domingo, 16 de dezembro de 2012

Rodrigo Neves e Axel Grael são diplomados na Câmara Municipal de Niterói



O Plenário da Câmara Municipal de Niterói ficou pequeno para abrigar as centenas de pessoas que estiveram presentes, nesta sexta-feira (14.12), à cerimônia de diplomação do prefeito eleito da cidade, Rodrigo Neves, e do seu vice, Axel Grael. A solenidade de entrega dos diplomas aos eleitos foi presidida pelo juiz César Felipe Cury, da Justiça eleitoral de Niterói. Também foram diplomados os 21 vereadores que integrarão a próxima legislatura da Casa, bem como os seus respectivos suplentes. Acompanhado dos familiares, Rodrigo foi diplomado oficialmente prefeito eleito de Niterói às 17h42. Ele agradeceu o apoio dos eleitores e, em seu discurso, demonstrou preocupação com a atual situação financeira do município. Segundo ele, a cidade hoje deve cerca de R$ 400 milhões, além de ter o seu nome inscrito no cadastro de municípios inadimplentes.

Rodrigo reafirmou o seu compromisso de trabalhar duro para recolocar Niterói no rumo do desenvolvimento e disse acreditar que o município tem totais condições de receber o legado deixado pela realização dos grandes eventos que virão, como a Jornada Mundial da Juventude e Copa das Confederações, no ano que vem, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. “Niterói vai sair do isolamento, da paralisia”, resumiu o prefeito eleito, salientando que espera contar com a parceria com os governos federal e estadual. “O povo de Niterói votou pela mudança, não somente sob o aspecto geracional, mas também pelo modelo de gestão. Se nós não mudarmos isso, a cidade vai perder o bonde da história diante da grave crise orçamentária e de gestão que a gente vive.”, discursou Rodrigo, acrescentando que nos próximos dias irá anunciar os detalhes do choque de gestão que pretende imprimir na administração do município.

Ao receber o diploma das mãos do juiz César Cury, Rodrigo foi aplaudido pelo público presente. Ele posou para fotos ao lado da mulher Fernanda Sixel e dos filhos Mayara, Carlos Eduardo e Marina. Rodrigo agradeceu a confiança depositada pelos eleitores, salientando que a partir do dia 1º de janeiro irá governar para todos. Em seu discurso, ele aproveitou para mandar um recado aos 21 vereadores eleitos. Rodrigo falou em parceria, autonomia dos poderes, mas ressaltou o compromisso assumido por todos “pelo bem de Niterói”.

Visivelmente emocionado, vez por outra com a voz embargada, o prefeito eleito agradeceu a presença dos seus familiares, especialmente a do seus pais. “Meu pai durante toda a vida deu aula em Niterói. Ambos têm uma vocação muito grande”, destacou ele, referindo-se ao trabalho de educadores desempenhado pelos seus pais durante toda a vida. Rodrigo falou ainda da origem de sua família, do avô, que segundo informou, veio de Campos na década de 40 para ser presidente do Tribunal de Justiça.

Rodrigo destacou o clima de cordialidade com a atual gestão durante a transição. “A nossa cidade tem problemas muito sérios. Problemas relacionados à mobilidade, à segurança pública.”, lembrou ele, acrescentando que os números passados pela atual administração “são muito preocupantes”. Houve um aumento substantivo do endividamento da cidade”, disse ele, lembrando que Niterói hoje deve cerca de R$ 400 milhões. “A situação hoje é grave do ponto de vista da gestão”.

Rodrigo recordou o início de sua militância polícia, salientando a sua opção pelo trabalho eclesiástico de base, numa época em que costumava percorrer as comunidades carentes da cidade, quando ainda tinha 15 anos. O vice-prefeito, Axel Grael, destacou em seu discurso sua emoção e o desafio de administrar o município. Grael salientou que está preocupado “quanto ao aspecto financeiro da cidade”, mas enfatizou que não tem dúvidas de que a administração comandada por Rodrigo Neves terá pleno êxito. Ele aproveitou para lembrar que a data (14.12) era coincidentemente o dia do aniversário de sua mãe – já falecida. “Tenho certeza que hoje é um dia histórico para nossa família”, discursou Grael.

Fonte: Rodrigoneves13

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Outras fotos de Leonardo Simplício que mais uma vez registrou a cerimônia com a competência habitual:

Ao lado de sua esposa Christa, Axel Grael recebe o diploma de vice-prefeito de Niterói das mãos dos juízes Cesar Curi e Alexandre Chini.

Rodrigo Neves e família comemoram a diplomação como prefeito eleito de Niterói.

Prefeito Rodrigo Neves emociona-se durante o seu pronunciamento no plenário da Câmara de Vereadores de Niterói.

Axel Grael durante o seu pronunciamento no evento de diplomação.

Prefeito eleito Rodrigo Neves participa da Regata Preben Schmidt 2012


A bordo do "Lady Lou", barco de Torben Grael: da esquerda para a direita, Axel Grael, Marcelo Ferreira, Andrea Grael (timoneira) e Rodrigo Neves. Foto de Marcelo Feitosa, O Fluminense.


Torben Grael, Lars Grael, Axel Grael e Rodrigo Neves, a bordo do Aileen, barco que mais antigo do Brasil, que pertenceu a Preben Schmidt e que teve o seu centenário celebrado na regata. Foto de Leonardo Simplício.

Prefeito-eleito de Niterói Rodrigo Neves a bordo do Lady Lou, barco de Torben Grael e que foi comandado na Regata Preben Schmidt 2012 por Andrea Grael. Foto Leonardo Simplicio.  

Velejador Marcelo Ferreira, medalhista olímpico, dá explicações sobre a regata para Rodrigo Neves. Foto de Leonardo Simplício.
 
Barco Lady Lou, durante a Regata Preben Schmidt 2012.


Tripulação do Lady Lou comemora a vitória. Foto de Leonardo Simplício.

Tripulação do Lady Lou comemora a vitória. Foto de Leonardo Simplício.

Da esquerda para a direita, Axel Grael, Rodrigo Neves, Carlos Eduardo (o Cadu, filho de Rodrigo Neves) e Marcelo Ferreira. Foto de Leonardo Simplício.

A Regata Preben Schmidt é uma tradicional competição da vela do Rio de Janeiro e que foi disputada em 2012 com ventos fracos e sob intenso calor.

A Regata Preben Schmidt é uma homenagem a um dos precursores da vela no Brasil, o dinamarquês Preben Schmidt, avô dos velejadores Axel, Torben e Lars Grael. O percurso da prova repete o passeio que Preben realizava quase todos os fins de semana, a bordo do Aileen.

Hoje, a bordo do Lady Lou, a regata contou com a presença ilustre do prefeito-eleito de Niterói Rodrigo Neves, que teve a sua primeira experiência numa competição náutica. O prefeito trouxe sorte à tripulação, que venceu a regata na categoria Barcos Clássicos.


Saiba mais:

Resumo biográfico de Preben Schmidt: a inspiração de gerações da família Schmidt Grael
Regata Preben Schmidt - Aviso de Regata
Centenário do Aileen: um barco de várias gerações
Rio Yacht Club e família Schmidt Grael

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Reduzindo o espaço dos carros, de NY para o Rio de Janeiro

Fabíola Ortiz
24.03.2011


Avenida Rio Branco, antiga Av. Central, 1930. Foto: Peter von Fuss.

A exemplo do que foi feito em Nova York, o centro do Rio de Janeiro poderia implantar um sistema parecido. “Me parece que o exemplo da Times Square poderia ser aplicado para a Avenida Rio Branco para aumentar o espaço do pedestre”, diz José Moulin Netto, vice-presidente do Green Building Council Brasil. Em Nova York, um estudo mostrou que o terço de pessoas que estão nos carros e ônibus ocupam dois terços da via e o que sobra de calçada está sempre lotado. É capaz de chegarmos à mesma conclusão aqui no Rio, especula Moulin. “É parecido com o que a gente experimenta na Av. Rio Branco. Sou propenso a aceitar o seu fechamento total ou parcial”.

No centro do Rio, algumas ruas históricas próximas à Praça XV e ruas estreitas transversais à Rio Branco como a Rua do Ouvidor, já se tornaram ruas exclusivas de pedestre. Mas o desafio será bloquear a Rio Branco, antiga Av. Central e marca da reforma urbana empreendida no início do século XX pelo então prefeito Pereira Passos. A avenida continua sendo uma das principais artérias do Centro, ligando a Praça Mauá, no porto, à Cinelândia. Nos seus 1.800 metros de extensão por 33 de largura circulam quase dois mil ônibus todos os dias

De acordo com o projeto Rio Verde, da prefeitura, o plano é fechar a Avenida Rio Branco e adjacências para carros e ônibus e transformar esse conjunto num enorme parque urbanístico com dois milhões de metros quadrados, compreendido entre o quadrilátero das avenidas Rio Branco — desde a Presidente Vargas –, Av. Passos, Beira Mar, Presidente Antônio Carlos, República do Paraguai e Rua 1º de Março. Para testar o plano, já foi feito uma experiência no dia 26 de junho de 2010, um sábado.

Dados da prefeitura indicam que cerca de 36% dos gases tóxicos que poluem a Rio Branco provém de ônibus e carros. O fechamento melhoraria a qualidade do ar e transformaria a via num enorme calçadão de pedestres, com chafarizes, quiosques, arborização e mobiliário urbano especial. As linhas de ônibus seriam remanejadas. Haveria uma redução de 70% da frota e, em complemento, seria adotado o transporte com veículos elétricos de grande porte.

Para reduzir o fluxo diário de carros no centro, uma das soluções possíveis é a adoção do pedágio urbano: cobrança de tarifa para quem quiser usar um veículo privado na região. “Eu pessoalmente acho muito boa a ideia de pedágio urbano. A gente tem que, de alguma maneira, penalizar o transporte individual em automóvel e promover e valorizar o transporte coletivo”, disse Moulin.

Mas não é fácil aprovar tal medida. Até mesmo em São Paulo, a maior metrópole da América Latina, onde a necessidade de melhorar a mobilidade de 6,5 milhões de automóveis é urgente, criar um imposto sobre a circulação de carros enfrenta “dificuldades homéricas”.

Fonte: O Eco

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Desmatamento da Amazônia emite mais do que o dobro de CO2 dos carros



Gases de efeito estufa liberados durante o processo de desmatamento da Amazônia foram mais volumosos do que os emitidos pelos carros de passeio no Brasil

O desmatamento registrado na Amazônia entre 2011 e 2012 resultou na liberação de 245,3 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera, mais que o dobro de todas as emissões provenientes de carros e veículos de passeio leves no Brasil, no mesmo período (121,6 milhões de toneladas). As informações são da organização não-governamental Imazon.

Segundo o pesquisador sênior do Imazon, Paulo Barreto, afirmou ao G1, mesmo com o registro de queda recorde no desmatamento da Amazônia Legal em 2012, os efeitos da destruição da mata persistem, como a emissão de CO2.

Barreto fez o cálculo com base no monitoramento anual feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que indica que de agosto de 2011 a julho de 2012 houve o desmatamento de 4.656 km² de floresta, área equivalente a mais de três vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Os dados foram divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente no fim de novembro.
Para Barreto, é essencial ampliar medidas bem-sucedidas para proteger a floresta amazônica, como melhorar a eficácia da fiscalização e demarcar e vigiar as unidades de conservação e as terras indígenas.
O tamanho do desmatamento é 27% menor que o registrado anteriormente, no período entre agosto de 2010 e julho de 2011 (6.418 km²). Foi a menor taxa desde que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) começou a fazer a medição, em 1988.

Metodologia de pesquisa

Além do Prodes, Barreto levou em conta previsões do Imazon sobre a emissão de CO2 por km² de floresta destruída e dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), de outubro de 2012, que apontam a existência de 41,9 milhões de carros e veículos leves no país. O levantamento foi apresentado no sexto Encontro do Fórum Amazônia Sustentável, realizado na última semana em Belém (PA).

O pesquisador observou que o cálculo das emissões por veículos desconsiderou que existem carros movidos a álcool e outros combustíveis que não utilizam gasolina, o que indica que o valor relativo aos veículos está superestimado. Foram desconsiderados caminhões e motos. "Se você incluir o etanol, a comparação seria ainda pior para o lado do desmatamento", ponderou.

Barreto diz ter feito a conta "considerando, em média, que eles [os veículos] rodam 30 mil km por ano". Em média, cada veículo emite 2,9 toneladas de CO2 equivalente, levando em conta apenas os movidos a gasolina, de acordo com os cálculos do pesquisador.

Comemoração comedida

"Acho que tem que comemorar que o desmatamento caiu 27%, mas o número restante ainda é muito alto", apontou pesquisador. Para ele, a destruição da floresta amazônica não está contida.

Para Barreto, é essencial ampliar medidas bem-sucedidas para proteger a floresta amazônica, como "melhorar a eficácia da fiscalização" e "demarcar e vigiar as unidades de conservação e as terras indígenas". A fiscalização deve agir principalmente "por meio do confisco de bens e equipamentos envolvidos em atividades ilegais", defendeu o pesquisador.

Fonte: Ecodesenvolvimento

Setor saúde consome cerca de 10% da energia mundial



A missão do Projeto Hospitais Saudáveis (PHS) é transformar o setor da saúde num exemplo para a sociedade em aspectos de proteção ao meio ambiente e à saúde do trabalhador, do paciente e da população em geral.

O centro de estudos da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) realizado em 5 de dezembro reuniu dois temas: Agenda global para os hospitais verdes e saudáveis e Agenda Ambiental da Escola. A relevância do assunto é pertinente. “Quase 10% da energia mundial é consumida pelo setor saúde. Então, é óbvia a necessidade de investir em energias alternativas”, afirmou Vital Ribeiro, arquiteto da Divisão de Meio Ambiente do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo. Já Rejane Tavares, coordenadora-adjunta da Comissão de Gestão Ambiental da Escola, informou que a agenda ambiental proposta pela Ensp está aliada ao Plano Quadrienal da Fiocruz e ao Programa Fiocruz Saudável. “A instituição assume o compromisso socioambiental de incorporar princípios e critérios de gestão ambiental em suas atividades rotineiras”, disse.

"... o consumo de recursos naturais e a poluição movimentaram R$ 342 bilhões, aproximadamente 6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, em 2011".

Sobre os impactos ambientais do setor da saúde, Ribeiro informou que o consumo de recursos naturais e a poluição movimentaram R$ 342 bilhões, aproximadamente 6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, em 2011. Desse montante, cerca de 50% foram gastos com produtos, equipamentos, tecnologia, energia, água, instalações e edificações. “Não se trata apenas de diminuir o lucro, valorizar o bem-estar, respeitar as culturas, proteger as florestas. Falamos da convergência do setor da saúde. Desenvolvimento sustentável é colocar o ser humano no centro da questão”, disse.

Segundo Ribeiro, a missão do Projeto Hospitais Saudáveis (PHS) é transformar o setor da saúde num exemplo para a sociedade em aspectos de proteção ao meio ambiente e à saúde do trabalhador, do paciente e da população em geral. “A sociedade espera do setor da saúde atitudes, posições, opiniões a seguir”. O PHS, que existe desde 2008, é uma associação sem fins econômicos com objetivo de ser o ponto focal para o Saúde Sem Dano (SSD) no Brasil. Criado há cerca de 16 anos nos Estados Unidos, o SSD trabalha na mesma linha do PHS, mas se desenvolveu como uma organização internacional que, hoje, está presente em mais de 50 países. No Brasil, o PHS já conta com mais de 200 membros individuais, 17 hospitais e 4 sistemas de saúde que somam mais outros 80 hospitais. Em setembro de 2013, ocorrerá o próximo seminário do PHS.

Durante o centro de estudos, Rejane apresentou a proposta da Agenda Ambiental da Ensp. Ela explicou que o compromisso ambiental das instituições públicas começou com a Conferência Rio 92, cujo principal documento, intitulado Agenda 21, estabeleceu os padrões sustentáveis de desenvolvimento e consumo para todas as nações. Para fomentar a Agenda 21, foi criada pelo governo federal a Agenda Ambiental da Administração Pública (A3P), cuja missão é sensibilizar os gestores públicos para a importância das questões ambientais e incorporar princípios e critérios de gestão ambiental.

A proposta da Agenda Ambiental da Ensp tem quatro eixos estratégicos: ecoeficiência; qualidade de vida; gerenciamento integrado de resíduos sólidos; e transparência, comunicação, sensibilização e sustentabilidade. Entre os vários objetivos da agenda estão: incentivar o uso racional dos recursos; adquirir produtos e contratar serviços com critérios socioambientais; estimular o deslocamento saudável e a alimentação saudável; integrar as ações de biossegurança e saúde do trabalhador aos princípios da gestão sustentável; reduzir o volume de resíduos; promover o descarte seletivo; e aprimorar o conhecimento e difundir a informação entre os profissionais.

Rejane citou alguns bons exemplos que já foram implementados, como o convênio com a Eletrobras, em 2008, que promoveu a troca de aparelhos de ar-condicionado com vistas à economia de energia. “A Ensp já compra produtos atóxicos, biodegradáveis, sem amianto. Também consultamos o Ibama quando compramos mobiliário, para saber da procedência do material utilizado pela empresa fornecedora”, informou. Outra iniciativa lembrada foi o Projeto Pedalando pela Sua Saúde, pelo Nosso Planeta, cujo objetivo é estimular a adoção de bicicletas como transporte interno no campus Fiocruz. Foram disponibilizadas 24 bicicletas divididas em dois bicicletários instalados dentro do campus da Fiocruz. A escola também faz coleta seletiva do lixo em parceria com a Diretoria de Administração do campus (Dirac). Por fim, Rejane anunciou que, em 12 de dezembro, será lançado o livro Compra sustentável (Fundação Getulio Vargas), no qual se relata a experiência da Ensp.

Informe Ensp / Agência Fiocruz de Notícias, publicado pelo EcoDebate, 13/12/2012

Fonte: EcoDebate

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Secretaria de Energia de SP lança Atlas Eólico


A publicação deve incentivar a geração de energia eólica em SP, principalmente em algumas cidades do interior. Foto: Divulgação

A Secretaria de Energia de São Paulo elaborou um mapa para analisar o potencial eólico do Estado. Lançado na última sexta-feira (7), pelo Governo, o Atlas Eólico indica que os ventos podem suprir o consumo anual de cinco milhões de residências.

O documento, elaborado pela Secretaria de Energia, concluiu que o Estado de São Paulo tem capacidade de gerar até 13.000 GWh por ano. Caso todas as condições esperadas sejam atendidas, a potência instalada deverá atingir, aproximadamente, 4,7 mil MW.

O objetivo da publicação é incentivar a geração de energias limpas e renováveis no Estado, que oferece condições favoráveis à instalação de turbinas eólicas, principalmente em algumas cidades do interior. De acordo com o Atlas Eólico, as cidades de Bauru, Campinas e Sorocaba têm a maior vocação para a geração de energia através dos ventos. Além de serem favorecidas pelas condições climáticas, estas localidades têm alto índice de desenvolvimento no interior paulista.

Outro fator importante para o mercado de energias renováveis é que a maior parte dos dispositivos de geração eólica é produzida no Estado, e, por isso, o custo de implantação desta tecnologia será menor. De acordo com a Secretaria da Energia, o aproveitamento do potencial eólico de São Paulo poderá gerar um investimento de R$ 14 bilhões. A Secretaria também estima que surgirão 50 mil empregos no setor energético.

Atualmente, 55% do total da energia produzida em São Paulo derivam de fontes limpas. Mas, segundo Geraldo Alckmin (PSDB), governador do Estado, as renováveis deverão preencher 69% da matriz energética até 2020.

A medição foi realizada por meio de oito torres instaladas em diferentes regiões, com uma metodologia que permitiu mapear todo o Estado. Vale lembrar que, além do potencial eólico, a cidade de Campinas já conta com a Usina Tanquinho, a maior geradora de energia solar do Brasil. Com informações da Secretaria de Energia de São Paulo.

* Pubilcado originalmente no site CicloVivo.  

Fonte: Envolverde

domingo, 9 de dezembro de 2012

Mesmo em crise, Europa debate reforma tributária com critérios sustentáveis

Uma nova legislação tributária que promova a sustentabilidade e a justiça social

Apesar da grave crise que afeta a Europa, alguns setores da sociedade de países afetados como a Espanha aproveitam o momento de reflexão para buscar soluções para a reconstrução de suas economias e para manter avanços para a sustentabilidade. O texto abaixo registra o esforço de trazer o debate sobre uma reforma fiscal que promova o desenvolvimento de práticas sustentáveis.

O debate é oportuno também no Brasil, no momento em que se procura soluções para a sua anacrônica legislação tributária, que provoca forte concentração da arrecadação no âmbito federal e pesada oneração, afetando a competitividade da nossa economia. Até agora, temos visto tímidas medida, mas cresce a cobrança por uma reforma tributária mais ampla, que corrija antigas distorções. Os ajustes ora praticados ocorrem de forma emergencial, com desonerações pontuais que buscam dinamizar setores estratégicos da economia, combatendo assim o risco de estagnação econômica.

A inclusão de critérios de sustentabilidade nos debates sobre a reforma tributária no Brasil é indispensável e busca de soluções criativas para um sistema fiscal que promova valorize as transformações das nossas cidades para uma realidade com mais qualidade ambiental e justiça social é inadiável.

O tema interessa ao Brasil como um todo, mas em especial às cidades brasileiras.

Axel Grael

Edificações verdes e outras iniciativas sustentáveis devem ser estimuladas através de mecanismos fiscais.
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Por una "revolucionaria" reforma fiscal que incentive las actividades con menos impacto ambiental

En concreto, se trataría de introducir "una verdadera fiscalidad verde" en el país, que incentive el uso más eficiente de los recursos y penalice las actividades más contaminantes.

Una profunda reforma fiscal sería necesaria para incentivar las actividades con menor impacto ambiental y, además, esta debería ser socialmente justa, según se recoge en las principales conclusiones del Congreso Nacional de Medio Ambiente (CONAMA), que se ha celebrado esta semana en Madrid.

En concreto, se trataría de introducir "una verdadera fiscalidad verde" en el país, que incentive el uso más eficiente de los recursos y penalice las actividades más contaminantes, asegurando "una redistribución justa" de las rentas para no perjudicar a los más desfavorecidos. Tras esta idea, aparecen, en este orden, la promoción del consumo de productos locales con menor huella de carbono; la regulación del balance neto para favorecer que los particulares generen su propia energía; y la creación de "bancos de hábitats" para financiar proyectos de conservación.

Junto a estas propuestas, figuran otras como ayudar a establecerse a nuevos agricultores en entornos rurales y la periferia de ciudades; crear nuevas redes de comunicación para aumentar la participación ciudadana en las decisiones; obligar a las entidades bancarias que reciben ayudas públicas a tener en cuenta parámetros sociales y ambientales; fijar el pago de tasas de recogida de residuos sólidos urbanos en función de la calidad de la separación; fomentar la colaboración público privada en la gestión de los bosques; o activar ayudas a la eficiencia energética para apoyar la rehabilitación.

Además, hay planteamientos como incluir el coste energético de las casas en su valoración de mercado; introducir "peajes inteligentes" que promuevan el transporte colectivo y el uso de vehículos de bajas emisiones; establecer un IVA reducido para los biocombustibles sólidos y las calderas de biomasa; impulsar planes de eficiencia para reducir la huella de carbono de los edificios de uso público; y dar a conocer los consumos medios de los edificios para promover la eficiencia.

DONACIÓN AL PROYECTO EFFIPEOPLE

Asimismo, en la ceremonia de clausura, la Fundación Conama ha anunciado que donará el dinero normalmente previsto para los regalos de los ponentes al proyecto de emprendimiento EffiPeople, una plataforma tecnológica de eficiencia energética que promueve una nueva relación entre las compañías energéticas y sus clientes, aportando valor al control y reducción del consumo de energía. El proyecto ha sido elegido por los propios ponentes entre las tres opciones seleccionadas por la Red Emprendeverde, que está coordinada por la Fundación Biodiversidad.

Por otro lado, los organizadores han querido destacar otros proyectos presentados en el CONAMA, como el 'Ecómetro', una herramienta 'open source' para la evaluación ambiental de edificios; un proyecto de custodia del territorio llevado a cabo en la isla de Menorca; un grupo de juego en la naturaleza para niños de entre 3 y 6 años, denominado 'Saltamontes'; el portal de empleo 'Enviroo', que está especializado en medio ambiente; o el proceso participativo en la mejora del barrio de Hospitalet Llobregat.

En el acto de clausura, el presidente de la Fundación Conama, Gonzalo Echagüe, ha afirmado que este CONAMA ha sido "el mejor". Por su parte, la alcaldesa de Sant Cugat, Mercè Conesa, ha anunciado que el próximo CONAMA local será en esta ciudad de Barcelona. Junto a ellos, han estado el secretario de Estado de Medio Ambiente, Federico Ramos, y el secretario general de Cooperación Internacional para el Desarrollo, Gonzalo Robles.

Tras lo cinco días de congreso, se han contabilizado cerca de 7.000 asistentes, 150 actividades y más de 800 ponentes. Además, en él han participado 1.800 entidades, entre empresas, ONG, ayuntamientos u organizaciones y se han producido 349 reuniones empresariales en un día medio.  

Fonte: Ecoticias

sábado, 8 de dezembro de 2012

Pronunciamento do negociador-chefe das Filipinas emocionou participantes da Conferência do Clima em Doha

"If not us, then who? If not now, then when, if not here, then where?" 
Naderev “Yeb” Saño



Na reta final da COP 18, discurso emocionado do negociador-chefe da delegação filipina leva plateia do Centro de Conferências às lágrimas.

Filipinas: uma mensagem de esperança em momento-chave

Nathália Clark*

A algumas horas do fim da 18a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, os nervos parecem ter se acalmado em algum sentido. Talvez seja por estarmos todos cansados e faltar agora muito pouco para voltarmos para casa. Ou pode ser apenas o silêncio que precede a tempestade. A atmosfera carregada do Centro de Conferência e a tensão pela qual os negociadores têm passado nos últimos dias provocou grandes emoções nesta quinta-feira (06).

Finalmente fomos recompensados por toda a exaustão de acompanhar as discussões da COP-18, muitas vezes varando madrugada. Tivemos o prazer de presenciar ontem o momento mais marcante dessa conferência, quando o negociador-chefe da delegação filipina, Naderev “Yeb” Saño, se comoveu ao fazer um apelo sincero e genuíno aos países por mais responsabilidade e ambição.

Ele foi aplaudido de pé e arrancou lágrimas de quem o assistia no plenário de fechamento dos trabalhos técnicos sobre o Protocolo de Kyoto. Jovens ativistas, nós o recebemos em fila e com mais aplausos na saída do plenário. Fomos retribuídos com um abraço solidário daquele que já representa um alento de esperança no mundo da diplomacia climática.


Negociador-chefe da delegação filipina, Naderev “Yeb” Saño, faz discurso emocionado na COP 18. Foto: Divulgação/IISD

Yeb Saño pediu intensamente que os ministros tomem suas decisões com base na necessidade de sete bilhões de pessoas, não na vontade de alguns poucos políticos. “Eu peço a todos, por favor, sem mais atrasos, sem mais desculpas. Deixem que Doha seja lembrada como o lugar onde encontramos a vontade política para mudar as coisas. Por favor, deixem que 2012 seja lembrado como o ano em que o mundo teve coragem para assumir responsabilidades para o futuro que queremos. Peço a todos nós aqui reunidos. Se não nós, então quem? Se não aqui, então onde? Se não agora, então quando?”, discursou.

Enquanto os negociadores de mais de 190 países seguem trancados a quatro paredes tentando resolver – ou fingindo que resolvem –, os problemas dos efeitos do aquecimento global, pessoas de carne e osso morrem por conta de desastres ambientais cada vez mais frequentes e intensos. O furacão Bapho, que atingiu o sul das Filipinas nos últimos dias, já deixou seu rastro de destruição, causando a morte de cerca de 500 pessoas, o desaparecimento de mais 400 e deixando outros 250 mil desalojados.

Ao final da plenária, Yeb Saño confessou que a reação foi inesperada. “Não imaginei que ficaria emocionado dessa forma. Mas são muitos anos de frustração que eu simplesmente coloquei para fora agora. As tragédias que meu povo vive não são eventos isolados, nós experienciamos isso diariamente”, desabafou.

Hoje, os negociadores seguem trabalhando para fechar os detalhes finais dos textos. Questões como financiamento para países em desenvolvimento, equidade, ambição mitigação e adaptação continuam abertas. Dinheiro? Ninguém sabe, ninguém viu. Até agora, o único anúncio de investimento prático veio da Noruega, que decidiu liberar mais 178 milhões de dólares para colocar em prática projetos do Fundo Amazônia. Quanto ao Fundo Verde para o Clima, continua vazio. Já as populações, cheias de vergonha e decepção.



A expectativa é de que a conferência continue fim de semana adentro. E só devemos ter algum resultado concreto no último dia. Enquanto isso, tentamos nos manter fortes em nossas convicções de que ainda há muito o que fazer, e esse é o tempo e o espaço para isso. Não é muito, mas restam algumas preciosas horas para os ministros entregarem pelo menos bons encaminhamentos para o futuro. Tudo o que queremos é que não se percam os esforços conquistados ano após ano até agora.

Essa é supostamente a conferência da mudança. Espera-se a partir do ano que vem o início do debate sobre um novo instrumento, um acordo que visa englobar todos os países, um novo guia. Mas, antes disso, os países precisam honrar seus compromissos, já que a confiança é o pilar que sustenta todo o sistema.

*Nathália Clark foi editora de política de ((o))eco e está acompanhando, de Doha, a COP18 pelo Programa Adopt a Negotiator, da Global Campaign for Climate Action.

Fonte: O Eco

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Niemeyer: a despedida do mestre das curvas


Na síntese genial de Niemeyer, a complexidade da relação homem - natureza simplificada em poucos traços.

De forma recorrente, Niemeyer atribuía a sua inspiração "às curvas da mulher preferida".

Na paisagem perfeita, o traço de Niemeyer conseguiu esculpir uma marca que a valoriza ainda mais.

Da genial criatura surgiu a criação: imagem que projeta Niterói para o mundo.

Catedral de Brasília: apesar de ateu, uma obra prima que retrata a sua visão do sublime. 


O Brasil e o mundo perderam Oscar Niemeyer, celebrado mundialmente como o genial "arquiteto das curvas".

Todos nós fazemos história, cada um na sua própria dimensão e na sua própria escala. Niemeyer teve o tamanho do mundo. Foi uma dessas pessoas raras e iluminadas que, além de fazer diferença ao seu redor, mudou a história.

Ninguém alcança isso sem genialidade, sem ousadia, sem capacidade inovadora, sem desbravar caminhos e sem ter senso de oportunidade. Na sua profissão de arquiteto, não basta ser genial, e Niemeyer soube ser também ser persuasivo para que a sua obra, literalmente, se "concretizasse". O mestre reuniu todas essas condições. Navegou nas ondas da arquitetura modernista, no impulso desenvolvimentista dos tempos de JK e ganhou o mundo graças à justa fama que soube conquistar com a sua obra.

O que nos consola no momento da perda é o legado formidável que ele nos deixa. E nesse aspecto, o niteroiense pode se considerar um privilegiado. A cidade reúne o maior acervo do mestre depois de Brasília.

O Caminho Niemeyer, ainda inconcluso, terá as obras terminadas e os seus equipamentos (Museu de Arte Contemporânea, Terminal de Barcas de Charitas, Teatro Popular, Centro BR do Cinema Brasileiro, Fundação JK, Memorial Roberto Silveira) serão geridos de forma a proporcionar à cidade não apenas a contemplação do seu conjunto arquitetônico, mas o usufruto da sua programação cultural, educacional e turística, na forma como o seu criador idealizou, mas que nunca foi plenamente implementado.

O Caminho Niemeyer será definitivamente integrado à cidade e impulsionará o projeto de revitalização do Centro de Niterói.

Imponente, do lado de cá da Baía de Guanabara, a obra de Niemeyer e o novo Centro de Niterói dialogará com a obra de Calatrava e o Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. De certo, ambas iniciativas se tornarão grandes atrativos culturais durante os Jogos Olímpicos de 2016 e atrairão os turistas que virão ao Rio de Janeiro.

Museu do Vento

Na última vez que estive no escritório do dr. Niemeyer, conversamos sobre a ideia de implantar em Niterói o Museu do Vento. Sonhamos contar a história das navegações, do esporte da vela no Brasil, das mudanças climáticas e de um futuro sustentável com uma presença maior de energias limpas como a energia eólica. Dr. Niemeyer adorou da ideia, salientando que já havia feito coisas parecidas dedicadas ao fogo e à água. Faltava o vento. Não deu tempo, mas estou certo que ele continuará nos inpirando para que isso aconteça.

O mestre nos deixou, mas a sua assinatura estará para sempre entre nós, para o nosso respeito, admiração e celebração.

 

Bons ventos, doutor Oscar. Que o senhor continue sempre a inspirar criativas ousadias!!! 👏👏👏

Axel Grael


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Torben revela preocupação com vela brasileira e a Baía de Guanabara

Torben critica a poluição da Baía olímpica

O velejador Torben Grael teve participação no importante seminário "2016 e o salto do esporte brasileiro" organizado hoje pelo jornal O Globo e que contou com a participação do ministro do Esporte Aldo Rebelo, com o técnico da seleção de vôlei Bernardinho e o técnico da seleção de basquete Rubén Magnano.

Em sua palestra, Torben chamou a atenção para o problema da poluição da Baía de Guanabara. A despoluição foi uma promessa da candidatura olímpica do Rio. O cumprimento da promessa é uma oportunidade, um dever e uma responsabilidade para permitir que o Rio continue sonhando depois de 2016. O não cumprimento desmoralizará a cidade para futuros pleitos e desperdiçará o momento único que temos para conquistar o sonho de toda a população do Rio de Janeiro de ver o nosso cartão postal recuperado.

Axel Grael

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Torben Grael se mostrou preocupado com a raia olímpica para 2016. Ivo Gonzalez / Agência O Globo.

Bicampeão olímpico chegou atrasado ao seminário por conta de saco que plástico ficou preso no leme do barco
RIO – Dono de cinco medalhas olímpicas, sendo duas de ouro em Atlanta-1996 e Atenas-2004, o velejador Torben Grael revelou nesta segunda-feira a sua preocupação com o futuro do esporte e a raia que o Rio de Janeiro pretende usar nos Jogos Olímpicos de 2016.

Torben chegou atrasado no seminário “2016 e o salto do esporte brasileiro” realizado em um hotel em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro, porque um saco plástico ficou preso no leme do barco em que velejava na Baía de Guanabara. O iatista viu a situação como um sinal de alerta para 2016.

- A Marina da Glória continua hoje no mesmo estágio de antes. Essas coisas preocupam a gente. O que aconteceu comigo hoje acontece na competição. Tem um monte de coisa flutuando na Baía de Guanabara, para não dizer outras coisas. Aquilo (o saco plástico) prende e acaba com a performance do barco. Você tem que parar o barco para tirar aquilo e isso pode definir o vencedor de uma competição. Em nível local, isso não é muito importante, mas se acontecer nos Jogos será desagradável - afirmou.

O painel era para o iatista falar sobre o sucesso olímpico da vela. Mas ao contrário disso, Torben preferiu focar nos problemas do presente e do futuro.

- Se os Jogos fossem hoje, (a Baía de Guanabara) seria, com certeza, o local mais poluído da história dos Jogos. Tem um programa de despoluição da Baía que em 20 anos não conseguiu (despoluir). A tarefa agora não será fácil – disse Torben, afirmando que no Pan de 2007 foi adotada uma solução paliativa para diminuir a emissão de poluição no local.

"Se os Jogos fossem hoje, (a Baía de Guanabara) seria, com certeza, o local mais poluído da história dos Jogos".
Ao lembrar do passado, Torben preferiu comparar com o presente e lembrou que os seus filhos hoje têm mais dificuldades para velejar do que ele tinha há 20 anos.

- É uma vergonha que um esporte com os resultados que tem a vela (é o segundo maior medalhista atrás do judô), hoje seja muito mais difícil para os meus filhos fazerem uma campanha olímpica do que foi para mim. Ele (o presidente do COB) acha que não, mas para mim é mais difícil, pois temos as mesmas condições que eu tive e lá fora o pessoal foi para frente. Ou seja, o que era difícil para mim, para eles passou a ser mais.

"É uma vergonha que um esporte com os resultados que tem a vela, hoje seja muito mais difícil para os meus filhos fazerem uma campanha olímpica do que foi para mim".
Torben também lamentou a diminuição do número de pessoas velejando no país. Ele lembra que quando ele começou precisava disputar uma seletiva regional para competir no Campeonato Brasileiro contra mais de 200 barcos.

- Eram 30 barcos do Rio de Janeiro, hoje não tem 30 barcos para o Brasileiro.

"Li uma estatística que o time inglês gastou menos recursos do que nós gastamos no último quadriênio".
E defendeu que os maiores incentivos sejam voltados para os esportes olímpicos.

- Temos várias competições que eu não sei se deveriam estar debaixo do guarda chuva da lei de incentivo como o UFC, rampa de skate, uma série de coisas que tem gente pagando ingresso, televisão. Ela devia ficar mais direcionada aos esportes olímpicos. Li uma estatística que o time inglês gastou menos recursos do que nós gastamos no último quadriênio, o que não faz sentido ao ver o resultado deles e o nosso (em Londres) – concluiu.

Fonte: O Globo