segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Pesca do atum pode extinguir albatroz


Você sabia que a pesca do atum que chega enlatado às prateleiras dos nossos supermercados está levando à extinção várias espécies de albatroz?
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Segundo organização britânica Royal Society for the Protection of Birds, cerca de 37 espécies de albatroz são consideradas ameaçadas, sendo que destas, 18 são consideradas em extinção. A organização alerta que a técnica de captura do atum com linhas de pesca (espinhel) no Atlântico Sul e no Mediterrâneo está vitimando as aves que mergulham atras das iscas e acabam presas.
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Outra organização, a Birdlife International, estima que cerca de 300 mil aves, dentre elas cerca de 100 mil albatrozes, são mortos acidentalmente a cada ano. A organização diz que a mortandade poderia ser evitada com medidas simples como, por exemplo, a utilização de pesos que façam com que os anzóis afundem mais rapidamente. Também elogiam a criatividade dos pescadores brasileiros que desenvolveram uma técnica de tingir as iscas de azul. As aves têm dificuldade de ver a cor azul e não se sentem atraídas pela isca. A tinta é facilmente diluída na água e se desprende da isca quando esta já está a uma profundidade segura para as aves, que não as alcançam mais.

Saiba mais no link:

sábado, 7 de novembro de 2009

Velejador do Ano: torcendo por Torben Grael


Na terça feira será anunciado em Busan, Coréia, o nome do Velejador e da Velejadora do Ano da ISAF, a federação internacional de vela. A escolha é feita através do voto dos representantes dos 130 países membros da ISAF e o anúncio será feito no Jantar de Gala que acontecerá durante a Conferência Anual da ISAF. Dentre os indicados para o título está o velejador niteroiense Torben Grael. Essa é a quinta vez que Torben é indicado para o prêmio que é considerado o Oscar da vela, mas ele nunca recebeu a honraria. Nem mesmo em 2004, quando conquistou a medalha de ouro nos Jogos de Atenas, a quinta medalha olímpica da sua carreira, que fez dele o maior medalhista da história da vela. Para muitos, a falta de reconhecimento é uma grande injustiça com a sua carreira vitoriosa. Estamos torcendo para que este ano a ISAF salde a dívida.


Da Coluna Rumo Náutico, de Axel Grael. Jornal O Fluminense, 07/11/09.

No Congresso Nacional: cupins e fichas sujas


O embate entre ambientalistas e a bancada ruralista no Congresso Nacional continua. Uma iniciativa dos ruralistas tenta modificar o Código Florestal Brasileiro, para flexibilizar as regras que impedem o desmatamento em encostas declivosas, na beira de rios, nas nascentes, etc. Pretendem ainda retirar a obrigação de manutenção das reservas legais. Além da autorização para desmatar, ainda apresentaram uma proposta de anistia de todos os proprietários rurais que foram multados nos últimos anos por desmatamento e por descumprir a obrigação legal de recuperar as áreas degradadas. Ou seja, querem o “liberou geral”. Justamente no momento que o mundo debate os problemas climáticos, os danos provocados pelas queimadas e que o ministro Carlos Minc se esforça em obter a aprovação de um plano de metas para o controle de emissões atmosféricas, que colocaria o Brasil na vanguarda do assunto, alguns congressistas querem promover a farra das motosserras.
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Os ambientalistas fizeram uma mobilização nacional e conseguiram que a discussão do projeto de lei fosse adiado. Vencemos essa batalha, mas ainda não vencemos a guerra. Os ruralistas são a maioria na comissão parlamentar e caso a mobilização e o acompanhamento da imprensa esmoreça, nossas florestas poderão virar pasto.
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Enquanto a luta pelas florestas se intensificava, as atenções da sociedade civil estavam também voltadas para o andamento do Projeto de Lei de Iniciativa Popular sobre a Vida Pregressa dos Candidatos no Congresso Nacional, projeto que chegou ao Congresso Nacional com a assinatura de apoio de 1 milhão e trezentos mil eleitores. No Congresso, a iniciativa popular teve o apoio de 33 deputados, o que permitiu que o mesmo fosse devidamente protocolado na casa, sob o número PLC 518/09. No entanto, passados trinta dias, o projeto ainda continua parado, sem que tenha sido nomeado um relator. Não será fácil, mas é chegada a hora de resgatar a imagem da política no país.

Coluna Rumo Náutico, de Axel Grael. Jornal O Fluminense, 07/11/09.

Meteorologia no Projeto Grael


Ontem, os alunos de Meteorologia do Projeto Grael receberam a Estação Meteorológica Itinerante do CEFET-Rio na nossa sede, em Jurujuba, Niterói. O curso de Meteorologia é uma das oportunidades oferecidas pelo Projeto Grael e integra o Programa Terra a Vista, que aproveita o interesse dos alunos pelos temas náuticos para motivá-los para outras oportunidades de aprender. Bons velejadores têm bom conhecimento de meteorologia. Normalmente, esse conhecimento é empírico, obtido na prática do contato com a natureza. No Projeto Grael, esse conhecimento é embasado nas informações científicas, repassadas mediante uma parceria com o LAMMA- Laboratório de Modelagem de Processos Marinhos e Atmosféricos, do Departamento de Meteorologia da UFRJ e agora também em cooperação com o CEFET. Em tempos de uma crescente preocupação com as mudanças climáticas, os conhecimentos de meteorologia são fundamentais também para a formação de cidadãos voltados para a sustentabilidade global. Outra parceria acadêmica importante do Projeto Grael é com o Departamento de Geociências da UFF, que colabora com os programas ambientais.


Coluna Rumo Náutico, de Axel Grael. Jornal O Fluminense, 07-11-09

Presença feminina na vela


Regata Elas

Neste domingo, a Baía de Guanabara estará tomada por tripulações femininas. O Clube Naval Charitas promove a oitava edição da Regata Elas, disputada por tripulações unicamente femininas. O sucesso dessa regata acompanha o crescimento da presença feminina no esporte da vela. Há pouco tempo, a presença de velejadoras era muito pequena. Hoje o cenário é diferente. O Brasil já conquistou até mesmo a sua primeira medalha na vela feminina, na classe 470, em Pequim, quando a niteroiense Isabel Swan e a gaúcha Fernanda Oliveira conquistaram a medalha de bronze. Agora, Isabel Swan é a proeira de Martine Grael, filha de Torben, e já iniciaram os preparativos visando os Jogos Olímpicos de Londres. Já na primeira competição, na semana passada, a dupla conquistou por antecipação, o título da Semana Internacional de Vela do Rio de Janeiro, velejando também contra tripulações masculinas. As velejadoras do Rio Yacht Club sonham em manter a tradição do clube niteroiense e trazer mais títulos para a cidade.

Coluna Rumo Náutico, de Axel Grael. Jornal O Fluminense, 07/11/09

Projeto Grael no Viradão Esportivo

Velejada em Família

Começa hoje o Viradão Esportivo, promovido pela CUFA – Central Única das Favelas em todo o país, com o objetivo de fomentar a prática esportiva e fortalecer o esporte como instrumento de integração, confraternização e de inclusão social. Serão 33 horas de esportes praticados em diversas comunidades, organizados por instituições locais, federações esportivas, clubes, etc. O Projeto Grael participará da programação com o evento Velejada em Família, quando os alunos convidarão seus familiares para uma experiência a bordo. Será uma gincana e, ao final, haverá uma grande confraternização. São esperados cerca de 90 participantes.

Da Coluna Rumo Náutico, de Axel Grael. Jornal O Fluminense, Niterói, 07/11/09.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Entrevista de Lars Grael para o UOL Esporte


22/10/2009 - 07h00
"Os Jogos não podem ser só uma festa", avisa Lars, sobre o Rio-2016
Maurício Dehò

Em São Paulo

Hoje de volta à vela, Lars Grael teve um teve um período de atuação política como secretário de esportes em nível nacional e estadual, em São Paulo. Viveu, assim, o período em que a candidatura do Rio de Janeiro aos Jogos Olímpicos era apenas um embrião, no começo do século, antes mesmo do Pan de 2007. Após a festa com a vitória na eleição para sede de 2016, em Copenhague, na Dinamarca, é hora de se pensar para onde o Rio poderá levar o país. Esta é a preocupação do paulista, duas vezes medalhista de bronze nas Olimpíadas.

"Os Jogos não podem ser só uma festa, com um fim", avisa Lars, que disse ter compartilhado o fervor da vitória brasileira. "Nunca tivemos um momento tão propício para discutir o esporte. Para que ele seja integrado às políticas sociais do governo. O esporte tem de ser elemento de políticas públicas."Para Lars, o fundamental é trabalhar o esporte nos níveis de base, pensando não apenas em resultados, mas em saúde, educação e inclusão social.

Fora da política, o velejador está de volta ao mar e em alto nível, o que foi comprovado com o bronze no Mundial de Star da Suécia. O objetivo agora é melhorar o resultado no Mundial do Rio, em janeiro, para depois disto pensar se aos 45 anos encara mais um ciclo olímpico. Confira a entrevista com Lars, que falou sobre vela, sua deficiência, os Jogos no Rio e o que espera estar fazendo em 2016.


Como você viu a vitória do Rio na eleição para sediar os Jogos de 2016. Você compartilhou aquela exaltação, ou tem ressalvas?
Lars Grael: Compartilhei. Desde quando fui gestor como secretário nacional de esportes, dei minha contribuição ajudando a conceber o projeto. Em fevereiro de 2001, nós tivemos uma reunião na Suíça com o então presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Juan Antonio Samaranch, em que avaliávamos uma candidatura e como ela deveria ser. Ele disse que o primeiro passo era nos empenharmos em fazer uma competição continental. Foi o Pan, que teve uma parte de estratégia importante quando sediamos os Jogos Sul-Americanos de 2002. O evento foi tirado de Medellín (COL), por motivos de segurança, e de Mar Del Plata (ARG), por problemas econômicos. Nós o acolhemos e, nisso, ganhamos votos na América do Sul para o Pan. Aí veio 2007 e tivemos um excelente evento, apesar de algumas ressalvas, que deu credibilidade para sediarmos os Jogos.

Quais são os próximos passos para se pensar em 2016?
Lars Grael: Agora as Olimpíadas são um fato concreto. Seremos palco dos Jogos Militares [2011], da Copa do Mundo [2014] e dos Jogos Olímpicos. E, tão importante quanto as transformações urbanas para o Rio, temos de combater o crime organizado, garantir segurança e melhorar hotéis, transporte e condições ambientais. Além disso, temos de desenvolver com intensidade um espírito olímpico, que se faz mobilizando a sociedade, dando atenção ao esporte na escola, valorizando o profissional de Educação Física e o esporte estudantil.

Mas qual tem de ser o foco na preparação?
Lars Grael: Muito mais do que colocar equipamentos esportivos, é fortalecer o esporte como meio de inclusão social, de dar qualidade de educação e de construir políticas públicas de saúde, combatendo o sedentarismo, por exemplo. Este é o principal legado que temos de buscar.

Este prazo de sete anos será suficiente para tantas mudanças que nunca foram feitas?
Lars Grael: Precisamos que seja. Nunca tivemos um momento tão propício para discutir o esporte. Para que ele seja integrado às políticas sociais do governo. O esporte tem de ser elemento de políticas públicas e os Jogos não podem ser só uma festa, com um fim.

O resultado no quadro de medalhas não é o mais importante, então?
Lars Grael: Acho que uma coisa é conseqüência da outra. Para termos o resultado é necessário compromisso com a base. O Brasil tem condições de estar inserido entre as dez primeiras potências do esporte olímpico e as cinco melhores do esporte paraolímpico em 2016.

E o que você se imagina fazendo em 2016?
Lars Grael: Estarei acompanhando meu filho Nicolas e meus sobrinhos Marco e Martine, tentando a vaga olímpica. Além disso, espero ver e acompanhar como preparador os alunos oriundos do Projeto Grael. Eu estarei competindo, mas provavelmente na vela oceânica, com barcos de maior parte. Provavelmente ainda velejarei de Star, mas a idade [terá 52 anos] e ter uma perna a menos serão um grande handicap, me deixando sem condições olímpicas.

Falando sobre vela, agora. Ao lado de Ronnie Seiffert, você vem de um bronze no Mundial da classe Star. Você esperava este resultado?
Lars Grael: Foi uma surpresa, porque eu voltei à vela olímpica com mais intensidade em 2009. Já vinha intensificando desde 2007 este retorno, depois de deixar os cargos de gestão esportiva a que estava ligado, e este ano fui estabelecendo metas. Primeiro, velejei com Renato Moura e, depois, já com o Ronnie, fui 17º na Alemanha. Sabia que estava faltando um algo mais. Quando fomos para o Mundial da Suécia, começamos a andar no grupo intermediário, mas conseguimos equilibrar o barco e crescemos na competição. A meta era nos manter entre os dez, o que seria excelente, mas tivemos aquele último dia perfeito, vencemos com folga e com isso pegamos o bronze.

Este resultado muda suas projeções e os planos?
Lars Grael: Muda sim, é um enorme incentivo. Apesar de ter ficado anos afastado da vela olímpica, já estar com 45 anos e pelo peso da deficiência física, voltar com garra e conquistar um resultado deste motiva muito para o futuro.

Por que você decidiu deixar o lado político?
Lars Grael: Sempre tive uma noção muito clara da transitoriedade desses cargos, não queria me perpetuar, mas levar a visão de um atleta olímpico para os postos em que estive. Foi gratificante ser Secretário Nacional de Esportes e Secretário da Juventude, Esporte e Lazer do Estado de São Paulo, mas não tinha como meta me tornar político. Tive então um convite para a iniciativa privada, num cargo de superintendente da Light, empresa na qual ainda sou consultor e é minha patrocinadora na vela. O sangue de velejador sempre esteve comigo, voltar a realizar o sonho de velejar é muito gratificante.

O que é possível esperar para o Mundial da classe Star no Rio, em janeiro?
Lars Grael: O Mundial no Rio é a principal competição para a classe Star agora. Estou com um barco novo chegando e já vou poder acertá-lo na Semana Internacional de Vela no Rio de Janeiro, nos dias 1 e 2 de novembro, e no Sul-Americano, também no Rio. Esta competição já vai reunir os que vão ao Mundial. Virão barcos do mundo inteiro, então será bom para trabalhar a parte técnica.

Você acha que brigará pela vitória?
Lars Grael: É muito difícil dizer. As competições são muito equilibradas, tanto que fora o Robert [Scheidt], nenhum velejador venceu duas provas de Star este ano. Teremos velejadores como o Robert e o Torben [Grael], então sou apenas um pretendente.

Mas o resultado no Mundial te dá uma projeção de brigar pelo ouro?
Lars Grael: Sim, é possível. Seguramente dá para brigar.

E, mesmo com 45 anos, existe algum plano de disputar os Jogos Olímpicos de 2012?
Lars Grael: A partir deste Mundial vou analisar o cenário de vela e pensar até 2012. Com estes resultados verei se encaro outro ciclo, porque não sou obcecado por isso. Tenho de ter um senso de realismo, saber que não é fácil se classificar com adversários como Scheidt, no alto de sua carreira, velejando maravilhosamente bem, e com o regresso de Torben [vencedor da Volvo Ocean Race, volta ao mundo de vela]. Mas não descarto.

No mês passado se completou 11 anos do acidente que lhe causou a amputação da perna direita. Qual a maior diferença daquele tempo e hoje, como velejador?
Lars Grael: A diferença é que no tipo de barco da classe Tornado, um amputado não teria a menor chance de competir [este tipo de embarcação exige mais movimentação do timoneiro, que veleja de pé]. Já a classe Star permite velejar com uma perna, apesar de o que fiz ser inédito. Eu levo desvantagem em movimentação e agilidade, além da capacidade de escora, que é estabilizar o barco colocando o peso do corpo para fora, o que aparece mais em vento forte.

Como vencer essa dificuldade?
Lars Grael: Com técnica e cada vez mais aliando experiência e paixão. É realmente na pura superação. Espero, com isso, inspirar as pessoas que passam por situações semelhantes.

Esse seria o objetivo de ir às Olimpíadas?
Lars Grael: Sim, meu principal objetivo é inspirar quem passou por algo semelhante ou até menor do que passei. Não tenho como objetivo ter mais uma medalha, mais uma taça na minha estante. A Olimpíada tem o lado do compartilhar, uma conquista traz um impacto muito grande pra quem me tem como referência.

Nestes anos, como foi encarado o seu retorno após ter de amputar a perna?
Lars Grael: Eu, potencialmente, posso competir e nunca encontrei proibição. Algumas pessoas mostraram certo constrangimento em me ver competindo contra eles. Havia pena. Mas vendo que tem de dar o máximo de si para competir comigo, elas passaram a admirar e respeitar o meu esforço.


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

"A baía olímpica", texto de Dora Negreiros

 
Reproduzimos, a seguir, artigo publicado hoje, 2 de novembro, no jornal O Globo (Opinião), por Dora Hees de Negreiros, presidente do Instituto Baía de Guanabara e membro do Conselho Diretor do Instituto Rumo Náutico (Projeto Grael).


 

A Baía Olímpica

Fala-se muito em limpar a Baía de Guanabara até as Olimpíadas de 2016. Se ela fosse uma piscina seria uma tarefa fácil: jogavam-se alguns produtos químicos e aspirava-se o fundo. Mas, com a nossa Baía, a coisa é muito mais complicada.

A Guanabara é o ralo para onde escoam as águas das chuvas depois de lavar o chão de 16 municípios do seu entorno. Recebe a sujeira através dos rios que nascem límpidos nas serras e se transformam nos fedidos Sarapuí, Iguaçu, Alcântara ou Bomba, que conhecemos na baixada. Nela vão parar pneus, sofás, sapatos, sacos plásticos, tudo que se pode imaginar. Inclusive a descarga dos verdadeiros “banheiros públicos”, em que estão transformadas muitas das nossas ruas. Nosso grande desafio, mais do que limpá-la, é parar de sujá-la.

Mas as soluções existem e a Olimpíada de 2016 é uma grande oportunidade para nos unirmos e mostrarmos competência. Vamos fazer em sete anos o que outros países levaram 50, como a recuperação do Rio Tâmisa, na Inglaterra, ou da Baía de Tóquio, no Japão.

Considerando que as empresas já cumprem o seu papel - hoje a poluição industrial não é mais a grande vilã da contaminação da Baía de Guanabara -, restam aguardando destino ambientalmente correto o lixo e os esgotos domésticos de quase 10 milhões de pessoas que moram nos municípios do seu entorno. E estes, são assuntos nossos e de nossos governos.

Dos 16 municípios, três registram IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) comparável aos dos países com alto desenvolvimento humano. Niterói, por exemplo, está entre os melhores no ranking brasileiro. Outros, entretanto, situam-se entre os últimos dos 91 municípios do Estado do Rio de Janeiro. Na distribuição de água potável, coleta e tratamento de esgotos sanitários, as disparidades não são menores. Enquanto Rio de Janeiro e Niterói têm quase cem por cento da população dotada de sistemas de abastecimento de água de boa qualidade, há municípios onde somente 30% dos domicílios têm água tratada nas torneiras. A maioria da população se abastece em poços. E se ela não tem água, não tem rede de esgotos. Sistemas de tratamento dos esgotos estão ainda disponíveis só para muito poucos municípios.

Quanto ao lixo dessas 10 milhões de pessoas, muito ainda precisa ser feito. Está na hora de implantarmos a coleta seletiva na origem – nas nossas casas. E de aprendermos a produzir menos lixo. Dos “lixões” serem transformados em “aterros sanitários” e serem retirados das margens da Baía.

Não podemos deixar a responsabilidade desta missão só para o governo, que já anuncia investimentos na área. Como cidadãos, temos que ocupar nossos espaços e exigir, desde já, que o Conselho Gestor da Baía de Guanabara, criado em 2000 através do Decreto 26.174, se reúna, o que não acontece há anos. Na Guanabara, estão portos, aeroportos, estaleiros, refinarias e terminais de petróleo e gás, instalações militares e nela se realizam a pesca, a aquicultura, o transporte de passageiros, atividades turísticas, esportes como a vela e a recreação nas praias. Os representantes de todos estes interesses querem e merecem participar desta virada olímpica.

A Baía de Guanabara precisa da ajuda de todos. E a hora é essa!


DORA HEES DE NEGREIROS é engenheira química, presidente do Instituto Baía de Guanabara – IBG.

Encontro Internacional da REMS - Rede Esportes pela Mudança Social




Começa amanha, dia 3 de novembro, a Semana Internacional Esporte pela Mudança Social, promovido pela REMS - Rede Esporte pela Mudança Social, iniciativa que o Projeto Grael é um dos fundadores e integra o seu Conselho Representante. A REMS (http://www.rems.org.br/) foi formada a partir da união de 30 organizações brasileiras que atuam com esporte, educação e causas sociais.

A Semana Internacional, que receberá organizações africanas com atuação similar, será realizada de 3 a 6 de novembro, no SESC Santana, em São Paulo. Na programação estão:

- Inovação, redes e sustentabilidade
- Operacionalização de Redes
- Impacto de Redes em Políticas Públicas
- Lei de Incentivo ao Esporte: governo e políticas públicas
- Lei de Incentivo ao Esporte: como as empresas investem em esportes
- Painel: Legado social de eventos esportivo e instalações sustentáveis
- Mudança de paradigma: atletas REMS falam de esportes para a mudança social
Para mais informações, acesse www.rems.org.br

domingo, 1 de novembro de 2009

Reforço na tripulação do Projeto Grael


O Conselho Diretor do Instituto Rumo Náutico, organização que desenvolve o Projeto Grael, em cumprimento às suas responsabilidades estatutárias, aprovou em reunião realizada na última sexta feira, as propostas encaminhadas pela direção do Instituto para novas contratações e nomeações para cargos da instituição. Os novos membros da equipe são:
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Valeria Braga
Coordenação de Educação Complementar
Valeria Braga é engenheira florestal (UFRuRJ) e possui formação em Marketing Empresarial (UFF). Possui experiência profissional diversificada incluindo funções gerenciais e de direção em organizações não-governamentais nacionais e internacionais na área da educação, de informação institucional, de voluntariado, cooperativismo e atuou também na área pública, tendo trabalhado na Secretaria Estadual de Agricultura. Valeria Braga teve a sua indicação aprovada para Coordenadora de Educação Complementar, onde terá sob a sua supervisão os seguintes programas: Terra a Vista (meio ambiente, geografia, cartografia, oceanografia), desenvolvido em parceria com a UFF e UFRJ; Programa de Informática; Programa de Geração de Renda, além de atividades nas áreas de comunicação e desenvolvimento institucional. Valeria substituirá o biólogo Gustavo Borges, que deixa o Projeto Grael após alguns anos de dedicação, quando implantou a Coordenação.
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Archimedes Delgado
Coordenação de Unidades Descentralizadas

Archimedes Delgado é um velejador com forte ligações com a classe Laser, um experiente professor e técnico de vela, já exercendo a função também no Projeto Grael onde atua no Programa Estrela do Mar, que busca revelar talentos no esporte da vela dentre os alunos do Projeto Grael. Também é advogado e tem formação em meio ambiente. Archimedes foi homologado como Coordenador de Unidades Descentralizadas do Projeto Grael e sua função será implantar e coordenar a operação das novas unidades do Projeto Grael que estão em fase de instalação ou planejadas: Três Marias (MG), Rio Grande (RS), Guarujá (SP), Ribeirão das Lajes (Piraí-RJ); Santa Branca (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Maricá (RJ).
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Cosme Aristides
Assessoria de Tecnologia e Inovação
Cosme também é um profissional com experiência e capacitação profissional diversificada. É especializado em informática, formado em Física e estudante de Engenharia Ambiental (UFF). Cosme será responsável por uma nova função aprovada pelo Conselho Diretor: Assessoria de Tecnologia e Inovação. Além de estruturar a área de TI- Tecnologia da Informação, Cosme proporá soluções alternativas na sede e demais unidades do Projeto Grael, como energia solar e eólica, gestão da água, etc. Cosme, que já integra a equipe do Projeto Grael, fez parte da equipe do "Peixe Galo", barco movido a energia solar desenvolvido pelo Projeto Grael, sob a coordenação de Fred Hoffmann e Jorge Paname. O Peixe Galo foi vicecampeão do Desafio Solar 2009.
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Ana Cristina Doerner
Ana Cristina possui formação superior em cartografia, mas acumulou experiência profissional em atividades administrativas em anos de trabalho na empresa Lufthansa, através da qual fez cursos no Brasil e no exterior. Ana Cristina assumiu tarefas de apoio à Gerência Executiva do Projeto Grael, com especial responsabilidade sobre a gestão financeira.
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Sobre o CONSELHO DIRETOR
O Conselho Diretor do Instituto Rumo Náutico, órgão responsável por estabelecer as diretrizes estratégicas e as orientações gerenciais da organização, tem a seguinte composição atual:
Axel Schmidt Grael - Presidente do Instituto Rumo Náutico (Projeto Grael), engenheiro florestal, consultor ambiental e empresário.
Colin Corfe Gomm - Vicepresidente do Instituto Rumo Náutico (Projeto Grael), profissional da área de seguros
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Conselheiros:
Torben Schmidt Grael - sócio fundador do Projeto Grael. Administrador de Empresas, Velejador, 5 medalhas olímpicas (maior medalhista olímpico do país).
Lars Schmidt Grael - sócio fundador do Projeto Grael. Empresário. Velejador, 2 medalhas olímpicas.
Marcelo Bastos Ferreira - sócio fundador do Projeto Grael. Empresário. Velejador, 3 medalhas olímpicas.
Clinio Marcelino de Freitas - Dentista. Velejador. Ex-Comodoro e atual Tesoureiro do Rio Yacht Club. Medalhista olímpico.
Dora Hees de Negreiros - engenheira química, aposentada da Feema, ambientalista, presidente do Instituto Baía de Guanabara. Líder Avina.
Luis Evangelista - Sócio funador do Projeto Grael. Professor de Educação Física. Empresário, sócio da Escola de Vela C&L, professor e técnico de vela.
Guilherme Vinhas - Advogado, empresário, velejador. Secretário do Rio Yacht Club.
Jônatas Gonçalves - Professor de Educação Física, ex-aluno do Projeto Grael. Velejador. Assistente Técnico da CBVM- Confederação Brasileira de Vela e Motor
Marli Cicagna - Geógrafa, Professora do Instituto de Geociências da UFF. Colaboradora do Programa Terra a Vista do Projeto Grael.