quarta-feira, 4 de junho de 2014

Estudo determina que trajeto da TransOceânica é viável


 
Vice-prefeito Axel Grael disse durante audiência pública que todas as medidas apontadas pelo estudo serão tomadas. Foto: Maurício Gil

Corredor Viário agora aguarda a análise do Estudo de Impacto Ambientais pelo Inea. Decisão quanto à concessão do licenciamento ambiental prévio deve sair em até dez dias

Em audiência pública realizada ontem, no Colégio Itapuca, em Piratininga, foi apresentado e discutido o Estudo de Impacto Ambiental (IEA) que mostrou serem viáveis as obras do Corredor Viário TransOceânica. O estudo, analisado pela Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca) do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), traz, no entanto, 36 impactos identificados ao longo da área, assim como 17 programas ambientais de monitoramento, apoio e/ou controle.

A audiência, conduzida pelo Inea, com formação de uma mesa diretora presidida pelo vice-prefeito, Axel Grael, além de apresentar o IEA e o respectivo Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), abriu espaço para recebimento de críticas e sugestões da população, o que também ajudará o órgão na decisão quanto à concessão do licenciamento ambiental.

O estudo, elaborado pela empresa Agrar Consultoria e Estudos Técnicos, é composto por 1,2 mil páginas, nas quais são dispostos os impactos negativos e positivos da obra e as medidas mitigadoras que serão tomadas, como o reforço da sinalização, em vista da previsão de aumento de acidentes com veículos nos trechos onde estiverem ocorrendo intervenções.

O vice-prefeito disse que todas elas serão cumpridas.

“Não há nenhuma surpresa para nós, o que foi listado são medidas corretas. A expectativa agora é de que o projeto seja aprovado, pois esse é um licenciamento ambiental do bem, um empreendimento no qual há um grande consenso em torno. É natural que haja ajustes no projeto, afinal estamos na fase de planejamento, então os ajustes necessários serão feitos e Niterói terá um belíssimo equipamento de mobilidade”, afirmou Axel.

Fonte: O Fluminense


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Prefeitura de Niterói testa lâmpadas de energia solar na Ilha da Conceição




Visando preservar o meio ambiente e reduzir o consumo de energia, a Prefeitura de Niterói iniciou testes com lâmpadas de energia solar. Até a próxima quinta-feira (5.6), serão avaliados o custo / benefício e a viabilidade técnica das lâmpadas, que foram instaladas em postes na Praça do Sol, na Ilha da Conceição, Zona Norte da cidade.

São três lâmpadas de led com diferentes potências: 150, 200 e 300 volts. Além de iluminarem por 72 horas com a bateria carregada, as lâmpadas também têm sensores de claridade e de movimento, caindo pela metade a potência quando não detectam movimentação.

"A ideia é que, caso o teste seja positivo, as lâmpadas sejam instaladas em praças da nossa cidade. É uma energia limpa, sustentável, com menor custo e à favor do meio ambiente!", explica a secretária de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa.

Fonte: Prefeitura de Niterói



terça-feira, 3 de junho de 2014

Combate aos crimes ambientais será intensificado em Niterói




A Prefeitura de Niterói iniciou hoje (03-06) uma ação piloto para intensificar o combate a crimes ambientais na cidade.

Através de uma parceria entre as secretarias de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade e Ordem Pública, a Coordenadoria de Meio Ambiente da Guarda Municipal passa a atuar com o poder de emitir notificações ou até mesmo embargos em casos de flagrantes de desmatamentos, construções irregulares e quando se configurar delito que esteja ferindo o código ambiental da cidade.  

Antes de iniciarem a ação de hoje, os 26 integrantes da coordenadoria ambiental passaram por uma capacitação. Receberam orientações da Secretaria de Meio Ambiente sobre em que situações o código ambiental número 9.602 de 2008 (que regula leis ambientais) é infringido e como os guardas devem agir. Nesses casos as equipes poderão fazer a abordagem e aplicar a punição ou notificação se necessário.

A ação começou pelo bairro de Pendotiba, na Estrada do Muriqui Pequeno, motivada por denúncia de construção irregular em área de preservação ambiental no limite com o Parque Estadual da Serra da Tiririca. Durante a operação, os fiscais do Meio Ambiente e os guardas municipais, encontraram uma construção em área de mata, sem placa indicativa de quem esta realizando a obra e sem documentação indicando que o empreendimento é autorizado pelas secretarias de Urbanismo, Meio Ambiente e Obras.

Os fiscais emitiram uma notificação dando um prazo de cinco dias para que o responsável pela construção apresente documentação confirmando a legalidade da mesma e se tem ou não autorização para construir naquele local. “Esse é só um exemplo de como vamos agir. Hoje fizemos um piloto. Nossa parceria com a Seop através da coordenadoria ambiental será de extrema importância para detectarmos e avançamos na fiscalização de crimes ambientais que atinjam, a cidade. Fizemos a capacitação e agora os guardas tanto podem notificar mesmo sem a presença nossos fiscais o que facilita a aplicação da pena em casos de estarem sozinhos e se depararem com um flagrante" explicou Bruno Raposo , diretor da fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente que junto com o secretário Daniel Marques realizou a capacitação dos guardas.

Segundo ele, caso as secretarias se deparem com construções que estejam em áreas permitidas, os proprietários podem apresentar a documentação sem problemas. "Existem áreas que podem haver construção para que os parques ecológicos sejam preservados, mas precisamos verificar. O importante é que vamos estar atuando firmes para o combate a esses crimes ambientais", destacou Bruno Raposo.

Os agentes da Coordenadoria Ambiental e os fiscais agirão motivados por denúncias ou através de levantamento que possa ser feito por qualquer um dos órgãos e que gere ação imediata para contra a arbitrariedade. “Nós já vínhamos atuando com o recolhimento de animais , entre outras situações. Com a capacitação, nossa equipe estará pronta pra agir de imediato caso nos deparemos com alguma situação de crime ambiental. Essa parceria vai nos permitir agir de rápido e isso vai ajudar muito a solucionar vários problemas.” observou o inspetor da guarda ambiental, Claudio Mendes.

Dentre as ações que estarão na mira dessas equipes há construções irregulares que prejudicam com animais, podas irregulares, derrubada de mata e de barreiras. Segundo o secretário de Ordem Pública, Marcus Jardim, os guardas ambientais darão todo o apoio aos fiscais da Secretaria de Meio Ambiente, e estarão também em rondas observando situações que levem a aplicação de penas por crimes ambientais.

“Vamos estar de olho e agindo firmes também nesses casos. Essa foi só a primeira de uma série de ações que vamos fazer”, disse Marcus Jardim.

Colaboração do Inea

A ação de hoje contou com a participação do Instituto Estadual de Ambiente (Inea). O responsável pela fiscalização do Parque Estadual da Serra da Tiririca, Jhonatan Ferrarez, também esteve no local em Pendotiba e emitiu notificação pedindo comprovação de autorização para a construção.

Fonte: Prefeitura de Niterói





CHAMADA PÚBLICA DE TEATRO INFANTIL PARA O PÚBLICO ESCOLAR




PREFEITURA MUNICIPAL DE NITERÓI
SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA
FUNDAÇÃO DE ARTE DE NITERÓI

AVISO
CHAMADA PÚBLICA DE TEATRO INFANTIL PARA O PÚBLICO ESCOLAR - No 06/2014
A Prefeitura Municipal de Niterói, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Arte de Niterói (FAN), torna pública esta Chamada de Teatro Infantil para público escolar, estabelecendo critérios para seleção de propostas de espetáculos de teatro infantil, realizados por grupos de artistas de artes cênicas para apresentação em escolas públicas municipais e/ou praças públicas em outubro de 2014, de acordo com o seguinte cronograma:

Inscrição - 02 de junho a 09 de julho de 2014
Triagem - Até 14 de Julho de 2014
Resultado Final - Ate 25 de Julho de 2014
Contratação - Agosto/Setembro de 2014
Apresentação - Outubro de 2014

Com a criação desta chamada, serão realizados espetáculos teatrais destinados ao público infantil, para contribuir com o processo de formação de futuras plateias; para estimular o desenvolvimento e o aprimoramento de novas produções; para aproximar, preferencialmente, os artistas da cidade ao público local e para levar espetáculos teatrais aos alunos da rede municipal de ensino.

Acesse todo o texto do Edital:


DOWNLOAD

Baixe o arquivo zip com anexos do Edital: O arquivo anexo ZIP (4,6MB) contém os seguintes arquivos no formato DOCx e PDF:
    (a) Edital Completo
    (b) Anexo I- Ficha de Inscrição
    (c) Anexo II - Orçamento geral
    (d) Anexo III - Modelo declaração
    (e) Anexo IV- Lista de equipamentos


Fonte: Cultura Niterói





NOVO MOBILIÁRIO URBANO DE NITERÓI: Prefeitura inicia instalação de novos abrigos de pontos de ônibus da Alameda




A Prefeitura de Niterói iniciou nesta segunda-feira (02/06) a segunda fase da implantação dos novos abrigos de ônibus da Alameda São Boaventura, no Fonseca.

Os abrigos fazem parte do novo mobiliário urbano da cidade, que em cinco anos somará mas de 2.900 aparelhos instalados, dentre bicicletários, relógios eletrônicos, placas de ruas, painéis eletrônicos, direcionadores de pedestres, totens de informação institucional, aspersores e totens publicitários.

" Esta segunda fase consiste na instalação dos novos abrigos e na retirada dos antigos. Iniciamos nas estações sentido ponte, com previsão de término para hoje mesmo. Assim que finalizado, vamos iniciar a implantação no sentido Caramujo", explicou a secretária de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa.

Além da Alameda, diversos pontos na cidade também receberão o novo mobiliário ainda em 2014, como Largo da Batalha, Rio do Ouro, Centro, Ingá e Icaraí, além da Região Oceânica. Serão quase 600 aparelhos instalados por ano, ou seja, 20% a cada ano do total de cinco, como estabelecido pelo contrato da licitação realizada em fevereiro.

“O contrato é muito claro, o que nos dá garantia de que os aparelhos sejam implantados no tempo certo, ao contrário do que acontecia em outras gestões, quando não se conseguia chegar ao total mesmo depois de 14 anos. Niterói terá o dobro do mobiliário que temos atualmente!”, comemorou a secretária.

O contrato também estabelece que a empresa Allspace, do grupo Kallas, vencedora da licitação, seja responsável pela conservação do mobiliário. Além disso está prevista a flexibilidade para atualização tecnológica.

"A implantação do novo mobiliário vai garantir a padronização e trazer modernidade para a nossa cidade. A flexibilidade para atualização tecnológica nos permite acompanhar a evolução do aparelho e a conservação irá impedir a deterioração do nosso material", finalizou Dayse.

Fonte: Prefeitura de Niterói

 




"Visitação é essencial nos parques estaduais do Rio de Janeiro", artigo de André Ilha



A Trilha da Cascata, no Parque Estadual do Desengano, foi implantada a pedido do conselho consultivo da unidade. Foto: arquivo PED.

Itatiaia (1937) e Serra dos Órgãos (1939), dois dos três primeiros parques nacionais do Brasil, foram criados no estado do Rio de Janeiro não por acaso. Por um lado, havia, claro, a proximidade com a capital federal, o que conferia maior visibilidade ao ato. Mas, por outro, demonstrava o reconhecimento não só da importância ambiental e cênica daqueles maciços extraordinários, como também de que eles já eram usados por um número crescente de pessoas para a prática de atividades ao ar livre, como caminhadas e escaladas em rocha. O próprio presidente Getúlio Vargas, que os criou, era um frequentador assíduo da área que viria a ser incluída no Parna Serra dos Órgãos, com seus célebres passeios a cavalo até a "Gruta do Presidente" e além. As grandes somas despendidas na década seguinte na implantação de trilhas e de uma exemplar rede de abrigos de montanha nestes parques reforçam esta percepção.

Estas duas áreas protegidas pioneiras espelhavam no Brasil, portanto, os ideais do pai do conceito de parques nacionais, o montanhista, naturalista e escritor norte-americano John Muir, fundador da grande organização conservacionista Sierra Club e inspirador da criação dos parques nacionais de Yosemite e Sequoia, dentre outros. Para ele, parques deste tipo visavam tanto à preservação de largas porções intactas dos ecossistemas nativos e das paisagens naturais notáveis nelas contidas, quanto à oportunidade de desfrute destes ambientes pelas pessoas de forma responsável. "Todos precisam da beleza na mesma medida em que precisam de pão, locais de lazer e de prece, onde a Natureza possa curar, alegrar e fortalecer corpo e mente", escreveu ele em defesa de suas propostas.

No Brasil, o primeiro a advogar a criação de tais áreas protegidas foi o engenheiro André Rebouças, ainda no século XIX, e aos dois já mencionados seguiram-se outros parques nacionais e, mais tarde, também parques estaduais e municipais, mostrando preocupação com o tema comum às três esferas federativas. A preocupação tornou-se obrigação quando a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 225, incumbiu expressamente ao Poder Público, dentre outras tarefas, a missão de criar espaços territoriais protegidos, quando necessário, para assegurar a todos "um meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida". Já a Lei Federal nº 9.985/2000, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), regulamentou a matéria, definindo com precisão as diversas categorias de unidades de conservação que integrariam este sistema e conferindo aos parques nacionais – e, por extensão, também aos estaduais e naturais municipais – os exatos objetivos preconizados por Muir: conservação da natureza e uso público.

Pioneiros

O primeiro parque estadual do Rio de Janeiro foi o do Desengano, na região serrana norte do estado, com 22.400 hectares, criado em 13 de abril de 1970 pelo então governador, Geremias Fontes, em terras dos municípios de Santa Maria Madalena, Campos dos Goytacazes e São Fidélis. De lá para cá, muitos outros parques foram criados e ampliados e, hoje, a área compreendida em parques e reservas estaduais do Rio de Janeiro é de cerca de 210.000 ha, ou 4,8% da área total do estado.

Após Itatiaia e Serra dos Órgãos, o processo de criação de novos parques nacionais e, depois, de sua gestão, foi muitas vezes conduzido por pesquisadores com grande embasamento teórico, mas escassa vivência prática, que não raro viam com suspeita o uso público, enxergando em cada visitante um vândalo em potencial, capaz de ameaçar com sua simples presença a sobrevivência das preciosas formas de vida neles abrigadas. Não surpreendentemente, daí decorreu uma política de visitação, ou melhor, de não-visitação, que foi apelidada por alguns de política dos "parques-fortaleza", que ignorava por completo uma das duas principais funções destas áreas que é precisamente a (re)aproximação do homem, especialmente os habitantes das grandes e neuróticas cidades modernas, com a natureza selvagem da qual todos procedemos. Esta política federal, como seria de se esperar, se infiltrou insidiosamente nos órgãos ambientais estaduais, e muitos passaram também a gerir parques como se estes fossem reservas biológicas, unidades de conservação ultrarrestritivas, que só admitem a visitação com fins de pesquisa científica ou com caráter pedagógico. Em certos casos, nem isso era o bastante: segundo testemunhas, uma ex-chefe do Parque Estadual do Desengano teria declarado que, por ela, "até os pesquisadores seriam mantidos afastados de "sua" unidade"!



Áreas de uso intensivo e de fácil acesso proporcionam ótimas oportunidades de lazer a baixo custo, ou custo zero, para a população do entorno dos parques. Foto: André Ilha.

Esta visão estreita, demófoba, previsivelmente só gerou ressentimentos. De uma hora para a outra, moradores locais se viram privados do acesso a áreas de lazer que seus pais e avós frequentavam há décadas. Áreas designadas como reservas, ou mesmo parques, ficaram fora de qualquer possibilidade de geração de renda, empregos e pequenos negócios locais, o que gerou a antipatia generalizada dos prefeitos, que passaram a vê-las como economicamente mortas. Montanhistas e outros usuários habituais foram de uma hora para outra transformados em foras-da-lei. Um caso emblemático ocorreu quando o acesso às montanhas da parte alta do Parque Nacional da Serra dos Órgãos foi proibido por quase 13 anos, e todas as (poucas) caminhadas e escaladas que ocorreram ali no período foram, assim, clandestinas. No entanto, poucos anos antes estes mesmos montanhistas haviam se mobilizado intensamente, através da União Brasileira de Excursionismo (UBE), para que a Fazenda Garrafão, onde estavam situados nada menos do que o Dedo de Deus e outras imponentes agulhas graníticas ao seu redor, fosse incorporada ao parque, afastando o risco de loteamentos no local e protegendo o seu mais famoso símbolo. Foi, portanto, com compreensível indignação que tomaram conhecimento dos "interditos proibitórios de frequência" que os afastaram por mais de uma década, sem razão plausível, daquilo que tanto lutaram para preservar!

Efeitos colaterais

Tal política constritiva, que surpreendentemente ainda encontra alguns poucos defensores empedernidos, produziu efeitos tremendamente nocivos e até contraditórios com os objetivos que pretende alcançar. Para começar, pisoteia em uma das máximas do conservacionismo, sintetizada no slogan "Conhecer para preservar". A essência deste lema é que ninguém se sente compelido a preservar, ou dar suporte à preservação, de algo que não conhece, e a partir do momento em que os visitantes, sejam eles habitantes locais ou turistas de terras distantes, são considerados personas non gratas e mantidos afastados de tais áreas – salvo em escassos pontos preestabelecidos de alguns parques –, como esperar que se preocupem caso alguma ameaça surja?

Devido à notória deficiência de verbas, funcionários e fiscalização efetiva, nos "parques-fortaleza" a parte da fortaleza é reservada apenas para os visitantes regulares, para as pessoas de bem. Pois para caçadores, palmiteiros, passarinheiros e outros criminosos assemelhados, áreas assim "geridas" se convertem em verdadeiros parques de diversão, onde podem delinquir com mais tranquilidade, pois não serão vistos e denunciados por outro visitante. Isso ficou bem patente no caso mencionado acima, do Parna Serra dos Órgãos, em que os poucos montanhistas que entraram na clandestinidade durante aqueles 13 longos anos muitas vezes queriam, mas não podiam, denunciar a localização de bem providos ranchos de caçadores, sob pena de serem punidos pelo "crime" de caminhar por trilhas que haviam sido abertas por eles próprios nos saudosos tempos do antigo diretor Gil Sobral Pinto, que recepcionava os visitantes com inigualável atenção e carinho.

Ademais, essa postura contraria ostensivamente o SNUC. Seu artigo 11º não poderia ser mais claro nesse sentido: "O Parque Nacional tem como objetivo básico a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico." (Grifo nosso). Não raro, aqueles que advogam parques sem ampla visitação, salvo em poucas e limitadas "áreas de sacrifício" (no peculiar jargão de tais técnicos), omitem da sua argumentação a parte acima destacada, o que só pode ser entendido como um deliberado exercício de má-fé intelectual.

Falsa dicotomia

A expressão "área de sacrifício" pode inclusive levar os incautos a acreditar na existência de um falso dilema: o de que só podemos ter preservação ou visitação, quando a verdadeira tarefa do gestor de um parque público é assegurar que haja preservação e visitação para atender a todos os aspectos da lei e, sobretudo, porque assim, a despeito da evidente complexidade inerente ao trato com um público diversificado, obterá, no médio e longo prazo, mais conservação, e não menos, como alegado.
Não é de admirar, por conseguinte, que a perspectiva de criação de um parque nacional ou estadual qualquer sofresse pesada pressão contrária dos prefeitos municipais, que enxergavam no gesto, às vezes com razão, a imobilização completa de largas porções do território municipal para atividades produtivas, mesmo as menos impactantes. Quando em 1992 foi decretada a criação da Reserva Ecológica da Juatinga, no município de Paraty, extremo sul do Rio de Janeiro, o prefeito à época ligou para o então presidente do Instituto Estadual de Florestas, Axel Grael, que havia feito o encaminhamento da proposta, para perguntar o que ele tinha contra a cidade!



Escalada em rocha no Parque Estadual da Pedra Branca. Foto: André Ilha

Felizmente no Rio de Janeiro, na gestão de Carlos Minc à frente da Secretaria de Estado do Ambiente, subverteu-se por completo esta visão equivocada, e foi estabelecida uma política de visitação para os parques estaduais fluminenses que enxerga as pessoas, em princípio, como potenciais aliados da causa da preservação de nossa exuberante mata atlântica, e não como inimigos a serem afastados, perseguidos e penalizados. É, portanto, uma postura demófila, que convida as pessoas a visitarem, de forma ordenada e responsável, consoante o disposto nos respectivos planos de manejo, magníficos parques como Desengano, Três Picos, Ilha Grande, Costa do Sol, Pedra Selada e tantos outros. Nem mesmo a inexistência de um plano de manejo pode servir como desculpa: da mesma forma que o atendimento aos requisitos da preservação não pode ficar suspenso por anos, décadas mesmo, até que este instrumento seja enfim elaborado, da mesma forma a população não pode ficar alijada dos seus vastos espaços naturais protegidos por igual extensão de tempo.

Desta forma, acreditamos firmemente que pelo menos uma parcela destes visitantes, caso tenha tido uma experiência positiva de acordo com o seu interesse e a sua aptidão física, levantará a voz em defesa dos parques visitados, exigindo mais verbas, mais estrutura e mais fiscalização contra os verdadeiros criminosos. Na mesma linha, as pessoas que desenvolverem um vínculo afetivo com parques desfrutados através da experiência direta, serão aquelas que oferecerão o necessário anteparo político para barrar propostas legislativas que visem a reduzi-los, extingui-los ou "flexibilizar" suas regras de proteção para atender a poderosos interesses econômicos sempre à espreita.

Em contraponto, o que esperar de visitantes escorraçados da entrada de uma área que deveria ser um bem de uso comum do povo, ou então que tiveram seu ingresso condicionado à dispendiosa contratação compulsória de alguém que lhes vigiará os passos em poucas "áreas de sacrifício" como os de uma criança travessa e inconsequente?


Visitantes contemplam os Três Picos de Friburgo, Parque Estadual dos Três Picos. Foto: arquivo PETP.

Bem-vindos

de Janeiro a partir de 2007 se beneficiou, é certo, do espírito aberto e libertário que é marca do carioca. E o Decreto Estadual nº 42.483, de 27 de maio de 2010, que "estabelece diretrizes para o uso público nos parques estaduais administrados pelo INEA", se constitui na retaguarda legal de uma mudança paradigmática que visa resgatar não apenas o espírito da máxima "Conhecer para preservar" como, ainda, como vimos, o disposto no próprio texto legal que rege com propriedade a matéria.

Para tanto, fizemos amplo levantamento dos atrativos consolidados e potenciais de cada parque estadual; identificamos os segmentos de visitantes atuais e possíveis (moradores do entorno, esportistas de aventura, turistas de aventura, turistas convencionais, grupos religiosos, grupos escolares, artistas etc.); e traçamos planos de ação específicos voltados para cada um. Seria um erro grave tratar interesses tão diversos de forma homogênea, e para um visitante a sensação de ter tido uma experiência satisfatória está diretamente vinculada à disponibilidade de programas que atendam a expectativas tão diferenciadas quanto um piquenique em família ou enfrentar um rio turbulento de caiaque, passando pelo exercício de sua fé em contato direto com a natureza ou, ainda, simplesmente, a possibilidade de tirar fotografias de plantas, animais e paisagens bonitas em paz, sem ser tratado como um pirata da alma daquela unidade.



Guarda-parques do Parque Estadual dos Três Picos. Foto: arquivo PETP.


Milhões de reais foram gastos na implantação ou melhoria de trilhas, mirantes, centros de visitantes, placas, folheteria e, ainda, na confecção dos primeiros guias de trilhas bilíngues impressos e em mídias digitais dos parques estaduais do Rio. Para ordenar e monitorar esta nova realidade, bem como para prevenir e combater com eficiência os incêndios florestais, foi criado no Instituto Estadual do Ambiente (INEA) um Serviço de Guarda-Parques integrado, por ora, por 280 profissionais muito bem treinados e equipados, que são a interface mais visível da administração da unidade com a sociedade. Para reprimir os verdadeiros criminosos e oferecer uma melhor condição de segurança aos visitantes, foi desenvolvido, em parceria com a Secretaria de Estado de Segurança, o programa das Unidades de Polícia Ambiental (UPAm), destacamentos da polícia militar florestal que têm por atribuição precípua o cuidado com as unidades de conservação de proteção integral estaduais e suas zonas de amortecimento. E planos de manejo realistas e compatíveis com a categoria "parque" (e não "reserva biológica"), oferecem um roteiro conciso e objetivo para que os gestores de tais áreas tenham como lidar adequadamente com o desafiante leque de problemas que o mundo real nos impõe.

Assim encarada, a visitação deixa de ser considerada como um tema periférico e incômodo para assumir papel estratégico na sensibilização de parcelas crescentes da população, de forma lúdica e prazerosa, quanto à necessidade de se preservar a natureza. Talvez esta seja a única chance realista de sobrevivência do SNUC no sombrio ambiente legislativo dos dias atuais.

Fonte: O ECO




Coordenadoria de Acessibilidade realiza operação "Agora é Legal", em Icaraí




Foi realizado na manhã desta sexta-feira, 30 de maio, a operação Agora é Legal no bairro de Icaraí. A ação foi desencadeada pela Coordenadoria de Acessibilidade através da secretária Carmen Fogaça, o responsável pela a operação diretor Bruno Teixeira com sua equipe, e agentes de trânsito da NitTrans.

A ação visa fiscalizar as vagas destinadas as pessoas com deficiência e conscientizar os motoristas e a população em relação ao respeito das vagas e esclarecer os que não conhecem, para que saibam onde requerer o cartão especial de estacionamento, ficando em situação regular mesmo sendo uma pessoa com deficiência.

Desta vez, a equipe notou que uma parte significativa da população está mais consciente e informada sobre as leis do trânsito e da acessibilidade, o que é bom, porque vemos o efeito das nossas campanhas surtindo nos cidadãos, pois muitas vagas destinadas as pessoas com deficiência estavam sendo realmente ocupadas por elas, ou vazias disse Bruno Teixeira. No total foram aplicados 3 (três) multas e 2 (dois) carros foram rebocados.

A secretária Carmen Fogaça informou que a Coordenadoria que estenderá a ação a outros bairros até que todos respeitem as pessoas com deficiência não só em relação as vagas, mas como cidadãos que merecem atenção como todos os outros, além de terem poucas vagas reservadas para eles. Afinal, para estar em situação regular mesmo possuindo algum tipo de deficiência deve se portar em todas as ocasiões, o Cartão Especial de Estacionamento em dia e o adesivo com o Símbolo Mundial da Acessibilidade, que podem ser requeridos na Praça Fonseca Ramos S/N – Centro/Niterói - sobre Loja - Nittrans.


Fonte: Prefeitura de Niterói




Agentes da NitTrans fazem ação contra estacionamento irregular em ciclofaixas do Ingá


Circuito Universitário, uma parceria do Programa Niterói de Bicicleta, da Prefeitura, com a UFF.

Operação da NitTrans para reboque de automóveis estacionados irregularmente.

Uma nova ação de agentes da Niterói Transportes e Trânsito (NitTrans) foi realizada na manhã desta segunda (02) para coibir estacionamentos irregulares nas ciclofaixas do Ingá, zona sul da cidade.

Durante a ação, que contou com dois caminhões-reboques, oito veículos foram removidos e 19 autuados na faixa que corresponde às ruas Tiradentes e Lara Vilela. Segundo os agente, houve reclamações dos motoristas autuados e apoio irrestrito de quatro ciclistas à ação dos agentes.

"Quem reclama deveria saber que estão cometendo infrações previstas no art.181 do Código Brasileiro de Trânsito, onde estacionar em ciclofaixas são consideradas infrações graves, com perda de cinco pontos na carteira, multa de R$ 127,69 e passíveis de remoção", explicou o coronel Paulo Afonso Cunha, presidente da NitTrans.




A NitTrans afirma que continuará fiscalizando e autuando nas ruas da cidade, para evitar que novas infrações sejam cometidas.

Mais autuação - Em ação fiscalizatória, agentes da NitTrans autuaram oito veículos estacionados na calçada em locais proibidos, considerada infração grave, também perda de cinco pontos e multa de R$ 127,69.

Fonte: Prefeitura de Niterói




domingo, 1 de junho de 2014

Lançado manual para incentivar uso de bicicletas em comunidades



Publicação já teve sua primeira edição esgotada. (Foto:Mariana Gil / EMBARQ Brasil)

Mais de 3,2 milhões de famílias vivem em assentamentos informais no Brasil atualmente. A falta de opções de transporte e o desenho urbano desfavorável são barreiras no dia a dia destas comunidades. O grande desafio tem sido encontrar soluções de transporte que superem as condições adversas e propiciem melhor mobilidade e acessibilidade às pessoas.

Mesmo com os entraves, 57% dos deslocamentos nestas comunidades são realizados a pé e de bicicleta. O estudo realizado pela EMBARQ Brasil, COPPE/UFRJ e Lincoln Institute for Land Policy revelou que 33% dos moradores tem pelo menos uma bicicleta em casa. Os números comprovam que o transporte sustentável já faz parte da vida nas comunidades, mas como os técnicos e gestores públicos podem ampliar e potencializar os benefícios desse meio de transporte?

Bicicletas em Santa Marta, RJ. (Foto:Mariana Gil / EMBARQ Brasil)

Com informações técnicas detalhadas, o Manual de Projetos e Programas para Incentivar o Uso de Bicicletas em Comunidades é uma ferramenta para auxiliar nessa direção. A publicação – lançada no último dia 20, no Rio, e já com sua primeira edição esgotada – aponta também as práticas de infraestrutura ideais para os diversos tipos de terreno, tanto dentro das comunidades, quanto para ligar à cidade formal.

Desenvolvido pela EMBARQ Brasil com apoio das Secretarias Municipais de Habitação e de Meio Ambiente do Rio de Janeiro, contando ainda com recursos da Bloomberg Philanthropies, a publicação é resultado de um trabalho criterioso de pesquisa e visitas técnicas ao longo de dois anos na cidade do Rio de Janeiro. “O manual foi construído a muitas mãos, incluindo inúmeras entrevistas com moradores das comunidades, participação de especialistas em desenho urbano e em segurança viária. É gratificante vermos uma repercussão tão grande”, declara Daniela Facchini, diretora de Projetos & Operações da EMBARQ Brasil.

Saiba mais

A publicação apresenta diversos programas de apoio destinados a tornar o ciclismo mais seguro, acessível e prazeroso, com base em observações realizadas nos trabalhos de campo e nos projetos do Programa Morar Carioca. Há exemplos práticos de programas já implementados, como o Recicleta e os sistemas de bike-sharing, bem como iniciativas educativas e de financiamentos para apoiar pequenas empresas ligadas ao setor.

A ideia da publicação surgiu em 2011, durante uma reunião entre as secretarias municipais e especialistas internacionais da área de urbanismo da Alta Planning, empresa norte-americana especializada em transporte multimodal. Desde então, foram realizadas visitas a comunidades de diferentes topografias, planas e íngremes, onde foram constatadas as reais necessidades dos usuários.

Paula Santos da Rocha durante apresentação do Manual, no Rio. (Foto: Mariana Gil / EMBARQ Brasil)

“O objetivo desse manual é que as pessoas pedalem mais. Trazendo-as para as bicicletas, podemos evitar que migrem para outros modais menos seguros, como a motocicleta, por exemplo”, explica Paula Santos da Rocha, coordenadora de Projetos de Transporte da EMBARQ Brasil. “Agradeço o empenho de todos que participaram desse projeto e acreditam que as pessoas podem ter uma qualidade de vida ainda melhor através da mobilidade sustentável”, finaliza.

Download completo:

 uma visão de futuro


Ricardo Montezuma e a força da bicicleta na América Latina

O lançamento oficial do manual ocorreu no dia 20 de maio, na sede do IAB-RJ, com público formado por arquitetos, técnicos e cicloativistas, e palestra do urbanista colombiano Ricardo Montezuma. O especialista é um dos responsáveis pelas soluções de mobilidade em Bogotá que vêm servindo de exemplo no mundo todo e é o atual diretor da Fundação Ciudad Humana, que fomenta o uso da bicicleta e modais sustentáveis em toda a América Latina.

“A bicicleta está mudando paradigmas e hábitos da população sul-americana. Gostaria de parabenizar a EMBARQ Brasil pela ideia muito original e as secretarias envolvidas em pensar as bicicletas nas comunidades populares”, destaca. De acordo com Montezuma, o modal ainda tem um grande potencial a ser explorado em projetos de integração urbana e social.


"A bicicleta vive sua 'primavera' ", disse Ricardo Montezuma. (Foto: Mariana Gil / EMBARQ Brasil)

 “A bicicleta é um dos modos mais eficientes e, acima de tudo, ecológico, saudável, ocupa muito pouco espaço e é econômico. Tem externalidades muito positivas e pode ser usado por um grande grupo de cidadãos em uma cidade – 10%, 20% ou até 30% poderiam usa-lo”. Leia a entrevista completa com Ricardo Montezuma no TheCityFix Brasil.


Fonte: Embarq Brasil




Martine e Kahena ditam o ritmo da 49erFX no mundo


Grande parte da preparação de Martine e Kahena acontece no Rio Yacht Club - Sailing. Fotos de André Redlich

No início da temporada, a dupla brasileira faturou a Copa Brasil de Vela, disputada, em sua maioria na Baía de Guanabara, tendo a medal race na enseada de São Francisco. Fotos de André Redlich


Vinicius Rodrigues

Líderes do ranking, brasileiras acumulam ótimos resultados e miram Olimpíadas do Rio

Elas representam a nova geração da vela brasileira. Estão na liderança do ranking mundial da classe 49erFX desde novembro do ano passado e venceram as três últimas competições internacionais de vela, incluindo duas etapas da Copa do Mundo e semana olímpica de vela de Garda Trentino, na Itália, durante a temporada europeia. A vasta experiência nos mares, está na conta de duas amigas que, com apenas 23 anos, carregam no peito a esperança de medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2016. Martine Grael e Kahena Kunze mostram a cada dia que a experiência independe da idade, mas do que é feito dentro do mar.

O exemplo foi o acidente que as atletas evitaram na Semana Olímpica de Vela de Garda Trentino, no Lago de Garda, na Itália. No incidente, as velejadoras conseguiram escapar de uma colisão com as velejadoras da Nova Zelândia, quase em cima da linha de chegada da regata e, na manobra para desviar do barco neozelandês, as brasileiras acabaram virando.

Martine e Kahena protestaram contra as adversárias e, diante das regras que regem o esporte, foram consideradas corretas na manobra.

Juntas desde o fim de 2012, as atletas conquistaram o Mundial da Juventude e na temporada do ano passado foram campeãs do Norte-Americano de Vela, da etapa da Copa do Mundo de Vela de Miami, do Sul-Americano e ainda foram vice no Europeu e no Mundial da classe 49erFX. Esse ano já conquistaram a Copa Brasil de Vela, as etapas de Mallorca e Hyères da Copa do Mundo.

“Estamos muito felizes pelo momento que estamos vivendo. Ganhamos os três campeonatos que disputamos na Europa esse ano. Começamos por Palma (Mallorca), Hyères e Garga. Fizemos um ótimo treinamento no começo do ano e acredito que isso tenha contribuído para os títulos. Treinar na Nova Zelândia ajudou no psicológico e na parte física”, disse Kahena.

Para Martine, filha do multimedalhista Torben Grael, o período de reclusão fora do país possibilitou o crescimento da equipe em termos de proximidade e entrosamento.

As atletas, que estão descansando no Brasil para o mundial Júnior, que será disputado de 8 a 13 de julho, em Helsinki, Finlândia, encaram essa competição como uma das mais importantes do ano. O motivo é a possibilidade de aumentar a vantagem no ranking mundial e ter uma prévia das adversárias que encontrarão, caso disputem as Olimpíadas de 2016.

“Competir em casa é sinônimo de torcida. A gente sempre comemora quando há competição aqui. A atmosfera é diferente, os nossos amigos comparecem, gritam.”, disse Martine Grael.

Enquanto as competições não chegam, as atletas descansam em águas tranquilas, pelo menos até a próxima regata.

Fonte: O Fluminense