segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Vela terá plataforma de monitoramento visando aos Jogos de 2020



Confederação vai acompanhar de perto os velejadores e formará rede de informações com dados mais precisos

Marcio Dolzan / RIO, O Estado de S. Paulo
24 Agosto 2017 | 07h03

Esporte que mais trouxe medalhas de ouro olímpicas ao País, a vela está ganhando um aliado importante visando pódios nos Jogos de Tóquio-2020: uma plataforma para gestão de informação e acompanhamento de atletas brasileiros. A intenção da Confederação Brasileira de Vela (CBVela) é monitorar velejadores com potencial olímpico e formar, ao mesmo tempo, uma grande rede de informações com dados que vão desde locais de disputas até regulagem de barcos.

Batizado de Sailing Solutions, o software foi desenvolvido sob medida para a CBVela a partir de um programa que já era utilizado pelo técnico espanhol Javier Torres, que treina as campeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze.


Cristina Gil, Daniel Santiago e Walter Böddener durante apresentação do software Sailing Solutions, da CBVela. Foto: Fabio Motta/Estadão


“O grande objetivo dessa plataforma é gerir o conhecimento em quatro grandes pilares: acompanhar a preparação detalhada dos atletas que a gente identifica como destaques, ter gestão de informação das áreas de competição, ter gestão de informação das classes olímpicas e uniformizar o planejamento dos velejadores”, explica Daniel Santiago, diretor executivo da confederação.

Santiago ressalta que a plataforma não será um simples banco de dados, mas um programa voltado a velejadores de ponta – inclusive no que diz respeito a sua formação. “Esse sistema está ligado a um programa de desenvolvimento individual de atletas”, diz o diretor. “Nem sempre quem ganha um campeonato é o melhor velejador.”

O programa permitirá que atletas e técnicos insiram dados como programação de treinos e de disputas, além de informar questões técnicas, como regulagem dos barcos e condições de ventos nas regatas disputadas. Isso permitirá que a CBVela saiba, por exemplo, o que os atletas do País poderão encontrar em disputas futuras. O melhor exemplo é a própria Olimpíada de Tóquio, já que competições no Japão não são das mais comuns.

“A vela é um esporte que lida com uma série de variáveis – tem regulagem do barco, condição local, o jeito de velejar. Uns são melhores largando, outros na tática de regata”, comenta Daniel Santiago. “Isso ficava muito na percepção dos treinadores, sem que fosse organizado e mapeado de maneira profissional, que nos desse gestão do conhecimento.”

O programa será lançado no próximo dia 5, em Recife, durante a Copa da Juventude – principal competição nacional da vela jovem. Um treinamento será dado para técnicos que têm programas de treinamento definidos. Técnicos da seleção brasileira também já estão sendo preparados.

A intenção da CBVela é que nos próximos anos a inserção de dados se torne obrigatória por parte dos treinadores e principais atletas do país – estima-se que o número fique entre 250 e 300 profissionais. “O programa junta muito conhecimento e muita ciência. Hoje, não tem como desacoplar ciência do esporte. Questões envolvendo preparador físico, nutricionista, fisiologista, essas informações vão estar todas inseridas”, destaca Walter Böddener, um dos técnicos da CBVela.

Quem inserir os dados terá acesso a informações que ajudarão no desenvolvimento da própria preparação. Mas a gestão total dos dados ficará restrita a praticamente uma pessoa: o medalhista olímpico Torben Grael, que é coordenador técnico da CBVela. “Os acessos são por nível de informação. O Torben vai ter o login máster e vai poder olhar todos os atletas do Brasil, regulagens e afins. Outros técnicos não vão ter essa informação”, ressalta Daniel Santiago.

Financiamento. O projeto custou US$ 60 mil (R$ 190 mil), valor que não precisou ser desembolsado pela confederação. “O Comitê Olímpico Internacional (COI) tem uma comissão, que é a Solidariedade Olímpica Internacional. Ela busca apoiar ideias, projetos, com os comitês nacionais, para o desenvolvimento esportivo, tanto de atletas quanto de treinadores”, explica Cristina Gil, Gestora de Alto Rendimento do Comitê Olímpico do Brasil (COB). “Apresentamos o projeto, ele passou pelo aval da Federação Internacional de Vela e foi aprovado no programa de projetos especiais da Solidariedade Olímpica.”

O valor foi utilizado para a compra do servidor, licenças, pagamento de coordenadores, capacitação e customização do software. Até os Jogos de Tóquio-2020, o COI bancará os custos anualmente.

NÚMEROS

O Brasil tem hoje cerca de 3.200 velejadores em atividade
Cerca de 320 atletas de Vela Jovem (até 18 anos)
16 atletas na Equipe Brasileira de Vela
10 classes olímpicas
10 classes pan-americanas
10 classes jovens

Fonte: Estadão


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Prefeitura realiza audiências públicas para apresentar prioridades da gestão até 2021





25/08/2017 – A Prefeitura de Niterói realiza, na próxima segunda-feira (28/8), no auditório do Caminho Niemeyer, às 10h, audiência pública para apresentar os programas e prioridades da gestão municipal, que compõe o Plano Plurianual (PPA) do quadriênio 2018-2021. Também serão recebidas sugestões da sociedade civil e, eventualmente, emendas do Poder Legislativo. Serão realizadas quatro audiências públicas, sendo uma convocada pelo Executivo e mais três pelo Legislativo, ainda a serem marcadas.

O Plano Plurianual (PPA) é uma ferramenta de planejamento que todo governo precisa elaborar no primeiro ano de mandato, com base nos compromissos assumidos com a população. A construção do PPA está prevista, na Constituição Federal e na Lei Orgânica do Município de Niterói.

“O planejamento plurianual serve ao propósito de integrar as ações governamentais que se prolongam por mais de um mandato. Esse PPA inova ao integrar o planejamento estratégico de longo prazo – o Niterói Que Queremos – às ações de governo. Os projetos apresentados neste PPA incorporaram as contribuições formalizadas no processo participativo que envolveu cerca de duas mil pessoas. Esse governo acredita que, a escuta permanente da sociedade e todo esforço de planejamento, são os mecanismos necessários para atingirmos os níveis de êxito que estamos conquistando nessa gestão. Ouvindo a população estamos juntos compondo o mesmo projeto. A sociedade só incorpora as políticas públicas quando se percebe parte do processo de criação”, esclarece a secretária de Planejamento, Modernização da Gestão, Orçamento e Controle, Giovanna Victer.

Para ampliar o alcance da participação popular, fundamental na elaboração do PPA, a Prefeitura de Niterói abriu consulta pública, realizada através de uma plataforma online e de plenárias presenciais em cinco macrorregiões da cidade, entre os meses de junho e agosto de 2017. Por meio das contribuições registradas, foi possível assimilar as principais demandas da população e transformá-las em programas e ações incorporadas no PPA. Ao todo, 1.860 pessoas participaram dessa construção.

Durante a consulta pública, a sociedade civil demonstrou especial preocupação com as questões de Mobilidade Urbana, Educação, Saúde, Segurança, Turismo e Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente, Cidadania e Proteção Social e ainda, Gestão Pública de qualidade.

O PPA 2018-2021, tem o objetivo de promover a integração entre os planos municipais de curto, médio e longo prazo, a fim de aprimorar a estratégia de planejamento e o fortalecimento da participação social como método de governo na elaboração e monitoramento das ações governamentais.

O “Niterói Que Queremos 2013-2033” é o plano de longo prazo do município e possui as prioridades estratégicas para o período de 20 anos. A Prefeitura de Niterói segue institucionalmente comprometida na visão de tornar, até 2033, Niterói a melhor cidade para se viver e ser feliz, renovando periodicamente a aliança com os cidadãos, trazendo-os para participar da formulação, implementação e avaliação de suas entregas e resultados.


Serviço:

Audiência Pública planejamento plurianual

Local: Auditório do Caminho Niemeyer
Data: 28 de agosto de 2017 (segunda-feira)
Hora: a partir das 10h
Endereço: Avenida Jornalista Rogério Coelho Neto, s/nº - Caminho Niemeyer – Centro, Niterói

Fonte: Prefeitura de Niterói



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domingo, 27 de agosto de 2017

Lars Grael visita o Departamento de Desporto Militar do Ministério da Defesa







Brasília, 24/08/2017 - O Velejador olímpico Lars Schmidt Grael visitou nesta terça-feira (23) as instalações do Departamento de Desporto Militar (DDM), em Brasília-DF. O atleta foi recebido pelo secretario de Pessoal, Ensino, Saúde e Desporto (Sepesd), brigadeiro Ricardo Machado Vieira e pelo atual diretor do DDM, almirante Paulo Martino Zuccaro.

Na visita, Lars Grael pode conhecer melhor o trabalho desenvolvido pelo Departamento de Desporto Militar e alguns programas voltado ao atletismo brasileiro.

Durante a reunião com o almirante Zuccaro, foi levantada a possibilidade de unir o “Projeto Navegar”, do Ministério dos Esportes (ME), ao Programa Segundo Tempo – Forças no Esporte (Profesp), coordenado pelo Ministério da Defesa, para expandir os projetos sociais de ambas as pastas e beneficiar uma quantidade maior de crianças.

Ao final da visita o atleta foi presenteado com um livro da participação brasileira nos 6° Jogos Mundiais Militares e a medalha da Comissão Desportiva Militar do Brasil (CDMB).

Projeto Navegar

Criado em 1999, como forma de aproveitar na formação social de crianças e adolescentes, o projeto tem sido um importante instrumento de resgate da cidadania, estímulo do cuidado com a saúde, aprimoramento da habilidade motora e do raciocínio, além de promover o espírito de equipe, a capacidade de liderança e tomada de decisões e valores de preservação ambiental por meio da prática do remo, vela e canoagem.

Histórico de Família Grael no MD

O coronel Dickson Melges Grael, pai de Lars Grael, presidiu a Comissão de Desportos das Forças Armadas (CDFA) do ano de 1975 a 1976, onde realizou a reestruturação do órgão, que passou a se chamar Comissão Desportiva Militar do Brasil (CDMB). Nos anos de 1976 e 1977, assumiu a vice-presidência do Conselho Internacional de Esporte Militar (CISM).

Além de militar, o coronel Dickson Grael era formado em Educação Física. Teve uma atuação como atleta nas Forças Armadas, nas modalidades de basquete, vôlei e tênis. Destacou-se também como um pioneiro do paraquedismo militar no Brasil.

O retrato do coronel Dickson Grael encontra-se exposto na galeria de ex-diretores do DDM.

Por: Cb Lucio Alves

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério da Defesa
61 3312-4071


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LAGOA DE ITAIPU: assoreamento preocupa a população local



COMENTÁRIO DE AXEL GRAEL:

No artigo no jornal O Fluminense, levanta-se uma correta preocupação com o problema do assoreamento da Lagoa de Itaipu, na Região Oceânica de Niterói. É, de fato, um problema que preocupa, na verdade não só em Itaipu, mas também na Lagoa de Piratininga, que compõe aquele sistema lagunar.

O assoreamento causa graves danos para o ecossistema das lagoas pelos seguintes motivos:
  • soterrar ambientes do fundo das lagoas que são fundamentais para a cadeia trófica
  • reduzir gradativamente o espelho d'água
  • reduzir a profundidade, que por sua vez, dificulta a circulação da água e facilita o aumento da temperatura, que também prejudica a disponibilidade de oxigênio.
  • a chegada de sedimentos também interfere na turbidez das águas e, consequentemente, na penetração da luz na coluna d'água da lagoa. 

As lagoas de Itaipu e Piratininga são originalmente "lagunas" e o assoreamento é um processo natural nesses ecossistemas. As lagunas são gradativamente assoreadas e tendem a se extinguir. O problema é que no processo natural, isso ocorre num tempo geológico. Ou seja, se não fosse pela cidade em volta e os impactos causados aos ecossistemas das lagoas, elas tenderiam a morrer de qualquer jeito, mas isso poderia levar séculos.

O problema é que com os impactos ambientais da urbanização, o processo está ocorrendo em poucas décadas e é nossa obrigação garantir a sobrevivência das lagoas, para o benefício do meio ambiente e da própria cidade.

Portanto, como vemos acima, o assoreamento é um grande problema e precisa ser evitado e até mesmo corrigido.

No caso da Lagoa de Itaipu, há dois motivos para o assoreamento. Nas proximidades do Canal de Itaipu, o problema é o sedimento trazido pelo próprio mar. No restante da lagoa, o problema é principalmente causado pelo sedimento trazido pelos rios. Por sua vez, este sedimentos têm origem principalmente na área urbana: ruas sem pavimentação. Podemos afirmar isso pois a Região Oceânica conta com um relevo em forma de anfiteatro, com as montanhas que a circundam ainda bem providas de vegetação natural e, hoje, praticamente todas protegidas pelo Parque Natural Municipal de Niterói - PARNIT ou pelo Parque Estadual da Serra da Tiririca - PESET. A presença da vegetação garante baixos índices de erosão nas encostas, restando os processos erosivos nas ruas não-pavimentadas como a grande fonte de sedimentos.

No caso da Lagoa de Piratininga, não há aporte de sedimentos marinhos. Apenas os sedimentos carreados pelos rios e o lodo acumulado no fundo da lagoa ao longo das décadas em que a região experimentou o crescimento urbano, mas por muito tempo sem a infraestrutura de saneamento. O carreamento de elevada carga orgânica e nutrientes dos esgotos causou a eutrofização da lagoa e o aumento do ritmo de acúmulo do lodo.

Portanto, a principal medida para estancar o processo de assoreamento é a continuidade dos esforços da Prefeitura de Niterói de urbanização e pavimentação das vias dos bairros situados na bacia hidrográfica.

Esse trabalho teve início na atual gestão municipal - em 2013 - e terá continuidade agora com recursos do Programa Região Oceânica Sustentável (Pro-Sustentável).

Em síntese: para estancar o processo de assoreamento é preciso dar prioridade para controlar as fontes de sedimento, ou seja, dar continuidade à pavimentação de ruas e dar prosseguimento ao programa "Se Liga", promovido através de uma parceria entre a Prefeitura de Niterói e o INEA, que notifica donos de imóveis para que providenciem a conexão de suas propriedades à rede de esgoto.

Uma vez controlado o processo de assoreamento, a prioridade passa a ser o desassoreamento. No passado, priorizaram-se dragagens. Hoje, acreditamos em alternativas mais eficientes e menos impactantes do que as primitivas dragagens.

Um dos componentes do Pro-Sustentável é a elaboração de um Plano de Gestão Ambiental para o Sistema Lagunar de Piratininga e Itaipu, com medidas de curto, médio e longo prazo. O sistema lagunar é um dos mais importantes patrimônios naturais da cidade e a sua recuperação depende de compromisso duradouro com um plano de ação responsável e que integre governo e sociedade. Chega de improviso!

Axel Grael
Engenheiro florestal, ambientalista.
Secretário-Executivo da Prefeitura Municipal de Niterói




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Lagoa de Itaipu: assoreamento preocupa a população local


Assoreamento da lagoa é visível próximo ao canal que a liga com o mar, onde a areia está tomando o espaço do espelho-d’água. Problema tem afetado os pescadores daquela região. Foto: Evelen Gouvêa



Mateus Machado

Grandes bancos de areia têm se formado no espelho-d’água e dificultado a troca com o mar

Frequentadores e vizinhos da Lagoa de Itaipu, na Região Oceânica de Niterói, reivindicam ações e iniciativas para a melhora das condições do local. O acúmulo de areia na saída do sistema lagunar, formado em conjunto com a Lagoa de Piratininga, dificulta o cotidiano dos pescadores, comerciantes e moradores que ali vivem.

“A falta de uma dragagem efetiva na saída do canal de Itaipu, onde as águas do mar e do sistema lagunar se encontram, dificulta a ação dos pescadores na região. Lembro-me de que quando a profundidade do local era maior, os camarões pulavam”, conta o morador de Itaipu e representante da colônia de pescadores local, Otto Sobral, de 58 anos.

João Batista dos Reis, também morador e dono de um bar localizado na orla da lagoa, relata outro aspecto da situação.

“Além do assoreamento, um problema natural que poderia ser resolvido com alguma ação do Poder Público, os resíduos que são jogados no mar também são um dos grandes problemas. Pelo manguezal, no entorno da lagoa, são encontrados sofás, televisores e lixo em geral. Tenho barco no local e acabo não podendo usar, porque na maré baixa a profundidade é muito pequena”, lamenta.

A coordenadora do Subcomitê Lagoas de Itaipu e Piratininga (Clip), Leila Heizer, de 66 anos, relata que existem diferenças de opinião sobre o que deveria ser realizado no local e que a entidade trabalha para um entendimento entre diversas concepções de solução.
“A partir de oficinas de trabalho, procuramos construir uma proposta vinda de todos os setores da comunidade que estão envolvidos na questão, propondo ações e acordos possíveis para a atividade realizada na lagoa”, explica.

O superintendente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Paulo Cunha, reconhece o problema.

“O que tem sido realizado na região é o combate às ligações clandestinas por todo o sistema lagunar. Fiscalizamos também a faixa de proteção da lagoa, para não haver invasões ou dejetos”, diz.

Prefeitura – Por meio de nota, a Prefeitura de Niterói informou que as intervenções realizadas em Itaipu dependerão do Plano de Gestão Ambiental do Sistema Lagunar, que será elaborado na esfera do Programa Região Oceânica Sustentável (Pró-Sustentável), que dará prioridade à sua recuperação ambiental.

A prefeitura assumiu a gestão do sistema lagunar da cidade, após acordo com o Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea), antigo gestor.

A prefeitura argumenta que os problemas verificados na Lagoa de Itaipu são resultado de décadas de degradação, desde que houve a permanente abertura do canal de Itaipu, que “transformou o ecossistema lagunar em algo mais parecido com um braço de mar, uma enseada”. A limpeza do retorno da lagoa, segundo a prefeitura, é realizada manualmente e com frequência pela Companhia de Limpeza de Niterói (Clin), além da limpeza de todo o bairro.

Em abril deste ano, a prefeitura já havia anunciado que assumiria totalmente a gestão das lagoas de Piratininga e Itaipu, logo após reunião realizada com o Inea. Desde 2013, já existe uma gestão parcial no local. Foram anunciadas diversas intervenções no local, a partir dos recursos do Programa Pro-Sustentável. Haviam sido anunciados, inicialmente, que seria feito o desassoreamento, além da elevação e manutenção das comportas que ficam entre os dois lagos, além das saídas destas para o mar aberto.


Objetivo do programa é desenvolver de forma sustentável a região. Foto: Evelen Gouvêa



RO sustentável: milhões para recuperar a região

O Programa Região Oceânica Sustentável, conhecido como Pró-Sustentável, foi aprovado pelo Senado Federal e financiado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina, por meio da Cooperação Andina de Fomento. Foram investidos US$ 100 milhões, cerca de R$ 350 milhões na época da autorização – no primeiro semestre de 2016 – para obras em toda a Região Oceânica. Por norma, as obras devem estar totalmente executadas até 2018.

O objetivo é desenvolver economicamente o município e, ao mesmo tempo, trazer maior qualidade de vida para os niteroienses. A grande missão das ações é de que, até o final da atual gestão municipal, em 2018, as áreas de proteção ambiental representem 50% do território da cidade.

Pela sua dimensão, o programa foi dividido em cinco partes. Na primeira, serão utilizados R$ 95 milhões em drenagem e pavimentação dos bairros Engenho do Mato, Maravista e Santo Antônio.

Na segunda, serão usados R$ 95 milhões na revitalização urbana na área da TransOceânica e na construção de um binário na Rua Raul de Oliveira Rodrigues, em Piratininga, além de reformas e criação de parques e praças na região.

Na terceira parte serão investidos R$ 25 milhões em 57 quilômetros de ciclovia, seis bicicletários nos bairros da Região Oceânica, além de uma ciclovia lagunar que faria a integração com a pista do BHLS (“Bus with High Level of Service”, sigla em inglês para definir os serviços de ônibus de alta qualidade).

A quarta parte é a construção do Parque-Orla, em torno da Lagoa de Piratininga, com R$ 25 milhões. Já na quinta etapa, serão investidos R$ 15 milhões na recuperação dos 5,7 km do Rio Jacaré, além do reassentamento das famílias que moram no entorno.

Depois haverá a construção do Centro de Referência para Projetos Sustentáveis e na recuperação de praias, trilhas e incentivo ao ecoturismo – com a quantia restante no projeto.

Fonte: O Fluminense



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Governo publica a Lista das Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção do Estado da Bahia



Secretaria do Meio Ambiente completa a lista vermelha com a publicação da Portaria nº 38, que traz as plantas ameaçadas de extinção na Bahia

A Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) publicou, no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (22), a Lista Oficial das Espécies Endêmicas da Flora Ameaçadas de Extinção do Estado da Bahia. A Portaria nº 40, de 21 de agosto de 2017, apresenta 744 espécies classificadas nas categorias Criticamente em Perigo (CR), Em Perigo (EN) ou Vulnerável (VU), que ficam protegidas de modo integral, ficando proibidas sua coleta, corte, transporte, armazenamento, manejo, beneficiamento e comercialização no território baiano.

Espécies como Massaranduba (Manilkara decrescensT.D.Penn. e M. multifida T.D.Penn.), Oiti-cumbuca (Parinari alvimii Prance), bambuzinho (Anomochloa marantoidea Brongn.); olho-de-boi e pau-sangue (Ormosia limae D.B.O.S.Cardoso & L.P.Queiroz e Pterocarpus monophyllus B.B.Klitgaard, L.P.de Queiroz & G.P.Lewis) aparecem na lista.

Maçaranduba.

"A Bahia agora completa sua lista vermelha, instrumento essencial para o planejamento das ações de proteção à flora e à fauna no estado. O próximo passo é avançar com os planos de manejo dessas espécies", explica o secretário do Meio Ambiente, Geraldo Reis. O gestor lembra que a lista da fauna foi publicada no D.O. no dia 16 de agosto (Portaria nº 37, de 15 de agosto de 2017), e foi bastante comemorada pela comunidade ambientalista.

A Portaria nº 40 exige que os estoques ou planteis cultivados das espécies enquadradas na lista vermelha sejam declarados em até 180 dias após a data da publicação, em qualquer unidade do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). Para as finalidades de pesquisa científica ou de conservação das espécies, ficam permitidas a coleta, o transporte, o beneficiamento, o armazenamento e o manejo, desde que autorizados pelo Inema.

Para o Superintendente de Estudos e Pesquisas Ambientais, Luiz Ferraro, a produção da lista de espécies endêmicas da flora ameaçadas de extinção é um salto importante para a gestão da biodiversidade. "A lista estadual permitiu este foco na flora que só ocorre na Bahia, o que implica uma responsabilidade ainda maior do Estado, uma vez que a extinção regional equivale à extinção total da espécie. Para o manual estadual de restauração ambiental, para a seleção de prioridades para matrizes de sementes e produção de mudas, daremos destaque a estas espécies para promover a recuperação da população, e o licenciamento e supressão vegetal deverão dedicar cuidado especial às áreas em que ocorrem."

O documento resulta da avaliação de 1.255 espécies da flora consideradas raras, endêmicas ou sob ameaça de extinção no território estadual. O estudo encontrou 744 espécies em ameaça de extinção, sendo 122 na categoria Criticamente em Perigo (CR), 356 Em Perigo (EN) e 266 em situação Vulnerável (VU).


Olho-de-boi



O projeto da Superintendência de Estudos e Pesquisas Ambientais (SEP/SEMA) teve a coordenação da Professora Sofia Campiolo (UESC) e sua componente botânica do Professor Jomar Jardim (UFSB), e o apoio executivo do Instituto Dríades de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade. O trabalho demandou envolvimento da comunidade científica nacional, por meio de instituições de pesquisa e acompanhamento do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). Participaram do processo cerca de 100 especialistas de aproximadamente 30 instituições, que prestaram relevante colaboração ao trabalho.

Fonte: Secretaria do Meio Ambiente - Bahia




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Secretaria de Meio Ambiente de Niterói intensifica fiscalização sobre poluição sonora



De 734 vistorias realizadas, 40% estão relacionadas à poluição sonora. Foto: Divulgação



Blitzes realizadas em 30 bairros de Niterói orientam melhor forma de evitar poluição sonora

Com o objetivo de conscientizar estabelecimentos comerciais ou instituições de que determinados barulhos podem incomodar os vizinhos, dependendo de sua intensidade, que fiscais do Departamento Fiscalização do Meio Ambiente da Prefeitura de Niterói estão nas ruas verificando e notificando quem abusa dos ruídos. Dos 30 bairros vistoriados, estão na ponta como campeões de denúncias e infrações: Icaraí, Centro e Itaipu. De 724 vistorias, 40% estão relacionadas à poluição sonora.

Durante as blitzes, os fiscais lançam mão do código Ambiental de Niterói, instituído pela Lei Municipal 2602/2008, que é claro ao dispor que devem ter tratamento e ou isolamento acústico que não permitam propagação de sons e ou ruídos para ambiente exterior, estabelecimentos que exerçam as seguintes atividades: estabelecimentos recreativos, culturais, educacionais, filantrópicos, religiosos, industriais, comerciais ou de prestação de serviços, geradores de sons e/ou ruídos; toda e qualquer instalação de máquinas ou equipamentos; os estabelecimentos com atividade de música ao vivo e/ou mecânica.

“Além de notificar, nossas equipes estão elaborando um relatório técnico para identificar quem são os principais geradores de ruído no município, bem como as áreas mais afetadas, e esclarecer os procedimentos que devem ser tomados para que a situação seja resolvida. É uma questão ambiental por conta da própria e lei e também para resguardar os munícipes que são afetados. As pessoas precisam entender que existem leis ambientais e de desenvolvimento sustentável que estabelecem as regras. A pessoa pode se divertir ou fazer reuniões desde que não incomode a terceiros”, explicou Rafael Robertson sub secretário da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade de Niterói.

Por conta de boa parte das denúncias recebidas pela SMARHS serem decorrentes de poluição sonora o subsecretário explica que a conscientização ainda é a melhor forma para resolver a situação. Antes de assumir uma postura que leve a multa ou mesmo cassação de licenças, os fiscais ensinam e orientam para que os estabelecimentos utilizem um aparelho limitador de som por ter um custo barato e evitar o aumento do volume , não deixando o som ir para o exterior.

Intensificadas - Para garantir que as normas sejam cumpridas, os fiscais intensificarão as ações nos bairros. Num primeiro momento são entregues as notificações ao infrator que é intimado a cessar a atividade no prazo de 24 horas. É dado um prazo de 30 dias para adequação. Caso seja necessário a aplicação de multa , o valor estipulado é acima de R$ 12 mil por ser considerado um descumprimento grave a lei ambiental .

Caso a infração persista mesmo assim, os fiscais podem solicitar o embargo parcial do estabelecimento e até o recolhimento do som utilizado que só é devolvido caso sejam cumpridas todas as exigências. O total descumprimento a lei pode levar em último caso a cassação.

Estabelecimentos - Todos os estabelecimentos que desejam exercer a atividade de música mecânica (acima do considerado pela legislação como música ambiente) e/ou música ao vivo, devem possuir Projeto de Tratamento/Isolamento Acústico aprovado pela SMARHS e devidamente implantado.

A exigência independe de medição sonora prévia, visto que só é possível garantir que a atividade musical não ultrapasse os níveis máximos de pressão sonora permitidos, através de tratamento acústico adequado que deve estar adequado e confortável para as pessoas que estão no ambiente.

Ao aprovar o Projeto de Tratamento Acústico (PTA) a SMARHS, leva em consideração o porte e as necessidades do empreendimento, de forma a determinar se o local requer isolamento acústico, ou se apenas o tratamento acústico para que a adequação seja feita de acordo com a legislação municipal.


Fonte: O Fluminense











METAIS PESADOS: Entra em vigor convenção global sobre redução do uso de mercúrio



A nível global, a mineração artesanal de pequena escala é responsável por 35% das emissões de mercúrio liberadas nos ecossistemas. Na foto, mina em Madagascar. Foto: Global Environment Facility.


Entrou em vigor neste mês (16) a Convenção de Minamata sobre Mercúrio, tratado internacional que prevê medidas para combater o uso do metal pesado. O pacto prevê a proibição da abertura de novas minas da substância, bem como o fechamento das já existentes. Outra obrigação será a regulação das minas artesanais e de pequena escala de ouro, onde o metal pesado é utilizado.

Entrou em vigor neste mês (16) a Convenção de Minamata sobre Mercúrio, tratado internacional que prevê medidas para combater o uso do metal pesado. O pacto prevê a proibição da abertura de novas minas da substância, bem como o fechamento das já existentes. Outra obrigação será a regulação das minas artesanais e de pequena escala de ouro, onde o metal pesado é utilizado.

“Os governos dos países signatários da convenção estão agora legalmente obrigados a tomar uma série de medidas para proteger a saúde humana e o meio ambiente, tratando o mercúrio ao longo da sua vida útil”, informou em declaração a ONU Meio Ambiente.

O tratado prevê a redução do uso e das emissões de mercúrio. Como o metal é indestrutível, o acordo também estipula condições para o armazenamento provisório e para o descarte final de resíduos do metal. A Convenção representa o primeiro esforço global para a proteção do meio ambiente e da saúde em quase uma década.

O documento entrou em vigor 90 dias após a ratificação mínima exigida de 50 países, no dia 18 de maio. A Convenção possui 74 membros e 128 países signatários.

“A Convenção de Minamata mostra que o esforço global para proteger o nosso planeta e seus habitantes pode continuar reunindo as nações do mundo. Fizemos isso antes, pela proteção da camada de ozônio, e hoje o fazemos pela redução do mercúrio, como também precisamos fazê-lo pela luta contra as mudanças climáticas, uma causa para a qual a Convenção de Minamata será muito importante. Juntos, podemos mudar as nossas atitudes”, defendeu o diretor-executivo da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim.

Segundo a ONU Meio Ambiente, até 8,9 mil toneladas do metal pesado são lançadas nos ecossistemas anualmente. Embora seja encontrado na natureza, o mercúrio também é liberado no ambiente indevidamente, por atividades humanas, como a queima de carbono e o garimpo, explica a agência da ONU.

Atualmente, atividades de mineração expõem 15 milhões de trabalhadores vivendo em 70 países ao risco de intoxicação por mercúrio, incluindo crianças. O mercúrio está na lista das Nações Unidas das dez substâncias químicas que mais ameaçam a saúde do planeta.

“Não há um nível de exposição seguro à substância nem cura para a intoxicação por mercúrio, que, em níveis altos, pode causar danos neurológicos irreversíveis”, disse a ONU Meio Ambiente.

Bebês ainda durante a gestação estão entre os segmentos populacionais mais vulneráveis, ao lado de pessoas que consomem o pescado envenenado, dos indivíduos que têm contato com a substância no ambiente de trabalho e dos moradores de zonas próximas a locais contaminados. Regiões com temperaturas baixas favorecem a acumulação do metal, o que aumenta os riscos para seus habitantes.

O nome do acordo vem do caso mais desastroso de contaminação envolvendo a substância. Em maio de 1956, no Japão, após o despejo contínuo desde 1930 de rejeitos industriais nos afluentes da Baía de Minamata, moradores da região começaram a ter convulsões, psicoses e desmaios — alguns japoneses chegaram a entrar em coma. Perícias concluíram que cerca de mil pessoas haviam sido envenenadas com mercúrio.

A primeira reunião dos Estados-membros signatários da Convenção de Minamata acontecerá em Genebra, de 24 a 29 de setembro.

Fonte: ONU no Brasil



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INFRAESTRUTURA: Conheça a intervenção da Prefeitura que repaginará a Av. Marquês do Paraná




O projeto inclui a reurbanização com duas praças de convivência sobre o mergulhão Ângela Fernandes. Foto: Ilustração




Centro irá receber ‘repaginada’

Avenida Marquês do Paraná vai ganhar mais uma faixa de rolamento. Obra terá início em outubro

A obra de alargamento da Avenida Marquês do Paraná, no Centro, terá início em outubro com a demolição dos prédios que começaram a ser desapropriados na esquina com a Rua Doutor Celestino. No sentido Icaraí, a via ganhará mais uma faixa de rolamento, passando de três para quatro, e ciclovia ligando o Centro à Zona Sul. Essas intervenções começam ainda este ano. O projeto inclui a reurbanização da via da Avenida Ernani do Amaral Peixoto até a Rua Miguel de Frias, com duas praças de convivência sobre o mergulhão Ângela Fernandes, além de um calçadão de cinco metros de largura.

Uma quinta faixa de rolamento será criada para desaceleração dos veículos que desejarem acessar o shopping a ser construído às margens da via. A planta do empreendimento comercial também prevê duas faixas de rolamento internas, cada uma com 250 metros, na área de acesso ao shopping. O objetivo é evitar impacto no trânsito da via no horário de rush.

Na saída do mergulhão Ângela Fernandes será construída uma mureta dividindo as pistas da Avenida Marquês do Paraná. Com isso, os motoristas que se dirigirem ao shopping deverão acessar a Avenida Amaral Peixoto e seguirem pela Rua Doutor Celestino.


Primeira Página do jornal O Fluminense, 27-28 de agosto de 2017.





O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, enfatiza que a intervenção na Avenida Marquês do Paraná resolve o gargalo formado no fim da Rua Doutor Celestino, um dos principais eixos para os veículos que seguem do Centro para a Zona Sul.

“Este projeto era esperado há muitos anos pela população e consolida a realização de mais uma etapa do projeto Niterói de Bicicleta, com a integração da ciclovia das Avenidas Roberto Silveira e Amaral Peixoto. Apesar da crise financeira que estamos vivendo no Estado, em Niterói estamos conseguindo tirar importantes obras do papel. Este será mais um importante passo para a mobilidade da nossa cidade”, afirma Rodrigo Neves.

Sobre a implantação da ciclovia, o secretário executivo de governo, Axel Grael, ressalta que esta é uma das ciclovias mais importantes da cidade, uma vez que ligará o Centro à Zona Sul, trecho bastante usado pelos ciclistas.

“Esta ciclovia será bidirecional e representa mais um impulso no uso da bicicleta na cidade. É mais uma etapa para Niterói seguir em frente e se tornar uma das cidades mais cicláveis do país”, diz Axel Grael.

Desapropriações – Em junho, a Prefeitura de Niterói iniciou o processo de desapropriação de 53 imóveis para o alargamento da Marquês do Paraná.

Fonte: O Fluminense


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sábado, 26 de agosto de 2017

CBVela terá plataforma para monitorar velejadores e gerir informações técnicas



Martine Grael e Kahena Kunze, medalha de ouro na Rio 2016. Foto site World Sailing.


Esporte que mais trouxe medalhas de ouro olímpicas ao País, a vela está ganhando um aliado importante visando pódios os Jogos de Tóquio-2020: uma plataforma para gestão de informação e acompanhamento de atletas brasileiros. A intenção da Confederação Brasileira de Vela (CBVela) é monitorar velejadores com potencial olímpico e formar, ao mesmo tempo, uma grande rede de informações com dados que vão desde locais de disputas até regulagem de barcos.

Batizado de Sailing Solutions, o software foi desenvolvido sob medida para a CBVela a partir de um programa que já era utilizado pelo técnico espanhol Javier Torres, que treina as campeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze.

“O grande objetivo dessa plataforma é gerir o conhecimento em quatro grandes pilares: acompanhar a preparação detalhada dos atletas que a gente identifica como destaques, ter gestão de informação das áreas de competição, ter gestão de informação das classes olímpicas e uniformizar o planejamento dos velejadores”, explica Daniel Santiago, diretor executivo da confederação.

Santiago ressalta que a plataforma não será um simples banco de dados, mas um programa voltado a velejadores de ponta – inclusive no que diz respeito a sua formação. “Esse sistema está ligado a um programa de desenvolvimento individual de atletas”, diz o diretor. “Nem sempre quem ganha um campeonato é o melhor velejador.”

O programa permitirá que atletas e técnicos insiram dados como programação de treinos e de disputas, além de informar questões técnicas, como regulagem dos barcos e condições de ventos nas regatas disputadas. Isso permitirá que a CBVela saiba, por exemplo, o que os atletas do País poderão encontrar em disputas futuras. O melhor exemplo é a própria Olimpíada de Tóquio, já que competições no Japão não são das mais comuns.

“A vela é um esporte que lida com uma série de variáveis – tem regulagem do barco, condição local, o jeito de velejar. Uns são melhores largando, outros na tática de regata”, comenta Daniel Santiago. “Isso ficava muito na percepção dos treinadores, sem que fosse organizado e mapeado de maneira profissional, que nos desse gestão do conhecimento.”

O programa será lançado no próximo dia 5, em Recife, durante a Copa da Juventude – principal competição nacional da vela jovem. Um treinamento será dado para técnicos que têm programas de treinamento definidos. Técnicos da seleção brasileira também já estão sendo preparados.

A intenção da CBVela é que nos próximos anos a inserção de dados se torne obrigatória por parte dos treinadores e principais atletas do país – estima-se que o número fique entre 250 e 300 profissionais. “O programa junta muito conhecimento e muita ciência. Hoje, não tem como desacoplar ciência do esporte. Questões envolvendo preparador físico, nutricionista, fisiologista, essas informações vão estar todas inseridas”, destaca Walter Böddener, um dos técnicos da CBVela.

Quem inserir os dados terá acesso a informações que ajudarão no desenvolvimento da própria preparação. Mas a gestão total dos dados ficará restrita a praticamente uma pessoa: o medalhista olímpico Torben Grael, que é coordenador técnico da CBVela. “Os acessos são por nível de informação. O Torben vai ter o login master e vai poder olhar todos os atletas do Brasil, regulagens e afins. Outros técnicos não vão ter essa informação”, ressalta Daniel Santiago.

FINANCIAMENTO – O projeto custou US$ 60 mil (R$ 190 mil), valor que não precisou ser desembolsado pela confederação. “O Comitê Olímpico Internacional (COI) tem uma comissão, que é a Solidariedade Olímpica Internacional. Ela busca apoiar ideias, projetos, com os comitês nacionais, para o desenvolvimento esportivo, tanto de atletas quanto de treinadores”, explica Cristina Gil, Gestora de Alto Rendimento do Comitê Olímpico do Brasil (COB). “Apresentamos o projeto, ele passou pelo aval da Federação Internacional de Vela e foi aprovado no programa de projetos especiais da Solidariedade Olímpica.”

O valor foi utilizado para a compra do servidor, licenças, pagamento de coordenadores, capacitação e customização do software. Até os Jogos de Tóquio-2020, o COI bancará os custos anualmente.

Fonte: Isto É









NITERÓI NO CLIMA: Niterói recebe selo do ICLEI de enfrentamento às mudanças climáticas



No PARNIT. Da esquerda para a direita: Valéria Braga (Secretaria Executiva e GECLIMA-Niterói), Raquel Cruz (SMARHS e GECLIMA-Niterói), Patricia Kranz (ICLEI), Luize Ferraro (Secretaria Executiva e GECLIMA Niterói), Axel Grael (Secretário Executivo e GECLIMA-Niterói), Rodrigo Perpétuo (Secretário executivo para a América do Sul do ICLEI) e Alex Figueiredo (SMARHS - dirigente do PARNIT). Foto de Alexandre Vieira.

Visitando o PARNIT e apresentando as ações da Prefeitura de Niterói. Foto de Alexandre Vieira

Axel Grael e Rodrigo Perpétuo, no PARNIT. Foto de Alexandre Vieira

Com o secretário de Meio Ambiente de Niterói Eurico Toledo (SMARHS) e integrantes do GECLIMA, recebendo o documento do ICLEI do Rodrigo Perpétuo e Patricia Kranz. Foto de Alexandre Vieira


25/08/2017 – A Prefeitura de Niterói recebeu, nesta sexta-feira (25/08), o selo de elaboração do inventário das emissões de gases de efeito estufa (GEE), concedido pelo Iclei (Governos Locais pela Sustentabilidade). O secretário-Executivo para América do Sul da associação, Rodrigo Perpétuo, entregou ao secretário Executivo, Axel Grael, o documento que atesta o comprometimento do governo municipal com o enfrentamento às mudanças climáticas. Em seguida, o secretário conheceu o Parque da Cidade, de onde pode conferir, alguns dos trabalhos de desenvolvimento sustentável que estão sendo realizados pela cidade.

Durante a elaboração do inventário, que conta com dados referentes à 2015, o Grupo Executivo de Sustentabilidade e Mudanças Climáticas de Niterói (Geclima) passou por treinamento para fazer uso da metodologia do Iclei que mensura a emissão de gases de efeito estufa. O inventário é feito mediante a coleta, recorte de dados e informações sobre fontes de emissões no município, bem como sua relatoria de acordo com metodologia de referência.


Documento do ICLEI reconhecendo o trabalho de Niterói.

Para o secretário Executivo Axel Grael, o selo conferido à Niterói estimula a confiança da população em relação à iniciativas de longo prazo, como o projeto Niterói de Bicicleta, o PRO-Sustentável, o Sistema de Informações Geográficas (Sigeo), em fase de implantação, e o Programa Niterói Mais Verde.

“Tornar a cidade mais resiliente não é tarefa só da administração pública, é da sociedade. Esse trabalho é algo que está sendo feito para o município. O reconhecimento do Iclei nos incentiva a criar, junto à sociedade, uma confiança ainda maior em relação ao caminho que estamos trilhando”, pontuou.

Perpétuo elogiou as iniciativas que a cidade está realizando no sentido do desenvolvimento sustentável, e que, segundo ele, vem chamando atenção de gestores de outras cidades pela eficiência. O secretário ainda agradeceu a liderança e compromisso apresentados pela cidade no movimento para a sustentabilidade global.

“Fico muito satisfeito de visitá-los e entregar o selo. Estamos divulgando o caso de vocês, que vai inspirar outras cidades a ir por esse mesmo caminho da apropriação e internalização do conhecimento a respeito dos processos que levam à política de mudanças climáticas”, disse.

O inventário que recebeu selo vai auxiliar o Poder Executivo Municipal na definição das metas de redução de emissões de gases de efeito estufa; coordenar a elaboração de uma política municipal sobre mudança do clima; coordenar, acompanhar e monitorar, no âmbito dos órgãos que o integram, a implantação de políticas públicas setoriais, observando sua eficácia na redução das emissões de gases de efeito estufa e aumento da capacidade adaptativa do município, bem como a adoção das medidas de mitigação e adaptação; e identificar fontes de financiamento e elaborar projetos para captação de recursos externos, visando à execução das políticas.

O Iclei é a principal associação mundial de governos locais e subnacionais dedicados ao desenvolvimento sustentável, que reúne mais de 50 membros, dentre cidades e governos estaduais na América do Sul.

Fonte: Prefeitura de Niterói




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