segunda-feira, 7 de setembro de 2009

50 anos da primeira medalha da vela brasileira


Ontem, dia 06 de setembro, o Iate Clube Brasileiro fez uma bela homenagem aos velejadores niteroienses Axel Schmidt, Erik Schmidt (os gêmeos do Mar) e Antonio Figueira Barbosa (o Pezinho), tripulates da equipe brasileira da classe Lightning, que conquistou a primeira medalha de ouro da vela brasileira, nos Jogos Pan Americanos de Chicago, em 1959.


O título dos velejadores foi o primeiro de muitos que vieram depois, conquistados por atletas na vela de Niterói, com uma especial predominância dos velejadores do Rio Yacht Club. Axel, Erik e Barbosa consolidaram a fama da cidade no esporte, que mesmo antes da conquista, já era conhecida no meio da vela como "A Academia", pela qualidade de seus velejadores.


Parabens aos homenageados, ao Iate Clube Brasileiro pela iniciativa e a Niterói, que mais uma vez mostra que merece ser reconhecida como a Capital Brasileira da Vela.
Nos últimos dias, ao ser anunciada a homenagem, velejadores do ICRJ contestaram o ineditismo do título dos velejadores de Niterói, alegando que a primeira medalha teria sido conquistada nos primeiros Jogos Panamericanos da história, realizado em Buenos Aires, em 1951. O sempre bem informado "Pezinho", tirou a dúvida: Em Buenos Aires, a vela era um esporte de exibição e, apenas dois barcos disputaram, um do Brasil (Roberto Bueno) e outro da Argentina, tendo as tripulações terminado nessa ordem.
Em Chicago, a disputa era oficial, havia um número significativo de países disputando e a regata teve bom nível técnico, com alguns dos elhores velejadores da classe no mundo.
Parabens!!!

Falecimento do Nicanor

Nicanor com Valmir, outra querida figura do Rio Yacht Club

O Rio Yacht Club perdeu um de seus mais queridos personagens. O marinheiro Nicanor. Com mais tempo de clube o que qualquer outro frequentador, Nicanor viu passar e ajudou a formar muitas gerações de velejadores campeões no mais tradicional clube de vela do Brasil.
Saudades eternas desse velho marujo

domingo, 6 de setembro de 2009

Projeto Grael seleciona profissional


Coordenador Local de Projetos – Três Marias (MG) - Instituto Rumo Náutico / Projeto Grael

O IRN/Projeto Grael, instituição sem fins lucrativos, busca profissional para a seguinte vaga: Coordenador Local de Projetos
Perfil desejado:

• Superior Completo;

• Vivência na coordenação de equipes;

• Experiência em implementação de projetos voltados ao esporte educacional e/ou qualificação e inserção de jovens no mercado de trabalho;

• Conhecimento básico das temáticas sociais; Criança, Adolescência e Juventude; cidadania; educação ambiental

• Articulação, mobilização e implementação de redes;

• Experiência na condução de reuniões e eventos com diferentes atores sociais – públicos e privados;

• Facilidade na elaboração de relatórios e sistematização de dados;

• Disponibilidade para viagens;

• Necessário ter CNH;

• Domínio em Word, Excel, PowerPoint e internet;

• Disponibilidade para trabalhar na cidade de Três Marias (MG) de segunda a sexta-feira.


Atribuições do cargo:

• Coordenar a unidade do Projeto Grael em Três Marias;

• Desenvolver e gerenciar parcerias institucionais com os três setores;

• Assegurar a operacionalização do projeto desde o planejamento até sua conclusão;

• Planejar, acompanhar e avaliar os resultados dos projetos;

• Coordenar equipes;

• Preparar relatório técnico periódico das atividades elaboradas nos projetos para prestação de contas.
Interessados devem enviar Curriculum Vitae somente para o endereço secretaria@projetograel.org.br, indicando no "assunto" da mensagem: "Vaga Coordenador Local de Projeto - Três Marias".

sábado, 5 de setembro de 2009

Recorde de velocidade a vela


L’Hidroptère, um fantástico trimarã hightech francês construído para bater o recorde mundial de velocidade de um barco a vela, pode ter cumprido o seu objetivo ontem. André Thébault e sua tripulação velejaram sob ventos de 28 nós, em Hières, na França e bateram o recorde mundial para a distância de 500 metros, com uma velocidade de 51,36 nós. A marca anterior (50,57 nós) era do também francês que a registrou na costa da Namíbia, no ano passado, com um kytesurf. O l’Hydroptère também superou a velocidade registrada anteriormente para os 1000 metros, aumentando de 43,09 nós para 48,72 nós. Durante o trajeto, a velocidade máxima atingida foi de incríveis 55,5 nós (103 km/h). Além de ser um multicasco, o l’Hydroptere é provido de “hidrofoils”, dispositivos como esquis, sobre os quais o trimarã eleva-se quando atinge velocidades maiores, diminuindo, assim, o deslocamento (a resistência da água) e permitindo as altas velocidades. O recorde do l’Hydroptère ainda depende da homologação do WSSRC, da ISAF.

Quem cuida da Baía de Guanabara?



Há algo extraordinariamente importante acontecendo diante de todos nós, mas poucos percebem: a Baía de Guanabara está sofrendo uma rápida transformação. Historicamente, a Baía de Guanabara foi destinada a usos tradicionais como: o transporte, a indústria, a atividade portuária, a pesca, o esporte, o lazer em suas praias, o turismo, a contemplação... Enfim, múltiplos usos que fizeram da Baía de Guanabara uma parte integrante, não só da paisagem, mas da vida das cidades do seu entorno.

No entanto, um massivo investimento está fazendo da Baía um importante centro logístico offshore, atividade esta que, com o crescimento do setor do petróleo com a chegada do Pré-Sal, será cada vez mais demandante de ainda mais infraestrutura e logística.

A Baía já é palco operacional da REDUC, Manguinhos, Porto do Rio e de Niterói, estaleiros de construção naval e reparos, etc. Chegam agora, o Comperj, GNL, infraestrutura do Plangás, etc. Rapidamente, a atividade petroleira e outras correlatas, estão superando os demais usos e podem sufoca-los e até inviabiliza-los?

E quem cuida disso? Quem media esses interesses e, principalmente, protege o meio ambiente da Baía de Guanabara e do seu entorno diante do crescimento dessa atividade de alto potencial poluidor?

No atual cenário institucional, são várias as autoridades que têm responsabilidades sobre essa gestão: a Marinha (DPC/Capitania dos Portos), Secretaria de Estado do Ambiente/INEA-Instituto Estadual do Ambiente, Docas, Municípios, AGETRANSP (agência reguladora do Estado), IBAMA, CEDAE, etc? Se o Rio vencer a disputa para os Jogos Olímpicos de 2016, até o COB mandará na Baía de Guanabara, já que a mesma abrigará as competições de vela e, portanto, estará sujeita às regras olímpicas. Com tantos caciques, falta articulação, e nenhuma destas instituições isoladas são capazes de atender a toda a demanda de gestão, regulação e recuperação que a Baía precisa e merece.

UM NOVO MODELO DE GESTÃO: É a nossa opinião, que seria preciso estrutur uma autoridade da Baía da Guanabara, aos moldes das "Bay Authorities" que existem em outros países. Não seria mais um órgão a somar-se aos demais - com uma nova burocracia superposta às já existentes - mas uma autoridade com perfil colegiado, integrador das demais responsabilidades institucionais e que fosse a referência, perante a população e os múltiplos usuários, para dotar a Baía de um zoneamento e de normas de aproveitamento. A "Autoridade da Baía" seria um maestro para reger a orquestra de músicos (as instituições existentes) para que todos toquem a mesma música, de forma harmônica e inspiradora. A autoridade da Baía poderia Agência de Bacia ou ter o formato de uma agência reguladora, mas o importante é que não precise de uma grande estrutura, pois será apoiada pelas demais organizações, cabendo-lhe a ação de integração, inteligência, planejamento e regulação.

Hoje, vemos os conflitos de uso crescerem e se tornarem cada vez mais complexos e preocupantes. O desproporcional crescimento do setor petroleiro como player estratégico, com a sua grande capacidade econômica e com a consequente influência política, tende a alcançar uma supremacia cada vez maior sobre outros interesses. É o que vemos acontecer com as unidades de conservação (Guapimirim), as iniciativas de conservação dos botos da Baía de Guanabara, com a pesca, etc. Assim, sem uma autoridade da Baía, seremos levados a uma visão tendenciosa e distorcida das potencialidades e vocações da Baía, que poderá atrofiar os demais usos. Essa unilateralidade, poderá impor usos que nem sempre serão convergentes para o interesse maior de toda a coletividade e da sustentabilidade da Baía. Sem esse novo ente multi ou supra setorial, mediador e formulador de políticas integradas, os problemas se agravarão e poderemos perder definitivamente preciosas oportunidades.

Axel Grael
Engenheiro florestal, ambientalista e velejador na Baía de Guanabara.



sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Torben e Scheidt juntos no Luna Rossa


Começa amanhã, em Porto Cervo, na Sardenha, Itália, a Maxi Yacht Rolex Cup, uma regata dos sonhos, onde as mais modernas e sofisticadas máquinas de regata se encontram. E nesse ano, não só os impressionantes barcos de regata chamarão atenção: a bordo do barco italiano Luna Rossa, um STP 65 (65 pés) de Patrizio Bertelli, estarão juntos os dois maiores medalhistas olímpicos brasileiros, Torben Grael (será o tático) e Robert Scheidt (timoneiro). Serão dois velejadores e nove medalhas olímpicas brasileiras levando a equipe do Luna Rossa, pela qual Torben já disputou três America’s Cup, para a vitória. Normalmente, adversários na Classe Star, a presença de Torben e Robert é considerado pela imprensa européia como as maiores atrações do evento.
Publicado na Coluna Rumo Náutico, Jornal O Fluminense

Licenças ambientais e sindicatos

Criou-se uma grande polêmica em torno de uma iniciativa do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que através de um ato administrativo entre o seu ministério e o IBAMA, que determina que as licenças ambientais sejam submetidas, previamente à sua expedição, a uma consulta a sindicatos e centrais sindicais. Concordamos com o ministro Minc, que sindicatos são importantes interlocutores sociais e que os mecanismos de participação igualitária no processo de decisão ambiental precisam ser aperfeiçoados e ampliados, mas será que essa solução é a ideal? Sempre foi a nossa opinião, que as atuais Audiências Públicas realizadas nos licenciamento ambientais são insuficientes. No entanto, assim como sindicatos, outras organizações da sociedade civil e outros atores sociais (associações ambientalistas, comunitárias, associações técnicas, etc.) são também necessários no processo de consulta. Por que, então, só as organizações sindicais passarão a ser objeto de consulta obrigatória? Há forte movimentação no setor empresarial contra a medida, por considerarem que a mesma é inconstitucional e que se trataria de uma iniciativa política do ministro para reforçar a sua base de sustentação política. Parece-nos que a argumentação empresarial carrega forte carga de preconceito e estereótipos. Torcemos que o debate resulte no aperfeiçoamento das instâncias participativas no licenciamento ambiental.

Publicado na Coluna Rumo Náutico, Jornal O Fluminense

Melhorar o clima


A Agência Ambiental Européia acaba de lançar um relatório com a atualização do Inventário de Emissões Atmosféricas dos países da Comunidade Européia. Os resultados são alentadores e mostram que as emissões estão diminuindo pelo quarto ano consecutivo e, que para alguns compostos, os resultados são surpreendentes. Segundo os dados do relatório, em 2007, as emissões de óxidos de enxofre (SOx) nos países da Comunidade Européia caíram para 72% dos valores registrados em 1990. Os outros gases que causam a formação de Ozônio ao nível do solo (o Ozônio nas camadas superiores da atmosfera é indispensável para a vida na terra. No nível do solo é um poluente) continuam em declínio. Dentre esses gases, o monóxido de carbono (CO) teve queda de 57%, compostos orgânicos voláteis não-metano (VOC-NM) diminuíram 47% e os compostos de nitrogênio (NOx) caíram 36%. Um alerta importante é que as reduções que dependem diretamente do cidadão tem tido reduções menores: as emissões residenciais (principalmente calefação) estão entre as maiores contribuições para a poluição por poeira (PM 2,5: partículas menores que 2,5 micra), poluente que teve um decréscimo de apenas 2% de 2006 para 2007, e 12% desde o ano 2000. A maior preocupação das autoridades ambientais européias, no entanto, é a poluição causada pelo transporte, principalmente automóveis. A indústria foi o setor que mais contribuiu com as reduções de emissões, enquanto a agricultura é a principal fonte de amônia. Para fazer o download do relatório, acesse
http://www.eea.europa.eu/publications/lrtap-emission-inventory-report-1990-2007

Entrevista sobre o Projeto Grael

Ouça nesta sexta feira, dia 04/09, às 10:05, entrevista de Axel Grael sobre o Projeto Grael no Programa Visão Social www.ufrgs.br/radio.

O "Visão Social" é um site do Rio Grande do Sul, que promove debates e divulga informações sobre o Terceiro Setor e sobre Responsabilidade Social. Para acessar o site, clique na setor "sites recomendados", na coluna a direita do Blog.

Não esqueça de postar os seus comentários depois de ouvir a entrevista.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Empresa Amiga do Projeto Grael

NOVA INICIATIVA APROXIMA EMPRESAS E O PROJETO GRAEL

Visando o aperfeiçoamento continuado da qualidade do seu programa Profissionalizante, o Projeto Grael implanta o programa "Empresa Amiga do Projeto Grael".

O que é? A empresa não é exatamente uma patrocinadora, mas dará oportunidades profissionais aos nossos alunos.

Como? Sempre que for contratar profissionais com o perfil dos que nós formamos (fibra de vidro, marcenaria, eletrônica, mecânica Diesel e motor de popa), as empresas darão uma oportunidade para que nossos alunos sejam entrevistados para a vaga também.

Contrapartida da Empresa? A empresa manterá um acompanhamento crítico do programa profissionalizante que nós oferecemos e sugerirá aperfeiçoamentos e atualizações nos conteúdos do curso.

Quem ganha com isso? Os três lados ganham:

EMPRESA: Como a própria empresa ajuda a manter a qualidade do nosso programa Profissionalizante, a chance de termos o profissional que eles procuram é muito grande.

ALUNO: O aluno ganha mais oportunidades de inserção no mercado de trabalho.

PROJETO GRAEL: O Projeto Grael cumpre a sua missão de oferecer oportunidades de inclusão social com a ajuda dos barcos e atrai mais jovens para os seus programas.

Caso a sua empresa tenha interesse, entre em contato com o e-mail: grael@rumonautico.org.br