terça-feira, 4 de setembro de 2018

A Lava Jato da floresta



Raquel Dodge, procuradora-geral da República. FOTO: WILTON JUNIOR/ESTADÃO


Procuradoria cria força-tarefa, com prazo de dezoito meses, para combate à macrocriminalidade na Amazônia, inclusive ofensivas contra a mineração ilegal, desmatamento, grilagem de terras públicas, violência agrária e tráfico de animais silvestres

O Diário Oficial da União – Seção 2, página 57 – publicou nesta quarta-feira, 22, portaria da procuradora-geral Raquel Dodge criando a força-tarefa Amazônia. O grupo, formado inicialmente por seis procuradores da República lotados em estados da Amazônia Legal, vai atuar no combate à mineração ilegal, ao desmatamento, à grilagem de terras públicas, à violência agrária e ao tráfico de animais silvestres. A força-tarefa Amazônia terá prazo de 18 meses para atuar.

As informações foram divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria.

A força-tarefa foi criada a partir de demandas da sociedade civil, expressas no Fórum Diálogos Amazônicos, presidido pelo Ministério Público Federal no Amazonas com apoio dos procuradores da região. O pedido obteve aprovação unânime da Câmara de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural do MPF (4CCR).

Segundo o coordenador da 4CCR, subprocurador-geral Nívio de Freitas, a atuação integrada da força ‘tem o objetivo de promover a troca de experiências e aperfeiçoar o trabalho do MPF no combate aos crimes na Amazônia’.

“É preciso construir mecanismos macro de compreensão e dimensionamento do crime ambiental organizado na Amazônia, bem como compartilhar o conhecimento adquirido com o manejo desses casos concretos”, afirmou Freitas, ressaltando a relevância do mapeamento da macrocriminalidade ambiental na região.

De acordo com a coordenadora da força-tarefa, a procuradora Ana Carolina Haliuc Bragança, o grupo também ‘poderá articular e aprimorar o diálogo do MPF com instituições como Ibama, Polícia Federal e Exército, com foco nas questões específicas da região’.

“A experiência será pioneira em dar tratamento organizado e articulado a problemas que são enfrentados, atualmente, de modo pulverizado em diversas unidades do MPF no bioma amazônico, dedicando-se ao combate do crime ambiental organizado, à adoção de mecanismos preventivos e promocionais de tutela ao meio ambiente e à promoção de direitos de populações agrárias e tradicionais, dentre as quais indígenas, ribeirinhos e extrativistas. Com isso, a expectativa é que haja ganho de eficiência tanto em nossa atuação ministerial como naquela de nossos órgãos parceiros”, explica.

A Portaria PGR 761 está no Diário Oficial da União, Seção 2, pg. 58.

Veja a composição da Força-Tarefa Amazônia:

– Ana Carolina Haliuc Bragança (Coordenadora)
– MPF/Amazonas
– Fernando Merloto Soave
– MPF/Amazonas
– Antonio Augusto Teixeira Diniz
– MPF no município de Oiapoque (AP)
– Joel Bogo – MPF/Acre
– Daniel Azevedo Lobo
– MPF/Rondônia
– Daniela Lopes de Faria
– MPF/Rondônia

Fonte original: O Estado de São Paulo
Fonte: Amazônia










MANANCIAIS: Legislação sobre águas subterrâneas



Coletânea de leis pretende contribuir para o melhor entendimento e preservação dos mananciais subterrâneos (foto: Miguel Boyayan / Pesquisa FAPESP)


Marcos de Oliveira | Agência FAPESP – A Coletânea de Legislação das Águas Subterrâneas do Brasil está disponível para download gratuito. São cinco volumes que tratam das leis estaduais regulatórias do uso e dos cuidados necessários para gestão das águas subterrâneas com o objetivo de evitar a contaminação desses mananciais.

As águas subterrâneas ou águas invisíveis são reservas estocadas pela natureza a muitos metros ou até quilômetros abaixo da superfície. São volumes imensos de água, importantes para o abastecimento das cidades e da agricultura, principalmente no futuro, em momentos de escassez desse recurso. Das águas do mundo, apenas 2,7% são doces e desse percentual, 22,4% estão no subsolo.

Mesmo protegidos, esses mananciais sofrem os impactos do que se faz na superfície. As águas poluídas e contaminadas que permeiam o solo podem alcançar os aquíferos e comprometer essas reservas. “A chave para proteção das águas subterrâneas é a correta gestão do uso e ordenação do solo a partir de um olhar para seu potencial hidrogeológico”, disse Luciana Cordeiro de Souza Fernandes, professora da Faculdade de Ciências Aplicadas da Universidade Estadual de Campinas (FCA-Unicamp).

Ela organizou a coletânea em parceria com o geólogo Everton de Oliveira, professor colaborador de pós-graduação do Instituto de Geociências e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Rio Claro (SP), e sócio da empresa Hidroplan-Hidrogeologia e Planejamento Ambiental, em Cotia (SP). Oliveira é também diretor do Instituto Água Sustentável, organização não governamental que editou a obra digital e a disponibilizou na internet.

“Essa coletânea que abrange a legislação de todos os estados brasileiros é destinada principalmente aos gestores públicos e órgãos ambientais para direcionar as ações de planejamento de uso do solo com o objetivo de proteger as águas subterrâneas”, disse Fernandes à Agência FAPESP.

A motivação para fazer a coletânea veio da própria Constituição Federal de 1988, que trata de regras gerais sobre águas e delegou aos estados a função de legislar sobre águas subterrâneas.

“Mas até agora apenas o Distrito Federal e 11 estados [São Paulo – que foi pioneiro em 1988, tendo sua lei como referência para os demais estados –, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Pernambuco, Maranhão e Pará] promulgaram legislação sobre o assunto. Os demais ainda não elaboraram leis específicas, mas apenas decretos, portarias ou mesmo leis voltadas para as águas superficiais que incluem as subterrâneas”, disse.

O manancial do subsolo mais famoso e importante é o Aquífero Guarani, que abrange oito estados brasileiros, além de áreas na Argentina, Paraguai e Uruguai. Ele é alvo de preocupações de cientistas e ambientalistas em relação a sua contaminação.

“Mas devemos chamar a atenção também para o Aquífero Alter do Chão, sob o solo dos estados do Amazonas, Amapá e Pará. Ele é considerado atualmente o maior aquífero do planeta em volume de água, mas ainda é pouco conhecido da ciência e carente de proteção legal”, disse Fernandes.

A coletânea da Legislação das Águas Subterrâneas é resultado também da colaboração de um projeto de Auxílio Pesquisa – Regular que Fernandes coordenou de 2013 a 2016. “Percebi que precisava compartilhar esse conhecimento que comecei a levantar no projeto”, disse.

Agora, na segunda fase de sua pesquisa, ela está levantando os municípios que têm leis específicas sobre águas subterrâneas. “Por enquanto, são apenas: Araraquara, em São Paulo, Santa Rosa, no Paraná, e Caxias do Sul e Santa Maria, no Rio Grande do Sul”, disse.

Fernandes também é autora do livro Águas Subterrâneas e a Legislação Brasileira, pela Editora Juruá, que trata do zoneamento especial ambiental (ZEA) do Aquífero Guarani, além de uma coleção de livros infantis de educação ambiental sobre o tema água, com destaque para Clara e as águas invisíveis, com apoio da empresa Jundsondas.

A Coletânea de Legislação das Águas Subterrâneas do Brasil pode ser baixada em: http://download.aguasustentavel.org.br/

Fonte: Agência FAPESP












RANKING DE CIDADES INTELIGENTES: Niterói e Santos são as únicas cidades não-capitais entre as 10 melhores do país






Subimos 8 posições em um ano e chegamos ao 10º lugar no ranking de Cidade Mais "Inteligente" do país!

Niterói foi a cidade que teve a melhor evolução nesse ranking, que começou a ser feito em 2015. Chegamos ao 10º lugar e, junto com Santos, somos as únicas não capitais nesse seleto grupo.

O ranking da Connected Smart Cities, a maior organização de cidades inteligentes do Brasil, é composto por 70 indicadores divididos em 11 eixos - mobilidade, urbanismo, meio ambiente, energia, tecnologia e inovação, economia, educação, saúde, segurança, empreendedorismo e governança. 







Nos últimos anos, além de tirarmos obras e projetos muito esperados do papel, iniciamos uma pequena revolução gerencial, tecnológica e de infraestrutura da Prefeitura, o que permitiu, entre outras coisas, alcançarmos, hoje, sinais controlados pelo Centro Operacional de Trânsito, emissão de alvará eletrônico possibilitando a abertura de pequenos e micronegócios em menos de 48 horas, a implantação do CISP e de estações meteorológicas e pluviômetros eletrônicos. 

Além disso, Niterói é reconhecida pela transparência na administração pública pela CGU e pelo MPF.
Só chegamos a esse resultado tão bom devido ao esforço de muita gente e da colaboração da sociedade que, cada vez mais, participa das decisões e ajuda a cidade a se desenvolver.


Fonte: Prefeitura de Niterói




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Leia matéria no Valor Econômico








Horto do Fonseca recebe obra de paisagismo






A transformação do Horto do Fonseca para o Jardim Botânico de Niterói deu mais um passo ontem, isso porque a realização da obra de paisagismo teve início. Foi publicado no Diário Oficial que a empresa que ganhou a licitação tem até 2 de novembro para concluir esta parte da intervenção. Esta parte das intervenções custará R$ 147.823,30 aos cofres municipais.

Este novo passo será para incrementar a área verde do parque, por conta disso, não haverá interdição do horto. Serão plantados novos arbustos de vários tipos e espécies, tanto vegetais quanto frutíferas. De acordo com a prefeitura, o parque ganhará também mudas exóticas.

“Vale ressaltar que o horto está passando por processo de transformação para ser o Jardim Botânico de Niterói. Para isso, está sendo construído o herbário, que é um centro de pesquisa na área da botânica, e esta unidade terá a parceria de universidades. A pista de caminhada é outra área que está recebendo melhorias. Com aproximadamente 700 metros, será nivelada, terá a recuperação da drenagem superficial e a colocação do piso de saibro”, esclareceu o governo municipal.

Quando fez o anúncio em janeiro deste ano, a ideia era transformar o horto no segundo Jardim Botânico no Rio de Janeiro.

Fonte: A Tribuna












Niterói terá nova plataforma digital



Santa Bárbara, na Zona Norte de Niterói, ganhará uma Plataforma Urbana Digital, nos mesmos moldes da que já está em funcionamento na Engenhoca. Divulgação/Prefeitura de Niterói


Orçada em R$ 6 milhões, terceira unidade da cidade será instalada em Santa Bárbara. Edital para obras sai neste mês

O bairro de Santa Bárbara, na Zona Norte de Niterói, ganhará uma Plataforma Urbana Digital, nos mesmos moldes da que já funciona na Engenhoca, onde crianças e jovens têm acesso a cursos gratuitos e atividades de lazer. A unidade ficará em um terreno que já pertence ao município, bem em frente à Praça João Saldanha.

A construção começará ainda este ano, e a inauguração está prevista para o segundo semestre de 2019. Inaugurada há quatro meses, a Plataforma da Engenhoca tem 1.217 beneficiados.

“A Plataforma Urbana da Engenhoca contribuiu para a revitalização urbana do Largo de São Jorge e criou muitas oportunidades, especialmente para jovens. O bairro de Santa Bárbara merecia um equipamento público dessa qualidade, pois é um bairro muito especial de Niterói. Por outro lado, esse projeto de educação e tecnologia é também importante para prevenção à violência, ao dar perspectiva para os adolescentes e jovens”, disse o prefeito Rodrigo Neves.

A Plataforma Urbana Digital de Santa Bárbara terá um projeto arquitetônico semelhante ao da Engenhoca, incluindo uma área envidraçada na fachada principal que se transforma em uma tela de cinema. O local também será usado para cursos gratuitos da área de informática, robótica e fotografia com foco em crianças e jovens, além de atividades de lazer para pessoas de todas as idades. Para isso, a unidade será dotada de equipamentos de última geração, com o uso da realidade virtual como instrumento de apoio didático. Equipamentos URV (Unidade de Realidade Virtual) serão usados pelos alunos durante os cursos e em atividades de lazer.

O secretário municipal de Governo Bira Marques disse que, a exemplo do que aconteceu na Engenhoca, a Plataforma Digital vai requalificar o bairro de Santa Bárbara, dando mais oportunidade aos jovens e opções de lazer. “Muitos jovens de toda a região serão beneficiados e o bairro terá sua importância reconhecida”, disse o secretário, ressaltando que o edital de licitação das obras será lançado neste mês e o investimento será de R$ 6 milhões.


Nas unidades, crianças e jovens têm acesso a cursos gratuitos e lazer. Divulgação/Prefeitura de Niterói


A subsecretária de Ciência e Tecnologia Adriana de Lima quer incluir na programação da nova plataforma cursos voltados para a produção audiovisual. A ideia é formar jovens profissionais para o setor, que deverá ter um grande crescimento na cidade graças à iniciativa da prefeitura de investir parte da verba dos royalties para tornar a cidade um polo de referência na produção audiovisual.

“Nossa intenção é potencializar as vocações das comunidades locais através de oportunidades mediadas pela tecnologia. Propomos uma consulta prévia à população para que esta seja coautora na concepção do projeto.

As plataformas digitais, como parte do Programa Niterói Digital, são espaços educativos, culturais e de entretenimento, revestidos em uma arquitetura moderna e futurista, equipados com diferentes recursos tecnológicos, com possibilidades de atrair vários segmentos da população, especialmente a juventude, transformando o ambiente social do seu entorno”, disse Adriana de Lima.

A Plataforma Digital de Santa Bárbara será a terceira de Niterói. A primeira funciona no Maquinho, no Morro do Palácio, bem em frente ao Museu de Arte Contemporânea (MAC), na Boa Viagem.

Investimentos na Zona Norte – Nos últimos cinco anos, a Zona Norte recebeu um pacote de investimentos da Prefeitura de Niterói. Entre as iniciativas está a ampliação da rede municipal de ensino da região, que ganhou sete novas unidades de educação. Ao todo foram abertas mais de mil vagas. Principal área de lazer da Zona Norte, o Horto do Fonseca foi totalmente revitalizado e ganhou um dos maiores skateparks do País.

A prefeitura também duplicou a Rua Benjamin Constant e está reformando o Horto do Barreto. Morro do Holofote, Morro do Bonfim, Bombeiro Américo, Rua Selma e Travessa Jurandir são alguns dos pontos beneficiados com obras de contenção de encostas e urbanização. A emergência do Getulinho, que estava fechada e foi reaberta em janeiro de 2013, logo assim que a nova gestão assumiu a Prefeitura de Niterói, já realizou mais de 500 mil procedimentos.


Fonte: O Fluminense












segunda-feira, 3 de setembro de 2018

HACKNIT: Aplicativos permitem a pais acompanharem desempenho escolar dos filhos



Vencedores do Hacknit recebem prêmios no Teatro Popular - Divulgação/Prefeitura de Niterói / Divulgação/Prefeitura de Niterói


Plataformas foram premiadas na maratona tecnológica Hacknit

NITERÓI — Os aplicativos premiados na maratona tecnológica Hacknit, promovida pela prefeitura, serão colocados em funcionamento até o fim do ano. O investimento será de até R$ 800 mil nas plataformas. Os premiados colocados em primeiro, segundo e terceiro lugares receberam, respectivamente, R$ 20 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil.

Entre as novidades, estão sistemas de incentivo ao voluntariado; que permitem maior participação dos pais na vida escolar dos filhos; e que disponibilizam informações on-line sobre o calendário de vacinação.

A equipe Hago, primeira colocada, criou a plataforma para o voluntariado. Ela ajudar interessados a buscarem ações de que possam participar e ainda acompanhar os resultados. O segundo lugar foi para o aplicativo SOS Educação, que visa a incentivar a participação dos responsáveis na vida escolar dos filhos. Segundo a secretária municipal de Planejamento, Modernização da Gestão, Orçamento e Controle, Giovanna Victer, com o aplicativo será possível que os pais acompanhem a vida escolar dos filhos pelo celular.

— São sistemas muito bem elaborados que já estão praticamente prontos. Até o fim do ano, será disponibilizada a versão de teste para algumas escolas. Com seis meses de uso, vamos ampliar para outras unidades e aperfeiçoar o sistema, para que em 2020 seja implantado em toda a rede — adianta.

O aplicativo que ficou em terceiro colocado no concurso do Hacknit foi o Vacina Ação, uma solução para aperfeiçoar o programa de vacinação do município e a comunicação entre os postos de Saúde e os usuários, com informações on-line sobre o calendário de vacinação. Ele funcionará como uma carteira virtual de vacinação e também tem previsão de ser implantado até o fim do ano.

O vencedor da HackNit, além de receber R$ 20 mil, foi classificado para a HackBrazil, competição nacional realizada em parceria com estudantes de Harvard e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.


Fonte: O Globo














TRANSOCEÂNICA: 123 mil serão beneficiados



Construção das estações é a última etapa da TransOceânica, corredor viário que passa por 12 bairros da RO. Cada uma contará com uma grande tela na qual os usuários poderão acompanhar a localização dos coletivos em um mapa
Divulgação/Prefeitura de Niterói


Duas empresas venceram a licitação e vão construir as estações do corredor viário da TransOceânica

O corredor viário BHS (Bus of High Level of Service) da TransOceânica vai beneficiar mais de 123 mil pessoas. A construção das estações é a última etapa da TransOceânica, corredor viário com 9,3 quilômetros de extensão, que passa por 12 bairros da Região Oceânica da cidade. Duas empresas venceram a licitação e serão as responsáveis pela construção das estações. A construtora Pimentel & Ventura Ltda vai erguer as 11 estações e a Metalco do Brasil Ltda será a responsável por fornecer todo o mobiliário das estações.

“A TransOceânica é um corredor viário que vai mudar definitivamente a mobilidade urbana da cidade e trazer muito mais qualidade de vida para os moradores da Região Oceânica. Este é um projeto de incentivo ao transporte coletivo e ao uso da bicicleta, através da implantação de um sistema sustentável, com o objetivo de desenvolver uma cidade melhor para a atual e futuras gerações”, explica o prefeito Rodrigo Neves.

As estações terão câmeras de segurança, sistema de sonorização que permitirá a comunicação do Centro de Controle com os passageiros, se necessário, além de painéis que irão informar o tempo de chegada de cada ônibus na estação.

Cada estação contará com uma grande tela na qual os usuários poderão acompanhar a localização dos coletivos em um mapa. As estações terão ainda bicicletários com 10 vagas, inicialmente, mas dependendo da demanda, este número poderá ser ampliado. A distância média entre as estações será de 400 metros, para que a população precise caminhar no máximo 200 metros entre uma unidade e outra.

Segundo o secretário municipal de Urbanismo e Mobilidade, Renato Barandier, as estações foram projetadas visando a segurança e o conforto dos usuários:

“Todas as estações seguem um padrão que visam o conforto e a segurança dos usuários. A estrutura foi idealizada de forma a impactar o menos possível na paisagem”, disse Barandier.

Ônibus – O BHS terá ônibus com portas dos dois lados. Eles circularão também por vias secundárias nos bairros da Região Oceânica. Nessas vias, o embarque e desembarque de passageiros acontece como de costume: pela porta direita do veículo. Já no corredor exclusivo, os passageiros só poderão entrar e sair dos coletivos nas estações, usando portas à esquerda dos ônibus.

Serão criadas cinco linhas de ônibus que sairão de diversos bairros da Região Oceânica. Duas novas linhas passarão pelo túnel Charitas-Cafubá seguindo até o Centro de Niterói. Uma delas sairá de Piratininga e a outra de Itaipu. Outras três linhas seguirão pelo Largo da Batalha até o Centro. O plano operacional da TransOceânica terá uma nova frota de 100 ônibus, sendo 40 veículos elétricos, que serão adquiridos pela Prefeitura de Niterói e cedidos por tempo determinado ao consórcio que atua na Região Oceânica. 


Fonte: O Fluminense













Consulta Pública do PMUS foi prorrogada até 14 de setembro






31/08/2018 – A Secretaria Municipal de Urbanismo estendeu o prazo para que a população possa opinar na elaboração do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS). A consulta pública na internet seria encerrada nesta sexta-feira, 31 de agosto, mas a plataforma ficará disponível até o próximo dia 14 de setembro.

Para participar é só acessar o endereço eletrônico http://pmusniteroi.com.br e clicar em “consulta pública”. Em um mês, 1.344 pessoas participaram. Icaraí, com 344 participações, e Santa Rosa, com 131, foram os bairros com maior acesso ao site. O Centro, foi o bairro com menos participações na consulta, apenas 65 acessos.

Moradores de outras cidades também podem opinar na pesquisa acessando o site. Foi o que fizeram 27 moradores do Rio de Janeiro, 23 de São Gonçalo, 7 de Maricá e 4 de Itaboraí.

O Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS) é um instrumento de internalização das diretrizes, dos objetivos e dos princípios gerais da Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei Nº 12.587/2012). Ele tem como finalidade traduzir os objetivos de melhoria da mobilidade urbana local em metas, ações estratégicas e recursos materiais e humanos. É um instrumento de gestão pública que visa orientar as ações, os projetos e os investimentos em mobilidade urbana nos próximos anos.

Fonte: Prefeitura de Niterói









sábado, 1 de setembro de 2018

Niterói sedia seminário Democracia e Gestão Pública no Século XXI





Marcelo Almeida

Sociólogo português Boaventura Sousa Santos abriu o evento nesta sexta-feira

Começou nesta sexta-feira (1°) o seminário “Democracia e Gestão Pública no Século XXI”, no Teatro Popular e no auditório do Caminho Niemeyer, no Centro de Niterói. O evento realizado pela Prefeitura em parceria com o Instituto Novos Paradigmas (INP) e com apoio da Escola de Governo e Gestão de Niterói, é aberto ao público e tem eventos também neste sábado (2).

Na noite de ontem, a abertura ficou por do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, e o ex-ministro e ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro. A jornalista Luciana Barreto foi a mediadora da noite que teve como principal conferencista o sociólogo português Boaventura Sousa Santos, autor do livro "A Difícil Democracia". Na abertura da noite, Genro e Neves teceram elogios ao pensador português e ambos falaram que a obra de Boaventura foi muito importante para embasar os seus governos, em Porto Alegre e em Niterói, respectivamente.

Com a palavra, antes de entrar no tema de sua falação, Boaventura Sousa Santos abriu dizendo que visitou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Curitiba, que falou que se deve manter as esperanças quanto ao futuro do país.

Entrando no foco do tema de sua palestra, Boaventura começou com uma pergunta: Pode ser a democracia compatível com o capitalismo? Em seguida ela coloca que esta é uma questão fundamental para o entendimento do que ocorre no mundo atual. "Há uma tensão entre a democracia representativa e a soberania popular contra os interesses do capitalismo. A melhor forma de resolver é fazer que a democracia regule o capitalismo”, afirmou.


Sociólogo português Boaventura Sousa Santos foi o palestrante que abriu o seminário. Lucas Benevides.



De acordo com a interpretação do sociólogo, a queda do muro de Berlim não determinou apenas a derrota do mundo comunista, mas também a derrota da social democracia que só foi implantada para demonstrar uma superioridade do capitalismo sobre o mundo comunista. “Hoje temos argumentos autoritários e que dizem que a democracia custa muito caro, que as pessoas estão tendo acesso a muitos direitos. Caso o capitalismo entenda que a democracia não lhe serve, ela troca”, disse.

O pensador afirmou que a Europa está tomada de governos neoliberais que caminham para as demandas do mercado, assim como os EUA, e que existe um investimento do mercado econômico para interferir da democracia também na América Latina através de institutos que ficam influenciando para que neoliberalismo esteja em pauta. “Quando sai uma pesquisa eleitoral a primeira coisa que analisam é a reação dos mercados, mas mercado não vota. Na verdade, a impressão do mercado é a visão de cinco ou seis famílias que controlam as grandes empresas que coordenam esse mercado”, afirmou.

Como saída, Boaventura aponta uma radicalização da democracia, pois com a democracia representativa em xeque, basta criar a democracia participativa onde os cidadãos sejam consultados sobre os destinos das cidades, estados e países. “Não é preciso romper os limites, mas se pode chegar até a barreira desses limites e aumentar suas barreiras. Em lugar nenhum do mundo o liberalismo deu certo, pois só aumento o lucro”, declarou.

Segundo dia - Neste sábado, a partir das 10h acontece a palestra “participação e democracia no Século XXI”, com Christina Freitas, Renato Rovai, Tiago Peixoto com a mediação do secretário executivo de Niterói, Axel Grael. O objetivo da mesa é fazer uma reflexão sobre as possibilidades democráticas abertas pela comunicação digital, pela emergência de movimentos sociais organizados em rede e pelas mudanças no tecido social das sociedades pós-industriais.

Além disso, os debatedores irão comentar sobre as novas dinâmicas sociais, os novos sujeitos e novos impasses que pressupõem a emergência de uma democracia renovada. A crise de legitimidade das instituições da democracia representativa só será superada a partir de um novo pacto democrático a ser construído a partir do diálogo e da participação efetiva da cidadania.

Já a partir das 11h30, acontece o painel “Cidades Inteligentes e Desenvolvimento Econômico Local”, com Bruna Santos, Eduarda La Rocque e Leonardo Muls e conta com a mediação de Giovanna Victer, secretária de Planejamento, Modernização da Gestão, Orçamento e Controle de NIterói. As cidades são o espaço privilegiado para a experimentação de novas possibilidades econômicas e de organização da vida em sociedade. O debate sobre instrumentos de gestão inteligente das cidades vem ganhando relevância crescente nos últimos anos.

Da mesma forma, novos arranjos econômicos, novos negócios, novas relações de trabalho e geração de renda produzem tensões e abrem inúmeras possibilidades para o desenvolvimento econômico local. Refletir sobre essas duas questões (smart cities e desenvolvimento local) de forma integrada é o objetivo deste painel.

As inscrições podem ser feitas no site: http://seminariodemocraciaegestao.com.br Com o objetivo de promover um ambiente de diálogo em torno dos principais desafios da gestão pública na atualidade, o seminário vai reunir diferentes visões sobre o desenvolvimento das instituições que constituem as administrações públicas em várias esferas.

Fonte: O Fluminense













NITERÓI DE BICICLETA: Número de mulheres no bicicletário Araribóia cresce 30%



A educadora Júlia Rocha, de 21 anos, no bicicletário do Centro: “Se o tempo está bom, não penso duas vezes em vir de bicicleta no caminho que faço de Icaraí para o Centro”, diz ela - Roberto Moreyra / Agência O Globo


Equipamento ganhou 30 novas vagas, mas vive lotado e comércio de bicicletas segue aquecido em Niterói

NITERÓI — Em alguns locais da cidade, as bicicletas estão em toda as partes, e com a presença cada vez maior de mulheres pedalando. Um levantamento feito pelo programa Niterói de Bicicleta comprova a adesão delas ao transporte: o aumento da frequência feminina no bicicletário na Praça Araribóia, no Centro, foi de 30% este ano. Com mais de cinco mil cadastrados, o equipamento, que funciona desde março do ano passado ao lado da Estação da Barcas, ganhou mais 30 vagas no último mês e agora opera com 446, todas lotadas diariamente.


Bicicletário Arariboia.


A pesquisa mostra que 31,9% dos usuários do bicicletário passaram a pedalar há pouco mais de um ano. Enquanto isso, o comércio voltado ao setor se expande na cidade. Num ponto nobre de Icaraí que abrigava uma tradicional revendedora de carros hoje fica uma loja voltada exclusivamente para as magrelas.

Inaugurada há menos de um mês, a filial da Garage Bike — que é a segunda loja da rede, mas é bem maior do que a primeira — abriu as portas na esquina da Avenida Roberto Silveira com a Rua Castilho França, a poucos metros da matriz, e onde até pouco tempo atrás funcionava uma farmácia, mas que durante anos foi ponto de venda de automóveis. Segundo José Carlos Costa Vieira, um dos sócios da loja, o novo negócio foi uma oportunidade.


O mecânico de bicicletas José Carlos Costa Vieira monta bicicleta na nova loja da Garage Bike, inaugurada há menos de um mês, onde tradicionalmente se vendia carros, em Icaraí - Roberto Moreyra / Agência O Globo


— Nosso movimento não para de crescer, porque as pessoas estão se convencendo da praticidade e da mobilidade maior da bicicleta em relação ao carro, principalmente aqui em Icaraí, onde há poucas vagas de estacionamento — explica o mecânico de bicicletas, que também observa maior participação das mulheres. — Elas estão perdendo o medo. No começo, os clientes eram mais os homens, mas agora elas estão vindo também comprar.

A educadora Júlia Rocha, de 21 anos, é uma das que passaram a fazer parte dessa estatística. Há cerca de um ano e meio, ela começou a usar a bicicleta eventualmente para alguns trajetos. Recentemente, passou a pedalar todo dia.

— Se o tempo está bom, não penso duas vezes em vir de bicicleta no caminho que faço diariamente de Icaraí para o Centro. É muito mais prático — considera.

A mesma coisa tem feito a estudante de Cinema Ana Luísa Vieira, de 22 anos, que aderiu à bicicleta há cinco meses. Desde então, ela para sua magrela no bicicletário do Centro diariamente.

— É seguro porque tem um controle e não entra qualquer um, só pessoas cadastradas. Ainda falta um pouco mais de segurança nas ruas, mais respeito dos motoristas. Aos poucos, vamos conquistando nosso espaço — disse ela, enquanto esperava uma vaga para guardar sua bicicleta na Praça Araribóia. — Está sempre cheia, mas vale a espera.

De acordo com a prefeitura, a lotação do bicicletário foi minimizada com a criação de 30 novas vagas , “reduzindo os períodos de espera dos usuários”, diz, em nota.

NOVOS TOTENS PARA PEQUENOS REPAROS

O ciclista que estiver pedalando pela cidade e tiver problemas com pneus vazios ou corrente frouxa conta, agora, com totens que oferecem ferramentas para reparos. A Secretaria de Conservação e Serviços Públicos iniciou há um mês a instalação de nove equipamentos: na Praia de Icaraí, no bicicletário Araribóia, no Caminho Niemeyer, na Estrada Caetano Monteiro, no Horto de Itaipu, no Largo da Batalha, na Estrada Francisco da Cruz Nunes (em frente ao Cisp), na Praça Nilo Peçanha (próximo ao Solar do Jambeiro) e na Praça Vital Brazil.

Nos totens há chave inglesa ajustável, extrator/instalador de pino de corrente, chave de raios universal, jogo de espátulas para pneus, bomba de encher acionada por pedal com mangueira flexível e manômetro, chave de fenda cruzada e chave de fenda simples.