segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Prefeitura de Niterói cria comissão para reavaliar licença de obra na Rua Tupis, em São Francisco


Na foto acima pode-se verificar a presença de estruturas de contenção (acima, à esquerda), indicando que trata-se de encosta com risco geotécnico e que já demandou investimentos públicos para controlá-lo.


OPINIÃO E PROVIDÊNCIAS:

Nas últimas semanas cresceu a indignação e os protestos causados por uma construção na encosta de São Francisco, em Niterói. A reação justifica-se. Trata-se de uma edificação de porte desproporcional para uma residência, construída em cota elevada e em imóvel limítrofe a um terreno que recebeu obras recentes de contenção de encosta. A obra causa grande impacto paisagístico no Morro da Viração, um dos pontos turísticos mais visitados da cidade e que será transformado em parque municipal em breve.

O projeto foi licenciado pela Prefeitura, tanto pela Secretaria de Urbanismo, como a de Meio Ambiente, em 2010. Portanto, as licenças foram concedidas na gestão anterior. Mas, sempre que for constatado erro administrativo é dever da administração pública rever os seus atos.

Cabe lembrar que a licença foi concedida para a construção de cinco casas!

Em agosto de 2013, requeri o processo e, no mês seguinte, assinei um parecer questionando os critérios das licenças concedidas e determinando que fossem dados esclarecimentos por parte das secretarias de Meio Ambiente (SMARHS) e Urbanismo (SMU). Registrei naquele ato administrativo a minha preocupação principalmente quanto aos critérios do licenciamento no que se refere à legislação florestal: presença de vegetação de Mata Atlântica e a declividade do terreno. Parace-me claro que a obra está em APP - Área de Preservação Permanente, conforme estabelecido na legislação.

Com base nestas preocupações, a obra foi paralisada e no dia 24 de janeiro (última sexta feira) foi publicado no Diário Oficial uma portaria da secretária de Urbanismo e Mobilidade Urbana, Verena Andreatta, designando uma Comissão Especial de Vistoria Administrativa com o objetivo de investigar indícios de ilegalidade na obra da casa da Rua Tupis.


Chama a atenção também a existência de outras residências situadas imediatamente abaixo da área que está sendo edificada.


Os principais aspectos a serem observados serão:
  • Se a obra está localizada em área considerada como APP-Área de Preservação Permanente, conforme legislação florestal e regulamentação pertinente, considerando a cobertura vegetal por ocasião do início da obra e a declividade do terreno
  • Se a obra cumpre os parâmetros da legislação urbanística
  • Se os critérios acima citados foram adequadamente considerados no processo de licenciamento da obra
  • Se a obra em desenvolvimento está de acordo com o projeto que foi apresentado para o licenciamento na Prefeitura.
  • Se as outras quatro casas também licenciadas para o imóvel atendem a legislação ambiental e urbanística.
Com base nas conclusões da Comissão Especial de Vistoria Administrativa, a Procuradoria Geral do Município orientará as providências administrativas a serem adotadas com relação à obra.

Axel Grael



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MATÉRIAS PUBLICADAS SOBRE O ASSUNTO:

Secretaria de Urbanismo cria comissão para analisar ilegalidade de construção em São Francisco

A Secretaria de Urbanismo e Mobilidade Urbana de Niterói criou uma comissão especial de vistoria administrativa para aprofundar a análise de indícios de ilegalidade na construção de uma residência na Rua Tupis, em São Francisco, em área de encosta do Morro da Viração. A portaria designando os membros da comissão foi publicada nesta sexta-feira (24.1) no Diário Oficial do Município. A obra foi paralisada por determinação da prefeitura.
    
A obra recebeu licenças das secretarias de Urbanismo e de Meio Ambiente em 2010, na gestão passada. Em 2013, o atual vice-prefeito, Axel Grael, solicitou o processo para fazer uma análise do licenciamento. Segundo ele, a construção não deveria ter sido autorizada no local, por se tratar de área de preservação.

A comissão vai apurar se há irregularidades no licenciamento e se a obra está de acordo com a legislação e com o projeto que foi aprovado.
 
Se após a análise técnica e administrativa ficar constatado que houve ilegalidade na concessão das licenças e que a obra não foi realizada de acordo com o projeto original, caberá à Procuradoria Geral do Município orientar sobre as medidas que a prefeitura deverá tomar em relação à construção.

Fonte: Prefeitura de Niterói

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Obra em área verde no Morro da Viração será investigada

Construção está sendo erguida próxima ao Parque da Cidade

NITERÓI - A construção de uma casa no Morro da Viração, aos pés do Parque da Cidade, em São Francisco, virou alvo de uma investigação. A prefeitura abriu, na sexta-feira, um processo administrativo para analisar o licenciamento da obra, concedido em 2010. Quem fez o requerimento ao município foi o ex-deputado federal José Carlos Coutinho. Segundo o vice-prefeito Axel Grael, há indícios de que a autorização não levou em consideração o impacto na vegetação nem o declive do terreno.

Dentro de alguns dias, a prefeitura planeja anunciar a criação do Parque Municipal da Viração.

- O que vemos ali é uma obra enorme, acintosa, que provoca um significativo impacto paisagístico. Suspendemos a construção do imóvel e instauramos uma comissão para verificar como foi feito o licenciamento - informa Grael.

O vice-prefeito explica que, com a criação de uma unidade de conservação ambiental, impedirá outras construções na região. O Parque Municipal da Viração deverá ocupar uma área de 1.539 hectares.

Fonte: O Globo Niterói




ATENÇÃO: ALERTAMOS PARA O ELEVADO RISCO DE INCÊNDIOS NAS ENCOSTAS



Foto de Axel Grael, 26 de janeiro de 2014.


RISCO DE INCÊNDIOS FLORESTAIS

A cidade de Niterói está enfrentando um período de muito calor e poucas chuvas, situação bem atípica para essa época do ano. A umidade do ar está muito baixa e a inflamabilidade da vegetação está muito elevada. Portanto, o momento é de grande vulnerabilidade e, lamentavelmente, nos últimos dias temos registrado a ocorrência de incêndios em encostas, com danos à vegetação e com ameaças inclusive para residências (famílias!) e equipamentos urbanos. Foi o que vimos ontem no incêndio registrado na foto acima, ocorrido na comunidade do Maceió, no Largo da Batalha.

A situação requer, portanto, cuidados redobrados para evitar incêndios. Promover a queima do lixo e de vegetação é considerado crime ambiental (Lei de Crimes Ambientais - Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998) e os responsáveis poderão ser presos por esta prática.

É sempre bom lembrar que incêndios em vegetação, mesmo em situação de elevado índice de risco como estamos enfrentando agora, quase sempre são causados por ação do próprio homem, seja acidentalmente (é necessário prevenir) ou de propositalmente (crime ambiental). A única causa natural possível de ignição são raios, uma vez que a hipótese da combustão espontânea não é plausível (veja em Queimadas: mitos e verdades).

Outra questão importante é que o fogo, além de causar poluição, contribuir com o efeito estufa e as mudanças climáticas, pode ser uma grande ameaça à sua saúde. Principalmente, a queima de lixo, que provoca a liberação de gases e particulados (fuligem e poeira) muito tóxicos e que podem ter sérias consequência quando inalado. Saiba os danos à saúde causado pelas queimadas e pela poluição do ar.

Também, Niterói é considerada uma cidade de alta vulnerabilidade geotécnica. Ou seja, tem elevado risco de deslizamento de encostas e alagamento, devido ao seu relevo e a ocupação de áreas de risco. Um elevado investimento público está sendo feito para evitar tragédias como as que aconteceram na cidade em 2010. O desmatamento e a destruição das florestas nas encostas pelas queimadas aumenta muito a instabilidade dessas encostas e o risco de desabamento e inundação.

O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil de Niterói estão atentos ao problema dos riscos advindos da estiagem e atuarão quando for necessário, mas para realmente prevenir o problema, é fundamental o engajamento e a colaboração da população.

Adote uma atitude segura e:
Ajude a sua cidade, a sua comunidade o meio ambiente.

Axel Grael

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Veja informações do site do INEA sobre o monitoramento do risco de incêndio florestal no RJ:


Prevenção de incêndios florestais
 
Medidas preventivas podem reduzir muito o risco de fogo em matas e campos. Evitam-se assim incêndios altamente prejudiciais para a flora, fauna, solos, água, clima local e paisagem. Eles retardam e dificultam os processos de recuperação do ambiente.
 
São medidas preventivas aconselháveis:
- Retirar ou reduzir o material combustível (folhas, ramos, galhos, troncos, terra vegetal, frutos secos;
- Abrir e manter aceiros limpos e desimpedidos;
- Não atear fogo em pastos e áreas abandonadas que não tenham limites bem aceirados e que não estejam sob fiscalização.
 
Incendiar as florestas é crime contra o meio ambiente e contra as pessoas que nele vivem. As leis que falam sobre isto são:
- Código Florestal (Lei Federal nº 12.651, de 25 maio de 2012)
- Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998)
- Lei Estadual 3.467 de 14 de setembro de 2000
 
Precisamos ter todo o cuidado para que nossas florestas não sejam incendiadas, evitando:
- Queimar o lixo;
- Descartar pontas de cigarro acesas;
- Fazer fogueiras em acampamentos;
- Soltar balões;
- Fazer queimadas para limpar pastagem e/ou plantio agrícola.
Ver Índice de Risco de Incêndios Florestais por região clique aqui.
Ver Índice de Risco de Incêndios Florestais por Unidade de Conservação clique aqui.


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Índice de Risco de Incêndios Florestais
         
Plano Integrado de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais
 
Os incêndios florestais são um dos principais causadores de perda de cobertura florestal em todo o país. A Secretaria Estadual do Ambiente (SEA) e a Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil (SESDEC), preocupadas com esta questão, instituíram o Plano de Prevenção e Controle de Incêndios Florestais no Estado do Rio de Janeiro, visando à redução de danos não só ao ambiente natural como também ao patrimônio público e privado.
 
O Centro Integrado de Gerenciamento de Incêndios Florestais, composto pelas Secretarias de Estado de Saúde e Defesa Civil e do Ambiente, através do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) e Instituto Estadual do Ambiente (INEA), respectivamente, será o responsável pela coordenação das ações de caráter emergencial para enfrentamento de situações de crise, bem como para as ações preventivas de curto, médio e longo prazo.

Índice de Risco de Incêndios Florestais (IRI)
 
A ocorrência de incêndios na vegetação relaciona-se diretamente a fatores facilitadores como umidade relativa do ar e temperatura, baseados nos quais foram desenvolvidas fórmulas para cálculo do Índice de Risco de Incêndios Florestais (IRI), divulgado pelo Instituto Estadual do Ambiente (INEA) e Corpo de Bombeiros.

Calculado a partir de informações meteorológicas, o índice é dividido em três níveis (Baixo, Médio e Alto), que estabelecem os graus de probabilidade de início e de velocidade de propagação do fogo. Índices específicos serão divulgados diariamente para as seguintes regiões: Capital, Serrana, Sul, Norte-Nordeste, Baixada Litorânea Baixada Fluminense, Metropolitana, e Costa Verde.
A divulgação do índice é uma das estratégias de prevenção e combate durante o período de estiagem, que vai de maio a outubro. O nível apurado vai determinar o grau de prontidão das equipes de prevenção e controle de incêndios do Corpo de Bombeiros, IBAMA e INEA. Além disso, servirá de alerta para que se evitem práticas que podem contribuir para o início e disseminação do fogo em vegetação.

O Índice de Risco de Incêndios Florestais (IRI), emitido diariamente pelo INEA e associado às unidades de conservação



Fonte: INEA

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Para saber mais sobre Incêndios Florestais, causas e consequências:
Queimadas: mitos e verdades
Incëndio controlado no Parque Estadual da Serra da Tiririca
Brasil deve esquentar pelo menos 3°C até 2100
Crime ambiental: fiscalização aperta o cerco contra baloeiros
Guarda-parques empossados fazem treinamento para atuar em UC estaduais
Cada árvore da Mata Atlântica chega a retirar 163 kg de CO2 da atmosfera
Desmatamento da Amazônia emite mais do que o dobro de CO2 dos carros
Exposição excessiva à poluição do ar aumenta em 34% o risco um AVC, diz estudo
Fumaça de queimadas causa a morte de 339 mil pessoas/ano no mundo
Como o Brasil, toda a América Latina passa por sérios problemas climáticos
Região Serrana do RJ: lições aprendidas e lições não aprendidas
Promessas voláteis, memória curta, dramas recorrentes
NASA: Fogo na Amazônia (2010) gerou mais CO2 para a atmosfera que as emissões anuais da India
Combate aos incêndios florestais no RJ não funciona. Constatei isso hoje!!! (2011)



 

domingo, 26 de janeiro de 2014

Programa Enseada Limpa entra em nova etapa




Meta é tornar a Enseada de Jurujuba a primeira da Baía de Guanabara a ser totalmente despoluída

A Prefeitura apresentou na quarta-feira dia 14 o plano de ação da segunda etapa do programa Enseada Limpa, que consiste numa série de iniciativas para despoluição da Enseada de Jurujuba, em parceria com a concessionária Águas de Niterói.

Coordenado pelo vice-prefeito Axel Grael, o programa envolve diversas secretarias municipais, conta com investimentos de R$ 8 milhões em 2013 e já propicia períodos de balneabilidade na praia de Charitas. Para 2014, o total de recursos já orçados será de R$ 13.644.000,00. O objetivo maior é fazer com que a Enseada de Jurujuba seja a primeira área da Baía de Guanabara a ser totalmente despoluída.

O Enseada Limpa tem como base territorial a bacia hidrográfica da enseada que abrange São Francisco,  Charitas, Jurujuba, Cachoeira e parte do Largo da Batalha, além das comunidades de Gavião, Jamelão, Igrejinha, Ponte Velha, Maceió, Preventório, Peixe Galo, Cascarejo e Salinas, entre outras de Jurujuba.  O programa visa a melhor qualidade das águas e do meio ambiente de modo geral e, sobretudo, a melhoria da qualidade de vida da população desses locais.

O programa envolve ações de urbanização e instalação de banheiros nas residências nas quais foi constatada ausência; ampliação da rede coletora de esgoto e das ligações domiciliares à rede; iniciativas para a gestão de resíduos sólidos, como a não colocação de lixo nas encostas; e outras medidas.

'Tornar a Enseada de Jurujuba balneável parecia impossível para muita gente. Essa é uma luta de todos que querem uma cidade com melhor qualidade de vida. Fizemos ações de melhoria na infraestrutura urbana de comunidades como a Grota do Surucucu, onde existiam famílias vivendo em casas sem banheiro.  A concessionária Águas de Niterói está com investimentos na construção de elevatórias e na modernização do sistema de tratamento de toda a rede de esgoto dessa região. Com isso, no ano passado já tivemos uma melhoria importante: a praia de Charitas ficou cinco semanas própria para o banho, o que não acontecia há décadas', recordou o prefeito.

O vice-prefeito Axel Grael explicou que a despoluição da Enseada de Jurujuba é uma iniciativa viável, porque a influência que ela tem da Baía de Guanabara é muito menor do que todos imaginam.

'O trabalho da Prefeitura é voltado para toda a bacia hidrográfica, atuando na melhoria do saneamento, na questão do lixo nas comunidades e bairros,  reunindo os atores sociais que podem ajudar nesse processo. E com isso os resultados já estão aparecendo. Com as intervenções que faremos este ano, tenho certeza que a Enseada de Jurujuba será a primeira parte da Baía de Guanabara a ser despoluída', afirmou o vice-prefeito.

Já a Águas de Niterói listou todos os investimentos feitos em 2013, como a implantação de 728 metros de rede coletora, duas elevatórias e 292 metros de recalque no Cascarejo; manutenção e conservação do sistema de esgotamento no Pau Ferro; aquisição de duas novas bombas para a estação de tratamento de São Francisco, etc. Está prevista para fevereiro a implantação de uma ecobarreira no canal de São Francisco, e de um sistema mecanizado de desassoreamento do canal da Avenida Presidente Roosevelt, que deverá funcionar a partir do segundo semestre.

Fonte: Folha de Niterói

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Conheça detalhes do Programa Enseada Limpa:
ENSEADA LIMPA: Conheça detalhes do Plano de Ação 2014 para a despoluição da Enseada de Jurujuba

Saiba o que está sendo feito para despoluir a Enseada de Jurujuba (Saco de São Francisco):Niterói lança programa para despoluir Enseada de Jurujuba
ENSEADA LIMPA - resultados de balneabilidade de Charitas são animadores
ENSEADA LIMPA: mutirão de limpeza na Grota do Surucucu é mais uma ação pela despoluição da enseada de Jurujuba
ENSEADA DE JURUJUBA LIMPA - despoluição começa a sair do papel
Autoridades de olho na poluição da Baía de Guanabara
Prefeitura de Niterói quer praias livres da poluição
Praia de São Francisco recebe projeto de recuperação de restinga
Dia Mundial de Limpeza das Praias recolhe 1 tonelada de lixo
Ação para combater a infestação de ratos em Niterói
Enseada de Jurujuba será despoluída
Niterói - Canal de São Francisco leva toneladas de lixo para a Baía de Guanabara
Equipe do Projeto Grael visita a Grota do Surucucu
Iniciativas do Projeto Grael na prevenção do lixo flutuante da Baía de Guanabara
Ecobarreira será implantada o Canal de São Francisco
Estados do Rio e Maryland se unem para despoluir Baía de Guanabara
RJ e Maryland debatem, em Niterói, cooperação para a despoluição da Baía de Guanabara

O que o Governo do Estado tem anunciado:
Projetos do Governo do Estado que prometem limpar a Baía de Guanabara até a Rio 2016
BAÍA DE GUANABARA TEM O PRIMEIRO PLANO CONTRA ACIDENTES AMBIENTAIS DO PAÍS
Rio assina acordo com norte-americanos para despoluir a Baía de Guanabara
Estados do Rio e Maryland se unem para despoluir Baía de Guanabara
RJ e Maryland debatem, em Niterói, cooperação para a despoluição da Baía de Guanabara

Acesse também:
Instituto Baía de Guanabara
Projeto Grael


Projeto convoca artistas para fazer arte em bancos de praças de Niterói



Exemplo. Banco pintado por artista plástico em Santiago do Chile: projeto da cidade chilena serviu como inspiração Terceiro / Agência O Globo


Prefeitura quer criar galeria a céu aberto em áreas de lazer da cidade

NITERÓI - Há quem diga que uma forma de arte só é bem-sucedida quando consegue ultrapassar os limites dos museus. Em Niterói, isso será colocado à prova: áreas de lazer estão prestes a ganhar um viés cultural. A prefeitura, em parceria com o Ibmec Social, está convocando artistas para fazer pinturas em bancos de praças. O projeto, batizado de Movimento Arte Expressa, é inspirado numa ação semelhante, realizada em Santiago do Chile.

Marco Aurélio Sá, coordenador do Centro de Empreendedorismo Ibmec (CEI), explica que a ideia é que empresas apadrinhem os bancos, que terão QR codes com dados sobre os patrocinadores e autores das pinturas.

- Depois de Niterói, a proposta é expandir o projeto para outras regiões do Brasil - avisa Sá.
Além de pinturas, os bancos ganharão uma cobertura especial contra pichações, que também protegerá as obras contra a ação do tempo. Os artistas interessados podem se inscrever até 28 de fevereiro. O resultado será divulgado em 31 de março. Mais informações estão disponíveis no site www.culturaniteroi.com.br/editais

Fonte: O Globo

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Saiba mais em:
Chamada Pública para o projeto Movimento Arte Expressa
Parceria entre Prefeitura de Niterói e IBMEC Social leva arte para as praças



Perú ya es el tercer país más vulnerable del mundo ante el cambio climático




Debido a la situación exclusiva del Perú en el planeta, el Instituto Tyndall Centre de Inglaterra habría declarado recientemente a Perú como el tercer país más vulnerable del mundo ante el cambio climático.

Han pasado años desde su publicación (2004), pero el problema se mantiene patente y no parece haber remedio alguno.

Luego del primer lugar ocupado por Honduras y Bangladesh, el país sudamericano ocupa el tercer lugar, hecho que afecta de igual manera a su sociedad y economía. Los peruanos saben que algo anda mal, la actitud esquizofrénica del clima y los desastres naturales que son pan de cada día no son productos del azar.

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La vulnerabilidad climática es el grado de susceptibilidad de un territorio ante el cambio climático. Este índice varía según la localización, sensibilidad y adaptación posible de la región.

América Latina y el Caribe son zonas débiles de manera especial contra las inclemencias de la naturaleza. Esto se explica por ser áreas con una serie de climas extremos y variados en sus territorios.

El Perú, específicamente, es vulnerable por tener en sus tierras grandes fenómenos hidrometeorológicos como los huaycos, sequías, lluvias torrenciales, heladas, granizadas, entre otros; o formaciones orogénicas determinantes de su clima como la Cordillera de los Andes, además de la Amazonía, pulmón del mundo. Ambos son lugares estratégicos a nivel mundial para el mantenimiento de la vida.

Por otro lado, posee una gigantesca gama de climas: 27 de los 32 a nivel mundial. Dichas condiciones lo hace un país rico en ecología y recursos naturales, pero frágil ante el calentamiento global.

Según el Ministerio del Ambiente (Minam), los fenómenos antes mencionados se han incrementado seis veces desde el año 1997 al 2006. No olvidemos que el Fenómeno del Niño es una constante dañina que nos visita con más intensidad cada año, igual que los llamados “friajes”.

Fuente original: http://hoy.pe

Fonte: ECOticias Peru


sábado, 25 de janeiro de 2014

Bons ventos aquecem a temporada de veleiros no Rio


Foto Fred Hoffmann


Aluguel de embarcações tem alta de até 50% durante este verão

Cristiane Rodrigues

RIO - Nas férias em alto-mar, os veleiros vêm disputando espaço com os cruzeiros neste verão. De olho no mar calmo da estação, o número de cariocas e turistas que alugam a embarcação por temporada já registra aumento de até 50% em relação ao ano passado. Os barcos a vela ainda ganharam atenção de empresas internacionais de turismo nesta temporada. O Club Med, por exemplo, decidiu trazer o seu veleiro para o Rio após um hiato de 16 anos.

O movimento é comprovado pela Marina da Glória, que registrou alta de 20% entre os frequentadores cariocas nos primeiros 45 dias deste verão em relação ao mesmo período do ano anterior. Entre os turistas, o avanço é ainda maior: 50%.

— A Marina da Glória é um dos mais famosos equipamentos do Rio. Está situada no Parque do Flamengo, que é protegido pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. É um importante atrativo para os turistas do Brasil e do mundo — afirma Pedro Guimarães, diretor-executivo da Marina da Glória.

Para Norman MacPherson, membro da Associação Brasileira de Vela Oceânica (ABVO), o aluguel de veleiros por temporada é uma opção às casas de veraneio e aos cruzeiros. MacPherson, que criou o site Navegue Temporada e oferece 120 opções de embarcações para aluguel, rebate o argumento de que os preços são exorbitantes.

— As pessoas acham que é muito caro passar férias em um veleiro, mas há opções para todos os bolsos. Na Marina da Glória, por exemplo, uma diária em um barco para até sete pessoas, com assistência de marinheiro a bordo, é de R$ 400. Ou seja, sai a R$ 60 por pessoa. Em nosso site, já registramos consultas de interessados de 400 cidades em 60 países — diz ele, que registrou aumento de 50% na procura nesta estação em relação ao verão passado.

Um exemplo é a engenheira Patrícia Moura, que decidiu emendar as festas de fim de ano com o marido, o advogado João Antônio Bastos, e os dois filhos adolescentes em um veleiro. A família ficou seis dias descansando em alto-mar. No roteiro, Rio e Angra dos Reis.

— Decidimos fazer algo diferente nestas férias de verão. Em vez de alugar novamente uma casa de veraneio, fomos para o mar. Foi maravilhoso. Aproveitamos o visual das praias do Rio e seguimos até o sul do estado. Em Angra, ainda fizemos mergulho. Foi inesquecível — relembra Patrícia, que quer repetir a programação durante o carnaval.

Rio é o destino para a família

Medalhista olímpico, o velejador Lars Grael lembra que o Rio conta hoje com o maior número de embarcações de recreio do país. Segundo ele, a quantidade de veleiros é apenas um reflexo das inúmeras alternativas de passeio no estado oferece:

— O Rio se destaca pelas múltiplas opções de locais. Navegar no sentido do passeio e do lazer, Angra dos Reis é quase imbatível, com suas praias e 365 ilhas. Tem ainda Paraty e o seu centro histórico, além das enseadas da Cotia e Mamanguá. Para velejar, no sentido esportivo, o melhor é Búzios e Cabo Frio, onde há melhor regime de ventos e águas límpidas.

Segundo dados da Associação Brasileira dos Construtores de Barcos (Acobar), dos cerca de dez mil veleiros hoje do país, metade está concentrada na Região Sudeste, assim como a quantidade de marinas. Cerca de 50% dos veleiros têm tamanho igual ou inferior a 26 pés, adequados para a navegação costeira e em lagoas, rios, baías e enseadas.

Neste verão, umas das grandes novidades da costa brasileira é o Club Med 2 — veleiro do grupo francês considerado o maior do mundo, com 187 metros de comprimento e 68 metros de altura. A embarcação abriga até 368 passageiros e conta com uma equipe de 250 funcionários. O presidente do Club Med para a América do Sul, o francês Janyck Daudet, lembra que o veleiro, atualmente em Belém, chega ao Rio no dia 30 deste mês e vai até a Argentina. Na viagem, paradas em cidades e ilhas de Rio e São Paulo.

— A ideia é oferecer na embarcação tudo que há nos resorts, como spas e restaurantes de alta gastronomia. Além disso, em um passeio de veleiro ainda é possível conhecer diferentes cidades, aproveitar belas praias e praticar esportes na água. É uma viagem exótica e ao mesmo tempo natural. Hoje, o brasileiro começa a ter o sonho de passar as férias em um veleiro — diz Daudet.

Para o oceanógrafo Mário Ramos de Almeida, o litoral carioca é especial por sua acessibilidade.

— Temos uma cidade totalmente urbana que se integra com facilidade aos cenários paradisíacos. Os deslocamentos são rápidos e isso ajuda muito. O Brasil é o terceiro maior destino do mundo no quesito espaço para navegação. São mais de 50 mil quilômetros de extensão. Só perde para a China e a Rússia — ressalta Almeida.

Fonte: O Globo




Chuvas: sirenes e pluviômetros vão monitorar 39 favelas de Niterói


Sirene instalada no Morro da Boa Vista. Acervo da Defesa Civil de Niterói.


NITERÓI - Apesar da promessa que estaria em pleno funcionamento antes deste verão, o plano de prevenção às chuvas da prefeitura de Niterói só deve começar a funcionar no mês que vem. Prevista para novembro, a instalação de 30 sirenes e mais dez pluviômetros em áreas de risco e pontos estratégicos (15 já estão em funcionamento) da cidade será concluída na próxima sexta-feira, garante o vice-prefeito Axel Grael. Os equipamentos serão testados nas duas semanas seguintes e vão monitorar 39 comunidades. Atualmente, 8.904 pessoas ainda vivem em áreas suscetíveis a desabamentos em Niterói.

- Com isso, estaremos preparados para enfrentar as chuvas. A Defesa Civil vai monitorar os índices pluviométricos e poderá acionar as sirenes ou emitir sinais de alerta, em caso de uma possível catástrofe - afirma Grael, que atribuiu o atraso para o funcionamento do sistema de prevenção à gestão anterior da prefeitura. - Em janeiro do ano passado, a Defesa Civil não tinha nada. Hoje, contamos com engenheiros, geólogos, arquitetos, geógrafos.

Coleta de lixo antecipada

Atualmente, a Defesa Civil de Niterói, uma subsecretaria ligada ao gabinete do vice-prefeito, conta com 38 funcionários, além de dispor de duas viaturas com tração 4x4. Em abril de 2010, quando ocorreu a tragédia do Bumba, o órgão tinha três funcionários.

Grael adiantou que será publicado em Diário Oficial, ainda em fevereiro, um plano de contingência com as atribuições e protocolos de cada órgão do município em caso de alagamentos e deslizamentos:

- O plano vai definir as ações e responsabilidades de cada secretaria. Quando houver sinal de alerta de chuva forte, por exemplo, acionaremos a Clin para antecipar a coleta de lixo e desentupir os bueiros. Se necessário, podemos evacuar as áreas de risco com o auxílio da Defesa Civil e da Secretaria de Assistência Social.

No mês passado, a Defesa Civil passou pelo primeiro teste. Na manhã do dia 11 de dezembro, os pluviômetros do órgão mediram 60 milímetros de precipitação, enquanto o limite aceitável é até 40 milímetros. Ao todo, 37 famílias do Viçoso Jardim tiveram de deixar a comunidade.

- Evacuamos as casas por volta das 9h. Os moradores foram levados para um ponto de apoio no condomínio construído para as vítimas do Bumba, na Estrada do Viçoso Jardim. Lá, eles receberam alimentação e foram liberados para retornar às suas casas no final da tarde - conta o subsecretário de Defesa Civil, major Walace Medeiros.

Ele explica que dez locais que receberão os novos equipamentos terão tanto sirenes quanto pluviômetros. A medição do volume da chuva será acompanhada à distância pela Defesa Civil. Se o nível de chuva previsto ultrapassar o limite de risco, os alarmes serão acionados, também à distância.

- O acionamento remoto é feito, primeiro, por sinal de celular. Caso este falhe, temos ainda a opção de usar o equipamento por sinal de rádio. Em último caso, temos moradores voluntários em cada comunidade.

Moradores são “agentes” voluntários

O major Walace ressalta ainda que a Defesa Civil já treinou cerca de 367 moradores, de 12 comunidades, para atuarem em casos de desastre. Eles participaram de cursos e integram os chamados Núcleos de Defesa Civil Comunitária (Nudecs), nos quais aprenderam a operar as sirenes de alerta, receberam aulas de primeiros socorros e de noções de salvamento.

Dentre as comunidades que contam com os núcleos estão o Morro do Cavalão, São Lourenço, Vital Brazil, Ilha da Conceição, Boa Vista, Teixeira de Freitas, Viçoso Jardim, Sapê, Iara, Cantagalo, Fazendinha e Morro do Estado.

Ainda como parte do plano de prevenção das chuvas, a prefeitura também tem realizado obras de contenção de encostas por meio de recursos do PAC do governo federal. Ao todo, foram aplicados cerca de R$ 23 milhões em intervenções nas comunidades do Holofote, Caramujo e Bonfim.

Além disso, devem ser construídas cinco mil moradias para pessoas que vivem em áreas de risco por meio do programa federal Minha Casa, Minha Vida. Na semana passada, o governo estadual anunciou também que serão construídas mais 1.200 unidades habitacionais no abrigo do 3º Batalhão de Infantaria (BI), em São Gonçalo.

Fonte: O Globo Niterói

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Saiba mais sobre o trabalho da Defesa Civil de Niterói:
Sobre o planejamento geral da DEFESA CIVIL DE NITERÓI
Prefeito em exercício visita Centro de Comando e Controle do Estado e acompanha teste de sirenes
DEFESA CIVIL: Prefeitura define procedimentos para atuar em emergências de deslizamentos de encostas e alagamentos
Defesa Civil de Niterói: trabalho em várias frentes para fazer de Niterói uma cidade mais segura

Sirenes
Prefeito em exercício visita Centro de Comando e Controle do Estado e acompanha teste de sirenes
Prefeitura e governo estadual começam instalar sirenes que vão alertar população de áreas de risco sobre perigo de deslizamento
Começa a implantação de sirenes de alerta em Niterói
Defesa Civil instala sirenes de alerta em 25 comunidades
Sistema de alerta e sirenes começa a ser implantado em Niterói a partir do dia 15 de setembro
SIRENES - Defesa Civil faz mais um treinamento para as comunidades que terão os sistemas de emergência

Pluviômetros
Município de Niterói recebe primeiros pluviômetros automáticos

Estação Meteorológica
Niterói ganha sua primeira estação meteorológica

Mapeamento de áreas de risco
Prefeitura de Niterói e DRM discutem gestão de encostas de Niterói
DRM e Prefeitura de Niterói promovem Oficina Técnica "Cartografia Geotécnica de Aptidão Urbana"

Vistoria em áreas de risco
Vistoria na comunidade da Boa Vista, Niterói
Vistoria para verificar situações de risco nas encostas de Jurujuba, Niterói

Enchentes
Gestão dos rios de Niterói: a emergência e o "passo a frente"

Contenção de encostas
Prefeitura prepara ‘Pacotão’ de obras para Niterói
Prefeitura iniciará obras de contenção de encostas no Viçoso Jardim e Morro do Holofote
Verba para contenção de encostas em Niterói

Implantação de parques e outras áreas protegidas
Prefeitura de Niterói anuncia PARNIT: áreas de interesse ambiental serão protegidas

Habitação
Prefeito Rodrigo Neves lança programa "Morar Melhor", que vai construir 5 mil moradias em Niterói até 2016

NUDEC´s
Morro do Boa Vista recebe o quinto Núcleo Comunitário de Defesa Civil (Nudec) de Niterói
Defesa Civil de Niterói realiza aula prática com voluntários no Cavalão

Treinamento
Defesa Civil de Niterói promove simulação de emergência em três escolas públicas
I Seminário da Defesa Civil de Niterói reforçou parcerias




Nova realidade e mais segurança na Praça do Vital Brazil


A recuperação da Praça do Vital Brazil está quase concluída. Acolhimento da população de rua continuará sendo feito. Foto: Maurício Gil

Leonardo Sodré

Após anos de abandono, local recebe melhorias e Guarda Municipal passa a atuar na localidade. Também será realizado trabalho de acolhimento para moradores de rua

As obras de recuperação da Praça do Vital Brazil em Niterói estão quase concluídas e a maior queixa dos moradores da região, a segurança, será atendida. Agentes da Guarda Municipal ficarão de prontidão no local. Visitas de profissionais da Secretaria de Assistência Social, para ação de acolhimento da população de rua, continuarão sendo feitas na região e nos locais de maior incidência, garante o secretário Bira Marques. A população que aguarda esperançosa por melhoras espera que a segurança seja reforçada 24h.

O local, que ultimamente foi pouco frequentado em virtude da insegurança, está pronto para ter dias melhores. Com uma pintura nova e jardins repaginados, a praça recebe os últimos retoques dos profissionais da Secretaria de Conservação, que ficará fazendo a manutenção constantemente dos equipamentos. Profissionais da Secretaria de Assistência Social também estão atuando na praça, em ações de acolhimento que serão frequentes. Agentes da Guarda Municipal cuidarão do local durante todo o dia para preservar o patrimônio e dar segurança aos frequentadores que esperam pela melhora.

“Eu moro aqui há 15 anos e vi este lugar ser abandonado. Estou passando por aqui nos últimos dias e percebendo que fizeram obras e está com um aspecto melhor. Quero mais é que melhore mesmo. Espero que a Guarda Municipal fique aqui sempre para impedir que pulem as grades para consumir drogas na praça. Eles são agressivos e aproveitam para assaltar as pessoas de idade e as mulheres que passam”, conta o engenheiro químico Ricardo Cesar Pinto Gomes, de 64 anos.

Prefeitura repetirá ordenamento da Amaral Peixoto em outros locais.

O secretário Bira Marques garante que ações de acolhimento serão constantes, não só no Vital Brazil, como na Praça do Rink, outro lugar com grande concentração de moradores de rua. Ele anunciou a chegada de mais 30 funcionários na próxima segunda-feira, dia 27. Eles serão incorporados ao quadro da secretaria, que passará a ter 176 profissionais. O exemplo do trabalho coordenado feito entre a Secretaria de Saúde, a Clin, a Guarda Municipal e a Secretaria de Assistência Social, que resultou no ordenamento da Avenida Ernani do Amaral Peixoto, no centro, é emblemático para Marques.

“É um trabalho muito complexo porque é voluntário. Nós precisamos convencer a pessoa em situação de rua de que é possível ela mudar de vida e que nós podemos ajudá-la. Ninguém acreditava que iríamos reorganizar a Amaral Peixoto e hoje a rua vive uma outra realidade. Só foi possível com um trabalho articulado entre a Secretaria de Saúde, de Assistência Social, de Segurança e a Clin. Assim é que pretendemos atuar nos locais mais críticos, que já temos identificados”, conta.

A preocupação da população com a grande presença de moradores de rua em alguns locais da cidade é relativizada pelo secretário de Assistência Social. Bira explica se tratar de um grupo flutuante que pode variar em cada período. Algumas operações em determinadas lugares, de acordo com o secretário, resultam na migração das pessoas para outras áreas. Um exemplo disso, segundo ele, foi quando começaram a acontecer operações na Lapa, no Rio de Janeiro, no fim do ano passado. Foi registrado um aumento no grupo de pessoas em situação de rua em Niterói, na época.

“Cada local tem moradores de rua com naturezas diferentes: uns pela questão das drogas, outros por causa da extrema pobreza, têm os com problemas mentais e aqueles que estão por causa do álcool. Nós temos identificado, hoje, uma população flutuante de moradores em situação de rua na cidade entre 100 a 150 pessoas. Isso muda muito de acordo com a época. Quando realizaram ações lá na Lapa, detectamos um aumento em Niterói. Estamos intensificando o nosso trabalho com a chegada de mais funcionários e monitorando os pontos críticos”, conclui.

Fonte: O Fluminense



sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Chamada Pública para o projeto Movimento Arte Expressa





A Prefeitura de Niterói, através da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação de Arte de Niterói (FAN), e em parceria com o Ibmec Social, torna pública a Chamada que estabelece critérios para selecionar artistas para participarem do projeto Movimento Arte Expressa.

O programa inaugura um novo espaço de exposição de obras artísticas na cidade, utilizando os bancos de madeira existentes em logradouros públicos como plataforma do fazer artístico, enfeitando as ruas da cidade, transformando-as em um museu a céu aberto e levando as criações dos artistas visuais para próximo do expectador.

Podem se inscrever artistas individuais ou coletivos até o dia 28 de fevereiro. O resultado será divulgado em 31 de março de 2014.

A parceria entre o Ibmec/RJ e Prefeitura de Niterói:

Ibmec Social, a empresa júnior do Centro de Empreendedorismo Ibmec, no Rio de Janeiro, lançou o Movimento Arte Expressa, em parceria com a Prefeitura de Niterói (RJ), em dezembro de 2013. O projeto consiste em iniciar um movimento cultural de valorização artística a partir de intervenções em bancos de madeira da cidade. A iniciativa será apadrinhada por empresas. Durante um ano, o banco que será pintado por um artista plástico, vai enfeitar as ruas da cidade e vai estabelecer um diálogo entre os artistas e os cidadãos. A verba será revertida para projetos do Ibmec Social.

A Prefeitura de Niterói abrirá em janeiro de 2014 uma chamada pública para cadastrar os artistas plásticos da região. O objetivo é criar um banco com dados desses profissionais, uma vez que haverá prioridade para que eles sejam os responsáveis pela arte no projeto.

Segundo Marco Aurélio Sá, coordenador do Centro de Empreendedorismo Ibmec (CEI), "a proposta é começar o projeto em Niterói e expandir para outras regiões no Brasil, disseminando cultura e criatividade no mobiliário urbano de praças e jardins".

A expectativa da equipe do Ibmec Social é que em janeiro de 2014 o primeiro banco seja grafitado. A novidade é que além da pintura comum, haverá uma cobertura com um spray especial, contra as pichações. Assim, além de evitar que o trabalho seja destruído por vândalos, o spray também protege contra a ação do tempo (chuva e vento).

A equipe está lançando também um portal com as informações sobre os bancos grafitados. Cada banco de madeira terá um QR code com dados sobre a empresa que o apadrinhou e o artista plástico que fez a arte. Para o futuro, o Ibmec Social tem planos de lançar um livro com foto dos bancos do ano.

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PREFEITURA MUNICIPAL DE NITERÓI
SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA
FUNDAÇÃO DE ARTE DE NITERÓI

CHAMADA PÚBLICA DE ARTISTAS No 02/2014 – ARTE EXPRESSA

A Prefeitura Municipal de Niterói, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Arte de Niterói (FAN), em parceria com o IBMEC-SOCIAL torna pública esta Chamada, estabelecendo critérios para criar um banco de artistas a serem selecionados no projeto Movimento Arte Expressa no ano de 2014.

O projeto Movimento Arte Expressa é uma parceria entra a Fundação de Arte de Niterói e o IBMEC-SOCIAL, conforme descrito no memorando de entendimento assinado entre ambas as partes. Com a criação deste, pretendemos inaugurar um novo espaço de exposição de obras artísticas utilizando os bancos de madeira existentes em locais públicos como local do fazer artístico, levando os artistas visuais para próximo do seu público. Estabelecer um diálogo entre os artistas e os cidadãos, através das práticas artísticas públicas. Arte pública, urbana, livre, popular e democrática. Pretendemos estimular as artes a partir do princípio de que as ruas são livres para as manifestações e práticas artísticas.
DOWNLOAD

Baixe o arquivo zip que contém:

Anexo I - Ficha de Inscrição (.doc)
Anexo II - Locais (.pdf)


1. OBJETIVO

1.1 Esta Chamada pública tem como objetivo: a) Fomentar a produção artística e cultural, através do incentivo a criação de novas propostas culturais por artistas visuais;

b) Repensar a ocupação do espaço público através da arte, estimulando uma nova compreensão do público acerca da apropriação dos equipamentos e espaços urbanos;

c) Estimular a formação de plateia para as mais diversas artes;

d) Auxiliar na política de transparência e democratização do acesso de artistas e produtores a projetos e financiamentos públicos;

e) Criar um banco municipal de artistas através de credenciamento.


1.2 Todo o processo desta Chamada Pública será feita de acordo com o seguinte cronograma:

Período de Inscrições 22 de janeiro de 2014 a 28 de fevereiro de 2014
Período de Avaliação Até 15 de Março de 2014
Divulgação do resultado Até 31 de Março de 2014


2. DO OBJETO

2.1 Criar um banco municipal de artistas para seleção dentro do projeto Movimento Arte Expressa através de credenciamento. Esta chamada tem validade para o ano de 2014.

2.2 Poderão se inscrever artistas e/ou grupos de artistas em artes visuais.

2.3 As propostas inscritas deverão ser para criação de obras de arte/intervenções artísticas em bancos de madeira, pré-selecionados pela Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos, que estejam em locais públicos. Todas as intevenções deverão preservar a cararcterística do banco, ou seja, sua função de poder ser usado como assento.


3. DAS CARACTERÍSTICAS DOS PROPONENTES

3.1 As propostas devem ser inscritas por pessoas físicas, que doravante serão denominados “proponentes”.

3.2 Fica vedada a inscrição de qualquer tipo de pessoa jurídica.

3.3 As propostas poderão ser para criação de um único artista bem como de grupo de artistas.


4. CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO

4.1 Poderão participar desta Chamada Pública propostas apresentadas por pessoa física.

4.2 Os Proponentes poderão inscrever mais de uma proposta. No entanto, será contemplada apenas uma proposta por proponente.

4.3 Cabe à Comissão de Avaliação indicar qual banco será destinado a qual proposta selecionada.


5. INSCRIÇÃO DAS PROPOSTAS

5.1 As propostas de que tratam a presente Chamada Pública deverão ser inscritas por meio de preenchimento do Formulário de Cadastro de Proposta e de Pessoa Física (ANEXO I) que estará disponível no site www.culturaniteroi.com.br, a partir do dia 22 de janeiro de 2014, até o dia 28 de fevereiro de 2014.

5.2 A inscrição das propostas poderá ser prorrogada por livre decisão da Comissão de Avaliação, caso entenda que seja necessário ampliar o banco de artistas.

5.3 Junto com o Formulário impresso e preenchido deverão ser enviados também cópias dos seguintes documentos do proponente:
Cópia de documento oficial com foto (identidade, carteira de trabalho, carteira de motorista, passaporte ou outro válido em todo território nacional);
Cópia de CPF;
Cópia do comprovante de residência;
PIS/PASEP ou INSS.

5.4 Cada proponente deverá enviar também o Layout, proposta desenhada ou congênere de como ficará a obra ou a intervernção.

5.5 O Formulário, a documentação e os anexos deverão ser encaminhados em envelope único, lacrado, que poderá ser enviado tanto pelos correios como ser entregue diretamente na sede da FAN.

5.6 No envelope deverá constar sempre o seguinte enunciado:


CHAMADA PÚBLICA CULTURA NITERÓI – ARTE EXPRESSA
FUNDAÇÃO DE ARTE DE NITERÓI – PREFEITURA DE NITERÓI
Rua Presidente Pedreira, 98, Ingá, Niterói, RJ
CEP: 24.240-000

5.7 A inscrição será gratuita.

5.8 Não serão aceitas modificações ou substituições de dados e de anexos à proposta depois de finalizada a inscrição.

5.9 O Proponente deverá preencher todas as informações contidas nos formulários, estando sujeito à desclassificação caso estas não sejam verídicas.

5.10 O prazo final para envio (postagem ou entrega presencial) será às 17h do último dia de inscrição.


6. TRIAGEM

6.1 Consiste na verificação, a cargo da Superintendência Cultural da FAN, das informações e dos documentos exigidos por ocasião da inscrição.

6.2 Na etapa de triagem, o proponente que não apresentar todas as informações e os documentos exigidos, ou na condição de os documentos não estiverem em conformidade com os dados apresentados nos formulários de inscrição, poderá ter a sua proposta desclassificada.

6.3 Serão desclassificadas todas as inscrições que não se enquadrem neste regulamento.

6.4 A Superintendência Cultural poderá, se assim desejar, solicitar os documentos faltosos ao Proponente, dando um prazo máximo de 02 (dois) dias para que o mesmo os providencie. O mesmo será aplicado a possíveis erros de preenchimento do formulário.

6.5 Todas as propostas que forem identificados como cumpridores do estabelecido neste edital, ou seja, com documentação completa, preenchimento adequado dos formulários e viabilidade técnica, serão considerados parte integrante do Banco Municipal de Artistas do presente projeto, podendo, assim, serem selecionados para comporem a agenda de atividades.

7. DA SELEÇÃO

7.1 A Comissão de Avaliação será composta por 02 (duas) pessoas indicadas pela Fundação de Arte de Niterói e 02 (duas) pessoas indicadas pelo IBMEC-SOCIAL e terá como função exclusiva nesta chamada pública examinar o conteúdo das propostas de acordo com os critérios estabelecidos nesta Chamada Pública.

7.2 A Comissão de Avaliação é soberana em seus pareceres.

7.3 A Comissão de Avaliação reunir-se-á, ao menos, uma vez para avaliar as propostas.

7.4 Nenhum membro da Comissão de Avaliação será remunerado para este fim.

7.5 Os critérios que nortearão a Comissão de Seleção para avaliação das propostas será o seguinte:
Qualidade artística da proposta apresentada;
Inovação da proposta;
Viabilidade técnica de execução.


7.6 A Comissão de Seleção pontuará as propostas apresentadas seguindo o seguinte critério:
Qualidade artística – de 00 a 10 pontos
Ineditismo da proposta – de 00 a 10 pontos
Desenvolve processos criativos continuados – de 00 a 10 pontos
Experiência do proponente adequada ao objeto da proposta – de 00 a 10 pontos

7.7 Servidores desta Prefeitura, membros da Comissão de Avaliação, membros do IBMEC-SOCIAL e seus parentes até 3º grau não poderão inscrever propostas.

7.8 Não serão aceitas propostas que modifiquem o uso do banco. Também não serão aceitas propostas que contenham conteúdo erótico, pornográfico, descriminatório, preconceituoso e/ou conteúdo religioso.


8. RESULTADO

8.1 A Fundação de Arte de Niterói divulgará o resultado da seleção no site www.culturaniteroi.com.br e no Diário Oficial do Município para conhecimento amplo, contendo a lista das propostas selecionadas com o referido local.

8.2 Após a seleção, sendo o proponente devidamente credenciado no banco de artista do projeto Movimento Arte Expressa, caso o mesmo não deseje mais fazer parte do banco de artista desta Chamada Pública, deverá comunicá-lo por escrito, cabendo ainda possíveis sanções por parte da FAN.

8.3 A sanção que trata o item anterior consiste na proibição de participação do proponente que desistir durante 06 (seis) meses nas próximas chamadas públicas do mesmo objeto.


9. HABILITAÇÃO

9.1 A Fundação de Arte de Niterói e o IBMEC-SOCIAL somente solicitarão documentação complementar necessária à habilitação, bem como o cumprimento das condições de elegibilidade daqueles Proponentes cujas propostas tenham sido selecionadas para contratação. Todas as propostas selecionadas assinarão contrato com o IBMEC-SOCIAL.


10. CONTRATAÇÃO

10.1 A contratação das propostas habilitadas será formalizada através de Contrato de Pessoa Física junto ao IBMEC-SOCIAL.

10.2 Do contrato constará disposição que permita sua rescisão pelo IBMEC-SOCIAL - sem prejuízo de outras sanções contratualmente cabíveis - na hipótese de se verificar atraso na execução da proposta, do qual possa a vir a resultar o adiamento da realização da obra/intervenção arística além do prazo contratual ou em prazo inadequado.

10.3 No caso de inexecução parcial ou total do contratado, aplicar-se-á a mesma sanção mencionada no item 8.3.


11. RECURSOS FINANCEIROS

11.1 No âmbito desta Chamada Pública serão comprometidos recursos oriundos do IBMEC-SOCIAL, que serão captados juntos a iniciativa privada.

11.2 Os pagamentos serão realizados através do IBMEC-SOCIAL.

11.3 O pagamento pela obra/intervenção será de R$ 500,00 (quinhentos reais) liquidos, acrescidos de encargos e impostos.

11.5 Caso tenha algun direito autoral envolvido, ou seja, utilize obras de terceiro pra consecução da sua, os mesmos terão que ser pagos pelo proponente, incluindo sua liberação.

11.6 O IBMEC-SOCIAL disponibilizará equipamentos necessários a execução da proposta. Todos os recursos necessários terão que estar descritos na Ficha de Inscrição (ANEXO I).

11.7 O proponente deverá se certificar que na sua proposta seja plenamente realizável dentro do valor indicado e no ano de 2014.

11.8 A participação na presente Chamada Pública IMPEDE que os Proponentes obtenham outros recursos junto à iniciativa privada ou setor público, utilizando ou não as leis brasileiras vigentes de incentivo à cultura.

11.9 Junto a obra será afixada a logomarca do apoiador (empresa privada que apoiará a iniciativa) e do realizador (Prefeitura de Niterói e IBMEC-SOCIAL), além do QR CODE.

11.10 O IBMEC-SOCIAL, conforme descrito no Memorando de Entendimento, irá manter as obras em perfeitas condições pelo prazo de um ano a contar do ínicio da execução da mesma. Caso ocorra algum sinistro que necessite a troca por completa do banco em questão (como a depredação completa do mesmo), o mesmo será retirado pela Prefeitura para conserto e/ou substituição, não ficando o IBMEC-Social obrigado a refazer a obra artística.


12. PRAZOS

12.1 O Cronograma concernente às etapas de avaliação e seleção das propostas ficará disponível no portal da Secretaria de Cultura/FAN www.culturaniteroi.com.br e será acostado ao processo de Chamada Pública, assim como as alterações que se fizerem necessárias, observando-se prazos razoáveis para a execução das respectivas etapas.


13. DISPOSIÇÕES GERAIS

13.1 É obrigatória a entrega à Superintendência Cultural, até 10 (dez) dias após a divulgação do resultado das propostas selecionados para o apoio, duas fotos do artista ou grupo e release para divulgação.

13.2 Esclarecimentos acerca do conteúdo desta Chamada Pública poderão ser obtidos através do email: supercultural@hotmail.com

13.3 O proponente poderá obter orientação presencial a respeito da inscrição de propostas, preenchimento de formulários e planilhas, bem como sobre todos os processos de editais e chamadas pública na Superintendência Cultural da Fundação de Arte de Niterói. É necessário ligar antes para agendar o atendimento (2621-5050, ramal 224).

13.4 A FAN buscará sempre selecionar o maior número possível de propostas. Porém, a FAN e o IBMEC-SOCIAL se reservam ao direito de não selecionar nenhuma proposta apresentada caso avalie serem inviáveis de realização seja do ponto de vista técnico, seja do ponto de vista financeiro.

13.5 A FAN e o IBMEC-SOCIAL se reservam ao direito de convidar diretamente artistas para apresentações dentro do projeto, nunca ultrapassando 30% do total de selecionados através desta Chamada Pública.

13.6 Quaisquer casos omissos serão resolvidos pela Superintendência Cultural da Fundação de Arte de Niterói.


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Baixe o arquivo zip que contém:
Anexo I - Ficha de Inscrição (.doc)
Anexo II - Locais (.pdf)


Niterói, 22 de janeiro de 2014.

Victor De Wolf
Superintendente Cultural da FAN

André Diniz
Presidente da FAN

Fonte: Cultura Niterói

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Saiba mais sobre a parceria entre a Prefeitura de Niterói e o IBMEC Social para o desenvolvimento do Arte Expressa:

Parceria entre Prefeitura de Niterói e IBMEC Social leva arte para as praças




Lars Grael participa da campanha "Adote Abrolhos"





Com o objetivo de aumentar a proteção da região de Abrolhos, importante para a biodiversidade e a economia brasileiras, a Aliança para a Conservação Marinha - uma parceria entre as ONGs Conservação Internacional (CI) e Fundação SOS Mata Atlântica - lança a campanha “Adote Abrolhos – É do Brasil. É do mundo. É nosso”. Por meio de ferramentas online, como um álbum de figurinhas virtual, e um concurso cultural que selecionará quatro ganhadores para visitar a região, a campanha pretende engajar o público em ações que contribuam para a conservação de Abrolhos, para apoiar à implementação e criação de novas áreas marinhas protegidas e para o desenvolvimento sustentável da pesca e do turismo.

Mais informações em www.adoteabrolhos.org.br. A campanha também pode ser acompanhada pelas redes sociais Facebook.com/adoteabrolhos e Twitter.com/AdoteAbrolhos. Na próxima semana será lançado o álbum de figurinhas virtual e um passo-a-passo de como utilizá-lo.

A campanha foi criada para aumentar a proteção da região com a maior biodiversidade marinha de todo o Atlântico Sul. A área funciona como um berçário das baleias-jubarte, que entre julho e novembro procuram a região para reprodução e amamentação de filhotes. Abrolhos também apresenta as maiores formações recifais do Brasil. No entanto, sofre diversas ameaças, como a pesca excessiva, o desmatamento nas bacias hidrográficas, as mudanças climáticas, entre outras.

Acesse imagens da região clicando aqui.

(Verificar créditos no arquivo "Credito das Imagens-DropBox.doc") “Criamos a campanha pela necessidade de ampliar a proteção da região, melhorar a saúde do nosso oceano e tornar a pesca uma atividade sustentável. Os ambientes marinhos oferecem inúmeros serviços para a sociedade. Por isso, criamos o mote ‘É do Brasil. É do mundo. É nosso’. Precisamos protegê-los com urgência!”, afirma Guilherme Dutra, diretor do programa marinho da Conservação Internacional (CI-Brasil).

O público-alvo da campanha são jovens conectados com as mídias sociais, pessoas sensibilizadas pela causa ambiental, moradores de grandes centros urbanos e da zona costeira, turistas de verão e formadores de opinião. A campanha informará e sensibilizará a sociedade por meio de campanhas publicitárias e um concurso cultural que selecionará quatro ganhadores para visitar a região. Haverá ainda uma petição para pedir apoio dos internautas pelo efetivo funcionamento das Unidades de Conservação (UCs) na região e retomada do processo de ampliação da proteção de Abrolhos com a criação de novas reservas.

“Adote Abrolhos – É do Brasil. É do mundo. É nosso” conta com o apoio de diversas organizações, como a Foundation Veolia Environment e o The Pew Charitable Trusts, além de doadores individuais. Empresas que investem na conservação da região, como a Alpargatas/Havaianas, também ajudaram a tornar possível a realização da campanha. A agência de publicidade Africa foi a responsável pela concepção da campanha e a fez de forma pró Bono, como as atrizes Camila Pitanga e Maitê Proença, que também abraçaram a campanha. Preocupado com a qualidade do bem natural que é base do esporte que pratica, o velejador Lars Grael gravou um vídeo para a campanha.

Com isso, a campanha já começa com o apoio de um importante grupo, como diversas instituições parceiras: Instituto Baleia Jubarte (IBJ), Movimento Cultural Arte Manha, Ecomar, Patrulha Ecológica, Instituto Amigos Reserva da Biosfera, Gambá – Grupo Ambientalista da Bahia, Pangea e da operadora de turismo de Caravelas, Horizonte Aberto. Diversos fotógrafos participarão da campanha, publicando galerias de fotos da região. A primeira será do fotógrafo brasileiro Ita Kirsch.

Veja algumas imagens que compõem a galeria clicando aqui.
Crédito: Ita Kirsch


A região dos Abrolhos

Situada na costa sul da Bahia e norte do Espírito Santo, estendendo-se da foz do rio Jequitinhonha à foz do rio Doce, a região dos Abrolhos tem cerca de 95.000 quilômetros quadrados. A área ainda inclui um mosaico de ambientes marinhos com diferentes tipos de habitats, como os manguezais, praias e restingas.

Entre as principais atividades realizadas por turistas na região estão mergulho para visualização da vida marinha e a observação de baleias. Essas atividades geram renda para mais de 80 mil pessoas que vivem do turismo na área. No entanto, a falta de investimento mina o crescimento do setor. Atualmente o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos recebe menos de quatro mil turistas por ano, gerando R$ 106,71 por dia/turista, em média.

Abrolhos é fundamental para a pesca brasileira e também a região mais abundante em peixes do Nordeste do Brasil. Esta atividade é a principal fonte de renda para cerca de 20 mil famílias de pescadores na região. A região abriga grandes populações de espécies de elevado valor comercial, como badejos, garoupas, vermelhos, lagostas, camarões e caranguejos.

No interior dessa região, a 72 km da costa da cidade de Caravelas, está localizado o Arquipélago de Abrolhos, um conjunto de cinco ilhas: Santa Bárbara (sob controle da Marinha do Brasil, onde está o farol), Siriba, Ilha Redonda, Sueste e Guarita (que pertencem ao Parque Nacional Marinho dos Abrolhos), sendo que é proibido o desembarque nas duas últimas.

Os benefícios das regiões costeiras e marinhas

- Os municípios da zona costeira abrigam 26,9% da população brasileira (50,7 milhões de pessoas);
- Os ecossistemas marinhos produzem oxigênio e absorvem carbono da atmosfera (calcula-se que os oceanos já absorveram 80% do calor adicionado na atmosfera pelo aquecimento global);
- A biodiversidade marinha supre 20% da proteína animal consumida por 1,5 bilhão de pessoas no mundo todo e 15% de outros 4,5 bilhões;
- Os oceanos são a principal via de transporte para o comércio global e abrigam grandes reservas de petróleo e minerais.

Sobre a Conservação Internacional

A Conservação Internacional (CI) é uma organização privada, sem fins lucrativos, fundada em 1987 com o objetivo de promover o bem-estar humano fortalecendo a sociedade no cuidado responsável e sustentável para com a natureza – nossa biodiversidade global – amparada em uma base sólida de ciência, parcerias e experiências de campo. Como uma organização não governamental (ONG) global, a CI atua em mais de 40 países, distribuídos por quatro continentes. Em 1988, iniciou seus primeiros projetos no Brasil e, em 1990, se estabeleceu como uma ONG nacional. Possui escritórios em Belo Horizonte-MG, Belém-PA, Brasília-DF e Rio de Janeiro-RJ, além de uma unidade avançada em Caravelas-BA. Para mais informações sobre os programas da CI no Brasil.

www.conservacao.org
Twitter: @CIBrasil
Facebook: www.facebook.com/ConservacaoInternacional.

Sobre a Fundação SOS Mata Atlântica

Criada em 1986, a Fundação SOS Mata Atlântica é uma organização privada sem fins lucrativos, que tem como missão promover a conservação da diversidade biológica e cultural do bioma Mata Atlântica e ecossistemas sob sua influência. Assim, estimula ações para o desenvolvimento sustentável, promove a educação e o conhecimento sobre a Mata Atlântica, mobiliza, capacita e incentiva o exercício da cidadania socioambiental. A Fundação desenvolve projetos de conservação ambiental, produção de dados, mapeamento e monitoramento da cobertura florestal do bioma, campanhas, estratégias de ação na área de políticas públicas, programas de educação ambiental e restauração florestal, voluntariado, desenvolvimento sustentável, proteção e manejo de ecossistemas.

www.sosma.org.br
twitter.com/sosma
youtube.com/sosmata
facebook.com/SOSMataAtlantica
instagram.com/sosmataatlantica

Sobre a Aliança para a Conservação Marinha

A Aliança para a Conservação de Ecossistemas Marinhos e Costeiros Associados à Mata Atlântica é uma parceria entre as organizações ambientalistas Conservação Internacional (CI) e Fundação SOS Mata Atlântica em prol do estudo e proteção da costa brasileira. Dentre as atividades e esforços realizados pela parceria, estão: campanhas, estudos científicos e levantamento de dados e cursos de formação. Entre os principais resultados da Aliança, estão: a campanha em prol da criação da Reserva Extrativista (RESEX) Cassurubá, o apoio jurídico aos processos de criação e implementação das RESEX Cassurubá, Canavierias e Corumbau; dois cursos de formação em Monitoramento da Biodiversidade em Unidades de Conservação Marinhas Brasileiras e, em 2010, o lançamento de uma importante publicação sobre áreas-chave para a biodiversidade marinha brasileira, levantando as 59 espécies ameaçadas de extinção em várias regiões do Brasil, além de mapear as ecorregiões prioritárias para a conservação marinha e costeira.

Fonte: CI Brasil