quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

PRODUIS: Obras de macrodrenagem avançam na comunidade São José, no Fonseca



Obras de macrodrenagem em andamento.


PRODUIS: INFRAESTRUTURA, CIDADANIA E AUTOESTIMA

O Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social de Niterói (PRODUIS), financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), é uma das grandes iniciativas de investimentos estratégicos desenvolvidos atualmente pela Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG.

Além do PRODUIS, a SEPLAG também desenvolve o Programa Região Oceânica Sustentável (PRO SUSTENTÁVEL), financiado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina - CAF, além dos estudos de viabilidade para o Veículo Leve Sobre Trilhos - VLT de Niterói, desenvolvido com o apoio da Agência Francesa de Desenvolvimento - AFD.

Os dois programas foram iniciados quando eu ainda era vice-prefeito de Niterói e quando foi criado pelo prefeito Rodrigo Neves, em 2013, o Escritório de Gestão de Projetos - EGP, que está sob a minha coordenação deste então. O EGP tem por objetivo captar recursos para a cidade de Niterói e gerenciar projetos estratégicos.

Dentre os mais importantes resultados do PRODUIS estão as obras de infraestrutura da região de São José (urbanização, contenção de encostas, drenagem e equipamentos sociais) e da Igrejinha do Caramujo (Complexo Esportivo do Caramujo e urbanização).



Obras de macrodrenagem em execução

Mapa das intervenções do PRODUIS nas comunidades de São José.

Solução alternativa para evitar a erosão superficial em áreas de encostas, utilizando o Capim-Vetiver.


Infraestrutura e Drenagem de São José

A região de São José era uma das mais carentes de infraestrutura na cidade e as obras trazem melhoramentos que transformarão a realidade local. As obras de infraestrutura e drenagem contam com um orçamento de R$ 44 milhões e envolvem as seguintes atividades:

- Infraestrutura para saneamento e drenagem;
- Contenção de Encostas;
- Pavimentação;
- Urbanização;
- Iluminação Pública;
- Equipamentos Comunitários;
- Serviços Sociais;
- Regularização Fundiária.

Obras sempre geram transtornos. A nossa determinação é dar toda a transparência e fazer com que as nossas intervenções gerem o mínimo de inconvenientes para a população. Além disso, que os impactos sociais durante a fase de obras sejam mitigados, como é o que estamos fazendo com relação ao transporte. As obras de São José serão entregues em 2020.

Niterói segue em frente cumprindo metas e superando desafios. Vamos em frente!

Axel Grael
Coordenador Geral do PRODUIS

Secretário
Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG
Prefeitura de Niterói




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Obras de macrodrenagem avançam na comunidade São José, no Fonseca

As obras de urbanização e infraestrutura realizadas pela Prefeitura de Niterói na comunidade São José, Zona Norte, estão concentradas na implantação da rede de macrodrenagem da Rua São José. O projeto inclui obras de contenção de encostas, drenagem e pavimentação de vias, melhoria em escadas de acesso à comunidade, além de quadra poliesportiva, praça com academia da terceira idade e brinquedos para crianças e um anfiteatro. A previsão é que as intervenções sejam concluídas no segundo semestre de 2020.

“Estamos realizando um conjunto de obras nunca visto na região Norte da cidade. São intervenções que trazem mais qualidade de vida para os moradores, e também que salvam vidas, como é o caso das obras de contenção de encostas. Só foi possível tirar essas obras do papel graças a uma gestão comprometida, que tem planejamento. Vamos seguir em frente para que Niterói seja a melhor cidade para viver”, disse Rodrigo Neves.

O investimento do Município para este projeto na comunidade São José é de aproximadamente R$ 44 milhões. As obras, que tiveram início em abril deste ano, irão beneficiar cerca de 1.500 famílias que moram na região. Todo o projeto faz parte do Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Social de Niterói (Produis), que é financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Para a execução dos trabalhos, a região foi dividida em 10 núcleos.

“Com aproximadamente 800 metros de extensão, galerias de 2mx2m estão sendo instaladas na via, que é uma das principais ligações entre o Fonseca, o Viçoso Jardim e o Caramujo”, explicou o secretário municipal de Obras, Vicente Temperini. “A expectativa é que mais de 500 delas sejam instaladas no remanejamento das águas pluviais. A via ainda receberá novas calçadas e pavimentação”, completou o secretário.





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Entrevista sobre o trabalho da Prefeitura de Niterói para a recuperação das lagoas da Região Oceânica de Niterói



Axel Grael fala sobre a região Oceânica e as Lagoas de Piratininga e Itaipú

Entrevista concedida para a TV Jaguanum.





Na entrevista, eu me refiro aos trabalhos que estão sendo desenvolvidos pela Prefeitura para a melhoria da infraestrutura urbana e de saneamento da Região Oceânica de Niterói, para a proteção dos ecossistemas e a recuperação do Sistema Lagunar de Piratininga e Itaipu.

Recuperação do Sistema Lagunar

Iniciei a minha militância ambientalista em Niterói, nos idos do final da década de 1970, quando participei e liderei campanhas em defesa da Baía de Guanabara (campanha contra as fábricas de sardinha de Jurujuba e da Zona Norte, que poluíam a Baía com uma carga orgânica correspondente a todo o esgoto gerado pela cidade de Niterói - na época apenas uma pequena parte do esgoto era tratado), em defesa da criação do Parque Estadual da Serra da Tiririca - PESET (foi criado quando eu já exercia o cargo de presidente do Instituto Estadual de Florestas - IEF, em 1991) e em defesa do sistema lagunar de Piratininga e Itaipu.

O momento mais emblemático da defesa das lagoas teve a liderança do ambientalista e professor Marcello de Ipanema, um aguerrido e pioneiro defensor do meio ambiente no estado do Rio de Janeiro, que fundou a Federação das Associações de Meio Ambiente do Rio de Janeiro - FAMA, da qual fiz parte no início da minha militância.

Marcello opôs-se e denunciou a destruição dos sambaquis de Itaipu e o projeto que era proposto para a região pela empresa VEPLAN. Graças à sua intervenção, o projeto não aconteceu, mas foi parcialmente implantado e, um dos seus legados inconclusos, foi o canal permanente que liga a Lagoa de Itaipu ao mar, separando as praias hoje conhecidas como Camboinhas e Itaipu.

O canal teve um enorme impacto no ecossistema da Lagoa de Itaipu e, por conseguinte, à Lagoa de Piratininga, com a qual é ligada através do Canal de Camboatá, construído em 1946. Os principais danos foram a alteração do regime hídrico típico dos ambientes lagunares (cheias sazonais) e o aumento da salinidade das lagoas, além, é claro, da destruição de um dos sambaquis. Uma das consequências da abertura do canal foi também a redução drástica do espelho d'água das lagoas, principalmente a de Itaipu.

O processo de degradação das lagoas foi crescente ao longo das décadas, agravado pela falta de saneamento adequado e o rápido crescimento urbano na sua bacia hidrográfica.

Por parte da sociedade civil, os esforços para a recuperação das lagoas tem sido coordenado pelo Subcomitê do Sistema Lagunar de Itaipu/Piratininga - CLIP, que integra organizações ambientalistas, órgãos públicos e a academia, buscando articular iniciativas.

Por parte do Governo Municipal, a principal iniciativa é o PRO SUSTENTÁVEL, programa que tem a minha coordenação geral e que é financiado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina - CAF. Também cabe destaque o trabalho desenvolvido pelas equipes do programa Se Liga, que integra a Prefeitura, Águas de Niterói e o INEA.

Lagoas do Estado

A legislação que incide sobre as lagoas é muito antiga, tendo como um dos seus primeiros marcos o Código de Águas, de 1934, mas no âmbito estadual, a Lei 650/1983, que dispõe sobre a POLÍTICA ESTADUAL DE DEFESA E PROTEÇÃO DAS BACIAS FLUVIAIS E LACUSTRES DO RIO DE JANEIRO, e a Constituição Estadual estabeleceram responsabilidades ao estado para a gestão das lagoas, inclusive para demarcar os seus limites. Tanto que em 1975, o Estado criou a Fundação Superintendência Estadual de Rios e Lagoas – SERLA, justamente para gerir este patrimônio natural marcante e característico de quase todo litoral fluminense. Portanto, as lagoas são estaduais. 

Em 22 de janeiro 2013, nos primeiros dias da gestão do prefeito Rodrigo Neves, a Prefeitura de Niterói estabeleceu um acordo de cogestão das lagoas com a Secretaria de Estado do Ambiente/INEA. Na ocasião, o secretário da SEA, Carlos Minc, anunciou um investimento de "R$ 30 milhões, do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam), na revitalização ambiental do sistema lagunar de Piratininga-Itaipu, na Região Oceânica de Niterói".

Os recursos seriam investidos na dragagem da Lagoa de Piratininga e "em outra etapa da revitalização ambiental do sistema lagunar Piratininga-Itaipu que vai incluir a dragagem mais intensa dos canais centrais das lagoas de Piratininga e Itaipu e a construção de um molhe (estrutura formada por rochas que se estenderá até o oceano) na saída de Itaipu, garantindo a integração entre as duas lagoas através do canal de Camboatá", como anunciou o secretário. Os recursos não chegaram.

PRO SUSTENTÁVEL

A Prefeitura foi em busca do cumprimento da sua parte e estruturou o Programa Região Oceânica Sustentável (PRO SUSTENTÁVEL), com o objetivo de avançar na infraestrutura e a implantação do programas ambientais, dentre eles a implantação do Parque Orla de Piratininga, a renaturalização do Rio Jacaré, estudos para a recuperação do Sistema Lagunar etc.

Todas as iniciativas que compõem o PRO SUSTENTÁVEL e o os relatórios sobre o andamento dos estudos e projetos podem ser acessados no site do projeto:

Acesse o site do PRO SUSTENTÁVEL


Canal de Itaipu

Como vimos, o Canal de Itaipu foi aberto artificialmente sobre a faixa de areia que liga a Lagoa de Itaipu ao mar. O enrocamento implantado no passado não é suficiente para evitar o assoreamento do canal e o que vem acontecendo é que o mar "vem fazendo o que lhe é esperado: fechar o canal".

Obviamente, a abertura do canal no passado foi um duro golpe na lagoa e a sua obstrução pelo assoreamento natural pode retornar à lagoa à uma condição próxima à original, mas com uma diferença: agora temos uma cidade bem mais populosa no seu entorno.

Cumprindo o seu compromisso e em comparação com o Estado, a Prefeitura mobilizou máquinas e desobstruiu o canal, trabalho que não era realizado há décadas. O serviço deverá garantir o canal desobstruído por algum tempo, mas a solução só virá com a implantação do molhe adequado.

Tanto a obra de implantação do molhe para a estabilização do canal de Itaipu (prometido em 2013), como a obra de restauração do Túnel do Tibau (prometido pelo presidente do INEA, em novembro de 2019) são de responsabilidade do estado, mas a Prefeitura continua à disposição para cooperar para a solução do problema.

Axel Grael
Coordenador Geral
Programa Região Oceânica Sustentável - PRO SUSTENTÁVEL

Secretário
Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG
Prefeitura de Niterói




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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

PACTO NITERÓI CONTRA A VIOLÊNCIA: Índices de segurança estão cada vez melhores





Números oficiais do Instituto de Segurança Pública - ISP, do Governo do Estado, mostram que Niterói vem se destacando no combate e na redução dos índices de violência na cidade.

Estes resultados vem de uma abordagem que Niterói adotou desde 2013, de cooperação ativa com as instituições estaduais e federais de segurança, no investimento em recursos logísticos e tecnológicos e, sobretudo, a uma política ampla e integrada de programas sociais, ambientais e de infraestrutura, que compõem o Pacto Niterói Contra a Violência.

O Pacto (conheça a história aqui) está organizado em quatro Eixos, com os seguintes projetos:

PREVENÇÃO: Ações intersetoriais integradas dirigidas à intensificação dos fatores de proteção e à redução dos fatores de risco à violência que atingem crianças , adolescentes, jovens e famílias residentes em Niterói em especial aquelas em situação de vulnerabilidades social.

POLICIAMENTO E JUSTIÇA: Ações integradas permanentes de policiamento e justiça entre as Forças de Segurança Federais, Estaduais e Municipais, o Poder Judiciário e o Ministério Público.

CONVIVÊNCIA E ENGAJAMENTO: Ações integradas para redução de comportamentos contrários ao bem viver, difusão da cultura da paz, incentivo a comportamentos que previnam a violência e o crime, estímulo da ocupação dos espaços públicos pela cidadania.

Rede Mediar
Fortalecimento da Guarda Municipal

AÇÃO TERRITORIAL INTEGRADA: Ações de urbanismo, serviços sociais e prevenção secundária para jovens, com foco em territórios vulneráveis.

Jovem EcoSocial
Melhorias urbanas nos territórios (Viradouro, Parque União, Grota e Igrejinha)

Você pode ter mais informações no site pactocontraaviolencia.niteroi.rj.gov.br/

Axel Grael
Secretário
Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG
Prefeitura de Niterói




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Com investimentos em segurança e tecnologia, Niterói registra queda nos principais índices de criminalidade

17/12/2019 – Niterói registrou, em novembro, mais um mês de queda consecutiva nos índices de criminalidade. De acordo com o levantamento do Instituto de Segurança Pública (ISP), o roubo de veículos despencou 79,82% comparado ao mesmo mês do ano passado. No período, os indicadores de roubos de rua (somatório de roubo a transeunte, roubo em coletivo e roubo de aparelho celular) caíram 35,34%, e a letalidade violenta (somatório do número de vítimas de homicídios dolosos, lesões corporais seguida de morte, latrocínio e auto de resistência) apresentou redução de 25%.

“Ao comparar o resultado de Niterói com cidades vizinhas no combate à violência, vemos que nossa cidade está no caminho certo”, destaca o prefeito Rodrigo Neves. “Segundo o ISP, tivemos redução de 62,07% nos roubos em ônibus em toda a cidade e mais um mês seguido de queda no roubo de veículos (-79,82%), com destaque para as áreas 77ª DP e 79ª DP, que cobrem bairros da Zona Sul, com diminuição de 91,3% e 92,68% nesses indicadores. Espero que empresas reduzam mais os seguros de carro em Niterói. Vamos seguir investindo pesado em segurança, no apoio às forças policiais e à Guarda Municipal, nas políticas públicas do Pacto Niterói contra a Violência, elaborado pela Prefeitura e pela sociedade civil. Vamos seguir cooperando com governo do Estado por uma segurança pública cada vez mais eficiente”.

O secretário municipal do Gabinete Integrado de Gestão de Segurança, coronel Gilson Chagas, destaca que os investimentos da Prefeitura de Niterói na área da segurança, em parceria com o Governo do Estado, estão colaborando de forma significativa para a redução da criminalidade na cidade.

“Niterói, por mais um mês consecutivo, apresenta resultados expressivos na redução dos indicadores de criminalidade. Isso é fruto do investimento do governo Rodrigo Neves em Segurança Pública e da integração das forças de segurança e ordem pública que atuam na cidade. Temos que parabenizar todos que se dedicam a proporcionar segurança e paz para nossa população. Vamos continuar trabalhando muito para que os dados do próximo mês sejam ainda melhores”, ressalta.

Para o secretário de Ordem Pública de Niterói, coronel Paulo Henrique de Moraes, o investimento da prefeitura em programas como o Proeis e Niterói Presente – que aumentam o policiamento na cidade – e a participação dos guardas municipais no ordenamento urbano e em ações preventivas foram determinantes para a queda nos índices de criminalidade.

“A segurança do cidadão é condição básica para a qualidade de vida numa cidade. A decisão do prefeito Rodrigo Neves de enfrentar essa questão tão complexa é o grande diferencial que experimentamos. Buscamos a integração das instituições, as melhores práticas e temos muito trabalho para chegarmos a estes resultados. E não vamos parar”, afirma.

Investimentos da Prefeitura – Atualmente, dois terços do policiamento de Niterói é garantido por investimentos diretos da Prefeitura de Niterói por meio dos programas Niterói Presente e Proeis. Os dois programas são resultado de convênios da Prefeitura com o Governo do Estado, onde o Município paga uma gratificação para policiais militares que aceitam trabalhar nas ruas de Niterói nos dias de folga. No caso do Niterói Presente, há um efetivo fixo de policiais, alguns já reformados, e agentes civis.

A Prefeitura também instalou Portais de Segurança, tecnologia que usa inteligência artificial e 70 câmeras para identificar carros roubados, furtados ou clonados em frações de segundo, nas entradas, saídas e principais vias da cidade. Os portais emitem alertas para que o veículo seja rastreado e interceptado pela polícia. A tecnologia conta ainda com monitoramento completo das mais de 400 câmeras do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), que já transmitem imagens do município 24 horas por dia.


Fonte: Prefeitura de Niterói













quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

GUIA BOTÂNICO: Niterói lança guia que mapeia árvores exuberantes








Hoje, às 16h, está marcado o lançamento do Guia Botânico do Município de Niterói, no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, dentro do Campo de São Bento, em Icaraí. Ao todo foram catalogadas 81 árvores de 66 espécies registradas por cerca de 35 colaboradores, entre fotógrafos e ilustradores botânicos. Os exemplares não poderão ser vendidos e serão disponibilizados para consultas em bibliotecas, escolas públicas e também em instituições públicas; além de ser disponibilizado para download no site https://www.smarhs.niteroi.rj.gov.br/.

As 81 árvores retratadas em fotografias vão ser acompanhadas de indicação no mapa, índice popular, características, utilidades e ilustração botânica. O objetivo foi identificar através de um mapeamento as árvores mais exuberantes de Niterói em diversos pontos, como por exemplo, Campo de São Bento e nos Hortos do Fonseca, do Barreto e de Itaipu, na Região Oceânica.

A produção do guia foi da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade de Niterói (SMARHS) e a subsecretária da pasta, Amanda Jevaux, foi a responsável pelo projeto. “A ideia nasceu em 2016 para poder justamente mostrar as belezas da cidade que é muito arborizada e no dia a dia não percebemos essas belezas. O objetivo foi justamente fazer uma compilação das árvores mais exuberantes de Niterói, sendo muitas até centenárias. Isso vai poder ajudar a gente no planejamento de arborização urbana”, contou.

Eurico Toledo, secretário de Meio Ambiente, reforçou a importância dos niteroienses para a conclusão desse projeto. “Estou muito orgulhoso de ter conseguido fazer esse guia que teve a participação popular, que foi fundamental. Esse guia enaltece e promove uma transversalização da agenda ambiental no município. Temos exemplares belíssimos de árvores e a natureza dentro da cidade. Temos que comemorar”, contou.

PROJETOS FUTUROS

Para 2020 a pasta pretende lançar o Guia de Trilhas de Niterói que reunirá as informações de todas as trilhas da cidade que são abertas para a visitação. Mapas, curiosidades, informações técnicas e fotos serão parte do livro. Segundo nota da secretaria o município possui mais de 40 trilhas que se localizam em unidades de conservação, como o Parque Natural Municipal de Niterói (PARNIT), Parque Estadual da Serra da Tiririca (PESET), Reserva Ecológica Darcy Ribeiro e outras encontram-se em parques urbanos. O Guia de Trilhas de Niterói irá mapear e classificar 57 trilhas a fim de ressaltar caminhos históricos e incentivar o convívio nos ambientes naturais da cidade, englobando diferentes atividades ao ar livre e estimulando o contato dos leitores com a fauna e flora da cidade.


Fonte: A Tribuna







terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Pesquisadores da UFF desenvolvem nanorreservatório anticâncer



Mais uma notícia para encher de orgulho os niteroienses pela oportunidade e a sorte de ter na cidade uma instituição da importância e do nível de excelência, como a Universidade Federal Fluminense - UFF.

Como mostra a matéria abaixo, pesquisadores da UFF publicam em revista científica internacional os resultados de estudos que representam avanço importante na luta contra o câncer.

Este é mais um grande resultado da universidade, que celebra 60 anos de contribuições para a ciência nacional e para a formação superior e para o cotidiano de Niterói.

Parceria

Reconhecendo a importância da universidade para a cidade, no dia 28 de novembro, a Prefeitura de Niterói formalizou uma cooperação para a implementação do Programa de Incentivos a Projetos Aplicados e Fomento à Inovação.

Por meio do programa, a Prefeitura investirá R$ 30 milhões de reais em iniciativas de pesquisa, extensão e inovação que apresentem soluções aplicadas para problemas concretos da cidade. Os objetivos foram determinados participativamente por meio de consulta pública à sociedade niteroiense. Os projetos terão duração de três anos a partir de abril de 2020.

Axel Grael



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Pesquisadores brasileiros desenvolvem nanorreservatório anticâncer


A professora Célia Machado Ronconi entre os pesquisadores Evelyn C. S. Santos e Thiago Custódio dos Santos — Foto: Acervo pessoal


Dispositivo poderá liberar fármaco diretamente nas células malignas, diminuindo o efeito tóxico da medicação

Por Mariza Tavares

Jornalista, mestre em comunicação pela UFRJ e professora da PUC-RIO, Mariza escreve sobre como buscar uma maturidade prazerosa e cheia de vitalidade.


A pesquisa ainda está em estágio inicial, mas é muito promissora e, daqui a alguns anos, poderá fazer uma baita diferença na vida das pessoas. Um grupo de 11 pesquisadores brasileiros assina artigo, publicado semana passada na conceituada revista britânica “Journal of Materials Chemistry B”, sobre o desenvolvimento de um nanorreservatório que contém um fármaco anticâncer com potencial para atacar apenas células malignas.

Trata-se de uma parceria da cientista Célia Machado Ronconi, professora associada do Departamento de Química Inorgânica da Universidade Federal Fluminense (UFF) e coordenadora do Laboratório de Química Supramolecular e Nanotecnologia, e pesquisadores do Departamento de Química Orgânica da UFF, do Laboratório de Carcinogênese Molecular do Inca (Instituto Nacional de Câncer), coordenado pelo professor Luís Felipe R. Pinto, e do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. Ela explica: “podemos comparar esse minúsculo reservatório a uma válvula, que se abre e se fecha. Dentro dele fica o fármaco, ou seja, o medicamento anticâncer, que é sempre muito tóxico e acaba afetando não somente as células cancerosas, mas também as saudáveis. O que conseguimos in vitro, no laboratório, foi fazer com que essa 'válvula', que tem uma espécie de 'tampa', só se abra quando encontra as células do câncer”. E por que houve essa sincronia tão auspiciosa? Acontece que as células do câncer se desenvolvem num pH mais ácido que o do sangue, e a “tampa” foi projetada para liberar o conteúdo do nanorreservatório exatamente num meio ácido. Por isso a droga foi direto no alvo!

Para quem quer refrescar a memória das aulas de química e biologia, o pH do sangue fica entre 7,35 e 7,45, ligeiramente alcalino. Já o pH de células de câncer é mais ácido e pode variar de 4,5 a 5,5. A “tampa” do reservatório, cujo nome científico é pilarareno, só abre – ou se rompe – para liberar a droga quando o meio está ácido (pH menor que 7), na presença de prótons. Em meio básico (pH maior que 7), o dispositivo permanece fechado. “Investigamos a liberação do fármaco no núcleo de células de câncer de mama e o resultado foi além das nossas expectativas. Houve redução de 92% da viabilidade das células de câncer. O nanorreservatório carregado, que liberou o medicamento, foi mais tóxico para as células de câncer do que o fármaco puro”, afirmou a professora.

O grupo da UFF trabalha com o desenvolvimento de dispositivos que respondam a um comando para liberar fármacos, que pode se dar através de luz, campo magnético, reações de oxirredução ou variação de pH – como ocorreu nesse caso. Seu objetivo é diminuir os efeitos tóxicos dos medicamentos que já existem, melhorando a qualidade de vida dos pacientes. A pesquisa levou aproximadamente dois anos e foi parte do trabalho de doutorado de Evelyn C. S. Santos, com a participação do doutor Thiago Custódio dos Santos, Tamires S. Fernandes e Vinicius G. Madriaga, alunos da UFF. O estudo recebeu investimentos da Faperj (Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro) e do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Depois de alcançar resultado tão favorável in vitro, os cientistas pretendem agora utilizar camundongos imunodeficientes para os ensaios.


Fonte: G1









segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

VIAGEM AO INTERIOR DE UMA FOLHA: Um vídeo fantástico para aprender e para ensinar



Assistindo ao vídeo, me lembrei das minhas aulas de Anatomia Vegetal e Fisiologia Vegetal (estudando o Ciclo de Krebs), nos cada vez mais distantes tempos que eu fazia a faculdade de Engenharia Florestal, na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (1977-1983).

Através de um site onde eu acompanho novidades científicas, descobri um incrível vídeo que me transportou a um mundo fantástico. Produzido pela Academia de Ciências da Califórnia, o vídeo nos leva para dentro do tecido de uma folha.

A viagem começa nos mostrando uma frondosa árvore numa floresta e vamos sendo encolhidos gradativamente. Passamos ao lado de formigas e ... vamos em frente. Quando chegamos à escala de milímetros, somos convidados a entrar pela abertura de um estômato, do sistema respiratório da planta. E a viagem está só começando.

Vamos ficando cada vez menores. De dimensões microscópicas, viajamos ao lado de "células paliçadas" - responsáveis pela fotossíntese, passamos pelo Complexo de Golgi, Retículo Endoplasmático, Ribossomas, Mitocôndrias...

Diminuindo ainda muito mais, gente chega a dimensões nanométricas e a jornada nos conduz por moléculas de ATP e outros componentes fantásticos do sistema energético das plantas.

Que maravilha! Que saudades de tudo isso!

Axel Grael



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Please turn on subtitles with the CC (Closed Captions) button to see the explanatory annotations designed for educators.

Transcript of closed captions: 

0:05: We are approaching a redwood tree. To animate a scientifically accurate leaf, artists studied the texture of a redwood leaf specimen on a glass slide at high resolution. They even counted the stomata, and used that exact count for this film! 

0:25: These leaves would be measured on a centimeter scale. Throughout the animation, we will gradually zoom in to smaller scales. 

0:40: As we approach a single stoma, we are now on a millimeter scale. 

0:48: As we enter the interior of the leaf, we see many individual palisade cells. These cells are where photosynthesis takes place; they are translucent to allow sunlight to enter. 

1:00: As we approach a single palisade cell, we’ll zoom down to the micrometer scale. The shapes inside the cell are organelles: the bright globules at the bottom are the Golgi apparatus; the yellow spotted tubes are endoplasmic reticulum studded with ribosomes. 

1:09: That large, blue membrane surrounds the nucleus; the purple blobs are mitochondria. 

1:18: The faint, yellow, spider-web structure of the cytoskeleton provides structure and support to the cell. 

1:24: You are about to enter a chloroplast; inside you see flat, pancake-like membranous structures called thylakoids. This is where the light-dependent reactions of photosynthesis take place to produce ATP, the cell’s energy carrier molecule. way 

1:38: The time scale has changed: the molecules are shown moving 1 million times slower than in real life! 

1:42: As we near an individual thylakoid, the animation scale continues to shrink down to the molecular level, where things are measured in nanometers. 

1:52: The green and blue bush-like structures are photosystems: clusters of proteins that absorb light energy from the sun and help convert it into the chemical energy that’s stored in the bonds of the energy carrier molecule called ATP. 

2:03: The yellow-green, rotating structure is an enzyme called ATP synthase. This molecular machine facilitates the flow of protons down their concentration gradient from one side of the thylakoid membrane to the other, using the energy released in the process to assemble ATP. 

2:16: The pulses of light in the thylakoid membrane in which the photosystems are embedded represent energized electrons being passed from one photosystem to another, passing along the energy which will be stored in the bonds of ATP (the classic “bucket brigade”). 

2:26: The small “wigglies” are ATP molecules. Living things store energy in the bonds of the ATP molecules and then use that energy to conduct all the processes of life. 

This animation is a model, and has its strengths and limitations. In order to model something well, visual artists have to make decisions about what to represent and how best to do so. What’s present in this model, and what’s intentionally missing or altered? Find out by visiting https://www.calacademy.org/educators/... 

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The California Academy of Sciences is a renowned scientific and educational institution dedicated to exploring, explaining, and sustaining life on Earth. Based in San Francisco’s Golden Gate Park, it's the only place in the world to house an aquarium, planetarium, rainforest, and natural history museum— plus cutting-edge research programs — all under one living roof. 

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Prefeitura de Niterói desocupa galpão no Centro e inicia a demolição



Demolição. 

Obras de reforma do Mercado Municipal em andamento.


13/12/2019 – A Prefeitura de Niterói iniciou, na manhã desta sexta-feira (13), a demolição do galpão que fica atrás do Mercado Municipal Feliciano Sodré, no Centro, e que pertencia ao governo do Estado. As 35 famílias que ocupavam o galpão e uma construção anexa se mudaram, com auxílio do Município, na última quinta-feira (12). Os moradores estão recebendo um benefício assistencial, no valor de R$ 1.002,00. O pagamento da primeira parcela foi realizado ontem.

A Prefeitura também disponibilizou caminhões de mudança e vans para levar as famílias para suas novas moradias. Todas as famílias que moravam no galpão foram cadastradas pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH) e inscritas no programa Minha Casa, Minha Vida. Elas vão receber o benefício social até a entrega dos imóveis. O pagamento do benefício foi autorizado pela Câmara Municipal.

“Conseguimos, há algumas semanas, a municipalização do antigo galpão estadual do Ceasa, que estava ocupado por dezenas de famílias há anos. Uma ação planejada de assistência às famílias foi feita por equipes da Prefeitura de Niterói. Agora, iniciamos a demolição do prédio e vamos recuperar o local e a região como um todo”, disse o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.

O secretário municipal de Obras, Vicente Temperini, explicou que o trabalho de demolição está sendo realizado por equipes da Emusa, e a previsão é de que todo o trabalho seja concluído em 20 dias.

“A fase de demolição do galpão deve estar concluída em uma semana. Depois, será feita a retirada do material e limpeza da área para que seja iniciada a obra”, explicou Temperini.

Desocupação – Antes e durante a desocupação, que foi pacífica, assistentes sociais da SASDH prestaram assistência aos moradores. A Clin promoveu a limpeza do local e a Guarda Municipal cuidou da segurança. O Centro de Controle Populacional de Animais Domésticos (CCPAD) acolheu animais domésticos deixados no local. Também participaram da ação funcionários da Seconser, Seop, Emusa e Secretaria Municipal de Habitação.

Isabel de Frias Gonçalves, que morava no galpão há 11 anos, alugou um imóvel numa comunidade próxima e disse estar satisfeita com a mudança. “Consegui um lugar bom para morar e vou esperar com muita fé esse apartamento do Minha Casa, Minha Vida. Ter um lugar meu pra viver com segurança vai ser um sonho”, disse ela.

Revitalização – No local ocupado pelo galpão será construída uma extensão do Mercado Municipal, que vai abrigar centro cultural e edifício garagem com 300 vagas. Todo o local contará com medidas de sustentabilidade, como o uso da luz natural, reaproveitamento de água de chuva e telhado verde.

O Mercado Municipal está sendo revitalizado e será transformado em um novo polo de gastronomia, cultura e lazer de Niterói. A Prefeitura de Niterói municipalizou o mercado, que estava abandonado há 30 anos, e lançou a PPP (Parceria Público Privada) para a revitalização. O consórcio Novo Mercado, vencedor da licitação, investirá R$ 69 milhões em três anos, sendo R$ 30 milhões na reforma do atual prédio.

Atualmente, está sendo executado o trabalho de restauração interna, com preservação dos traços arquitetônicos originais. A previsão de conclusão da primeira parte das obras e abertura do mercado é para o segundo semestre de 2020.

O térreo do mercado será um espaço para comercialização de frutas, incluindo espécies raras e de cultivo orgânico, verduras, legumes, produtos tradicionais da região, açougue, empórios especiais, produtos gourmet, queijos, laticínios e especiarias. No mezanino ficarão restaurante, cervejarias artesanais, adega.

O projeto de recuperação e requalificação do Mercado Feliciano Sodré não se limita ao edifício em si. A área de entorno será revitalizada, em um investimento de R$ 25 milhões da Prefeitura de Niterói.

História – Com 3.662 metros quadrados, o prédio do Mercado Municipal, que foi construído entre 1927 e 1930, foi desativado em 1976. O imóvel passou, então, a abrigar o Depósito Público Estadual a partir da década de 1980. Sua infraestrutura compõe o conjunto arquitetônico da Região Portuária de Niterói.


Fonte: Prefeitura de Niterói










quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Prefeitura de Niterói anuncia pacote de obras para Viradouro e Morro da União



O campo de futebol será um dos equipamentos a serem implantados.

Como está hoje e como ficará.


10/12/2019 – A Prefeitura de Niterói vai construir no início do ano uma Plataforma Urbana Digital na comunidade do Viradouro, em Santa Rosa. O equipamento será o quarto a ser aberto na cidade. O anúncio foi feito pelo prefeito Rodrigo Neves no início da tarde desta terça-feira (10) durante a solenidade de lançamento dos editais das obras de urbanização e infraestrutura da comunidade do Viradouro e do Morro da União. Serão investidos R$ 40 milhões em obras nas duas comunidades, que incluem, além da Plataforma Digital, drenagem e pavimentação de todas as ruas, a construção de equipamentos de cultura, esporte e lazer, contenção de encostas e reflorestamento.

“São investimentos em obras de urbanização que vão transformar a vida das dos moradores com toda certeza. Incluímos projetos de educação, cultura, esporte e lazer, com foco na juventude, porque temos certeza de que dando essas opções para os jovens dessa região a gente vai ter uma Viradouro e um Morro da União melhores”, destaca o prefeito Rodrigo Neves.

No local onde hoje existe um campo de futebol degradado, conhecido como Campo dos Padres, a Prefeitura vai construir um complexo esportivo que inclui campo de futebol com grama sintética, quadra poliesportiva coberta, vestiários, área de lazer com brinquedos para crianças e academia da terceira idade.

Todas as ruas das duas comunidades receberão pavimentação nova. Nos principais acessos, a vias serão asfaltadas. As ruas internas, o piso será de concreto ou de lajota. As escadarias de acesso à parte alta das comunidades serão totalmente reformadas, receberão degraus novos e corrimão, além de paisagismo. As duas comunidades serão as primeiras e terem iluminação de LED. Em vários pontos, a prefeitura vai promover obras de contenção de encostas para garantir maior segurança aos moradores.



A emoção da Dona Efigênia, uma referência na comunidade e que há 57 anos espera por essas melhorias.


Efigênia da Silva, 74 anos, mora há 57 no Morro da União e preside a associação de moradores. Ela conta que criou os filhos e os netos no local e ficou muito emocionada com o anúncio das obras. Lembrou que a comunidade onde mora nunca recebeu tantos investimentos do Poder Público.

“Essa obra vai ser muito importante pra gente, para nossa comunidade. As nossas crianças não têm um parquinho para brincar, e os jovens não têm opções de esporte e estudos. Nós estávamos esquecidos, mas agora estamos recebendo esse presente. Todas as melhorais que nós temos na comunidade tinham sido feitas por nós, moradores”, disse.

O presidente da Associação de Moradores do Viradouro, Paulo Lourenço, 66 anos, mora no local desde que nasceu. Ele disse que criou na comunidade o filho, netos e bisnetos e sempre lutou por melhorias.





“Esse projeto é maravilhoso. Vai melhorar muito a comunidade, em todos os sentidos. Além de resolver os problemas estruturais, dará opções para os jovens com lazer e cursos profissionalizantes, dando a eles um novo horizonte, destacou.

Plataforma Digital - A Plataforma Urbana Digital do Viradouro será a quarta da cidade. Atualmente há duas em funcionamento, uma na Engenhoca e outra no Morro do Palácio. Uma terceira, que também será construída em 2020, funcionará no bairro de Santa Bárbara. As Plataformas Digitais oferecem dezenas de cursos para crianças e jovens – Robótica, fotografia, manutenção e montagem de computadores, desenvolvimento de jogos e operação de drones, entre outros.

A primeira-dama, Fernanda Sixel, o deputado estadual Paulo Bagueira e os secretários municipais, Axel Grael (Seplag), Giovanna Victer (Fazenda), Dayse Monassa (Seconser) e Maria Célia (Executiva/Saúde) também participaram da solenidade, que teve ainda a presença de outros líderes comunitários e vereadores.


Fonte: Prefeitura de Niterói









segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Virgílio Viana: CAMINHOS PARA UMA AMAZÔNIA SUSTENTÁVEL



Texto do meu colega, o engenheiro florestal Virgílio Vianna, um dos mais reconhecidos estudiosos e militantes em defesa da Amazônia. 

Virgílio aponta sete medidas importantes para estancar os retrocessos atuais com relação a este grande patrimônio nacional. São medidas para evitar que o nível de destruição alcance o "ponto de não-retorno", que é o termo utilizado para expressar o colapso ambiental e climático que poderá advir do uso irresponsável e perdulário que temos tido com relação à Amazônia.

Axel Grael



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Se avançarmos nos sete caminhos aqui propostos, teremos chance de evitar que a Amazônia volte ao noticiário apenas com os dados das queimadas de 2020. Temos a responsabilidade e a obrigação de cuidar desse imenso patrimônio dos países amazônicos, onde vivem 34 milhões de pessoas

Por Virgilio Viana*


[Foto: Sebastien Goldberg/Unsplash]

A Amazônia vive um momento dual. De um lado, acentua-se a ameaça de colapso ecológico (tipping point), com o aumento das taxas de desmatamento e incêndios florestais. Isso é agravado pelos impactos da mudança climática global sobre os ecossistemas amazônicos. Por outro lado, o agravamento da crise ecológica, somado ao contexto político nacional, levou a um nível de interesse nacional e internacional sobre a Amazônia sem precedentes.

Os recentes dados de desmatamento da Amazônia, indicando um aumento de 29,5% em relação ao ano passado, reforçam a necessidade de construir uma agenda capaz de reverter o quadro atual. Como evitar o agravamento da crise ambiental e social da Amazônia no próximo ano? Quais são os caminhos para promover o desenvolvimento sustentável da Amazônia?

Primeiro, será muito importante recuperar o pleno funcionamento do Fundo Amazônia. Trata-se do principal mecanismo de financiamento internacional para uma agenda positiva para a Amazônia. O programa é muito bem gerenciado pelo BNDES, é bem avaliado tecnicamente e tem apoios políticos importantes, como é o caso do Consórcio Interestadual da Amazônia, que reúne os governadores da região.

A proposta de ajustes pontuais na sua governança, como o comitê assessor proposto pelo governo federal, pode até ser positivo, se resultar numa maior participação dos estados amazônicos, que são os principais protagonistas da agenda do desenvolvimento sustentável na região. A construção de uma convergência entre o governo federal e os principais doadores deve ser uma prioridade estratégica. Seria muito importante ter o anuncio desse entendimento antes da próxima Conferência do Clima, na Espanha, em dezembro.

Segundo, será muito importante buscar mecanismos financeiros inovadores para monetizar as reduções de emissões por desmatamento já verificadas pelo Brasil. O Brasil tem cerca de 6 bilhões de toneladas, cuja metodologia já é reconhecida pela ONU. Existem diferentes estudos para o desenho de novos mecanismos financeiros para transformar esses resultados em financiamento em larga escala para o alavancar o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Esses mecanismos podem resultar em recursos financeiros expressivos para apoiar políticas estaduais capazes de reduzir o desmatamento e a degradação florestal e, ao mesmo tempo, eliminar a pobreza extrema e melhorar a qualidade de vida das populações amazônicas.

O governo federal precisa superar velhos paradigmas que norteiam nossa política externa e permitir o uso de parte desses resultados para a compensação de emissões em casos específicos, como o da aviação. Os estados amazônicos devem ampliar sua captação de recursos internacionais, adicionalmente ao Fundo Amazônia, aproveitando diversas janelas de oportunidade. Não podemos perder tempo e deixar essas janelas se fecharem: é necessário caminhar rápido!

Terceiro, será muito importante alinhar políticas federais, estaduais e municipais para fortalecer a bioeconomia amazônica. Fazer a floresta valer mais em pé do que derrubada é o principal desafio para construir caminhos para uma Amazônia sustentável. Para isso é necessário um Plano Estratégico para a Bioeconomia Amazônica, que envolva instituições de pesquisa, empresas, organizações não governamentais e instituições governamentais. Esse plano tem que ser de longo prazo, para embasar políticas de estado e não políticas de governos que, por sua natureza, são passageiros. Existem diversas iniciativas nesse sentido, destacando a Aliança para a Bioeconomia da Amazônia (ABio). É essencial evitar paralelismos e aquilo que a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) chama de “falhas de coordenação”.

Quarto, será muito importante ampliar a cooperação entre os países amazônicos. Existe uma relação direta, por meio dos ciclo hidrológico, que conecta todos os países pela chuva e pelos rios. Além disso, existem relações comerciais e culturais positivas e, infelizmente, relações negativas ligadas à migração desordenada e ao crime organizado; incluindo o narcotráfico e o garimpo ilegal. É necessário reformar a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) para torná-la uma instituição ágil e respeitável, capaz de liderar processos como a implementação do Pacto de Leticia, firmado recentemente entre os países amazônicos. É necessário fortalecer outros mecanismos de cooperação não governamentais, como a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável (SDSN) para a Amazônia, que atualmente congrega 125 instituições dos nove países, promovendo o intercâmbio e a disseminação de soluções práticas.

Quinto, é necessário mobilizar a filantropia e o Investimento Social Privado dos países amazônicos. Apenas o Brasil possui, segundo a Forbes, mais de 200 bilionários. É essencial que esse segmento perceba que o futuro de todos está seriamente ameaçado pela mudança climática, na escala global, e pelo colapso da Amazônia, na escala regional. Apoiar a proteção da Amazônia é uma espécie de seguro para o futuro das suas empresas e investimentos contra o colapso da economia. É também um seguro para o futuro dos seus filhos e netos que, segundo a ciência, terão péssima qualidade de vida se a Amazônia entrar em colapso ecológico. Vale escutar as sábias palavras do Papa Francisco no recém concluído Sínodo da Amazônia.

Sexto, temos que eliminar o desmatamento das cadeias produtivas do agronegócio brasileiro, com especial atenção para o segmento exportador. Não podemos cometer o erro primário de fechar portas de mercados relevantes por uma percepção internacional de descuido ou incompetência. É essencial construir um grande pacto com diferentes segmentos da sociedade para um plano para alcançar o desmatamento líquido zero em 2025. Isso significa que qualquer hectare desmatado deverá ser compensado por uma igual área de reflorestamento ou restauração florestal. O setor empresarial está maduro e temos capacidade técnica e científica para isso. Melhor ainda: existem mecanismos financeiros para alcançar a meta de desmatamento líquido zero em 2025.

Sétimo, por fim, temos de atualizar o conceito de interesse nacional à luz da ciência. A maior ameaça ao interesse nacional é o risco do desmatamento da Amazônia resultar no colapso do regime de chuvas no Brasil, com seríssimos prejuízos para a produção agropecuária, geração de energia elétrica e abastecimento urbano de água. Não devemos defender o direito de desmatar como sendo o principal eixo de afirmação da nossa soberania. Devemos defender o direito de receber pelos serviços ambientais providos pelas nossas florestas para o planeta.

Cabe aos países desenvolvidos destinar pelo menos US$ 1 bilhão por ano para a Amazônia como parte dos seus compromissos no Acordo de Paris. Cabe às empresas e cidadãos ampliar a compensação de suas emissões, para triplicar as metas do Acordo de Paris, como nos orienta a ciência. Devemos fazer um sólido plano de desmatamento líquido zero e de proteção dos direitos dos povos indígenas e populações tradicionais.

Resumir soluções para o complexo desafio de promover o desenvolvimento sustentável da Amazônia em um breve artigo é tarefa mais do que ousada. Seguramente, muitos temas não foram abordados aqui pelas limitações de espaço: monitoramento & gestão ambiental, educação, ciência & tecnologia & inovação, empreendedorismo, grandes obras de infraestrutura etc. Possuo a certeza, porém, de que se avançarmos nos sete caminhos aqui propostos, teremos chance de evitar que a Amazônia volte ao noticiário apenas com os dados das queimadas de 2020. Temos a responsabilidade e a obrigação de cuidar desse imenso patrimônio dos países amazônicos, onde vivem 34 milhões de pessoas. O tempo urge.

*Engenheiro florestal pela Esalq, Ph.D. pela Universidade de Harvard, ex-secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas e superintendente-geral da Fundação Amazonas Sustentável


Fonte: Página 22








domingo, 8 de dezembro de 2019

DIA DA FAMÍLIA: muitos motivos para celebrar



Hoje, celebra-se o Dia da Família. Não sei de quem e de onde surgiu a ideia desta comemoração, mas acho uma ótima ideia. A família é o primeiro abrigo e proteção que encontramos ao nascer, é nela que encontramos os primeiros ensinamentos e onde buscamos as primeiras referências e modelos de ética e comportamento.

Na família, encontramos incentivo para o crescimento pessoal, profissional e cidadão. Chega uma hora, que acrescentamos à nossa família original, uma nova família, que escolhemos constituir quando casamos.

Assista a um vídeo com o depoimento da minha esposa Christa e meu sobre como nos conhecemos. 😀 

Mesmo com o avanço dos anos, quando familiares muito queridos passam desta vida, a presença deles segue na lembrança, no exemplo, na inspiração, nas coisas e principalmente no legado: hábitos, tradições e na identidade familiar que persistem.

Ter orgulho da família é uma bênção, uma bem-aventurança. É assim que eu me sinto com a minha família. Orgulho redobrado pois sei que compartilho o sentimento com muitas outras pessoas - de outras famílias - devido à tradição que a família Schmidt Grael conquistou no esporte da Vela, mas também em outras atividades da vida de Niterói e do país.

Recentemente e nos próximos dias, tivemos e teremos muitos bons motivos para compartilhar a nossas comemorações familiares com o país, com a cidade de Niterói, com no nosso Rio Yacht Club (Sailing) e com nossos amigos e colegas de trajetória, pelos motivos que expomos, a seguir:



Martine e Kahena sagraram-se ontem vice-campeãs mundiais no Campeonato Mundial da Classe 49erFX, realizado na Baía de Hauraki, em Auckland, Nova Zelândia.

Martine Soffiatti Grael e Kahena Kunze

Ontem, 07 de dezembro, minha sobrinha Martine (filha de Torben e Andrea) e sua proeira Kahena conquistaram o VICE-CAMPEONATO MUNDIAL DA CLASSE 49erFX, em competição realizada em Auckland, Nova Zelândia, mostrando que seguem firmes demonstrando ótima performance rumo à Olimpíada de Tóquio, no próximo ano. Em 2019, Martine e Kahena já conquistaram a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima e também venceram o evento preparatório para Tóquio 2020, realizado na própria raia olímpica dos próximos jogos.

Marco Grael e Gabriel Borges (assista ao vídeo deles) terminaram na 19° lugar e seguem firme na busca da vaga olímpica para Tóquio.


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XXIV Regata Preben Schmidt

No próximo sábado, será realizada a tradicional Regata Preben Schmidt, promovida pelo Rio Yacht Club (Sailing) em homenagem ao meu avô, o dinamarquês Preben Schmidt, um dos precursores da vela no Brasil, patriarca da tradição e um dos grandes inspiradores da família Schmidt Grael na vela.

Veja como foi a Regata Preben Schmidt em 2018.


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Documentário "Gerações da Vela", no SporTV

O SporTV apresentará no dia 10 de dezembro, o filme completo preparado pelo canal sobre a família Schmidt Grael. Trata-se de um documentário sobre a história e as conquistas da família que foi apresentado em quatro episódios entre junho e julho de 2019, e agora será apresentada na forma de um filme. Curta conosco esse momento!


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O mesmo filme será apresentado para convidados no Reserva Cultural, no dia 12 de dezembro, com a presença da família Schmidt Grael.


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Formatura do Projeto Grael

No dia 12 de dezembro, teremos mais uma formatura dos alunos do Projeto Grael, inciativa que foi iniciada pelos irmãos Grael há mais de 21 anos. Desde a sua fundação, o Projeto Grael já beneficiou mais de 17 mil estudantes da rede pública de educação e já foi premiado no país e no exterior pela qualidade e pelo ineditismo do trabalho realizado.


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Um bom Dia da Família para todos.

Axel Schmidt Grael





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LEIA TAMBÉM:

Postagens sobre a família Schmidt Grael
Site do Torben Grael
Site do Lars Grael 
Site do Projeto Grael

Preben Schmidt

Preben Schmidt: a inspiração de gerações de velejadores da família Schmidt Grael

Helene Schmidt

Helene Schmidt e os Imigrantes na Ilha das Flores, na Baía de Guanabara

Dickson Grael


Centenário do AILEEN (1912-2012): um barco de várias gerações
Os primeiros passos da construção de um sonho: o Projeto Grael
Exposição "GRAEL - AMOR PELO MAR": sábado é o último dia. Não perca!!!!
MATÉRIA PUBLICADA NA ESPANHA: "Familia Grael, una estela nacida hace más de un siglo"
GLOBO ESPORTE: Axel Grael, irmão de Torben e Lars, se divide entre lixo da Baía e torcida pela família
Órgão máximo da vela mundial destaca a tradição da família Grael: "Grael Family Sailing Dynasty"
UFF - TORBEN GRAEL: um campeão da vela focado na inclusão social
REPORTAGEM DA BBC SOBRE LARS GRAEL E O PROJETO GRAEL
BOM DIA BRASIL: Tocha Olímpica deixa Niterói e segue em direção ao Rio pelo mar
JORNAL NACIONAL: Para levar a tocha em Niterói, Lars Grael decide usar prótese
Pela primeira vez desde o acidente, em 1998, Lars Grael aparecerá usando uma prótese conduzindo a tocha olímpica em Niterói


ASSISTA À MATÉRIA DO ESPORTE ESPETACULAR, DA GLOBO, SOBRE A EXPOSIÇÃO: GRAEL OU SCHMIDT: descubra a origem da família brasileira mais vitoriosa da vela