sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Manifesto pela Educação Nova no Brasil, lançado há 8 décadas, continua atual
Em 1932, notáveis como Anísio Teixeira, Fernando Azevedo, Cecília Meirelles e Afrânio Peixoto cobraram escola gratuita, laica e de qualidade no país, sem discriminações
Dirigido ao povo brasileiro e aos governos, um manifesto lançado por um grupo de notáveis, em 1932, indicava a prioridade das prioridades do país: a educação. Ousado para a época e ainda atualíssimo oito décadas depois, o documento assinado por educadores, escritores e intelectuais chamava a atenção das autoridades e da sociedade para a necessidade de reformar o sistema educacional e investir na escola pública, obrigatória, essencial ao desenvolvimento do Brasil. Entre os pioneiros da educação nova, signatários do manifesto, estavam Anísio Teixeira, Fernando de Azevedo, Cecília Meirelles, Afrânio Peixoto, Roquette Pinto, Hermes Lima, Paschoal Leme e Lourenço Filho.
“Na hierarquia dos problemas nacionais, nenhum sobreleva em importância e gravidade ao da educação. Nem mesmo os de caráter econômico lhe podem disputar a primazia nos planos de reconstrução nacional”, dizia o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. Publicado na íntegra pelo jornal O GLOBO, em 28 de março de 1932, o documento afirmava que “é impossível desenvolver as forças econômicas ou de produção, sem o preparo intensivo das forças culturais e o desenvolvimento das aptidões à invenção e à iniciativa, que são os fatores fundamentais do crescimento de riqueza de uma sociedade”.
Divulgado em meio à reorganização do Estado brasileiro após a Revolução de 30, no governo de Getúlio Vargas, o manifesto contrariava a Igreja Católica da época, por defender também uma escola laica e gratuita. Responsáveis pela educação de tradição religiosa, voltada para a formação de uma elite intelectual, as ordens ligadas ao catolicismo mantinham colégios particulares em todo o país.
O documento — que poderia se encaixar na agenda de discussão dos atuais candidatos a presidente da República — também pregava a necessidade de se criar uma escola de qualidade no Brasil, em sistema integral e acessível a todos, sem discriminação de classes ou de gênero. Para isso, era preciso investir nos professores, com “formação e remuneração equivalentes que lhe permitam manter, com eficiência no trabalho, a dignidade e o prestígio indispensáveis aos educadores”.
Três anos após o lançamento do manifesto e depois de ocupar o cargo de diretor da Instrução Pública do Distrito Federal (equivalente a secretário de Educação do Rio de Janeiro), Anísio Teixeira liderou a criação, em 1935, da Universidade do Distrito Federal. O projeto de Teixeira, então com 35 anos, foi inspirado num modelo de fomento à ciência e à tecnologia desenvolvido nos Estados Unidos, onde o educador estudara, nos anos 20, na Universidade Columbia (assim como o sociólogo e antropólogo Gilberto Freyre).
Na Universidade do Distrito Federal ensinavam prestigiados pesquisadores e artistas, como Villa-Lobos, Mário de Andrade e Portinari. Mas o sonho terminou durante a ditadura do Estado Novo (1937-1945), instaurado por Vargas. Contestada pelo ministro da Educação, Gustavo Capanema, a universidade acabou fechada por decreto, em 1939.
Nas décadas seguintes, porém, a utopia de Anísio Teixeira — autor da célebre frase “educação não é um privilégio, é um direito” — inspirou projetos educacionais espalhados pelo país, desde escolas de ensino básico até o nível superior. Com a ajuda dos educadores e intelectuais que também apoiavam as ideias de uma educação como base da democracia no país, Teixeira idealizou, por exemplo, a Universidade de Brasília (UnB), junto com Darcy Ribeiro. Conselheiro para assuntos de educação de Juscelino Kubitschek, o educador foi convidado pelo presidente para fazer o plano educacional da nova capital da República, criando então a UnB, em 1962, com uma estrutura defendida desde a experiência da Universidade do Distrito Federal, na década de 30.
Fonte: O Globo
Leia o MANIFESTO DA EDUCAÇÃO NOVA
UFF ganha novo Centro de Artes nesta sexta-feira
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| Espaço será o mais completo de Niterói e um dos mais modernos do País. Foto: Divulgação / UFF |
Chailon Conceição
Espaço será o mais completo e moderno de Niterói com espaço vários espaços. Valor investido para reforma e reestruturação do local foi de R$ 10 milhões
A Universidade Federal Fluminense (UFF) inaugura nesta sexta-feira, às 17h, o Centro de Artes (Ceart). O prédio que abrigou um dos cinemas mais famosos da cidade foi reconstruído para dar lugar ao novo espaço cultural. Com a inauguração, o espaço será o mais completo de Niterói e um dos mais modernos do País, reunindo o Cine Arte UFF, o Teatro da UFF, a Galeria de Arte UFF, o Espaço Aberto UFF e o Espaço UFF de Fotografia. O valor investido no Centro é de R$ 10 milhões.
“Levantamos um novo cinema dentro do que existe de mais moderno e seguro. Uma obra difícil porque tivemos que reforçar a estrutura da reitoria, trocar todas as tubulações e, em função destas questões, a obra demorou para ser concluída. Para ter uma ideia, realizamos importações de mais de cinco países. Um desses equipamentos foi preparado para transmitir filmes antigos. Sempre acreditei que a população de Niterói e São Gonçalo mereciam um equipamento cultural como esse”, afirmou o reitor Roberto Salles.
Na produção de eventos, o Ceart viabilizará ainda a realização de cursos, palestras, seminários, debates e workshops. Essa programação diversificada, que inclui um dos projetos mais antigos, o UFF Debate Brasil, fez com que o conjunto de espaços recebesse até dezembro de 2009 cerca de 120 mil pessoas.
Segundo Roberto Salles, o Cinema é equipado com os mais modernos equipamentos de cinema profissionais, permitindo não só a exibição de filmes do circuito comercial, como também produções audiovisuais alternativas em seus diversos formatos. Ele conta ainda com um espaço adequado para apresentações da Orquestra Sinfônica Nacional da UFF, além de equipamentos de som e de iluminação para pequenas apresentações musicais ou de palestrantes.
Já o teatro conta com uma nova vestimenta cênica, a mais completa iluminação cênica para os espetáculos, com novo sistema de refletores e um novo grid de iluminação, proporcionando maior economia de energia. Todos os eventos que ocorrerem no Centro de Artes poderão ser registrados em áudio e vídeo profissionais e poderão ser transmitidos, simultaneamente à sua realização, pela internet ou para outros espaços na Reitoria.
Um sistema de vigilância, com monitoramento por câmeras foi instalado para a segurança do público, das obras expostas na galeria e dos equipamentos do Centro.
Fonte: O Fluminense
Prefeitura inaugura obras do Módulo do Médico de Família do Maravista
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| Unidade agora tem consultório odontológico e três equipes médicas para atender cerca de 6 mil moradores.Foto: Divulgação / Bruno Eduardo Alves |
04/09/2014 - A Prefeitura de Niterói inaugurou na tarde desta quinta-feira (4.9) as obras de reforma e ampliação do módulo do Médico de Família Comandante Manoel Piñeiro Lozada, no Maravista, Região Oceânica da cidade.
A obra integra o conjunto de intervenções em unidade básicas de saúde do programa Mais Saúde, cujo objetivo é a expansão da rede básica de saúde no município. A Prefeitura de Niterói já inaugurou as obras de ampliação e reforma do módulo do Médico de Família Drº Abelardo Ramirez, em Matapaca, e a Clínica Comunitária da Família do Badu, também na Região de Pendotiba. As próximas unidades a serem entregues são as de Várzea das Moças, Barreto, Morro do Estado, Preventório, Baldeador, Santa Bárbara e Souza Soares.
A unidade do Maravista, que oferecia apenas atendimento médico, agora também conta com consultório odontológico, além de salas para vacinação, pré-consulta, curativo, coleta de sangue e farmácia. O módulo tem três equipes médicas formadas por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e dois agentes de saúde para o atendimento de cerca de 6 mil moradores do bairro cadastrados.
O prefeito destacou a importância nos investimentos que vem sendo realizados nas unidades de saúde básica do município.
"A atenção básica previne a doença e tem o papel fundamental de assistir o cidadão. Estamos trabalhando firme para reconstruir a atenção básica em Niterói que, infelizmente, foi desorganizada nos anos recentes. Essa ampliação que estamos fazendo em vários módulos, inserindo a saúde bucal e oferecendo melhor ambiente e melhores condições de desenvolvimento do trabalho das equipes, com certeza vai se refletir na assistência à população, sobretudo para quem mais precisa da saúde pública”, disse o prefeito.
O chefe do Executivo municipal também ressaltou que a atenção básica é uma prioridade de sua gestão. “Estamos cuidando da área hospitalar, construindo o novo Getulinho, o novo Mário Monteiro, recuperando a urgência e a média complexidade, mas priorizamos e temos um olhar muito especial para a atenção básica porque é ela que permite a melhoria dos indicadores de saúde em Niterói. Estou muito feliz de estar aqui com essa equipe abnegada e compromissada. Eu tenho certeza que, ao fim de quatro anos de muito trabalho, a rede de saúde de Niterói será referência no Rio de Janeiro e no Brasil”, afirmou.
A secretária municipal de Saúde, Solange Regina de Oliveira, disse que essa nova unidade garantirá qualidade aos serviços prestados à população. “Essa inauguração é mais um marco da estratégia nacional que se transformou o programa Médico de Família. A expansão da saúde básica é uma marca deste governo, levando saúde para quem mais precisa. Essa é uma conquista de todos os profissionais de saúde e da comunidade”, destacou a secretária.
Também participaram da solenidade o administrador da Região Oceânica, Carlos Boechat; diretores da Secretaria de Obras e da Emusa, além de funcionários a presidente da Associação de Moradores do Maravista, Eli Menezes.
Fonte: Prefeitura de Niterói
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População comemora reabertura da Biblioteca Popular Silvestre Mônaco
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| Carlos Mônaco ficou emocionado durante a cerimônia com o prefeito.Foto: Evelen Gouvêa |
Milena Bouças
Moradores da Ilha da Conceição em Niterói dispõem agora do funcionamento da biblioteca que foi reaberta pela prefeitura. Mais dois acervos de livros serão inaugurados na Zona Norte
Moradores da Ilha da Conceição deram mais um passo importante na área educacional. Isso porque, a Prefeitura de Niterói reabriu a Biblioteca Popular Silvestre Mônaco em cerimônia realizada na quadra do Colégio Vila Lobos, na manhã desta quinta-feira (4). Na solenidade, o prefeito Rodrigo Neves adiantou que há mais duas bibliotecas públicas a serem inauguradas, em breve, nos bairros Vila Ipiranga e Barreto.
Na abertura de cerimônia, a secretária de Educação, Flávia Monteiro, comentou sobre a iniciativa da reabertura e importância do espaço para a população.
“Nós queremos atender a toda comunidade. Hoje, temos mais de 10 mil volumes de livros catalogados e podemos contar com recursos digitais. O aluno poderá fazer pesquisas, fazer desse espaço um incentivo à leitura”, analisou.
A Biblioteca Silvestre Mônaco teve o espaço ampliado, com acréscimo de uma sala, seis computadores novos para uso diário, banheiros reformados e entrada independente. O filho de Silvestre Mônaco, Carlos Mônaco, se emocionou durante a cerimônia.
“Estou muito feliz pela reabertura da biblioteca que terá o nome do meu saudoso pai e, ainda por cima, sendo localizado nesse bairro. Ele era frequentador assíduo daqui e se dedicou muito à cultura, lançamento de livros e sempre foi muito prestigiado”, falou.
A moradora do bairro, Genis Martins dos Santos, de 54 anos, comentou sobre a importância da reabertura do espaço.
“Eu sempre incentivei os meus filhos a criarem o hábito da leitura. A minha filha mais velha, de 22 anos, por exemplo, já escreveu dois livros, mas não publicados. Fico satisfeita em ver projetos como esses no nosso bairro. A Ilha (da Conceição) estava precisando disso”, relatou.
A biblioteca é aberta ao público e para se cadastrar, basta levar identidade e comprovante de residência. O horário de funcionamento é das 9h às 17h.
Fonte: O Fluminense
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quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Bitributação abocanha R$ 2,6 bi da cadeia de material reciclado
Estudo da CNI indica que a bitributação é um dos entraves à popularização da reciclagem, pois encarece os bens produzidos com itens reutilizados.
A cadeia de produção de material reciclado desembolsa R$ 2,6 bilhões por ano para pagar tributos que já foram cobrados na fabricação inicial das mercadorias, mostra estudo da consultoria LCA feito a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O trabalho indica que a bitributação é um dos entraves à popularização da reciclagem, pois encarece os bens produzidos com itens reutilizados. Em razão da incidência de impostos, um produto reciclado com valor de R$ 8,10 acaba custando R$ 11,80 ao consumidor, diz a pesquisa.
O gasto anual corresponde ao cobrado de IPI, ICMS e PIS/Cofins ao longo da cadeia de reciclagem e reaproveitamento de resíduos.
O tema preocupa a indústria, pois diversos setores são obrigados a tratar os resíduos industriais e dar destino especial aos produtos descartados pelos consumidores.
Por lei, óleos lubrificantes usados ou contaminados, embalagens de óleo lubrificante e de agrotóxicos, pneus, lâmpadas fluorescentes, eletroeletrônicos, pilhas e baterias não podem ser descartados sem tratamento.
“Se você não recicla, o tratamento do resíduo torna-se apenas custo. A ideia é criar um ciclo virtuoso”, diz Mônica Messenberg Guimarães, diretora de Relações Institucionais da confederação.
Além disso, segundo a entidade, o insumo reciclado hoje é mais caro do que a matéria-prima virgem para a indústria. Com isso, os produtos feitos com reciclagem acabam sendo destinados a um público muito específico, composto por consumidores dispostos a pagar mais por mercadorias sustentáveis.
Uma das soluções propostas para pôr fim à bitributação é implementar um sistema de “crédito presumido” que possibilitasse o reembolso dos tributos às empresas da cadeia da reciclagem pela União e pelos Estados.
Por Renata Agostini
Texto publicado originalmente pelo jornal Folha de S.Paulo, em 20/8/2014.
Fonte: Instituto ETHOS
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Lançada ao mar a primeira das novas barcas compradas pelo governo do estado
Embarcação tem capacidade para dois mil passageiros e foi construída na China
por O Globo
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| A primeira das barcas chinesas compradas pelo governo estadualfoi lançada ao mar no estaleiro na China - Shana Reis / Divulgação - governo do estado |
RIO - Com capacidade para dois mil passageiros, a primeira das sete barcas chinesas compradas pelo governo estadual para o transporte marítimo na Baía de Guanabara foi lançada ao mar no estaleiro China Shipping, na China, onde as embarcações estão sendo construídas. A nova barca, que vai operar na ligação Rio-Niterói, chega ao Brasil em novembro. Todas estarão no Rio até o segundo semestre do ano que vem. O investimento é de R$ 227 milhões.
- Com a chegada dessas novas barcas para a travessia Rio-Niterói, vai ser possível dobrar a capacidade de passageiros transportados, passando de 12 mil para 24 mil usuários por hora em cada sentido, no horário de pico disse a secretária estadual de Transportes, Tatiana Carius, acrescentando que o tempo médio de travessia Rio-Niterói, que hoje é de 18 minutos, passará para apenas 10 minutos.
Segundo a secretária, até 2007 o sistema de transporte aquaviário contava apenas com 19 embarcações em operação e transportava em média 62 mil pessoas por dia. Hoje são 24 barcas, incluindo 15 catamarãs e nove barcas tradicionais. Após investimentos no setor, como a reforma de estações e a ampliação da oferta de viagens, chegam a ser transportadas até 140 mil pessoas em um único dia.
As novas embarcações serão operadas pela concessionária CCR Barcas, que está concluindo os projetos de adaptação dos atracadouros do Rio e de Niterói para receber as novas lanchas. Em um mês, a estação do Rio da linha de Charitas será climatizada. A estação dos catamarãs Rio-Niterói, que é tombada pelo patrimônio histórico, está sendo reformada. Cinco embarcações foram alugadas para atender ao aumento da demanda de passageiros.
Fonte: O Globo
Prefeitura Móvel: Biblioteca Popular da Ilha da Conceição é reinaugurada
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| Foto de Bira Marques |
04/09/2014 - No terceiro dia do projeto “Prefeitura Móvel” na Ilha da Conceição, a Prefeitura de Niterói reinaugurou na manhã desta quinta-feira (4.9) a Biblioteca Popular Municipal Silvestre Mônaco.
A biblioteca passou por obras de reforma e ampliação durante sete meses. Ela conta com um acervo variado de cerca de 10 mil volumes, além de computadores para consulta e pesquisa. O piso e todo o mobiliário foram trocados, novos ar condicionados foram instalados e a biblioteca ganhou uma entrada exclusiva.
O funcionamento da biblioteca é de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Estará aberta para todo o público, que precisa fazer um cadastro antes levando carteira de identidade e comprovante de residência.
O prefeito destacou a importância do investimento para a região.
“O livro e a leitura ampliam nossos horizontes e repertório para interpretar e pensar o mundo. Inaugurar uma biblioteca na Ilha da Conceição, um bairro com uma comunidade trabalhadora, tem um significado muito grande, é motivo de muita alegria. Investimentos como esse cria novas oportunidades para educação, cultura e leitura na cidade”, afirmou.
A Biblioteca da Ilha da Conceição integra o programa de Bibliotecas Populares Municipais da Prefeitura, que conta com sete unidades. Segundo a coordenadora-geral do programa, Margareth Martins, o acervo conta com obras de vários temas, desde a literatura infantil, infanto-juvenil, livros técnicos, didáticos, entre outros.
A unidade homenageia Silvestre Mônaco (1906-1973), um grande incentivador de leitura na cidade. Nascido na Itália, veio para o Brasil muito jovem e criou um dos primeiros sebos de Niterói. Silvestre é pai de Carlos Mônaco, um dos principais livreiros do município e grande referência da cultura niteroiense.
“Essa reinauguração é fato marcante na vida de toda família Mônaco. Estamos orgulhosos e felizes em terem escolhido a Ilha da Conceição como sede da biblioteca porque o bairro marcou muito a nossa juventude”, disse Carlos.
Atendimento ao público
Após a reinauguração da biblioteca, o prefeito atendeu moradores na sede do Prefeitura Móvel, no CSU da Ilha da Conceição.
O marinheiro nacional de máquinas, Amaro Souza Carvalho Mota, de 51 anos, pediu a retirada de postes das calçadas e elogiou a iniciativa de realizar o "Prefeitura Móvel" no bairro.
"Está sendo ótimo. Temos a oportunidade de falar com o prefeito", disse.
Sobre essa demanda, a Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos informou que vai realizar no dia 19 deste mês a realocação de três postes na rua Mario Neves, colocados no meio da calçada. Além disso, será substituído um poste tombado no início da via.
O segurança Telmo Soares Agra, de 63 anos, solicitou ajuda do prefeito para resolver o problema da calçada da Travessa Albino Soares e disse ser uma oportunidade única conversar com ele sobre o bairro.
O chefe do Executivo municipal também visitou a casa da moradora Laurinda Fernandes, de 93 anos, uma das mais antigas da Ilha da Conceição que foi a primeira pessoa a ser atendida pelo prefeito durante o "Prefeitura Móvel".
Fonte: Prefeitura de Niterói
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Empresas criam GT para avançar na gestão responsável do esporte
A ideia é criar um acordo setorial de empresas patrocinadoras para contribuir com a melhoria da gestão e do ambiente de confiança no esporte nacional.
Por Jorge Abrahão*
No último dia 28 de agosto, a Atletas pelo Brasil, a Lide Esporte, o Instituto Ethos e nove empresas patrocinadoras, com apoio do escritório Mattos Filho Advogados, lançaram um grupo de trabalho que construirá um acordo setorial inédito pela integridade, gestão e transparência no esporte.
Vamos comentar esse acordo que está sendo elaborado pelas empresas patrocinadoras para contribuir com a melhoria da gestão e do ambiente de confiança no esporte nacional.
Acordo setorial pelo esporte brasileiro
As empresas já se mexem para que o Brasil comece a virar os 7×1 e ir além, tornando-se um país onde a prática de esportes é um direito acessível a todos. A ONG Atletas pelo Brasil, o Instituto Ethos, o Lide Esporte – grupo de líderes empresariais encabeçado por Paulo Nigro, presidente da Tetra Pak e conselheiro do Ethos – e nove grandes empresas patrocinadoras do esporte nacional lançaram, no dia 28, durante o 4º Fórum Nacional do Esporte, um grupo de trabalho para a construção de um acordo setorial pela integridade, gestão e transparência no esporte brasileiro. O grupo já conta com as seguintes empresas: Banco do Brasil, BRF Brasil Foods, Construtora Passarelli, Itaú Unibanco, McDonald’s Brasil, Nestlé, P&G, Tetra Pak e Volkswagen do Brasil. E está aberto a novas adesões.
Na verdade, esse movimento voluntário das empresas patrocinadoras por um ambiente mais ético no esporte brasileiro começou já na mobilização em favor da Lei 12.868, de 2013, que regula a remuneração de dirigentes de instituições de educação e assistência social e altera requisitos para a Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social (Cebas) de todas as áreas – educação, saúde, filantropia e esporte. Por essa lei, os dirigentes estatutários e os diretores não estatutários com vínculo empregatício podem ser remunerados, observadas certas limitações.
A lei
Para os diretores não estatutários que tenham vínculo empregatício com a instituição, não há limitação individual quanto ao valor da remuneração a ser paga. No caso dos dirigentes estatutários, no entanto, há um limite individual, que é o equivalente a 70% do valor máximo da remuneração de servidores do Poder Executivo federal. Além disso, a soma das remunerações de todos os dirigentes estatutários deve corresponder no máximo a cinco vezes o limite individual.
Há vedação à remuneração de dirigentes que tenham parentesco até o terceiro grau, inclusive afins, com instituidores, sócios, diretores, conselheiros, benfeitores ou equivalentes da instituição.
Essa lei regulamentou a profissionalização na gestão dos clubes e associações esportivas, estabelecendo parâmetros para salários, cargos e carreiras administrativas. Mas alterou também o artigo 18 da Lei Pelé, disciplinadora das normas gerais sobre desporto.
As alterações envolvem desde a limitação aos mandatos dos dirigentes até a participação dos atletas no âmbito dos órgãos e conselhos técnicos incumbidos da aprovação de regulamentos das competições, bem como para eleição dos cargos diretivos das entidades.
Desde a alteração ocorrida na Lei Pelé, em 2013, para poderem receber recursos da administração pública direta ou indireta as entidades de administração do desporto precisam atender os seguintes requisitos:
- Participação dos atletas nos órgãos e conselhos técnicos incumbidos da aprovação de regulamentos das competições;
- Autonomia do conselho fiscal;
- Alterações estatutárias que garantam:
- gestão democrática;
- transparência da movimentação de recursos;
- fiscalização interna;
- alternância nos cargos de direção;
- aprovação das contas anuais por conselho de direção e conselho fiscal;
- participação de atletas nos colegiados de direção e na eleição para os cargos da entidade; e
- acesso irrestrito aos documentos/informações de prestação de contas e gestão da entidade de administração do desporto (publicação no site da entidade).
Essas regras trazem governança, transparência e democracia à gestão do desporto brasileiro e grandes resultados em todas as modalidades. Não só no esporte de alto desempenho, mas no esporte como prática a que todo cidadão tem direito. Por isso, tais medidas precisam ser postas em prática.
As empresas
As empresas têm a possibilidade de usar a sua organização e força econômica para fazer a lei ser executada e contribuir para o salto qualitativo que o esporte nacional precisa dar.
Por isso, nove empresas que são grandes patrocinadoras de esportes de alto desempenho uniram-se para começar a conversar sobre um acordo setorial voluntário e autorregulado que busque garantir, por meio dos patrocínios, o ambiente de ética e a gestão profissional e democrática do esporte brasileiro que a lei demanda.
Há risco para quem patrocina se alguma entidade for autuada por desvio de recursos. A maioria dos patrocínios se dá por renúncia fiscal. Se a entidade não usou esse dinheiro da forma adequada, cometeu um ilícito e o Judiciário pode entender que o patrocinador precisará ressarcir os cofres públicos do dinheiro que deixou de recolher por conta do patrocínio e ainda pagar multa.
A ideia é trazer mais empresários para esse grupo de trabalho que está discutindo a elaboração do acordo, pois, quanto mais patrocinadores preocupados com a destinação correta do recurso e com o estímulo a um ambiente de confiança nos esportes, maiores serão os resultados para os atletas, os clubes, as próprias empresas, a sociedade e o país.
Obtenha mais informações sobre o acordo pelo e-mail daniela@atletaspelobrasil.org.br.
* Jorge Abrahão é diretor-presidente do Instituto Ethos.
Fonte: Ethos
PREFEITURA MÓVEL: Ilha da Conceição ganhará Clínica Comunitária da Família
Prefeito vistoriou obras nesta quarta-feira. Previsão de conclusão é outubro
03/09/2014 - No segundo dia do projeto “Prefeitura Móvel” na Ilha da Conceição nesta quarta-feira (3.9), foi realizada uma vistoria nas obras de reforma do posto de saúde do bairro. A previsão de conclusão é a segunda quinzena de outubro.
A unidade, que já reúne uma policlínica e um módulo do Médico de Família, será transformada em Clínica Comunitária da Família e terá seu horário de atendimento ampliado até as 19h.
Além das especialidades básicas do programa Médico de Família e quatro equipes compostas por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agente comunitário de saúde, a unidade contará com uma equipe multidisciplinar com cardiologista, neurologista, fonoaudiólogo, nutricionista, endocrinologista, fisioterapeuta. As salas serão climatizadas. O posto atende a cerca de nove mil pessoas da Ilha da Conceição.
A clínica terá quatro consultórios clínicos, um ginecológico, dois odontológicos, salas para agentes comunitários de saúde, de vacinas, de curativos, higiene bucal, de pré-consulta, nebulização, farmácia, de grupo e instalações administrativas.
Acompanharam o prefeito as secretárias de Saúde, Solange Oliveira, Executiva, Maria Célia Vasconcelos, o secretário de Indústria Naval, Milton Cal, e o presidente da Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa), Guilherme Ribeiro.
Em seguida, o prefeito visitou a Unidade Municipal de Educação Infantil (UMEI) Professor Irio Molinari, que atende 120 crianças. A secretária municipal de Educação, Ciência e Tecnologia, Flávia Monteiro de Barros, e o presidente da Fundação Municipal de Educação, José Henrique Antunes, também participaram.
À tarde, o prefeito se reuniu com o grupo “Não Somos Zona Sul Mas Somos Zona Nobre”, formado por moradores da Ilha da Conceição e atendeu a comunidade.
O "Prefeitura Móvel" na Ilha da Conceição acontece até sexta-feira (5.9) no Centro Social Urbano (CSU) do bairro.
Fonte: Prefeitura de Niterói
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