quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Prefeitura discute parcerias com consulado francês para projetos de desenvolvimento

 
Cônsul Brice Roquefeuil esteve acompanhado de membros do conselho financeiro da embaixada durante reunião com o prefeito Rodrigo Neves, o vice Axel Grael e a secretária municipal de Urbanismo e Mobilidade, Verena Andreatta
Foto: Divulgação Prefeitura de Niterói / Alexandre Vieira


Projetos como o VLT e investimentos na Operação Urbana Consorciada são alguns dos objetivos da parceria

De olho em um horizonte de maior desenvolvimento econômico e estrutural na cidade, a Prefeitura de Niterói está formalizando uma parceria com a França. Os primeiros passos foram dados nesta terça-feira (8), durante visita do cônsul francês, Brice Roquefeuil, à prefeitura.

O plano se apoia em três frentes principais: atrair empresas para aplicar recursos na Operação Urbana Consorciada (OUC), desenvolvimento do projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e acordos com centros culturais franceses para garantir exposições e mostras inéditas.

"Niterói é um parceiro muito importante para a França. Temos aqui um Liceu Franco-Brasileiro público, o primeiro do Brasil, aberto no ano passado. E há muitas empresas francesas que têm interesse em desenvolver projetos por aqui. É uma cidade muito dinâmica e temos muitas perspectivas de trabalho juntos", explicou o cônsul Brice Roquefeuil.




Roquefeuil esteve acompanhado de membros do conselho financeiro da embaixada francesa durante reunião com o prefeito Rodrigo Neves, o vice Axel Grael e a secretária municipal de Urbanismo e Mobilidade, Verena Andreatta.

O prefeito detalhou as pautas debatidas durante o encontro, que avaliou como positivo, e adiantou que pretende organizar um grupo de trabalho empenhado na missão de agilizar os detalhes sobre a parceria.

“O cônsul manifestou a intenção de empresas francesas de realizar investimentos na Operação Urbana Consorciada do Centro, empresas de médio e grande porte, no desenvolvimento do projeto do VLT, porque a França desenvolveu e estruturou os projetos de Lyon, Barcelona e outras cidades na Europa, e também a possibilidade de parcerias com centro culturais, como o Centro Georges Pompidou, para a realização de exposições de arte contemporânea no MAC. São agendas muito positivas", informou.

O projeto do VLT é a segunda etapa do Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social de Niterói (PRODUIS) e prevê uma linha de 11 quilômetros ligando a estação de Charitas ao Centro e será conectado ao BHLS da TransOceânica, tornando a cidade a primeira no país a ter esse tipo de integração. Já a Operação Urbana Consorciada visa captar recursos privados para investir em infraestrutura na requalificação dos espaços públicos e na ampliação da infraestrutura do Centro, garantindo serviços essenciais para a população sem impactar as finanças do poder público.

Fonte: O Fluminense








terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Estação de Tratamento de Esgoto de Maria Paula é inaugurada e beneficiará cerca de 40 mil pessoas







08/12/2015 - O município de Niterói caminha para se tornar a cidade nº 1 do país em saneamento básico. Na manhã de hoje (08/12), foi inaugurada a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Maria Paula, que beneficiará cerca de 40 mil pessoas de Maria Paula, Matapaca, Vila Progresso e Muriqui.

A obra faz parte do Plano de Investimento de R$ 120 milhões para saneamento ambiental em Niterói, da Águas de Niterói em parceria com a Prefeitura Municipal, que contempla a construção de mais duas ETEs (Badu e Sapê), além da ampliação da estação de Camboinhas.

"Com a inauguração de hoje, já somos a primeira cidade do Estado do Rio de Janeiro em saneamento. Estamos chegando a 96% de cobertura das regiões do município, muito acima da média estadual, que é de 35%. Até 2018, com as ETEs do Sapê e do Badu, teremos 100% de esgoto tratado. Com esse percentual, vamos recuperar nosso grande potencial hídrico dos mares e das lagoas. Junto com o programa Niterói Mais Verde, que está criando 22,5 milhões de metros quadrados de áreas protegidas no município, esse conjunto de ações também refletirá na saúde e economia da população niteroiense", assegurou o prefeito.

A ETE de Maria Paula é a oitava da cidade e a primeira a integrar o sistema de esgotamento sanitário de Pendotiba. A região ainda vai ganhar mais duas estações: Badu, que contemplará os bairros de Badu, Maceió, Largo da Batalha e Cantagalo, e Sapê, que englobará os bairros Santa Bárbara, Sapê e Ititioca. Além disso, a ETE de Camboinhas será duplicada. A nova estação tem capacidade para tratar 60 litros por segundo.

Futuramente, serão construídos outros dois módulos, e a estação poderá tratar até 180l/s. A estação integra um sistema que possui também 25 quilômetros de rede, 10 quilômetros de recalques e 12 elevatórias. Foram investidos R$ 35 milhões nesta etapa da obra. A região ainda vai ganhar mais duas estações: Badu, que contemplará os bairros de Badu, Maceió, Largo da Batalha e Cantagalo, e Sapê, que englobará os bairros Santa Bárbara, Sapê e Ititioca. Além disso, a Estação de Tratamento de Esgoto de Camboinhas será duplicada.

O diretor-presidente da Águas do Brasil, Claudio Abduche, destacou a segurança nos investimentos realizados na cidade e a confiança no trabalho da Prefeitura de Niterói.

“Temos empreendimentos muito positivos em Niterói e segurança no crescimento da cidade e no trabalho da Prefeitura. Tanto que já estamos trabalhando dentro desse processo na complementação da rede, e isso é muito bom. O terreno para a ampliação da ETE de Camboinhas já está comprado e também vamos realizar mudanças na ETE de Jurujuba. Essa parceria entre a concessionária e o governo municipal é muito importante”, concluiu o diretor.

Segundo o diretor da Águas de Niterói, Nelson Gomes, o apoio da Prefeitura é fundamental para os investimentos. O diretor destacou que o próximo passo é auxiliar os moradores a realizar a ligação do seu esgoto ao novo sistema coletor. "No primeiro bimestre de 2016, iniciaremos a orientação junto às residências da região. Queremos auxiliar ao máximo a interligação correta dos imóveis ao sistema coletor para que o esgoto não seja despejado nos rios e canais da cidade e para que não haja a necessidade de posterior fiscalização. Temos uma ótima parceria com o INEA e com as secretarias de Meio Ambiente estadual e municipal, através do projeto Se Liga, para combater o esgoto clandestino", explicou Gomes.

O projeto também foi citado pelo vice-prefeito Axel Grael, que ressaltou os resultados positivos na atuação na Região Oceânica. Segundo Axel, Niterói serve de modelo de saneamento, e esses investimentos irão se refletir diretamente na saúde da população.

"Implantamos redes de coleta e estamos construindo redes de tratamento. Nosso diferencial é que também agregamos tecnologia ao esforço de tratamento. Somando essas medidas ao Projeto Se Liga, teremos cada vez mais uma resposta maior e que refletirá na saúde dos moradores de Niterói" afirmou Grael. Também estiveram presentes na inauguração a secretária de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa, o secretário Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, Tiago Loback, além de representantes da Câmara dos Vereadores, da Administração Regional de Maria Paula e da Associação de Moradores local.

Fonte: Prefeitura de Niterói



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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Guarda Municipal reintegra ao ambiente cerca de 150 caranguejos





04/11/2015 - A Guarda Municipal de Niterói reintegrou nesta sexta-feira (04/12) ao seu habitat natural cerca de 150 caranguejos. Eles foram levados para o manguezal do Rio Guapi, Área de Proteção Ambiental de Guapimirim.

Os animais foram apreendidos nesta sexta-feira com um ambulante na cidade. Ele disse aos guardas que desconhecia que os caranguejos estavam em período de defeso, que é uma medida protetória que assegura o desenvolvimento de animais marinhos durante a fase de reprodução.

Fonte: Prefeitura de Niterói






PARTICIPANTES DO PROJETO GRAEL VISITAM MUSEUS NO RIO DE JANEIRO















Inmetro analisa concentração de chumbo em tintas imobiliárias







Das 17 marcas avaliadas, duas tiveram resultado insatisfatório, uma delas por apresentar teor 200 vezes acima do permitido
O Programa de Análise de Produtos do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), avaliou 17 marcas de tintas imobiliárias, sendo 12 do tipo esmalte sintético e cinco do tipo verniz, visando avaliar a concentração de chumbo nos produtos, pelo perigo que a substância em níveis acima do permitido representa à saúde humana e ao meio ambiente.

As marcas de esmalte sintético analisadas foram: Alessi, Coral Coralit, Dacar, Eucatex, Killing Bella Casa, Luztol, Renner, Resicolor, Sherwin Williams Nova Cor, Suvinil, Unilar e Universo. E as marcas de verniz analisadas foram: Luztol Restaurex, Montana Osmocolor, Sayerlack, Sparlack, Suvinil.

Todas as marcas de verniz estavam conformes e duas de esmalte sintético foram consideradas não conformes. São elas: a Luztol e a Unilar, que apresentou concentração de chumbo 200 vezes maior que o limite estabelecido pela Lei Federal 11.762, de 1º de agosto de 2008.

O ensaio de concentração de chumbo em esmalte sintético e verniz foi conduzido pelo Laboratório de Análises Químicas do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), acreditado pelo Inmetro.

“Embora haja tendência de conformidade dos produtos, chama atenção os valores encontrados em uma marca. A exposição ao chumbo pode causar uma série de doenças, principalmente para crianças pequenas. Como a tinta com chumbo se deteriora ao longo do tempo, as pessoas podem inalar ou ingerir por meio da poeira doméstica, lascas de tinta ou solo contaminado”, destacou Diretor Substituto da Diretoria de Avaliação da Conformidade, Paulo Coscarelli.

A Aliança Global para a Eliminação da Tinta com Chumbo (GAELP), da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), já desenvolve campanhas em diversos países, com o objetivo de conscientizar sobre os riscos de exposição de crianças a tintas contendo chumbo e minimizar a exposição de pintores e usuários a este produto.

Diante dos resultados, o Inmetro encaminhará o relatório desta análise ao Ministério do Meio Ambiente e Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC para apreciação.

Visando esclarecer quais os possíveis riscos à saúde e à segurança do cidadão exposto às tintas com alto teor de chumbo, entrevistamos a especialista Rúbia Kuno, Gerente da Divisão de Toxicologia Humana e Saúde Ambiental, da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB.

1) O que pode acontecer, em longo prazo e curto prazo, com a pessoa que fica exposta a uma parede pintada com uma tinta que tenha alto teor de chumbo?
Se a parede permanecer intacta, não haverá risco para as pessoas que estão em ambiente com parede pintada com tinta que contém chumbo. O grande problema é quando essa parede vai sofrer alguma manutenção, pois ao lixar a parede, o chumbo poderá ser liberado nos particulados (pó) e poderá ser inalado. Outro problema que preocupa as autoridades de saúde, é quando a parede começa a liberar lascas da camada de tinta, oferecendo riscos em especial às crianças que podem levar esse material à boca. O ato de ingerir esse material é chamado de “pica” e é geralmente praticado por crianças, Expondo-as ao chumbo por ingestão.

2) No caso da tinta não conforme, que tinha duzentas vezes mais chumbo que o permitido, qual o raio de alcance em relação à contaminação. Por exemplo: pintei uma parede da sala, a pessoa que trabalha só na cozinha pode ser afetada? O vizinho de porta pode ser afetado?
A resposta é a mesma da questão anterior. Para que o chumbo cause algum problema de saúde tem que haver rota de exposição, ou seja, o contaminante tem que atingir o ser humano e ser absorvido, quer seja por inalação ou ingestão, principalmente, pois neste caso a absorção pela pele é insignificante. Em condições normais no ambiente, isto é, pintura intacta, o chumbo não é volátil, então se o material não for aquecido e não sofrer as alterações citadas na resposta da questão anterior, não haverá rota de exposição. Então, as pessoas que estão no ambiente não sofrerão os efeitos do chumbo, muito menos as que estão em outros ambientes.

3) O percentual de chumbo em tinta imobiliária permitido por lei é de até 0,06% (seis centésimo por cento), quanto a mais que isso já pode ser preocupante para saúde das pessoas?
Há um consenso que esse valor protege as crianças dos efeitos do chumbo decorrentes da ingestão de lascas de tintas. Os efeitos do chumbo são mais preocupantes para crianças, pois o seu organismo absorve mais chumbo do que o de adultos e o sistema nervoso em desenvolvimento é mais sensível aos efeitos danosos do metal. Considera-se que níveis superiores a 0,06% podem causar efeitos à saúde das crianças que praticam “pica”.

4) Que tipo de impacto para o meio ambiente uma tinta não conforme pode causar?
Todas as fontes potenciais de chumbo no ambiente devem ser controladas, e devido à alta toxicidade do chumbo, o seu uso tem sido minimizado ou em alguns casos banido (por exemplo, a adição de chumbo tetraetila na gasolina). Diante de outras possíveis fontes de chumbo, como indústrias reprocessadoras de chumbo, áreas contaminadas, entre outras, a tinta não é a que causa maior impacto ambiental. Mas, sem dúvida, é uma fonte muito importante de exposição do grupo mais sensível da população aos efeitos deletérios do chumbo que são as crianças, principalmente entre 0 e 3 anos.

5) No passado recente, muitas tintas tinham teor de chumbo acima do que é permitido hoje por lei. Por outro lado, muitos trabalhadores lidam nos dias atuais com material de demolição oriundo ainda dessa época, até que ponto esse contato pode afetar a saúde desses trabalhadores? Que dicas de proteção você indicaria para essas pessoas?
De fato, a grande preocupação é no momento da demolição ou reformas como já citei anteriormente. No entanto, nas exposições ocupacionais a legislação brasileira estabelece limites de exposição do trabalhador. Mas sabemos que o trabalhador não convencional ou aquele sem contrato de trabalho pode estar exercendo as atividades em ambiente sem controle.

Nesses casos, é recomendado o uso de EPI (Equipamento de Proteção Individual) como respiradores (máscaras) semifaciais contra pós e poeiras e chumbo, além de luvas, que devem ser descartadas após o uso. As especificações dos EPIs e o controle ambiental ocupacional são regulamentados pelo Ministério do Trabalho e Emprego e Fundacentro. Alguns cuidados podem ser tomados quando é necessário remover tintas com alto teor de chumbo, por exemplo, tomar cuidado para não produzir muito pó, remover os móveis do local e não se alimentar e fumar nesses locais.

Acesse aqui o Relatório de Chumbo em Tintas na íntegra

Fonte: Portal do Consumidor



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Ministério do Meio Ambiente propõe redução de chumbo nas tintas

Especialistas esperam reduzir em mais de seis vezes o limite de chumbo nas tintas imobiliárias
Por: Luciene de Assis e Rafaela Ribeiro - Editor: Marco Moreira
O limite estabelecido nacionalmente para chumbo em tintas imobiliárias deve ser reduzido. É isso que diz a proposta construída pelos participantes do Seminário sobre Substâncias Químicas Perigosas e seu Contexto nas Compras Públicas Sustentáveis, encerrado nesta quarta-feira (02/12), em Brasília. “O valor desse limite no Brasil está defasado. Na proposta que construímos sugerimos uma redução de 600 partes por milhão (ppm) – valor atual – para 90 ppm”, explica o analista ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Paulo Toledo.

As propostas de alteração na lei atual serão encaminhadas para a Comissão Nacional de Segurança Química (Conasq) para serem analisadas e, se aprovadas, podem ser encaminhadas ao Congresso Nacional. “Para mudar a lei vigente é necessária aprovação do Congresso, mas o Conasq pode optar por outros caminhos”, esclarece Paulo. “A próxima reunião da comissão acontece em março”.

Além disso, os especialistas reunidos em Brasília nesses três dias conheceram melhor os esforços realizados pelo Grupo de Trabalho de Regulação de Substâncias Químicas da Conasq, que estão empenhados na elaboração de uma proposta de lei para a gestão de substâncias químicas de uso industrial. É preciso, ainda, ampliar a lista de substâncias perigosas controladas, a serem submetidas à gestão e avaliação de risco por parte do governo brasileiro, a exemplo do que ocorre nos países da União Europeia, além dos Estados Unidos e Canadá.

Apesar da lacuna identificada pelos debatedores do tema, demonstrou-se que o Brasil já possui regulamentos para controlar a presença de substâncias químicas perigosas em alguns produtos e artigos. Essa fiscalização já é realizada por instituições como Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), e Receita Federal do Brasil que, dentro de suas competências, exercem o controle nesse sentido.

PROPOSTA

“Precisamos de uma melhor coordenação desse trabalho e de ampliar o rol de substâncias perigosas controladas, o que será feito quando for implementado o projeto de lei destinado a regular, especificamente, as substâncias químicas perigosas de uso industrial”, explica o gerente de Segurança Química da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do MMA, Alberto Rocha. Segundo ele, a proposta deverá ser concluída na próxima semana pelos integrantes do Grupo de Trabalho de Regulação de Substâncias Químicas da Comissão Nacional de Segurança Química (Conasq).

A referida proposta de lei, elaborada pelo Grupo de Trabalho, prevê a criação de um Cadastro Nacional de Substâncias Químicas, critérios e instrumentos para avaliação de risco das substâncias perigosas, medidas para a gestão desse risco e também sanções àqueles que descumprirem as disposições da lei. “Para se chegar a essa proposta, foram estudados os modelos de regulação de substâncias químicas adotado na União Europeia, Canadá, China e em outros países. Dessa forma, foi possível verificar os pontos positivos e negativos de cada modelo e construir uma proposta mais adequada à realidade brasileira”, explica a analista ambiental Cayssa Marcondes.

PREOCUPAÇÃO

O gerente de Segurança Químicas da SRHU/MMA acredita que o governo pode agilizar o processo de eliminação das substâncias perigosas realizando compras públicas sustentáveis, dando o exemplo e adotando parâmetros e critérios com foco na redução ou eliminação do uso de substâncias perigosas, tanto na contratação de serviços quanto na aquisição de equipamentos sem essas substâncias. Esta prática já é utilizada de forma incipiente pelo Estado de Minas Gerais, que aplica critérios de sustentabilidade para suas compras, incluindo nas aquisições os produtos menos perigosos, como no caso dos equipamentos eletroeletrônicos, alimentos, entre outras ações.

A preocupação dos participantes do seminário é definir como as propostas serão implantadas, no sentido de se aprimorar o controle sobre substâncias químicas perigosas presentes em produtos e artigos, como é o caso do chumbo em tintas. Eles identificaram a necessidade de se avaliar se existem riscos para as exceções admitidas na Lei nº 11.762/2008, que trata do limite de chumbo em tintas imobiliárias e de uso infantil. “Todas essas questões serão levadas ao debate na próxima reunião da Conasq”, enfatiza Alberto Rocha.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) - (61) 2028-1165

Fonte: Ministério do Meio Ambiente










domingo, 6 de dezembro de 2015

CANICROSS NO PARNIT - Atletas e seus cães disputam prova em Niterói










Fotos de Marcelo Pereira da Costa


Hoje foi realizada a etapa do CANICROSS BRASIL no Parque da Cidade. Pela primeira vez na cidade o evento foi um sucesso de público e organização. A estrutura contou com duas ambulâncias, uma para cães e outras para os atletas. Doação de ração para cães abandonados e ainda realizamos um trabalho de conscientização com os presentes.

Parabéns a todos os atletas!

Texto reproduzido do Facebook do Marcelo Pereira da Costa, diretor de Proteção Animal da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, de Niterói.


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Uma corrida para ser feita ao lado do seu melhor amigo

Canicross Brasil acontece em dezembro, no Parque da Cidade, em Niterói

Pela primeira vez, Niterói será palco da Canicross Brasil, off road na qual o atleta corre ao lado do seu cão. A corrida, de três modalidades, acontecerá no próximo domingo, 6 de dezembro, com largada marcada a partir das 8h. O percurso é dentro do Parque da Cidade, localizado em São Francisco, nas distâncias de 4km200m (corrida feminina), 6km300m (corrida masculina) e 2km100m (cãominhada); já a entrega dos kits pode ser feita no dia anterior, no local da prova, das 10h às 19h; e no próprio dia, das 7h às 7h50.

Os atletas farão um trajeto bem variado, com direito a asfalto, estrada de chão e trilha (single track), com desnível positivo. A categoria masculina dará três voltas e a feminina, duas, nesse percurso onde a maior dificuldade será a parte técnica e seus pequenos tops de subidas. Haverá postos de hidratação com bomba manual para encher o reservatório de água do condutor e outro galão para o cão. Em tempo: tanto a largada, quanto a chegada, serão na sede do Parque da Cidade, que fica no topo do morro.

Sobre Canicross – Corrida cross country/ off road com cães, criada no Reino Unido como forma de treinamento para cães de trenó. Atualmente, o Canicross é praticado em terreno rústico, onde o homem e seu cão estão em total sintonia em busca, não só de vitórias, mas também de muita diversão. Para manter a segurança, a dupla fica “presa” através de uma guia, na qual o condutor usa um cinto que se conecta a uma corda elástica ligada ao Harness, uma espécie de colete de tração, usado pelo cão. A corda serve para reduzir o choque entre ambos.

O Canicross é um esporte que pode ser praticado por qualquer pessoa em qualquer idade, desde que tenha um bom condicionamento, claro. Mas antes de sair correndo com seu cão, é recomendado que ambos sejam submetidos a exames para saber se está tudo bem de fato. Nas competições, há um limite mínimo de idade para o condutor, de 7 anos, e para os cães, de 1 ano. O Canicross não exige pedigree, por isso são permitidas todas as raças, incluindo vira-latas, mas os animais devem ter o focinho proeminente.

Fonte: O Fluminense


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ECOCULTURAL - Artesanato de lixo reciclável em Icaraí


Objetivo da campanha é orientar a população quanto ao descarte correto dos resíduos e sobre a coleta seletiva
Foto: Lucas Benevides


Wellington Serrano

Campanha Natal Solidário, no Campo de São Bento, orienta população sobre o descarte correto de resíduos

Com o objetivo de orientar a população quanto ao descarte correto dos resíduos e sobre a coleta seletiva, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), em conjunto com a Companhia de Limpeza Urbana de Niterói (Clin) e a Faculdade Maria Thereza (Famath), realizou na manhã deste sábado, no Campo de São Bento, em Icaraí, na Zona Sul de Niterói, a Campanha Natal Solidário.

Para entrar no espírito natalino, o evento promoveu oficinas que ensinaram aos participantes como fazer enfeites para a árvore de Natal através da reciclagem, como bolas natalinas, bonecos de neve, estrelas, entre outros. Quem participou das oficinas pôde levar para casa o objeto produzido.

“As pessoas vão perceber que tudo que tem aqui hoje é fruto da reciclagem do lixo. Isso foi feito proposital para chamar a atenção das pessoas para a questão da separação do lixo”, disse o superintendente regional do Inea, Paulo Cunha.
Segundo ele, durante todo ano foram feitas várias ações de educação ambiental.

“Só assim vamos conseguir criar uma nova cultura em todos os lugares em Niterói para questão do tratamento do lixo. Para cada vez mais conscientizar a população em relação a isso”, explicou o superintendente.

O evento contou com a apresentação do projeto EcoCultural, através da EcoMúsica. Organizado por uma parceria entre o Estado e o município, o grupo tocou canções a partir de instrumentos musicais que foram reaproveitados de materiais descartados que receberam a destinação correta.

“Através das músicas natalinas, animamos os participantes do Natal Solidário. A participação do EcoMúsica é importante para mostrar ao público o quanto o reaproveitamento dos resíduos sólidos pode ser produtivo. Pode criar, até mesmo, instrumentos musicais”, ressaltou Paulo Cunha.

O Programa Conciência EcoAmpla também esteve presente no evento. Segundo a mobilizadora do projeto, Kelly Cristina Cardoso Cunha, muitas pessoas que têm vontade de reciclar seu lixo, mas não sabiam como começar e para onde destiná-lo, aproveitaram a campanha para ganhar desconto na conta de luz.

É muito fácil participar, basta vir e se cadastrar com uma conta de luz e um documento de titular da conta. Depois é só pesar os materiais recicláveis como papéis, metais (exceto cobre), plásticos, vidro e óleo vegetal (de fritura). Na hora da troca, o material é pesado e convertido em desconto através de um cartão que garante o bônus na próxima conta de luz”, disse Kelly Cristina.

O morador de Icaraí Gustavo Martins levou mais de um quilo de jornal para trocar pelo desconto e aprovou a ideia. “Uma forma de limpar o quarto de entulho e ainda por cima diminuir os gastos na conta de luz”, aprovou o morador.

Fonte: O Fluminense


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Após quatro anos sumidos das Cagarras, golfinhos voltam a ser vistos


Golfinhos voltam a ser vistos no Arquipélago das Cagarras - Liliane Lodi / Liliane Lodi


Ludmilla Lima

Desde 2011, pesquisadores do projeto Ilhas do Rio deixaram de vê-los na região

RIO — Uma das primeiras preocupações de boa parte das mulheres ao se tornarem mães é encontrar uma boa creche para o filho. Um lugar não só onde o bebê esteja protegido, mas que também reúna as condições necessárias para o desenvolvimento cognitivo e a socialização com outras crianças. Assim como acontece com os humanos, ocorre também com os golfinhos-flíper. Todos os anos, um grupo da espécie costumava, no inverno e na primavera, habitar o Arquipélago das Cagarras com os seus filhotes, que ali aprendiam a se relacionar com outros golfinhos, a praticar suas habilidades motoras e a sincronizar o nado e a respiração com os de suas mães. Mas, em 2011, eles deixaram de ser vistos na área pelos pesquisadores do projeto Ilhas do Rio, que desde 2004 monitorava essa turminha.

Para surpresa dos especialistas, o grupo reapareceu este ano. Pelo menos três registros já foram feitos: nos dias 18 de julho, 7 de agosto e 12 de novembro. Os golfinhos (da espécie Tursiops truncatus, seu nome científico) têm frequentado as Cagarras, a apenas cinco quilômetros da Praia de Ipanema, em grupos de cinco a oito animais (sendo que pelo menos dois são filhotes). Do total já observado, até agora quatro adultos foram identificados: são Manchinha, Manon, Chapéu de Bruxa e Modesto, que já habitavam as águas calmas do arquipélago no passado e estavam entre os desaparecidos. O grupo retornou com um presente especial, um filhote recém-nascido. Em uma campanha no Facebook, seu nome foi escolhido: Bolinha.

ANIMAIS RECONHECIDOS PELAS NADADEIRAS

Bióloga marinha e coordenadora da Equipe de Cetáceos do Ilhas do Rio, Liliane Lodi conta que, no passado, chegaram a ser avistados até 30 golfinhos ao mesmo tempo nas Cagarras. A partir de 2007, começou a redução. Naquele ano, a média de animais por grupo era de 16,6. O total foi caindo até que, em 2010, baixou para cinco. Em 2011, nenhum apareceu nas Cagarras. O retorno agora foi mais do que festejado pelos pesquisadores, que estão com as esperanças renovadas.

— O grupo não foi visto durante a temporada toda. Foram três dias, mas que nos trouxeram uma sensação muito boa. A expectativa é que eles possam reocupar o arquipélago — afirma Liliane, que, por meio de fotos, identificou os golfinhos que já nadaram por aquelas bandas. — São os mesmos adultos que frequentavam o arquipélago entre 2004 e 2010. Identificamos os animais individualmente por meio de marcas na nadadeira dorsal. Elas funcionam como impressão digital, não se repetem.

A volta dos golfinhos-flíper também tem um significado especial para o meio ambiente carioca:

— A presença deles indica a qualidade do ecossistema. Se estão nas Cagarras, é porque o ambiente ali está equilibrado e saudável. É um presente para o Rio termos esses animais na cara da gente.

Os golfinhos-flíper habitam toda a costa brasileira, do Rio Grande do Sul ao Amapá. Para os pesquisadores, ainda é um mistério de onde vêm e para onde vão os que frequentam as Cagarras, classificadas como monumento natural, unidade de conservação de proteção integral. Também não se sabe exatamente o motivo que levou esses animais a sumirem do arquipélago. Sobre isso, há hipóteses. Uma delas é que a debandada coincidiu com o descarte, na costa fluminense, de sedimentos retirados do fundo da Baía de Guanabara (fazia-se uma dragagem no Porto). Na época, ambientalistas e pescadores alertaram sobre os riscos para o ecossistema das Cagarras. O tráfego de embarcações e jet skis — não raro vistos perseguindo os animais, o que é vedado por lei — e o desaparecimento de alimentos também podem ter contribuído.

Com os anos de monitoramento (o projeto toca o estudo mais longo no Sudeste sobre a espécie), os biólogos conseguiram descobrir o motivo da presença do grupo, sempre acompanhado de filhotes. Os golfinhos têm um complexo sistema social, e os comportamentos e táticas de alimentação variam de acordo com o lugar.

— As Cagarras são uma creche. O anel interno do arquipélago, que fica entre as ilhas Comprida, Palmas e Cagarra, é ideal para criar os filhotes. São águas protegidas e rasas — diz Liliane. — Como andam em grupos, os golfinhos-flíper precisam desenvolver habilidades sociais. É muito comum, quando é bem pequeno, o bebê ficar pertinho da mãe. À medida que o tempo passa, ele vai se afastando. Já vi várias vezes grupinhos só de filhotes. Ficam um tempo juntos, depois voltam para as mães. Isso é importante para o aprendizado social. Juntos, eles vão se reconhecendo e desenvolvendo habilidades e relacionamentos.

ENCONTRO NUM DIA DE ÁGUAS TRANSPARENTES

O primeiro encontro dos biólogos com os animais este ano, em julho, foi em dia de mutirão de limpeza das Cagarras. Havia entre 70 e 80 pessoas. As águas estavam transparentes (mais que o habitual), além de calmas.

— Antes mesmo de chegarmos ao arco formado pelas ilhas, já avistamos o grupo de golfinhos. Com a nossa aproximação, fomos recebidos por eles — lembra Athila Bertoncini, pesquisador do projeto, que fazia aniversário no dia e fez fotos dos animais. — O grupo ainda foi visto várias vezes interagindo com os filhotes.

O Ilhas do Rio conta com 30 pessoas, sendo 11 pesquisadores, de diferentes linhas de estudo envolvendo as Cagarras. Em relação aos golfinhos, o objetivo é avançar com o monitoramento dos animais já identificados e na busca de informações sobre comportamento, organização e tamanho do grupo. Caso seja confirmado o seu retorno ao arquipélago, os biólogos pretendem utilizar transmissores para entender suas rotas migratórias. O projeto, no entanto, terminou esta última semana, e a sua retomada depende da renovação do patrocínio da Petrobras Socioambiental, com validade de dois anos, e que é esperado para o começo de 2016.

Fonte: O Globo









Prefeito Rodrigo Neves sanciona Lei de Cultura de Niterói


Lei sancionada neste sábado pelo prefeito Rodrigo Neves deve ser publicada na próxima terça-feira
Divulgação/Prefeitura de Niterói


Com a medida, até 20% do ISS e do IPTU podem ser usados para financiar projetos culturais mediante renúncia

O prefeito Rodrigo Neves sancionou a Lei de Cultura de Niterói durante a cerimônia de abertura da IV Conferência Municipal de Cultura, na manhã deste sábado, na Faculdade de Economia da UFF, no Gragoatá, com a presença de representantes da sociedade civil, classe artística e autoridades. Na ocasião, o prefeito pediu um minuto de silêncio pelo falecimento da atriz Marília Pêra.

Demanda de décadas dos artistas da cidade, a nova legislação coloca Niterói na vanguarda no setor cultural e aponta as obrigações do poder público, garante os direitos culturais do cidadão e permite, entre outras iniciativas, a implantação da Lei de Incentivo à Cultura de Niterói, em que empresas estabelecidas na cidade poderão financiar projetos culturais mediante renúncia de até 20% do ISS devido. Também cidadãos poderão contribuir através da renúncia de até 20% do IPTU devido, em ambos os casos, até que se chegue ao teto de 1% da receita total do município proveniente desses impostos. Isso pode significar a soma de até R$ 5 milhões ao orçamento da pasta da Cultura anualmente.

De acordo com o prefeito, a lei aprovada é resultado de um amplo diálogo com a sociedade civil, agentes culturais e com o Conselho Municipal de Cultura. “Essa lei está totalmente sintonizada com os anseios da população.”

O chefe do executivo lembrou, que, apesar dos grandes desafios, em 2 anos e 11 meses, a Cultura avançou muito em Niterói. “Recuperamos a Companhia de Ballet da cidade, ampliamos programas como o Aprendiz, inauguramos o CEU Ismael Silva; reabrimos espaços culturais importantes, como o Museu Janete Costa e o Teatro Popular, além do próprio Caminho Niemeyer; lançamos o programa Semente, nas comunidades; fomentamos a arte nas ruas e nas escolas; valorizamos a cultura urbana; incentivamos produções artísticas locais; ampliamos nossa política de editais públicos; entre outras ações, e, até março do ano que vem, vamos entregar para a cidade um novo Museu de Arte Contemporânea (MAC), moderno, sustentável e acessível, com padrões internacionais e pronto para os seus 20 anos”, disse o prefeito.

Neves destacou ainda o determinante papel da Cultura e da Educação como ferramentas de resistência para tirar jovens e crianças da criminalidade e para se construir uma sociedade em que as pessoas respeitem as diversidades.

Para o secretário de Cultura, Arthur Maia, o momento é de vitória. “Diante das dificuldades que o Brasil está passando, Niterói consegue crescer e evoluir. Estamos vivendo um momento ímpar com a concretização desta Lei do Sistema e vamos sair da Conferência com o nosso esperado Plano Municipal de Cultura”, comemorou Maia.

O presidente do Conselho Municipal de Cultura, Leonardo Simões, afirmou que esta é uma iniciativa marcante para a cidade, fruto de muita luta. “A lei, uma costura equilibrada entre poder público e sociedade, vai criar políticas estruturantes para a Cultura e será um verdadeiro divisor de águas para os agentes culturais do município”, celebrou.

Representando a Câmara Municipal de Niterói, o vereador Leonardo Giordano, que preside a Comissão de Comunicação e Cultura do Legislativo, falou sobre o empenho do prefeito para a construção da Lei, lembrando que ela reflete a vontade da população e da classe artística.

Já o presidente da Fundação de Arte de Niterói (FAN), André Diniz, afirmou que Niterói terá um Sistema de Cultura completo, com o Plano Municipal, o Fundo Municipal e a Lei de Incentivo.

“Agora a sociedade terá instrumentos para dialogar e cobrar dos governos futuros. Estamos deixando o maior legado de políticas públicas da História do município, respeitando as diferenças, o patrimônio e a memória”, ressaltou.

Na próxima terça-feira, dia 8, a Lei de Cultura será publicada e já entra em vigor.

Conferência de Cultura – A IV Conferência de Cultura está promovendo dois dias de debates neste fim de semana, das 9h às 20h, na UFF, com o objetivo de estabelecer o Plano Municipal de Cultura, que vai nortear, a longo prazo (dez anos), as políticas públicas de cultura para a cidade, através de diretrizes, metas, ações e programas, apontando potenciais parceiros, os recursos necessários e um cronograma para execução.

Lei de Cultura – Fruto de um amplo debate com a sociedade civil, agentes culturais, Conselho Municipal de Cultura e representantes da esfera pública, a Lei do Sistema Municipal de Cultura traça as políticas públicas para a área cultural da cidade.

O Sistema reúne instrumentos básicos para a construção e efetivação das políticas culturais niteroienses em consonância com o Estado do RJ e a União. A proposta inédita aponta as obrigações do poder público e garante os direitos culturais do cidadão, definidos pelo Art. 8º, como: direito à identidade e à diversidade cultural; direito à participação na vida cultural; direito autoral; e direito ao intercâmbio artístico cultural.

Com a Lei, o Conselho Municipal de Cultura passa a se chamar Conselho Municipal de Política Cultural, de caráter deliberativo e composição paritária – serão 15 membros do poder público e 15 da sociedade civil.

A Lei assegura, também, um Sistema de Financiamento à Cultura, formado por dois instrumentos: o Fundo Municipal de Cultura, que vai utilizar o mecanismo de chamadas públicas para projetos culturais; e a Lei de Incentivo à Cultura, via renúncia fiscal de ISS e IPTU. O que pode significar a soma de mais de 5 milhões de reais no orçamento da pasta da Cultura, anualmente.

Será criado, ainda, o Sistema de Informações e Indicadores Culturais (SMIIC), que vai gerar informações e estatísticas da realidade cultural de Niterói, contribuindo significativamente para melhorar a eficiência da gestão pública.

Todas as decisões em relação à aplicação dos recursos advindos da Lei, no entanto, devem ser tomadas em comum acordo por representantes da sociedade civil e do Governo.

Fonte: O Fluminense






DUAS GERAÇÕES DE HERÓIS OLÍMPICOS


COMENTÁRIO AXEL GRAEL:

A simpática matéria de Matheus Oliveira, publicada com grande destaque e chamada de capa, hoje (06/12/2015), no jornal O Fluminense, bem espelha o orgulho da nossa família em ver a nova geração de velejadores (Marco e Martine Grael)trilhando o mesmo caminho aberto por Torben e Lars e, antes disso, pelos nossos tios Axel e Erik Schmidt, tricampeões mundiais da Classe Snipe, medalhistas pan-americanos e também ex-atletas olímpicos.

As únicas correções a se fazer ao texto é que Torben (na classe Star) e Lars (na Classe Tornado), já haviam conquistado medalhas de bronze nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988.

Axel Grael



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DUAS GERAÇÕES DE HERÓIS OLÍMPICOS

Os irmãos Lars Grael e Torben Grael, medalhistas olímpicos na vela, conversam com Marco e Martine Grael.
Foto: Lucas Benevides


Matheus Oliveira
 
Família Grael repete, com Martine e Marco nas Olimpíadas de 2016, o feito que Torben e Lars alcançaram nos Jogos de Atlanta

No ano de 1996, em Atlanta, dois irmãos gravavam seus nomes na história do esporte conquistando na mesma Olimpíada, medalhas na vela brasileira. Vinte anos depois, dois jovens com o mesmo sobrenome tentam repetir o feito e seguir mantendo o legado da família. O nome que os une: Grael.

Após Torben ter conquistado o ouro na classe Star, ao lado de Marcelo Ferreira, e seu irmão Lars ter alcançado o bronze na Tornado junto a Kiko Pelicano, a família novamente terá dois representantes nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro: Martine e Marco Grael, filhos de Torben, que também estará presente como coordenador técnico da Confederação Brasileira de Vela (CBVela).

Maior medalhista do Brasil em Jogos Olímpicos, Torben Grael comentou que a família sempre esteve junto em edições anteriores de Jogos Olímpicos.

“A sensação é diferente quando não estivemos juntos, pois desde o princípio a gente estava próximo em edições das Olimpíadas. Fomos a quatro Jogos Olímpicos em família e outros dois em que o Lars foi como coordenador técnico. Eu nunca soube o que era ir aos Jogos sem o Lars. Teve uma Olimpíada em que meu tio, o Eric Grael (NOTA: o nome correto é Erik Schmidt), também estava presente. E agora estão indo o Marco e a Martine, representando a família”, afirmou.

Lars destacou ainda que fora das regatas eles sempre trocaram experiências e sugestões para alcançarem bons resultados nas competições.

“Dentro de água era impossível, pois nossas classes competiam em raias diferentes. Mas em terra, a gente sempre trocava informação sobre o que deu certo ou errado. E ouvir a opinião de cada um de como encarar a próxima regata era frequente”, disse o ex-iatista que possui duas medalhas de bronze nos Jogos Olímpicos em Seul, em 1988, e Atlanta, em 1996.

Torben destacou ainda que a presença do irmão, pela experiência e o conhecimento, foi muito importante em suas conquistas olímpicas.


Capa de O Fluminense, 06/12/2015.


Lars se mostrou orgulhoso com o feito de seus sobrinhos.

“Vejo isso com muito orgulho, pois há 20 anos nós conquistamos medalhas juntos e tenho a sensação de passar o bastão para eles em 2016. E tenho muita satisfação em ver essa renovação e os meninos chegando aos Jogos”, declarou.

A caçula do grupo, Martine Grael, que competirá na categoria 49erFX, classificou como a realização de um sonho a disputa das Olimpíadas na capital fluminense.

“Eu penso que disputar a Olimpíada em casa é um sonho e não algo maior do que realizar isso. Acredito que chegar nessa disputa com um nível alto é a realização de um grande objetivo”, avaliou Martine.

Marco Grael, que veleja ao lado de Gabriel Reis na classe 49er, destacou que ainda é necessário trabalhar muito para seguir os passos do pai e do tio na história do maior evento esportivo do planeta.

“Tem muita coisa que a gente precisa fazer para chegar na Olimpíada pensando em seguir os passos deles. Eles conseguiram excelentes resultados e acho que as conquistas do meu pai são feitos quase impossíveis de se alcançar, mas estamos indo para a Olimpíada com vontade de ganhar, não vamos lá para perder. Vamos fazer o nosso melhor e a pressão maior será nossa sobre nós mesmos”, revelou.

Torben ainda avaliou se esta pressão de disputar os Jogos no Rio será maior para os atletas brasileiros.

“A Olimpíada é uma competição que tem uma pressão maior, mas no caso da vela, fora dos Jogos, ela não está muito no noticiário. Mas quando você tem os Jogos, até pelos resultados, existe o interesse maior. Não sei se isso tem uma grande influência. A questão é você ir bem preparado e fazer o melhor que pode para conseguir superar isso”, avaliou.

Quanto às Olimpíadas, Martine avaliou ainda que os 20 primeiros times de sua classe possuem chances de medalha, enquanto Marco ressaltou que no masculino existe um domínio dos neozelandeses Peter Burling e Blair Turke.

Neste encontro de gerações, a família Grael mostrou que fez e seguirá fazendo história no esporte brasileiro.

Fonte: O Fluminense