sábado, 31 de março de 2012

Dinamarca estabelece por lei que terá 100% da energia renovável em 2050


Denmark Passes Legislation: 100% Renewable Energy by 2050!

SustainableBusiness.com News
 
Denmark's Parliament has passed the most ambitious green economy plan in the world: it will generate 35% of its energy from renewable energy by 2020 and 100% by 2050.

Martin Lidegaard, Denmark's Minister for Climate, Energy and Building says, "Denmark will once again be the global leader in the transition to green energy. This will prepare us for a future with increasing prices for oil and coal. Moreover, it will create some of the jobs that we need so desperately, now and in the coming years."

First, cut greenhouse gas (GHG) emissions 34% below 1990 levels by 2020 and reduce energy consumption 12% below 2006 levels.

Second, supply 35% of energy from renewables, with wind providing 50% of that. The rest will come from renewable heat, smart grid, biogas, and other green technologies.

The agreement is important for delivering on the political goal that Denmark's entire energy supply (electricity, heating, industry and transport) is covered by renewable energy in 2050, says the document.

Wind energy, which Denmark has long exploited, currently provides 25% of the country's electricity. Vestas, the world's leading turbine maker, is based there.

While cleantech accounts for about 0.3% of U.S. gross domestic product, it accounts for 3.1% in Denmark, largely because of its strong wind industry.



Details of the Plan

The plan outlines goals and funding strategies for every sector of society including industry and transporation.

To achieve 50% wind energy, the program calls for 1500 megawatts (MW) of offshore wind and 1800 MW of onshore wind by 2020, to provide for replacement of older turbines.
  • incentives for large-scale power plants to convert from coal to biomass and commits funds to promote geothermal energy;
  • allocates funds to help existing buildings convert from oil boilers to renewables.
  • bans oil and natural gas boilers in new buildings in 2013 and in existing buildings in 2016, where district heating is available.
  • subsidizes energy efficiency investments in industry and the use of renewable energy in production processes.
  • development of a comprehensive smart grid strategy so that renewables can power the grid.
  • ambitious plan to expand biogas in industrial processes, the natural gas grid and transportation.
  • development of a strategy to promote energy efficient vehicles, subsidies for electric car charging stations, hydrogen infrastructure and natural gas infrastructure for heavy transport. Fuels must contain 10% biofuels by 2020. 
"In the long term," the plan says, "the transport sector will face a radical conversion from fossil fuels to electricity and biofuels."

Project Better Place operates an electric car battery swapping network in Denmark.
  • continued investments in research, development and demonstration in energy technologies.
  • includes financing mechanisms including tariffs on energy distribution to fund efficiency improvements, a supply tax on space heating to fund biogas, industrial combined heat and power (CHP), and a surcharge on electricity bills to subsidize renewables. 
Acesse aqui a legislação aprovada: www.kemin.dk/Documents/Presse/2012/Energiaftale/FAKTA%20UK%201.pdf

Fonte: Sustainable Business

Bancada da motosserra tenta aprovar liberação do desmatamento da Mata Atlântica

Por pouco, é freado projeto que modifica lei da Mata Atlântica
Daniele Bragança

Momento em que o presidente Lula sanciona a Lei da Mata Atlântica, em 2006. Essa semana, Comissão de Meio Ambiente rejeitou proposta que facilitaria derrubada de árvores do bioma. foto: SOS Mata Atlântica

Passou despercebida, mas esta semana os ambientalistas tiveram uma pequena vitória na Comissão de Meio Ambiente da Câmara. Tudo porque conseguiram derrotar o Projeto de Lei que tentava alterar a Lei da Mata Atlântica acrescentando dispositivos que permitem a retirada de árvores do bioma.

O Projeto de Lei 2.441/2007 prevê que em terras de pasto ou cultivo agrícola poderá haver desmate das árvores em estágio inicial de regeneração. Pela proposta, essa derrubada poderá ser feita em áreas ocupadas até dezembro de 2008 (2 anos além do projeto original) sem necessidade de autorização de órgão ambiental.

Irajá Abreu (DEM-TO) foi o autor do relatório que pedia essa alteração na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Ele é filho da senadora Kátia Abreu (PSD-TO), líder dos ruralistas no Congresso. Seu parecer foi rejeitado pela comissão, depois de muito bate-boca e acabou substituído pelo relatório do deputado Leonardo Monteiro (PT-MG), que pediu e levou a rejeição da PL 2.441/2007 e dos projetos quase idênticos agregados a ela: PLs 2751/2008 e 2995/2008.

Na linguagem da Câmara, esses dois outros projetos de lei que tramitam juntos com a PL 2441/2007 principal são chamados de apensados, ou seja, foram agregados à PL2.441/2007 porque tratam do mesmo assunto.

Ao justificar o pedido de rejeição do projeto, o deputado Leonardo Monteiro (PT-MG) escreveu no seu relatório que tanto os projetos quanto o substitutivo do deputado Irajá Abreu “carecem de razoabilidade técnica, sendo certo que a sua aprovação irá gerar impacto ambiental negativo e pôr em risco todo o esforço governamental de recuperação do bioma Mata Atlântica”.

A rejeição dos projetos foi uma vitória dos ambientalistas. A matéria já havia sido aprovada por unanimidade na comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. Agora, o Projeto de Lei 2.441/2007 aguarda encaminhamento da Comissão de Meio Ambiente e seguirá depois para a comissão de Constituição e Justiça e Cidadania. Mas como foi rejeitado na de Meio Ambiente, terá que ser votado no plenário da Câmara. Se tivesse sido aprovado em todas as comissões previstas, não iria a plenário, e passaria direto à sanção presidencial.

Na comissão de Meio Ambiente, o relator derrotado, deputado Irajá Abreu, não só defendeu à aprovação das três PLs como na justificativa saiu em defesa do deputado Luciano Pizzatto, autor da PL 2995/2008. Diz o texto:

“O nobre Deputado, em contraste com os ambientalistas de gabinete, fala com absoluto conhecimento de causa, haja vista o fato de que sua família administra uma tradicional empresa do setor madeireiro no Paraná, empresa esta que detém reservas de Mata de Araucária com milhares de hectares, que vêm sendo manejadas de forma sustentável há décadas e que, neste exato momento, poderia estar gerando empregos no campo e produzindo riquezas para o Brasil, não fossem os vetos à Lei da Mata Atlântica, que obrigaram a empresa a reduzir suas atividades e demitir dezenas de empregados”.
Não se pode afirmar que o deputado Pizzatto estava legislando em causa própria, mas a PL 2995/2008 favorece exatamente a sua atividade, ao permitir a exploração seletiva de espécies da flora em área de vegetação secundária nos estágios inicial, médio ou avançado de regeneração do Bioma Mata Atlântica. Os casos previstos pelo projeto serão autorizados pelo Órgão Ambiental Estadual. Além disso, a Polícia Federal já autuou a fazenda do deputado Pizzatto por desmatamento ilegal, em 2009, na operação Angustifolia, deflagrada para combater corte de florestas de araucária no sul do Paraná.

A Lei da Mata Atlântica, que Abreu e Pizzato querem afrouxar, demorou 14 anos no Congresso para ser votada e começou a valer em dezembro de 2006. Em tempo de tramitação, no gênero, só perde para a Lei de Resíduos Sólidos, que levou 19 anos para ser aprovada. O clima da votação, na época, ficou registrado na matéria "Enfim, aprovado" de ((o))eco, publicada em 29 de Novembro de 2006.
 
Fonte: ((O)) eco

sexta-feira, 30 de março de 2012

Por que Licencas Ambientais demoram tanto?

MOROSIDADE DO LICENCIAMENTO - OPINIÃO DE AXEL GRAEL

O artigo abaixo traz um importante alerta: o licenciamento ambiental no Brasil é caro e lento. No entanto, apesar de apresentar algumas críticas (justas!) aos órgãos públicos, omite outros motivos relacionados quase sempre aos próprios empreendedores, que também causam atrasos e custos elevados para a fase de licenciamento.
  
Fui presidente da FEEMA entre 1999-2000 e 2007-2008. A FEEMA era o órgão estadual do Rio de Janeiro responsável pelo licenciamento ambiental e que foi substituído pelo INEA. Como ex-dirigente de um órgão licenciador e como consultor ambiental, e sem entrar no mérito das dificuldades e deficiências administrativas (falta de pessoal, etc) da administração pública, trago ao debate os seguintes problemas:
  1. BAIXA QUALIDADE AMBIENTAL DOS PROJETOS: de um modo geral, os projetos submetidos pelos empreendedores para análise dos órgãos ambientais carecem muito de qualidade quanto aos aspectos ambientais e de cumprimento à legislação. Segundo nossa estimativa, mais de 80% dos projetos necessitam de ajustes ou precisam ser refeitos durante o processo de licenciamento. Obras públicas são as que normalmente mais se ressentem de projetos de qualidade. As obras do PAC, à época em que estive na FEEMA, bem exemplificavam o problema. Muitas chegavam para análise da FEEMA contando apenas com uma mera planta ou um descritivo simplório. Às vezes, nem o imóvel onde seria implantada a obra estava definido. E a culpa do atraso destas obras ainda hoje é atribuída aos órgãos ambientais!!! Já enfrentei também situações em que projetos governamentais de municípios- que já contavam com financiamento aprovado pela Caixa Econômica Federal - pretendiam implantar redes de coleta de esgoto sem a previsão de estações de tratamento. O esgoto iria direto para o rio!!! Ora, não existe licença para poluir! Diante da minha negativa em conceder a licença, um grupo de prefeitos foi ao governador da época "pedir a minha cabeça". Não conseguiram. Saí depois, por outros motivos.
  2. O CARRO NA FRENTE DOS BOIS: há casos em que a defasagem entre a elaboração dos projetos e a criação de expectativas em torno da sua realização acontece por açodamento que quase sempre surge por motivo político. Foi o caso do COMPERJ. Antes de dar início ao licenciamento junto à FEEMA, várias solenidades políticas já haviam anunciado "o início das obras". A "Pedra Fundamental" do empreendimento chegou a ser "inaugurada" antes que o órgão ambiental concluísse a análise do EIA/RIMA do projeto. A definição da localização do empreendimento faz parte da LP-Licença Prévia. Assim, o público em geral é levado a acreditar que a culpa do atraso é mesmo do órgão ambiental.
  3. LICENÇA AMBIENTAL x FINANCIAMENTO: O que deveria vir primeiro? O Projeto Básico Ambiental (conceitual) ou a Licença Prévia (LP)? Induzidos por mecanismo da Lei de Crimes Ambientais, que responsabiliza criminalmente agentes financeiros que apóiam projetos em desacordo com a legislação ambiental, bancos públicos e privados condicionam a liberação de créditos para empreendimentos à apresentação pelo menos da Licença Prévia (LP). Ora, para obter a LP é necessário contar com pelo menos um projeto básico para o empreendimento e, frequentemente, o proponente da obra depende do crédito para providenciá-lo. Como consequência, os empreendedores lançam-se ao esforço de licenciamento antes de contar com um projeto adequado. Obviamente, isso afeta a qualidade da análise no órgão ambiental.
  4. BAIXA CAPACIDADE DE EXECUÇÃO: é muito comum em projetos de infraestrutura de grande porte, principalmente aqueles de iniciativa governamental, que sejam submetidos aos órgãos ambientais mediante grande pressão política para que sejam analisados com prioridade e com excepcional celeridade. Já tive que paralisar setores inteiros da FEEMA para licenciar empreendimentos emergenciais e, após todo o esforço, alguns simplesmente não saíram do papel. Foi o caso da correria para licenciar Usinas Termelétricas na época do Apagão. Algumas destas "prioridades" até hoje não foram implantadas. Outro exemplo é o Arco Metropolitano do Rio de Janeiro, licenciado sob regime de grande prioridade há cerca de quatro anos e que ainda se arrasta lentamente. Apenas há poucas semanas atrás o DNIT anunciou que fará a licitação para o trecho federal da obra!!! O trecho de responsabilidade estadual encontrou algumas dificuldades ambientais, inclusive o problema que acabou apresentado ao público de forma pejorativa, como o caso da existência de um brejo que abrigava uma espécie ameaçada de "perereca". A obra destruiria aquele habitat. A falha do projeto, que foi incapaz de identificar e evitar aquela área ambientalmente sensível, acabou repercutindo como exagero do órgão ambiental. Ou, quem sabe a culpa não teria sido da pobre perereca que colocou-se inadvertidamente à frente dos tratores?
  5. GRUPOS DE PRESSÃO E "RAZÕES MISTERIOSAS": normalmente, a decisão em torno de licenças ambientais não se baseiam apenas em critérios técnicos. Quem já atuou em órgãos ambientais licenciadores sabe o jogo de interesses que há por trás de muitos empreendimentos. A presença de grupos de pressão (políticos, lideranças comunitárias, ambientalistas, setores empresariais, ministério público, a mídia, etc), atuando ou fazendo lobby - contra ou a favor de empreendimentos - é uma constante. Da mesma forma que, de acordo com os seus intereses, os lobbies pedem celeridade, as vezes pedem através dos seus canais que o órgão ambiental "sente em cima" de determinados processos de licenciamento. Acho o lobby, como uma manifestação de opinião e de interesse, uma ação legítima de setores organizados da sociedade e da cidadania, uma prática democrática e que os órgãos públicos precisam ter canais institucionais eficazes de interação com a sociedade para que possam ser sensíveis a estes clamores. O problema é quando estas práticas extrapolam limites da ética e da moralidade. Mas, o fato é que estas diferentes formas de pressão existem e a liberação de uma licença depende de muita negociação e da resolução destes conflitos. E isso leva tempo.
  6. OUTROS ENTRAVES: muitos empreendimentos atrasam por outros motivos: conflitos sociais, legais, desapropriações, etc. Com frequência, os empreendimentos geram grandes conflitos e enfrentam verdadeiras guerras judiciais até que consigam se efetivar. Nesta briga, o próprio órgão ambiental acaba por se tornar réu e seus dirigentes são questionados quanto à decisão do licencenciamento. No caso do Arco Metropolitano, na verdade, o grande motivo do atraso das obras é a desapropriação dos imóveis e a solução de problemas como a existência de sítios arqueológicos no traçado da via. Ora, o Arco Metropolitano existe como projeto governamental há décadas e só agora, na hora de implantá-lo, seus responsáveis lembraram que haviam sítios arqueológicos no caminho? E a culpa é do órgão ambiental?!
  7. EXCESSO DE EXPECTATIVA QUANTO À LICENCA AMBIENTAL: devido à força de vários instrumentos legais e normativos, o licenciamento ambiental acabou se tornando um "check list" de políticas públicas. Cabe ao órgão ambiental a verificação do cumprimento de exigências cuja a responsabilidade é atribuída a outros órgãos e a outras esferas da administração pública. É o caso da legislação de uso do solo (responsabilidade municipal), bens históricos e culturais, impacto viário, terras públicas, aspectos fundiários, etc. Tudo isso torna a análise mais complexa e força o órgão ambiental a depender da ação de outras autoridades públicas.
  8. RESPONSABILIDADE E RISCO NA TOMADA DA DECISÃO: o dirigente de um órgão público que tem a responsabilidade de assinar uma licença ambiental, além do peso de decidir sobre intervenções que podem transformar uma cidade, um bairro, ou uma localidade - para o bem ou para o mal, ainda precisa preocupar-se com as consequências legais de sua decisão, pois pode ser responsabilizado criminalmente pelo seu ato. E o estado não o defende. Portanto, a cautela na decisão pode contribuir com a morosidade. Alias, este é um dos motivos que induzem à persistência de procedimentos altamente burocratizados. A necessidade de defesa em caso de questionamento judicial induz a uma lógica de diluição de responsabilidade e de profusão documental.

Enfim, estes são apenas alguns motivos pelo qual a Licença Ambiental é uma decisão difícil, conflitiva, complexa e de alto risco para quem se responsabiliza por ela.

Somos muito críticos aos procedimentos e à lógica que regem o licenciamento ambiental atual e temos várias ideias sobre como mudar o quadro atual. Mas deixamos este tema para outra postagem.

Axel Grael
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LICENÇA DEMORADA E CARA


O Estado de S.Paulo

Não se conhecem valores precisos, mas certamente é alto o preço que, sem saber, o brasileiro paga pelo atraso nas obras de infraestrutura em razão da demora na concessão do licenciamento ambiental indispensável para sua execução. Em outubro do ano passado, o Ministério do Meio Ambiente publicou várias portarias que simplificam e aceleram o andamento dos processos de licenciamento dessas obras, mas os problemas acumulados pelos atrasos anteriores continuam a afetar muitos projetos, encarecendo-os.
Entre a decisão de iniciar uma obra no setor elétrico e a obtenção da licença prévia (a primeira de três exigidas até o início de operação do empreendimento) decorre em média um período de 958 dias - mais do triplo do prazo máximo de 285 dias estipulado para o órgão ambiental autorizar ou não o projeto -, de acordo com estudo do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) que o Estado (18/3) noticiou. A emissão da licença de operação, a última das três exigidas, demora em média 2.355 dias, ou seis anos e meio.

Em todo o mundo, a realização de grandes projetos empresariais, de infraestrutura ou de outra natureza está condicionada à observância de regras ambientais cada vez mais rigorosas. A realização da Rio + 20 em junho, com a participação de centenas de líderes mundiais, deverá estimular as ações nesse sentido, pois seu tema principal será o desenvolvimento sustentável, que busca não comprometer o patrimônio ambiental das futuras gerações.

No Brasil, no setor de energia, no entanto, surgiram muitos obstáculos à tarefa de compatibilizar o desenvolvimento com preservação ambiental. "Virou um processo muito complexo, com uma legislação cheia de furos e vazios", disse ao Estado o consultor Abel Holtz, que elaborou o estudo Agenda Ambiental junto com Adriano Pires.

Mais de 70% dos 428 projetos licitados ou autorizados entre 2008 e 2010 na área de energia não começaram a ser executados, de acordo com estimativa de Holtz, e um dos principais motivos é a questão ambiental. Alguns investidores já desistiram do projeto e solicitaram às autoridades a devolução da concessão que receberam.

Em certos casos, o atraso da concessão se deve aos próprios interessados, por causa da baixa qualidade dos documentos (Estudos de Impacto Ambiental e Relatórios de Impacto Ambiental) por eles apresentados aos órgãos oficiais. Em geral, porém, a demora se deve às dificuldades que surgem ao longo de um processo burocratizado e lento pela falta de qualificação do pessoal incumbido de analisar os casos, escassez de técnicos, influência de fatores políticos ou ideológicos no exame dos relatórios ambientais, superposição de funções entre órgãos públicos e até a judicialização do processo, pelo Ministério Público.

Dependendo da natureza do projeto e da localização do empreendimento, o licenciamento pode depender da avaliação de cinco órgãos do governo federal (fora as instituições estaduais e municipais). Se o projeto estiver em área indígena, o aval da Funai é indispensável. Em áreas habitadas por quilombolas, o processo terá de passar pela Fundação Cultural Palmares. Na parte arqueológica, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) terá de ser consultado. Nas áreas de doenças endêmicas, é indispensável ouvir o Ministério da Saúde. Em qualquer dos casos, a autorização final sempre será do Ibama.

A autorização pode vir acompanhada de condicionantes, ou seja, das compensações ambientais ou sociais impostas pelo órgão ambiental. Tudo isso eleva o custo do projeto. "Os custos da incerteza regulatória aumentam o orçamento dos programas socioambientais, representando quase 30% de todo o valor do empreendimento. E o orçamento final pode chegar a 50% acima dos valores iniciais previstos nos estudos de viabilidade", diz o estudo da CBIE.

Além de onerar o projeto, impondo custos adicionais aos consumidores, que pagarão a conta, o atraso do licenciamento ambiental trava o crescimento do País.

Fonte: Estadão

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Leia matéria de O Globo e veja onde está o problema.

Brasil prevê gastos de R$ 496 milhões com conferência Rio+20


O governo brasileiro prevê gastos de R$ 496 milhões na organização da Rio+20, a conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, que será em junho, no Rio de Janeiro.

O dinheiro custeará hospedagem, segurança, telecomunicações e alimentação para os chefes de Estado que participarão da conferência. Até agora, cerca de 80 países confirmaram presença.

Segundo Samyra Crespo, secretária do Ministério do Meio Ambiente, os recursos sairão da conta do Itamaraty e serão fiscalizados pela Advocacia Geral da União.

"Investimentos para a Rio+20 vão beneficiar também a Copa e as Olimpíadas", afirmou ela. Como exemplo, Crespo citou o reforço das frotas policiais.

A conferência do clima em Copenhague, em 2009, que reuniu o maior número de chefes de Estado da história para esse tipo de evento, estava orçada no equivalente a R$ 115 milhões - mas, no final, custou o triplo ao governo dinamarquês.

A organização brasileira reservou 10 mil quartos 4 e 5 estrelas para delegações estrangeiras. A indústria hoteleira prevê ocupação de 95%.

Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 29 de março de 2012

Impactos ambientais da pavimentação das estradas na Amazônia


Científicos de CIFOR están ayudando a estimar el nivel de deforestación que genera la pavimentación de caminos en la Amazonia –incluso antes de que estos sean construidos– lo que permitiría a los planificadores evaluar mejor los costos y beneficios de ejecutar proyectos de desarrollo en la región.

“La pavimentación de caminos representa un cambio brusco para cualquier sistema socio-ecológico y es importante comprender el impacto que este tipo de desarrollo infraestructural produce para poder tomar medidas que permitan minimizar los efectos perjudiciales”, dijo Amy Duchelle, investigadora de CIFOR en Brasil y coautora del artículo Roads as Drivers of Change: Trajectories across the Tri-National Frontier in MAP, the Southwestern Amazon (Carreteras como motores de cambio: Trayectorias en la frontera trinacional MAP, en la Amazonia sudoccidental), publicado el año pasado en la revista Remote Sensing.

Si bien las carreteras pueden promover un mayor crecimiento económico, las franjas de bosque amazónico que se talan en el trayecto y el flujo de migrantes que buscan empleo en estas nuevas áreas de bosque, también tienen serios impactos sobre los ecosistemas forestales y el desarrollo social de la región, según investigadores de la Universidad de Florida, CIFOR y otras organizaciones que están evaluando el impacto de tales construcciones en la región fronteriza MAP: Madre de Dios (Perú), Acre (Brasil), y Pando (Bolivia); específicamente el impacto de la Carretera Interoceánica –una arteria principal cuyo objetivo es conectar los principales puertos de Brasil y Perú.

Las tres regiones se encuentran en diferentes etapas de desarrollo de infraestructura. En Acre, las carreteras pavimentadas que existen ya hace un buen tiempo brindan un gran acceso a los bosques, y el estudio demostró que la deforestación sólo empieza a disminuir después de un radio de 45 kilómetros.

La situación no es tan seria en Madre de Dios, donde el proceso de pavimentación de caminos ha concluido recientemente. La deforestación tiene una fuerte influencia dentro de un radio de 18 kilómetros, pero ésta se dio a lo largo de un segmento de la carretera que aún no ha sido asfaltado; es posible que la deforestación haya aumentado a partir de la pavimentación, como lo sugiere el estudio.

Las tasas de deforestación de Pando son las más bajas en gran parte debido a que la Carretera Interoceánica tiene un reducido impacto directo.

“Podemos utilizar estas tendencias para predecir cambios en la región; en este sentido, Acre es una muestra de lo que podría suceder en Madre de Dios y, con el tiempo, probablemente en Pando. Si bien estos resultados dependen de una serie de factores socioeconómicos y de políticas, la construcción de carreteras en la Amazonia generalmente nos permite predecir con cierto grado de certeza la deforestación”, sostuvo Duchelle.

La región MAP es también un área relativamente remota que se caracteriza por ser rica en recursos naturales y a la vez tener bajos ingresos, de tal forma que los gobiernos de los tres países están interesados en implementar estrategias para mejorar el desarrollo económico y la integración de los mercados domésticos.

Madre de Dios ya está registrado tasas más altas de población y crecimiento económico con el avance de la pavimentación de la Carretera Interoceánica. En este departamento peruano, el asfaltado fue promovido por una campaña realizada por el gobierno nacional y las empresas constructoras participantes. El ex presidente Alejandro Toledo saludó la construcción de la Carretera Interoceánica como un medio para aumentar el ingreso de productos peruanos a los mercados de Brasil y proyectó un aumento anual del 1.5 por ciento en el PIB. Sin embargo, fueron los brasileños los que asumieron la mayor parte del financiamiento de la carretera hacia Perú.

La lógica económica detrás la campaña es atractiva: los viajes que usualmente demoran semanas en tramos llenos de fango se harían en pocas horas en el liso asfalto; el comercio aumentaría y también se reducirían los costos de transacción.

Y parece que la campaña ha tenido éxito. Según el último censo llevado a cabo en Perú, las tierras bajas de Madre de Dios han registrado un rápido crecimiento en la población, siendo la mayoría de los nuevos pobladores de la sierra peruana. Sin embargo, los migrantes que buscan una vida mejor no son los únicos que están inundando Madre de Dios; también han llegado las grandes empresas.

“En cuanto las personas se enteraron de que la carretera había sido asfaltada, empezó una gran especulación de tierras por parte de grandes propietarios que llegaron y compraron grandes extensiones de tierra, ya que sabían que el valor de la misma aumentaría considerablemente”, explicó Duchelle.

Sin embargo, dejar que la economía determine el futuro de la Amazonia podría subestimar seriamente los graves impactos ambientales y sociales, advierte el estudio. La fragmentación del hábitat de la vida silvestre que lleva a la mortalidad de la misma y a la pérdida de especies, la degradación de redes de drenaje y de la calidad del agua, la invasión de especies exóticas y el cambio climático a nivel local son todos impactos ambientales que se dan a raíz del crecimiento del área. Los caminos también pueden causar conflictos sociales en torno a la tierra y los recursos naturales cuando estos amenazan con desplazar a las comunidades y sus medios de vida.

La viabilidad de que los bosques sigan siendo manejados por pequeños productores, como las concesiones castañeras ubicadas a lo largo de la Carretera Interoceánica en Madre de Dios, ya ha sido cuestionada, ya que parece haber cada vez más casos de invasión de tierras en las que nuevos migrantes, entre otros actores, explotan madera ilegalmente y convierten los bosques dentro de las concesiones para fines agrícolas, dijo Duchelle. Esta última actividad resulta en emisiones más altas de carbono y tiene mayores impactos negativos sobre la biodiversidad y el medio ambiente.

Por lo general, la pavimentación de caminos forma parte de una estrategia de desarrollo nacional y, en el caso de la Carretera Interoceánica, de una estrategia de desarrollo a nivel sudamericano. Esto significa que muy probablemente los esfuerzos para desviar o detener dichos proyectos no tengan mucho éxito, por lo que la deforestación podría ser un resultado. Sin embargo, si llevamos a cabo esfuerzos para minimizar el impacto de las carreteras, podemos obtener resultados positivos para reducir o estabilizar las tasas de deforestación, sostuvo Duchelle.

“Estas intervenciones de políticas pueden incluir iniciativas para agregar valor a los bosques en pie a lo largo de estos caminos, como la creación de áreas protegidas de múltiples usos a fin de que la gente pueda obtener ingresos de los bosques mientras los mantienen en pie y la implementación de iniciativas REDD+ en áreas de mayor adicionalidad”.

Duchelle mencionó el ejemplo de la Reserva Extractivista Chico Mendes, un área protegida ubicada dentro de la zona de deforestación de la Carretera Interoceánica y que tiene más cobertura forestal que las áreas circundantes. La reserva recibió el nombre en honor al siringuero brasilero asesinado por ganaderos que se oponían a sus esfuerzos en favor de la conservación en la Amazonia. La investigadora también explicó cómo se están implementando iniciativas REDD+ a nivel subnacional en bosques y comunidades a lo largo de las carreteras en la región, incluyendo la Carretera Interoceánica de Madre de Dios y a lo largo de otras carreteras en Acre que están siendo asfaltadas hasta la parte más remota en la zona noroccidental del estado.

“Muchos de estos esfuerzos deben llevarse a cabo cuando todavía se están construyendo las carreteras”, dijo Duchelle. Si bien podemos decir que los caminos tienen serios impactos sobre cualquier modelo de deforestación, las decisiones de políticas realmente pueden minimizar estos efectos”.

Estudios como el que mencionamos aquí pueden ser útiles para los procesos de formulación de dichas políticas.
 
Mais informações: CIFOR
 
Fonte: ECOticias

Madri se preocupa com a poluição luminosa

Luzes da região metropolitana de Madri
Las imágenes nocturnas de la Tierra desde el espacio obtenidas por satélites hablan por sí mismas del "inapropiado" diseño del alumbrado y de su excesiva intensidad. La luz que se observa procede de iluminación artificial que escapa al espacio. La contaminación lumínica repercute directamente en el brillo del cielo de forma que cuanto mayor es la contaminación menor es la posibilidad de disfrutar de un cielo estrellado.

Los astronautas que viajan a bordo de la Estación Espacial Internacional (ISS) disfrutan de magníficas vistas que comparten mediante imágenes que obtienen con una cámara fotográfica. Dependiendo del objetivo utilizado y de la pericia del astronauta (la ISS orbita la Tierra a unos 400 km de altitud y a la velocidad de 7,7 km/s) la resolución espacial que se obtiene permite apreciar detalles en las mismas.

Con ayuda de estudiantes del grado en Físicas, el grupo de investigación Astrofísica Extragaláctica e Instrumentación Astronómica (GUAIX) de la Universidad Complutense de Madrid está identificando los puntos más brillantes para atraer la atención de la sociedad sobre los problemas de la contaminación lumínica de una gran ciudad como Madrid. El grupo está compilando una tabla con los puntos más brillantes de Madrid y ha abierto una interfaz para que los ciudadanos que lo deseen colaboren localizando esos puntos brillantes.

Entre las imágenes estudiadas, descata la última imagen (hasta ahora) de Madrid de noche obtenida desde la ISS, que tiene una extraordinaria resolución espacial. La foto original ha sido reorientada para mostrar el norte arriba. Las luces blancas brillantes pertenecen al aeropuerto internacional de Barajas y se observan zonas oscuras que corresponden a parques y al Monte del Pardo y la Casa de Campo.

Sin luz el 31 de marzo

Comparándola con imágenes previas de Madrid de noche, se detectan cambios en la iluminación. Por ejemplo, las luminarias de algunas carreteras se están apagando tal vez debido a la crisis económica. Pero aparecen nuevos puntos brillantes lo que indica que la sociedad no está concienciada con el problema de la contaminación lumínica. Aprovechando la campaña de sensibilización de La Hora del Planeta, se pretende atraer la atención de las autoridades responsables para hacerles pensar sobre el impacto que están causando y lograr así que pongan coto a este derroche.

Este mismo grupo de investigación monitorizará el brillo de fondo del cielo sobre Madrid durante la noche del 31 de Marzo de 2012 para comprobar si los apagones previstos disminuyen en parte el brillo de nuestro cielo. Para ello utilizarán los instrumentos del Observatorio Astronómico de la UCM y en particular el monitor astronómico AstMon-UCM que proporciona imágenes y parámetros de calidad del cielo nocturno cada noche. Las imágenes del cielo de Madrid pueden observarse en tiempo real desde la página web http://www.cielosdemadrid.es/ .
 
Fonte: ECOticias

Bolsa de Valores Socioambientais é ampliada e ganha novo site


A Bolsa de Valores Socioambientais (BVSA), projeto da BM&FBovespa reconhecido pela ONU e que inspirou modelos semelhantes nas Bolsas de Johanesburgo (África do Sul) e Lisboa (Portugal), terá a atuação ampliada em 2012 e lançou recentemente um novo site, com uma avançada plataforma de doação.

Com formato semelhante ao de uma bolsa de valores, a BVSA é um programa da BM&FBovespa e de suas corretoras que disponibiliza um portfólio de projetos socioambientais rigorosamente selecionados e fornece um ambiente virtual seguro, prático e transparente para doações em dinheiro. No site da iniciativa, empresas e pessoas físicas podem conhecer e escolher os projetos com os quais desejam contribuir e depois acompanhar seu andamento.

Nesta quarta-feira, 28 de março, a BM&FBovespa realizará um evento de apresentação das novidades da BVSA, que contará com as presenças de Edemir Pinto, diretor presidente da BM&FBovespa; Raymundo Magliano Filho, representando as corretoras; Jorge Chediek, coordenador residente do Sistema ONU no Brasil; e Daniela Mercury, que será oficialmente nomeada madrinha da BVSA.

Como funciona a BVSA

A partir de agora, tanto os investidores quanto as organizações podem acompanhar pelo site quanto está sendo doado para cada projeto. Os investidores também recebem relatórios periódicos sobre a organização e, após a captação integral dos recursos pleiteados, sobre a implantação do projeto.

Para ter seus projetos listados na BVSA, as organizações passam por rigoroso processo de seleção. Além disso, encerrada a captação, a BVSA monitora o uso dos recursos de forma a garantir que sejam direcionados para os objetivos previamente assumidos. É possível decidir em qual projeto investir, pesquisando por tema, área geográfica ou público beneficiado. Se preferir, também pode escolher um tema para o qual doar, ajudando assim várias organizações de uma vez.

Na área do site "Portfólio de Projetos" é possível identificar todas as iniciativas cadastradas, quais são suas metas de arrecadação e quanto foi obtido até o momento. Para doar, pessoas físicas ou jurídicas preenchem um breve cadastro, escolhem o projeto e fazem a contribuição (mínimo de R$20,00). As organizações disponíveis estão alinhadas com ao menos um dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) estabelecidos pela ONU.

Conforme o EcoD noticiou em 15 de março, a revista financeira inglesa World Finance elegeu recentemente a BM&FBovespa como Bolsa mais Sustentável da América Latina (Best Sustainable Stock Exchange 2012), por meio do prêmio Exchanges & Brokers Awards, criado em 2007 pela publicação britânica. A votação é feita pelos leitores da revista em todo o mundo.

BVSA em números:

119 projetos listados desde 2003;
R$12,1 milhões captados;
103 projetos já concluíram a captação de recursos;
16 novos projetos em captação.

- Conheça o site da BVSA -

Sobra crédito para práticas rurais sustentáveis


Apesar do aumento de políticas públicas que incentivam a adoção de práticas mais sustentáveis no meio rural nos últimos anos no país, o desembolso das linhas de crédito disponíveis para essa finalidade ainda é tímido perto do total concedido pelo governo, segundo estudo do Instituto Socioambiental (ISA) que será divulgado hoje, em Brasília.

O estudo mostra que a maioria das linhas direcionadas à adoção de boas práticas agrícolas não deslancha pelo desconhecimento dos produtores em relação ao seu funcionamento e pelo risco que elas representam, segundo agentes financeiros. A falta de informação inclui, entre outros pontos, questões tecnológicas e de assistência para as atividades que os programas apoiam.

O Banco do Brasil, principal financiador de crédito rural de linhas de financiamento “florestais”, registrou redução de montante e contratos assinados entre as safras 2009/10 e 2010/11. Segundo o estudo, o crédito disponível ao produtor passou de R$ 250 milhões para pouco menos de R$ 232 milhões, enquanto o número de contratos caiu de 3.376 para 2.670. Na Amazônia Legal não foi identificado nenhum contrato nas linhas agroambientais entre 2007/08 a novembro de 2010.

Na agricultura familiar, a situação é parecida. Mesmo com alta no volume de crédito desembolsado para as linhas agroambientais do Pronaf, de R$ 8,4 milhões em 2004/05 para R$ 26,1 milhões em 2009/10, sua fatia no volume total de investimento do programa passou de 0,14% para 0,22% de 2004/05 e 2009/10.

O estudo apresenta sete sugestões para a ampliação dos incentivos à regularização ambiental. As ideias vão desde a redução das taxas de juros e aumento das linhas de financiamento até a ampliação dos benefícios para os produtores que estão regularizados perante à legislação ambiental vigente. “A adoção de medidas isoladas na política de crédito tem poucas chances de sensibilizar o produtor”, afirma a assessora de políticas públicas do Instituto Socioambiental (ISA), Léa Vaz Cardoso.

Para conhecer as razões pelas quais os produtores mantêm suas propriedades em desacordo com a legislação ambiental, a pesquisa entrevistou 87 trabalhadores rurais de Minas, Pará, Mato Grosso, São Paulo, Santa Catarina e Bahia. Quase metade dos entrevistados respondeu que as questões financeiras são determinantes. As futuras mudanças no Código Florestal, a falta de documentação da propriedade e a pouca atenção de agentes financeiros são outros motivos. E há, também, o desconhecimento por parte da maioria dos entrevistados.

Para os agentes financeiros pesquisados, a timidez no aumento dos financiamentos destinados à adequação ambiental decorre, em parte, dos riscos. “O crédito emprestado a um produtor que quer recuperar uma mata ciliar, por exemplo, é considerado de alto risco”, explica Léa.

Por: Tarso Veloso

Fonte: Valor Econômico, no site Amazônia

El reciclaje, un punto negro en Río de Janeiro

Matéria publicada em site chinês e na mídia européia repercute o resultado PÍFIO da reciclagem na cidade do Rio de Janeiro. Segundo dados da própria Comlurb, a empresa promove a reciclagem de apenas 0,27% do lixo produzido na cidade.

O resultado mostra que, comparado com a Europa que recicla cerca de 40% do lixo, a gestão de resíduos urbanos no Rio de Janeiro ainda deixa a imagem da cidade no lixo!!!

Axel Grael

Lixo flutuante na Baía de Guanabara.

Según datos oficiales, la Comlurb (Compañía Municipal de Limpieza Urbana) recicla solamente 22,68 toneladas, el 0,27 por ciento.


Sede de la próxima conferencia de la ONU sobre el desarrollo sostenible, la ciudad de Río de Janeiro recicla apenas el 3 por ciento de los residuos que genera (252 toneladas de las 8.403 que se generan diariamente).

Según datos oficiales, la Comlurb (Compañía Municipal de Limpieza Urbana) recicla solamente 22,68 toneladas, el 0,27 por ciento. El 2,73 por ciento restante es a cargos de recolectores autónomos o de cooperativas especializadas en el reciclaje.

Así, Río de Janeiro, la ciudad que acogerá la final del Mundial de Fútbol del 2014, los Juegos Olímpicos de 2016 y la importante reunión de la ONU en junio, pierde la oportunidad de colocarse a las metrópolis más desarrolladas y avanzadas del mundo, que no desperdician sus recursos naturales.

Las principales capitales europeas recuperan, de media, el 40 por ciento de sus residuos.

Los motivos por los que Río de Janeiro no recicla son muchos, empezando por la inoperante colecta selectiva.

En 2002, el Ayuntamiento implantó un sistema de recogida de la basura para reciclarla que no termina de convencer a la población.

De los 160 barrios de la ciudad, solamente 41 son atendidos semanalmente por el camión de reciclaje de la Comlurb, y aún así, por falta de inversiones, la colecta se produce sólo en algunas calles.

El escaso reciclaje que hay a día de hoy está más presente en la zona sur (40 por ciento) y oeste (42 por ciento) que en la norte (18 por ciento), la más pobre. Asimismo, la empresa municipal no hace reciclaje en las favelas (barrios marginados), lo que excluye de los datos a casi el 35 por ciento de la población de Río.

Para solucionarlo, el Ayuntamiento firmó el año pasado un acuerdo con el Banco Nacional del Desarrollo Económico y Social (BNDES), que prevé destinar 50 millones de reales (28 millones de dólares) para construir seis naves industriales para la separación de las materias reciclables.

A cambio, el Ayuntamiento de Río de Janeiro se comprometió a comprar 15 camiones más para recoger la basura de la ciudad, pasando de los 41 barrios que reciben el servicio a los 120.

Con ello, el porcentaje de reciclaje en la ciudad carioca debe pasar del 2 al 5 por ciento.

Recientemente, la presidenta de la Comlurb, Angela Fonti, admitió que los paupérrimos índices de reciclaje son por "una inexistente campaña para concienciar a las personas. Muchos habitantes quieren reciclar sus residuos, pero los camiones no pasan por buena parte de las calles, y además, se debe hacer que el mercado sea legal".

La falta de políticas municipales de reciclaje llevó el Gobierno Federal a reclamar una acción concreta de los municipios, exigiendo que presentasen, hasta el mes de agosto, una propuesta para adecuar una ley que implantó la Política Nacional de Residuos Sólidos. La ciudad que no lo aplique, dejará de recibir inversiones del Gobierno.

"Igual que ocurre con Sao Paulo y Brasilia, Río de Janeiro necesita dar una respuesta a la cuestión del reciclaje, porque tendrá además un gran poder multiplicador en el país. En el caso de Río, la necesidad aumenta debido a los grandes eventos que habrá, como la Río+20, el Mundial y los Juegos Olímpicos. El Ayuntamiento tiene de tiempo hasta agosto para establecer unas metas concretas en el tema del reciclaje", afirmó Nabil Bonduki, secretario de Recursos Hidráulicos y Ambiente Urbano del Ministerio de Medio Ambiente de Brasil.

Por ahora, el consistorio carioca ya ha implantado un decreto que exige el reaprovechar los residuos de todas las obras. La ciudad es uno de los grandes centros productores de plástico del país, pero las empresas, no se responsabilizan del destino final del material.

La falta de eficiencia en el reciclaje es, según la Comlurb, provocada por una ausencia de inversiones en los tres niveles de gobierno.

"En 1994, llegamos a tener 20 cooperativas de reciclaje en los barrios, pero ya no queda ninguna. El reciclaje sólo da algún dinero a los recicladores que viven en la calle. El precio del producto reciclado acaba saliendo más caro que la materia primera virgen. Sin las ayudas del Gobierno, el sistema no funcionará", comentó el responsable de Técnica Industrial de la Comlurb, José Henrique Penido.

"Alemania gasta cinco mil millones de euros anuales para implantar un sistema de reciclaje eficiente, y el pueblo está satisfecho. Pero, y Brasil? Está dispuesto a invertir en ello el país?", se preguntó Penido.

Río de Janeiro tiene en vigor 30 leyes relacionadas con el aprovechamiento de los residuos, lo que muestra que no es por falta de leyes que el reciclaje no cuaja en la ciudad. Una de las claves de la poca concienciación popular se podría buscar en las escuelas: de las 1.357 que hay públicas en todo el estado, apenas 361 (el 26 por ciento), practican el reciclaje diario.

Para el resto, reciclar es todavía una asignatura de un curso lejano.

http://spanish.peopledaily.com.cn// -
 
Fonte: ECOticias.com

Acelerar o crescimento, mas em que direção?


Em seu encontro em Brasília, na quinta-feira passada (23/3), a presidenta Dilma Rousseff e os empresários perderam a oportunidade de iniciar um acordo sobre a direção do crescimento econômico do país no rumo do desenvolvimento sustentável.

Por Paulo Itacarambi, vice-presidente do Instituto Ethos

No encontro que manteve com 28 empresários, a “elite do PIB”, na quinta-feira passada (22/3), a presidenta Dilma Rousseff fez um apelo para que eles utilizassem seu “espírito animal” e investissem no crescimento econômico do país. Como contrapartida, ela prometeu estímulos.

Pelas notícias publicadas, a presidenta e os empresários perderam a oportunidade de iniciar acordo sobre a direção desse crescimento no rumo do desenvolvimento sustentável. Precisamos de uma economia que combine mais empregos, e de melhor qualidade, com menor intensidade no uso de energia e de materiais.

A conversa girou em torno da redução dos custos de energia, da desoneração das folhas de pagamento, do custo do dinheiro e dos insumos e também da melhoria da infraestrutura. Não há dúvida de que é preciso reduzir alguns custos para ampliar a competitividade. Mas é preciso também agregar valor aos produtos e serviços brasileiros. E o valor agregado do futuro é a sustentabilidade. Será cada vez mais esse valor, a sustentabilidade, que vai diferenciar empresas e países no mundo global.

O interessante é que a maior parte das empresas ali presentes já adotam práticas de gestão sustentável e usam esse diferencial para se apresentar aos clientes e consumidores. Esses empresários sabem que preço e qualidade não garantem mais mercado. É preciso “ser sustentável”. No entanto, durante a conversa, em nenhum momento tocaram no tema, nem mesmo para informar que estão preocupados com esse aspecto do desenvolvimento. Se essa questão foi tratada, não se divulgou.

E a sustentabilidade?

Se a perspectiva da sustentabilidade estivesse incorporada a essa conversa, os assuntos poderiam ter um desdobramento mais interessante para a sociedade, uma vez que os investimentos deveriam integrar as dimensões econômicas, sociais e ambientais.

Por exemplo, no caso da melhoria dos portos mencionada na conversa, além de investir na sua modernização e aumento de eficiência, é necessário investir também na integração modal com um sistema de transporte terrestre mais eficiente do que o rodoviário. Mas o país vem privilegiando estradas de rodagem, em detrimento das ferrovias. Inclusive com políticas recentes de redução do IPI sem as contrapartidas de aumento de eficiência e de redução do impacto ambiental.

As obras necessárias para a modernização dos portos também causam impacto nas comunidades do entorno. Esse impacto será levado em consideração nos investimentos privados?

Outro aspecto a considerar na privatização desses grandes investimentos é a definição de critérios de sustentabilidade na seleção das empresas, levando em conta o trabalho decente, o respeito aos direitos humanos, o investimento em inovação para a sustentabilidade, com processos de engenharia e as próprias construções com menores índices de emissão de carbono. Aliás, o empresariado e o governo poderiam aproveitar essas grandes obras para desenvolver novas áreas do conhecimento voltadas para a sustentabilidade.

Outra preocupação diz respeito à desoneração da folha de pagamento, que parece uma medida boa. A pergunta é se a desoneração resultará ou não em redução dos recursos utilizados em programas sociais. Se sim, esses investimentos sociais serão absorvidos pelos investimentos privados?

A aliança governo-empresas em prol do crescimento é bem-vinda, sem dúvida. Mas ela seria ainda mais benéfica se apontasse para a sustentabilidade, ou seja, se os empresários decidissem de fato arriscar num novo futuro e o governo utilizasse todos os seus meios para criar um ambiente favorável à inovação e à mudança, aproveitando, inclusive, a Rio+20. Ainda dá tempo. Será que estamos pedindo muito?

26/3/2012
 
Fonte: Instituto Ethos

quarta-feira, 28 de março de 2012

Torben Grael será homenageado em estação do metro de Londres

Londres muda nomes de estações de metrô em homenagem a atletas olímpicos


O metrô de Londres vai permitir uma viagem especial aos visitantes e moradores da cidade durante a Olimpíada – uma viagem pela história dos Jogos. Nesta quarta-feira, o governo inglês anunciou que, durante o evento, as estações do metrô serão renomeadas em homenagem a atletas que se destacaram na história olímpica.

A estação de Stratford, a principal do Parque Olímpico, recebeu o nome de Michael Phelps, o nadador norte-americano que conquistou oito medalhas de ouro. A Stratford International será a Cassius Clay, em homenagem ao boxeador medalhista de ouro em Roma-1960, que posteriormente converteu-se ao islamismo e passou a se chamar Mohammed Ali.

As linhas do metrô também mudarão de nome, agrupando atletas por modalidades. Em uma delas, por exemplo, estão contemplados jogadores de basquete e tênis – é possível ir da Magic Johnson à Michael Jordan passando por todos os atletas do Dream Team de 1992. Na mesma linha, as estações Rafael Nadal e Roger Federer estão lado a lado.
 
 
Os brasileiros também marcam presença. Marta é a representante do país no futebol, que tem também os argentinos Lionel Messi, Carlos Tevez e Javier Mascherano, os húngaros Ferenc Puskas, Zoltan Czibor e Sandor Kocsis, além do russo Lev Yashin, considerado o maior goleiro da história do esporte. No iatismo, os representantes brasileiros são Robert Scheidt e Torben Grael, medalhistas de ouro nos Jogos.

Clique aqui para ver o mapa completo.
 
Fonte: ESPN Estadão

Vídeos sobre a física do barco a vela: exemplo do potencial educativo da vela



Probabilidade de madeireiro ilegal ser punido no Brasil é baixa, revela estudo do Banco Mundial


A corrupção em cargos elevados e a falta da aplicação da lei florestal fomentam o mercado de extração ilegal de madeira no Brasil. Essa conclusão é detalhada no relatório do Banco Mundial “Justiça para as Florestas: Melhoria dos Esforços da Justiça Criminal para Combater a Extração Ilegal de Madeira” divulgado na última terça-feira (20/03).

De acordo com o estudo, que teve duração de quatro anos, a probabilidade de um madeireiro ilegal ser penalizado no Brasil e em outros três países (México, Indonésia e Filipinas) é menor que 0,08%. “Precisamos combater o crime organizado na extração ilegal, da mesma forma como vamos atrás de bandidos organizados que vendem drogas ou de organizações criminosas”, diz o gerente da equipe do Banco Mundial encarregada da Integridade dos Mercados Financeiros, Jean Pesme.

Além disso, o documento afirma haver uma “confusão jurisdicional” no Brasil. Conforme o estudo, atores responsáveis pela aplicação da legislação florestal, como juízes, guardas florestais e investigadores criminais, não cooperam entre si de forma correta. “Se cada uma dessas partes tivesse uma apreciação mais detalhada do papel dos outros jogadores, a cooperação, sem dúvida, melhoraria, ajudando a remover um dos principais obstáculos à condenação: falhas de comunicação entre as várias partes do sistema”, afirma o relatório.

O relatório cita casos de corrupção no Brasil envolvendo administradores locais e funcionários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). “Operações gigantes de extração ilegal da madeira causaram um dano estimado em 500 milhões de dólares para a Floresta Amazônica”, diz o documento sobre um caso de 2010.

Apesar dos problemas, o relatório lembra, ao citar o papel de ONG’s no combate ao comércio ilegal de madeira, a bem sucedida parceria do Greenpeace com o IBAMA. Em 2000, durante uma inspeção de cinco dias, a organização e a agência brasileira apreenderam o maior volume de toras de mogno, orçado em sete milhões de dólares.

Clique aqui para baixar o estudo em inglês.
 
Fonte: ONU no Brasil

Parcerias permitem que o Projeto Grael leve a náutica educativa e social para o interior

Versol: jovens velejadores, remistas, nadadores e ambientalmente responsáveis


Imagem aérea dos barcos durante o 38 Campeonato Brasileiro da Classe Laser, realizado em Três Marias, em janeiro de 2012.  
Minas não tem mar, mas tem rios, lagoas, represas. E é na água doce que 150 jovens, entre 9 e 24 anos, do município de Três Marias, praticam esportes náuticos, como vela (classe Dingue e Optimist)  e remo, e aquático, como a natação e têm aulas de educação ambiental . Essas atividades fazem parte do Versol – Vela Remo Responsabilidade Socioambiental e Lazer, projeto desenvolvido pela Cemig, em parceria com o Instituto Rumo Náutico – Projeto Grael e Prefeitura Municipal de Três Marias.

Tiro de Canoa: evento tradicional em Três Marias.
O trabalho tem como base três programas educacionais: iniciação esportiva, educação complementar e iniciação profissionalizante. Após adquirirem formação e experiência necessária para a prática dos esportes náuticos e aquático, alguns alunos também contribuem para o ensino.  O Versol contribui para a formação e desenvolvimento humano de seus alunos como um todo, incentiva à prática esportiva, à vida saudável entre outras melhorias. Para participar do projeto, os interessados devem estar matriculados na rede pública de ensino local e estar frequentando relugarmente às aulas.

Três Marias sediou o 38° Campeonato Brasileiro da Classe Laser

Barcos da Classe Laser velejam em Três Marias.
O projeto também contribuiu para que o reservatório de Três Marias fosse reconhecido como adequado para a prática de esportes náuticos, influenciando velejadores de todo o Brasil na escolha da cidade como sede do 38° Campeonato Brasileiro da Classe Laser, de barco a vela, em janeiro de 2012. Três alunos e instrutores do projeto Versol, moradores de Três Marias, tiveram a oportunidade de participar da competição e disputar com os principais nomes da vela nacional.



Parceria entre Cemig, Instituto Rumo Náutico e Prefeitura de Três Marias


A Cemig financia as atividades do Versol, incluindo infra-estrutura necessária e pessoal, e participa da gestão compartilhada do Projeto. A Prefeitura Municipal de Três Marias disponibiliza o local e realiza a manutenção da sede do Projeto (incluindo guarda de barcos, salas para cursos profissionalizantes, vestiários e espaços para lazer) e fornece o transporte aos alunos. O Instituto Rumo Náutico (Projeto Grael) executa e planeja as atividades, define o material de suporte (incluindo equipamentos, material e infra-estrutura necessária) e realiza a contratação e gestão de pessoal.
 
Fonte: Blog do Programa Peixe Vivo, da CEMIG.

terça-feira, 27 de março de 2012

Estadão: "Em 20 anos, despoluição da Baía de Guanabara vira esgoto"


Maquete que representa a Baía de Guanabara com águas turvas e poluídas. Felipe Rau/AE


Anunciado com pompa durante a Rio-92, programa já torrou US$ 1,17 bilhão e a baía continua imunda

21 de março de 2012, 3h 07

Felipe Werneck - O Estado de S.Paulo

RIO - Anunciado há vinte anos, durante a Eco-92, o Programa de Despoluição da Baía de Guanabara começou a ser executado em 1995, foi prorrogado oficialmente sete vezes e continua inacabado. Hoje, apenas um terço de todo o esgoto gerado nos quinze municípios do entorno é tratado. Um dos maiores símbolos da beleza natural do Rio no passado, a baía recebe em média 10 mil litros por segundo de esgoto sem tratamento, apesar da promessa de despoluição.

Nenhuma das quatro estações construídas ao longo do projeto, que ficou conhecido pela sigla PDBG, está operando plenamente. O programa passou por seis governos desde a assinatura do contrato com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em 1994. Inicialmente, a previsão para conclusão da primeira fase de obras era de cinco anos, chegando a 51% de esgoto tratado. Além do fiasco e do atraso, há questionamentos sobre a qualidade do tratamento. Outra crítica comum é de que tenha havido um desvio do conceito original, mais amplo. Na prática, ficou restrito ao saneamento básico, sem um plano ambiental.

O PDBG já consumiu US$ 1,17 bilhão em recursos do BID, da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) e do Governo do Estado. O primeiro desembolso ocorreu no fim de 1994, ano de implantação do Plano Real, e o dólar teve grande variação no período do contrato: chegou a valer R$ 4 em 2002.

Até hoje o esgoto não chega na estação de tratamento de São Gonçalo, inaugurada no fim do governo Marcello Alencar (1995-1998). Faltaram as redes. A estação da Pavuna, projetada para tratar 1.500 litros por segundo, recebe menos de 200. Na de Sarapuí, com a mesma capacidade, são tratados de 600 a 900 litros/segundo. A maior delas, a de Alegria, projetada para 5.000 l/s, opera com metade disso.

As estações da Pavuna, de Sarapuí e de Alegria foram inauguradas no governo de Anthony Garotinho (1999-2002), e o atual governador, Sérgio Cabral Filho, reinaugurou as duas últimas, com tratamento secundário.

No contrato, estavam previstos 1.248 km de redes coletoras de esgoto e 178 mil ligações domiciliares. Foram executados apenas 603 km de redes e 54 mil ligações até novembro de 2006, segundo o último relatório do BID. De acordo com a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), foram instalados 697 km de redes coletoras desde 2007, início da atual gestão - o número de ligações domiciliares, também pedido pela reportagem, não foi informado.

“Os principais problemas do PDBG foram a falta de transparência, a falta de articulação com os municípios, a falta de regulação da Cedae e, principalmente, uma fraude cavalar, que foi fazer as estações sem a rede”, afirma o secretário de Ambiente do Rio, Carlos Minc. Autor de uma série de denúncias de irregularidades em obras do programa enquanto era deputado estadual pelo PT, antes de assumir o cargo executivo, ele conseguiu no fim do ano passado a aprovação no BID de um novo empréstimo de US$ 452 milhões para melhorar a coleta e o tratamento do esgoto despejado na baía. O PDBG estava tão queimado que o programa mudou de nome para Saneamento Ambiental dos Municípios do Entorno da Baía de Guanabara (PSAM). Assinado ontem, a 3 meses da conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, a Rio+20, o contrato com o BID prevê uma contrapartida de US$ 188 milhões do Estado. O plano é ampliar estações e construir uma nova, a de Alcântara.

Minc afirma que o volume de esgoto tratado no início do governo Cabral, em 2007, era de 20% e chegará a 40% ainda neste semestre. “A nossa meta é chegar a 2014 com 65% e na Olimpíada (em 2016) com 80%”, promete o ex-ministro do Meio Ambiente. O presidente da Cedae, Wagner Victer, apresenta números um pouco diferentes. “Quando entramos (em 2007), era pouco mais de 15% e hoje estamos em quase 50%. Vamos chegar a 80% da baía em 4 anos.” A meta apresentada pelo BID no anúncio do novo financiamento foi mais conservadora: 80% até 2018.

O destino da estação de Paquetá é um símbolo dos erros do programa. Fora de uso durante muito tempo, ficou deteriorada e o governo desistiu de colocá-la em funcionamento. “Chegamos à conclusão de que era muito mais barato passar os tubos por baixo d’água e levar o esgoto para a estação de São Gonçalo”, diz Minc. O problema é que a de São Gonçalo precisa ser refeita. “Ela foi inaugurada três ou quatro vezes e não funciona até hoje”, conta a engenheira Dora Negreiros, que participou da concepção do PDBG e preside a ONG Instituto Baía de Guanabara.

LIXO - Sobre o atraso, Minc afirma que estações de tratamento ficaram secas por até 13 anos “porque a grana para essas obras vinha de fora”. “Já a grana para fazer redes, conexões, era do Fecam (fundo estadual), que ia para tudo, menos para saneamento e meio ambiente. Rede é debaixo da terra, o que dá voto é estação. São elefantes brancos, monumentos à incompetência, ao descaso, à ilusão.”

Para Victer, os maiores problemas hoje são o lixo - um dos alvos (e fracassos) do programa original - e algumas empresas que não querem se conectar à rede de esgoto. “A grande novidade é que vamos acabar com todos os lixões do entorno da baía este ano”, afirma Minc. Não faltam metas e promessas no histórico do PDBG. O governo do Estado e a Cedae são réus em ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado.

O volume das três grandes estações em funcionamento deve ser somado ao de outras menores e mais antigas que também receberam investimentos do PDBG, totalizando 5,4 mil litros por segundo de esgoto tratado em nível secundário, segundo o coordenador do PSAM, Gelson Serva. Ao todo, são produzidos em média mais de 15 mil litros por segundo de esgoto doméstico nos municípios do entorno da baía. A despoluição da Baía de Guanabara é um dos compromissos assumidos pelo governo para a realização da Olimpíada de 2016.
 
Fonte: Estadão
 
Veja também:
 
"Não é um projeto que teve boa reputação", diz BID
Rio de esgoto deságua em área protegida
Qualidade do tratamento e foco são questionados
"Muito dinheiro público foi desperdiçado", diz promotora
Infografia: entenda o Programa de Despoluição da Baía de Guanabara

Simulação da NASA mostra o comportamento das correntes oceânicas no planeta



Correntes marítimas, a ciência encontra a arte em uma simulação

((o))eco

26 de Março de 2012

Criado de última hora para participar de um festival de animação por computador, o vídeo "Perpetual Ocean" mostra as correntes oceânicas de superfície durante um período de 30 meses, entre junho de 2005 e dezembro de 2007. O vídeo foi produzido pelo Estúdio de Visualização Científica do Centro Espacial Goddard da NASA, usando um modelo computacional que tenta simular e prever mudanças nas correntes oceânicas, o ECCO2. Destaque para as lindas imagens das correntes do Golfo subindo pela costa dos EUA em direção à Europa e para a corrente de Kuroshio serpenteando ao sul do Japão. As imagens do vídeo parecem até um quadro vivo do pintor Van Gogh, como sugere o site Gizmodo.
 
Fonte: O ((Eco))
 
Assista ao resultado do trabalho da NASA abaixo:
 
 
 
Faça o download da imagem no site da NASA

Banco de dados meteorológicos no site da Unesp

Ferramenta reúne informações da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e da imprensa, ajudando na prevenção de acidentes

26/03/2012

Agência FAPESP – Um banco de dados meteorológico de acesso público está disponível no portal da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

O Sistema Integrado de Monitoramento, Previsão e Alerta de Tempestades (Simpat) reúne informações da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros e de reportagens veiculadas na mídia, podendo ajudar autoridades na prevenção de acidentes, assim como na avaliação dos impactos de chuvas, raios, vendavais e outros fenômenos meteorológicos em São Paulo e Paraná.

A ferramenta permite que qualquer pessoa faça uma consulta. Basta selecionar local, data, fenômeno e verificar se pessoas foram desabrigadas ou desalojadas, se houve queda de barreira ou árvores ou se ocorreram alagamentos, enchentes e outros danos.

O Simpat, desenvolvido por Geórgia Pellegrina, do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) do campus Bauru, consolida o histórico da influência de diferentes fenômenos atmosféricos no Vale do Paraíba, litoral e capital de São Paulo desde 1995 e também no Paraná para o período de 2000 e 2006.

Mais informações: http://www.ipmet.unesp.br/
 
Fonte: Agência FAPESP

domingo, 25 de março de 2012

Ninon Machado e Axel Grael participam de debate na Câmara Municipal do Rio sobre o Dia da Água



A Câmara Municipal do Rio comemora o Dia Mundial da Água


Em comemoração ao Dia Mundial da Água, o vereador Dr. Edison da Creatinina promoveu um encontro da Conselheira Nacional e Estadual de Recursos Hídricos, Ninon Machado, e o Engenheiro Florestal e Ambientalista, Axel Grael, também presidente da ONG Projeto Grael, para palestra de conscientização das responsabilidades sobre os recursos hídricos da Cidade e do Planeta.


Ninon, recém-chegada do 6º Fórum Mundial da Água, na cidade de Marselha, na França, que contou com a participação de 140 países, deu um panorama geral sobre a atual situação política e sobre como o mundo está se posicionando em relação às águas de nosso planeta.

O Fórum revelou números alarmantes que anunciam o tamanho do problema que o planeta precisa enfrentar. Aproximadamente dois bilhões de pessoas não têm acesso à água potável. São milhões de mortos por ano em todo o mundo em virtude de riscos sanitários. Segundo cientistas, em 2050, serão nove bilhões de pessoas no planeta, que em virtude de secas, enchentes e alterações climáticas colocarão nossos mananciais em perigo, esgotando assim a água doce do planeta.

Ninon Machado fez um apelo para que todas as casas legislativas criem legislações sobre a água, em especial a do Rio de Janeiro.

Na sequência, Axel Grael falou sobre a Gestão das Águas. Segundo o ambientalista, o Rio de Janeiro tem um relevo acidentado. São maciços costeiros e baixadas. Um relevo de características especiais, onde as chuvas vêm de zonas de muita energia (encostas) para zonas de baixa energia e dispersão (baixadas), estimulando as enchentes na cidade. Também tem um microclima especial. Durante o dia recebemos a brisa úmida do mar, e a noite tem ventos secos que sopram do continente em direção ao mar. Temos um agravante, que é a cultura de soltar balões durante a noite, expondo as encostas mais secas a incêndios.

O Rio de Janeiro já foi pioneiro em saneamento básico, explicou Axel, mas isso se perdeu no tempo, pois deixamos de investir nessa área e permitimos que os esgotos afetassem nossos mananciais. Antigamente, as grandes distâncias percorridas pelo esgoto permitiam que ele se diluísse durante o trajeto, mas depois, com obras de coleta de esgoto incompletas como as do Programa de Despoluição da Baía de Guanabara - PDBG, isso terminou, pois possibilitou a chegada rápida do esgoto nas praias, lançando uma grande carga de esgoto in natura na Baía de Guanabara, e elevando os índices a níveis alarmantes de poluição. Hoje temos, no estado do Rio, quatro municípios da Baixada Fluminense que figuram dentre os 10 mais poluídos do Brasil, de acordo com o ranking do saneamento do Instituto Trata Brasil. A Bacia de Jacarepaguá tem um sistema lagunar interessante que ainda sofre as consequências de brigas judiciais que emperraram as obras por décadas.

Na Baia de Guanabara existem problemas graves, afirma Axel. Já existem espaços tão assoreados que não permitem navegação, devido ao tamanho de despejo de sedimentos, material orgânico e lixo. Axel relata ainda que a Baía de Guanabara passa por um processo acelerado de transformação de uso, deixando os seus usos tradicionais (pesca, transporte, atividades portuárias, construção naval, esporte, lazer, etc) para abrigar infraestrutura e logística para as atividades offshore e de petróleo & gás, criando conflitos entre usuários da Baía. Não há hoje uma instância para ordenar estes usos e para dirimir estes conflitos.

Axel defendeu a criação de um ente inspirado nas Bays Authorities (veja mais em "Quem cuida da Baía de Guanabara?" e "Respondendo a Aspásia Camargo"), existentes em outras baías no mundo. A Autoridade da Baía de Guanabara não seria necessariamente "mais um órgão público" a competir com os atuais, mas um ente que funcionaria como uma "sala de situação", articulando a ação das instituições responsáveis pela Baía de Guanabara.

Outro aspecto levantado foi a necessidade de manter uma atenta vigilância cidadã quanto ao cumprimento das promessas ambientais da candidatura olímpica do Rio para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Na ocasião, as autoridades prometeram resolver 80% da poluição da Baía de Guanabara, despoluir o Sistema Lagunar de Jacarepaguá e limpar a Lagoa Rodrigo de Freitas.

Axel Grael revelou ainda a importância de se definir algo semelhante para as praias: uma autoridade responsável pela gestão das praias no Rio de Janeiro. Uma iniciativa que já existe em outros países. Segundo Axel, existem muitos órgãos responsáveis pelas praias, mas quem é o "dono" das praias? Seria importante que uma autoridade pública fizesse essa intermediação entre os Poderes para chegar a um novo fator de administração costeira.

O vereador Dr. Edison da Creatinina reafirmou sobre a importância das águas para as cidades e para o cidadão. Disse também que devemos ser responsáveis pelo bom uso dos recursos hídricos, pois se trata de um bem a ser legado para a humanidade e para as gerações futuras.

Ao final, o vereador agradeceu a presença de todos e falou sobre a importância do compartilhamento do conhecimento. Para o Dr. Edison da Creatinina, somente através do conhecimento poderemos encontrar caminhos para o equilíbrio do meio ambiente e de outros conflitos na sociedade. A importância desse compartilhar aproxima as pessoas e ilustra os fatos da vida.
 
Fonte: Blog do dr. Edison da Creatinina, com alterações livres no texto por Axel Grael em alguns trechos referentes à sua fala.