domingo, 17 de outubro de 2010

Describen más de 200 nuevos caracoles de un mismo género en un solo estudio

Dos expertos mundiales en micromoluscos, Anselmo Peñas y Emilio Rolán, han reunido en una única publicación científica la descripción inédita de 209 especies de caracoles. Encargado por el Museo Nacional de Historia Natural de París, el trabajo se presentó en septiembre en la capital francesa, y se ha convertido en el estudio que recoge más especies nuevas de un solo género.


Do site espanhol ECOticias

“Nunca de un solo género, ni siquiera de una sola familia, se han descrito en un solo trabajo tantas especies”, confirma a SINC Anselmo Peñas, autor principal del monográfico, colaborador del Museo Nacional de Historia Natural (MNHN) de París y del Museo Nacional de Ciencias Naturales (MNCN-CSIC) y uno de los mayores expertos de la superfamilia de los Pyramidelloidea.

En el año 2000, el Museo de París encargó a Anselmo Peñas y a Emilio Rolán el estudio de los Pyramidelloidea de aguas profundas del Pacífico Sur Tropical. Este es el primer trabajo en el que se describen 272 especies de caracoles del género Turbonilla, hallados durante los últimos 30 años en campañas oceanográficas internacionales en aguas profundas, entre 100 y 1.700 metros de profundidad, cerca de Nueva Caledonia, Islas Solomon, Vanuatu, Fidji, Tonga y Polinesia.

El trabajo se ha publicado en el volumen 26 de las Publicaciones Científicas del Museo de París, y según sus autores es “más que un logro”. “Si el récord Guiness estuviera dentro de la Ciencia, éste sería uno por descontado”, apuntan los expertos, ambos jubilados y coleccionistas de micromoluscos.

“Este trabajo ha sido más difícil y más grande que otros, y ha sido un gran reto porque se trataba de un material de profundidad que además era de una zona que no conocíamos, y contaba con muchas especies, lo que es mucho más complicado”, destaca a SINC Emilio Rolán, coautor del monográfico y colaborador en la Universidad de Santiago de Compostela.

Diez años de estudio

Una década de análisis, evaluaciones, comparativas, descartes y contactos con museos de todo el mundo han permitido confirmar el hallazgo de 209 especies nuevas para la ciencia. “Es una barbaridad”, declara Peñas al mencionar el número de caracoles. Del resto de especies estudiadas, unas 30 eran ya conocidas y otras 33 no contaban con el material suficiente para citarlas como nueva especie.

“Cuando el director de Malacología del Museo de París nos comentó que eran muchas especies, sonreímos porque ya estábamos acostumbrados, y pensamos que iban a ser unas 20 ó 30 nuevas especies. Lo sorprendente fue cuando vimos que todas eran distintas y cada vez aparecían más”, describe Rolán.

“La novedad no sólo reside en la descripción de tantas especies, sino también en el hecho de que todas pertenecen a un mismo género, Turbonilla, de una misma familia”, concreta Peñas. Según el experto, ni en el siglo XIX, cuando se describieron más especies, ni en el siglo XX, se habían descrito en un solo trabajo tantas especies de un solo género.

La difícil identificación de los Pyramidelloidea

La identificación de los moluscos del género Turbonilla no ha sido tan fácil como la de otras familias, como los Conidae, la familia de moluscos gasterópodos más numerosa junto a Pyramidelloidea. La ausencia de rádula (la ‘dentadura’ de los moluscos que permite identificar a la especie) y un tamaño diminuto, casi microscópico (inferior a 10 milímetros), ha complicado y alargado la tarea de los autores, que han pasado largas temporadas en el museo parisino.

“Al ser muchas y muy pequeñas no se puede hacer una separación a simple vista, hay que hacer fotografías a microscopio electrónico, y luego ordenarlas. En total han sido 1.300 fotos. Es un trabajo enorme”, especifica Rolán.

Otro rasgo distintivo de esta familia es la parasitación: “Se sabe que los Pyramidellidos son parásitos de los jugos corporales de otros moluscos como el mejillón común y de gusanos o poliquetos, pero no sabemos cuántos Pyramidellos parasitan a moluscos”, explica Peñas. Al no tener rádula, estos moluscos parasitan con la ayuda de una especie de trompa que se introduce en los jugos blandos del resto de animales y se alimenta de ellos.

El trabajo de los dos expertos españoles no acaba aquí. Ésta es la primera parte de su estudio que en los próximos dos años permitirá la publicación de nuevos trabajos “casi tan importantes como el primero” sobre otros géneros de la misma familia.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Governo de SP capta recursos do BID e investira US$ 470 milhões em parques

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"O Governador Alckmin tem agora em mãos um grande ponto de partida, semeado por ele mesmo, para sua política ambiental."
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Ótima notícia quase despercebida

Marc Dourojeanni


A informação divulgada em meados de setembro que o Banco Interamericano de Desenvolvimento emprestou US$ 162,5 milhões ao Estado de São Paulo para conservar as suas florestas e outros ecossistemas naturais nas suas unidades de conservação não foi muito divulgada nem comentada, provavelmente devido à efervescência eleitoral. É uma pena, pois se trata da culminação de uma iniciativa desse governo estadual e do BID que merece aplauso, especialmente nesta época tão ausente de boas notícias na área ambiental.

O empréstimo (Programa de Recuperación Socio-Ambiental de la Serra do Mar y del Sistema de Mosaicos de la Mata Atlántica) cujo valor total é de US$ 470,2 milhões, considerando o considerável aporte da contrapartida estadual (US$307,7 milhões), resulta de gestões iniciadas pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado, aproximadamente uma década atrás, quando José Goldemberg era o Secretário. A intenção, que se mantém na versão aprovada do programa, é promover a conservação, uso sustentável e recuperação socioambiental da Serra do Mar, do território da Jureia-Itatins e das unidades de conservação marinhas ou costeiras. As ações previstas gerarão benefícios sociais e ecológicos e promoverão a efetiva conservação da biodiversidade e proteção dos mananciais que alimentam a área metropolitana da cidade de São Paulo e da Baixada Santista.

Os objetivos específicos do programa incluem:
(i) melhorar a proteção e o manejo das unidades de conservação, recuperando as áreas degradadas pela ocupação ilegal e outros fatores associados, incluindo o estabelecimento de um jardim botânico e, consolidar institucionalmente a capacidade de gestão dessas unidades;
(ii) reduzir o impacto das populações localizadas no interior e no entorno do Parque Estadual da Serra do Mar, reassentando as populações atualmente instaladas nas áreas de maior risco, em zonas urbanas selecionadas de comum acordo com as populações, melhorando os serviços urbanos das áreas que podem ser consolidadas, e adequando os limites das unidades onde possa vir a ser necessário; e
(iii) melhorar o sistema de monitoração e fiscalização das áreas protegidas.

Trata-se, assim de um programa ambicioso, e muito complexo, longamente esperado dado ao seu caráter de absolutamente indispensável. Com efeito, se estima que é necessário reassentar aproximadamente 6.700 famílias que estão em assentamentos irregulares em áreas de grande risco para suas próprias vidas. O programa prevê seu reassentamento voluntário em centros urbanos, com uma série de benefícios. Outras 2.400 famílias se beneficiarão da consolidação de núcleos urbanos existentes. Essas medidas somadas às de melhoria da qualidade da gestão e do manejo das áreas protegidas não só contribuirão para manter a extraordinária e muito ameaçada diversidade biológica da Serra do Mar, como também: para melhorar a qualidade e regularidade do abastecimento de água das cidades; a fixar carbono nas matas compensando a elevada contaminação ambiental gerada nos centros urbanos e; a reduzir a incidência de aluviões ou deslizamentos de terra na região.

É um programa muito importante por sua finalidade, sua originalidade e ainda pelo volume do investimento, igual ou maior a outros projetos ambientais financiados no Brasil pelo BID, como o do Estado do Acre e o do Pantanal. Levando-se em conta que essa operação foi iniciada durante a primeira gestão de Alckmin como Governador do Estado não é de se esperar que resulte na mesma triste situação do Programa Pantanal. Este, aprovado pelo BID após longa e penosa gestação durante o governo do Presidente Fernando Henrique, foi declarado “herança maldita” e abandonado, sem mais, nem menos pelo primeiro governo do Presidente Lula. O Governador Alckmin tem agora em mãos um grande ponto de partida, semeado por ele mesmo, para sua política ambiental que, obviamente, deve cobrir muitos outros temas igualmente importantes, como a contaminação urbana, o manejo das bacias hidrográficas e a proteção e manejo das unidades de conservação não incluídas neste programa.

De outra parte, cabe parabenizar ao BID e, em especial à turma do Banco que preparou o projeto, pela aprovação do empréstimo que não está na linha conceitual das suas atuais autoridades superiores, bem mais preocupadas com as infraestruturas e com o crescimento econômico convencional que pela qualidade de vida. Porém o mérito principal recai, obviamente, nos funcionários do Estado de São Paulo que lutaram para tornar realidade este programa e que, agora, enfrentarão uma dura e prolongada luta para que seus objetivos sejam plenamente alcançados.

Fonte: site O Eco

Os oceanos e a atmosfera

A campanha de medidas do projecto europeu CARUSO demonstrou que o oceano Antárctico é melhor depósito de carbono do que as águas do hemisfério norte. Pensa-se que esta descoberta inesperada se deve à alta densidade de nutrientes minerais, principalmente ferro, que existem nos mares do sul. O plâncton necessita de ferro para utilizar o dióxido de carbono no processo de síntese.

Os oceanos desempenham um papel importante no ciclo do carbono entre a atmosfera, o ambiente físico e os organismos vivos. Três grandes projectos europeus - ECOBA, CARUSO e ASGAMAGE estão a investigar estes processos complexos utilizando técnicas experimentais e modelos informáticos especiais.

O dióxido de carbono da atmosfera dissolve-se na água e é transportado através do globo por correntes profundas nos oceanos. O plâncton que pode tem capacidade de fotossíntese (produção de matéria orgânica ao combinar o dióxido de carbono e a água utilizando a energia da luz solar) gasta parte deste carbono. Se há muito plâncton, o oceano converte-se num escoadouro para o carbono, tirando-o da atmosfera e encerrando-o em restos orgânicos que finalmente ficam presos nos sedimentos dos fundos marinhos.

Se o CO2 da atmosfera aumentar, como aconteceu nos últimos 200 anos, chega mais CO2 aos oceanos. Infelizmente, este aumento não significa um maior crescimento de organismos vivos porque o carbono que necessitam já se encontra presente e em grande excesso. De modo que, mais carbono na atmosfera significa, geralmente, mais carbono no mar. Actualmente não sabemos exactamente como tudo isto se relaciona com os padrões de circulação dos oceanos, mas ESCOBA já desenvolveu vários modelos informáticos novos que poderão ajudar-nos de futuro a estabelecer essa relação.

Uma das maiores carências do nosso conhecimento do papel dos oceanos no ciclo do carbono é a nossa incapacidade de calcular com exactidão a percentagem de CO2 trocado entre o ar e o mar. Isto implica que não possamos saber qual a quantidade de dióxido de carbono produzida pela actividade humana que vai para os oceanos ou se existe a possibilidade de que os oceanos possam salvar-nos do aquecimento global absorvendo o excesso de CO2. Os cientistas que trabalham no âmbito do projecto ASGAMAGE estão a tentar encontrar respostas a estas perguntas desenvolvendo e experimentando novos métodos para calcular a quantidade de CO2 trocada entre a atmosfera e os oceanos.

Um depósito mais importante no sul

Os oceanos do sul constituem um depósito de carbono mais importante do que os do norte. Isto é bastante inesperado por duas razões. Em primeiro lugar o Antártico tem um Inverno muito comprido com longas noites e com mares muitos agitados. Sendo a luz geralmente limitada, o plâncton que pode utilizar a dita luz quando flutua à superfície é intermitentemente submerso até profundidades onde não recebe luz nenhuma. Em segundo lugar, a água muito fria e profunda tem tendência para aflorar à superfície e à medida que vai aquecendo vai libertando na atmosfera o dióxido de carbono nela dissolvido.

A razão disso parece estar no facto de que a água procedente das profundidades dos oceanos do sul não tem apenas um grande teor de carbono mas igualmente muitos nutrientes minerais importantes como azoto, fósforo e silício. Hein de Baar, um dos mais importantes cientistas do projecto CARUSO, e os seus colegas foram os primeiros a demonstrar que as correntes horizontais procedentes das orlas costeiras vizinhas enriquecem a água de superfície com ferro: "Além da luz, o ferro poderia ser o factor de limitação mais importante no que diz respeito à fotossíntese. O seu papel é crucial visto que há um átomo de ferro no núcleo de cada molécula de clorofila. Esta clorofila é o pigmento verde que permite a fotossíntese do plâncton".

O facto de os níveis de ferro, e não a luz, limitarem a fotossíntese nos oceanos do sul durante os meses de Verão, levou a sugerir que um aumento da quantidade de ferro permitiria que as concentrações de plâncton mais importantes captassem mais carbono da atmosfera. Fizeram-se várias tentativas de fertilização com ferro em diferentes partes do Pacífico perto do Equador, com resultados mitigados. Numa experiência, apareceu um breve florescimento de plâncton, mas o ferro desapareceu rapidamente. No entanto, Hein de Baar e o resto da equipa CARUSO, pensam fazer mais experiências de enriquecimento com ferro. "Será lançado ao mar ferro etiquetado quimicamente para se poder seguir o seu rasto".

Prevendo El Niño

O que é El Niño? No Equador a água do Oceano Pacífico Ocidental é quente. Ao contrário, na parte oriental próxima do continente americano a água é mais fria por ser constantemente renovada por água fria proveniente do fundo do mar. Em períodos de tempo variáveis entre dois e sete anos, os fortes ventos alísios de oeste diminuem e a água quente começa a derivar lentamente para a zona oriental do oceano. Esta alteração significativa pode provocar modificações drásticas no clima, afectando muitas partes do mundo, causando sérios prejuízos na economia e perdas de vidas humanas. Desde 1997, a corrente El Niño (a pior deste século) tem causado inundações terríveis em África e em toda a costa americana do Pacífico e tem dado lugar a fortes secas e incêndios na Indonésia e no Brasil. A Europa escapou às consequências mais violentas de El Niño, mas em muitas partes houve condições meteorológicas estranhas.

Baseando-se em muitos anos de dolorosas observações sobre os acontecimentos de El Niño, os investigadores europeus, parcialmente apoiados pelo projecto PROVOST desenvolveram recentemente um modelo fiável de estudo da relação entre a atmosfera e os oceanos. O seu objectivo é fornecer previsões climatéricas regionais, globais e sazonais que poderão vir a ter um imenso valor socio-económico. Se, por exemplo, os governos pudessem confiar nas previsões sazonais, poderiam aumentar o armazenamento de combustíveis antes dum Inverno frio. Da mesma maneira, os agricultores poderiam seleccionar as culturas que crescessem melhor nas condições previstas. Apesar do projecto estar focalizado na Europa, as suas previsões e benefícios seriam globais. Portanto, se o modelo pudesse prever um El Niño responsável por um desastre na produção de cana de açúcar nos trópicos, os agricultores europeus, para compensar, poderiam aumentar a produção de beterraba açucareira.

O novo modelo europeu utiliza dados procedentes de diferentes fontes - observações terrestres, dados transmitidos por satélite e dados da superfície e sub-superfície oceânica provenientes de barcos e bóias. Até agora, demonstrou ser fiável, mas é mais fácil prever quando El Niño (quente) ou La Niña (frio) são fortes. A equipa está agora a trabalhar arduamente para melhorar os modelos e assim poder prever os efeitos numa gama mais ampla de condições.

Fonte: http://ec.europa.eu/research/rtdinfsup/pt/world2.htm

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Marina apresenta pontos programáticos para apoio aos candidatos Serra ou Dilma. Veja também a minha crítica ao documento

Agenda para um Brasil Justo e Sustentável

Eis o documento que Marina Silva e o Partido Verde encaminharam aos dois presidenciáveis no segundo turno e que serve de base aos nosso diálogo, exclusivamente programático, com ambos.

Transparência e ética

• Não instituição de qualquer mecanismo de tutela ou controle sobre a liberdade de imprensa;

• Transparência das informações sobre execução orçamentária do governo federal disponibilizando na internet dados primários do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI), permitindo o acompanhamento da execução dos contratos e dos processos decisórios inclusive dos conselhos de governo e agências reguladoras;

Reforma eleitoral

• Encaminhamento ao Congresso de reforma política com adoção do voto distrital misto, lista cívica e financiamento público de campanhas.

Educação para a sociedade do conhecimento

• Elevação do investimento em educação do setor público para 7% do PIB, priorizando novos investimentos na direção da universalização do acesso à pré-escola e à creche;

• Eliminação do analfabetismo entre jovens de 15 a 30 anos até 2014 e erradicação do analfabetismo até 2018;

• Valorização dos professores da rede pública na sua remuneração, acesso universal a computador e internet, programas de aperfeiçoamento, formação continuada e fóruns democráticos para aprimoramento de currículos e métodos pedagógicos;

• Viabilização, nos primeiros seis meses de governo, da aprovação no Congresso da Lei de Responsabilidade Educacional e a criação do Sistema Nacional de Educação;

Segurança pública

• Programa de subsídios à manutenção na escola ou em curso técnico profissionalizante de todos jovens em situação de risco;

• Fundo nacional de segurança para complementar os salários dos policiais civis e militares de forma a garantir sua dedicação exclusiva à segurança pública;

• Encaminhar, no prazo de seis meses, PEC para reforma do modelo policial brasileiro.

Mudanças climáticas energia e infraestrutura

• Agência reguladora independente para a Política Nacional de Mudanças Climáticas;

• Publicação de estimativas anuais de emissões de gases de efeito estufa (GEE) no Brasil e, a cada três anos, seu inventário completo;

• Estabelecimento de indicadores de intensidade de emissões de GEE na economia brasileira com suas metas de redução previstas em Lei, tornando-as obrigatórias;

• Aumento em 10%, até 2014, da participação das energias renováveis na matriz energética brasileira;

• Fim dos leilões de energia para novas termoelétricas movidas a óleo diesel ou carvão mineral;

• Inclusão efetiva da sociedade civil no Conselho Nacional de Política Energética;

• Supressão do IPI sobre fabricação de veículos elétricos e híbridos;

• Estabelecimento de um Plano Nacional Decenal de Infra-estrutura compatível com as metas de redução de emissões de GEE;

• Moratória de novas usinas nucleares ainda não autorizadas pelo Congresso Nacional;

• Criação do Sistema Nacional de Prevenção e Alerta sobre Desastres Naturais, incluindo publicação anual de mapa de áreas vulneráveis a desastres naturais;

• Painel científico independente para monitorar a segurança na exploração do pré-sal;

• Universalização do acesso à banda larga em todo Brasil;

• Plano de geração de empregos verdes na transição para economia de baixo carbono;

• Cumprimento das condicionantes socioambientais em relação ao projeto Belo Monte;

Seguridade social: saúde, assistência social e previdência

• Comprometimento de 10% do orçamento federal para saúde conforme previsto na emenda 29/2000 e sua regulamentação no Congresso Nacional, em 2011;

• Programa Saúde da Família (PSF) para, pelo menos, 80% da população brasileira, até 2014 com redução de três mil para dois mil do número de pessoas atendidas por cada equipe;

• Carreira para os integrantes do PSF feita de forma solidária entre governos federal, estaduais e municipais;

• Aumento para 75% dos domicílios com acesso à rede de esgoto e pelos menos 50% com tratamento do esgoto coletado, até 2014, com vistas à universalização do serviço até 2020;

• Implantação da rastreabilidade e rotulagem de alimentos transgênicos;

• Programas sociais de terceira geração contemplando a inclusão produtiva como desdobramento dos programas de transferência de renda;

Proteção dos biomas brasileiros

• Desmatamento zero de vegetação nativa primária e secundária, em estágio avançado de regeneração, em todos os biomas brasileiros, ressalvadas situações de premente interesse público.

• Veto a propostas de alteração do Código Florestal que reduzam áreas de reserva legal, preservação permanente ou promovam anistia a desmatadores;

• Implementação da meta de 10% dos biomas brasileiros incluídos em unidades de conservação;

• Apresentação de Plano Nacional para Agricultura Sustentável;

Gasto público de custeio e Reforma Tributária

• Limitação da expansão dos gastos de custeio do governo federal à metade do crescimento do PIB;

• Proposta de reforma tributária nos seis primeiros meses de governo contemplando:
- Simplificação e restrição drástica da regressividade dos impostos;
- Informação clara ao consumidor do valor dos impostos na composição dos preços de produtos e serviços que adquira;

• Revisão da tributação, incentivos e renúncias fiscais de acordo com impacto sobre o meio ambiente e intensidade de emissões de GEE.

• Redução substancial dos cargos comissionados de livre provimento;

Política externa

• Política externa orientada pela promoção da paz, liberdade, democracia e respeito aos direitos humanos.

Fortalecimento da diversidade socioambiental e cultural

• Conclusão da demarcação e homologação das terras indígenas e criação de fundo para apoiar projetos indígenas e das demais populações tradicionais;

• Implementação do Sistema Nacional de Cultura, ampliando seu orçamento promovendo a descentralização dos recursos e das políticas culturais;

• Combate a toda forma de discriminação racial, sexual e religiosa.


fonte: http://alfredosirkis.blogspot.com/2010/10/agenda-para-um-brasil-justo-e.html

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MINHA OPINIÃO
 
A agenda preparada pelo PV é boa e entende-se que não é possível abranger em um documento deste tipo toda a pauta política que se esperaria do (a) novo (a) Presidente da República. No entanto, acredito que alguns tópicos importantes não poderiam ter ficado de fora e ainda deveriam ser incluídos no debate:

ESPORTES: causa-nos surpresa que no momento em que o Brasil se prepara para receber três dos maiores eventos esportivos mundiais (Jogos Militares 2011, Copa do Mundo 2014 e Jogos Olímpicos 2016) e que o esporte passa a pautar até mesmo as estratégias de investimento em infraestrutura no Brasil, como excluir o tema? O PV deveria ter incluído critérios programáticos para a agenda do Esporte como:
  • Transparência e controle cidadão da aplicação dos recursos públicos.
  • Garantia de legado social compatível com a importância e a grandiosidade dos eventos.
  • Desburocratização do processo de aprovação de projetos e de repasse de recursos da Lei de Incentivo ao Esporte.
POLÍTICA AMBIENTAL: nos últimos meses os órgãos ambientais tornaram-se objeto de chacota e de comentários desrespeitosos do presidente Lula. A agenda do PV deveria ter cobrado:
  • A estruturação adequada do SISNAMA e suas instituições;
  • O fortalecimento e modernização do sistema de licenciamento ambiental 
  • O aperfeiçoamento das instâncias participativas nos processos de tomada de decisão, como as Audiências Públicas associadas aos processos de licenciamento ambiental.
 Axel Grael

Projeto Grael publica o seu balanço anual 2009


Publicado no jornal  O Fluminense, Niterói, 12 de outubro de 2010.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Net lança seu 1º edital de patrocínio esportivo e cultural

A NET, maior empresa de multisserviços de telecomunicações via cabo da América Latina, está lançando seu primeiro edital de seleção de projetos incentivados, com o objetivo de apoiar o esporte, a cultura e cidadania em todo o país.

Presente em 93 cidades brasileiras, situadas em 14 Unidades da Federação (são 13 Estados mais o Distrito Federal), a NET deseja selecionar projetos em cada região do Brasil.

O foco da empresa é investir principalmente em projetos que destacam entretenimento, diversão, família, multiplicidade, coletividade, tecnologia, conectividade e impacto na sociedade.

Assim como o desafio diário da NET é alcançar excelência no desempenho do negócio e buscar a perfeição na qualidade dos serviços que oferece, a partir desse momento espera se tornar uma das maiores incentivadoras de projetos do Brasil, estabelecendo uma relação de qualidade com os proponenteS.

Para cadastrar seu projeto, clique aqui.

Fonte: NET

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Acidentes semelhantes ao da Hungria aconteceram recentemente no Brasil

Diante do acidente ambiental com o vazamento de 1 milhão de m3 de lama tóxica de bauxita ocorrido na Hungria em outubro de 2010, devemos lembrar que acidentes semelhantes e recentes, ocorridos em Minas Gerais, já causaram sérios impactos ambientais naquele estado e no Rio de Janeiro.

Uma cronologia:

2003: uma barragem pertencente às empresas Cataguases de Papel e Cataguases Florestal também rompeu e provocou o despejo de 1,2 bilhão de litros de resíduos --desta vez, tóxicos-- nos rios Pomba e Paraíba do Sul, atingindo o norte e o noroeste fluminenses.

Março de 2006: um novo vazamento durou três dias. Naquela ocasião, os 400 milhões de litros de resíduos de tratamento de bauxita --água e argila-- atingiram um córrego da região e chegaram ao Rio de Janeiro. Os moradores de Laje do Muriaé tiveram o abastecimento de água suspenso em caráter preventivo, devido à possibilidade de contaminações.

Janeiro de 2007: desta vez, o problema ocorreu em outra unidade da empresa. Uma barragem de rejeitos de bauxita, localizada a montante da cidade mineira de Miraí, rompeu-se atingindo o Rio Fubá e depois o rio Muriaé, causando graves danos ambientais e patrimoniais.

A lama tóxica atingiu as cidades a juzante do Rio Muriaé, forçando a interrupção do abastecimento de água por muitos dias. A lama também atingiu o Rio Paraíba do Sul. O grave acidente teve sérios impactos sobre a ictiofauna (peixes) e sobre a vegetação ciliar dos rios.

Na ocasião, eu tinha sido nomeado há poucos dias para a minha segunda gestão como presidente da Feema e estive mobilizado com a equipe de profissionais do órgão e da Defesa Civil do RJ nas ações de emergências que se tornaram necessárias.

Veja, a seguir, algumas fotos que eu tirei durante sobrevoo da área atingida:

 Cidade de Miraí atingida pela lama tóxica, cobrindo vários bairros e atingindo as moradias. Foto Axel Grael (2007).

 Barragem de rejeitos rompida, vista de montante. Foto de Axel Grael (2007).

Barragem de rejeitos no local do rompimento. Rio Fubá, Miraí-MG. Foto de Axel Grael (2007).

Vazamento de 1 milhão de m3 de lama tóxica na Hungria

As imagens abaixo, divulgadas pala NASA, são do grave desastre ambiental ocorrido na Hungria no dia 04 de outubro de 2010, quando ocorreu o rompimento uma barragem de rejeitos da empresa Ajkai Timföldgyár, que processa bauxita para a produção de alumínio, no sul daquele país.

Com o rompimento da barragem, causando uma torrente de um milhão de metros cúbicos de lama tóxica que inundou duas cidades, que ficaram cobertas por até dois metros de lama. Quatro pessoas morreram imediatamente e muitas foram consideradas desaparecidas. Dezenas de pessoas (123, conforme divulgado recentemente) foram internadas com queimaduras graves causadas pela lama tóxica. A lama tóxica atingiu o rio Danúbio, um dos maiores e mais importantes da Europa, potencializando ainda mais os prejuízos causados pelo acidente.

Para melhor compreensão, reproduzimos também as informações técnicas contidas no comunicado na NASA.
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Toxic Sludge in Hungary

 


On October 4, 2010, an accident occurred at the Ajkai Timföldgyár alumina plant in southern Hungary. A corner wall of a retaining pond broke, releasing a torrent of toxic red sludge. According to news reports, a wall of waste thundered down a local stream, inundating several nearby towns, including Kolontar and Devecser, where the sludge was 2 meters (6.5 feet) deep in places. Four people were killed immediately, likely from drowning, and several more were missing. Dozens of residents were hospitalized for chemical burns.


On October 9, 2010, the Advanced Land Imager (ALI) on NASA’s Earth Observing-1 (EO-1) satellite captured a natural-color image of the area affected by the sludge spill. The top image shows a close-up view of the alumina plant and the closest villages. The bottom image shows the wider region, with the close-up view outlined in white.

The alumina plant appears along the right edge of both images. The plant incorporates both bright blue and brick red reservoirs. The retaining wall breach is apparent in the close-up view. Sludge has cut a channel through the northwest corner of the waste reservoir, and spreads onto nearby fields. The sludge pushes into parts of Kolontar and Devecser.

In both images, the sludge spill forms a red-orange streak west of the plant. The wide-area view shows the sludge spill thinning but remaining discernible several kilometers to the west. The New York Times reported that the stream nearest the plant empties into larger rivers, which ultimately feed the Danube River. The BBC reported that authorities were pouring plaster into one of those rivers, the Marcal, in hopes of preventing the sludge’s spread to the Danube.

The red sludge released in this accident is a byproduct refining bauxite into alumina, which is used in the manufacture of aluminum and other products. The World Wide Fund for Nature (WWF) reported that heavy metals in the sludge could soak into the ground and be absorbed by vegetation, causing environmental effects that may last for decades.

In the short term, the sludge swept away cars, filled homes, swamped agricultural fields, damaged bridges, and forced hundreds to evacuate. Injuries left pets and livestock unable to move, and the WWF reported that deaths among deer, rabbits, foxes, and boars couldn’t be estimated.

Related Resources

Associated Press. (2010, October 4). Toxic sludge engulfs several Hungarian towns. The New York Times. Accessed October 11, 2010.

BBC. (2010, October 5). Hungary battles to stem torrent of toxic sludge. Accessed October 11, 2010.

Bilefsky, D. (2010, October 6). Toxic sludge from plant floods Hungary towns. Boston.com. Accessed October 11, 2010.

European Commission Humanitarian Aid Department. (2010, October 8). Hungary activates the EU Civil Protect Mechanism and requests technical expertise to combat mud pollution. ReliefWeb. Accessed October 11, 2010.

Reuters. (2010, October 6). Hungary declares emergency after red sludge spill. ReliefWeb. Accessed October 11, 2010.

Rosenthal, E. (2010, October 8). An “every village.” awash in misery. Green: A Blog About Energy and the Environment. The New York Times. Accessed October 11, 2010.

Washington Post. (2010, October 11). Hungary toxic spill (photos). Accessed October 11, 2010.

World Wide Fund for Nature. (2010, October 6). Toxic mud effects likely to be long term in Hungary. ReliefWeb. Accessed October 11, 2010.

NASA Earth Observatory image created by Jesse Allen, using EO-1 ALI data provided courtesy of the NASA EO-1 team. Caption by Michon Scott.

Instrument: EO-1 - ALI
 
Fonte: NASA Earth Observatory

Brasil pode travar acordo global de biodiversidade

País exigirá US$ 1 bilhão de países desenvolvidos para proteção de espécies

O Brasil chegará à Conferência da Biodiversidade de Nagoya, que começa neste dia 18, exigindo pelo menos US$ 1 bilhão por ano dos países ricos para a proteção da fauna e da flora até 2020.

Também demandará a aprovação de um acordo, há muito protelado, que estabelece pagamento pelo uso da diversidade biológica pelas indústrias de alimentos, fármacos e cosméticos.

Sem dinheiro na mesa e sem o protocolo, o país deve travar as negociações da COP-10 (10ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica), nome oficial da reunião do Japão.

Isso significa não apoiar os dois pontos que os anfitriões estabeleceram como objetivos da conferência: a redefinição de metas para proteção dos ecossistemas até 2020 e a criação de um painel científico para avaliar o conhecimento sobre a biodiversidade -o IPBS, uma espécie de IPCC biológico.

Para o Brasil, ou Nagoya aprova o pacote completo ou não aprova nada.

"Precisamos de recursos cem vezes maiores do que os atuais se quisermos cumprir o objetivo que os europeus vêm defendendo, de sustar toda a perda de biodiversidade até 2020", diz Bráulio Dias, secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente.

Só conservar a biodiversidade hoje exigiria recursos de US$ 50 bilhões por ano.

"Nós não precisamos mais ter "soft law" [acordos voluntários], precisamos ter coisas de caráter compulsório, que obriguem os países", disse à Folha a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Ela chefiará a delegação brasileira no encontro, que marca o Ano Internacional da Biodiversidade.

Assinada em 1992 no Rio, a Convenção sobre Diversidade Biológica, ou CBD, teve destino bem diverso do de seu acordo gêmeo, a Convenção do Clima.

Enquanto esta produziu um mecanismo de implementação -o Protocolo de Kyoto- e ganhou a atenção da opinião pública, a CBD jamais conseguiu ser plenamente posta em vigor.

Sua frouxa meta de "reduzir significativamente" a perda de biodiversidade até 2010, acordada em 2002 em Johannesburgo, não foi cumprida por nenhum de seus 193 signatários.

Isso se deve em parte à própria complexidade da convenção, que precisa lidar com temas tão diversos quanto unidades de conservação, repartição de benefícios para comunidades tradicionais e transgênicos.

A agenda do clima também acabou "sequestrando" a da biodiversidade. A proteção às florestas acabou "pulando" para o debate climático, na forma do Redd (mecanismo de redução de emissões por desmatamento).

Hoje o Redd conta com US$ 4 bilhões, enquanto o GEF (Fundo Ambiental Global), criado na Eco-92 para financiar a CBD, tem apenas US$ 300 milhões.

Protocolo sobre benefícios pode atrasar no Japão

O hiato entre ricos e pobres nas negociações sobre biodiversidade tem impedido a aprovação do chamado protocolo de ABS (sigla de Acesso a Recursos Genéticos e Repartição de Benefícios).

Há quatro anos, na COP-8, em Curitiba, foi definido que o protocolo teria de ficar pronto em 2010.

Países desenvolvidos resistem a remunerar o conhecimento tradicional e o acesso a recursos genéticos em outros países, alegando que os direitos de propriedade são difusos e que tal pagamento desestimularia a indústria.

"Eles dizem que o ABS é uma barreira, que você vai ter de pagar para ter acesso ao milho", diz a ministra Teixeira. "Não é verdade." Segundo ela, há listas de produtos que serão sujeitos a ABS que podem ser discutidas. "Na lista de alimentos o Brasil só tem a mandioca", conta.

"As pessoas se escondem na polarização", diz ela. "Toda vez que você puxa uma agenda programática tem conflito, porque alguém tem de financiar isso", continua.

(Claudio Ângelo)
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Fonte: matéria original da Folha de SP, 9/10. Retransmitido do Jornal da Ciência, SBPC.

Matéria da Agência Brasil cita a participação do Projeto Grael na 65a Regata Escola Naval

Mais de 800 barcos participam da 65ª edição da Regata Escola Naval


Thais Leitão
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A tradicional regata da Escola Naval está ocorrendo na manhã de hoje (10) na Baía de Guanabara, em sua 65ª edição. De acordo com os organizadores cerca de 800 embarcações participam do evento e envolve aproximadamente 2 mil tripulantes, velejadores brasileiros e estrangeiros, além de crianças e jovens atendidos por projetos sociais que utilizam a vela como instrumento de inclusão social.

Um deles, o Projeto Grael, que oferece educação por meio do esporte a 250 crianças no Rio, vai levar sua equipe de competição com 22 alunos. Para a coordenadora de esportes náuticos da instituição, Fernanda Hoffmann, a participação na regata gera expectativa e funciona como uma premiação. “A regata é um marco na vela e é como uma premiação aos nossos alunos pela dimensão que o evento tem, por todo o prestígio e pelo número de embarcações que reúne. Acontece geralmente em outubro e eles já ficam aguardando ansiosos bem antes”, disse.

Ainda como parte do evento, o público poderá conferir, na Ilha de Villegagnon, uma exposição de material militar da Marinha, incluindo equipamentos de mergulho, helicópteros, mísseis, carros de combate e barracas de um hospital de campanha. Haverá também apresentações da banda da Marinha, do Pelotão Elétrico dos Fuzileiros Navais, além de atividades esportivas e recreativas para as crianças, como escalada indoor, lutas marciais, adestramento de cães e gincanas.

Criada em 1946 com o nome de Taça Escola Naval, a regata é considerada o maior evento náutico da América Latina e é promovida pelo Grêmio de Vela da Escola Naval.

Edição: Aécio Amado

Fonte: Agência Brasil