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domingo, 16 de fevereiro de 2020

PARQUE ORLA DE PIRATININGA (POP) citado como exemplo de drenagem sustentável em publicação da Comunidade Europeia



Apresentação pública do projeto executivo do Parque Orla de Piratininga (POP), no dia 22 de novembro, como parte das celebrações de 446° Aniversário da Cidade de Niterói.

Vista de um dos trechos do Parque Orla de Piratininga (POP), com jardins filtrantes e outras tecnologias de Soluções Baseadas na Natureza (SBN).


MESMO ANTES DE INICIADO, PROJETO DO PARQUE ORLA DE PIRATININGA (POP) JÁ É CITADO EM RELATÓRIO TÉCNICO DA COMUNIDADE EUROPEIA

Reconhecida em publicações internacionais, Niterói já é considerada uma referência nacional e internacional de projetos de sustentabilidade urbana e acaba de ser mais uma vez citada em um novo relatório internacional. Desta vez, numa publicação da Comunidade Europeia, em que Niterói consta como uma das 10 cidades brasileiras que adotam tecnologias conhecidas como Soluções Baseadas na Natureza - SBN (ou em inglês, Nature Based Solutions - NBS).

A citação é do projeto do Parque Orla de Piratininga (POP), que integra o Programa Região Oceânica Sustentável - PRO Sustentável. O programa é desenvolvido pela Unidade de Gestão de Projetos (UGP PRO Sustentável), da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG, da Prefeitura de Niterói, e é financiado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina - CAF,

Mesmo ainda em fase de licitação para o início das obras (licitação em 28 de fevereiro), o POP já ganha destaque como exemplo de drenagem sustentável ou de Solução Baseada na Natureza (SBN), como pode ser verificado na referência da publicação abaixo:

The EU – Brazil: Sector Dialogue onnature-based solutions Contribution to a Brazilian roadmap onnature-based solutions for resilient cities 
Edited by Tiago Freitas, Guilherme Wiedman and Josefina Enfedaque
Authors: Cecilia P. Herzog and Carmen Antuña Rozado


Veja nas páginas abaixo a citação do Parque Orla de Piratininga (POP) na referida publicação:








O Parque Orla de Piratininga (POP) foi planejado para contribuir para a despoluição da Lagoa de Piratininga, através da implantação de equipamentos de drenagem sustentável e outras tecnologias de Solução Baseada na Natureza (SBN), além de recuperação de ecossistemas e oferecer infraestrutura de visitação e lazer.

Dentre as tecnologias de SBN previstas no Parque Orla de Piratininga, estão:


Sistema 1: BIOVALETAS: Será implantado próximo ao chamado Via Parque, no entorno da Lagoa de Piratininga.

Sistema 2: JARDINS DE CHUVA: implantado como solução nos bairros limítrofes, nas ruas que chegam ao POP.

Sistema 3: BACIAS DE SEDIMENTAÇÃO E JARDINS FILTRANTES. Detalhe do funcionamento das bacias de sedimentação e dos jardins filtrantes. 

Disposição dos equipamentos com tecnologias de Sistemas Baseados na Natureza (SBN), no trecho norte do Parque Orla de Piratininga.

Com as soluções acima citadas, o objetivo é retirar das águas da drenagem natural (rios) e urbana (águas pluviais e escoamento superficial nas vias públicas) os excessos de sedimentos e de nutrientes, que representam respectivamente o assoreamento e a eutrofização da lagoa de Piratininga.

O processo de licitação das obras do POP está em fase final e, em breve, teremos a implantação de uma das mais inovadoras iniciativas de implantação de parques e de drenagem sustentável no país, como assim atesta e reconhece a publicação da Comunidade Europeia.

Além do POP, o PRO Sustentável também inclui iniciativas como a Renaturalização do Rio Jacaré, o saneamento e a regularização fundiária de comunidades, além de estudos para a Despoluição do Sistema Lagunar, dentre outras medidas.

A matéria abaixo, publicada pelo G1, mostra como as iniciativas em desenvolvimento na cidade de Niterói estão alinhadas com as tendências mundiais de soluções sustentáveis para a drenagem urbana.

Vamos seguindo em frente por uma Niterói Sustentável e Socialmente Justa.

Axel Grael
Coordenador Geral
Programa Região Oceânica Sustentável - PRO Sustentável

Secretário
Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG
Prefeitura de Niterói



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Cidades-esponja: conheça iniciativas pelo mundo para combater enchentes em centros urbanos


Parque dos Manguezais em Sanya, na China, um exemplo de parque alagável — Foto: Turenscape/Divulgação


Parques alagáveis, praças-piscina e telhados com jardins estão entre medidas adotadas por cidades chinesas, europeias e americanas. No Brasil, São Paulo e Belo Horizonte tiveram perdas provocadas por chuvas em 2020.

Por Daniel Médici e Letícia Macedo, G1

Assim como grandes cidades brasileiras, várias partes do mundo sofreram com enchentes e inundações que causaram tragédias nas últimas décadas. Para enfrentar ou evitar catástrofes, urbanistas têm rejeitado soluções tradicionais – baseadas em bocas de lobo e encanamentos – em favor de novas formas de garantir a drenagem da água: criam, assim, as chamadas cidades-esponja.

O que foi feito e o que falta fazer para evitar mais tragédias causadas por chuvas

O conceito parte da ideia central de que as metrópoles modernas lidam com a água de maneira errada. Em vez de coletar a água das chuvas e jogá-la o mais rápido possível nos rios – como ocorre habitualmente –, as cidades-esponja lançam mão de uma série de recursos que asseguram espaço e tempo para que a água seja absorvida pelo solo (conheça cada um deles mais abaixo).

Essas medidas incluem a criação de:
  • parques alagáveis
  • telhados verdes
  • calçamentos permeáveis
  • praças-piscina

Cidades-esponja: veja recursos para minimizar o impacto das chuvas em metrópoles pelo mundo — Foto: Arte/G1


Inspiração ancestral na China

Em 2012, uma enchente causou a morte de quase 80 pessoas em Pequim, muitas delas afogadas ou eletrocutadas. Casas desabaram e estradas, metrô e até o aeroporto ficaram sob as águas.

No entanto, fotos de turistas tiradas na época mostraram a Cidade Proibida, construída centenas de anos atrás, completamente seca – graças a seu antigo sistema de drenagem.

A tragédia chamou a atenção das autoridades. A China, que viveu intenso processo de urbanização nos últimos anos, passou a ser um dos países que abraçou com mais força o conceito de cidade-esponja. Em Taizhou e Jinhua, por exemplo, muros de concreto que canalizavam rios foram demolidos e substituídos por parques.


Parque alagável Yanweizhou, na cidade de Jinhua, na China — Foto: Turenscape/Divulgação


Propostas semelhantes também têm sido adotadas em outras cidades pelo mundo, como Berlim, Copenhague e Nova York.

O arquiteto chinês Kongjian Yu explica que a proposta da cidade-esponja é preservar ecossistemas naturais, mais capazes de se recuperar das adversidades.

“A sabedoria ancestral de conviver com a água é a maior inspiração para o conceito de cidade-esponja”, explica o arquiteto chinês Kongjian Yu, chefe do escritório que fez alguns dos maiores projetos da área no país asiático. 
"Esse conhecimento vem sendo negligenciado há muito tempo. Nós construímos as cidades modernas usando técnicas industriais, dependentes de infraestrutura feita de concreto, canos e bombas."

O arquiteto defende que construir cidades-esponja ajuda não só a enfrentar, no período das chuvas, a força da água, mas também a mantê-la fluindo pelas torneiras durante os meses mais secos do ano.

Veja, abaixo, algumas das soluções das cidades-esponja pelo mundo:

O Rio Yongningantes da construção de um parque alagável na cidade chinesa de Taizhou... — Foto: Turenscape/Divulgação

...e o mesmo rio depois da criação do parque alagável, que absorve a água das cheias e é aberto à população — Foto: Turenscape/Divulgação

A face mais visível do conceito de cidade-esponja são os parques desenhados especialmente para serem parcialmente alagados durante alguns meses do ano. Diversos locais do tipo foram projetados e inaugurados pelo escritório de Kongjian em cidades chinesas.
Em boa parte dos casos, esses espaços tem passarelas suspensas, com livre acesso o ano todo. A parte térrea, alagável, fica intransitável no período de cheias, mas pode ser usada pelos frequentadores durante a seca.

Um parque alagável geralmente vai muito além da criação de um espaço extra para as águas. Ele também conta com uma vegetação pensada para absorver a água e fomentar a biodiversidade local.

Para o presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil em São Paulo (IAB-SP), Fernando Tulio, esses parques são uma alternativa aos piscinões, uma das soluções comumente adotadas por autoridades brasileiras.

"Piscinões são grandes espaços vazios que passam a ser um grande problema urbano, acumulam lixo, ratos, exigem manutenção”, critica o arquiteto

Os parques alagáveis são mais comuns nas margens dos rios e nas costas, como no caso de Nova York, onde foi criado o Hunters Point South Park.

Mas também são encontrados em terrenos sem cursos d’água, que concentram água da chuva, como o parque Chulalongkorn, em Bangcoc, na Tailândia, e o parque de Qunli, na própria China.


Parque alagável de Qunli, na China, criado para reter, filtrar e devolver ao solo a água da chuva — Foto: Turenscape/Divulgação

Calçamentos permeáveis

Boa parte da água da chuva que cai sobre uma cidade fica retida sobre asfalto ou concreto. De lá, ela é drenada por meio de canos para ser levada a rios e muitas vezes se mistura com esgoto não tratado no caminho — especialmente quando a chuva é tanta, que supera a capacidade do sistema para absorvê-la.

A cidade chinesa de Lingshui, no extremo sul do país, é uma das que trocaram os tradicionais bueiros por estruturas conhecidas como bioswales. São pequenos canais de infiltração natural, com vegetação nativa, que correm paralelamente a ruas, avenidas e calçadas.

Outras opções exigem novas tecnologias. Copenhague, na Dinamarca, e cidades chinesas têm aberto novos espaços públicos usando um tipo de "concreto" permeável.


Praça Langelands, em Frederiksberg, na Dinamarca, recebeu tecnologia que funciona como uma esponja para absorver a água da chuva — Foto: Divulgação/ Rockwool

A cidade dinamarquesa de Frederiksberg, perto da capital do país, sofreu com os estragos de uma chuva de 100 mm que caiu em duas horas em julho de 2011. Desde então, o município focou em desenvolver a capacidade de "amortecer" grandes volumes de água para, em seguida, dispersá-los de maneira segura.

Uma das iniciativas foi colocada em prática na praça Langelands (veja a foto acima), ponto alto mais alto de Frederiksberg e o local a partir de onde a água da chuva corre para Copenhague.

Nessa praça de 3 mil metros quadrados, foi concluída em 2019 a instalação de um material fibroso (stone wool) que funciona como uma esponja e libera a água de maneira lenta. A cada litro de água despejado, o material pode absorver até 950 ml, de acordo com o fabricante.


Concreto permeável usado na construção do Parque Yanweizhou, em Jinhua, na China — Foto: Turenscape/Divulgação


Apesar dessas iniciativas, a ideia de que a permeabilização por si só é a chave para evitar alagamentos não é unanimidade.

O arquiteto e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) Milton Braga defende que a discussão deve privilegiar a preservação do verde nas grandes cidades, e não a permeabilização do solo.

A vegetação é que "segura" a água e dá tempo para que o solo consiga absorver todo o volume de chuva.

"Tanto a vegetação rasteira, como gramados e arbustos, quanto as árvores contribuem [para evitar alagamentos]", diz o arquiteto. "Muitas vezes, o solo já é naturalmente impermeável. O grave é a supressão dos elementos que 'seguram' a água."

Telhados verdes

Telhado verde implantado sobre prédio da Escola de Finanças e Administração de Frankfurt — Foto: Frank Rumpenhorst/dpa/Picture-Alliance/AFP/Arquivo

A ideia de fazer jardins em tetos ou telhados não é nova – vem da Antiguidade, passando pela Itália renascentista. Telhados verdes existem em diversas partes do mundo, e não é difícil encontrá-los no Brasil.

A novidade é incentivar a construção desses espaços de forma ampla, para resolver problemas das cidades. Em número suficiente, a vegetação em cima dos prédios pode reter boa parte da chuva e diminuir o fluxo de água que vai parar nos bueiros e nos rios durante uma tempestade.

"Os benefícios desses jardins vão muito além de ajudar a mitigar as enchentes”, diz o arquiteto e professor FAU-USP Milton Braga. "Eles ajudam a regular a temperatura dentro dos centros urbanos, a filtrar o ar, a filtrar a própria água."

Braga pondera, no entanto, que criar um jardim sobre um prédio já existente significa colocar um peso muito maior sobre a estrutura, e isso exige cuidados.

"Não é fácil fazer um jardim no topo de um prédio já existente. É impossível fazer um jardim no telhado de uma casa sem um reforço na estrutura."

Já abrir um quintal em um espaço impermeabilizado no térreo é bem mais fácil, diz o arquiteto.

A ideia, como política pública, ainda engatinha – mas algumas cidades já buscam meios de incentivar a implantação de telhados verdes em prédios privados. É o caso de Copenhague, que já em 2011 colocou a medida em seu Plano de Adaptação Climática.

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Praças-piscina

Quadra da praça Benthemplein, em Roterdã, na Holanda, em um dia sem chuva — Foto: Divulgação: Jeroen Musch, Ossip van Duivenbode, pallesh+azarfane, Jurgen Bals and De Urbanisten (Florian Boer & Eduardo Marin)

Em Roterdã, na Holanda, a praça Benthemplein foi construída em 2013 adaptada para armazenar água nos dias de chuva.

O complexo, desenvolvido pelo escritório de arquitetura De Urbanisten, é composto por três bacias. Duas delas são subterrâneas e armazenam a água sempre que chove. A terceira é uma quadra de esportes abaixo do nível da rua que enche quando a chuva persiste (veja acima).

Na praça, a água da chuva é transportada até as bacias por grandes calhas de aço inoxidável. Essas calhas são projetadas para serem utilizadas por skatistas quando não está chovendo.

Quadra na Praça Benthemplein, em Roterdã, na Holanda, estava com água nesta quinta-feira (13) — Foto: Reprodução/fotopaulmartens.netcam.nl

O armazenamento da água pode durar até 36 horas depois da chuva. Um sistema deixa a água fluir gradualmente, o que permite que ela volte para as reservas subterrâneas e nunca seja canalizada para o esgoto.

O equilíbrio das águas subterrâneas é especialmente importante durante os períodos de seca para manter as árvores e plantas da cidade em boas condições. A iniciativa acaba por reduzir o efeito da ilha de calor urbano. Parte a água, devidamente filtrada, é distribuída em bebedouros.

Uma câmera mostra ao vivo o movimento na praça de estudantes, frequentadores de uma igreja e visitantes de um teatro que fica na região.

Fonte: G1




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sexta-feira, 5 de maio de 2017

QUOTA AMBIENTAL: NOVA LEI DE SÃO PAULO INCENTIVA DESENVOLVIMENTO URBANO SUSTENTÁVEL




Foto aérea da cidade de São Paulo


Em dezembro de 2016, foi aprovado pela Prefeitura o Decreto Nº 57.565 que regulamenta a aplicação da Quota Ambiental como novo parâmetro urbanístico de uso e ocupação do solo previsto no Plano Diretor Estratégico da Cidade de São Paulo (PDE 2014).

O Município de São Paulo apresenta diversos problemas ambientais, tais como poluição atmosférica e das águas, ineficiência da drenagem devido à extensa impermeabilização do solo, elevadas temperaturas devido à reduzida cobertura vegetal e padrões de urbanização pouco sustentáveis, ameaça à biodiversidade, dentre outros. A reversão desse quadro perpassa por um conjunto de ações englobando investimentos públicos e a regulação do uso do solo, a serem adotados de forma sistêmica e integrada. Em relação à regulação da ocupação urbana, o zoneamento pode contribuir estabelecendo regras de parcelamento, uso e ocupação do solo que levem em conta a melhoria da qualidade ambiental. É neste contexto que foi idealizada a quota ambiental: trata-se de um conjunto de regras de ocupação que fazem com que cada lote na cidade contribua com a melhoria da qualidade ambiental, sendo que tais regras passam a incidir quando se pretender uma nova edificação ou a reforma de um edifício existente.



Conheça o  Decreto Nº 57.565/2016, que regulamentou as Quotas Ambientais. 


Diferentes fatores de ponderação são aplicados para áreas ajardinadas sobre o solo natural, jardins sobre laje, pavimentos permeáveis e assim por diante. Quanto maior a capacidade de infiltração da água pluvial dentro do lote, maior o fator de ponderação da área na Quota Ambiental. Além disso, reservatórios de água pluvial, sejam para aproveitamento dentro do lote, sejam para amortecimento em dias de chuvas fortes, possuem grande contribuição no cálculo. Outro fator que atribui tridimensionalidade à Quota Ambiental e que a diferencia da Taxa de Permeabilidade é que passam a ser considerados no cálculo coberturas vegetais em outros pavimentos, que não necessariamente no pavimento térreo. Terraços descobertos, coberturas e paredes vegetadas contribuem no cálculo para atendimento da Quota Ambiental e a performance no atendimento desse índice pode inclusive flexibilizar a Taxa de Permeabilidade (TP) mínima obrigatória, já que o novo Zoneamento (Lei 16.402/2016) permite que, para terrenos acima de 500m², a TP poderá ser reduzida em até 50%, quando a pontuação da Quota Ambiental for majorada na mesma proporção em que a TP seja reduzida. Essa flexibilização enfatiza o quanto é importante a qualidade técnica na aplicação do instrumento, pois desvios na avaliação do desempenho dos projetos podem acarretar em um aumento da impermeabilização da cidade e, consequentemente, no agravamento dos problemas de enchentes.

Na concepção da quota ambiental se optou por adotar parâmetros relacionados à drenagem, microclima e biodiversidade, com intuito de promover melhoria da drenagem e redução das ilhas de calor com atenção à biodiversidade, ainda que tais parâmetros não abranjam a totalidade dos problemas ambientais existentes na cidade. Esta opção se deve a possibilidade de utilização de parâmetros de uso mais consagrados em outras cidades do mundo, onde a eficacia de sua adoção se encontra melhor descrita.


Melhoria do microclima


É de conhecimento de que a minimização ou mesmo a solução definitiva dos problemas de drenagem da cidade (enchentes e inundações) é de difícil reversão em curto prazo e envolve montantes significativos de recursos públicos, devendo ser adotadas de forma associada medidas estruturais e não estruturais de macro e microdrenagem. A quota ambiental inova quando propõe a adoção de medidas não estruturais no âmbito do lote, minimizando a contribuição de águas pluviais para as estruturas de macrodrenagem adotando-se uma abordagem mais sistêmica.

Em relação ao microclima/biodiversidade, algumas regiões do Município apresentam elevadas temperaturas da superfície, decorrente da impermeabilização do solo, da inexistência ou da reduzida cobertura vegetal, da área construída, dentre outros fatores, o que gera as chamadas “ilhas de calor”. Nestes casos, por exemplo, o emprego da vegetação pode ajudar a minimizar este fenômeno.

Tendo em vista que os parâmetros de ocupação relacionados à vegetação e à permeabilidade do solo contribuem tanto com a melhoria da drenagem como com a atenuação das alterações do microclima e biodiversidade, buscou-se explorar o potencial de cada parâmetro para que proporcione resultados nessas duas dimensões.

Parâmetros propostos para a Quota Ambiental

Ainda, considerando a ampla diferença dos bairros da cidade, essa diversidade de parâmetros permite sua aplicação em situações urbanas distintas, funcionando como uma espécie de cardápio de opções que podem ser adotadas a critério do proprietário para atendimento da quota ambiental.





Lógica de aplicação do instrumento

– Cada lote/empreendimento deve atingir uma pontuação mínima que está relacionada à drenagem e microclima/biodiversidade.

– A pontuação mínima varia conforme a localização na cidade (perímetros de qualificação ambiental) e conforme a dimensão do lote (quanto maior o terreno, maior a pontuação). A pontuação mínima tem como objetivo exigir uma maior qualificação ambiental nas áreas mais críticas, bem como manter a qualificação de áreas que apresentem uma boa qualificação ambiental, além de levar em consideração a Macroárea de localização e seu potencial de transformação da ocupação urbana existente. É nesta lógica que foi elaborado o mapa de perímetros de qualificação ambiental.

– Identificada a pontuação mínima a ser atingida, os parâmetros a serem aplicados para obtenção de pontos podem ser combinados de forma cumulativa (vários num mesmo lote) ou alternativa (escolha de um ou outro parâmetro), a partir de um “cardápio” de opções pré-estabelecido. E cada parâmetro tem um desempenho em relação à melhoria da drenagem e à atenuação do microclima. Por exemplo, árvores pontuam bem mais do que pisos semi-permeáveis; vegetação arbustiva pontua mais do que fachada verde, e assim por diante.

Comparativamente ao que era exigido no zoneamento antigo (taxa de permeabilidade mínima), a quota ambiental não exige necessariamente mais área de terreno para a obtenção da pontuação mínima, mas induz a qualificação dessa área, por exemplo, por meio do plantio de árvores, de vegetação arbustiva, de cobertura verde, de fachadas verdes, etc.

Também se espera incentivar a construção de edificações sustentáveis, que utilizem, por exemplo, sistemas de reuso de água, fontes alternativas de geração de energia, dentre outras soluções sustentáveis. Para tanto, pretende-se estabelecer incentivos urbanísticos, financeiros ou tributários, que estão em estudo pela Prefeitura

Mapa de perímetros de qualificação ambiental

A pontuação a ser atingida em cada lote será definida a partir de sua inserção nos perímetros que constam do mapa na próxima página. Conforme comentado anteriormente, a pontuação varia em função do indicador de qualidade ambiental relativo à drenagem, microclima e biodiversidade.




Exemplos de aplicação da Quota Ambiental







Referências | CTE; Gestão Urbana Prefeitura SP
Adaptação e edição do texto | Catarina Schmitz Feijó

Fonte: ECOTELHADO




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domingo, 12 de junho de 2016

IPTU VERDE: Niterói oferecerá desconto no IPTU para imóveis que adotarem soluções sustentáveis


Terraço Verde em Niterói.


Governo estuda conceder benefício a imóveis residenciais e também comerciais que se adequarem a soluções sustentáveis

A Prefeitura de Niterói poderá começar a conceder desconto em IPTU para os imóveis que se adequarem a soluções sustentáveis. O projeto intitulado de “IPTU Verde” encontra-se na Secretaria de Fazenda do município para adequação e, depois da análise do prefeito Rodrigo Neves, será encaminhado para o Legislativo. O benefício tributário será válido para imóveis residenciais e comerciais. As alíquotas de desconto ainda estão sendo definidas.

Segundo o vice-prefeito Axel Grael, Rodrigo Neves encomendou esse estudo há mais de 4 meses, com objetivo de incentivar o uso de técnicas sustentáveis.

“A ideia surgiu dele e essa é uma tendência de outras cidades, como, por exemplo, Petrópolis, que já utiliza essa modalidade de IPTU. Com esse projeto queremos que as técnicas sustentáveis deixem de ser algo alternativo, para se transformarem em práticas de vida, que venham a fazer parte do cotidiano do niteroiense, esse é o nosso objetivo. Sendo assim, nada melhor do que um incentivo para que isso possa virar uma rotina em todas as esferas da cidade”, analisa.

Axel comenta que os valores da concessão de desconto ainda estão sendo analisados pela Secretaria de Fazenda, mas que deverão obedecer algumas medidas.

“Será preciso que o solicitante do ‘IPTU Verde’ adote medidas que estimulem a proteção do meio ambiente. Isso significa que um imóvel pode implantar, por exemplo, sistema de captação de água de chuva, sistema de aquecimento solar, entre outras modalidades. Feito isso, o contribuinte vai procurar o órgão competente, preencher uma ficha com as devidas comprovações e aí o desconto vai ser concedido. Porém é necessário que as obrigações fazendárias com o município estejam em dia”, explica Grael.

O vice-prefeito ainda estima que o desconto possa impactar outras esferas. “Qualquer empreendimento que adote essas medidas vai poder pleitear esse desconto. Consequentemente, isso vai se reverter em uma economia futura e até pode servir como argumento para aquisição de imóveis. Eu, por exemplo, já não uso chuveiro elétrico há três anos e isso representa uma economia absurda”, afirma.

Mas de acordo com o vice-prefeito, o benefício pode ser revogado caso o solicitante não mantenha as práticas sustentáveis.

“A pessoa que for beneficiada do desconto vai precisar sempre manter esse tipo de iniciativa. Ela não pode colocar e depois tirar. Vamos eventualmente manter fiscalizações para garantir que há de fato a preocupação com o meio ambiente”, alerta.

Legislativo – Um projeto de lei similar foi protocolado na Câmara em abril e teve um parecer favorável da comissão de orçamento. O vereador Bruno Lessa (PSDB) foi quem propôs o PL 74/2016, que prevê um desconto acumulativo de 2% a 6% aos proprietários de imóveis que promoverem medidas visando à sustentabilidade.

Lessa argumenta que o objetivo do projeto é criar incentivos para o contribuinte.

“A ideia é que esses incentivos sirvam para preservar, proteger e recuperar o meio ambiente através do benefício no imposto”, explica.

Pelo projeto, para conseguir o benefício, os moradores devem promover adaptações em seus imóveis. Nos residenciais, implantação de sistemas de captação e reutilização de água de chuva; aquecimento hidráulico ou elétrico solar; utilização de energia eólica; entre outros.

Para os não residenciais, o texto pede a manutenção de terreno sem a presença de espécies exóticas e cultivo de espécies arbóreas e a implantação dos sistemas de captação de água de chuva com armazenagem em reservatório. Além disso, será necessário o reúso de água; aquecimento hidráulico solar com a captação de energia solar térmica para aquecimento de água; e construção com materiais sustentáveis.

“Recentemente, vivemos o problema da escassez de água em decorrência da ausência de políticas públicas que minimizem os efeitos da falta de chuva”, lembra.

Fonte: O Fluminense


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Grandes cidades se rendem aos telhados verdes
TERRAÇOS VERDES: Opção sustentável para os imóveis
Terraço Verde: sua casa mais verde, mais agradável e com menos custos
TERRAÇO VERDE: Projetos que usam plantas para recobrir telhados ganham, aos poucos, espaço nas lajes
 
CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL
 

SUSTENTABILIDADE URBANA

CONCEITO DE "DOSSEL URBANO" E A EXPERIÊNCIA DE TACOMA (EUA) DE GESTÃO DA ARBORIZAÇÃO E ÁREAS VERDES
COMO SERÁ O CLIMA NO FUTURO? Relatório da prefeitura do Rio mostra que mudanças climáticas vão multiplicar eventos extremos na cidade
Estudo técnico aborda a sustentabilidade na construção civil
Poluição do ar causa aumento de chuvas


MICROCLIMA URBANO: Ilhas de calor

UNIVERSIDADE DE YALE PUBLICA ESTUDO SOBRE CAUSAS DAS ILHAS DE CALOR URBANO
Calor, frescor e os ventos
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Niterói + Verde e PARNIT: Decreto cria 22,5 milhões de metros quadrados de áreas protegidas na cidade
PARNIT - Niterói cria parques para proteger áreas verdes de problemas como deslizamentos e queimadas
PARNIT - Prefeito Rodrigo Neves assina na quarta feira o decreto de criação do Programa Niterói + Verde
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Niterói entra na rota do turismo do Rio de Janeiro
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VISITA À ILHA DA BOA VIAGEM: Prefeitura de Niterói planeja restauração e reabertura da Ilha à visitação
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ARBORIZAÇÃO

NITERÓI CIDADE INTELIGENTE: soluções tecnológicas adotadas em Niterói foram debatidas em evento internacional na FGV
Projeto Verdes Notáveis: plantio de mudas adequadas ao ambiente urbano
NITERÓI MAIS VERDE - Viveiro da Clin produz mudas para os projetos de arborização e recuperação ambiental em Niterói
Prefeitura de Niterói lança projeto inédito de monitoramento e gestão da arborização urbana








quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

CONCEITO DE "DOSSEL URBANO" E A EXPERIÊNCIA DE TACOMA (EUA) DE GESTÃO DA ARBORIZAÇÃO E ÁREAS VERDES



COMENTÁRIO DE AXEL GRAEL


Tacoma e o "Dossel Arbóreo"

A cidade de Tacoma, no estado de Washington (Noroeste dos EUA), tem uma população de 203.446 habitantes (2013) - menos da metade de Niterói - e localiza-se às margens do Puget Sound, da mesma forma que Niterói encontra-se à beira da Baía de Guanabara.

Assim como Niterói, a cidade de Tacoma está priorizando a proteção e a ampliação da sua área verde e aprovou formalmente uma Política de Florestas Urbanas, na forma de um regulamento oficial que estabelece prioridades, cuidados com a arborização e metas.

Esta Política de Florestas Urbanas (Urban Forest Policy) traz um interessante conceito para a avaliação da presença verde na cidade que é o "Dossel Arbóreo Urbano" (Urban Tree Canopy), um conceito que considera não só os parques, praças e outras áreas verdes, mas também a arborização urbana.

O artigo abaixo refere-se ao esforço da cidade para alcançar a meta estabelecida de atingir mais do que o dobro do seu "Dossel Arbóreo" existente em 2010 - ano da aprovação da Política - passando dos 12,9% existentes naquele ano, para 30% em 2030 ("30-by-30").

Para atingir a meta, a cidade conta com um orçamento anual de cerca de US$ 200 mil para o programa "Canopy Cover", contando também com o engajamento do setor empresarial, agências e ONG´s, além de um motivado corpo de voluntários que ajuda com o seu próprio trabalho na ampliação da arborização das vias públicas e a ampliação das áreas verdes.


Voluntários plantam mudas de árvores e fazer a jardinagem em áreas que antes eram utilizadas como estacionamento. Fonte The News Tribune


Cabe destaque alguns dos vários argumentos listados no artigo abaixo para justificar a prioridade da cidade de Tacoma em investir no seu Dossel Arbóreo:

 

Comparando com Niterói

Tacoma possui um clima temperado. Em cidades de clima tropical, como Niterói, a presença das árvores é ainda mais importante, pois ajuda a amenizar o efeito das chamadas "Ilhas de Calor". Portanto, mesmo sendo importante para todas as cidades, as árvores urbanas são ainda mais indispensáveis para cidades para cidades como Niterói.
 
Por isto, a atual gestão da Prefeitura tem dado especial atenção às áreas verdes de Niterói (Programa Niterói Mais Verde) e tem estruturado um programa de gestão da arborização urbana (Programa Verdes Notáveis).
  
Com as medidas adotadas, Niterói já ampliou as suas áreas protegidas (Parques, etc), que hoje já cobrem mais de 40% do território municipal. E continuaremos avançando. Além disso, junto com a EMUSA e a Defesa Civil, implantamos um programa de gerenciamento do risco geotécnico das encostas da cidade, com o desenvolvimento de obras de contenção, implantação de um sistema de pluviômetros, sirenes e Núcleos de Comunitários de Defesa Civil (NUDEC´s). Também, implantamos o programa Niterói Contra Queimadas e estamos desenvolvendo um programa de reflorestamento de áreas degradadas.

Nas áreas já protegidas, principalmente no chamado Mosaico Norte (áreas do Fonseca e Barrreto) existe uma parcela que as florestas se perderam e precisa de reflorestamento. Para isso, a Prefeitura está elaborando um programa de recuperação de suas encostas e já vem desenvolvendo ações de reflorestamento. Conforme foi estabelecido no PLANO NITERÓI QUE QUEREMOS (Plano Estratégico 2013-2033), as metas a serem alcançadas são:

  • 2016: 101,44 hectares (estão sendo implantados atraves de compensações ambientais e plantios executados pela CLIN)
  • 2020: 355,05 hectares
  • 2033: 507,22 hectares

Novas iniciativas do Programa Niterói Mais Verde e dos demais programas complementares serão anunciados em breve. Estamos certos que Niterói será uma referência em políticas de sustentabilidade, principalmente no que se refere a estratégias e ações efetivas de proteção do seus ecossistemas e do seu "Dossel Arbóreo".

Axel Grael
Engenheiro florestal
Vice-Prefeito de Niterói






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Why cities need trees: The science behind a 30 percent canopy



Highlights
  • One tree can produce the same cooling effect as 10 room-size air conditioners
  • Studies show that tree-lined streets increase shoppers’ willingness to pay for goods by 12 percent
  • Trees slow traffic and shade sidewalks, making walking safer and more pleasant
 






When Tacoma took on the goal of creating a 30 percent tree canopy in the city by 2030, officials relied on a study by the conservation organization American Forests to answer the question: How do you quantify a city’s need for trees?

WATER AND AIR

Trees are vital in keeping a city’s air and water healthy for people.

The American Forests study, called “Calculating the Value of Nature,” analyzed the Tacoma-Everett-Redmond triangle using images from 1972 to 1996.

Dollar values were placed on the ability of trees to control stormwater flooding ($2.4 billion annually) and filter air pollution ($95 million annually.)

The loss, over that period, of 600,000 acres of highly canopied land meant a 35 percent increase in stormwater runoff, which affects salmon populations, pollution in Puget Sound, flooding on city streets, soil erosion and more.

“Each tree absorbs hundreds of gallons of water, filtering it through the root system so clean water goes back to the ground,” said Pierce Conservation District’s Melissa Buckingham.

And by filtering greenhouse gases such as carbon dioxide out of the atmosphere, trees contribute over time to cooling the air, as well as cooling it in real time with shade during summer.

According to California nonprofit Canopy.org, evaporation from one tree can produce the same cooling effect as 10 room-size air conditioners. That lowers the average summer temperature in highly canopied cities such as Palo Alto, California (which has 37.6 percent canopy), by up to 8 degrees compared with neighboring areas.

This effect will be increasingly important, officials say, during the hotter, drier summers forecast for Western Washington in climate change models.

MONEY

As the city of Tacoma points out in its Urban Forestry Policy, numerous studies have shown that trees — the higher the number, the greater the benefit — raise property values by up to 15 percent.

Trees also increase profitability of business districts: Studies by University of Washington professor Kathleen Wolf show that tree-lined shopping streets increase shoppers willingness to pay for goods by 12 percent.

Properties rent more quickly, tenants are happier, and workers report higher productivity, Buckingham said.

That benefit is especially important in business districts such as McKinley, on Tacoma’s East Side, where a recent “depave” project replaced 7,000 square feet of sidewalk concrete with trees, shrubs and ground covers.

Because the trees are in the right-of-way, and thus the responsibility of property owners, the project was a partnership, lining up the city and Conservation District with business owners committed to caring for the young trees.

Now, even in winter, the shopping block in one of Tacoma’s low-income areas has gone from gray and bleak to more inviting, the pinks and reds of the sedums contrasting with the evergreen of pine and hemlock.

“It’s a good start to changing the feel of our neighborhood to warm and caring,” said resident and neighborhood council member José Chavez.

SAFETY, HEALTH, COMMUNITY

Canopy advocates such as Chavez and Buckingham also point out social advantages of trees: they slow traffic and shade sidewalks, making walking safer and more pleasant. They reduce noise and encourage folks to congregate.

“Adding trees gives a more welcome feeling,” Chavez said. “It shows that there are hardworking, caring people no matter what kind of neighborhood it is. … It means pride, too. That’s a good investment.”

Recent studies by the Pacific Northwest Research Station of the U.S. Forest Service go deeper into the social benefits of trees.

A 2011 Portland study showed greater tree canopy had positive effects on babies’ birth weights and thus lifelong health: Greater canopy cover within 50 meters of a mother’s house and the proximity to open space were associated with a reduced risk of having an underweight baby.

“It may be that trees improve birth outcomes through stress reduction,” said study author Geoffrey Donovan in the November 2011 issue of “Science Findings.”

His findings were backed up by a subsequent Spanish study showing that proximity to green space made positive birth weight differences in poor or low-educated socioeconomic groups.

Donovan’s study also found more tall street trees correlated with lower residential crime rates.

One explanation, he said, might be that mature trees create a pleasant setting for folks to congregate while not blocking views of houses, thus increasing the risk of exposure for criminals.

In addition, Donovan agrees with Chavez that trees indicate a cared-for neighborhood, which can be a disincentive for criminals.

Past studies have shown that views of trees speed healing in hospitals and reduce stress rates for residents.

In a 1984 study in the journal Science, R.S. Ulrich showed that surgery patients with views of trees spent fewer days in the hospital, used fewer narcotic drugs, had fewer complications and registered fewer complaints with nurses than patients with views of concrete walls.

Later studies also showed that patients responded better to brighter green trees and those shaped with a broad, spreading crown. One theory suggests this comes from our evolutionary ancestry on the African savanna, where trees are shaped like this.

Studies also have shown that views of nature can reduce stress in workers and university students.

As environmental scientist, author and academic Nalini Nadkarni points out, trees are also used to heal from loss, such as in the Living Memorials Project after the 9/11 attacks.

“For centuries, humans have looked to the symbolic resonance of nature ... to heal our sense of loss from death,” she said.

For Harvard biologist E.O. Wilson, the reason trees can heal goes far deeper. His “biophilia hypothesis” argues that humans have an innate emotional affiliation to other living organisms and that the health of the planet, trees included, is inextricably intertwined with our own.

“Trees aren’t just trees,” Chavez points out. “They’re many things.”

EMOTIONAL HEALTH

Trees don’t just contribute in just practical ways, says Nadkarni.

In her 2008 book “Between Earth and Sky,” Nadkarni, a former environmental studies professor at Olympia’s The Evergreen State College and founder of the International Canopy Network, also explores their spiritual benefits.

Citing her own personal and scientific experiences and those of other scientists and writers, she asserts that trees teach us about stillness, mindfulness, the interconnectedness of all life and what lies beyond the mundane.

“Trees at once enrich and instruct our lives in ways at once simple and complex,” Nadkarni writes. “Opening up to something as simple and pleasurable as climbing a tree — or sitting silently beneath it — can make humans feel at home with the world and with themselves.”

Fonte: The News Tribune



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LEIA TAMBÉM:

Outro artigo sobre desafio da meta "30-by-30" da cidade de Tacoma: Tacoma’s challenge: Making City of Destiny more a City of Trees

Conceituação de Urban Tree Canopy do US Forest Service

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