quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Legislação de "Cap and Trade" da Califórnia está alavancando projetos florestais




California cap-and-trade law spurs U.S. forest carbon projects

Now that California's carbon market has arrived, an Australian-based company that specializes in forest carbon offsets has jump started two forest projects with private landowners in the western U.S. The new company, Forest Carbon Partners, will make the projects available as carbon offsets for California polluters.

"As the California carbon market comes online, New Forests believes that forest carbon projects will become a critical source of offset supply. Forest Carbon Partners brings together a sophisticated understanding of both forestry and carbon markets to meet the demand for high-quality carbon credits that ensure important co-benefits for family forest landowners and the environment," says managing director, David Brand, in a press release. Forest Carbon Partners is a subsidiary of New Forests Inc., headquartered in Sydney.

Forest Carbon Partners is working with a private forest owner and a Native American tribe to develop offset projects on 4,450 hectares and hopes to expand to 40,000 hectares.

"Our end-to-end investment and project development process will deliver a large pipeline of offset supply to the California market, while focusing on projects with family forest owners that deliver significant land conservation and environmental benefits," said Brian Shillinglaw, manager of carbon investments and policy.

California's carbon market, which is set to become the world's second largest carbon market, is expected to spur green initiatives across the U.S., since the state is allowing companies outside California to participate in its offsets market.


Fonte: Mongabay


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Veja mais informação sobre o sistema Cap and Trade aqui no Blog:
- Palestra sobre sistema europeu de Cap and Trade
- Vídeo com crítica ao sistema "Cap and Trade".





Dicas de editais para financiamento de iniciativas educativas e sociais

Seguem abaixo algumas dicas de editais em curso para seleção de projetos a serem financiados. ATENÇÃO pois alguns prazos para inscrição são bem apertados, sendo que quase todos encerram-se em março:

  • Secretaria de Cultura do RJ: Seleção Pública de Difusão e Intercâmbios Culturais, para artistas e técnicos do cenário cultural do Estado do Rio de Janeiro. Edital
  • Fundação Ensemble: financiamento de 50% de projetos nos temas: 1) Água e Saneamento; 2) Desenvolvimento sustentável: energias renováveis, agricultura sustentável, gestão da biodiversidade, etc; 3) Proteção de animais ameaçados. Informações aqui
  • Secretaria Estadual de Cultura. Edital para apoio a realização de eventos: Edital
  • FAPERJ: Apoio a inovação e difusão tecnológica no RJ: Edital
  • ANA-Agência Nacional de Águas - Prêmio ANA 2012: Informações
  • Governo Federal: Programa Mais Ambiente: apoio à regularização ambiental de propriedades rurais. Informações
  • Green Project Award Brasil - categorias: Iniciativa Jovem, Pesquisa e Desenvolvimento, Produto ou Serviço e Campanha de Mobilização. Mais informações
  • Fundação Boticário - Só para pessoas jurídicas sem fins lucrativos. Linhas temáticas: 1) Ações e pesquisa para a conservação de espécies e comunidades silvestres em ecossistemas naturais; 2) Ações para implementação de polí­ticas voltadas à conservação de ecossistemas naturais; 3) Ações para a regeneração de ecossistemas naturais; 4) Ações para prevenção ou controle de espécies invasoras; 5) Estudos para criação ou manejo de unidades de conservação; e 6) Pesquisa sobre vulnerabilidade, impacto e adaptação de espécies e ecossistemas às mudanças climáticas. Mais informações
  • FAPERJ - Pensa Rio. Estimular a realização de projetos de pesquisa multidisciplinares abrangentes, em áreas relevantes e estratégicas para o Estado do Rio de Janeiro. Informações

Lars Grael será homenageado por enredo da Grande Rio


Lars Grael, no barracão: "Gratificante poder servir de referência" Jorge William / O Globo
Velejador é vítima de um acidente que provocou a amputação de sua perna direita, em 1998, mas continua competindo em alto nível

RIO - O assédio do mundo do carnaval ao velejador Lars Grael é antigo: desde a década de 1990, tinham sido três convites para desfilar em escolas de samba, todos com um não como resposta. Na quarta-feira, o atleta, enfim, subiu pela primeira vez num carro alegórico, na Cidade do Samba. Vítima de um acidente que provocou a amputação de sua perna direita, em 1998, o esportista, que continua competindo em alto nível, será um dos homenageados pela Grande Rio. O enredo da agremiação de Duque de Caxias fala de superação.

— O tema da escola foi fundamental para que eu aceitasse participar. Acho muito gratificante poder servir de referência para milhares e milhares de brasileiros que superam inúmeras dificuldades todos os dias — afirmou Grael.

O atleta virá num carro próximo à bateria, que representará um grande barco a vela. Ontem, o esportista se reuniu com o carnavalesco Cahê Rodrigues para acertar os últimos detalhes de sua participação. Ele optou por ficar de pé durante o desfile e pediu uma roupa branca, mais discreta, como figurino.

— O carro tem molejo! — disse Grael, enquanto se posicionava na alegoria.

Além de um convite para o carnaval de São Paulo, o velejador já tinha recebido convites de outras duas escolas do Rio. Da Mangueira, o assédio veio logo após a conquista de uma medalha nas Olimpíadas de 1996: a intenção era que Grael fosse num carro que remetia ao Olimpo. Mas apenas seu irmão Torben aceitou participar. Da Imperatriz Leopoldinense, veio em 2005 a proposta para participar do enredo em homenagem ao escritor dinamarquês Hans Christian Andersen.

— O convite surgiu porque minha família é de origem dinamarquesa. Mas queriam que eu viesse fantasiado de soldadinho de chumbo. Aí não dava, não é? — brinca.

E nada mais justo do que a estreia de Grael ser no enredo sobre superação. Mesmo após o acidente, a coleção de títulos não parou de crescer. Em 2005, 2008 e 2011, ele foi campeão sulamericano na categoria Star. Em 2009, foi terceiro colocado no campeonato mundial.

— Expus a ideia ao Lars a primeira vez quando nos encontramos, ano passado. Amadurecemos a ideia até que ele aceitou. Ele é um símbolo fundamental para o nosso enredo — conta o carnavalesco.

Além do grande barco em homenagem ao velejador, Cahê elaborou uma alegoria que remete aos atletas paraolímpicos. Integrantes da seleção brasileira de basquete simularão um jogo ao longo do desfile. Entre os destaques estará o nadador Clodoaldo Silva, que tem no currículo, entre outras conquistas, seis medalhas de ouro nos Jogos de Atenas, em 2004. A coordenadora da seleção de ginástica artística feminina e atual secretária municipal da Pessoa com Deficiência, Georgette Vidor, também estará no carro. A alegoria em homenagem ao esporte paraolímpico terá 60 cadeiras de rodas suspensas, onde os integrantes farão uma coreografia. A já tradicional ala com pessoas atendidas pela Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR) virá com 200 integrantes.

Fonte: O Globo

Medalhista olímpico, Lars Grael vai “velejar” no mar da Grande Rio

Velajador será um dos homenageados no enredo do carnavalesco Cahê Rodrigues (Foto: Divulgação)

Velejador será um dos exemplos de superação no desfile da tricolor de Duque de Caxias.

Depois de colocar um astronauta para sobrevoar a passarela do samba em 2001, a ousadia da Grande Rio vai voltar a chamar atenção no Carnaval deste ano. A tricolor de Duque de Caxias construiu um barco para o medalhista olímpico Lars Grael “velejar” em plena Marquês de Sapucaí.

A bordo de um veleiro, o iatista será um dos exemplos de superação que a Grande Rio vai levar para avenida. O enredo Eu acredito em você. E você? – Histórias de superação promete fazer homenagens a altura de personalidades que deram a volta por cima.

O velejador perdeu uma perna após sofrer um grave acidente durante competição em 1998. Dono de duas medalhas de bronze, Lars superou a tragédia e conquistou outros importantes títulos no iatismo brasileiro.

Estreia na Sapucaí

A alegoria da Grande Rio é uma réplica do barco de Lars. As ondas do mar serão reproduzidas por componentes fantasiados de azul e branco.

No alto da vela, a performance do iatista deve emocionar o público das arquibancadas. Estreante na Sapucaí, o velejador diz que está pronto para encarar o novo desafio.

- Eu já tinha recebido outros convites para desfilar antes. Mas só aceitei o convite da Grande Rio por causa do tema da superação. Acho importante falar sobre o assunto em pleno Carnaval. Além do respeito, as pessoas com deficiência também merecem admiração.

Quadra de basquete para cadeirantes

Além de Lars Grael, os atletas paraolímpicos também serão homenageados no desfile da Grande Rio. Integrantes da seleção de basquete vão jogar em uma grande quadra montada dentro de um dos carros alegóricos.

As mães e professoras das vítimas do massacre da Escola Municipal Tasso da Silveira também serão lembradas. O carnavalesco Cahê Rodrigues diz que a apresentação da tricolor deve emocionar o público na avenida, mas adianta que a escola vai falar da superação sem lembrar as tragédias.

- O grande desafio desse enredo foi transformar uma história de superação em Carnaval, já que toda história de superação parte de uma tragédia. Nós optamos por um caminho em que as pessoas vão se divertir muito. O enredo é construído em cima de histórias com finais felizes.

A ideia do enredo nasceu depois da experiência de superação que a Grande Rio viveu em 2011. Um incêndio na Cidade do Samba destruiu grande parte das fantasias e todos os carros alegóricos da escola. Fora da disputa pelo título de campeã, a tricolor reergueu o seu Carnaval em 26 dias.

Fonte: Notícias R7

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Vela, o esporte das medalhas


O que explica a façanha de estarmos entre os dez primeiros países no total de medalhas em todas as Olimpíadas?


A “esquadra” naval brasileira movimenta-se para aportar em Weymouth, cidadezinha no sudoeste inglês onde serão disputadas as provas de vela da Olimpíada de Londres 2012. A boa noticia é que já nos garantimos em sete classes e temos chances de classificação em outras duas.

A vela é o esporte que mais medalhas olímpicas trouxe para o Brasil: 16, sendo seis de ouro, três de prata e sete de bronze. Estamos entre os dez primeiros países no total de medalhas em todas as Olimpíadas. O que explica tal façanha? Alguns dizem que se deve ao tamanho do nosso litoral. Como não conheço, porém, nenhum velejador nordestino de destaque, prefiro acreditar que se trata da paixão dos europeus pelo mar. Se você passar os olhos pelos nossos velejadores – do presente e do passado –, vai ficar surpreso com a quantidade de sobrenomes estrangeiros: Conrad, Grael, Ficker, Welter, Bjorsktrom, Thiesen, Scheidt, Kostiw e por aí vai.

Entre o pessoal que já garantiu o barco na baía protegida de Weymouth, a juventude se mistura com a experiência. Vai de Jorge Zarif, 19 anos – na classe Finn – ao quarentão Bruno Prada companheiro de Robert Scheidt na classe Star, nossa maior esperança de ouro em Londres. Scheidt é um vencedor, bicampeão olímpico, tri pan-americano e – pasmem – octacampeão mundial da classe. Em 2006, talvez cansado de velejar sozinho num Laser, Scheidt pulou do barco e foi para a classe Star, a mais antiga presente nas Olimpíadas (desde 1932, nos Jogos de Los Angeles). Ali, mostrou que tem talento para qualquer barco, conquistando o título mundial em 2007 e ganhando a prata nos Jogos de Pequim (2008). Nas casas de apostas de Londres – os ingleses são fissurados em apostas – Scheidt é “pule de dez”, como diria um turfista.

A Federação Internacional de Vela reconhece 110 classes – espero que Scheidt não queira passar por todas – mas só inscreve nove nas Olimpíadas.

Ainda temos chances de classificar um 470 (masculino) e um 49er e não me perguntem nada sobre esses barcos. Apesar de ser filho e neto de marinheiros, enjoo só de olhar o mar. Sei apenas que a classe 470 tem dois tripulantes e três velas e o 49er, também com dois tripulantes, é um barco de casco fino e duas asas (será que sai voando em algum momento?)

Tive que pesquisar muito para não confundir as bolas (ou os barcos) e acabei descobrindo coisas interessantes para um leigo. Descobri, por exemplo, que para cada classe existe um biótipo ideal. Quanto maior a vela, mais pesado deve ser o velejador, para fazer o contrapeso. Descobri também que o esporte passou a ser chamado de vela a partir dos Jogos de Sydney (2000). Sempre fiz uma confusão dos diabos entre vela e iatismo. Agora não há mais o que confundir: a palavra “iatismo” foi eliminada dos verbetes da Federação. Por que? Para acabar definitivamente com a má fama de “esporte dos ricos”. Quer dizer, os sobrenomes europeus dos nossos velejadores – mais ou menos como os sobrenomes japoneses dos nossos times de beisebol – não tem nada a ver com suas contas bancárias.
 
Texto de Carlos Eduardo Novaes, no site AHE!

Uma palestra sobre o sistema europeu de Cap and Trade para emissões: para os interessados no assunto



The European Union's CO2 Cap-and-Trade System in Perspective

O vídeo acima tem um conteúdo bastante técnico e longo e deve interessar mais aos técnicos e profissionais interessados no tema. Refere-se ao uso do sistema "Cap and Trade" na Europa.

A palestra do economista e especialista sobre mudanças climáticas, Denny Ellerman, discute o sistema europeu  de mercado de carbono, considerado o mais importante do mundo.

Veja mais sobre "Cap and Trade" aqui no Blog do Axel Grael





terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Vídeo critica o sistema "Cap and Trade" como solução para as mudanças climáticas



O vídeo acima é um bem feito e eficiente instrumento de lobby contrário ao sistema de "Cap and Trade", uma das soluções que se apresentam para controlar as emissões de gases de efeito estufa e reverter o processo de mudanças climáticas.

Este sistema, assim como outras opções que estão na mesa dos formuladores de políticas públicas e negociadores climáticos internacionais, são polêmicos e levantam vozes exaltadas, tanto contra como a favor. O conflito e a falta de consenso mínimo é o maior motivo pelo qual há uma grande dificuldade em se avançar nos acordos climáticos internacionais.

Apesar de toda polêmica, o sistema de "Cap and Trade" tem sido defendido e promovido pela EPA - Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, acaba de ser implantado por força de lei na Califórnia e tem se expandido no mundo como um instrumento de controle aplicável não só para emissões atmosféricas, mas também para efluentes líquidos, para resíduos sólidos, florestas, etc.

Curiosamente, o "Cap and Trade" tem sido um dos temas mais presentes na campanha política republicana para a presidência dos EUA. Os candidatos acusam-se mutuamente quanto ao seu grau de rejeição ou apoio ao sistema. É curioso, pois o Partido Republicano é a maior força de resistência contra as políticas ambientais e bloqueia sistematicamente qualquer iniciativa democrata de garantir avanços no Congresso americano. Eles têm os motivos deles. Afinal, são os grandes defensores do "business as usual".

Assista o vídeo, leia mais sobre o assunto aqui no blog e em outras fontes e forme a sua opinião. As mudanças climáticas referem-se ao nosso futuro e são importantes demais para você delegar a outros que decidam por você. PENSE NISSO.

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Leia mais matérias no Blog sobre mudanças climáticas aqui

Leia mais sobre o Cap and Trade em:
- http://axelgrael.blogspot.com/2012/01/europa-se-esforca-para-se-manter-na.html
- http://axelgrael.blogspot.com/2011/04/cap-and-trade-sistema-de-reducao-das.html
- http://axelgrael.blogspot.com/2012/01/restauracao-de-areas-umidas-pode-ser.html
- http://axelgrael.blogspot.com/2011/12/rio-tera-primeira-bolsa-verde-do-pais.html
- http://axelgrael.blogspot.com/2011/10/california-e-o-primeiro-estado-nos-eua.html
- http://axelgrael.blogspot.com/2011/02/pesquisa-analisa-salarios-e.html

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Projeto Grael promove Velejada Solidária pela Baía de Guanabara. Veleje conosco!!!




Roteiro, que pode durar até três horas, inclui pontos turísticos da Baía de Guanabara com uma visão privilegiada pelo mar

Este ano, o Projeto Grael lança um produto inédito para todos os públicos: a Velejada Solidária, no valor de R$ 300 para um grupo de até 8 pessoas. Além de velejar em um barco-escola na companhia de membros experientes da equipe do Projeto Grael, o visitante terá noções de vento, maré e técnicas de navegação.

Por que chama-se VELEJADA SOLIDÁRIA? Ao participar da Velejada Solidária, além de um passeio agradável, o participante ainda ajudará a custear as despesas básicas para manutenção das atividades do Projeto Grael, que ao longo dos seus 13 anos já ofereceu mais de 12 mil oportunidades para estudantes da rede pública de ensino aprender a velejar, desenvolver habilidades profissionalizantes voltadas para o mercado náutico, além de atuar em atividades ambientais.

Como é a VELEJADA SOLIDÁRIA? O barco a ser utilizado para o passeio é da classe MV25, com capacidade para 6 passageiros adultos e dois tripulantes do Projeto Grael. Mais dois passageiros podem ser incluídos, caso sejam crianças de até 12 anos de idade e que estejam acompanhadas por um responsável.

O passeio – que pode durar até três horas e que depende das condições de vento – inclui atrações da Baía de Guanabara e vista privilegiada de alguns dos principais pontos turísticos do Rio e Niterói, como o Pão de Açúcar, Corcovado, Museu de Arte Contemporânea e a Enseada de São Francisco, o berço da vela no Brasil e onde, com sorte, poderão ser vistos alguns dos maiores campeões da vela brasileira treinando. Os passageiros podem escolher uma das três paradas para banho de mar: Praia de Adão e Eva, Morro do Morcego e Praia da Urca. O local pode variar de acordo com as condições ambientais da Baía de Guanabara no dia.

Durante o período das férias escolares, os passeios poderão ser realizados de segunda a sábado. Já durante o calendário letivo, a VELEJADA SOLIDÁRIA será realizada somente aos fins de semana. A saída do passeio será a partir das 13h, com retorno para o Projeto Grael no horário limite das 17h30. O agendamento deve ser feito de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h pelo telefone (21) 2711-9875.

Confira o percurso:

Saída do Projeto Grael - Jurujuba, contorno da orla de Charitas, São Francisco, Estrada Fróes, contorno de toda a orla de Icaraí, Boa Viagem e Museu de Arte Contemporânea, Escola Naval, aterro do Flamengo, Botafogo, Urca, Ilha da Lage, Fortaleza de Santa Cruz, Praia de Adão e Eva, Morro do Morcego, contorno da orla de Jurujuba e retorno a sede do Projeto Grael.

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Velaassessoria - Relações com a imprensa
Mariane Thamsten - 21 8227-6713.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Cientistas querem tatu-bola como mascote da Copa

Tatu-bola (Tolypeutes tricintus): anima dobra o corpo e posiciona-se como uma bola, como estratégia de defesa.

GIULIANA MIRANDA

DE SÃO PAULO
 
Uma ONG dedicada à preservação ambiental, apoiada por cientistas, quer eleger o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) --espécie 100% nacional e ameaçada de extinção-- como mascote da Copa de 2014, que acontecerá no Brasil.

O animal traz no nome, não por acaso, a principal protagonista do futebol. Para despistar os predadores, o tatu-bola consegue se dobrar sobre o próprio corpo, formando uma esfera. Os dribles, porém, não funcionam com os muitos humanos que caçam a espécie.

"[A escolha do tatu-bola] mostraria ao mundo a nossa rica natureza e o compromisso com a biodiversidade, além de sensibilizar o povo brasileiro para a defesa e a proteção da nossa natureza", diz a ONG Associação Caatinga, que lidera o movimento.

A briga, porém, não vai ser fácil. Animais "pop", como a onça-pintada, também estão no páreo, disputando até com personagens da literatura.

O ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, defendeu consulta pública, mas já mostrou inclinação pelo saci-pererê.

Fonte: Folha.com

Ruralistas miram além da revisão do Código Florestal

A ambição da bancada ruralista é ir muito além do que desfigurar o Código Florestal.

Primeira ofensiva dos grandes produtores rurais neste ano será confirmação de alterações ambientais. Depois, almejam pressionar por outras mudanças


Um dos temas mais chamativos neste ano legislativo que se inicia é, sem dúvida, a revisão do Código Florestal. Depois de ter sido aprovada na Câmara dos Deputados e alterada no Senado ao longo do ano passado, a proposta será novamente apreciada por deputadas e deputados federais e poderá ser levada a plenário logo no início de março. Caso seja aprovada, seguirá para o Palácio do Planalto que, no processo de sanção final, dispõe ainda da prerrogativa de vetar aquilo que julgar impróprio no texto que lá chegar.

O relator da matéria, Paulo Piau (PMDB/MG), fez elogios à última versão votada no Senado e prometeu apresentar o seu parecer ainda na primeira quinzena de fevereiro. Nesta fase, o parlamentar terá a incumbência de montar um único projeto com base exclusivamente nos textos que foram aprovados nas duas Casas, ou seja, não há possibilidade de redação de uma versão completamente nova e diferente das que já foram ratificadas.

Fontes consultadas pela Repórter Brasil apresentam perspectivas distintas sobre o possível desenrolar desta segunda passagem da matéria pela Câmara. Há quem aposte na retomada vigorosa do projeto aprovado na Câmara, que agrada mais à bancada ruralista; e também aqueles que aguardam um compêndio final mais próximo ao que emergiu do Senado, instância na qual o Poder Executivo interveio de forma muito mais ativa e coordenada para “reduzir danos”. Mas dado o peso expressivo dos ruralistas, a proposta que deve sair do Congresso, seja ela mais próxima à da Câmara ou à do Senado, seguramente atenderá os principais anseios dos grandes proprietários rurais.

O processo de revisão em toque de caixa – que tem motivado críticas da comunidade científica e de diversas representações da sociedade civil por anistiar ilegalidades ambientais e pavimentar brechas para a reprodução da lógica de avanço do desflorestamento – é um dos desejos mais antigos e estratégicos do grupo político dos latifundiários, representado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O principal argumento utilizado pelos ruralistas para negar a anistia, estendida às irregularidades cometidas até 22 de julho de 2008 (data da edição do Decreto 6.514/08, que regulamenta a Lei de Crimes Ambientais 9.605/98), consistia na conversão das multas aplicadas aos responsáveis em obrigações de regularização (já previstas no Decreto 7.029/2009). Pois a necessidade de recompor parte das áreas degradadas, que seriam consolidadas pelo Programa de Regularização Ambiental (PRA), está sob fogo cerrado dos próprios ruralistas.

O deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO) tem dito, por exemplo, que seriam necessários R$ 325 bilhões para recompor os cerca de 65 milhões de hectares de áreas de preservação permanente (APPs) e de reserva legal ocupadas pela produção agropecuária. Não haveria, segundo o parlamentar, possibilidade de executar tal proposta.

Já a senadora Kátia Abreu (PSD-TO), que preside a CNA desde 2008 e foi reeleita para permanecer na função até 2014, classificou o projeto do Senado de “incumprível”. A despeito das manobras que podem ser promovidas pelo governo para pleitear a inclusão de alguns pontos do projeto final e até dificultar o processo de votação, a proposta deve ser aprovada conforme a vontade da bancada ruralista.

Agenda

A revisão do Código Florestal é apenas um dos itens da agenda ruralista. Uma vez concluída a modificação das leis ambientais, os grandes produtores rurais almejam intensificar a pressão em outros sentidos. A Repórter Brasil esteve em sessão da Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (CAPADR), realizada no final de setembro de 2011, e registrou os pronunciamentos de ruralistas acerca dessas e de outras questões. A audiência pública foi convocada pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) para “apurar denúncias de ação abusiva de agentes da fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Federal (PF) contra associados ao Consórcio de Empregadores Rurais de Ibiraiaras (RS) e contra produtores rurais de todo o Brasil”.

As falas dos congressistas revelam ambições que vão muito além de alterações ambientais e trabalhistas. A própria Constituição de 1988 é alvo de ataques, respaldando o desejo já manifestado pelo bloco ruralista articulado em torno do recém-criado PSD de convocar nova Assembleia Constituinte. São emitidas sinalizações claras do intuito da retirada, por parte de membros do Congresso Nacional, de prerrogativas do Ministério Público. Faz-se até a defesa implícita dos pretensos “benefícios” do trabalho infantil no meio rural.

Durante a audiência pública, produtores do Rio Grande do Sul e da Bahia acusaram a fiscalização trabalhista de abusos, especialmente quanto à suposta truculência da Polícia Federal (PF). Representantes dos principais órgãos que participam das ações – Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério Público do Trabalho (MPT) e PF – compareceram à audiência, reforçaram a importância do trabalho que vem sendo realizado para proteger o direito dos trabalhadores, e apontaram formas – administrativas e judiciais – de questionar a conduta das equipes de fiscalização.

Além dos repetidos auto-elogios fundados na relevância econômica do setor agropecuário e do apelo à fragilidade dos produtores, a bancada ruralista se empenhou em inverter a lógica das operações fiscais: em vez de possíveis responsáveis por exploração ilegal de mão de obra, os produtores rurais foram apresentados como vítimas do despotismo estatal.

O próprio Paulo Piau declarou estar preocupado com a “legislação absolutamente incompatível com a cabeça do brasileiro” e associou o zelo na área trabalhista com “a importância do meio ambiente, que virou um fundamentalismo” por parte de quem tem se colocado contra as mudanças no Código Florestal. “A Constituição de 1988 foi chamada de cidadã, mas, no fundo, criamos um monstro”, definiu. Para ele, agentes públicos que “não tem experiência, mas tem poder de caneta” e exigem a aplicação efetiva da lei estão fazendo “um grande mal para esse país”. Na visão do deputado, essa cobrança, sem que haja a conscientização da sociedade (no caso especifico, dos produtores rurais), se converte em “martírio, prisão”.

Comparação

O coro contra a fiscalização foi engrossado por Paulo Cesar Quartiero (DEM/RR), arrozeiro que exercia o cargo de prefeito de Pacaraima (RR) durante o processo de homologação da Terra Indígena (TI) Raposa/Serra do Sol, confirmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O deputado aproximou a conduta das fiscalizações federais com as forças alemãs do regime nazista de Adolf Hitler, que conduziu milhões a campos de concentração, e também com as tropas norte-americanas de mariners que invadiram o Iraque. Segundo a autoridade, fiscais passam nos concursos, vestem o colete, saem “atropelando quem aparece pela frente” e protagonizam o que ele definiu como “sadismo”.

Além das comparações, o produtor rural e congressista de Roraima argumentou que o elenco de “compromissos” como o combate ao trabalho escravo, a sustentabilidade ambiental e a defesa dos direitos humanos e de minorias (como indígenas e quilombolas) não foi “gerado pela nossa sociedade”, mas “trazido de fora e aqui implementada”.

“Nunca vi trabalho escravo. E olhe que eu ando em tudo que é buraco, em tudo que é maloca, em tudo que é corrutela. Eu não vejo trabalho escravo. Eu vejo é miséria, abandono e pobreza. Pobreza que atinge os trabalhadores e o produtor também”, disparou o parlamentar. Dizendo-se vítima da “carga monstruosa de impostos”, pregou a inexistência de distinção entre empregados e empregadores no meio rural. “A diferença é que o trabalhador ainda não conseguiu ser proprietário”.

Para Homero Pereira (PSD-MT), assim como a legislação ambiental, as normas trabalhistas são “impossíveis de serem praticadas”. Ele condenou tanto a forma preconceituosa (“turma do mal”) como os produtores rurais são tratados no país como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 438/2001, que prevê o confisco de terra onde houver flagrante de trabalho análogo à escravidão, tema que deve voltar à baila com a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Trabalho Escravo. Para o ex-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso (Famato), a legislação trabalhista é “tão avançada que avança, inclusive, sobre o emprego das pessoas”.

Na perspectiva do parlamentar, o Ministério Público, que teve as suas prerrogativas asseguradas pela Constituição de 1988, se tornou um “grande algoz”, pois não vê o outro lado e se arvora de uma autoridade “que certamente esse Congresso vai rever em breve”. Qualquer um dos vários projetos que tramitam na Casa no sentido de tirar prerrogativas do Ministério Público seria certamente aprovado se colocado em votação, previu.

Reorientação

Ex-prefeito de Luís Eduardo Magalhães (BA) entre 2001 e 2008, Oziel de Oliveira (PDT-BA) alegou ter sido ele próprio vítima de abuso de fiscalização trabalhista ao ser citado indevidamente no relatório de uma ação ocorrida no Oeste baiano. De acordo com ele, graças ao cargo de deputado federal, teve como destinar a denúncia à CAPADR e à cúpula do MTE, mas “tantos outros [que passado por situações semelhantes] não têm essa mesma condição”. Dizendo-se defensor dos trabalhadores rurais e dos direitos humanos, clamou para que os agentes públicos se dediquem a verificar, por exemplo, as condições dos presos da região. As dependências carcerárias de Luís Eduardo Magalhães (BA) e Barreiras (BA), de acordo com ele, estão superlotadas. Na primeira cidade, seriam 80 presos para um local com capacidade para 12 pessoas. Na segunda, 130 para um espaço que comporta apenas 30.

Orgulhoso de seus 40 anos de vida pública (35 deles em postos de comando) e de suas passagens como ministro de Estado (em gestões e pastas distintas, desde a administração de Itamar Franco, passando por Fernando Henrique Cardoso até o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva), Reinhold Stephanes (PSD-PR) contrastou a simplicidade dos agricultores frente às “centenas de exemplos” de truculência da PF e dos fiscais do poder público.

Segundo o ex-ministro, o que se vê são agentes públicos, com seus salários “10 a 15 vezes” maiores que a renda de pequenos produtores e “pouquíssimo conhecimento da realidade”. Para ele, os fiscais precisam ser treinados para uma abordagem mais dirigida à orientação. “Tudo bem, multem, mas multem com educação. Entrar com uma metralhadora na casa do agricultor é um negócio inconcebível”, criticou. Na concepção dele, os responsáveis por ações desse tipo deveriam ser presos. “Se meu pai ou o meu avô recebessem isso, eles efetivamente entrariam em parafuso, porque são pessoas mais simples”.

Ronaldo Caiado desqualificou o enquadramento maniqueísta que tenta ligar a imagem do produtor à de bandido. O ruralista lembrou que a Chacina de Unaí – em que três auditores fiscais do trabalho e um motorista do MTE foram assassinados em uma emboscada em janeiro de 2004 – foi um ato criminoso repudiado por todos, assim como outros incidentes em que as vítimas foram produtores. Chamou atenção para a tendência, segundo ele incentivada pelo governo federal, de exclusão dos pequenos e médios produtores a favor da concentração do setor agropecuário na mão de poucos. “Talvez as grandes empresas multinacionais sejam as únicas que consigam seguir as normas regulamentadoras de trabalho”, salientou o parlamentar, “pois os pequenos não teriam como cumprir as exigências”.

Em nome da “paz no campo”, Ronaldo Caiado pediu reflexão aos representantes dos órgãos fiscalizadores acerca do “prejuízo que estão trazendo” e sugeriu a busca de uma reorientação a partir de “pontos de concórdia” e de “correções que precisam ser feitas”, em detrimento de custosas multas, máculas às imagens dos envolvidos e disputas judiciais.

Encaminhamento

Como representante dos produtores rurais, Valdir Colatto (PMDB/SC) afirmou que tem obrigação de se indignar contra essas legislações. Criado com outros 14 irmãos, declarou ter começado a trabalhar aos cinco anos de idade para ajudar os pais na roça e que sempre ouve agricultores se queixando que não podem fazer o mesmo porque a lei não permite. Equipes de fiscalização, a seu ver, deveriam adotar o bom senso em vez de incorporar um viés ideológico e preconceituoso, conforme os seus parâmetros, dos problemas rurais.

“Trabalho escravo é agricultor que planta sem saber que vai receber a remuneração do seu trabalho. Esse é o trabalho escravo”, resumiu o congressista catarinense da região de Chapecó (SC). Ele chegou a sustentar que se toda a legislação trabalhista e ambiental fosse respeitada, “não se produz nada”. “É isso que se quer? Acho que não”, emendou.

Valdir Colatto repudiou o risco de perda de patrimônio (caso seja aprovada a PEC do Trabalho Escravo) e o excesso de detalhes da Norma Regulamentadora (NR) 31, que estabelece regras para o trabalho rural. Esses exageros, no entendimento do deputado, estariam sendo cobrados nas libertações de mão de obra escrava nos segmentos de cultivo de maçã e extração de erva-mate. “A Polícia Federal que vá caçar bandido no morro”.

As equipes dedicadas à fiscalização, de acordo com Luis Carlos Heinze (PP-RS), parecem não entender a “maravilha” que é o agronegócio, principal responsável pelo superávit na balança comercial nacional. Ao reclamar da política de liberalização econômica que “esfola” produtores (a maioria deles de baixa renda) desde os governos de José Sarney e de Fernando Collor (ambos atualmente senadores, o primeiro pelo PMDB-AP e o segundo pelo PTB-AL), ele admitiu ter “saudades dos governos militares” e dos anteriores. Disse não entender como há quem seja capaz de falar mal dos agricultores. Segundo ele, diante de tantas adversidades e do contexto, os produtores rurais brasileiros deveriam ser “levantados e ovacionados”.

O país só teria conseguido atravessar a crise de 2008, continuou Luis Carlos Heinze, por causa da produção primária agrícola. Mesmo se colocando como defensor dos trabalhadores, questionou o que seriam o quadro “degradante” e a “jornada exaustiva”, itens previstos no art. 149 do Código Penal que define o trabalho em condições análogas à escravidão. O maior explorador de todos, disparou o congressista gaúcho, é o governo federal, que impõe uma carga tributária da ordem de 36% do Produto Interno Bruto (PIB).

A necessidade de priorização do aspecto orientativo das fiscalizações foi repisada pelo deputado Onyx Lorenzoni, autor do requerimento de convocação da audiência pública. O deputado se declarou contra o que classificou como “dogmas” de agentes públicos dedicados apenas a aplicar a “letra fria da lei”. Essa visão unilateral, na opinião dele, teria feito com que a legislação ambiental colocasse 4,5 milhões dos 5,2 milhões de proprietários rurais do país em situação de ilegalidade. A esperança do deputado se volta para iniciativas similares à do seu colega Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que teria expressado “profundo sentimento de brasilidade” no esforço que serviu de alicerce para as mudanças do Código Florestal que estão sendo debatidas.

Moacir Micheletto (PMDB-PR), que estava na sua sexta legislatura e faleceu no final de janeiro deste ano em um acidente de carro, e Marcon (PT-RS) também reprovaram a conduta da fiscalização trabalhista. O único a sair abertamente em defesa dos órgãos de inspeção para evitar abusos por parte dos empregadores foi o deputado federal Jesus Rodrigues (PT-PI).

O MPT foi representado na audiência pública por Débora Tito Farias, da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conaete) e da Procuradora Regional do Trabalho da 6ª Região (PRT-6), em Recife (PE). Guilherme Moreira, da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae), marcou presença como integrante do MTE, e o delegado Elmiz Rocha Júnior compareceu pela PF. Rosângela Rassy, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) também se manifestou durante a audiência em defesa das equipes que têm se dedicado às inspeções.

Como encaminhamento, Onyx Lorenzoni solicitou que a degravação da audiência pública fosse encaminhada às corregedorias dos órgãos que atuam na fiscalização trabalhista (MPT, MTE e PF), “para que a situação que vivemos tenha repercussão nas instâncias superiores que aqui estiveram representadas” e também ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Por Maurício Hashizume
Repórter Brasil

Fonte: amazonia.org.br