segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Lançada a licitação para o calçadão de Piratininga



Destruído em 2016 por uma ressaca, calçadão segue sem reparos. Foto: Evelen Gouvêa


Carolina Ribeiro

Custo previsto apenas para estudo e projeto básico é de R$ 1,1 milhão

A Prefeitura de Niterói abriu licitação para contratação de empresa que vai elaborar os estudos para recuperação do calçadão de Piratininga, na Região Oceânica. A concorrência foi publicada neste sábado (4). A empresa vencedora vai avaliar a dinâmica e executar a modelagem da praia, elencando todas as possíveis alternativas para recuperação e estabilidade da estrutura. Os estudos estão previstos para começar em outubro, após a licitação no dia 20 de setembro, e devem ser concluídos em nove meses, a contar de sua ordem de início.

O objetivo do estudo é encontrar uma solução definitiva para o calçadão de Piratininga, que tem um histórico de destruição pela ação do mar. Todas as alternativas capazes de recuperar o calçadão serão consideradas e, a partir da ação escolhida, será elaborado um Projeto Básico de Engenharia para o local. O investimento nos estudos e no projeto básico será de aproximadamente R$ 1,1 milhão. 

A entrega das propostas está marcada para as 10h de 20 de setembro, na sede do Executivo Municipal, no Centro. Segundo o edital, a empresa deverá levantar registros de ocorrências de ressaca passadas e consequentemente de erosão e desabamento do calçadão. O objetivo é identificar as áreas de maiores ocorrências e avaliar a intensidade dos danos, observando os períodos dos acidentes.

Para acessar o Edital e Termo de Referência dos trabalhos.

O presidente da associação Piratininga Unida Moradores + Amigos (Puma), André Pimenta, diz que o estudo é importante e necessário para que a obra seja uma solução definitiva para a região.

“Todo o calçadão sofre com a ressaca da água. Ele foi mal planejado, não respeitaram o traçado natural do mar. Só o estudo dirá a melhor saída para a orla, mesmo que seja recuar o calçadão ou mudar o fluxo da rua. O que não podemos ter mais são pequenos reparos que não funcionam. Com a mudança, o turismo da região também poderá ser estimulado”, aponta, acrescentando que é necessário também revitalizar a extensão do calçadão, que apresenta desnivelamento e pedras portuguesas soltas.

Há muito tempo sem frequentar a Praia de Piratininga, o analista de sistemas Elcyr Figueira, de 45 anos, tomou um susto ao chegar no local, na manhã desta terça-feira (6), e perceber que anos depois de ser destruído por uma ressaca, o calçadão continuava na mesma situação.

“Importante reconstruir, pois está perigoso. Só tem uma cerca tapando o calçadão danificado, mas na areia não tem. A questão também atrapalha a beleza do lugar, principalmente com um quiosque caindo”, pontuou.

Memória – A força de uma ressaca no fim de abril de 2016 destruiu parte do calçadão de Piratininga, entre o primeiro e o sexto quiosque. O quarto e o quinto precisaram ser interditados na época, sendo o quarto de maneira definitiva, já que teve sua estrutura danificada junto com a calçada e está interditado desde então, assim como um trecho do calçadão.


Fonte: O Fluminense



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Publicado edital de licitação para estudos que subsidiarão recuperação do calçadão de Piratininga






Com apoio da Comunitas, prefeitura lança Pacto Niterói Contra a Violência



COMENTÁRIO:

Hoje, me senti realizado com o lançamento do Pacto Niterói Contra a Violência, em evento realizado no Teatro Municipal de Niterói, que esteve lotado com a presença de autoridades civis e militares, representantes de órgãos governamentais, do executivo, legislativo e do judiciário, além de muitos representantes da sociedade civil e da academia.

Foi um importante marco de um planejamento que já está se desenvolvendo há cerca de seis meses na Prefeitura de Niterói, reunindo especialistas de diversos estados no tema da segurança pública, mobilizados pela Prefeitura de Niterói e pela organização Comunitas.

O Pacto Niterói Contra a Violência é uma iniciativa considerada inovadora pela sua abordagem e base conceitual e pela abrangência da ação. Nunca um município brasileiro apostou tanto no seu protagonismo no tema da violência, tradicionalmente relegado à ação das instâncias estaduais e federal.

No Pacto Niterói Contra a Violência, o foco das ações desvia-se da ênfase puramente policial e ganha prioridade na atuação preventiva e também na "Ação Territorial Integrada", como pode ser verificado no texto abaixo. O problema da segurança é abordado de forma complexa e multidisciplinar, com atenção para as dimensões sociais, ambientais e de políticas estruturadoras e integradoras da cidade.

Por determinação do prefeito Rodrigo Neves, participei da coordenação geral dos trabalhos durante os meses de planejamento e continuarei a participar da coordenação geral na fase de implantação. Também coordenarei as ações do "Eixo Prevenção".

Minha equipe na Secretaria Executiva, está também à frente de um dos programas, o Niterói Jovem EcoSocial, programa que contratará jovens em diversas comunidades da cidade para atuar em frentes de trabalho para o reflorestamento de encostas, saneamento em comunidades, defesa civil e apoio à gestão e manutenção de trilhas em parques municipais.

Mais uma vez, sentimo-nos privilegiados de participar de uma gestão governamental dinâmica, inovadora e empreendedora, que mais uma vez se lança com coragem para a solução dos principais problemas que preocupam a sociedade. E a segurança pública é certamente a grande prioridade de todos.

Vamos Niterói!

Axel Grael
Secretário Executivo
Prefeitura Municipal de Niterói



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Com apoio da Comunitas, prefeitura lança Pacto Niterói Contra a Violência

Para auxiliar Niterói (RJ) a assumir um papel de protagonismo na prevenção a violência, a Prefeitura Municipal, com apoio da Comunitas – por meio de seus especialistas técnicos, Instituto Cidade Segura e Instituto Argumento, lançaram, hoje (06), o Pacto Niterói Contra a Violência, um conjunto de estratégias integradas de prevenção a violência, para promover inclusão social e redução dos índices de criminalidade.

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Cerca de 400 pessoas participaram da cerimônia, que contou com a presença do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves; da diretora-presidente da Comunitas, Regina Esteves; além de representantes da sociedade civil, Judiciário, órgãos policiais, iniciativa privada, instituições religiosas e academia.

“Nós trabalhamos por uma mobilização da sociedade em torno da busca de qualidade de vida com foco nas cidades. Vivemos na cidade, é onde nos relacionamos, criamos a nossa identidade cultural, e é, também, onde interagimos de uma maneira muito mais próxima com o governo local. Por isso, a Comunitas se dedica a fortalecer a gestão pública das cidades. O que fazemos é empoderar, valorizar e dar o apoio necessário à prefeitos e prefeitas que queiram fazer uma governança compartilhada”, explicou a diretora-presidente da Comunitas, Regina Esteves.





A iniciativa é uma tentativa de combater os altos índices de violência que assolam todo o Brasil: somente em 2016, o país registrou exatamente 61.619 homicídios intencionais, o maior número já registrado na história.

A cidade de Niterói também sofre as consequências dessa realidade, mesmo com índices abaixo da média nacional. Após um período de queda a partir de 2008, em 2012 a situação voltou a se agravar na cidade, atingindo, em ocorrências de crimes patrimoniais (como roubos e furtos), os níveis mais altos da história recente da cidade – com um aumento de 80% entre 2012 e 2017. No caso de mortes violentas intencionais, o aumento foi de 61%, de 2014 a 2017.

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A Primeira Pesquisa de Vitimização da cidade de Niterói, elaborada com o objetivo de subsidiar a formulação do Pacto Niterói Contra a Violência, registrou o nível de disseminação dos comportamentos violentos na cidade, nem sempre captados pelos registros policiais.

“Acreditamos que segurança pública não se resolverá apenas com ação de polícia, mas, sim, com ações de educação, de integração e de inteligência. Além de um esforço concentrado no resgate dos nossos jovens, que hoje estamos perdemos para a criminalidade”, disse o prefeito, que afirmou que procurou a parceria da Comunitas devido a experiências já desenvolvidas em diversas outras cidades.

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Após as análises realizadas nos últimos seis meses, foram definidas 18 ações e projetos para aplacar o crescimento dos índices de criminalidade na cidade. São medidas divididas em quatro eixos centrais: Prevenção, Policiamento, Justiça e Convivência e Ação Territorial Integrada.

“Esse pacto já nasce diferente, ele nasce da união de forças de empresários que somaram forças para que nosso país se transforme. A violência não é só onde tem fuzil, é uma epidemia e precisamos dar uma virada cultural”, afirmou Alberto Kopptike.

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Na área de Prevenção, as ações incluem educação financeira e profissional para adolescentes e jovens e, também, aprendizagem socioemocional nas escolas. Em Policiamento, está prevista a criação de um Sistema Municipal Integrado de Segurança, cercamento eletrônico e identificação facial. Já em Justiça e Convivência, o Cessar Fogo construirá uma força tarefa entre o Ministério Público e Judiciário para fortalecer investigação e julgamento de homicídios. E em Ação Territorial, está prevista a estruturação de um Banco de Oportunidades e uma Rede Territorial Integrada de Prevenção – realizada em comunidades de alta vulnerabilidade que receberão políticas públicas no campo do urbanismo, programas de ensino integral, esporte, cultura, saúde e assistência.





Segundo Fernando Veloso, para que o pacto aconteça efetivamente, é necessário que todas as iniciativas caminhem juntas. “A gente precisa de integração. De verdade. De legitimidade. E esse pacto tem porque foram ouvidos vários segmentos da sociedade. Sem essa legitimidade, esse engajamento, um pacto desse não prospera. Não é produto só da equipe da prefeitura, tampouco da Comunitas por meio dos parceiros. Tem legitimidade da sociedade. Além disso, é importante a replicabilidade. Que ele possa ser replicado por outras prefeituras. Precisamos de um Rio de Janeiro menos violento, de um Brasil menos violento. Não podemos mais insistir nos mesmos erros”, disse.

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Estiveram presentes também o secretário de Estado de Segurança, General Richard Fernandes Nunes; o bispo auxiliar da Arquidiocese de Niterói, dom Luiz Antônio Lopes Ricci, o defensor público-geral do Estado do Rio de Janeiro, Dr. André Castro; a subprocuradora geral de Justiça de Planejamento Institucional do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Dra. Leila Machado Costa; a presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (AMAERJ), Dra. Renata Gil de Alcântara Videira; o vereador Cal; o presidente da Federação das Associações de Moradores de Niterói (FAMNIT), Manuel Amâncio; e o presidente da Associação Conselho Empresarial e Cidadania (ACEC), Joaquim Andrade.

Inspiração em Pelotas e Paraty

O projeto realizado em na cidade de Niterói é inspirado no Pacto Pelotas pela Paz e no Pacto pela Paz de Paraty, ambos também realizados com apoio da Comunitas.

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Na cidade pelotense, a prefeitura está mobilizando amplamente todos os atores da sociedade – população, órgãos públicos, entidades de classes, líderes religiosos, setor privado e academia, a assumir o seu papel na luta contra a violência na cidade, com o Pacto Pelotas pela Paz.

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Após resultados animadores nas primeiras etapas – como, por exemplo, a redução de 13% no acumulado de crimes, de setembro de 2017, quando iniciou as atividades do Pacto, até abril de 2018 – a meta agora é fortalecer o Pacto como iniciativa inovadora de redução da violência, com enfoque prioritário na redução de homicídios, e questões relacionadas a gênero, raça e juventude.

Já o poder municipal de Paraty, também com o apoio do Juntos, lançou o Pacto pela Paz – um conjunto de iniciativas em andamento e de metas de prevenção e combate à violência na localidade.

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E, no próximo dia 09, a Prefeitura de Paraty lançará o Observatório de Prevenção à Violência, uma plataforma digital que reúne os dados georreferenciados dos atendimentos das secretarias de Educação, Saúde, Assistência Social e Conselho Tutelar. O observatório foi desenvolvido pela equipe de tecnologia do Instituto Igarapé, com base em indicadores de vulnerabilidade construídos em conjunto pelos consultores do instituto e pelos técnicos da Prefeitura de Paraty.

Fonte: Comunitas



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Publicado edital de licitação para estudos que subsidiarão recuperação do calçadão de Piratininga



Calçadão destruído pela ressaca. Abril 2016. 


A Prefeitura de Niterói publicou, no Diário Oficial deste sábado (04), licitação para contratação de empresa que vai elaborar os estudos para recuperação de parte do calçadão de Piratininga. O objetivo é avaliar a dinâmica e executar a modelagem da praia. Todas as alternativas capazes de recuperar o calçadão e a praia de Piratininga deverão ser considerados, inclusive o recife artificial. 

Assim, a revitalização do calçadão e da praia será definido mediante a definição da alternativa e elaboração do projeto básico. Para elaboração do Projeto básico deverão ser considerados os seguintes itens:
  • detalhamento preliminar das estruturas da obra;
  • definição preliminar de volumes e quantidades dos materiais a serem utilizados para a construção das obras;
  • planilha de serviços, e respectivo orçamento preliminar das obras considerando planilha EMOP, bem como memorial descritivo, segundo as normas técnicas vigentes aplicáveis às obras em questão, e de acordo com o princípio da economicidade;
  • definição dos elementos geométricos, no caso de projeto de aterro hidráulico, ou seja, tipo e quantidade de sedimentos, as inclinações dos perfis de regeneração e os volumes de regeneração;
  • caso seja definido pela alternativa de engordamento artificial da praia, deverá ser considerada o estudo de arquitetura de praia;
  • elaboração de Projeto de Dragagem, no caso da utilização de jazidas marinhas, com a definição do modelo geral da área a ser dragada e a definição dos critérios para o cálculo dos volumes a serem dragados;
  • estimativa da vida útil e plano de manutenção do aterro e/ou das estruturas de contenção ou proteção;
  • especificações técnicas, memorial descritivo e justificativa, bem como a respectiva planilha de quantitativos e orçamentos;
  • definição de cronograma preliminar de execução das obras considerando as normas técnicas, ambientais e de segurança vigentes;


Os estudos estão previstos para começar em outubro, logo após a licitação no dia 20 de setembro, e devem ser concluídos em nove meses, a contar de sua ordem de início.


Para acessar o Edital e Termo de Referência dos trabalhos.

Com o estudo, a ideia é encontrar uma solução definitiva para o calçadão de Piratininga, que tem um histórico de destruição pela ação do mar. Todas as alternativas capazes de recuperar o calçadão serão considerados, e a partir da ação escolhida, será elaborado um Projeto Básico de Engenharia para o local. O valor para estudos e projeto básico é de aproximadamente R$ 1.100.000,00.

Fonte: Prefeitura de Niterói











Niterói lança pacto de combate à violência na cidade



COMENTÁRIO:

Hoje, me senti realizado com o lançamento do Pacto Niterói Contra a Violência, em evento realizado no Teatro Municipal de Niterói, que esteve lotado com a presença de autoridades civis e militares, representantes de órgãos governamentais, do executivo, legislativo e do judiciário, além de muitos representantes da sociedade civil e da academia.

Foi um importante marco de um planejamento que já está se desenvolvendo há cerca de seis meses na Prefeitura de Niterói, reunindo especialistas de diversos estados no tema da segurança pública, mobilizados pela Prefeitura de Niterói e pela organização Comunitas.

O Pacto Niterói Contra a Violência é uma iniciativa considerada inovadora pela sua abordagem e base conceitual e pela abrangência da ação. Nunca um município brasileiro apostou tanto no seu protagonismo no tema da violência, tradicionalmente relegado à ação das instâncias estaduais e federal. 

No Pacto Niterói Contra a Violência, o foco das ações desvia-se da ênfase puramente policial e ganha prioridade na atuação preventiva e também na "Ação Territorial Integrada", como pode ser verificado no texto abaixo. O problema da segurança é abordado de forma complexa e multidisciplinar, com atenção para as dimensões sociais, ambientais e de políticas estruturadoras e integradoras da cidade.

Por determinação do prefeito Rodrigo Neves, participei da coordenação geral dos trabalhos durante os meses de planejamento e continuarei a participar da coordenação geral na fase de implantação. Também coordenarei as ações do "Eixo Prevenção".

Minha equipe na Secretaria Executiva, está também à frente de um dos programas, o Niterói Jovem EcoSocial, programa que contratará jovens em diversas comunidades da cidade para atuar em frentes de trabalho para o reflorestamento de encostas, saneamento em comunidades, defesa civil e apoio à gestão e manutenção de trilhas em parques municipais.

Mais uma vez, sentimo-nos privilegiados de participar de uma gestão governamental dinâmica, inovadora e empreendedora, que mais uma vez se lança com coragem para a solução dos principais problemas que preocupam a sociedade. E a segurança pública é certamente a grande prioridade de todos.

Vamos Niterói!

Axel Grael
Secretário Executivo
Prefeitura Municipal de Niterói 



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Niterói lança pacto de combate à violência na cidade



Prefeito Rodrigo Neves abre os trabalhos no evento de apresentação do Pacto Niterói Contra a Violência.

Casa cheia, com autoridades civis e militares, representantes de instituições públicas, da academia e da sociedade civil.


06/08/2018 – O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, lançou na segunda-feira (6) o Pacto Niterói Contra a Violência, um Plano Municipal de Segurança Pública que prevê investimento de R$ 304 milhões nos próximos dois anos em 18 projetos nos eixos de prevenção, policiamento e Justiça, convivência e engajamento dos cidadãos e ação territorial integrada. Mais de 300 pessoas participaram do evento, que foi realizado no Teatro Municipal João Caetano, no Centro da cidade.

Entre as medidas, está o Poupança Escola, um programa de incentivo para os alunos da rede pública concluírem o Ensino Médio/Profissionalizante, o pagamento de prêmio por apreensão de arma de fogo de R$ 2 mil a R$ 8 mil e a realização de concurso para contratação de 142 guardas municipais.

“A Segurança Pública é uma atribuição do Estado, mas, desde 2013, a Prefeitura tem medido esforços para colaborar na redução dos índices de criminalidade. Já investimos mais de R$ 100 milhões em iniciativas como o programa Niterói Presente, Proeis e na doação de viaturas para o batalhão da cidade, entre outras ações. Decidimos implantar um novo programa de Segurança Pública, inovador e pioneiro no Estado. É uma nova concepção, na qual o problema da violência passa a ser tratado com políticas públicas multidisciplinares integradas, planejadas e proativas. Acreditamos que as cidades devem assumir um novo papel de protagonismo na prevenção a violência, convocando todas as forças sociais e institucionais para a construção de estratégias integradas e com especial enfoque na prevenção a violência, disputando cada jovem com o crime e promovendo uma cultura de paz”, explica o prefeito Rodrigo Neves, destacando o apoio da organização Comunitas e a consultoria técnica do Instituto Cidade Segura e do Instituto Argumento.

Ele explica que as iniciativas de Segurança Pública, tradicionalmente, acontecem de forma reativa, com apenas a polícia e sem integração com outros órgãos, em ações baseadas em crenças, sem prestação de contas e sob a gerência apenas dos governos estaduais. Já o Pacto Niterói contra a Violência aborda a questão da segurança por uma concepção inovadora: de forma proativa, com ações integradas, envolvendo equipes multidisciplinares, baseado em pesquisas científicas, com prestações de contas, e envolvendo estado, município e sociedade. O programa que será implantado em Niterói prevê o adensamento das iniciativas já em andamento, além de um conjunto inédito de ações a serem implantadas ao longo dos próximos dois anos.

“Nós trabalhamos por uma mobilização da sociedade em torno da busca de qualidade de vida com foco nas cidades. Vivemos na cidade, é onde nos relacionamos, criamos a nossa identidade cultural, e é, também, onde interagimos de uma maneira muito mais próxima com o governo local. Por isso, a Comunitas se dedica a fortalecer a gestão pública das cidades. O que fazemos é empoderar, valorizar e dar o apoio necessário à prefeitos e prefeitas que queiram fazer uma governança compartilhada”, explicou a diretora-presidente da Comunitas, Regina Esteves.

Entre as ações do eixo “Prevenção”, se destacam o Poupança Escola, uma poupança para os alunos da rede pública que concluírem o Ensino Fundamental, Médio e Profissionalizante; e o Escola da Família, que vai oferecer cursos para mães e pais no Pré-Natal pela equipe da Atenção Básica, estimular o desenvolvimento de habilidades socioemocionais em crianças e adolescentes, e a preparação para a escolarização de crianças de 2 a 4 anos. Também haverá a implantação dos Espaços Nova Geração, Cieps que estão sendo reformados e onde serão desenvolvidos atividades de educação, cultura, capacitação profissional, esporte e lazer no contraturno escolar; e o Niterói Jovem EcoSocial, que formará, anualmente, 400 jovens entre 16 e 24 anos em situação de risco, na área ambiental, oferecendo oportunidades de renda, profissionalização e inclusão social.

No Plano de Policiamento e Justiça, as ações se concentram no Sistema Municipal Integrado de Segurança, que usa as experiências bem-sucedidas em Nova York, Boston, Chicago, Bogotá e Medelín para o combate à criminalidade. Entre elas estão o pagamento de prêmio para policiais por apreensão de armas de fogo em ações que não hajam mortos ou feridos com lesões graves, concedendo de R$ 2 mil (pistolas) a R$ 8 mil (fuzis); a expansão dos portais de segurança para todas as entradas e saídas da cidade, com a leitura de placas; a instalação de dispositivos de identificação facial  em locais de grande circulação, permitindo a identificação de indivíduos procurados ou foragidos da polícia; plano de policiamento integrado entre a Guarda, PM e Niterói Presente; e uma força tarefa com o Ministério Público e Judiciário com foco na repressão a homicídios.

A realização de concurso para 142 novos guardas municipais, a elaboração de um planejamento estratégico da GM, e a criação de um programa de mediação de conflitos fazem parte do eixo “Justiça e Convivência”.

No eixo “Ação Territorial Integrada”, a Prefeitura intensificará os investimentos em urbanismo e no fortalecimento de serviços públicos em comunidades selecionadas para a primeira fase do programa, promovendo a melhoria da iluminação, abertura de acessos, implantação de mobiliário urbano e de espaços de convivência; e a construção de uma rede integrada entre as políticas de educação, saúde, assistência, cultura e esporte, com o objetivo de identificar jovens em situação de risco e elaborar planos individualizados de prevenção à violência.

“O pacto nasceu de um processo de discussão com a sociedade e órgãos públicos, e de um amplo diagnóstico sobre a violência em Niterói. É uma iniciativa inovadora por parte de um município: chamar para si a responsabilidade de unir as diversas instituições em torno de projetos chave para a prevenção à violência. É um grande passo e um investimento importantíssimo e tenho certeza que Niterói vai se tornar um case de prevenção a violência no país”, afirma Alberto Koptike, diretor executivo do Instituto Cidade Segura e consultor técnico do pacto.

Também participaram do lançamento do Pacto o secretário de Estado de Segurança Pública, general Richard Nunes; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento Institucional, Leila Machado Costa; André Luís Machado de Castro, defensor público-geral do estado; o diretor executivo do Instituto Argumento, Fernando Veloso; o bispo auxiliar de Niterói, Dom Luiz Ricci; o presidente da Associação Conselho Empresarial e Cidadania (Acec), Joaquim Andrade; e o presidente da Federação das Associações de Moradores do Município de Niterói (FAMNIT), Manuel Amâncio.

Projetos do Pacto Niterói contra a violência

Eixo Prevenção:


Escola da Família – cursos para mães e pais no Pré-Natal pela equipe da Atenção Básica, desenvolvimento de habilidades socioemocionais em crianças e adolescentes, preparação para a escolarização de crianças de 2 a 4 anos.

Espaços Nova Geração – municipalizar e reformar Cieps que estavam abandonados transformando-os em clubes escola no contraturno escolar, com atividades de lazer, cultura, esportes e cursos profissionalizantes

Banco de Oportunidades – ação de mobilização da sociedade e do setor empresarial do município para abertura de oportunidades para jovens em situação de vulnerabilidade social

Poupança Escola – programa de incentivo ao aumento de escolaridade entre estudantes em situação de vulnerabilidade social. Cada ano completado com aprovação, o aluno da rede pública recebe um montante, que vai de R$ 1,2 mil (9º ano do ensino fundamental) a R$ 800 (4ª série do ensino profissionalizante).

Niterói Jovem EcoSocial – programa de incentivo à sustentabilidade com plantio de mudas em comunidades

Eixo Policiamento e Justiça:

Sistema Municipal Integrado de Segurança


Desarmando a criminalidade – pagamento de prêmio por apreensão de arma de fogo em operações policiais onde não haja registro de morte ou lesão corporal grave e, desde que haja diminuição nos indicadores de Segurança na cidade

Pagamento de indenização por entrega voluntária de armas na Polícia Federal

Plano de Policiamento Integrado – plano de policiamento integrado entre PM, GM, Niterói Presente em projetos de policiamento ostensivo ordinário, operações integradas, plantões integrados de ordem pública

Cercamento eletrônico e identificação facial – pontos de leitura de placas de carro em todas as entradas e saídas da cidade (80 faixas de rolamento) e cruzamento entre ocorrências e veículos. Software de identificação facial instalado em locais de grande circulação.

Cessar Fogo: força tarefa com MP e Judiciário com foco em homicídios – integração com o Poder Judiciário, Ministério Público e Polícia Civil para aumentar a repressão a crimes contra a vida.

Eixo Convivência e engajamento dos cidadãos

Fortalecimento da Guarda Municipal
– planejamento estratégico da Guarda Municipal e realização de concurso para 142 novos guardas.

Código de convivência na cidade – realizar processo de diálogo com a sociedade.

Programa Mediar – rede de mediação de conflitos, com assistentes sociais nas delegacias, centros de mediação e formação de mediadores comunitários.

Fortalecimento do Disque Denúncia – lei que obriga a divulgação dos telefones do disque denúncia no transporte público, lojas e estabelecimentos da cidade.

Eixo ação territorial integrada

Infraestrutura urbana
– implantação de melhorias urbanas e fortalecimento dos serviços públicos nos territórios prioritários.

Rede territorial integrada – integração entre os serviços básicos e prevenção à violência junto a jovens e adolescentes em territórios prioritários.


Investimento municipal de R$ 100 milhões em Segurança

Diante da grave crise administrativa e fiscal do Governo do Estado, a Prefeitura de Niterói está cooperando com as forças policiais, investindo, nos últimos cinco anos, mais de R$ 100 milhões em Segurança Pública.

Entre as ações estão a implantação do Programa Niterói Presente que garantiu o patrulhamento diário por mais de 100 policiais militares e 50 agentes civis de segurança nos bairros de Icaraí e Centro de Niterói. Em 2018 o Programa foi ampliado, por meio da contratação de mais 100 policiais e agentes civis, para Santa Rosa e Fonseca. Para isso, o município ampliou o convênio com o Estado do Rio de Janeiro do Programa de Integração na Segurança (Proeis), disponibilizando 250 vagas diárias para que os policiais realizem o patrulhamento nas ruas de Niterói.

Como parte das ações de inteligência, também foram instalados Portais de Segurança na cidade para identificar veículos roubados com 12 leitores de placas de veículos na Ponte Rio-Niterói e outros cinco no Fonseca, Barreto e Pendotiba. Por meio das câmeras de segurança e do compartilhamento e da integração das informações com as forças de segurança do Estado do Rio de Janeiro diversos crimes têm sido prevenidos e desvendados.

Ainda em 2013 a nova gestão criou o Gabinete de Gestão Integrada Municipal, um espaço de gestão integrada e permanente que reúne as polícias federais, estaduais e os órgãos municipais da área, que analisam conjuntamente os indicadores de criminalidade e tomam decisões conjuntas para enfrentar a violência.

Outro investimento importante foi a construção do Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), uma moderna central de monitoramento em tempo real da cidade com o auxílio de centenas de câmeras de alta tecnologia. Localizado em Piratininga, na Região Oceânica, o Cisp conta com mais de 380 câmeras, 80 botões de alerta em áreas estratégicas do município, 40 sistemas de rastreamento de viaturas de forças de segurança e 3 câmeras móveis (360 graus), entre outras iniciativas. O Município também aumentou o efetivo e melhorou a infraestrutura da Guarda Municipal.

A Prefeitura de Niterói proveu, em 2017, uma ajuda de custo de R$ 3,5 mil para mais de 800 policiais civis, bombeiros e agentes penitenciários que atuam no município. Desde 2015, a Prefeitura também custeou a manutenção de viaturas do 12º BPM, reformas de cinco unidades destacadas da polícia militar (Badu, Fonseca, Cavalão, Estado e Caramujo), em cinco DPOS (Largo Da Batalha, Cafubá, Vila Progresso, Piratininga e Engenhoca), em cinco cabines da PM (Multicenter, Icaraí, São Francisco, Santa Rosa e Vital Brazil), em três Delegacias (76ª, 77ª e 78ª) e reformas no 12º BPM e na Delegacia de Homicídios.

No âmbito das estratégias de prevenção da violência, Niterói investiu nos últimos quatro anos na ampliação da rede escolar. Com o programa Mais Infância, a Prefeitura de Niterói estabeleceu a meta de oferecer ensino a 100% das crianças com idades entre 4 e 6 anos na rede pública municipal (Educação Infantil Presente na Lei de Diretrizes e Bases – LDB). E para atender à demanda, foi preciso construir, reformar e reequipar escolas. Em cinco anos, foram 22 novas unidades de ensino implantadas e 2.500 novas matrículas na rede infantil.

Em outubro de 2017, Niterói realizou uma consulta popular inédita no país sobre o uso de armamento letal pela Guarda Municipal. Cerca de 18,9 mil pessoas foram às urnas e 70% decidiu pelo não armamento. Atenta ao resultado, o Município decidiu iniciar um realinhamento estratégico das suas ações em Segurança, focando maiores esforços na área de prevenção. Para isso, a Prefeitura deu início a construção do Pacto Niterói Contra a Violência.


Fonte: Prefeitura de Niterói



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PACTO NITERÓI CONTRA A VIOLÊNCIA EM DEBATE NA GLOBONEWS

Em debate no Estúdio i (GloboNews) sobre como prefeituras podem contribuir com planos para a segurança pública, o de Niterói, lançado hoje, foi citado positivamente. Octávio Guedes declarou: "[Essa é] uma das poucas vezes em que um prefeito entra decisivamente na questão da segurança. Temos prefeitos que fazem cara de paisagem, pois o problema não é da Prefeitura. Segurança é com o governador". O jornalista ainda comentou sobre a tentativa do município em armar sua Guarda e a vontade do prefeito de Niterói em trabalhar com a prevenção. Fernando Veloso elogiou o plano e o combate à origem do problema, como armas nas mãos dos bandidos: "Já vemos um passo positivo. Tomara que esse movimento seja seguido por outros municípios, para perceberem que têm responsabilidade na questão da prevenção da violência. Essas questões são muito transversais com a educação, com a saúde e a assistência social, papéis principais do município".

Artur Xexéo lembrou da polêmica da remuneração para PMs para cada fuzil apreendido. Veloso defendeu a medida como estímulo ao bom policial e explicou os mecanismos do programa. A banca ainda discutiu os projetos direcionados para a educação. "Essa é a grande virada, a quebra de paradigmas. Esse é o maior projeto em âmbito municipal que é feito no Brasil", disse Veloso, mencionando o observatório do Gabinete de Gestão Integrada para compartilhamento e geração de dados para as forças de segurança.










Projeto Grael e UFF abrem inscrições para o Curso de Energia Solar






O curso é voltado para estudantes com idade entre 16 e 29 anos

Estão abertas as inscrições para o curso de Energia Solar, que acontece no segundo semestre de 2018 no Projeto Grael. O curso é uma realização da instituição com o apoio da Ersol e em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF), por meio de um programa de extensão, que prevê uma programação enriquecida em conceitos sobre fonte de energias renováveis, energia solar térmica e fotovoltaica, além de instalação de placas solares.

O curso será ministrado na sede do Projeto Grael, toda quinta-feira, de 09h às 12h, no período de 16 de agosto até 12 de dezembro.

Ao final do curso, o aluno que concluir 75% de frequência irá receber um certificado de conclusão emitido pela Pró-Reitoria de Extensão da UFF.

Os interessados podem se inscrever através do link: https://bit.ly/2n0zqsA

Fonte: O Fluminense















domingo, 5 de agosto de 2018

Nas pegadas do passado: pesquisa ajuda a desvendar como era a vida há milhões de anos



Caverna no Rio Grande do Norte guardava fósseis do período quaternário. Fotos: Divulgação


Vilma Homero

Uma combinação de fatores, como o clima quente e seco em alguns momentos do passado, e a abundância de rochas calcárias que só existem na região, transformaram vários pontos do Nordeste em importantes depósitos de vestígios da flora e fauna que habitaram a área ao longo de milhões de anos. A bacia do Parnaíba, por exemplo, exibe registros dessa história desde a era paleozoica, a partir de 500 milhões de anos, até a metade da era mesozoica, por volta de 100 milhões de anos. Durante todo esse tempo, foram muitas as mudanças por que passou toda aquela região, que viveu, como todo o planeta, a Era do Gelo e o surgimento e a extinção de animais. Além disso, viu chegar o degelo e as transformações locais, que foram tornando as áreas de terra firme em grandes savanas de clima seco e árido, habitadas por preguiças-gigantes, mastodontes, tatus-gigantes e tigres dentes-de-sabre. Anfíbios basais e peixes povoavam ambientes aquáticos continentais e as águas rasas dos mares que cobriam grandes extensões de plataforma marinha. Era um ambiente para os fortes!

Para reconstituir esse cenário, pesquisadores, como Hermínio Ismael de Araújo Júnior, do Departamento de Estratigrafia e Paleontologia, da Faculdade de Geologia, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), recorrem a técnicas da tafonomia. “Estudamos os processos biológicos e geológicos que se sucedem à morte de um organismo vivo até sua transformação em fóssil. E com a paleoecologia, pesquisamos como seriam os ecossistemas e o modo de vida dos animais extintos”, explica Araújo Júnior, Jovem Cientista do Nosso Estado, da FAPERJ. Ele e sua equipe se ocupam em estudar justamente como se formaram os vários sítios paleontológicos nordestinos, onde permaneceram acumulados restos dos diferentes vertebrados que habitaram a região durante eras distintas.

Pelo que já constataram os especialistas, o Nordeste do País é um caso único. “No Sul do Brasil, na bacia do Paraná – uma das principais bacias sedimentares brasileiras – que abrange principalmente áreas do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo –, apesar de idade semelhante à bacia do Parnaíba, não há registros de achados tão expressivos.”

Por isso mesmo, o foco de seu projeto são doze sítios paleontológicos do Nordeste. “Alguns deles são depósitos do período quaternário – parte da era cenozoica, que teve início há cerca de 2,6 milhões de anos e perdura até hoje. Esses vestígios permaneceram enterrados em depressões, denominadas tanques naturais, preenchidas com fósseis e sedimentos do quaternário. Lá estão vertebrados, especialmente mamíferos da Era do Gelo, que ali permaneceram naturalmente preservados, devido às condições da região. E apesar de esses achados terem sido descobertos há mais de 200 anos, ainda estamos distantes de entender como se deu esse processo de preservação”, diz o pesquisador. 


Na Bahia, Hermínio Ismael encontrou resquícios da Era do Gelo

Como explica Araújo Júnior, a Era do Gelo, fria e seca, foi intercalada por períodos interglaciais, de clima mais quente e úmido. “A cada uma dessas mudanças de clima, sucedia-se uma pequena mortandade da fauna que não conseguia se adaptar a essas alterações”, diz o pesquisador. Muitos desses animais migravam para os locais de fontes de água, mas vários deles terminavam morrendo no entorno – tal como ainda ocorre hoje em diversas regiões áridas do mundo. Enxurradas acabavam transportando esses restos de animais mortos para o interior dos tanques.

“Muito da fauna que vemos hoje em lugares do interior do Brasil – veados, onças, antas, capivaras –, já existia no período quaternário. Podemos dizer que são remanescentes daquela época. O modo como a fauna reage às alterações ambientais é, para nós, um ótimo indicador das mudanças climáticas”, garante Araújo Júnior.

A partir dos fósseis encontrados, o pesquisador quer investigar a real causa da mortandade da fauna. “Até que ponto o motivo foi as alterações climáticas e até que ponto essa mortandade se deu pela influência da chegada do homem às Américas.” Responder a esta pergunta será determinante para saber há quanto tempo a presença humana está no continente e nos ajudará a traçar mais um período dessa história”, fala. Isso porque, enquanto na América do Norte e Europa muitos fósseis de animais trazem as marcas dos instrumentos que os mataram, e há mesmo sítios que se depreende que foram locais de matança, na América do Sul, quase não há registros semelhantes. “Isso nos leva a supor que talvez o homem tenha chegado mais tarde às Américas – numa época em que os animais já estavam morrendo por influência do clima –, ou que esse humano ainda não havia desenvolvido técnicas de matança.”


Entre eles, o osso fossilizado de um dinossauro do período Cretáceo 


Baseada em Mossoró, na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), a equipe vem se deslocando para o Maranhão, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Bahia e o próprio Rio Grande do Norte, onde há quatro sítios paleontológicos para visitar. “No Ceará e no Maranhão, esses sítios, da era mesozoica, são de ambientes fluviais, que preservam restos de dinossauros, peixes e crocodilos”, explica. Para Araújo Júnior, esses estudos são importantes não apenas pelas informações que revelam, mas também por funcionar como subsídios para novas pesquisas.

“Quero que o meu trabalho seja o pontapé inicial para novas dissertações de mestrado e teses de doutorado. E que não fique apenas no trabalho científico, mas que contribua para o desenvolvimento da comunidade local”, diz. Ele explica como isso acontece. “Antes de mais nada, foram os habitantes da região que nos ajudaram a chegar até esses sítios, porque eles é que sabiam a exata localização. Nossa presença também despertou a curiosidade dos moradores dos municípios próximos e por isso mesmo pretendemos realizar palestras explicando a importância dos fósseis e, por tabela, dos sítios paleontológicos e de toda aquela área. Muitos deles também ofereceram ajuda e terminaram contribuindo para o trabalho de escavação. Com isso, temos o envolvimento da comunidade no trabalho. Conhecer e saber da importância é o primeiro passo para se comprometer com a preservação. Além do mais, tudo isso certamente atrairá turistas para a região, gerando alternativas de trabalho e renda para os moradores.” O começo de uma nova fase para aqueles municípios nordestinos.

*Reportagem originalmente publicada em Rio Pesquisa, Ano XI, Nº 42 (abril de 2018)


Fonte: FAPERJ











Praça Dom Navarro em Icaraí é entregue após revitalização








Investimento foi de R$1,2 milhão. Espaço ganhou academia da terceira idade e guarda-corpos foram substituídos

Foi entregue, neste domingo (5), as obras da Praça Dom Navarro, na Avenida Almirante Ary Parreiras, em Icaraí. O trecho entre a Rua Coronel Moreira César e a praia foi revitalizado e ganhou uma academia da terceira idade, com aparelhos de ginástica. Os guarda-corpos também foram substituídos por novas estruturas em aço inox dois dos lados da via.

O prefeito de Niterói Rodrigo Neves percorreu o local nesta manhã, acompanhando da primeira dama Fernanda Sixel, e secretários municipais, entre eles, o secretário executivo, Axel Grael, e de obras Vicente Temperini, moradores do bairro, e do pároco Carmine Pascale, da Igreja São Judas Tadeu.

“Revitalizamos mais um espaço de convivência para inúmeras famílias, melhoramos a travessia da rua, além de facilitarmos a acessibilidade para quem necessita", disse o prefeito Rodrigo Neves.

O projeto incluiu, ainda, a implantação de traffic calming na Avenida Almirante Ary Parreiras, na área em frente à Igreja São Judas Tadeu, para melhorar a travessia de pedestres. O retorno para veículos foi fechado e o meio fio, replanejado. A ciclofaixa passou a ter ligação com o calçadão da Praia de Icaraí, com travessia sinalizada, oferecendo maior segurança para os ciclistas. O investimento foi de R$1,2 milhão.

“Este projeto vai contribuir também para melhorar a acessibilidade do local, unindo as duas calçadas da Avenida Ary Parreiras e a praça, com o traffic calming que será feito na travessia de pedestres”, afirma a secretária municipal de Conservação e Serviços Públicos (Seconser), Dayse Monassa.

Antes mesmo de ser inaugurada oficialmente moradores já ocuparam o espaço levando crianças para brincar e utilizando a academia da terceira idade.

“Adorei esse espaço desta forma. Ficou lindo .Já estou aproveitando a academia", disse Clotides da Silva Ribeiro, de 60 anos, moradora da Ary Parreiras.

Foto: O Fluminense









Com o auxílio de drones, prefeitura de Niterói derrubou 116 construções irregulares em dois anos e meio



Tecnologia: técnico usa drone para monitorar área em que investiga existência de construções irregulares - Pedro_Teixeira / Agência O Globo


Região com maior incidência é a Zona Norte, com 69 casos

Giovanni Mourão

NITERÓI — Em dois anos e meio, desde a criação do Grupo Executivo para o Crescimento Ordenado e Preservação das Áreas Verdes (Gecopav), a prefeitura já demoliu 116 construções irregulares na cidade. As ações do grupo contam com o apoio de drones para garantir uma fiscalização mais eficaz em áreas de preservação da cidade há cerca de dois anos. Isso, garantem os técnicos, não só evita novas invasões e desmatamentos, mas permite a recuperação natural de áreas que antes haviam sofrido algum tipo de intervenção humana. O trabalho já impediu o avanço de outras 101 obras, por meio da instauração de processos na Justiça, e mais 24 imóveis têm as construções embargadas, aguardando decisão judicial, devido à atuação do grupamento.

A Zona Norte é a campeã de demolições, com 69 casos, sendo 60 no Caramujo. Em segundo lugar está a Zona Sul, com 20 ocorrências, oito delas em Charitas, bairro com maior incidência. A Região Oceânica já teve 18 construções irregulares derrubadas, dez delas em Piratininga. Pendotiba e região central tiveram, respectivamente, cinco e quatro casos.

Drones e rondas

Segundo o coordenador do Gecopav, Wilton Ribeiro, o grupo já fiscalizou mais de 600 áreas pela cidade. Ele conta que, além dos drones, as ações são realizadas por meio das Rondas Ostensivas de Meio Ambiente (Roma) diárias. Denúncias de moradores, de outros órgãos públicos e do próprio Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ) também ajudam:

— Niterói está cada vez mais forte e trabalhando para que tragédias como a do Morro do Bumba, em 2010, não aconteçam mais. Não podemos corrigir erros cometidos há mais de 40 anos que geraram esse crescimento desordenado, mas, com certeza, temos conseguido ótimos resultados e vimos freando quem tenta fazer novas invasões.

Segundo Ribeiro, uma das construções irregulares que mais surpreenderam o grupo ocorreu em junho: uma estrutura estava sendo iniciada em logradouro público, na Rua Moacir Padilha, próximo ao Morro do Estado, em área de contenção de encosta. Em relação às 24 construções embargadas — que incluem até invasão de ruas e calçadas —, Ribeiro explica que já foram suspensas por estarem em locais não permitidos. Houve porém, recursos judiciais impetrados pelos construtores:


Irregular: retroescavadeira é usada para demolição em área de contenção no Morro do Estado - Prefeitura de Niterói


— Identificamos o início de construções, intimamos os responsáveis e, após esgotados os recursos, ordenamos a demolição. Assim, estamos conseguindo que as edificações irregulares sejam impedidas logo no começo — explica.

Ele detalha ainda que 22 das 24 construções embargadas ficam em São Lourenço. As outras duas estão situadas no Badu e no Ingá.

Na tentativa de conscientizar a população, o grupo vem colocando marcos delimitadores nas fronteiras de áreas de preservação, alertando sobre a proibição de construções naqueles locais: o primeiro foi instalado em março deste ano no Morro do Eucalipto, próximo ao Horto no Fonseca. O segundo foi implantado no mês passado, na comunidade do Rato Molhado, em Itaipu, na divisa com os limites da Reserva Ecológica Darcy Ribeiro.

— A colocação dos marcos é mais um aviso de que as áreas verdes e encostas estão sendo monitoradas e que construções irregulares não serão permitidas — afirma Ribeiro.

Além dos imóveis derrubados e embargados, 101 obras foram impedidas de continuar após as ações: 79 na Região Oceânica, oito em Pendotiba, oito na Zona Sul, cinco na Zona Norte e uma no Centro.

Para fazer a fiscalização, o Gecopav conta com a parceria de Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (Seconser), Defesa Civil, Secretaria de Ordem Pública (Seop) e Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade (Smarhs). Em determinadas situações também é solicitado o apoio da Polícia Militar. A própria população pode colaborar enviando denúncias à Ouvidoria pelo telefone 3523-8404, pelo e-mail gecopav@gmail.com ou pelo aplicativo Colab.re. Em casos emergenciais, o denunciante pode recorrer ao Centro Integrado de Segurança Pública Niterói (Cisp), pelo 153.




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sábado, 4 de agosto de 2018

NITERÓI RESILIENTE: Obras de contenção na reta final



Travessa Jurandir está recebendo solo grampeado e caneletas de drenagem. Foto: Leonardo Simplício / Prefeitura de Niterói


Investimento da Prefeitura de Niterói na Zona Norte da cidade chegou a R$ 19,7 milhões

Em Niterói, o segundo semestre será marcado pela conclusão de obras de encostas em diferentes pontos. As intervenções que acontecem na Travessa Jurandir, Rua Selma, Bombeiro Américo e Jerônimo Afonso, no Caramujo, entraram na reta final. No Morro do Bonfim, Fonseca, o trabalho também está sendo finalizado. Para estas obras na Zona Norte, o investimento da Prefeitura de Niterói é de aproximadamente R$ 19,7 milhões.

A Travessa Jurandir está recebendo a técnica de solo grampeado e caneletas de drenagem. O investimento é de R$ 3,8 milhões. Na Rua Selma foi feito o concreto projetado com tirantes com recursos na ordem de R$ 1,2 milhão. Na Rua Bombeiro Américo foram abertas duas frentes de trabalho. Em um dos pontos, foram implantadas duas cortinas atirantadas e guarda-corpo. E agora está sendo feita a última parte da segunda cortina atirantada. Para esta obra, o município investiu cerca de R$ 6,1 milhões. Na Jerônimo Afonso, onde está sendo investido R$ 640 mil, equipes trabalham na perfuração e ancoragem da rocha.

Já no Morro do Bonfim foram colocadas cortinas atirantadas, solo grampeado, estruturas estabilizadoras e guarda-corpo. Também foi feito a escada de acesso comunitário. Agora, será feita a pavimentação da via principal. O investimento foi de R$ 7,6 milhões.

“A gestão municipal tem investido como nunca em obras de contenção que já atingem em torno de R$150 milhões em cinco anos de governo. Essas obras nem sempre são vistas pela população, mas permitiram que nos últimos anos nenhuma vida fosse perdida por deslizamentos de terra em Niterói”, afirma o secretário municipal de Obras, Vicente Temperini.

Em andamento - Novas frentes de trabalho foram iniciadas no Morro do Arroz e no Morro do Estado, no Centro; Rua Jonathas Botelho, no Cubango; Santa Bárbara; e Rua São Paulo, na Ponta D’Areia. Na Rua Jonatas Botelho, equipes trabalham na preparação dos painéis para a concretagem da cortina atirantada. Com investimento de R$ 9 milhões, o projeto prevê a implantação de cortina atirantada, vigas estaqueadas, concreto projetado, estruturas estabilizadoras, biomanta com tela, instalação de guarda-corpo, caneleta de drenagem e escada de acesso.

No Morro do Estado, na região central de Niterói, as intervenções que acontecem na Rua Moacir Padilha trarão muitas melhorias para quem vive no bairro. Já foi realizada a limpeza do talude e a colocação do guarda-corpo da praça. Agora, equipes trabalham na perfuração dos tirantes da placa atirantada. Em seguida, iniciarão o jateamento de concreto e o concreto projetado. Já no Morro do Arroz, também localizado no Centro, serão utilizadas as técnicas de cortina atirantada, vigas estaqueadas e solo grampeado.

As obras de contenção de encostas na Rua São Paulo, nº 121 e 122, no bairro da Ponta D’Areia começaram no mês passado e seu andamento está dentro do cronograma previsto. As intervenções incluem a ancoragem e desmonte de blocos rochosos, limpeza do talude e colocação de barreiras de proteção para prevenir deslizamentos de terra. A obra de contenção em Santa Bárbara tem investimento de R$ 319.858,47 e inclui a colocação de cortina atirantada, sistema de drenagem superior, calçada superior e inferior, guarda-corpo e muro.

Fonte: O Fluminense









NITERÓI DE BICICLETA: Número de ciclistas aumenta a cada dia nas ruas de Niterói



Segundo estudo, Niterói se destaca na integração modal, quando a bicicleta é usada em conjunto com outro transporte. Foto: Douglas Macedo


Carolina Ribeiro

Implantação do bicicletário e destaque positivo na integração modal são fatores que atraem novos usuários

Apesar do crescimento do uso da bicicleta como meio de transporte na cidade, ciclistas de Niterói enfrentam problemas de insegurança no trânsito diariamente, assim como falta de infraestrutura adequada da malha cicloviária, e apontam que, caso houvesse mais estrutura nestes fatores, seriam motivados a pedalarem mais. É o que mostra a pesquisa Perfil do Ciclista 2018, organizada pelo grupo Transporte Ativo, com o objetivo de fornecer informações a gestores públicos na tentativa de promover o transporte cicloviário. Ainda segundo o estudo, a cidade se destaca na integração modal, quando a bicicleta é usada em conjunto com outro transporte. A informação é corroborada pelo Grupo Mobilidade Niterói, que informou que a implantação do bicicletário foi a obra que mais causou impacto positivo na circulação de bicicletas, trazendo novos usuários.

Ainda segundo o grupo, na Avenida Ernani do Amaral Peixoto houve um crescimento de 44,11% se compararmos o segundo trimestre de 2017 com o segundo trimestre de 2018, o que corresponde a um salto de 188,2 ciclos/hora para 280,3. Ainda segundo o grupo, na Avenida Marquês do Paraná, a última contagem constatou 308 ciclos/hora em julho de 2017. O trecho estudado foi entre a Rua Doutor Celestino e a Rua Miguel de Frias.

A pesquisa Perfil do Ciclista 2018 constata que a falta de segurança no trânsito e de infraestrutura adequada foi apontada como o principal problema enfrentado no meio de transporte por 43,7% dos entrevistados – não há informação da amostragem na cidade. Para 47,6% e 30,3% dos consultados, mais infraestrutura e mais segurança no trânsito, respectivamente, são os fatores que os motivariam a pedalar mais.

Em todo o Brasil, a segurança no trânsito foi o maior problema (40,8%), seguido da falta de infraestrutura (37,9%). Em relação a que fatores seriam incentivadores, também estão a melhoria da infraestrutura (47,6%) e a segurança (30,3%). A técnica de laboratório Vânia Gentil, de 58 anos, diz que antes havia menos opção na malha cicloviária da cidade, mas destacou que pode melhorar.

“Tem que ter mais ligação entre as ruas. E é preciso respeito no trânsito, os motoristas jogam os carros em cima da gente”, comentou, completando que utiliza a bike para trabalhar, lazer e ainda incentiva o filho no pedal.


Bicicletário Arariboia, junto à Estação das Barcas, no Centro de Niterói.


Entre os motivos que fizeram os munícipes começarem a pedalar em Niterói, está a praticidade e rapidez com que o trajeto é finalizado (55,5%), além de ser mais barato (22,7%) e mais saudável (15,5%). Após o início do uso, a principal razão para a continuidade também é a praticidade e rapidez (58%), porém, continuam por ser mais saudável (22,9%) e depois mais barato (15,9%). Os trajetos mais utilizados no uso da bicicleta são a ida ao trabalho (76%), lazer (72,8%), compras (63,8%) e escola/faculdade (38,1%).

Na cidade, 66% dos ciclistas usam a bicicleta em combinação com outro modo de transporte nos trajetos semanais. Já na média nacional, apenas 18% usam o meio em conjunto a outros. Para o diretor da Transporte Ativo e coordenador-geral da pesquisa, Zé Lobo, este é um dos mais importantes itens de um bom planejamento cicloviário.

“Levantamos os dados, mas ainda não analisamos caso a caso das diferentes cidades. Porém, Niterói se destaca na integração modal, quando a bicicleta é usada em conjunto com outro transporte. Dentre as capitais que participaram da pesquisa, é a com maior percentual”, aponta.

O metalúrgico Bruno Nascimento, de 36 anos, sempre usou a bicicleta como meio de transporte e incorporou o equipamento ao dia a dia desde que começou a trabalhar, pois ganha tempo, economiza passagem e ainda faz exercício. Ele diz que motoristas continuam sem respeitar e falta conscientização.

Integrante do coletivo Pedal Sonoro, grupo da cidade mobilizado pela maior qualidade de serviço oferecido aos ciclistas, Luís Araujo reafirma que a pesquisa não deixa dúvidas quanto à preocupação do usuário niteroiense sobre a falta de segurança no trânsito.

“O número de ciclistas vem aumentando exponencialmente, mas a pouca e a baixa qualidade cicloviária e ausência de campanhas educativas e de fiscalização dificultam ou mesmo impedem que mais pessoas utilizem a bicicleta na cidade”, diz.

Dos entrevistados de Niterói, 45,2% deles pedalam há mais de cinco anos, enquanto 15,4% começaram a menos de 6 meses. A maioria utiliza a bicicleta entre 5 (39,4%) e 7 (35,1%) dias por semana, sendo que 60,4% usa a bike entre 10 e 30 minutos no trajeto mais frequente, e apenas 1,1% leva mais de 1h. A faixa etária dos usuários mais comum é de 15 a 24 anos (27,4%), seguida de 25 a 34 (25,9%), 35 a 44 (21,2%) e 45 a 54 (13,7%).

A pesquisa, organizada pela Transporte Ativo e pelo Laboratório de Mobilidade Sustentável da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LABMOB-UFRJ) abrange 25 cidades de diferentes regiões brasileiras e outras 4 cidades da América Latina. No Brasil, foram entrevistados 7644 ciclistas entre setembro de 2017 e abril de 2018.

A Prefeitura de Niterói informou que Niterói conta, atualmente, com uma malha cicloviária de 40 quilômetros. A prefeitura planeja implantar cem quilômetros de malha cicloviária nos próximos três anos, sendo 57 quilômetros na Região Oceânica. A TransOceânica foi toda planejada levando em conta o uso da bicicleta, inclusive, no túnel Charitas-Cafubá. Foram construídas ciclovias na região e todas as estações do BHS serão dotadas de bicicletários. O Executivo informou que está aberta consulta pública do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável, que apontará diretrizes para o desenvolvimento do setor nos próximos dez anos.

Fonte: O Fluminense