sexta-feira, 6 de junho de 2014

Articulação parlamentar antiambientalista no Congresso Nacional teve pouca adesão


PARLAMENTARES NA CONTRAMÃO DA HISTÓRIA E DO BOM-SENSO
Leia a matéria abaixo e guarde bem o nome dos parlamentares inimigos do meio ambiente.

Axel Grael


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Frente Parlamentar de “atingidos por áreas protegidas” tem lançamento esvaziado

Iniciativa é considerada mais uma trincheira de ataque à legislação ambientalista e indigenista e às áreas protegidas e aconteceu em plena Semana do Meio Ambiente

Servidores de órgãos ambientais e indigenistas roubaram a cena do lançamento da frente parlamentar | Oswaldo Braga de Souza - ISA


O lançamento da “Frente Parlamentar em Defesa das Populações Atingidas por Áreas Protegidas”, na manhã de ontem, no Congresso, só não foi um fracasso de público por causa dos cerca de 40 funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) que estavam lá para protestar contra a iniciativa.

No pequeno palanque montado em um hall da Câmara, estavam presentes apenas três deputados – Giovanni Queiroz (PDT-PA), José Silva (SD-MG) e Weverton Rocha (PDT-MA), autor do requerimento de criação da frente – além de meia dúzia de assessores e três agricultores supostamente atingidos por Terras Indígenas (TIs), no sul da Bahia.

O coordenador da bancada ruralista, Luís Carlos Heinze (PP-RS), um dos principais articuladores no Congresso na luta contra a oficialização de novas Tis, Unidades de Conservação (UCs) e territórios quilombolas, apenas passou pelo local, conversou com algumas e saiu de cena, não ouvindo o discurso de Rocha.

“A frente está sendo criada para propor medidas de defesa dos agricultores familiares impactados por ampliações de reservas indígenas e biológicas”, afirmou Rocha. O discurso do parlamentar foi contraposto pelos gritos em defesa de reforma agrária dos servidores públicos.

Rocha afirma que não pertence à bancada ruralista e que defende os agricultores familiares, mas a iniciativa é vista como mais uma trincheira de ataque à legislação ambientalista e indigenista. Os ruralistas têm explorado eleitoralmente o drama de vários agricultores familiares que são obrigados a sair de Tis e Ucs, mas não recebem apoio adequado do governo para recomeçar suas vidas. Em várias regiões, sobretudo na Amazônia, políticos e fazendeiros estimulam a invasão dessas áreas com o objetivo desafetá-las e ampliar seu capital político.

“Reconhecemos que existem problemas fundiários nas áreas protegidas, com posseiros e proprietários legítimos em várias delas. O que falta para resolver isso são recursos do Tesouro Nacional para pagar e reassentar as populações que precisam ser reassentadas”, criticou Maria Goreti Pinto, diretora de Comunicação da Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente (Asibama). Ela cobrou do Congresso a destinação de recursos para esse fim no orçamento federal.

A Asibama divulgou uma carta em que condena a criação da frente e pede a sua extinção (leia aqui). Para Goreti, a criação da frente tem o objetivo impedir a criação de novas áreas protegidas, disponibilizando terras para grandes proprietários. O novo grupo parlamentar também serviria para pressionar o governo pela aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215, que pretende transferir ao Congresso a atribuição de oficializar as áreas protegidas.

O lançamento da frente faz parte da ofensiva dos ruralistas, em plena Semana do Meio Ambiente, para dar visibilidade à causa no Congresso, uma semana depois da Mobilização Nacional Indígena.

Também ontem os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, estiveram numa audiência na Comissão de Agricultura, quartel general dos ruralistas. O encontro transformou-se num palanque eleitoral para atacar as Tis e a Funai e pressionar o governo a retroceder ainda mais em sua política indigenista. Na prática, as demarcações estão paralisadas e o governo Dilma tem o pior desempenho no setor desde 1988.

A nova frente nasce com 215 membros de vários partidos (veja infográfico do WWF sobre a nova frente). Goreti informou que vários parlamentares que assinaram a criação da frente informaram que o fizeram sem saber do que se tratava e que pretendem retirar suas assinaturas.

Na semana passada, em reunião com líderes indigenas, o presidente da Câmara, Henrique Alves, afirmou que a criação da frente parlamentar acirra e não resolve os conflitos em Tis.

RDS Nascentes dos Gerais

Enquanto isso, há alguns metros do Congresso, acontecia outro movimento, com objetivo oposto aos dos ruralistas. Cerca de 110 integrantes de comunidades tradicionais de Minas Gerais fizeram uma passeata, do Ministério do Meio Ambiente à Praça dos Três Poderes, onde iniciaram uma greve de fome para reivindicar a criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Nascentes dos Gerais, nos municípios de Montezuma, Rio Pardo de Minas e Vargem Grande do Rio Pardo, no nordeste de Minas. Conforme as lideranças, o movimento exige que o Estado os reconheça de fato como comunidades tradicionais e garanta os direitos a elas reservados.

Por: Oswaldo Braga de Souza
Fonte original: ISA – Instituto Socioambiental

Fonte: portal Amazônia



Rolerzão: Praia de Piratininga ganha nova área de lazer aos fins de semana





Com o recapeamento do asfalto da praia de Piratininga, a Prefeitura de Niterói observou que diversas pessoas começaram a aparecer para práticas esportivas com skates, patins, bicicletas, entre outros, assim viu nessa demanda a oportunidade de atender uma antiga reivindicação da população: o fechamento de ruas para o lazer nos fins de semana, nos moldes do que acontece na orla do Rio de Janeiro. 

Daí surgiu o ROLERZÃO, - que com uma logomarca criativa faz alusão a palavra "roller", ( patins em inglês) e onde também pode-se ler: R.O. LAZER., já que o mesmo acontece na Região Oceânica do município.

Inicialmente o projeto consiste no fechamento nos fins de semana, das pistas próximas ao calçadão (sentido Camboinhas) entre as ruas Dr. Marcolino Candau (antiga Rua 07) e Antônio Augusto da Paz (antiga rua 17) das 7h às 22h, ficando em mão dupla as pistas que seguem paralelas sentido a prainha, e dependendo do número de pessoas, outros trechos serão acrescidos nessa área de interdição.

A Neltur - Niterói Empresa de Lazer e Turismo , NitTrans, Administração da Região Oceânica e Secretaria de Esporte e Lazer são as encarregadas pela implantação desse projeto que contará também com outras atividades regulares como aulas de ginástica e alongamento, apresentações e performances de profissionais de skate, patins e bicicletas, além de feirinha de artesanato e shows.
Fonte: Prefeitura de Niterói


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OUTRAS INICIATIVAS SEMELHANTES DA ATUAL GESTÃO:
SEMANA DA MOBILIDADE - pista da praia de São Francisco será fechada ao tráfego no domingo para área de lazer



BID poderá apoiar a criação de uma linha do VLT em Niterói



Encontro entre Rodrigo Neves e Roberto Vellutini aconteceu na sede do banco, em Washington, nos Estados Unidos. Foto: Divulgação / Flávio Pessoa

Banco ainda liberou a primeira parcela do financiamento para obras em comunidades

O encontro, a princípio, era apenas para formalizar o primeiro financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) com a Prefeitura de Niterói e, também, para prestar contas de como anda a agenda de etapas a serem cumpridas pela municipalidade para fazer jus ao auxílio da instituição. Mas na sede do banco, em Washington (EUA), no início da noite de quarta-feira, o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, recebeu mais uma boa notícia em reunião com o vice-presidente de Operações em Países do BID, Roberto Vellutini: a instituição poderá apoiar a implementação de um veículo leve sobre trilhos (VLT), em fase de estudos, na cidade.

Ao expor o planejamento municipal de investimentos dos recursos já liberados pelo banco para Niterói nas áreas de mobilidade urbana, infraestrutura e urbanização, Rodrigo Neves explicou que uma etapa complementar à implantação da TransOceânica prevê a criação de uma linha do VLT ligando Charitas ao Centro da cidade. O prefeito manifestou interesse em obter apoio do banco e a ideia foi muito bem recebida.

Vellutini explicou que uma das mais recentes políticas de investimentos do BID prevê, justamente, o incentivo a este tipo de transporte por ser menos poluente.

“O VLT está dentro das nossas prioridades de mudança climática. É uma prioridade institucional, pois substitui as emissões do automóvel, gerando menos poluição. Do ponto de vista do BID, é uma área prioritária. Caberá, agora, à equipe técnica de Niterói, que já mostrou sua capacidade, apresentar uma proposta consistente para obter esses recursos”, destacou o vice-presidente do BID.

Parceria – O prefeito Rodrigo Neves explicou o motivo da visita e ressaltou a importância de novas parceiras com o BID.

“Vim agradecer a celeridade do banco na aprovação do projeto de Niterói. Esses recursos serão investidos numa das regiões com o menor índice de desenvolvimento humano da cidade, que sofreu muito com a tragédia de 2010 e receberá investimentos expressivos na contenção de encostas, urbanização e equipamentos sociais, além da implantação do Centro de Controle Operacional (CCO) e dos Centros de Tráfego por Área (CTAS) para a melhoria do sistema de tráfego e de trânsito. Essa reunião foi o ponto de partida para a próxima etapa do projeto”, disse o prefeito, adiantando que, ainda partir deste mês serão realizadas reuniões com as comunidades de São José e Jerônimo Afonso, ambas no Fonseca, e Caramujo, para debater as intervenções que serão realizadas nessas regiões.

Ele revelou que o objetivo é estruturar e concluir, neste segundo semestre, o projeto executivo dessas obras e iniciá-las no primeiro semestre de 2015.

Investimentos – Ainda de acordo com o prefeito, outro objetivo do encontro foi o de buscar novas possibilidades de parcerias com o banco, já com o aval da direção da instituição.

“Novos investimentos em urbanização de favelas e também na mobilidade são nossos objetivos. Nossos estudos integrados para a implantação da TransOceânica com um veículo leve sobre trilhos foram muito bem recebidos pela direção do BID. A acolhida do BID e da direção do banco foi muito positivo”, avaliou Neves.

Presente à reunião, a coordenadora da Unidade de Gestão do programa do BID, do Escritório Geral de Projetos de Niterói, Paula Serrano, explicou como se encaixa o projeto do VLT.

“O VLT é uma complementação ao projeto da TransOceânica, que será potencializado com a implantação do CCO e seus dez CTAs, dando mais fluidez ao trânsito.”  

Exigências– Por fim, Rodrigo Neves analisou a importância da liberação do financiamento pelo banco:

“O BID é uma das principais agências de financiamento e cooperação no mundo. Os programas são muito exigentes em relação à qualificação técnica das equipes e em relação à capacidade e responsabilidade da gestão fiscal. A obtenção e liberação desses recursos, num prazo tão curto, reforçam a credibilidade da nova gestão da Prefeitura.”

Dos recursos já aprovados pelo BID, R$ 50 milhões serão utilizados para as intervenções nas comunidades de Fonseca e Caramujo, R$ 15 milhões no CCO e R$ 4 milhões em programas de melhoria da qualidade da gestão pública.

Fonte: O Fluminense

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LEIA TAMBÉM:
BID libera primeira parcela de financiamento e poderá apoiar VLT de Niterói


quinta-feira, 5 de junho de 2014

Concurso da PM oferece seis mil vagas em todo o estado do Rio de Janeiro


Serão seis mil vagas para PM em todo o estado do Rio. Foto: Divulgação / Internet

Inscrições para o concurso já estão abertas e os interessados poderão se inscrever até o próximo dia 7 de julho. As provas serão aplicadas também em Niterói e São Gonçalo

O edital para concurso com o objetivo de preencher seis mil policiais militares foi publicado nesta quinta-feira (5), no Diário Oficial do estado. As inscrições para o concurso do curso de formação de soldados da PM começam nesta sexta-feira (6). As inscrições serão feitas pela internet, no endereço eletrônico www.exatuspr.com.br, e ficarão abertas até o próximo dia 7 de julho.

“Segurança pública é prioridade no nosso governo e vamos continuar investindo fortemente na área. Hoje já temos 47 mil policiais militares e vamos contratar com mais esse concurso” disse o governador do estado, Luiz Fernando Pezão.

A prova de seleção está marcada para o dia 31 de agosto. A princípio, são seis mil vagas, sendo 5.400 para homens e 600 para mulheres. A prova será aplicada em diversas cidades, facilitando o acesso para os candidatos do interior. Os municípios previstos, além da capital, são Angra dos Reis, Arraial do Cabo, Campos dos Goytacazes, Itaperuna, Niterói, Nova Friburgo, Nova Iguaçu, São Gonçalo, Teresópolis e Volta Redonda.

O concurso terá sete etapas: exame intelectual (aplicação de prova objetiva e redação, de caráter eliminatório e classificatório), avaliação psicológica (caráter eliminatório), exame antropométrico (caráter eliminatório), teste de aptidão física (TAF, eliminatório); exame toxicológico (eliminatório), exames médicos (caráter eliminatório) e investigação social e documental.

A PM colocará computadores à disposição dos candidatos que não tenham condições de acessar a internet - poderão ir ao Centro de Recrutamento e Seleção de Praças (CRSP), na Avenida Marechal Fontenelle nº 2906, bairro Sulacap, no horário entre 9h e 17h.

Fonte: O Fluminense




II Encontro Científico do Parque Estadual da Serra da Tiririca trouxe à lembrança a mobilização ambientalista que permitiu a sua criação






Foi com muito orgulho que participei da Mesa de Abertura do II Encontro Científico do Parque Estadual da Serra da Tiririca (PESET).

Localizada nos municípios de Niterói e Marica, o PESET é uma unidade de conservação emblemática pois é uma das poucas a ter origem na iniciativa popular. Quase todas são de iniciativa governamental. A sua criação tem origem na primeira Ação Civil Pública do Brasil, impetrada pelo saudoso promotor João Batista Petersen. A partir daquela pioneira e vitoriosa luta, houve a mobilização de várias organizações da sociedade civil, sendo que os militantes de uma delas, o Movimento Cidadania Ecológica, liderou o processo de desenvolvimento de estudos técnicos e a proposição de uma minuta de projeto de lei, que foram encaminhados à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, através do deputado Carlos Minc, então presidente da Comissão de Meio Ambiente da casa.

Eu fui o presidente do Movimento Cidadania Ecológica e, em 1991, assumi a presidência do Instituto Estadual de Florestas, órgão responsável pela gestão dos parques do Estado, recebendo "do outro lado da mesa", o Parque Estadual da Serra da Tiririca ciado por Lei. Portanto, acompanhei o nascimento do PESET dos dois lados da mesa: como ambientalista e como dirigente de órgão público.

Os primeiros anos do PESET foram de total penúria, uma vez que as verbas para a área ambiental eram praticamente inexistentes. Eram tempos de vacas magras, anoréxicas.

Passados os anos, vemos o PESET bem mais estruturado, com equipe própria e uma infraestrutura mínima. Ainda há muito o que avançar, mas o parque já é uma realidade.

Novos limites

Recentemente, o PESET foi expandindo os seus limites e hoje abrange, além da sua extensão original de 2.400 hectares na Serra da Tiririca, passou a proteger, dentre outras áreas, também:
  • o Morro das Andorinhas, em Itaipu/Itaquatiara
  • o entorno da Lagoa de Itaipu
  • a área antes decretada como Parque Municipal Darcy Ribeiro foi incorporada ao PESET.
Além destas áreas, o PESET dá suporte também à:
Parceria com o Município de Niterói

Com a incorporação do Parque Darcy Ribeiro ao PESET, em 2013, foi firmado um acordo de Co-gestão entre o INEA e a Prefeitura de Niterói.

Em paralelo aos trabalhos desenvolvidos no PESET, a Prefeitura de Niterói iniciou o planejamento para a criação do PARNIT, que protegerá um mosaico de áreas, sendo a principal o Morro da Viração. Com isto, o PESET + PARNIT farão a proteção dos ecossistemas protetores do anfiteatro geomorfológico que contorna a Região Oceânica de Niterói. Cabe ressaltar, que a formulação da proposta de criação do PARNIT contou com o trabalho voluntário de pessoas que participaram da criação do PESET, sendo que, em particular, destacamos a contribuição fundamental do biólogo Paulo Bidegain, tanto na origem do PESET, quanto do PARNIT, que será criado nas próximas semanas.

Os entendimentos entre a Prefeitura e o INEA continuam avançando e, em breve, poderemos anunciar um grande esforço integrado de proteção dos ecossistemas de Niterói.

Parabéns a todos da aguerrida equipe do PESET e a todos que tornaram possível os avanços do parque até os dias de hoje.

Axel Grael


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Saiba mais sobre o PARQUE ESTADUAL DA SERRA DA TIRIRICA e um pouco da sua história:

Ampliação do Parque da Serra da Tiririca com a incorporação da Darcy Ribeiro é uma vitória dos ambientalistas
Lazer e aventura na Serra da Tiririca pode ser opção para aproveitar férias
Trilhas no Parque da Serra da Tiririca serão implantadas (história do PESET)
Parque da Serra da Tiririca terá unidade de polícia ambiental
Parque da Serra da Tiririca na capa da National Geographic mundial (2009)
Serra da Tiririca e Lagoa de Itaipu são ameaçadas por especuladores (história do PESET-2009)
Poder imobiliário ameaça a Serra da Tiririca e Lagoa de Itaipu (2009)
Novos tempos no Parque Estadual da Serra da Tiririca (história do PESET -2009)
Preso ao devastar área de preservação na Serra da Tiririca
Fiscais apreendem 35 pássaros silvestres na Serra da Tiririca





BID libera primeira parcela de financiamento e poderá apoiar VLT de Niterói


Intervenções do PRODUIS, projeto financiado pelo BID, incluindo as ações de contrapartida.


Este mês reuniões comunitárias serão realizadas para obras no Fonseca e no Caramujo

DE WASHINGTON - O encontro, a princípio, era apenas para formalizar o primeiro financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) com a Prefeitura de Niterói e, também, para prestar contas de como anda a agenda de etapas a serem cumpridas pela municipalidade para fazer jus ao auxílio da instituição.

Mas na sede do banco, em Washington (EUA), no início da noite de quarta-feira 4/6, o prefeito de Niterói recebeu mais uma boa notícia em reunião com o vice-presidente de Operações em Países do BID, Roberto Vellutini: a instituição poderá apoiar a implementação de um veículo leve sobre trilhos (VLT), em fase de estudos, na cidade.

Ao expor o planejamento municipal de investimentos dos recursos já liberados pelo banco para Niterói nas áreas de mobilidade urbana, infraestrutura e urbanização, o prefeito explicou que uma etapa complementar à implantação da TransOceânica prevê a criação de uma linha do VLT ligando Charitas ao Centro da cidade. O prefeito manifestou interesse em obter apoio do banco e a ideia foi muito bem recebida.

Vellutini explicou que uma das mais recentes políticas de investimentos do BID prevê, justamente, o incentivo a este tipo de transporte por ser menos poluente.

“O VLT está dentro das nossas prioridades de mudança climática. É uma prioridade institucional, pois substitui as emissões do automóvel, gerando menos poluição. Do ponto de vista do BID, é uma área prioritária. Caberá, agora, à equipe técnica de Niterói, que já mostrou sua capacidade, apresentar uma proposta consistente para obter esses recursos”, destacou o vice-presidente do BID.

O chefe do Executivo municipal explicou o motivo da visita e ressaltou a importância de novas parceiras com o BID.

“Vim agradecer a celeridade do banco na aprovação do projeto de Niterói. Esses recursos serão investidos numa das regiões com o menor índice de desenvolvimento humano da cidade, que sofreu muito com a tragédia de 2010 e receberá investimentos expressivos na contenção de encostas, urbanização e equipamentos sociais, além da implantação do Centro de Controle Operacional (CCO) e dos Centros de Tráfego por Área (CTAS) para a melhoria do sistema de tráfego e de trânsito. Essa reunião foi o ponto de partida para a próxima etapa do projeto” disse o prefeito, adiantando que, ainda partir deste mês serão realizadas reuniões com as comunidades de São José e Jerônimo Afonso, ambas no Fonseca, e Caramujo para debater as intervenções que serão realizadas nessas regiões.

Ele revelou que o objetivo é estruturar e concluir, neste segundo semestre, o projeto executivo dessas obras e iniciá-las no primeiro semestre de 2015.

Ainda de acordo com o prefeito, outro objetivo do encontro foi o de buscar novas possibilidades de parcerias com o banco, já com o aval da direção da instituição.

“Novos investimentos em urbanização de favelas e também na mobilidade são nossos objetivos. Nossos estudos integrados para a implantação da TransOceânica com um veículo leve sobre trilhos foram muito bem recebidos pela direção do BID. A acolhida do BID e da direção do banco foi muito positivo”, avaliou o prefeito.

Exemplo de VLT. O modelo acima é que deverá ser implantado no Centro do Rio de Janeiro.

Traçado preliminar previsto para o VLT para a região das Praias da Baía, em Niterói.

Presente à reunião, a coordenadora da Unidade de Gestão do programa do BID, do EGP-NIT - Escritório de Gestão de Projetos de Niterói, Paula Serrano, explicou como se encaixa o projeto do VLT.

“O VLT é uma complementação ao projeto da TransOceânica, que será potencializado com a implantação do CCO e seus dez CTAs, dando mais fluidez ao trânsito.”

Por fim, o prefeito analisou a importância da liberação do financiamento pelo banco:

“O BID é uma das principais agências de financiamento e cooperação no mundo. Os programas são muito exigentes em relação à qualificação técnica das equipes e em relação à capacidade e responsabilidade da gestão fiscal. A obtenção e liberação desses recursos, num prazo tão curto, reforçam a credibilidade da nova gestão da prefeitura que tem uma equipe técnica muito qualificada e que tem trabalhado com planejamento e foco na gestão.”

Dos recursos já aprovados pelo BID, R$ 50 milhões serão utilizados para as intervenções nas comunidades de Fonseca e Caramujo, R$ 15 milhões no CCO e R$ 4 milhões em programas de melhoria da qualidade da gestão pública.


Fonte: Prefeitura de Niterói
 

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SAIBA MAIS:

Conheça o escopo do PRODUIS - Projeto de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social de Niterói, desenvolvido pelo EGP-NIT, da Vice-Prefeitura, e financiado pelo BID
Escopo do projeto a ser desenvolvido com recursos do BID.


Saiba mais sobre o PRODUIS:
Vice-prefeito abre Missão de Arranque de projeto financiado pelo BID em Niterói
PREFEITURA ASSINA CONTRATO DE R$ 65 MILHÕES COM O BID PARA INVESTIR NA INFRAESTRUTURA DE NITERÓI
Prefeitura de Niterói assina financiamento do BID nesta sexta-feira
Senado aprova liberação de recursos do BID para Niterói
senado aprova financiamento de r$ 65 milhões do bid para niterói
Prefeitura de Niterói estrutura-se para receber financiamento do BID
Niterói perto de US$ 26 milhões do BID para investimentos na cidade
Blog do AXEL GRAEL: Prefeito de Niterói recebe nova missão do BID



Torben Grael receberá o Prêmio Magnus Olsson, na Suécia.


Torben Grael conquista mais um prêmio

O velejador niteroiense Torben Grael, que é...
  • multimedalhista olímpico,
  • coordenador técnico da equipe olímpica de vela do Brasil,
  • comodoro do Rio Yacht Club (Sailing) - o mais tradicional clube da vela nacional, que comemora esse ano o seu centenário 
  • e presidente do Projeto Grael

... receberá o Prêmio Magnus Olsson (Magnus Olsson Award).

O prêmio foi instituído pela família do velejador Magnus Olsson, um dos maiores nomes do esporte na Suécia, que faleceu em abril de 2013.

É a primeira vez que o Prêmio Magnus Olsson será concedido e Torben Grael inaugurará a honraria, sendo o primeiro a receber a honraria.

Como irmão-coruja, fico orgulhoso de mais essa conquista e reconhecimento ao Torben. Parabéns!

Axel Grael

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Torben Grael, velejador brasileiro e primeiro a ser homenageado pelo Prêmio Magnus Olsson.


Torben Grael selected for Magnus Olsson Award
Published on June 4, 2014 |

by Editor


(June 4, 2014) – The sport of sailing finally has an award that will be presented annually to a leading person, organization or project, which has achieved the highest international levels in the sport.

The Magnus Olsson Award is named after one of the greatest sailors ever, and arguably its most colorful, Swede Magnus “Mange” Olsson. It will be awarded for the first time this year at a ceremony in Stockholm on June 26.

The inaugural winner of the award is Torben Grael – one of the world’s most accomplished sailors.

Magnus died of a stroke in April 2013. Shortly after his death Magnus’ family and some of his closest friends created a memorial fund in his name. Its aim is to promote Swedish youth sailing and boating activities by awarding grants to individuals or organizations as well as present the annual Mange Olsson Award that honors an individual or organization.


Magnus Olsson, renomado velejador sueco e inspirador do Prêmio.


Magnus loved sailing and the Magnus Olsson Memorial Fund was established to encourage and support individuals and organizations who work to achieve or promote success at the highest level of sailing – preferably with Magnus’ inimitable spirit and enthusiasm. The ambition is for the fund to continue to grow and many of Magnus’ friends, and the businesses he came into contact with during his sailing career, have committed their support.

One or more scholarships are awarded annually to young Swedish sailors. Scholarship recipients will also have the opportunity to receive some mentoring support for a year, from the recipient of the Magnus Olsson Award. The scholarship recipients will also be presented in Stockholm on Thursday, June 26.

Torben Grael e Magnus Olsson, durante a regata de volta ao mundo Volvo Ocean Race.

This year’s international winner, Torben Grael (BRA), is 53 years old and has won five Olympic medals (Gold Athens 2004, Gold Atlanta 1996, Silver Los Angeles 1984, Bronze Sydney 2000 and Bronze Seoul 1988). He won the 2008/09 Volvo Ocean Race as skipper of Ericsson 4 and he has also won with Prada Luna Rossa the Louis Vuitton Cup (Challenger Series for the America’s Cup).

Two-time Olympic Gold medalist and CNN presenter Shirley Robertson will lead the ceremony in Stockholm. She will present the Magnus Olsson Award and scholarships together with members of Magnus’ family.

The Magnus Olsson Memorial Foundation chairman, Carl-Henric Svanberg, will also participate in the ceremony and, together with Torben Grael and Shirley Robertson, discuss leadership and excellence in the sport of sailing.

 Fonte: Sailing Scuttlebutt





PABG tem simulado de resposta a derramamento de óleo na Baía de Guanabara


Óleo na Baía de Guanabara.


Nesta quinta-feira (5), Dia Internacional do Meio Ambiente, acontece nas instalações do Píer Mauá, no porto do Rio de Janeiro, o primeiro exercício simulado de resposta a derramamentos de óleo no mar do Plano de Área da Baía de Guanabara. O PABG é o primeiro plano de área oficializado e de grande porte no Brasil.

O Plano reúne todos os planos de emergência individuais (PEIs) das empresas localizadas na área e foi atualizado com base no antigo Plano de Emergência da Baía de Guanabara, o (PEBG). O PABG aborda temas como cenários acidentais; estrutura organizacional, com atribuições e responsabilidade de cada um dos envolvidos; critérios de acionamento e mobilização das empresas e órgãos públicos; e a ação de procedimento de limpeza e descontaminação da área atingida.

O evento contará com a participação de autoridades estaduais e federais, como o Inea, Ibama e Marinha do Brasil, além de representantes de mais de 30 terminais e estaleiros, que operam na região metropolitana do Rio de Janeiro. Segundo Pablo Gimenez, gerente da equipe técnica da Hidroclean braço ambiental do grupo Bravante, este será o primeiro exercício de um plano de área no Brasil, após a aprovação do Decreto Federal 4.871/2003.

De acordo com o consultor especialista em emergências ambientais da empresa Hidroclean, Paulo Magioli, o PABG é um dos primeiros planos que vão compor o Plano Nacional de Contigência (PNC), sancionado em 22 de outubro do ano passado, baseado nos planos emergenciais dos estados e nos planos de área. “Sair na frente, como nós, é fundamental, porque pode ser um grande exemplo para os demais planos”, destacou Magioli.


Fonte: Revista Portos & Navios





quarta-feira, 4 de junho de 2014

Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da obra da TransOceânica conclui que intervenção é viável ambientalmente


 


EIA, que agora será analisado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), foi debatido em audiência pública com moradores da Região Oceânica na noite da terça-feira (3.6)

O vice-prefeito de Niterói, Axel Grael, e a secretária municipal de Urbanismo e Mobilidade Urbana, Verena Andreatta, participaram na noite da terça-feira (3.6) da audiência pública promovida pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), na qual foram apresentados os resultados do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) da obra da TransOceânica. O encontro foi realizado no Colégio Itapuca, em Piratininga, e contou com as presenças de outras autoridades do governo municipal, técnicos do Estado, moradores e representantes de associações de moradores dos bairros daquela região.

A audiência foi aberta pelo engenheiro Luiz Heckmaier, coordenador do grupo de trabalho do Inea responsável pela análise do EIA. Ele fez um histórico das etapas do processo de licenciamento ambiental do projeto.

Em seguida, a secretária Verena Andreatta detalhou todo o projeto da TransOceânica, com o traçado, os locais onde ficarão as estações, como será o percurso do túnel Charitas-Cafubá, as obras de revitalização urbana que acompanharão o traçado da via, o sistema de ônibus BHLS, entre outros aspectos.

Após o detalhamento do projeto, o engenheiro agrônomo Carlos Montana, da empresa contratada pela Prefeitura de Niterói para elaborar o EIA/Rima, apresentou o resultado do estudo, além dos principais impactos negativos e positivos consequentes da intervenção, com as respectivas medidas mitigadoras ou potencializadoras, além de programas ambientais que deverão ser implementadas na fase de obras e operação do sistema. O estudo concluiu que a construção da via é viável ambientalmente.

Na segunda parte da audiência, os técnicos do Inea e da prefeitura responderam questões formuladas pelo público. Todas as sugestões apresentadas ao projeto, inclusive por escrito, poderão ser incorporadas ao processo de licenciamento ambiental. Após o encontro, o EIA passará por uma análise final do Inea. A partir daí, será concedida a licença prévia para a obra e a prefeitura poderá iniciar o processo de licitação.

O vice-prefeito Axel Grael destacou que o EIA mostra que o projeto da TransOceânica é viável em termos ambientais e atende aos instrumentos legais de uma obra deste tipo.

"O EIA mostrou que o projeto tem impactos positivos que podem ser potencializados. A TransOceânica pode ser uma solução de mobilidade sustentável para Niterói. Vai reduzir muito a pressão sobre o trânsito. Será uma opção para que as pessoas possam se deslocar até Charitas com todo conforto. Contará com ciclovias, sistema BHLS. Teremos uma série de iniciativas de integração da via ao cotidiano dos bairros, que passarão também por intervenções urbanísticas", afirmou.

Para a secretária Verena Andreatta, a avaliação do Inea sobre o EIA é positiva. “Esse é um EIA do bem, é o processo de licenciamento de uma obra que vai beneficiar uma grande parte da população de Niterói. Vai reduzir os impactos do trânsito na cidade, especialmente na Região Oceânica, que sofre com a falta de projetos de transporte coletivo público de qualidade e terá melhoria significativa no tráfego. Além disso, a TransOceânica trará benefícios ambientais, como a redução da emissão de carbono e a requalificação urbana, com plantios de árvores, criação de praças, entre outros”, explicou.


 



O projeto

A TransOceânica terá um total de 9,3 quilômetros de extensão com faixas exclusivas para ônibus, um túnel que vai ligar os bairros do Cafubá e Charitas de 1,3 quilômetro, além de ciclovias e 13 estações.

Os ônibus funcionarão no sistema BHLS (Bus of High Level of Service). Equipados com ar-condicionado, os coletivos terão portas de ambos os lados. Os passageiros serão recolhidos nos próprios bairros onde moram e os ônibus serão autorizados a entrar na faixa exclusiva do BHLS.

No projeto da Transoceânica, está prevista também a integração da via com a estação hidroviária de Charitas, que será transformada em um terminal intermodal.


Fonte: Prefeitura de Niterói


Acesse o EIA/RIMA da TransOceânica no site do INEA.

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Saiba mais sobre a TransOceânica:

Estudo determina que trajeto da TransOceânica é viável
Estudo de Impacto Ambiental da TransOceânica será apresentado em audiência pública no próximo dia 3
Acertos finais: Transoceânica a um passo de virar realidade
Prefeitura debate projeto da TransOceânica com moradores da Região Oceânica
INEA aceita o estudo de impacto da TransOceânica
TransOceânica: Projeto já foi entregue para a CEF. Obras começam no segundo semestre.
2014: o ano destinado as obras da TransOceânica
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Cartilha “Uma Lei para o Mar” é lançada em Brasília





Foi lançada em Brasília na manhã desta quarta-feira (04/06), como parte das atividades do Dia Mundial do Meio Ambiente (05/06), a cartilha “Uma Lei para o Mar: Uso e Conservação para Benefício de Todos”.

Promovido pela Fundação SOS Mata Atlântica, pela Frente Parlamentar Ambientalista e pelo Grupo de Trabalho de Conservação Marinha, o lançamento ocorreu durante café da manhã na Câmara dos Deputados, e foi seguido de debates sobre a importância do Projeto de Lei nº 6.969/2013, que institui a Política Nacional para a Conservação e o Uso Sustentável do Bioma Marinho Brasileiro (PNCMar).

“A importância do lançamento da cartilha Uma Lei para o Mar é divulgar o conteúdo do projeto de lei para todos. É levar para as ruas e para as praias uma lei que servirá para promover o uso sustentável do mar e sua conservação. O mar é um dos biomas mais ameaçados. E só de forma participativa e democrática será possível promover a sua conservação” afirma Leandra Gonçalves, bióloga, doutoranda em Relações Internacionais e consultora da Fundação SOS Mata Atlântica.

Acesse a versão online da Cartilha Uma Lei para o Mar.


Fonte: SOS Mata Atlântica