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domingo, 25 de janeiro de 2026

The Gardian: Rio de Janeiro é uma das cidades com maior vulnerabilidade hídrica no mundo

Half the world’s 100 largest cities are in high water stress areas, analysis finds

Los Angeles is one of the global cities facing extreme water stress, which is being made worse by climate breakdown. Photograph: Kirby Lee/Getty Images

Exclusive: Beijing, Delhi, Los Angeles and Rio de Janeiro among worst affected, with demand close to exceeding supply

Half the world’s 100 largest cities are experiencing high levels of water stress, with 38 of these sitting in regions of “extremely high water stress”, new analysis and mapping has shown.

Water stress means that water withdrawals for public water supply and industry are close to exceeding available supplies, often caused by poor management of water resources exacerbated by climate breakdown.

Watershed Investigations and the Guardian mapped cities on to stressed catchments revealing that Beijing, New York, Los Angeles, Rio de Janeiro and Delhi are among those facing extreme stress, while London, Bangkok and Jakarta are classed as being highly stressed.

Separate analysis of Nasa satellite data, compiled by scientists at University College London, shows which of the largest 100 cities have been drying or getting wetter over two decades with places such as Chennai, Tehran and Zhengzhou showing strong drying trends and Tokyo, Lagos and Kampala showing strong wetting trends. All 100 cities and their trends can be viewed on a new interactive water security atlas.

Guardian graphic. Source: Watershed Investigations

About 1.1 billion people live in major metropolitan areas located in regions experiencing strong long-term drying, compared with about 96 million in and around cities in regions showing strong wetting trends. However, the satellite data is too coarse to show details and context at the local scale.

Most of the city regions in notably wetting zones are in sub-Saharan Africa, with just Tokyo and Santo Domingo in the Dominican Republic sitting elsewhere. Most of the urban centres in areas with the strongest drying signals are concentrated across Asia, particularly northern India and Pakistan.

Now in its sixth year of drought, Tehran is perilously close to “day zero” when no water will be available for its citizens, and last year the country’s president, Masoud Pezeshkian, said the city may have to be evacuated if the drought continues. Cape Town and Chennai have both come close to day zero and many of the world’s fastest-growing cities are situated in drying zones where they could experience future water shortages.

Mohammad Shamsudduha, professor of water crisis and risk reduction at UCL, said: “By tracking changes in total water storage from space, [the Nasa project] Grace shows which cities are drying and which are getting wetter, offering an early warning of emerging water insecurity.”

On Tuesday the UN announced that the world had entered a state of water bankruptcy where deterioration of some water resources had become permanent and irreversible. Prof Kaveh Madani, director of the United Nations University Institute for Water Environment and Health, said poor management of water is frequently the main cause of bankruptcy and that climate breakdown is seldom the sole reason: “Climate change is like a recession on top of bad management of business.”

The World Bank Group has also been sounding the alarm. Global freshwater reserves have plunged sharply over the past 20 years, according to the group, which says the planet is losing about 324bn cubic metres of freshwater every year, enough to meet the annual needs of 280 million people, or roughly the population of Indonesia. The losses affect major river basins on every continent.

By 2055, England could need to find an additional 5bn litres of water a day to meet demand for public water supply – more than a third of the 14bn litres of water currently put into the public water supply, according to the Environment Agency. Other water sectors, such as agriculture and energy, may need an additional 1bn litres of water a day.

Shamsudduha said the “hidden resource of groundwater offers the UK a more climate-resilient water supply”, but added that “without sustained monitoring and better management we risk managing it blindly amid intensifying development and climate pressures”.

Parts of southern England have recently suffered water outages, which South East Water blamed on winter storms. However, regulators had already written to the company with “serious concerns” about its security of supply.

On Tuesday the government published a water white paper aimed at overhauling the water system, including establishing a new chief engineer role, “MOT checks” on water infrastructure and new powers for a new water regulator.

Fonte: The Gardian


quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Qualidade do ar em regiões metropolitanas de SP, RJ e BH: Seminário sobre Desestímulo ao Automóvel

 


Assista à palestra de André Luis Ferreira, diretor-presidente do IEMA

O Instituto de Energia e Meio Ambiente promoveu o Seminário Internacional sobre Desestímulo ao Uso do Automóvel, no dia 3 de setembro de 2014. O evento reuniu especialistas do Brasil, México, Estados Unidos e Inglaterra para o debate sobre o papel do carro nas cidades e políticas públicas para reequilibrar a utilização do espaço urbano pelos diferentes modos de transporte. No vídeo, palestra de André Luis Ferreira, diretor-presidente do IEMA, sobre a qualidade do ar em regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

Fonte: IEMA


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sexta-feira, 10 de outubro de 2025

ASSUNÇÃO DO PARAGUAI CONQUISTA O DIREITO DE SEDIAR OS JOGOS PAN-AMERICANOS DE 2031



Fotos: Panam Sports.

Realizou-se, na manhã de hoje (10/10), em Santiago do Chile, a Assembleia Geral Extraordinária da Panam Sports, para a eleição da cidade que sediará a 21ª edição dos Jogos Pan-Americanos, em 2031. Eram duas candidaturas: Rio de Janeiro e Niterói (apresentaram uma proposta conjunta) x Assunção, capital paraguaia. 

Assunção venceu por uma diferença de quatro votos (28 a 24) e conquistou o direto de ser a sede do maior evento esportivo do continente americano.

Como disse Marco Antônio La Porta, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro - COB, pesou a favor de Assunção o fato de ser a primeira vez do Paraguai: "Nós usamos o mesmo argumento para conquistar o Pan 2007 e a Rio 2016". Ou seja, eles tiveram méritos e utilizaram os seus argumentos com eficiência. 

Mas, quase deu certo! Nossa candidatura era forte, mas largamos atrasados! Assunção já estava em campanha há mais de quatro anos, quando se candidatou para sediar o Pan 2027. Perderam para Lima, Peru. A cidade não esmoreceu e manteve a mobilização, buscando votos para conquistar o sonho Pan-Americano. 

Rio de Janeiro e Niterói lançaram a candidatura no início de 2025, com a iniciativa da vice-prefeita de Niterói, Isabel Swan, que tem assento na governança da Panam Sports, onde representa os atletas do continente na organização. Ela viu a oportunidade, acionou o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, que construiu a ideia de uma forte candidatura integrando as duas cidades. A proposição foi fortemente abraçada também pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes. 

Como seria

Pela concepção, Niterói sediaria 20 modalidades esportivas, dentre elas, o vôlei de praia, que seria nas areias de Icaraí, numa arena temporária para 8 mil pessoas. A icônica Praia de Itacoatiara receberia o surfe. A vela ficaria na Enseada de São Francisco, palco histórico da modalidade no país. O Rio de Janeiro receberia 39 modalidades, aproveitando as instalações olímpicas e outros espaços da cidade.

Rio e Niterói apresentaram como legado dos Jogos para as duas cidades, grandes obras estruturantes como a Linha 3 do Metrô, ligando as duas cidades e, posteriormente, se estendendo até Itaboraí. O Rio também ofereceu a conversão dos BRTs (ônibus em corredores exclusivos) na Zona Oeste do Rio em VLT (bondes modernos). Niterói apresentou a obra do VLT, ligando o Terminal João Goulart até o Barreto, cujos recursos já haviam sido garantidos em 2024. 

A proposta também reacendeu uma frustrante promessa de 2007 e 2016: a despoluição da Baia de Guanabara. Dessa vez, é uma meta mais factível, considerando os investimentos em saneamento em execução atualmente, proporcionados pelos contratos de concessão dos serviços. 

Todos esses investimentos seriam legados importantes, mas cá entre nós: são metas alcançáveis mesmo sem o Pan. São indispensáveis e já estão na agenda das cidades há muitos anos. 

Bora fazer!

Nova infraestrutura esportiva viabiliza a ambição de Niterói de atrair mais eventos internacionais

Fiquei feliz que investimentos em obras de infraestrutura esportiva iniciadas nos últimos anos, principalmente na minha gestão como prefeito (2021 e 2024), permitiram que Niterói sonhasse com o Pan 2031. 

Veja aqui alguns exemplos: 

Implantação da Arena Niterói (capacidade de 2.600 pessoas), que fará parte do Parque Poliesportivo da Concha Acústica.

  • Parque Poliesportivo da Concha Acústica, que inclui a Arena Niterói que está em fase avançada de construção e permitirá receber eventos nacionais e internacionais; 
  • Complexo de Atletismo Aída dos Santos (da UFF) foi modernizado e reformado com projeto e investimento da Prefeitura. Segundo a Confederação Brasileira de Atletismo - CBAt, o equipamento de Niterói é hoje uma das melhores instalações para o esporte do país, 
  • Centro Esportivo da Zona Norte, no Barreto, que foi integrado através da municipalização das instalações do antigo ginásio do Tio Sam.

Além disso, Niterói avançou em instalações esportivas entregues nas comunidades durante a gestão, como os mais de 30 campos e quadras públicas, só na Zona Norte da cidade, construídas para oferecer iniciação esportiva, lazer e socialização nas comunidades. Com este objetivo, cabe destacar também:

  • Parques Esportivos e Sociais do Caramujo, cuja implantação foi coordenada por mim, como vice-prefeito (2013-2016)  
  • Parque Esportivo do Viradouro, entregue em 2024. 
  • Núcleo Avançado de Sustentabilidade, Cultura e Esporte - NASCE, que atua na infraestrutura implantada na Ilha do Tibau, como parte do Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis - POP.
Hoje, estas atividades beneficiam cerca de 10.000 atletas e outros participantes na cidade, cabendo registrar aqui a importância do projeto Niterói Esporte nas Comunidades - NEC, que atua em muitos destes equipamentos esportivos na cidade.

Pan comprova o potencial da parceria Niterói + Rio de Janeiro

Apesar de não lograr sucesso, a candidatura Rio-Niterói serviu para mostrar, mais uma vez, o potencial da aliança das duas cidades, que guardam grande complementariedade econômica, de infraestrutura e serviços, estabelecendo-se como parceiras naturais em ações estratégicas. Vejam aqui a grande sinergia entre as duas cidades, nos exemplos a seguir: 

  • CAPITALIDADE: O Rio de Janeiro é a atual capital do estado e Niterói foi, por muitas décadas, a capital do antigo estado Rio de Janeiro, antes da Fusão;
  • DEFESA: Importância histórica das duas cidades na defesa militar da Baía de Guanabara, que sediam até hoje as mais importantes bases da Marinha do Brasil. Niterói é a sede da Esquadra da Marinha do Brasil;
  • DESPOLUIÇÃO: Liderança na despoluição da Baía de Guanabara, sendo que a Enseada de São Francisco é a mais avançada no esforço de despoluição;
  • PORTOS: As duas cidades compartilham as atividades portuárias na baía
  • OFF-SHORE: Niterói é a cidade mais importante do país na indústria naval e da logística off-shore, atividades compartilhadas com o Rio de Janeiro.
Pelos motivos aqui citados e pela localização geográfica das duas cidades - firmemente posicionadas na entrada da Baía de Guanabara, com um olhar para o horizonte, assim como para o seu cenário interno, considero a cooperação das duas cidades a parceria das "Sentinelas da Baía de Guanabara". 

Parcerias que já deram certo

Cito aqui, apenas três exemplos de parcerias de sucesso entre Rio e Niterói: 

Novos projetos comuns hão de vir pela frente se continuarmos a pensar e trabalhar em cooperação.

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Eventos promovem a cidade, geram empregos e movimentam a economia. Temos outros eventos programados e outros bons em perspectiva.

Enfim, ganhamos mais que perdemos. Niterói confirmou e deu visibilidade à sua capacidade empreendedora e se lança como protagonista para futuros eventos.

Como latino-americanos, sul-americanos e amantes do esporte, torcemos agora para que Assunção faça um excelente Pan 2031! E, por aqui, vamos aproveitar as muitas perspectivas de colaboração que Rio-Niterói têm pela frente. Quem ganha com a união de esforços é a população. 

Que venham mais parcerias!

Axel Grael


sexta-feira, 11 de julho de 2025

Artigo do WRI Brasil: benefícios econômicos das florestas no abastecimento de água na Região Metropolitana do RJ

Florestas geram benefícios sociais, ambientais e econômicos no abastecimento de água

Foto: Marizilda Cruppe/ WRI Brasil


A infraestrutura natural é um recurso importante para adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, que têm como consequência uma série de crises hídricas e estiagens nas cidades brasileiras. Investir em infraestrutura natural e aliá-la à infraestrutura convencional já existente no setor de abastecimento, como mananciais e reservatórios, pode melhorar a qualidade da água, tornar as estruturas mais resilientes e trazer benefícios econômicos.

A infraestrutura natural é uma solução baseada na natureza que envolve conservação, manejo e restauração de florestas, paisagens e ecossistemas. Quando a restauração de florestas é implementada em áreas degradas ou no entorno de reservatórios, por exemplo, benefícios como a regulação no abastecimento de água, a conservação do solo e a redução de custos na utilização de produtos químicos e energia para o tratamento da água são alcançados ao longo do tempo.

Fonte: WRI Brasil

A partir da experiência com análises do potencial da infraestrutura natural para água em cinco regiões metropolitanas no Sudeste do Brasil, consolidando dados sobre a importância e os potenciais benefícios gerados para a água e para as pessoas, o WRI Brasil publica o documento "O Estado da Arte da Infraestrutura Natural". O trabalho compila exemplos e resultados dos estudos desenvolvidos pela instituição e parceiros, e inclui reflexões dos atores locais sobre desdobramentos, lacunas e desafios identificados nas regiões após o desenvolvimento dos estudos. A intenção é apresentar dados que estimulem ações para a melhoria da gestão hídrica.


Exemplos e resultados de cinco regiões metropolitanas do Sudeste brasileiro. Acesse aqui

Conheça os benefícios da infraestrutura para a água a partir de análises do impacto da infraestrutura natural nos sistemas de abastecimento de São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória.

Economia no tratamento da água em São Paulo

A restauração de 4 mil hectares de florestas em áreas prioritárias no Sistema Cantareira, que abastece a região metropolitana de São Paulo, pode reduzir a descarga de sedimentos nos reservatórios de água, melhorar sua qualidade e gerar economia no tratamento hídrico.
Com o investimento de aproximadamente R$ 119 milhões, em 20 anos, a restauração gera uma economia de R$ 338 milhões, o que contabiliza 28% de retorno do investimento.
Ainda, com a restauração de 4 mil hectares, as florestas reduzem, por ano, 18.160 toneladas de sedimentos que acabam indo para os reservatórios. Com isso, são utilizados menos produtos químicos para o tratamento da água, são realizadas menos operações para remoção de sedimentos, reduzem-se os custos de energia no tratamento e há a oportunidade de compensar emissões de gases de efeito estufa.

O estudo Infraestrutura Natural para Água no Sistema Cantareira, em São Paulo, avalia como a restauração pode salvaguardar o Sistema de Abastecimento de água do Sistema Cantareira. O relatório apresenta uma análise da infraestrutura natural para o controle de sedimentos, o efeito da infraestrutura natural nos fluxos hídricos sazonais, um roteiro para investimentos de escala em infraestrutura natural e recomendações para gestores de recursos hídricos.

Menos impacto no tratamento da água e economia para a população do Rio de Janeiro

Considerada a maior Estação de Tratamento de Água (ETA) do mundo, a ETA Guandu abastece 92% da população da região metropolitana do Rio de Janeiro. A restauração de áreas degradadas na bacia do Guandu pode reduzir impactos no tratamento da água e gera benefícios para a população do Rio.
Restaurar 3 mil hectares em áreas prioritárias resulta em uma redução de 33% nos sedimentos.
Em 30 anos, essa diminuição evita o uso de 4 milhões de toneladas de produtos químicos e 260 mil MWh em energia elétrica.
Além da economia nos custos com tratamento da água, também são possíveis benefícios como o sequestro de carbono e refúgio de fauna.

O estudo Infraestrutura Natural para Água no Sistema Guandu, Rio de Janeiro oferece análises que podem ajudar nas estratégias de saneamento e manejo de recursos hídricos. O documento apresenta uma análise de investimento de infraestrutura natural para o controle de sedimentos, e elementos para a implantação da infraestrutura natural segundo os atores-chave da região.

Melhoria na segurança hídrica para Vitória e todo o Espírito Santo

Em Vitória, capital do Espírito Santo, a restauração de áreas prioritárias nas bacias do Jucu e Santa Maria da Vitória pode garantir melhor segurança hídrica para a capital e todo o estado. Na capital, combinar infraestrutura natural com a convencional gera 50% mais benefícios econômicos do que investir apenas nas infraestruturas tradicionais.
Ao longo de 20 anos, a restauração de 2,5 mil hectares de florestas geraria uma economia de R$ 93 milhões. Isso evitaria o equivalente a deixar de jogar 40 caminhões-caçamba de sedimentos nos rios todos os anos e economizaria energia o suficiente para iluminar 130 mil casas por um mês.
O estudo Infraestrutura Natural para Água na Região Metropolitana da Grande Vitória visa demonstrar como a restauração florestal de áreas degradadas nas Bacias do Jucu e do Santa Maria da Vitória poderia melhorar o desempenho operacional do armazenamento e tratamento de água da região da Grande Vitória.

O poder da conservação e restauração das florestas em Campinas

Nos municípios a montante da captação de água que abastece a região metropolitana de Campinas já existem 78 mil hectares de vegetação nativa em áreas prioritárias para a água. Conservar essas áreas economizaria, por ano, R$ 6,6 milhões com produtos químicos.

Na região também existem 14 mil hectares degradados. Nesse caso, a restauração dessas áreas resultaria em uma economia de R$ 1,7 milhão por ano. 
Juntas, a conservação e a restauração das florestas geram uma economia anual de R$ 8,4 milhões por ano.
O estudo Infraestrutura Natural para Água em Campinas (SP) e Região oferece um panorama da relação custo-benefício e do potencial da infraestrutura natural no controle de sedimentos lançados aos corpos d’água que abastecem a região. O relatório contém uma avaliação da infraestrutura natural para controle de sedimentos e estratégias para a implementação da infraestrutura natural.

Benefícios no abastecimento de água e renda para agricultores em Belo Horizonte

Restaurar 900 hectares em áreas prioritárias de Belo Horizonte teria como resultados:
Prevenção de 200 toneladas por dia de sedimentos nos rios.
Redução de 26,5% no uso de produtos químicos para o tratamento de água.
Economia de R$ 2 milhões no sistema de abastecimento.
A restauração pode ainda gerar renda e garantir segurança alimentar na região metropolitana de BH, se for feita em áreas prioritárias e a partir de modelos integrados, como os Sistemas Agroflorestais (SAFs).

O estudo Infraestrutura Natural para Água na Região Metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais identifica as melhores formas de prover serviços ecossistêmicos relacionados à sedimentação evitada e seus impactos no abastecimento hídrico da Região Metropolitana de Belo Horizonte, além de apresentar proposições de como e onde a infraestrutura natural pode promover benefícios a populações de baixa renda.

O sucesso da infraestrutura natural não depende apenas de dados

Os dados gerados apoiaram uma série de ações nas regiões de estudo, como por exemplo na formulação de políticas públicas, no estabelecimento de critérios para implementação de ações de restauração e na mobilização e engajamento de pessoas no tema.

Isso nos mostra que dados são importantes para subsidiar ações e projetos relacionados à gestão hídrica, mas eles não são a única coisa necessária para solucionar os desafios climáticos e hídricos. Nesse caso, os benefícios e a economia que podem ser alcançados com a infraestrutura natural, além de presentes nas dimensões ambientais e econômicas, precisam ser expandidos à dimensão social. O sucesso da infraestrutura natural também depende de uma governança efetiva, da comunicação entre os atores sociais e o seu envolvimento ativo. Dessa maneira, a economia gerada a partir da infraestrutura natural pode ter como resultado, além dos custos evitados, o respeito a cultura e a promoção de inclusão, emprego e renda.

Fonte: WRI Brasil


Infraestrutura Natural para a Água

A restauração de paisagens e florestas pode melhorar a qualidade da água nos reservatórios e gerar renda no campo, resultando em benefícios ambientais e econômicos para toda a sociedade.


Apesar de ser um país com grande disponibilidade de água, o Brasil não está imune aos riscos de estresse hídrico. Nas grandes cidades e regiões metropolitanas, uma população crescente pode precisar acessar recursos hídricos de áreas próximas, e as mudanças climáticas já estão tornando o clima mais instável, aumentando as chances de secas que possam comprometer o abastecimento.

Para fazer frente a esses desafios e garantir água de qualidade para a população, governos, empresas de saneamento e financiadores precisarão investir recursos públicos e privados no sistema de abastecimento. Esses investimentos muitas vezes são feitos em infraestrutura convencional, como reservatórios, represas e estações de tratamento. Essas obras são necessárias, mas sozinhas não darão conta do desafio de atender uma demanda crescente pela água.

Novos estudos e experiências em várias partes do mundo mostram que um outro tipo de investimento pode, em conjunto com as obras convencionais, trazer grandes benefícios econômicos, sociais e ambientais. Esses novos investimentos estão sendo chamados de “infraestrutura natural” ou “infraestrutura verde”. São soluções baseadas na natureza como a conservação da vegetação nativa em áreas de mananciais, a restauração florestal e a gestão sustentável e agroecológica das paisagens.

O WRI Brasil dedica-se a desenvolver estudos relacionados a infraestrutura natural para água e a soluções baseadas na natureza, além de articular com tomadores de decisão das esferas municipais e estaduais no Brasil para fomentar e dar escala a conservação e restauração de florestas no entorno de reservatórios e mananciais. O objetivo é gerar soluções inteligentes e eficientes para setores público e privado, reunindo conhecimento já existente em economia, restauração florestal e mapeamento geoespacial para identificar riscos, oportunidades de implantação de infraestrutura natural e estratégias para proteção dos recursos hídricos.
 
Estimando os benefícios econômicos da infraestrutura natural para água

Para que soluções baseadas na natureza como a conservação da vegetação nativa e a restauração florestal sejam de fato colocadas em prática pelas empresas de abastecimento e poder público, em um primeiro momento foram evidenciados os benefícios econômicos da infraestrutura natural.

Ao restaurar florestas que estão em paisagens degradadas e em áreas prioritárias para o abastecimento de água, como no entorno de reservatórios, as árvores evitam que grande parte dos sedimentos chegue aos cursos d’água, funcionando como barreiras naturais. Isso gera economia, na medida em que reduz a quantidade necessária de produtos químicos para o tratamento da água e diminui os custos de energia das estações de tratamento relativos à dragagem, além de prolongar a vida útil dos reservatórios.


Em uma série de três estudos feitas por WRI Brasil, TNC, UICN, Natural Capital Project, Instituto Bioatlântica, Fundação Boticário e FEMSA, foi possível calcular esses resultados para três importantes bacias hidrográficas do Brasil: a Cantareira, em São Paulo; a bacia do Guandu, no Rio de Janeiro; a bacia do Jucu, no Espírito Santo.

Os resultados já estão disponíveis para download: 

Incluindo as dimensões social, de biodiversidade e de conservação para a infraestrutura natural

Nos últimos anos, a abordagem de infraestrutura natural para a água foi integrada ao programa Cities4Forests, que atua para conservar, restaurar e gerenciar de forma sustentável a natureza em prol do bem-estar humano, partindo das cidades como catalisadoras de grandes mudanças políticas em prol das florestas, facilitadoras do fluxo de financiamento para projetos baseados na natureza e defensoras globais da conservação e restauração de florestas tropicais.

Dois novos estudos foram produzidos, desta vez para as regiões metropolitanas de Campinas e de Belo Horizonte. Os resultados trazem recomendações conectadas com políticas públicas de cada território e buscam fundamentar, estimular e facilitar a criação e o fortalecimento de programas relacionados principalmente à restauração e à gestão hídrica. 

Infraestrutura Natural para Água na Região Metropolitana de Campinas (SP)
Infraestrutura Natural para Água na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG)

Na região metropolitana de Campinas, o estudo foi elaborado dentro do projeto INTERACT-Bio, do ICLEI América do Sul. Além da análise de benefícios econômicos, o relatório ampliou a abordagem para entender o papel da conservação das áreas de vegetação nativa já existentes e a conexão com políticas públicas municipais em vigor, como no Plano de Ação para Implementação da Área de Conectividade na Região Metropolitana de Campinas, do Programa Reconecta RMC.

Já as análises feitas para a Região Metropolitana de Belo Horizonte avançaram ao incluir uma perspectiva social. O relatório, produzido por WRI Brasil em parceria com a Copasa MG e o programa Pró-Mananciais, utiliza a ferramenta ROAM para entender como a restauração florestal a partir de modelos econômicos, como os sistemas agroflorestais, pode gerar renda para produtores rurais residentes nas áreas prioritárias, que muitas vezes são também áreas de maior vulnerabilidade social. O trabalho apresenta recomendações para a destinação de recursos com vistas à promoção de benefícios sociais para além da gestão hídrica e da restauração.

Uma rede internacional em prol de uma melhor gestão da água

O WRI Brasil trabalha a questão de infraestrutura natural em parceria com o World Resources Institute (WRI) em outros países, como Estados Unidos e Índia, e convoca e empodera pessoas em todos os níveis da tomada de decisão. A organização oferece um banco de dados com evidências e melhores práticas para colocar a infraestrutura natural em ação. A educação coletiva também é conduzida por meio de extensas redes de gestores, conservacionistas, negócios e governos que estão reunidos por um objetivo em comum: melhorar o acesso à água e fomentar o desenvolvimento econômico pela conservação e a restauração de paisagens.

Fonte: WRI Brasil  



quinta-feira, 18 de abril de 2024

NITERÓI CONSOLIDA A SUA VOCAÇÃO PARA A ECONOMIA DO MAR E TERÁ GRANDE EVENTO INTERNACIONAL ANUAL

 



CHEGUEI HÁ POUCOS DIAS DE UMA PROVEITOSA VIAGEM A BARCELONA, CATALUNHA, NA ESPANHA. NA AGENDA: CIDADES, OCEANOS, TURISMO, EVENTOS E MAIS OPORTUNIDADES PARA NITERÓI.

Niterói tem uma relação histórica com o mar e a sua cultura e economia são muito vinculadas às atividades marítimas. Além de ser uma grande força no presente, o oceano grandes perspectivas para o futuro e, portanto, é preciso avançar ainda mais nesse tema de importância global. Por este motivo, a administração municipal tem atuado em várias frentes para potencializar essa grande vocação de Niterói, que tem tudo para liderar o tema no país. Com esta visão, temos organizado as nossas iniciativas já em andamento e buscado parcerias. 

O momento é muito oportuno, pois a ONU instituiu a Década da Ciência dos Oceanos para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030), com a seguinte visão: "a ciência que precisamos para o oceano que queremos" ("the science we need for the ocean we want"). Niterói aderiu ao chamado e rapidamente estruturou a sua agenda de participação.

A recente viagem teve este objetivo. Veja a seguir, como trabalhamos o engajamento do tema em Barcelona:

Com o CEO da Fira Barcelona, Ricard Zapatero

NITERÓI TERÁ EVENTO ANUAL SOBRE A ECONOMIA DO MAR DE IMPORTÂNCIA INTERNACIONAL 

A partir do primeiro evento ainda em dezembro de 2024, Niterói será a sede anual da TOMORROW BLUE ECONOMY WORLD CONGRESS. Esta foi a decisão da nossa reunião com o CEO da empresa, Ricard Zapatero, e a diretora de Eventos Internacionais, Andrea Urdapilleta, da Fira Barcelona, uma das maiores empresas organizadoras de feiras e congressos no mundo, responsável pela produção de 250 eventos anuais, reunindo 2,5 milhões de pessoas e movimentando 4,7 bilhões de euros e gerando 35 mil empregos.

A articulação com a Fira Barcelona foi iniciada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico - SEDEN (parabéns secretário Luiz Paulino Moreira Leite e subsecretário Igor Baldez) e concluída na nossa visita à empresa.

O evento envolverá exposições sobre tecnologia, serviços e atividades comerciais de óleo & gás, navegação, atividades portuárias, indústria naval, pesca, turismo, gestão costeira, esportes náuticos e políticas públicas, além de palestras e debates sobre ciência do mar, proteção aos ecossistemas marinhos, poluição oceânica, efeitos das mudanças climáticas, redes institucionais e iniciativas cidadãs pelos oceanos, carreiras e profissões correlatas etc.

Participando de evento da UNESCO em Barcelona.

UNESCO: "CIDADES COM O OCEANO"

Participamos em Barcelona, como representante da cidade de Niterói e da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos - FNP, do evento de lançamento da plataforma "Cities with the Ocean Platform" (Plataforma Cidades com o Oceano), promovido pela UNESCO. A plataforma é um hub para cidades costeiras, portos, redes e instituições para o acesso à ciência dos oceanos, compartilhar experiências e co-criar soluções. Será um passo a frente para uma economia do mar sustentável e inclusiva, além de áreas urbanas resilientes e um oceano mais limpo e seguro para todos. Nossa participação aconteceu a convite da UNESCO e da Aliança Brasileira pela Cultura Oceânica, que tem a secretaria executiva compartilhada pelo professor Ronaldo Christofoletti e por Camila Keiko Takahashi (UNIFESP).

Na nossa participação, em mesa com a participação de representante do Ministério das Cidades e de outras cidades brasileiras, apresentamos as ações de Niterói para fortalecer a sua atuação relação com o mar e garantimos o nosso apoio à Plataforma Cidades com o Oceano.

OUTRAS AGENDAS IMPORTANTES EM BARCELONA

Visita ao Distrito 22@.

Cabe especial registro duas outras visitas importantes. Estivemos no Distrito 22@ de Barcelona, um projeto ambicioso e vitorioso para converter uma área degradada da cidade numa área de atração de empresas de tecnologia. Uma solução inspiradora para as políticas públicas de Niterói para cidade inteligente, de fomento e incubação de startups e retenção de talentos.

Visita à organização Metropolis.

Outra boa experiência foi visitar a organização Metropolis, associação que congrega 150 das maiores cidades no mundo, somando 608 milhões de pessoas e 1.300 lideranças políticas. Discutimos os problemas, soluções e potencialidades das metrópoles mundiais, tema importante para Niterói que é parte da mais complexa metrópole brasileira: o Rio de Janeiro. 

VOCAÇÃO DE NITERÓI PARA O OCEANO

Além da presença indissociável do mar na paisagem de Niterói, a cidade tem longa história de relação com o mar. Veja a seguir alguns motivos:

  • Indústria naval: os primeiros estaleiros do Brasil surgiram em Niterói. Apesar da crise do setor no país, Niterói tem hoje o maior parque da indústria naval do país.
  • Marinha do Brasil: a Esquadra Brasileira está sediada na Ilha de Mocanguê, em Niterói.
  • Cartografia: a Diretoria de Hidrografia e Navegação - DHN, da Marinha, está sediada em Niterói. O órgão é responsável pela produção das cartas náuticas que orientam a navegação no litoral, nas águas territoriais, rios e águas interiores de todo o Brasil.
  • Petróleo offshore: Niterói é a segunda cidade do país em produção de petróleo, o que lhe garante a segunda maior arrecadação de royalties e participações especiais, de acordo com a legislação vigente.
  • Porto: as instalações portuárias de Niterói são importantes para a logística de produção petroleira offshore.
  • Pesca: Niterói é a segunda cidade no país em captura de recursos pesqueiros. A cidade conta ainda com comunidades tradicionais de pescadores, como em Itaipu, Jurujuba, Ponta D'Areia e Lagoa de Piratininga.
  • Transporte: o transporte aquaviário faz parte do cotidiano do niteroiense. O sistema de barcas que liga Niterói (Praça Arariboia e Charitas) à Praça XV de Novembro, no Centro do Rio de Janeiro transporta 38 mil passageiros/dia, o que corresponde a 8% da população de Niterói. 
  • Praias: a atividade recreativa nas praias é uma das grandes prioridades dos niteroienses, principalmente nas praias da Região Oceânica, para onde se dirigem grandes contingentes de pessoas, tanto de Niterói como visitantes de outras cidades.
  • Oceano sustentável: está localizado em Niterói a Reserva Extrativista Estadual de Itaipu (RESEX Itaipu), unidade idealizada por Darcy Ribeiro. Também são unidades de conservação com importância para a proteção marinha e do litoral: a Praia do Sossego (certificada Bandeira Azul), Ilha da Boa Viagem (fazem parte do Parque Natural Municipal de Niterói - PARNIT), o Parque Natural Municipal do Morro do Morcego Dora Hees de Negreiros, além do Parque Estadual da Serra da Tiririca - PESET,  que conta com um Setor Marinho e inclui as ilhas do Pai, Mãe e Menina. Protegendo ecossistemas litorâneos temos ainda o Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis - POP Sirkis. O POP Sirkis e a Programa de Renaturalizacão do Rio Jacaré fazem parte dos esforços para a recuperação ambiental da Lagoa de Piratininga. 
  • Mar no planejamento da cidade: alguns instrumentos legais permutem que os limites territoriais sejam vistos de forma expandida sobre o mar. É o caso do reconhecimento da Poligonal Portuária (delimita áreas da Baía de Guanabara associadas ao Porto de Niterói) e da RESEX Itaipu (aprovada por lei), o Plano Diretor de Niterói, aprovado em 2019, deu relevância territorial para estas áreas e as incluiu no escopo do planejamento urbano da cidade. 
  • Esportes: a imagem de Niterói no pais e no exterior está fortemente ligada aos esportes náuticos. A cidade possui 6 clubes náuticos (um dos maiores parques náuticos do país), além do Projeto Grael, uma iniciativa pioneira e premiada internacionalmente para promover a educação, profissionalização e inclusão social através dos esportes náuticos. A vela já trouxe para a cidade 10 medalhas olímpicas e inúmeros títulos mundiais, continentais e nacionais. Além da vela, cabe destaque a atividade do surfe, que viu surgir em Niterói alguns dos melhores atletas do mundo. Também deve-se destacar a importância da canoa polinésia: Niterói tem o maior número de praticantes do país. Além destas atividades, outras modalidades esportivas ligadas ao mar têm tradição histórica em Niterói, como o remo, o esqui aquático, o triatlo e a natação no mar.
  • Ciência: Niterói conta com seis instituições universitárias, dentre elas a Universidade Federal Fluminense - UFF, localizada às margens da Baia de Guanabara, é a maior universidade pública do país em número de alunos. Uma boa parte da produção científica da universidade está voltada para a ciência do mar. Inclusive a instituição conta com um navio de pesquisas oceanográficas.
PRINCIPAIS AÇÕES DA PREFEITURA
  • Década dos Oceanos: Niterói aderiu formalmente, em 2021, à iniciativa da ONU.
  • Dragagem: a Prefeitura deu início a uma obra de dragagem do Canal de São Lourenço com um investimento municipal de R$ 140 milhões. A obra beneficiará os estaleiros, o porto e viabilizará o terminal pesqueiro. Em função da obra, são previstos a criação de 20 mil empregos diretos e indiretos nas três atividades.
  • Terminal pesqueiro: a Prefeitura municipalizou o Terminal Pesqueiro de Niterói, localizado no Barreto, inaugurado há 15 anos, mas que nunca operou. A operação do terminal fará com que a pesca seja um dos principais setores da economia da cidade.
  • Saneamento: a falta de saneamento, a ineficiência das políticas para resíduos sólidos e plásticos, a poluição industrial e a baixa qualidade da gestão litorânea e das bacias hidrográficas, além das mudanças climáticas, estão dentre os fatores que mais degradam o oceano e seus ecossistemas. O Brasil de um modo geral tem performado mal nesses temas e contribui muito para a deterioração do oceano. Niterói tem feito a sua parte e avança nas suas políticas de saneamento. Temos 96% de esgoto coletado e tratado, o que nos coloca dentre as melhores cidades do país em saneamento (4° lugar no ranking do Instituto Trata Brasil) e lideramos o ranking da limpeza urbana (ISLU). Estamos avançando muito também na drenagem sustentável, com destaque para o Parque Orla de Piratininga Alfredo Sirkis, que conta com o maior investimento no país em Soluções Baseadas na Natureza - SBN.
  • Inovação: a Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação - SMCTI constituiu um ecossistema de inovação na cidade, integrando diversos segmentos da sociedade que já desenvolviam ações no setor e de forma participativa foi desenvolvido um plano de ação. Foram estabelecidos 5 eixos de atuação prioritários, dentre eles a Economia do Mar. Recentemente, mostrando a forca do movimento, os integrantes do ecossistema de inovação decidiram se organizar através de uma instituição formal, autogerida, denominada AldeiaTech, da qual a Prefeitura faz parte.
  • Enseada Limpa: em 2013, a Prefeitura e a Concessionária Águas de Niterói iniciaram o Programa Enseada Limpa para a despoluição da Enseda de Jurujuba (Saco de São Francisco). A iniciativa resultou na melhoria de balneabilidade de apenas cerca de 15% para mais de 60% de dias com praias próprias na enseada, que já é vista como a primeira parte da Baía de Guanabara que poderá ser considerada despoluída. 
  • Biodiversidade: a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade - SMARHS está desenvolvendo o inventário da fauna marinha e costeira, iniciando pela Enseada de Jurujuba (Saco de São Francisco). Os resultados são importantes para estabelecer indicações de restauração dos ecossistemas marinhos de Niterói. 
  • Restauração de ecossistemas litorâneos: Várias frentes de recuperação de ecossistemas estão em andamento através do Projeto de Restauração Ecológica do Município de Niterói, mantido com recursos de um edital do BNDES Uma iniciativa emblemática é a restauração da vegetação da Ilha da Menina, em desenvolvimento pela SMARHS.
  • Resiliência climática: a condição litorânea traz a Niterói uma situação de maior vulnerabilidade climática. Por isso, priorizamos o assunto e hoje Niterói é uma das cidades mais avançadas no país no que se refere a política de resiliência e climática, tendo criado a primeira secretária do clima no país. 
  • Observação de baleias: a Empresa Niteroiense de Turismo, Esporte e Lazer - Neltur dará início em junho próximo ao programa de turismo de avistamento de baleias no litoral de Niterói.

PRIORIDADES INTERNACIONAIS DE NITERÓI

Sem detrimento do aproveitamento de outras oportunidades, a atual gestão da Prefeitura de Niterói criou uma assessoria internacional e estabeleceu como prioridade estratégica para a sua atuação nos seguintes focos:

  • Economia do mar (Blue economy)
  • Mudanças climáticas 
  • Florestas e sustentabilidade urbana
  • Cidades inteligentes
Seguimos em frente cuidando do presente e do futuro da cidade, tendo como foco uma cidade humana, sustentável, inclusiva, próspera, indutora de oportunidades e cada vez mais feliz.

Axel Grael 
Prefeito de Niterói 


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terça-feira, 7 de março de 2023

RESILIÊNCIA: RADAR METEOROLÓGICO VAI MONITORAR CHUVAS SE APROXIMANDO DE NITERÓI




Grande avanço para Niterói: a Prefeitura colocou em operação, na última segunda-feira (6), o novo radar meteorológico Banda X. Instalado no Parque da Cidade, é um equipamento ultramoderno de cobertura com raio de 100 km que permitirá que a cidade e os municípios vizinhos dentro da área de abrangência realizem o monitoramento meteorológico em tempo real. O novo radar será fundamental no monitoramento das chuvas intensas que possam atingir áreas críticas da nossa cidade.

Niterói é o primeiro município a adquirir o Banda X para utilização da Defesa Civil. A aquisição, inclusive, faz parte do Plano Niterói 450 anos nas áreas de sustentabilidade, clima e resiliência. Com o início da operação do radar meteorológico, já temos a ferramenta mais moderna do País à nossa disposição para verificar a chegada de chuvas. A tecnologia permite antecipar a chegada de chuvas com antecedência de uma hora ou mais, dependendo da velocidade de chegada das nuvens. Quanto mais cedo pudermos antecipar as medidas preventivas e mobilizar as equipes, melhor.

O investimento realizado pela Prefeitura de Niterói será útil para municípios de toda a Região Metropolitana e parte da Região Serrana, dos Lagos e do Vale do Paraíba. Como explicou o secretário de Defesa Civil e Geotecnia, coronel Walace Medeiros, até a inauguração do equipamento, as equipes faziam o monitoramento de Niterói com o radar do Sumaré, que possui uma área de sombra que pega boa parte do município e alguns da Região dos Lagos. Com o novo radar, isso não será mais problema. Confira aqui mais informações sobre o Banda X.






Além do radar, Niterói também vai passar a contar com mais três estações meteorológicas automáticas que ficarão no Parque das Águas (Centro), em Charitas e Piratininga. A cidade já conta com uma estação meteorológica em operação no Barreto. Outra novidade é a aquisição de estações de monitoramento da qualidade do ar.

Resiliência em Niterói - Desde 2013, estamos investindo em equipamentos e estrutura da Defesa Civil municipal para tornar a cidade cada vez mais resiliente. Nestes 10 anos, me empenhei diretamente na coordenação desta agenda, em um trabalho complexo que se divide por várias frentes. Contratamos mais profissionais especializados, demos prioridade para a área de Geotecnia, criamos 128 Nudecs (Núcleos de Defesa Civil) e investimos em obras de contenção das encostas.

Já são mais de R$ 600 milhões investidos em obras de contenção e drenagem. Agora, com o Niterói 450, serão mais R$ 302 milhões. É o maior programa de geotecnia em andamento do Brasil! Atualmente temos 87 obras do tipo acontecendo ao mesmo tempo, seguindo um mapeamento de risco geotécnico que avaliou caso a caso e classificou como prioridade as partes mais vulneráveis socialmente da cidade.

Infelizmente, não temos como impedir a ocorrência de grandes tempestades, cada vez mais comuns por conta das mudanças climáticas. Mas estamos, como poder público, fazendo nossa parte e trabalhando de forma muito firme em prevenção. Além das obras de contenção de encostas e investimentos na Defesa Civil, também avançamos na proteção de áreas verdes, reflorestamento e conservação da cidade.

Todo este esforço mostra porque Niterói, apesar de suas delicadas características geológicas, é considerada uma referência nacional em resiliência. É impossível controlar as forças da natureza e estamos já convivendo com as consequências das mudanças climáticas. Mas a Prefeitura de Niterói está assumindo sua responsabilidade de mobilizar esforços para prevenir desastres e construir uma cidade cada vez mais resiliente.

Axel Grael
Prefeito de Niterói


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Políticas para o clima e resiliência de Niterói ajudam nos debates sobre prevenção e respostas a emergências climáticas


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Petrópolis precisa de nós

 







Estive em Petrópolis, no último domingo, acompanhado da minha esposa, Christa Grael, para coordenar a participação de Niterói no mutirão de limpeza do Centro Histórico, uma das regiões mais afetadas pelas chuvas torrenciais que castigaram a cidade na última semana. Cerca de 200 trabalhadores da Companhia de Limpeza de Niterói (Clin) e da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (Seconser) atuaram na Rua do Imperador e vias próximas com caminhões-pipa com jatos d'água, maquinário, equipamentos e ferramentas para limpar e desobstruir as ruas. Nossa prioridade era contribuir com o retorno das atividades comerciais no centro da cidade.

O amigo Rodrigo Neves acompanhou o trabalho conosco. A pedido do prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, Presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Rodrigo está alinhando um importante acordo de cooperação interfederativo para apoio à população e para a reconstrução de Petrópolis. Conversamos com o prefeito Rubens Bomtempo e alinhamos estratégias importantes para contribuir de todas as formas com nossa cidade vizinha. O apoio do Prefeito Eduardo Paes também tem sido essencial, através do envio de centenas de trabalhadores e maquinários da Comlurb.

Além de auxiliar na limpeza das ruas, Niterói está auxiliando a Prefeitura de Petrópolis com equipes da Assistência Social, Defesa Civil e Proteção Animal para dar suporte ao trabalho de buscas e também no apoio emocional às famílias que foram afetadas por essa tragédia. Estamos trabalhando de forma articulada com o prefeito Rubens Bomtempo desde o primeiro dia, e oferecemos ajuda também com projetos de recuperação da cidade.

Desde quinta-feira (17), a Defesa Civil de Niterói tem deslocado equipes com engenheiros, arquitetos, geógrafos e especialistas em geoprocessamento para Petrópolis. Equipes da Coordenadoria Especial de Direitos dos Animais e da Guarda Ambiental de Niterói também atuaram no resgate de animais na cidade imperial. 

A Secretaria Municipal de Assistência Social e Economia Solidária (Smases) está auxiliando a Secretaria de Assistência Social de Petrópolis no acolhimento às famílias desabrigadas. São 16 profissionais por dia, entre psicólogos, assistentes sociais e educadores, atuando em duas unidades de acolhimento temporário, nos bairros Independência e Quitandinha.

Hoje, dia 21/02, foi dia de dar início às equipes de operadores de trânsito da NitTrans, para dar suporte ao ordenamento do trânsito que é agravado pelo intenso fluxo de máquinas e equipes de socorro.

Niterói Solidária - Em apenas dois dias, a campanha Niterói Solidária arrecadou cerca de 10 toneladas de doações para ajudar às vítimas das chuvas em Petrópolis. Coordenada de forma voluntária pela Christa Vogel Grael, a campanha segue recebendo itens para para doação em três pontos centrais da cidade: Clube Central (Icaraí), Caminho Niemeyer (Centro) e Shopping Itaipu Multicenter (Região Oceânica), de segunda a sexta, das 10h às 16h.  

A maior necessidade dos moradores, neste momento, é de água potável (galões de até 20l), material de higiene e limpeza, fraldas infantis e geriátricas, absorvente higiênicos e alimentos não-perecíveis (prioridade para leite em pó), além de ração animal para cães e gatos. As equipes da Prefeitura estão responsáveis pela coleta, armazenamento e o transporte das doações até Petrópolis.

É Niterói se mostrando cada vez mais humana e solidária. Muito orgulho de nossa cidade! Vamos em frente!

Prefeito de Petrópolis agradece ajuda:

O prefeito de Petrópolis, Rubens Bomtempo, agradeceu ao povo de Niterói pelos donativos recebidos nos últimos dias e também pela colaboração do poder público da cidade.

“Temos uma relação histórica com Niterói e eu tenho certeza que essa colaboração entre os municípios fica como um exemplo de solidariedade. Essa rede de solidariedade que está subindo a serra tem sido extremamente importante", ressaltou Bomtempo.

"Eu sou moradora de Petrópolis há 70 anos. Viemos agora ver como estão os trabalhos e nos deparamos com essa rede de ajuda. Fiquei muito confortada por ver a equipe de Niterói trabalhando com tanto afinco para nos ajudar. Agradecemos, em nome do povo petropolitano, à Prefeitura de Niterói”, disse Eunice Wals, moradora e proprietária de imóveis em Petrópolis.

Saiba mais sobre a ação da Prefeitura de Niterói em Petrópolis:

A Clin e a Seconser enviaram cerca de 200 profissionais, entre garis, motoristas, mecânicos, operadores das pipas com jatos d'água de lavagem de pistas. O presidente da Clin, Luiz Fróes, ressaltou que o momento é de solidariedade com o município vizinho e que os servidores da companhia estão prontos para cooperar.

“Niterói está estendendo a mão para ajudar no que nós pudermos, assim como outros municípios também estão de mãos dadas aqui. A população de Niterói sempre é solidária. Nenhuma cidade se ergue dessa situação de guerra sem apoio. Nós estamos aqui representando aqueles que não podem vir pra cá”, afirmou Luiz Fróes. Também participaram da força-tarefa o secretário municipal de Defesa Civil e Geotecnia, Walace Medeiros, o secretário de Assistência Social, Elton Teixeira, e a secretária municipal de Conservação e Serviços Públicos, Dayse Monassa.

A gari Vanessa Maria da Rocha, 42 anos, está há 7 anos na Clin e foi uma das voluntárias que participou da limpeza do Centro de Petrópolis. Para ela, foi uma forma de demonstrar amor ao próximo através daquilo que ela sabe fazer.

“Eu me sinto honrada por estar aqui hoje trabalhando para impedir a propagação de doenças e melhorar a autoestima da população.  É hora de todos demonstrarmos solidariedade”, afirmou.



sábado, 26 de junho de 2021

NITERÓI NOS 90 ANOS DO CRISTO REDENTOR: tive a honra de chegar ao ombro do Cristo


Espiritualidade e reflexão: a benção de estar no ombro do Cristo e sentir-se tão perto. Muita energia!

Apontando para Niterói.

Com a parceria de sempre da Christa. 

No ponto mais extremo, próximo à mão do Cristo. Ao fundo, Ilhas Cagarras e Rasa.

Christa contempla com orgulho a beleza de Niterói do outro lado da Baía de Guanabara.

A Arquidiocese Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro está organizando uma grande celebração para os 90 anos do icônico monumento-santuário do Cristo Redentor, situado imponentemente no alto dos 709 metros de altitude do pico do Corcovado, no coração da cidade do Rio de Janeiro, constituindo-se no seu mais conhecido símbolo internacional. 

Na última quinta-feira, dia 24 de junho, a convite do padre Omar, reitor do Santuário do Cristo Redentor, eu e minha esposa Christa Grael, acompanhados de Paulo Novaes, presidente da NELTUR; André Bento, diretor de Turismo da NELTUR; Leonardo Caldeira, secretário de Comunicação da Prefeitura de Niterói, tivemos a honra de visitar o interior do monumento e subir até os Braços do Cristo, para usufruir de uma das mais lindas paisagens do mundo.

Saímos de casa às 4:30h da manhã, para chegar no pico do Corcovado às 5:30h, a tempo de subir os 10 lances de escadas estreitas, pelo meio das estruturas de concreto, e ver o sol nascer no alto do monumento. Foi uma experiência inesquecível, marcante para o resto da vida. Assistir a chegada do dia, num lugar de tanta energia espiritual, sentimento de paz e diante de uma das paisagens mais belas do mundo, é um privilégio.

Símbolo do Rio de Janeiro e do Brasil

O monumento ao Cristo é um patrimônio multidimensional e a sua presença é marcante na paisagem, podendo ser avistado como destaque de quase toda a Região Metropolitana. Além da dimensão religiosa, da importância econômica através da promoção do turismo do Rio e do Brasil, o monumento também me encanta pelo seu valor artístico, histórico e pelo pioneirismo da sua construção. 

Conforme consta em texto assinado por Nina Almeida Braga ("Cristo Redentor: uma narrativa da história"), na bela publicação "Cristo Redentor: divina geometria", do médico, empresário, artista plástico e ativista ambiental Oskar Metzavaht, a primeira expedição oficial ao Corcovado foi liderado por D. Pedro I, em 1824, que se fez acompanhar por Jean-Baptiste Debret que eternizou em suas telas a exuberância do lugar. Tempos depois, com o acesso mais facilitado, o naturalista Charles Darwin também visitou e se encantou com o local. 

Emocionante: rosto do Cristo, com as luzes do amanhecer.

Registro feito pela Christa: olhando por fora do acesso à parte externa.

Christa, Paulo Novaes e eu no interior do monumento. O espaço é apertado. Em alguns pontos é preciso engatinhar.

A Floresta da Tijuca também tornou-se uma marca da proteção e recuperação ambiental no Brasil, com a iniciativa pioneira de D. Pedro II de proteger e restaurar partes importantes da floresta, destruída pelas fazendas de café e que afetaram os mananciais que abasteciam a cidade do Rio de Janeiro. 

A obra da construção do monumento foi autorizada em 1922, como parte das celebrações do centenário da Independência, após uma forte mobilização católica para a sua efetivação. O projeto vencedor em um processo seletivo foi o do arquiteto e engenheiro carioca, Heitor da Silva Costa. Para viabilizar a obra, o projetista recorreu a Paris para encontrar um artista que fizesse a cabeça e as mãos, responsabilidade que foi atribuída a Paul Landowski, especialista em Art Deco. 

Para fazer o corpo e os braços, o arquiteto-engenheiro decidiu pelo uso do concreto armado, técnica recente na época, que revolucionou a engenharia, mas ainda ganhava espaço gradativamente entre os construtores. A primeira obra em concreto armado foi feita em 1849. Foi um pequeno barco, de 4,00 m x 1,30 m construído pelo francês Joseph-Louis Lambot, que patenteou a técnica em 1849. Inicialmente, havia muito ceticismo, como é comum acontecer com tudo que é muito inovador, mas o concreto armado foi ganhando espaço. Em 1902, foi construído o primeiro prédio de grande altura (64 metros), em Ohio, EUA (Camila Goretti & Natália Resende (?):"Uma breve história do concreto armado") . A primeira notícia do uso da técnica no Brasil está na publicação do professor Antônio de Paula Freitas, da Escola Politécnica do Rio de Janeiro, intitulada "Construcções em cimento armado", publicado em 1904. Atribuiu a primeira utilização da técnica na construção de prédios em Copacabana. (Fonte: Thiago Bomjardim e Danielle S. G. Fernandes, "A história do concreto armado no Brasil"). 

Na década de 1920, algumas obras marcantes da engenharia nacional utilizando o concreto armado começaram a surgir, como a marquise da arquibancada do Jockey Clube Brasileiro (Hipódromo da Gávea), projetado por Archimedes Memória. Foi considerada uma das maiores lajes em balanço do mundo na época.


A cabeça e mãos foram feitas pelo artista francês Paul Landowski

Fotos da época da obra de construção do Cristo Redentor. Foto da internet.

Portanto, é fascinante ver que o projeto do Cristo Redentor já tinha a sua concepção utilizando a nova técnica para esta finalidade e foi erguido em local tão desafiador, a mais de 700 metros de altitude. 

A obra teve início em 1926 e foi inaugurada em 12 de outubro de 1931, durando portanto 5 anos. Para a obra, foram importadas placas de metal da França e cimento da Suécia.

Christa e eu junto ao Coração do Cristo, na parte interna do monumento.


O Cristo Redentor, a fé, o turismo e a visitação ao Parque Nacional da Tijuca

O Cristo Redentor, o Pão de Açúcar e as praias da Zona Sul do Rio são as grandes atrações turísticas e cartões postais do turismo do RJ, porta de entrada do turismo nacional.

Em 2006, o monumento foi transformado em Santuário Católico e a gestão passou a ser da Arquidiocese da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Localizado no Parque Nacional da Tijuca, administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio, o Cristo Redentor é a atração mais visitada, com mais de 1/3 das visitas, em comparação com outras áreas do parque, como Estrada do Redentor, Pedra Bonita, Pedra da Gávea, Floresta da Tijuca e Vista Chinesa. Em 2016, ano dos Jogos Olímpicos Rio 2016, o Corcovado recebeu 2.057.231 visitantes. No ano seguinte, o número de visitantes caiu um pouco, chegando a 2.023.974, registrando uma queda mais expressiva em 2018, quando registrou-se 1.740.094 visitantes. Em 2019, a presença de turistas recuperou-se para 1.940.327. Em 2020, primeiro ano da pandemia, nos três primeiros meses do ano, o Corcovado recebeu 555.403 visitantes, até ser fechado em março por motivos de segurança sanitária. (Fonte: Prefeitura do Rio, in Corcovado é a área mais visitada do Parque Nacional da Tijuca). 

Portanto, verifica-se que o Cristo Redentor é o maior atrativo do Parque Nacional da Tijuca, que por sua vez é a unidade de conservação mais visitada do Brasil.

Segundo fomos informados durante a visita por gestores do Santuário, uma demanda crescente no local é o turismo religioso, tendo sido o local palco de celebração de casamentos de muitas celebridades, tornado a procura crescente. A agenda de eventos no local está lotada, somente tendo vagas para novos eventos com muitos meses de antecedência. Por exemplo, no dia da nossa visita, encontramos ao descer do monumento, um casal do Recife, que chegava para se casar. Isso era antes de 8:00 da manhã!

Cristo Redentor e Niterói

Há muita afinidade de Niterói com o monumento do Cristo Redentor. Com obra iniciada em 1890 e inaugurada em dezembro de 1900, portanto bem antes da decisão de construir a obra no Corcovado, erigiu-se um monumento em homenagem à Nossa Senhora Auxiliadora, no Morro da Atalaia, bairro de Santa Rosa, em Niterói. Dizem que a santa em Niterói já olhava para o Corcovado, mesmo antes da construção do Cristo Redentor. 

Outro fato é que, segundo algumas fontes, ao chegar da França, a cabeça do Cristo teve a sua conclusão finalizada em uma propriedade rural em São Gonçalo, contando com o trabalho de artesãos de Niterói. 

O Corcovado terá lunetas para olhar para Niterói.

Niterói, ao fundo, visto do Corcovado.


Niterói e a celebração dos 90 anos do Cristo Redentor

Apesar de ser na cidade vizinha, o Corcovado faz parte da paisagem de Niterói e a nossa cidade pode se beneficiar muito mais do turismo promovido e impulsionado pelo Cristo Redentor. 

Em maio, assinei com o reitor do Santuário Cristo Redentor, Padre Omar, um termo de cooperação inserindo a cidade no calendário de atividades comemorativas. O Museu de Arte Contemporânea (MAC) de Niterói, vai receber a exposição “Cristo Redentor – Divina Geometria”, de Oskar Metsavaht. Portanto, vamos integrar as celebrações de 90 anos do Cristo Redentor, 25 anos do MAC e 448 anos de Niterói. 

A ideia é promover a conexão de Niterói com o Cristo Redentor e divulgar as atrações da cidade para os visitantes do Corcovado. Teremos equipes no local para promover a cidade e um stand com informações.

Um circuito de luzes, promovendo efeitos especiais entre o Cristo e o MAC, também acontecerá durante as comemorações. Uma luneta será instalada na escadaria do Santuário Cristo Redentor apontando para Niterói, mostrando ao turista o que ele verá quando vier visitar a cidade. Representante de Governança Corporativa do Cristo Redentor, Rodrigo de Souza celebrou a parceria.

“Para nós do Santuário Cristo Redentor e da Arquidiocese do Rio de Janeiro é um grande prazer poder integrar Niterói às comemorações dos 90 anos. A gente fica muito feliz com essa parceria com a cidade e esperamos fomentar o turismo tanto lá, quanto aqui no próprio Cristo Redentor. Tenho certeza que será uma colaboração de muito sucesso para todos”, finalizou.

Importante salientar que acreditamos muito no turismo como uma das atividades capazes de alavancar a economia de Niterói no período da pós-Covid, considerando toda a cadeia produtiva existente em torno da atividade. Integrando ao turismo tudo o que Niterói tem a oferecer na cultura, na gastronomia, nos esportes, na agenda de eventos, poderemos gerar mais empregos e oportunidades para a nossa população.

Continuaremos trabalhando para promover a nossa cidade e a garantir que tenha o justo e merecido protagonismo, em benefício da população de Niterói.

Axel Grael
Prefeito de Niterói