sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Livro conta a história de São Paulo e suas águas


Livro aborda impacto das transformações socioeconômicas sobre as águas da cidade de São Paulo e como seus habitantes foram afetados pelo processo de urbanização entre 1875 e 1930 (reprodução)

Domando águas

09/09/2011
Por Mônica Pileggi

Agência FAPESP – No fim do século 19, a cidade de São Paulo passou a vivenciar um ritmo de vida econômico e sociocultural que permitiu o incremento da urbanização e o seu adensamento populacional. Devido à riqueza gerada pelo complexo econômico cafeeiro, as águas da cidade se tornaram, gradativamente, obstáculos às formas de ocupação – reproduzidas até hoje – do tecido urbano.

A análise está no livro Domando águas: salubridade e ocupação do espaço na cidade de São Paulo, 1875-1930, que aborda as transformações sociais e econômicas durante o processo de urbanização da cidade e como seus habitantes foram afetados por elas.

O livro de Fábio Alexandre dos Santos, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em Osasco, é resultado de sua pesquisa de doutorado feito no curso de História Econômica do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Destinado a pesquisadores, profissionais e interessados no tema, o livro contou com o apoio da FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Publicações.

De acordo com o autor, o livro faz uma interface com diferentes áreas do conhecimento, com o objetivo de assimilar as transformações urbanas da capital paulista. “Ele tenta captar a cidade na sua interdisciplinaridade”, disse Santos à Agência FAPESP.

O processo de urbanização de São Paulo foi assinalado pela riqueza gerada pelo café, instauração da República, imigração em massa e a formação dos serviços públicos de saúde.

“Isso fez com que a cidade e seus administradores tentassem imprimir a ela um aspecto de modernização. Nesse sentido, era preciso dar a São Paulo, cuja população também crescia, uma cara de lugar habitável e que representasse todo o capital que afluía a ela”, contou.

Essas transformações passaram a ocorrer principalmente a partir de 1875, com pretensão das elites em modernizar e tornar a cidade civilizada. “São Paulo passou a ter um grande dinamismo urbano”, disse Santos. Nesse cenário, as questões relacionadas aos problemas de limpeza urbana, retificações e canalizações de rios, moradia, carência nos serviços de água e esgoto, valorização e especulação imobiliária passaram a convergir.

“As ações de empresas privadas (de serviços públicos e imobiliários) eram incentivadas ora pela omissão dos poderes públicos, ora por parcerias. Isso transformou a cidade em um espaço de ação e urbanização baseado na exclusão. Ainda hoje, muitas pessoas ocupam áreas de preservação ambiental ou de proteção, como é o caso do Jardim Pantanal, que sofre com as inundações causadas pelas grandes chuvas”, disse.

O marco temporal de Domando águas se encerra em 1930. Período em que se deu a consolidação do mercado imobiliário, resultado da capitalização do solo e da delimitação das áreas de moradia para cada faixa socioeconômica da população.

Segundo Santos, a valorização da terra urbana, de acordo com os serviços públicos ofertados, principalmente aqueles voltados à salubridade da cidade, levou à fixação dos limites.

Nesse momento, conta o autor, as águas da cidade foram “dominadas”, em processo que se deu por meio de afastamentos de cursos d’água, canalizações e retificações de rios, além da poluição das águas.

“O livro procura refletir uma São Paulo que tentou domar águas até onde lhe interessava, mas que não conseguiu resolver problemas seculares como o das enchentes, da falta de destino adequado dos resíduos domésticos – e, mais tarde, dos industriais – e dar conta de moradia para toda a sua população. Ou seja, uma cidade que hoje sofre as consequências da urbanização desigual”, disse Santos.

Domando águas: Salubridade e ocupação do espaço na cidade de São Paulo, 1875-1930
Autor: Fábio Alexandre dos Santos
Lançamento: 2011
Preço: R$ 56
Páginas: 320

Mais informações: http://www.alamedaeditorial.com.br/

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Fonte: Agência Fapesp

São paulo e a morte dos rios que a fez nascer


Entre Rios conta de modo rápido a história de São Paulo e como essa está totalmente ligada com seus rios. Muitas vezes no dia-a-dia frenético de quem vive São Paulo eles passam desapercebidos e só se mostram quando chove e a cidade pára. Mas não sinta vergonha se você não sabe onde encontram esses rios! Não é sua culpa! Alguns foram escondidos de nossa vista e outros vemos só de passagem, mas quando o transito pára nas marginais podemos apreciar seu fedor. É triste mas a cidade está viva e ainda pode mudar!

O video foi realizado em 2009 como trabalho de conclusão de Caio Silva Ferraz, Luana de Abreu e Joana Scarpelini no curso em Bacharelado em Audiovisual no SENAC-SP, mas contou com a colaboração de várias pessoas que temos muito a agradecer.

Direção:
Caio Silva Ferraz

Produção:
Joana Scarpelini

Edição:
Luana de Abreu

Animações:
Lucas Barreto
Peter Pires Kogl
Heitor Missias
Luis Augusto Corrêa
Gabriel Manussakis
Heloísa Kato
Luana Abreu

Câmera:
Paulo Plá
Robert Nakabayashi
Tomas Viana
Gabriel Correia
Danilo Mantovani
Marcos Bruvic

Trilha Sonora:
Aécio de Souza
Mauricio de Oliveira
Luiz Romero Lacerda

Locução:
Caio Silva Ferraz

Edição de Som:
Aécio de Souza

Orientadores:
Nanci Barbosa
Flavio Brito

Orientador de Pesquisa:
Helena Werneck

Entrevistados:
Alexandre Delijaicov
Antônio Cláudio Moreira Lima e Moreira
Nestor Goulart Reis Filho
Odette Seabra
Marco Antonio Sávio
Mario Thadeu Leme de Barros
José Soares da Silva

Fonte: Vimeo

Poluição da Baía de Guanabara: entrevista da equipe do Projeto Grael repercute na mídia internacional

O mundo está de olho no cumprimento da promessa olímpica do Rio de despoluir a Baía de Guanabara

Uma entrevista de participantes do projeto Águas Limpas para a Associated Press sobre o problema do lixo flutuante e a poluição da Baía de Guanabara e a Rio 2016 teve ampla repercussão na mídia internacional.

Nosso objetivo não é atentar contra a imagem da cidade, mas cobrar que a promessa da vitoriosa campanha de candidatura olímpica do Rio de Janeiro de reduzir em 80% a carga de poluentes da Baía de Guanabara seja cumprida. Para isso, as ações precisam começar imediatamente.

Como cidade olímpica, o Rio de Janeiro repercutirá na mídia e na opinião pública do mundial cada vez mais. Para o bem e para o mal. Está nas nossas mãos decidir que imagem passaremos. Poderemos contar para o mundo uma bela e exemplar história de recuperação de um ecossistema - a Baía de Guanabara - ou poderemos ser vistos com grande frustração e descrédito como incapazes de cumprir o que prometemos.

Estamos certos que este o Rio de Janeiro saberá estar à altura do momento histórico que conquistou. A cidade vai cumprir o que prometeu e alcançará este sonhado legado e nós estaremos vigilantes, cumprindo o nosso papel de cidadania, acompanhando de forma proativa este processo.

Queremos ver a cidade ganhar esta medalha verde e bater palmas no final!!!

Veja abaixo o release da Associated Press abaixo:


Oceanógrafo Vinícius Palermo mostra o lixo flutuante na Baía de Guanabara. Foto AP.

Pollution in Rio's bay poses Olympic challenge


By JULIANA BARBASSA
RIO DE JANEIRO


Oceanographer Vinicius Palermo reaches into Guanabara Bay with a hand-held net, scooping another soggy load of candy wrappers, soda bottles and shredded plastic bags.

His specially outfitted boat filters as much as 180 pounds of garbage daily from this enormous bay, including rusting refrigerators and dead sea turtles tangled in fishing line. All this in the waters that will host the Olympic sailing competition in 2016.

Decades of neglect and unplanned growth have long caused foul beaches and health hazards for local residents, but now officials are struggling to clean it up before the global spotlight hits Brazil with the world's two biggest sporting events, the 2014 World Cup and the 2016 Olympics.

Only 33 percent of Rio's wastewater is treated, and many of the 19 rivers that empty into the bay run rank with sewage. Recent efforts have improved conditions, but politicians acknowledge it will take many years and millions of dollars to restore the bay, which is on the other side of Sugarloaf mountain from renowned beaches such as Copacabana.

"If the games were today, we'd be offering the worst Olympic lanes in history," said Axel Grael, the former head of the state environmental agency and current president of an environmental cleanup and education program called Projeto Grael. The program includes the "Clean Waters" effort headed by Palermo.

"No other (Olympic) place has been as dirty as this is now," Grael said. "If one of these boats, during the competition, were to get tangled in plastic, it would be a real embarrassment for the bay and for the city."

Pollution also fouls lakes and beaches that will stage other events during the 2016 Games.

Rodrigo de Freitas lake, which will host the Olympic rowing and canoeing competitions, has suffered massive fish kills in recent years when the water quality dropped. Copacabana Beach, where marathon swimmers and triathletes will compete, is occasionally unfit for swimming. Heavy rains regularly cause sewage overflows that leave long, black streaks on Rio's white-sand beaches.

Governments are increasing efforts to treat the sewage that fouls Rio's lakes and beaches, and there are at least fish now in Rodrigo de Freitas lake, even if their levels of heavy metals make them inedible.

And the stench that once wafted from Guanabara Bay in a rude welcome to visitors arriving at Rio's international airport is much improved.

Cleaning up Guanabara, which covers 148 square miles (383 square kilometers), remains the biggest challenge.

Athletes who hope to compete in the sailing event have been disappointed after inspecting conditions in the bay, said Grael. His siblings, Lars and Torben, are Olympic medalist sailors who refined their skills in Guanabara.

When the World Military Games were held there in July, Palermo and his crew did a week of emergency cleanup, hauling out half a ton of floating trash so it wouldn't ensnare a boat and cost an athlete a medal.

But Palermo's nets are no match for the trash produced by the 10 million people who cluster along Guanabara's shores. Spotty garbage collection means trash gets flushed out to the bay with every storm.

Waste from shipyards, two oil refineries, two commercial ports and one of the world's largest dumps also escapes into the bay that opens beyond the iconic granite facade of Rio's Sugarloaf mountain.

Cariocas, as Rio residents are known, have grudgingly learned to live with the filth. Before hitting the beach, they regularly check the newspapers for daily updates on the sanitary conditions even at Copacabana, which face the Atlantic Ocean. A survey last year by the city's Department of the Environment showed E. coli bacteria counts made stretches of sand on Ipanema Beach unsafe for recreation.

The water lapping at beaches along the bay has been considered unsafe for years. Those who live in cities farther along Guanabara face far more serious health hazards due to sewage that runs in open ditches.

"Our goal is the go from treating 30 percent of sewage to treating 65 percent by 2014, but sewage is only one aspect of the problem," said state environmental secretary Carlos Minc. "We have several initiatives to guarantee a clean bay for the World Cup and the Olympics."

Recent efforts have improved conditions. A program funded by international banks and supplemented with state funds built waste treatment plants along Guanabara. Much of the rotting food and other organic matter that had flowed unimpeded into the water was blocked by improvements to the Gramacho Municipal Landfill. One of the world's largest dumps, it is built on unstable, ecologically sensitive marshland bordering the bay. Agreements with refineries and shipyards operating in the area have significantly reduced the heavy metals and other industrial pollutants entering the system.

Minc's office is now launching a program to establish regular trash pickup and sewage connections in long-neglected shantytowns that now pollute the bay.

Palermo says he wonders if the political good will can last beyond the Olympics to better the lives of residents.

"Yes, there are clear improvements, but you also have 50 years of unplanned growth that wasn't accompanied by any infrastructure," he said. "You have years, decades, of impact, and now they're saying they're going to solve this in four years? I just don't think that's realistic."

Even the recent gains have been marred by poor planning and a lack of coordination among agencies.

Officials built several waste treatment plants along the bay starting in 1992, but failed until recently to build the sewage systems meant to serve four of them, said Gelson Serva, coordinator of a government environmental sanitation program known by its acronym PSAM.

Even now, the biggest plant, Alegria, or "Happiness" in Portuguese, is operating at one-third of its intended capacity. Three others are treating about one-fifteenth of what they can handle.

Serva is heading a $650 million program to plug those gaps with new or refurbished sewage lines and treatment plants, and he says he is guardedly optimistic.

"The challenge is huge, and the effort will be great," he said. "The improvement will be gradual. By the Olympics, we'll be feeling the improvement, but the real effect will come in 10 years or so."

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Vejam a repercussão em alguns dos muitos veículos de comunicação que publicaram sobre o tema:
Business Week
Houston Chronicle
ABC News/ESPN
3News, Nova Zelândia
Canadian Business
Kansas City
Team USA - Comitê Olímpico dos EUA
San Luis Obispo, California
Hawaiian News
Washington Post
India Times

"Pintando a Liberdade": Programa incetivado por Lars Grael quando esteve no Ministério do Esporte mostra bons resultados.


Pintando a Liberdade - Projeto Social sério do Esporte Brasileiro

9/9/2011 09:24:25
Fonte: site do Lars Grael

O Pintando a Liberdade surgiu do idealismo do Roberto Canto, ex-técnico da Paraná Esporte. Recebeu amparo do Governo Federal na gestão do então Ministro Extraordinários dos Esportes, Pelé!

Quando cheguei ao então Ministério do Esporte e Turismo, o Pintando a Liberdade estava implantado no Paraná e descontinuado no Ceará. Demos novo impulso e o projeto atingiu 26 estados da federação.

Sua continuidade deve-se ao idealismo e capacidade de um técnico do Ministério do Esporte, Gerêncio Nelcyr de Bem que é o curador do Pintando a Liberdade desde o nascimento.

Sobreviveu e cresceu nas gestões dos Ministros: Rafael Grecca; Carlos Melles; Caio Luiz de Carvalho; Agnelo Queiroz e Orlando Silva.

Gera material esportivo para as escolas públicas, bolas com guizo oficial da IBSA para cegos, para o Programa Segundo Tempo (sucessor dos Programas Esporte Solidário e Esporte na Escola); Programa Forças no Esporte e distribui material para outros países do Terceiro Mundo.

Tenho orgulho de ter participado da catapultada do Pintando a Liberdade.

Parabéns aos idealistas que mantiveram o projeto: Gerêncio e sua equipe; Roberto Canto; Cel. Martins e ex-presidiários como o João Alves da Silva e o Guido ver abaixo).

Lars Grael


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Ex-presidiário encontra redenção na fabricação de redes esportivas

Este cidadão foi enquanto preso no Paraná participante das primeiras turmas do Pintando a Liberdade entre 1998/2002. Depois foi contratado pelo Programa para ser instrutor em âmbito nacional pelo Ministério do Esporte, foi designado para ministrar cursos de confecção de redes esportivas na penitenciária Nelson Hungria em Contagem, região metropolitana de BH. Hoje é um dos maiores empresários do ramo no estado de Minas Gerais.

http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM1622138-7824-EXPRESIDIARIO+MUDA+DE+VIDA+E+VIRA+EMPRESARIO,00.html

http://sportv.globo.com/site/programas/sportv-news/noticia/2011/09/ex-presidiario-encontra-na-fabricacao-de-redes-volta-por-cima.html

Edson Roberto Guido viu no esporte uma chance de se recolocar na sociedade depois de 11 anos na prisão. Não como atleta ou treinador. Mas tem muita bola por aí estufando redes que foram fabricadas por ele. Na penitenciária, na qual a falta de perspectiva imperava, começou a trabalhar e mudar de vida.

- A gente em cinco ou seis jogando baralho, era umas quatro horas da manhã. Fui para a frente do espelho, lavei meu rosto e fiquei me olhando e lembrando. Aí começou a passar aquele filme todo. De repente, me veio um clarão na mente: "O que estou fazendo da minha vida? Já tem dez anos que eu joguei fora". Eu fui preso com 18 anos, mas entrei no crime com 14. Já tinha 25, 26 anos e ainda estava na cadeia. E tinha muita pena para cumprir. Falei: "Não, este negócio está errado. Vou mudar de vida". Tracei metas e de lá para cá comecei a procurar cursos, estudar - disse ele ao "SporTV News".

Guido aprendeu a fazer redes na prisão e recebia pelo trabalho. Foi contratado pelo Ministério do Esporte para ensinar o ofício a outros presos. Hoje, luta contra o preconceito de quem acha que ex-presidiários não têm solução.

A forma que ele encontrou para lutar contra a discriminação foi trabalhando duro e também dando oportunidades a quem passou ou passa pela mesma situação que enfrentou. Na fábrica dele, dois dos 20 funcionários que têm carteira assinada são ex-detentos. Outros 15 trabalham para ele de dentro de uma penitenciária.

- Tenho alguns meninos que até ganham bem, às vezes ganham mais até do que os que trabalham aqui fora. Porque eles têm mais tempo, se dedicam, gostam, se identificam com a profissão - explicou o empreendedor.

Enquanto ajuda, Guido também amplia seus horizontes. A fábrica, que hoje ocupa um galpão, vai passar a ocupar dois, com 720 metros quadrados, só para a confecção de cordas. Depois, vai precisar de mais dois para a fábrica de redes.

Fonte: SporTV News

TV Brasil: Lars Grael e alunos do Projeto Grael no Programa Especial

O velejador Lars Grael.

Experiência de vida e velejada com cadeirante são os destaques

Irá ao ar, nesta sexta (09), às 19h30, pela TV Brasil, o Programa Especial, gravado no Projeto Grael. A matéria traz imagens e depoimentos de jovens que participam dos cursos profissionalizantes. Os alunos contam um pouco de sua trajetória e também sobre o que o Projeto Grael representa em suas vidas. Ainda no programa, será possível conferir uma velejada do cadeirante (e apresentador) Zé Luiz com Lars Grael no leme de um dos barcos-escola do Projeto. O programa será reprisado na TV Brasil no sábado (10), às 15h.

sábado, 3 de setembro de 2011

RELATÓRIO DO GOVERNO FEDERAL COMPROVA QUE APENAS 5% DA ÁREA DESMATADA DA AMAZÔNIA É CULTIVADA

Desmatamento da Amazônia, próximo ao Rio Madeira, Rondônia, para implantação de pastagens. Foto Axel Grael.


Pastagem abandonada às margens do Rio Madeira. Foto de Axel Grael.
 
Relatório anunciado ontem pela ministra Izabella Teixeira, pelo ministro Aloísio Mercadante e pelo presidente do INPE, Gilberto Câmara, apresentou o resultado do estudo feito sobre o uso do solo nas áreas desmatadas na Amazônia até 2008.

Veja alguns números e resultados:
  • 17,5% da Amazônia já foram desmatados.
  • 62,1% da área de 719,2 mil km2 desflorestados viraram pastos.
  • 5% apenas da área desmatada tem algum uso agrícola. Esse percentual só é significativo em Mato Grosso
  • 21% da área desmatada está se regenerando naturalmente.
  • 8,7% da área transformada em pasto virou “pasto sujo”, por não ter sido mantido e ter recebido o alto investimento para manter a pastagem.
  • 6,7 dos pastos foram abandonados
  • 0,1% virou pasto degradado
  • A produtividade da pecuária é de menos de 1 cabeça de gado/hectare.
MODELO BASEADO NOS LATIFÚNDIOS: o presidente do INPE, Gilberto Câmara, afirmou que:

“A pecuária só é viável em grandes propiedades. É preciso ter de 5 mil cabeças de gado para cima, de forma que se preserve a floresta e se mantenha a produtividade. Existe uma comunidade enorme vinculada à pecuária sem condições de manter uma pecuária produtiva”.

ALOÍSIO MERCADANTE: O ministro chegou a propor uma moratória no desmatamento da Amazônia. “A sugestão chegou a ser debatida na Câmara, mas, por falta de consenso, foi abandonada”.

- O Brasil não tem por que flexibilizar desmatamento. Já temos área suficiente para aumentar muito a produtividade agrícola e pecuária.

IZABELLA TEIXEIRA:

“Esse dado é absolutamente importante para o debate sobre o Código Florestal. Não podemos admitir nada que leve a novos desmatamentos. E o dado mostra que o desmatamento na Amazônia não está associado à agricultura. Então, quem discute que tem que desmatar para ter agricultura na Amazônia está com visão equivocada”.

Disse ainda que: "Temos que eliminar da agenda falsas ideias, falsas colocações de que o meio ambiente impede o desenvolvimento da agricultura. Está comprovado que a agricultura anual, consolidada, não é a responsável pelo uso das terras desmatadas da Amazônia. É preciso aumentar a produtividade, menos de uma cabeça de gado por hectare é algo inaceitável, é um desperdício substituir a floresta por algo que não dá retorno para o país".

Fontes:
Ministério do Meio Ambiente
O Globo, 3 de setembro de 2011: "Pecuária é setor que mais ocupa áreas desmatadas"
O Fluminense, 3 de setembro de 2011: "Amazônia: 60% da área desmatada virou pasto".

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Assista vídeo da Globo sobre as conquistas olímpicas de Torben Grael

Marcelo Ferreira e Torben Grael comemoram medalha de ouro.

Assista o vídeo preparado pela Rede Globo com melhores momentos da carreira olímpica do velejador Torben Grael, maior medalhista olímpico brasileiro, com 2 medalhas de ouro, uma de prata e duas de bronze.

Para assistir, clique aqui.

Instituto Lojas Renner lança edital 2011


O Instituto Lojas Renner financia projetos que tenham como foco a qualificação profissional e a geração de trabalho e renda para mulheres. A seleção de projetos é anual a partir de três linhas de atuação: educação e formação profissional, empreendedorismo econômico e geração de renda e inserção no mercado de trabalho. As organizações sociais interessadas em candidatar seus projetos para receber o investimento do Instituto no ano de 2012 já podem fazer suas inscrições, através do site do Instituto www.institutolojasrenner.org.br, até 30 de setembro.

Estão aptas a concorrerem ao recurso as organizações sociais privadas sem fins lucrativos, legalmente constituídas há mais de dois anos e que tenham sede nos municípios onde a Lojas Renner atua. A Renner conta hoje 143 lojas distribuídas por todo o Brasil.

Como as inscrições são online, as dúvidas podem ser esclarecidas diretamente com a equipe do Instituto, através da ferramenta Fale Conosco do site. Os valores investidos nos projetos sociais são provenientes da Campanha Mais Eu. Em três anos, o Instituto Lojas Renner já investiu R$ 5 milhões em projetos. Criado para direcionar e gerir o investimento social da Renner, a entidade já beneficiou cerca de 9 mil mulheres através de 128 projetos em diversas regiões do país.

Confira o edital: http://www.institutolojasrenner.org.br/projetos/editais

Fonte: Instituto Lojas Renner, 1º de setembro de 2011

Oi Futuro abre as inscrições para o Programa Oi Novos Brasis 2011


O Oi Futuro, instituto de responsabilidade social da Oi, que em dezembro completa dez anos, abriu edital de seleção para o Programa Oi Novos Brasis 2011 até 23 de setembro. A oitava edição do programa de apoio técnico e financeiro para projetos sociais busca viabilizar ideias inovadoras de todas as regiões do país, que utilizem a tecnologia da informação e comunicação para acelerar o desenvolvimento humano.

A seleção terá foco em projetos que desenvolvam tecnologias sociais que promovam a cidadania e possam ser reaplicadas em comunidades de baixa renda ou em grupos sociais semelhantes. Os projetos inscritos devem atender a um dos seguintes campos de atuação: ações educacionais complementares ao sistema de educação formal, qualificação profissional voltada para geração de trabalho e renda e ampliação do acesso aos direitos humanos, econômicos, sociais ou ambientais.

Cada organização poderá inscrever até quatro projetos, mas apenas um deles poderá ser selecionado. Serão valorizados critérios como criatividade, inovação, capacidade de apresentação de diagnóstico da comunidade atendida e de monitoramento do trabalho realizado.

As inscrições, assim como o regulamento de participação, estão disponíveis no site http://www.oifuturo.org.br/

Fonte: Maxpress, 23 de agosto de 2011 (Em FICAS Comunicação).

FILME COLORIDO DO RIO DE JANEIRO EM 1936...‏



Um maravilhoso registro de uma cidade que se projetava para o futuro, buscava se modernizar com reformas urbanas e um capricho nas calçadas e jardins das praças e parques que não vemos mais.

Que inspire os cariocas de hoje, no momento que o esporte (quem diria!), com a Copa do Mundo de Futebol e Jogos Olímpicos de 2016, nos permite sonhar com um novo salto de qualidade na vida do Rio de Janeiro.

É hora de pensar grande de novo. Baía de Guanabara, rios e lagoas despoluídos, transporte limpo permitindo ar saudável, encostas reflorestadas, povo educado, governança participativa e política decente.

Construir um Rio de Janeiro de paz, próspero, sustentável, socialmente justo, cosmopolita e partilhando os seus encantos e as suas belezas com o mundo todo.