quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Acre movimenta R$ 50 mil em menos de 3 meses com observação de aves



Acre recebeu mais de 20 observadores de aves entre agosto e outubro de 2016, diz biólogo (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)


Iryá Rodrigues

Ao menos 720 espécies de aves podem ser encontradas no estado. Das espécies, de 20 a 30 são consideradas mais raras, diz biólogo.

O Acre recebeu mais de 20 observadores de aves entre os meses de agosto e outubro deste ano, gerando uma movimentação de aproximadamente R$ 50 mil na economia do estado. As informações foram passadas pelo biólogo da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Ricardo Plácido, que diz que, apesar do estado ser rota dos observadores desde 2009, a atividade teve maior procura em 2016, principalmente durante um encontro em agosto.

São pelo menos 720 espécies em todo o estado e, na capital, mais da metade pode ser encontrada, sendo que de 20 a 30 são consideradas mais raras e só ocorrem no Acre.

A região do Ramal Noca, na Estrada Transacrena, APA Igarapé São Francisco, Reserva Experimental Catuaba, Parque Zoobotânico e a Floresta Humaitá, sendo os três últimos da Universidade Federal do Acre, são os pontos já identificados pelos observadores no Acre.

Praticantes de birdwatching (como é conhecida a observação de aves) podem se surpreender com a diversidade de animais. Entre as espécies que mais atraem os observadores para a região do Acre, estão pica-pau-lindo e ferreirinho-da-cara-branca, que podem ser vistos em liberdade, se alimentando e cantando.

"Os observadores fazem uma coleção de registros e fotografam o maior número de espécies possíveis e o Acre, podemos dizer que é a última fronteira que está sendo desbravadas. Temos muitas espécies endêmicas, que só ocorrem para essa região e isso chama atenção desse público. Tem vindo bastante observador e a gente espera que essa prática seja ainda mais fortalecida", diz o biólogo.

Plácido explica que está fazendo um trabalho de mapeamento de roteiros, onde é possível realizar a atividade de observação de aves no Acre. "Iniciei esse trabalho pela Sema, como biólogo, fotógrafo e observador de aves, para estruturar melhor a cadeia logística dessa atividade, que não deixa de ser uma espécie de turismo que tem atraído muitas pessoas para o estado", afirma.

Capital acreana abriga ao menos cinco pontos onde é possível observar aves (Foto: Ricardo Plácido/Arquivo pessoal)



Concentração, silêncio absoluto e paciência são obrigatórios para os praticantes que querem ter êxito no hobby. Há quem aguarde mais de duas horas, imóvel, apenas para ter a chance de olhar uma ave rara. Além disso, o biólogo afirma que a vestimenta é outro fator que deve ser levado em consideração.

"A roupa precisa ser protegida, porque é um ambiente de mata, então tem que ser calça, camisa e geralmente é camuflado, para não chamar muita atenção. O brasileiro em si, prefere fotografar ao invés de só observar com binóculos, mas é essencial levar binóculo, câmera fotográfica para a atividade", explica o biólogo.

Para atrair as aves, o biólogo que também é guia dos praticantes de observação de aves que buscam o Acre, grava o som da vocalização do animal e o reproduz em seguida. Assim, o pássaro ao ouvir a gravação do canto pensa que há outro de sua espécie na região e se aproxima do praticante de birdwatching.

Avistar Acre

Amantes de ornitologia, ramo da biologia que estuda os pássaros, de todo o país se reuniram em Rio Branco para observar as aves típicas da fauna amazônica. O grupo participou da 13ª Edição do Encontro Nacional dos Observadores de Aves, que ocorreu entre os dias 5 e 7 de agosto no Parque Zoobotânico da Universidade Federal do Acre (Ufac).

Mais de oitenta pessoas participam do encontro que tem na programação palestras, oficina e mesas-redondas, além claro, da prática de observação.

Fonte: G1








WOLBACHIA: TV chinesa faz reportagem sobre o combate ao Aedes aegypti com cenas gravadas no Projeto Grael







Assista a reportagem produzida pela TV chinesa CCTV sobre o Projeto Eliminar a Dengue-Fiocruz. A gravação foi realizada na terça-feira passada (08/11) no Projeto Grael e outros lugares.

O Projeto Grael colabora com a pesquisa da FIOCRUZ.


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Scientists release Zika resistant mosquitoes in Brazil

Scientists have announced a $18 million plan to release mosquitoes resistant to Zika in urban areas of Colombia and Brazil. Previous trials in Rio de Janeiro have proven successful to fight dengue. CCTV’s Lucrecia Franco reports the story.


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Saiba mais em:

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quarta-feira, 16 de novembro de 2016

PARQUES DE NITERÓI: Desafios para unidades de conservação no contexto metropolitano



Axel Grael ressaltou a necessidade de aliar conservação ao desenvolvimento da cidade. Foto: Alex Vieira / Prefeitura de Niterói.


Encontro realizado na cidade abre espaço para troca de experiências sobre ambiente, fiscalização, soluções e gestão

 
O vice-prefeito de Niterói, Axel Grael, participou, na manhã desta quarta-feira (16), da abertura do 1º Encontro sobre Unidades de Conservação de Niterói, promovido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade. O evento, que termina nesta quinta-feira (17), tem como objetivo o fortalecimento da gestão pública por meio de trocas de experiências entre os diversos atores envolvidos no gerenciamento de unidades de conservação, abrindo espaço para os pesquisadores apresentarem os trabalhos realizados em Niterói, abordando temas relacionados ao assunto.

Os temas abordados são: Biologia da Conservação; Unidades de Conservação Municipais; Fiscalização Ambiental: desafios e avanços; Unidades de Conservação Urbanas e Zona de Amortecimento; Instrumentos de Gestão de Unidades de Conservação (Plano de manejo e Geoprocessamento); Uso Público, Planejamento e Parcerias Público-Privadas em Unidades de Conservação; Unidades de Conservação Estaduais do Rio de Janeiro e Panorama das Unidades de Conservação de Niterói.

O secretário de Meio Ambiente, Eurico Toledo, deu as boas-vindas aos participantes. Em seguida, Axel Grael destacou que Niterói está implementando um programa ambicioso de unidades de conservação.

“Hoje, com o Parque Estadual da Serra da Tiririca e as unidades de conservação municipais, Niterói está com aproximadamente 50% de seu território protegido por instrumentos legais. Não conheço outro município num contexto urbano e metropolitano que tenha alcançado essa marca”, disse.

O vice-prefeito ressaltou que falta ao Brasil a visão de unidade de conservação como indutora do desenvolvimento.

”Aqui em Niterói todo o nosso esforço é para que as unidades de conservação se insiram na vida das pessoas e nas políticas públicas, na geração de emprego e renda. O ideal é que haja uma visão empreendedora da unidade de conservação”, afirmou Grael, acrescentando que é muito importante que cada área tenha uma gestão bem definida.

“Em Niterói nós definimos o tipo de gestão, a delimitação dessas áreas e buscamos os recursos para que possamos fazer os investimentos necessários na implantação do programa Região Oceânica Sustentável (Pro-Sustentável), que vai suprir a maior parte dessas áreas protegidas. Também já desenvolvemos um plano de manejo para o Parnit (Parque Natural Municipal de Niterói), que inclui o Morro da Viração, o entorno da Lagoa de Piratininga, a Praia do Sossego, entre outras. Fizemos o concurso público para a Secretaria de Meio Ambiente para a formação de equipe para fazer a gestão e garantir a proteção dessas áreas. É importante destacar que o plano já prevê os investimentos em trilhas, em infraestrutura, em vigilância e controle. Com isso, nós podemos efetivamente implantar essas unidades de conservação”.

Pela manhã foram realizadas três palestras no auditório do Instituto de Geociências da UFF. Um dos destaques foi a apresentação sobre unidades de conservação municipais, com a experiência do Parque Natural Municipal Montanhas de Teresópolis, ministrada pelo coordenador técnico do parque, Raimundo Lopes. A gestão da unidade serrana é considerada modelo.

Amanda Jevaux, subsecretária de Meio Ambiente de Niterói, falará sobre o grande desafio que é implantar uma unidade de conservação municipal. Por isso o encontro será de grande importância para que os técnicos do município conheçam as melhores técnicas e metodologias que podem ser aplicadas no Plano de Manejo do Parque Natural Municipal de Niterói (Parnit).

“A gestão de uma unidade de conservação urbana é um grande desafio. Como trabalhar com fragmentos florestais sem esquecer que estamos no meio de uma cidade? Como a gente faz para atrair, receber turistas e ao mesmo tempo preservar? Nosso plano de manejo foi o pontapé inicial para ter esse melhor conhecimento sobre as unidades. Niterói tem muitas áreas protegidas. Teremos uma mesa importante, com todos os gestores de unidades de conservação municipais e estadual. A ideia é agregar o maior número de pessoas que tratam desse grande desafio que é a implementação e gestão, principalmente das unidades municipais, já que os recursos são todos do município”, explica Amanda.

Fonte: O Fluminense






terça-feira, 15 de novembro de 2016

Brasileiro já sente no bolso efeito do desmatamento



Baixa vazão dos rios resulta no uso da usinas termelétricas, mais poluentes e mais caras. Foto: Divulgação / EBC


Relatório do Greenpeace mostra poucas iniciativas nos últimos dez anos

Dez anos depois da publicação do último relatório da Organização Não Governamental Greenpeace sobre os prejuízos decorrentes das mudanças climáticas, novo documento da entidade mostra que pouca coisa mudou e brasileiros já sentem as mudanças climáticas no bolso.

“Uma década depois ainda tem acordos sendo discutidos, de quem é a responsabilidade, que tem que ajudar mais com dinheiro. Enquanto isso o clima, na vida real, vai alterando e já prejudicando a vida das pessoas”, avalia o coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil, Márcio Astrini.

Um efeito concreto na rotina das pessoas, segundo Astrini, é a chamada bandeira tarifária, que traz uma variação na cobrança da energia elétrica aos consumidores.

Pelo modelo de bandeiras tarifárias, quando a energia vem das usinas hidrelétricas, a tarifa tem um valor, mas se o governo precisa utilizar as termelétricas – que são mais poluentes e mais caras – o consumidor paga um valor adicional pela eletricidade que chega à sua casa.

“O Brasil produz muita energia de hidrelétrica, que depende do rio corrente para gerar energia. Tem chovido de forma desregular, quer dizer, tem horas que aquele rio está muito cheio e tem horas que está muito seco”, disse Astrini sobre uma das previsões ligadas ao aquecimento global apontadas no relatório, que é a tendência de redução da vazão dos rios. Como 64% da eletricidade do país vêm das hidrelétricas, menos água nos rios significa menos produtividade e risco de energia mais cara.

A segunda ação seria sobre as florestas: “Se o Brasil eliminar o desmatamento – que é a nossa maior fonte de emissões de gás de efeito estufa –, além de diminuir as emissões globais, ele também preserva uma floresta como a Amazônia e o Cerrado”, disse.

Além do benefício direto para a conservação do bioma, Astrini destacou a importância da Amazônia como regulador climático.

“Alguns estudos dizem que, devido à existência da Amazônia, é que tem a regularidade da quantidade de chuvas no sul, no sudeste e no centro-oeste do país, que são exatamente os lugares que mais produzem agricultura. Então, se a gente desmata essa floresta, temos um efeito contrário duplo: vamos emitir muito carbono e retirar do país esse regulador climático.”

Fonte: O Fluminense







OBRIGADO DORA HEES DE NEGREIROS: saudades da amiga, da militante ambientalista e da conselheira



Dora Hees de Negreiros nos deixou hoje de surpresa. Ontem, tivemos a notícia por familiares que ela tinha passado mal e que havia sido internada. Hoje sofremos com a triste notícia da sua partida. Foi uma surpresa, pois Dora sempre foi uma forte. Eu a conheço há muitos anos e não me lembro de vê-la doente. Sempre aparentou uma saúde de ferro e muita disposição, mesmo no alto dos seus 82 anos.

Recordando...

Conheci Dora ainda na minha adolescência, no Rio Yacht Club. Posteriormente, no final da década de 1970, passei a interagir com a Dora técnica e dirigente de órgão público. Eu dava os meus primeiros passos como ambientalista, que resultaram na fundação, em 1980, da organização ambientalista pioneira denominada Movimento de Resistência Ecológica - MORE, que tinha sede em Niterói.

Estudante de engenharia florestal e velejador, eu me indignava com a poluição da Baía de Guanabara causada pelas fábricas de sardinha de Jurujuba, da Ilha da Conceição e do Barreto. A Baía de Guanabara, principalmente a Enseada de Jurujuba, fedia a peixe podre e os velejadores tinham que conviver com a revoltante rotina de limpeza dos barcos encardidos com o óleo de sardinha.

Eu tinha a indignação, mas fui buscar a informação em duas pessoas experientes e muito especiais: Ricardo Silveira e Dora Hees de Negreiros.

Ambos eram engenheiros químicos, fundadores da Feema e oriundos da antiga SANERJ - a empresa de saneamento do antigo estado do Rio de Janeiro. Ricardo Silveira municiava as nossas campanhas de subsídios técnicos e zelava para que aquela garotada não falasse muitas bobagens! Dora fazia a mesma coisa, mas com aquele jeito de mãezona, puxava as nossas orelhas quando gastávamos mais energia e munição brigando contra a Feema, do que contra os poluidores das fábricas de sardinha.

Com a "ajuda secreta" deles (afinal eram dirigentes do órgão ambiental), organizamos "Regatas de Protestos" e manifestações para denunciar os poluidores e cobrar ações da Feema.

A ação pioneira do MORE ajudou a colocar os problemas ambientais da Baía de Guanabara em pauta (no início da década de 1980) e desenvolveu outras campanhas importantes, como a que resultou na criação do Parque Estadual da Serra da Tiririca - PESET.

Com a ajuda inicial da Dora e do Ricardo, o MORE formou uma geração de ambientalistas, ativos e produtivos até hoje e muitos destes dos quadros do IBG.

Dora e a despoluição da Baía de Guanabara

Anos depois, em 1991, Dora teve um dos seus mais destacados papéis, quando foi o braço direito de Manuel Sanches no Grupo Executivo de Despoluição da Baía de Guanabara - GEDEG, que teve como missão liderar as negociações com o Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID e estruturar o Projeto de Despoluição da Baía de Guanabara - PDBG.

Em 1993, quando eu era presidente do Instituto Estadual de Florestas e Dora já se aproximava da aposentadoria, pude contar com a valiosa ajuda direta dela como assessora da presidência do órgão.

No mesmo ano, foi criado o Instituto Baía de Guanabara (IBG), inspirado na experiência da Chesapeake Bay Foundation, que Dora foi conhecer nos EUA. Dora era a grande liderança do IBG, tendo presidido a organização por quase toda a sua existência. Num dos raros intervalos intervalos, eu assumi o cargo de presidente do IBG, mas prudentemente tendo a Dora como vice-presidente. O IBG tem um importante acervo de projetos e outras contribuições (vide em Instituto Baía de Guanabara).

Depois, tivemos a honra de contar com a experiência da Dora no Conselho Diretor do Instituto Rumo Náutico (Projeto Grael) e na diretoria do Comitê Rio de Janeiro-Maryland da organização Companheiros das Américas.

O legado de Dora para a Baía de Guanabara

Após tanto tempo atuando na área governamental ou liderando o IBG, Dora deixa um grande legado para a causa da Baía de Guanabara. Tinha a visão que a recuperação da Baía de Guanabara não seria alcançada pela ação exclusivamente governamental, mas viria acima de tudo como uma conquista cidadã: com a participação ativa de toda a sociedade. Por isso, priorizou e teve um papel fundamental na construção da governança da Baía de Guanabara, tendo atuado pessoalmente na estruturação do Comitê da Bacia Hidrográfica da Baía de Guanabara e o do Subcomitê Leste da Baía de Guanabara.

Orientou a ação do IBG para ser o fomentador de iniciativas de educação ambiental, de mobilização das comunidades para a proteção dos ecossistemas da Baía de Guanabara e buscou parcerias com governos (federal, estadual e municípios), com as comunidades, com as ONG's, com universidades, com esportistas, com empresas e parceiros internacionais. Tudo para construir uma coalisão de atores em favor da Baía de Guanabara.

Não há dúvidas que ainda há um longo caminho a se trilhar para que a Baía de Guanabara seja aquela sonhada por tantos e que a militância da Dora tanto buscou. Mas, não resta dúvida que poderá se encontrar sempre pelo menos "um dedinho" da Dora nos avanços obtidos até agora e muitos dos que virão.

Histórias e sabedoria

Dora era uma presença marcante que extrapolava apenas a dimensão profissional e da militante ambientalista. Tinha uma rara capacidade de combinar firmeza de posição e ternura. Mas, não era intransigente. Liderava com naturalidade e tinha um jeitinho próprio e eficiente de negociar.

Mas, uma das coisas que eu mais apreciava no convívio com a Dora era ouvir os seus relatos sobre a evolução das políticas ambientais e de saneamento, muitas das quais tinha sido protagonista ou testemunha pessoal, desde os tempos do antigo estado do Rio de Janeiro, com a sua capital em Niterói.

Era uma "eco-enciclopédia". Das memórias da Dora, surgiam explicações para a origem de muitas das normas e rotinas ambientais: licenciamento ambiental, monitoramento da Baía de Guanabara, padrões ambientais. E da reflexão que fazíamos sobre estes aspectos, surgiam boas ideias de solução.

Algumas vezes, ela atendia aos nossos apelos para que escrevesse algumas memórias ou impressões pessoais e, assim, surgiram alguns textos (poucos para o potencial que tinha) que ela permitiu que eu publicasse aqui no meu blog:


Preocupada com a preservação e a disponibilização destas informações, Dora organizou um importante acervo sobre a Baía de Guanabara e sobre questões ambientais na Biblioteca do IBG. Aliás, o futuro deste acervo era uma das grandes preocupações recentes da Dora, que me pediu várias vezes ajuda para proteção e disponibilização mais adequada daquele acervo.

Dora também se preocupava com o resgate da experiência e dos relatos de pessoas, que assim como ela, guardavam na memória valiosas informações. Por estímulo e insistência dela, demos início pela Prefeitura de Niterói do registro em vídeo do depoimento do engenheiro sanitarista José Bedran, um profundo conhecedor e memória-viva do saneamento de Niterói e do antigo Estado do Rio de Janeiro. Havíamos combinado que ela seria a próxima...

Querida amiga, Dora Hees de Negreiros. Que você continue inspirando a todos nós para que o seu legado tenha prosseguimento.

VIVA A BAÍA DE GUANABARA!!!

Vá em paz!

Axel Grael






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Morre aos 82 anos Dora Hees de Negreiros



Dora Hees de Negreiros era presidente de honra do Instituto Baía de Guanabara. Foto: Marcelo Feitosa


Marina Assumpção
Presidente de honra do IBG estava internada em Icaraí
Morreu na manhã desta terça-feira (15), aos 82 anos, a presidente de honra do Instituto Baía de Guanabara, Dora Hees de Negreiros. Ela estava internada desde a madrugada desta segunda-feira (14) com sintomas de gripe no Centro Hospitalar São Lucas, no bairro de Icaraí, em Niterói.
No hospital ela precisou ser encaminhada para o Centro de Tratamento Intensivo (CTI), devido a uma infecção respiratória, e faleceu pela manhã.
Engenheira química, ambientalista com longa trajetória em gestão ambiental exercida junto a órgãos governamentais do Rio de Janeiro, sendo fundadora da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema) e do Instituto Baía de Guanabara (IBG), Dora dedicou a vida as causas ecológicas.
Amigos, parentes e autoridades de Niterói lamentaram o falecimento da ambientalista. Adauri Souza, superintendente do Instituto Baía de Guanabara, declarou que esta é uma perda imensurável para a sociedade.
“Foi uma morte completamente inesperada. A Dora era uma pessoa de vitalidade muito grande, tanto física quanto intelectual. É uma grande perda, do ponto de vista afetivo e institucional. Uma pessoa que lutava pela causa ambiental e que deixa uma lacuna que jamais será preenchida. Perdemos a nossa eterna presidente”, disse.
O vice-prefeito de Niterói, Axel Grael, também deixou uma mensagem de homenagem à Dora, de quem sempre foi próximo.
“Conheço a Dora há muito anos, mas a convivência cresceu, principalmente, quando comecei com a militância a favor do meio ambiente, no final da década de 70. Ela me acompanhou em diversos trabalhos, era membro do conselho do Projeto Grael, e fará muita falta. Ela tinha uma experiência muito vasta, tanto em políticas públicas como em ações ambientalistas, e eu sempre a consultava durante a tomada de decisões em relação à Baía de Guanabara. Dora era leve, agradável, mas sempre firme em suas decisões e convicções”, declarou.
O vereador Daniel Marques deixou seu depoimento em uma rede social. Ele agradeceu pelos ensinamentos e carinho deixados por Dora.
“O sentimento é de perda, de surpresa, de saudade. Desde a década de 60 e principalmente das décadas de 70, 80 e 90 até a data de hoje nossa amada Dora Hees de Negreiros dedicou sua vida à questões ambientais, ou seja, ao coletivo, ao bem estar, à vida digna. Muito obrigado pelos ensinamentos, carinho e por estar sempre presente. Deus conforte a família querida. Descanse em paz!”, concluiu.
Dora participou como palestrante do Seminário Meio Ambiente e Sustentabilidade, promovido pelo Grupo Fluminense Multimídia, no dia 9 de novembro de 2015. O tema principal do evento foi a escassez de recursos hídricos e a despoluição da Baía de Guanabara.
O hospital não divulgou o quadro diagnóstico que resultou no falecimento. O velório acontecerá nesta quarta-feira, às 13h no Cemitério Parque da Colina, em Pendotiba, Niterói, e sem seguida o corpo seguirá para cremação.
Fonte: O Fluminense








Prefeitura de Niterói lidera parceria por futuro de avanços no Leste-Fluminense






11/11/2016 - O futuro do Leste-Fluminense foi tema de um almoço promovido pelo prefeito de Niterói no início da tarde desta sexta-feira (11/11), no Museu de Arte Contemporânea (MAC), com os recém-eleitos prefeitos de São Gonçalo, José Luiz Nanci, e de Itaboraí, Doutor Sadinoel. O objetivo do encontro, que também contou com a participação do futuro vice-prefeito Comte Bittencourt, foi alinhar políticas comuns entre os municípios e traçar planos para benefício da população de toda a região, como a segunda etapa da duplicação da Rodovia Niterói-Manilha e a implantação de um BRT cruzando as cidades.

Saúde, saneamento, mobilidade e segurança foram as principais pautas discutidas durante o encontro. Otimista, o prefeito de Niterói explicou que, apesar do momento de crise no Estado do Rio de Janeiro, os municípios precisam desenvolver políticas integradas e que o encontro é o início de uma aliança produtiva para toda a região.

"Estou muito esperançoso, animado e confiante, porque conheço a idoneidade do Sadinoel e do Nanci. E acredito que podemos cooperar, porque Niterói possui os melhores indicadores do Estado e consideramos importante que Itaboraí e São Gonçalo retornem ao caminho do crescimento. Acredito que vamos viver um novo tempo, promissor e de parcerias entre as cidades", ressaltou o chefe do Executivo niteroiense.

Após o encontro os prefeitos definiram uma nova reunião, envolvendo membros da gestão e planejamento da Prefeitura de Niterói com a equipe de transição dos prefeitos de São Gonçalo e Itaboraí, no próximo dia 28, no Solar do Jambeiro. A ideia é dar mais um passo à frente para tirar do papel os projetos cogitados no almoço desta sexta.

“Já no primeiro semestre de 2017, a segunda etapa do projeto de duplicação da Niterói-Manilha poderá ter início, compreendendo o trecho da Avenida do Contorno até o Trevo de Manilha, em Itaboraí. Futuramente também iremos tentar concretizar o projeto de um corredor viário BRT ligando as três cidades, desafogando principalmente a Alameda São Boaventura”, esclareceu o chefe do Executivo de Niterói.

Nanci e Sadinoel, em coro com as palavras do prefeito de Niterói, ressaltaram que, além de estabelecer acordos de cooperação mútua, a nova parceria servirá como troca de experiências para os prefeitos eleitos em 2016 desenvolverem um trabalho com indicadores semelhantes aos obtidos em Niterói nos últimos anos.

“Temos ótimas expectativas dessa união, porque hoje em dia não podemos pensar apenas em São Gonçalo, mas também em Niterói e Itaboraí. A saúde, por exemplo, é um exemplo claro disso, já que não podemos restringir pacientes por região”, destacou Nanci, seguido por Sadinoel.

“Gostaria muito de agradecer ao prefeito de Niterói a oportunidade desse encontro, porque devemos aprender com quem fez direito e não temos tempo para errar, já que é o início da gestão que a define. Nós não pretendemos superar nossos desafios, nós iremos superá-los”, cravou.

Fonte: Prefeitura de Niterói








segunda-feira, 14 de novembro de 2016

NITERÓI CONTRATA: Secretaria de Assistência Social abre processo seletivo para 197 vagas





Contrato de trabalho temporário terá duração de um ano. Vencimentos vão até R$ 1,4 mil

14/11/2016 - A Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos de Niterói (SASDH) abriu processo seletivo para contratação temporária de 197 profissionais para os cargos de assistente social, auxiliar administrativo, conselheiro químico, digitador, educador social, entrevistador, psicólogo e técnico de nível superior. Os vencimentos vão de R$ 806,06 a R$ 1.411,19. A inscrição, que é gratuita, abre na quarta-feira (16) e deve ser feita na sede da SASDH, das 9h às 12h e das 13h às 17h.

É necessário possuir o Ensino Médio completo para concorrer às 22 vagas de auxiliar administrativo, às 6 de digitador, às 40 de educador social, às 3 de entrevistador e à 1 vaga de conselheiro químico, cargo que também exige comprovação de experiência profissional na área.

Os candidatos às 80 vagas de assistente social e às 35 de psicólogo precisam ter nível superior completo na área e registro no órgão da classe. Para disputar as 10 oportunidades técnico de nível superior, é necessário ter graduação completa em Ciências Humanos ou Ciências Sociais aplicadas.

Os profissionais irão atuar nos equipamentos do Município, como os centros de acolhimento Florestan Fernandes, Lélia Gonzales e Arthur Bispo do Rosário; na assessoria dos Conselhos Tutelares; nos Centro de Referência de Assistência Social (CRAS); e no Centro Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop), entre outros.

Serão reservadas vagas para pessoas com deficiência em todos os cargos, de acordo com a legislação municipal. A seleção será feita por meio de análise de currículo, títulos e certificados. O contrato temporário terá validade de um ano e poderá ser prorrogado por igual período.

Mais informações sobre o edital no Diário Oficial do Município e na sede da SASDH, na Rua Coronel Gomes Machado, 281 – Centro de Niterói.

Fonte: Prefeitura de Niterói






PLANEJANDO NITERÓI: Reunião de trabalho discute o Plano Diretor





Projeto será debatido no Conselho de Política Urbana no próximo dia 21 de novembro

14/11/2016 - O prefeito de Niterói recebeu na manhã da última sexta-feira (11/11), em seu gabinete, a equipe da Secretaria Municipal de Urbanismo e Mobilidade e da Fundação Getulio Vargas (FGV), responsáveis pela revisão do Plano Diretor, para uma apresentação e alinhamento das diretrizes do projeto. A revisão do Plano Diretor de Niterói será debatida no Conselho de Política Urbana no próximo dia 21 de novembro e, depois, o Projeto de Lei do Plano Diretor será encaminhado para a Câmara dos Vereadores em dezembro.

O chefe do Executivo municipal explicou que o Plano Diretor orienta o planejamento urbano e o processo de desenvolvimento da cidade. O último foi elaborado em 1992, portanto passaram-se mais de 20 anos, e, neste tempo, muita coisa mudou em Niterói. Daí a necessidade de estruturar um novo plano que assegure um desenvolvimento sustentável para os próximos anos.

“Algumas diretrizes, inclusive, já estão sendo implantadas ao longo desta nova gestão. Por exemplo, ampliamos as áreas de proteção ambiental. Hoje, Niterói tem quase metade do seu território de áreas verdes. Fizemos, através do PARNIT, do Niterói Mais Verde, um programa de expansão das áreas protegidas, chegamos a 14 milhões de metros quadrados preservados. Outra diretriz importante é requalificação do espaço público e também a consolidação de áreas urbanizadas já existentes na cidade. Então, este Plano Diretor tem o objetivo de assegurar para atuais e futuras gerações uma cidade que garanta mobilidade urbana e maior equidade às regiões e também por isso melhora a qualidade de vida dos seus habitantes”, destacou o chefe do Executivo, que também parabenizou toda a equipe que vem trabalhando com afinco no projeto.

Já foram realizadas mais de 14 audiências públicas em todas as regiões da cidade, apresentando o planejamento da Prefeitura para os cidadãos e colhendo críticas e sugestões. O Estatuto das Cidades estabelece que, a cada 10 anos, as prefeituras e os municípios devem atualizar e fazer a revisão dos seus planos.

“Além das urgências do dia a dia, precisamos ter estratégias de médio e longo prazo, e o Plano Diretor, infelizmente, está atrasado quase 25 anos. As cidades são como organismos vivos, são dinâmicas, então é preciso que as administrações tenham essa sensibilidade, esse olhar holístico sobre o desenvolvimento deste organismo. Todos os investimentos que estamos fazendo na Região Oceânica, na Zona Norte precisam ser ampliados e fortalecidos cada vez mais. O novo Plano Diretor vai impactar os próximos 30 anos”, disse o prefeito.

A secretária de Urbanismo, Verena Andreatta, esclareceu que a revisão do Plano Diretor está acontecendo há dois anos, com várias etapas:

“Essas diretrizes surgiram não só das audiências, mas também das discussões com a FGV, que nos dá apoio, da equipe técnica e consultando todos os secretários e áreas-fins da Prefeitura. A Conferência das Cidades também foi importante para elaboração de diretrizes que a sociedade indicou além do Projeto Orla, que é antigo, mas foi retomado. A reunião foi superpositiva, o prefeito pôde acompanhar todo o funcionamento do plano desde que foi contratado”, avalia Verena.

Segundo a secretária, foi elaborada uma estratégia para planejar o futuro de Niterói, observando suas vocações, territórios, como a população ocupou, o tipo, a renda e a quantidade populacional, que resultou na definição de três macrozonas: ambiente urbano; ambiente natural; e ambiente costeiro e marinho. Cada macrozona terá um planejamento estratégico específico.

Os secretários Executivo, Vitor Junior, de Fazenda, Cesar Barbiero, de Planejamento, Giovanna Victer, além do procurador-geral do Município, Carlos Raposo, também participaram da reunião de trabalho.

Fonte: Prefeitura de Niterói











NITERÓI DE BICICLETA: Prefeitura incentiva a instalação de paraciclos e bicicletários pela cidade





A cartilha irá auxiliar estabelecimentos comerciais interessados em instalar equipamentos para bicicletas na cidade. Foto: Alexandre Vieira / Prefeitura de Niterói


Manual é mais uma ação para promover o uso da bicicleta como meio de transporte sustentável

O programa Niterói de Bicicleta, que foi criado pela prefeitura em 2013 para incentivar o uso da bicicleta como transporte sustentável, vai lançar um manual para normatizar, tornar acessível e agilizar o processo de instalação de bicicletários em Niterói pela iniciativa privada. A abertura de vagas para o estacionamento de bikes é uma das vertentes do processo de ampliação da malha cicloviária do município.

O manual irá auxiliar lojas, centros comerciais, shoppings, lanchonetes, bares, condomínios residenciais, escolas, universidades e todos os interessados em participar da construção de uma cidade mais acessível e amiga da bicicleta. O documento será lançado e distribuído para esses setores logo após a publicação de uma resolução que irá regulamentar a instalação de bicicletários como mobiliário urbano, da forma como determina o decreto 12460/2016, publicado no dia 8 deste mês.

Na publicação, estão definidos os parâmetros para a aprovação e legalização dos equipamentos. Os interessados saberão, por exemplo, que os bicicletários ou paraciclos deverão ter caráter aberto e de uso livre, sendo vedada sua exploração comercial. Também estarão listados os modelos, posicionamentos corretos, e os locais onde não podem ser instalados, como nas áreas de influência de pontos de táxi e ônibus, carga e descarga ou junto a rampas ou travessia de pedestres. “O incentivo à instalação desses equipamentos pela iniciativa privada está em consonância com o processo de expansão da malha cicloviária no município. A presença de suportes para o estacionamento seguro em pontos de interesse age de maneira duplamente benéfica ao promover o uso da bicicleta como meio de transporte e aumentar a atratividade e acessibilidade do local de instalação”, explica Isabela Ledo, coordenadora do programa Niterói de Bicicleta.

Vagas – Niterói hoje conta com cerca de 30 quilômetros de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Possuem essa infraestrutura vias nas quais foi identificada demanda pelo uso da bicicleta como transporte e lazer, contemplando eixos como o da Benjamin Constant, Governador Roberto da Silveira, Ernani do Amaral Peixoto, Caetano Monteiro, entre outras. Na Região Oceânica, foi implantada há cerca de um mês a ciclofaixa no trecho da Francisco da Cruz Nunes que faz a ligação da futura estação final do BHLS à Praia de Itaipu.

Este mês foi concluída a instalação dos 350 bicicletários adquiridos em licitação pública. O último lote dessa compra foi instalado em diversos bairros como Ilha da Conceição, Barreto, Icaraí e Jurujuba, totalizando 700 vagas para estacionamento de bicicletas em todas as regiões da cidade.

Os projetos do programa Niterói de Bicicleta de incentivo ao uso do transporte sustentável são diversos e podem ser divididos em duas abordagens distintas e complementares:

Infraestrutura – Manutenção e criação de novas rotas cicláveis; instalação de paraciclos nas praças e passeios públicos; construção e operação do bicicletário seguro da Praça Arariboia; inserção da bicicleta nos projetos viários da prefeitura, como a Transoceânica.

Educação – Campanhas de incentivo à convivência harmoniosa entre os diferentes modais de transporte; ações em escolas visando à educação no trânsito; organização de pedaladas, passeios e eventos que contribuem para o estabelecimento da cultura cicloviária em Niterói.







Obra na Praça Arariboia está na reta final

O vice-prefeito de Niterói, Axel Grael, visitou na tarde da última sexta-feira as obras do bicicletário da Praça Arariboia, que será inaugurado em dezembro. O local terá capacidade para 424 vagas – 136 horizontais e 288 verticais -, e estará à disposição dos ciclistas 24 horas por dia. Além de vagas para as bikes, o espaço terá recepção, bebedouro, local para descanso e manutenção básica e bombas de ar, ocupando uma área de total de 478 metros quadrados aproximadamente. O investimento é de R$ 852.598,79.

A construção do bicicletário está inserida no conjunto de iniciativas do programa Niterói de Bicicleta, que tem como finalidade encontrar espaços para bicicleta no cotidiano da cidade. Axel Grael explica que o programa tem duas vertentes importantes: a implantação de ciclovias e ciclofaixas, e dar aos ciclistas opções de locais para estacionar as bikes. “O grande bicicletário da Praça Arariboia será um grande estímulo para as pessoas usarem bicicleta. É bastante estratégico não só para quem faz a travessia da Baía de Guanabara de barcas, mas também para quem vem trabalhar no centro de Niterói. Além do Centro, temos a previsão de implantação de outros três grandes bicicletários na TransOceânica: no terminal do Engenho do Mato, próximo ao shopping Multicenter e em Charitas”, afirma o vice-prefeito.

Na visita, Grael verificou o andamento da obra. No momento, está sendo concluída a estrutura metálica do bicicletário, ao mesmo tempo em que são preparadas as tubulações para as instalações elétrica, hidráulica e de drenagem.

Uma vez concluída a obra, terá início o processo de cadastramento dos usuários interessados no sistema de operação do bicicletário.

Fonte: O Fluminense



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EDUCAÇÃO ATÉ EMBAIXO D'ÁGUA: grupo da UERJ propõe trilha subaquática em Niterói



Ao participar do “Circuito das Águas” que está sendo implantado, os participantes podem observar o impacto da ação humana na natureza. Ideia é que até o final do ano a trilha esteja liberada aos visitantes. Foto: Douglas Macedo


Giovanni Mourão

Grupo de estudos da Uerj cria a primeira trilha subaquática de Niterói, para conscientizar sobre preservação

Com o objetivo de promover a educação ambiental, o Grupo de Estudos Interdisciplinares do Ambiente (Geia) da Faculdade de Formação de Professores (FFP) da Uerj de São Gonçalo implantou o “Circuito das Águas”, uma trilha interpretativa terrestre e subaquática em Itaipu, na Região Oceânica, com 2,28 km. O percurso engloba parte do Parque Estadual da Serra da Tiririca (PESET) e da Reserva Extrativista Marinha de Itaipu, além da Colônia de Pescadores de Itaipu (Z-8). Trata-se de uma trilha que busca apresentar uma interpretação ambiental dos ecossistemas locais, mostrando a biodiversidade da região para sensibilizar a população a respeito da necessidade da mudança de hábitos que atinjam negativamente a natureza. Localizada na área costeira e marinha de Itaipu, a trilha é composta por seis pontos de paradas, onde os ecossistemas da região são apresentados.

A caminhada educativa começa no manguezal, seguindo para a laguna e depois para uma remanescente de restinga. A quarta parada é sobre o sambaqui/dunas, a quinta é a colônia de pescadores e a resex (reserva extrativista) Marinha de Itaipu. Já a sexta e última parada é no final da Praia de Itaipu, próxima ao Morro das Andorinhas. Neste ponto também acontece a parte subaquática da trilha, em que os participantes mergulham. Ao lado da bióloga do Grupo de Estudos Interdisciplinares do Ambiente, Vivian Modolo, e da geóloga colaboradora, Luciana Tupinambá, a pesquisadora do Geia, Camila Meireles, falou sobre como a ação começou e explicou os objetivos da criação da trilha. “Esta é a primeira e única trilha interpretativa subaquática de Niterói e uma das poucas existentes no Brasil. A ideia surgiu em meados de 2015, pois queríamos ampliar a proposta do Geia, que já desenvolvia trilhas interpretativas no Parque Estadual da Serra da Tiririca. Queremos mostrar o impacto do homem no ambiente, abordando o lixo marinho, a ocupação imobiliária na região da Laguna de Itaipu, o assoreamento, a abertura do canal entre as praias de Itaipu e Camboinhas e outras questões que impactaram o ambiente”.

Uma das biólogas do grupo, Mariana Barcellos, falou sobre as parcerias firmadas para a implantação da trilha e as ações realizadas através delas. “Temos como parceiro o Museu de Arqueologia de Itaipu. Todos os anos o museu e uma escola aqui do bairro fazem, em parceria, atividades de educação ambiental com turmas do quinto ano, explicando a importância da interpretação do meio ambiente”, contou.

Camila Meireles falou também sobre as etapas para a trilha ser definitivamente aberta ao público. “Estamos na fase de implantação da trilha e a partir disso, vamos apresentá-la como um produto para uma empresa de ecoturismo que já está interessada no projeto, ou até para a própria universidade, que pode oferecer o serviço gratuitamente para escolas e pessoas que tenham o interesse de visitar as unidades de conservação. Esperamos que até dezembro ou janeiro a trilha já esteja liberada para visitantes”.

O Geia foi criado em 2006 pelo professor da FFP- UERJ, Douglas de Souza Pimentel, com o intuito de desenvolver estudos interdisciplinares sobre unidades de conservação, biodiversidade e educação ambiental.

Fonte: O Fluminense