemanha, Holanda, Grã Bretanha e outros países passaram a adotar medidas para a retomada do emprego e dos investimentos industriais que passaram a prevalecer também para a estratégia para o Pós-Covid e a construção do Novo Normal. 

Essas mudanças vêm sendo registradas e debatidas aqui no Blog. Veja, por exemplo, as medidas citadas nas postagens abaixo:

RETOMADA VERDE: Sustentabilidade como caminho no período pós-Covid  
NOVO NORMAL: Como será e como influenciar para que esse novo futuro seja melhor?
Proteção ao emprego durante a pandemia global do coronavírus na Alemanha e em Niterói
SUPERAÇÃO DA COVID E A CONSTRUÇÃO DO NOVO NORMAL

O crescente movimento pro-clima reacendeu o debate sobre o futuro que andava meio esvaziado por influência do negacionismo representado por Donald Trump e outros dirigentes mundiais que o seguiam, como infelizmente é o caso do nosso presidente da República. Bolsonaro ignora as queimadas e demais formas de destruição na Amazônia, renega a agenda climática e mantém um ministro do Meio Ambiente que dedica-se a desmontar a legislação ambiental do país. O Brasil continua na "marcha à ré"!

Com o negacionismo e os diversos lobbies do atraso, perdemos preciosos anos, enquanto milhares de toneladas de gases do efeito estufa foram pelos ares mas, o bom-senso prevaleceu. Vemos agora novos ares de responsabilidade, com a eleição do presidente Joe Biden nos EUA, rechaçando a lógica ecocida de Trump. Biden trouxe a questão climática para o centro da tomada de decisão do governo americano, algo que não se viu nem mesmo em gestões mais progressistas, como a de Barak Obama. A agenda climática da administração Biden declara guerra aos combustíveis fósseis e promete descarbonizar o país, iniciando pela conversão para carros elétricos da frota de 650 mil veículos do governo federal. Já reintegrou os EUA ao Acordo de Paris e anunciou que o seu plano de controle de emissões Gases do Efeito Estufa tem três prioridades: as emissões dos veículos, das fontes de geração de energia e as perdas de metano dos poços de petróleo e gás (New York Times). Biden anunciou que o seu ambicioso plano de ação pelo clima está orçado em 2 trilhões de dólares nos próximos quatro anos.

No início do ano de 2020, o mundo foi surpreendido pela pandemia da COVID-19, que chegou quando o mundo enfrentava a crise econômica, a preocupação sanitária e as vidas a salvar naturalmente passaram a dominar as políticas públicas. A medida que a pandemia vai sendo vencida com o processo de imunização da população, as prioridades vão se movendo para a retomada da economia e não há dúvidas que o caminho da discussão será a sustentabilidade e, dentro deste escopo, as políticas climáticas voltarão a pautar a agenda diplomática mundial. A ênfase do Novo Normal será a economia de baixo carbono, a mitigação dos problemas climáticos e uma nova ética planetária baseada na sustentabilidade.

E Niterói não pode deixar de se preparar para esse momento, ser coerente com a sua trajetória na agenda da sustentabilidade e aproveitar as suas potencialidades para que a cidade se beneficie do seu potencial para a nova economia. Niterói é uma cidade com elevada escolaridade, com uma massa crítica qualificada, com vocação para a sustentabilidade e com capacidade para continuar protagonizando e influenciando o novo cenário.

Se o novo normal não trouxer avanços, teremos perdido uma oportunidade histórica. A criação da Secretaria Municipal do Clima é um passo fundamental para que Niterói se destaque no novo cenário, se proteja e influencie os novos tempos.

O futuro será sustentável ou não teremos futuro! E não há desafio mais crucial para que se alcance a sustentabilidade do que reverter as mudanças climáticas. Niterói dará a sua contribuição.

Axel Grael
Prefeito
Prefeitura de Niterói



 




terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

URBAN 95 EM NITERÓI: um olhar voltado para nossas crianças



Desenho de Pamella da Fonseca produzido durante a participação dos alunos das escolas de Niterói no planejamento estratégico da cidade "Niterói Que Queremos". Foto: Reprodução. Fonte: O Globo


Viver em Niterói é motivo de orgulho para cada um de nós, que amamos esta cidade. Nossas crianças crescem em um município que se destaca por seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e mantém características acolhedoras, mesmo inserido em um complexo contexto metropolitano.

No entanto, os primeiros anos de vida dos niteroienses precisam ser, cada vez mais, foco de um criterioso acompanhamento e de ações assertivas em defesa de um desenvolvimento pleno e igualitário. Com objetivo de avançar neste campo, a Prefeitura de Niterói aderiu ao Urban95, uma parceria entre a Fundação Bernard van Leer e o Instituto Cidades Sustentáveis.

A inciativa reúne cidades de todo o País com objetivo de desenvolver e otimizar políticas públicas voltadas para a primeira infância. Estudos mostram que os primeiros mil dias de vida são quando o cérebro mais se desenvolve, daí a importância acerca da oferta de ambientes seguros, saudáveis e estimulantes para o desenvolvimento emocional e cognitivo.

Especialistas da Urban95 e da Prefeitura de Niterói já arregaçaram as mangas e deram início a um trabalho intersetorial coordenado pelo Escritório de Gestão de Projetos (EGP). Um detalhado diagnóstico orientará um plano estratégico com ações em áreas como Saúde, Educação, Urbanismo e Mobilidade, além da orientação de pais e cuidadores.

O conjunto de novas iniciativas e os programas já em execução na cidade vão compor o Plano Municipal pela Primeira Infância, que traçará metas a serem alcançadas a curto, médio e longo prazos. Entre os resultados previstos estão o aumento da cobertura vacinal, avanços nos indicadores nutricionais das crianças de até 4 anos e melhor aproveitamento de espaços públicos (inclusive para atividades pedagógicas).

Vale ressaltar que o olhar sobre a primeira infância não exclui a importância das ações voltadas para as demais faixas etárias. Pelo contrário, a ideia é otimizar os resultados de programas como o Poupança Escola, que combate a evasão escolar a partir do ensino fundamental, e o Jovem EcoSocial, que oferece bolsa-auxílio e qualificação profissional para jovens de 11 comunidades.

É fundamental que este trabalho em prol da primeira infância tenha o apoio de todos os setores da sociedade civil, sobretudo das famílias destas crianças. Não restam dúvidas de que os resultados serão expressivos em várias áreas. Juntos, seguiremos fortes rumo a Niterói que queremos para todos os cidadãos.

Veja, a seguir, algumas das iniciativas em curso em Niterói:

1. Mudança de Comportamento

Objetivo: Desenvolver um kit de ferramentas de mudança de comportamento com mensagens que mobilizem cuidadores, trabalhadores da linha de frente e líderes comunitários para melhorar o desenvolvimento da primeira infância em 11 cidades brasileiras que participam do projeto Urban95.

2. Indicadores

Objetivo: Produção e inserção de indicadores sobre a Primeira Infância no ObservaNit.

3. CaminhaNit

Objetivo: Estimular a caminhabilidade, o bem estar, a saúde e o aprendizado significativo dos alunos, aproximando as pessoas e criando vínculos afetivos com o entorno.

4. Criança e Natureza - Planejamento de Reabertura da Escolas

Objetivo: Planejar a reabertura das escolas, aliado aos espaços naturais e ao ar livre, considerando a natureza a favor do desenvolvimento saudável e integral das crianças e os benefícios na educação escolar.

5. Criança e Natureza – Microparques e Parques Naturalizados

Objetivo: Implantação de micro parques e parques naturalizados.

6. Monitoramento da Qualidade do Ar

Objetivo: Monitorar a qualidade do ar na rota caminhável, utilizando o equipamento Airbeam para complementar o desenvolvimento do Projeto.

7. Criança e Natureza – Rota Caminhável no Barreto

Objetivo: Construção de uma rota caminhável na região do Barreto, integrando os Projetos CaminhaNit, Monitoramento da Qualidade do Ar e Microparques e Parques Naturalizados.

8. Aumento da Cobertura Vacinal em Niterói

Objetivo: Aumentar a adesão das crianças nas campanhas de vacinação, através de um projeto de análise comportamental aplicada.

9. Plano Municipal pela Primeira Infância

Objetivo: Qualificar a governança municipal da Primeira Infância através do desenvolvimento do Plano Municipal Primeira Infância - PMPI.


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* Além de Niterói, fazem parte da rede Urban95 os municípios de São Paulo (SP), Recife (PE), Boa Vista (RR), Aracaju (SE), Brasiléia (AC), Campinas (SP), Caruaru (PE), Crato (CE), Fortaleza (CE), Ilhéus (BA), Jundiaí (SP), Pelotas (RS) e Ubiratã (PR). Saiba mais sobre o trabalho desenvolvido pela Urban95 no link:

https://bernardvanleer.org/pt-br/ 





segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Prefeitura de Niterói abre consulta pública sobre cidades inteligentes






A Prefeitura de Niterói iniciou, nesta quinta-feira (11), duas consultas públicas sobre Cidades Inteligentes abertas à população em geral e aos servidores públicos. Niterói está elaborando um plano de cidade inteligente para se transformar em um município de alta tecnologia e a administração municipal quer ouvir a opinião dos moradores para nortear esse planejamento urbano. As perguntas ficarão disponíveis até o dia 21 de fevereiro na plataforma Colab e podem ser acessadas em consultas.colab.re/niteroicidadeinteligente (para público em geral) e consultas.colab.re/cidadeinteligenteservidor (para funcionário público).

Cidades inteligentes são aquelas que utilizam de forma eficaz a tecnologia para otimizar a utilização dos recursos para servir melhor os cidadãos. A Secretária do Escritório de Gestão de Projetos, Valéria Braga, ressalta que as respostas são confidenciais e usadas apenas para a realização do Plano Estratégico para Cidade Inteligente.

“Essa pesquisa faz parte do convênio entre a Prefeitura e o programa Knowledge Sharing Program (KSP), que é uma plataforma voltada à cooperação e compartilhamento de conhecimento, criada pelo Ministério da Economia e Finanças da Coréia. As respostas são necessárias para nortear o planejamento que está sendo feito para uma Niterói mais inteligente. Queremos identificar onde e de que forma as tecnologias de Cidades Inteligentes podem melhorar os serviços no município”, detalhou.

Smart Cities - Niterói é a primeira cidade do estado do Rio de Janeiro e a 11ª do país no Ranking Connected Smart Cities 2020, que qualifica as cidades mais inteligentes e conectadas do país. Feito com o objetivo de mapear as cidades com maior potencial de desenvolvimento no Brasil através de indicadores que retratam inteligência, conexão e sustentabilidade, o ranking traz indicadores desenvolvidos pela consultoria Urban Systems. Na primeira edição, em 2015, Niterói estava em 17º lugar no país. Em 2019, a cidade estava na 12ª posição.

Fonte: Prefeitura de Niterói 




PARQUE ORLA DE PIRATININGA: saiba mais e acompanhe uma obra inovadora para a sustentabilidade de Niterói

 

Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis, em fase de implantação. Foto Axel Grael (15/02/2021)



Como ficará o Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis.



Você já ouviu falar no projeto do Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis - POP Alfredo Sirkis? 

Trata-se de um projeto inovador em implantação no entorno da Lagoa de Piratininga, com o objetivo de proteger os ecossistemas da lagoa, bem como tratar as águas de drenagem urbana e, assim, contribuir para a recuperação do Sistema Lagunar. As obras estão em andamento e você pode acompanha-las. Basta chegar próximo à Lagoa de Piratininga, no Cafubá, e ver os trabalhos em andamento.

Além disso, o POP Alfredo Sirkis terá um Ecomuseu, trilhas, áreas de lazer, píeres de contemplação e para pescadores, quadras esportivas, mirantes e uma ciclovia de 10 km no entorno da lagoa, que fará parte do Sistema Cicloviário da Região Oceânica e da Translagunar. Esta última será uma ciclovia turística e funcional que ligará o Túnel Charitas-Cafubá às praias de Itacoatiara e Itaipu, contornado as lagoas de Piratininga e Itaipu, que reduzirá a distância para o ciclista e potencializará o conforto e a qualidade da experiência de pedalar pela Região Oceânica.

Localização do Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis.

O POP Alfredo Sirkis foi criado pelo Decreto 11.744/2014, que instituiu o programa Niterói Mais Verde e criou o Parque Natural Municipal de Niterói - PARNIT, sendo o POP um dos seus componentes. A sua implantação faz parte de um programa de investimentos e intervenções em infraestrutura e sustentabilidade na Região Oceânica, chamado PRO-Sustentável. O programa começou a ser estruturado quando fui vice-prefeito de Niterói e tive a responsabilidade atribuída pelo prefeito Rodrigo Neves de captar recursos para projetos de infraestrutura na cidade. O PRO-Sustentável é financiado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina - CAF, com um investimento de 100 milhões de dólares e é desenvolvido pela Unidade de Gestão de Projetos (UGP PRO Sustentável).

A sua implantação está sendo feita a partir de duas licitações que já foram concluídas: uma delas para a chamada infraestrutura verde (equipamentos de drenagem sustentável e outros) e a outra para as edificações, cuja Ordem de Início será dada nos próximos dias.

Assista o vídeo abaixo e saiba mais sobre o POP Alfredo Sirkis e suas inovações:


Assista ao vídeo com explicações sobre o POP Alfredo Sirkis.


A iniciativa de Niterói é pioneira e histórica em termos de engenharia ambiental e mesmo antes de iniciadas as obras, as soluções inovadoras do Parque Orla de Piratininga já alcançaram o reconhecimento técnico através de publicações e prêmios conquistados na França e no Brasil. As principais inovações estão por conta das soluções de drenagem sustentável: as chamadas Soluções Baseadas na Natureza. Como a engenheira Andressa Ferreira Lima, coordenadora do POP e a fiscal do projeto, engenheira Mariah Bessa, explicam no vídeo acima, o POP Alfredo Sirkis contará com as seguintes soluções inovadoras: 
  • Bacias de Sedimentação
  • Jardins de Chuva
  • Jardins Filtrantes (mais de 35.000 m²)
  • Biovaletas
  • Alagados Construídos



Distribuição dos principais equipamentos de drenagem sustentável.

Eficiência de redução da poluição prevista em projeto para os equipamentos, de acordo com a Bacia Hidrográfica.


Estes equipamentos terão como objetivo reter sedimentos e nutrientes (carga orgânica), evitando que cheguem à Lagoa de Piratininga, ajudando a despoluí-la. Importante destacar os equipamentos do POP não são as únicas medidas previstas para a despoluição das Lagoas de Piratininga e Itaipu. As ações de fiscalização do Programa "Ligado na Rede" continuarão para promover a conexão dos imóveis na rede de esgoto que, por sua vez, também está sendo aprimorada pela Concessionária Águas de Niterói.

Além do POP, o PRO Sustentável também inclui iniciativas como a Renaturalização do Rio Jacaré, o saneamento e a regularização fundiária de comunidades, além de estudos para a Despoluição do Sistema Lagunar. Também estão sendo desenvolvidos projetos para a estabilização do Canal de Itaipu e outras medidas que resultarão na melhoria da qualidade ambiental das lagoas.

Parques e o desenvolvimento de Niterói

Sempre tivemos a convicção que investir em proteção da natureza e recuperação ambiental era também uma oportunidade de desenvolvimento e geração de emprego e renda e um caminho promissor para a retomada da economia no momento Pos-Covid. E esta é também uma grande vocação de Niterói, que após a criação do programa Niterói Mais Verde, através do Decreto 11.744/2014, promulgado pelo prefeito Rodrigo Neves, passou a contar com mais da metade do território municipal protegido por Unidades de Conservação e tem uma das maiores taxas de áreas verdes por habitante.

Com o POP Alfredo Sirkis, Niterói ganhará espaços de lazer e recreação, a população voltará a apreciar as lagoas como um patrimônio público valioso e a cidade avançará ainda mais no caminho da sustentabilidade urbana.

Vamos seguindo em frente por uma Niterói Próspera, Sustentável e Socialmente Justa.

Axel Grael
Prefeito
Prefeitura de Niterói


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Parques e a Economia

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Parques rendem 200 bilhões de dólares anuais para a economia dos EUA

NRPA

The Economic Impact of Local Parks
Economic Impact of Local Parks Report
Economic Impact Report Talking Points

Restauração Florestal em Niterói

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Túneis da Zona Sul de Niterói serão monitorados






O CCO - Centro de Controle Operacional do Trânsito de Niterói é considerado pioneiro na América do Sul pela tecnologia que dispõe e foi considerado pelo jornal Le Monde, da França, um dos melhores do mundo. O sistema controla a sinalização semafórica da cidade, que é organizado através de 10 CTA - Centros de Tráfego de Área, permitindo que haja uma maior fluidez no trânsito, ao mesmo tempo que controla o limite de velocidade na cidade, garantindo maior eficiência e segurança no trânsito. 

O sistema é interligado através de uma rede de fibra ótica que permite que a sinalização semafórica seja controlada por uma central localizada na mesma sede do CISP, na Região Oceânica. Nos últimos dias, várias providências foram tomadas para melhorar a eficiência operacional do CCO e continuaremos envidando esforços para que o sistema seja cada vez mais efetivo para melhorar o trânsito na cidade.

O investimento em tecnologia não é a única aposta da Prefeitura para melhorar o trânsito e a mobilidade da cidade. Obras importantes já foram realizadas como a TransOceânica e obras que ajudaram a resolver grandes gargalos do trânsito na cidade, como a Avenida Marquês do Paraná, o Mergulhão Ângela Fernandes, o Mergulhão da Praça Renascença e, agora, a obra da Rua Paulo Alves. Além destas obras, também avançamos para nos tornar uma cidade multimodal, com a implantação do programa Niterói de Bicicleta, que vem ampliando a oferta de vias cicláveis na cidade. Niterói também desenvolveu o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável - PMUS para garantir que novos investimentos melhorem cada vez mais a mobilidade e a infraestrutura vária da cidade. 

O CCO do Trânsito foi implantado, em 2016, como parte do Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social de Niterói - PRODUIS, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID. Este investimento da Prefeitura que fez com que a cidade de Niterói já seja considerada uma das líderes na agenda da Cidade Inteligente no país.

Vamos em frente!

Axel Grael
Prefeito de Niterói



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Túneis da Zona Sul de Niterói serão monitorados




Os túneis Roberto Silveira e Raul Veiga, que ligam Icaraí a São Francisco e vice-versa, contarão a partir de março com o mesmo moderno sistema de monitoramento que atende ao túnel Charitas-Cafubá, e passarão a fazer parte da malha viária sob assistência do Centro de Controle Operacional – CCO Mobilidade.

O sistema de monitoramento dos túneis da Zona Sul está em fase de instalação e contará inicialmente com duas câmeras controladoras de tráfego, que monitoram o fluxo e o volume de tráfego. Deste modo, ajustes poderão ser realizados em tempo real na sinalização das vias contíguas aos túneis, de modo a garantir a fluidez do tráfego em suas galerias, e ainda garantir o rápido acionamento de órgãos de socorro e segurança pública em caso de necessidade.

Segundo o presidente da NitTrans, Gilson Souza, o monitoramento dos túneis da Zona Sul é mais um passo na ampliação da modernização do sistema viário da cidade.

“A tecnologia de ponta de que dispõe o CCO Mobilidade será cada vez mais e melhor utilizada na gestão do trânsito. Vamos expandir ainda mais o monitoramento e elevar o nível de avaliação de fluxo e volume de tráfego a partir dos dados coletados. Com isso poderemos aproximar ao máximo o tripé da gestão, formado por Planejamento de Engenharia de Trânsito, Operação Tecnológica do CCO e Operação Viária, in loco, realizada pelos agentes e operadores de trânsito nas ruas da cidade”, diz Gilson.

A Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (Seconser) informa que será realizada a limpeza das luminárias do túnel Raul Veiga e o conserto dos circuitos do Roberto Silveira, em conjunto a interdição da NitTrans.

O diretor-administrativo da NitTrans, Braz Colombo, explica que o início do monitoramento dos túneis Raul Veiga e Roberto Silveira faz parte do trabalho contínuo de melhorias implementadas na cidade na última década.

“Os túneis que interligam os dois lados da Zona Sul de Niterói foram construídos nos anos 50 e 70 e não contavam até então com equipamentos de monitoramento. Por cumprirem importante papel no sistema viário da cidade, sendo imprescindíveis no trajeto cotidiano dos niteroienses, estarão sob o olhar atento do CCO Mobilidade. Nosso trabalho segue focado na missão de garantir fluidez e segurança viária para todos”, aponta Braz Colombo.

O monitoramento realizado pelo CCO Mobilidade no túnel Charitas-Cafubá, que será expandido aos túneis da Zona Sul, conta com equipamentos que informam, em tempo real, tudo que acontece em suas galerias. Atualmente há 49 câmeras, seis painéis de Mensagens Variáveis, 80 interfones de emergência e 200 sinalizadores de evacuação de área.

O túnel Charitas-Cafubá conta ainda com monitoramento de poluentes e acionamento automático de turbinas de ventilação e gerador de energia elétrica para casos de interrupção do fornecimento regular. Pela pouca extensão, estes equipamentos não serão necessários aos túneis Raul Veiga e Roberto Silveira.

Como funciona o CCO – O Centro de Controle Operacional – CCO Mobilidade conta com equipamentos de telemonitoramento interligados por fibra ótica espalhados pela cidade inteira, utilizados para monitorar tudo o que acontece no trânsito em tempo real, 24 horas por dia, sete dias por semana. O CCO Mobilidade é interligado por 78 quilômetros de fibra ótica que percorrem dez pontos de controle de área nas regiões da cidade com mais fluxo e volume de trânsito, cobrindo todas as áreas urbanas do município de Niterói.

O sistema é pioneiro na América do Sul e permite, por exemplo, que operadores do centro operacional ajustem o tempo de abertura e fechamento dos semáforos em corredores viários específicos da cidade, de acordo com o fluxo do momento, contribuindo para reduzir os congestionamentos na cidade.

Os olhos do sistema são 190 câmeras controladoras de tráfego instaladas nos semáforos e 22 câmeras domo, com visão 360 graus, que monitoram o volume do trânsito para identificar retenções, recalcular o intervalo da temporização semafórica e produzir dados utilizados no gerenciamento das equipes de agentes e operadores de trânsito que atuam nas ruas da cidade.

Tudo o que é coletado em imagens nas ruas chega em tempo real ao CCO Mobilidade, que funciona do prédio do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) da Prefeitura de Niterói, localizado em Itaipu, na Região Oceânica da cidade. O centro operacional conta com uma parede de monitores e equipamentos de gestão de tráfego utilizados pelos operadores do sistema. Com visibilidade total e dados volumétricos, é possível ajustar a operação viária para garantir a melhor fluidez possível, de acordo com a quantidade de veículos que transita pelos corredores viários da cidade.

O sistema conta ainda com 16 painéis de Mensagens Variáveis que apresentam informações sobre o trânsito em regiões de fluxo intenso na cidade, também operados remotamente, diretamente do CCO Mobilidade, a partir da observação em tempo real dos operadores.

Fonte: A Tribuna




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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

NITERÓI MAIS VERDE: Decreto regulamenta a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural - RPPN.






Niterói deu mais um passo importante para se consolidar como uma referência de sustentabilidade urbana. Assinei e fiz publicar no da 02 de fevereiro de 2021, o Decreto 13.884, que "Regulamenta a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural - RPPN e dá outras providências". A figura da RPPN vem da legislação federal, tendo sido prevista incialmente pelo Decreto 98.914/1990 e consolidada pela Lei 9985/2000, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação - SNUC. Posteriormente, a Lei foi regulamentada pelo Decreto Federal no 5.746/2006.

O Brasil já conta com centenas de RPPN´s no país, sejam elas instituídas pelo governo federal, por estados e municípios. De acordo com o SIMRPPN, o Sistema Informatizado de Monitoria de RPPNs, o país conta, hoje, com 640 unidades desta categoria. Os estados com maior número de reservas são a Bahia, com 102 reservas que cobrem 46.817 hectares, e Minas Gerais, com 88 reservas sobre 33.140 hectares. Embora tenha apenas 15 reservas, Mato Grosso tem a maior área protegida por reservas privadas: 172.980 hectares.(Fonte: O Eco).

Esta categoria é criada por iniciativa do proprietário, sem que haja previsão de desapropriação do imóvel e deverá ser reconhecida pelo órgão ambiental competente. Dessa forma, vamos avançar com a manutenção da conservação da biodiversidade e dos recursos naturais, com a qualidade ambiental e o fomento às unidades de conservação já existentes em Niterói.

O embasamento legal para a criação das RPPN´s na legislação municipal encontra-se no Código Tributário Municipal (Lei 2.597/2008), que prevê no Art. 6° a isenção de IPTU para imóveis de interesse ecológico, paisagístico ou ambiental. Antes disso, a Lei 1.112/1992, que "Dispõe sobre a criação no Município de Niterói de Reservas Particulares do Patrimônio Natural, por destinação do proprietário", de autoria da vereadora Satie Mizubuti, autorizou o Executivo a implantar o sistema de RPPN´s em Niterói, estabelecendo que: 

Art. 1º Fica o Poder Executivo autorizado, a reconhecer e registrar, como reserva particular do Patrimônio Natural, por destinação do seu proprietário, em caráter perpétuo, imóvel de domínio privado em que: no todo ou em parte, sejam identificadas condições naturais primitivas, semiprimitivas, recuperadas, ou cujas características justifiquem ações de recuperação, pelo seu aspecto paisagístico ou para a preservação do ciclo biológico da espécie da fauna ou da flora nativas da região.

A regulamentação que ora oferecemos, chega quase 30 anos após a Lei acima, mas chega em um momento em que a cidade de Niterói trouxe o tema da sustentabilidade para o centro do seu planejamento e das políticas de desenvolvimento.

Desde 2013, quando do início da gestão do prefeito Rodrigo Neves, Niterói passou a contar com importantes avanços na agenda da sustentabilidade. Através do Decreto 11.744/2014, foi instituído o Programa Niterói Mais Verde, que incluiu a criação do Parque Natural Municipal de Niterói, elevando o percentual de áreas protegidas em Niterói para mais de 50% do seu território.

A RPPN poderá abranger a totalidade da propriedade ou parte dela e a sua criação pressupõe que seja gravado em perpetuidade e, de acordo com a legislação, as propriedades reconhecidas como RPPN terão isenção do IPTU proporcional à área protegida.

A criação de RPPNs representa ainda, um incremento na pontuação do Índice de Áreas Protegidas Municipais, que compõe o Índice Final de Conservação Ambiental utilizado para calcular a posição do município no ranking do ICMS Ecológico. Ao longo de três anos, nossa cidade ocupa o 4°lugar no ranking do ICMS Ecológico.

Vamos em frente.

Axel Grael
Prefeito
Prefeitura Municipal de Niterói


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Niterói cria marco legal para Reservas Particulares



Com 56% de suas áreas preservadas e sete unidades de conservação administradas pelo município, além de duas sob gestão estadual, Niterói deu mais um passo no caminho da sustentabilidade e da preservação do seu ecossistema. O prefeito Axel Grael assinou o decreto nº 13.884/2021, que regulamenta a criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) no âmbito do município.

A medida potencializa o surgimento de novas áreas voltadas para a conservação da biodiversidade e dos recursos naturais, manutenção da qualidade ambiental e na formação de corredores e mosaicos atrelados às unidades de conservação já existentes em Niterói.

“Esse é mais um avanço na agenda ambiental de Niterói. Foi publicada a regulamentação para criação de Reservas Particulares de Patrimônio Natural (RPPN) em nossa cidade, as quais representam uma das categorias de unidades de conservação estabelecidas pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação”, comemora Axel Grael.

“Tal categoria de espaço territorialmente protegido é criada por iniciativa do proprietário da área, com o reconhecimento do órgão ambiental municipal, e sem que haja previsão de desapropriação ou governança pública do imóvel. Dessa forma, avançamos com o incentivo à manutenção da conservação da biodiversidade e dos recursos naturais, com a qualidade ambiental e fomento às áreas protegidas em Niterói”, completou.

O chefe do Executivo destacou, ainda, que a criação de RPPNs no município representará um importante incremento na pontuação do Índice de Áreas Protegidas Municipais, que compõe o Índice Final de Conservação Ambiental utilizado para calcular a posição do município no ranking do ICMS Ecológico e o percentual de recursos por ele recebido. Ele lembrou que ao longo de três anos, a cidade já ocupa o 4° lugar no ranking do ICMS Ecológico, com uma evolução sem precedentes neste período.

“Niterói já expandiu suas áreas protegidas para mais de 50% do território municipal, e essa é mais uma ação para evoluirmos como uma cidade referência em sustentabilidade urbana,” lembra o prefeito.

Entre as vantagens para as propriedades alcançadas pela criação de RPPNs estão a perpetuação dos requisitos ecológicos e da biodiversidade existentes no local, na medida em que a Reserva deve ser averbada junto à matrícula do registro geral de imóveis da propriedade; benefícios fiscais com a isenção do IPTU do perímetro da reserva averbada, considerando o fato de a RPPN ser considerada imóvel de interesse ecológico e de preservação paisagística / ambiental, de acordo com o Código Tributário Municipal; além de possibilidades relacionadas à cooperação pública – privada para a proteção, gestão e manejo da unidade criada, acesso a editais de órgãos financiadores de ações voltadas ao meio ambiente e submissão de projetos ao Fundo Municipal de Meio Ambiente.

“No momento em que se decide criar uma RPPN, o proprietário assume compromisso com a conservação da sua natureza já que a área proposta, ao ser averbada em cartório, possui garantia de perpetuidade. Com isso, Niterói poderá ampliar ainda mais suas áreas de proteção, e seus proprietários, produtores e, em especial, os agroecologistas, terão a garantia de que suas áreas estarão sempre resguardadas”, explica Leandro Portugal, secretário municipal de Meio Ambiente.

Regras – Dentre outras atribuições, os interessados deverão entrar com requerimento se habilitando e comprovando as razões pelas quais qualificam as propriedades a se tornarem uma Reserva. A área geográfica, o solo, a fauna, passarão por avaliação, assim como os eventuais recursos hídricos locais.

Atividades e obras realizadas na RPPN devem se limitar àquelas destinadas a garantir sua proteção e a pesquisa científica. Não é permitida qualquer exploração econômica que não seja prevista nos seus regulamentos, sobretudo no seu no plano de manejo.

A pesquisa científica em RPPN deverá ser estimulada e dependerá de autorização prévia do proprietário. A reintrodução de espécies silvestres somente será permitida mediante estudos técnicos e projetos específicos aprovados pelo órgão ambiental municipal.

Fonte: A Tribuna