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domingo, 13 de setembro de 2026

Niterói proíbe publicidade de bets em espaços públicos e publicidade exterior na cidade

 


A Prefeitura de Niterói proibiu a publicidade de plataformas de apostas esportivas e jogos de quota fixa, as chamadas bets, em espaços públicos e na publicidade exterior em todo o município. A medida foi oficializada pelo prefeito Rodrigo Neves por meio de decreto publicado nesta quarta-feira (9) e estabelece prazo máximo de dez dias para a retirada de anúncios que estejam em desacordo com as novas regras.

“A expansão das apostas on-line é uma realidade que exige responsabilidade do poder público. Não podemos naturalizar uma publicidade que chega diariamente às nossas crianças e aos nossos jovens e que pode estimular comportamentos capazes de gerar dependência, endividamento e sofrimento para muitas famílias. Niterói está usando os instrumentos que o município tem para proteger a população e, principalmente, nossas crianças e adolescentes”, afirma o prefeito Rodrigo Neves.

A proibição alcança diferentes formas de divulgação das empresas de apostas, incluindo marcas, nomes empresariais, plataformas digitais, sites, aplicativos, promoções, campanhas, bônus e premiações. Também ficam vedados logomarcas, símbolos, mascotes, slogans e outros elementos que permitam identificar direta ou indiretamente as empresas ou plataformas de apostas.

A decisão tem como um dos principais objetivos reduzir a exposição da população, especialmente de crianças e adolescentes, à publicidade de jogos de apostas. O decreto considera os riscos associados ao jogo compulsivo e seus impactos sobre a saúde mental e o bem-estar social, além da necessidade de garantir proteção integral ao público infantojuvenil.

A medida é restrita às competências municipais sobre publicidade exterior e utilização dos espaços públicos. O decreto não interfere na autorização ou no funcionamento das empresas de apostas, atividade regulamentada pela União.

A fiscalização ficará a cargo da Secretaria de Ordem Pública (Seop), em articulação com a Secretaria Municipal de Urbanismo e Mobilidade (SMU). Em caso de descumprimento, empresas anunciantes e responsáveis pela exibição da publicidade poderão sofrer as sanções previstas no Código de Posturas do Município, além da cassação ou anulação da autorização e da determinação de retirada imediata da peça publicitária irregular.

Os anúncios que já estão instalados terão prazo máximo e improrrogável de dez dias, contado a partir da publicação do decreto, para serem retirados ou adequados. Durante esse período, fica suspensa a aplicação das multas previstas para a infração.

A proibição também vale para campanhas publicitárias e eventos contratados, patrocinados ou realizados pela administração municipal, inclusive quando a propaganda de bets estiver visível a partir da área externa do evento. Órgãos e entidades da Prefeitura também deverão observar as novas regras em contratos, concessões, permissões, autorizações e licenças que envolvam exploração publicitária em bens e espaços públicos.

Fonte: Prefeitura de Niterói


Marquês do Paraná ultrapassa 8 mil ciclistas em um único dia e estabelece novo recorde

 

A ciclovia da Avenida Marquês do Paraná alcançou uma nova marca de circulação de ciclistas em Niterói. Na última semana, 8.213 bicicletas passaram pela via em um único dia, o maior número já registrado no local. A contagem supera o recorde anterior, alcançado em maio deste ano, quando foram contabilizadas 7.965 passagens e é 28% superior ao registrado no início de 2025.

Localizada em um dos principais eixos de ligação entre o Centro e a Zona Sul, a ciclovia tem o fluxo acompanhado pelo Contabike, sistema de monitoramento da Eco-Counter Brasil. A nova marca representa 248 passagens a mais em relação ao recorde de maio, um crescimento de 3,1%. A Marquês do Paraná é a ciclovia mais movimentada do Brasil, segundo dados da Eco-Counter.

Além da Marquês do Paraná, Niterói conta com outros oito pontos de contagem de ciclistas: Avenida Roberto Silveira, Avenida Amaral Peixoto, Avenida Quintino Bocaiúva, Rotatória de Camboinhas, Avenida Irene Lopes Sodré, Parque Orla de Piratininga e Túnel Charitas-Cafubá, nos dois sentidos. Os equipamentos permitem acompanhar o fluxo de bicicletas em diferentes regiões da cidade e ajudam a monitorar o uso da infraestrutura cicloviária.

“Esse é um dado que ajuda a dimensionar o papel que a bicicleta já ocupa na mobilidade de Niterói e mostra que ela não é apenas uma opção de lazer, mas faz parte dos trajetos cotidianos de milhares de pessoas. Ultrapassar a marca de 8 mil ciclistas em um único dia em uma ciclovia mostra a dimensão que esse meio de transporte alcançou na cidade”, afirma Filipe Simões, coordenador do Niterói de Bicicleta.

Fonte: Prefeitura de Niterói 



segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Niterói abre edital de R$ 15 mil por agricultor e prioriza cotas para mulheres

A Secretaria de Assistência Social utilizará todo o hortifrúti arrecadado para abastecer a rede de segurança alimentar da cidade - Imagem ilustrativa


A Prefeitura de Niterói abriu, nesta sexta-feira (31), a Chamada Pública nº 003/2026 para comprar alimentos frescos da agricultura familiar. Por meio da medida, o município repassará até R$ 15 mil por ano para cada produtor rural credenciado.

Com essa iniciativa, a gestão municipal estimula a economia do campo e garante comida saudável para moradores em vulnerabilidade social.

Além disso, a Secretaria de Assistência Social utilizará todo o hortifrúti arrecadado para abastecer a rede de segurança alimentar da cidade nos próximos meses.

O que muda na seleção dos produtores?

Para garantir equidade de renda no campo, a prefeitura estabeleceu regras afirmativas inéditas no novo edital do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA Municipal).

  • Cota feminina obriga participação: O edital reserva pelo menos 50% de todas as vagas de fornecedores exclusivamente para mulheres agricultoras.
  • Foco na baixa renda: A gestão exige que no mínimo 60% dos produtores selecionados pertençam ao Cadastro Único (CadÚnico).
  • Pontuação prioritária: A comissão avaliadora priorizará trabalhadores negros, indígenas, quilombolas, assentados da reforma agrária, pescadores e jovens de 18 a 29 anos.

Regras oficiais e execução do programa

A contratação pública baseia-se nos critérios do artigo 4º da Lei Federal nº 14.628/2023 e do Termo de Adesão nº 02083/2024.

Paralelamente a isso, os agricultores entregarão os mantimentos no Banco Municipal de Alimentos Herbert de Souza, em São Domingos, onde os agentes públicos organizarão a distribuição das cestas.

O QUE VOCÊ PRECISA SABER: PAA e CAF:

PAA (Programa de Aquisição de Alimentos): Política pública que compra alimentos diretamente de pequenos produtores para abastecer redes de assistência social.

CAF / DAP: O Cadastro Nacional da Agricultura Familiar é o documento oficial que comprova que o trabalhador produz no campo de forma familiar.

Como se inscrever e garantir a vaga

Diante desse cenário, os interessados devem realizar a inscrição entre os dias 03 e 12 de agosto de 2026. Portanto, produtores individuais, cooperativas ou associações precisam apresentar cópias do CPF, documento com foto, extrato da CAF/DAP e a proposta de fornecimento.

Para isso, o trabalhador pode entregar a documentação presencialmente na sede da Secretaria Municipal de Assistência Social (Rua Coronel Gomes Machado, nº 281, Centro), das 10h às 16h.

Alternativamente, a equipe aceitará os arquivos pelo e-mail subsan@smases.niteroi.rj.gov.br. Por fim, a prefeitura divulgará o resultado definitivo no dia 31 de agosto.

Agricultura familiar: alimento, renda e desenvolvimento

Produção que nasce no campo e chega à mesa: Famílias agricultoras cultivam alimentos, preservam conhecimentos e movimentam a economia local.

A agricultura familiar reúne pequenos produtores que utilizam principalmente o trabalho da própria família na plantação, criação de animais e comercialização dos alimentos. Além de abastecer feiras, mercados e programas públicos, esse modelo produtivo fortalece as comunidades rurais e contribui para uma alimentação mais diversificada.

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Alimentos frescos

Primeiramente, a produção familiar amplia a oferta de frutas, verduras, legumes, ovos, leite e outros alimentos que fazem parte da rotina da população.

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Geração de renda

Além disso, a venda direta em feiras e mercados garante renda aos produtores e mantém uma parcela maior dos recursos circulando dentro da própria comunidade.

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Fortalecimento local

Do mesmo modo, cooperativas e associações ajudam as famílias a compartilhar equipamentos, reduzir custos e alcançar novos compradores.

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Preservação ambiental

Paralelamente, práticas sustentáveis podem proteger o solo, conservar a água e valorizar sementes, técnicas e conhecimentos transmitidos entre gerações.

Valorizar quem produz

Portanto, comprar de pequenos produtores, visitar feiras locais e incentivar políticas de crédito, capacitação e assistência técnica são atitudes que fortalecem a agricultura familiar e aproximam o campo da cidade.





quinta-feira, 9 de julho de 2026

PARQUE SOLAR É MAIS UM LEGADO DE SUSTENTABILIDADE E INOVAÇÃO QUE DEIXAMOS PARA NITERÓI

Quem chega em Niterói pela Ponte, ao se aproximar da Praça do Pedágio e olhar para o Morro da Boa Vista localizado bem à sua frente, já deve ter notado que há uma novidade na encosta: é o PARQUE SOLAR, um projeto inovador e um novo conceito de geração de energia de forma limpa, sustentável e que beneficia a comunidade.

Parque Solar implantado em encosta de Niterói é mais um legado de inovação iniciado na nossa gestão como prefeito da cidade. Projeto é uma referência para outras comunidades de Niterói e para outras cidades. Foto Leonardo Simplicio (Divulgação). 

O projeto de implantação do Parque Solar na Encosta do Morro da Boa Vista, no Centro de Niterói, era uma antiga ideia que acalentei por anos e consegui desenvolver quando fui secretário da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG, da Prefeitura de Niterói. O projeto avançou e saiu do papel graças principalmente ao empenho da engenheira florestal Valéria Braga e do secretário de Defesa Civil Walace Medeiros. 

Na sua concepção inicial, a iniciativa teve como objetivo aproveitar as condições favoráveis da encosta para a produção de energia fotovoltaica, proteger a maior área de reflorestamento da mantido pela Prefeitura e beneficiar a comunidade. A água da chuva acumulada nas próprios painéis solares é captada e estocada em reservatórios com capacidade para 30 mil litros, para ser utilizada na manutenção e limpeza do Parque Solar, permitir a irrigação das mudas e proteger a área dos constantes incêndios que prejudicam as áreas de reflorestamento.

Em 2018, o conceito inovador do projeto foi reconhecido com a conquista do Prêmio Lidera Rio, vencendo na categoria principal - "Prêmio de Melhor Projeto" - e na categoria "Sustentabilidade e Resiliência". A premiação foi promovida pelo SEBRAE-RJ, em parceria com o Instituto República, CLP e Cidadis e contou com a participação de várias prefeituras fluminenses.

Na minha gestão como prefeito de Niterói (2021-2024) contratamos um serviço especializado para o desenvolvimento do projeto executivo, licitamos e demos início às obras de sua implantação, que foram concluídas na atual gestão do prefeito Rodrigo Neves. A obra foi concluída e entregue no dia último dia 04 de julho. 

Fotos Leonardo Simplicio (Divulgação)

O Parque Solar, que contou com um investimento de R$ 7,7 milhões, possui 2 mil módulos fotovoltaicos e ocupa uma área de 36 mil metros quadrados. A usina tem capacidade para produzir cerca de 150 mil quilowatts-hora (kWh) de energia por mês energia, reduzindo as despesas do consumo de energia dos prédios públicos. Para se ter uma ideia, a energia produzida é suficiente para suprir o consumo de 19 creches públicas. Com isso, o retorno do investimento virá em dois anos. 

O Parque Solar é parte do esforço que iniciamos na nossa gestão para a transição energética da cidade, que incluiu a captação de recursos junto ao PAC, do Governo Federal, para a implantação de ônibus elétricos, do VLT de Niterói e a aquisição de veículos elétricos para a descarbonização da frota da Prefeitura e mitigar emissões de Gases de Efeito Estufa na cidade.

A energia solar é uma das formas mais sustentáveis de geração de energia, é a fonte que mais cresceu no Brasil entre 2024 e 2025, com o excepcional avanço de 24,%.

Axel Grael
Prefeito de Niterói (2021-2024)



quarta-feira, 8 de julho de 2026

PREFEITURA DE NITERÓI RETIRA CERCA DE 20 T DE RESÍDUOS DO PARQUE ORLA DE PIRATININGA TODA SEMANA


Prefeitura reforça ações de monitoramento e preservação ambiental na Lagoa de Piratininga

A Prefeitura de Niterói realizou, nesta quarta-feira (8), mais uma operação de ordenamento e limpeza na Lagoa de Piratininga. Coordenada pelo Grupo Executivo para o Crescimento Ordenado de Preservação das Áreas Verdes (Gecopav), com o objetivo de garantir a ocupação adequada do espaço público e a preservação ambiental naquela área, a ação foi executada pela Companhia de Limpeza de Niterói (Clin), que retirou entulhos e resíduos descartados incorretamente. O serviço contou com apoio de um caminhão para a remoção de materiais como ferro, madeira, plástico e outros detritos.

O coordenador do Gecopav, major Antônio Luiz Pereira Lima, ressaltou a importância da atuação integrada dos órgãos municipais para garantir a proteção das áreas verdes da cidade.

“Nosso principal objetivo é impedir o avanço de construções irregulares sobre áreas de proteção ambiental. Para isso, atuamos com planejamento, uso de tecnologia e integração entre diversos órgãos municipais, garantindo uma fiscalização eficiente e contribuindo para a preservação do patrimônio ambiental de Niterói”, afirmou.

O trabalho desenvolvido na região tem como foco a preservação da restinga, a fiscalização de construções irregulares e descartes incorretos de resíduos, além do monitoramento de possíveis áreas afetadas por desmatamento. As equipes realizam vistorias frequentes, com acompanhamento por terra e apoio de aeronaves tripuladas, ampliando a capacidade de identificação de ocorrências e garantindo uma atuação mais eficiente na proteção ambiental. Sempre que são constatados problemas, como o descarte inadequado de lixo ou o acúmulo de entulho, são promovidas ações de limpeza e conservação, contribuindo para a preservação da Lagoa de Piratininga e para a manutenção de um ambiente mais saudável para a população.

Wellington Silva, funcionário da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) há 11 anos, destacou a importância do trabalho que tem feito semanalmente na Lagoa de Piratininga, ressaltando que a ação vai além da limpeza do espaço.

“Todas as quartas-feiras realizamos uma ação de limpeza na orla da Lagoa de Piratininga, em parceria com a Secretaria de Ordem Pública, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do descarte correto de resíduos. Durante essas operações, recolhemos, em média, cerca de 20 toneladas de resíduos descartados de forma irregular na região. Esse trabalho é fundamental não apenas para manter a cidade limpa, mas também para preservar o meio ambiente e a qualidade da lagoa”, destacou.

O Gecopav atua em três frentes principais: monitoramento das áreas de preservação para evitar invasões e desmatamentos; combate a construções irregulares com medidas judiciais e embargos; e implantação de marcos delimitadores em áreas protegidas.

A operação seguiu o que está previsto na Lei nº 2624/2008, que integra o Código de Posturas do município e estabelece diretrizes sobre convivência, ocupação do espaço público e preservação ambiental.

Fonte: Prefeitura de Niterói




domingo, 31 de maio de 2026

Niterói é uma das poucas cidades a contar com uma política para evitar e controlar incêndios em vegetação

 

Agentes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros combatem foco de incêndio no Vital Brazil, em janeiro: este ano, antes mesmo do início do período de estiagem, autoridades já registraram cem chamados — Foto: Divulgação / Claudio Fernandes

Em 2012, fui eleito vice-prefeito de Niterói na chapa com o prefeito Rodrigo Neves. Fui designado por Rodrigo para coordenar a transição entre a nova gestão e a gestão que saía. Dentre as minhas muitas preocupações naquela ocasião, estavam em evitar fatos que pudessem nos surpreender no início da gestão, por exemplo, o risco de um desastre climático naquele primeiro verão. Isso seria muito relevante pelo risco em si, mas também por que Niterói ainda se recuperava do trauma da chamada "Tragédia do Morro do Bumba", ocorrida em 2010.

Iniciado o governo, a Defesa Civil ficou sob a minha responsabilidade, como parte das atribuições da Vice-Prefeitura. Iniciamos a gestão, em janeiro de 2013, tendo a primeira  versão do Plano Chuvas de Verão já preparado. Mas, tínhamos uma Defesa Civil precária e praticamente sem qualquer recurso tecnológico. O que prevíamos aconteceu: a cidade sofreu com chuvas intensas mas estávamos preparados, apesar do pouco tempo de organização e a falta de estrutura. A cidade resistiu, mas longe ainda do estágio de preparação que queríamos. 

Passado o momento de sufoco daquele verão, dedicamos o restante do ano a nos preparar para o verão seguinte (2013-2014). Desenvolvemos o Plano de Contingência e treinamos equipes de diversos órgãos da Prefeitura para cada um ter o domínio do procedimento a tomar em caso de emergência climática. 

E o que aconteceu naquele verão? Justamente o contrário do que era esperado: nada de chuva! Enfrentamos uma longa estiagem e o período de maior ocorrência de incêndios em vegetação já registrado na cidade.

Números dos incêndios em vegetação no verão 2013/2014, segundo monitoramento contratado pela Prefeitura.

Com ajuda do helicóptero e efetivos dos Bombeiros, superamos aquele desafio. Como um engenheiro florestal que já havia lidado com problemas de queimadas antes, vi naquele momento a oportunidade de inovar a criar uma política de prevenção e enfrentamento às queimadas.

Helicóptero combate incêndio em área de mata no Morro do Cavalão, em São Francisco. Foto Axel Grael.

Lançamos o programa Niterói Contra Queimadas com a liderança da Defesa Civil, da Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade (SMARHS) e do Corpo de Bombeiros. Formamos o NUDEC Queimadas, que hoje já soma mais de 700 voluntários treinados.

Fizemos uma parceria com o Corpo de Bombeiros e criamos um sistema de pagamento aos bombeiros em momento de folga, para reforçar o enfrentamento às queimadas e ação preventiva nas comunidades em situação de normalidade.

Também criamos uma rotina de Rondas Preventivas com ação educativa nos locais de maior ocorrencia de focos de incêndio. Cartilhas são distribuídas alertando que causar incêndio em vegetação é crime,  queimar lixo também é contra a legislação e altamente prejudial à saúde humana e ao meio ambiente. Outro alerta importante é contra a inaceitável prática de soltura de balões, ato criminoso e altamente perigoso para as matas, para a infraestrutura urbana e industrial e para o patrimônio das famílias.

Essas medidas, poderão ser decisivas nos meses que virão, uma vez que espera-se uma longa estiagem devido ao super El Niño que está se formando. O risco de incêndios em vegetação aumentam muito nessas condições.

Os esforços de Niterói para combater queimadas rendeu um prêmio para a cidade.

Hoje, temos reconhecidamente uma das melhores, mais preparadas e mais bem equipadas defesas civis do Brasil. Ainda há muito por fazer, mas Niterói mostra o caminho do controle e prevenção às queimadas e zelo pelas nossas florestas e vidas nas encostas.

Axel Grael
Prefeito de Niterói (2021-2024)
Vice-prefeito de Niterói (2013-2016)


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Bombeiro combate incêndio no Vital Brazil, em Niterói, janeiro deste ano — Foto: Divulgação/Claudio Fernandes

Niterói reforça ações para enfrentar Super El Niño após registrar quase cem focos de incêndio em 2026

Defesa Civil amplia monitoramento e abre nova turma de voluntários; previsão aponta redução de chuvas e temperaturas acima da média nos próximos meses

Com a previsão de um “super El Niño” nos próximos meses e a expectativa de redução das chuvas no Sudeste, a Prefeitura de Niterói intensificou as ações de prevenção contra queimadas, um dos principais problemas ambientais enfrentados pela cidade durante o período mais seco do ano. Em 2026, de acordo com o Corpo de Bombeiros, o município já registrou quase cem focos de incêndio em vegetação, sendo 20 apenas neste mês de maio.

O alerta ocorre em meio a projeções climáticas que apontam para temperaturas acima da média e estiagem mais intensa entre maio e julho. Segundo análise do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), as condições associadas ao estabelecimento do El Niño devem favorecer a ocorrência de queimadas no Estado do Rio.

O fenômeno climático, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, preocupa autoridades em todo o país. Governos estaduais e o governo federal vêm adotando medidas preventivas diante da possibilidade de um “super El Niño”, que pode provocar temporais no Sul e intensificar secas e ondas de calor em outras regiões do Brasil. O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) já alertou para o aumento do risco de incêndios no Sudeste.

Em Niterói, a preocupação se concentra principalmente no período entre maio e setembro, que historicamente concentra a maior parte dos incêndios em vegetação. Dados da Defesa Civil municipal mostram que, entre 2021 e 2025, foram registradas 832 ocorrências nesse intervalo.

Ao longo dos últimos anos, a preocupação é crescente. O Corpo de Bombeiros foi acionado 66 vezes para combate às chamas em Niterói entre os dias 1º de janeiro e 28 de maio de 2023. Foram 194 vezes no mesmo período em 2024, e 379 vezes em 2025.

Mais prevenção

Para enfrentar o problema, a prefeitura ampliou a chamada Operação Queimadas, baseada em monitoramento tecnológico e mobilização comunitária. São usados drones, sensores, imagens de satélite e mapas georreferenciados para identificar áreas vulneráveis e acelerar a resposta contra os focos de incêndio.

Um dos pilares da estratégia é o trabalho do Núcleo de Defesa Civil (Nudec) Queimadas, formado atualmente por cerca de 700 voluntários distribuídos em 15 grupos pela cidade. Eles atuam em parceria com o Corpo de Bombeiros em ações de orientação, prevenção e identificação rápida de focos de fogo.

O secretário municipal de Proteção e Defesa Civil, coronel Walace Medeiros, explica que o principal objetivo é evitar que incêndios aconteçam.

— O combate às queimadas começa muito antes do incêndio. Trabalhamos fortemente na prevenção, no monitoramento e na conscientização da população — diz.

Moradora da Comunidade da Salina, em Jurujuba, Conceição Jeremias da Silva Neta, de 47 anos, afirma que as queimadas já colocaram residências da região em risco.

— Já presenciei diversas queimadas por causa da vegetação extensa que temos no bairro. Em algumas situações, o fogo se espalhou muito rápido e chegou perto das casas. Muitas pessoas achavam normal queimar lixo no quintal ou até viam a queda de balão como algo bonito, mas hoje sabemos o quanto isso pode ser destruidor — relatou.

Como parte das ações preventivas, a Defesa Civil abrirá uma nova turma de formação do Nudec Queimadas nos dias 4, 11, 18 e 25 de julho. As inscrições serão divulgadas nas redes sociais do órgão. O treinamento inclui aulas de primeiros socorros, prevenção e combate a incêndios, meteorologia, orientação cartográfica e cuidados com animais em áreas atingidas pelo fogo.

Segundo a prefeitura, a Defesa Civil de Niterói conta com mais de três mil voluntários distribuídos em 153 núcleos comunitários especializados em diferentes áreas de atuação. Nos últimos 13 anos, o município afirma ter investido mais de R$ 1,7 bilhão em ações de prevenção e mitigação de desastres naturais.

A Defesa Civil orienta a população a evitar práticas que podem provocar incêndios, como colocar fogo em lixo, folhas secas ou restos de poda, jogar guimbas de cigarro em áreas de vegetação e descartar carvão ainda aceso em terrenos ou matas. Soltar balões, além de crime ambiental, também representa risco.

Em caso de fumaça ou princípio de incêndio, a recomendação é acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193, sem tentar combater incêndios de grandes proporções sozinho.

O órgão também orienta que folhas, galhos e restos de poda sejam ensacados e destinados à coleta regular de lixo. Em grandes volumes, o descarte deve ser solicitado à Clin. A prefeitura destaca ainda que podas dependem de autorização prévia da Secretaria de Meio Ambiente e que resíduos vegetais podem ser reaproveitados em compostagem, jardinagem e artesanato.

Fonte: O Globo Niterói


quinta-feira, 28 de maio de 2026

Bora de Bike é sucesso e lota ruas de Niterói em prol da mobilidade ativa

 

Onde está Wally? Foto de Luciana Carceiro.

Participei no último domingo do evento "Bora de Bike", iniciativa da Record Rio, em parceria com a Associação de Ciclistas do Rio de Janeiro (ACERJ). A pedalada contou com patrocínio da Prefeitura de Niterói, por meio do Niterói de Bicicleta, além do apoio de diversos órgãos municipais. Ao todo, foram aproximadamente 10 mil pessoas, entre famílias, grupos de amigos e amantes do ciclismo de diferentes cidades da região metropolitana, como São Gonçalo, Maricá e diversos bairros do Rio de Janeiro.

A iniciativa reforça o crescimento da cultura da bicicleta em Niterói, cidade que se consolidou como referência em mobilidade urbana sustentável. O município possui uma das maiores malhas cicloviárias do estado do Rio de Janeiro, com mais de 90 quilômetros de infraestrutura cicloviária implantada, entre ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas.


sábado, 23 de maio de 2026

Prioridade para o turismo: Niterói recebeu 1,5 milhão de visitantes em 2025

Niterói tem vocação para o turismo, atividade que tem potencial para ser uma das alavancas da economia da cidade, mas nunca havia sido dada a devida prioridade.

No que se refere ao turismo, ao contrário do que alguns pensam, ter a cidade do Rio de Janeiro como vizinho é uma grande oportunidade para Niterói e não um problema. O Rio de Janeiro continua a ser líder em turismo no país e bateu o recorde de visitantes em 2025. A cidade recebeu 12,5 milhões de turistas, sendo 10,5 milhões (83,1%), de visitantes nacionais e 2,1 milhões (16,9%) de estrangeiros. Apesar de representarem a menor parcela, os turistas internacionais cresceram 44,8% no ano passado. O impacto do turismo na economia da cidade do Rio foi de R$ 27,2 bilhões (saiba mais aqui), gerando R$ 10,6 bilhões em gastos diretos, 198 mil empregos e R$ 6 bilhões em remuneração.

Como podemos ver na matéria abaixo, o turismo em Niterói está crescendo, mas ainda representa 12%) do contingente de visitantes que chega à cidade vizinha. Não é pouco - é proporcional à diferença de porte entre as cidades - mas pode ser muito mais. Isso mostra o grande potencial de crescimento da atividade em Niterói, caso a cidade adote as políticas corretas.

Na minha gestão como prefeito de Niterói (2021-2024), orientei a Niterói Empresa de Lazer e Turismo - Neltur a continuar fazendo o seu bom trabalho na promoção de grandes eventos (Carnaval, Reveillon etc.), mas priorizar a vocação de Niterói e colocar a cidade como um destino turístico rentável e promotor do desenvolvimento local.

Para permitir isso, investimos na infraestrutura e em estratégias para promover o turismo, com as seguintes iniciativas:

Infraestrutura verde:
  • Desapropriação dos imóveis e criação do Parque Natural Municipal do Morro do Morcego Dora Negreiros, com o objetivo de proteger os recursos naturais e paisagísticos do locais, além de permitir a maior qualificação do produto turístico de visitação dos fortes de Jurujuba.
  • Criação, em 2014, do Programa Niterói Mais Verde, com a criação do Parque Natural Municipal de Niterói - PARNIT, que elevou a área protegida da cidade a 57% do território da cidade. Com o PARNIT foi criado também a APA dos Morros da Guanabara, com mais de 500 hectares de áreas verdes protegidas na Região Norte da cidade.
  • Implantação de trilhas e apoio ao turismo ecológico. 
  • Implantação do Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis - POP, que conta com o sistema de jardins filtrantes, o maior investimento na America Latina em Soluções Baseadas na Natureza. O POP conta também com o Centro Ecocultural Sueli Pontes. 
  • Reforma da infraestrutura do Parque da Cidade, o segundo lugar mais visitado na cidade após o MAC.
  • Criação dos parques de Pendotiba, da Floresta do Baldeador, Águas Escondidas, alem do Morro do Morcego já citado
  • Ampliação e requalificação da arborização urbana
  • Reflorestamento de encostas
  • Duplicação das areas ajardinadas da cidade.
Infraestrutura urbana:
  • Requalificação do Centro de Niterói, com a reurbanização da Avenida Visconde do Rio Branco, da Praça Arariboia e da Avenida Amaral Peixoto.
  • Melhoria na infraestrutura viária da Região Oceânica
  • Obras de melhoria dos acessos à Fortaleza de Santa Cruz e revitalização do Canto de Itaipu, ambos investimentos de grande importância para o turismo
  • Quase 100 km de ciclovias, bicicletários e bicicletas compartilhadas gratuitas (Nit Bike)
  • Requalificação urbana da região de São Domingos e Gragoatá
  • Solução dos principais problemas de drenagem da cidade.
  • A cidade se aproxima da universalização do saneamento e é considerada uma das cidades mais limpas do país (2° lugar no índice ISLU).
Infraestrutura para eventos:
  • Construção da Arena Niterói, no Centro de Niterói 
  • Reforma do Complexo de Atletismo Aída dos Santos (UFF) e a implantação da infraestrutura esportiva na Concha Acústica. 
  • Niterói trabalha para viabilizar o seu Centro de Convenções 
  • Implantação da pista de Downhill no Parque da Cidade
  • Apoio a eventos nacionais e internacionais para esportes de praia, vela, canoagem Va'a, surf etc.
Patrimônio histórico e cultural:
  • Restauração e abertura da Ilha da Boa Viagem, 
  • Restauração do Cinema Icaraí que será entregue à população como centro cultural Cine Concerto Sérgio Mendes.
  • Restauração da Casa Norival de Freitas.
  • Desapropriação e reforma do prédio da Cantareira, que seráum Distrito de Inovação, 
  • Reabertura do Mercado Municipal após décadas fechado.
  • Reforma de casarão histórico na Alameda São Boaventura e abertura do Centro Cultural Cauby Peixoto, primeiro da Zona Norte. 
Além da infraestrutura, a NELTUR tem feito um grande esforço de divulgação da cidade em eventos nacionais e internacionais do trade turístico e tem estruturado programas de turismo de avistagem de cetáceos, cicloturismo, turismo náutico e outros.

Há uma crescente atração de grandes eventos culturais e esportivos na cidade, além de congressos cientificos e acadêmicos. Em 2024, firmamos acordo com a Fira Barcelona, para trazer para Niterói a Tomorrow Blue Economy, a maior feira da economia azul no mundo. O evento já irá para a sua terceira edição.

Juntamente com o turismo de negócios - ligado à indústria naval, ao setor de saúde, comércio etc. - essas atividades têm feito crescer muito a demanda por mais hotelaria. Como prefeito, abrimos diálogos importantes com o setor, no Brasil e exterior, para atrair investimentos para a cidade.

Que Niterói siga avançando, potencializando as suas vocações para o desenvolvimento econômico e social, criando oportunidades para mais empregos qualificados e melhoria da qualidade de vida.

Axel Grael
Prefeito de Niterói (2021-2024)


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Turismo em alta: Niterói recebeu 1,5 milhão de visitantes em 2025; veja locais mais procurados

Demildes Freitas veio do Piauí e ficou hospedada na casa da irmã, em São Gonçalo — Foto: Divulgação/Luciana Carneiro

Viagens de lazer representam maior parte do crescimento de 20%, e um em cada quatro turistas é estrangeiro, diz prefeitura

Por Felipe Gelani

Niterói recebeu cerca de 1,5 milhão de turistas em 2025, segundo dados do Observatório de Turismo da prefeitura. O crescimento de 20% em relação ao ano anterior foi puxado principalmente pelo turismo de lazer, responsável por 79,13% dos atendimentos realizados nos Centros de Atendimento ao Turista (CATs), e pela presença cada vez maior de estrangeiros, que já representam 28,20% do público atendido na cidade.

O perfil dos visitantes mostra predominância de moradores do próprio estado, principalmente da capital, de São Gonçalo, de Maricá e de Itaboraí. Entre os nacionais, São Paulo lidera o ranking (34,59%), seguido por Minas (11,66%) e Rio Grande do Sul (7,56%). Bahia e Paraná vêm atrás. Já no turismo internacional, Argentina (25,63%), França (11,67%) e Estados Unidos (8%) lideram.

A percepção positiva da cidade aparece também nos relatos de quem inclui Niterói no roteiro, mesmo estando hospedado no Rio. A advogada colombiana Natalia Bueno afirmou ter se surpreendido.

— Vim conhecer Niterói hoje, antes de seguir para Paraty. Achei uma cidade amigável e agradável. Antes da viagem, eu não tinha muitas informações sobre ela. Falta um pouco mais de divulgação, porque Niterói é linda. Quero voltar da próxima vez — comentou.

Mais tranquilidade

Os estudantes belgas Lalo Istat e Henri Mouligneaux conheceram Niterói depois de encontrar um roteiro de passeio no TikTok enquanto viajavam pelo Rio de Janeiro. Durante uma visita ao MAC, Istat destacou a tranquilidade no município.

— Chegamos ao Rio há três dias. Aqui tenho uma sensação maior de segurança — acrescentou.

Já a aposentada Demildes Freitas, piauiense de Teresina que se hospedou na casa da irmã, Edenilze, em São Gonçalo, achou a paisagem de Niterói “deslumbrante”.

A colombiana Natalia Bueno visitou Niterói pela primeira vez — Foto: Felipe Gelani

—Como diz a música, “no Rio tudo é lindo por natureza” — brincou.

Segundo a Niterói Empresa de Lazer e Turismo (Neltur), o bom momento do turismo na cidade está ligado a uma combinação de investimentos públicos, calendário de eventos e valorização de espaços urbanos e culturais. O eixo formado por Caminho Niemeyer, Mercado Municipal e MAC concentra mais de 70% dos atendimentos turísticos, com destaque para o primeiro, responsável sozinho por 36,67% do total.

Nos últimos anos, a cidade também passou a apostar em eventos esportivos e culturais para ampliar o fluxo de visitantes ao longo do ano. Entre os destaques estão competições internacionais, como Itacoatiara Big Wave e campeonatos de canoa havaiana, e eventos como Mercocidades, que reuniu delegações de vários países latino-americanos.

O presidente da Neltur, André Bento, afirma que Niterói deixou de ser apenas um passeio complementar para quem visita o Rio de Janeiro.

— A cidade passou a ser uma escolha no roteiro. Existe uma política estruturada para impulsionar o turismo como vetor econômico, com promoção do destino, calendário de eventos e qualificação dos espaços — diz.

O prefeito Rodrigo Neves destaca que o município vem investindo na revitalização de áreas turísticas, na preservação ambiental e na criação de novos equipamentos:

— Niterói vem se consolidando como destino turístico a partir de investimentos e planejamento. Avançamos na revitalização do Centro e na valorização do patrimônio histórico e seguimos ampliando a infraestrutura cultural e de eventos da cidade.

Mercado de casamentos

Especialista no mercado de casamentos e convicta de que o segmento tem potencial para movimentar uma ampla cadeia produtiva na cidade, a advogada Dilma Resende foi uma das organizadoras do congresso Destination Wedding Niterói 2026, realizado em abril. Segundo ela, noivos de fora impulsionam setores como hotelaria, gastronomia, fotografia, moda e turismo, e Niterói reúne cenários capazes de atraí-los, como a Igrejinha da Boa Viagem, o entorno do MAC e espaços históricos:

— O Rio é fortíssimo em se apresentar como destino de casamento. Quando percebi esse cenário, olhei para Niterói e pensei: “Estamos em um lugar mágico. Falta divulgação”. Mas isso está mudando.

Os oito locais mais visitados

Museu de Arte Contemporânea de Niterói
Parque da Cidade
Caminho Niemeyer
Fortaleza de Santa Cruz da Barra
Ilha da Boa Viagem
Parque Histórico Monte Bastione
Museu Popular Janete Costa
Solar do Jambeiro


Fonte: Globo Niterói




sexta-feira, 8 de maio de 2026

Niterói lança novo plano estratégico para a cidade até 2050, tendo ouvido mais de 15 mil pessoas

 


A Prefeitura de Niterói lançou nesta quinta-feira, dia 7 de maio, o Planejamento Estratégico Niterói que Queremos 2050 (NQQ 2050), com metas a serem alcançadas pela cidade até 2050. 

Trata-se do segundo ciclo de planejamento de longo prazo realizado pela administração municipal, produzido com a participação ativa de lideranças comunitárias, ambientalistas, empresariais, acadêmicas, dirigentes governamentais e representantes de diversos outros segmentos da sociedade niteroiense. Também participaram cidadãos que se propuseram a pensar coletivamente o futuro da cidade. No total, cerca de 15 mil pessoas contribuíram para produzir coletivamente um cenário futuro para a cidade a ser alcançado com as politicas públicas e investimentos da prefeitura.


Este foi o mesmo processo realizado em 2013, quando produziu-se o primeiro plano, o Niterói que Queremos 2013-2033, que norteou as políticas e os investimento públicos desde a sua formulação. Na ocasião, 10 mil pessoas colaboraram com a elaboração do plano. Hoje, sete anos antes do previsto para a conclusão do NQQ 2033, mais de 90% das metas já foram alcançadas e a cidade se transformou muito. 

Segundo expresso no texto do relatório do NQQ 2050, as políticas públicas de Niterói no período permitiram alcançar as seguintes conquistas:
Em uma década, o município mais que dobrou seu PIB, consolidando-se entre as cidades médias e grandes com maior PIB per capita do Brasil. Na segurança pública, apresentou avanços notáveis, com redução expressiva e histórica das taxas de homicídio e de roubos; no campo fiscal, aumentou a arrecadação própria, elevou o investimento público per capita e reduziu o endividamento, fortalecendo sua autonomia e capacidade de investimento. Na saúde, houve expansão robusta da atenção primária, cuja cobertura alcançou 95% da população, com projeção de universalização até 2033. Na educação, o município também alcançou resultados expressivos, com a construção recorde de escolas, a ampliação da rede municipal e a garantia de matrícula em creche para todas as crianças, reforçando o compromisso de Niterói com a inclusão, a equidade e a formação das novas gerações. (NQQ 2050, pág. 17).
O texto da publicação também contextualizou os avanços de Niterói diante dos muitos desafios da atualidade:
Nos últimos anos, o mundo experimentou um ritmo de mudança sem precedentes. O avanço das tecnologias digitais e da inteligência artificial vem transformando o trabalho, os sistemas produtivos, o consumo e até as relações humanas. A transição energética e a agenda climática remodelam as economias e a geopolítica global, enquanto novas formas de mobilidade, produção e conectividade alteram o modo de vida nas cidades. Paralelamente, crises recentes — como a pandemia de Covid-19, os conflitos armados em diferentes regiões do planeta, a emergência climática e o aumento da polarização social e política — revelaram a vulnerabilidade das sociedades e reforçaram a importância da cooperação e a busca de soluções inovadoras para problemas cada vez mais complexos
(...)

Niterói chega a 2025 como uma cidade que amadureceu institucionalmente e construiu uma base sólida de políticas públicas. Ao longo da última década, a cidade avançou em planejamento, gestão fiscal, saúde, sustentabilidade, segurança e expansão da rede municipal de educação. No entanto, o novo cenário global impõe desafios inéditos: reduzir desigualdades territoriais; adaptar-se a eventos climáticos extremos; enfrentar a transição demográfica e as novas demandas de saúde; promover a transição econômica, aumentando a diversificação, o valor agregado da economia local e a melhoria da massa salarial; e preparar-se para as novas formas de trabalho e de convivência digital. A capacidade de antecipar e responder a essas transformações definirá o futuro de Niterói. 

As tendências que se projetam até 2050 apontam para um mundo mais tecnológico, interconectado e consciente de suas limitações ambientais. A transição digital e a inteligência artificial remodelarão a economia e os serviços públicos, exigindo segurança, capacitação e ética no uso de dados. A transição ecológica e a agenda climática impulsionarão uma reconfiguração das matrizes energéticas e produtivas, valorizando cidades que investem em eficiência, mobilidade limpa e infraestrutura resiliente. A economia do cuidado ganhará centralidade em função do envelhecimento populacional e das novas demandas sociais, enquanto o fortalecimento da economia criativa e cultural trará oportunidades de inovação, pertencimento e identidade. A transformação do consumo e o avanço das redes colaborativas tendem a gerar novas formas de sociabilidade e participação cidadã, reforçando o papel das comunidades na construção do bem-estar coletivo. 

Nesse contexto, as cidades passam por um processo de reinvenção. Ganha força um novo paradigma urbano, que valoriza a escala humana, o adensamento equilibrado e a convivência nos espaços públicos. A reconversão de áreas degradadas, o controle do espraiamento, o fortalecimento das identidades locais e a priorização da mobilidade ativa e sustentável apontam para territórios mais criativos, saudáveis e acolhedores. As cidades do futuro são chamadas a ser não apenas motores econômicos, mas também espaços de bem-estar, pertencimento e inovação social — uma referência que orienta também o caminho de Niterói em direção a 2050. (NQQ 2050, pág 23 e 24)
Os valores do NQQ 2050 são:
  • Humanidade
  • Equidade
  • Sustentabilidade
  • Responsabilidade
  • Efetividade

NITERÓI JOVEM ECOSOCIAL. Exemplo de programa desenvolvido pela Prefeitura de Niterói, em conformidade com os Valores definidos. O programa foi idealizado por mim e pela também engenheira florestal Valéria Braga em 2018 e já atendeu a mais de 1.000 jovens de Niterói.

DESAFIO: TRANSIÇÃO ECONÔMICA
"Niterói vivencia um momento decisivo em sua trajetória econômica. Após uma década de expansão expressiva em que o PIB municipal mais que dobrou, a cidade consolidou-se como referência nacional em qualidade de vida, políticas públicas de qualidade e solidez fiscal. Nos últimos dez anos, o município experimentou um ciclo de crescimento econômico impulsionado pela indústria extrativa, que possibilitou investimentos e melhorias em infraestrutura, serviços públicos e aumento do bem-estar social. O investimento público per capita saltou de R$ 452 em 2015 para R$ 1.612 em 2024, um crescimento de mais de três vezes no período. Com gestão fiscal sólida e elevada capacidade de arrecadação própria, a gestão municipal está bem posicionada para apoiar essa transição. A receita tributária própria cresceu 47% entre 2014 e 2025, demonstrando melhora das condições econômicas locais e o endividamento caiu 72% no período. 

POR QUE A AGENDA DE TRANSIÇÃO ECONÔMICA É IMPORTANTE E OPORTUNA 

1. CONSOLIDAÇÃO DE UM CICLO SUSTENTÁVEL DE PROSPERIDADE: Niterói reúne as condições para inaugurar uma nova fase de crescimento, com redução gradual da dependência das receitas do petróleo e fortalecimento de fontes diversificadas e duradouras de desenvolvimento econômico. 
2. GERAÇÃO DE RENDA E AMPLIAÇÃO DAS OPORTUNIDADES DE TRABALHO: A transformação do dinamismo do PIB em empregos de qualidade e valorização da renda do trabalho é fundamental para fortalecer o metabolismo econômico local, promover inclusão produtiva e reter talentos na cidade. 
3. FORTALECIMENTO DO ECOSSISTEMA EMPRESARIAL: A ampliação da inovação, da competitividade e da diversificação dos pequenos negócios — que têm papel estratégico na economia local — é essencial para impulsionar o empreendedorismo e inserir mais empresas em cadeias de valor de maior intensidade tecnológica e criativa. 
4. APROVEITAMENTO PLENO DAS VOCAÇÕES E POTENCIALIDADES DA CIDADE: A consolidação de eixos estratégicos como a Economia Azul, a Economia Urbana, a Economia Criativa, o Turismo e a Economia Digital e de Inovação pode reposicionar Niterói no cenário nacional e internacional, promovendo prosperidade com sustentabilidade e identidade própria".

ÁREAS DE RESULTADO
"Toda estratégia envolve escolhas. No Niterói que Queremos 2050, essas escolhas se traduzem nas Áreas de Resultado, que reúnem objetivos estratégicos e estratégias voltadas a concretizar o futuro desejado para a cidade. Elas organizam prioridades e concentram esforços naquilo que é mais estruturante e tem maior impacto sobre o desenvolvimento da cidade. Ajudam a dar foco a ideias mais aspiracionais, orientando a ação para o futuro desejado".
 As Áreas de Resultado do NQQ 2050 são:


PLANEJAR PARA AVANÇAR

A meu ver, um dos graves problemas do Brasil é não contar com um projeto de nação, que reúna consensos e permita a união de esforços em torno das suas prioridades. O mesmo acontece com estados no país. Niterói é uma das poucas cidades no Brasil a contar com um planejamento de longo prazo e, menos ainda,  são as cidades que guiam o seu desenvolvimento por planos construidos de forma participativa. O NQQ não é uma peça de planejamento de um governo, mas da cidade, já que expressa o sonho de muitas pessoas da sociedade que expressaram as suas expectativas para o futuro.

Planejar é fundamental, mas não é tudo! É preciso tirar os planos do papel e isso só se alcança com muita disciplina na gestão e fazendo o imprescindível para que um plano sobreviva: cumpri-lo! Os avanços listados acima não teriam acontecido sem a escolha das prioridades políticas e as metas adequadas.

Conheça o Portal do Planejamento https://www.portalplanejamento.niteroi.rj.gov.br/

Em Niterói, implementamos uma cultura de gestão balizada em planejamento. Todos os gestores são cobrados sistematicamente de acordo com os planos de metas da cidade. A administração municipal promove trimestralmente Encontros de Gestores, liderados diretamente pelo prefeito e os gerentes de cada meta apresentam o cumprimento de seus respectivos cronogramas. As metas são referenciadas em cada entrega e prazos previstos no NQQ e seus resultados são divulgados ao público, como no exemplo do Plano de Metas Anual 2024, divulgado na minha gestão como prefeito.

O NQQ 2050 é a nova "carta de navegação" que nos levará para um futuro cada vez mais próspero, inclusivo, seguro, resiliente e sustentável.

Parabéns Niterói! Sigamos em frente!

Axel Grael
Prefeito de Niterói (2021-2024)
Vice-Prefeito de Niterói (2013-2016)
Secretário de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão - SEPLAG, de Niterói (2019-2020)


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Foto: Evelen Gouvea

Niterói lança plano estratégico até 2050 com foco em inovação, inclusão social e qualidade de vida

A Prefeitura de Niterói lançou, nesta quinta-feira (07), o novo planejamento estratégico da cidade para os próximos 25 anos. Batizado de Niterói Que Queremos 2025-2050, o documento estabelece diretrizes e metas para o desenvolvimento econômico, social e urbano do município, com foco em inovação, redução das desigualdades e melhoria da qualidade de vida da população.

Durante a solenidade, realizada na Sala Nelson Pereira dos Santos, no Reserva Cultural, o prefeito Rodrigo Neves destacou que Niterói possui o único planejamento estratégico de longo prazo entre as cidades brasileiras de médio porte.

“Estamos construindo uma agenda de futuro para preparar Niterói para os próximos 25 anos, com prioridades muito claras: reduzir desigualdades, avançar na mobilidade sustentável, revitalizar o Centro, ampliar a qualidade de vida nas comunidades e fortalecer uma economia baseada no conhecimento, na tecnologia e na sustentabilidade. O nosso compromisso é transformar planejamento em ações concretas que melhorem a vida das pessoas”, afirmou o prefeito.

Segundo Rodrigo Neves, o novo plano mantém a tradição da cidade em gestão pública eficiente e visão estratégica.

“Esse plano olha para os próximos 25 anos e foi construído com metas muito objetivas de curto, médio e longo prazo. As ações previstas até 2028 já estão definidas e envolvem projetos estruturantes em áreas como mobilidade, inovação, sustentabilidade, urbanização das comunidades e qualidade de vida. Niterói mudou muito nos últimos dez anos, inclusive por causa do planejamento estratégico anterior e de tudo o que conseguimos realizar nesse período. Agora, estamos preparando a cidade para os desafios das próximas décadas, transformando esse planejamento em ações concretas que melhorem a vida das pessoas”, ressaltou.

Construído com ampla participação popular, o plano contou com a colaboração de cerca de 15 mil pessoas e sucede a estratégia iniciada em 2013, reconhecida pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como uma das melhores experiências de gestão pública e planejamento da América Latina. O Niterói Que Queremos 2013-2033 já está com 90% das metas concluídas. Entre as principais entregas estão o túnel Charitas-Cafubá, a TransOceânica, o Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) e o Parque Orla Piratininga Alfredo Sirkis.

“É isso que a gente quer ver: uma cidade que ofereça o melhor serviço para toda a população. Um governo que escuta, olha para as pessoas e responde às prioridades, construindo um plano a partir dessa consulta popular. É por meio desse trabalho de longo prazo, com visão e compromisso, que a gente chega lá. Queremos mitigar os efeitos das mudanças climáticas, ser referência como cidade inteligente, com soluções baseadas na natureza, e usar a tecnologia e a inteligência artificial com balizadores brasileiros e base na nossa cultura, avançando com firmeza e compromisso”, afirmou a vice-prefeita e secretária do Clima e Sustentabilidade, Isabel Swan.

A secretária de Planejamento, Orçamento e Modernização da Gestão, Elissa Rasma, lembrou que a elaboração do plano envolveu mais de 20 secretarias municipais, consultas a especialistas e dezenas de encontros de escuta e participação social.

“Foram 10 meses de trabalho intenso, liderado pelo prefeito Rodrigo Neves e desenvolvido a muitas mãos. Buscamos referências internacionais e as melhores práticas de gestão pública no Brasil e no mundo. Esse plano foi, sobretudo, construído com a cidade e para a cidade. Ouvimos mais de 60 especialistas e realizamos mais de 100 horas de diálogo para transformar isso em metas, planos e projetos estratégicos, olhando sempre para o futuro das próximas gerações”, explicou a secretária.

Caminhos para 2050 – Um dos principais desafios previstos no plano é a transição econômica do município. Embora Niterói tenha dobrado o Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos anos, a meta agora é consolidar uma economia baseada no conhecimento, na inovação e na tecnologia. A estratégia prevê o fortalecimento do Distrito de Inovação da Cantareira, o incentivo à economia digital, o apoio a startups e a expansão da chamada economia do mar — setor ligado às atividades náuticas, à pesca, aos serviços e à tecnologia marítima.

A transição demográfica também aparece entre as prioridades do planejamento. Niterói já apresenta uma população com idade média mais elevada do que a brasileira, o que exigirá novos investimentos em saúde, acessibilidade e serviços voltados à terceira idade. O objetivo é preparar a cidade para uma realidade em que a longevidade terá peso crescente nas políticas públicas, fortalecendo ações de cuidado, prevenção, acessibilidade e acolhimento em todas as fases da vida.

As ações previstas incluem iniciativas voltadas para a saúde pública e a qualidade de vida das famílias. Entre os objetivos estão a ampliação do acesso ao saneamento básico e o avanço na universalização dos serviços de água e esgoto tratado no município.

A redução da desigualdade territorial aparece entre as prioridades do Niterói Que Queremos 2050, com a implantação do programa Vida Nova no Morro. A iniciativa prevê atuação nas 83 comunidades da cidade, beneficiando mais de 150 mil pessoas com obras de infraestrutura, contenção de encostas, saneamento, melhorias habitacionais — como reboco e pintura nas residências — e políticas integradas nas áreas de cultura, educação, saúde e segurança pública.

Para viabilizar o programa, a Prefeitura sancionou a Lei nº 4.048/2025, que autoriza o acordo de cooperação e financiamento com o BID. O investimento total será de cerca de R$ 800 milhões, sendo R$ 620 milhões financiados pelo banco e o restante como contrapartida municipal. Além da parceria com o BID, a Prefeitura busca novas alianças estratégicas, como com a ONU-Habitat.

Reviver Centro – Na região central, a Prefeitura aposta em um amplo processo de revitalização urbana. O Centro de Niterói deverá receber novos investimentos imobiliários, retrofit de prédios antigos, estímulo à moradia estudantil e fortalecimento de equipamentos culturais e públicos. A expectativa é transformar a área em um novo polo de desenvolvimento econômico e residencial. As obras já estão em andamento, e o novo calçamento já pode ser visto em ruas no entorno da Avenida Amaral Peixoto.

“A revitalização do Centro começou com entregas importantes, como o Mercado Municipal, a Casa Norival de Freitas, a nova Arena Niterói, a Concha Acústica e a nova Praça Arariboia. Agora vamos avançar ainda mais com a requalificação da Amaral Peixoto, da Rua da Conceição e de todo o entorno, resgatando o coração da cidade e valorizando nosso patrimônio histórico”, afirmou Rodrigo Neves.

A mobilidade urbana sustentável é um dos eixos estratégicos do plano. Entre os projetos previstos estão a implantação do VLT de Niterói, começando pelo trecho entre Barreto e Centro; a expansão da malha cicloviária, conectando a Avenida Amaral Peixoto à Alameda São Boaventura; e novos terminais integrados, como o Terminal do Caramujo, que ajudará a reduzir a circulação de ônibus de outros municípios no Centro. A meta é diminuir em até 50% o número de ônibus que entram diariamente na cidade, reduzindo congestionamentos e impactos ambientais.

Fonte: Prefeitura de Niterói


segunda-feira, 4 de maio de 2026

Soft Power: Niterói é a cidade que mais atrai e influencia no estado, diz Firjan

O Museu de Arte Contemporânea, o MAC, em Niterói — Foto: Divulgação/Leo Zulluh

Levantamento da federação destaca cidade por ativos tangíveis e intangíveis, com economia criativa, qualidade de vida e patrimônio cultural como motores

Por Rafael Timileyi Lopes — Rio de Janeiro

Niterói é o município com maior soft power do Estado do Rio de Janeiro. A conclusão é de um estudo inédito da Firjan, o Mapa Rio Soft Power, divulgado em novembro de 2025, que analisou 20 municípios fluminenses representativos das nove regiões do estado. A cidade ficou à frente do próprio Rio de Janeiro, classificado em segundo lugar entre os municípios do eixo urbano analisados.

O conceito de soft power, desenvolvido nos anos 1990, designa a capacidade de um lugar de influenciar, atrair e criar desejo não pela imposição, mas pela força de seus ativos culturais, históricos, ambientais e institucionais. Aplicado ao contexto municipal, o estudo da Firjan traduz essa lógica como “a influência de um lugar que atrai e cria desejo através de suas ideias, suas culturas, seus valores, seus patrimônios e seu estilo de vida, transformando o intangível em tangível, gerando diferencial e valor para seus produtos e serviços”.

— Niterói está muito bem classificado tanto por ativos quantitativos e tangíveis, como PIB per capita e número de empresas por habitante, quanto pelos ativos intangíveis, pelo número de empresas da indústria criativa — avaliou Julia Gama Zardo, especialista em Ambientes de Inovação da Firjan, durante o evento Caminhos de Niterói, realizado no auditório da Editora Globo na semana passada.

Para chegar ao ranking, a Firjan avaliou os 20 municípios a partir de dez indicadores, combinando dados quantitativos — como PIB per capita, IDH, densidade empresarial e presença de trabalhadores da indústria criativa — com análises qualitativas sobre ativos tangíveis e intangíveis, histórico de incorporação do soft power em produtos e serviços e articulação entre atores locais.

Entre os ativos destacados no estudo estão a UFF, o Caminho Niemeyer e o MAC como ícones culturais, as lagunas de Piratininga e Itaipu como infraestrutura verde-azul e o polo offshore como vetor econômico estratégico.

Fonte: O Globo Niterói




domingo, 3 de maio de 2026

Tomografia é usada para avaliar saúde das árvores em Niterói


Funcionários da Seconser realizam tomografia de árvore no Campo de São Bento — Foto: Divulgação/Cláudio Fernandes

Técnica permite analisar estrutura interna e orienta poda ou remoção

Por Rafael Timileyi Lopes

A prefeitura passou a utilizar tecnologia de ponta para avaliar sinais de fragilidade nas árvores, através do uso de tomografia. A medida permite identificar o estado interno dos troncos e estimar com maior precisão o risco de queda. De acordo com o município, a ferramenta vem sendo aplicada de forma direcionada em casos que exigem diagnóstico mais aprofundado e integra o protocolo de segurança arbórea adotado pela prefeitura.

A ação faz parte de um conjunto de normas coordenadas pela Secretaria municipal de Conservação e Serviços Públicos (Seconser), que inclui o monitoramento contínuo da vegetação urbana e iniciativas como o Arboribus e o Verdes Notáveis. De acordo com a pasta, atualmente a cidade conta com 64.601 árvores catalogadas em um sistema que reúne informações detalhadas sobre cada exemplar.



Fotos cedidas pelo biólogo Alexandre Moraes, responsável pela arborização pública de Niterói, mostrando o uso do Tomógrafo. 

Na prática, a espécie de “raio X” usa sensores instalados ao redor do tronco que emitem sinais capazes de atravessar a madeira e retornar com dados sobre sua integridade. Processados em tempo real, os resultados são apresentados em gráficos, nos quais áreas em vermelho indicam regiões comprometidas, como cavidades, sinais de apodrecimento interno ou presença de cupins.

Participação popular

Com base nesses dados, a prefeitura define as medidas de manejo. Árvores com risco inferior a 35% passam por intervenções como poda, desbaste ou redução de copa, para diminuir o peso e aliviar a pressão sobre a estrutura. Já exemplares com índices mais elevados entram na faixa considerada crítica e podem ser incluídos no protocolo de remoção. A população também participa desse processo, diz a prefeitura, por meio do aplicativo Colab, que permite informar onde há árvores com risco, solicitar podas e indicar locais para novos plantios.

O monitoramento é reforçado pelo Arboribus, considerado um dos censos arbóreos mais completos do país. Cada árvore catalogada tem registrados dados como nome popular, nome científico, origem, altura, dimensões da copa e circunferência do tronco, além de avaliação fitossanitária — classificada como boa, regular, ruim ou morta. As informações são atualizadas continuamente e integradas ao sistema SiGeo, que registra as intervenções realizadas pelas equipes da Seconser.

Segundo a secretária municipal de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa, o uso de tecnologia aliado ao acompanhamento sistemático permite orientar decisões mais seguras e eficientes.

— O objetivo é manter o equilíbrio entre o verde e o espaço urbano, garantindo conforto térmico, qualidade do ar e segurança para todos. Ao integrar tecnologia, monitoramento contínuo e planejamento ambiental, avançamos na construção de uma arborização mais segura e resiliente — afirma.

Fonte: O Globo Niterói



Com apoio do BID, Niterói prevê transformar 83 favelas em bairros

Imagem mostra como as comunidades de Niterói cidade ficarão após receberem intervenções do programa Vida Nova no Morro — Foto: Divulgação/Prefeitura de Niterói

Primeira fase do programa Vida Nova no Morro, no segundo semestre, prevê intervenções simultâneas em infraestrutura urbana e no interior das moradias, com foco na redução das desigualdades


O programa Vida Nova no Morro dará um passo relevante no processo de transformação urbana e social de Niterói. A meta da prefeitura é que as 83 favelas do município passem, de forma gradual, por um processo de requalificação até serem reconhecidas oficialmente como bairros. A iniciativa entra no segundo semestre em sua fase inicial de implementação, com intervenções previstas em seis comunidades selecionadas a partir de critérios técnicos, definidos em conjunto com especialistas do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

De acordo com o cronograma da prefeitura, as primeiras comunidades beneficiadas serão Vila Ipiranga, Boa Vista, Pau Ferro, Morro do Estado, Morro da Penha e Caniçal. Diferentemente de iniciativas anteriores, como o Favela-Bairro, que priorizavam intervenções no espaço público, o novo programa amplia o escopo ao incluir melhorias dentro das residências, atuando tanto no “porta para fora” quanto no “porta para dentro”.

Um dos principais objetivos do programa é promover a integração plena desses territórios — atualmente classificados como Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis) — à cidade formal. A proposta busca ampliar o acesso a serviços públicos e consolidar a inserção dessas áreas na dinâmica urbana, garantindo o direito à cidade. Como horizonte, a prefeitura projeta que todas as comunidades mapeadas pelo IBGE sejam contempladas, com urbanização integrada, melhorias na infraestrutura, condições adequadas de habitabilidade e soluções voltadas à redução de riscos climáticos e socioambientais.

A estrutura do programa está organizada em eixos como fortalecimento comunitário, capacitação e desenvolvimento local, melhorias habitacionais e urbanização integrada. A iniciativa prevê intervenções tanto no espaço público quanto no interior das residências, com ações como instalação de banheiros, reboco e pintura, melhoria da ventilação e iluminação, além do combate à umidade e à redução de riscos estruturais. Em paralelo, será implementado o programa Arquiteto de Família, voltado ao apoio técnico para obras nas moradias e à recuperação de áreas de encosta e de preservação ambiental.

— O Vida Nova no Morro não vai só mudar a imagem das favelas para quem chega. Vai mudar a vida real de quem mora lá. Dignidade começa dentro de casa, e por isso estamos levando urbanização com olhar humano, técnico e transformador para todas as 83 favelas de Niterói — afirmou o prefeito Rodrigo Neves.

Qualificação de serviços

Para a administração municipal, a transformação também terá impacto direto na ampliação e qualificação de serviços essenciais, como saneamento, drenagem, mobilidade urbana, iluminação pública e segurança. A expectativa é que a medida permita maior previsibilidade na alocação de recursos públicos, com planejamento mais integrado e orientado por critérios técnicos, além de contribuir para a formação de territórios mais seguros e inclusivos.

O programa conta com financiamento do BID, por meio de uma operação de crédito internacional com garantia da União, no valor de US$ 117,1 milhões, além de contrapartida municipal de cerca de US$ 29,3 milhões, totalizando aproximadamente US$ 146,4 milhões. Nesta primeira etapa, 15 comunidades serão contempladas — sendo 12 com recursos do banco, duas com investimento direto da prefeitura e uma com financiamento federal. O prazo de execução é de até seis anos, com perspectiva de consolidação em longo prazo.

Além do aporte financeiro, a parceria com o BID inclui apoio técnico e acompanhamento especializado, com base na experiência internacional do banco em projetos urbanos dessa natureza. Segundo a prefeitura, isso contribui para a qualificação das ações desenvolvidas por diferentes secretarias envolvidas na execução do programa.

O Vida Nova no Morro está inserido no planejamento estratégico “Niterói que queremos 2025-2050”, que tem como um de seus pilares a redução das desigualdades. A proposta é consolidar uma cidade mais integrada, com menor distinção entre territórios formais e informais.

A secretária municipal de Habitação e Regularização Fundiária, Marcele Sardinha, destaca o caráter estruturante da iniciativa:

— Pela primeira vez, uma política pública de urbanização de favelas integra de forma sistemática a melhoria habitacional interna às grandes obras de infraestrutura urbana. Estamos enfrentando problemas como umidade, falta de ventilação e condições sanitárias precárias dentro das casas, ao mesmo tempo em que avançamos em drenagem, pavimentação e iluminação pública. É uma mudança importante na forma de tratar esses territórios — afirmou.

Fonte: O Globo Niterói



sábado, 25 de abril de 2026

PROJETO DE REVITALIZAÇÃO DA ORLA DO CENTRO DE NITERÓI CONQUISTA PREMIAÇÃO NACIONAL DO IAB 2025

 

Projeto de Revitalização da Orla do Centro de Niterói, vencedor da etapa nacional da Premiação IAB 2025. Instagram IAB-Brasil.

Foi com muita alegria que celebramos mais uma premiação conferida à gestão, às políticas públicas, projetos urbanos, ambientais, de saneamento e de mobilidade da Prefeitura de Niterói. Desta vez, foi a prestigiosa Premiação Nacional IAB 2025, que reconheceu a qualidade e a relevância do Projeto de Revitalização da Orla do Centro de Niterói. A premiação foi na categoria “Urbanismo, arquitetura da paisagem, planejamento e cidades”. O proponente do projeto ao Prêmio foi a Secretaria Municipal de Mobilidade e Infraestrutura Urbana, por iniciativa do secretário Renato Barandier e do subsecretário Fabrício Arriaga.

O projeto foi desenvolvido, em 2021, na minha gestão como prefeito de Niterói e a obra foi entregue em dezembro de 2024. Estabeleci a Revitalização da Orla do Centro como uma das metas da Secretaria Municipal de Urbanismo e Mobilidade, que tinha então o arquiteto e urbanista Renato Barandier no comando e uma competente equipe a apoiá-lo. O projeto foi desenvolvido de acordo com o conceito de "Ruas Completas", implantado principalmente na Avenida Visconde do Rio Branco. A obra requalificou 2,5 km de orla e 500 mil m² de área reurbanizada. Dentre os diversos benefícios, o projeto entregou para Niterói as seguintes melhorias:

  • Reurbanização da Avenida Visconde do Rio Branco, que ganhou solução para os ônibus, com pontos de ônibus confortáveis e localizados no canteiro central da via.
  • Nova ciclovia ao longo da orla
  • Calçadas acessíveis 
  • Nova iluminação LED
  • Novo Terminal de Ônibus para a Zona Sul.
  • Nova Praça Arariboia: a implantação de uma explanada que valorizou a vista da Baia de Guanabara na Praça Arariboia, que antes estava obstruído por construções e um inadequado estacionamento, ao lado da estação hidroviária, que persistia naquele local há décadas.
  • Duplicação do Bicicletário Arariboia.
  • Conexão da Praça Arariboia ao Parque Esportivo da Concha Acústica, à Arena Niterói (fizemos o projeto e fizemos grande parte da obra, que está agora prestes a inaugurar), o Complexo de Atletismo da UFF, a Cantareira, a "Praça da Bicicleta" (onde localiza-se o Castelinho do Gragoatá, prédio tombado e que foi restaurado pela Prefeitura e que hoje é a sede da Coordenadoria do Niterói de Bicicleta) e o Forte do Gragoatá. 
  • O projeto retirou outros estacionamentos que existiam no PEUC do Aterrado Norte (entre a Av. Visconde do Rio Branco e o Caminho Niemeyer), retirando um fluxo de cerca de 1.400 carros que se dirigiam ao Centro todas as manhãs e voltavam aos seus lugares de origem no final da tarde.
  • Ampliação de 47% das áreas verdes (de 14.735 m² para 21.593 m²) e o plantio de 357 árvores melhoraram o microclima e a drenagem urbana, enquanto a ampliação de calçadas e travessias seguras promoveu conforto térmico e segurança viária.
  • Poluição visual: retirada dos fios de telefonia aérea.

Não é a primeira vez que a Prefeitura é premiada pelos projetos urbanísticos da cidade. Conheça outros prêmios já conquistados aqui.

Parabéns Niterói, parabéns aos planejadores do desenvolvimento da Cidade de Niterói.

Axel Grael
Prefeito de Niterói (2021-2024)
Vice-prefeito de Niterói (2013-2016)

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Informações abaixo são do site do IAB.

Projeto de Revitalização da Orla do Centro de Niterói


Veja, a seguir, as informações 

Por quase cinco décadas, o Centro de Niterói viveu um processo de esvaziamento urbano após a perda da condição de capital do antigo Estado do Rio de Janeiro e a inauguração da Ponte Rio-Niterói. O avanço da urbanização rodoviarista e a conversão de imóveis e áreas vazias em estacionamentos corroeram o espaço público e interromperam a relação histórica entre a cidade e o mar.

O projeto Revitalização da Orla Centro propõe uma reconciliação física e simbólica entre cidade e baía, reconfigurando um território antes degradado em um ambiente de mobilidade sustentável, vida urbana e inclusão social. A operação combina infraestrutura, habitação, paisagem e cultura em um sistema contínuo de espaços públicos que devolve à cidade sua frente marítima e sua centralidade.

A transformação abrange 2,5 km de orla e 500 mil m² de área requalificada, conectando o Caminho Niemeyer, a Praça Arariboia e o Parque Esportivo Municipal em um grande parque linear costeiro. Essa rearticulação urbana restabelece a visada para a Baía de Guanabara e integra os principais terminais metropolitanos de transporte, incluindo o sistema de barcas e o Terminal João Goulart, por onde circulam mais de 300 mil pessoas diariamente. A nova Praça Arariboia, implantada onde havia imóveis abandonados e um estacionamento, tornou-se o principal portal da mobilidade da cidade — um espaço de encontro entre o mar, o transporte e a cidadania.

A Av. Visconde do Rio Branco, eixo central da intervenção, foi totalmente reurbanizada segundo o conceito de Ruas Completas, priorizando pedestres, ciclistas e transporte coletivo. O novo corredor de ônibus, o Terminal Sul ampliado e as estações de design transparente materializam a integração entre transporte e paisagem. A restrição de 1.400 vagas de estacionamentos privados e a redução de 26% dos espaços públicos destinados ao automóvel reverteram a lógica rodoviarista, permitindo destinar solo a modos ativos e à convivência urbana.

Do ponto de vista habitacional, o PEUC do Aterrado Norte redefine o papel dos vazios centrais, transformando-os em instrumentos de concretização do direito à cidade e da moradia digna. Mais de 68 mil m² de áreas antes ocupadas por estacionamentos passam a cumprir sua função social, com 4.250 moradias adequadas e acessíveis licenciadas e 3 mil em construção, inseridas no maior polo de oportunidades urbanas do Leste Metropolitano. O conjunto segue os princípios de Desenvolvimento Orientado ao Transporte (TOD), aproximando moradia, trabalho e serviços, e induzindo a transição de um modelo disperso e dependente do automóvel para uma cidade compacta, acessível e de baixas emissões.

Os ganhos ambientais são expressivos: a ampliação de 47% das áreas verdes — de 14.735 m² para 21.593 m² — e o plantio de 357 árvores melhoraram o microclima e a drenagem urbana, enquanto a ampliação de calçadas e travessias seguras promoveu conforto térmico e segurança viária. A iluminação de alta eficiência e o mobiliário permeável visualmente reforçam a sensação de transparência e pertencimento, estimulando o uso noturno e contínuo dos espaços públicos.

Mais do que uma requalificação, a intervenção estabelece um novo paradigma de planejamento urbano para a Região Metropolitana do Rio de Janeiro, articulando transporte, habitação e sustentabilidade sob um mesmo desenho urbano.

Alinhado ao Plano Estratégico Niterói 2033, ao Plano Diretor e ao Plano de Mobilidade Urbana Sustentável, o projeto consolida uma mudança estrutural nas políticas urbanas de Niterói, redefinindo os padrões de deslocamento e moradia adequada de forma duradoura e coerente com a visão de futuro da cidade, garantindo benefícios permanentes para as gerações presentes e futuras.

Suas transformações pavimentam o caminho para uma cidade mais equitativa, resiliente e sustentável, onde as próximas gerações herdarão não apenas uma nova paisagem, mas um novo modo de viver, se deslocar e habitar — uma cidade que volta a se orientar pelas pessoas, e não pelos automóveis.


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PROPONENTE:

Secretaria Municipal de Mobilidade e Infraestrutura de Niterói
https://niteroi.rj.gov.br/

Autoria: Renato Barandier (arquiteto e urbanista, Secretário Municipal de Mobilidade e Infraestrutura), Fabrício Arriaga (arquiteto e urbanista, subsecretário de Desenvolvimento Urbano).

Demais membros da equipe principal: Dayse Monassa (arquiteta e urbanista, secretária municipal de conservação), Betina Araújo (arquiteta e urbanista, subsecretária de desenvolvimento urbano), Fernanda Carvalho (arquiteta e urbanista, subsecretária de urbanismo), Paula Viana (arquiteta e urbanista, diretora de parcelamento do solo).

Equipe ou instituições indiretamente envolvidas: Burle Marx Escritório de Paisagismo (projeto de paisagismo), Joaquim Andrade Arquitetos Associados (projeto de parcelamento do solo), Guto Índio da Costa (projeto de mobiliário urbano), Serpen Servicos e Projetos de Engenharia Ltda. (projeto geométrico), Empresa de Infraestrutura e Obras de Niterói – ION (coordenação das obras).

Crédito das imagens:
Fabrício Arriaga

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Projeto de Revitalização da Orla do Centro de Niterói

🏆 Vencedor na Etapa Departamental do IAB/RJ da Premiação Nacional do IAB 2025

🏅 Finalista da Etapa Nacional no Eixo 3 – urbanismo, arquitetura da paisagem, planejamento e cidades


Cidade/UF: Niterói, RJ
Ano do projeto: 2021
Conclusão da obra: janeiro de 2025

Eixo / Categoria: Eixo 3 / Infraestrutura verde urbana
Modalidade: Projeto com obra executada