quarta-feira, 3 de julho de 2013

VLT Charitas-Centro: Prefeitura de Niterói avança na agenda da mobilidade sustentável

Simulação feita para o VLT no Centro do Rio de Janeiro. Divulgação: Prefeitura do Rio de Janeiro.
Atenção: os exemplos acima são apenas ilustrativos do que é um VLT, modal de mobilidade que atenderá Niterói.

Niterói terá um sistema de VLT para completar o Anel de Alto Rendimento

A matéria abaixo foi publicada pelo jornal O Globo Niterói no domingo, 30 de junho de 2013, e publicado no site do jornal no dia 02 de julho de 2013.

Entrevistado pela repórter Soraya Batista, apresentei o estágio atual dos estudos em desenvolvimento na Secretaria de Urbanismo e Mobilidade Pública para a implantação do sistema de VLT - Veículo Leve Sobre Trilho, que oferecerá uma alternativa de mobilidade e transporte coletivo eficiente e sustentável para Niterói.

O sistema não beneficiará apenas os bairros percorridos pelas linhas (Charitas, São Francisco, Icaraí, Jardim Icaraí, Santa Rosa e Centro), mas toda a cidade, considerando-se que o VLT estará conectado com outras alternativas de transporte coletivo que formarão o Anel de Alto Rendimento ou Anel de Transporte Público Estruturante), que será composto por:
  • VLT Charitas-Centro
  • TransOceânica: financiamento do PAC já garantido e em fase final de planejamento
  • TransNiterói: em fase de planejamento e captação de recursos
  • Linha 3: a ser implantado pelo Governo do Estado.

Representação do Anel de Alto Rendimento, a ser composto pelo sistema do VLT, pelo BRT da TransOceânica (ligando o Engenho do Mato a Charitas) e a TransNiterói (ligando o Cafubá ao Largo da Batalha e de lá ao Centro) 

A fase atual do trabalho da equipe técnica é aprofundar os estudos da demanda de passageiros, para que se estabeleça a melhor modelagem para a implantação e operação do serviço do VLT. Os passos seguintes serão: o detalhamento do projeto, o licenciamento ambiental, a captação de recursos, etc. As obras de implantação do VLT estão previstas para 2014.

Ao oferecer à população de Niterói alternativas mais modernas, confortáveis e confiáveis de mobilidade, baseada no transporte coletivo, haverá o desestímulo ao uso do transporte individual (automóvel), reduzindo a saturação do trânsito e os congestionamentos na malha viária da cidade.

As obras acima serão complementadas por outras medidas estruturantes da mobilidade na cidade:
  • A implantação das linhas troncais, que facilitará o acesso dos passageiros dos bairros ao Anel de Alto Rendimento
  • A implantação do Programa Niterói de Bicicleta, que promoverá a implantação de um sistema de ciclovias em Niterói
  • A implantação do CCO - Centro de Controle Operacional (com recursos previstos na negociação da Prefeitura com o BID), que terá um sistema de controle de 10 CTA (sistemas inteligente de controle de tráfego de área), que permitira um melhor monitoramento e gestão do tráfego, permitindo a otimização da operação semafórica, para facilitar a fluidez do trânsito.

Axel Grael

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VLT poderá ligar Charitas ao Centro

Soraya Batista, O Globo Niterói

Traçado em estudo para a implantação do VLT Charitas-Centro.


NITERÓI — A prefeitura de Niterói já encomendou um estudo de viabilidade econômica para implantar um veículo leve sobre trilhos (VLT), uma espécie de bonde moderno, ligando os bairros de Charitas e Centro, passando por Icaraí. O novo meio de transporte se unirá aos corredores expressos de ônibus (BRTs) da TransOceânica e da TransNiterói e ao monotrilho, formando assim o Anel de Transporte Estruturante de Niterói, para aliviar os nós do trânsito na cidade.

O projeto do VLT prevê duas ramificações: um conectaria os bairros de Icaraí, Santa Rosa e Jardim Icaraí; e um segundo incluiria a circulação pelo Centro. No traçado mais amplo, o VLT teria um total de 16 quilômetros e 20 estações de embarque, com distância média de 400 metros entre uma e outra.
De acordo com o vice-prefeito Axel Grael, que coordena o projeto, a região foi escolhida para receber o VLT por apresentar os maiores índices de densidade populacional, sendo necessário um meio de transporte que permita um grande número de paradas.

— As pessoas que utilizam esse tipo de transporte percorrem trechos mais curtos. Então há uma rotatividade maior, e isso viabiliza o projeto — diz.

Por Concessão ou PPP

Grael explica que, a partir do estudo de viabilidade econômica, será escolhido o melhor modelo de operação da linha.

— Há uma possibilidade de realizarmos uma concessão ou até mesmo uma PPP (parceria público-privada) — adiantou o secretário.

Embora o custo final do projeto só seja determinado após o estudo, técnicos da Secretaria de Urbanismo estimam que o valor fique em cerca de R$ 600 milhões. O projeto deverá entrar no orçamento do próximo ano e poderá ser iniciado em 2014 ou 2015.

Sem data para ficar pronto

Ainda não há uma previsão de quando o anel de transporte ficará pronto, já que alguns projetos ainda não saíram do papel. A TransNiterói, que ligará o bairro do Largo da Batalha ao Centro, deverá custar cerca de R$ 450 milhões; e, assim como ocorreu com a TransOceânica, a verba para a sua implantação deverá vir do PAC da Mobilidade do governo federal. No entanto, também só deverá ser iniciada em 2014 ou 2015.

Já o monotrilho — que substituirá o metrô que ligaria Niterói a São Gonçalo — será construído pelo governo estadual, mas ainda não há previsão de quando isso ocorrerá.

Fonte: O Globo Niterói

9 comentários:

  1. Quero muito que isto aconteça. Há possibilidade de se criar uma ramificação para o Fonseca?

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  2. Marta. O Fonseca será atendido por linhas troncais e um sistema em implantação pelo governo do estado.

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  3. é bonito mas tem que ser bem administrado....sistemas BRTs também são uma ótima solução e com baixo investimento, inclusive os ônibus poderiam ser elétricos. Se não existir essas vias exclusivas da nada vai adiantar apenas o VLT. Os meios de transporte não precisão cobrir toda uma cidade mas tem que ter uma sincronia na integração. Sinais inteligentes também ajudariam muito.

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  4. Mas é pergunta é...por quem foi desenvolvido o projeto de mobilidade urbana? A solução é como um todo? ônibus, VLTs, BRTs, ciclovias....foram pensadas juntas ou separadamente?

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  5. Sergio. Niterói já teve três planos de mobilidade (PITT, PDTT e Plano Lerner). O nosso ponto de partida são esses estudos. A liderança do processo de planejamento e da concepção desses projetos é a Secretaria Municipal de Urbanismo e Mobilidade Urbana, com contribuições da Vice-prefeitura, NitTrans e EMUSA. Alguns estudos especializados e com escopo específico, para subsidiar o planejamento, estão em fase de contratação. As soluções de BRT, VLT, ciclovia etc estão sendo debatidos conjuntamente.

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  6. Não seria interessante passar um monorail pela orla? Ligando o Caminho Niemeyer no Centro até Icaraí numa primeira etapa? Além de ligar o Centro da cidade com o bairro mais populoso da cidade, iria elevar ainda mais o nosso turismo.
    Imagina um vídeo publicitário de Niterói com o monorail passando pelos nossos pontos turísticos? Iria vir gente do mundo todo para dar essa "voltinha".

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  7. Bom dia. Sou morador da Região Oceânica e tenho notado que a prefeitura propõe a implantação de 2 projetos para a área de transporte: criação da BRT Transoceanica ligando Itaipu a Charitas e, VLT Charitas - Centro. Gostaria de saber como estas obras poderão realmente melhorar a qualidade de vida dos moradores da RO visto que os mesmos terão que pegar até 3 meios de transporte para se deslocar até o Rio de Janeiro (BRT, VLT e Barcas)?

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  8. E o Fonseca, e a Zona Norte.Não serão contemplados por nenhum projeto de transporte de massas? Nem BRT? Se sim, por que não consta neste mapa?

    O corredor metropolitano da Alameda não comporta mais o grande número de ônibus municipais e intermunicipais.

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  9. Rodrigo. Os mapas da postagem indicam o traçado em estudo do VLT e o chamado Anel de Alta Performance. O Fonseca e a Zona Norte também serão contempladas com o projeto de mobilidade através de BRTs e das chamadas "linhas troncais". Sugiro que leia também http://axelgrael.blogspot.com.br/2013/06/verba-para-contencao-de-encostas-em.html

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