sábado, 16 de janeiro de 2021

Economia Solidária promete ser um dos eixos da retomada econômica em Niterói




Me reuni com o deputado estadual Waldeck Carneiro e com a equipe do Fórum da Economia Solidária de Niterói para conversar sobre o desenvolvimento dessa atividade que é muito forte na cidade. A nossa Feira de Orgânicos no Campo de São Bento, por exemplo, é a maior do estado do Rio. Niterói já possui avanços importantes, como a Casa Paul Singer, a chamada Casa Azul, criada pela Prefeitura de Niterói em 2018, e que é uma iniciativa pioneira da cidade. Um espaço que realiza cadastramento, capacitação, organização e inserção dos produtores locais em diversas frentes econômicas. 

A ideia é, no próximo dia 20, quando a criação da Política Municipal de Economia Popular e Solidária completar um ano, instalar o Conselho Municipal de Economia Solidária na cidade para ajudar a consolidar a política e fazer com que ela se desenvolva cada vez mais. Depois, no dia 24 de março, data do aniversário de Paul Singer, grande nome da economia solidária no país, vamos realizar a primeira reunião do conselho estabelecendo uma agenda e um cronograma de atuação para 2021. 

Niterói tem uma militância, uma experiência acumulada nessa área que é uma boa oportunidade nesse momento de retomada da economia. Fortalecer essas atividades integra a nossa estratégia.

Estar com os militantes da economia solidária sempre me faz lembrar das aulas que tive com duas grandes figuras, ambos austríacos e que migraram para São Paulo, onde tornaram-se pesquisadores da USP. Um deles foi o economista e grande teórico da Economia Solidária, Paul Singer, maravilhosa oportunidade que me foi concedida como participante do programa Leadership for Environment and Development - LEAD (participei entre 2007 e 2002), organizado no Brasil pela Associação Brasileira de Desenvolvimento de Lideranças - ABDL. A ABDL tinha a coordenação do outro grande nome, o professor Henrique Rattner, sociólogo e especialista em meio ambiente e sustentabilidade, uma das mentes que mais marcaram a minha formação. 

Axel Grael


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Economia Solidária promete ser um dos eixos da retomada econômica em Niterói


Recebi os integrantes do Forum de Economia Solidária de Niterói para discutir o avanço desta agenda em Niterói.


13/01/2021 – O prefeito de Niterói, Axel Grael, se reuniu nesta quarta-feira (13) com o deputado estadual Waldeck Carneiro e agentes do Fórum da Economia Solidária em Niterói para discutir e traçar metas para essa atividade, que promete ser um dos eixos da retomada da economia na cidade. O deputado é presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Economia Popular Solidária da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Axel Grael destacou que fortalecer a economia solidária é parte da estratégia de retomada da economia em Niterói.

“Me reuni com a equipe do Fórum da Economia Solidária de Niterói e conversamos sobre o desenvolvimento dessa atividade que é muito forte na cidade. A nossa Feira de Orgânicos no Campo de São Bento, por exemplo, é a maior do estado do Rio. Niterói tem uma militância, uma experiência acumulada nessa área que é uma boa oportunidade nesse momento de retomada da economia. Fortalecer essas atividades faz parte da nossa estratégia”, relatou o prefeito.

Representante da economia solidária na Alerj, o deputado Waldeck Carneiro, falou da importância desse primeiro encontro e do que representa a economia solidária para Niterói.

“Eu considero muito importante que o prefeito tenha recebido o Fórum Municipal de Economia Solidária de Niterói, a primeira agenda em que ele recebe um coletivo organizado da cidade, nos primeiros 15 dias de governo. Isso revela uma disposição muito favorável do Axel Grael de dialogar com o movimento social e, sobretudo, de fortalecer a política de economia solidária. A reunião foi importante para que a gente possa partir dos avanços que Niterói já tem, e temos avanços importantes, como a Casa Paul Singer, que pode ser muito potencializada”, ressaltou o deputado.

O prefeito Axel Grael assumiu o compromisso de instalar o Conselho Municipal de Economia Solidária na cidade que, segundo ele, vai ajudar a consolidar a política e fazer com que ela se desenvolva cada vez mais.

“A ideia é, no próximo dia 20, quando a criação da Política Municipal de Economia Popular e Solidária completa um ano, instalar o conselho. Depois, no dia 24 de março, data do aniversário de Paul Singer, grande nome da economia solidária no país, realizarmos a primeira reunião do conselho estabelecendo uma agenda e um cronograma de atuação para o ano”, destacou o prefeito.

De acordo com Waldeck Carneiro, Niterói já tem a lei que instituiu o sistema municipal de Ecosol que, inclusive, cria o conselho municipal de economia popular solidária em Niterói.

“Um dos compromissos assumidos pelo prefeito foi, num curto espaço de tempo, instalar o conselho municipal, um órgão colegiado que define os critérios e as regras para a execução do fundo de fomento à economia solidária. Falou-se também de algo muito importante, que é ter ações como parte da política municipal de Ecosol para a formação dos empreendedores solidários, parcerias com a UFF e cursos que podem ser desenvolvidos para melhor qualificar esses trabalhadores, além da questão do fomento financeiro”, disse o deputado.

Economia Solidária – Em funcionamento desde agosto de 2018, a Casa da Economia Solidária Paul Singer, ou “Casa Azul”, como é popularmente conhecida, é o primeiro centro público municipal de referência em economia solidária em funcionamento no estado do Rio de Janeiro. O espaço tem gestão compartilhada entre a SASDH e o Fórum Municipal de Economia Solidária de Niterói, com recursos de convênio firmado com o extinto Ministério do Trabalho/Secretaria Nacional de Economia Solidária.

Para participar das atividades da Casa Azul, o produtor deve se cadastrar para, após triagem, receber atendimento técnico e orientações de marketing; inserção nos espaços permanentes de mostra de produtos, ter acesso a reuniões, formações, oficinas e rodas de conversa, assim como a um calendário de formações sob demanda e outras atividades.

Fonte: Prefeitura de Niterói




sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

NITERÓI PRONTA PARA VACINAÇÃO: Preparação de Niterói para a vacinação contra a COVID-19 é destaque na imprensa

 

A Prefeitura de Niterói estruturou um plano de vacinação, com a definição de 100 locais de aplicação da vacina, incluindo sistemas de drive thru e agendamento através do aplicativo Dados do Bem que estará disponível no momento certo, quando as vacinas chegarem. A preparação das equipes, a logística de armazenamento e distribuição das vacinas e a aquisição das seringas e demais equipamentos necessários para desenvolver o trabalho de imunização da população também estão providenciados.

Dependemos agora da aprovação das vacinas pela ANVISA e a confirmação da distribuição para que a campanha de vacinação tenha início na próxima quarta-feira, dia 20 de janeiro, às 10:00, como informou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, no encontro com prefeitos organizado pela Frente Nacional de Prefeitos - FNP, da qual eu participei.

As providências tomadas por Niterói estão tendo ampla divulgação e recebem elogios na imprensa, como pode ser visto no artigo abaixo do jornal A Tribuna e em outras matérias como as listadas a seguir:

  • SBT: O Secretário de Saúde de Niterói informou, ao vivo, que a cidade já está pronta para iniciar o processo de vacinação no próximo dia 20. “Com a chegada da vacina, em menos de um dia, conseguimos organizar e disponibilizar todo o processo de vacinação, seguindo o Programa Nacional de Imunização”, afirmou Rodrigo Oliveira. Isabele Benito comentou que “Niterói saiu na frente com a logística e compra de seringa”. https://empauta.com/u/vd75c11302904.mp4
  • RJ1: Edimilson Ávila comenta que diante desse momento de vacinação é importante os municípios estarem preparados. Informa que o município de Niterói parece estar mais bem organizado, e comenta que já tem 100 pontos de vacinação preparados no município. Reforça também que a região vai seguir o que diz o Ministério da Saúde, começando a vacinação dia 20 às 10 horas da manhã, de acordo com o planejamento do Governo Federal. https://globoplay.globo.com/v/9181500/programa/?s=0s 
  • G1: Uma reunião agendada para a próxima segunda, com todos representantes dos municípios do Rio, vai acertar detalhes de logística para o início da vacinação contra a Covid-19 no estado. Niterói afirma que a primeira fase da vacina contará com 100 pontos. Na primeira fase, receberão a vacina na cidade: os profissionais de Saúde e idosos que vivem em instituições de longa permanência, como casas de repouso e abrigos. Os idosos acima de 60 anos serão imunizados na própria instituição onde vivem, em horários agendados pela equipe de vacinação da SMS. A vacinação para profissionais de saúde será feita nas unidades onde eles trabalham, sejam públicas ou particulares. Já os profissionais autônomos deverão procurar uma das 54 salas de vacinação da rede básica mais próxima de sua residência, com o documento de registro profissional. https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2021/01/15/veja-o-que-ja-se-sabe-sobre-a-vacina-contra-a-covid-19-no-rj.ghtml

A divulgação de maiores detalhes sobre a vacinação será feita assim que houver a definição da quantidade de doses que o Ministério da Saúde disponibilizará para Niterói. Segundo o ministro, a medida que houver disponibilidade de vacinas, as doses serão distribuídas para os municípios de forma proporcional, sem esclarecer qual será o critério de proporcionalidade.

Mas, independente da quantidade e da data da chegada da vacina, Niterói está pronta para cumprir o seu papel.

Axel Grael
Prefeito


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Vacinação deve começar na próxima quarta, diz Grael





O prefeito de Niterói Axel Grael (PDT) informou que a vacinação contra Covid-19, em todo o país, deve iniciar, simultaneamente, na próxima quarta-feira (20), às 10h. Ele afirma que a informação foi passada pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em reunião por videoconferência com mais de 130 prefeitos, realizada na manhã de quinta-feira (14). De acordo com o Ministério da Saúde se a Anvisa aprovar até domingo serão distribuídas 8 milhões de doses: AstraZeneca e Coronavac.

“Hoje [quinta-feira – 14], mais cedo, participei de uma reunião por videoconferência com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e mais de cem prefeitos, para falarmos do processo de vacinação. A reunião foi promovida pela Frente Nacional de Prefeitos. De acordo com o número de doses que forem recebidas estaremos cumprindo as regras e ordens de prioridade”, explicou Axel em pronunciamento nas redes sociais.

O planejamento de imunização de Niterói terá mais de 100 pontos de vacinação contra a Covid-19 para a primeira fase, que começa na próxima semana. Nesta etapa, receberão a vacina profissionais de Saúde e idosos que vivem em instituições de longa permanência, como casas de repouso e abrigos. A data de início depende da aprovação da Anvisa, que está analisando os pedidos de uso emergencial dos imunizantes, e da chegada, ao Brasil, de doses de vacina já compradas pelo Ministério da Saúde.

Os idosos acima de 60 anos serão imunizados na própria instituição onde vivem, em horários agendados, pela equipe de vacinação da Secretaria Municipal de Saúde. A vacinação para profissionais de saúde será feita nas unidades onde eles trabalham, sejam públicas ou particulares. Já os profissionais autônomos deverão procurar uma das 54 salas de vacinação da rede básica mais próxima de sua residência, com o documento de registro profissional.

Para 2021, segundo o assessor especial do Ministério da Saúde, Aírton Cascavel, já estão contratadas 354 milhões de vacinas, que chegarão de forma escalonada. Ainda de acordo com Cascavel, após as 8 milhões de doses de janeiro, a previsão é de 30 milhões para fevereiro e 80 milhões para abril, assim por diante.

Axel Grael reforçou que Niterói está pronta para iniciar a vacinação. Haverá, na cidade, 54 pontos de vacinação nas unidades de saúde do município, além de drive-thru no Caminho Niemeyer. O início da campanha ainda depende da aprovação, por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do uso emergencial das vacinas Coronavac/Butantan e da AstraZeneca/Fiocruz.

“Niterói está pronta para iniciar a vacinação, com insumos necessários e equipes preparadas. Haverá 54 pontos de vacinação nas unidades de saúde de nosso município, além de drive-thru no Caminho Niemeyer”, afirmou Grael.

O presidente da Frente Nacional de Prefeitos, Jonas Donizette, que representa cidades acima de 80 mil habitantes, explicou nas suas redes sociais que o objetivo da reunião virtual foi cobrar um posicionamento urgente sobre como e quando se dará a imunização dos brasileiros. De acordo com nota da FNP Donizette falou que as doses serão distribuídas para 5 milhões de brasileiros, devido às particularidades nos intervalos de aplicação da segunda dose. A AstraZeneca tem um intervalo maior de três meses e a Coronavac três semanas.

A reunião também tratou sobre outros temas como priorizar os profissionais da educação nesse primeiro lote de vacinação ao invés de deixá-los na quarta fase, como previsto no plano de imunização.

A primeira fase prioriza os trabalhadores da saúde, a população idosa a partir de 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência (asilos e instituições psiquiátricas) e população indígena. A segunda fase inclui pessoas de 60 a 74 anos. A terceira fase prevê a vacinação de pessoas com comorbidades que apresentem maior chance de agravamento da doença (como portadores de doenças renais crônicas e cardiovasculares). A quarta fase abrangerá professores, forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e população privada de liberdade.

OUTRAS CIDADES

A Secretaria Municipal de Saúde de São Gonçalo ainda não foi comunicada oficialmente sobre o início da vacinação contra covid-19. Já em Itaboraí a Prefeitura informou que o município irá seguir o calendário do Plano Nacional de Imunização. Na quinta-feira (14), a Secretaria Municipal de Saúde reuniu os coordenadores das unidades de saúde básica para implementar o cronograma de ações atendendo todas as recomendações do Ministério da Saúde. Na reunião, foi criado também o Comitê Municipal de Acompanhamento da Vacinação composto por profissionais de saúde, com expertise em imunização, para acompanhar o processo.

As prefeituras de Maricá e Rio Bonito foram procuradas mas não se manifestaram até o fechamento dessa edição.

Fonte: A Tribuna







terça-feira, 12 de janeiro de 2021

'Devemos mudar a forma como medimos o que fazemos e dar menos importância ao que dizem os economistas', diz Joan Martínez Alier, economista ecológico



Martínez Alier recebeu o Prêmio Balzan pela 'excepcional qualidade de suas contribuições para a criação da economia ecológica', entre outras razões — Foto: ICTA-UAB


Catalão vencedor do Prêmio Balzan conversou com a BBC News Mundo sobre este ramo da economia, considerado uma crítica à ciência econômica tradicional.

Existem muitos economistas no mundo, mas são raros os economistas ecológicos — o catalão Joan Martínez Alier é um deles.

Um dos fundadores da Sociedade Internacional de Economia Ecológica e seu ex-presidente, ele é um dos mais conceituados especialistas da área. Dedicou toda sua vida acadêmica ao estudo da relação entre os desafios ambientais e a economia, contribuindo ativamente para a promoção do conceito de justiça ambiental.

Professor emérito e pesquisador do Instituto de Ciência e Tecnologia Ambiental da Universidade Autônoma de Barcelona (ICTA-UAB) desde 2010, Martínez Alier teve seu trabalho aclamado recentemente ao conquistar o Prêmio Balzan.

A honraria, concedida desde 1961, é considerada por muitos como o primeiro passo para obter na sequência o reconhecimento da Academia Sueca. A prova disso é que vários vencedores do Prêmio Balzan posteriormente ganharam o Nobel.

Martínez Alier conquistou o Balzan pela "excepcional qualidade das suas contribuições para a criação da economia ecológica", entre outras razões.

Leia a seguir a entrevista realizada pela BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, feita com ele.

BBC News Mundo - O que é exatamente economia ecológica?

Joan Martínez Alier - É uma crítica à ciência econômica tradicional. Há dois pontos principais: você precisa olhar a economia fisicamente, contar os fluxos de energia e matéria-prima (em calorias, joules e toneladas) e não dar importância ao Produto Interno Bruto (PIB), que mistura o que é produção com o que é destruição. O PIB cresce, mas destrói a biodiversidade. Usa carvão, petróleo e gás que produzem excesso de dióxido de carbono e, consequentemente, as mudanças climáticas. Os danos não são subtraídos do PIB.

BC News Mundo - Por que a economia e a ecologia tradicionalmente se dão tão mal?

Alier - Porque, quando a economia industrial cresce, os ecossistemas são destruídos.

BBC News Mundo - Você se considera mais economista ou ecologista?

Alier - Sou um economista ecológico, um dos fundadores da Sociedade Internacional de Economia Ecológica em 1990, autor já em 1987 do livro Economia Ecológica (em inglês, espanhol, japonês etc.) e cofundador das revistas Ecological Economics e Ecología Política em 1990.

BBC News Mundo - O atual modelo econômico está claramente exacerbando o problema das mudanças climáticas e da deterioração do meio ambiente. Como a economia ecológica pode ajudar nesse sentido?

Alier - Mudando a forma como medimos o que fazemos e diminuindo a importância do que dizem os economistas, que mandam demais na política.


Quando a economia industrial cresce, os ecossistemas são destruídos, diz o economista ecológico — Foto: Getty Images


BBC News Mundo - Desde 2012, você lidera o projeto Atlas da Justiça Ambiental, um levantamento que reúne os conflitos ambientais que existem no mundo e que somam atualmente 3.310. O que gera esses conflitos?

Alier - Precisamente o fato de que a economia industrial não é, e tampouco pode ser, circular, mas sim entrópica. Ela busca continuamente novas matérias-primas nas fronteiras de extração, da Amazônia ao Ártico. Seja petróleo, carvão, gás natural, minério de ferro, cobre, soja, eucalipto para celulose, o que for...

Como se sabe, se você queimar carvão ou óleo, não pode queimar duas vezes, não é reciclável. Isso é o que queremos dizer com a expressão mais fundamental da economia ecológica: a economia industrial não é circular, mas entrópica. A entropia é uma palavra de origem grega que os físicos começaram a usar por volta de 1870 para provar que a energia não se recicla.

Quando a economia industrial está em curso, ela inevitavelmente perde energia e matéria-prima. E isso acontece porque a energia que usamos há 200 anos — petróleo, carvão e gás natural — só pode ser usada uma vez.

Vou te dar um exemplo: se você esquentar água na sua cozinha e deixar ferver, pouco tempo depois de desligar o fogão, a água esfria, e para requentá-la, é preciso ligar o fogão novamente. Isso acontece porque a energia se dissipa. E o mesmo acontece com as matérias-primas.

O alumínio, por exemplo, é obtido por meio de uma rocha chamada bauxita, que é bombardeada com muita eletricidade. O alumínio é usado, entre outras coisas, em latas de conserva, das quais apenas 10% a 20% são recicladas, e no caso de outras matérias-primas, o percentual é bem menor. Os materiais de construção usados em obras quase não são reciclados.

Além disso, deve-se ter em mente que, ao queimar combustíveis fósseis como carvão, gás ou petróleo, produzimos dióxido de carbono. E estamos colocando tanto CO2 na atmosfera que ele está se acumulando e produzindo o chamado efeito estufa.

O embate entre economistas ecológicos e economistas acontece porque os economistas agem como se não soubessem de nada disso. Eles falam, por exemplo, de crescimento econômico, quando as reservas de petróleo e gás diminuem, o efeito estufa aumenta e a biodiversidade desaparece.


'Os materiais de construção usados ​​em obras quase não são reciclados', explica Martínez Alier — Foto: Getty Images



BBC News Mundo - Quais são os conflitos ambientais mais urgentes?

Alier - Acredito que são aqueles que acontecem onde há população mais vulnerável, população indígena, gente pobre que não tem poder político para se defender das empresas extrativistas. O pior que eu vi foi a exploração de petróleo da Chevron-Texaco no Equador e da Shell no Delta do Níger, na Nigéria. Mas há centenas de casos semelhantes.

BBC News Mundo - Você prevê que os conflitos ambientais vão continuar crescendo nos próximos anos? Quais serão os mais relevantes?

Alier - Acho que vão seguir aumentando. As fronteiras da extração e da poluição continuam avançando. Chegam a territórios onde há pessoas, que protestam. Em 22 de outubro, mataram uma senhora ecologista, Fikile Ntshangase, em Somkhele, na região sul-africana de KwaZulu-Natal.

Centenas de ambientalistas são vítimas todos os anos, não acho que o número vai diminuir. Mas, se tornarmos esses conflitos mais visíveis, talvez possamos ajudar a reduzir a repressão contra ambientalistas em alguns países.


Para ele, a exploração de petróleo da Shell no Delta do Níger, na Nigéria, é um dos conflitos ambientais mais prementes — Foto: Getty Images


BBC News Mundo - Nos últimos 120 anos, a população humana quintuplicou, enquanto a quantidade de produtos usados ​​por ano pela economia global no processo de produção (da biomassa aos combustíveis fósseis, passando por materiais de construção e metais) aumentou quase 13 vezes. O que isso significa e quais são as consequências?

Alier - Obviamente, a economia não se "desmaterializa", muito pelo contrário. É um bom sinal que o crescimento da população se freie por conta própria— a população humana atingirá um pico de cerca de 9,5 bilhões de pessoas até 2060 e, então, diminuirá um pouco, me parece. Mas o consumo está crescendo muito mais do que a população, pelo menos até este ano pandêmico de 2020.

BBC News Mundo - Cada vez se recicla mais, há mais economia verde, mais economia circular, mais energias alternativas. Isso significa que estamos no caminho certo?

Alier - É que não há mais do que isso, palavras. Há mais energia eólica e fotovoltaica, sem dúvida, mas globalmente elas se somam às fontes anteriores, carvão, petróleo, gás. O uso do carvão aumentou sete vezes no século 20 e continuou a crescer até 2020. Petróleo e gás, muito mais. A nível mundial.

BBC News Mundo - A epidemia de gripe espanhola de 1918 e 1919 deu lugar aos 'anos loucos' de 1920. Será que devemos esperar um consumo desenfreado e selvagem depois que o coronavírus for derrotado? E, caso sim, que consequências isso teria do ponto de vista da economia ecológica?

Alier - Acredito que a pandemia colocou a renda básica universal na mesa do debate político. Porque se a economia não cresce (e acredito que não deva crescer mesmo nos países ricos, porque é um crescimento falso), aumenta o desemprego. As pessoas não têm a renda dos salários. Portanto, você deve dar a elas uma renda que não seja proveniente de salários. Isso deve ser garantido pelos governos federais ou regionais, uma Renda Básica Universal.

BBC News Mundo - O confinamento mostrou que podemos viver consumindo muito menos e também resultou em melhorias para o meio ambiente, ao reduzir a produção e o impacto do homem na natureza. Devemos continuar nessa linha ou o consumo é necessário para sustentar o atual modelo econômico?

Martínez Alier - É preciso aumentar o "consumo" social de assistência médica, de habitação popular. O consumo da moradia social deveria crescer, sem endividar as pessoas e sem despejos criminosos, não acha? O consumo de viagens de avião deve diminuir. A agroecologia deve crescer em detrimento das monoculturas que usam agrotóxicos.

BBC News Mundo - Você argumenta que a pandemia revelou que o PIB é um índice de medida com muitas deficiências. Que deficiências são essas na sua opinião?

Martínez Alier - O PIB se esquece de contabilizar o trabalho gratuito de cuidar das pessoas, o afeto gratuito e as obrigações familiares e sociais gratuitas, isso não entra no somatório porque não se paga no mercado; tampouco o tomate ou o feijão que cultivo na minha horta, caso eu tenha uma, para consumo da minha família e amigos, isso não é somado. O PIB não adiciona atividades que são realizadas fora do mercado e não subtrai os danos ambientais. As empresas quase nunca pagam seus passivos ambientais, é óbvio.

BBC News Mundo - E se o PIB não é um bom indicador, que índice deveria ser usado para avaliar a riqueza gerada por um país?

Martínez Alier - Esta é fácil: devemos usar vários indicadores físicos e sociais. Não apenas um único índice. E não usar a expressão "riqueza gerada", porque colocar mais CO² na atmosfera e destruir a biodiversidade não é exatamente gerar riqueza vital.

Fonte: G1






domingo, 10 de janeiro de 2021

Novo secretário de Educação de Niterói, Vinícius Wu, apresenta prioridades da atual gestão para a pasta

 

Matéria publicada hoje na Coluna "Fome de Quê?", de Ana Cláudia Guimarães, no Globo Niterói, ouviu o secretário municipal de Educação, Vinícius Wu.

Convidei o secretário Wu pela sua experiência na gestão pública e pelos seus conhecimentos em ferramentas tecnológicas para aprimorar a gestão. A educação pública vem avançando em Niterói e, durante a gestão do prefeito Rodrigo Neves, reverteu um processo de declínio e avançou mais de 40% na nota do IDEB, mas ainda há muito por se fazer.

Como bem destacou o secretário, o grande desafio no início da atual gestão é retomar a rotina escolar, evitar a evasão dos alunos e repor o tempo perdido em função do pandemia, que paralisou as atividades presenciais nas escolas.

Também são prioridades seguir avançando na atualização do Plano Pedagógico, no aprimoramento tecnológico e na adequação da rede de equipamentos de educação, para ajusta-la à demanda por vagas de matrícula, onde ainda for necessário, considerando que nos últimos 8 anos foram entregues 26 novas escolas. Niterói é considerada uma das cidades que mais investe em educação no país.

Niterói agora buscará ser destaque também na qualidade da sua educação.

Axel Grael
Prefeito
Prefeitura de Niterói



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Vinicius Wu, novo secretário de Educação de Niterói, quer grupo multidisciplinar para discutir volta das aulas presenciais Foto: Divulgação


Novo secretário de Educação de Niterói vai criar gabinete de crise para tratar da volta às aulas


Uma das prioridades de Vinicius Wu é resgatar alunos que abandonaram os estudos durante a pandemia

Começa o grande desafio de dois anos em um para a nova gestão da Secretaria de Educação de Niterói, comandada por Vinicius Wu (foto), historiador e doutor em Comunicação. Para aprimorar o processo educacional da cidade, recuperar o conteúdo do ano de 2020 e garantir o retorno de professores e alunos de forma segura, será criado um gabinete de crise, integrando outras esferas municipais.

Entre as prioridades de Wu, que analisa experiências de sucesso em outros países e aqui no Brasil, está o resgate de alunos que abandonaram o estudo durante a pandemia:

— Baseio-me em três pressupostos para a retomada das aulas de forma segura: primeiro, ação transversal ao governo. Precisamos de apoio de secretarias como as de Saúde e Assistência Social. O segundo é tornar a escola atrativa, o ambiente, acolhedor, com bom material didático para os alunos. E o terceiro é dar segurança sanitária para que profissionais de educação e alunos retornem. A princípio, o retorno das aulas será de forma híbrida.<SW>

O novo ano letivo está previsto para começar em março. Vinicius Wu quer — assim como há em qualquer cidade com bons resultados em educação — uma gestão profissional na direção das escolas. Para isso, investirá na capacitação de professores e gestores e na criação de bons conteúdos:

— Precisamos resolver questões básicas, com muita segurança e a ajuda de todos. A cidade tem condições de oferecer conteúdos com linguagens de games, por exemplo, criar um ambiente lúdico e atrativo. Podemos criar, no futuro, um studio maker para que professores gravem aulas. Vamos empacotar os conteúdos, pensar em aplicativos, trazer inteligência para nossa escola. Não adianta distribuir equipamentos eletrônicos se não tivermos um conteúdo pedagógico para que os alunos utilizem os aparelhos de forma correta.

O fato é que Wu, conhecido por sua versatilidade e pelo otimismo, encontrou problemas crônicos na Educação de Niterói. A cidade, que tem R$ 700 milhões em caixa, está com o Ideb em 5.5, abaixo da meta nacional, que é 6.1. Niterói está atrás de municípios como Areal (6.0), Búzios (5.8) e Bom Jesus de Itabapoana (6.1), entre outros. Os alunos, que deveriam ser os protagonistas, estiveram, até agora, em segundo plano na rede municipal.

— Não comento sobre gestões anteriores, já que não estava aqui. Eu pretendo, agora, pôr a energia no processo de aprendizado para tentar fazer com que o ambiente escolar esteja voltado para isso. Criaremos um escritório de projetos dentro da secretaria para cobrar prazos, resultados, metas das escolas. Precisamos evitar, a todo custo, que a pandemia sirva à consolidação das desigualdades sociais do Brasil. O resultado não pode ser o aumento da exclusão — diz.

Wu, criador do Gabinete Digital, é vencedor de quatro prêmios nacionais em gestão pública e de três prêmios internacionais, entre eles o do Bird e o da ONU.

Para ele, desejo sorte e sucesso. Se tivermos que esperar a vacinação para tudo entrar em ordem, os alunos vulneráveis ficarão mais um ano sem aula. E sem educação uma cidade não vai a lugar algum.

Fonte: O Globo Niterói

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Comentário do secretário Vinicius Wu na sua página no Facebook:


"No jornal O Globo (Niterói) de hoje falo sobre o grande desafio da educação em 2021: minimizar os efeitos da pandemia sobre a escola pública. Será preciso mobilizar diferentes áreas de governo e investir em tecnologia e inovação. O prefeito Axel Grael tem nos dado todo apoio!

E para enfrentar este período, vamos agir com base em três eixos:

1. AÇÃO TRANSVERSAL: mobilizando diversas áreas governo. É preciso combater a evasão escolar articulando diferentes programas sociais e políticas públicas. As políticas de saúde, assistência social e educação devem ser integradas. Além disso precisamos investir em cultura, esporte e inovação no ambiente escolar promovendo o reencantamento dos alunos em relação às escolas.
2. ACOLHIMENTO: atenção total aos alunos/as no retorno às atividades. Será preciso abraçar, de todas as formas, alunos e professores neste retorno. Um projeto específico de saúde mental nas escolas será necessário. Precisamos oferecer boas condições para o desenvolvimento das atividades pedagógicas e investir no acesso à banda larga de qualidade.
3. SEGURANÇA SANITÁRIA: é preciso proteger os profissionais da educação e alunos/as, consolidar protocolos, oferecer equipamentos de proteção individual, sanitização, materiais de limpeza etc. Em 2020, Niterói se posicionou enquanto referência no combate à pandemia da COVID-19. Vamos enfrentar o tema na educação com a mesma seriedade, responsabilidade e respeito à vida!

Finalmente, vale ressaltar que este é um esforço que deve envolver toda a cidade! Devemos evitar que a pandemia aprofunde as desigualdades em termos de direitos e oportunidades educacionais. Nenhuma criança pode ficar para trás. E é preciso ter uma atenção especial para com os mais pobres. Não podemos permitir que a pandemia amplie ainda mais as desigualdades sociais, econômicas e raciais.

Vamos precisar de todo mundo!"



NITERÓI SEGURA: MAIS UM MÊS COM QUEDA DE INDICADORES DE CRIMINALIDADE EM NITERÓI

 



MAIS UM MÊS COM QUEDA DE INDICADORES DE CRIMINALIDADE EM NITERÓI.

De acordo com os dados do Observatório de Segurança da Prefeitura de Niterói, houve uma queda no geral de 43,43% de registros de roubo de rua em relação ao mês de dezembro de 2019. Niterói também apresentou a maior redução percentual em roubos de veículos no acumulado de janeiro a dezembro, em comparação com os municípios limítrofes, com queda de 62,51% no número de casos. 

A 77ª DP (Icaraí) apresentou uma redução de 80,77% nessa modalidade de crime, no acumulado de janeiro a dezembro de 2020. Nos últimos anos, Niterói promoveu a integração entre as forças de segurança, apostou em inteligência, tecnologia e disponibilizou ferramentas convertendo ações na área de segurança em resultados práticos. Os números nos mostram que a estratégia vem dando certo. 

A segurança pública é de responsabilidade do Governo do Estado, mas seguiremos dando apoio por meio de ações como o Niterói Presente. Vamos manter essa integração, avançar com as ações do Pacto Niterói contra a Violência, disponibilizar todo apoio para quem cuida da segurança na cidade e seguir protegendo o niteroiense.

Fonte: Axel Grael


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Com investimento nas forças de segurança, na prevenção e em tecnologia, Niterói alcança menores índices de criminalidade em 20 anos

31/12/2020 - Niterói tem hoje os melhores resultados em segurança pública dos últimos 20 anos graças a um trabalho planejado e orientado pela Prefeitura, que disponibilizou ferramentas e integrou todas as forças de segurança, o que fez despencar os índices de criminalidade. O Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) da Prefeitura de Niterói, que engloba essas forças de segurança, chegou à marca de mais de 91.500 mil chamadas no número 153, ferramenta de apoio para as forças de Segurança e para a população, atendendo às mais variadas demandas. São cerca de 3.600 chamadas por mês, uma média de 120 por dia.

A redução dos índices de criminalidade nos últimos anos é fruto de um trabalho integrado entre os agentes da Guarda Municipal, Polícia Militar, Polícia Civil, Niterói Presente, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal e Pacto Niterói Contra a Violência, plano de ações, lançado em 2018. Só o Pacto tem investimentos de R$304 milhões, contemplando 18 projetos nos eixos de Prevenção, Policiamento e Justiça, Convivência e Engajamento dos Cidadãos e Ação Territorial Integrada.

“A segurança de Niterói tem hoje os melhores números da Região Metropolitana e o melhor resultado dos últimos 20 anos. Isso é fruto de um intenso trabalho de todos. Não cruzamos os braços e deixamos que o Estado cuidasse da questão da segurança. Buscamos integrar, planejar e ajudar. Niterói não é uma ilha, sabíamos que era um desafio muito grande assumirmos essa responsabilidade, pois a cidade vivia com medo. Não foi um trabalho fácil, mas o retorno nos mostrou que trilhamos o caminho certo”, destacou o prefeito Rodrigo Neves .

Dentre as ações, a Prefeitura criou o Observatório de Segurança Pública de Niterói, a Cidade da Ordem Pública, o Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), o Cercamento Eletrônico e o programa Niterói Presente. Além disso, houve a ampliação do Proeis na cidade; a reforma das delegacias policiais; a reestruturação da Guarda Municipal com aumento do efetivo, valorização profissional e foco na qualificação; e as parcerias com as polícias Civil e Militar para inauguração e reforma de unidades policiais no município. Todas essas providências são apontadas pelo secretário do Gabinete de Gestão Integrada de Segurança, Gilson Chagas, como pontos de extrema importância para a redução dos índices de criminalidade na cidade.

Esses investimentos em segurança pública geraram resultados positivos. O índice de letalidade violenta caiu 31,38% em 2020 em comparação com o ano de 2019. Nos roubos de rua, essa redução foi de 51,94% em relação ao ano passado. Já o roubo de veículos caiu 65,67%.

“Nosso compromisso segue sendo fazer de Niterói uma cidade mais segura para todos, promovendo e integrando os órgãos de Segurança Pública que prestam serviço em nosso município", afirmou o secretário Gilson Chagas.

Cisp - O Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) da Prefeitura de Niterói foi inaugurado em 2015. Atualmente, opera com 522 câmeras, monitorando a cidade 24 horas. Além disso, existem 10 portais de segurança, com leitores automáticos capazes de verificar as placas de veículos em situação irregular nas entradas e saídas do município. O Cisp conta, ainda, com 70 câmeras inteligentes capazes de identificar veículos roubados possibilitando uma ação mais rápida por parte das forças de segurança. As imagens captadas ficam armazenadas em um banco de dados e podem ser requisitadas pelas polícias Civil e Federal para facilitarem as investigações. O Cisp integra as forças de segurança estaduais, federais e municipais, além do Corpo de Bombeiros, NitTrans e Defesa Civil, com guardas municipais treinados, além de policiais militares e demais integrantes do programa.

Niterói Presente e Proeis - Os programas Niterói Presente e o Proeis são resultado de convênios da Prefeitura com o Governo do Estado, em que o Município paga uma gratificação para policiais militares que aceitam trabalhar nas ruas de Niterói nos dias de folga. No caso do Niterói Presente, há um efetivo fixo de policiais, alguns já reformados, além de agentes civis. Os programas pagos pela prefeitura colocam, em média, 448 homens por dia nas ruas, patrulhando a cidade.

O Programa Niterói Presente já atuou em mais de 2.230 ocorrências e ultrapassou a marca de 107 prisões em flagrante. Também foram recuperados 134 objetos roubados e 132 veículos. Os agentes também retiraram 577 foragidos das ruas durante as abordagens, além de colaborar para a prisão de traficantes, em apoio às ações da Polícia Militar.

O programa atende todas as delegacias regionais da cidade nos bairros de Icaraí, São Francisco, Jurujuba, Charitas, Centro, Fonseca, Barreto, Santa Rosa e Região Oceânica. O investimento da Prefeitura de Niterói no programa é de cerca de R$137 milhões por ano.

“A integração com a população é um fator preponderante, de extrema importância, para o êxito do Programa Niterói Presente. Enquanto os agentes do programa atuam em determinadas áreas, a Polícia Militar fica livre para o policiamento ostensivo e de maior potencial ofensivo de segurança. É, sem dúvida, uma integração que, somada ao apoio do Cisp com as câmeras da Guarda Municipal, dão um outro perfil para o trabalho de segurança pública na cidade. Nosso compromisso segue sendo fazer de Niterói uma cidade mais segura para todos, promovendo e integrando os órgãos de Segurança", afirmou o secretário Gilson Chagas."

Pacto Niterói Contra a violência - Um dos diferenciais do Pacto Niterói Contra a Violência é englobar uma série de programas não só de combate à violência, mas com ações sociais e de prevenção. Um dos exemplos é o Programa Escola da Família, criado para fortalecer o vínculo afetivo da gestante com o bebê e com seus familiares. Durante a pandemia, o programa continuou atuando em parceria com o Consultório de Rua. As gestantes em situação de rua foram acolhidas e os primeiros frutos foram positivos, de acordo com depoimento das participantes.

Para ampliar a participação da população, a Prefeitura disponibilizou o site pactocontraaviolencia.niteroi.gov.br. Nesta plataforma, encontram-se todos os projetos e programas e os canais de comunicação que recebem sugestões dos moradores.

“Os números falam por si. Esse pensamento reflete o compromisso com a cidade. O que é feito em Niterói é um exemplo para outras cidades. Um trabalho integrado entre o município e as forças de segurança para que todos trabalhem em prol da população”, afirmou o secretário municipal de Ordem Pública, Paulo Henrique de Moraes .

Em 24 meses, o Pacto Niterói Contra a Violência recuperou cerca de 150 espaços públicos, dando aos moradores de várias comunidades mais opções de lazer e de convivência. No conjunto de programas do Pacto Niterói Contra a Violência estão:

Espaço Nova Geração - Crianças e jovens são protagonistas na prevenção à violência. Em dois bairros da cidade, ganharam o Espaço Nova Geração, resultado da revitalização dos CIEPs do Fonseca e do Cantagalo. Nesses espaços, 1.205 crianças praticam esportes, têm aulas de música, multimídia, arte, literatura, dentre outras atividades. A Prefeitura de Niterói se reinventou na pandemia e manteve essas atividades em um canal exclusivo no youtube. E, pensando no estado emocional dos alunos e dos familiares, foi criado, também, o Tele Acolhimento, com a escuta de psicólogos.

Jovem Eco Social - Além de possibilitar a inclusão social e econômica, os jovens também são convidados a ampliarem o olhar para o meio ambiente, principalmente, na região onde residem. Por meio de educação, profissionalização e práticas em projetos ambientais, o Niterói Jovem Eco Social, parceria da Prefeitura com a Firjan, está capacitando 395 jovens, de 11 comunidades do município, com aulas teóricas e práticas. Eles já visitaram os canteiros de mudas da Clin, a Estação de Tratamento das Águas de Niterói, o Horto do Fonseca e realizaram o replantio do Córrego dos Colibris, no Bairro Peixoto, no Engenho do Mato. Durante a pandemia, as aulas se mantiveram. Para driblar a dificuldade de acesso à internet, os alunos receberam um kit multimídia com 32 aulas gravadas, além de uma apostila.

Mediação de conflitos - O Pacto Niterói Contra Violência está levando a Mediação de Conflitos às comunidades, como forma de prevenção de crimes, em especial os de lesão corporal e ameaças. O Rede Mediar lançou o Desatando Nós, em que especialistas escrevem textos, trazendo à tona os tipos e benefícios da Mediação e, ainda, respondem em vídeos as principais dúvidas das lideranças comunitárias e religiosas.



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Com investimento nas forças de segurança, na prevenção e em tecnologia, Niterói alcança menores índices de criminalidade em 20 anos!

Nossa cidade possui atualmente os melhores resultados em segurança pública dos últimos 20 anos graças a um trabalho planejado e orientado pela Prefeitura, que disponibilizou ferramentas e integrou todas as forças de segurança, o que fez despencar os índices de criminalidade. 

O Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) da Prefeitura de Niterói, operado pela Guarda Municipal e que engloba essas forças de segurança, chegou à marca de mais de 91.500 mil chamadas no número 153, ferramenta de apoio para as forças de Segurança e para a população, atendendo às mais variadas demandas. São cerca de 3.600 chamadas por mês, uma média de 120 por dia. Esses investimentos em segurança pública geraram resultados positivos. 

O índice de letalidade violenta caiu 31,38% em 2020 em comparação com o ano de 2019. 

Nos roubos de rua, essa redução foi de 51,94% em relação ao ano passado. 

Já o roubo de veículos caiu 65,67%. Seguiremos avançando por uma Niterói cada vez mais segura!

Fonte: Prefeitura de Niterói 



NITERÓI GEROU MAIS DE 3.000 EMPREGOS: Políticas de enfrentamento à COVID-19 e à crise econômica mostram resultados


As políticas públicas de Niterói para o enfrentamento da crise sanitária da COVID-19 e as suas consequências para o agravamento da crise econômica do país, são reconhecidas em matéria publicada hoje no jornal O Dia.

A matéria dá destaque às ações de auxílio às empresas e às famílias de Niterói, que têm resultado na proteção ao emprego na cidade e até mesmo no aumento do número de empregos na cidade, como atestam os dados do RAIS/CAGED do Ministério da Economia, que informam que foram criados no município 3.167 novos postos de trabalho com carteira assinada.

Ainda temos um longo desafio pela frente até que a cidade supere todas as dificuldades geradas pela atual crise, mas os dados mostram que estamos no caminho certo e vamos perseverar até que a cidade retome o caminho da prosperidade. Vamos em frente!

Axel Grael
Prefeito
Niterói


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Niterói gera mais de 3 mil empregos em 2020

Empresa Cidadã assegurou cerca de 12 mil postos de trabalho e Niterói Supera e Supera Mais concederam mais de R$ 35 milhões em empréstimos a micro e pequenas empresas da cidade


Niterói foi o terceiro, entre os 92 municípios fluminenses, que mais gerou empregos. Desse total, 1.756 foram gerados em novembro de 2020Imagem Internet



POR O DIA
Publicado 10/01/2021 09:58

Niterói - As medidas de geração de emprego e de renda adotadas pela Prefeitura de Niterói para mitigar os efeitos sociais e econômicos provocados pela Covid-19 contribuíram para a geração de novos postos de trabalho em 2020, mesmo em um cenário de pandemia. Segundo dados da RAIS/CAGED do Ministério da Economia foram criados no município 3.167 novos postos de trabalho com carteira assinada. Niterói foi o terceiro, entre os 92 municípios fluminenses, que mais gerou empregos. Desse total, 1.756 foram gerados em novembro de 2020.

Desde o início da pandemia do coronavírus, a Prefeitura de Niterói desenvolveu várias ações para a manutenção da atividade econômica e preservação dos empregos na cidade. O Empresa Cidadã, inédito no país, foi implementado em abril de 2020. O programa consiste no pagamento de um salário mínimo de pequenas empresas da cidade com até 40 funcionários. Em contrapartida, as empresas se comprometem a não reduzir postos de trabalho.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Fazenda, os setores mais impactados positivamente por esse programa foram os de restaurantes e estabelecimentos de alimentos e bebidas, com mais de dois mil empregos mantidos, em seguida aparece o comércio varejista com mais de 1.380 postos de trabalho assegurados. Ao todo, o programa beneficiou 2.832 empresas de Niterói e manteve cerca de 12 mil postos de trabalho.

“Nenhuma cidade fez o que Niterói está fazendo, é um apoio muito grande que estamos aportando para que as empresas continuem pujantes, gerando empregos e aquecendo a economia da cidade e promovendo o desenvolvimento”, destacou o prefeito de Niterói, Axel Grael.

“Nenhuma cidade fez o que Niterói está fazendo, é um apoio muito grande que estamos aportando para que as empresas continuem pujantes, gerando empregos e aquecendo a economia da cidade e promovendo o desenvolvimento”.


De acordo com o economista Mauro Osório, programas como Empresa Cidadã, Niterói Supera e Supera Mais foram fundamentais para o saldo positivo de empregos observado na cidade.

“Considero de fundamental importância os programas de renda e proteção ao emprego organizados pela Prefeitura de Niterói. Entre estes destaca-se o programa Empresa Cidadã, que gerou um subsídio para empresas que se comprometessem a não diminuir o número de empregados no seu estabelecimento. Este programa gerou uma estabilidade no número de empregos com carteira assinada em 36% dos estabelecimentos de Niterói que tiveram de alguma forma suas atividades restringidas pela política de isolamento social implementadas pela Prefeitura de Niterói”, afirmou o economista.

Assim como os programas sociais de Renda Básica Temporária, Auxílio aos MEIs, da distribuição de cestas básicas e o Busca Ativa, o Empresa Cidadã foi prorrogado por mais três meses.

“A continuidade desses programas até março de 2021 representa um investimento da ordem de R$ 110 milhões. A possibilidade de continuar investindo nesses programas é fruto da excelente gestão que vem sendo adotada pela Prefeitura. Isso abriu espaço fiscal para comportar a continuidade destes benefícios considerando a importância para a manutenção da renda das famílias e dos empregos até a vacinação”, ressaltou a secretária municipal de Fazenda, Marilia Ortiz.

Capital de giro para empresas – O programa de crédito Niterói Supera é realizado em parceria com o Banco do Brasil. Nele os empresários da cidade podem obter crédito com juro zero, carência de seis meses e prazo para pagamento de até 36 vezes. Já o Supera Mais foi desenvolvido em parceria com a AgeRio para atender micro e pequenas empresas com faturamento anual de até R$ 1 milhão. Os juros serão assumidos pela Prefeitura de Niterói, e o tomador do empréstimo terá carência de até 10 meses para iniciar os pagamentos e possibilidade de quitação em até 36 vezes. Juntos, os programas de crédito já emprestaram R$ 35 milhões. Ao todo já foram efetivados mais de 217 contratos de empréstimos.

Para a empresária Marina Almirante, fechar as portas durante a pandemia trouxe um prejuízo bem grande, pois ela havia acabado de inaugurar o espaço que oferece serviços de beleza e estética.

“Fechei um dia antes do decreto, pois havia percebido o quão grave era a situação de risco à saúde dos funcionários e clientes”, explicou. Marina recorreu ao Programa Supera Mais e foi beneficiada com o empréstimo. “Somos uma franquia e além do aluguel do espaço, temos que pagar os royalties da franquia. Então, como vendo serviços e não produtos, não tive nenhuma entrada de capital e por este motivo, se não fosse a ajuda financeira oferecida pela prefeitura, através do programa Supera Mais Niterói, certamente teríamos fechado as portas com um mês de funcionamento. Sou extremamente grata à criação deste programa que me ajudou a sanar o débito dos aluguéis e royalties”, concluiu a empresária.

Todas as pessoas que pegam o empréstimo pelo Programa Supera Mais precisam fazer um curso no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) antes da assinatura do contrato. O curso aborda a questão da gestão financeira das empresas para que elas possam aplicar esses empréstimos da maneira mais eficiente possível para depois devolver os recursos aos cofres da Prefeitura.

Contas em dia e Poupança dos Royalties - O Fundo de Equalização da Receita, conhecido como Poupança dos Royalties, tem sido fundamental para minimizar os efeitos econômicos da pandemia do novo coronavírus. Em maio de 2020, a Câmara de Vereadores de Niterói aprovou uma emenda à Lei Orgânica do Município autorizando o uso de até 70% do valor da poupança dos royalties – cerca de 200 milhões de reais - para o pagamento de programas emergenciais para mitigar os impactos sociais e econômicos decorrentes da pandemia do coronavírus em Niterói.

O Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), divulgado em outubro de 2019, apontou que Niterói tem a melhor gestão de finanças do estado. Elaborado a partir de dados da Secretaria do Tesouro Nacional, o estudo mostra que o município foi o único que apresentou uma gestão fiscal excelente em 2018. Além disso, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s Global Ratings confirmou em 2020 a nota de crédito de Niterói para a mais alta em sua escala nacional: brAAA, com perspectiva estável. A nota reflete a avaliação da agência internacional de que “apesar dos significativos choques externos temporários, a cidade se recuperará gradualmente até 2021 e manterá sólidos resultados e políticas fiscais prudentes”. O resultado aumenta a visibilidade da cidade no mercado internacional e a confiança de novos investidores.

Fonte: O Dia




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Saldo positivo para geração de empregos em Niterói pelo quarto mês consecutivo!

Nos últimos quatro meses, o número de contratações com carteira assinada superou o de demissões na nossa cidade! Vale ressaltar que em novembro tivemos o maior saldo do mês desde a série iniciada 1992, com 1756 trabalhadores admitidos. Ao todo são 3167 novos empregados em quatro meses. 

Essa conquista só foi possível nesse momento de pandemia graças ao Plano de Retomada da Economia, as contas públicas organizadas e ao Programa Empresa Cidadã e o Supera Mais, que são ações responsáveis por atrair investimentos para Niterói, além dos investimos em segurança, que permitiu os melhores resultados dos últimos 20 anos. 

Vamos seguir avançando e mantendo a economia da nossa cidade, como a melhor da região metropolitana!

Fonte: Prefeitura de Niterói







sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

TOMEI POSSE COMO PREFEITO DE NITERÓI: Leia o meu pronunciamento no ato de posse na Câmara Municipal

 





Foi com muito orgulho e senso de responsabilidade que tomei posse hoje como prefeito de Niterói, em solenidade na Câmara Municipal de Niterói.

Sinto-me muito motivado para fazer a nossa cidade seguir avançando, com políticas públicas que melhorem cada vez mais a vida do cidadão e aproxime Niterói de um modelo de sustentabilidade urbana com justiça social.

O meu agradecimento ao prefeito Rodrigo Neves, à minha família - em particular à minha esposa Christa Grael, e cada membro da equipe que vem me acompanhando ao longo dos anos, por permitir que eu chegasse até aqui.

Viva Niterói...!!!

Axel Grael


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DISCURSO DE POSSE COMO PREFEITO DE NITERÓI


Câmara Municipal de Niterói
01 de janeiro de 2021

Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal Milton Cal
Exmo. Sr. Prefeito de Niterói (2013-2020), Rodrigo Neves Barreto.
Exmo. Sr. Paulo Bagueira, vice prefeito de Niterói
Exmos. Srs. Vereadores
Minha querida esposa, Christa Vogel Grael

Demais autoridades aqui presentes

Quero inicialmente expressar o meu orgulho de ter o privilégio de estar aqui, nesse púlpito, vivendo a emoção de estar diante de cada um de vocês, na Cerimônia de Posse como prefeito da minha amada Cidade de Niterói.

Agradeço este privilégio aos mais de 150 mil eleitores de Niterói que me honraram com a confiança para exercer este papel.

Agradeço ao prefeito Rodrigo Neves, líder do nosso projeto político, e de quem tenho o orgulho de ter sido vice prefeito e feito parte da sua equipe de trabalho nos últimos oito anos, período este que a cidade viveu um momento histórico de desenvolvimento e de avanços sociais, urbanísticos e sustentáveis, reconhecidos no país e no exterior.

Agradeço a cada um da minha equipe, atual e passadas, que me ajudaram a construir um legado pessoal que me permitiu chegar até aqui. Se eu tive sucessos, não os alcancei sozinho, mas sempre de forma coletiva, contando com uma equipe, ... uma tripulação..., que me ajudou a colocar tijolinho sobre tijolinho, construindo uma trajetória já de tantas décadas.

"Se eu tive sucessos, não os alcancei sozinho, mas sempre de forma coletiva, contando com uma equipe, ... uma tripulação..., que me ajudou a colocar tijolinho sobre tijolinho, construindo uma trajetória já de tantas décadas".

Sou descendente de um migrante dinamarquês - o engenheiro Preben Schmidt, meu avô materno, que veio para o Brasil em 1924, para ficar 15 dias. Encantou-se por Niterói e decidiu ficar por aqui, instalando-se em uma casa na Estrada (Leopoldo) Fróes, na época, uma localidade erma, de difícil acesso, fora dos limites da cidade. Quando chegou, Niterói passava por profundas obras de urbanização, lideradas por Feliciano Sodré, que dava continuidade à reforma urbana iniciada por Pereira Ferraz, desenvolvidas na década de 1910, com destaque para o aterro do Saco de São Lourenço e a construção do porto de Niterói, que seria inaugurado em 1927.

Lá na Dinamarca, Preben havia sido campeão europeu de hipismo, mas quando aqui chegou e deslumbrou-se com a nossa Baía de Guanabara e decidiu dedicar-se à vela, sendo um dos fundadores do Rio Yacht Club (Sailing) e iniciando a tradição da família no esporte. Quase um século depois, já são oito medalhas olímpicas conquistadas em nome do Brasil e de Niterói pelos netos Torben, Lars e a bisneta Martine. Oito medalhas olímpicas e um prefeito da cidade que ele tanto amou. 

"Sou descendente de um migrante dinamarquês - o engenheiro Preben Schmidt, meu avô materno, que veio para o Brasil em 1924, para ficar 15 dias. (...) Quase um século depois, já são oito medalhas olímpicas conquistadas em nome do Brasil e de Niterói pelos netos Torben, Lars e a bisneta Martine. Oito medalhas olímpicas e um prefeito da cidade que ele tanto amou".

Com Preben aprendi o amor pela ciência. Lembro das aulas que me oferecia enquanto velejávamos sobre geomorfologia (o estudo do relevo) do nosso entorno na Baía de Guanabara. Me mostrava como cada uma das montanhas, enseadas e praias haviam se formado ao longo de muitos milênios.

Por influência do meu avô, por ser velejador e, também por influência do meu pai, Dickson Grael, comecei a atuar como ambientalista em Niterói, no final da Década de 1970. Em uma época em que pouca gente falava sobre meio ambiente e que o termo “sustentabilidade” nem existia (surgiu 20 anos depois), lutei pelo saneamento de Niterói, contra a poluição da Baía de Guanabara, pela proteção das Lagoas de Piratininga e Itaipu, pela criação do Parque Estadual da Serra da Tiririca e tantas outras lutas...

Tornei-me engenheiro florestal, formado em 1983, trabalhei em várias regiões do país (interior da Amazônia, Cerrado, Caatinga etc.). Dentre estas experiências, destaco a oportunidade de ter trabalhado na Área Indígena Nhamundá-Mapuera, no Pará, aprendendo com várias etnias, principalmente com a cultura Wai-wai, sobre os segredos da vida na floresta. Em 1991, a convite do governador Leonel Brizola, assumi o meu primeiro desafio na administração pública: ser presidente do Instituto Estadual de Florestas. Curiosamente, exatamente 30 anos depois, assumo aqui hoje como prefeito de Niterói: janeiro de 1991 / janeiro de 2021. Depois do IEF, fui presidente da FEEMA por duas vezes, fui subsecretário estadual de Meio Ambiente e tantos outros cargos de direção na administração pública.

Falo com orgulho de cada um destes passos da minha trajetória, mas foi em 2012, que a minha vida teve a mudança mais importante. Foi quando aceitei o convite para me candidatar a vice prefeito na chapa do prefeito Rodrigo Neves. Foi um grande desafio. Enfrentamos uma campanha, que por mais confiantes que estivéssemos, considerava-se que era um desafio de êxito improvável. Mas vencemos. Fomos eleitos e começamos a trabalhar na administração municipal em 2013.

Eu digo para vocês, que eu sempre trabalhei muito, mas com o Rodrigo, nunca trabalhei tanto. Pegamos a Prefeitura endividada e saneamos as contas. Recebi a incumbência de Rodrigo para captar recursos para a cidade e trouxemos mais de R$ 1,2 bilhão, quase o orçamento total do primeiro ano da nossa gestão.

"...eu sempre trabalhei muito, mas com o Rodrigo, nunca trabalhei tanto".


Uma cidade que tinha uma média de investimentos nos anos anteriores a 2013, de cerca de R$ 40 milhões/ano, passou a contar com uma média R$ 160 milhões/ano para investimentos em infraestrutura nos anos da gestão do Rodrigo. Foram mais de 550 obras realizadas em oito anos, fora as pequenas intervenções. Para 2020, a previsão de investimentos era de R$ 500 milhões, mas infelizmente fomos surpreendidos pela pandemia o que nos levou a reduzir o ritmo de obras.

Fizemos obras históricas, esperadas há gerações, como é o caso da TransOceânica, que incluiu o Túnel Charitas-Cafubá, e mudou a mobilidade da cidade e até, pode-se dizer, mudou a geografia da cidade aproximando bairros antes distantes. Além da TransOceânica, foram investidos mais de R$ 350 milhões em obras de pavimentação e drenagem na Região Oceânica desde 2013, perfazendo mais de 150 ruas. Em 2020, foram iniciadas obras da segunda etapa de investimentos em pavimentação e drenagem na Região Oceânica, com mais 200 ruas e investimentos também de cerca de R$ 210 milhões.

Por falar em TransOceânica, na agenda da mobilidade, Niterói investiu também no transporte ativo, implantando através do programa Niterói de Bicicleta, mais de 40 km de ciclovias e agora iniciará a implantação de mais 60 km de novas ciclovias na Região Oceânica. Hoje, a bicicleta está definitivamente incorporada no cotidiano da cidade, com um número de ciclistas que já quadruplicou desde 2015. Também cabe destaque algumas obras viárias que resolveram antigos gargalos do trânsito de Niterói, como a Marques do Paraná e agora a Paulo Alves.

Na agenda da resiliência, Niterói tem provavelmente a maior carteira de investimentos em obras de contenção de encostas no país, com cerca de R$ 500 milhões investidos. A isso, somam-se todos os esforços para a modernização da Defesa Civil de Niterói, que já é considerada uma das melhores do país.

Na agenda ambiental, tão vinculada à minha trajetória pessoal, só posso me orgulhar do que estamos fazendo. Nos últimos anos, levamos a cidade a uma posição de destaque em políticas públicas para a sustentabilidade. Em 2014, criamos o programa Niterói Mais Verde, através do Decreto 11.744, e ampliamos a área protegida para mais da metade do território municipal. Quantas cidades podem ostentar isso, ainda mais num contexto metropolitano? E, diferente do que acontece no nosso país afora, onde infelizmente ainda não temos um olhar empreendedor para os parques, que na maioria das vezes existem apenas no papel, aqui as áreas protegidas estão incluídas nas estratégias de desenvolvimento da cidade, seguindo a experiência de outros países, como dos EUA, onde os parques representam 3% do PIB daquele país. Aqui, por exemplo, estamos implantando o Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis, que conta com as mais avançadas tecnologias sustentáveis, como as chamadas Soluções Baseadas na Natureza, que ajudarão a despoluir a Lagoa de Piratininga. O trabalho aqui realizado ganhou reconhecimento numa publicação da FAO, órgão da ONU, que listou numa publicação as melhores experiências mundiais em gestão de florestas urbanas e Niterói está lá.

Com o programa Niterói Jovem EcoSocial desenvolvemos uma política pública que integra a sustentabilidade à inclusão social de jovens de comunidades. Estes participam de esforços de reflorestamento de encostas, gestão de resíduos e ações de defesa civil nas comunidades. Além de tudo isso, participam de cursos profissionalizantes oferecidos pelo SENAI e financiados pela Prefeitura.

Na agenda do saneamento, estamos entre as melhores cidades do país em coleta e tratamento de esgoto e na gestão de resíduos sólidos urbanos.

Na Educação, construímos 26 novas escolas e aumentamos a oferta de matrículas em mais de 3.000 vagas. Avançamos muito na implantação do tempo integral na escola, que já é praticada na metade das escolas municipais. Avançamos também na valorização dos profissionais de educação, com a implantação do Plano de Cargos e Carreiras. Na Saúde, Niterói deu respostas no momento que a população mais precisou, estruturando o Programa de Renda Básica, o programa de Busca Ativa, o Empresa Cidadã e o Supera Mais. Um conjunto de atividades que permitiu que mais da metade da população da cidade fosse atendida e que as iniciativas alcançassem o reconhecimento internacional, como verifica-se em prêmios, reportagens em alguns dos principais jornais do mundo e referências em trabalhos técnicos.

Na segurança pública, uma das maiores preocupações de quem vive na Região Metropolitana do Rio, Niterói é um exemplo. O prefeito Rodrigo Neves abandonou o discurso tradicional de eximir a responsabilidade municipal e fez a opção por assumir o protagonismo sobre as ações, adotando uma abordagem mais inovadora para o problema. Estruturou o Pacto Niterói Contra a Violência, com um investimento previsto de cerca de R$ 304 milhões, incluindo ações de Prevenção, Policiamento e Justiça, Convivência e Engajamento e Ação Territorial Integrada. Investimos em ações sociais, tecnologia e muito planejamento. Ampliamos o efetivo da Guarda Municipal e criamos o Niterói Presente. Os resultados alcançados na área de segurança são muito expressivos: na letalidade violenta, tivemos uma queda de 31,38% na comparação entre os meses de janeiro a outubro de 2019 e 2020. Ou seja, 124 vidas foram poupadas em Niterói. Outros indicadores, como Roubo de Rua, tivemos uma queda no mesmo período de 51,94%, Roubo de Veículos: redução de 65,67%, etc.

Podemos destacar aqui muitos outros casos de sucesso nas políticas públicas da cidade: na cultura, no esporte, na gestão fiscal, na transparência etc.

O fato é que a gestão do prefeito Rodrigo Neves, oito anos que se encerram agora, foi exercida nesta que pode ter sido a pior década da história da República. Enfrentamos graves crises políticas e econômicas, tanto no país como no estado do Rio de Janeiro. No último ano, acrescentou-se a crise sanitária da COVID-19, o maior desafio da nossa geração. Mesmo com condições tão adversas, a gestão de Rodrigo alcançou 85% de aprovação da população de Niterói: um reconhecimento consagrador.

Bagueira e eu, fomos candidatos e dialogamos com a sociedade de Niterói assumindo o compromisso de dar continuidade ao modelo de gestão e seguir o planejamento estabelecido para a cidade através do Plano “Niterói que Queremos”, que estabeleceu um projeto de cidade com um horizonte para o ano de 2033. Durante a campanha eleitoral, fizemos um longo debate e acrescentamos alguns ajustes de rumo para que a cidade siga em frente em condições de superar novos desafios, como a retomada da economia e do cotidiano das pessoas no período Pós-COVID.

O resultado das urnas, que nos deu 62,56% dos votos, ou 151.846 votos, mostrou que a população quer a continuidade da gestão e do projeto de cidade. Manteremos a gestão da cidade com um olhar integrador mas com prioridade para os que mais precisam; com transparência; participação, com legalidade, integridade e correção; com planejamento e com base na ciência, na boa técnica e nas melhores práticas.

Reafirmo aqui os compromissos que assumimos durante a campanha:

1- Manter o programa de Renda Básica até a chegada da vacina. A prorrogação do programa foi aprovada por este parlamento nos últimos dias e o pagamento dos auxílios será uma das minhas primeiras medidas.

2- Apoio à retomada da economia, com as seguintes atividades: desenvolvimento de um ecossistema de inovação (para isso vamos estreitar ainda mais a nossa relação de parceria com a UFF), desenvolvimento do Polo Logístico do Mar e Dragagem do Canal de São Lourenço, Novo Mercado Municipal, Nova Orla e apoio ao Turismo.

3- Melhorias Habitacionais, com medidas para a geração de oportunidades de emprego e renda nas comunidades

4- Novo Ciclo de Investimentos para a Zona Norte, incluindo a implantação da Nova Alameda e do Terminal de Integração e ampliação de ciclovias e bicicletários.

5- Conclusão das obras de Drenagem e Infraestrutura da Região Oceânica

6- Revitalização do Centro, com o incentivo à ocupação habitacional, com a nova Praça Arariboia, Amaral Peixoto e Rio Branco, além da implantação do Parque Esportivo na Concha Acústica

7- Expansão do Niterói Presente para Todas as Regiões da Cidade

8- Melhoria e modernização do sistema de saúde da cidade, com a implantação do prontuário eletrônico, expansão do programa Remédio em Casa, Alcançar 100% do Médico de Família

9- Fortalecimento de Niterói como referência de Cidade Inteligente e promoção da conectividade em áreas de comunidades

10- Ampliação do horário integral nas escolas municipais

11- Fortalecimento de programas como o EcoSocial, Espaços Nova Geração e o Jovem Aprendiz

12- Despoluição das Lagoas de Piratininga e Itaipu, implantação do Parque Orla de Piratininga e a universalização do saneamento

Além dos compromissos aqui listados, daremos uma especial atenção à superação da COVID-19, a salvar vidas e a proteger a economia e empregos, buscando que a vacinação da população aconteça em Niterói o mais rápido possível. Também já estamos elaborando uma Carta de Serviços que levará à melhoria do atendimento que fazemos em cada um dos órgãos municipais, de forma a melhorar cada vez mais a vida da população de Niterói.

Para encerrar, gostaria de parabenizar cada um dos vereadores reeleitos, os novos vereadores que chegam a essa Casa e desejar a todos um ótimo trabalho. No Executivo Municipal, estaremos abertos e procurando o diálogo permanente com o Legislativo e trabalhando juntos, para o bem da cidade, como aconteceu na gestão do prefeito Rodrigo Neves. Esta integração foi certamente um dos segredos para a boa performance das políticas públicas em Niterói.

Que em 2021 o mundo supere a pandemia, reencontre o caminho da prosperidade e avance na busca de um futuro mais sustentável e de justiça social.

Paz e muita SAÚDE para todos em 2021!!!

Axel Grael

Prefeito de Niterói


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‘A população pode esperar um prefeito que trabalha muito’: entrevista para A Tribuna, em 19-11-2020





domingo, 27 de dezembro de 2020

‘A população pode esperar um prefeito que trabalha muito’: entrevista para A Tribuna, em 19-11-2020


Reproduzimos aqui no Blog a entrevista que concedi ao jornal A Tribuna e que foi publicada no dia 19 de novembro de 2020, dias após o resultado das eleições do dia 15 de novembro, quando conquistamos o mandato de prefeito de Niterói.

Publico aqui com atraso, mas não gostaria de deixar de fazê-lo, para que fique o registro deste momento importante.

O nosso agradecimento ao jornal pelo destaque que me foi concedido.

Axel Grael



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‘A população pode esperar um prefeito que trabalha muito’




Alan Bittencourt e Camilla Galeano

O prefeito eleito com 62,56% dos votos em Niterói, Axel Grael (PDT), falou com A TRIBUNA sobre suas prioridades ao assumir o comando do município em janeiro de 2021. Ele garante que vai manter o programa Renda Básica até que haja uma vacina contra a Covid-19. Ao assumir o mandato, Axel contará com a maioria dos votos da bancada do governo da Câmara. Na última legislatura, o PDT tinha apenas um vereador, e agora elegeu quatro, a maior representação partidária no Legislativo. Axel também falou sobre a ligação que pretende fazer entre esporte, educação e cultura. Um dos maiores problemas de Niterói, o trânsito, o prefeito eleito pretende resolver com a implantação do VLT que já está em fase de estudos.


Capa de A Tribuna



A Tribuna – O senhor foi eleito com 62,56% dos votos, uma votação bastante expressiva. Sinal de que a população de Niterói deseja a continuidade das políticas públicas atuais. Qual será o primeiro ato do teu governo?

Axel Grael
– Fiquei muito feliz e orgulhoso com os números da eleição. Isso é coerente com o nível de aprovação que o governo do Rodrigo Neves tem, que é acima de 80%. Se as pessoas aprovam esse governo é porque eles reconhecem que o governo fez as entregas que elas esperavam. E vamos continuar avançando com os projetos que fizemos para Niterói. O primeiro ato do meu governo será prorrogar o Renda Básica até que haja uma vacina contra o coronavírus.

AT – O seu partido se coligou com 15 siglas, de diferentes correntes ideológicas. Na Câmara, o senhor terá maioria. Como será a relação com esses partidos? Já há conversas sobre cargos?

Axel Grael
– A conversa sobre cargos ainda não aconteceu, mas não condicionamos esses apoios a cargos. O nosso objetivo é construir uma união em torno da cidade. A gente olha para o país e vê muita confusão na política, muita polarização. Com esse objetivo nós construímos esse conjunto de partidos em torno de um projeto para a cidade. Vamos manter o mesmo clima de diálogo com o parlamento.

AT – O senhor já escolheu algum nome para o primeiro escalão do governo? Qual será o critério para a escolha do secretariado?

Axel Grael
– Ainda estamos definindo isso. Mas vai ser um secretariado com um perfil mais técnico.




AT – A Educação é sempre uma preocupação, principalmente nas camadas mais pobres da sociedade. Hoje ainda há um déficit de vagas em creches. É possível solucionar este problema?

Axel Grael
– É possível e nós avançamos muito nessa agenda. Foram 25 escolas entregues na gestão do Rodrigo Neves, cinco mil vagas de matrículas oferecidas. Nós vamos continuar fazendo escolas em lugares que tem necessidade. Nossa prioridade é a qualidade. Já subimos 40% na nota do IDEB e vamos continuar avançando na qualidade da educação em Niterói.

AT – Em relação à pandemia, como será a questão das aulas presenciais? O senhor é a favor de um retorno imediato?

Axel Grael
– Eu sou a favor de um retorno seguro das aulas. Tem que estar respaldado pelas autoridades sanitárias. Não podemos fazer isso de uma forma irresponsável. Outras cidades que retornaram estão com dificuldade de ter até a confiança das famílias dos alunos. Vamos continuar seguindo as orientações das autoridades de saúde.

AT – Uma educação de qualidade passa pela valorização dos professores e demais profissionais da educação. O que o senhor pretende fazer em relação a estes profissionais?

Axel Grael
– Na gestão do prefeito Rodrigo Neves nós criamos a gestão de cargos e carreiras, que hoje tem um dos maiores reconhecimentos e um dos melhores planos de salário do Estado. Vamos continuar buscando reconhecer e proteger o trabalho dos profissionais e educação. E investir nos recursos didáticos e tecnológicos nas escolas.

AT – A combinação de educação e esporte sempre traz bons resultados. Na tua gestão, essa junção será colocada em prática?

Axel Grael
– Nós vamos trabalhar de uma forma integrada: educação, esporte, cultura e assistência social. Queremos avançar na infraestrutura esportiva nas escolas. Caso não seja possível, por exemplo, a construção de uma quadra na escola, vamos identificar nas proximidades um local onde essas atividades possam ser desenvolvidas. Na cultura, vamos possibilitar o acesso desses alunos aos museus, teatros. Na área da assistência social, nosso objetivo é que a escola seja um local com mais identidade em relação à comunidade.

AT – A atual gestão foi reconhecida internacionalmente pelo combate à pandemia. Teme-se uma possível segunda onda de Covid. Niterói está preparada?

Axel Grael
– Niterói, hoje, tem indicadores muito positivos. Diferente de outras cidades. Temos leitos com baixa ocupação, temos uma capacidade de resposta no atendimento dos pacientes, muito rápida. Outras cidades adotaram o Hospital de Campanha, nós tivemos o Hospital Oceânico, que salvou cerca de 500 vidas. Não temos como adivinhar o futuro, mas hoje, isso não é motivo de preocupação para o município, pois contamos com uma ótima estrutura de atendimento.




AT – Um dos grandes acertos foi o arrendamento do Hospital Oceânico. Quais os planos para este hospital?

Axel Grael
– A prioridade do hospital nesse momento é atender a demanda da Covid. A equipe da Secretaria de Saúde vai avaliar o caso de continuarmos com o Hospital Oceânico. Se você comparar Niterói com outras cidades do mesmo porte, nenhuma outra tem cinco hospitais como nós temos. Para você incluir o Hospital Oceânico na nossa estrutura, precisamos redesenhar a nossa estrutura hospitalar. E é isso que estamos avaliando no momento.

AT – Tanto na Saúde como na Educação, o senhor pretende realizar concursos públicos?

Axel Grael
– Nós fizemos vários concursos no governo do Rodrigo Neves. Fizemos para a área de educação, fizemos para o meio ambiente, que nunca teve. Fizemos concurso também na área da Guarda Municipal, que quase dobrou o efetivo.

AT – A segurança pública foi um dos temas mais discutidos durante a campanha. Como prefeito, como o senhor pretende lidar com esta questão? O Programa Niterói Presente será ampliado?

Axel Grael
– Um dos meus compromissos é a ampliação do Niterói Presente para todas as regiões da cidade. É um programa de sucesso, reconhecido pela população. E isso também está expresso nas estatísticas de segurança da cidade. Os índices de criminalidade caíram muito. Nós vamos continuar investindo na guarda e em tecnologia, como o CISP, que monitora o cotidiano da cidade. Fizemos um investimento no cercamento eletrônico que permite, por exemplo, que um veículo suspeito seja monitorado através das características dele. Não é necessário nem a placa desse veículo. Tudo isso permitiu que melhorasse muito a elucidação dos casos em Niterói. A chance do bandido ser pego dentro da cidade é muito maior.

AT – O senhor falou em investir na Guarda Municipal. Esse investimento inclui armar a Guarda ou o senhor é contra isso?

Axel Grael
– Niterói teve a coragem de fazer um plebiscito e pedir a opinião a população. Eles decidiram por não armar a Guarda. Então isso está superado.

AT – Apesar dos avanços na área, a mobilidade urbana ainda é um problema que atormenta os niteroienses. Há solução para os engarrafamentos?

Axel Grael
– Esse é o problema de todas as cidades grandes. Hoje o nível de dependência dos automóveis é grande e a estrutura da cidade não foi programada pra isso. Nós fizemos alguns investimentos no governo do Rodrigo para desafogar isso. O túnel Charitas-Cafubá, a Transoceânica, toda a estratégia da implantação de ciclovias. Nós concluímos uma obra importante que foi a obra da Marques de Paraná. E agora estamos fazendo a obra da Paulo Alves, no Ingá, que vai ajudar também. Nós fizemos um plano de mobilidade urbana, que identifica os grandes gargalos no trânsito e estabelece estratégias para que possamos encontrar soluções. Eu coordenei os estudos para a implantação do VLT que vai ligar Charitas até o Terminal, no Centro, e depois até o Barreto. Também assumimos o compromisso de uma obra na Alameda para reestruturar o local em termos de urbanização. Vamos enterrar a fiação, tirar os postes, abrir mais espaço para o pedestre. Teremos também um terminal no Caramujo, que vai ser interligado ao Terminal no Centro.

AT – O que a população de Niterói pode esperar do prefeito Axel Grael?

Axel Grael
– A população pode esperar um prefeito que trabalha muito. Nesses oito anos que estive ao lado do Rodrigo (Neves) eu trabalhei muito, me dediquei, viajei para o exterior, vi experiências de outras cidades para implantar aqui. Ao longo da gestão ajudei muito a estruturar todas as ações na área da mobilidade e sustentabilidade. Na questão das políticas públicas eu também ajudei muito. Estou preparado para dar continuidade a esse trabalho, e fazer com que a cidade continue avançando cada vez mais para que Niterói seja a cidade do bem viver. Sabemos que não será fácil, mas temos a experiência e o conhecimento dos principais desafios.

Fonte: A Tribuna