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quarta-feira, 8 de julho de 2026

PREFEITURA DE NITERÓI RETIRA CERCA DE 20 T DE RESÍDUOS DO PARQUE ORLA DE PIRATININGA TODA SEMANA


Prefeitura reforça ações de monitoramento e preservação ambiental na Lagoa de Piratininga

A Prefeitura de Niterói realizou, nesta quarta-feira (8), mais uma operação de ordenamento e limpeza na Lagoa de Piratininga. Coordenada pelo Grupo Executivo para o Crescimento Ordenado de Preservação das Áreas Verdes (Gecopav), com o objetivo de garantir a ocupação adequada do espaço público e a preservação ambiental naquela área, a ação foi executada pela Companhia de Limpeza de Niterói (Clin), que retirou entulhos e resíduos descartados incorretamente. O serviço contou com apoio de um caminhão para a remoção de materiais como ferro, madeira, plástico e outros detritos.

O coordenador do Gecopav, major Antônio Luiz Pereira Lima, ressaltou a importância da atuação integrada dos órgãos municipais para garantir a proteção das áreas verdes da cidade.

“Nosso principal objetivo é impedir o avanço de construções irregulares sobre áreas de proteção ambiental. Para isso, atuamos com planejamento, uso de tecnologia e integração entre diversos órgãos municipais, garantindo uma fiscalização eficiente e contribuindo para a preservação do patrimônio ambiental de Niterói”, afirmou.

O trabalho desenvolvido na região tem como foco a preservação da restinga, a fiscalização de construções irregulares e descartes incorretos de resíduos, além do monitoramento de possíveis áreas afetadas por desmatamento. As equipes realizam vistorias frequentes, com acompanhamento por terra e apoio de aeronaves tripuladas, ampliando a capacidade de identificação de ocorrências e garantindo uma atuação mais eficiente na proteção ambiental. Sempre que são constatados problemas, como o descarte inadequado de lixo ou o acúmulo de entulho, são promovidas ações de limpeza e conservação, contribuindo para a preservação da Lagoa de Piratininga e para a manutenção de um ambiente mais saudável para a população.

Wellington Silva, funcionário da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) há 11 anos, destacou a importância do trabalho que tem feito semanalmente na Lagoa de Piratininga, ressaltando que a ação vai além da limpeza do espaço.

“Todas as quartas-feiras realizamos uma ação de limpeza na orla da Lagoa de Piratininga, em parceria com a Secretaria de Ordem Pública, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do descarte correto de resíduos. Durante essas operações, recolhemos, em média, cerca de 20 toneladas de resíduos descartados de forma irregular na região. Esse trabalho é fundamental não apenas para manter a cidade limpa, mas também para preservar o meio ambiente e a qualidade da lagoa”, destacou.

O Gecopav atua em três frentes principais: monitoramento das áreas de preservação para evitar invasões e desmatamentos; combate a construções irregulares com medidas judiciais e embargos; e implantação de marcos delimitadores em áreas protegidas.

A operação seguiu o que está previsto na Lei nº 2624/2008, que integra o Código de Posturas do município e estabelece diretrizes sobre convivência, ocupação do espaço público e preservação ambiental.

Fonte: Prefeitura de Niterói




sexta-feira, 3 de abril de 2026

MMA atualiza previsões climáticas e risco de incêndios florestais para os próximos meses

Encontro reuniu representantes de órgãos federais, estaduais e municipais, além da sociedade civil e instituições de pesquisa - Foto: Joédson Alves/Arquivo Agência Brasil

Dados apresentados em reunião coordenada pela pasta apoiarão atuação na prevenção e combate aos incêndios em 2026

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) promoveu, na última terça-feira (24/3), a segunda reunião com especialistas para debater as perspectivas climáticas para 2026 e o risco de incêndios florestais em todos os biomas brasileiros. O encontro virtual reuniu mais de 80 técnicos e representantes de órgãos federais, estaduais e municipais, além da sociedade civil e instituições de pesquisa para alinhar diagnósticos e estratégias de atuação.

Os dados mais recentes confirmam as análises da última reunião e indicam que o cenário de altas temperaturas em todo o país se mantém, com chuvas abaixo da média e temperaturas acima dos níveis históricos, especialmente nas regiões Nordeste e Centro-Oeste.

As informações também indicam que, entre abril e junho, a previsão é de chuvas acima da média na Amazônia e abaixo da média nas demais regiões do país.

Os especialistas destacaram, no entanto, a presença de áreas de seca severa concentradas entre Pará e Mato Grosso, além da situação do Pantanal e Matopiba, que seguem como principais pontos de atenção. Essas regiões acumulam déficit hídrico de longo prazo e registram aumento significativo das temperaturas nos últimos anos, o que eleva o risco de incêndios.

Outro fator preocupante é a possível ocorrência de um El Niño no segundo semestre. O fenômeno tende a prolongar a estação seca e intensificar o risco de fogo, especialmente entre outubro e novembro, período historicamente mais crítico no Pantanal, Cerrado e no leste da Amazônia.

As informações apresentadas irão subsidiar a atuação do MMA e de suas unidades vinculadas no planejamento e na implementação de ações de prevenção e combate aos incêndios florestais em 2026, em articulação com estados, municípios e a sociedade civil.

O secretário extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, André Lima, destacou o processo de implementação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF). “Avançamos com instrumentos importantes, como a recente aprovação da Estratégia Nacional de Brigadas Voluntárias”, afirmou.

Segundo ele, o Governo do Brasil vem estruturando ações em diferentes níveis. “Estamos organizando uma base institucional mais robusta e, ao mesmo tempo, fortalecendo iniciativas nos territórios, com foco na preparação, organização e resiliência das comunidades, ampliando a capacidade de resposta aos incêndios”, completou.

As previsões climáticas e os indicadores de perigo de fogo foram apresentados por representantes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) e do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa/UFRJ).

Também participaram representantes da Casa Civil, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), além de órgãos estaduais, federais, pesquisadores, sociedade civil e membros do Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo (Comif).

Ações de prevenção e combate aos incêndios florestais

Desde 2023, o Governo do Brasil conduz uma série de medidas para prevenir e combater os incêndios florestais. Confira:
  • contratação do maior contingente de brigadistas federais da história, formado por 4385 profissionais – 2600 do Ibama e 1.785 do ICMBio, um aumento de 26% em relação ao ano de 2024.
  • a infraestrutura para 2025 incluiu sete novos helicópteros para uso do Ibama em ações de enfrentamento aos incêndios e desmatamento. A renovação da frota aumenta em 75% a capacidade de transporte de agentes e brigadistas, em 40% a quantidade de horas de voo por ano e em 133% a capacidade de lançamento de água.
  • desde 2023, o Fundo Amazônia aprovou R$ 405 milhões para apoiar os Corpos de Bombeiros dos nove estados da Amazônia Legal na prevenção e combate a incêndios florestais. Destes, já foram contratados 370 milhões. São projetos no valor de R$ 45 milhões cada para Roraima, Amapá, Pará, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso e Tocantins e de aproximadamente R$ 21 milhões e R$ 34 milhões para Acre e Rondônia, respectivamente.
  • pela primeira vez, o Fundo Amazônia apoiará também ações de prevenção e combate a incêndios em estados fora da Amazônia, como no Cerrado e Pantanal. Em julho, foram aprovados R$ 150 milhões para os Corpos de Bombeiros Militares e brigadas florestais de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Piauí e Distrito Federal. O projeto, de autoria do Ministério da Justiça e Segurança Pública, foi apresentado por meio de um trabalho interministerial.
  • sanção da Lei 15.143/2025, que amplia a capacidade de respostas aos incêndios florestais, permite a transferência de recursos diretamente do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) para estados e municípios e garante mais agilidade na contratação de brigadistas, reduzindo o intervalo da sua recontratação para três meses. A lei permite ainda o uso de aeronaves estrangeiras em emergências ambientais.
  • anúncio dos Planos de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas (PPCDs), pela primeira vez, para todos os biomas brasileiros, com estratégias específicas para a preservação ambiental em diferentes eixos até 2027 (acesse aqui);
  • desde janeiro de 2025, o MMA realizou sete reuniões com especialistas de órgãos públicos e universidades para avaliar a situação climática e previsões futuras, além de seu impacto sobre a ocorrência de grandes incêndios florestais de comportamento extremo;
  • publicação de edital que prevê recursos no valor de R$ 32 milhões do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) em conjunto com o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD) para apoio a municípios prioritários na Amazônia e Pantanal na implementação de Planos Operativos de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (junho de 2025);
  • retomada da Sala de Situação Interministerial sobre Incêndios do Governo do Brasil, integrada por 10 ministérios e outros seis órgãos federais (maio e junho de 2025). O grupo se reúne de forma periódica para monitorar a evolução do quadro climático e sua repercussão sobre o risco de incêndios, bem como para apoios mútuos em ações de prevenção e combate;
  • conclusão dos Planos de Prevenção e Combate a Incêndios dos Biomas Pantanal e Amazônia para a temporada deste ano, elaborado conjuntamente entre o Governo do Brasil e os estados que abrigam o bioma (maio de 2025).
  • veiculação de campanha de prevenção e combate aos incêndios florestais criminosos na Amazônia Legal voltada ao Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará e Roraima, estados que mais sofreram com os incêndios no último ano (abril de maio de 2025);
  • publicação de portaria pelo MMA (nº1.623/2026) que declara emergência ambiental por risco de incêndios florestais em áreas vulneráveis. A norma identifica áreas em risco de incêndios em todo o país e os períodos de maior vulnerabilidade para viabilizar a contratação emergencial de brigadistas federais.
  • Decreto n° 12.189, assinado pelo presidente Lula, que aumenta as punições por incêndios florestais no país;
  • aprovação da resolução que institui a Estratégia Nacional do Voluntariado no Manejo Integrado do Fogo. A medida amplia participação da sociedade na prevenção e combate a incêndios florestais e estabelece diretrizes para brigadas voluntárias.
Acesse aqui as apresentações completas:

Inmet
Cemaden
Lasa/UFRJ
Inpe


Fonte: MMA



Nova regra do crédito rural obriga bancos a serem “fiscais” do desmatamento

 


Uma nova regra que entrou em vigor na 4ª feira (1º/4) exige que bancos verifiquem se os solicitantes de crédito rural tiveram áreas desmatadas em suas propriedades após 31 de julho de 2019 na Amazônia ou em áreas de vegetação nativa de forma irregular. A busca deve ser feita com ferramentas do sistema PRODES, do INPE. Caso a instituição financeira confirme o desmate, o agricultor deverá apresentar provas de autorização da supressão da vegetação para que seu empréstimo seja aprovado.

A nova regra abrange cerca de US$ 53 bilhões (R$ 273 bilhões) em empréstimos a agricultores com subsídios federais – cerca de um terço do crédito rural no Brasil, explica a CNN Brasil. Também afeta as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), um tipo de financiamento privado popular entre investidores individuais por ser isento de imposto de renda. Em 2025, os investimentos via LCAs chegaram a US$ 114 bilhões (R$ 587 bilhões). Segundo a Dinheiro Rural, os agricultores usam o recurso para investir em suas propriedades e cobrir custos operacionais, como o plantio de novas culturas.

Cerca de 17% de todo o crédito rural concedido entre 2020 e 2024 foi destinado a propriedades em terras desmatadas entre 2020 e 2023.

A nova política ainda inclui uma cláusula que bloqueia crédito subsidiado para propriedades caso os recursos sejam usados para desmatar vegetação nativa, mesmo que o proprietário tenha autorização. “Você ainda pode fazer isso, mas com seu próprio dinheiro, não com dinheiro público”, disse André Lima, secretário Extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental no Ministério do Meio Ambiente (MMA).

As entidades do setor financeiro não criticaram a nova regra, relata a Reuters. Um executivo sênior de um grande banco chegou a dizer que a medida pode, inclusive, reduzir riscos para os bancos.

Já o agro não recebeu bem a nova política. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmou que trabalhará para mudar a regra no Congresso, onde a bancada ruralista manda. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) não perdeu tempo: mandou um pedido aos membros do Conselho Monetário Nacional (CMN) para adiar a regra, informa o Globo Rural.

Cerca de 17% de todo o crédito rural concedido entre 2020 e 2024 foi destinado a propriedades em terras desmatadas entre 2020 e 2023, segundo uma análise de dados públicos e imagens de satélite feita pela Climate Policy Initiative, da PUC-Rio.

Fonte: ClimaInfo


terça-feira, 17 de março de 2026

Projeto de Lei que proíbe fiscalização do desmatamento por satélite tramita em regime de urgência na Câmara de Deputados

Fiscais do IBAMA foram atacados em emboscada de criminosos na Terra Indígena Tenharim-Marmelos, no município de Manicoré, quando fiscalizavam a extração ilegal de madeira. Foto: Divulgação IBAMA.

A tentativa de "passar mais uma boiada". O competente jornalista André Trigueiro, dedicado à temática ambiental, fez um importante alerta sobre o que pode ser mais um atentado contra a política ambiental do país e um duro golpe contra a ação de fiscalização do IBAMA no combate ao desmatamento. 

A Câmara de Deputados aprovou, ontem (16/03), 10 projetos de lei (PL) para tramitar em Regime de Urgência. Um deles, o PL 2.564/2025, de autoria do deputado federal bolsonarista Lúcio Mosquini (PL-RO), "que regulamenta a aplicação de medidas administrativas cautelares na fiscalização ambiental e veda a imposição de embargo baseado exclusivamente em detecção remota de supressão de vegetação". 

O PL altera a Lei de Crimes Ambientais (Lei n° 9.605/1998) e propõe:

Art. 2º A Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, passa a vigorar acrescida do seguinte art. 72-A:

“Art. 72-A Constatada a ocorrência de dano ambiental, o agente de fiscalização, no uso do seu poder de polícia, poderá adotar medidas administrativas cautelares para afastar risco iminente de agravamento do dano, para interromper a sua ocorrência e para resguardar a recuperação ambiental.

§ 1º As medidas administrativas cautelares não poderão ser utilizadas como instrumento de antecipação das sanções previstas no art. 72 desta Lei, sob pena de nulidade do processo.

§ 2º Fica vedada a imposição de embargo baseado exclusivamente em detecção remota de infração decorrente de supressão de vegetação, sendo garantida a notificação prévia do autuado para prestar esclarecimentos em prazo razoável antes da imposição da medida.”

O projeto de lei quer impedir exatamente o que está dando certo e fazendo os números do desmatamento caírem. O IBAMA, com a ajuda de outros órgãos, vem modernizando a sua capacidade de fiscalização ambiental através da adoção de tecnologias para enfrentar o desmatamento, as queimadas, o saque de madeira e a grilagem de terras públicas. Com isso, melhora-se a capacidade de controle sobre crimes ambientais, seja na Amazônia, no Cerrado, na Mata Atlântica e outros biomas, detectando as irregularidades de forma remota, com satélites, e até drones etc. Desta forma, é possível acompanhar a conservação de áreas protegidas e de reservas legais, o correto cumprimento dos casos de desmatamento legal e devidamente autorizado e, sobretudo, punir os criminosos. 

Relatórios mostram que o avanço da criminalidade na Amazônia é uma das principais preocupações atuais e que o desmatamento, a grilagem, o tráfico de drogas e outros crimes se intercruzam e se fortalecem mutuamente. 

É importante lembrar que controlar o desmatamento é uma obrigação perante as atuais e futuras gerações e que o Brasil tem metas a cumprir perante o mundo, nos seus compromissos climáticos (NDC) assumidos diante do Acordo de Paris.

Pois bem, o projeto de lei que tramita em regime de urgência pretende proibir a "detecção remota", justamente o que tem dado mais efetividade e resultados no trabalho de fiscalização e contribuído para a queda no desmatamento no Brasil. 

Segundo a justificativa do projeto de lei, o fiscal terá que ir in-loco para impedir o desmatamento e autuar os responsáveis, ou seja, uma aposta na impraticabilidade. Seria a volta da velha fórmula que permitiu o desmatamento desenfreado no passado.

Por exemplo, de agosto de 2024 a agosto de 2025, a Amazônia teve uma área desmatada de 5.796 km², o que representou uma redução de 11,08% em relação ao período anterior (de agosto de 2023 a julho de 2024), segundo estimativa do sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE (vide, MMA). 

Mesmo com as sucessivas reduções do desmatamento no atual governo - ao contrário do que aconteceu no governo anterior, ainda é um desmatamento ANUAL correspondente a uma área superior a toda a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, espalhada pela imensidão de mais de 5,2 milhões de km² da Amazônia Legal. Além disso, o trabalho de fiscalização no terreno tem se mostrado um risco à vida dos fiscais, que têm sido vítimas de ataques e emboscadas praticadas pelos criminosos. Foi o que acabou de acontecer no último sábado (15/03), quando um grupo de fiscais do IBAMA foi atacado quando fiscalizavam a extração ilegal de madeira na Terra Indígena Tenharim-Marmelos e sofreram uma emboscada. Ou seja, voltar à fiscalização exclusivamente in-loco, como quer o Sr. deputado, é impraticável e só serve para facilitar a ação dos criminosos!

Assista à matéria do Jornal Nacional, da Rede Globo, em 17/03/2026.

Hoje, à noite, no Jornal Nacional, o presidente da Câmara de Deputados, Hugo Motta, afirmou que o PL só irá a votação após ampla discussão. Então, como justificar o Regime de Urgência? Entenda-se: "O Regime de Urgência na Câmara Federal é um rito processual que acelera a tramitação de projetos de lei, permitindo que sejam votados diretamente no Plenário, dispensando o parecer de comissões temáticas. Ele reduz prazos, prioriza a matéria na pauta e pode ser solicitado por líderes, bancadas ou pelo Presidente da República" (Portal da Câmara dos Deputados).

Alguém tem dúvidas sobre qual é o interesse por trás da inviabilização da fiscalização do desmatamento? A continuidade do desmatamento dos biomas brasileiros é inaceitável. Que se restabeleça o bom-senso. 

Axel Grael


sexta-feira, 2 de maio de 2025

STF determina desapropriação de terras por incêndios e desmatamento ilegal

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Decisão também suspende a regularização fundiária dessas áreas e obriga União e estados a cobrar indenização contra os responsáveis.

Em decisão publicada no dia 28/4, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que a União desaproprie imóveis rurais onde forem comprovados desmatamento ilegal ou incêndios criminosos. Assinada pelo ministro Flávio Dino, a decisão também suspende a regularização fundiária nessas áreas e obriga os governos federal e estaduais a adotarem medidas contra a legalização de terras com ilícitos ambientais comprovados, além de exigir ações indenizatórias contra os responsáveis.

A medida visa proteger especialmente a Amazônia e o Pantanal, biomas que registraram aumento alarmante de queimadas. A decisão atende à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 743), proposta em 2020 pela Rede Sustentabilidade com apoio de organizações ambientais como Observatório do Clima (OC), WWF e Greenpeace.

Ao Brasil de Fato, o advogado do OC, Paulo Busse, classificou a decisão como bem-vinda e bem fundamentada, destacando que fortalecerá o combate estatal aos crimes ambientais. Ele ressaltou que o processo continuará tramitando para ampliar a proteção a áreas atingidas por incêndios não criminosos, agravados pela crise climática, para as quais as organizações defendem maior investimento em brigadistas e equipamentos de combate ao fogo.

A determinação de Dino permite também que estados e DF sigam usando sistemas próprios para autorizar a retirada de vegetação nativa, mas as licenças devem constar no sistema nacional que controla produtos florestais, o Sinaflor, informou ((o)) eco.

O caso também abriu discussão sobre a inclusão de territórios quilombolas na política de cancelamento de Cadastros Ambientais Rurais (CAR) irregulares. Esses cadastros, feitos por autodeclaração, frequentemente são usados para grilagem de Terras Públicas, Indígenas e Quilombolas, gerando graves conflitos socioambientais.

Estadão, Folha, O Globo, Correio Braziliense, g1, CNN Brasil, Poder 360, Metrópoles, Deutsche Welle, entre outros, repercutiram a decisão.

Fonte: ClimaInfo


domingo, 17 de dezembro de 2023

NITERÓI É UMA DAS CIDADES QUE MAIS INVESTE EM RESILIÊNCIA NO BRASIL: conheça algumas das iniciativas


Acabamos de participar da Conferência das Partes - COP 28, da Convenção do Clima da ONU, realizada há poucos dias em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Um dos temas mais debatidos foram as evidências de que as mudanças climáticas não são um problema para o futuro, mas para o presente, ao se verificar a ocorrência recente de desastres climáticos nas mais diversas regiões do mundo, como por exemplo, as inundações na Europa, América do Norte e destruição da produção de alimentos pela seca em outras partes do planeta. No Brasil, verificamos uma seca histórica na região Amazônica, que secou os rios Solimões, Negro, Madeira etc. Enquanto isso, no sul do país, chuvas torrenciais vem custando vidas e causando grandes danos materiais. Ao mesmo tempo, a seca no Pantanal tem causado o descontrole de incêndios em vegetação com enormes danos à fauna, flora e aos ecossistemas.

Niterói tem feito a sua parte para proteger a população mais vulnerável e tem avançado para cumprir a sua responsabilidade para com o planeta.

Em 2013, Niterói começou um ambicioso programa de contenção de encostas, com investimentos de R$ 702.9 milhões, através de 146 contratos. Somando-se os investimentos em drenagem na cidade, os valores aplicados já ultrapassam 1 bilhão de reais na última década. Em 2023, a Prefeitura mantém 19 contratos de contenção de encostas, com investimentos de R$130,5 milhões.

Em 2021, criei a primeira secretaria municipal do Clima do país e Niterói está na vanguarda das políticas climáticas locais, envolvendo as pastas do Clima e Defesa Civil.

Portanto, Niterói é uma das cidades que mais investe em resiliência no país e em ações climáticas locais. Após evidenciar um grande despreparo no traumático episódio do Morro do Bumba, em 2010, que comoveu a cidade, a partir de 2013, Niterói passou a estruturar a melhor Defesa Civil do Brasil e desenvolveu um programa de proteção às comunidades mais vulneráveis. Desenvolvemos um detalhado Mapa de Risco Geotécnico, que identificou as localidades de maior emergência para investimentos em contenção de encostas e drenagem, de forma a proteger as famílias em situação de risco.

Também cabe destaque a iniciativa formalizada em 2014 de criação do Programa Niterói Mais Verde, de proteção de áreas verdes da cidade, além da criação do Grupo Executivo de Proteção às Áreas Verdes - GECOPAV, que atua para evitar construções irregulares. Com essa iniciativa, Niterói já possui mais de 56% do seu território protegido por unidades de conservação, protegendo as suas florestas urbanas e evitando a ocupação de áreas de risco geotécnico.

Veja, a seguir, alguns exemplos de obras de contenção em desenvolvimento pela EMUSA:



Fotos acima, comunidade do Caniçal, Piratininga




Prevenção a deslizamentos na Rua João Brasil.





Trabalhadores atuando em condições adversas na Rua Carlos Ermelindo Marins, em Jurujuba

Rua Nossa Senhora de Lourdes, Maceió. O bairro concentra várias intervenções de contenção de encostas e drenagem.



Obras na Rua Manuel Miranda Silva, na Engenhoca

Obras concluídas na Rua Artur Pereira da Mota, Caramujo

Obras na Rua Ormezinda Barbosa, Caramujo

Obras de contenção de encostas em local de difícil acesso no Morro do Estado

O quadro abaixo, registrado no Sistema de Gestão da Geoinformação de Niterói - SIGEO, pode se verificar a nuvem de pontos de maior concentração de obras de contenção de encostas e o histórico de investimentos na última década. Vale verificar o esforço de investimentos realizados pela Prefeitura em 2022, quando foram priorizadas as obras mais emergenciais ainda pendentes.


Niterói desenvolve também um amplo programa de reflorestamento de encostas, com o objetivo de recuperar áreas degradadas, proteger e recuperar a biodiversidade, prevenir a erosão e garantir o conforto climático, prevenindo ilhas de calor.

Reflorestamento no Morro da Boavista, área que integrará o novo Parque Natural Municipal Água Escondida, em fase de implantação.

Para proteger as suas florestas dos incêndios em vegetação, a Secretaria Municipal de Defesa Civil e Geotecnia e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade Niterói desenvolvem o programa Niterói Contra Queimadas, incluindo a formação de voluntários dedicados às ações de prevenção e de ajuda ao combate aos incêndios.

Importante lembrar que com os investimentos que tem sido realizados, a cidade já enfrentou chuvas mais intensas do que aquela registrada no episódio do Morro do Bumba, sem perdas de vidas humanas, mostrando os avanços na resiliência de Niterói. 

Seguimos trabalhando para proteger a população de Niterói contra os riscos geotécnicos.

Axel Grael
Prefeito de Niterói



segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Total de queimadas na Amazônia em menos de 9 meses de 2022 supera o acumulado do ano passado

 

A nuvem de fumaça provocada por "milhares de queimadas e incêndios florestais" que ocorrem em vários países da América do Sul cobriu boa parte do Norte, Centro Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. — Foto: Inpe

Foram 76.587 focos de incêndio na região neste ano. No ano passado inteiro, foram 75.090, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O número de queimadas registradas na Amazônia até a terça-feira (19) já superou o total registrado em todo o ano de 2021.

Em nove meses incompletos (261 dias), foram 76.587 focos de incêndio na região em 2022. No ano passado inteiro, foram 75.090, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Desde maio os meses acumulam mais queimadas agora do que no ano passado. Os números também mostram que setembro deve intensificar essa marca negativa, já que foram 18.374 focos registrados em apenas uma semana, quase 10% a mais que em todo o mesmo mês de 2021.

Fumaça de queimadas cobre 5 milhões de km² do Brasil e chega a outros países
Com 3,3 mil focos, Amazônia tem pior dia de queimadas em 15 anos

Na atual "temporada de queimadas", houve até mesmo dia em que a fumaça das queimadas na Amazônia cruzou o céu do Brasil deixando cheiro de queimado em SP e tarde nublada no Rio Grande do Sul.

As queimadas são consequência do aumento do desmatamento na Amazônia, que seguem na contramão dos compromissos assumidos pelo Brasil de lutar pelo desmatamento zero. Em agosto, os alertas de desmate na Amazônia tiveram o segundo pior mês na série histórica, de acordo com o Inpe.

Como mostrou o g1, 2022 registrou a maior taxa de alerta para um primeiro semestre em sete anos de medição na Amazônia Legal, região que corresponde a 59% do território brasileiro e que engloba a área de 9 estados - Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e uma parte do Maranhão.

Leia aqui o Comunicado do Greenpeace.

Tragédia anunciada

A ONG ambientalista Greenpeace afirmou em nota que o aumento das queimadas é uma "tragédia anunciada" e está "associado com desmatamento e grilagem de terras".

O desmatamento e os incêndios florestais dispararam durante o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), que tentará a reeleição em outubro. Desde que ele assumiu a Presidência, em janeiro de 2019, o desmatamento médio anual na Amazônia brasileira aumentou 75% em comparação com a década anterior.

"Após quase quatro anos de uma clara e objetiva política anti-ambiental por parte do governo federal, vemos que na iminência do encerramento deste mandato (...), grileiros e todos aqueles que têm operado na ilegalidade viram um cenário perfeito para avançar sobre a floresta", disse no comunicado o porta-voz do Greenpeace Brasil para a Amazônia, André Freitas.

Fonte: G1




quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Defesa Civil de Niterói intensifica rondas preventivas contra queimadas

 




A Secretaria Municipal de Defesa Civil e Geotecnia de Niterói ampliou, esta semana, as rondas preventivas contra queimadas na cidade. No último domingo (22), a ausência de chuva, altas temperaturas e baixa umidade fizeram o risco de fogo em vegetação ser alterado para alto no município. Na terça (24) e quarta-feira (25), respectivamente, equipes realizaram rondas no Peixe Galo, em Jurujuba, e no Boa Vista, em São Lourenço. Este ano, os canais de acionamento da Defesa Civil já registraram 88 ocorrências de queimadas em Niterói.

Durante as rondas preventivas foram visitadas cerca de 70 residências e abordados aproximadamente 200 moradores, que receberam orientações e panfletos informativos ressaltando os riscos relacionados às queimadas, além de métodos de prevenção e acionamento das equipes de combate.

Equipes da Defesa Civil têm feito o trabalho constante de conscientização com a população por meio de SMS, das redes sociais e dos grupos de voluntários dos Núcleos de Defesa Civil (Nudec), além das rondas preventivas contra queimadas em áreas previamente mapeadas e consideradas críticas. O pedido a toda população é que não queime o lixo, não solte balões e não faça fogueiras ou jogue guimbas de cigarro próximo à vegetação.





Neste ano, desde o início do período de estiagem foram realizadas rondas no Vital Brazil, Souza Soares, Martins Torres, Cavalão, Morro do Marinheiro, Maceió, Jurujuba e Boa Vista. Durante estas ações, as equipes conversam com os moradores das regiões de mata, explicam os riscos das queimadas e reforçam que toda a cidade conta com a coleta de resíduos feita pela Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Clin). As equipes também orientam as pessoas a usarem os resíduos naturais como folhas e galhos na compostagem ou colocarem em sacos para serem coletados.

O secretário municipal de Defesa Civil, tenente coronel Walace Medeiros, explica que as altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar criam um cenário propício às queimadas. A vegetação fica muito suscetível a qualquer fagulha, qualquer fonte de calor, e o fogo pode se alastrar e tomar proporções consideráveis. As queimadas, além de destruir a vegetação, podem causar problemas para a fauna, incêndios em residências, além de trazer prejuízo para a qualidade do ar.

“Estamos em um período de risco elevado para a ocorrência dos incêndios em vegetação urbana e florestal, precisamos contar com a conscientização de todos e atuar com foco na prevenção. Temos estruturado ações sistemáticas e integradas com outros setores da Prefeitura e com o Corpo de Bombeiros. Estamos realizando o monitoramento das áreas verdes através de drones, fazendo as rondas preventivas contra queimadas nas áreas de maior risco, utilizando todos os nossos meios de comunicação (mídias sociais, SMS e nosso aplicativo ALERTA DCNIT) para alertar os cidadãos sobre os riscos e buscando a conscientização de todos para esse problema”, destaca o secretário.

Em 2014, a Prefeitura deu início ao projeto Niterói Contra Queimadas, iniciativa voltada às ações de prevenção e combate à incêndios em vegetação, constituída de ações de mapeamento de áreas vulneráveis, rondas preventivas nessas áreas, elaboração de plano de contingência, que prevê ações integradas entre o Município e o Corpo de Bombeiros, capacitação dos guardas ambientais para combate à incêndios e convocação e capacitação de voluntários para integrarem o Nudec contra Queimadas, que atualmente conta com mais de 300 participantes.

As rondas preventivas contam com a participação de equipes da Clin, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a Coordenadoria de Meio Ambiente da Guarda Municipal, lideranças comunitárias e integrantes dos Nudecs, grandes aliados nas ações da Secretaria Defesa Civil e Geotecnia. Caso a população identifique fogo em vegetação, a orientação é ligar imediatamente para o Corpo de Bombeiros (193).

Fonte: A Tribuna



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sexta-feira, 29 de maio de 2020

SEPLAG LANÇA ORTOFOTOS ATUALIZADAS DE NITERÓI - ACESSO GRATUITO




A Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG disponibilizou, através do Sistema de Gestão da Geoinformação - SIGEO, um novo mosaico de ortofotos com recobrimento de todo o território municipal. As imagens foram produzidas em voo realizado em novembro de 2019, por empresa especializada contratada pela Prefeitura.

O presente material atualiza um outro levantamento realizado em 2014, permitindo a comparação da evolução da cidade entre os dois períodos.

As imagens são de perfilamento a laser com a tecnologia LIDAR e possuem um elevado nível de detalhamento (escala 1:1000 - 10 cm de píxel). As imagens oferecem também o recurso do levantamento altimétrico (curvas de nível) de 0,5 m e permitem desenvolver modelos digitais de terreno.

As ortofotos são disponibilizadas de forma gratuita e são muito úteis para subsidiar o trabalho dos planejadores e formuladores de políticas públicas do município. As ortofotos e os demais recursos do SIGEO são utilizados por todas as secretarias e órgãos municipais que lidam com um planejamento urbano, ambiental e serviços, como a Defesa Civil, Urbanismo, Fazenda, EMUSA, Meio Ambiente. Os técnicos podem planejar e monitorar obras, expansão urbana, proteção das áreas verdes e atualização da base cadastral de IPTU.

Os recursos também são úteis para pesquisadores acadêmicos, para o planejamento logístico ou territorial de empresas, para desenvolvedores de aplicativos que demandam dados georreferenciados e outros usos.

Faça um sobrevoo sobre Niterói. Acesse as ortofotos para conhecer as suas potencialidades. Você também pode se divertir encontrando a sua casa, os locais onde trabalha ou que costuma frequentar.

Axel Grael
Secretário
Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG
Prefeitura de Niterói



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A Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão, acaba de disponibilizar o download gratuito do aerolevantamento de 2019, com Fotogrametria e Perfilamento à Laser obtido para aproximadamente 140km² de todo o território Municipal. O material se encontra disponível no site do SIGeo (http://sigeo.niteroi.rj.gov.br/) e possui os dados altimétricos a cada meio metro (0,5 m) e a produção de ortofoto verdadeira (true ortho) a partir de câmera digital na escala de 1:1.000.
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
O SIGEO começou a ser desenvolvido em 2014, e, em maio de 2017 recebeu o Prêmio MundoGEO#Connect como a melhor iniciativa municipal de gestão da geoinformação no Brasil. O acesso e uso dos dados da plataforma são gratuitos.

Fonte: SEPLAG NITERÓI



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quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Niterói abre concurso para a Secretaria Municipal de Urbanismo e Mobilidade - SMU





O ano já começa com boas notícias! Dia 6 de janeiro abrem as inscrições para concurso público em Niterói!

Quem ficou interessado a concorrer a uma vaga, fica de olho aqui: o concurso da Secretaria Municipal de Urbanismo e Mobilidade terá 19 vagas imediatas para os cargos de Nível Médio e de Nível Superior, bem como a formação de cadastro de reserva. 

Serão oferecidas dez vagas para o cargo de Arquiteto, sete vagas para Fiscal de Obras e duas vagas para o cargo de Agente Administrativo. Curtiu? 

Para todos os cargos, a avaliação será realizada com Prova Escrita Objetiva, de caráter eliminatório e classificatório. 

Para mais informações, como a denominação dos cargos, das especialidades, os requisitos de escolaridade, o valor da taxa de inscrição, os prazos para a solicitação da taxa de isenção e os demais detalhes podem ser conferidos no edital: https://fgvprojetos.fgv.br/concursos/pmn20

Fonte: Prefeitura de Niterói









domingo, 29 de setembro de 2019

Usuários de TV por assinatura poderão receber informações sobre riscos de desastres naturais






A Defesa Civil tem um novo sistema de alerta de ocorrências: os usuários de TVs por assinatura de Niterói e de todo o Estado do Rio de Janeiro receberão as mensagens na televisão. Esse projeto reforça a plataforma de comunicação de alertas de ocorrências, como enchentes e deslizamentos, e é fruto de parceria com o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e Agência Nacional de Telecomunicações.

O envio dos alertas será feito pela Defesa Civil de Niterói, que fará a emissão do aviso através da plataforma cedida pelo Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad). Serão emitidos apenas alertas de risco alto ou muito alto, com 10 segundos de duração. Não é necessário se inscrever para o recebimento desse alerta, pois todos os assinantes de TV paga receberão as mensagens. Uma barra horizontal aparece no pé da imagem, com o alerta.

“O objetivo da Defesa Civil é que a população esteja com a maior segurança possível”, destaca o secretário de Defesa Civil e Geotecnia, tenente coronel Walace Medeiros. “Pretendemos fazer uso dessas mensagens sempre que for necessário, de acordo com os protocolos de emergência. Essa nova ferramenta nos equipara a defesas civis de países de primeiro mundo, que usam todos os meios de comunicação possíveis para antecipar cenários de risco. É mais uma iniciativa importante para tornar o nosso município cada vez mais resiliente e preparado para as ameaças relacionadas a eventos meteorológicos extremos”.

A previsão é que, em todo o país, cerca de 16 milhões de usuários recebam os alertas.

O novo sistema adotado pela Defesa Civil soma-se aos outros investimentos feitos pelo Município para melhoria e maior proteção da cidade e sua população. A Prefeitura trabalha na contenção das 56 áreas consideradas de mais alto risco pelo Plano de Gerenciamento e Prevenção de Riscos do Município. As obras fazem parte do programa Niterói Mais Resiliente, que vai investir R$ 424 milhões nos próximos dois anos nas áreas de gestão de riscos, fortalecimento da Defesa Civil, moradia e qualidade habitacional, política de resiliência e participação da sociedade e fiscalização.

“A Prefeitura vem, desde 2013, aprimorando os aspectos de proteção e defesa civil em Niterói. Além dos investimentos do Município em contenção de encostas, urbanização, manutenção de sirenes e sistemas de monitoramento, nosso trabalho está muito próximo da comunidade, pois acreditamos que o cidadão é o principal aliado no processo da Defesa Civil”, destaca Walace Medeiros.

Grupos de voluntários, capacitados pela Defesa Civil nos Nudecs (Núcleos de voluntários de Defesa Civil), também atuam nas comunidades onde há risco de deslizamentos, divulgando ações de prevenção onde residem, além de apoiarem as ações emergenciais em caso de chuvas intensas. Já o Grupo Executivo para o Crescimento Ordenado e Preservação das Áreas Verdes (Gecopav) realiza a fiscalização de áreas verdes e atua na prevenção de crescimento desordenado. Mais de 140 edificações irregulares foram demolidas e mais de 700 notificações foram emitidas nos últimos três anos.

O investimento da Prefeitura de Niterói também inclui o monitoramento meteorológico 24h, que permite a avaliação e adoção de estratégias da Defesa Civil, principalmente, no que tange aos eventos extremos de chuvas e ventos. Atualmente a cidade conta com 51 pluviômetros, que permitem o monitoramento em tempo real do volume de chuva que incide em cada região, possibilitando a tomada de ações de avaliação de risco e de eventuais evacuações de área com o uso do Sistema de Alerta e Alarme por Sirenes.

Estão instaladas na cidade 30 plataformas do Sistema de Alerta e Alarme por Sirenes, em 25 comunidades. Esses equipamentos, fruto de parceria com o governo estadual, possibilitaram estabelecer um protocolo de evacuação de residências em função do aumento do risco de deslizamento, com o propósito fundamental de preservar vidas. Em cada comunidade onde há sirene, as rotas de fuga seguras foram sinalizadas para facilitar o acesso dos moradores.


Fonte: Prefeitura de Niterói













sábado, 31 de agosto de 2019

LIGADO NA REDE: Acompanhando mais uma inspeção em imóveis para verificar conexão com a rede de esgoto





COMENTÁRIO:

Neste sábado, a Prefeitura de Niterói promoveu mais uma campanha do Programa Ligado na Rede, para a inspeção em imóveis comerciais e residenciais para verificar se está corretamente conectado à rede de esgoto.

A ação faz parte de uma das principais prioridades da Prefeitura de Niterói, que é o saneamento e a recuperação das Lagoas de Piratininga e Itaipu.

Na agenda do saneamento, a cidade investe através da concessionária Águas de Niterói, na ampliação e otimização de Estações de Tratamento de Esgoto - ETE e da rede de coleta de esgoto, devendo chegar a 100% de esgoto coletado e tratado até o final 2020. Com esse esforço, a cidade figura entre as 10 melhores do país no ranking do Instituto Trata Brasil 2019.

Para a recuperação do Sistema Lagunar de Piratininga e Itaipu, a Prefeitura desenvolve várias outras iniciativas, como as que compõem o Programa Região Oceânica Sustentável - PRO Sustentável, a Prefeitura desenvolve os seguintes projetos:

Modelo esquemático indicando o funcionamento dos Jardins Filtrantes.


Parque Orla de Piratininga (POP): o Parque Orla de Piratininga (POP) ocupará o entorno da Lagoa de Piratininga e, além de recuperação de ecossistemas, implantação de trilhas, ciclovia, equipamentos culturais, educacionais, de lazer e esportes, contará com Jardins Filtrantes (vide figura acima), equipamentos que interceptarão águas provenientes das drenagens antes que cheguem às lagoas carreando sedimentos e poluentes (nutrientes) que acabam por provocar a eutrofização da lagoa.

Renaturalização do Rio Jacaré: trata-se de projeto pioneiro no país e que encontra-se no momento em fase final de licitação para a seleção da empresa que detalhará o projeto para a renaturalização. Para saber mais sobre os trabalhos, assista o vídeo "Um Rio Chamado Jacaré" sobre o projeto.

Monitoramento das Lagoas: o Pro Sustentável mantém um trabalho de monitoramento sistemático das condições físicas, químicas e biológicas do sistema lagunar, de forma a subsidiar as iniciativas de recuperação das lagoas. Você poderá encontrar dados sobre a circulação das águas, salinidade, composição química e física dos sedimentos, quantidade de sedimentos acumulados, fauna e flora, acessando aqui.

Infraestrutura: obras de drenagem, urbanização e pavimentação de vias, estão dando mais qualidade urbana aos bairros da Região Oceânica, ao tempo que evita que os processos erosivos nas vias e outros espaços causassem o assoreamento de rios e lagoas. Há poucos dias, o prefeito Rodrigo Neves assinou a Ordem de Início para o Projeto de Drenagem e Pavimentação do Bairro Santo Antônio.

Túnel do Tibau: há algumas semanas, ocorreu o desabamento do teto do túnel que faz a ligação da Lagoa de Piratininga com o mar, impedindo a troca de águas. A Prefeitura está próxima de lançar licitação para contratar empresa que providencie a desobstrução.

Seminário: A Prefeitura, através do PRO Sustentável, promoveu, juntamente com a UFF, o Seminário Lagoa de Piratininga: como recupera-la, reunindo especialistas da própria universidade, da UFRJ e da Alemanha e Holanda.

LIGADO NA REDE:

Niterói aproxima-se da universalização da coleta e tratamento do esgoto e para que se alcance a efetiva restauração de rios e lagoas, é preciso que se promova a correta conexão dos imóveis à rede de esgoto. Caso contrário, o esgoto acaba chegando aos rios e lagoas através da rede de drenagem.

Para isso, a Prefeitura de Niterói, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade - SMARHS, a concessionária Águas de Niterói e equipes do PRO Sustentável, desenvolve o programa "Ligado na Rede", ou programa "Se Liga", quando podemos contar com a parceria do INEA.

As obras da Prefeitura e de Águas de Niterói levam a rede até o limite de cada imóvel e cabe ao proprietário providenciar a ligação dentro do seu terreno. A conexão com a rede é verificada lote a lote e, quando não houver a devida conexão, o proprietário é notificado a providencia-la.

Vale destacar alguns números deste programa:

2013 - 2019:

  • 22.815 vistorias realizadas
  • 14.275 imóveis estavam ligados corretamente
  • 967 não estavam conectados e foram notificados
  • Proporção de não-ligados sobre ligados: 7%

Janeiro a agosto de 2019

  • 1.853 vistorias
  • 1.224 imóveis estavam ligados corretamente
  • 13 não ligados
  • Proporção de não-ligados sobre ligados: cerca de 1% 

Temos apelado aos moradores para que colaborem com a qualidade ambiental do bairro e a sobrevivência das lagoas providenciando a devida ligação.

Vamos em frente!

Axel Grael
Coordenador Geral do PRO Sustentável

Secretário
Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG
Prefeitura de Niterói




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Prefeitura promove mais uma campanha do programa Ligado na Rede



Inspecionando a rede e conexões

Vistoriando imóveis comerciais.

Entrevista para o SBT sobre o trabalho da Prefeitura.

Com o administrador regional Carlos Boechat, conversando com morador.


Neste sábado (31/08) o Secretário de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão, Axel Grael, participou de uma vistoria na Região Oceânica onde moradores foram avaliados sobre a responsabilidade de realizar a conexão dos seus imóveis com a rede de esgoto. 

A ação faz parte do "Ligado na Rede" e teve a participação da SEPLAG/UGP PRO Sustentável, Águas de Niterói, Administração da Região Oceânica, Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade de Niterói, e a Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos. Desde 2013 o projeto já realizou mais de 22 mil vistorias, cerca de 1850 só em 2019.
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Na ocasião o Secretário concedeu entrevista para o SBT Rio, falando sobre o projeto e sua importância, além de outras ações realizadas pela Prefeitura de Niterói na região, através do Programa Pro-Sustentável. Previsão é que a matéria vá ao ar na segunda-feira (03/09), 11:45

Fonte: SEPLAG






domingo, 18 de agosto de 2019

A América do Sul pegando fogo







Imagem de satélite em alta resolução da manhã de hoje mostra com nitidez um “rio” de fumaça descendo pelo interior do continente da região amazônica até a foz do Prata e o Rio Grande do Sul.

Veja a imagem original da NOAA e a arte que produzimos identificando o caminho da fumaça. Mais informações do tempo e clima em metsul.com.

Fonte: MetSul Meteorologia