terça-feira, 29 de setembro de 2009

Velejadores (d)eficientes fazem história no Clube Naval


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Júlio, Jonas e Guta fazem parte do grupo de velejadores da iniciativa de vela adaptada do Clube Naval Charitas. (Foto do Orkut de Samuel Gonçalves)
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Niterói é o berço da vela no Brasil. O primeiro iate clube, as primeiras regatas...


Passado o tempo, a primazia transformou-se em qualidade. Ao longo das décadas, Niterói tornou-se a cidade do maior número de medalhistas olímpicos, do maior número de medalhas e nos barcos que velejam nas águas de Niterói estão inúmeros atletas que já conquistaram dezenas de títulos mundiais... Enfim, a cidade é sem dúvida a maior referência da vela nacional.

Quem tem estado no mar, tem testemunhado que mais uma vez Niterói, atraves do Clube Naval Charitas, dá exemplo ao país. Uma tripulação muito especial tem sido presença constante. Darke de Mattos, Rossano e Jonas, formam uma tripulação de deficientes físicos. O primeiro tem uma paralisia num lado do corpo, outro veleja sem ter as duas mãos e o terceiro é cego. O quarto tripulante é a Zuca, o cão guia de Jonas, que não abandona o seu parceiro nem na hora de velejar e, de clandestina a bordo, já é parte integrante da tripulação. Como treinador, mais uma pessoa muito especial: Samuel Gonçalves. Samuel iniciou-se na vela no Projeto Grael e também conquistou o seu espaço na vela com muito talento e determinação.

Não deixe de ver uma matéria recentemente veiculada pelo SporTv sobre essa galera que vai longe.


http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM1121705-7824-ATLETAS+PARAOLIMPICOS+DO+IATISMO+BRASILEIRO+JA+SONHAM+COM+OS+JOGOS+DE,00.html

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

COB divulga equipe de atletas que reforçará o lobby da Rio 2016

Edson Arantes do Nascimento, Pelé, desembarcou na tarde deste domingo, dia 27 de setembro, em Copenhague, Dinamarca, para defender a candidatura Rio 2016 à sede dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Pelé, o primeiro embaixador da candidatura brasileira, chega para liderar o time de 15 atletas que irão participar desta última semana de campanha na capital dinamarquesa.Pelé causou comoção ao desembarcar no aeroporto de Copenhague, posando para fotos e autografando camisas de crianças. Ele disse estar feliz e confiante no trabalho desenvolvido pelo Comitê Rio 2016. "Só jogo em time vencedor", declarou. "Vim agora dos Estados Unidos e, conversando com as pessoas, tenho sentido que o Brasil tem aqui sua grande chance. A América do Sul nunca teve uma Olimpíada. São 500 milhões esperando por essa oportunidade".
Até quinta-feira, estarão se unirão a Pelé, em Copenhague, os seguintes atletas olímpicos e paraolímpicos:

-Adriana Behar, medalhista olímpica, vôlei de praia (prata, Sydney 2000 e Atenas 2004)
-Bernard Rajzman, medalhista olímpico, vôlei (prata, Los Angeles 84)
-Cesar Cielo, medalhista olímpico, natação (ouro -50m livre, bronze -100m livre, Pequim 2008)
-Daiane dos Santos, atleta olímpica (Atenas 2004, Pequim 2008), ouro no Campeonato Mundial de Ginástica 2003
-Daniel Dias, nove medalhas paraolímpicas (quatro ouros, quatro pratas, um bronze, Pequim 2008)
-Edson Arantes do Nascimento (Pelé), eleito Atleta do Século pelo COI e tricampeão mundial de futebol
-Gustavo Kuerten, atleta olímpico ( Sydney 2000 e Atenas 2004), tricampeão em Roland Garros (1997, 2000 and 2001)
-Hortencia Marcari, medalhista olímpica, basquete (prata, Atlanta 1996)
-Isabel Swan, medalhista olímpica, vela (bronze, Pequim 2008)
-Janeth Arcain, medalhista olímpica, basquete (prata, Atlanta 1996 e bronze, Sydney 2000)
-Roseane Ferreira dos Santos, medalhista paraolímpica, atletismo (dois ouros, Sydney 2000)
-Torben Grael, medalhista olímpico, vela (ouro, Atlanta 1996 e Atenas 2004; prata, Los Angeles 1984; bronze, Seul 1988 e Sydney 2000).

Completam o time de atletas três jovens que representam o futuro do esporte brasileiro e o poder de transformação e de inclusão social pelo do esporte: Bárbara Leôncio, ouro nos 200 m rasos no Mundial de Menores, em Ostrava 2006; Paula Andressa Dias Clementino, do atletismo e Vitor Hugo Silva Mourao dos Santos, do judô. Ainda no esporte, o treinador Carlos Alberto Parreira, campeão mundial de futebol (Copa do Mundo de 1994), também estará em Copenhague para declarar seu apoio ao Rio 2016.
O time de 15 atletas integra a delegação oficial do Rio 2016, composta por 60 (sessenta) pessoas, número determinado pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para todas as cidades candidatas. Além do esporte, a delegação contempla representantes dos três poderes do Estado brasileiro (Executivo, Legislativo e Judiciário) e de setores da sociedade, com o objetivo de reafirmar aos membros do COI o total apoio e garantias institucionais apresentadas ao longo da candidatura.
O Rio de Janeiro disputa a sede dos Jogos Olímpicos com Chicago, Madri e Tóquio. A cidade sede será escolhida na próxima sexta-feira, dia 2 de outubro, durante a 121ª Sessão do Comitê Olímpico Internacional, em Copenhague.

Do site do Comitê Olímpico Brasileiro 2016: www.cob.org.br

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domingo, 27 de setembro de 2009

Novos tempos no Parque Estadual da Serra da Tiririca

Pedra de Itaquatiara. Parque Estadual da Serra da Tiririca. Foto Axel Grael.

Lembrando as origens do Parque da Serra da Tiririca

Tenho orgulho de ter participado do grupo de ambientalistas que sonhou e lutou pela criação do Parque, a partir do final da década de 80. Depois, em 1991, eu era o presidente do IEF - Instituto Estadual de Florestas (órgão já extinto e que administrava os parques estaduais), quando conseguimos na ALERJ- Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, a aprovação da Lei que criou o Parque. A história mostra que, quase sempre, a criação das unidades de conservação ocorre por iniciativa governamental. No caso da Serra da Tiririca, a proposta foi uma rara iniciativa de origem comunitária.

Coube a ambientalistas do Movimento Cidadania Ecológica (que eu presidia na ocasião, mas que teve como liderança no projeto “Tiririca”, os biólogos Paulo Bidegain e Alba Simon - que contaram com os trabalhos pioneiros dos também biólogos Jorge Antônio Lourenço Pontes, Paulo Carvalho e do geólogo Cláudio Martins), dar forma ao estudo técnico que embasou a criação do Parque. Do Cidadania Ecológica surgiu até mesmo a minuta de projeto de lei que foi apresentada ao presidente da Comissão de Meio Ambiente da ALERJ, o deputado Carlos Minc (hoje ministro do Meio Ambiente), que, por sua vez, deu prosseguimento à tramitação do Projeto de Lei. Muitas outras pessoas e organizações participaram ativamente do processo, contribuindo, principalmente com a mobilização comunitária e a vigília militante que afastou muitas ameaças, em particular da ação imobiliária que sempre cobiçou as terras da Serra da Tiririca. A aprovação da Lei 1901/91 consolidou a iniciativa destas organizações da sociedade civil de Niterói a Maricá.

De lá para cá, foram muitas lutas coletivas, mas, também, muitas brigas internas na militância. Esse parece ser um mal inevitável nas lutas sociais, tão suscetíveis às naturais divergências de opiniões, mas principalmente às vaidades, “estrelismos”, ambições eleitorais, aparelhamentos partidários, enfim, coisas do mundo real.

Parque avança

Depois de tanta luta, é uma grande satisfação ver o belo trabalho realizado pela atual administração do Parque Estadual da Serra da Tiririca, onde o engenheiro florestal Adriano Melo e sua equipe avançam na proteção do Parque com muita consistência e determinação.

Os tempos agora são outros. O Parque avança ainda com o apoio da comunidade, mas agora também com o respaldo de uma estrutura institucional que se aperfeiçoa, se organiza e mostra resultados. Temos agora com a infraestrutura da Sede do Parque, trilhas com melhores cuidados, uma equipe com um maior número de profissionais, viaturas. Podemos dizer que ainda estamos longe do ideal, mas os avanços são claros e precisam ser reconhecidos e celebrados. Li hoje a notícia da criação de um corpo de voluntários que já chega a 80 pessoas formalmente cadastradas e que passarão por treinamentos para potencializar a sua atuação. Ótima iniciativa. É um grande alento ver se reconstituir em torno do Parque uma nova militância cidadã e voluntária, agora motivada pela própria estrutura administrativa do Parque.

O maior protagonismo governamental na conservação da Serra da Tiririca não é nem melhor, nem pior do que tínhamos antes, é apenas um cenário diferente. Afinal, não era com isso que sonhávamos? Embora, nunca tenha deixado de existir uma militância em torno do parque, esta perdeu contingente, energia e o seu foco com o passar dos anos. A volta de uma militância mais ativa, representativa e independente também seria saudável para que os avanços se consolidem e evitar que se retroceda, hipótese que nunca se pode descartar.

O que aconteceu com os antigos ambientalistas?

A desmobilização não foi um fenômeno específico da luta pela Serra da Tiririca, mas considero que todo o movimento associativista, ambientalista ou comunitário, retrocedeu nos últimos anos. Quem viu a força das associações comunitárias nos anos 80 e início dos anos 90, e vê o que restou agora, não pode ter outra conclusão. De lá para cá, paradoxalmente, enquanto a temática ambiental ganhava gradativamente o grande público, os ambientalistas fluminenses foram saindo de cena. As ONG’s atuais, ou mudaram de forma de atuação (em muitos casos passaram a se assemelhar a escritórios de projetos) ou perderam organicidade e, por conseguinte, a legitimidade. Com a desmobilização, ONGs viraram ING’s (indivíduos não-governamentais) e até IG’s (indivíduos Governamentais). Salvo raras e heroicas excessões, são poucos e abnegados "gatos-pingados" por trás de cada grife associativa. Não desmereço essas iniciativas, muito pelo contrário, até colaboro com algumas, mas o fato é que elas já não conseguem mais a mesma repercussão na sociedade de tempos atrás.

O problema é que fracassamos na renovação de quadros nessas ONG’s. Não sei se podemos culpar a despolitização e o individualismo das novas gerações ou se devemos vestir a carapuça e reconhecer que menosprezamos a importância da atração de novos militantes. As longas e intermináveis brigas nas trincheiras ambientalistas podem também ter afastado essa nova militância, desinteressada em atuar em campo tão deteriorado por conflitos pessoais menores.

Axel Grael

sábado, 26 de setembro de 2009

Na surdina, Congresso reduz UCs

O Congresso Nacional parece mesmo ter tomado gosto por atos secretos, obscuros e afins. A última foi aprontada na última terça-feira durante a votação na Câmara de emendas apresentadas à Medida Provisória (MP) 462 - destinada originalmente a ajudar os municípios a enfrentar a queda de receitas provocada pela crise financeira internacional. No processo foram incluídas proposições que não tinha nada a ver com tema, prática que tem sido chamado pelos próprios deputados (os honestos no caso) de contrabando. E surpresa, as propostas aprovadas reduzem unidades de conservação e facilitam o licenciamento de obras danosas ao meio ambiente.

A emenda nº 7 trata da alteração dos limites da Reserva Extrativista (Resex) Baia do Iguape (BA), unidade de conservação localizada na área mais preservada da Baia de Todos os Santos – estuário do rio Paraguaçu. “O objetivo desta alteração é liberar área da Resex para a construção de um Polo Industrial Naval, projeto proposto e defendido pelo governo da Bahia”, alerta Rogério Mucugê, representante do Grupo Ambientalista da Bahia (Gambá).

A emenda nº 6 inclui o Porto Sul em Ilhéus (BA) no Plano Nacional de Viação. “Lá, resta uma das mais importantes áreas de remanescentes de Mata Atlântica do país. A preservação de sua zona costeira é considerada pelo Ministério do Meio Ambiente fundamental para a conservação marinha”, aponta Leandra Gonçalves, da Campanha Oceanos do Greenpeace. “O senador Romero Jucá, autor dessa proposta, tem, entre seus financiadores de campanha, empresas portuárias e por isso quer agora passar o trator em cima da área”,diz a ambientalista. A emenda nº 21 prevê uma redução drástica nos limites da Floresta Nacional (Flona) de Roraima, que passaria a ter apenas 6,3% de seu território original. De uma área atual de 2,66 milhões de hectares, a Flona ficaria com 167 mil hectares.

Do site O Eco, www.oeco.com.br , em 25/09/09.

Semana decisiva para o Rio Olímpico!!!


Está chegando a hora! Na próxima sexta-feira, dia 02 de outubro, o Comitê Olímpico Internacional (COI) se reunirá em Copenhagem, na Dinamarca, para decidir qual cidade será a sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Confesso que inicialmente fui muito cético quanto às chances do Rio ser escolhido, mas, hoje, vejo que uma vitória do Rio de Janeiro é uma possibilidade muito plausível. Já na terceira candidatura, o Rio conseguiu amadurecer muito e a sua proposição ganhou força e consistência.

Na longa trajetória, o Rio venceu etapas: sediou o Pan 2007, trouxe os jogos mundiais militares (2010), a Copa do Mundo de Futebol (2014) e até promoveu, recentemente, importantes eventos da vela, como o Campeonato Mundial de Optimist, o Mundial da Juventude de Búzios. Tudo isso fez crescer a credibilidade do Rio e do Brasil para promover a milionária festa olímpica. Além disso, a conjuntura ajuda o Rio. Outras cidades candidatas (Tóquio, Madri e Chicago) contavam prioritariamente com investimentos privados e foram prejudicadas pela crise financeira mundial, forçando-as a mudanças de rumo de última hora para atrair investimentos públicos. Isso lá fora não é fácil. A governança do cidadão sobre o orçamento público é muito mais efetiva do que aqui e as prioridades de investimento são pactuadas pela sociedade em complexos e longos processos de negociação. Mudanças nessas prioridades demanda uma repactuação do destino dessas verbas, o que não é uma tarefa trivial.

A maior dependência de recursos públicos afastou o consenso em torno dos Jogos e as candidaturas passaram a enfrentar uma significativa oposição local. Diferente de seus concorrentes, o Rio de Janeiro, desde o início, construiu a sua proposta em torno de recursos públicos e conta com os Jogos para alavancar investimentos e avançar para a solução de seus problemas sociais, ambientais e de infraestrutura. A candidatura do Rio é de fato a mais consensual.
Mas, teremos que torcer bastante, pois a história mostra que nem sempre as decisões dos representantes que votam na Assembléia do COI seguem lógicas muito lineares. Até a sexta feira ainda haverá muito trabalho de bastidor e, para a defesa da Rio 2016, o COB convocou uma verdadeira tropa de elite. De Niterói, partem para Copenhagem os medalhistas olímpicos Torben Grael e Isabel Swan para reforçar o lobby brasileiro. Boa sorte ao Rio.
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Publicado na Coluna Rumo Náutico, de Axel Grael. Jornal O Fluminense, 26/09/09.

Brasil 1, o filme!


Amanhã, 27/09/09, às 19:30, haverá a pré-estréia do filme Senhores do Vento: uma odisséia do Brasil na Regata Volvo Ocean Race, como parte do Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro, na Avenida Barão de Tefé, 75, Zona Portuária do Rio de Janeiro. O filme é um documentário de Isabella Nicolas e registra a saga do Brasil 1, barco comandado por Torben Grael na edição de 2005/2006 da regata. Mesmo tendo quebrado um mastro e passado por muitas dificuldades, na sua primeira participação na regata de volta ao mundo, o barco brasileiro conquistou um lugar no pódio, terminando em terceiro lugar. A experiência do Brasil 1 motivou a segunda participação de Torben Grael na Regata de Volta ao Mundo, em competição que terminou em junho de 2009, com a vitória do velejador de Niterói.
Da Coluna Rumo Náutico, Jornal O Fluminense, 26 de setembro de 2009.

Vela Social cresce no Brasil


Cresce cada vez mais o número de programas educativos e sociais desenvolvidos em torno das atividades náuticas e o Projeto Grael tem incentivado essas propostas. Nessa semana, recebemos mensagem de Jamie Stuart Granger, de Cumuruxatiba, litoral da Bahia, nos informando sobre o Projeto Vela Cumuru, uma bela iniciativa de ensinar os jovens do local a velejar. Para isso, Jamie, que é um conhecido fotógrafo inglês e radicado no Brasil, construiu seis barcos da classe Optimist de madeira, junto com os seus alunos. Conforme pode-se verificar na foto, as velas são improvisadas com lonas plásticas, mostrando que, com criatividade, o esporte pode ser praticado com essa finalidade e a baixos custos. Jamie virá a Niterói conhecer o Projeto Grael. Outra iniciativa semelhante é desenvolvida pela Associação de Escoteiros do Mar do Distrito Federal (AEMARDF), de Brasília. Seu responsável, comodoro Ulisses José Neto, estará no Projeto Grael, em treinamento, durante a próxima semana. Nesse ano, com a ajuda da UK Sports, já capacitamos também interessados em promover a vela educativa e social de estados do nordeste. Além disso, o Projeto Grael está implantando ou preparando-se para implantar unidades em oito cidades do Brasil, num total de 11 unidades, que se somarão à unidade já existentes em Niterói (RJ) e Maricá (RJ). As novas unidades serão em:

  • Três Marias (MG), em parceria com a CEMIG, a Prefeitura de Três Marias e ONGs locais.

  • Rio Grande (RS), em parceria com empresas, universidade e instituições locais.

  • Ribeirão das Lajes, em Piraí (RJ), em parceria com a Light

  • Santa Branca (SP), também em parceria com a Light.

  • Rio de Janeiro (RJ), serão três unidades em parceria com a Secretaria Municipal de Esportes.

  • Salvador (BA), em parceria com a Federação de vela do Estado e o Governo do Estado

  • Maricá (RJ), uma nova unidade se somará à já existe no Boqueirão (Lagoa de Maricá), em parceria com as Secretarias Municipais de Meio Ambiente e de Educação.
  • Guarujá (SP), em parceria com Agência Costeira, com a Prefeitura, com a Unisantos e organizações locais.

Baseado em nota na Coluna Rumo Náutico, de Axel Grael. Jornal O Fluminense, 26/09/09

Motor mais seguro rejeitado


Um projeto de lei que tramitava no Congresso Nacional com o objetivo de obrigar a, instalação de proteção contra hélices em todas as embarcações, foi rejeitado na quarta-feira (dia 16) pela Comissão de Viação e Transportes. O Projeto de Lei era de autoria do deputado Jurandy Loureiro (Espírito Santo) e foi defendido pelo deputado Hugo Leal (Rio de Janeiro), autor da Lei Seca no Trânsito. A solução discutida no Congresso previa a instalação de um equipamento cilíndrico que envolve o hélice, previnindo acidentes que tem feito muitas vítimas em todo o Brasil. Independente da eficácia da medida proposta, já é tempo do Congresso Nacional preocupar-se com a vexaminosa estatística de acidentes navais no Brasil.


Desde que teve o seu acidente, há 11 anos, Lars Grael faz uma campanha por maior segurança no mar e participa há anos, como voluntário, da campanha institucional da Marinha do Brasil sobre o tema.


Em entrevista à Revista Época, em 27/o3/09, Lars Grael defendeu o equipamento como forma de evitar acidentes como que lhe custou a perna direita e poderia ter lhe tomado a vida e como o acidente que acabara de acontecer, igualmente em Vitória-ES, com o jovem Daniel Mattos: "Grael afirmou que um simples equipamento de segurança poderia banir para sempre acidentes desse tipo. É uma espécie de grade, acoplada às hélices. Custa por volta de US$ 300, ou pouco menos de R$ 700. Uma lancha custa, pelo menos, R$ 100 mil". Leia a entrevista em: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI66012-15228,00.html


Lars também dedica parte do seu tempo para colaborar com vítimas de acidentes semelhantes ao seu, visitando-os e dando o seu depoimento sobre como dar a volta por cima após passar por tal situação.


Baseado em nota publicada na Coluna Rumo Náutico, de Axel Grael. Jornal O Fluminense, 26/09/09.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Debate na UFF


A UFF e o Grupo Girassol-Arte e Cultura Engajada estão promovendo um Ciclo de Debates sobre “Educação, Cultura e Transformação”.

No dia 30 de setembro, o tema será “Educação Cultura, Meio Ambiente e Cidadania” e para o qual fui convidado como debatedor, juntamente com a ambientalista e bióloga Alba Santos Simon, Superintendente de Biodiversidade da Secretaria de Estado do Ambiente; Raymundo Araújo, veterinário homeopata e consultor para projetos de agricultura familiar e reforma agrária e a professora Alice Yamazaki, do Departamento de Educação da UFF.

O debate será às 19 horas, no Auditório Florestan Fernandes, Bloco D, Faculdade de Educação/UFF, Campus Gragoatá.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Congresso aprova o aumento do número de vereadores


O Congresso Nacional acaba de aprovar o aumento do número de vereadores em todo o país. Com o aumento do número de assentos nos legislativos municipais, aumentam também as despesas. Segundo fontes, o gabinete de um vereador do município do Rio de Janeiro custa R$ 6 milhões/ano ao contribuinte carioca.
Acho que cabe ao eleitor refletir. O nosso problema é de quantidade de representantes, da qualidade dos representantes ou da qualidade da política?

Família Grael na TV

Barcos representantes dos iate-clubes convidados, disputam o Match Race Brasil na bela paisagem da Baía de Guanabara. Foto de Fred Hoffmann.

Veja as matérias na Globo sobre a vitória da família Grael no Match Race Brasil 2009:


Globo Esporte:

http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM1128522-7824-FAMILIA+GRAEL+VENCE+A+EDICAO+DA+MATCH+RACE+BRASIL,00.html
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Rio Yacht Club vence o Match Race Brasil 2009


Esse domingo foi um dia feliz e de muito orgulho para mim. Fui assistir ao Match Race Brasil 2009, competição que reúne alguns dos melhores velejadores do Brasil, além de contar com convidados da Argentina e do Uruguai. A regata Match Race é uma modalidade em que a disputa se faz em sistema de desafio, em que dois barcos se enfrentam de cada vez. É uma modalidade muito técnica e disputada. Nesse ano, a empresa Brasil 1, responsável pela organização do evento, introduziu algumas boas novidades, dentre elas, que as tripulações passaram a ser inscritas por iate clubes.


Uma dessas tripulações, inscrita pelo Rio Yacht Club, tinha no leme Marco Grael (20 anos), seu pai Torben Grael como tático, a mãe Andrea Grael e a irmã Martine Grael a bordo. Completavam a tripulação do Rio Yacht Club, o medalhista olímpico Marcelo Ferreira, Ricardo Freitas, Cao Paes Leme e Bruno Sasse. A equipe comandada por Marco Grael teve ótima atuação, vencendo os seus adversários um a um, até vencer a competição. Na final, contra a equipe da Marina da Glória, comandada por Henrique Haddad, tive a satisfação de estar a bordo na condição de “convidado”, junto com a medalhista olímpica do vôlei de praia, Jaqueline Silva. Segundo a regra, esse Grael extra a bordo, não podia ajudar em nada, só observar: ô missão difícil! Ver as coisas acontecendo e não poder ajudar.


Enfim, Marco Grael conduziu a sua tripulação do Rio Yacht Club ao topo do pódio e conquistando o Troféu Roger Wright, prêmio transitório oferecido pela família do velejador, falecido recentemente em trágico acidente em Trancoso, Bahia.


Estar a bordo naquela final do Match Race foi muito emocionante, principalmente por ver de perto, mais uma vez, o talento da família Grael na vela que se manifesta também na geração que chega para ocupar o seu espaço. Marco mostrou o resultado das muitas horas de treinamento e demonstrou o seu amadurecimento como timoneiro.


Bons ventos, Marco e Martine!!!

sábado, 19 de setembro de 2009

Alunos têm dificuldades de chegar ao Projeto Grael


É dura a vida de quem é estudante e de quem planeja e se dedica a manter projeto sociais em Niterói. Nos últimos dias, durante a greve dos professores, cortaram o Rio Card dos alunos da Rede Pública de Educação. Como consequência, os alunos tiveram muita dificuldade também de chegar para participar de projetos sociais e educativos como o Projeto Grael.


Quem será que toma decisões como essa de bloquear o Rio Card? Somos ativamente solidários às medidas que visam melhorar a qualidade da educação e isso inclui a remuneração e melhoria das condições de trabalho dos professores. Mas, será que precisaremos fechar as portas da nossa instituição cada vez que ocorra uma paralização nas escolas?

O mar na pindaíba



Notícias sobre a compra de novos aviões-caça, investimentos em submarinos nucleares e outros recursos para equipar as Forças Armadas brasileiras tomaram a mídia nos últimos dias. Tudo isso pode ser muito necessário, dependendo do ponto de vista. Ao meu ver, as Forças Armadas precisam se equipar adequadamente, mas não vejo que a prioridade seja para o seu papel na guerra, mas na paz. Dentre essas responsabilidades, reputo da maior importância as responsabilidades da Marinha na implementação de Convenções da IMO - International Maritime Organization, que o Brasil é signatário. E estamos atrasados na implementação de muitas dessas providências, quase sempre por falta de recursos. Também é atribuição da Marinha, o zelo pela segurança no mar, o controle da explotação predatória dos nossos recursos marinhos e fiscalização da poluição oriunda de embarcações. Essas atribuições também sempre careceram de atenção, e a eficiência desses serviços ainda é muito deficiente. Ocorre que no Congresso Nacional debate-se no momento a mensagem do governo para o orçamento da União em 2010 e a proposta do governo federal reduz recursos de algumas das mais importantes rubricas, que são de interesse dos navegadores e de toda a nação. Segundo a proposta em pauta:
  • A Secretaria Interministerial para os Recursos do Mar, que define as políticas públicas do Brasil referentes à gestão do seu mar territorial, terá redução de 93,48%!!
  • O programa de segurança da navegação aquaviária terá uma redução de 95,84%.

Será que nossos deputados e senadores terão a sensibilidade e a responsabilidade de priorizar emendas que pelo menos restituam o já deficiente nível orçamentário anterior?

O momento é esse. Cobre do seu congressista!

Esporte e qualidade de vida


Pequim sediou os últimos Jogos Olímpicos e é um exemplo para o Rio de Janeiro que se candidata a sediar os Jogos de 2016. A cidade promoveu uma impressionante reforma urbana, melhorou de forma permanente os seus serviços e a infraestrutura turística e hoje se beneficia disso. E o esporte, no país campeão de medalhas olímpicas, é uma mania nacional, praticado por toda a parte, por jovens, adultos e idosos. O Gugu, responsável pelo nosso Projeto Gugu, em Niterói, ficaria orgulhoso de ver os milhares de idosos que se espalham pelos parques da cidade, toda manhã, para praticar o tai-chi-chuan, exercitar-se, dançar, praticar esportes, exercícios e jogos. É fascinante.


Por Axel Grael. Coluna Rumo Náutico, Jornal O Fluminense, 19 de setembro de 2009.

A China faz pensar


Embarcações típicas chinesas, sob a bruma da poluição. Changsha, China. Foto de Axel Grael 



A China faz pensar


Retornei nessa semana de viagem à cidade de Changsha, capital da Província de Hunan, na China. Fui a convite da prefeitura daquela cidade e acompanhado pelo vereador niteroiense Padre Ricardo, para representar a nossa cidade de Niterói em evento de lançamento do Festival de Turismo de Changsha e de inauguração de um belo parque municipal na Ilha da Laranja, no Rio Chang. Conhecer a China é uma experiência única e quase indispensável para quem atua na área de meio ambiente e reflete sobre o futuro sustentável do planeta.
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Estar na China hoje é experimentar o que poderá ser o mundo em futuro próximo, caso não se mude o rumo das coisas: densamente povoado e muito poluído. Com 1,3 bilhão de habitantes, a China abriga um em cada cinco habitantes do planeta. Só a província de Hunan, possui 67 milhões de habitantes, mais do que a soma da população dos dois mais populosos estados do Brasil: São Paulo e Minas Gerais!
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E a dimensão dos problemas ambientais da China são do tamanho da população chinesa e da grandeza de sua história. Basta olhar todo dia para o céu e não encontrar o azul, permanentemente recoberto por uma espessa camada de poluição, para se ter certeza da imensidão do desafio de limpar o país campeão de emissão de gases do efeito estufa. A poluição do ar vem da frota crescente de veículos, da queima do carvão para gerar energia e do parque industrial ainda pouco eficiente. O problema da contaminação do solo e dos rios também é gravíssimo. O território da China é enorme, mas em grande parte é desértico, montanhoso e muito frio. Alimentar, produzir matérias primas de uma forma sustentável para toda a China é um grande desafio.
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Diante de tudo isso, a China quer e precisa crescer, aumentando a sua pressão sobre o meio ambiente. Mas, os chineses são organizados, disciplinados, trabalham muito e o país está literalmente em obras. Guindastes, dragas, caminhões e milhares de trabalhadores se espalham em obras por toda a parte. Mas, a China entende a importância do seu papel na construção de um futuro sustentável e prepara-se para surpreender o mundo anunciando um plano audacioso de combate aos seus problemas ambientais. Fala-se por lá, que o valor a ser investido poderá ser da ordem de 1 trilhão de dólares na próxima década, um desafio tão grande que deverá movimentar uma boa parte da capacidade profissional e tecnológica ambiental do mundo. Um plano de ação gigante, do tamanho da China.


Por Axel Grael.
Coluna Rumo Náutico, Jornal O Fluminense, 19 de setembro de 2009.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Angélica visita o Projeto Grael



A apresentadora Angélica, da Rede Globo, esteve na segunda feira no Projeto Grael, onde encontrou-se com Torben e Lars Grael e regitrou imagem sobre o trabalho realizado.

Com muita simpatia, Angélica interagiu com os alunos e viu a nossa galerinha velejando, trabalhando nas oficinas profissionalizante e ganhou de presente artigos produzidos pelo nosso Programa de Geração de Renda. A "estrela global" não foi a bordo com os alunos devido a uma forte ventania que atrapalhou as filmagens.

O programa deverá ir ao ar em outubro.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

50 anos da primeira medalha da vela brasileira


Ontem, dia 06 de setembro, o Iate Clube Brasileiro fez uma bela homenagem aos velejadores niteroienses Axel Schmidt, Erik Schmidt (os gêmeos do Mar) e Antonio Figueira Barbosa (o Pezinho), tripulates da equipe brasileira da classe Lightning, que conquistou a primeira medalha de ouro da vela brasileira, nos Jogos Pan Americanos de Chicago, em 1959.


O título dos velejadores foi o primeiro de muitos que vieram depois, conquistados por atletas na vela de Niterói, com uma especial predominância dos velejadores do Rio Yacht Club. Axel, Erik e Barbosa consolidaram a fama da cidade no esporte, que mesmo antes da conquista, já era conhecida no meio da vela como "A Academia", pela qualidade de seus velejadores.


Parabens aos homenageados, ao Iate Clube Brasileiro pela iniciativa e a Niterói, que mais uma vez mostra que merece ser reconhecida como a Capital Brasileira da Vela.
Nos últimos dias, ao ser anunciada a homenagem, velejadores do ICRJ contestaram o ineditismo do título dos velejadores de Niterói, alegando que a primeira medalha teria sido conquistada nos primeiros Jogos Panamericanos da história, realizado em Buenos Aires, em 1951. O sempre bem informado "Pezinho", tirou a dúvida: Em Buenos Aires, a vela era um esporte de exibição e, apenas dois barcos disputaram, um do Brasil (Roberto Bueno) e outro da Argentina, tendo as tripulações terminado nessa ordem.
Em Chicago, a disputa era oficial, havia um número significativo de países disputando e a regata teve bom nível técnico, com alguns dos elhores velejadores da classe no mundo.
Parabens!!!

Falecimento do Nicanor

Nicanor com Valmir, outra querida figura do Rio Yacht Club

O Rio Yacht Club perdeu um de seus mais queridos personagens. O marinheiro Nicanor. Com mais tempo de clube o que qualquer outro frequentador, Nicanor viu passar e ajudou a formar muitas gerações de velejadores campeões no mais tradicional clube de vela do Brasil.
Saudades eternas desse velho marujo

domingo, 6 de setembro de 2009

Projeto Grael seleciona profissional


Coordenador Local de Projetos – Três Marias (MG) - Instituto Rumo Náutico / Projeto Grael

O IRN/Projeto Grael, instituição sem fins lucrativos, busca profissional para a seguinte vaga: Coordenador Local de Projetos
Perfil desejado:

• Superior Completo;

• Vivência na coordenação de equipes;

• Experiência em implementação de projetos voltados ao esporte educacional e/ou qualificação e inserção de jovens no mercado de trabalho;

• Conhecimento básico das temáticas sociais; Criança, Adolescência e Juventude; cidadania; educação ambiental

• Articulação, mobilização e implementação de redes;

• Experiência na condução de reuniões e eventos com diferentes atores sociais – públicos e privados;

• Facilidade na elaboração de relatórios e sistematização de dados;

• Disponibilidade para viagens;

• Necessário ter CNH;

• Domínio em Word, Excel, PowerPoint e internet;

• Disponibilidade para trabalhar na cidade de Três Marias (MG) de segunda a sexta-feira.


Atribuições do cargo:

• Coordenar a unidade do Projeto Grael em Três Marias;

• Desenvolver e gerenciar parcerias institucionais com os três setores;

• Assegurar a operacionalização do projeto desde o planejamento até sua conclusão;

• Planejar, acompanhar e avaliar os resultados dos projetos;

• Coordenar equipes;

• Preparar relatório técnico periódico das atividades elaboradas nos projetos para prestação de contas.
Interessados devem enviar Curriculum Vitae somente para o endereço secretaria@projetograel.org.br, indicando no "assunto" da mensagem: "Vaga Coordenador Local de Projeto - Três Marias".

sábado, 5 de setembro de 2009

Recorde de velocidade a vela


L’Hidroptère, um fantástico trimarã hightech francês construído para bater o recorde mundial de velocidade de um barco a vela, pode ter cumprido o seu objetivo ontem. André Thébault e sua tripulação velejaram sob ventos de 28 nós, em Hières, na França e bateram o recorde mundial para a distância de 500 metros, com uma velocidade de 51,36 nós. A marca anterior (50,57 nós) era do também francês que a registrou na costa da Namíbia, no ano passado, com um kytesurf. O l’Hydroptère também superou a velocidade registrada anteriormente para os 1000 metros, aumentando de 43,09 nós para 48,72 nós. Durante o trajeto, a velocidade máxima atingida foi de incríveis 55,5 nós (103 km/h). Além de ser um multicasco, o l’Hydroptere é provido de “hidrofoils”, dispositivos como esquis, sobre os quais o trimarã eleva-se quando atinge velocidades maiores, diminuindo, assim, o deslocamento (a resistência da água) e permitindo as altas velocidades. O recorde do l’Hydroptère ainda depende da homologação do WSSRC, da ISAF.

Quem cuida da Baía de Guanabara?


Há algo extraordinariamente importante acontecendo diante de todos nós, mas poucos percebem: a Baía de Guanabara está sofrendo uma rápida transformação. Historicamente, a Baía de Guanabara foi destinada a usos tradicionais como: o transporte, a indústria, a atividade portuária, a pesca, o esporte, o lazer em suas praias, o turismo, a contemplação... Enfim, múltiplos usos que fizeram da Baía de Guanabara uma parte integrante, não só da paisagem, mas da vida das cidades do seu entorno.

No entanto, um massivo investimento está fazendo da Baía um importante centro logístico offshore, atividade esta que, com o crescimento do setor do petróleo com a chegada do Pré-Sal, será cada vez mais demandante de ainda mais infraestrutura e logística.

A Baía já é palco operacional da REDUC, Manguinhos, Porto do Rio e de Niterói, estaleiros de construção naval e reparos, etc. Chegam agora, o Comperj, GNL, infraestrutura do Plangás, etc. Rapidamente, a atividade petroleira e outras correlatas, estão superando os demais usos e podem sufoca-los e até inviabiliza-los?

E quem cuida disso? Quem media esses interesses e, principalmente, protege o meio ambiente da Baía de Guanabara e do seu entorno diante do crescimento dessa atividade de alto potencial poluidor?

No atual cenário institucional, são várias as autoridades que têm responsabilidades sobre essa gestão: a Marinha (DPC/Capitania dos Portos), Secretaria de Estado do Ambiente/INEA-Instituto Estadual do Ambiente, Docas, Municípios, AGETRANSP (agência reguladora do Estado), IBAMA, CEDAE, etc? Se o Rio vencer a disputa para os Jogos Olímpicos de 2016, até o COB mandará na Baía de Guanabara, já que a mesma abrigará as competições de vela e, portanto, estará sujeita às regras olímpicas. Com tantos caciques, falta articulação, e nenhuma destas instituições isoladas são capazes de atender a toda a demanda de gestão, regulação e recuperação que a Baía precisa e merece.

UM NOVO MODELO DE GESTÃO: É a nossa opinião, que seria preciso estrutur uma autoridade da Baía da Guanabara, aos moldes das "Bay Authorities" que existem em outros países. Não seria mais um órgão a somar-se aos demais - com uma nova burocracia superposta às já existentes - mas uma autoridade com perfil colegiado, integrador das demais responsabilidades institucionais e que fosse a referência, perante a população e os múltiplos usuários, para dotar a Baía de um zoneamento e de normas de aproveitamento. A "Autoridade da Baía" seria um maestro para reger a orquestra de músicos (as instituições existentes) para que todos toquem a mesma música, de forma harmônica e inspiradora. A autoridade da Baía poderia Agência de Bacia ou ter o formato de uma agência reguladora, mas o importante é que não precise de uma grande estrutura, pois será apoiada pelas demais organizações, cabendo-lhe a ação de integração, inteligência, planejamento e regulação.

Hoje, vemos os conflitos de uso crescerem e se tornarem cada vez mais complexos e preocupantes. O desproporcional crescimento do setor petroleiro como player estratégico, com a sua grande capacidade econômica e com a consequente influência política, tende a alcançar uma supremacia cada vez maior sobre outros interesses. É o que vemos acontecer com as unidades de conservação (Guapimirim), as iniciativas de conservação dos botos da Baía de Guanabara, com a pesca, etc. Assim, sem uma autoridade da Baía, seremos levados a uma visão tendenciosa e distorcida das potencialidades e vocações da Baía, que poderá atrofiar os demais usos. Essa unilateralidade, poderá impor usos que nem sempre serão convergentes para o interesse maior de toda a coletividade e da sustentabilidade da Baía. Sem esse novo ente multi ou supra setorial, mediador e formulador de políticas integradas, os problemas se agravarão e poderemos perder definitivamente preciosas oportunidades.

Axel Grael
Engenheiro florestal, ambientalista e velejador na Baía de Guanabara.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Torben e Scheidt juntos no Luna Rossa


Começa amanhã, em Porto Cervo, na Sardenha, Itália, a Maxi Yacht Rolex Cup, uma regata dos sonhos, onde as mais modernas e sofisticadas máquinas de regata se encontram. E nesse ano, não só os impressionantes barcos de regata chamarão atenção: a bordo do barco italiano Luna Rossa, um STP 65 (65 pés) de Patrizio Bertelli, estarão juntos os dois maiores medalhistas olímpicos brasileiros, Torben Grael (será o tático) e Robert Scheidt (timoneiro). Serão dois velejadores e nove medalhas olímpicas brasileiras levando a equipe do Luna Rossa, pela qual Torben já disputou três America’s Cup, para a vitória. Normalmente, adversários na Classe Star, a presença de Torben e Robert é considerado pela imprensa européia como as maiores atrações do evento.
Publicado na Coluna Rumo Náutico, Jornal O Fluminense

Licenças ambientais e sindicatos

Criou-se uma grande polêmica em torno de uma iniciativa do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que através de um ato administrativo entre o seu ministério e o IBAMA, que determina que as licenças ambientais sejam submetidas, previamente à sua expedição, a uma consulta a sindicatos e centrais sindicais. Concordamos com o ministro Minc, que sindicatos são importantes interlocutores sociais e que os mecanismos de participação igualitária no processo de decisão ambiental precisam ser aperfeiçoados e ampliados, mas será que essa solução é a ideal? Sempre foi a nossa opinião, que as atuais Audiências Públicas realizadas nos licenciamento ambientais são insuficientes. No entanto, assim como sindicatos, outras organizações da sociedade civil e outros atores sociais (associações ambientalistas, comunitárias, associações técnicas, etc.) são também necessários no processo de consulta. Por que, então, só as organizações sindicais passarão a ser objeto de consulta obrigatória? Há forte movimentação no setor empresarial contra a medida, por considerarem que a mesma é inconstitucional e que se trataria de uma iniciativa política do ministro para reforçar a sua base de sustentação política. Parece-nos que a argumentação empresarial carrega forte carga de preconceito e estereótipos. Torcemos que o debate resulte no aperfeiçoamento das instâncias participativas no licenciamento ambiental.

Publicado na Coluna Rumo Náutico, Jornal O Fluminense

Melhorar o clima


A Agência Ambiental Européia acaba de lançar um relatório com a atualização do Inventário de Emissões Atmosféricas dos países da Comunidade Européia. Os resultados são alentadores e mostram que as emissões estão diminuindo pelo quarto ano consecutivo e, que para alguns compostos, os resultados são surpreendentes. Segundo os dados do relatório, em 2007, as emissões de óxidos de enxofre (SOx) nos países da Comunidade Européia caíram para 72% dos valores registrados em 1990. Os outros gases que causam a formação de Ozônio ao nível do solo (o Ozônio nas camadas superiores da atmosfera é indispensável para a vida na terra. No nível do solo é um poluente) continuam em declínio. Dentre esses gases, o monóxido de carbono (CO) teve queda de 57%, compostos orgânicos voláteis não-metano (VOC-NM) diminuíram 47% e os compostos de nitrogênio (NOx) caíram 36%. Um alerta importante é que as reduções que dependem diretamente do cidadão tem tido reduções menores: as emissões residenciais (principalmente calefação) estão entre as maiores contribuições para a poluição por poeira (PM 2,5: partículas menores que 2,5 micra), poluente que teve um decréscimo de apenas 2% de 2006 para 2007, e 12% desde o ano 2000. A maior preocupação das autoridades ambientais européias, no entanto, é a poluição causada pelo transporte, principalmente automóveis. A indústria foi o setor que mais contribuiu com as reduções de emissões, enquanto a agricultura é a principal fonte de amônia. Para fazer o download do relatório, acesse
http://www.eea.europa.eu/publications/lrtap-emission-inventory-report-1990-2007

Entrevista sobre o Projeto Grael

Ouça nesta sexta feira, dia 04/09, às 10:05, entrevista de Axel Grael sobre o Projeto Grael no Programa Visão Social www.ufrgs.br/radio.

O "Visão Social" é um site do Rio Grande do Sul, que promove debates e divulga informações sobre o Terceiro Setor e sobre Responsabilidade Social. Para acessar o site, clique na setor "sites recomendados", na coluna a direita do Blog.

Não esqueça de postar os seus comentários depois de ouvir a entrevista.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Empresa Amiga do Projeto Grael

NOVA INICIATIVA APROXIMA EMPRESAS E O PROJETO GRAEL

Visando o aperfeiçoamento continuado da qualidade do seu programa Profissionalizante, o Projeto Grael implanta o programa "Empresa Amiga do Projeto Grael".

O que é? A empresa não é exatamente uma patrocinadora, mas dará oportunidades profissionais aos nossos alunos.

Como? Sempre que for contratar profissionais com o perfil dos que nós formamos (fibra de vidro, marcenaria, eletrônica, mecânica Diesel e motor de popa), as empresas darão uma oportunidade para que nossos alunos sejam entrevistados para a vaga também.

Contrapartida da Empresa? A empresa manterá um acompanhamento crítico do programa profissionalizante que nós oferecemos e sugerirá aperfeiçoamentos e atualizações nos conteúdos do curso.

Quem ganha com isso? Os três lados ganham:

EMPRESA: Como a própria empresa ajuda a manter a qualidade do nosso programa Profissionalizante, a chance de termos o profissional que eles procuram é muito grande.

ALUNO: O aluno ganha mais oportunidades de inserção no mercado de trabalho.

PROJETO GRAEL: O Projeto Grael cumpre a sua missão de oferecer oportunidades de inclusão social com a ajuda dos barcos e atrai mais jovens para os seus programas.

Caso a sua empresa tenha interesse, entre em contato com o e-mail: grael@rumonautico.org.br