No ano passado, parques nacionais tiveram um aumento na visitação de 6,15%, com um total de 12,4 milhões de visitas. Em 2017, foram 10,7 milhões de visitas.
Para o presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Adalberto Eberhard, o aumento das visitas é decorrente do maior interesse das pessoas pelo meio ambiente e por experiências na natureza, mas o trabalho de estruturação das unidades faz toda diferença.
Para ele a expectativa é de contínuo crescimento da visitação. “Houve um forte trabalho de estruturação dos parques nacionais, com capacitação das equipes técnicas, diversificação das oportunidades de recreação e melhora na infraestrutura, sempre considerando os aspectos de conservação do meio ambiente e o bem-estar do visitante. Esse aumento da visitação é muito bom, ao conhecer um parque a pessoa passa a valorizar a natureza e o trabalho de conservação que é realizado ali, ela se torna uma aliada da conservação. Mas é importante oferecer boas condições para essa visita” diz Eberhard.
O presidente do ICMBio também acrescentou: “Vamos colher nos próximos anos resultados importantes decorrentes do processo de concessão de serviços de uso público, com a realização de parcerias com a iniciativa privada para estruturação da visitação. Por exemplo, acabamos de assinar a concessão do Parque Nacional de Itatiaia, onde serão investidos cerca de R$ 17 milhões.”
Para Paulo Faria, Coordenador de Estruturação da visitação e Ecoturismo do ICMBio outra ação de destaque foi a sinalização e manejo de trilhas, proporcionando a prática de uma grande variedade de atividades, como caminhadas, cicloturismo, observação de aves, atividades educativas e atividades aquáticas, apenas para citar as mais populares. Um exemplo é a Floresta Nacional de Brasília, que ganhou uma rede de trilhas com diversas quilometragens, variando entre 6 a 36 km, desenhadas para diferentes públicos.
De acordo com um estudo realizado pelo ICMBio, em 2017 os visitantes gastaram cerca de R$ 2 bilhões nos municípios do entorno das unidades de conservação. Com isso, foram gerados cerca de 80 mil empregos diretos, R$ 2,2 bilhões em renda, outros R$ 3,1 bilhões em valor agregado ao Produto Interno Bruto (PIB) e mais R$ 8,6 bilhões em vendas. Os resultados mostram que a cada R$ 1 real investido, R$ 7 retornam para a economia. O ICMBio divulgará os resultados econômicos da visitação de 2018 no próximo mês.
Metodologia
Os procedimentos para o monitoramento da visitação de parques nacionais são definidos por uma instrução normativa do ICMBio. Para fins de comparação são contabilizados os números de visitas, isto é, o número de diárias ou entradas de visitantes na unidade conservação. Enquanto em alguns parques a aferição é feita diretamente, considerando o número de ingressos vendidos/disponibilizados, em outros são realizadas estimativas por amostragem. A cada ano um maior número de unidades passa a promover a visitação e/ou a contabilizar as visitas. Assim a diferença da visitação entre 2017 e 2018 é de mais de 15%, mas, para chegarmos ao aumento real de visitação de 6,15%, foram excluídas da análise unidades que passaram a contabilizar a visitação neste ano ou que tiveram grande mudança nos métodos de estimativa da visitação.
Fonte: ICMBio
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