terça-feira, 7 de setembro de 2010

Cidades disputam o título de Capital Verde da Europa

Cidades europeias estão empenhadas em uma interessante e ambientalmente saudável disputa que premia a cidade mais compromissada e com o melhor conjunto de políticas pela sustentabilidade. Além do reconhecimento, a cidade escolhida receberá milhares de visitantes que chegam atraídos pelos eventos realizados e para conhecer as ações ambientais em curso.

As 17 cidades que responderam ao Edital, concorrem aos títulos anuais para 2012 e 2013. Para isso, tiveram que responder a um exaustivo questionário com respostas sobre 11 indicadores.

O anúncio das duas cidades escolhidas acontecerá em outubro, em Estocolmo, cidade que ostenta o título em 2010. Na ocasião, a capital sueca passará o título de 2011 para Hamburgo, que já assegurou a honraria para 2011.

Ainda estão na disputa as seguintes candidatas: Barcelona (Espanha), Reykjavik (Islândia), Nuremberg (Alemanha), Nantes (França) e Malmo (Suécia).

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Fonte: http://www.ecoticias.com:80/sostenibilidad/32418/Barcelona-defiende-ante-la-Comision-Europea-su-candidatura-a-Capital-Verde

domingo, 5 de setembro de 2010

Árvores artificiais: solução ou "business as usual"?




El CO2 es considerado el principal gas causante del calentamiento global. En gran parte, su origen está en la quema de combustibles fósiles (carbón, gas, petróleo, madera), utilizado, por ejemplo, para impulsar vehículos y aviones.

El CO2 es absorbido de forma natural por los bosques y el océano. Sin embargo, el ciclo natural del carbono puede alterarse por la emisión artificial de grandes cantidades de este gas. Al superarse la capacidad de absorción natural, a lo cual no ayuda el hecho de que la superficie de bosques en todo el planeta sea cada vez menor, el CO2 se acumula en la atmósfera produciendo el conocido como efecto invernadero.

El artículo Scrubbing the Skies, publicado este mes de agosto en la revista de National Geographic, hace referencia a investigaciones de la Universidad de Columbia que considera que capturar el CO2 que se emite a la atmósfera podría ser una solución más sencilla que construir coches o aviones que no lo emitan.

El uso de árboles sintéticos podría ser la solución de transición o complementaria a este problema. Dado que el CO2 se reparte por toda la atmósfera, los capturadores de CO2 pueden colocarse allí donde sea más adecuado retener el gas.

Además, el gas capturado puede reutilizarse con diversos fines. Incluso, se puede reconvertir en combustible líquido añadiendo metano o hidrógeno, que puede obtenerse de fuentes renovables.

http://iniciativasambientales.novaxove.com/
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Fonte: http://www.ecoticias.com/co2/32254/Árboles-sinteticos-la-solucion-al-calentamiento-global…

QUEIMADAS: MITOS E VERDADES





Mapa das queimadas na América do Sul (06/09/2010). A incidência de focos no Brasil é um escândalo. Acompanhe o monitoramento em: http://sigma.cptec.inpe.br/queimadas/


QUEIMADAS: MITOS E VERDADES

Por Axel Grael

Com frequência, ouço gente atribuindo a origem das queimadas e dos incêndios em vegetação a motivos improváveis, quase impossíveis e fantasiosos, mas que se propagam na imaginação popular como o fogo se alastra no mato.

Vamos a alguns desses argumentos sobre a origem do fogo:

LENDAS:

1- Caco de vidro: 

Já ouvi inúmeras vezes que um caco de vidro deixado como lixo no mato poderia causar a ignição de um incêndio, devido ao efeito do sol através da lente do vidro. 

Eu não acredito nesta possibilidade!

MOTIVO: Assim como eu, muita gente, quando criança, brincou de fazer fogo com uma lupa. Utilizávamos uma lupa, que é uma lente perfeita! O fogo só começava, caso estivéssemos com a lupa diretamente na luz do sol, na altura certa e na angulação correta, para que o foco dos raios de sol atingisse o alvo da forma mais concentrada possível. E isso não bastava. Como a posição do sol movimenta-se no céu devido à rotação da terra, precisávamos ajustar com precisão o ângulo da lupa a cada instante para que o foco se mantivesse no lugar o tempo suficiente para iniciar o fogo. Lembra-se? Portanto, imagine qual seria a probabilidade que um caco de vidro, que dificilmente teria o formato de uma lente (mesmo o fundo da garrafa), lançado aleatoriamente sobre o solo de um local com vegetação, pudesse iniciar um incêndio? 

A chance desta hipótese ser verdadeira é praticamente nula!!!

2- "Combustão espontânea":
 

Muitos cogitam a possibilidade de início de um incêndio em vegetação (queimada) a uma situação de excesso de calor combinado com a vegetação muito seca, durante uma longa estiagem. O fenômeno poderia ser potencializado por solos litólicos (rochosos) que acumulariam mais calor.

É certo que o potencial de ignição de algumas coberturas vegetais quando secas é muito grande, como no caso do capim-colonião (Panicum maximum), o grande vilão das encostas do Rio de Janeiro. O fogo inicia-se com facilidade e propaga-se com muita velocidade morro acima.

Mas, pode-se acreditar que o capim-colonião ou qualquer outra matéria orgânica vegetal possa entrar em combustão em condições de campo, com ignição natural causada pelo calor do sol?

Com relação a esta possibilidade, lembro-me dos tempos em que era aluno de engenharia florestal na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Para sanar essa dúvida, nosso professor fez um teste no laboratório: colocamos uma quantidade de folhas bem secas de capim-colonião em um forno e testamos a que temperatura a combustão se iniciaria. Somente após muito tempo de exposição a uma temperatura muito acima do que seria possível em condições naturais, a matéria vegetal começou a queimar. 

Portanto, mesmo com muito sol, com forte calor e com falta de chuva, a chance de combustão espontânea é muito remota. Faço uma ressalva: já ouvi de especialistas que a combustão espontânea em solo turfoso seria mais provável, mesmo assim em condições muito especiais.

VERDADES:

1- Quem causa o fogo é o homem: 

Salvo raríssimas exceções, como vimos acima, atrás de um incêndio florestal, do fogo em pastagens ou nas encostas, haverá sempre a ignorância ou a intenção criminosa de algum ser humano. Focos de incêndio não surgem sozinhos. Os mapas dos locais de maior incidência de queimadas que assolaram o país nos meses de inverno, em 2010 (veja acima), mostram que estas ocorrem principalmente nas áreas de fronteira agrícola (principalmente nos vetores de expansão de áreas de pastagens sobre a Amazônia e o Cerrado) e nas áreas de pecuária extensiva. Infelizmente, o fogo ainda é uma prática comum para o homem do campo brasileiro.

Nas cidades, uma das grandes causas de incêndio em vegetação é a queima de lixo. Além do dano às áreas verdes, a queima de lixo emite gases poluentes altamente tóxicos, provenientes da combustão dos plásticos, tintas de embalagens e outros produtos químicos que podem causar sérias consequências às vias respiratórias.

Saiba mais sobre os danos das queimadas sobre a saúde humana:

Queimadas na Amazônia causam forte impacto no SUS  
Poluente emitido pela queima de biomassa causa dano ao DNA e morte de célula pulmonar

2- Raio: 

Um raio pode começar um incêndio florestal? Essa hipótese sim é muito plausível e é uma das poucas possibilidades aceitáveis de ignição natural. Para que esse risco seja real, a condição de estiagem deve ser muito severa e as condições meteorológicas também seriam muito raras, pois, por sorte, normalmente, com as tempestades elétricas, seguem-se chuvas, o que minimiza o problema da queimada.

3- Capim-colonião: 

O vegetal, que é exótico (originário da África e que teria chegado ao Brasil no Século XVIII, a bordo dos navios negreiros, onde era utilizado para acolchoar o convés onde ficavam os escravos), é de fato um dos grandes vilões das queimadas nas proximidades do Rio de Janeiro. Trata-se de um agressivo competidor com a vegetação nativa e, como já dissemos, é muito vulnerável ao fogo.

O problema é que a sua capacidade de dispersão é também muito grande e o fogo que se alastra sobre a sua folhagem, acaba atingindo a vegetação lenhosa nativa, que uma vez queimada abre espaço para o capim que, agressivo e oportunista na competição com outras espécies, ocupa rapidamente aquele espaço, sem permitir que a floresta retorne.

Assim pouco a pouco, o capim substitui a floresta. Mesmo após uma queimada, o capim-colonião faz jus ao que o nome científico parece indicar: Panicum maximum (embora não seja essa a origem do nome latino). Chegando a formar folhagens que atingem 2 metros de altura e que apresenta crescimento assustadoramente rápido, a espécie deixa poucas oportunidades para a concorrência (espécies nativas).

Quem trabalha com reflorestamento de encostas no Rio de Janeiro e é obrigado a superar as dificuldades impostas pela presença do capim sabe que ele só tem um inimigo natural: a sombra. Portanto, a forma de vencê-lo é controlar a brotação de suas touceiras com trabalhosas e dispendiosas roçadas periódicas e evitar o fogo com medidas preventivas e implantação de aceiros. A operação precisa ser mantida até que as mudas formem um dossel (copa) capaz de proteger o solo com sombra, pois, só então a vegetação nativa consegue superar a agressiva competição do capim.

4- Balões e a vulnerabilidade das encostas: 

No Rio de Janeiro e também em algumas outras regiões com serranias costeiras, acontece um fenômeno natural: o regime de ventos, induzido por fatores térmicos do contato costeiro do continente e do oceano, faz com que a brisa marinha (quadrantes Leste e Sul), comum durante o período diurno, irrigue com umidade as faces voltadas para o Sul e Sudeste. De noite, verifica-se em condições normais o vento terral, que sopra do quadrantes Norte e Nordeste. Como é um vento que vem do continente para o mar, é muito mais seco e oferece menos umidade para as encostas Norte.

Já notaram que nos morros do Rio de Janeiro existem muito mais florestas remanescentes nas faces voltadas para a Zona Sul e que as faces Norte estão quase todas desmatadas? Isso acontece devido à maior vulnerabilidade ao fogo das matas mais secas dessas encostas.

Ocorre que a prática criminosa de soltar balões, por ser proibida e cada vez mais reprimida, ocorre quase sempre nos subúrbios e de madrugada, momento em que seus malfeitores praticantes pretendem não ser descobertos pela ação fiscalizadora. O vento terral da madrugada, justamente lança os balões contra as encostas mais secas e vulneráveis. Por isso, os balões são considerados umas das principais causas das queimadas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

5- As queimadas provocam mudanças climáticas: 

O Brasil é considerado um dos maiores responsáveis por emissões de gases de efeito estufa na atualidade. Junto com os países industrializados, e juntamente com a China, Rússia, México e Índia, somos vistos como um dos maiores vilões das mudanças climáticas que ameaçam o planeta e o futuro da humanidade.

E dentre as nossas fontes de poluição que lançam estes gases para a atmosfera, a maior não é a indústria ou o transporte (automóveis), mas as queimadas. Portanto as queimadas são uma ameaça à vida não só dos lugares afetados, mas de todo o planeta.

CONCLUSÃO:

As queimadas na encosta perto da sua casa e pelo Brasil a fora, como você vê na televisão, são o resultado da ação criminosa de alguém. As queimadas destroem as florestas e fazem as encostas ficarem mais vulneráveis aos deslizamentos que matam tantas pessoas, como aconteceu em abril de 2010. Encostas sem florestas também causam enchentes. Pense nisso.
SOLTAR BALÕES É CRIME. FAZER QUEIMADAS TAMBÉM. SEGUNDO O CÓDIGO FLORESTAL PRATICAR ESTES CRIMES EM SITUAÇÃO DE ESTIAGEM É UM AGRAVANTE E A PENA PODE SER AUMENTADA!!!

Por um Brasil verde, sustentável e sem queimadas. 

Axel Grael
Engenheiro florestal e ambientalista.

Saiba mais sobre Axel Grael



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Leia também:

ICMBio combate o capim-colonião no Monumento Natural das Ilhas Cagarras
ESTIAGEM: Vistoria às áreas de reflorestamento no Morro da Boa Vista 

NITERÓI SEM QUEIMADAS: Prefeitura conclui programa de prevenção e controle de incêndios em vegetação  

CAUSAS DOS INCÊNDIOS EM VEGETAÇÃO

Queimadas: mitos e verdades
Presos em operação contra soltura de balões em São Gonçalo
Balão cai em área residencial e provoca destruição em São Gonçalo
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Fiscalização no combate aos balões e vários foram apreendidos
Comando de Polícia Ambiental interdita fábrica de balões em Maricá
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Criminosos soltam balões em plena situação crítica de incêndios
Muitos focos de queimadas em Niterói. Responsáveis pelos incêndios serão investigados
Crime ambiental: fiscalização aperta o cerco contra baloeiros
Crime ambiental: hoje de manhã, 20 balões sobre Niterói
Incêndio criminoso na Serra da Tiririca, em Itaipuaçu
Rio tem recorde de focos de queimada em 2014 devido à onda de calor


DANOS AMBIENTAIS E À SAÚDE CAUSADOS PELAS QUEIMADAS:

QUANTO CUSTA PRESERVAR A MATA ATLÂNTICA?
O QUE O DESMATAMENTO TEM A VER COM A SUA TORNEIRA?
Quanto vale uma árvore?
Poluição do ar causou a morte de sete milhões de pessoas em 2012
Corte seletivo e fogo fazem Floresta Amazônica perder 54 milhões de toneladas de carbono por ano
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Câmara dos Deputados discutirá poluição atmosférica nas grandes cidades
Desmatamento da Amazônia emite mais do que o dobro de CO2 dos carros
Exposição excessiva à poluição do ar aumenta em 34% o risco um AVC, diz estudo
Fumaça de queimadas causa a morte de 339 mil pessoas/ano no mundo Como o Brasil, toda a América Latina passa por sérios problemas climáticos
Brasil deve esquentar pelo menos 3°C até 2100
Guarda-parques empossados fazem treinamento para atuar em UC estaduais
Cada árvore da Mata Atlântica chega a retirar 163 kg de CO2 da atmosfera

Outros temas relacionados às queimadas

EPA emissions limits? Brazil sees potential gains.
Desmatamento eleva em 100 vezes o custo do tratamento da água

Queimadas: o Brasil arde
Impacto das queimadas no efeito estufa
Crime ambiental: fiscalização aperta o cerco contra baloeiros
Queimadas: governo decreta emergência ambiental em 14 estados e no DF
O carvão e a banana: o Efeito Estufa explicado por cientista da NASA
Ranking dos países responsáveis pelo Efeito Estufa
Queimadas: governo decreta emergência ambiental em 14 estados e no DF

Ilhas de calor:

Blog do AXEL GRAEL: O efeito das ilhas de calor urbano
Blog do AXEL GRAEL: Calor, frescor e os ventos
‘Ilhas de calor’ na capital paulista causam temporais mais fortes do que no resto do estado

Acesse a Cartilha educativa contra balões dos Bombeiros RJ




Mapa interativo traz perfil de barragens previstas para a bacia amazônica

Rio Xingu: local de implantação da UHE Belo Monte.

A construção desenfreada de barragens teria efeitos devastadores para ecossistemas e povos da Amazônia.

Por International Rivers, Fundación Proteger, Ecoa

Um banco de dados online e interativo lançado hoje ilustra o impacto de mais de 140 grandes barragens em vários estágios de planejamento na Bacia Amazônica. Este recurso exclusivo, disponível em www.dams-info.org, usa fontes oficiais de informação para documentar o número chocante de barragens planejadas no Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, e descreve a devastação que estes projetos trariam para o rio Amazonas e seus povos.

A Amazônia possui um papel fundamental na regulação do clima mundial e se caracteriza como uma região de extraordinária biodiversidade. A maior e provavelmente a mais importante bacia hidrográfica do mundo, a Amazônica, contém 60% das florestas tropicais remanescentes no planeta. No entanto, os mais de 140 projetos de barragens descritos no banco de dados ameaçam de forma irreparável a integridade biológica da Amazônia e a vida das populações locais, cuja subsistência depende da preservação dos ecossistemas ribeirinhos.

Disponível em inglês, espanhol e português, a base de dados Barragens na Amazônia apresenta informações técnicas e econômicas das diversas represas existentes, planejadas e parcialmente construídas. Apenas na Amazônia brasileira, estão sendo planejadas mais de 60 barragens. Contudo, países vizinhos como Peru, Bolívia e Colômbia também possuem projetos de grande escala na região.

"É surpreendente ver os planos que governos e grandes empreiteiras têm para a bacia mais importante do mundo. Se todos esses projetos forem concretizados, serão uma enorme catástrofe para ecossistemas amazônicos e os meios de vida de centenas de milhares de indígenas e ribeirinhos que dependem do rio para sua sobrevivência", disse Brent Millikan, diretor do Programa da Amazônia da International Rivers.

"Para a próxima fase deste projeto, esperamos incorporar outras fontes úteis de informação, tais como mapas das áreas indígenas, das unidades de conservação ambiental e das linhas de transmissão de energia, a fim de mostrar quantos projetos de barragens irão impactar diretamente essas áreas sensíveis de proteção ", disse Millikan.

"Esperamos que a informação contida nesse recurso online seja de grande interesse para governos, pesquisadores, educadores e organizações não-governamentais. O desenvolvimento do banco de dados foi um desafio técnico por envolver a participação de especialistas de sete países, incluindo Argentina, Brasil, Bolívia, Peru e Estados Unidos ", explicou Federico González Brizzio, coordenador de comunicação da Fundação Proteger e responsável pela elaboração e implementação da plataforma.

"A maior parte das informações foram compiladas a partir de fontes oficiais e de empresas envolvidas nos projetos e esses dados foram cruzado com informações fornecidas por pesquisadores e organizações da sociedade civil. Quando houve divergência de informações, esta foi devidamente identificada com referência às diferentes fontes consultadas, facilitando a utilização do site por pessoas interessadas em obter informações detalhadas e confiáveis ", disse Brizzio. O site foi desenvolvido pela Fundação Proteger, da Argentina e pela International Rivers, dos Estados Unidos, contando com o apoio financeiro da Ecoa, Brasil.


International Rivers/EcoAgência
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sábado, 4 de setembro de 2010

Fim da "Coluna Rumo Náutico"

Os leitores do Jornal O Fluminense podem ter estranhado hoje a ausência de nossa coluna semanal, que há mais de quatro anos publicávamos todos os sábados.

Na semana que se finda, fomos surpreendidos por uma comunicação formal do jornal informando friamente a "...denúncia do Contrato de cessão de espaço...". Era o fim da Coluna Rumo Náutico, que mantivemos voluntariamente neste jornal desde 29 de julho de 2006.

Ao longo deste tempo, nunca deixamos de cumprir o nosso compromisso com os leitores e procuramos abordar temas como os esportes náuticos, políticas públicas para o esporte e para o meio ambiente, movimentos ambientalista e social, inclusão social através do esporte e outros temas.

Temos muito orgulho da singela colaboração que demos ao debate sobre estes temas e sempre consideramos muito satisfatório o resultado e o retorno obtido dos leitores.

Enfim. A experiência foi válida, mas encerra-se o ciclo. Continuaremos fazendo o mesmo aqui no Blog e convidamos a todos que interagiam com a coluna que o façam aqui neste espaço que é nosso e não estará vulnerável às mesmas desagradáveis surpresas.

Apesar da forma com que a Coluna Rumo Náutico foi interrompida, sem que tivéssemos tido qualquer contato por parte dos editores ou da direção do jornal, agradecemos aos leitores pela acolhida e ao jornal pela oportunidade que nos foi dada.

Bons ventos a todos que estiveram a bordo da Coluna Rumo Náutico.

Axel Grael

Lars Grael é citado por especialista como exemplo de "resiliência no trabalho"


Autor: Ricardo Piovan
De acordo com a pesquisa realizada pela ISMA-BR, 70% dos brasileiros sofrem as conseqüências do stress. Destes, 30% são vítimas da Síndrome de Burnout, um termo psicológico que descreve o estado de exaustão prolongada e diminuição de interesse, especialmente em relação ao trabalho.
O termo burnout descreve principalmente a sensação de exaustão da pessoa acometida.
Estudos também mostram que algumas pessoas passam pelo mesmo processo de pressão e adversidade no ambiente de trabalho, mas não entram no estado de estresse ou burnout, suportando a pressão mantendo-se equilibradas, isto é, sem quebras emocionais. Estas pessoas são chamadas de resilientes, pois possuem atitudes diferenciadas em relação às adversidades no trabalho ou na vida pessoal.
Resiliência é uma palavra que vem latim RESILIO, que significa “voltar ao normal”. O conceito foi criado em 1807 pelo cientista inglês Thomas Young, que fazia estudos sobre a elasticidade dos materiais. Mais tarde, a resiliência foi incorporada pela física como a capacidade que certos materiais têm de acumular energia quando submetidos a um esforço e, cessado o esforço, retornar ao seu estado natural sem sofrer deformações permanentes. É o que acontece com uma vara no salto em altura: quando o atleta toma impulso para saltar, a vara se curva, acumula energia, projeta o atleta sobre o obstáculo e depois retorna ao seu estado normal.
Nas últimas décadas do século 20, o termo resiliência foi abraçado pela psicologia, para denominar a capacidade que certas pessoas têm de sofrer fortes pressões ou situações de grande estresse e não quebrar emocionalmente. Na verdade estas pessoas se fortalecem neste processo, “acumulando energia” para assim como a vara do salto em altura, projetar-se para resolver as adversidades que estão passando.
O iatista Lars Grael é um exemplo de uma pessoa resiliente. No auge da sua carreira repleta de conquistas, teve sua perna decepada pela hélice de um barco, em um trágico acidente em 1999. Anos depois voltou a competir e ganhar medalhas. “O erro das pessoas, em geral é se voltar para trás”, disse Grael certa vez. “Se eu fosse comparar minha vida anterior com a que levo hoje, com certeza teria entrado em depressão. Mas não adianta olharmos para trás. Temos que lidar com o aqui e agora. Poderia ter sido pior, e tenho a obrigação de me sentir no lucro”.
Ser resiliente é uma questão de atitude, isto é, entrar em ação para solução das pressões e adversidades cotidianas. O profissional resiliente não permite entrar na sintonia do medo e da tristeza, sentimentos estes que paralisam a pessoa impossibilitando a retomada para a ação. Não permitem também experimentar a energia da raiva, pois a raiva descontrolada apenas busca culpados em relação ao que se passa. O profissional resiliente primeiramente questiona o que deve ser feito para solucionar este problema, investigando várias opções, utilizando a sua flexibilidade e criatividade para sair do momento adverso. Concluído este processo ele entra em ação, pois agora ele tem a tal da MOTIVAÇÃO, isto é, motivos (adquirido no processo de pesquisa) para entrar em ação e fazer o que tiver que ser feito para minimizar ou até mesmo sair da adversidade.
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Fonte original: http://www.ogerente.com.br/novo/colunas_ler.php?canal=6&canallocal=27&canalsub2=86&id=2410

Texto obtido do blog: http://cleitonmafra.blogspot.com/2010/09/resiliencia-no-trabalho-uma-questao-de.html

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Participantes de programa ambiental do Projeto Grael registram um lobo-marinho na Baía de Guanabara

Lobo-Marinho visualizado próximo à ponte Rio-Niterói (25/08/2010) durante a operação do Projeto Baía de Guanabara. Vídeo de Marcos Vinicius Sangineto e Thiago Sangineto

PROJETO BAÍA DE GUANABARA: A BG Brasil, companhia que atua no segmento de exploração e produção de petróleo e distribuição de gás natural no país, se uniu ao Projeto Grael, à Prooceano e ao LAMMA e LAMCE/UFRJ para monitorar a Baía de Guanabara, segunda maior baía do litoral brasileiro.

A cada semana derivadores oceânicos monitorados por satélite são lançados na água para estudar as correntes e seus parâmetros físico-químicos. Além do GPS, as bóias também são equipadas com transmissor receptor via satélite, sensor de temperatura da água e bateria. As informações sobre as correntes auxiliarão os trabalhos de coleta de lixo flutuante na baía, já que os resíduos tendem a seguir as suas trajetórias, além do combate às emergências, como um possível vazamento de óleo, e à poluição.

Escolaridade nas favelas do Rio de Janeiro cresceu pouco, segundo FGV


Veja no link abaixo o resultado de pesquisa da FGV mostrando o quanto ainda temos avançar na educação pública no Rio de Janeiro:

Escolaridade nas favelas do Rio de Janeiro cresceu pouco, segundo FGV — EcoDesenvolvimento - Sustentabilidade, Meio Ambiente, Economia, Sociedade e Mudanças Climáticas.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

The Environmentalist’s Paradox

David A Gabel, ENN

The signs are all around. Many places in the world show degradation of the air, water, and soil. Species becoming extinct as natural habitats are being destroyed. The emissions of greenhouse gases that can alter the planet's climate are unacceptable. All the environmental issues put together amount to a very serious threat to human welfare. Yet at the same time, all accepted measures of well-being show that, on average, quality of life is improving around the globe. How does an environmentalist call society into action under such conditions?

A team of researchers examine this issue of the "environmentalist's paradox" in the latest issue of the journal, BioScience. They confirm that improvements in overall well-being are real, despite overwhelming evidence of ecosystem decline. The aggregate complacency that is occurring can be attributed to three main culprits.

- Increases in food production
- Technological innovations that decouple people from ecosystems
- Time lags before well-being is affected

The team of authors, led by Ciara Raudsepp-Hearne, agrees with the influential Millennium Ecosystem Assessment, which rates the capacity for ecosystem services for human purposes as low. They also agree with the Human Development Index (measures income, life-expectancy, and literacy), which shows significant improvements in the last forty years.

Unfortunately, the authors find little reassurance for a continued rise in aggregate well-being in the coming years. The observed effects to the environment threaten new gains in agricultural production. These threats can come in the form of wild temperature swings as well as an increased prevalence of floods and droughts. Technological advances can provide only a limited buffer in this regard. There is mixed evidence that society will be able to successfully adapt to further environmental degradation.

The team argues against complacency by pointing out what they call "ecosystem brittleness." They urge a greater understanding by researchers and decision makers, of the actual benefits of healthy ecosystems to human welfare. In the end, understanding this environmentalist's paradox is crucial to guiding future management of nature's services.

Fonte: Environmental News Network (http://www.enn.com/top_stories/article/41726). September 1, 2010 10:06 AM
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Link to Millennium Ecosystem Assessment: http://www.millenniumassessment.org/en/index.aspx
Link to Human Development Index:
http://hdr.undp.org/en/statistics/

Lars Grael fala de sua história e defende uso esportivo do Rio Paraguai

Dois artigos sobre a passagem de Lars Grael por Corumbá-MS.


Lars Grael abre Semana da Vida Saudável em Corumbá


No âmbito do Programa Lazer Ativo do Sesi, o medalhista olímpico Lars Grael abriu, ontem à noite (30/08), a Semana de Promoção da Vida Saudável com uma palestra no auditório do Sesi de Corumbá, que neste ano tem como tema “Sustentabilidade para Qualidade de Vida e o Bem-Estar”. Ao longo de quase duas horas, ele falou sobre motivações pessoais e profissionais relacionando sua trajetória de vida particular e esportiva com o cotidiano enfrentado pelo trabalhador para incentivar práticas que levem a hábitos saudáveis. “Tento inspirar as pessoas para que busquem hábitos saudáveis a partir da atividade física ou prática esportiva, mas sempre com orientação de um profissional em Educação Física. Para que tenham um suporte, seja para atividade competitiva ou na simples busca de qualidade de vida”, disse o velejador, destacando que a realização de uma semana voltada para a difusão da vida saudável mostra, de fato, a preocupação em colocar em prática os conceitos de responsabilidade social.

“O compromisso da Fiems, por meio do Sesi, não trata apenas dos interesses da produção insdustrial, mas, principalmente, do bem-estar e da qualidade de vida do trabalhador. Garantir que ele tenha bem-estar, qualidade de vida, vida saudável, impacta positivamente, no seu rendimento profissional. Pregar a qualidade de vida é melhorar o ambiente de trabalho, é ter uma empresa mais produtiva e ter resultados melhores para todos”, ressaltou o medalhista olímpico.

Trabalhadores da indústria de Corumbá e estudantes que assistiram à palestra do velejador classificaram o evento como bastante encorajador e o primeiro passo para desenvolver hábitos saudáveis. “A experiência de vida que ele passou mostra que não se pode desanimar logo no primeiro obstáculo. É seguir trabalhando, se aperfeiçoando, se dedicando mesmo. Assim, os bons resultados aparecem, inclusive na vida”, afimou Airton José Medeiros, que trabalha em uma empresa que presta serviços terceirizados. Edislene Galharte, analista de relações com a comunidade da Vale, disse que o esporte sempre teve espaço de destaque em seu cotidiano. “Para mim o esporte é sinônimo de qualidade de vida. Como trabalhadora e atleta, sempre procurei associar o esporte à minha vida, isso é primordial. É como uma necessidade fisiológica”, contou a corredora e participante de provas do Circuito de Corrida de Rua de Corumbá. A palestra de segunda-feira foi a primeira atividade da Semana de Promoção da Vida Saudável em Corumbá, que prossegue até a próxima sexta-feira (03/09) com ações serão realizadas internamente nas indústrias corumbaenses. “Serão contempladas empresas que fazem parte do Sistema Fiems, como mineradoras e prestadoras de serviços. Vamos promover aulões de ginástica; de educação postural e reeducação alimentar”, informou a gerente do Sesi de Corumbá, Rosilene Izidre dos Santos Mosciaro, reforçando que o evento busca fazer com que os trabalhadores percebam que a qualidade de vida está ligada a hábitos saudáveis.



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Lars Grael vê potencial para esportes náuticos no rio Paraguai

Diario Online/PX

Dono de duas medalhas de bronze, nas Olimpíadas de Seul e Atlanta, o velejador Lars Grael deu uma palestra em Corumbá na noite desta segunda-feira, 30 de agosto. O evento, no auditório do Sesi, abriu a Semana de Promoção da Vida Saudável, promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems). As atividades vão até a próxima sexta-feira, 03 de setembro.

Antes da palestra “de cunho motivacional”, como ele mesmo classificou, Grael disse a este Diário que a iniciativa visa estimular a população a adotar práticas que levem a um quadro de vida saudável. “Falo da minha trajetória de vida como cidadão brasileiro; atleta e velejador olímpico. Mostro como o esporte foi importante para mim”, afirmou.

A prática esportiva, de alto rendimento, lhe trouxe qualidade de vida. “Tento inspirar as pessoas a buscarem hábitos saudáveis pela prática de atividades físicas e esportivas. Mas, sempre com orientação de um profissional em educação física”, argumentou.

Grael, que pela primeira vez veio a Corumbá – “já estive em Campo Grande”, disse revelando conhecer um pouco de Mato Grosso do Sul – disse que o rio Paraguai pode ser um indutor do desenvolvimento esportivo na cidade, pela “força da corrente e ser um rio sinuoso”. Em sua avaliação, “esportes náuticos como remo e canoagem poderiam ser praticados em alto nível” por aqui.

O custo de aquisição do material, que comparando com “outros esportes é até barato”, classificou pode ser um ponto positivo de apoio. Mas, para que modalidades como essas passem a ser praticadas na região, ele acredita ser preciso uma “mudança de mentalidade” no pensamento esportivo.

Lars Grael foi secretário Nacional de Esportes no governo do ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, e secretário de Estado e Juventude; Esporte e Lazer de São Paulo, disse manter o otimismo com a política brasileira voltada para os esportes.

“Sou otimista. No campo do esporte a gente não trata de questões ideológicas; partidárias e eleitorais. Vejo que houve continuidade de ações; projetos e programas; com algumas mudanças e quase sempre para melhor. Hoje o Ministério do Esporte é específico, antes era híbrido, do Esporte e Turismo. Ele aumentou a capacidade de investimentos. Vejo que as gestões dos ministros Agnelo Queiroz e Orlando Silva foram boas. Deram uma dimensão ainda maior ao esporte brasileiro”, avaliou o velejador.

Semana saudável

A palestra de Lars Grael, nesta segunda-feira, foi a primeira atividade da Semana de Promoção da Vida Saudável em Corumbá. Até 03 de setembro, as ações serão realizadas internamente nas indústrias corumbaenses, aulões de ginástica; de educação postural e reeducação alimentar. O objetivo, reforçou, é fazer com que os trabalhadores percebam que a qualidade de vida está ligada a hábitos saudáveis.